Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 25 de julho de 2026

Galiza - Curso Internacional de materiais para o português decorreu com êxito em Compostela

Compostela acolheu um pioneiro e inédito curso internacional para a criação de materiais didáticos de português, adaptados ao contexto galego


Entre os dias 6 e 11 de julho, nas instalações da Escola Galega de Administração Pública (EGAP), aconteceu a XVI edição do Curso de Capacitação para a Elaboração de Materiais Didáticos de Português, uma iniciativa do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.

A importância do curso reside, em parte, por ser esta a primeira vez que o prestigiado curso do IILP decorre na Galiza, reconhecendo o crescente dinamismo do ensino do português no território e a relevância do contexto linguístico galego para o desenvolvimento de recursos pedagógicos específicos. O curso já tinha acontecido em outros territórios vinculados com a lusofonia, como Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Timor-Leste…entre outros. A formação foi orientada pelas especialistas Edleise Mendes e Viviane Furtoso, referências internacionais na área da didática do português como língua estrangeira e língua não materna.

Na formação, com uma duração de 35 horas, uma equipa de docentes de português trabalhou de maneira colaborativa para a elaboração de unidades didáticas que serão agora disponibilizadas de forma gratuita no Portal do Professor de Português Língua Estrangeira. Nesse sítio existem já milhares de unidades didáticas, que incidem em conteúdos e aspectos linguísticos e socioculturais, das comunidades vinculadas com a língua portuguesa.

Sendo a galega uma variedade tão próxima da portuguesa, os níveis de dificuldade estabelecidos para os materiais no Portal (níveis 1, 2 e 3) foram adaptados à realidade galega. Cabe destacar a visão diversa e pluricêntrica que as formadoras do PPPLE defendem e promovem nos cursos de capacitação, tentando construir pontos de partilha e entendimento entre as múltiplas identidades que compõem na atualidade a língua portuguesa. Agora, pela primeira vez desde a inauguração do PPPLE, unidades didáticas criadas com o foco na Galiza farão parte dessas propostas didáticas que chegam a mais de 25.000 docentes de português em todo o mundo.

O evento foi organizado pela Associação de Docentes de Português na Galiza (DPG) e a Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP), com a colaboração da Junta da Galiza e o apoio do Observatório do Ensino da Língua Portuguesa. A ação, ao abrigo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, integra ainda as comemorações dos 30 anos da CPLP.

Para a Associação de Docentes de Português da Galiza (DPG), a realização desta iniciativa em Santiago de Compostela representa um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo das últimas décadas na promoção do ensino do português e reforça a cooperação entre instituições galegas e organismos internacionais dedicados à difusão da língua portuguesa. A formação constitui igualmente uma oportunidade para consolidar uma comunidade docente especializada e contribuir para uma oferta educativa cada vez mais ajustada à realidade sociolinguística galega. In “Portal Galego da Língua” - Galiza


sábado, 27 de junho de 2026

Instituto Internacional da Língua Portuguesa - Acolhe apresentação do livro infantil "A Coragem de Maria"

A Associação Projecto Escola de Vida lança o livro infantil "A Coragem de Maria" escrito por jovens autores do Clube de Leitura. A cerimónia de lançamento do livro aconteceu esta sexta-feira, 26, no salão do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), na Cidade da Praia


Numa nota enviada, a coordenação do Projeto Escola de Vida realça que A Coragem de Maria é uma história inspiradora que valoriza a coragem, a fé, a perseverança e os bons valores, promovendo o gosto pela leitura e incentivando a criatividade das crianças e adolescentes.

A mesma fonte relata que a obra representa o resultado de um trabalho contínuo de incentivo à leitura, à escrita e ao desenvolvimento das competências literárias dos participantes do Clube de Leitura do Projecto Escola de Vida.

O lançamento contou com momentos culturais protagonizados pelos alunos, apresentação da obra, sessão de autógrafos e partilha sobre o processo de criação do livro.

