Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Macau - Universidade de São José e Timor-Leste assinam acordo sobre desenvolvimento de capital humano

O desenvolvimento de capital humano motivou um acordo de cooperação entre a Universidade de São José e o Governo de Timor-Leste. A ideia é fortalecer a colaboração entre as duas partes através “da educação, capacitação e formação profissional de quadros timorenses”


A Universidade de São José (USJ) assinou um acordo de cooperação com Timor-Leste, focado no desenvolvimento de capital humano. “O protocolo visa fortalecer a colaboração entre as duas partes, nomeadamente através da educação, capacitação e formação profissional de quadros timorenses”, indica a instituição de ensino superior em comunicado.

A delegação timorense de alto nível foi chefiada pelo Ministro do Planeamento e Investimento Estratégico, Gastão Francisco de Sousa, que veio acompanhado, entre outros, pelo vice-ministro das Obras Públicas, Júlio do Carmo, pelo conselheiro principal do Ministro, Tomas Pinto, e pelo director executivo do Fundo de Desenvolvimento de Capital Humano (FDCH), Júlio Aparício.

Da parte da USJ estiveram presentes, entre outros, o reitor em exercício, Alejandro Salcedo, o vice-reitor para a Investigação Académica e Inovação, Alexandre Lobo, o vice-reitor para os Assuntos Externos e Desenvolvimento Institucional, Zhang Shuguang, e o director da Faculdade de Ciências da Saúde e Ambientais, Jacky Ho.

Na sessão de abertura da cerimónia, Alejandro Salcedo reafirmou o compromisso da USJ em contribuir para o desenvolvimento de longo prazo de Timor-Leste. Sublinhou igualmente “a relação histórica entre Macau e Timor-Leste” e garantiu que “a universidade está disponível para uma colaboração sustentada e significativa com o Governo timorense”.

Gastão de Sousa, por seu turno, agradeceu à equipa da USJ pelo empenho e coordenação, apontando que o acordo “representa uma missão importante para o Governo de Timor-Leste”. Afirmando que investir no futuro do país passa pelo desenvolvimento de capital humano, o governante timorense explicou que, através do FDCH, o Governo vai “trabalhar em estreita colaboração com a USJ para preparar profissionais qualificados que possam contribuir activamente para o desenvolvimento sustentado da nação”.

Na ocasião, Jacky Ho afirmou sentir-se honrado por trabalhar com o FDCH, especialmente nas áreas dos cuidados sociais e de saúde. Disse também que todas as comunidades herdam um legado dos antepassados e o transportam para o futuro, considerando “entusiasmante” ver esta cooperação tornar-se realidade. Expressou igualmente confiança de que “a vasta experiência da USJ poderá criar um diálogo sólido com o Governo timorense na preparação de um futuro mais promissor”.

Com o Ministro Gastão de Sousa como testemunha, o vice-reitor Alexandre Lobo e o director executivo do FDCH, Júlio Aparício, assinaram o acordo, tendo a cerimónia terminado com uma troca de lembranças.

A USJ refere que esta cooperação se insere no compromisso mais amplo de desenvolver parcerias práticas e de impacto com os países de língua portuguesa. “Está também alinhada com a política de Pequim de reforçar os laços com a lusofonia, reconhecendo o papel de Macau como plataforma de ligação entre a China e o mundo de língua portuguesa”, acrescenta. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


Macau - Era dos Descobrimentos evocada no Teatro D. Pedro V

O Teatro D. Pedro V poderá sofrer “actualizações” por forma a receber espectáculos focados no “encontro de civilizações durante a Era dos Descobrimentos”, adiantou a Secretária O Lam


O Governo da RAEM planeia proceder a “actualizações” no Teatro D. Pedro V, edifício incluído na lista do Património Mundial da UNESCO, para realizar espectáculos de palco imersivos subordinados ao tema “encontro de civilizações durante a Era dos Descobrimentos”, revelou ontem a Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura. Segundo O Lam, com esta iniciativa as autoridades pretendem recriar o intercâmbio e a aprendizagem mútua entre as civilizações oriental e ocidental, e “contar bem” a história da China.

Construído em 1860, o D. Pedro V foi o primeiro teatro de estilo ocidental da China, acolhendo inúmeros espectáculos de ópera, música e dança. Para além da sala de espectáculos, possuía um salão de baile, uma sala de leitura e uma sala de bilhar, sendo um importante ponto de encontro da comunidade portuguesa. Também era utilizado para a exibição de filmes, sendo conhecido em chinês como o “Cinema Macau”, segundo o Instituto Cultural.

De acordo com o “Ou Mun Tin Toi”, no segundo dia de uma actividade de entrevistas com duração de quatro dias sobre “as oportunidades em Macau”, organizada pelo Departamento de Publicidade do Comité Central do Partido Comunista da China, O Lam destacou ainda que Macau possui uma base cultural marcada pela fusão multicultural, pelo que é preciso tomar a construção de “Uma Base” como ponto de foco para desenvolver um bom trabalho no domínio do desenvolvimento cultural de Macau.

Além do Teatro D. Pedro V, a delegação, composta por mais de 40 jornalistas de meios de comunicação social do Governo Central, de Guangdong, de Hong Kong e Macau, e uma dezena de criadores de conteúdos das duas RAE, visitou também as Ruínas de São Paulo e a Biblioteca Sir Robert Ho Tung.

