Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Moçambique - Projeto da Universidade de Coimbra apoia famílias africanas com equipamentos para melhorar qualidade do ar

Um projeto liderado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em conjunto com a Universidade Lúrio (UniLúrio), está a ajudar comunidades moçambicanas a melhorar a qualidade do ar em habitações. 


Intitulado “AfroEnergy”, este projeto pretende mudar a forma como se produz e consome energia no norte de Moçambique, promovendo a sustentabilidade, a eficiência energética e a investigação científica local. 

A iniciativa, que envolve a Faculdade de Engenharia da UniLúrio, em Pemba, nasceu de um acordo de cooperação científica com a UC e tem como objetivo capacitar equipas moçambicanas através da formação, da instalação de equipamentos e do desenvolvimento de competências em qualidade do ar interior, energias renováveis e eficiência energética.

De acordo com Adélio Gaspar, professor do Departamento de Engenharia Mecânica, em muitas regiões moçambicanas, as fontes de energia doméstica ainda dependem da queima de lenha e carvão, o que provoca poluição dentro das habitações e graves problemas de saúde pública.

«O AfroEnergy quer inverter esse cenário. Nesse sentido, equipamos a UniLúrio com instrumentos de monitorização ambiental (capazes de medir temperatura, humidade, partículas, dióxido e monóxido de carbono) e criamos laboratórios de refrigeração e energia solar que estão, agora, ao serviço do ensino e da investigação», conta o coordenador do projeto.

Além disso, professores e estudantes receberam formação em Pemba e em Coimbra, tornando-se capazes de realizar campanhas de medição em casas rurais e de desenvolver investigação aplicada para encontrar soluções sustentáveis adaptadas à realidade moçambicana.

«Os primeiros resultados já se fazem sentir. As monitorizações que realizamos em habitações rurais revelaram níveis elevados de poluição interior, o que confirma a urgência de promover alternativas energéticas mais limpas. Instalamos, ainda, kits solares que permitem reduzir a dependência de combustíveis fósseis e melhorar o conforto térmico das casas. Em paralelo, o projeto criou uma nova linha de investigação científica em Moçambique, que combina energia solar, qualidade do ar e eficiência energética», revela o também investigador da Associação para o Desenvolvimento de Aerodinâmica Industrial (ADAI). 

«O AfroEnergy mostra que a ciência pode ser uma ferramenta concreta de desenvolvimento humano e social. Ao capacitar investigadores locais, estamos a construir soluções duradouras para Moçambique e para África», conclui.

Mais do que um projeto técnico, o AfroEnergy é visto como um exemplo de cooperação lusófona com impacto real. As metodologias e infraestruturas criadas em Pemba poderão ser replicadas noutras regiões de Moçambique e noutros países africanos, promovendo um modelo de investigação sustentável e inclusivo. Universidade de Coimbra - Portugal


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Moçambique - BAD e UniLúrio implementam Programa de Habilidades para a Agricultura e Indústria

O representante residente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em Moçambique fez questão de ir ao polo de Pemba da UniLúrio para anunciar que a sua instituição financeira irá investir uma fatia de 15 milhões de dólares naquela Universidade. A ideia é desenvolver um programa de habilidades ou competências no seio académico voltado para o tecido empresarial, mais concretamente para o desenvolvimento dos sectores agrícola e industrial.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em parceria com a Universidade Lúrio (UniLúrio), lançaram, em Pemba, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Habilidades para a Agricultura e Indústria.

O evento contou com a presença da comunidade académica, funcionários e estudantes da UniLúrio e teve como pano de fundo uma conferência internacional sobre Biodiversidade, Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável como pano de fundo.

O programa em causa responde às prioridades do BAD de “Alimentar África” e “Industrializar África” e tem como objectivo fortalecer a capacidade da UniLúrio, gerando competências e habilidades face aos futuros profissionais nos sectores-chave da agricultura e indústria, mais concretamente através das disciplinas de Ciências Aplicadas e Engenharia. O custo total do projecto, a ser implementado num prazo de cinco anos (2018-2022), encontra-se estimado em 15,50 milhões de dólares norte-americanos.

Através da parceria com a UniLúrio, o BAD perspectiva investir na construção e equipamento de oficinas, bibliotecas e laboratórios; na melhoria da qualidade das actividades académicas e da capacidade da gestão de recursos da universidade bem como apoiar no desenvolvimento de uma estratégia para melhorar o acesso das raparigas aos serviços académicos da UniLúrio, incluído um programa de bolsas de estudo voltado para as estudantes.

Na cerimónia de lançamento, Pietro Toigo, representante residente do BAD em Moçambique, referiu que os recursos extractivos no norte do Moçambique vão seguramente acelerar o crescimento económico do país.

“Mas para assegurarmos que o crescimento seja inclusivo, é preciso dar aos jovens as ferramentas para competir com êxito no mercado do trabalho. Por isso, estamos orgulhosos da nossa parceria com a UniLúrio no sentido de criar um polo de ensino e pesquisa ao mais alto nível”, congratulou-se o representante do BAD.