“Este momento marca mais uma importante conquista do Projecto Escola de Vida, que há vários anos trabalha para promover educação, cultura, leitura e desenvolvimento integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social”, cita.

Segundo a mesma fonte, a concretização deste projecto contou com o apoio do IILP, através do Fundo de Apoio a Pequenos Projetos, “reforçando o compromisso da instituição com a promoção da língua portuguesa, da leitura e da produção literária junto das comunidades”. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


terça-feira, 21 de abril de 2026

IILP - Estão abertas candidaturas ao Programa de Residências de Criação Literária

As candidaturas à 3.ª edição do Programa de Residências de Criação Literária do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) abrem no dia 5 de Maio, no âmbito do Plano de Actividades da instituição para 2026


Segundo o regulamento, o programa tem como objectivos apoiar a circulação de escritores dos países e regiões de língua portuguesa, bem como promover a criação literária em língua portuguesa.

A iniciativa visa ainda fomentar a interculturalidade no espaço da CPLP e promover um maior conhecimento das literaturas nacionais nos seus Estados-membros e regiões de língua oficial portuguesa.

O concurso abre oficialmente no dia 5 de Maio, sendo que as candidaturas devem ser submetidas até ao dia 20 do mesmo mês. Serão atribuídas quatro bolsas de criação.

As candidaturas deverão ser efectuadas mediante o preenchimento e submissão do formulário disponibilizado na página oficial do instituto (iilp.cplp.org), a partir de 5 de Maio, acompanhado da documentação obrigatória aí indicada.

O envio da candidatura, juntamente com os documentos exigidos, deverá ser feito via correio electrónico, através do endereço:

residencias.iilp@gmail.com. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sábado, 13 de setembro de 2025

Cabo Verde - Autor Anaximandro Nandanhe apela ao reforço do papel da juventude na promoção da língua portuguesa

Cidade da Praia – O autor Anaximandro Nandanhe defendeu, na Praia, que os jovens têm uma responsabilidade central na valorização da língua portuguesa e na construção da lusofonia, apelando à abertura da CPLP e a mobilização da sociedade civil.


Estas declarações foram feitas durante a apresentação da obra “A Língua Portuguesa e a Geração da Lusofonia” realizada no Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP).

“O que me motivou a escrever este livro é a reflexão que vinha fazendo sobre a língua portuguesa. Notei um desinvestimento em relação a este património e senti a necessidade de chamar os jovens para pensarmos juntos como podemos trabalhar a língua e torná-la uma língua de futuro”, afirmou.

Segundo o autor, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deve “abrir-se mais” e envolver a juventude, artistas e sociedade civil, de forma a transformar as decisões em acções concretas.

“A CPLP está muito fechada em si e se ela quiser ser uma comunidade dos povos, dos jovens, tem de abrir mais”, frisou.

Por sua vez, o director executivo do IILP, João Neves, destacou a relevância da obra, sublinhando tratar-se de um contributo da juventude para a reflexão sobre o futuro da língua portuguesa.

“É um pequeno contributo que mostra como o papel das gerações mais novas será essencial. Em 2050 e 2100, o número de falantes da língua portuguesa aumentará de forma significativa, mas isso só será real se as novas gerações continuarem a ver na língua portuguesa uma forma de realização pessoal e de exercício de cidadania”, afirmou.

Para João Neves a obra reúne testemunhos de jovens da diáspora que já projectam as suas vidas pessoais e profissionais através da língua portuguesa, reforçando a ideia de que esta pode ser um espaço de mobilização e de identidade partilhada.

