Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Moçambique - Universidade Pedagógica de Maputo garante que modernização do sistema académico não vai prejudicar estudantes

A Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) assegura que o processo de modernização do seu Sistema Integrado de Gestão Universitária não vai trazer prejuízos aos estudantes, apesar dos constrangimentos registados nos últimos dias no acesso às notas, à situação financeira e aos pedidos de declarações académicas. A garantia foi dada pelo Diretor do Registo Académico da instituição, Célio Sengo, durante uma entrevista concedida à STV, na sequência do crescente descontentamento manifestado pela classe académica.


A intervenção do responsável surge num momento em que vários estudantes, sobretudo do regime pós-laboral, relataram dificuldades no acesso à plataforma digital da universidade, situação que gerou dúvidas, reclamações nas redes sociais e receios quanto a uma eventual perda de dados académicos. Segundo Célio Sengo, os problemas estão associados ao processo de migração de dados do sistema antigo para uma nova plataforma tecnológica, concebida para responder às atuais exigências da instituição.

“Estamos a migrar os dados do sistema antigo para um novo sistema, mais moderno e ajustado à realidade atual da universidade. Isso não significa perda de informação nem prejuízo para os estudantes”, afirmou, esclarecendo que a atualização resulta da evolução institucional, da introdução de novos planos curriculares e da necessidade de alinhar o sistema académico ao plano estratégico da UP-Maputo.

O diretor reconheceu que a transição gerou dificuldades pontuais, sobretudo no acesso inicial ao novo sistema, que passou a exigir regras mais rigorosas de segurança, como a criação obrigatória de senhas fortes. “Alguns estudantes tiveram dificuldades nesse processo, outros não conseguiam visualizar de imediato a situação financeira, mas são situações que já estamos a resolver”, explicou.

Para minimizar os impactos, a universidade optou por manter, em simultâneo, o sistema antigo e o novo, permitindo que os estudantes continuem a aceder aos serviços académicos sem interrupções. “O sistema anterior continua ativo. Quem tiver dificuldades no novo pode recorrer ao antigo sem qualquer problema”, garantiu Célio Sengo, sublinhando que a migração está a ser feita de forma gradual e acompanhada pelo feedback dos utilizadores.

O responsável atribui parte do alarme gerado nos últimos dias ao facto de muitos estudantes terem acedido diretamente à nova plataforma, sem perceberem que o sistema antigo permanecia operacional. Ainda assim, considera legítimas as preocupações. “É normal que haja receios quando se introduz um novo sistema. Essas preocupações ajudam-nos a identificar falhas e a melhorar”, disse.

Uma das questões mais sensíveis abordadas na entrevista prende-se com a situação dos estudantes que estão afastados da universidade há vários anos ou que concluíram as cadeiras, mas ainda não defenderam os seus trabalhos finais. Questionado sobre este grupo, o diretor foi taxativo ao afastar qualquer risco de perda de notas ou do histórico académico. “Todos os dados estão salvaguardados. Migração significa transportar toda a informação do sistema antigo para o novo, incluindo estudantes antigos”, assegurou.

Célio Sengo explicou ainda que, mesmo após a desativação definitiva do sistema antigo, este continuará acessível internamente para consultas específicas, reforçando que a integridade dos dados académicos está garantida. O maior risco, segundo referiu, não está ligado ao sistema, mas ao cumprimento dos prazos regulamentares de duração dos cursos, situação que pode obrigar alguns estudantes a solicitar a reintegração.

Quanto ao calendário, a UP-Maputo não avança com uma data exata para a conclusão do processo, mas aponta o presente semestre como período de transição, com a expectativa de iniciar o segundo semestre já com o novo sistema plenamente funcional. “Tudo vai depender do volume de reclamações e sugestões que formos recebendo. Os estudantes é que orientam este processo”, afirmou.

Relativamente às inscrições, o Diretor do Registo Académico anunciou que os estudantes internos deverão iniciar o processo na segunda semana de fevereiro, em data a ser comunicada oficialmente. Já os novos ingressos deverão inscrever-se a partir de março, após a divulgação dos resultados dos exames de admissão, estando ainda em análise a plataforma que será utilizada.

