Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Moçambique - População de elefantes cresce de 9 mil para mais de 22 mil em 2025

O país registou um crescimento significativo da população de elefantes, que passou de pouco mais de nove mil animais, em 2018, para cerca de 22.700, em 2025. Apesar dos resultados positivos, as autoridades alertam que a expansão da agricultura, dos assentamentos humanos, da exploração florestal e da mineração continua a ameaçar a fauna bravia e os seus habitats.


Moçambique conta actualmente com uma população estimada em cerca de 22.700 elefantes, segundo os resultados do Censo Nacional de Elefantes e de Grandes Mamíferos 2025, divulgados esta sexta-feira pela Administração Nacional das Áreas de Conservação.

O número representa um aumento expressivo em relação aos 9114 elefantes contabilizados no último censo, realizado em 2018. O levantamento aponta igualmente para uma redução significativa do número de carcaças de elefantes, com o rácio a baixar de 48,35%, em 2018, para 4,6%, em 2025, não obstante a continuidade de invasões de reservas.

O censo foi financiado pelo Governo da Suécia, através do Programa de Conservação da Biodiversidade, coordenado pela BIOFUND, com o envolvimento da Universidade Eduardo Mondlane.

Mais do que preocupação, os dados devem ser aproveitados para tirar proveito económico e financeiro.

O relatório refere ainda que os dados do norte do país poderão estar subestimados, uma vez que algumas zonas de Cabo Delgado e da Reserva Especial do Niassa não foram abrangidas pelo levantamento, devido às limitações de segurança. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 22 de maio de 2025

Moçambique - Rudêncio Morais lança “Pesquisa de Hidrocarbonetos em Moçambique” em livro

Rudêncio Morais vai no dia 27, pelas 16h, no Anfiteatro da Faculdade de Ciências da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em Maputo, lançar o livro “Pesquisa de Hidrocarbonetos em Moçambique”.



O estudo, segundo uma nota de imprensa, oferece uma análise crítica e fundamentada sobre os processos de prospecção e exploração de hidrocarbonetos em Moçambique, abordando as implicações económicas, sociais, ambientais e políticas da actividade estratégica.

Assim, o autor, que também é poeta, examina de forma aprofundada, os principais actores, as políticas públicas e os desafios de governação e sustentabilidade que rodeiam o sector energético nacional.

Editado pela Ethale Publishing, o livro “Pesquisa de Hidrocarbonetos em Moçambique” será apresentado por Daud Jamal. Director da Faculdade de Ciências da UEM, e comentado pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, cuja intervenção trará uma visão institucional e estratégica sobre o tema.

Com esta publicação, a Ethale Publishing reforça o seu compromisso com a valorização do conhecimento produzido em Moçambique, promovendo reflexões que contribuam para políticas públicas mais informadas e alinhadas com os interesses do país.

Rudêncio Morais é investigador e analista de políticas públicas com vasta experiência no estudo dos recursos naturais e desenvolvimento sustentável em Moçambique. Com um percurso académico e profissional ligado à análise económica e à energia, Morais contribui com uma perspectiva local, técnica e crítica sobre os caminhos para uma exploração mais justa e sustentável dos recursos naturais. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Moçambique - Centros de Língua Portuguesa realizam Olimpíadas Camonianas na cidade de Maputo

No âmbito das celebrações do quinto Centenário do Nascimento de Camões, os Centros de Língua Portuguesa – Camões, instalados na Universidade Pedagógica de Maputo e na Universidade Eduardo Mondlane realizam, sábado, entre as 9h00 e as 10h30, as Olimpíadas Camonianas.


A actividade consiste na realização de uma prova online composta por questões que testam o conhecimento dos concorrentes sobre a vida e a obra de Luís de Camões.

Através da realização das Olimpíadas Camonianas, pretende-se incentivar o conhecimento sobre a vida de Luís de Camões, promover uma postura reflexiva sobre a obra e o legado literário do escritor e desenvolver o gosto pela literatura e pelos estudos literários.

A participação nas Olimpíadas Camonianas está aberta aos estudantes moçambicanos de todos os níveis de ensino, através de uma ligação de acesso à prova disponibilizada pela organização.

Os vencedores receberão prémios monetários e em material bibliográfico num valor total de 18.000,00 meticais, distribuídos pelos primeiros três classificados. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 1 de outubro de 2024

Moçambique - Mozal oferece a jovens 120 bolsas de estudo para 2025

São cento e vinte estudantes nacionais que vão beneficiar de bolsas de estudo oferecidas pela multinacional Mozal, no âmbito da sua responsabilidade social. O projecto vem sendo desenvolvido desde 2018 e formou mais de 390 jovens nos ensinos técnico e superior.


