Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Guiné Equatorial - Os artistas Achana e Katrina participam na 17ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa em Macau

Eles procuram fortalecer os laços culturais e promover a riqueza artística e cultural da Guiné Equatorial. A delegação inclui Antonio Rubén Obiang, Ponto Focal do Ministério do Turismo


Uma delegação da Guiné Equatorial do Ministério do Turismo viajou a Macau na terça-feira, 23 de setembro, para participar da 17ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa. O evento visa fortalecer os laços culturais, turísticos e comerciais entre os países de língua portuguesa e a República Popular da China. Este ano, o evento será realizado em três regiões: Macau, Zhongshan e Pequim.

A delegação inclui Antonio Rubén Obiang, Ponto Focal do Ministério do Turismo, e os artistas Achana e Katrina, reconhecidos pela fusão da tradição musical da Guiné Equatorial com ritmos contemporâneos. A participação dos artistas visa destacar a riqueza cultural do país e divulgar o seu património artístico no cenário internacional. O convite foi feito pelo Fórum de Macau, a organização que organiza e coordena este evento anual de intercâmbio cultural.

A região administrativa de Macau, com a sua localização estratégica, tornou-se um importante centro de encontro e colaboração que promove o intercâmbio cultural e turístico entre os povos de língua portuguesa e a República Popular da China. Iniciativas como essa procuram não apenas destacar a diversidade cultural, mas também promover o turismo e o comércio entre os países participantes, dos quais a Guiné Equatorial é um membro ativo.

A programação da competição inclui música, dança, gastronomia, exposições de arte e uma ampla variedade de atividades que permitem aos participantes uma imersão na cultura dos países de língua portuguesa. Este ano, para além da Guiné Equatorial o evento reúne representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Goa (Índia) e Macau.

A presença da Guiné Equatorial neste evento contribui para a promoção da sua identidade artística e para o fortalecimento dos laços com a comunidade de língua portuguesa e a China. Marisa Okomo – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Macau - Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa vai estender-se a Pequim e Zhongshan

A 17.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa será realizada entre o final de Setembro e meados de Novembro. Uma das novidades desta edição é o facto de a iniciativa se estender a Zhongshan e Pequim


A 17.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa vai acontecer entre os dias 26 de Setembro e 18 de Novembro e, pela primeira vez, vai estender-se também às cidades de Pequim e Zhongshan, indicou ontem o Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que organiza o evento.

A iniciativa vai reunir grupos culturais e artísticos de nove países, incluindo a China (província de Qinghai), Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Haverá também uma feira de artesanato, demonstrações culinárias e stands com produtos dos países de língua portuguesa e de Macau. A cerimónia de inauguração, que vai realizar-se na Doca dos Pescadores no dia 26 de Setembro, vai juntar chefs portugueses e empresas de catering locais para criarem juntos menus especiais com iguarias com sabores dos países lusófonos.

No dia de arranque, vai realizar-se também a inauguração da Exposição e Transmissão de Obras Audiovisuais China-Portugal 2025 na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla em inglês). O evento incluirá a exibição de um documentário que pretende “fortalecer a aprendizagem mútua entre os chineses e os países de língua portuguesa”.

O Fórum de Macau destaca também uma exposição de arte dos países de língua portuguesa e o lançamento de um livro sobre a literatura lusófona, que terá lugar na galeria do Instituto para os Assuntos Municipais, no dia 24 de Outubro, apresentando obras de artistas de vários países de língua portuguesa. A exposição decorrerá de 25 de Outubro a 18 de Novembro.

Além disso, durante a Semana Cultural, terá lugar o lançamento do livro da obra “Será Este Livro um Romance?”, do autor angolano João Melo. O livro foi traduzido para chinês e será lançada simultaneamente na China Continental e em Macau.

Pela primeira vez, o evento não se realiza apenas em Macau. Em Zhongshan, na Praça Xingzhong, vão realizar-se apresentações de música e dança e uma exposição de obras de países de língua portuguesa, no Museu Comercial e Cultural de Xiangshan. Já a etapa de Pequim, sediada no Beitou Shopping Park Plaza, contará com actuações de música e dança, bem como actividades promocionais de grupos artísticos.

