Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Moçambique - Associação Cultural da Universidade Pedagógica promove Ciclo de Cinema Moçambicano na Universidade Pedagógica de Maputo

A Associação Cultural da Universidade Pedagógica de Maputo (ACUP) vai promover, de 3 a 7 de Agosto, um Ciclo de Cinema Moçambicano, uma iniciativa que pretende aproximar a comunidade universitária da produção cinematográfica nacional e fomentar a reflexão sobre temas sociais, históricos e culturais retratados nas obras.


O evento terá lugar no Centro de Línguas da Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da Universidade Pedagógica de Maputo, entre as 9h00 e as 12h00, e contará com a exibição de um filme por dia, seguida de debates com realizadores, actores, produtores, guionistas, editores de vídeo, docentes e estudantes. A organização considera que a iniciativa contribuirá para a valorização da sétima arte moçambicana como instrumento de formação académica e de promoção do pensamento crítico.

A programação inicia-se no dia 3 de Agosto com a exibição da longa-metragem Comboio de Sal e Açúcar, seguindo-se uma conversa que contará com a participação do realizador Licínio Azevedo e do actor Aquirasse Nipita.

No dia seguinte será apresentado O Ancoradouro do Tempo, com debate orientado por Amílcar Mascarenhas e a presença do realizador Sol de Carvalho e de Horácio Guiamba.

No dia 5 de Agosto será exibido Avó Dezanove e o Segredo do Soviético, seguido de um encontro com o realizador João Ribeiro e a actriz Anabela Adrianoupolos, moderado por Félix Mambucho. Já no dia 6, o público poderá assistir a O Silêncio da Mulher, com debate conduzido por Daniel Tinga e participação do realizador Gabriel Mondlane e da actriz Júlia Novela. O ciclo encerra no dia 7 de Agosto com a projecção das curtas-metragens A Penumbra, de Jared Nota, e O Sonho, de Ivo Mabjaia, seguida de uma conversa moderada por José dos Remédios, com a participação do produtor Omar Faquirá e do cineasta Jared Nota.

Segundo a ACUP, a realização deste ciclo visa reforçar a formação de públicos mais conscientes e criar um espaço permanente de reflexão sobre os desafios e as potencialidades do cinema moçambicano, consolidando o compromisso da Universidade Pedagógica de Maputo com a cultura, a educação e a produção do conhecimento. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 21 de julho de 2026

Moçambique - Obedes Lobadias lança programa de formação em declamação de poesia

O declamador, escritor e dinamizador cultural, Obedes Lobadias, lança o WORD – Workshop de Declamação de Poesia, uma iniciativa de formação artística concebida para o desenvolvimento técnico, interpretativo e performativo de declamadores e demais interessados na arte de dar voz, alma e vida à palavra.


Nesta fase inaugural, o projecto realiza duas edições consecutivas, nas cidades de Maputo e Xai-Xai, marcando o início de um programa que se fundamenta na convicção de que a declamação constitui uma importante expressão artística e um poderoso instrumento de promoção da literatura, da leitura, da oralidade e da sensibilidade humana, fortalecendo, simultaneamente, a capacidade de comunicação e afirmando-se como um activo estratégico para o fortalecimento das indústrias culturais e criativas e para o desenvolvimento humano, educativo, cultural, social e cívico. Mais do que uma oficina artística, assume-se como uma ferramenta de construção, crescimento e transformação.

A edição de Xai-Xai representa o compromisso do projecto com a descentralização das oportunidades de formação artística de qualidade, promovendo a partilha de conhecimentos, o intercâmbio de experiências e a valorização de novos talentos, numa abordagem predominantemente prática, criativa e transformadora.

O programa privilegia a prática, a experimentação e a reflexão crítica, proporcionando aos participantes ferramentas técnicas e criativas para o aperfeiçoamento das suas competências expressivas e performativas.

O WORD é orientado por Obedes Lobadias, destacado declamador de poesia em Moçambique. É também escritor, activista, director artístico e dinamizador cultural, com experiência significativa na concepção, curadoria, produção e gestão de eventos. Integra regularmente júris de concursos de declamação de poesia e é co-fundador do Declamatório, do sarau cultural “Ao vivo & em verso” e de outros projectos de diferentes áreas de intervenção. Corredor Nacional - Moçambique


domingo, 14 de junho de 2026

Moçambique - Portugal disponibiliza conhecimentos e meios para o combate à pesca ilegal

O secretário de Estado das Pescas e do Mar português disse, na cidade de Maputo, que a pesca ilegal é um desafio global, estando Lisboa disponível para apoiar Moçambique com equipamentos e estudos para travar estes crimes nos seus mares


Não vale a pena Moçambique estar a comprar equipamentos que Portugal já tem, não vale a pena estar a estudar problemas que nós já estudámos. Nós estamos prontos, sim, para disponibilizar esses equipamentos, os resultados da nossa investigação científica, porque nós queremos mesmo que Moçambique olhe para o mar como um vetor estratégico, porque pode ser o mar o ponto de viragem para uma nova economia em Moçambique”, disse Salvador Malheiro.

O responsável falava em declarações à Lusa à margem da 3.ª Conferência da Economia Azul, que terminou sexta-feira, a propósito da pesca ilegal que afeta Moçambique, sobretudo ao longo do oceano Índico, defendendo ações coordenadas entre países para tentar travar este crime que Portugal também enfrenta.

“Nós, apesar de termos uma aposta muito maior na fiscalização e na colocação das forças de segurança no mar, também não temos o problema resolvido e este é um problema que temos que encarar de uma forma global e que temos que discutir as melhores formas de o atacar. Já percebemos que não é apenas com leis, é preciso muita fiscalização, mas sobretudo uma ação de sensibilização juntos dos pescadores, nacionais e internacionais”, alertando para as implicações do esgotamento dos recursos marinhos, declarou.