Com a disponibilização de mais 120 bolsas de estudo, a Mozal diz que pretende dar oportunidades a jovens sem condições mínimas para continuar com os estudos após a conclusão do ensino médio. As bolsas incluem estudantes com necessidades especiais.

A presente edição 2025 oferece inscrições para as áreas de engenharias, Ciências Exactas e Ciências Sociais, nas Universidades Eduardo Mondlane e Industrial Armando Emílio Guebuza e no Instituto Industrial e Comercial da Matola parte dos beneficiários. No leque, serão, também, incluídos 10 centros ao longo das províncias, excepto Inhambane.

A Mozal acredita que a formação é um dos factores determinantes para o desenvolvimento de habilidades humanas e técnicas necessárias para o aumento dos níveis de empregabilidade e de geração do auto-emprego em prol do desenvolvimento do nosso país.

“O acto que hoje presenciamos é a continuidade das acções do Programa Mulher na Indústria. É um programa que começou em 2018 com o objectivo de capacitar e inserir a mulher nas actividades do setor industrial, onde a sua participação ainda é relativamente baixa”, defende Gil Cumaio, director dos Assuntos Externos da Mozal.

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) recebe de braços abertos a iniciativa e afirma que “bolsas parecem um número, e nesta questão não é a gente falar só de número, mas há pessoas por trás dessas bolsas. Por cada pessoa, pretende-se desenvolver um projecto de vida”, diz Diniz Juízo, representante da UEM, que defende que esta é uma forma de a Mozal devolver para a sociedade aqueles ganhos que, como empresa e como indústria, tem tido nesta sua empreitada.

Os beneficiários prometem que vão usar da melhor forma as oportunidades oferecidas. O programa lançado esta terça-feira, assim como nas edições anteriores, vai incluir aulas gratuitas de preparação para exames de admissão para os potenciais beneficiários das bolsas de estudo. Jaime Inácio – Moçambique in “O País”


sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Macau - Universidade de Macau visita Angola e Moçambique e aprofunda cooperação jurídica com instituições locais

Com o objectivo de potenciar o papel de Macau como ponte entre a China e os países de língua portuguesa e responder ao apelo nacional para o cultivo de talentos jurídicos estrangeiros, uma delegação da Universidade de Macau visitou universidades e departamentos jurídicos em Moçambique e Angola. Durante as visitas, foram abordadas questões jurídicas internacionais e exploraram formas de capacitar programas internacionais de desenvolvimento profissional jurídico


Uma delegação da Universidade de Macau (UM), liderada pelo director da sua Faculdade de Direito e do Centro de Estudos Judiciários e Jurídicos da China e dos Países de Língua Oficial Portuguesa, Tong Io Cheng, visitou Moçambique e Angola para “desempenhar o papel de Macau como ponte entre a China e os países de língua portuguesa” e “responder à necessidade nacional de formar talentos em direito internacional”, pode ler-se num comunicado da instituição de ensino.

Durante as visitas, foram realizadas reuniões com instituições de ensino superior e departamentos jurídicos locais, discutindo questões de direito internacional e explorando formas de fortalecer os programas de formação jurídica internacional.

Em Moçambique, a delegação visitou a Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane, onde foi realizado o seminário “Celebrando 25 Anos de Cooperação: Parcerias Público-Privadas na China Continental, Macau e Moçambique e Seus Desafios”. Foi também lançada uma edição especial em comemoração à cooperação. A delegação participou ainda no seminário “Celebrando os 50 Anos da Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane”, discutindo temas como a importância do desenvolvimento científico nas universidades, as tendências da internacionalização do ensino jurídico e a integração das culturas jurídicas chinesa e lusófona, acrescentou a UM.

Durante reuniões com o reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Manuel Guilherme Júnior, e o director da Faculdade de Direito, Eduardo Chiziane, foram debatidos planos de cooperação futura em pesquisa académica, formação de docentes e intercâmbio de estudantes, “visando aprimorar o nível de ensino e pesquisa jurídica e fortalecer a colaboração”.