Esta edição pretende “alavancar as vantagens únicas de Macau como plataforma para a China e os países de língua portuguesa, consolidando a Semana Cultural como um evento marcante que demonstra a implementação bem-sucedida do princípio ‘um país, dois sistemas’, promovendo o intercâmbio integral entre a China e os países de língua portuguesa, disseminando a cultura chinesa e fomentando a aprendizagem mútua entre civilizações”, salienta o Fórum de Macau. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Macau - Gastronomia lusófona “de mãos dadas” no Tromba Rija

Entre os dias 19 e 25 de Outubro, o restaurante Tromba Rija, na Torre de Macau, vai acolher uma Mostra Gastronómica Lusófona, com um buffet de pratos africanos, brasileiros e portugueses pela mão de chefs oriundos de Cabo Verde, Moçambique, Brasil, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial. A iniciativa faz parte da 15.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa do Fórum Macau, que este ano celebra 20 anos


A mandioca, o azeite de palma, o peixe fumado, os grãos, a malagueta e o marisco são os ingredientes que a maioria dos chefes presentes na abertura da Mostra Culinária apontam como sendo os pontos em comum entre estas culinárias de países lusófonos. Representantes da gastronomia de Cabo Verde, Moçambique, Brasil, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial estiveram ontem no restaurante Tromba Rija, espaço que os vai albergar durante a próxima semana, partilhando com os jornalistas presentes alguns detalhes das tradições culinárias dos seus países, e revelando também que a experiência tem sido muito rica em termos de intercâmbio com os outros chefes. Todos confessaram e agradeceram ainda o apoio do chef português Telmo Gongó, o anfitrião e responsável pela cozinha do Tromba Rija.

A abertura da Mostra Gastronómica Lusófona, que está inserida na 15.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, foi organizada pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau. O Secretário-Geral, Ji Xianzheng, no seu discurso de boas vindas referiu que a ocasião lhe deu grande “regozijo”, não só pelas iguarias que vão ser degustadas, mas também por este ser o primeiro convívio desde a pandemia. “Estamos especialmente felizes de poder receber novamente em Macau chefs vindos de várias geografias da lusofonia”. Recorde-se que este ano o Fórum de Macau celebra 20 anos de actividade, e que por ocasião da 15.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa entre os dias 19 e 25 de Outubro, virão à cidade para concertos de música ao vivo, gastronomia, artesanato, artes plásticas e fotografia por volta de 100 artistas vindos da China continental, Província de Yunnan e dos nove países da lusofonia (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste). Esclareça-se que esta Semana Cultural organizada pelo Fórum Macau difere do “Encontro Em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, que está sob alçada do Instituto Cultural de Macau, onde se insere o Festival da Lusofonia.

Culinária de tradições

Aos meios de comunicação social, o chefe Marciel Mangue da Guiné Equatorial referiu-se à particularidade da culinária do seu país ser composta por tradições de tribos diferentes, com alguns pratos a estarem mais ligados às zonas costeiras, e que lhe foi difícil fazer uma selecção dos pratos a trazer a Macau, por haver tanta escolha oriunda das cinco etnias do país. Quanto à aceitação de alguns produtos do seu país pela comunidade chinesa, o jovem chefe diz que tem sido bem acolhida.

Numa experiência que tem sido positiva em particular pela parceria com os colegas africanos, já que ambos têm ingredientes em comum que têm sido partilhados por todos, a moçambicana Glória Gonçalves considerou muito importante representar o seu país nesta iniciativa da mostra gastronómica em Macau, mostra onde irá apresentar pratos que representam diferentes regiões do seu país: matapa com castanha, típico da zona norte de Moçambique, Cherechende, da província de Sofala, de onde é oriunda, e Xiguinha de Mandioca, de Maputo, feito à base de mandioca, cacana, amendoim e coco.

Já pela segunda vez de visita ao território, onde veio em 2013 para outra mostra gastronómica, a chefe cabo-verdiana Cláudia Neves, coordenadora e professora na Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde, diz que vai representar a sua cultura através da Cachupa, Ponche de São Nicolau, Sopa de peixe e atum, e “comida da cinza”, feita à base de peixe seco e legumes. Sobre a interacção com os colegas, diz que há muitos que os liga, para além da língua. “Estamos ligados pelos temperos, pelas raízes, pelos produtos, e é uma ligação afectiva. A comida é a melhor forma de afecto”.

O Ponto Final quis saber como tem sido o processo de encontrar os produtos adequados, ao que a chefe cabo-verdiana confessou que a ajuda do chef Telmo tem sido crucial. “Se não fosse ele, acho que não teríamos este sucesso, devido à matéria-prima”. Lassiatu Baldé, da Guiné-Bissau, também elogiou o acompanhamento do chef Telmo e da sua equipa. Sobre a vinda a Macau, a chef mostrou-se satisfeita pela forma como tem sido acolhida também pela comunidade da Guiné-Bissau que reside em Macau, e que o que tem apreciado degustar mais até agora foram os noodles chineses. Em relação aos seus pratos, Lassiatu Baldé destacou o Siga de bagre fumado, um prato guisado feito a partir do peixe vulgarmente conhecido como ‘cat fish’, que é cozinhado com óleo de palma e quiabos, um prato que estará presente na mostra gastronómica que a chef recomenda vivamente.

