Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Brasil - Expande manejo sustentável de florestas, diz ONU

Relatório indica que entre 2020 e 2025, a área sob concessões federais saltou de 1,05 para 1,59 milhão de hectares, o Brasil também lidera Fundo para captar US$ 125 mil milhões em proteção de áreas verdes


A área florestal global diminuiu em mais de 40 milhões de hectares entre 2015 e 2025, de acordo com um novo relatório divulgado pela ONU nesta segunda-feira.

O Relatório Global de Florestas de 2026 afirma que, embora alguns países estejam a reforçar políticas de proteção das matas, o financiamento para a gestão florestal sustentável permanece muito abaixo das necessidades estimadas. O estudo foi divulgado na abertura do Fórum sobre Florestas, que acontece na sede da ONU.

Áreas verdes

Mas em algumas partes do globo, a tendência é ao revés. O Brasil, que aparece em segundo lugar no ranking de países com a maior quantidade de florestas no mundo, conseguiu ampliar o manejo sustentável.

Entre 2020 e 2025, o país que concentra 12% das áreas verdes no mundo, expandiu os territórios de florestas sob concessões federais de 1,05 para 1,59 milhão de hectares e aumentou significativamente a zona florestal sob planos de manejo sustentável de longo prazo.

Esse processo produziu mais de 2,15 milhões de metros cúbicos de madeira com origem garantida e rastreabilidade total, gerando mais de US$ 41,6 milhões, ou R$ 217 milhões, em receitas.

Instituto Chico Mendes

A iniciativa foi coordenada pelo Serviço Florestal Brasileiro, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O objetivo é assegurar o uso racional dos recursos florestais, a conservação da biodiversidade e a geração de benefícios para as comunidades locais.

O documento cita ainda o Fundo “Florestas Tropicais para Sempre”, TFF, lançado pelo Brasil em torno da 30.ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, COP30, com a meta de captar US$ 125 mil milhões junto a fundos soberanos e investidores institucionais.

Florestas Tropicais para Sempre

A iniciativa pretende proporcionar um financiamento previsível e com horizonte de várias décadas. Se totalmente capitalizado, o TFF poderia apoiar a proteção de mais de 1 bilhão de hectares de florestas tropicais em mais de 70 países em desenvolvimento.

O documento afirma que mecanismos inovadores de financiamento, instituições mais fortes e cooperação intersetorial são essenciais, num contexto em que pressões ligadas ao uso da terra, impactos climáticos, incêndios florestais, pragas e atividades ilegais continuam a ameaçar as florestas em muitas regiões. ONU News – Nações Unidas


quinta-feira, 12 de março de 2026

Cabo Verde e Portugal assinam memorando para reforçar cooperação no mar

Cabo Verde e Portugal assinaram um memorando de entendimento no domínio do mar para reforçar a cooperação institucional, técnica e científica entre os dois países, com foco no desenvolvimento da economia azul e na gestão sustentável dos recursos marinhos


“Assinámos este memorando de entendimento para hoje e para o futuro, mas com base numa análise profunda de tudo o que tem sido a cooperação entre Portugal e Cabo Verde no domínio do mar”, afirmou o ministro do Mar cabo-verdiano, Jorge Santos, durante a cerimónia realizada no arquipélago, na ilha de São Vicente.

Segundo o governante, o acordo permite consolidar a parceria entre os dois países num setor estratégico para o arquipélago, sublinhando o potencial da economia azul para gerar crescimento económico, emprego e novas oportunidades de investimento.

A cooperação deverá incidir, entre outros aspectos, na partilha de informação e dados científicos, na formação de recursos humanos e no reforço da capacidade institucional no domínio das políticas do mar.

Jorge Santos destacou ainda que o mar constitui uma das maiores riquezas de Cabo Verde e defendeu que a cooperação com Portugal pode contribuir para melhorar a organização do setor das pescas, a qualidade e certificação do pescado e o aproveitamento sustentável dos recursos marinhos.

O memorando foi assinado com o secretário de Estado das Pescas e do Mar de Portugal, Salvador Malheiro, e renova um entendimento anterior estabelecido entre os dois países em 2014.

Salvador Malheiro afirmou que a cooperação no domínio do mar tem sido consolidadas ao longo dos anos, refletindo as décadas de relações entre Cabo Verde e Portugal e o reforço dos laços institucionais e pessoais. “Temos uma ligação fortíssima pela nossa língua, mas antes da língua já tínhamos o mar que nos unia”, afirmou, acrescentando que a renovação do memorando surge num contexto em que a economia do mar e azul assumem crescente relevância a nível global. “Somos duas nações marítimas por excelência e chegou o momento de tirar partido dessa riqueza natural para melhorar a vida das pessoas”, disse, apontando que Cabo Verde tem sido “um país exemplo” na gestão do oceano e defendeu que o aproveitamento económico do mar deve estar sempre associado à sua preservação.

Além disso, avançou que estão a ser dados os primeiros passos para integrar Cabo Verde numa plataforma internacional dedicada à gestão do oceano. “Vamos com certeza concretizar essa integração de Cabo Verde numa plataforma internacional do mais alto nível, a chamada Alliance 100%, que visa, sobretudo, reconhecer esses países que olham para o mar e querem ter uma gestão a 100% do mar. E Cabo Verde pode contar com Portugal ainda para outros voos nesta matéria”, garantiu.

O governante acrescentou que Portugal está disponível para reforçar a cooperação com Cabo Verde em áreas como a pesca, o turismo náutico, a preservação dos ecossistemas marinhos e a construção e reparação naval.