A delegação também visitou Angola, onde esteve na Universidade Agostinho Neto e participou num seminário organizado pelo Centro de Estudos Jurídicos, Económicos e Sociais da Faculdade de Direito dessa Universidade. Em reuniões com o reitor Pedro Magalhães da UAN, o director da Faculdade de Direito da UAN, André Victor, e o director do Centro de Estudos Jurídicos, Económicos e Sociais, José Octávio Serra Van-Dúnem, foram discutidas questões relacionadas ao intercâmbio de estudantes, fortalecimento de cooperação docente, organização de seminários conjuntos e projectos de investigação, “acordando em intensificar a troca académica e realizar actividades científicas conjuntas”

A delegação de Macau visitou ainda o Tribunal Constitucional de Angola e a sua biblioteca, onde teve reunião com a presidente Laurinda Prazeres Cardoso e outros juízes. No encontro houve espaço a uma troca de opiniões sobre os sistemas judiciais da China e de Angola, “reconhecendo a importância da publicação conjunta de resultados de investigação e a promoção da cooperação bilateral”.

“Estas visitas reforçaram a base para a cooperação entre a Universidade de Macau e as instituições de ensino superior dos países de língua portuguesa, desempenhando um papel positivo na promoção da cooperação científica e jurídica entre a China e os países de língua portuguesa. A Universidade de Macau continuará a colaborar com Moçambique e Angola nas áreas de ensino jurídico, pesquisa e intercâmbio judicial, contribuindo para a promoção do intercâmbio académico regional e internacional e para a formação de talentos”, pode ler-se no comunicado da UM. In “Ponto Final” - Macau


quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Moçambique - Agência de viagens COTUR vai financiar a 25 estudantes do ensino superior

São estudantes moçambicanos, em número de 25, que se vão beneficiar de bolsas de estudo para frequentar o ensino superior no país. A informação foi avançada, esta quarta-feira, durante a assinatura de um memorando entre a UEM e a agência de viagens COTUR.


Trata-se de um programa de financiamento à formação de estudantes nacionais. De acordo com a agência de viagens COTUR, o apoio poderá incluir propinas universitárias, subsídios de alojamento e material didáctico.

As bolsas de estudos a serem atribuídas pela COTUR têm a duração máxima do tempo de estudos, sendo renovada anualmente mediante a apresentação de um bom aproveitamento pedagógico, em conformidade com o Regulamento de Bolsas de Estudo.

Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração da agência de viagem, Noor Momade, falou do impacto social que o programa poderá trazer.

“Estas bolsas de estudo terão um papel crucial na abolição das barreiras financeiras no acesso ao ensino superior, dando oportunidades iguais de desenvolvimento académico e profissional a todos os jovens. Com isto, não abrimos caminhos, apenas, da capacitação de indivíduos e a sua aquisição de conhecimento e formações especializadas, mas também a criação de uma trajectória ascendente para as suas famílias e comunidades”, referiu Noor Momade.

Para o Reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Manuel Guilherme, o apoio poderá servir de estímulo aos estudantes, que, mesmo sem condições, sonham em continuar com os seus estudos.

As bolsas serão renovadas anualmente mediante a apresentação de bom aproveitamento pedagógico dos estudantes. Arnosso Cuco – Moçambique in “O País”


domingo, 26 de fevereiro de 2023

Moçambique - Livro propõe padronização das línguas nacionais


Padronização da Ortografia de Línguas Moçambicanas” é o título do livro que propõe a uniformização da pronúncia e a escrita das línguas nacionais, que foi apresentado no dia 21, de fevereiro, na Universidade Eduardo Mondlane, na cidade de Maputo, no âmbito das celebrações do Dia internacional da língua Materna, assinalado a 21 de Fevereiro.

Segundo o Jornal Notícias, a obra, da autoria dos académicos moçambicanos, Armindo Ngunga, Carlos Manuel, David Langa, Inês Machung e Crisófita da Câmara, baseia-se no estudo de 19 línguas nacionais e é fruto de relatório do IV Seminário de Pesquisa de Línguas Moçambicanas.

Segundo o académico Armindo Ngunga, nas escolas usa-se as línguas moçambicanas de forma não padronizada, tal como acontece nas igrejas, nos órgãos de comunicação social, entre outros actores.

“Isso não nos permite traduzir, por exemplo, um instrumento legal como a Constituição da República, daí que o ideal é padronizar a forma de escrita para que os professores possam saber ensinar da melhor forma”, disse.

Acrescentou que “como cientistas fizemos a nossa parte. Cabe agora ao governo e à Assembleia da República produzirem os instrumentos legais para que se possa padronizar a ortografia das línguas nacionais”.