Relativamente a novos acordos para apoiar Moçambique no setor de mar e pescas, disse que está em preparação uma conferência “ao mais alto nível”, prevista para este ano, em Lisboa, indicando que nesse encontro os dois países vão estreitar relações nesta área.

“Em primeiro lugar, vamos colocar as nossas instituições de ciência e investigação científica a falar conjuntamente, quer as de Portugal, quer as de cá. Vamos colocar a respetiva autoridade marítima a conversar mutuamente, no sentido de nós termos partilha de informação, tecnologias e equipamentos. Por outro lado, vamos tentar ajudar Moçambique junto da Comissão Europeia, para que possamos ter um novo acordo (…) que defenda os interesses de Moçambique”, acrescentou.

Segundo o governante, na referida conferência serão mostradas as potencialidades de Moçambique aos empresários portugueses que querem investir neste setor.

Ao discursar no encerramento da conferência, Malheiro disse que Lisboa quer compatibilizar com Moçambique os regulamentos do setor de pescas e mar, colaborando na formação e ordenamento do espaço marítimo.

“Esta parceria bilateral tem algumas áreas que, na minha opinião, devem ser consideradas estratégicas, desde logo na compatibilização de regulamentos do setor das pescas, garantindo a sustentabilidade das capturas, abertura de novos mercados e o combate à pesca ilegal”, disse.

Portugal quer também parcerias com Moçambique no ordenamento do espaço marítimo, partilhando boas práticas de planeamento e de licenciamento sustentável, harmonizando e compatibilizando os diversos recursos do mar. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo com “Lusa”


sábado, 6 de junho de 2026

Moçambique - Casa de Ferro da cidade de Maputo procura nova vida a chegar aos 135 anos

A icónica Casa de Ferro, instalada em 1892 na transição da primeira capital moçambicana, no período colonial, procura reinventar-se com nova vida, prevendo a função museológica para retratar a história e memória de Maputo.


Na Avenida Samora Machel, onde o pulsar da cidade cruza passado e presente entre edifícios que guardam memórias, a casa, em ferro como o nome, ergue-se como marco incontornável, entre as estátuas de Samora Machel – primeiro Presidente de Moçambique – e o fluxo constante da vida urbana, afirmando-se como memória viva da história da cidade de Maputo.

“A Casa de Ferro foi fabricada na Bélgica e, sendo uma casa pré-fabricada, foi trazida para esta cidade, chamada Lourenço Marques, em 1892”, começa por explicar à Lusa António Macandza, gestor da infra-estrutura, diante do imponente edifício, hoje referência incontornável do património arquitectónico da capital e que ao longo de quase 135 anos já conheceu diferentes localizações e funções.

Organizada em vários compartimentos distribuídos por três pisos, ligados por escadas e corredores estreitos, numa lógica funcional típica das residências coloniais da época, foi idealizada para albergar o então governador-geral de Moçambique, Rafael de Andrade, no contexto da transferência da capital da Ilha de Moçambique, na actual província de Nampula, para a então Lourenço Marques, hoje Maputo.

“No momento em que esta cidade era construída, toda ela era de madeira e zinco, tinha que se trazer um palácio para albergar o governador-geral de Moçambique e o governador não podia habitar numa casa semelhante a um cidadão pacato. Daí que foi importada esta casa, para dizer que a casa tem uma grande representação, um grande significado, porque não é uma casa qualquer, é, acima de tudo, uma relíquia”, afirma Macandza.

Apesar da imponência do edifício, com divisões que, embora simples, revelam uma adaptação engenhosa do ferro como elemento estrutural e decorativo, o gestor sublinha que Rafael de Andrade nunca chegou a habitá-lo, devido às condições climáticas de Lourenço Marques: “No Verão esta casa é extremamente quente, no Inverno a casa é extremamente fria, razão pela qual Rafael de Andrade, governador-geral de Moçambique, que estava a ser transferido da Ilha de Moçambique para Lourenço Marques, quando visitou a casa, viu que esta representava um atentado à sua saúde”.

Décadas depois da sua chegada a Maputo e de usos diversos ao longo do tempo, a Casa de Ferro seria reconhecida pelo seu valor simbólico e histórico, classificada desde 1972. Consolidou-se a partir daí como um dos principais marcos da memória urbana da capital, atravessando gerações como testemunho vivo de uma época e das transformações da cidade.

Hoje ponto turístico, a Casa de Ferro, associado às oficinas do francês Gustave Eiffel, atrai sobretudo visitantes estrangeiros que, intrigados pela estrutura metálica no coração de Maputo, aproximam-se para conhecer a história, num interesse partilhado por escolas, que recorrem ao edifício para transmitir às novas gerações o passado da capital.

“É internacionalmente conhecida, mais conhecida fora na Europa do que localmente. Então, o maior visitante turista tem sido o turista estrangeiro – europeu, americano -. [entre] os nacionais, temos recebido muitas escolas a visitar”, conta, lamentando, entretanto, que poucos “cidadãos adultos” visitam o edifício, por não conhecer o seu significado.

“Mas não é só a Casa de Ferro, são os monumentos de museus em Moçambique. Os nossos cidadãos não vão para esses sítios, apenas os alunos é que vão, porque os professores lá nas suas disciplinas de história percebem o impacto desses monumentos”, explica.

Após a última requalificação realizada em 2013, a Casa de Ferro necessita agora de uma “manutenção profunda”, uma vez que alguns compartimentos carecem de pintura para prevenir a ferrugem, enquanto o soalho de madeira exige intervenções de restauro. Para o gestor, esta reabilitação insere-se também no esforço de conferir uma nova vida e dinâmica ao edifício.