Por outro lado, a Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura reiterou que o Governo está empenhado em promover a construção da “Cidade Universitária de Educação Internacional” em Hengqin, projecto que consiste em três fases. Segundo indicou a governante, a primeira fase do projecto entrará em funcionamento em meados de Agosto deste ano, com um total de 1300 alunos de mestrado de três universidades públicas de Macau a terem aulas nesse complexo do ensino superior.

Paralelamente, está em curso a construção da segunda fase do projecto, que estará concluída em 2030, sendo que o número total de estudantes deverá aumentar gradualmente para 20 mil. In “Jornal Tribuna de Macau” - Portugal


França – Cidade de Estrasburgo recebe projeto Saveurs du Portugal

Estrasburgo recebe, nos dias 29 e 30 de junho, a segunda etapa do Saveurs du Portugal, projeto que junta a Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (NERBE/AEBAL) e a Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL) no objetivo de trazer para o coração da Europa o melhor da gastronomia de cada uma destas regiões


A cidade francesa de Estrasburgo será palco de dois dias dedicados à promoção, degustação e valorização dos produtos das regiões do Alto Minho e do Baixo Alentejo nas tardes dos dias 29 e 30 de junho em locais a anunciar. A participação faz-se por convite. Porém, se trabalha na área da distribuição de produtos portugueses, entre em contacto connosco através do e-mail saveurs@bomdia.eu para que possamos enviar-lhe um convite.

À semelhança da primeira mostra, que teve lugar no Luxemburgo, o programa volta a incluir uma ação de ‘show-cooking’ dirigida a profissionais do setor da restauração e distribuição, bem como momentos de contacto direto entre produtores portugueses e compradores em França, reforçando a estratégia de internacionalização das empresas envolvidas.

O objetivo mantém-se claro: consolidar a presença de produtos portugueses em mercados externos qualificados e reforçar a ligação da diáspora às suas raízes gastronómicas, através de experiências sensoriais, eventos e iniciativas de promoção da gastronomia contemporânea portuguesa.

De acordo com os promotores, “este projeto dá acesso a mercados externos qualificados, visibilidade junto da diáspora portuguesa, participação em eventos e ações de promoção e contacto com chefs, compradores e distribuidores”.

A edição inaugural, realizada em fevereiro no Luxemburgo, reuniu profissionais da restauração e hotelaria num programa de dois dias centrado na promoção B2B, com especial destaque para mostras de produtos, sessões de degustação, “workshops” e momentos de “networking” entre empresários.

O primeiro dia decorreu no restaurante Piri Piri, do Manso Group, onde foram apresentados produtos endógenos do Alto Minho e do Baixo Alentejo, num contexto de degustação e promoção junto de decisores do setor. O espaço acolheu ainda um jantar temático assinado pelo chef da casa, Pedro Matos.

No segundo dia, a comitiva visitou uma superfície comercial dedicada a produtos portugueses, reforçando a ligação ao retalho local. O programa terminou com um momento institucional na residência oficial do Embaixador de Portugal no Luxemburgo, num encontro que reuniu empresários e convidados num ambiente de ‘networking’ empresarial.

O Saveurs du Portugal representa um esforço conjunto para unir qualidade, tradição e inovação, elevando a notoriedade da gastronomia portuguesa na Europa e fortalecendo os laços entre as comunidades portuguesas e as suas raízes.

O Saveurs du Portugal é uma iniciativa apoiada pelo COMPETE 2030, pelo Portugal 2030 e pela União Europeia. A coordenação está a cargo da CH Consulting, com o apoio do Bom Dia. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Áustria - Lídia Jorge vence prémio estatal

A escritora portuguesa Lídia Jorge foi distinguida com o Prémio Estatal Austríaco de Literatura Europeia deste ano, pelo conjunto da sua obra, anunciou o Ministério da Cultura daquele país


O prémio, no valor de 25 mil euros, vai ser entregue à escritora no dia 27 de julho, numa cerimónia inserida no Festival de Salzburgo.

“Lídia Jorge é uma das escritoras mais destacadas da literatura europeia contemporânea; a sua obra é tão versátil e ramificada quanto significativos e omnipresentes são os seus temas”, disse, citado no comunicado do Ministério da Cultura, o ministro Andreas Babler. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo





terça-feira, 16 de junho de 2026

Macau – Inteligência Artificial está a gerar “transformação profunda” em universidades lusófonas

A presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) afirmou em Macau que as instituições de ensino superior lusófonas enfrentam “uma época de transformação profunda”, marcada pela inteligência artificial (IA) e pela digitalização.


“A inteligência artificial está a alterar a forma como produzimos, partilhamos e utilizamos o conhecimento, e a transformação digital redefine os processos de ensino, aprendizagem e investigação”, disse Astrigilda Silveira, na abertura do 35.º Encontro da AULP organizado no território.

Este encontro junta 36 reitores e presidentes de instituições de ensino superior dos Países de Língua Portuguesa (PLP) até amanhã, e coincide com o IV Fórum de Reitores da China, Macau e Países de Língua Portuguesa.

Sobre outro assunto, Silveira alertou também que as “alterações climáticas desafiam particularmente os pequenos Estados insulares, as regiões costeiras e as comunidades mais vulneráveis”, sublinhando que as universidades devem assumir-se como “líderes e promotoras da mudança”, formando profissionais “altamente qualificados e cidadãos comprometidos” com o desenvolvimento sustentável.

