Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Moçambique - População de elefantes cresce de 9 mil para mais de 22 mil em 2025

O país registou um crescimento significativo da população de elefantes, que passou de pouco mais de nove mil animais, em 2018, para cerca de 22.700, em 2025. Apesar dos resultados positivos, as autoridades alertam que a expansão da agricultura, dos assentamentos humanos, da exploração florestal e da mineração continua a ameaçar a fauna bravia e os seus habitats.


Moçambique conta actualmente com uma população estimada em cerca de 22.700 elefantes, segundo os resultados do Censo Nacional de Elefantes e de Grandes Mamíferos 2025, divulgados esta sexta-feira pela Administração Nacional das Áreas de Conservação.

O número representa um aumento expressivo em relação aos 9114 elefantes contabilizados no último censo, realizado em 2018. O levantamento aponta igualmente para uma redução significativa do número de carcaças de elefantes, com o rácio a baixar de 48,35%, em 2018, para 4,6%, em 2025, não obstante a continuidade de invasões de reservas.

O censo foi financiado pelo Governo da Suécia, através do Programa de Conservação da Biodiversidade, coordenado pela BIOFUND, com o envolvimento da Universidade Eduardo Mondlane.

Mais do que preocupação, os dados devem ser aproveitados para tirar proveito económico e financeiro.

O relatório refere ainda que os dados do norte do país poderão estar subestimados, uma vez que algumas zonas de Cabo Delgado e da Reserva Especial do Niassa não foram abrangidas pelo levantamento, devido às limitações de segurança. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 19 de setembro de 2024

África - Centenas de elefantes irão ser mortos no Zimbabwé e na Namíbia devido à escassez de alimentos e água

No Zimbabwé, os elefantes serão retirados de uma área onde a população tornou-se insustentável


Zimbabwé e Namíbia anunciaram planos para abater centenas de elefantes selvagens e outros animais para alimentar moradores famintos em meio às severas condições de seca nos países do sul da África.

O Zimbabwé disse na segunda-feira que permitiria a matança de 200 elefantes para que a sua carne pudesse ser distribuída entre as comunidades carentes, enquanto na Namíbia a matança de mais de 700 animais selvagens - incluindo 83 elefantes - está em andamento como parte de um plano anunciado há três semanas.

Tinashe Farawo, porta-voz da Autoridade de Gestão de Parques Nacionais e Vida Selvagem do Zimbabwé, disse que seriam emitidas licenças para caçar elefantes em comunidades carentes e que a agência também mataria parte da cota total de 200 animais.

“Começaremos o abate assim que terminarmos de emitir as licenças”, disse Farawo.

As populações de elefantes do Zimbabwé tornaram-se insustentáveis

Os elefantes serão retirados de uma área onde a população tornou-se insustentável, disse Farawo. A caça ocorrerá em áreas como o Parque Nacional Hwange, no oeste árido do país, onde tem havido uma competição crescente entre humanos e animais selvagens por comida e água, já que o aumento das temperaturas torna os recursos mais escassos.

Hwange tem mais de 45.000 elefantes, mas agora tem capacidade para sustentar apenas 15.000, disse Farawo. A população geral do país de cerca de 100.000 elefantes é o dobro do que os parques nacionais do país podem sustentar, dizem autoridades do parque.

O fenómeno climático El Niño piorou a situação, com a agência de parques dizendo em dezembro que mais de 100 elefantes morreram devido à seca. Mais animais podem morrer de sede e fome nas próximas semanas, à medida que o país entra no período mais quente do ano, disse Farawo.

A Ministra do Meio Ambiente do Zimbabwé, Sithembiso Nyoni, disse ao Parlamento na semana passada que havia dado sinal verde para o programa de abate.

“De fato, o Zimbabwé tem mais elefantes do que precisamos, mais elefantes do que nossa floresta pode acomodar”, disse Nyoni.

Ela disse que o governo estava a preparar-se “para fazer como a Namíbia fez para que possamos abater os elefantes e mobilizar as mulheres para secar a carne, embalá-la e garantir que ela chegue a algumas comunidades que precisam da proteína”.

Abate de elefantes na Namíbia para reduzir o conflito entre humanos e animais selvagens

No mês passado, o governo da Namíbia aprovou o abate de 723 animais, incluindo 83 elefantes, 30 hipopótamos, 60 búfalos, 50 impalas, 300 zebras e 100 elandes, entre outros.

