Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 2 de junho de 2026

Brasil - Investirá 8,19 milhões de euros em bolsas para estudantes africanos em 2027

O Brasil investirá 47,7 milhões de reais (cerca de 8,19 milhões de euros) em bolsas de pós-graduação para 2600 estudantes do continente africano no próximo ano, anunciaram as autoridades brasileiras

O Brasil investirá 47,7 milhões de reais (cerca de 8,19 milhões de euros) em bolsas de pós-graduação para 2600 estudantes do continente africano no próximo ano, anunciaram as autoridades brasileiras.

Ao todo, serão 1600 bolsas de mestrado e 1000 bolsas de doutoramento para os estudantes realizarem parte da sua formação académica no Brasil em universidades e institutos de educação durante um período de até dez meses.

O anúncio ocorreu durante o 1.º Fórum de Reitores Brasil-África, realizado num centro de convenções na cidade de Brasília, que reuniu mais de 100 dirigentes do Ensino Superior.

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, declarou no evento que o Brasil “não pode esquecer o compromisso histórico que tem com a África” e que o país tem “dívida histórica” com o continente pelos mais de 300 anos de escravidão.

Lula defendeu ainda a cooperação internacional como ampliação da diversidade e do conhecimento, ao lembrar que atualmente estão em vigor mais de 230 acordos entre as universidades brasileiras com instituições de ensino de 38 países do continente africano.

Lula disse ainda que “o pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial”, assim como o combate ao racismo e todas as formas de discriminação.

Nesse contexto, o Presidente do Brasil voltou a defender a autonomia das universidades, a exemplo do que já ocorre no Brasil, e declarou que a educação é o caminho para superar desafios, entre eles de combate à fome e transição energética.

“A extrema-direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes, e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam a sala de aula em instrumento de dominação”, afirmou.

Segundo o Ministério da Educação do Brasil, atualmente mais de três mil estudantes africanos, de diferentes nacionalidades, estudam na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), e 4300 bolsistas africanos de graduação e pós-graduação estão espalhados pelas universidades brasileiras. In “Diário de Notícias da Madeira” - Portugal


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Moçambique - Jovem lança iniciativa para bolsas de estudo na MUSIARTE

Aos 16 anos, aluna de canto na MUSIARTE, transforma a paixão pela música numa oportunidade para jovens músicos em situação de vulnerabilidade.  No âmbito de um projecto escolar, Leonor Dias Vaz lançou uma campanha de angariação de fundos “Every Note Makes a Difference” para, inicialmente, financiar duas bolsas de estudo, cada uma correspondente a dois anos de formação musical na MUSIARTE.


Leonor Vaz transformou a sua vivência pessoal num projecto de alcance coletivo, liderando uma bem-sucedida iniciativa de angariação de fundos “Every Note Makes a Difference” destinada a apoiar jovens talentos musicais em situação de vulnerabilidade social.

A campanha superou as expectativas, tendo angariado mais de meio milhão de meticais, permitindo a atribuição de quatro bolsas de estudo completas para quatro jovens músicos de origens vulneráveis em Maputo.

No âmbito da iniciativa, Leonor organizou um evento público de angariação de fundos na Escola Internacional Americana de Maputo, que reuniu alunos da MUSIARTE e da Escola Portuguesa de Maputo. Durante o evento, apresentou pessoalmente o seu projecto, partilhando a sua visão, motivação e compromisso com o alargamento do acesso à educação musical.

Com um percurso artístico já reconhecido além-fronteiras, tendo sido finalista do The Voice  Kids Portugal 2024, Leonor tem plena consciência do privilégio que representa ter acesso a uma educação musical de qualidade. Foi precisamente essa consciência que a levou a questionar as desigualdades de oportunidades enfrentadas por muitos jovens da sua geração, igualmente talentosos, mas sem os mesmos recursos. 

O projecto Every Note Makes a Difference – Bolsas de Estudo Leonor Vaz afirma, de forma inspiradora, que a liderança não tem idade e que os jovens artistas podem desempenhar um papel activo e transformador na sociedade, promovendo oportunidades, esperança e futuro através da educação e da música. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 6 de junho de 2025

Angola - FIJE e instituto português firmam parceria para concessão de bolsas de estudo a jovens angolanos

O Fórum Internacional dos Jovens com as Embaixadas (FIJE) assinou um memorando de entendimento com o Instituto Superior Politécnico Pontífice Católico, em Portugal, para a concessão de bolsas de estudo destinadas à formação de quadros angolanos


A parceria integra o projecto “Formar o Meu Filho para Servir o Meu País”, que visa criar oportunidades de formação superior e técnico-profissional para jovens em Angola.

A iniciativa faz parte da missão oficial do FIJE em Portugal e Espanha, onde a organização pretende estabelecer acordos com outras instituições de ensino desses países.

Segundo representantes do FIJE, esta parceria representa um passo importante na qualificação dos jovens angolanos, garantindo oportunidades concretas para a sua formação académica e profissional. In “Jornal de Angola” - Angola


terça-feira, 26 de novembro de 2024

Guiné-Bissau - Director do Liceu Regional de Bafatá anuncia bolsas de estudo em Portugal para os nove melhores finalistas do 12.º ano

Bafatá - O Director do Liceu Regional Hoji Ya Enda de Bafatá revelou esta semana que a sua instituição conseguiu bolsas de estudo para Portugal que serão dadas aos nove melhores alunos do 12.º ano.



Guela Embaló deu estas promessas no sábado, dia 23 do corrente mês, na cerimónia de tomada de diploma de 318 alunos da décima quarta geração de finalistas do referido Liceu.

Aquele responsável afirmou na ocasião, que as bolsas foram garantidas pela Universidade de Porto (Portugal), isentas de pagamento de taxa de propinas por parte dos estudantes guineenses beneficiários.