“De facto, a nossa maior luta neste momento é a atribuição de uma nova funcionalidade à Casa de Ferro, em que deixará de ser apenas um monumento protegido pela lei 10/88, passará também a albergar uma exposição museológica que deve retratar a história da transferência da capital da ilha de Moçambique para Lourenço Marques”, explica.

Além das exposições artísticas que a infra-estrutura acolhe pontualmente, prevê-se, segundo Macandza, a criação de bancas para venda de arte, “onde artesãos poderão expor e comercializar as suas obras”, bem como a instalação de espaços de convívio, como um café, “para que os visitantes da Casa de Ferro tenham um sítio de lazer”. Lina Cebola – Agência Lusa in “Jornal Tribuna de Macau”


terça-feira, 26 de maio de 2026

Moçambique - Sara Jona Laisse lança “Fronteiras Literárias” na cidade de Maputo

Terá lugar na próxima Quinta-feira, dia 28 de Maio, às 17h45, na biblioteca do Camões — Centro Cultural Português em Maputo, o lançamento do livro Entre Fronteiras Literárias e Outros Textos, a mais recente obra da ensaísta e docente moçambicana Sara Jona Laisse. A apresentação oficial estará a cargo do Professor Cristiano Matsinhe.


Dividida em duas partes que totalizam 36 artigos distribuídos por mais de 200 páginas, a obra propõe um diálogo cru e sem tabus sobre a construção da identidade, os desafios das minorias e o papel da literatura na desconstrução de estigmas sociais. Enquanto a primeira secção mergulha nas sinuosidades das relações humanas e nas ambiguidades do quotidiano, a segunda metade do volume actua como uma cartografia crítica, na qual a autora estabelece pontes intertextuais com grandes referências da literatura nacional, de Luís Bernardo Honwana a novos escritores contemporâneos.

De acordo com Pedro Pereira Lopes, editor da Gala-Gala, este volume de ensaios da professora Jona Laisse “faz uma cirurgia às nossas convenções identitárias e rasga as costuras do cânone literário para nos devolver um Moçambique cru, urgente e despido de disfarces”.

Entre Fronteiras Literárias e Outros Textos saí pela estampa da Gala-Gala Edições e integra a colecção “Nossa gente, nossas línguas”.

Sobre a autora

Sara Jona Laisse é ensaísta no campo da literatura e da cultura moçambicana. Doutorada em Literaturas e Culturas em Língua Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa (2015), é docente na Universidade Católica de Moçambique. Colabora no jornal digital 7 Margens e faz parte do conselho editorial de revistas científicas moçambicanas e internacionais. A sua obra foca especialmente a preocupação em relação às culturas moçambicanas e à raridade de discussão sobre elas. É autora, de entre vários títulos, de Entre o Índico e o Atlântico: Ensaios Sobre Literatura e Outros Textos (2013), Entre Margens: Diálogo Intercultural e Outros Textos (2020), Moçambique, Margem Sul: Arte, Interculturalidade e Outros Textos (2022) e Moçambiquero-te: Literaturas, Culturas e Outros Textos (2024). In “Moz Entretenimento” - Moçambique


domingo, 24 de maio de 2026

Moçambique - Porto Manyisa lança o seu terceiro romance em Maputo

No dia 26 de Maio, pelas 18 horas, o Centro Cultural Português em Maputo vai acolher o lançamento do livro Misava amina ntlharhi, escrito em Xirhonga, de Porto Manyisa. A apresentação do livro estará a cargo do académico Elídio Nhamona.


Em Misava amina ntlharhi (“Não existe o mais esperto no mundo”, em tradução livre), conhecemos Vicentana, um jovem pastor do interior, que deixa a sua terra em busca de melhores condições de vida na cidade de Maputo. Após um mal-entendido com o patrão, junta-se a três amigos de infância numa vida de criminalidade. Entre assaltos, fugas e perdas, descobre tarde demais que o dinheiro fácil não traz felicidade nem futuro. Uma narrativa marcante sobre ambição, escolhas erradas e as inevitáveis consequências do destino.

Porto Manyisa, natural da então cidade de Lourenço Marques (Maputo), escritor de língua Xirhonga, membro efectivo da Associação dos Escritores de Moçambique (AEMO), membro da Associação LusoLetras, com sede na cidade do Porto (Portugal), membro do Núcleo de Escritores e Declamadores Tsonga da África do Sul, com sede em Johanesburgo, publicou já dois romances, sendo Mhalu a sua primeira aparição literária em público em 1989, que contou com apoio da UNESCO, e Nghozini, a sua segunda obra lançada em 1994, financiada pela Norad, Matimo ya xifundra da IPM (Igreja Presbiteriana de Moçambique).

Elídio Miguel Fernando Nhamona é um destacado professor, crítico literário e pesquisador moçambicano. Possui doutorado em Estudos Comparados de Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (2016), mestrado em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (2009) e graduação em Linguística pela Universidade Eduardo Mondlane (2004). Tem experiência na área de letras, artes e cultura popular com ênfase em Outras Literaturas Vernáculas. Actualmente, é docente de literatura, artes e cultura moçambicana na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane. In “Moz Entretenimento” - Moçambique






sexta-feira, 24 de abril de 2026

Moçambique - Suzana Machamale lança “Uma pele Secreta”

A escritora moçambicana Suzana Machamale lança a obra Uma Pele Secreta, no Centro Cultural Português, em Maputo. A apresentação da obra estará a cargo de Antónia Rosa.


Uma Pele Secreta é uma narrativa intensa e envolvente que explora os laços familiares, o amor e as consequências de escolhas marcantes. A história acompanha Hadrian e Ludwig, dois irmãos profundamente unidos, mas com personalidades distintas. Após um acontecimento traumático que abala a vida de Hadrian, Ludwig esforça-se para ajudá-lo a reencontrar o equilíbrio, sem sucesso.