Durante a visita de dois dias à ilha de São Vicente, Salvador Malheiro visitou várias infraestruturas ligadas ao sector marítimo e das pescas, nomeadamente os estaleiros navais, o Instituto do Mar e complexos de pesca. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Angola - Fabrimetal aumenta capacidade para 25 000 toneladas/mês

Comemoração do 15.º aniversário coincide com a entrada em funcionamento de uma nova unidade no início do próximo ano que vai permitir à Fabrimetal aumentar em 67% a sua produção actual


A Fabrimetal vai elevar a sua capacidade produtiva de 15.000 para 25.000 toneladas de aço por mês, graças a um novo investimento que marca a entrada da empresa numa fase de expansão acelerada. O anúncio coincide com a celebração dos 15 anos da empresa, reforçando o seu papel estratégico na redução das importações, no fortalecimento da cadeia industrial e na diversificação económica de Angola.

Numa cerimónia realizada no espaço Marenostrum, na Ilha de Luanda, colaboradores, parceiros e representantes do sector industrial revisitaram o percurso da empresa, numa altura em que a expansão da produção surge como o ponto mais importante da sua evolução recente.

Criada em 2010, a Fabrimetal iniciou operações com uma produção "modesta" de cerca de 2000 toneladas mensais, orientada sobretudo para o mercado informal. A partir de 2015, uma nova estratégia conduziu a empresa a um processo de restruturação que permitiu a migração para o mercado formal, com investimentos focados em qualidade, eficiência e modernização tecnológica. Quinze anos depois, a capacidade atingiu 15.000 toneladas/mês - sete vezes mais do que no início - e prepara-se agora para aumentar em mais 10.000 toneladas.

O reforço permitirá consolidar o seu peso no mercado nacional e contribuir para a diminuição da dependência externa de aço, num contexto em que a produção local ganha relevância para a estabilidade cambial e para a competitividade dos sectores da construção e das infraestruturas.

Este crescimento tem reflexo directo no emprego: a empresa conta hoje com cerca de 860 trabalhadores, 85% dos quais são nacionais, num modelo que promove transferência de competências e industrialização inclusiva. Durante a cerimónia, o director-geral, Luís Diogo, afirmou que os 15 anos da empresa representam "uma história feita de coragem, de pessoas e de aço", reforçando que a expansão produtiva é também um contributo para o desenvolvimento da economia angolana.

A aposta da Fabrimetal estende-se à sustentabilidade, com a utilização de sucata ferrosa adquirida localmente, prática que alimenta a economia circular e reduz resíduos. Desde 2016, a empresa desenvolve iniciativas sociais nas comunidades vizinhas, especialmente nas áreas da educação e da saúde. Num ambiente industrial marcado por volatilidade económica e desafios estruturais, Luís Diogo destacou a resiliência da equipa, sublinhando que "o aço que sai das nossas linhas é forte - mas a nossa equipa é ainda mais forte". In “Expansão” – Angola


sábado, 22 de novembro de 2025

São Tomé e Príncipe - Projeta grande investimento em energia limpa nos próximos 25 anos

São Tomé e Príncipe enfrenta desafios estruturais no setor energético, caracterizados por custos elevados de produção, forte dependência de combustíveis fósseis e limitações na capacidade de expansão


São Tomé e Príncipe enfrenta desafios estruturais no setor energético, caracterizados por custos elevados de produção, forte dependência de combustíveis fósseis e limitações na capacidade de expansão.

“Precisamos desembolsar trimestralmente 8 milhões de dólares para a aquisição de fuel oil, sendo que 80 por cento do diesel é destinado à geração de energia”, afirmou Nelson Cardoso, Ministro das Infraestruturas e Recursos Naturais.

Para responder a este cenário, o país validou um Plano Nacional de Investimento em Energias Sustentáveis, com horizonte de 25 anos.

“Para atingir as metas energéticas, são necessários 321 milhões de dólares até 2030 e 2,7 mil milhões de dólares até 2050. Trata-se de investimentos em diferentes setores e subsetores das energias sustentáveis, incluindo projetos fotovoltaicos, solares, hidroelétricos, mobilidade elétrica e soluções de cozinha limpa”, destacou Lauren Pereira, consultora da Thirdway Partners.

A elaboração do documento resultou de um processo participativo que envolveu instituições públicas, operadores, especialistas e parceiros internacionais.

“A energia sustentável é hoje um elemento central, não apenas para a ação climática, mas também para a estabilidade económica, a segurança energética e o bem-estar da população”, sublinhou Eric Overvest, Representante Residente do PNUD em São Tomé e Príncipe.

Para o Governo, mais do que um instrumento técnico, o plano simboliza um compromisso coletivo em torno da transição energética.

“A energia sustentável é mais do que tecnologia. É um caminho para novas oportunidades, novos empregos, novos investimentos e mais dignidade para cada cidadão”, reforçou Nelson Cardoso.

O Plano, validado num workshop, contou com o financiamento do Fundo Verde para o Clima. José Bouças – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Moçambique - Projeto da Universidade de Coimbra apoia famílias africanas com equipamentos para melhorar qualidade do ar

Um projeto liderado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em conjunto com a Universidade Lúrio (UniLúrio), está a ajudar comunidades moçambicanas a melhorar a qualidade do ar em habitações. 


Intitulado “AfroEnergy”, este projeto pretende mudar a forma como se produz e consome energia no norte de Moçambique, promovendo a sustentabilidade, a eficiência energética e a investigação científica local. 

A iniciativa, que envolve a Faculdade de Engenharia da UniLúrio, em Pemba, nasceu de um acordo de cooperação científica com a UC e tem como objetivo capacitar equipas moçambicanas através da formação, da instalação de equipamentos e do desenvolvimento de competências em qualidade do ar interior, energias renováveis e eficiência energética.