Embaló considerou a cerimónia de um marco importante da vida dos finalistas, uma vez que durante os estudos enfrentaram desafios que puderam superar com persistência na base da harmonia e de ajuda mútua.

Este responsável recorda com  mágoa os tempos difíceis que passou como director daquele estabelecimento de ensino, sobretudo no que tem a ver com diversas reivindicações e que ameaçavam por em causa o ano lectivo que terminou.

Para o Director Regional da Educação de Bafatá, Mamadu Bori Balde que presidiu o acto reconheceu os esforços dos pais e encarregados de educação em investir nos estudos dos seus filhos, frisando que finalmente chegou o grande dia de chorar de alegria.

Recordou na ocasião que, formar no país pode ser uma porta para ingressar na vida profissional e não ficarem amarrados à espera de bolsas de estudo no exterior. In “Agência de Notícias da Guiné – Guiné-Bissau


terça-feira, 1 de outubro de 2024

Moçambique - Mozal oferece a jovens 120 bolsas de estudo para 2025

São cento e vinte estudantes nacionais que vão beneficiar de bolsas de estudo oferecidas pela multinacional Mozal, no âmbito da sua responsabilidade social. O projecto vem sendo desenvolvido desde 2018 e formou mais de 390 jovens nos ensinos técnico e superior.


Com a disponibilização de mais 120 bolsas de estudo, a Mozal diz que pretende dar oportunidades a jovens sem condições mínimas para continuar com os estudos após a conclusão do ensino médio. As bolsas incluem estudantes com necessidades especiais.

A presente edição 2025 oferece inscrições para as áreas de engenharias, Ciências Exactas e Ciências Sociais, nas Universidades Eduardo Mondlane e Industrial Armando Emílio Guebuza e no Instituto Industrial e Comercial da Matola parte dos beneficiários. No leque, serão, também, incluídos 10 centros ao longo das províncias, excepto Inhambane.

A Mozal acredita que a formação é um dos factores determinantes para o desenvolvimento de habilidades humanas e técnicas necessárias para o aumento dos níveis de empregabilidade e de geração do auto-emprego em prol do desenvolvimento do nosso país.

“O acto que hoje presenciamos é a continuidade das acções do Programa Mulher na Indústria. É um programa que começou em 2018 com o objectivo de capacitar e inserir a mulher nas actividades do setor industrial, onde a sua participação ainda é relativamente baixa”, defende Gil Cumaio, director dos Assuntos Externos da Mozal.

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) recebe de braços abertos a iniciativa e afirma que “bolsas parecem um número, e nesta questão não é a gente falar só de número, mas há pessoas por trás dessas bolsas. Por cada pessoa, pretende-se desenvolver um projecto de vida”, diz Diniz Juízo, representante da UEM, que defende que esta é uma forma de a Mozal devolver para a sociedade aqueles ganhos que, como empresa e como indústria, tem tido nesta sua empreitada.

Os beneficiários prometem que vão usar da melhor forma as oportunidades oferecidas. O programa lançado esta terça-feira, assim como nas edições anteriores, vai incluir aulas gratuitas de preparação para exames de admissão para os potenciais beneficiários das bolsas de estudo. Jaime Inácio – Moçambique in “O País”


domingo, 22 de outubro de 2023

Canadá - LiUNA Local 183 atribuiu 113 Bolsas de Estudo

Mais de um milhão de dólares é o total da verba despendida pela LiUNA Local 183 na atribuição de 113 Bolsas de Estudo, neste ano de 2023. A noite de sexta-feira, dia 13 de outubro, por certo, será para sempre recordada como uma noite de sorte para os 113 jovens recipientes. Afinal, nessa noite a sua vida mudou para melhor


Os critérios de atribuição de uma das Bolsas de Estudo da Local 183 são particularmente rigorosos e incluem a análise de vários fatores considerados fundamentais para que a escolha seja o mais justa possível. Para além do aproveitamento escolar, há o lado humano que é também avaliado, por exemplo, através do envolvimento em atividades extracurriculares, que de algum modo contribuam para o bem-estar da sociedade onde se inserem. Há, no entanto, uma condição prévia – todos os candidatos devem ser ou filhos ou netos de um membro da União. A este propósito, Jack Oliveira, Business Manager da LiUNA Local 183, destacou a importância de apoiar não apenas os membros deste sindicato, mas também as suas famílias – “temos o compromisso de nunca esquecermos as gerações futuras e esta noite é uma maneira de mostrar que estamos a cumprir com esse nosso propósito. Estamos a retribuir o empenho dos nossos sócios ajudando os seus familiares. Acho que é muito importante não nos esquecermos do futuro dos nossos filhos”.

Desde 2006, que o Labourers Local 183 Scholarship Trust Fund atribuiu a membros, filhos e netos de membros, 907 bolsas de estudo num valor total superior a 7,6 milhões de dólares. São já 25 anos a ajudar os mais novos a ganharem mais competências para ficarem mais bem preparados para o mercado de trabalho.

Um dos primeiros a receber uma Bolsa de Estudo, Moises Maria, é hoje neurologista e foi o keynote speaker da noite. No seu discurso inspirador para os mais novos, Moises Maria sublinhou a importância de nunca nos esquecermos de onde vimos, lembrando que por mais longe que nos leve a vida temos que nos recordar sempre do ponto de partida, estabelecendo a comparação com as andorinhas que regressam sempre ao ninho. Moises nessa noite regressou à casa que o ajudou a voar para atingir aquilo que é hoje – médico neurologista.