O rumo da história altera-se quando Hadrian reencontra Núbia, o seu primeiro e grande amor. No entanto, este reencontro revela-se inquietante: Núbia já não é a mesma. Movido pela necessidade de voltar a sentir-se vivo, Hadrian decide reaproximar-se, ignorando sinais de alerta que acabam por desencadear consequências irreversíveis para todos os envolvidos.

Sobre a autora, Suzana Machamale nasceu a 24 de Agosto de 1991, na cidade da Beira, Moçambique. É formada em Sociologia, mas encontrou na escrita o seu principal meio de expressão. Estreou-se na literatura com a obra As Raízes do Rei, primeiro volume da tetralogia Príncipes Sangrentos.

O evento insere-se no âmbito da promoção da literatura moçambicana contemporânea e convida o público, a comunicação social e os amantes da leitura a participarem neste momento cultural. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 23 de abril de 2026

Moçambique - Tomás Dinis lança livro “Regras 6 por 6” que propõe nova abordagem ao desenvolvimento pessoal

Lançado hoje, dia 23 de abril, no Nedbank Business Lounge, o livro Regras 6 por 6, da autoria do engenheiro e gestor Tomás Dinis, numa sessão que reuniu convidados dos sectores empresarial, cultural e académico.


A obra apresenta uma proposta estruturada de desenvolvimento pessoal, organizada em torno de seis áreas essenciais da vida: saúde, desenvolvimento pessoal, paixão, relações, contribuição e riqueza. Com uma abordagem prática e acessível, o autor partilha princípios e ferramentas voltadas para a disciplina individual, tomada de decisões e construção de uma vida mais equilibrada e intencional.

Um dos destaques do livro é o seu modelo de implementação em seis semanas, com exercícios e desafios que incentivam o leitor a transformar conhecimento em acção concreta, promovendo mudanças consistentes no dia-a-dia.

A obra resulta também da experiência pessoal de superação de Tomás Dinis, que utiliza a sua trajectória como base para inspirar leitores a reorganizarem as suas vidas com maior clareza, foco e propósito.

O evento de lançamento contou com a apresentação da obra por Hosten Yassine Ali, intervenção do autor, exibição de uma curta-metragem sobre o seu percurso e um momento de interacção com o público, seguido de sessão de autógrafos.

Formado pela Universidade Eduardo Mondlane, Tomás Dinis tem um percurso ligado ao sector energético e à gestão de negócios, sendo também activo nas áreas de empreendedorismo e desenvolvimento pessoal.

Com Regras 6 por 6, o autor posiciona-se como uma nova voz no cenário do desenvolvimento pessoal em Moçambique, propondo uma abordagem prática, estruturada e baseada na experiência vivida. In “Moz Entretenimento” - Moçambique




terça-feira, 7 de abril de 2026

UCCLA - Apresentação do livro “O colono preto saiu do guarda-fato”

Vai acontecer no dia 21 de abril, às 18 horas, a apresentação do livro O colono preto saiu do guarda-fato da autoria de Sérgio Raimundo, no auditório da UCCLA.


Com a chancela da editora Oficina de Textos, a obra será apresentada por Catarina Simão.

Sinopse:

O colono preto saiu do guarda-fato é um pequeno livro de crónicas sobre Moçambique, uma espécie de celebração, em jeito literário, dos 50 anos de independência. O livro aborda diversas temáticas ligadas a Moçambique com o intuito de provocar e questionar o leitor, convidando-o a refletir sobre os últimos acontecimentos que tiveram lugar em Moçambique e os 50 anos de independência. As crónicas deste livro seguem, em parte, a linhagem de escrita defendida por Jorge Amado "a história não deve ser explicada, mas contada".

Biografia:

Sérgio Raimundo nasceu em 1992, no bairro de Chamanculo, Maputo, Moçambique. É licenciado em Filosofia pela Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique, mestrado em Ciências de Educação pela Universidade de Algarve, Portugal. Atualmente, frequenta o doutoramento em Ciências da Comunicação no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, Portugal. É escritor, professor, jornalista e cronista, colaborando em diversos órgãos de comunicação em Moçambique e Portugal. Vive dividido entre Moçambique e Portugal.

Publicou as seguintes obras: Síntese e fragmentos da emoção, poesia (2012); Avental de um poeta doméstico, poesia (2016); A ilha dos mulatos, romance (2020); As ancas do camarada chefe e Peça desculpas, sua excelência, crónicas (2023).

Foi Prémio Nacional de Slam Poetry (2011) - Moçambique; vencedor do concurso literário Fim do Caminho (conto, 2016) - Moçambique; menção honrosa na novela e poesia no Prémio Literário 10 de Novembro (2017 e 2018) - Moçambique; Prémio Africano de Imprensa Escrita da Merck Foundation (2018) - Quénia; Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa (2019), Portugal - Moçambique. Fez parte da Powerlist: lista das 100 figuras negras mais influentes da lusofonia (2023). Teve o segundo lugar do Prémio Literário António Mendes Moreira 2024, Portugal.


quinta-feira, 26 de março de 2026

Moçambique - Governo quer ciência ao serviço do desenvolvimento dos países da CPLP

A primeira-ministra desafia os investigadores a desenvolverem pesquisas científicas viradas ao desenvolvimento económico, social e cultural do país. As declarações foram feitas, em Maputo, por Benvinda Levi, durante a abertura da conferência de Jovens Investigadores da CPLP.


Maputo acolhe, de 25 a 27 de Março, a quarta Conferência de Jovens Investigadores da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa, um evento com o objectivo de promover o uso da ciência na governação.

Cristina Molares, presidente da Associação de Jovens Investigadores da CPLP, fala do evento como uma oportunidade para pôr a ciência a serviço do desenvolvimento.