O chef brasileiro Caco Marinho confessou ter pouco conhecimento da culinária dos países de língua portuguesa em África, que diz ter elementos em comum com a brasileira, como o milho, o coco, o feijão, os fumados e a mandioca. “Uma cozinha alegre, colorida, de temperos” picantes. Sem as conhecer, sentiu estas culinárias como familiares. “Apesar da distância geográfica, o sentimento é de irmandade. Com poucos dias juntos já nos sentimos quase como uma família, estamos com uma conexão muito forte”, confessou. Sobre a experiência em Macau, elogiou a culinária chinesa, que para si é uma das “mais ricas, intrigantes e diversas do mundo”, e diz-se ter sido muito bem acolhido pelas pessoas da cidade. “Tenho encontrado um povo gentil, acolhedor. Eu não falo inglês, não falo cantonense, e estou a ser tão bem recebido, mesmo com a dificuldade linguística”.

Entre outros pratos, Caco Marinho vai levar ao Tromba Rija a feijoada brasileira carioca, “diferente da portuguesa” no tipo de feijão, carnes, temperos e acompanhamentos. O nosso jornal perguntou ao chef originário de Salvador da Baía qual é a ligação entre a cozinha portuguesa e a brasileira, ao que este esclareceu que tem raízes portuguesas, africanas e indígenas nativas. “Tudo o que comemos tem a impressão digital de Portugal, mas entra o azeite de dendé, ingrediente africano, entra a mandioca ou o mel das abelhas nativas brasileiras, ingredientes indígenas nativos. Eu tentei trazer o lado indígena como uma forma de trazer algo que fosse só do Brasil, porque pensei que se calhar, sem nos apercebermos, poderíamos estar a apresentar coisas iguais”, explicou. Este risco, no entanto, já foi equacionado pelo anfitrião, o chef do Tromba Rija, que na opinião do colega brasileiro tem feito uma “boa curadoria” de forma a dar uma boa “diversidade” ao buffet que será apresentado durante a mostra gastronómica.

Telmo Gongó, por seu turno, concordou que a experiência está a ser “extraordinária” também para si. “Eles dizem que eu os recebi muito bem porque eu tenho todo o gosto de os receber aqui”. Recordando que todos os presentes na mostra culinária são profissionais com bastantes anos de cozinha, o chef do Restaurante Tromba Rija argumentou que a ligação entre estas culinárias é muito antiga. “A cozinha portuguesa e dos PALOP tem 500 anos de história, e é um bocadinho isso que se passa aqui, é juntarmo-nos e darmos todos as mãos e trazermos para a mesa as iguarias de cada país com a fusão que ela já trazia de 500 anos”. Rita Gonçalves – Macau in “Ponto Final”


sábado, 18 de março de 2023

França - Semana cultural portuguesa de Viroflay é dedicada à revolução dos cravos

A Amicale Culturelle Franco-Portugaise Intercommunale de Viroflay (78) vai organizar, entre os dias 25 de março e 2 de abril, mais uma edição da sua habitual Semana Cultural e desta vez, o tema é a “Revolução dos Cravos”.

“Revolução dos Cravos” é o tema da exposição que vai estar patente ao público na sede da associação, na Sala Camões (73 avenue du Général Leclerc) e que vai ser inaugurada no dia 25 de março, a partir das 18h00, aquando da inauguração da própria Semana Cultural.

A exposição estará aberta ao público todos os dias, até ao fim da Semana Cultural, entre as 15h00 e as 19h00.

A conferência de abertura, sobre o 25 de Abril está a cargo do livreiro João Heitor e terá lugar no sábado 25 de março depois da inauguração da Semana Cultural.

Uma segunda conferência sobre “A história de Portugal” vai ter lugar na mesma sala, na quarta-feira dia 29 de março, às 20h00, proferida pelo professor José Carlos Janela Antunes, Diretor da Secção portuguesa do Liceu internacional de Saint Germain-en-Laye.

No domingo, dia 26 de março, a partir das 15h00, vai ter lugar uma sessão de Cante Alentejano com Pedro Mestre e um grupo de cantores. Este é o único momento do programa cultural que não é gratuito (com preço de entrada de 20 euros para adultos e 15 euros para crianças).

Finalmente, no dia 2 de abril, às 16h00, a associação presidida por Helena Neves anuncia que terá lugar uma sessão de contos em português e em francês, para crianças dos 6 aos 12 anos, e também com entrada gratuita. In “LusoJornal” - França



terça-feira, 29 de março de 2022

França - Semana cultural portuguesa em Viroflay dedicada ao artesanato


No sábado passado começou mais uma edição da Semana Cultural da Amicale Culturelle Franco-Portugaise Intercommunale de Viroflay (78), este ano dedicada ao “Artesanato português, da tradição à modernidade”.

O evento começou no sábado, dia 26 de março, às 17h00, com a inauguração da exposição que há nome ao evento: “Artesanato português, da tradição à modernidade”.