A obra “A Língua Portuguesa e a Geração da Lusofonia”, editada pelo autor em parceria com a Organização Juvenil dos Países de Língua Portuguesa, apresenta reflexões sobre o papel da língua como património cultural, histórico e afectivo, e a sua importância na aproximação entre culturas e gerações no espaço da CPLP. In “Inforpress” – Cabo Verde


quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Lusofonia - Grupo Multilateral de Reflexão sobre a Língua Portuguesa discute políticas concretas

Entre hoje, dia 5, e amanhã 6 de dezembro, o Instituto Internacional da Língua Portuguesa organiza a I Reunião do Grupo Multilateral de Reflexão sobre a Língua Portuguesa (GMR-LP/IILP), que reúne, na sede do IILP, instituições e serviços que, nos Estados-Membros da CPLP e em regiões de língua oficial portuguesa, têm competências ou prestam assessoria na definição de políticas públicas para o uso, a promoção e difusão da língua portuguesa.



Alinhando-se com a missão da instituição, a criação deste Grupo sob a égide do IILP visa promover uma gestão mais multilateral em matérias concretas de política e de planejamento linguístico da língua portuguesa a que estas reuniões se dedicarão, constituindo os encontros que a iniciativa do IILP institui uma oportunidade de aperfeiçoamento dos mecanismos pelos quais essa gestão se pode processar.

Contando, na abertura dos trabalhos, com a presença do Ministro de Educação de Cabo Verde, Dr. Amadeu Cruz, a I Reunião do GMR-LP/IILP tem a participação de representantes de Angola (Academia Angolana de Letras e Ministério da Educação), Brasil (Academia Brasileira de Letras), Cabo Verde (Ministério da Educação), Portugal (Academia de Ciências de Lisboa) e de Timor-Leste (Ministério da Educação e MNE).

Também conta com a presença de uma delegação da Região Administrativa Especial de Macau (através da Direção de Serviços de Educação, Desenvolvimento e Juventude do Executivo da RAEM), pela primeira vez envolvida a este nível em ações do IILP.

Conforme a agenda de trabalho, para além da partilha de informação sobre o panorama do ensino do Português em cada país, a partir de práticas nacionais em matérias como os processos de renovação do léxico, serão analisados possíveis mecanismos de articulação e de definição de critérios comuns.

A criação do GMR-LP/IILP e a reunião que agora decorre fecham a atividade do IILP em 2024, que constituiu um ano de grande incremento na intervenção da instituição. O IILP concluiu ou tem em curso 28 dos programas previstos no seu plano de atividades, que se traduziram em mais de 50 projetos e ações, abrangendo 8 dos países da CPLP. In “Mundo Lusíada” - Brasil


segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Macau - Actor António Fonseca vai dinamizar espectáculo sobre “Os Lusíadas” na Escola Portuguesa

O Auditório da Escola Portuguesa de Macau (EPM) será palco no próximo sábado, dia 23, pelas 16:00, do espectáculo “Os Lusíadas como nunca os ouviu”, dinamizado pelo actor António Fonseca, inserido no âmbito das celebrações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões e do 9º Encontro de Pontos de Rede de Ensino de PLE da Ásia, organizado pelo Instituto Português do Oriente (IPOR).

 

“Em formato conferência falada com o público, António Fonseca, dará uma introdução leve e divertida à obra e suas circunstâncias”, indicou o IPOR. Subordinado ao tema “Os avanços tecnológicos no ensino-aprendizagem de PLE: estratégias, desafios e perspectivas pedagógicas”, o Encontro de Pontos de Rede de Ensino de PLE da Ásia decorrerá nos dias 22 e 23 de Novembro, no Auditório Dr. Stanley Ho do Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, em regime misto, presencial e por videoconferência, envolvendo 12 comunicações de várias instituições de ensino superior de Macau, do Interior da China, Portugal, Japão e Malásia. 