“A ciência e a política muitas vezes encontram-se em tensão e conflito. No entanto, sem ciência não há desenvolvimento sustentável. É essencial compreender que todos partilhamos um objetivo comum. Ultrapassar as dificuldades crónicas e contribuir para uma África muito marcada de desgraças. Até agora usamos as políticas sem a ciência. Não está a dar certo. Devemos passar a pôr a ciência a nosso favor, mas desta vez, não a ciência importada”, defendeu.

A primeira-ministra, que esteve em representação do Presidente da República, desafiou os jovens investigadores a usarem a ciência para o desenvolvimento do país.

“Que as vossas pesquisas e investigações não se limitem apenas a relatórios académicos e teóricos, pois devem propor soluções práticas e concretas que contribuam para a melhoria da vida social e económica das comunidades, concorrendo, desta forma, para o desenvolvimento sustentável e inclusivo dos nossos países”, disse Benvinda Levi.

No domínio da inovação tecnológica, Levi deixou apelos aos pesquisadores.

“Hoje a inteligência artificial aparentemente resolve todos os problemas, mas é preciso também ver os desafios que ela nos coloca, os riscos que ela traz. Facilita-se a vida, mas não resolve tudo.”

O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, reafirmou, por seu turno, a aposta da edilidade na valorização do conhecimento como motor de desenvolvimento.

Rasaque Manhique falava na abertura da IV Conferência de Jovens Investigadores da CPLP-ÁFRICA, um evento que decorre até sexta-feira, sob o lema “Diversidade cultural, inovação digital e saberes ancestrais: construindo futuros sustentáveis em África”.

Nos três dias da conferência, haverá apresentação de 60 trabalhos de jovens da CPLP, virados para as pesquisas para o desenvolvimento. Inalcídio Uamusse – Moçambique in “O País”


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Moçambique - Lançamento de “Novas Vozes, Novas Estórias” celebra vencedores do Prémio Literário Carlos Morgado 2025

Chega ao público a 3.ª edição da antologia Novas Vozes, Novas Estórias, que reúne os 10 melhores contos de novos autores moçambicanos distinguidos na edição 2025 do Prémio Literário Carlos Morgado (PLCM).


Organizado pela Fundação Carlos Morgado e pela Catalogus, o prémio recebeu, em 2025, um total de 203 contos provenientes de diferentes pontos do país, um número que confirma o seu alcance nacional e a crescente relevância no panorama literário moçambicano.

A cerimónia de lançamento da antologia terá lugar na terça-feira, 10 de Março, às 17h30, no Business Lounge by Nedbank, em Maputo. No mesmo evento será oficialmente lançada a edição 2026 do prémio, marcando a abertura de um novo ciclo de candidaturas, que decorrerá de Março a Maio de 2026.

Autores publicados na edição 2025

A antologia apresenta textos de:

  • Omar Mahando António
  • Arquilito Silambo
  • Solange Guambe
  • Zaida Abacar
  • Daniel dos Santos
  • Argentina Guirrugo
  • Atumane Taibo
  • Pedro Mucheu
  • Alex Gujamo
  • Delton Lisboa

A obra propõe um retrato plural do Moçambique contemporâneo, explorando diferentes contextos sociais, experiências individuais e perspectivas ficcionais. O objectivo mantém-se claro: incentivar a criação literária, descobrir novos talentos e fortalecer a cultura do livro no país.

O Prémio Literário Carlos Morgado é instituído pela Fundação Carlos Morgado, organizado pela Catalogus, com o suporte da MGC – Matola Gas Company.

Com esta iniciativa, os promotores consolidam o seu papel na dinamização do sector editorial e no incentivo ao surgimento de novas vozes na literatura moçambicana. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Moçambique - Eusébio Sanjane vence a 9.ª edição do Prémio Imprensa Nacional / Eugénio Lisboa

O escritor moçambicano Eusébio Sanjane é o grande vencedor da 9.ª edição do Prémio Imprensa Nacional / Eugénio Lisboa, distinção anunciada no início de Dezembro de 2025. O autor concorreu sob o pseudónimo Madlhaia Nhoca e foi premiado com a obra inédita As 12 Caixas do Império, escolhida por unanimidade pelo júri.


De acordo com o júri, composto por Lucílio Manjate (presidente), Sara Jona e Paula Mendes, a obra destacou-se pela actualidade da intriga, situada entre Londres, Lisboa e Maputo, e pela forma corajosa como aborda a restituição histórica, a partir da descoberta de arquivos sobre crimes cometidos pela PIDE/DGS em Moçambique, actualmente guardados na Torre do Tombo, em Lisboa. O romance foi considerado um digno representante da ficção histórica, ancorado na História recente e contemporânea de Moçambique e Portugal.

O júri sublinhou ainda a narração fluida, a linguagem poética intensa e o uso eficaz da técnica do suspense, elementos que contribuem para a construção de uma atmosfera dramática e misteriosa, capaz de prender o leitor do início ao fim. Estas características fundamentaram a atribuição do galardão a Eusébio Sanjane, reforçando a relevância literária da obra premiada.

Natural do histórico bairro de Chamanculo, em Maputo, Eusébio Sanjane é politólogo formado pela Universidade Eduardo Mondlane e mestre em Gestão Estratégica de Recursos Humanos pela Universidade Politécnica. Estreou-se na literatura em 2006 com Rosas e Lágrimas e consolidou a sua trajectória com obras como Frenesim: Poesia em Pétala de Lume (2017), Anatomia do Vazio e Arquivo Morto – As cartas de uma guerra que não acabou (2025), desenvolvendo uma escrita marcada pelo surrealismo íntimo e pela inquietação existencial.