Já para a co-autora Inês Machungo, a obra é fruto de um seminário realizado em 2018, tendo para o efeito sido compilada informação contida nos relatórios parciais produzidos pelos grupos de língua que participaram no evento. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


 

sábado, 15 de outubro de 2022

Moçambique - Camões e Faculdade de Letras da Universidade Eduardo Mondlane realizam 32º Curso de Literaturas em Língua Portuguesa

A escrita criativa e a crítica literária é o tema do 32º Curso de Literaturas em Língua Portuguesa, que se realiza de 24 a 26 deste mês de Outubro, das 18h00 às 20h00, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

Segundo avança a nota de imprensa sobre o evento, o Curso de Literaturas é a iniciativa cultural mais antiga do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, realizada em parceria com a Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), que, em edições anteriores, trouxe a Maputo autores como José Saramago e Lídia Jorge, ou, mais recentemente, José Luís Peixoto, Afonso Cruz, David Machado, Pedro Mexia, Alexandra Lucas Coelho e Joana Bértholo.

Com o Curso, avança a organização, pretende-se promover a leitura e o sentido crítico dos leitores, bem como proporcionar um espaço de debate e contacto com escritores ou académicos convidados.

A 32ª edição do Curso de Literaturas em Língua Portuguesa destaca “A escrita criativa e a crítica literária”, numa abordagem transdisciplinar da escrita literária. O programa do Curso decorre durante três dias, em período pós-laboral, e conta, geralmente, com um grande número de participantes, entre estudantes, escritores e uma comunidade profissional variada. Para esta edição do Curso de Literaturas, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo convidou Lúcia Vicente, historiadora, escritora e actriz portuguesa.

No dia 24 de Outubro, a abrir o programa do Curso, a convidada Lúcia Vicente partilhará a sua experiência na área da escrita criativa, e na residência literária que está a realizar em Maputo. O painel será repartido com o escritor Eduardo Quive, também participante no mesmo programa de residências, e contará com a moderação de Eliana N’Zualo.

O dia seguinte, 25 de Outubro, será dedicado ao tema “Escrever sobre literatura”, com apresentações dos docentes da Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS) da UEM, Albino Macuácua, Lucílio Manjate e Osvaldo Neves. Esta sessão contará com a moderação do jornalista Elton Pila.

A finalizar este programa, o dia 26 de Outubro será dedicado ao tema “O papel da crítica na produção literária”, com partilhas entre António Cabrita, Francisco Noa e José dos Remédios. A última sessão do Curso de Literaturas será moderada pela leitora do Camões, Conceição Siopa.

A participação no 32º Curso de Literaturas é livre, mas caso se pretenda certificado de participação no Curso, deverá ser feita uma inscrição prévia, entre 10 e 13 de Outubro, e assistir a todas as sessões do Curso. As inscrições poderão ser feitas na Biblioteca do Camões – Centro Cultural Português em Maputo ou na secretaria da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane. In “Camões – Centro Cultural Português em Maputo” – Moçambique

Nota Biográfica:

Lúcia Vicente nasceu em 1979, em Faro, no sul de Portugal, numa família cheia de mulheres. Foi a primeira desse núcleo a concluir uma licenciatura. Cedo se questionou sobre o papel da mulher na sociedade e por que razão os livros de História nunca mencionavam mulheres. Em 1995, criou, juntamente com um grupo de amigos, o coletivo feminista MUPI (Mulheres Unidas Pela Igualdade), e dedicou-se ao ativismo feminista em adolescente. Em 1997, foge rumo a Lisboa, onde se licenciou em História e História Cultural e das Mentalidades na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Em 2007, ingressa no mestrado de Estudos de Género da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, que nunca terminou por diferenças ideológicas. Com tendência para mudar de poiso de 10 em 10 anos: a última vez, farta de gente, saiu de Berlim direitinha para um monte alentejano, onde vive com o seu companheiro, filha e os seus dois cães. Já teve milhões de ofícios. Os seus favoritos são ser escritora-poeta e dedicar-se à educação para o feminismo. Em 2018 publicou o seu primeiro livro para crianças, ​Portuguesas com M grande​. ​Raízes Negras é o seu último livro. A preparar o primeiro livro de poesia “Do dia que passa e além mar”.

 

sábado, 13 de março de 2021

Moçambique - Projeto do primeiro Dicionário de Português de Moçambique arranca com formação em Maputo

Os trabalhos para a elaboração do primeiro dicionário de língua portuguesa de Moçambique (DiPoMo) arrancaram, em Maputo, com uma formação promovida pela Cátedra de Português da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), anunciou o Instituto Camões.