No domingo à tarde teve lugar uma conferência proferida por Elisete Mouillé sobre “L’art des Azulejos, histoire et techniques”.

Esta quarta-feira, dia 30 de março, vai ter lugar mais um momento forte da Semana Cultural: durante a tarde os alunos inscritos nas aulas de português daquela cidade vão visitar a exposição na companhia do professor Amadeu Nazaré, e à noite está prevista uma mesa redonda sobre o ensino da língua portuguesa em França, cuja convidada é Adelaide Cristóvão, Coordenadora do ensino de português junto da Embaixada de Portugal em Paris.

Destaque-se ainda a projeção de um filme documentário sobre o artesanato português no sábado, 2 de abril, às 15h30.

A exposição está patente ao público entre os dias 26 de março e 3 de abril, na sede da associação, na Sala Camões – 73 avenue du Général Leclerc, em Viroflay (78) – todos os dias, entre as 15h00 e as 18h00. Todos os outros eventos também têm lugar nesta mesma sala. Carlos Pereira – França in “LusoJornal”


 

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Macau - Fórum quer reforçar intercâmbio cultural entre China e países lusófonos

Foi inaugurada, na passada sexta-feira, a 13.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, organizada pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau. Na cerimónia, Ding Tian, secretário-geral adjunto do Fórum, garantiu que o organismo vai continuar a envidar esforços para promover o intercâmbio entre os povos sino-lusófonos. O responsável disse também que a pandemia veio enaltecer a importância da construção de uma “comunidade de futuro compartilhado para a humanidade”.

O responsável garantiu que o Fórum vai colaborar com as partes para fomentar o intercâmbio cultural entre o interior da China, Macau e os países de língua portuguesa.

No evento, foram ainda realizadas a apresentação dos vídeos sobre a cultura chinesa e dos países de língua portuguesa, a cerimónia de entrega de prémios do concurso de criação de vídeos promocionais sobre os países de língua portuguesa, bem como actuações de arte, dança e música da China e os países de língua portuguesa.

Mais de 180 estudantes, provenientes de mais de 20 instituições do ensino superior do interior da China, dos países de língua portuguesa e de Macau, candidataram-se ao concurso de criação de vídeos promocionais, submetendo 50 trabalhos no total. Após a avaliação e selecção, 23 equipas ganharam o prémio seleccionado e seis equipas ganharam o Prémio Vencedor.

Recorde-se que, segundo o 14.º Plano Quinquenal da China, no que diz respeito ao desenvolvimento do papel de Macau como Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os países de língua portuguesa, pretende-se adicionar nesta edição da semana cultural, novos elementos, tais como o ciclo de exposições artísticas “Policromias Lusófonas” e workshops, realizados ao vivo, mas também online através de uma plataforma virtual com 18 programas culturais de excelência, não só da China, mas de todos os países da comunidade de língua portuguesa. Joana Chantre – Macau in “Ponto Final”

 

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Macau - Moçambique em destaque na semana cultural

As obras do pintor moçambicano José Estêvão Manhiça vão estar patentes, a partir de sexta-feira, em Macau, no âmbito da 13ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa


Denominada “Encontros diferentes”, esta exposição vai ser a quarta da série “Policromias lusófonas”, que visita vários domínios das artes plásticas de autores de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Macau, de acordo com o sítio do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau).

As obras expostas “representam diferentes fases da vida artística do autor”, que “crente do papel da convivência humana para o bem-estar da sociedade, busca também transmitir uma mensagem crítica e educativa que sirva de ensinamento às novas gerações”, pode ler-se no “site”.

Antes, passaram pela galeria do Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, as obras plásticas de Ana Jacinto Nunes (Portugal), Eduardo Bentub (Cabo Verde) e Guilherme Carvalho (São Tomé e Príncipe). Depois de Moçambique, segue-se a Guiné-Bissau com o pintor Ismael Hipólito Djata, entre 23 de Setembro e 10 de Outubro.

Os trabalhos de José Estevão Manhiça vão estar patentes até 19 deste mês, realizando-se ao mesmo tempo ‘workshops’ presenciais de danças (Tufo, Xigugo e Marrabenta) e de jogos tradicionais (Pindjonce, Neca e N’Txuvha), organizados pela Associação dos Amigos de Moçambique em Macau.

A 13ª Semana Cultural do Fórum de Macau decorre até 31 de Dezembro, em formato “offline” e “online”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


terça-feira, 17 de novembro de 2020

Macau – Pintura e fotografia no arranque “offline” da semana cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa

Depois de cerca de 40 apresentações online, a 12.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa segue o seu caminho offline já a partir de amanhã. As obras de Raquel Gralheiro, Alexandre Marreiros e Bernardino Soares podem ser apreciadas até 6 de Dezembro no edifício do Fórum Macau



Numa época em que a distância é uma palavra detentora de novos contornos e significados, é sempre bom interagir com arte sem a ajuda de um ecrã. Após cerca 40 apresentações culturais online, oriundas de 11 países e regiões, chegou a vez de a 12.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa se encontrar no mesmo espaço físico que a sua audiência, para as exposições de pintura de Raquel Gralheiro (Portugal) e Alexandre Marreiros (Macau) e ainda de Bernardino Soares (Timor-Leste), na área da fotografia.

