O país registou um crescimento significativo da população de elefantes, que passou de pouco mais de nove mil animais, em 2018, para cerca de 22.700, em 2025. Apesar dos resultados positivos, as autoridades alertam que a expansão da agricultura, dos assentamentos humanos, da exploração florestal e da mineração continua a ameaçar a fauna bravia e os seus habitats.
Moçambique conta actualmente com uma população estimada
em cerca de 22.700
elefantes, segundo os resultados do Censo Nacional de Elefantes e de Grandes
Mamíferos 2025, divulgados esta sexta-feira pela Administração Nacional das
Áreas de Conservação.
O número representa um aumento expressivo em relação aos
9114 elefantes contabilizados no último censo, realizado em 2018. O
levantamento aponta igualmente para uma redução significativa do número de
carcaças de elefantes, com o rácio a baixar de 48,35%, em 2018, para 4,6%, em
2025, não obstante a continuidade de invasões de reservas.
O censo foi financiado pelo Governo da Suécia, através do
Programa de Conservação da Biodiversidade, coordenado pela BIOFUND, com o
envolvimento da Universidade Eduardo Mondlane.
Mais do que preocupação, os dados devem ser aproveitados
para tirar proveito económico e financeiro.
O relatório refere ainda que os dados do norte do país
poderão estar subestimados, uma vez que algumas zonas de Cabo Delgado e da
Reserva Especial do Niassa não foram abrangidas pelo levantamento, devido às
limitações de segurança. In “O País” - Moçambique
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