Membro da Associação Moçambicana de Escritores (AEMO), o autor soma vários reconhecimentos nacionais e internacionais, entre os quais o Prémio Especial Jovem Il Convivio, atribuído pela Accademia Internazionale Il Convivio, da Itália, e o título de “Melhor Escritor do Ano”, concedido pela revista TVZINE em 2005. Para além da poesia e da prosa, Sanjane escreve crónicas, contos e textos de intervenção social, com publicações em jornais, antologias e revistas dentro e fora de Moçambique.

Nesta edição, o júri atribuiu ainda uma menção honrosa à obra Nhatua: o sapatear de um buraco do terceiro mundo, da autoria de Pedro Mucheu, descrita como uma alegoria com traços distópicos e kafkianos da realidade social e política moçambicana e africana.

Criado em 2017, o Prémio Imprensa Nacional / Eugénio Lisboa resulta de uma parceria entre a Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM) e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo, com o objectivo de incentivar a criação literária moçambicana e a língua portuguesa. Para além de um prémio pecuniário no valor de cinco mil euros, a distinção garante a publicação da obra vencedora sob a chancela da Imprensa Nacional. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Moçambique - Jovem lança iniciativa para bolsas de estudo na MUSIARTE

Aos 16 anos, aluna de canto na MUSIARTE, transforma a paixão pela música numa oportunidade para jovens músicos em situação de vulnerabilidade.  No âmbito de um projecto escolar, Leonor Dias Vaz lançou uma campanha de angariação de fundos “Every Note Makes a Difference” para, inicialmente, financiar duas bolsas de estudo, cada uma correspondente a dois anos de formação musical na MUSIARTE.


Leonor Vaz transformou a sua vivência pessoal num projecto de alcance coletivo, liderando uma bem-sucedida iniciativa de angariação de fundos “Every Note Makes a Difference” destinada a apoiar jovens talentos musicais em situação de vulnerabilidade social.

A campanha superou as expectativas, tendo angariado mais de meio milhão de meticais, permitindo a atribuição de quatro bolsas de estudo completas para quatro jovens músicos de origens vulneráveis em Maputo.

No âmbito da iniciativa, Leonor organizou um evento público de angariação de fundos na Escola Internacional Americana de Maputo, que reuniu alunos da MUSIARTE e da Escola Portuguesa de Maputo. Durante o evento, apresentou pessoalmente o seu projecto, partilhando a sua visão, motivação e compromisso com o alargamento do acesso à educação musical.

Com um percurso artístico já reconhecido além-fronteiras, tendo sido finalista do The Voice  Kids Portugal 2024, Leonor tem plena consciência do privilégio que representa ter acesso a uma educação musical de qualidade. Foi precisamente essa consciência que a levou a questionar as desigualdades de oportunidades enfrentadas por muitos jovens da sua geração, igualmente talentosos, mas sem os mesmos recursos. 

O projecto Every Note Makes a Difference – Bolsas de Estudo Leonor Vaz afirma, de forma inspiradora, que a liderança não tem idade e que os jovens artistas podem desempenhar um papel activo e transformador na sociedade, promovendo oportunidades, esperança e futuro através da educação e da música. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Moçambique - Mais da metade dos examinados da nona classe reprovados na cidade de Maputo

Alunos e encarregados de educação entram e saem de estabelecimentos de ensino da cidade de Maputo, para consultar os resultados da nona, décima e décima segundas classes. Enquanto os da décima e a décima segunda saem entre lamentações e alegria, com os resultados já publicados, os alunos da nona classe continuam em suspense. É que, após a realização dos exames remarcados para os dias 8 e 9 de Dezembro, devido ao anulamento por fraude de violação dos envelopes, na província da Zambézia, as escolas ainda não têm resultados.


“O processo da nona classe ainda está a decorrer”, disse Élio Martins Mudender, director dos Serviços Sociais da Cidade de Maputo numa entrevista ao jornal O País. A fonte justifica que os constrangimentos registados na Zambézia, com impacto por todo o país, estão por trás da demora. “Neste momento, os técnicos estão a monitorizar o processo e a recolher os dados”, afiançou.

Na capital do país, foram submetidos ao exame da nona classe 18.049 alunos, e os Serviços Sociais da Cidade de Maputo falam de um resultado negativo de 65%. “É uma experiência nova, todos estamos a aprender com isso, e quero acreditar que nos próximos anos teremos um cenário melhor, aprendido em 2025, para melhorar a qualidade do nosso ensino”, assumiu Mudender.

Esta é a primeira vez que a nona classe realiza exame, no âmbito da revisão do programa curricular iniciado em 2018. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Moçambique - Carlos dos Santos lança obra infanto-juvenil “A Voz da Sombra”

Já se encontra disponível nas livrarias nacionais a mais recente obra infanto-juvenil do escritor moçambicano Carlos dos Santos, intitulada A Voz da Sombra.


Com 88 páginas, o livro apresenta como protagonista Facamoto, um rapaz conhecido pela sua aparência desleixada e comportamento travesso, características que frequentemente inquietam colegas e vizinhos. De camisa fora dos calções, roupa manchada e cabelo desgrenhado, Facamoto revela-se uma figura que contrasta de forma surpreendente com a sua própria sombra, elemento central da narrativa.

É a partir do confronto simbólico entre o protagonista e a sua sombra que a obra desenvolve uma reflexão profunda sobre responsabilidade, convivência social e os direitos e deveres das crianças, abordando valores essenciais para a formação cívica e moral do público infanto-juvenil.

A Voz da Sombra transmite mensagens fundamentais, recordando que a liberdade individual termina onde começa a liberdade do outro, que não se deve fazer ao próximo aquilo que não se gostaria de sofrer, e que os direitos colectivos devem prevalecer sobre os direitos individuais. A narrativa reforça ainda a ideia de que não existem direitos sem deveres, uma vez que ambos são indissociáveis.