António Branco, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e director geral da PORTULAN CLARIN abrirá a sessão plenária que se seguirá à cerimónia de abertura. Associa-se igualmente ao Encontro o Instituto Internacional da Língua Portuguesa, com o apoio institucional da organização e a presença do seu director executivo, João Neves, que proferirá uma comunicação na mesma sessão. As sessões do Encontro serão abertas ao público. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


sábado, 26 de outubro de 2024

Lusofonia - “Deus É Bom” de Damaris Ricalo vence 1ª edição do concurso internacional de contos “Minha língua, minha história e meu destino”

“Deus É Bom” de Damaris Enola Pinheiro Ricalo, da Escola Industrial e Comercial de Mindelo (Cabo Verde) é o vencedor da Iª edição do concurso internacional de contos “Minha língua, minha história e meu destino”. O anúncio foi feito esta quinta-feira, 25, na cidade da Praia


Na segunda posição ficou “A Missão dos Guerreiros da Nzinga”, de Lemuel Paiva de Oliveira Muginga, do Instituto Médio de Luanda (Angola) e, terceiro lugar, “A Voz da Terra”, de Marlena de Jesus Almeida, da Escola Café (Timor-Leste).

Foi ainda atribuída Menção Honrosa ao conto “Minha Língua, Minha História e Meu Destino”, de Soraia Gomes Cabral, da Escola Secundária Pedro Verona Pires (Cabo Verde).

Segundo o IILP, dada a qualidade do trabalho apresentado os promotores irão lançar uma antologia com as sete melhores obras participantes que serão disponibilizados de forma digital para todos os interessados tendo como foco a juventude dos PALOP mais Timor-Leste.

O concurso literário foi lançado a 30 Maio deste ano e visa promover a língua portuguesa a nível dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) mais Timor-Leste junto dos estudantes do secundário e equiparados.

O concurso, como refere a mesma fonte, pretende também promover a literatura juvenil junto do público juvenil e da sociedade em geral, “além de potencializar novos escritores engajados com as novas causas do desenvolvimento através de uma competição internacional, procura ainda dar a conhecer os potenciais novos escritores da língua portuguesa junto do grande público e fomentar um olhar introspectivo dos jovens em relação à sua cultura e realidade do país”.

Os organizadores do concurso acreditam que com este concurso vão descobrir talentos escondidos que poderão vir a ser escritores nos seus países e quem sabe alcancem dimensão internacional.

Este projecto foi financiado pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) no âmbito do Fundo de Apoio a Pequenos Projectos. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”




sexta-feira, 31 de maio de 2024

Macau - Acervo digital do jornal Ponto Final cedido ao Instituto Internacional da Língua Portuguesa e ao Instituto Português do Oriente

A PraiaGrande Edições, proprietária do Ponto Final, assinou um protocolo tripartido com o Instituto Português do Oriente (IPOR) e com o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), de forma a ceder o acervo digital do jornal. O objectivo é permitir a investigação e a elaboração de materiais por parte dos dois institutos


A PraiaGrande Edições, o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) e o Instituto Português do Oriente (IPOR) assinaram um protocolo tripartido que estipula que a detentora do jornal Ponto Final cede, de forma gratuita, aos dois institutos um acervo digital composto por todas as edições do jornal existentes naquele formato, para fins de investigação e elaboração de materiais.

No caso do IILP, o instituto que, sob a égide da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tem por missão a promoção da língua portuguesa numa perspectiva multilateral, este acervo vai integrar o ‘corpus’ que o IILP tem em constituição do português jornalístico de países de língua portuguesa e da RAEM, que reúne idênticos acervos que estão a ser recolhidos em jornais noutros países.

Conforme o acordado e nas condições estipuladas, o IILP poderá disponibilizar o acervo que lhe é agora cedido a infraestruturas de investigação para a ciência e tecnologia da Linguagem – nomeadamente, a Portulan Clarin, da qual o IILP é entidade colaboradora -, que o tratarão e o tornarão acessível a investigadores e desenvolvedores de tecnologia.

O banco de dados deste modo constituído poderá, assim, passar a alimentar ferramentas de tratamento automático de textos, de processamento da linguagem natural e, em particular, de recursos computacionais de inteligência artificial generativa, bem como a apoiar estudos e investigação na área da lexicologia e da variação linguística, entre outras, “tendo presente a importância de que tal se reveste para o fortalecimento do posicionamento da língua portuguesa nesses domínios das tecnologias das línguas e para os estudos do português como língua pluricêntrica”, lê-se na nota de imprensa sobre o acordo.