De acordo com Adélio Gaspar, professor do Departamento de Engenharia Mecânica, em muitas regiões moçambicanas, as fontes de energia doméstica ainda dependem da queima de lenha e carvão, o que provoca poluição dentro das habitações e graves problemas de saúde pública.

«O AfroEnergy quer inverter esse cenário. Nesse sentido, equipamos a UniLúrio com instrumentos de monitorização ambiental (capazes de medir temperatura, humidade, partículas, dióxido e monóxido de carbono) e criamos laboratórios de refrigeração e energia solar que estão, agora, ao serviço do ensino e da investigação», conta o coordenador do projeto.

Além disso, professores e estudantes receberam formação em Pemba e em Coimbra, tornando-se capazes de realizar campanhas de medição em casas rurais e de desenvolver investigação aplicada para encontrar soluções sustentáveis adaptadas à realidade moçambicana.

«Os primeiros resultados já se fazem sentir. As monitorizações que realizamos em habitações rurais revelaram níveis elevados de poluição interior, o que confirma a urgência de promover alternativas energéticas mais limpas. Instalamos, ainda, kits solares que permitem reduzir a dependência de combustíveis fósseis e melhorar o conforto térmico das casas. Em paralelo, o projeto criou uma nova linha de investigação científica em Moçambique, que combina energia solar, qualidade do ar e eficiência energética», revela o também investigador da Associação para o Desenvolvimento de Aerodinâmica Industrial (ADAI). 

«O AfroEnergy mostra que a ciência pode ser uma ferramenta concreta de desenvolvimento humano e social. Ao capacitar investigadores locais, estamos a construir soluções duradouras para Moçambique e para África», conclui.

Mais do que um projeto técnico, o AfroEnergy é visto como um exemplo de cooperação lusófona com impacto real. As metodologias e infraestruturas criadas em Pemba poderão ser replicadas noutras regiões de Moçambique e noutros países africanos, promovendo um modelo de investigação sustentável e inclusivo. Universidade de Coimbra - Portugal


sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Portugal - Cientistas descobrem que algas marinhas são um poderoso reservatório de carbono nas florestas marinhas

Cientistas alertam que as alterações climáticas estão a ameaçar a capacidade das algas de armazenar carbono e sustentar a biodiversidade


Cientistas descobriram que florestas marinhas na costa norte de Portugal desempenham um papel importante na captura e armazenamento de carbono.

A pesquisa pioneira vem do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) e do Centro de Ciências Marinhas e Ambientais (MARE) de Portugal.

Pela primeira vez, investigadores mediram a quantidade de carbono sequestrado por algas marinhas nesses ecossistemas subaquáticos.

Mas eles alertam que as alterações climáticas estão a ameaçar a sua capacidade de armazenar carbono e sustentar a biodiversidade.

As florestas de algas marinhas de Portugal demonstram uma notável capacidade de armazenamento de carbono

O estudo, publicado na revista Scientific Reports, concentra-se nas duas espécies de algas predominantes ao longo da costa norte de Portugal: Laminaria hyperborea e Saccorhiza polyschides.

As florestas de algas marinhas são fundamentais para sustentar a biodiversidade marinha e a produtividade dos ecossistemas na área.

"Esses habitats são comuns na costa norte de Portugal, onde existem condições únicas para o seu desenvolvimento, e representam a fronteira mais meridional para algumas das espécies aqui encontradas", explica Francisco Arenas, do CIIMAR, que coliderou o estudo.

A pesquisa marcou a primeira análise quantitativa das reservas de carbono nos habitats de algas do norte de Portugal por meio de pesquisa de campo abrangente, medindo distribuição, densidade de biomassa, padrões de crescimento e composição de carbono.

"Foi a primeira avaliação do valor do carbono azul associado às florestas de algas em Portugal", diz Arenas.

As descobertas revelam que esses ecossistemas armazenam aproximadamente 16,48 gigagramas (Gg) de carbono em 5189 hectares — uma área equivalente a mais de 5000 campos de futebol.

Apesar de ocuparem um território relativamente modesto em escala global, essas florestas de algas marinhas podem capturar carbono numa escala semelhante ou maior do que ecossistemas mais extensos.

A quantidade de carbono armazenada por esses habitats de algas representa 14% do inventário de carbono azul documentado de Portugal, anteriormente limitado a pântanos salgados e pradarias de ervas marinhas.

As florestas marinhas de Portugal estão em risco devido às alterações climáticas

Estima-se que essas florestas de algas marinhas capturem um terço de todo o carbono sequestrado anualmente pelos habitats de plantas marinhas de Portugal.

Apesar disso, os cientistas por trás do estudo dizem que a contribuição das florestas marinhas para os esforços de mitigação climática tem sido historicamente negligenciada.

Eles são "frequentemente desconhecidos e subvalorizados, apesar do seu valor ecológico e económico extremamente importante na costa norte de Portugal", diz Arenas.

Além disso, essas florestas marinhas estão sendo ameaçadas pelas alterações climáticas.

“Já foi detetado um processo de tropicalização nas águas portuguesas , que coloca em risco a biodiversidade associada, bem como os serviços ecológicos que estas florestas prestam, incluindo a capacidade de capturar e armazenar carbono, conhecido como carbono azul, contribuindo para a mitigação das alterações climáticas”, acrescenta Arenas.

A tropicalização é um fenômeno ecológico global em que o aquecimento das temperaturas do mar está permitindo que espécies tropicais e subtropicais expandam seu alcance em direção aos polos.