Os animais serão provenientes de cinco parques nacionais da Namíbia, onde o país também procura reduzir o número de elefantes em meio a conflitos entre pessoas e animais selvagens.

“Isto é necessário e está em linha com nosso mandato constitucional, onde os nossos recursos naturais são usados ​​para o benefício dos cidadãos da Namíbia", disse o porta-voz do departamento de meio ambiente Romeo Muyunda. "Este também é um excelente exemplo de que a conservação da caça é realmente benéfica."

O Botswana, que fica entre o Zimbabwé e a Namíbia, tem a maior população de elefantes do mundo, com 130.000, mas, diferentemente dos seus dois países vizinhos, não falou em abater os seus elefantes para alimentar o seu povo.

Guyo Roba, especialista em segurança alimentar e agricultura do grupo de estudos ambientais Jameel Observatory, sediado no Quénia, disse que as medidas governamentais no Zimbabwé e na Namíbia eram compreensíveis, dada a extensão da seca e o estado das suas populações animais.

“Eles estão a trabalhar contra uma população de vida selvagem que está acima da sua capacidade de suporte”, disse Roba.

“Então pode parecer controverso inicialmente, mas os governos estão divididos entre permanecer fiéis a algumas das suas obrigações em nível internacional em termos de conservação e apoiar a população”, disse Roba. Euronews

quarta-feira, 22 de março de 2023

Vietname - Apreendidas sete toneladas de marfim oriundo de elefantes em Angola

As autoridades vietnamitas anunciaram que apreenderam sete toneladas de marfim oriundo de elefantes em Angola, o maior carregamento deste tipo intercetado nos últimos anos.


O marfim foi encontrado pela alfândega no porto norte de Haiphong num contentor que supostamente transportava amendoins, de acordo com o diário de bordo oficial.

Fotos divulgadas pelo departamento aduaneiro mostraram centenas de longas presas de marfim empilhadas em frente de um contentor aberto.

O carregamento foi enviado para o Vietname via Singapura, segundo as autoridades.

As presas e outras partes do corpo de elefantes são usadas como talismãs e utilizadas na medicina tradicional em algumas partes da Ásia, embora não haja provas científicas de tais propriedades medicinais.

O Vietname proibiu oficialmente o comércio de marfim em 1992, mas o país continua a ser um centro de transporte ilegal de vida selvagem na Ásia.

Mais de 60 toneladas de marfim, escamas de pangolins e chifres de rinocerontes foram apreendidas nos portos marítimos vietnamitas desde 2018, segundo um relatório de 2021 da Education for Nature Vietnam, uma organização não-governamental de proteção da fauna. In “Green Savers Sapo” - Portugal


quarta-feira, 9 de março de 2022

Namíbia - Exporta 22 elefantes para os Emirados

A Namíbia vai exportar 22 elefantes capturados em estado selvagem para os Emirados Árabes Unidos, o que viola as normas internacionais sobre conservação de espécies ameaçadas, acusou a Fundação Franz Weber (FFW)

A transação foi confirmada no dia 06 de março pelo Ministério do Ambiente, Silvicultura e Turismo da Namíbia (MEFT), segundo a televisão pública namibiana NBC.

Os elefantes, provenientes da área do Kunene (noroeste do país), foram leiloados para evitar os crescentes “conflitos” provocados pela interação entre humanos e animais selvagens na zona, explicou o ministério.

Foram vendidos ao maior apostador, um criador de gado namibiano, G.H. Odendaal, que posteriormente os vendeu aos Emirados Árabes Unidos.

O mais provável destino dos elefantes será o zoológico de Al Ain, denunciou hoje a fundação dedicada a preservar o legado do ecologista suíço Franz Weber, o que contraria as normas da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES).

“A declaração do MEFT confirma mais de um ano de especulação de que a Namíbia tinha tido sempre a intenção de exportar os seus elefantes para fora de África, como fez recentemente para Cuba e para o México”, disse a organização, em comunicado.

No entanto, explica, “a Namíbia só pode exportar elefantes vivos para programas de conservação ‘in situ’ (ou seja, dentro da área de distribuição natural da espécie em África), segundo os termos da inclusão da sua população de elefantes na CITES”.