Com estes esclarecimentos, a Universidade Pedagógica de Maputo procura acalmar os ânimos e reafirmar que a transição tecnológica, apesar dos percalços iniciais, está a ser conduzida com salvaguarda dos direitos e do percurso académico dos estudantes. Laves Macatane – Moçambique in “O País”


quarta-feira, 7 de maio de 2025

Moçambique - Antonieta Matsinhe vence Prémio Eloquência Camões

O Centro Cultural Português, a Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da UP-Maputo e o Centro de Língua Portuguesa – Camões, instalado naquela universidade, comemoraram o Dia Mundial da Língua Portuguesa através da realização da Grande Final da 22.ª edição do Prémio Eloquência Camões.



De acordo com uma nota de imprensa, o júri, composto pela actriz Ana Magaia, pela professora universitária Paula Cruz e por José António Marques, Leitor do Camões, ICL, na UP-Maputo, avaliou as habilidades oratórias dos 10 concorrentes finalistas, tendo concedido o primeiro lugar a Antonieta Matsinhe, o segundo lugar a Leonel Maísse e o terceiro lugar a Dionísia Munguambe, estudantes do Curso de Licenciatura em Ensino de Português da UP-Maputo. Foi ainda agraciado com uma Menção Honrosa o estudante do Curso de Literatura Moçambicana na Universidade Eduardo Mondlane, Deus Taímo.

Os dez finalistas, além de terem beneficiado de um curso de formação na arte da expressão oral, ministrado pela actriz Ana Magaia, receberam também um pacote de livros oferecido pela Plural Editores. O Camões – Centro Cultural Português em Maputo atribuiu, ainda, prémios pecuniários aos três primeiros classificados.

Criado em 2002, o Prémio Eloquência Camões pretende motivar os estudantes para a importância da oralidade em português no mercado de trabalho, em áreas tão variadas como a comunicação social, a docência, a publicidade, o teatro, o cinema, entre outras. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 23 de abril de 2025

Brasil - Universidade de Pernambuco amplia parcerias com universidades de Moçambique

Uma comitiva da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) realiza, até o próximo dia 26, missão oficial a Moçambique com o objetivo de ampliar parcerias institucionais e fortalecer os vínculos de cooperação acadêmica entre os dois países. No total, serão assinados nove convênios específicos com diversas faculdades da Universidade Pedagógica de Maputo e um convênio para realização de um Mestrado Interinstitucional (Minter) com a Universidade Save, na província de Inhambane.

Integram a comitiva a pró-reitora de Pós-Graduação, Carol Gois Leandro, que lidera a delegação; a diretora de Relações Internacionais, Cristiane Costa; e o professor Arnaldo Carneiro, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil. A missão teve início no último dia 21.

A programação da missão oficial inclui encontros com autoridades moçambicanas, como a ministra da Educação e Cultura, Samaria dos Anjos Tovela e o ministro da Saúde, Ussene Hilário Isse, além de reunião diplomática com o secretário de Estado para Ciência e Tecnologia.

A visita prevê ainda a assinatura de Acordo de Cooperação com a Universidade Pedagógica de Maputo, na presença da diretora de cooperação Sarita Henriksen e de todos os diretores das faculdades da instituição. As atividades contam com o apoio e acolhimento do embaixador do Brasil em Moçambique, Ademar Seabra.

A agenda contempla visitas técnicas às diversas faculdades da Universidade Pedagógica e uma viagem à Universidade Save (UniSave), na província de Inhambane, para reunião com a reitora e troca de acordos firmados.

Entre os destaques, está a aula inaugural do convênio entre a Faculdade de Engenharia Civil da UP e o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da UFPE, ministrada pelo professor Arnaldo Carneiro, consolidando a cooperação em ensino e pesquisa na área de Engenharias. In “Mundo Lusíada” - Brasil 


quarta-feira, 9 de abril de 2025

Moçambique - Armando Nhantumbo lança livro sobre o conflito em Cabo Delgado

Aconteceu hoje, 09 de abril, na Biblioteca Central da Universidade Pedagógica de Maputo o lançamento do livro A Guerra em Cabo Delgado, da autoria do jornalista e investigador Armando Nhantumbo. A obra propõe uma leitura crítica e fundamentada sobre o conflito armado que assola a província de Cabo Delgado desde 2017.