A pesquisa propõe políticas direcionadas para vigilância, proteção e potencial restauração dessas zonas, enfatizando sua dupla importância como repositórios de carbono e habitats marinhos críticos.

Dada a emergência climática atual, os investigadores defendem a incorporação de florestas de algas marinhas em estruturas de proteção marinha e carbono azul como prioridades nacionais e internacionais.

"Com a Lei de Restauração da Natureza da União Europeia nos seus estágios iniciais de implementação, é urgente desenvolver e implementar técnicas eficazes de restauração ecológica, particularmente em habitats que são altamente vulneráveis, mas também têm alto potencial para fornecer serviços ecossistémicos, como florestas marinhas", diz Arenas. Euronews.green


quarta-feira, 27 de agosto de 2025

São Tomé e Príncipe deve potenciar infraestruturas resilientes e planos de adaptação ao clima

Estudo divulgado pelo Fundo Monetário Internacional incentiva mais investimento público nessas áreas, medida garantiria uso mais eficiente de recursos limitados do país lusófono que faz parte dos Estados insulares em desenvolvimento


Infraestrutura precária, proteção insuficiente contra inundações e falta de recursos financeiros são desafios que São Tomé e Príncipe enfrenta, revela o Fundo Monetário Internacional.

O estudo “Opções de Políticas para Fortalecer a Resiliência de São Tomé e Príncipe a Desastres Naturais” destaca que a alta vulnerabilidade a estes episódios torna vital reforçar a resiliência.

Investimento público

A análise feita ao pequeno Estado insular em desenvolvimento, publicada neste agosto, defende que o investimento público resiliente ao clima alavancaria a capacidade de São Tomé e Príncipe para resistir aos desastres naturais.

O método Dívida, Investimento, Crescimento e Desastres Naturais, Dignad, avaliou o impacto do investimento em capital resiliente ao clima no crescimento económico e na sustentabilidade da dívida em vários cenários.

Com mais infraestrutura resiliente ao clima e fortalecimento da eficiência do investimento público no crescimento econômico e na dívida os resultados foram promissores comparados à gestão de desastres e aos fundos de contingência financeira.

Programa de Gestão das Áreas Costeiras

Um dos exemplos citados é o apoio à área costeira, adaptação e resiliência a inundações no arquipélago pelo Programa de Gestão das Áreas Costeiras da África Ocidental.

O investimento envolve US$ 15 milhões ao longo de cinco anos, que devem ser alocados principalmente para investimentos físicos, incluindo a transferência de pessoas para zonas de expansão seguras.

Nesse modelo, as diversas instituições apoiam o fortalecimento de seu sistema de alerta precoce, que monitoriza o clima e os perigos, prepara previsões e dissemina informações.

O Dignad conclui que países estão mais bem preparados para lidar com desastres naturais quando investem em infraestrutura resiliente, instalam e utilizam sistemas de alerta precoce e investem em proteção climática e ambiental.

Para esse propósito é importante garantir subsídios e financiamento em condições concessionais para infraestruturas resilientes e planos de adaptação. O reforço da gestão do investimento público também ajudará a garantir um uso mais eficiente de recursos limitados, maximizando seu impacto. ONU News – Nações Unidas


segunda-feira, 16 de junho de 2025

Portugal –Universidade de Coimbra apresenta soluções para a flexibilidade da rede elétrica nacional para mitigar efeitos de potenciais cortes de energia

O Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai apresentar, no próximo dia 25 de junho, pelas 14h30, os resultados do projeto BungEES - Building Up Next-Generation Smart Energy Services Offer and Market Up-take Valorising Energy Efficiency and Flexibility at Demand-Side. O evento é organizado em cooperação com a Ordem dos Engenheiros da Região Centro e decorrerá na sede da Ordem.


Nos últimos dois anos e meio, a equipa do ISR tem vindo a trabalhar no desenvolvimento de serviços de energia inovadores e inteligentes que visam a otimização e redução dos consumos de energia nos edifícios, bem como em estratégias de orquestração/conjugação de serviços de energia, que reduzam os consumos e criem flexibilidade para a rede elétrica nacional, de forma mitigar os efeitos de potenciais cortes de energia ou apagões.

O projeto BungEES tem mais de 100 projetos piloto a decorrer em Portugal, Espanha, França, Républica Checa e Eslováquia. De acordo com Nuno Quaresma, investigador do ISR, os projetos pilotos, um dos quais instalado no Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, pretendem comprovar que a gestão concertada de serviços de energia permite, não só reduzir custos, como também eliminar os desperdícios de energia (consumos em standby e a utilização incorreta dos equipamentos), permitindo obter poupanças energéticas muito significativas. 

«Os resultados são muito promissores. O pacote integrado de serviços de eficiência energética, que está a ser testado, combina a eficiência no consumo, a produção de energia renovável distribuída, a resposta à procura, a mobilidade elétrica e o armazenamento de energia. No piloto do DEEC, estamos a testar a orquestração de serviços de energia, como solar fotovoltaico, armazenamento de energia em baterias, carregamento inteligente de veículos elétricos e a gestão automatizada de bombas de calor com recurso a termóstatos inteligentes», explica o coordenador do projeto.

«Os pilotos em curso pretendem ainda validar o modelo de negócio desenvolvido no âmbito deste projeto. Modelo que valoriza a eficiência energética, a flexibilidade do lado da procura e promove a comercialização de pacotes de serviços de energia de forma integrada. Nesse sentido, os principais objetivos centram-se em facilitar a vida dos consumidores, reduzir custos, maximizar a utilização das fontes renováveis e otimizar a operação das empresas de serviços energéticos», elucida Nuno Quaresma.