A FFW considera falsa a justificação da venda dos elefantes como forma de travar os “casos de conflito entre o homem e a fauna”, uma vez que os animais foram “capturados na zona agrícola comercial de Kamanjab, que não está muito povoada por comunidades rurais”.

“É uma zona, segundo um relatório de 2021, que faz parte da região árida de Kunene, no noroeste da Namíbia, onde o número de elefantes é perigosamente baixo. Isto deve-se principalmente aos anos de seca e a circunstâncias induzidas pelo homem, como a caça de troféus, a perseguição e a invasão do habitat natural para atividades agrícolas”, disse a fundação.

O anúncio da Namíbia ocorre em vésperas do arranque da 74.ª reunião do Comité Permanente da CITES em Lyon (sudeste de França), que examinará, em 9 de março, a legalidade da interpretação da Namíbia no que respeita às exportações de elefantes vivos, disse a FFW. In “Sapo 24” - Portugal


sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

França - Inaugura o primeiro santuário de elefantes da Europa

Este é o primeiro santuário da Europa para a família Elephantidae, e abriga espécimes que viveram em circos e jardins zoológicos


A França abriu as portas ao primeiro santuário de elefantes da Europa. O Elephant Heaven European Elephant Sanctuary (EHEES) situa-se na região de Nouvelle-Aquitaine, no Parque Natural Regional Périgord-Limousin, e ocupa um espaço de 28 hectares.

Esta casa de repouso para elefantes tem como objetivo cuidar dos espécimes que outrora viveram em jardins zoológicos ou circos europeus, tratando-os com respeito e incentivando a sua reconexão com o meio natural. Os voluntários e os visitantes não têm contacto direto com os animais, garantindo assim a sua tranquilidade e adaptação positiva ao ambiente.

A primeira residente do EHEES chama-se Gandhi, e chegou ao estabelecimento no dia 14 de outubro. Trata-se de um elefante asiático (Elephas maximus) com 52 anos, que viveu grande parte da sua vida em jardins zoológicos na Dinamarca e em França.

O projeto encontra-se ainda em fase inicial, tendo apenas espaço para três elefantes, mas a equipa espera conseguir construir mais celeiros e expandir os seus terrenos, para dar abrigo a mais elefantes. In “Green Savers Sapo” - Portugal


 

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

República do Congo - Caçador furtivo de elefantes condenado

Um caçador furtivo no Congo-Brazzaville foi condenado a 30 anos de trabalhos forçados por matar elefantes, disse uma ONG na passada semana

Gerard Mombaza Mombembo, 35 anos, da vizinha República Democrática do Congo, foi apelidado de “o carrasco de Nouabale Ndoki”, em homenagem ao parque nacional onde ele operava principalmente. Foi considerado culpado de matar animais protegidos e caça com armas de nível militar, bem como de associação criminosa e tentativa de homicídio, por um tribunal em Ouesso, capital da densamente arborizada região de Sangha.

“Esta detenção é a primeira grande na batalha contra a caça furtiva e o contrabando ilegal de produtos da vida selvagem. Isso cria oportunidades para criminalizar atos de caça furtiva e punir os caçadores furtivos ainda mais severamente”, disse Richard Malonga, chefe da WCS Congo, uma ONG que trabalha com o parque Nouabale Ndoki.

O parque, criado em 1993, faz parte do Sangha Trinational que se estende pelas fronteiras com a República Centro-Africana e os Camarões. Foi classificado como Património Mundial da UNESCO em 2012. In “Novafrica” - Angola

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Guiné-Bissau - Director de Parque de Cantanhez confirma a presença de dois elefantes a viverem no país


Bissau - O Director do Parque de Cantanhez confirmou que dois elefantes voltaram a residir na Guiné-Bissau desde 2014 e que os mesmos habitam na região de Quinará, concretamente na tabanca de “Sintchan Pati” no sector de Buba, sul do país.

Queba Quecutá em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné, garantiu que o Instituto de Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) vai fazer de tudo para conservar a zona na qual circulam e habitam os elefantes para que os mesmos possam ter uma vivência segura no país.

“Os elefantes têm as suas zonas que costumam percorrer, eles não gostam de perturbação. Por isso, acabam sempre por refugiar quando se sentem perseguidos ou incomodados, mas vamos evitar com que isso aconteça desta vez”, prometeu aquele responsável.

Quecutá referiu que em 2014 foram registados 06 elefantes, mas que até agora as suas pegadas são vistas, o que indica que eles possam ainda estar a viver no país ou que estiveram de passagem.