O anúncio do arranque do projeto para o lançamento de um dicionário de língua portuguesa de Moçambique, com financiamento do Instituto Camões, através do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), tinha sido feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, no início de março no parlamento português.

“É o primeiro dicionário da língua comum de Saramago e Mia Couto que se publicará fora de Portugal e do Brasil”, disse na altura Santos Silva.

De acordo com uma nota do Instituto Camões, no âmbito do Projeto DiPoMo – Dicionário do Português de Moçambique, a Cátedra de Português Língua Segunda e Estrangeira na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em Maputo, promoveu, no início de março, o primeiro curso de formação sobre a construção do “corpus do português de Moçambique”.

A formação, que decorreu de forma virtual, contou com a participação de investigadores e representantes de cada uma das províncias moçambicanas.

O Dicionário de Português de Moçambique surge na sequência da construção e publicação, em 2014, do Vocabulário Ortográfico Moçambicano da Língua Portuguesa – VOMOLP, “recurso que permitiu descrever o português moçambicano” e “desenvolver um primeiro recurso linguístico de larga escala”, segundo a nota.

O VOMOLP é parte integrante do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC), acervo do qual constam vocabulários ortográficos de outros países de língua portuguesa.

De acordo com o Instituto Camões, a construção do DiPoMo, numa perspetiva de descrição global do léxico da variedade moçambicana da língua portuguesa, permite o seu uso em instituições de ensino e serve de base para a construção de recursos didáticos adequados a Moçambique.

Servirá igualmente de base para a criação de recursos computacionais, nomeadamente de reconhecimento e síntese de voz, correção ortográfica e indexação semântica.

O projeto é coordenado por Inês Machungo, da UEM, José Pedro Ferreira, do CELGA-ILTEC e Maria João Diniz, da UEM, e conta com a participação de linguistas, professores e outros profissionais da área das línguas de todas as regiões de Moçambique e ainda com um corpo de consultores de outros países de língua portuguesa, incluindo Portugal. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Moçambique – Investigadora ganha prémio da UNESCO para mulheres cientistas

A bióloga e investigadora moçambicana do Instituto Nacional de Saúde, Raquel Matavele, foi distinguida com o prémio Early Career Fellowship, iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), referiu uma nota oficial.

Raquel Matavele ficou entre as 15 investigadoras do continente africano e da região da Ásia-Pacífico vencedoras do prémio, de 50 mil dólares (42,3 mil euros), ao qual concorreu com um projeto relacionado com potenciais tratamentos para covid-19 em populações residentes nas zonas tropicais de África, através de plantas nativas para controlar a resposta inflamatória exacerbada que ocorre em casos graves, refere a nota do Instituto Nacional de Saúde (INS).

“Ao prémio em alusão candidataram-se investigadoras de cerca de 60 países de todos os continentes”, acrescenta o INS.

Raquel Matavele é licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Eduardo Mondlane, mestre em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Instituto Oswaldo Cruz, no Brasil, e doutorada em Ciências Biomédicas pela Universidade de Antuérpia, na Bélgica.

A investigadora moçambicana é coordenadora do Programa de Doenças Endémicas de Grande Impacto Sanitário no INS.

Moçambique regista um total acumulado de 9296 casos de covid-19 com 66 mortos e 6104 recuperados (65% do total), segundo as últimas atualizações.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e quarenta e cinco mil mortos e mais de 35,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

terça-feira, 3 de março de 2020

Moçambique - Recuperação de algas marinhas pode beneficiar comunidades locais

A Universidade Eduardo Mondlane está a identificar e a restaurar habitats de algas marinhas, consideradas “baterias de oxigénio para o oceano”. No noroeste da Baía de Maputo, 86% dos prados foram perdidos, o quadro coloca em risco a agricultura local, emprego e segurança alimentar



Em Moçambique, vários especialistas alertam que a pesca destrutiva de moluscos, junto com inundações e a sedimentação dos rios que desaguam na baía, estão destruindo com rapidez as algas marinhas.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, revelou com base em pesquisas que só no noroeste da Baía de Maputo, 86% dos prados de algas marinhas foram perdidos. O seu desaparecimento coloca sob risco a agricultura local, o emprego e a segurança alimentar.

