O novo single "Kumpanhero" do cantor cabo-verdiano Dynamo chegou esta sexta-feira, 10. Produzido com uma base de afro pop que se cruza com ritmos cabo-verdianos, o single já está disponível nas plataformas de streaming, incluindo o Spotify, e chega poucos meses depois de Dynamo ter fechado um ciclo importante da carreira com o álbum "Blindado"
Segundo uma nota enviada,
"Kumpanhero" junta-se a uma discografia que já leva mais de uma
década a construir pontes entre a kizomba, o afro pop e a diáspora
cabo-verdiana espalhada pelo mundo.
“O tema tem uma carga sensual assumida. Em vez de se
render às fórmulas mais comuns do género, feitas de promessas e declarações de
amor eterno, ´Kumpanhero´ prefere ficar no momento presente”, relata.
A letra retrata a química intensa entre um casal nos
primeiros instantes de uma relação, aquela fase em que tudo é ainda descoberta,
atração mútua e cumplicidade espontânea.
A mesma fonte sublinha que não há juras nem compromissos
formais. “Há, isso sim, o prazer de estar junto de alguém e viver essa ligação
de forma autêntica, onde o lado emocional e o lado físico falam mais alto do
que qualquer discurso”.
Conforme a mesma fonte, com "Kumpanhero",
Dynamo volta a mostrar por que continua a ser um dos artistas mais seguidos da
lusofonia: a capacidade de transformar sensações do quotidiano, como a atração
inicial entre duas pessoas, em canções que se ouvem tanto na pista de dança
como em qualquer momento de intimidade.
Natural da ilha do Sal, Dynamo é hoje um dos nomes mais
reconhecidos da nova geração de músicos do país. Radicado em Lisboa, começou a
tocar guitarra e a compor ainda em criança, nas festas de escola e na
vizinhança, antes de decidir, em 2008, adotar o nome artístico que o tornaria
conhecido.
A carreira a solo arrancou oficialmente em 2014, com o
álbum "One", que lhe valeu duas das distinções mais importantes da
sua trajectória: o prémio de Melhor Intérprete Masculino e o de Melhor Kizomba,
este último pelo tema "Poderosa", nos Cabo Verde Music Awards de
2015.
Dois anos depois, em 2016, editou o segundo álbum,
"Mirror", de onde saíram sucessos como "Aperta",
"Tequila" e "Fica".
Em 2017, Dynamo decidiu assumir de forma independente a
gestão da própria carreira, lançando aí a marca DNM.
Foi também nesse ano que editou "Only One",
single que se tornou um dos maiores êxitos da sua discografia, com milhões de
visualizações no YouTube e prémios em galas como os Mais Kizomba Awards.
Seguiram-se anos de lançamentos regulares, entre eles
"Kimica", "Primeiro Lugar", "Mad Love" e
"Sabi", este último em parceria com a angolana Irina Barros.
Em 2022, o cantor celebrou dez anos de carreira com um
concerto esgotado no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, um dos marcos mais altos
da sua trajetória em Portugal.
Já em 2024 apresentou "Blindado", o quarto
álbum de originais, um projeto ambicioso com 24 faixas distribuídas por dois
volumes e que contou com participações de nomes como Irina Barros, Dénis Graça,
Tony Fika, Mito Kaskas, Boy Game e Pcc.
O disco fala de persistência e de continuar a caminhada
mesmo quando o terreno oscila, um conceito que Dynamo tem levado a diferentes
palcos, de Lisboa à Praia.
Hoje, o artista conta com mais de 400 mil seguidores nas
redes sociais e mais de 30 milhões de visualizações acumuladas no YouTube,
números que confirmam o seu lugar como uma das referências do afro pop e da
kizomba contemporânea, tanto em Cabo Verde como junto das comunidades PALOP
espalhadas pelo mundo. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso
das Ilhas”
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