Integradas no programa “1+3”, as exposições abrem ao público a partir de amanhã, podendo ser visitadas até 6 de Dezembro no edifício do Fórum Macau. Adicionalmente, explicando o “1” da equação que empresta o nome às actividades presenciais do evento, haverá lugar, segundo um comunicado oficial, a uma exposição sobre “as realizações do Fórum de Macau”, que apresenta não só a sua história e resultados obtidos, mas também “costumes e produtos culturais dos países de língua portuguesa”.

Nascida em Viseu, Raquel Gralheiro é uma artista plástica formada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, cujas obras reflectem o seu fascínio pela figura feminina e a utilização do corpo como instrumento publicitário. Intitulada “Pop Pin”, a exposição pretende representar a mulher como elemento “congregador dos sentidos”, que emana energia positiva, materializada na infinidade de cores puras, patente nas suas telas.

Já em “Whispering Rooms”, o arquitecto Alexandre Marreiros aborda a ideia de uma Macau vazia e silenciosa, com traços que procuram transpor para a tela, a realidade vivida nos primeiros tempos da pandemia da covid-19 no território. A ideia dos trabalhos apresentados é, segundo partilhou com o HM na semana passada, representar a “ideia fragilizada, isolada, permeável e visível aos nossos olhos dos espaços inocupados”, através de um registo temporal de Macau que, à semelhança de muitas outras, “se encontrou desabitada, assombrada pelo silêncio e pelo vazio”.

Olhares discretos

Da visão perspicaz e cuidada de Bernardino Soares resulta a exposição “Discreto”, que tem a particularidade de não se traduzir numa mostra de “meros instantâneos e imagens de ocasião”, mas sim obras artísticas cuidadas que têm as singularidades de Timor-Leste e das montanhas de Tata Mailau como pano de fundo. In “Hoje Macau” - Macau

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Macau - Semana cultural da China e países lusófonos também “online”

A 12ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa arranca no dia 22 deste mês prometendo 40 apresentações culturais de 11 países e regiões do mundo lusófono. Devido à pandemia da COVID-19, várias actuações e demonstrações culinárias vão decorrer “online”



Arranca já no dia 22 a 12ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, organizada pelo Secretariado Permanente do Fórum Macau que, este ano, devido à pandemia da COVID-19, incluirá várias sessões através da internet, “o que permitirá público de todo o mundo experimentar as culturas sino-lusófonas diversificadas em diferentes formas”, lê-se numa nota do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum.

Os programas transmitidos através da internet começam já no dia 22 com cerca de 40 apresentações de 11 países e regiões do mundo como a China (Província de Shandong), Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Goa, Damão e Diu e Macau.

Neste dia, o Secretário-Geral Adjunto do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Ding Tian, irá inaugurar o evento em conjunto com embaixadores dos Países de Língua Portuguesa na China, à margem da Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa 2020 (Macau) (2020PLPEX).

Os grupos artísticos de Shandong e dos Países Países de Língua Portuguesa vão apresentar os espectáculos “online” e incluem, nomeadamente, o grupo Tunjila Tuajokota de Angola, a cantora Roberta Sá do Brasil, a banda música Bulimundo de Cabo verde, o Teatro “Ópera Luju” do Município de Jinan, Shandong, o grupo MC-2 de Guiné Bissau, o cantor Azarias Anona Samuel de Moçambique, a banda Virgem Suta de Portugal, e o grupo All About Life de Timor-Leste.

No campo do artesanato haverá escultura de madeira, tecidos, produtos de couro, sapatos, teatro de sombras, escultura Maconde, joias, corte de papel“Batê Saia” e artesanato de concha.

Além disso, também no âmbito do evento, 10 Chefes de cozinha irão ensinar, online, como cozinhar uma variedade dos pratos distintos dos Países de Língua Portuguesa. A lista inclui Mufete, de Angola, Peixe Ensopado e Mousse de Maracujá do Brasil, Djagacida de Cabo Verde, Filetes de Peixe com Puré de Batata Doce da Guiné-Bissau, Caril de Frango com Leite de Côco de Moçambique e Pataniscas de Bacalhau e Arroz de Feijão de Portugal.

A “ementa” abarca também Molho no Fogo Acompanhado com Tubérculos de São Tomé e Príncipe, Migalha de Carne de Vaca com Masala Verde de Goa, Damão e Diu e Camarões com Alho Picante de Macau.