Soluções

Para reverter essa situação, a Universidade Eduardo Mondlane, apoiada pelo governo de Moçambique, vem identificando e restaurando habitats de algas marinhas nas baías de Inhambane e Maputo.

Como parte do projecto, as comunidades próximas a essas áreas aprenderão práticas de pesca não destrutivas e elaborarão um plano local de gestão das algas marinhas.

O Pnuma ressalta que mais algas podem beneficiar a saúde e a recreação de 60% da população moçambicana que vive ao longo da costa.

Comunidades locais

De Maputo, capital do país, Salomão Bandeira, da Universidade Eduardo Mondlane, explica que, de facto, as algas marinhas ajudam a sustentar a vida nas baías.

Contou que camarões, pepinos do mar, amêijoas e caranguejos encontrados nestes prados subaquáticos são fonte de alimento e emprego para as comunidades locais.

Ele explica que a pesca de mariscos e caranguejos nas algas marinhas significa muito para as pessoas da região. O especialista explicou que não se trata apenas de um recurso, mas sim de um modo de vida".

Bandeira acrescenta que “as algas marinhas agem como uma espécie de bateria de oxigénio para o oceano”, tornando o mar mais seguro e limpo para a pesca.

Benefícios

Com mais algas marinhas, há mais espaço para o crescimento de moluscos, o que poderia impulsionar as empresas pesqueiras locais e melhorar a segurança alimentar das comunidades.

Além disso, o turismo também pode ser beneficiado, uma vez que, cada vez mais, pessoas podem começar a visitar as baías, atraídas pela grande biodiversidade proporcionada por estas algas.

De acordo com o Pnuma, o projecto pode até ter um impacto maior. A Universidade Eduardo Mondlane espera que as lições aprendidas com suas técnicas de restauração possam ser usadas em outros países do Oceano Índico Ocidental, também combatendo a degradação das algas marinhas.

Outras vantagens ambientais deste projecto é a proteção de espécies únicas, como o dugongo, que se alimenta de algas marinhas das baías. A iniciativa ajudará na produção crescente de alimentos para esta espécie, ameaçada de extinção no Oceano Índico Ocidental.

Convenção de Nairóbi

A proposta está a ser financiada pelo Programa de Ação Estratégica para a Proteção do Oceano Índico Ocidental contra Fontes e Actividades Terrestres, projecto da Convenção de Nairóbi.

A Convenção, parte do Programa de Mares Regionais do Pnuma, serve como uma plataforma para governos, sociedade civil e sector privado actuarem juntos para a gestão e uso sustentável do ambiente marinho e costeiro do Oceano Índico Ocidental.

O projecto, financiado pelo Global Environment Facility, prioriza a redução da actividade terrestre neste ambiente, protegendo habitats críticos, melhorando a qualidade da água e fazendo a gestão dos fluxos dos rios.

ODS

A implementação bem-sucedida do projecto também ajudará Moçambique a cumprir a meta 2 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14, sobre gerir e proteger de forma sustentável os ecossistemas marinhos e costeiros.

Como as algas marinhas desempenham um papel crítico na saúde dos seres humanos e do meio ambiente, a sociedade civil está em campanha para que as Nações Unidas reconheçam oficialmente o dia 1º de março como o Dia Mundial das Algas Marinhas. ONU News – Nações Unidas

sábado, 31 de agosto de 2019

Moçambique - Jurista português explica sobre origens do Processo Civil

A Associação Moçambicana de Juízes (AMJ) reuniu, na última quinta-feira, 29 de Agosto, em Maputo, juízes, docentes e estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), para reflectirem sobre as origens do processo civil moçambicano, de modo a perceberem os procedimentos práticos do modelo processual civil, em vigor, e articulação entre os sujeitos e intervenientes processuais.

A palestra, promovida pela AMJ, em parceria com o Núcleo dos Estudantes da Faculdade de Direito da UEM, foi orientada pelo jurista português António Pracana Martins, que dissertou sobre o Direito Romano e sobre o que ocorreu, neste contexto, entre os anos 1700 e 1800, altura em que viveu o grande jurista português José Caetano Pereira e Sousa, autor do livro “Primeiras Linhas Sobre o Processo Civil”.

“As origens do processo civil são remotas, vêm desde o Direito Romano. O Código de Processo Civil que está em vigor em Moçambique, aprovado, na essência, em 1939, em Portugal, foi sofrendo alterações mais ou menos profundas sem, no entanto, se descaracterizar”, referiu António Pracana Martins.