No caso do IPOR, o acordo prevê a cedência gratuita do acervo do jornal Ponto Final para efeitos de elaboração de materiais didáticos para o ensino de português, que constitui uma das áreas fortes no trabalho de promoção do ensino e da aprendizagem da língua portuguesa que este instituto desenvolve na RAEM e no interior da China e no apoio que presta a vários docentes e instituições de ensino superior de outros países desta região do mundo onde se ensina português.

O acordo é válido por três anos e juntará as publicações editadas até esta data àquelas que forem produzidas durante o período de vigência do protocolo. No acto de assinatura, as três entidades estiveram representadas por Ricardo Pinto, administrador da PraiaGrande Edições Lda., João Neves, director executivo do IILP, e Patrícia Quaresma Ribeiro, directora do IPOR. In “Ponto Final” - Macau


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Timor-Leste – Parlamento Nacional pretende cooperar com o Instituto Internacional de Língua Portuguesa

Díli – O Parlamento Nacional pretende cooperar com o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) da CPLP na promoção, na defesa, no enriquecimento e na difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais.


Para o efeito, o presidente da Comissão G, que trata dos Assuntos da Educação, Juventude, Cultura e Cidadania, Armando Lopes, reuniu-se com o Diretor do IILP, João Laurentino Dias, em Díli.

“Precisamos de consolidar a língua portuguesa no país. Por isso, o Parlamento Nacional pretende cooperar com o IILP na promoção da língua portuguesa em Timor-Leste”, disse o deputado à Tatoli.

Armando Lopes referiu ainda que o dirigente do IILP irá discutir também a promoção da língua portuguesa com a Ministra da Educação, Dulce de Jesus, e com o Secretário de Estado da Comunicação Social, Expedito Ximenes. Domingos Freitas – Timor-Leste in “Tatoli”


terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Nações Unidas – Destaca a educação multilíngue no Dia Internacional da Língua Materna


O Dia Internacional da Língua Materna é celebrado neste 21 de fevereiro para promover a diversidade linguística e cultural, e o multilinguismo.

No mundo inteiro, 40% da população não tem acesso à educação num idioma que fala ou entende. A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, afirma que o direito à língua materna é um direito humano que precisa ser garantido.

Educação multilíngue

O tema do Dia Internacional da Língua Materna este ano é “Ensino multilíngue, uma necessidade para transformar a educação”. A agência estima que haja mais de 6 mil línguas no mundo, a maior parte delas é de línguas indígenas.

Segundo o Instituto Internacional de Língua Portuguesa, IILP, somente no universo dos países lusófonos, existem mais de 330 línguas.

A ONU News conversou com a escritora brasileira Andrea Del Fuego. De São Paulo, ela ressaltou a importância deste dia e da língua materna para o desenvolvimento. 


“Quando a gente fala esse termo na língua materna já até dizendo ali tanta coisa. A primeira voz, a primeira fala, as letras. Enfim, essa coisa de você pensar, sonhar e vivenciar sempre esse mesmo lugar é uma espécie de espaço habitado. E eu nunca morei fora dessa casinha, da minha língua materna porque, embora meus livros tenham sido traduzidos para outras línguas, eu nunca morei fora do país, por exemplo. Então, eu leio em algumas línguas, no espanhol, arranho um pouco o inglês e o francês. Mas a vivência da língua como vivente de outro lugar, tendo essa estrada dupla, digamos assim, eu nunca vivenciei. Então eu digo que eu tenho a língua materna como a minha única casa”.

Segundo as Nações Unidas, a educação multilíngue vem crescendo, conforme também aumenta a compreensão de sua importância, especialmente na educação infantil.

Línguas indígenas

O tema do dia internacional está alinhado com as recomendações feitas durante a Cúpula Transformando a Educação, que aconteceu na sede da ONU, em setembro passado. Ali foi dado ênfase à educação e às línguas dos povos indígenas.