Acima de tudo, a obra convida os jovens leitores a agir com consciência e ética, sem esperar recompensas ou temer penalizações, promovendo uma atitude responsável e solidária na sociedade.

Carlos dos Santos, nascido em Maputo em 1962, é psicólogo, pedagogo e profissional da educação desde 1981. Autor prolífico, publicou obras infanto-juvenis como O Conselho (2007), O Passeio pelo Céu (2012), Na Esteira das Estrelas (2018) e O Domador de Medos (2024). Na ficção científica destacam-se A Quinta Dimensão (2006/2010) e O Eco das Sombras (2016). Escreveu ainda manuais técnicos e pedagógicos, participou em antologias e assina poesia sob o pseudónimo “Nyama”. Colabora regularmente com jornais e revistas em Moçambique e Angola. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Moçambique - Mia Couto lança novo livro infantil “As Sementes do Céu”

O escritor moçambicano Mia Couto regressa à literatura infantil com o lançamento da obra As Sementes do Céu, que será apresentada ao público neste sábado, 13 de dezembro, às 10 horas, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo.


O conto, ilustrado por Susa Monteiro, aborda a relação entre o ser humano e a natureza, destacando o valor da infância, da memória e do diálogo entre gerações. A narrativa acompanha um avô e o seu neto, que lamentam o avanço do desmatamento e refletem sobre a responsabilidade de preservar a vida que brota da terra. A história sublinha a importância de cultivar esperança e de construir um futuro sustentável.

O livro traz passagens emblemáticas, como: «Um dia, o avô espreitou pela janela e contemplou as montanhas. Deu um passo atrás, com as mãos no peito, como se lhe faltasse o ar. Apontou para o topo dos montes, lá onde vivia uma imensa floresta. Agora, restava apenas areia e pedra. Tinham cortado as árvores todas.»

O lançamento contará com uma leitura encenada pelos actores Fernando Macamo e Nélia Gilberto, seguida de uma intervenção do autor e sessão de autógrafos. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Moçambique - Lançado livro que eterniza legado do bispo João Machado e renova apelo à paz no país

Foi lançado, esta quinta-feira, em Maputo, o livro Caminhos para a Busca da Paz em Moçambique, uma obra que resgata e celebra o percurso humano, religioso e cívico do falecido bispo João Machado, da Igreja Metodista Unida e amplamente reconhecida pelo seu contributo na promoção da paz no país.


A igreja escolhida para o lançamento encheu de governantes, líderes religiosos, académicos, membros da sociedade civil e familiares, num ambiente marcado por emoção, respeito e profunda reflexão sobre o papel do bispo na história nacional.

Resultado de um processo de pesquisa que se estendeu por oito anos, o livro reúne entrevistas, documentos de arquivo e 16 depoimentos que revelam diversas dimensões da vida de João Machado: do líder religioso comprometido com o bem-comum ao mediador de conflitos que acreditava no diálogo como ferramenta essencial para a estabilidade, segundo o livro. A obra destaca ainda episódios marcantes da sua actuação durante períodos conturbados, mostrando como usava a fé e a palavra para apaziguar tensões e aproximar comunidades.

Para um dos autores do livro, Simão Jaime, o trabalho representa “um esforço para fixar na memória colectiva um homem que dedicou a sua vida à construção da paz. João Machado não falava de paz como um conceito abstrato, mas como um compromisso diário, feito de pequenos gestos, escuta e firmeza moral”. Já o apresentador da obra, Jamisse Taimo, reforçou que o livro chega num momento oportuno, “é uma leitura que nos convida a regressar a valores que parecem desaparecer no ruído dos dias. O bispo Machado lembrava-nos sempre que um país só cresce quando o seu povo encontra espaço para conversar e reconciliar-se”.

A cerimónia contou igualmente com a presença do Presidente da República, Daniel Chapo, que recordou a convivência que manteve com o bispo e destacou o peso dos seus ensinamentos. “O bispo João Machado partilhou comigo palavras de grande sabedoria, conselhos que permanecem actuais para os desafios do Moçambique de hoje. Ele acreditava num país capaz de resolver diferenças com serenidade, justiça e inclusão”, afirmou o Chefe de Estado, sublinhando que o país precisa de resgatar “os valores da paz verdadeira, que se constrói com diálogo, respeito e solidariedade”.

A família de João Machado, visivelmente emocionada, sublinhou o carácter humano e dedicado do líder religioso. Tirza Mucambe, filha do bispo, afirmou que a obra “é um testemunho da fé e do amor que o meu pai tinha por Moçambique. Ele acreditava que a paz é uma construção colectiva e que cada pessoa, independentemente da sua condição, pode contribuir para esse processo”.

Ao longo da cerimónia, vários intervenientes destacaram que o livro chega num momento em que o país continua a enfrentar desafios sociais, económicos e de coesão nacional. Líderes religiosos lembraram que o pensamento do bispo João Machado pode servir de guia espiritual e cívico para reforçar a convivência pacífica.

A obra foi ainda apresentada como um contributo importante para o registo histórico da construção da paz em Moçambique, incluindo reflexões sobre o papel das igrejas e das comunidades religiosas no fortalecimento do tecido social.

Caminhos para a Busca da Paz em Moçambique foi apresentado não apenas como um livro, mas como um convite permanente à reflexão e ao compromisso com a paz duradoura que João Machado tanto defendeu. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Moçambique - Francisco Cabo lança livro sobre independência nacional e económica

Foi lançado em Maputo, esta terça-feira, o livro Eu e o Meu Sonho: Memórias de um Povo em Armas, da autoria de Francisco Cabo. A obra do veterano revisita o percurso da luta de libertação nacional e defende a necessidade de uma independência económica no país.