Com base em apuração no terreno e numa análise multidimensional, Nhantumbo procura recuperar o “relato negado” sobre a insurreição que atingiu praticamente toda a província, à exceção da capital, Pemba. Mais do que um registo testemunhal, o livro constitui uma investigação sobre os contornos sociais, políticos e económicos de uma guerra que redesenhou profundamente o Norte de Moçambique.

A sessão de apresentação contou com a intervenção do jornalista Jeremias Langa, responsável pela apresentação da obra, e os comentários do sociólogo João Feijó e do comunicador Erneste Saul (MC), que trouxeram diferentes leituras sobre o conteúdo e a relevância do livro no debate público nacional.

Promovido pela Ethale Publishing, o evento foi uma oportunidade para discutir um dos episódios mais marcantes da história recente do país, a partir de uma perspectiva informada e comprometida com a verdade factual. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Moçambique - Centros de Língua Portuguesa realizam Olimpíadas Camonianas na cidade de Maputo

No âmbito das celebrações do quinto Centenário do Nascimento de Camões, os Centros de Língua Portuguesa – Camões, instalados na Universidade Pedagógica de Maputo e na Universidade Eduardo Mondlane realizam, sábado, entre as 9h00 e as 10h30, as Olimpíadas Camonianas.


A actividade consiste na realização de uma prova online composta por questões que testam o conhecimento dos concorrentes sobre a vida e a obra de Luís de Camões.

Através da realização das Olimpíadas Camonianas, pretende-se incentivar o conhecimento sobre a vida de Luís de Camões, promover uma postura reflexiva sobre a obra e o legado literário do escritor e desenvolver o gosto pela literatura e pelos estudos literários.

A participação nas Olimpíadas Camonianas está aberta aos estudantes moçambicanos de todos os níveis de ensino, através de uma ligação de acesso à prova disponibilizada pela organização.

Os vencedores receberão prémios monetários e em material bibliográfico num valor total de 18.000,00 meticais, distribuídos pelos primeiros três classificados. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 10 de outubro de 2023

Moçambique - Marcelo Panguana retrata guerra colonial em livro

Na última sexta-feira, na Universidade Pedagógica de Maputo, Marcelo Panguana lançou o seu mais recente romance. Intitulado A hora maconde, o livro foi apresentado por Nelson Saúte.


Para o escritor e editor Nelson Saúte, pela primeira vez, um escritor preto escreve um romance de fôlego, narrando a história, do lado do exército colonial português em Moçambique, que também teve soldados pretos. Logo, A hora maconde, de Marcelo Panguana, “É, por conseguinte, a história da guerra colonial em oposição à luta de libertação nacional”.

De acordo com Nelson Saúte, a história retratada em A hora maconde, por um escritor negro, é algo inédito em Moçambique. No entanto, além disso, a solidão, a loucura e a morte são o esteio literário de A hora maconde, que consagra os anti-heróis de um tempo e de uma memória.

Referindo-se ao seu novo romance, o escritor recentemente laureado com o Prémio de Literatura José Craveirinha confirmou que se trata de um exercício de memória em relação aos acontecimentos que foi protagonista durante a guerra de libertação nacional. Estando do lado do exército colonial português, Marcelo Panguana disse que teve a possibilidade de observar imensos fenómenos, que muitas vezes escapam aos moçambicanos, quando se fala da luta armada de libertação nacional.

Recuando meio século, Marcelo Panguana, portanto, recupera episódios que considera importantes para a actualidade e para a compreensão da História de Moçambique, fazendo da ficção narrativa uma possibilidade de dar sentido à realidade.

Na cerimónia de lançamento do livro A hora maconde, na Universidade Pedagógica de Maputo, houve espaço para as actuações musicais de Stewart Sukuma e de Mingas.

O romance A hora maconde, de Marcelo Panguana, foi editado pela Alcance Editores. José dos Remédios – Moçambique in “O País”


sexta-feira, 21 de julho de 2023

Moçambique - Editorial Fundza lança Boleia à chave da felicidade de Roberto Savanguanni

Boleia à chave da felicidade, da autoria de Roberto Savanguanni, é o título do mais recente livro da Editorial Fundza, lançado esta sexta-feira, na Biblioteca Central da Universidade Pedagógica de Maputo (Museu).