“Nenhuma universidade, por mais forte que seja, conseguirá responder sozinha aos grandes desafios globais. Precisamos da ciência colaborativa, da rede de investigação, de partilhar infra-estruturas, conhecimentos e talentos”, frisou a também reitora da Universidade de Cabo Verde.

A responsável destacou que os programas de mobilidade, as parcerias internacionais e os projectos de investigação colaborativa já demonstraram o valor acrescentado da associação, mas advertiu que os próximos anos exigem “mais ambição”.

Entre as prioridades, apontou o reforço da colaboração científica entre os membros, a internacionalização da produção científica em língua portuguesa, a aceleração da transformação digital e da transição energética, bem como a criação de mais oportunidades para estudantes e investigadores.

“A nossa língua é um património comum, mas é também um activo estratégico, um instrumento de aproximação e uma plataforma para a construção de soluções globais a partir de realidades diversas”, afirmou, defendendo que o português deve continuar a afirmar-se como “língua da ciência, inovação e conhecimento”.

Apelou a que o “espírito de cooperação que caracteriza Macau” inspire os trabalhos e decisões da comunidade académica lusófona.

“Que daqui surjam novas ideias, novos projectos, novas parcerias e uma renovada ambição para os 40 anos da nossa Associação”, concluiu.

O evento contou também com a presença do ministro da Educação, Ciência e Inovação de Portugal, Fernando Alexandre, que revelou que o modelo de linguagem de IA em português Amália será apresentado “este mês”.

Este ano, o Ministério da Reforma do Estado classificou o modelo de IA como “estratégico para Portugal”, anunciando que seria “orientado para o desenvolvimento de novos casos de uso, incluindo no sistema educativo, para apoiar alunos e professores com ferramentas adaptadas ao contexto português”. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


Lusofonia - Modelo de linguagem de Inteligência Artificial Amália apresentado “este mês”

O ministro da Educação, Ciência e Inovação de Portugal, Fernando Alexandre, anunciou que o modelo de linguagem de Inteligência Artificial (IA) em português Amália será apresentado “este mês”.


“É um projecto com dois anos [e representa] um investimento de mais de 5 milhões de euros por parte do Estado português, com apoio do PRR. O projecto vai ser apresentado até ao final do mês e tem tido resultados muito positivos”, indicou o governante em declarações à Lusa em Macau.

O representante português esteve presente em Macau na inauguração do 35.º Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), que junta 36 reitores e presidentes de instituições de ensino superior dos Países de Língua Portuguesa (PLP).

O Amália – Assistente Multimodal Automático de Linguagem com Inteligência Artificial faz parte da Agenda Nacional de IA, e foi desenvolvido por uma equipa composta pela Universidade Nova de Lisboa, Instituto Superior Técnico, Universidade de Coimbra, Universidade do Porto, Universidade do Minho e a Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Segundo o ministro, o objectivo do projecto era oferecer “maior rigor em toda a dimensão da língua e cultura portuguesa”, com a ambição de ser “usado e melhorado por todos os países da lusofonia”.

“É o objectivo mais ambicioso, ter um modelo de linguagem em grande escala em língua portuguesa, que preserva especificidades linguísticas, aspectos culturais e contextuais do português de Portugal e das suas variantes, algo que os modelos de IA em língua inglesa ou chinesa muitas vezes não têm, por não terem acesso aos mesmos dados”, apontou Alexandre.

Este ano, o Ministério da Reforma do Estado classificou o modelo de IA como “estratégico para Portugal”, anunciando que seria “orientado para o desenvolvimento de novos casos de uso, incluindo no sistema educativo, para apoiar alunos e professores com ferramentas adaptadas ao contexto português”.

O processo de criação do Amália começou com a recolha e processamento de dados em português europeu em larga escala, os quais foram filtrados com base na sua relevância e qualidade linguística, e com conhecimento recolhido até 2023.

Uma versão de teste do primeiro modelo de linguagem português foi concluída na primeira metade de 2025, e a versão final será agora apresentada este mês.

“O Amália será um modelo aberto e gostaríamos de o promover em todo o espaço lusófono, bem como envolver outras instituições no seu aperfeiçoamento”, destacou o ministro.

Para levar a cabo o treino dos modelos, foi utilizada infra-estrutura computacional em grande escala, através de supercomputadores ibéricos, como o espanhol Mare Nostrum 5, o português Deucalion, e europeus, através da rede EuroHPC.

Segundo um relatório técnico da equipa de investigação e desenvolvimento a que Lusa teve acesso, o modelo teve o melhor desempenho em português europeu face a outros modelos de linguagem IA.

A Agenda Nacional de Inteligência Artificial aprovada pelo Governo português este ano terá um investimento acima dos 400 milhões de euros até 2030, maioritariamente com fundos euros. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


Angola - Evento “Pintar Camões” reforça intercâmbio cultural com Portugal

No âmbito das comemorações do mês de Portugal, o Camões – Centro Cultural Português vai acolher, nesta Quarta-feira, 17 do corrente mês, a actividade artística denominada “Pintar Camões”, uma jornada criativa dedicada aos amantes das artes visuais e plásticas, com a finalidade de reforçar o intercâmbio entre Angola e Portugal no domínio das artes e da cultura


O evento marcado para as 17:00 tem como principal objectivo incentivar a criação artística entre os participantes, promover a valorização da língua portuguesa, bem como dar importância a expressões artísticas no contexto educativo.