Joseph Mancinelli, International Vice President Canadian Director & Regional Manager for Central and Eastern Canada, sublinhou aos jornalistas que o programa de Bolsas de Estudo da Local 183 mostra o compromisso do sindicato com a educação, lembrando que “estes estudantes trabalharam arduamente e vão para universidades ou outros locais de ensino e merecem ser reconhecidos pelo seu esforço. É um orgulho muito grande para nós, para eles próprios e para os seus pais e avós. Deste modo, sentimos que a LiUNA está de facto a fazer algo que irá afetar o mundo e o futuro do país, o futuro do Ontário. E esta noite está aqui o nosso futuro. São eles os futuros líderes, advogados, médicos, etc. e muitos serão também os nossos futuros membros.” Também Jack Oliveira expressou o desejo que muitos dos que receberam a Bolsa “sejam doutores, políticos, polícias, se realizem de uma forma geral, porque estamos num país onde as oportunidades não têm limites, mas que nunca se esqueçam de nós”.

Vanessa Sofia Fernandes Silva foi uma das estudantes contempladas com uma Bolsa de Estudo e à conversa com a nossa reportagem expressou a sua emoção e gratidão pelo apoio que recebeu. Vanessa confidenciou-nos que esta Bolsa vai ajudá-la a concretizar o seu sonho de estudar na Medical School da Universidade de Toronto.

Joaquim do Rosário, Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, não deixou de estar presente numa noite tão importante e sublinhou que “a educação é a base de uma sociedade que se quer democrática, polivalente, robusta. Este é o exemplo de como um sindicato se preocupa com os seus associados e com todas as suas famílias”, conclui Joaquim do Rosário.

Para além da presença no local de várias figuras da política federal e provincial, tais como Julie Dzerowicz, Rudy Cuzzetto, Martin Medeiros, Graham McGregor e ainda David Piccini, Minister of Labour, Immigration, Training and Skills Development, também o Premier de Ontario, Doug Ford e o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, fizeram questão de marcar presença ainda que através de uma mensagem gravada em vídeo.

Jack Oliveira, visivelmente emocionado, informou ainda que das 113 bolsas atribuídas, oito não precisaram de cumprir todos os requisitos de inscrição, já que infelizmente os seus pais morreram em trabalho, facto que lhes dá acesso automático a este apoio. Madalena Balça – Canadá in “Milénio Stadium”


segunda-feira, 12 de junho de 2023

Portugal - Porto Business School atribui mais de meio milhão de euros em bolsas de estudo

Programa destina-se a apoiar candidatos/as de excelência aos programa de formação da escola de negócios da U.Porto. Candidaturas à 1.º edição decorrem até 15 de julho


A Porto Business School acaba de lançar 11 novas bolsas de estudo com o objetivo de reconhecer e apoiar profissionais com potencial e de lhes dar a oportunidade de frequentar os programas de MBA e Pós-graduação da instituição.

No ano em que comemora 35 anos, a Escola de Negócios da Universidade do Porto assume, com esta iniciativa, o objetivo de reconhecer candidatos de excelência nas dimensões académica e/ou profissional.

“O acesso à educação é um direito fundamental e a atribuição de bolsas de estudo é um excelente meio para fomentar a igualdade de oportunidades”, realça José Esteves, dean da Porto Business School.

Segundo o mesmo responsável, “as bolsas de estudo permitem que os alunos tenham acesso a uma educação de qualidade, reconhecida internacionalmente e, deste modo, possam contribuir de forma positiva para o desenvolvimento da sociedade”.

As bolsas de estudo

Entre as bolsas agora lançadas inclui-se, por exemplo, a “Dean’s Scholarship”, destinada a candidatos/as com um percurso académico e/ou profissional de excelência.

Por sua vez, a bolsa de estudo “Mérito” pretende incentivar candidatos/as que demonstrem potencial e excelência académica e profissional. As categorias de “STEM” e “Artes e Humanidades”, por seu turno, valorizam candidatos/as com um percurso notável nestas áreas.

Na categoria “Diversidade”, a Porto Business School pretende reconhecer candidatos de diferentes partes do mundo (Bolsa de estudo “Going Global”) e mulheres que querem evoluir profissionalmente (Bolsa de estudo “Women Leaders”). Na mesma categoria, serão apoiados portugueses e lusodescendentes que vivem fora do país (Bolsa de estudo “Diáspora”) e, ainda, jovens profissionais com elevado potencial para assumirem posições de liderança (Bolsa de estudo “Young Leaders”).

A Porto Business School oferece também diferentes tipos de bolsas de estudo para candidatos interessados no investimento em projetos nas áreas do “Empreendedorismo” e do “Impacto Social”.

Por sua vez, e a pensar nos desafios financeiros dos candidatos, a Porto Business School promove, ainda, a bolsa de estudo “Apoio Financeiro”.

Como candidatar-se?

Nesta primeira edição do programa, a Porto Business School vai atribuir bolsas de estudo em cinco categorias: “Mérito”, “Diversidade”, “Empreendedorismo”, “Sustentabilidade” e “Apoio Financeiro”.

São elegíveis para estas bolsas os candidatos que já tenham iniciado o seu processo de candidatura ao programa pretendido (MBA ou Pós-graduação).

O prazo limite para submissão das candidaturas termina às 23h59 do próximo dia 15 de julho.

Para mais informações, consultar a página do programa de bolsas de estudo da Porto Business School. Universidade do Porto - Portugal


sábado, 30 de julho de 2022

Timor-Leste – Docentes do ensino superior privado vão estudar em Portugal

Díli – O Fundo de Desenvolvimento do Capital Humano (FDCH) vai disponibilizar bolsas de estudo para 48 docentes do ensino superior privado estudarem em Portugal.

“Neste momento, 48 docentes estão a frequentar um curso de português. Estamos a preparar os documentos para que possam partir para Portugal já em setembro”, informou o Diretor-executivo do FDCH, Cristóvão dos Reis, em Delta Nova, Díli.

Segundo o dirigente, os professores vão receber formação certificada de acordo com as necessidades de cada instituição.