Acima de tudo, este projeto pretende demonstrar que as conjugações destes serviços de energia, em conjunto com as tarifas de compra de eletricidade, possibilitam a maximização dos recursos renováveis (solar e armazenamento de energia) e, ao mesmo tempo, a redução dos consumos e dos custos energéticos dos edifícios.

«O projeto BungEES representa um passo importante na transformação do setor energético europeu, em que a orquestração/conjugação de serviços energéticos, como fonte de flexibilidade, irá assumir um papel fulcral na eletrificação dos edifícios, de forma a criar condições para um futuro mais eficiente e sustentável», conclui. Universidade de Coimbra - Portugal


quarta-feira, 5 de março de 2025

Angola - Novas comunidades rurais sustentáveis serão criadas em cinco províncias

Novas comunidades rurais sustentáveis serão criadas nas províncias do Cunene, Cuando, Moxico Leste, Malanje e Cuanza-Norte, numa primeira fase, no âmbito do Plano de Desenvolvimento das Agrovilas (PDA), aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 55/25, de 25 de Fevereiro



Segundo o Portal do Governo de Angola, o PDA faz parte do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027, com abrangência nacional e prevê a criação de comunidades que integrem habitação, infra-estruturas básicas e serviços essenciais, para a promoção da agricultura como principal actividade económica.

O objectivo é melhorar, a curto e médio prazos, as condições de vida das famílias rurais, aumentar a produção e a produtividade agro-pecuária, para a geração de rendimento e emprego, redução da pobreza e mitigação do êxodo rural.

Nesta fase inicial, serão estabelecidas cinco Agrovilas, para beneficiar 3557 famílias, o equivalente a 17.785 pessoas, num projecto destinado a famílias vulneráveis, jovens, antigos combatentes e veteranos da pátria e outras pessoas interessadas na actividade agrícola.

Os terrenos atribuídos serão utilizados para habitação e produção agro-pecuária, abrangendo culturas como grãos, frutas e hortícolas, além da pecuária e piscicultura. O PDA também prevê o incentivo ao turismo rural e ao desenvolvimento de pequenas indústrias agrícolas.

A gestão da identificação, loteamento e titulação dos terrenos ficará a cargo dos Órgãos da Administração Local do Estado, garantindo segurança jurídica aos beneficiários.

Os lotes terão áreas diferenciadas, variando entre pequenas parcelas para a agricultura familiar e extensões maiores para a produção em maior escala, com terrenos de 2,5 hectares e outros que poderão atingir cinco ou dez hectares, consoante a exploração pretendida.

Os beneficiários receberão títulos de concessão gratuitos, o que reforça o compromisso do Executivo com a inclusão produtiva e o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.

O PDA inclui ainda a construção de infra-estruturas essenciais, como vias de acesso, redes de energia e abastecimento de água, além de equipamentos sociais e apoio técnico para os agricultores.

A implementação das Agrovilas será da responsabilidade dos Órgãos da Administração Local do Estado, sob a supervisão de uma Comissão Multissectorial coordenada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica.

A estrutura integra ainda os titulares dos departamentos ministeriais da Agricultura e Florestas, Planeamento, Finanças, Administração do Território, Pescas e Recursos Marinhos, Energia e Águas, e Obras Públicas, Urbanismo e Habitação.

O projecto alinha-se ao Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Agenda 2063 da União Africana, tendo em conta a aposta do Executivo no crescimento equilibrado entre as zonas urbanas e rurais. In “Jornal de Angola” - Angola


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Portugal - Universidade de Coimbra lidera projeto para valorização sustentável dos recursos endógenos da Beira Interior

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a desenvolver um novo projeto de investigação que visa impulsionar a valorização sustentável dos recursos endógenos da Beira Interior.  O projeto BI-WELLNESS, financiado pelo Programa “FCT - BPI Fundação la Caixa Promove – O futuro do interior”, tem como principal objetivo o desenvolvimento de produtos inovadores e sustentáveis para o bem-estar humano e animal, utilizando recursos naturais da região, como águas termais, plantas aromáticas autóctones e subprodutos das indústrias vinícola e olivícola da Beira Interior.



Este projeto é liderado pelo Centro de Engenharia Química e Recursos Renováveis para a Sustentabilidade (CERES) da FCTUC, em parceria com o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e o Instituto Politécnico de Viseu (IPV), contando ainda com o apoio de diversas entidades e empresas regionais, bem como com a colaboração da Universidade de Salamanca, Espanha.

Segundo Hermínio Sousa, coordenador do projeto e docente do Departamento de Engenharia Química da FCTUC, «o BI-WELLNESS aplica uma abordagem ‘Uma só saúde’, promovendo simultaneamente a saúde humana, animal e ambiental. Pretendemos criar produtos de valor acrescentado através da valorização de alguns recursos endógenos da Beira Interior, sob o conceito de Bioeconomia Circular e do desenvolvimento de tecnologias e de processos mais sustentáveis, nomeadamente de processos menos intensivos em termos de energia e de métodos de processamento "verdes", reduzindo o uso de solventes e de produtos químicos obtidos a partir de fontes não-renováveis».

Entre os produtos a serem desenvolvidos nesta fase do projeto encontram-se cosméticos, produtos de higiene pessoal e repelentes de insetos para animais de companhia e animais de produção. «Pretende-se desenvolver produtos exclusivos, baseados numa identidade regional “Beira Interior”, uma vez que estes serão coformulados com águas termais e com produtos naturais obtidos a partir de recursos biológicos endógenos da região, conferindo-lhes características diferenciadoras no mercado», acrescenta Hermínio Sousa.