“A finalidade do evento é transmitir a ideia de que a educação e a cultura caminham de mãos dadas, expondo que a arte é uma poderosa ferramenta de aprendizagem, de desenvolvimento pessoal e de promoção à cidadania”, disse Ana Saldanha, organizadora do evento.

A fonte avançou que o evento, que faz menção ao Programa “Saber Mais”, desenvolvido pelos professores e alunos do Complexo das Escolas de Arte (CE ARTE), constitui um espaço de aprendizagem e partilha cultural, de forma a fortalecer os laços entre Angola e Portugal.

Ana Saldanha sublinhou que o evento reforça a relevância de iniciativas desta natureza para aproximar os jovens da literatura, da história e das artes, contribuindo para a valorização do património cultural comum.

A mesma fez lembrar que a criação do evento surgiu da necessidade de homenagear o poeta e pai da gramática portuguesa, Luís de Camões, com o intuito de unir a educação, cultura e a arte. Para Ana, com esta iniciativa, transmitir-se-á aos estudantes conhecimento sobre a vida e obra de Camões, através da pintura. In “O País” - Angola


Angola - José Semedo lança obra “A Manga das 16 que Mudou o Meu Rumo”

O académico José Semedo vai apresentar a obra A Manga das 16 que Mudou o Meu Rumo, na sexta-feira,19, às 16:00, no anfiteatro da Universidade Gregório Semedo, em Luanda.


De acordo com uma nota chegada à redacção do jornal O País, o livro reúne experiências de vida, reflexões e ensinamentos construídos ao longo do seu percurso académico e pessoal.

‎A mesma nota refere que a obra convida o leitor a mergulhar em histórias marcadas por escolhas difíceis, desafios e decisões orientadas por princípios morais, éticos e filosóficos.

‎José Semedo defende que os episódios retratados demonstram que a resiliência, a perseverança e a determinação podem transformar obstáculos em oportunidades de crescimento.

‎”Decidi escrever esta obra porque senti, através dos permanentes pedidos e exigências que me faziam em sucessivas ocasiões, que a história da minha vida reúne exemplos de desafios, experiências e aprendizagens que, tendo moldado o meu carácter e a minha identidade, poderiam ajudar outras pessoas nos seus percursos de vida”, afirmou o autor.

‎José Semedo procura transmitir uma mensagem de esperança, coragem e propósito, acrescentado que o livro destaca o valor do conhecimento, da disciplina, do trabalho, da responsabilidade e do amor à família como pilares essenciais para enfrentar as adversidades, preservar a dignidade e construir um caminho assente em princípios sólidos. In “O País” - Angola




segunda-feira, 15 de junho de 2026

China - Pode apoiar o desenvolvimento da inteligência artificial nos países lusófonos

A China pode ajudar os países de língua portuguesa no desenvolvimento da inteligência artificial (IA), uma oportunidade para países em desenvolvimento, partilhando conhecimento de como integrar energia, redes eléctricas e capacidade de computação, defendeu a investigadora Dong Ting, do Centro de Segurança Internacional e Estratégia da Universidade Tsinghua de Pequim.


“Nos últimos anos quando se fala em IA, chips, algoritmos, muitos pensam nos EUA como líder, mas enfrentam limitações na coordenação da rede eléctrica, fragmentada entre centenas de operadores. O futuro da IA depende também da capacidade de planeamento e coordenação”, disse Dong Ting, na sexta-feira.

Segundo a investigadora chinesa, nos EUA a construção de uma linha de transmissão de energia entre estados “pode demorar mais de uma década”, um “gargalo para o desenvolvimento da IA”. “A China conseguiu superar a escassez energética das décadas de 1990 com redes de transmissão de ultra-alta voltagem e planeamento integrado”, sublinhou.

No caso dos países lusófonos, Ting considerou que a integração entre energia verde, capacidade de computação e redes de dados será decisiva.

“O Brasil já está num nível avançado, Cabo Verde mostra inovação em micro redes, Angola investe em cabos submarinos, e Guiné-Bissau precisa de infra-estruturas básicas. Cada país terá um caminho próprio, mas todos podem beneficiar de modelos de cooperação adaptados”, disse.

Ting fez os comentários durante um painel com representantes governamentais do Brasil, Timor-Leste e Guiné-Bissau, realizado durante o 17.º Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas (17º IIICF), organizado em Macau.

Segundo a investigadora, essa experiência pode ser replicada em países em desenvolvimento, incluindo os lusófonos. “A IA pode ser uma oportunidade de fazer o salto tecnológico para o mundo em desenvolvimento”, afirmou.

Entre os exemplos citados, Dong Ting destacou o projeto hidroeléctrico de Belo Monte, no norte do estado Pará no Brasil, onde a empresa estatal chinesa de energia China State Grid, a maior empresa de transmissão e distribuição de energia elétrica do mundo, construiu duas linhas de transmissão de ultra-alta voltagem com “forte recurso a mão-de-obra local”.

“Os nossos amigos brasileiros sabem que 80% da electricidade do país provém de energias renováveis, sobretudo hídrica. Isso é muito positivo, porque todos procuram electricidade verde para alimentar centros de dados”, disse.

