Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Macau - ‘Kaifong’ defendem zona sino-portuguesa para dinamizar negócios no ZAPE

Um estudo desenvolvido pelo Centro da Política da Sabedoria Colectiva, ligado aos ‘Kaifong’, abordou soluções para a transformação do ZAPE. Segundo o estudo, os investigadores defendem a criação de uma “zona de experimentação da cultura sino-portuguesa” no sul do ZAPE, onde o público possa passar numa “rua de estilo da cultura portuguesa”


O Centro da Política da Sabedoria Colectiva, associado à União Geral das Associações dos Moradores de Macau (‘Kaifong’), promoveu um estudo com o intuito de identificar medidas para impulsionar a transformação do ZAPE e injectar dinamismo na respectiva economia comunitária. Segundo o Centro, o estudo visa “dar impulso à reconfiguração das funções do ZAPE e à transformação da economia comunitária”.

Segundo os ‘Kaifong’, os autores do estudo consideram que alguns terrenos desaproveitados no sul do ZAPE à beira-mar poderiam ser aproveitados para acolher uma “zona de experimentação da cultura sino-portuguesa”, tirando partido da localização geográfica e paisagem natural da área costeira no sul do ZAPE e tomando como referência o modelo de remodelação da Rua Fremont em Las Vegas. Isso incluiria a criação de uma “rua de estilo da cultura portuguesa”, virada para os turistas e visitantes de lazer, refere o documento.

Além disso, citado pelo Canal Macau da TDM, Leong Hong Sai, subdirector do Centro da Política da Sabedoria Colectiva, sugeriu a introdução de réplicas de alguns monumentos de Portugal nessa zona, como a Torre de Belém e pontos turísticos do bairro de Alfama, bem como o recurso a tecnologia interactiva de realidade virtual. O também deputado sugeriu ainda a abertura no ZAPE um hotel focado no tema de Portugal e um pavilhão para exposições sobre a cultura portuguesa.

Por outro lado, Leong Hong Sai propôs uma zona de espectáculos musicais na zona da beira-mar e um mercado de gastronomia, aberto durante a noite, além da realização de alguns mercados com produtos criativos e culturais.

Segundo o resumo divulgado pelos ‘Kaifong’, de um modo geral, o estudo defende a redefinição das funções e do posicionamento do ZAPE, para o transformar gradualmente numa zona multifuncional onde se possa encontrar serviços comerciais, consumo comunitário, experiências culturais e turísticas e elementos da economia nocturna. Neste ponto, destaca a importância de optimizar o sistema pedonal e acrescentar mapas de orientação multilingues que sejam explícitos, para reforçar a acessibilidade entre o ZAPE, a zona da Praia Grande e os pontos turísticos circundantes.

Em relação às áreas no centro e norte do ZAPE, o Centro da Sabedoria mostra-se favorável à criação de uma “área central para os assuntos governamentais e comerciais”, através do aproveitamento dos escritórios e hotéis existentes no centro e no norte desta parte da cidade.

Ao mesmo tempo, defende que as autoridades devem recorrer a instituições profissionais para prestarem formação e “serviços de diagnóstico caso a caso” às pequenas e médias empresas na zona, ajudando-as a reforçar as capacidades de atrair clientes, transformar a clientela no volume económico e impulsionar novas compras entre os turistas. Nesse aspecto, propõe, inclusive, a criação de uma “aliança de comerciantes do ZAPE”.

Ademais, os ‘Kaifong’ apelam à aceleração do planeamento da Linha Sul do Metro Ligeiro, com vista a facilitar o acesso à zona, assim como o reforço da articulação entre a Doca dos Pescadores, Centro Cultural, Centro de Ciência e Universidade Politécnica com os recursos culturais e turísticos na San Ma Lou e na Praia Grande. Em termos de instalações complementares, sugerem mais instalações de arte públicas, mais assentos para descanso, a actualização da cobertura do “wi-fi” e apoios ou subsídios que orientem os comerciantes a prolongar o horário de operações nocturnas dos seus estabelecimentos.

O estudo adverte ainda que, desde o encerramento dos casinos-satélite na zona no final de 2025, a economia comunitária continua a enfrentar um cenário marcado pela falta da força motriz no consumo interno, embora as medidas de incentivo ao consumo lançadas pelas autoridades tenham contribuído, a curto prazo, para um maior fluxo de pessoas na zona. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


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