Uma das vertentes inovadoras do projeto, conforme destaca Luís Silva, investigador e coordenador da equipa do IPG, é a aplicação de técnicas de deteção remota e processamento digital de imagem para mapear e georreferenciar plantas aromáticas autóctones ainda pouco exploradas, presentes nos parques naturais e reservas ecológicas da região. 

A Beira Interior é um território de baixa densidade populacional que, nos últimos dez anos perdeu, em média, cerca de 3 mil habitantes por ano, com maior incidência nos concelhos de perfil mais rural. Os valores do PIB per capita da região continuam baixos, com níveis mais elevados de desemprego do que os de outras regiões NUTS III do país e da Europa. «Torna-se imperativo combater este panorama, nomeadamente através de medidas capazes de estimular e desenvolver atividades económicas mais sustentáveis e de âmbito local, fomentar a criação regional de riqueza multissetorial e dinamizar o turismo termal e de montanha, bem como combater a desertificação demográfica e promover o conhecimento e a criação de emprego qualificado», salienta Luís Silva.

Numa fase posterior, o projeto pretende alargar o desenvolvimento de produtos repelentes para animais companhia e de produção, contribuindo para o controlo de parasitas que, muitas vezes, são vetores de agentes patogénicos, alguns deles zoonóticos. De acordo com Catarina Coelho, docente da equipa do IPV, «isto contribuirá não só para a economia regional, dada a importância da produção animal e de produtos de origem animal na região, mas também para a saúde pública, ao mitigar o risco de transmissão de doenças entre animais e humanos».

Nesta fase de arranque do projeto, a equipa de investigação procura a colaboração de empresas regionais que tenham interesse no desenvolvimento conjunto para posterior comercialização deste tipo de produtos. «A colaboração efetiva de empresas, de preferência regionais, de áreas como cosmética, higiene pessoal e saúde animal, será crucial para o sucesso do projeto uma vez que, sem elas, os objetivos estabelecidos a médio e longo prazo nunca poderão ser alcançados. Acreditamos que, juntos, conseguiremos desenvolver, viabilizar e levar para outras zonas do país os aromas, os benefícios e a qualidade dos produtos da Beira Interior», conclui Hermínio Sousa. Universidade de Coimbra - Portugal


terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Portugal - Universidade de Coimbra promove Jornada de Capacitação Municipal para a sustentabilidade e ação climática

O Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em colaboração com a Câmara Municipal de Guimarães, promove esta sexta-feira, dia 20 de dezembro, a Jornada de Capacitação Municipal, no Laboratório da Paisagem, em Guimarães.



Esta iniciativa, integrada no âmbito do projeto OwnYourSECAP, (financiado pelo Programa LIFE da União Europeia), pretende capacitar municípios e stakeholders para a implementação de Planos de Ação para a Energia Sustentável e Clima (SECAP), promovendo a troca de boas práticas nas áreas de gestão energética e ações climáticas.

Durante o evento, os participantes podem contar com a realização de cinco workshops interativos, nos quais serão abordados temas estratégicos para os municípios, nomeadamente “Rumo à eficiência energética”; “Energia no centro da estratégia local”; “Transformar planos em ações”; “Envolvimento das partes interessadas”; e “Neutralidade carbónica: da teoria à prática”. 

Os workshops serão promovidos pelas seguintes entidades: consultora RdA Climate Solutions, ADENE (tbc), Câmara Municipal de Guimarães, Laboratório da Paisagem de Guimarães e Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).

De acordo com Fernando Martins, investigador do ISR e coordenador do evento, «esta jornada representa uma oportunidade única para os municípios partilharem experiências, fortalecerem parcerias e encontrarem soluções práticas para os desafios energéticos e climáticos que enfrentam». 

Além de promover o envolvimento ativo das autoridades locais na implementação dos seus SECAP, o evento reforça o compromisso da cidade de Guimarães e do projeto OwnYourSECAP com a sustentabilidade e a neutralidade carbónica.

A participação no evento é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia, devido ao número limitado de lugares. Os interessados podem inscrever-se aqui. Mais informações sobre o projeto em https://sites.google.com/view/isr-ies/projects/own-your-secap. Universidade de Coimbra - Portugal


domingo, 6 de outubro de 2024

UCCLA - 2.ª edição do IDE Insights & Boas Práticas

O auditório da UCCLA vai receber, no dia 17 de outubro, a partir das 10 horas, a 2.ª edição do IDE Insights & Boas Práticas, um evento que vai abordar temas cruciais para quem procura liderar a transformação social e empresarial.


Este encontro, gratuito, reunirá oradores influentes e empresas que estão a liderar a inclusão e a sustentabilidade, com especial destaque para as boas práticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) e foco no "S" do ESG (Environmental, Social, and Governance).

Nesta edição vão estar reunidos cerca de 150 líderes de empresas nacionais e internacionais dos países de língua portuguesa, agentes sociais, investidores, empreendedores e decisores comprometidos em fomentar a inovação e o impacto social positivo.

Oradores confirmados:

- Rita Távora, Responsável de Desenvolvimento de Talento na IKEA Portugal;

- Adriana Carvalho, Head do Grupo de Engajamento do W20 Brasil;

- Thiago Amaral, Coordenador de Pluralidade do Rock in Rio;

- Nathalie Ballan, CEO da Sair da Casca;

- Diogo Vieira da Silva, Impact Centers Officer, Innovation X Hub - Porto Business School;

- André Gerson, CEO do GCIMEDIA Group;

- Ana Coelho, Plataforma Lisboa Sustentável Empresas da Câmara Municipal de Lisboa;

- Ana Borges, Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género;

- Cláudia Silva, Embaixadora da Women in Tech Portugal (WIT);

- Eliana Medeiros, Vice-Presidente da Comissão Executiva da CE-CPLP.