Os espectáculos teatrais desta edição incluem “O Regressado” da Companhia de Horizonte Njinga Mbande de Angola, “Outono: Notícias de uma tarde nua” da Companhia de Vinicius Piedade do Brasil, “Sandra” da Companhia de Cia 50 Pessoa de Cabo Verde, “Flexa Divina” da Companhia de Ussoforal da Guiné-Bissau, bem como “Alguém do “Foragidos do Pântano”” da Associação de Representação Teatral “Hiu Koc” de Macau.

A primeira mostra do programa, “1+3” no Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, inclui três diferentes mostras de artistas nomeadamente Alexandre Marreiros, de Macau, Raquel Gralheiro de Portugal e o artista de Timor-Leste Bernardino Soares.

Esta exposição estará patente entre os dias 19 de Novembro e 6 de Dezembro.

Nas várias exposições serão disponibilizadas sessões de interacção como visita guiada e intercâmbios com os artistas, além de um “Encontro com os Delegados dos Países de Língua Portuguesa”, a fim de aprofundar o conhecimento público sobre o conteúdo da cultura e arte dos Países de Língua Portuguesa. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Macau – Instituto Cultural dá indicações para preparativos do Festival da Lusofonia

Foram dadas indicações, por parte do Instituto Cultural, para que a comissão organizadora do Festival da Lusofonia comece os trabalhos preparativos. Apesar das incertezas geradas pelas constantes alterações das medidas relacionadas com a pandemia, Amélia António avançou à Tribuna de Macau que, ainda que em moldes “diferentes”, o evento deverá ter lugar junto às Casas-Museu da Taipa no período habitual de Outubro



O Instituto Cultural deu indicações à comissão organizadora do Festival da Lusofonia para que começasse os trabalhos preparativos do evento, que deverá voltar a realizar-se na zona das Casas-Museu da Taipa.

“Há indicações [do Instituto Cultural] de que é para fazer, mas até lá precisamos de outras confirmações”, indicou Amélia António ao Jornal Tribuna de Macau ao afirmar que, por enquanto os trabalhos estão “em ‘standby’, porque começar a trabalhar com coisas que implicam gastos, sem certezas absolutas é complicado”.

A presidente da Casa de Portugal em Macau explicou que ainda não há uma confirmação oficial, uma vez que, dado o actual contexto “vivemos cada dia por si”. “As datas previstas serão as habituais, em Outubro, mas daqui até lá não sabemos como serão as medidas”, acrescentou a propósito do evento que geralmente se realiza no final de Outubro.

Entre muitas incertezas, Amélia António aponta apenas que os contornos desta edição serão diferentes. “Penso que os moldes não serão exactamente os habituais. Não temos ideia se nessa altura é possível trazer gente de fora ou não, ou se terá de ser feita com os artistas locais”, disse, observando que também os visitantes serão outros. “Uma grande parte dos frequentadores da ‘Lusofonia’ são chineses do Continente e expatriados de Hong Kong”, que por agora não podem entrar na RAEM, recordou.

Sobre a implementação das medidas restritivas, Amélia António alerta que poderá será “muito complicado” nas Casas-Museu da Taipa, até porque se o número de visitantes for elevado será “difícil” de cumprir.

Por outro lado, sobre a Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, a presidente da Casa de Portugal disse apenas que “o que está a ser pensado também é muito diferente”. “Mas, uma vez que ainda não anunciaram publicamente, não me vou adiantar muito. No entanto, quanto à divulgação da gastronomia e do artesanato que integra a Semana Cultural, em princípio será feita alguma coisa”, disse.

Já sobre a “parte mais cultural, como teatros e exposições, isso não sei se vai ter de alguma maneira”, mas “se fizerem provavelmente irão recorrer a meios digitais”, afirmou, salvaguardando que este ano esta dinâmica não está a cargo da Casa de Portugal. “O artesanato e a gastronomia abrangem toda a gente, mas o teatro e as artes visuais têm um sistema rotativo entre os nove países assinalados”, esclareceu.

Recorde-se que o Festival da Lusofonia começou a ser realizado em 1998 e conta com a participação das nove comunidades lusófonas locais: Angola, Brasil, Cabo Verde, Goa, Damão e Diu, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O evento é também organizado pelo Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Sofia Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Macau - Na semana cultural da China e Países lusófonos o Brasil é o “convidado de honra”

A edição deste ano da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa integra o festival de cinema brasileiro na China, que passa pela primeira vez por Macau. Além disso, a mostra de teatro realizar-se-á após a semana de 12 a 18 de Outubro: uma estratégia da organização de forma a atrair mais visitantes



A 11ª edição da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa decorrerá entre 12 e 18 de Outubro, tendo, este ano o Brasil como “convidado de honra”, indicou ontem o secretário-geral adjunto do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Rodrigo Brum, durante a conferência de imprensa de apresentação do evento, acrescentando que nas próximas edições se seguirão outros países.