De acordo com as Nações Unidas, a educação multilíngue baseada na língua materna facilita o acesso e a inclusão na aprendizagem de grupos populacionais que falam línguas não dominantes, línguas de grupos minoritários e línguas indígenas.

O Dia Internacional da Língua Materna reconhece que as línguas e o multilinguismo podem promover a inclusão, e o foco dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em não deixar ninguém para trás.

Uma língua familiar

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, incentiva e promove a educação multilíngue baseada na língua materna ou primeira língua.

A ideia é que a educação comece no idioma que o aluno mais domina e depois gradualmente, sejam introduzidas outras línguas.

Segundo a Unesco, essa abordagem permite que os alunos cuja língua materna é diferente da língua de instrução façam a ponte entre a casa e a escola, descubram o ambiente escolar numa língua familiar e, assim, aprendam melhor.

Comemorações

O Dia Internacional da Língua Materna, uma proposta do Bangladesh, foi proclamado pela Unesco em novembro de 1999.

Este ano, a Missão do Bangladesh nas Nações Unidas organiza na sede da ONU, nesta terça-feira, uma discussão com altos funcionários das Missões incluindo Bangladesh, Dinamarca, Guatemala, Hungria, Índia, Marrocos e Timor-Leste.

Representantes do Secretariado da ONU e da Unesco também estão convidados.

O evento das 15h às 17h, horário de Nova Iorque pode ser visto pela internet aqui. ONU News – Nações Unidas


sábado, 31 de dezembro de 2022

Instituto Internacional da Língua Portuguesa - João Laurentino Neves será o novo director-executivo

O antigo director do Instituto Português do Oriente deverá ocupar o cargo no início do ano que se avizinha. João Laurentino Neves tem uma ligação a Cabo Verde de alguns anos, por isso volta a um país que bem conhece e o agraciou, em 2011, o 1.º Grau da Medalha de Mérito. Já esteve ligado ao IILP, nomeadamente entre 2003 e 2008, quando participou na Assembleia Geral e Conselho Científico do instituto

João Laurentino Neves vai assumir a direcção-executiva do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) sucedendo ao guineense Incanha Intumbo, que se encontrava no cargo desde 2018, avançou ontem a TDM – Rádio Macau.

O antigo director do Instituto Português do Oriente (IPOR) entre 2012 e 2018 é, actualmente, vogal do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, tendo sido substituído no cargo, em Macau, por Joaquim Coelho Ramos.

O IILP tem sede na Praia, capital de Cabo Verde, país que João Laurentino Neves conhece bem, uma vez que foi Adido Cultural junto da Embaixada de Portugal naquela cidade cabo-verdiana (2003 a 2012), funções que acumulou, por despacho de nomeação, com as de diretor do Camões – Centro Cultural Português na Praia, precisamente antes de ser colocado na RAEM.

A sua ligação ao IILP não começa agora. Foi membro da delegação de Portugal na Assembleia Geral e Conselho Científico do instituto, entre 2003 e 2008, precisamente durante o tempo em que estava radicado em Cabo Verde.

Em 2011, devido a reconhecidos préstimos a Cabo Verde, recebeu, da mão Presidente da República daquele país, o 1.º Grau da Medalha de Mérito.

João Laurentino Neves nasceu em 23 de Fevereiro de 1963, em Aveiro. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses e Ingleses pela Universidade do Porto e Mestre em Relações Interculturais pela Universidade Aberta, onde é doutorando na mesma área de estudos. Docente do ensino secundário e orientador de estágio integrado entre 1985 e 1995. Leitor de Língua e Cultura Portuguesa na Universidade Pedagógica e na Universidade Católica de Moçambique, em Nampula – Moçambique (1995-2000), onde criou, em 1998, o Centro de Língua Portuguesa/Instituto Camões, o primeiro da Rede de Centros de Língua Portuguesa do Camões no mundo, do qual foi o responsável.