Com aproximadamente duzentas páginas, o livro de Roberto Savanguanni é constituído por sete capítulos, designadamente: Apresentação; O despertar da iluminação do sonho; A esperança alimenta o sonho; A persistência cria ideias; Relatórios especiais; Resumo relatórios 16: os três diamantes; e Resumo do relatório: conclusivo.

Conforme sugerem os capítulos, trata-se de um livro que, não obstante o seu carácter literário, pretende ser um exercício motivacional, capaz de apoiar o leitor rumo a uma postura positiva em relação aos eventos diários e à vida em sociedade. Por isso mesmo, na Boleia à chave da felicidade, o amor é um belo complexo que se constrói no solo insubstituível do próximo.

No livro de Roberto Savanguani, é com o amor que a vida se torna útil para nós e para o outro, pois nos protege da erosão do coração e da mente. Tal fundamento proporciona condições mais do que suficientes para a edificação do bem-comum ao nível individual e social.

Roberto Savanguanni, pseudónimo de Roberto Armando Savanguane, nasceu a 06 de Dezembro, em Maputo. É escritor, poeta, empreendedor e estilista moçambicano. Estudou Gestão de Transportes. Foi actor de teatro e gestor. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 12 de maio de 2023

O Português de Moçambique no Mundo da Lusofonia

O dia 5 de Maio foi oficializado em 2009, com o propósito de promover o sentido de comunidade e de pluralismo dos falantes do português na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Desde então, esta data celebra este idioma como parte da identidade de todos estes países e povos. Num dia comemorativo tão especial como o de hoje, gostaria de fazer uma menção especial a dois feitos extremamente marcantes.

O primeiro, de efeito extraordinário, é o da premiação da escritora moçambicana Paulina Chiziane, a vencedora do Prémio Camões 2021, escolha unânime anunciada no dia 20 de Outubro de 2021 e que só hoje, dia 5 de Maio de 2023, finalmente, chegou às mãos da legítima dona. Este prémio reconhece a vasta produção e recepção crítica da Paulina Chiziane, como também o reconhecimento académico e institucional da sua obra, sobretudo a importância que dedica nos seus livros aos problemas da mulher moçambicana e africana.

Esta escritora, a primeira mulher a publicar um romance em Moçambique, tem desenvolvido uma relação muito próxima com a UP-Maputo, a quem já atribuímos, num passado muito recente, um título Honoris Causa e que tem tido presença regular nos eventos científicos e culturais organizados pela nossa universidade. A Paulina Chiziane escreve em português, língua que aprendeu a falar na escola de uma missão católica como muitos outros moçambicanos da sua geração o faziam pela primeira vez. Ela é, indubitavelmente, a prova viva de que, mesmo sendo de origem humilde e sem nenhum arcaboiço linguístico de berço, é possível fazer grandes coisas e chegar a tão destacado reconhecimento no espaço lusófono global.  Hoje celebramos, mais uma vez, este feito que projecta e faz brilhar todo o nosso país e o nosso povo na arena internacional.

O segundo feito, não menos importante e também de efeito extraordinário, é o da Ludmila Bata, estudante do 2° ano do curso de Jornalismo, ministrado pela Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes (FCLCA) da UP-Maputo, que foi declarada vencedora do Prémio Eloquência Camões do ano 2023. Esta vitória tem um sabor especial para a UP-Maputo, especialmente se se tomar em consideração que a Ludmila Bata, nossa estudante, destacou-se num universo extremamente competitivo de 49 estudantes pertencentes a 6 universidades nacionais. É importante frisar que o Prémio Eloquência Camões, organizado, em parceria, pelo Camões – Centro Cultural Português em Maputo e pelo Camões – Centro de Língua Portuguesa em Maputo, pretende ser uma alavanca institucional para a descoberta de novos talentos na redacção e na oralidade em língua portuguesa.

A Ludmila Bata demonstrou, com a sua vitória, que é possível fazer história, ainda em tenra idade e sendo também mulher, como a Paulina Chiziane. Num dia especial como o de hoje celebramos, também, este feito que projecta e faz brilhar os nossos estudantes e a nossa comunidade universitária na arena nacional.

