Faz apenas quatro dias, mas já parece
longe a Copa
do Mundo de futebol. Entretanto, ainda circulam pelas
redes sociais algumas imagens reais, outras fakes geradas pela IA e
muitas críticas ao comportamento de alguns jogadores argentinos ao final do
último jogo vencido pela Espanha.
Parecia mesmo irreal ver o anfitrião Donald Trump ter
descido do seu trono para entregar taça e medalhas aos jogadores, ao lado de
Gianni Infantino, o suíço todo poderoso dirigente da FIFA. Já eram amigos ou
foi a maneira autoritária como dirigem os EUA e a FIFA que os aproximou?
O episódio do cartão vermelho ao jogador Folarin Balogun
da seleção norte-americana, anulado por Gianni Infantino a pedido de Trump, foi
uma espécie de troca de favores entre dois manda-chuvas. Satisfeito, Trump
disse à imprensa apoiar Infantino para deixar a FIFA e ir dirigir a ONU. Não é
para se levar a sério esse tipo de proposta, que nem o próprio Infantino
aceitaria, pois na FIFA é ele quem manda, enquanto no angú de países da ONU,
nem o Guterres manda.
Mas o poder de Infantino na FIFA não é absoluto, tem de
respeitar certas restrições. Ao que circulou nas redes sociais europeias como
rumores entre comentaristas esportivos, tão criativos e bem informados como os
comentaristas políticos, o troféu da Copa do Mundo estaria destinado à
Argentina. Seria uma maneira de melhorar o Ibope do presidente Milei, da mesma
patota do Trump e Infantino mas com dificuldades junto ao povo, esse eterno
insatisfeito.
Isso poderia ser debitado como conversa mole de locutor
esportivo, mas assumiu feições de verossímil ao se lançarem e se iluminarem os
fogos de artifício em torno do MetLife Stadium.
Imaginem o que devem ter dito os espanhóis da Rioja ao
verem surgir as cores azul e branca em lugar do vermelho e amarelo!!! Teria
sido um crasso erro dos artífices mestres em colorir os fogos de artifício?
Pouco provável, os fogos de artifício se preparam com dias de antecedência,
para se ter as cores vermelha e amarela da bandeira espanhola seria preciso
juntar compostos metálicos de estrôncio e sódio à pólvora. Mas, em lugar disso,
tinham juntado cobre para se ter a cor azul da bandeira argentina.
Essa versão das cores dos fogos de artifício circula como
verdadeira, mas o jornal suíço 20 Minutes destrói tudo como
uma bela mentira, fake. Na verdade, os fogos teriam sido brancos tendo
como fundo o céu azul. Foi uma simples montagem que circulou pelas redes
sociais, principalmente Instagram, mostrando ser quase tudo possível com o uso
da Inteligência Artificial.
No que se acreditar, no que desconfiar e no que rejeitar
como fake?
Em todo caso, são verdadeiras as cenas de confusão e
mesmo início de agressões, rapidamente controladas, ao final do jogo, vencido
pela Espanha contra a Argentina. Nelas, o jogador argentino Leandro Paredes
agride o espanhol Eric Garcia. A FIFA vai investigar e poderá haver
punição para a equipe argentina. Também são verdadeiras as cenas mostrando
parte da equipe argentina dando as costas para a cerimônia de premiação da
equipe espanhola. Rui Martins - Suíça
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