“O FDCH prevê, este ano, quatro milhões de dólares americanos para várias bolsas de estudo. O fundo já disponibilizou, desde 2011, bolsas de estudo a 8710 pessoas, entre os quais 4282 terminaram cursos superiores de bacharelato, licenciatura, mestrado e doutoramento”, lembrou.

No tocante a estes dois últimos, o responsável detalhou que mais sete mil obtiveram o grau de mestre e 150 o de doutoramento.

O FDCH disponibilizou, desde 201, cerca de 300 milhões de dólares americanos para bolsas de estudo. Isaura de Deus – Timor-Leste in “Tatoli”

 

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Portugal - Programa atribui bolsas aos melhores alunos que ingressem nas Licenciaturas do Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra

O Departamento de Engenharia Informática (DEI) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai atribuir 18 bolsas de estudo, no valor de cerca de três mil euros cada, aos melhores alunos finalistas do ensino secundário que ingressem numa das licenciaturas ministradas no departamento, no próximo ano letivo, em particular na Licenciatura em Engenharia e Ciência de Dados, Licenciatura em Engenharia Informática ou na Licenciatura em Design e Multimédia.

Estas bolsas de iniciação à investigação científica, com a duração de seis meses, são atribuídas no âmbito do programa “Talento@DEI”, criado para distinguir os melhores alunos finalistas do ensino secundário em Portugal, nas áreas técnico-científicas.

O objetivo deste programa, frisa Paulo de Carvalho, docente do DEI e coordenador do “Talento@DEI”, é «reconhecer o talento e o mérito. O programa proporciona aos bolseiros oportunidades exclusivas, envolvendo-os em atividades de investigação de elevado valor e criando um conjunto de iniciativas que promova o seu enriquecimento e a criação de oportunidades». Universidade de Coimbra - Portugal

Mais informação sobre o programa Talento@DEI disponível em: www.dei.uc.pt/talento.

 

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Timor-Leste – Mais de sete mil jovens beneficiam de bolsas de estudo no estrangeiro

Díli – O Fundo de Desenvolvimento do Capital Humano (FDCH)disponibilizou, desde 2011, cerca de 300 milhões de dólares americanos para bolsas de estudo a 7786 timorenses no estrangeiro.

“Do total, 4201 bolseiros terminaram já a licenciatura”, afirmou o diretor-executivo do FDCH, Cristóvão dos Reis, no Aeroporto Internacional Presidente Nicolau Lobato, em Comoro, Díli.

Segundo o dirigente, 3585 bolseiros, o equivalente a 85%, estão empregados e 616, ou seja 15%, estão a estagiar em instituições públicas e privadas.

Cristóvão dos Reis frisou ainda que a equipa do FDCH continua a monitorizar e a avaliar os bolseiros em Portugal, Indonésia, Brasil, Estados Unidos da América, entre outros.

“Assinamos contratos com os bolseiros. Os estudantes devem cumprir vários requisitos, por exemplo na Ásia, a média mínima das disciplinas de ciências sociais é 3e de ciências naturais é de 2,75 em cada semestre. Na Europa, a média mínima em ciências sociais é de 14 e em ciências naturais é de 13”, concluiu. Isaura de Deus – Timor-Leste in “Tatoli”

 

domingo, 9 de maio de 2021

Guiné-Bissau - Lançada Fundação Catarina Taborda para “potenciar actividades das mulheres”

Bissau – A Fundação Catarina Taborda foi oficialmente lançada quarta-feira em Bissau com o objetivo de contribuir para o fortalecimento, sustentabilidade e desenvolvimento social das mulheres.

Em declarações à imprensa no acto do lançamento da Fundação, a sua Presidente na pessoa da própria Catarina Taborda, disse que centralizou as suas acções nas mulheres porque elas são os pilares de uma sociedade.

“Sabemos que ao longo dos anos, nós as mulheres sofremos as discriminações porque somos consideradas as mais frágeis e, por isso, queremos mudar essa realidade para que a camada feminina em geral tenha a mesma oportunidade e demonstrar que é capaz”, explicou.

A Fundação pretende intervir nas áreas de educação, saúde e do empreendedorismo.

“Nós acreditamos que uma mulher quando tem acesso à educação é capaz de tomar grandes decisões e de ocupar elevados cargos, por isso, é necessário que haja   oportunidades”, Catarina Taborda.

Questionado sobre quais serão as primeiras acções da Fundação, Taborda revelou que vão disponibilizar 50 bolsas de estudos para Portugal, sobretudo para as mulheres receberem formação em Lisboa, Porto e Coimbra, e diz que isso é uma forma de demostrar que a Fundação quer, de facto, capacitar as mulheres guineenses.

Taborda acrescentou que as mulheres mães serão apoiadas na área de empreendedorismos e as vendedeiras receberão ajudas para dinamizar os seus negócios e que no domínio de saúde vão trabalhar na melhoria das condições dos hospitais, maternidades, pediatria entre várias outras acções.

Catarina Taborda exerceu as funções da Secretária de Estado de Turismo e Artesanato no executivo de inclusão liderado pelo Aristides Gomes em 2018. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau


segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Macau - Governo cria bolsa para que alunos lusófonos e do sudeste asiático estudem na Região

Com o intuito de reforçar o intercâmbio do ensino superior de Macau com os países abrangidos pela iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’, bem como com os países de língua portuguesa e, assim, atrair mais estudantes destes países para que prossigam os estudos na RAEM, o Executivo criou a “Bolsa de mérito para os estudantes excelentes (dos países de língua portuguesa e dos países da Associação das Nações do Sudeste Asiático) que se desloquem a Macau para o prosseguimento dos seus estudos”.