O festival de cinema brasileiro, que decorrerá simultaneamente noutros pontos da China, integra, desta feita, Macau na sua rota e irá prolongar-se até 9 de Novembro.

A par disso – e à semelhança do ano passado – os focos artísticos são os mesmos: música, dança, artes plásticas, teatro, artesanato e gastronomia. A iniciativa tem um orçamento de cerca de nove milhões de patacas, avançou a coordenadora do Gabinete de Apoio, Teresa Mok, sendo que cobre os custos com os artistas, logística, locais e divulgação do evento.

Destaque para os artistas que viajam de Portugal – a banda “Anaquim”, originária de Coimbra, que em 2018 lançou o seu quarto álbum de originais, a artesã Andreia Marques que trabalha com técnicas ancestrais de tecelagem, bem como o colectivo artístico Primeira Pedra, fundado em 2018.

O campo da música e dança faz-se ainda de nomes vindos de Angola (Lino Cerqueira Fialho), Brasil (DJ Dolores), Cabo Verde (DJODJE), China (Circo de Acrobacias da Província de Hebei), Guiné-Bissau (Josó Manuel, Karina Gomes, Miss Bity e Eric Daro), Moçambique (Grupo RM), São Tomé e Príncipe (LEGUELÁ) e Timor-Leste (Voz of Crocodile).

No que respeita ao teatro, destaque também para o grupo local independente Associação de Representação Teatral Hiu Kok, fundada em 1975. A mostra de teatro será deslocada para a semana seguinte ao evento, ou seja, decorrerá entre 22 e 27 de Outubro no edifício do antigo tribunal. Trata-se de uma estratégia da organização, pois nos anos anteriores a adesão não foi a desejável “tanto pela falta de divulgação como também por ocorrer simultaneamente a outros eventos”, explicou Rodrigo Brum.

“Horizontes deslizantes” e “Outros olhares” são as mostras do brasileiro Rodrigo Braga e do guineense António Ferreira Seguy, mais conhecido por CHIPI, que completam a exposição de artes plásticas na Doca dos Pescadores. Simultaneamente, vinte jovens artistas locais recordam os 20 anos da RAEM “na poesia e amor únicos de pinturas inscritas na pluralidade dos temas, das formas, dos próprios artistas” numa exposição que estará patente na residência Consular de Portugal em Macau.

Como não podia deixar de ser, a gastronomia também faz parte da iniciativa com vários chefes dos países de língua portuguesa e Macau a integrarem a actividade “Sabores do Mundo”. Serão ainda criados grupos de workshop de culinária no Instituto de Formação Turística e na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Moçambique - Semana Cultural Moçambique - Portugal

Arranca esta terça-feira, 6 de Novembro, em Maputo, a semana Cultural Moçambique-Portugal, uma iniciativa de promoção da cooperação cultural, musical, entre outras áreas de interesse, no âmbito universitário, entre a Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a Universidade Pedagógica (UP) e a Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto (ESMAE). A mesma conta com o patrocínio do BCI e da ARTEMEDA, e como apoio da Órbita e da ESMAE.

Em Maputo, encontram-se já o guitarrista e docente português, Artur Caldeira, licenciado em Guitarra Clássica e Mestre em Interpretação Artística pela ESMAE e na classe de José Pina. E o também guitarrista português, Daniel Paredes, licenciado em Guitarra Clássica pela ESMAE, frequentando actualmente o Mestrado em Interpretação Artística naquela prestigiada instituição.

A semana vai proporcionar sessões de formação a docentes e discentes, workshop sobre didáctica de ensino de instrumento, troca de experiência curricular e pedagógica, com vista a potenciar as universidades moçambicanas no ensino da música, na investigação musical e na interacção com o público.

Pretende-se igualmente com o projecto conceber uma plataforma comum de trabalho para o futuro, com ênfase para a investigação científica, explorando o potencial do espólio musical moçambicano, através da variada gama de instrumentos tradicionais existentes, passíveis de configurar novos pensamentos musicais, contribuindo para o enriquecimento e valorização da cultura moçambicana no país e no mundo.

Refira-se que a cerimónia de abertura da Semana Cultural terá lugar hoje, dia 6, às 15 horas, no Centro Cultural Universitário da UEM, e contará com a presença da Embaixadora de Portugal; dos Reitores da UEM, e da UP; do representante da Universidade do Porto, entre outras personalidades públicas, membros dos corpos docente e discente destas instituições de ensino, músicos e convidados. A cerimónia terá momentos de poesia, teatro e música. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Macau - Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa celebra o décimo aniversário



O Fórum Macau vai organizar entre os dias 9 e 18 de Outubro a Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa que este ano celebra o seu décimo aniversário, mantendo o orçamento de nove milhões de patacas. Para assinalar a ocasião, o programa do evento foi reforçado, com uma série de iniciativas que decorrerão na Doca dos Pescadores. Como é já habitual, o programa inclui música, mostras de artesanato, diversas obras de expressão plástica e gastronomia.