 “Já temos a certeza de que dois elefantes residem na zona de Buba, porque normalmente eles costumavam passar na Guiné-Bissau uma vez por ano, mas desde 2014 os dois ficaram a habitar na zona que referimos e isso mostra que são capazes de regressar em número maior caso haja condições favoráveis para tal”, referiu.

Queba Quecutá explicou que os elefantes têm os seus caminhos fixos e que actualmente passam com mais frequência na zona de povoação de Colubuia devido ao processo de transformação que acaba por condicionar surgimento de novas tabancas e consequente desaparecimento de certas vias de passagem dos mesmos.

Explicou que o Parque de Cantanhez tem dois corredores transfronteiriços, que são da tabanca de Balana e Guiledje, no sector de Bedanda, região de Tombali e que ainda existe sete corredores internos.

“Os elefantes costumavam visitar a zona de Colubuia uma vez por ano e passavam até Cufada, mas actualmente passam nestas vias com mais frequência devido ao desaparecimento de outros caminhos que utilizavam”, disse aquele responsável.

O Director de Parque de Cantanhez informou que os elefantes são uma espécie que existia na Guiné-Bissau no período antes da Luta de Libertação nacional e que acabaram por emigrar para outros países devido a perturbação que sofreram no país com a fase da guerra.

Por outro lado, o Director de Parque de Cantanhez afirmou que, os animais tornaram-se mais agressivos actualmente devido a acção do homem e sobretudo na exploração de produtos silvestres, de que se alimentam.

Sublinhou que a desmatação é um dos factores que está a contribuir também para as constantes irritações dos animais, porque os mesmos acabam por ficar sem abrigo de qualidade e sem alimentos suficientes. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

sexta-feira, 16 de março de 2018

Angola – Estudo sustenta que elefantes necessitam de ″protecção activa″

A população de elefantes em Angola, que recuperou após a guerra civil, está de novo em declínio e precisa de ″protecção activa″ contra a caça furtiva e perda de habitat, alerta um estudo



Uma investigação realizada por ecologistas da "Elephants Without Borders" (EWB), organização de conservação da vida selvagem e dos recursos naturais com sede no Botswana, e pela Universidade de Massachusetts Amherst conclui que o fim da guerra não é necessariamente suficiente para a recuperação a longo prazo das populações da vida selvagem, sendo também necessária "protecção ativa", com medidas de combate à caça furtiva e de limitação da invasão humana das áreas protegidas.

"Pode ser ainda possível reverter o declínio em curso dos elefantes em Angola e conservar essa importante população, se o Governo se comprometer com uma "protecção ativa", diz Scott Schlossberg, o primeiro autor do estudo, publicado hoje na revista científica PLOS ONE.

"Felizmente, no final de 2015 Angola ainda tinha mais de 3.000 elefantes", dizem Scott Schlossberg e os outros autores do estudo. Antes da década de 1970 Angola tinha cerca de 70.000 elefantes, uma das maiores populações da África subsaariana nessa altura. A guerra, entre 1975 e 2002, não só provocou grande perda de vidas humanas, mas também levou ao abate de elefantes em larga escala.

Em 2004-05 a EWB fez uma pesquisa em Angola e encontrou uma "pequena mas aparentemente saudável e crescente população, estimada em 1.800 elefantes", nas palavras de Curtice Griffin, professor de conservação do ambiente em Amherst.

Uma nova pesquisa foi feita em 2015, através de levantamentos aéreos e monitorizações por satélite, tendo sido identificados 3.395 elefantes na província de Cuando Cubango. Os números foram destacados em 2016 pelo governo angolano, que nesse ano dedicou o dia do Ambiente à protecção do elefante e ao combate ao tráfico de marfim.

Comparando os dados de uma região específica que já tinha sido estudada em 2005 registou-se um decréscimo de 21% no número de elefantes, disse Schlossberg.

Na área de pesquisa ainda permanecem campos de minas, que afectam seres humanos mas também animais selvagens, elefantes incluídos. Schlossberg disse que o número de cadáveres de elefantes aumentou muito de 2005 para 2015, explicando que no primeiro estudo não foi visto qualquer cadáver e que em 2015 foram detectadas quatro carcaças por cada 10 elefantes vivos.