De acordo com o comunicado divulgado pela Direcção dos Serviços do Ensino Superior (DSES), foram já selecionados 17 alunos bolseiros destes países. O Conselho Administrativo do Fundo do Ensino Superior seleccionou sete alunos provenientes de São Tomé e Príncipe, Moçambique e Guiné-Bissau, entre outros países lusófonos. Há outros 10 estudantes que são provenientes da Malásia, Vietname e Filipinas, entre outros países da Associação das Nações do Sudeste Asiático.

Os bolseiros foram recomendados pela Universidade de Macau, Instituto Politécnico de Macau, Instituto de Formação Turística de Macau e Universidade de São José, e estão, neste momento, a frequentar o 1.º ano de um curso de licenciatura, explica a nota da DSES.

Por fim, o Fundo do Ensino Superior garante que vai continuar a “cooperar com as instituições do ensino superior de Macau, promovendo e divulgando as respectivas bolsas de mérito, de modo a atrair mais estudantes excelentes dos países de língua portuguesa e dos países da Associação das Nações do Sudeste Asiático para frequentarem cursos de licenciatura em Macau”. Assim, “promovendo a coesão das diversas culturas no campus das instituições do ensino superior de Macau, bem como aprofundando o intercâmbio entre todos e a promoção do processo de internacionalização do ensino superior de Macau”, diz a nota. In “Ponto Final” - Macau

terça-feira, 25 de junho de 2019

Lusofonia - Camões Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e a União Europeia vão atribuir 24 bolsas de estudos internacionais de licenciatura e de mestrado nas áreas da Música e das Artes Cénicas



O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e a União Europeia vão atribuir 24 bolsas de estudos internacionais de licenciatura e de mestrado nas áreas da Música e das Artes Cénicas, entre 2019 e 2020, a cidadãos nacionais dos PALOP ou de Timor-Leste e residentes nestes países, no âmbito do projeto PROCULTURA. A primeira fase de inscrições (12 bolsas) decorre entre 14 de Junho e 4 de Julho, para os candidatos a licenciatura, e entre 5 de Julho e 12 de Setembro, para os candidatos a mestrado, outras 12 bolsas.







segunda-feira, 27 de maio de 2019

Organização de Estados Ibero-Americanos - Bolsas para os PALOP responde a "ambição" de mobilidade ágil na CPLP

Lisboa - A diretora do escritório em Portugal da Organização de Estados Ibero-Americanos, Ana Paula Laborinho, sublinhou que a atribuição de bolsas a estudantes dos países africanos de expressão portuguesa responde à "ambição e necessidade de mobilidade ágil da CPLP".

Ana Paula Laborinho acentuou, em declarações à agência Lusa, que o projeto-piloto, dinamizado pelo escritório em Lisboa da Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), permite também que, no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), se aprofunde "a cooperação entre instituições de ensino superior, o que só se tornou possível através de um esforço colaborativo em que instituições de origem e de acolhimento se empenharam".

"O programa, pelas suas características, serve também para estabelecer uma relação de confiança institucional que permite estender a cooperação à mobilidade de docentes, à investigação e até à dupla titulação. Importa ainda referir que as mobilidades se podem fazer nos dois sentidos, embora este projeto-piloto envolva na sua totalidade estudantes dos PALOP que se encontram em mobilidade em universidades e politécnicos de Portugal", disse Ana Paula Laborinho.

A responsável acrescentou que, neste processo, já "várias instituições de origem pediram que fosse dada prioridade aos seus docentes que preparam doutoramentos, o que servirá a melhoria da qualidade de ensino".

Atribuindo 21 bolsas neste segundo semestre, o Programa de Mobilidade Académica Paulo Freire - PALOP, que será apresentado hoje, na sede da CPLP, em Lisboa, visa "promover a aproximação e a partilha de uma experiência bem sucedida de mobilidade académica inspirada no modelo europeu".

A diretora do escritório da OEI em Portugal assinalou que "os beneficiários são estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento que frequentam um semestre na instituição de ensino superior de acolhimento, sendo as unidades curriculares reconhecidas pelas instituições de origem".

O Programa Paulo Freire, criado em 2014, na Conferência Ibero-Americana de Ministros da Educação, insere-se na estratégia da OEI de "aproximação aos países da CPLP, tendo em conta a cooperação já existentes entre países e a proximidade cultural e linguística".

"A criação da representação da OEI em Portugal (Estado-Membro desde 2002) teve também como uma das suas linhas estratégicas incrementar a parceria com a CPLP e, nesse sentido, a OEI submeteu a sua candidatura a Observador Associado, tendo sido admitida na Cimeira do Sal, em 2018", referiu.

O programa de mobilidade académica direcionado para os PALOP permite que estudantes do Instituto Superior de Educação de Huíla, de Angola, da Universidade de Cabo Verde, da Escola Nacional Superior Tcho Tê, da Guiné-Bissau, da Universidade Pedagógica de Moçambique e da Universidade de São Tomé e Príncipe possam realizar a graduação ou pós-graduação em formações conducentes à profissão docente.

Os estudantes frequentam um semestre em regime de mobilidade nas Universidades de Lisboa (Instituto da Educação e Faculdade de Letras) do Porto, do Minho, de Aveiro e nos Institutos Politécnicos de Bragança, Leiria e Beja.

A sessão do programa de mobilidade académica para estudantes de ensino superior será com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, do secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, do secretário-geral da OEI, Mariano Jabonero, do secretário executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Teles, e da diretora da OEI Portugal, Ana Paula Laborinho. In “Sapo” com “Lusa”

quinta-feira, 14 de março de 2019

Lusofonia – Governo de Macau vai contratar mais professores de português

O Governo vai contratar mais professores de português e atribuir mais bolsas a alunos chineses que estudem português e a estudantes de países de língua portuguesa que queiram aprender chinês, afirmou esta segunda-feira, em Lisboa, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam.