Com um tom reflexivo e patriótico, Francisco Cabo, no livro Eu e o Meu Sonho: Memórias de um Povo em Armas, narra o que viveu no processo da libertação nacional e hoje apela à independência económica, que na sua leitura é um grande desafio para o país.

Para o autor do livro, os momentos que são relatados no livro são mensagens de coragem, determinação e esperança. “A fase actual, que é uma fase de luta pela independência económica, também requer muito sacrifício. Por isso mesmo, essa determinação que os combatentes de 25 de Setembro tiveram deve ser fonte de inspiração para os mais jovens”, disse Francisco Cabo.

O veterano da luta de libertação afirma que os moçambicanos devem trabalhar para a paz efectiva no processo do Diálogo Nacional Inclusivo.

“É um momento em que nós temos de estar todos juntos, embora haja diferença em ideias, mas as ideias devem ser ouvidas, discutidas e no sentido de formar consenso. E é esse consenso que pode nos levar para levar avante o desenvolvimento do país”, assume Francisco Cabo.

O governo enalteceu o lançamento e encorajou outros veteranos a registar as suas experiências para preservar a memória colectiva e fortalecer a identidade nacional.

Os apreciadores da literatura que estiveram no local, falam de um livro que reacende a essência dos moçambicanos em nome do progresso e liberdade.

É o caso de Eduardo Zuber que considera que o livro é uma forma de entender a perspectiva do sonho numa fase em que o país precisa desenvolver-se.

“Trazer este livro numa vertente económica depois de 50 anos de independência, significa que a experiência da luta pela libertação nacional, do que ele passou, do que ele queria ser, o que está acontecendo hoje em dia. Eu acho que não haveria melhor testemunho do que escrever um livro e entendermos qual era a perspectiva do sonho numa fase em que o país precisa desenvolver-se e cada um fazer a sua parte para que a economia de Moçambique suba”, disse Eduardo Zuber.

Por seu turno, Joanica Sitoe assume que o livro vai trazer estímulo para a juventude sonhar com um país melhor. “Eu acho que, como jovem, o livro vai trazer muita coisa importante. Eu acho que a mensagem que vem no livro irá estimular o jovem a sonhar mais primeiro e a aprender mais sobre o seu país, sobre o seu povo. Eu acho que é o que o livro mais traz para os jovens”, assume Joanica Sitoe.

Após o lançamento desta obra, na Cidade de Maputo, Francisco Cabo promete mais livros, reafirmando o compromisso de manter viva a história e o espírito de união entre os moçambicanos. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 28 de outubro de 2025

CPLP - Debate reforço da cooperação em defesa

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) iniciou, nesta terça-feira, na Vila Ponta do Ouro, em Maputo, a XXII Reunião de Directores da Política de Defesa ou Equiparados, com o objectivo de reforçar a cooperação estratégica no domínio da defesa e preparar propostas a submeter à próxima reunião dos Ministros da Defesa da organização.


O encontro, que decorre até amanhã, junta representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, bem como o Secretariado Permanente para os Assuntos de Defesa e o Centro de Análise Estratégica da CPLP.

A delegação moçambicana é chefiada pelo Brigadeiro Anastácio Zaqueu Barassa, Director Nacional de Política de Defesa, acompanhado pelo Coronel Assane Cachimo, Oficial de Cooperação do Estado-Maior General, e pela Major Marta António Jorge Muando Licussa, Chefe do Departamento de Relações Multilaterais.

Na sua intervenção, o Brigadeiro Barassa referiu que o encontro decorre num contexto internacional desafiante, marcado pela instabilidade geopolítica, pelo terrorismo e pelas alterações climáticas. Estes factores, segundo afirmou, exigem maior coordenação estratégica entre os países da CPLP, tendo realçado a importância do reforço da cooperação multilateral para a consolidação da segurança colectiva e promoção da paz e do desenvolvimento sustentável.

A agenda de trabalhos inclui a análise do ponto de situação da 3.ª Reunião dos Serviços de Informações Militares, da implementação do Plano de Acção 1325 sobre a Agenda “Mulheres, Paz e Segurança”, do balanço das formações realizadas no Colégio de Defesa e no Curso CIMIC, bem como a apreciação da proposta de revisão dos estatutos e do regimento do Centro de Análise Estratégica da CPLP.

Consta igualmente da agenda a calendarização das actividades conjuntas para 2026, com destaque para o Exercício FELINO, considerado um dos principais marcos da cooperação multilateral entre as Forças Armadas dos países de língua portuguesa. In “O País” - Moçambique


Moçambique - Lançamento do livro “Escadaria de Cadáveres”, de Albert Dalela

O Camões – Centro Cultural Português acolherá no dia 31 de outubro, às 17h30, o lançamento do livro Escadaria de Cadáveres, de Albert Dalela, sob chancela da Editora Fundza. A obra será apresentada por Conceição Siveia e comentada por Lucas Alves Costa.


Sinopse

Escadaria de cadáveres narra a história de um detective, ex-polícia, que perdeu o seu emprego na corporação devido a um escândalo de corrupção. Mais tarde, é recrutado para trabalhar numa Agência de Detectives Discretos, na qual se encarrega de esclarecer dois casos criminais complexos, um conhecido como "A Morte das trigémeas" e o outro como "Palhaço Assassino".

Na nova tarefa, o ex-polícia revela-se muito competente, graças à sua astúcia e experiência em lidar com crimes. Por exemplo, o profissional, antes de se pôr a investigar um caso, tenta conhecer as pessoas que o contratam para desvendar o imbróglio, porque alguns personagens têm a coragem de se fazer passar por vítimas, quando são os legítimos perpetradores do crime. In “Camões – Centro Cultural Português” - Moçambique