Vamos
aprender português, cantando
Ainda estou à espera pra
entender,
a mastigar, a entreter-te
até um refrão
que eu invento só para
nós.
E pus-me imaginar pelo
prazer
da auto-medicação,
dá-me outra gota, ainda
aguento outra dor,
agora que eu sou um lado B
da canção.
Não são monumentos, faço
apenas pó
que, temo, nunca vou poder
inspirar,
vou só esperar em alta
voz.
Da minha voz não sai nada.
Nestes dias do nada
ficam bocados de nós,
esse gigante nada,
só um zero maior.
Uma geração apagada,
sobram pedaços de nós,
a nossa média era nada,
somos um zero maior.
Estive a pensar
inscrever-me na FCSH
só por
"auto-recreação"
num curso em ilusão.
Para depois recusar
conceber,
martelar em rima pobre a
conclusão
de que tudo foi e eu não.
Fiquei com as sobras de
nada.
Nestes dias do nada
ficam bocados de nós,
esse gigante nada,
só um zero maior.
Uma geração apagada,
sobram pedaços de nós,
a nossa média era nada,
somos um zero maior.
A conclusão irá sempre dar
a uma oração.
A uma oração…
A conclusão não dá nada.
Nestes dias do nada
ficam bocados de nós,
esse gigante nada,
só um zero maior.
Uma geração apagada,
sobram pedaços de nós,
a nossa média era nada,
somos um zero maior.
Somos um zero maior.
Somos um zero maior.
Benjamim - Portugal
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