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, que recebeu na segunda-feira o doutoramento ‘Honoris Causa’ na Universidade de Lisboa, salientou no seu discurso a importância de reforçar a cooperação entre os países lusófonos e a China, destacando áreas como o turismo e o comércio. “Iremos apostar ainda mais na promoção da cooperação nos domínios educativo e cultural, dando continuidade ao Festival de Artes de Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa e ao Fórum Cultural, contratando mais docentes de língua portuguesa, aumentando o número de bolsas para estudantes dos países de língua portuguesa que desejem aprender o chinês e para alunos chineses que estudem o português”, realçou o governante.

Além de ser uma das línguas oficiais de Macau, o português é uma das línguas estrangeiras mais procuradas pelos estudantes chineses e o Governo de Macau tem vindo a planear um sistema educativo bilingue para criar oportunidades para aprender o português e o chinês. “Estamos a implementar políticas para atrair os alunos não apenas portugueses, mas também de países de língua portuguesa para estudar em Macau”, declarou Alexis Tam aos jornalistas, lembrando que o português “é uma das línguas mais faladas do mundo”, despertando interesse não só em Macau, mas também na China “devido à amizade entre os dois países” e às ligações comerciais.

Durante o discurso, Alexis Tam adiantou que o título que lhe foi atribuído tem “um significado especial”, já que foi aluno da Universidade de Lisboa, onde além de abrir “horizontes” e estabelecer contactos com mundo ocidental, conheceu também a mulher. “Foi-me difícil não ficar apaixonado por este país e pelo seu povo”, confessou.

O secretário enalteceu o relacionamento de Portugal e da China ao longo de quatro séculos, do qual resultaram “laços de amizade e confiança mútuas” e sublinhou que ao regressar a Macau, “um território onde se cruzam e coexistem as civilizações ocidental e oriental”, trabalhou em prol da educação e do desenvolvimento de políticas de promoção da aprendizagem de línguas estrangeiras.

Na cerimónia de atribuição do título ‘Honoris Causa’, o ex-reitor da Universidade de Lisboa e padrinho do homenageado, António Sampaio da Nóvoa, elogiou o antigo aluno da Faculdade de Letras por ser um “homem que sempre cuidou da língua e cultura portuguesas”. Várias individualidades ligadas à educação e a Macau estiveram também presentes no tributo, desde diplomatas a ex-governadores, passando pelo presidente da Fundação Oriente, Carlos Monjardino, e o ex-ministro da Educação, Roberto Carneiro. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Angola - Associação chinesa concede bolsas de estudo a estudantes com dificuldades económicas e portadores de deficiência física

A União dos Chineses Voluntários em Angola e a Associação de Comércio da Província de Anhiu da China ofereceram 12 bolsas de estudo para estudantes com dificuldades económicas e portadores de deficiência física das Universidades Agostinho Neto (UAN) e Católica de Angola (UCAN)



Criada há um ano, e reconhecida pelas autoridades angolanas, a União dos Chineses Voluntários em Angola, que também realiza actividades de carácter social em algumas unidades hospitalares e centros de acolhimento e de idosos em Luanda, conta com apoio da Associação de Comércio da Província de Anhiu, da China, e da comunidade dos chineses residentes em Angola, que fazem doações para ajudar as instituições angolanas nas diversas áreas.

Shang Jinge, presidente da União dos Chineses Voluntários, contou ao NJOnline que a organização que dirige pretende, este ano, aumentar o nível de serviço público nas comunidades.

"Para este ano, decidimos atribuir 12 bolsas de estudo durante cinco anos a estudantes com dificuldades de financiar os seus estudos e portadores de deficiência física das universidades Agostinho Neto e Católica de Angola", disse.

E explicou que "a escolha destas duas universidades se deve ao facto de serem as primeiras que foram criadas em Angola, uma por ser pública e outra por ser privada".

Jinge disse ainda que, para além dos estudantes que beneficiarem das bolsas, outros terão oportunidade de emprego em empresas chinesas que integram a associação em Angola.

"Caso os estudantes que terminarem a bolsa quiserem trabalhar nas empresas chinesas, nós podemos fornecer emprego directo para eles, e se não o quiserem, são livres de escolherem outras oportunidades que nós não os impedimos", explicou.

Já Pedro Magalhães, reitor interino da Universidade Agostinho Neto (UAN), disse ao NJOnline que a UAN vai contactar todos os representantes dos estudantes de todas as unidades orgânicas para a indicação dos estudantes a quem serão atribuídas as bolsas, uma vez que são eles que os conhecem.

O reitor interino da UAN salientou que vão beneficiar desta bolsa os estudantes que ingressaram o ano passado e que cumprem os requisitos.

Durante um encontro com a reitoria da UAN, a União dos Chineses Voluntários em Angola e a Associação de Comércio da Província de Anhiu, fizeram a entrega de um cheque no valor de 2.400.000 kwanzas, valor correspondente ao ano lectivo 2019.

Acto do género foi efectuado na Universidade Católica de Angola, em que foram disponibilizadas igualmente seis bolsas de estudo para os estudantes com dificuldades económicas e portadores de deficiência física. Fernando Calueto – Angola in “Novo Jornal”

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Angola – Candidaturas a programas de bolsas de estudo nos Estados Unidos e Rússia

Os cidadãos angolanos interessados em estudar na Rússia e nos Estados Unidos podem fazê-lo mediante a candidatura a programas de bolsas de estudo em curso nos dois países, cujas inscrições decorrem online



A Rússia e os EUA têm as portas abertas para receber estudantes angolanos, que se podem candidatar aos programas de bolsas de estudo recém-lançados por russos e americanos para os anos lectivos 2018/19 e 2019/20, respectivamente.

Os interessados num futuro académico na Rússia devem inscrever-se no sítio www.russia.study, disponível em russo, inglês, francês e espanhol.