Outro caso mencionado foi Cabo Verde, que apesar de não ter petróleo, integrou energia eólica, armazenamento e redes inteligentes. “Micro-redes podem garantir fornecimento estável a hospitais, escolas ou pequenas cidades”, explicou.

Em Angola, Dong Ting recordou a construção do cabo transatlântico ligando África e América do Sul, que reduziu custos de transmissão de dados ao evitar a passagem por Miami. “Se um país tem capacidade de construir, operar e utilizar infra-estruturas, é competitivo”, afirmou.

Já na Guiné-Bissau, a investigadora apontou carências básicas: “Ainda precisa de electricidade, estradas, habitação e planeamento urbano. O modelo de cooperação deve ser adaptado a cada realidade.”

Dong Ting concluiu que a cooperação China e Países de Língua Portuguesa não terá “um modelo único”, mas sim soluções personalizadas.

“Projectos de geração de energia, redes eléctricas, capacidade de computação e centros de dados deixam de ser isolados e tornam-se partes de um mesmo sistema. Isso exige planeamento integrado e de longo prazo”, afirmou. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”




Portugal - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde descobre função “escondida” do ADN associada a doença neurodegenerativa

A ataxia espinocerebelosa tipo 37 é uma doença neurodegenerativa genética rara, cujos sintomas se assemelham aos da doença de Machado-Joseph


Apenas uma pequena parte do nosso ADN (cerca de 2%) contém instruções para a produção de proteínas. Durante muitos anos, pensou-se que os restantes 98% não tinham qualquer função e, por isso, foram considerados «junk DNA» (ADN lixo, em português). Hoje, porém, sabe-se que isto não é verdade, embora muito deste ADN permaneça ainda um mistério. Uma equipa de cientistas do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, liderada por Isabel Silveira e José Bessa, tem tentado desvendá-lo, descobrindo recentemente que uma pequena região deste ADN controla a atividade do gene DAB1, essencial para o desenvolvimento e para o funcionamento do cérebro.

O trabalho, agora publicado na revista Cell Reports, revela que esta região não codificante do genoma funciona como um elemento regulador chamado enhancer, o qual controla a ativação do gene DAB1 nas células nervosas. “Este gene faz parte de um sistema que ajuda os neurónios a encontrar o seu lugar no cérebro e a formar ligações corretas entre si”, explica a investigadora Isabel Silveira.

Os cientistas demonstraram, assim, que, na ataxia espinocerebelosa tipo 37 (SCA37), uma doença degenerativa hereditária rara, ocorre o aparecimento anormal de uma pequena sequência de ADN que se repete várias vezes [A, T, T, T, C] precisamente neste enhancer. Longe de ser uma alteração neutra, esta mutação faz com que o gene fique demasiado ativo, levando a uma produção excessiva de DAB1 nos neurónios, com efeitos prejudiciais para a saúde.

Para perceber o impacto desta alteração, a equipa recorreu a diferentes modelos experimentais. “Em células do sistema nervoso de doentes com esta ataxia, obtidas em laboratório, observámos níveis significativamente mais elevados do gene DAB1. Em paralelo, em embriões de peixe-zebra, verificámos que o aumento deste gene afeta o crescimento e a direção dos axónios, estruturas essenciais para a comunicação entre neurónios”, conta Joana Loureiro, primeira autora do estudo. Estas alterações ajudam a explicar as dificuldades motoras características da doença, como a perda de equilíbrio, coordenação motora e fala.

O estudo mostra ainda que esta mutação atua através de um mecanismo particularmente complexo. “Por um lado, altera a forma como o ADN controla a atividade dos genes. Por outro lado, a sequência repetitiva gera moléculas anormais que se acumulam nas células e interferem com o funcionamento normal de proteínas importantes”, acrescenta Isabel Silveira.

Além do aumento de DAB1, os investigadores identificaram alterações na atividade de vários outros genes envolvidos em funções essenciais do sistema nervoso. “Estes efeitos em cadeia poderão ajudar a explicar a sobreposição de sintomas entre esta ataxia e outras doenças neurológicas, como a Doença de Machado-Joseph”, sublinha a investigadora do i3S.

Outro aspeto relevante deste trabalho é a importância das sequências repetitivas do genoma humano. “Durante décadas, estes elementos foram considerados sem função, mas agora acredita-se que podem desempenhar papéis reguladores importantes. Quando alterados, como neste caso, podem contribuir diretamente para o desenvolvimento de doença”, conclui o investigador José Bessa.

Este estudo abre novas perspetivas na compreensão de doenças genéticas associadas ao aumento do número de repetições de pequenas sequências de ADN e destaca a importância de olhar para além dos genes propriamente ditos, explorando também as regiões que controlam a sua atividade. No futuro, este conhecimento poderá contribuir para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais direcionadas e eficazes. Universidade do Porto - Portugal


Portugal - Ministro da Educação sentiu na RAEM “a importância que a China dá à lusofonia”

Portugal deve desempenhar um papel central na ligação sino-lusófona, que a China tem desenvolvido através de Macau, defendeu Fernando Alexandre. De visita a Pequim, o ministro português da Educação anunciou que Portugal e China irão relançar a comissão mista de ciência e tecnologia


Portugal e China vão reactivar a comissão mista de ciência e tecnologia, que não se reúne desde 2019, para definir áreas de cooperação e criar instrumentos conjuntos de investigação, anunciou na sexta-feira o ministro da Educação, Fernando Alexandre. A decisão foi tomada durante um encontro entre Fernando Alexandre e o ministro chinês da Ciência e Tecnologia, Yin Hejun, em Pequim, no âmbito de uma visita oficial à China centrada no reforço da cooperação bilateral nos domínios da educação, ciência e inovação.