O jurista acrescentou que, em Portugal, antes da produção do livro “Primeiras Linhas Sobre o Processo Civil”, o estudo do direito processual civil que era feito na Universidade de Coimbra obrigava a que os alunos estudassem, lendo livros escritos em latim. O modelo complicado, aparatoso, pesado, de movimentos difíceis, demorados e lentos constituía em si mesmo um óbice na vertente do acesso à justiça.

Disse, ainda, que esse paradigma não podia vingar para um código que se pretendia instrumental, acessório, adjectivo como tem de ser um código processual: "O bom Código de Procedimentos tem de necessariamente ser uma ferramenta para deixar fluir a vida, que permite alcançar uma decisão substantiva rigorosa e sustentada, e que numa palavra se assume como algo cujo valor é tanto maior quanto menos se notar".

Abordado momentos após a palestra, o presidente da AMJ, Carlos Mondlane, disse pretender-se com o evento introduzir os estudantes universitários à componente prática das profissões, uma vez que a universidade tem ministrado conteúdos meramente teóricos.

“Através desta ligação entre o núcleo dos estudantes e a AMJ, vamos gradualmente introduzir os estudantes à vertente prática das profissões. Neste caso, trouxemos um tema muito importante que é para perceber a evolução do modelo processual civil moçambicano”, destacou Carlos Mondlane.

Tratou-se, conforme enfatizou, de uma explicação histórica sobre o processo civil, para permitir que os estudantes percebam bem e se situem sobre os constrangimentos que muitas vezes se colocam no acesso à justiça em Moçambique.

Por sua vez, Caio Raposo, presidente do Núcleo dos Estudantes da Faculdade de Direito da UEM, explicou ser de interesse da organização estudantil interagir com as instituições de justiça.

“Este evento ocorre no âmbito da parceria que o núcleo tem com a Associação Moçambicana de Juízes e demais parceiros, porque entendemos que mais do que ler os livros temos que aliar isto à prática, sendo que a única forma de fazer isto acontecer é estabelecer parcerias”, concluiu. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sábado, 15 de dezembro de 2018

Moçambique - Autores da primeira ópera de Mozart adaptada apelam à dramaturgia nacional



Professores e estudantes que adaptaram pela primeira vez uma ópera de Mozart em Moçambique defenderam ontem à Lusa a criação de uma “dramaturgia moçambicana”, considerando que o país possui “talento e histórias” suficientes para produções artísticas.

“O nosso objetivo é criar uma dramaturgia moçambicana”, disse Victor Gonçalves, docente da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e diretor-geral da Ópera “Mwango e Mwango”, que ontem estreou em Maputo.

Com a primeira apresentação, que juntou centenas de pessoas no Centro Cultural da UEM, os organizadores esperam mudar a consciência da sociedade sobre a importância da arte, contando histórias baseadas na realidade do país.

“Queremos criar uma dramaturgia com base em temas e histórias de Moçambique. Esta apresentação é uma forma de ensaiar esta perspetiva”, afirmou Victor Gonçalves.

A ópera é o resultado de uma adaptação de “Bastien und Bastienne”, uma das primeiras obras de Mozart, baseada numa peça de Jean Jaques Rousseau, e que foi apresentada pela primeira vez em 1768.

O enredo original narra as aventuras de Bastienne, uma jovem camponesa que perde o seu amado para uma nobre dama. A jovem procura um feiticeiro para recuperar o seu amado.

Na versão adaptada, a história acontece na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, e conta também a experiência de uma rapariga que recorre a um curandeiro para recuperar o seu amado.

Para o reitor da UEM, Orlando Quilambo, a iniciativa vai contribuir para uma mudança de consciência sobre a importância da arte e da cultura em Moçambique, principalmente entre a camada jovem.

“A cultura é o instrumento orientador da sociedade. Não há desenvolvimento sem cultura”, frisou à Lusa o reitor da UEM.

“Sentimo-nos orgulhosos: os nossos estudantes e professores conseguiram aqui ter uma tradição europeia misturada a uma tradição moçambicana”, concluiu.

O nome “Mwango e Mwango” é proveniente da língua maconde, falada numa parte do norte de Moçambique, e em português significa “meu e minha”.