O processo de selecção inclui, depois da validação de alguns documentos - incluindo um certificado de habilitações reconhecido pelo Ministério das Relações Exteriores -, a submissão a provas, previstas para o final deste mês ou início de Março, em data e local ainda a anunciar.

As condições estão disponíveis no portal www.russia.study, e podem ser esclarecidas junto da Embaixada da Rússia em Angola, mas passam também pelo Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudos (INAGBE), onde os candidatos têm de estar registados.

Mestrados nos EUA

Já a ida para os EUA, através do Programa de Bolsas de Estudo J. William Fulbright para mestrados, referente ao ano lectivo 2019/2020, dispensa a inscrição no INAGBE.

Segundo a Embaixada dos Estados Unidos da América em Luanda, que divulgou a oferta, as denominadas Bolsas Fulbright "habilitam à frequência, em regime presencial e a tempo integral, de cursos de mestrado em universidades acreditadas nos EUA para candidatos que já possuam o diploma de licenciatura".

Para além de exclusivas para licenciados, as bolsas americanas exigem que os candidatos sejam residentes em Angola e tenham fluência em Inglês.

Os interessados podem inscrever-se até ao próximo dia 20 de Abril, pela morada https://iie.embark.com/auth/login. In “Novo Jornal” - Angola

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Moçambique - Desigualdade do género no ensino superior

Até 2013, apenas 0,5% da população total moçambicana era estudante do ensino superior. Deste universo, segundo ilustra o Relatório do estudo sobre género no ensino superior em Moçambique realizado naquele ano, 60,5% eram homens e apenas 39,5% mulheres. De acordo com o mesmo documento, as desigualdades vão desde o reduzido número de mulheres em campos de estudo tradicionalmente tidos como masculinos como a área de ciências exactas e engenharias até ao corpo docente e à liderança das instituições de ensino superior onde os homens são a maioria.

No entanto, pelo menos ao nível da mais antiga instituição de ensino superior do país, Universidade Eduardo Mondlane (UEM), essas disparidades se verificam também nas intenções de candidatura às bolsas de estudo, até porque, tal como referencia o relatório supracitado, esta diferença entre os homens e mulheres caracteriza mais o sistema público do ensino superior que o privado. O último Relatório anual de actividades e financeiros da UEM referente ao ano de 2015 apontava que naquele ano a instituição tinha 1912 estudantes beneficiários de bolsas de estudo, e confirmava-se a tendência de que os homens são os que mais se beneficiam das bolsas de estudo da UEM com 1372 (72%).

“O benefício esmagador masculino das bolsas de estudo prende-se ao facto de ser este o género que mais se candidata a bolsas de estudo e também o que mais admite à UEM”, explica o documento, que define bolsa de estudo como sendo o apoio em bens e/ou serviços de que é beneficiário o estudante carente de recursos financeiros, destinado a suportar parte dos encargos para a frequência e conclusão de um curso.

Entre os vários critérios da atribuição da bolsa, destaca-se o artigo 16 do Regulamento da Bolsa de Estudo, que estabelece que na atribuição de bolsas de estudos, serão ponderados os factores idade e género, privilegiando-se os mais novos e os requerentes do sexo feminino. Entretanto, embora o número de mulheres candidatas a bolsas seja menor que o dos homens conforme referencia o relatório da UEM, a realidade revela haver, por parte desta instituição de ensino superior, algumas fragilidades caracterizadas por reduções do valor e atrasos na atribuição das referidas bolsas de estudo, fenómeno que obriga a que estas mulheres tenham sempre um segundo plano para a sobrevivência, e muitas delas apostam no negócio.

Dificuldades aliam-se à criatividade empreendedora

Virgínia de Lurdes Francisco tem 22 anos e frequenta o 3º ano de Licenciatura em Psicologia no período laboral na UEM. É natural de Nampula e veio a Maputo sob regime de bolsa de isenção, mas o seu desejo é ter uma bolsa completa conforme requisitou logo que admitira, em 2015. “Actualmente vivo no bairro do Zimpeto, na casa de um familiar. Tenho enfrentado várias dificuldades, sobretudo na questão de transporte, reprodução de fichas de estudo, por isso pretendo voltar a concorrer a uma bolsa completa ainda este ano. A bolsa apenas me isenta do pagamento de inscrição das cadeiras. Não tem sido fácil para mim.”

Ter direito a bolsa, há já algum tempo que deixou de ser sinónimo de aquisição do referido valor no tempo certo. Estudantes da mais antiga instituição de ensino superior do país queixam-se dos recorrentes atrasos na obtenção do valor, subida acima de 100% do preço das refeições entre outras adversidades que segundo o presidente da Associação dos Estudantes Universitários da UEM, Salvador Muchidão são justificadas pelo abate, em 50%, do valor que a instituição adquire do Orçamento do Estado.

Aznaida Artur frequenta o 3º ano do curso de Agro-economia e extensão agrária e é beneficiária da bolsa completa que lhe confere o direito a alojamento, isenção de matrícula, pensão no valor de 3000 meticais, dos quais mil são descontados automaticamente para a alimentação no refeitório da universidade e os restantes transferidos para a sua conta bancária para custear a despesas do dia-a-dia, como fichas de leitura, transporte, entre outras.

Apesar de ser beneficiária da bolsa com mais privilégios, Aznaida refere que os termos da gestão da bolsa por parte da universidade não são eficazes pois no seu caso, há benefícios dos quais não disfruta devido a sua rotina, “existe um horário estabelecido para passar as refeições no refeitório da residência que não é compatível com o meu horário na faculdade. As minhas aulas iniciam às 7h e terminam às 19h com alguns intervalos, mas que não coincidem com os horários das refeições” lamenta a bolseira, mais ainda pelos mil meticais que lhe são descontados para este fim. “Este valor é destinado a alimentação, mas não passo as refeições lá. O mais caricato é que a pensão, algumas vezes chega com atraso de dois a três meses” revela a estudante que no dia da entrevista somava o segundo mês sem receber a pensão, sendo obrigada, algumas vezes a recorrer aos pais, que também não têm muito a dar.