Na mesma linha de pensamento, o reitor da UniLúrio, Prof. Doutor Francisco Noa, sublinhou que “a UniLúrio continuará a trabalhar no sentido de educar e formar uma nova geração de profissionais competentes, comprometidos com o desenvolvimento, a ciência e o bem-estar das comunidades locais”.

O desafio demográfico na base do investimento

A propóstio do Programa lançado, Pietro Toigo sublinhou que o país está a experienciar uma das transacções demográficas mais rápidas do mundo. Aliás, nos últimos 10 anos, a população de Moçambique cresceu a uma taxa de 40% - a terceira taxa de crescimento demográfico mais rápida de África. “Com 45% da população abaixo dos 14 anos, a prioridade tem que ser preparar os jovens para o mercado de trabalho, para que sejam o motor de crescimento do país. O futuro de Moçambique vai ser determinado nas escolas, nos centros de formação e nas universidades”, referiu Toigo em jeito de reflexão.

Grosso modo, a ideia é que o país precisa de uma força de trabalho dinâmica para desenvolver a sua base económica e, de modo particular, o sector dos hidrocarbonetos. Por outro lado, precisa de novos polos de pesquisa para analisar o impacto dos modelos alternativos de desenvolvimento nos seus recursos naturais e precisa de novas abordagens para reforçar a resiliência climática da sua economia e não permitir que as escolhas climáticas de outros países impactem negativamente na sua trajectória de desenvolvimento.

Nesse sentido, a parceria entre a UniLúrio e o BAD surge no âmbito de fortalecer as faculdades de engenharia, uma vez que o Programa irá investir nos conhecimentos técnicos e tecnológicos para que as empresas moçambicanas possam vir a entrar nas cadeias de valor e fornecimento às multinacionais mineiras e de gás e petróleo. Por outro lado, o BAD espera vir a apoiar inovações e pesquisas em prol de uma agricultura competitiva e eficiente (e mais industrializada) no sentido de alimentar a população de Cabo Delgado, a qual decerto irá registar um crescimento demográfico em função dos projectos que estão a ser implantados, em especial em Pemba e Palma.

“Esperamos também que este programa possa fortalecer a parceria entre a UniLúrio e o sector privado em três aspectos: uma colaboração mais estreita para assegurarmos que o ensino seja relevante para as necessidades prospectivas dos empregadores, para as oportunidades dos estudantes de aplicar os seus conhecimentos e posicionar a universidade como fornecedora de serviços para o sector privado. Por essa razão é que o Programa irá apoiar uma revisão do currículo de ensino e irá investir em laboratórios de análise de qualidade de sementes e produtos agrícolas”, garantiu o representante do BAD. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Moçambique - Acervo Digital Suahíli

Universidades de Moçambique e do Brasil lançaram o “Acervo Digital Suahíli”, um projecto que visa disponibilizar conteúdos na Internet sobre a história e a cultura swahíli do norte de Moçambique, informa um comunicado enviado à Lusa.

“A intenção é que o Acervo Digital Suahíli possa fomentar mais pesquisas académicas e propiciar o aperfeiçoamento do ensino nas universidades e nas escolas, bem como contribuir para a formação de docentes”, refere a nota de imprensa.

O projecto, lançado no Brasil, é da autoria de 12 pesquisadores das universidades moçambicanas Eduardo Mondlane, Lúrio e a brasileira Católica do Rio de Janeiro.

Os conteúdos disponibilizados, em formato digital, incluem manuscritos em “ajami”, escrita das línguas africanas usando o alfabeto árabe, mapas, vídeos com entrevistas e manifestações culturais em áudio e imagens, segundo a nota.

“Dessa forma, está a ser privilegiada a popularização e a difusão de tecnologias como meio de inclusão social, proporcionando conteúdos digitais como instrumento de apoio a professores e estudantes”, refere a nota. In “Jornal de Notícias” – Moçambique com “Lusa”

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

UCCLA - Assinatura de acordo com a Universidade Lúrio



No âmbito do Cluster da Cooperação Portuguesa da Ilha de Moçambique, vai ter lugar no dia 18 de janeiro, pelas 12 horas, a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a UCCLA e a Universidade Lúrio, em Moçambique, nas instalações da UCCLA.

O acordo tem como objetivo a realização de iniciativas conjuntas que potenciem as valências existentes, aproveitando recursos, docentes e alunos do polo universitário sediado na Ilha de Moçambique, ao serviço deste Município e da população.

O projeto Cluster da Cooperação Portuguesa da Ilha de Moçambique, 2.ª fase (2015-2018) - Componente 1 tem o apoio do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, IP e é desenvolvido pela UCCLA em parceria com o Conselho Municipal da Ilha de Moçambique, Conselho Municipal de Maputo e Câmara Municipal de Lisboa em torno dos seguintes eixos: "Apoio aos Órgãos Municipais", "Urbanismo", "Salubridade Ambiental", "Educação" e "Promoção do Turismo".

Esta colaboração com a Universidade Lúrio decorrerá no âmbito da Componente 1 - UCCLA: Projeto de Apoio Institucional e Desenvolvimento do Município da Ilha de Moçambique, Eixo 5 - Promoção do Turismo.


Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E – Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W