O governante português adiantou que os dois ministros vão liderar a estrutura, que deverá reunir-se “a muito curto prazo” para definir prioridades de colaboração e mecanismos concretos para as concretizar.

A comissão mista luso-chinesa de ciência e tecnologia enquadra-se no acordo de cooperação científica e tecnológica assinado pelos dois países em 1993 e visa promover projectos conjuntos de investigação, intercâmbio de investigadores e outras iniciativas de colaboração entre instituições científicas portuguesas e chinesas. O mecanismo serve também para definir prioridades comuns e acompanhar a execução da cooperação bilateral nesta área.

De acordo com o ministro da Educação, Ciência e Inovação português, a China assume hoje uma importância crescente para Portugal devido aos seus avanços no ensino superior, na ciência e na tecnologia. “A China tem algumas das instituições mais relevantes a nível internacional e são líderes em muitas áreas”, sublinhou.

O ministro indicou que vai ser igualmente criada uma comissão técnica na área da educação para desenvolver instrumentos destinados a aprofundar a cooperação entre os dois países, incluindo o reconhecimento mútuo de qualificações académicas, a mobilidade de estudantes e investigadores e os programas de dupla titulação.

“O reconhecimento das qualificações, reconhecimento dos graus, precisa também ser aperfeiçoado e agilizado, porque é essencial para essa circulação de talento”, afirmou.

Fernando Alexandre destacou ainda a crescente procura da língua portuguesa na China, referindo que existem actualmente mais de 60 instituições de ensino superior chinesas com cursos de português, frequentados por mais de 4000 estudantes e leccionados por mais de 200 docentes. “O que senti em Macau e aqui na China é a importância que a China dá à lusofonia”, afirmou, acrescentando que Portugal deve desempenhar um papel central nessa ligação.

Questionado sobre as áreas científicas com maior potencial de cooperação, o ministro referiu os oceanos e as ciências da vida, considerando que ambos os países dispõem de capacidades relevantes nesses domínios. “Oceanos e as ciências da vida, a medicina, foram duas áreas referidas, porque são duas áreas muito importantes para os dois países”, disse.

Fernando Alexandre salientou ainda que Portugal está a definir as prioridades nacionais para a investigação e inovação, no âmbito da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI2), processo que deverá estar mais avançado nos próximos meses.

Sem antecipar conclusões, apontou o mar e as ciências da saúde como áreas que deverão assumir um papel relevante, por corresponderem a competências já instaladas em Portugal e a desafios globais partilhados por ambos os países, como o envelhecimento da população.

O ministro destacou também o crescimento do ensino do mandarim em Portugal, indicando que a língua é actualmente ensinada em sete escolas secundárias portuguesas, frequentadas por 340 alunos, um aumento de 60% nos últimos dois anos.

Fernando Alexandre iniciou na semana passada uma visita à China, que incluiu Macau e Pequim, onde manteve encontros com responsáveis chineses da educação e da ciência e visitou instituições académicas dos dois territórios. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


Portugal – O potencial biotecnológico oculto do Gastrópode Vermetídeo Vermetus Triquetrus: novas perspectivas sobre um recurso marinho inexplorado

Os investigadores do IPMA, IP, André Breves, Carlos Cardoso, Cláudia Afonso, Joana Matos, Jorge Lobo-Arteaga, Cátia Bartilotti, Sabrina Sales, Sónia Pedro e Narcisa M. Bandarra publicaram um artigo pioneiro sobre o vermetídeo Vermetus triquetrus, um gastrópode séssil que forma recifes e tem uma presença relevante na costa nacional (no presente artigo foram estudados espécimes do Estuário do Mira), mas negligenciado pela comunidade científica. O artigo visou aspetos da composição bioquímica do organismo e da sua atividade biológica (atividades antioxidante e anti-inflamatória) e diferenciou entre as duas principais unidades anatómicas do organismo, a massa visceral e o manto (‘head-foot’).


O artigo intitulado “Unveiling the Hidden Biotechnological Potential of the Vermetid Gastropod Vermetus triquetrus: Insights into an Unexplored Marine Resource” foi publicado no passado dia 28 de maio na prestigiada revista científica da área, Marine Biotechnology, e suscitou grande interesse e significativa repercussão dada a novidade de um estudo sobre este organismo. O interesse pelo estudo foi também reforçado pelos resultados obtidos, que mostraram elevados níveis de atividade biológica e permitiram identificar o V. triquetrus como uma fonte de compostos polifenólicos, especialmente no caso da massa visceral. O artigo é de acesso livre e pode ser encontrado aqui.

Os investigadores do IPMA concluíram que, dados os níveis de atividade biológica quantificados e os componentes presentes, não só se justifica um estudo mais aprofundado sobre a composição bioquímica e o refinamento das frações obtidas da biomassa, como também se pode procurar uma valorização e aplicações futuras destas frações em domínios como o nutracêutico, o cosmético ou mesmo o farmacêutico.