Devido à experiência amarga, Aznaida decidiu abraçar o empreendedorismo e não mais ser refém da universidade ou de ajuda. Actualmente, além de estudar comercializa produtos de beleza para as suas colegas da residência universitária. O negócio não lhe rende muito, mas é dessa actividade que ela consegue manter-se sem entrar em conflito com as aulas, enquanto espera pela pensão.

Tal como Aznaida, Lucinda Feraz é bolseira e frequenta o mesmo lar universitário, porém, o regime da bolsa da Lucinda é diferente, contém menos benefícios, um dos quais é o do alojamento. Feraz frequenta o quarto ano de Licenciatura em Educação de Infância na faculdade de Educação e veio de Quelimane para concretizar o sonho de licenciar-se. Ela relata que teve que se esforçar para conseguir alojamento na residência onde mensalmente paga o valor de 750 meticais.

Se existem dificuldades para os beneficiários de bolsas completas, para Lucinda as dificuldades são maiores, a beneficiária da bolsa reduzida revela que também ressente-se do facto de o valor de alimentação ser descontado automaticamente da sua pensão. “Normalmente recebo três mil meticais, no entanto apenas 2000 líquidos, dos quais 750 mt retiro para pagar o alojamento e o valor que sobra não é suficiente para a minha alimentação, fichas e transporte” disse Lucinda. “O valor da pensão sai de dois em dois meses geralmente acumulado mas nem sempre é assim, muitas vezes somos obrigadas a criar dívidas e quando o dinheiro chega serve só para pagar as dívidas e isso acaba nos empatando. Somos estudantes e temos capacidade de auto-gerência, a direcção devia dar o valor completo e para quem quisesse frequentar o refeitório com o valor podia gerir de modo a suprir as suas necessidades. Eu não frequento o refeitório mas sou lesada” desabafou Feraz.

Apresentadas as questões à Associação dos Estudantes Universitários (AEU) e à Direcção dos Serviços Sociais (DSS) da instituição, as estudantes foram recomendadas a “se aguentar, porque a situação está difícil”, contou Feraz, que para suprir certas necessidades, há mais de três meses que Lucinda compra e revende carne de peru e ovos. O lucro ganho é destinado às despesas de alojamento, fichas, transporte para as aulas práticas, entre outras.

Contactado pelo MediaFemme, Salvador Muchidão, presidente da Associação dos Estudantes Universitários da UEM admitiu ter conhecimento dos problemas que os estudantes bolseiros têm enfrentado, até porque são também as suas dificuldades.

Muchidão é estudante do 4º ano de Direito e é beneficiário da bolsa completa. O representante reconhece que os problemas que os bolseiros enfrentam são inúmeros e a justificação mais recorrente da Direcção é a falta de fundos por parte da Universidade pois “a nossa bolsa é contemplada pelo orçamento do Estado, e o orçamento da UEM foi reduzido pela metade. Muitas vezes o Ministério da Economia e Finanças tem levado muito tempo para efectuar o envio do valor para a universidade e daí, para os estudantes”, explicou.

O presidente da AEU revela que estas reclamações têm sido apresentadas com frequência a DSS pois, muitos são os estudantes que dependem exclusivamente daquela pensão e lamenta que a entidade que dirige não tenha muita margem de manobra nesta questão. “A AEU não tem como garantir que este valor chegue em tempo útil, mas temos feito negociações com os serviços internos da universidade. A título de exemplo, já enviamos uma carta à DSS a dar a conhecer que os estudantes bolseiros não poderiam efectuar o pagamento do alojamento no devido tempo pelo que só poderia ser feito quando o valor da pensão fosse enviado” disse.

Uma questão que também deixa os estudantes irriquietos é o facto de o valor das refeições ter subido para mais de 100%, dos anteriores 14mt para 35mt. Muchidão revela que no início do corrente ano, a DSS convocou um encontro para informar que devido a conjuntura financeira do país, a universidade tinha recebido apenas 50% do seu orçamento, o que se reflectiria nos serviços da universidade, em particular no valor das refeições pois eram subsidiadas pela universidade, capacidade que a UEM perdeu. Por essa razão, a universidade pretendia aplicar o valor do mercado, 110 a 150 mt/refeição. O assunto foi discutido de tal maneira que passadas três semanas chegou-se ao acordo de 35mt por refeição, com a condição de que o valor seja revisto logo que o país alcançar um equilíbrio.

UEM sobrevive com 50% do orçamento a menos

O Orçamento da UEM provem de três fontes, orçamento do Estado, receitas próprias e doações. De acordo com a Proposta do Plano Económico e Social e Orçamento da UEM para 2017, documento produzido em Agosto de 2016, o orçamento de Estado da UEM no ano passado foi de 3,227,643.45 mt, dos quais 2,485,553.93 mt provenientes do orçamento do Estado, o maior financiador, doações e contratos, 174,543.30 mt e receitas próprias 567,546.22mt.

Para o presente ano, a proposta do Orçamento Global apresentada pela UEM previa um acréscimo de 41% do patrocínio e estava estimada na ordem dos 4.549,05 milhões de meticais, dos quais, 3.478,36 milhões seriam do Orçamento do Estado (76.46%), as receitas próprias contribuiriam com 567,55 milhões, equivalentes a 12.48% e os restantes 503,15 milhões de proveriam de doações. Contudo, de acordo com Salvador Muchidão, presidente da Associação dos Estudantes Universitários da UEM, o orçamento que o Estado atribuiu foi apenas a metade do esperado, factor aliado à depreciação do metical. In “CEC – Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação” - Moçambique