Ao todo, participam no evento 130 artistas convidados de Angola, do Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe, Goa, Damão e Diu, bem como de Macau e do distrito de Congjiang, da Província de Guizhou.

Ao nível da música, as actuações vão dividir-se entre o Largo do Senado e a Doca dos Pescadores. Rui Sangara, da Guiné-Bissau, e a Banda Circulô, do Brasil, o grupo artístico folclórico do distrito de Songjiang de Guizhou e a “Moza Band” de Moçambique estreiam o palco na Doca dos pescadores no dia 13 de Outubro. No dia seguinte volta a actuar o grupo da China Continental, além de Paulo Flores, de Angola, “Estrellas”, de Goa, Damão e Diu e “Black Jesuz”, de Timor-Leste.

Ao palco da Doca dos Pescadores sobem ainda os D.A.M.A, de Portugal, Alex Dinho, de São Tomé e Príncipe e Grace Évora & Banda, de Cabo Verde. Todos os músicos irão actuar também no Largo do Senado entre os dias 15 e 17 de Outubro.

Na Doca dos Pescadores haverá ainda espaço para a  gastronomia com quatro restaurantes a abrir as suas cozinhas a “chefs” dos Países Lusófonos, tanto à hora de almoço como do jantar. O “Rio Grill & Seafood Market” recebe, entre os dias 13 e 18 de Outubro, das 12:00 às 15:00 e das 18:00 às 23:00, os cozinheiros vindos do Brasil e da Guiné-Bissau. Ao “Vic’s Restaurante” chegam “chefs” de Angola, Portugal e Goa, Damão e Diu.

No restaurante “Praha” estará em destaque a gastronomia de São Tomé e Príncipe e de Timor-Leste. A “Brasserie” de Paris vai ser temporariamente ocupada por “chefs” que se dedicam à cozinha de Cabo Verde, Moçambique e Macau.

Também na Península, no Edifício do Antigo Tribunal, decorrerá a Mostra de Teatro dos Países e Regiões de Língua Portuguesa. A representar Macau estará a “Dream Theater Association”, com a peça “O Nosso Estaleiro Naval Victory”, que narra a história de um dos estaleiros de Lai Chi Vun. Tam, uma das personagens da peça, cresceu como aprendiz de um mestre de construção naval para tomar conta do negócio da família, porém o seu sonho é quase destruído por um incêndio. Depois de 50 anos de luta, Tam tem na cabeça todas as técnicas necessárias à construção naval, porém, a indústria não existe mais.

A companhia “Elinga-Teatro”, de Angola, apresenta a peça “A Última Viagem do Príncipe Perfeito”, um navio de passageiros que fazia a rota entre Lisboa e Luanda até 1974/75. Do Brasil chega o Núcleo Experimental Em Movimento que protagoniza a peça “Tempo P’ra Dizer”, que se foca numa conversa entre duas actrizes.

“Fladu Fla”, de Cabo Verde, apresenta “Menos Um”, uma adaptação do conto com o mesmo nome, integrado na obra “Contra Mar e Vento” de Teixeira de Sousa. A mostra de teatro tem ainda espaço para “A mulher é sagrada” de Os Cérebros de Quelele, da Guiné-Bissau. A mostra decorre entre os dias 9 e 14 de Outubro.

Artes plásticas e fotografia

Num campo artístico diferente, a Semana Cultural inclui quatro exposições. Entre os dias 13 de Outubro e 11 de Novembro estarão patentes, nas Casas-Museu da Taipa as exposições “Somos Estrelas”, de Guilherme Mampuya, de Angola e “Orquestra Crioula” de Tuto Sousa, de Cabo Verde.

Na galeria da residência do cônsul-geral de Portugal em Macau será apresentada, entre os dias 12 de Outubro e 8 de Novembro, uma mostra de Vítor Marreiros intitulada “China, Norte e Sul”. A Galeria da Doca dos Pescadores vai receber entre 13 de Outubro e 4 de Novembro a mostra “Pontos de Encontro, Pontes Intangíveis”, que reúne 150 fotografias de autores da China e dos Países de Língua Portuguesa.

Durante a apresentação do evento, o secretário-adjunto do Fórum Macau indicado pelos Países de Língua Portuguesa salientou que a Semana Cultural é “uma rotina já estabelecida” e que o organismo que representa está empenhado em apostar na cooperação ao nível da cultura.

Rodrigo Brum recordou ainda que, aquando da reunião ordinária anual do Fórum Macau no início deste ano, o embaixador do Brasil fez uma declaração referindo que “as questões culturais são importantes porque servem para perceber a cultura empresarial e a cultura empresarial está por detrás da realização de bons negócios e boas relações entre os países”. Inês Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”