Este estudo faz parte de um esforço de investigação mais amplo e de longo prazo almejando a expansão das fronteiras do saber sobre a grande biodiversidade nas nossas águas e o aprofundamento do conhecimento sobre os diferentes grupos de organismos marinhos, indo dos microorganismos aos animais vertebrados e compreendendo as dimensões genómica, metabolómica e biotecnológica aplicada. Tal esforço e desafio para o futuro só é possível no âmbito do projeto GENEMARE_PORTUGAL “Biobanco Azul - Banco Nacional dos Recursos Vivos Marinhos” – Projeto MAR2030, Operação - P01M09 – Apoio à Proteção e Restauração da Biodiversidade e dos Ecossistemas Marinhos, Anúncio de abertura nº MAR2030-2023-16 (MAR-016.9.1-FEAMPA-00008), o qual financiou e suportou a todos os níveis a realização do estudo sobre o vermetídeo V. triquetrus. Instituto Português do Mar e da Atmosfera - Portugal


domingo, 14 de junho de 2026

Moçambique - Portugal disponibiliza conhecimentos e meios para o combate à pesca ilegal

O secretário de Estado das Pescas e do Mar português disse, na cidade de Maputo, que a pesca ilegal é um desafio global, estando Lisboa disponível para apoiar Moçambique com equipamentos e estudos para travar estes crimes nos seus mares


Não vale a pena Moçambique estar a comprar equipamentos que Portugal já tem, não vale a pena estar a estudar problemas que nós já estudámos. Nós estamos prontos, sim, para disponibilizar esses equipamentos, os resultados da nossa investigação científica, porque nós queremos mesmo que Moçambique olhe para o mar como um vetor estratégico, porque pode ser o mar o ponto de viragem para uma nova economia em Moçambique”, disse Salvador Malheiro.

O responsável falava em declarações à Lusa à margem da 3.ª Conferência da Economia Azul, que terminou sexta-feira, a propósito da pesca ilegal que afeta Moçambique, sobretudo ao longo do oceano Índico, defendendo ações coordenadas entre países para tentar travar este crime que Portugal também enfrenta.

“Nós, apesar de termos uma aposta muito maior na fiscalização e na colocação das forças de segurança no mar, também não temos o problema resolvido e este é um problema que temos que encarar de uma forma global e que temos que discutir as melhores formas de o atacar. Já percebemos que não é apenas com leis, é preciso muita fiscalização, mas sobretudo uma ação de sensibilização juntos dos pescadores, nacionais e internacionais”, alertando para as implicações do esgotamento dos recursos marinhos, declarou.

Relativamente a novos acordos para apoiar Moçambique no setor de mar e pescas, disse que está em preparação uma conferência “ao mais alto nível”, prevista para este ano, em Lisboa, indicando que nesse encontro os dois países vão estreitar relações nesta área.

“Em primeiro lugar, vamos colocar as nossas instituições de ciência e investigação científica a falar conjuntamente, quer as de Portugal, quer as de cá. Vamos colocar a respetiva autoridade marítima a conversar mutuamente, no sentido de nós termos partilha de informação, tecnologias e equipamentos. Por outro lado, vamos tentar ajudar Moçambique junto da Comissão Europeia, para que possamos ter um novo acordo (…) que defenda os interesses de Moçambique”, acrescentou.

Segundo o governante, na referida conferência serão mostradas as potencialidades de Moçambique aos empresários portugueses que querem investir neste setor.

Ao discursar no encerramento da conferência, Malheiro disse que Lisboa quer compatibilizar com Moçambique os regulamentos do setor de pescas e mar, colaborando na formação e ordenamento do espaço marítimo.

“Esta parceria bilateral tem algumas áreas que, na minha opinião, devem ser consideradas estratégicas, desde logo na compatibilização de regulamentos do setor das pescas, garantindo a sustentabilidade das capturas, abertura de novos mercados e o combate à pesca ilegal”, disse.

Portugal quer também parcerias com Moçambique no ordenamento do espaço marítimo, partilhando boas práticas de planeamento e de licenciamento sustentável, harmonizando e compatibilizando os diversos recursos do mar. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo com “Lusa”


Estados Unidos da América - Elizabeth voltou a festejar em grande mais um Dia de Portugal

No passado fim de semana, a Comissão do Dia de Portugal de Elizabeth, sobre a liderança do presidente Nick Almeida, deu oficialmente início às suas festividades com a tradicional cerimónia do hastear da bandeira, realizada em frente à Câmara Municipal desta região de Nova Jérsia, nos Estados Unidos da América


Durante a cerimónia, a comunidade reuniu-se para homenagear os distinguidos deste ano: o grão-marechal Nelson Monteiro, a marechal honorária Maria Gina Henriques Castro e o marechal póstumo Monsenhor João S. Antão.

A cerimónia teve início com uma atuação do Rancho Infantil Danças e Cantares de Portugal do PISC, seguida da interpretação dos hinos nacionais dos Estados Unidos da América e de Portugal pelos alunos da Escola Amadeu Correia.

“Foi um momento verdadeiramente simbólico e emocionante, reunindo várias gerações de luso-americanos enquanto as bandeiras dos dois países eram hasteadas lado a lado, representando a amizade duradoura e a herança partilhada entre Portugal e os Estados Unidos”, refere ao Bom Dia a conselheira das comunidades Portuguesas Carla Rodrigues da Silva.