Destacar estes feitos, num dia que exaltamos a língua portuguesa, como nosso património cultural e histórico, faz a nossa celebração mais especial e simbólica. Aliás, tornou-se uma tradição – uma boa tradição, diga-se! – que nos juntemos na UP-Maputo, no dia 5 de Maio de cada ano, para comemorar o dia Mundial da Língua Portuguesa e, igualmente, para celebrar a amizade entre os povos que partilham esta língua.

A língua portuguesa é uma das mais ricas e influentes línguas do mundo e, como Reitor desta universidade, tenho orgulho em fazer parte de uma comunidade académica que valoriza e celebra a sua riqueza e diversidade. Nestas salas e corredores revisitamos a língua portuguesa como factor de unidade nacional.

A língua portuguesa é uma língua viva, dinâmica e em premente transformação, falada por mais de 265 milhões de pessoas em todo o mundo. É a língua oficial de 9 (nove) países e de organizações como a CPLP, a SADC, a União Europeia, o Mercosul e a Organização dos Estados Ibero-americanos.

Mas, a língua portuguesa é muito mais do que uma língua falada ou escrita. É um património cultural e histórico que representa a rica herança e a diversidade das sociedades e culturas que a falam, cantam, dançam, escrevem e declamam poesia. Na essência, em português se comunicam. É, por isso, necessário que olhemos para a língua portuguesa sem preconceitos. Que assumamos esta língua como nossa! Nenhum angolano, cabo-verdiano, português ou brasileiro fala a língua portuguesa como nós. O nosso português moçambicano é único. Nós, moçambicanos, soubemos tornar o português numa língua melodiosa, poética e sensual. Neste momento, a língua portuguesa não pode ser mais vista como a língua do outro. O outro não consegue falar um português tão belo como o nosso!

Neste simpósio, debatemos a especificidade do Português de Moçambique na diversidade da língua portuguesa. Temos, hoje, a oportunidade de conhecer melhor a língua em que nos comunicamos diariamente e de compreender o contributo de Moçambique para a afirmação da língua portuguesa no Mundo, mas, não menos importante, temos também uma oportunidade para perceber de que modo o Português de Moçambique pode contribuir para o nosso desenvolvimento individual e colectivo. Jorge Ferrão – Moçambique

Discurso em torno da celebração do 5 de Maio, dia da língua portuguesa, por ocasião da realização do Simpósio “O Português de Moçambique no Pluricentrismo da Língua Portuguesa”, na Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo)

 

terça-feira, 7 de março de 2023

Moçambique - Camões e UP-Maputo promovem 20ª Edição do Prémio Eloquência

O Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o Centro de Língua Portuguesa na Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) e a Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da UP-Maputo promovem, entre os dias 06 de março e 21 de abril de 2023, a 20.ª Edição do Prémio Eloquência Camões.


Dando continuidade ao modelo seguido nas edições anteriores, o Prémio Eloquência Camões 2023 desenvolver-se-á em três momentos. Numa primeira fase, que decorrerá entre os dias 06 e 31 deste mês, serão aceites e seleccionados os melhores textos argumentativos/discursos produzidos por estudantes universitários inscritos em cursos de licenciatura. Numa segunda fase, que decorrerá entre os dias 17 e 20 de Abril, os autores dos 10 melhores textos participarão numa Oficina de Oralidade dinamizada pela actriz Ana Magaia. No dia 21 de Abril, realizar-se-á, no Centro Cultural Português em Maputo, a grande Final do Prémio Eloquência Camões, onde serão apurados os discursos vencedores.

Os estudantes universitários que não tenham participado nas edições anteriores poderão concorrer através da apresentação de discursos que não ultrapassem as 400 palavras e subordinados a temas como (i) a igualdade de géneros, (ii) o saneamento do meio e a preservação do ambiente, (iii) as redes sociais, as tecnologias e o seu papel na educação dos jovens e (iv) o contributo dos jovens para o desenvolvimento de Moçambique e para o bem-estar social.

Os vencedores do Prémio Eloquência Camões 2023 receberão, para além da formação em técnica oratória ministrada pela actriz Ana Magaia, prémios monetários e material didático.

Este Prémio conta com o apoio da Plural Editores Moçambique. In “O País” - Moçambique