Painéis:

 

1. Inclusão, Diversidade e Equidade: Boas Práticas que Transformam Realidades;

2. Sustentabilidade e ESG em Ação: Inovação que Impacta;

3. Brasil, Portugal e África: Unindo Culturas para Construir um Futuro Inovador.

É um evento gratuito e aberto ao público, sendo necessária apenas a inscrição prévia para garantir o lugar, através do endereço www.idesocialhub.org

Sobre o IDE:

O evento é promovido pelo IDE Social Hub, uma Social Tech dedicada a transformar empresas e indivíduos por meio da promoção da Inclusão, Diversidade e Equidade nas áreas de tecnologia e digital. Fundada em 2022, em colaboração com instituições e parceiros estratégicos focados em negócios de impacto social, o IDE tem como missão integrar grupos historicamente sub-representados, como mulheres, profissionais 50+, minorias étnicas, imigrantes e pessoas com deficiência, ampliando sua visibilidade e participação no ecossistema empresarial.

À frente da iniciativa está Elisangela Souza, a primeira mulher negra brasileira a fundar uma startup de impacto social na Europa, uma conquista que lhe rendeu, em 2023, o reconhecimento como uma das Top 100 Women Leaders in Social Enterprise pela Euclid Network (EN).


quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Centro de Estudos Internacionais Iscte - Na Noite Europeia dos Investigadores

O Centro de Estudos Internacionais (CEI-Iscte) marca novamente presença na Noite Europeia dos Investigadores, que decorre dia 27 de setembro de 2024 no Museu Nacional de História Natural e da Ciência.


Nesta edição da NEI, dedicada à Ciência para os Desafios Globais, o CEI-Iscte estará presente com duas atividades, uma ligada à Sustentabilidade em Espaços Verdes e a outra no âmbito do projeto MYNA - Mystical Natures: Exploring connections between environmental and religious changes in Mongolia.

Esta iniciativa decorre entre as 17h e as 23h30. As atividades do CEI-Iscte irão decorrer no Claustro do Museu (piso 0).

Descrição de atividades

17h00-19h30

Desafios da sustentabilidade em espaços verdes

Cristina Sousa

O Jardim Botânico oferece um espaço verde e de lazer para a população de Lisboa. No entanto, enfrenta alguns desafios de sustentabilidade. Durante a atividade, os participantes irão observar e discutir esses desafios e debater potenciais soluções.

20h00-23h00

Uma amostra das terras secas globais através dos chás de leite doces e salgados dos pastores do Quénia e da Mongólia

Joana Roque de Pinho

Esta atividade proporcionará ao público uma experiência sensorial dos estilos de vida nas terras áridas do Quénia e da Mongólia, através da degustação de dois tipos de chá com leite que são essenciais na vida quotidiana dos pastores quenianos e mongóis. O público terá a oportunidade de provar ambos enquanto assiste a uma projeção de diapositivos sobre a vida quotidiana dos pastores Maasai e mongóis e faz perguntas.

Programa Lisboa 2024


sábado, 3 de agosto de 2024

Tunísia – Universidade do Minho está a ajudar a produzir tâmaras de forma sustentável

A Escola de Ciências da Universidade do Minho está a ajudar a revitalizar os oásis de tamareiras no Norte de África, levando à sua produção sustentável e à maior valorização. Trata-se do projeto GreenPalm, que desde 2020 junta ainda parceiros de Tunísia, Itália e Espanha e é financiado pela Parceria para a Investigação e Inovação na Região Mediterrânica


A tâmara é uma fonte de cálcio, potássio, magnésio e fibras, reduzindo o risco de doenças neurodegenerativas, osteoporose, enfarte, cancro e stress. Com a sua maior procura e valor comercial, esta fruta passou a ser cultivada em grande escala e num regime de monocultura, sobretudo na variedade mais procurada (Deglet Nour).

Essa prática reduziu a diversidade genética da tamareira e empobreceu a biodiversidade microbiana dos solos no Saara tunisino, alerta Teresa Lino Neto, que na UMinho é professora do Departamento de Biologia e investigadora do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA). “O ideal é recuperar e valorizar os cultivares tradicionais, utilizando diferentes variedades de tamareiras e até de espécies vegetais para aumentar a riqueza microbiana naqueles solos, pois a monocultura continuada impede a plasticidade biológica nos solos e a diversidade de microrganismos capazes de combater adversidades naturais, como uma vaga de calor”, nota.

No GreenPam, que está a terminar, a equipa portuguesa recolheu amostras de solo e de folhas de tamareiras, demonstrou pela identificação molecular que cada variedade de tamareira tem um microbioma próprio e estudou ainda micróbios, adaptados a climas desérticos, que possam servir para medidas de biocontrolo contra pragas e doenças da tamareira. “Esses micróbios foram isolados da planta e têm potencial como alternativa ao uso de pesticidas e fertilizantes químicos”, esclareceu Teresa Lino Neto.