No domingo, a comunidade voltou a reunir-se para a grande parada, que contou com a participação de 93 contingentes — a maior parada da história do Dia de Portugal de Elizabeth. Bandas, escolas, associações culturais, ranchos folclóricos, empresas e organizações comunitárias desfilaram pelas ruas de Elizabeth, demonstrando o seu orgulho português, cultura e tradições perante milhares de espectadores.

A parada do Dia de Portugal em Elizabeth, Nova Jérsia, é a mais antiga parada portuguesa realizada ininterruptamente no Estado de Nova Jérsia. Desde 1978, organizações, clubes, associações e instituições religiosas da comunidade portuguesa unem-se para celebrar esta herança cultural.

A Comissão do Dia de Portugal de Elizabeth é composta por representantes de organizações portuguesas de Elizabeth e das áreas circundantes. Embora cada organização possua a sua própria missão e tradições, todas trabalham em conjunto sob uma visão comum de promover e fortalecer a comunidade portuguesa através da colaboração, do serviço à comunidade e da preservação cultural.

A Comissão dedica-se à preservação e promoção das tradições, valores e costumes luso-americanos através de uma série de eventos que celebram a nossa herança.

Ao longo das festividades do Dia de Portugal, indivíduos e famílias participam em exposições, concursos, torneios de golfe, corridas, torneios de futebol e diversas atividades culturais, culminando com a grande parada realizada anualmente no primeiro domingo de junho.

Este evento emblemático reúne milhares de participantes e espectadores numa demonstração orgulhosa da herança portuguesa, do espírito comunitário e das contribuições duradouras dos luso-americanos para o tecido social de Nova Jérsia e dos Estados Unidos. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Drama










Vamos aprender português, cantando

 

Drama

 

Calma aí

evita ligar depois das onze

já sei, amor desculpa eu já sei

que era só um jantar, mas o tempo arrastou-se

 

Talvez, mas só talvez

seja melhor nem voltar esta noite

e para evitar uma morte

eu assumo o sofá, posso dormir lá hoje

 

E é sempre assim...

 

Contigo tudo é um drama, como é que é suposto eu lidar?

Com alguém que faz com que tudo seja um drama

tu só sabes desconversar

 

Contigo tudo é um drama, como é que é suposto eu lidar?

Com alguém que faz com que tudo seja um drama

tu só sabes desconversar

 

Olha lá

não eras tu quem dizia

que a vida são só dois dias

e é suposto aproveitá-los bem (ou não...)

 

já sei que as noites mágicas

trazem manhãs trágicas

parece um guião de anedota

já sinto as minhas malas à porta

 

Calha-me sempre a mim

 

Contigo tudo é um drama, como é que é suposto eu lidar?

Com alguém que faz com que tudo seja um drama

tu só sabes desconversar.

 

Contigo tudo é um drama, como é que é suposto eu lidar?

Com alguém que faz com que tudo seja um drama

tu só sabes desconversar

 

O tempo não volta

e parece que agora

tudo o que faço te tira do sério

 

A casa de sonhos

família que somos

agora que temos

já não sei se quero

 

Será que é só de mim...

 

Contigo tudo é um drama, como é que é suposto eu lidar?

Com alguém que faz com que tudo seja um drama

tu só sabes desconversar

 

Contigo tudo é um drama, como é que é suposto eu lidar?

Com alguém que faz com que tudo seja um drama

tu só sabes desconversar

 

Átoa – Portugal

Os Azeitonas - Portugal

 

sábado, 13 de junho de 2026

Guiné Equatorial - A Procuradoria-Geral da República e a UNICEF inauguram um escritório para menores, vítimas e testemunhas de crimes e abusos na cidade de Malabo

A iniciativa procura fortalecer a proteção de crianças e adolescentes na Guiné Equatorial sob o lema "Juntos pela proteção de crianças e adolescentes"


A Procuradoria-Geral da República, em colaboração com a UNICEF, apresentou um novo Gabinete para Menores, Vítimas e Testemunhas de Crimes e Abusos no dia 11 de junho, em Malabo. O gabinete foi concebido como um sistema de apoio que protege, acolhe e prioriza as crianças, consideradas um pilar fundamental para o desenvolvimento e a dignidade da Guiné Equatorial.

A cerimónia inaugural, realizada na sede da Procuradoria-Geral, foi presidida por Anatolio Nzang Nguema Mangue. No seu discurso, o Procurador-Geral reiterou o compromisso da Presidência da República com a promoção e a defesa dos direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes do país, considerados o bem mais valioso da nação.

Por sua vez, a representante da UNICEF na Guiné Equatorial, Shelly Abdool, destacou a importância deste escritório, cujo principal objetivo é fortalecer o sistema de justiça com foco nos direitos da criança.

"Este espaço não só permitirá que as entrevistas sejam realizadas num ambiente amigável, como também será um local de escuta, proteção e acesso à justiça para crianças e adolescentes que são vítimas ou testemunhas de crimes", afirmou Abdool.

Com a abertura destas instalações, as instituições envolvidas esperam fortalecer a proteção de crianças vítimas e testemunhas, bem como aprimorar a cooperação entre a Procuradoria-Geral da República, a UNICEF e outros parceiros internacionais comprometidos com a defesa dos direitos das crianças. Amélia Garçonete – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”