Os autores do estudo sugerem que a população de elefantes entrou em declínio a partir de 2015 e dizem que o desenvolvimento humano generalizado no sudoeste de Angola pode estar a limitar a distribuição de elefantes, que evitam áreas a menos de seis quilómetros de vestígios humanos, segundo o rastreio por satélite.

Os autores salientam que desde 2015 o Governo de Angola tem tomado medidas para proteger os elefantes, nomeadamente o combate ao comércio de marfim e a criminalização da venda da vida selvagem, morta ou viva. In “Novo Jornal” – Angola com “Lusa”

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Moçambique - Elefantes a caminho da extinção

Conservacionistas nacionais estimam que nos próximos cinco anos não existirão mais elefantes no nosso país, caso os índices de abate ilegal de animais desta espécie se mantiverem altos, como acontece actualmente.

Um novo alerta foi lançado recentemente, em Maputo, no decurso de uma marcha em protesto contra a matança indiscriminada do elefante e do rinoceronte por caçadores furtivos, no território nacional.

O evento juntou cerca de três mil pessoas, entre representantes de diversas organizações da sociedade civil moçambicana, de instituições académicas, artistas e público em geral, preocupados com a crescente matança destes paquidermes.

Segundo os organizadores da marcha, caçadores furtivos matam, em média, entre quatro a cinco elefantes por dia nas diferentes áreas de conservação criadas no país ou fora destas.

Só no ano passado, estima-se que tenham sido abatidos entre mil e quinhentos a mil e oitocentos elefantes em todo o território nacional.

A informação foi avançada pelo biólogo, Carlos Lopes Pereira, da Agência de Conservação da Fauna Bravia (Wildlife Conservation Society), durante um seminário organizado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), dias antes da realização da marcha contra a caça furtiva do elefante e do rinoceronte.

Nos últimos anos, a caça furtiva do elefante em Moçambique assumiu contornos alarmantes e provou ser uma acção do crime organizado, protagonizada por cidadãos nacionais e estrangeiros, tendo como fim último o comércio ilegal do marfim.

O mesmo acontece em relação ao rinoceronte, que não é somente caçado ilegalmente em Moçambique, como também na vizinha África do Sul. E neste país vizinho dezenas de pessoas, alguns dos quais moçambicanos, que se dedicavam à caça furtiva, foram mortos pelas autoridades policiais locais.

O marfim e os cornos de rinocerontes gerados pela caça furtiva em Moçambique têm como principais mercados alguns países asiáticos.

A marcha em protesto contra o abate ilegal de elefantes e rinocerontes no território nacional surgiu no âmbito das celebrações do Dia Mundial do Animal, que se assinala a 4 de Outubro de cada ano.

No mesmo dia, eventos similares tiveram lugar em cerca de 100 cidades do mundo, com o objectivo de alertar aos cidadãos sobre o perigo de extinção do rinoceronte e do elefante africanos, devido à caça furtiva. In “Realmoz” - Moçambique

sábado, 10 de novembro de 2012

Elefantes


Os elefantes estão em risco de extinção na Reserva de Mareja, no Parque Nacional das Quirimbas, no distrito moçambicano de Cabo Delgado, devido à caça furtiva levado a cabo por caçadores sem escrúpulos, que vêem nos cornos de marfim, um lucrativo modo de vida.

O Parque Nacional das Quirimbas que ocupa uma área de 7 500 km2, abrangendo ecossistemas marinhos e terrestres, tem um diminuto corpo de guardas florestais para intervir numa tão vasta região, onde os caçadores furtivos actuam impunemente apoiados por meios aéreos.

Nos últimos meses têm-se verificado um aumento da captura de elefantes, tendo sido abatidos fêmeas e espécimes juvenis, cujo tamanho do corno de marfim, não tem valor comercial, pondo em risco a sobrevivência dos elefantes, sem que haja da parte das autoridades locais moçambicanas, qualquer intervenção para fazer cobro a este tipo de actividade.

A procura por marfim por parte dos mercados asiáticos, que pagam um bom preço por este produto, a falta de vigilância apropriada para uma região com uma área enorme e por vezes o colaboracionismo entre os agentes de fiscalização e os caçadores furtivos são uma preocupação para as autoridades nacionais, que se torna necessário alertar o mundo para este problema, o da vida animal selvagem, que não é um problema moçambicano, mas sim de toda a comunidade internacional. Baía da Lusofonia