No consórcio do projeto, a equipa italiana complementou o estudo com a análise da diversidade genética de tamareiras, enquanto a espanhola incidiu nos compostos e na composição das tâmaras para rentabilizar subprodutos da cultura da tamareira, como o caroço, e a sua possível comercialização por cooperativas locais. Já a Tunísia detém os oásis e o conhecimento da forma como se cultiva aquela fruta. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 30 de abril de 2024

Internacional - Enfrentar o problema do plástico: três formas de reduzir a pegada de carbono

Cerca de dois terços de todas as embalagens plásticas vêm de bens de consumo, sendo as garrafas plásticas a maior fonte individual. No entanto, apenas 9% do plástico é reciclado, sendo que grande parte dele segue para os cursos d´água e contribui para cerca de 11 milhões de toneladas de poluição plástica no fundo dos oceanos – e mais dez milhões de toneladas que entram nos oceanos todos os anos. Relembrando o Dia da Terra, recentemente comemorado em 22/4, como consumidores, temos o poder de fazer a diferença. Veja como:


1)     Opte por garrafas e sacos reutilizáveis/recarregáveis

Quanto mais reduzirmos o consumo de garrafas, embalagens e sacos de plástico, melhor. Estima-se que 1,3 mil milhões de garrafas de plástico sejam utilizadas diariamente em todo o mundo, o que equivale a 1 milhão por minuto.

A forma de combater esse grande volume de resíduos plásticos é parar e pensar no que você joga fora no dia a dia. O que você está descartando no final de cada dia? Você está retirando garrafas plásticas e embalagens de sua bolsa de trabalho? Veja onde você pode comprar recipientes reutilizáveis para usar na preparação e armazenamento de refeições/bebidas; com isso você pode reduzir o desperdício de plástico.

2)     Faça compras sem desperdício

Procurar suprimentos sem plástico pode ser mais fácil do que você pensa. Com os preços exorbitantes das compras de alimentos em muitas cadeias de supermercados, comprar a granel pode ser uma forma de poupar dinheiro – e o planeta.

As lojas de alimentos com desperdício zero são projetadas para eliminar embalagens excessivas e, ao mesmo tempo, incentivar o uso de recipientes sustentáveis em casa para encher e reabastecer com alimentos integrais e produtos domésticos. Em Londres, há uma comunidade crescente para isso, com lojas localizadas pela cidade. Fazer uma mudança sem plástico por meio de compras de alimentos com desperdício zero pode ajudar a reduzir o uso semanal de plástico e resultar em uma redução significativa em seu consumo ao longo de um ano.

3)     Compre de marcas ecológicas

Onde e como gastamos o nosso dinheiro tem um impacto nas tendências de consumo – com um impacto potencial significativo sobre o que as empresas escolhem produzir e oferecer. Considere comprar e apoiar organizações para um futuro mais sustentável. Aqui alguns exemplos de marcas com esse mindset:

Ecover e Method usam plástico reciclado em partes das suas embalagens de produtos de limpeza, com algumas das matérias-primas de origem específica.

Notpla cria embalagens com algas marinhas. Esta alternativa sem resíduos a garrafas e copos de plástico é feita de um material mais barato que o plástico e pode ser usada para embalar água, refrigerantes, condimentos e cosméticos, e até bebidas alcoólicas.

A Evoware é uma empresa social que cria alternativas biodegradáveis aos produtos plásticos de uso único. Desde sacolas plásticas feitas de mandioca e canudos descartáveis feitos de arroz até copos e embalagens feitas de algas marinhas, a Evoware aproveita o poder das plantas em materiais sustentáveis.

Essas escolhas são fundamentais na luta contra a poluição plástica. À medida que líderes empresariais conscienciosos se destacam, precisamos demonstrar apoio por meio de compras ecológicas e garantir que a indústria esteja preparada para se tornar mais verde e limpa.

4)     Siga a estrada de tijolos verdes

É vital que todos nós desempenhemos um papel na economia circular. Por meio dela, empresas e indivíduos podem contribuir para um futuro mais sustentável. Para quem deseja saber mais sobre o assunto, há o curso Sustentabilidade e Economia Circular na Coursera. E para aqueles que desejam calcular sua pegada de carbono e se familiarizar com os fundamentos da sustentabilidade, é possível explorar mais sobre os assuntos no meu curso complementar: O Imperativo da Sustentabilidade. Michael Readey – Estados Unidos da América

 

terça-feira, 21 de novembro de 2023

Lusofonia - Lisboa recebe 4º Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa

No seguimento das edições anteriores do Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa, realizadas em 2014 em Macau e em 2018 em Maputo, cabe agora à Ordem dos Engenheiros acolher a quarta edição deste Congresso subordinado ao tema "Interconectividades: Engenharia, Inovação e Sustentabilidade”, que terá lugar entre os dias 27 e 28 de novembro de 2023, no Centro de Congressos de Lisboa.



Com a organização deste Congresso, cabe às Associações Profissionais de Engenheiros de Língua Portuguesa o nobre objetivo de facilitar os contactos entre entidades institucionais, académicas e empresarias por forma a fomentar o desenvolvimento ao nível nacional e das Comunidades de Língua Portuguesa.

Neste sentido, serão analisadas e discutidas neste Congresso as temáticas e questões relacionadas com aspetos científicos, tecnológicos e de gestão, indissociáveis do sucesso de políticas de cooperação multilateral, relevando o papel fundamental que a Engenharia desempenha na promoção da qualidade de vida e da proteção ambiental, na construção de infraestruturas resilientes para um mundo mais sustentável.

Pretende-se contribuir para, nomeadamente:

- Estabelecer uma plataforma para o fortalecimento das relações e da cooperação no âmbito das comunidades que integram a CPLP.

- Divulgar aos setores económicos deste especial grupo de comunidades as capacidades disponíveis nas diversas áreas da Engenharia, fundamentais para o seu processo de desenvolvimento socioeconómico.

Junte-se a nós no que será um Congresso repleto de reflexões e debate acerca do papel da Engenharia no desenvolvimento sustentável das Comunidades de Países de Língua Portuguesa! Ordem dos Engenheiros - Portugal

Inscrições para o evento aqui.