A Universidade de Macau (UM) realizou recentemente o segundo Fórum Internacional das Línguas Chinesa e Portuguesa, onde se reuniram especialistas e académicos provenientes de países de língua portuguesa, do Interior da China e de Macau para “um intenso intercâmbio académico nas áreas da literatura, linguística, intercâmbio cultural, estudos de tradução e ensino de língua”. Ao longo dos dois dias, o programa incluiu cinco sessões livres e três conferências.
A cerimónia inaugural contou com a presença do académico
português Raul Gaião, que aproveitou para apresentar os três volumes da sua
mais recente obra, “Papiá Nôsso Lingu, Dicionário de Patuá di Macau”. Para a
UM, a publicação “constitui não só um contributo académico de relevo, mas
também um importante esforço de sistematização e de preservação do patuá
macaense, património linguístico singular que reflecte a herança multicultural
de Macau”.
As sessões de partilha foram conduzidas por académicos e
estudantes distinguidos do Departamento de Português, incluindo o vencedor do
“Prémio Fernão Mendes Pinto” do ano passado, Lu Chunhui, a vencedora do “Prémio
Académico Henrique de Senna Fernandes” de 2023, Carla Lopes, e as estudantes
premiadas no Concurso Internacional de Contos do Dia Mundial da Língua
Portuguesa deste ano, Li Renlan e Wang Siyi.
Já nas conferências, participaram o professor Rui
Pereira, da Universidade de Coimbra, a professora Xu Yixing, da Universidade de
Estudos Internacionais de Xangai, e a professora Min Xuefei, da Universidade de
Pequim. Os temas abordados abrangeram a linguística e o ensino do português, a
inteligência artificial aplicada ao ensino de línguas e os estudos de
literatura em língua portuguesa, tendo oferecido “reflexões de grande
actualidade e profundidade”, de acordo com a UM.
Segundo a instituição universitária, o fórum assume-se
como “uma plataforma privilegiada de diálogo académico, contribuindo para
reforçar a compreensão mútua entre as línguas e culturas chinesa e portuguesa,
bem como para promover a partilha de conhecimento e a construção de novas
perspectivas”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau
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