A ópera, apresentada no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane, foi interpretada em cena por três cantores, sete músicos e dois atores, sob olhar atento de várias personalidades, entre as quais diplomatas e antigos quadros do Governo moçambicano. In “Por Somos” – Macau com “Lusa”

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Moçambique - Semana Cultural Moçambique - Portugal

Arranca esta terça-feira, 6 de Novembro, em Maputo, a semana Cultural Moçambique-Portugal, uma iniciativa de promoção da cooperação cultural, musical, entre outras áreas de interesse, no âmbito universitário, entre a Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a Universidade Pedagógica (UP) e a Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto (ESMAE). A mesma conta com o patrocínio do BCI e da ARTEMEDA, e como apoio da Órbita e da ESMAE.

Em Maputo, encontram-se já o guitarrista e docente português, Artur Caldeira, licenciado em Guitarra Clássica e Mestre em Interpretação Artística pela ESMAE e na classe de José Pina. E o também guitarrista português, Daniel Paredes, licenciado em Guitarra Clássica pela ESMAE, frequentando actualmente o Mestrado em Interpretação Artística naquela prestigiada instituição.

A semana vai proporcionar sessões de formação a docentes e discentes, workshop sobre didáctica de ensino de instrumento, troca de experiência curricular e pedagógica, com vista a potenciar as universidades moçambicanas no ensino da música, na investigação musical e na interacção com o público.

Pretende-se igualmente com o projecto conceber uma plataforma comum de trabalho para o futuro, com ênfase para a investigação científica, explorando o potencial do espólio musical moçambicano, através da variada gama de instrumentos tradicionais existentes, passíveis de configurar novos pensamentos musicais, contribuindo para o enriquecimento e valorização da cultura moçambicana no país e no mundo.

Refira-se que a cerimónia de abertura da Semana Cultural terá lugar hoje, dia 6, às 15 horas, no Centro Cultural Universitário da UEM, e contará com a presença da Embaixadora de Portugal; dos Reitores da UEM, e da UP; do representante da Universidade do Porto, entre outras personalidades públicas, membros dos corpos docente e discente destas instituições de ensino, músicos e convidados. A cerimónia terá momentos de poesia, teatro e música. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Moçambique - Acervo Digital Suahíli

Universidades de Moçambique e do Brasil lançaram o “Acervo Digital Suahíli”, um projecto que visa disponibilizar conteúdos na Internet sobre a história e a cultura swahíli do norte de Moçambique, informa um comunicado enviado à Lusa.

“A intenção é que o Acervo Digital Suahíli possa fomentar mais pesquisas académicas e propiciar o aperfeiçoamento do ensino nas universidades e nas escolas, bem como contribuir para a formação de docentes”, refere a nota de imprensa.

O projecto, lançado no Brasil, é da autoria de 12 pesquisadores das universidades moçambicanas Eduardo Mondlane, Lúrio e a brasileira Católica do Rio de Janeiro.

Os conteúdos disponibilizados, em formato digital, incluem manuscritos em “ajami”, escrita das línguas africanas usando o alfabeto árabe, mapas, vídeos com entrevistas e manifestações culturais em áudio e imagens, segundo a nota.

“Dessa forma, está a ser privilegiada a popularização e a difusão de tecnologias como meio de inclusão social, proporcionando conteúdos digitais como instrumento de apoio a professores e estudantes”, refere a nota. In “Jornal de Notícias” – Moçambique com “Lusa”

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Moçambique – Universidade Eduardo Mondlane abre licenciatura em chinês

A Universidade Eduardo Mondlane, uma das mais antigas instituições de ensino superior em Moçambique, prepara-se para abrir este ano uma licenciatura em chinês, de acordo com a agência oficial chinesa de notícias Xinhua.

O Instituto Confúcio da universidade será responsável pela gestão do curso de quatro anos, segundo a agência noticiosa. O Instituto Confúcio é uma organização educativa sem fins lucrativos – ligada ao Ministério chinês da Educação – que tem como objectivo promover a língua chinesa no mundo.

“Temos vindo a ensinar chinês localmente, mas apenas através de cursos de curta duração. Cerca de 2.000 estudantes já beneficiaram [desses cursos]”, afirmou Xing Xianhong, Director Executivo do Instituto Confúcio da Universidade Eduardo Mondlane, citado pela Xinhua.

“Através de uma colaboração com os dirigentes da universidade, decidimos fazer mais e criar uma licenciatura em chinês”, acrescentou o responsável.

De acordo com a Xinhua, a licenciatura deverá começar em Fevereiro, disponibilizando inicialmente 60 vagas. Xing Xianhong adiantou que os alunos terão a oportunidade de visitar universidades da China, bem como de trabalhar enquanto tradutores em empresas chinesas com presença em Moçambique. In “Fórum Macau” - Macau