Foi igualmente responsável do Centro Coordenador dos Centros de Língua Portuguesa/IC, no Instituto Camões (2000-2002), com funções de supervisão da rede CLP/IC.

Membro da delegação de Portugal na Subcomissão Mista Portugal-RAEM para a Língua e Educação, entre 2016 e 2018 e participou em encontros e conferências sobre promoção da Língua Portuguesa em Moçambique, África do Sul, Namíbia, Guiné-Bissau, Cabo Verde, França, Espanha, Roménia, Guatemala, Timor Leste e República Popular da China.

O IILP é uma instituição da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), que goza de personalidade jurídica e é dotada de autonomia científica, administrativa e patrimonial. O instituto promove um contacto mais estreito entre os países e as suas equipas técnicas, permitindo a execução de uma política linguística consensuada. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”


sábado, 9 de abril de 2022

Brasil e CPLP aceleram auditorias às contas do Instituto da Língua Portuguesa

Segundo o secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) o Brasil e a OISC-CPLP vão ajudar a acelerar a conclusão das auditorias às contas do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), em atraso.

A promessa de Zacarias da Costa resulta de um encontro que teve na quinta-feira, na sede da CPLP em Lisboa, com o ministro do Tribunal de Contas da União do Brasil, Walton Alencar, que é também o secretário-geral da OISC (Organização das Instituições Supremas de Contas) da CPLP.

Walton Alencar “veio discutir” como “o Brasil e a OISC poderão ajudar nas auditorias às contas do IILP, que ainda estão em atraso”, e falou igualmente de como aproximar a CPLP e a OISC, por forma a trabalharem juntas “e melhor no futuro”, afirmou Zacarias da Costa, quando questionado pela Lusa sobre o conteúdo do encontro com o responsável do Tribunal de Contas da União brasileiro.

Neste momento, estão por auditar pelo Tribunal de Contas de Cabo Verde as contas do IILP de 2018, 2019 e 2020.

Quanto às contas de 2017 foram auditadas, mas como o parecer foi contestado, falta agora o tribunal dar o parecer final, de acordo com informações prestadas à Lusa pelo embaixador daquele país em Portugal, que representou a presidência cabo-verdiana da CPLP em Lisboa.

A presidência cabo-verdiana da CPLP terminou o seu mandato, que foi prolongado a pedido de Angola, em julho de 2021.

Eurico Monteiro disse que o Tribunal de Contas de Cabo Verde justificou estes atrasos também com as limitações que sofreu decorrentes da pandemia de covid-19.

As contas do IILP foram sempre apresentadas a tempo e horas pelo seu diretor-executivo, sublinhou o embaixador.

Zacarias da Costa, que recebeu Walton Alencar, na sede a CPLP em Lisboa, adiantou que o ministro do Tribunal de Contas da União do Brasil, que é também secretário-geral da OISC, “irá assumir, em novembro próximo, a presidência da Intosai [Organização Internacional das Instituições Supremas de Auditoria]”.

Neste contexto, os dois responsáveis também discutiram “estratégias para tornar o português na língua oficial daquela organização internacional”, afirmou.

Assim, “vamos trabalhar juntos para que o português possa tornar-se na língua oficial da Intosai”, acrescentou Zacarias da Costa.

“A OISC e o Brasil irão ajudar o Tribunal de Contas de Cabo Verde para avançarmos mais rapidamente na conclusão das auditorias às contas do IILP”, frisou.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Cabo Verde – IV Conferência Internacional sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial


Cidade da Praia – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, afirmou hoje que há todas as razões para a CPLP e os Estados-membros estarem optimistas quanto à evolução da língua portuguesa e sua afirmação no contexto mundial.

Jorge Carlos Fonseca, que é também presidente em exercício da CPLP, falava na abertura da IV conferência Internacional sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial, a decorrer em formato virtual e organizada pelo Governo de Cabo Verde no âmbito da presidência cabo-verdiana da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Estudos indicam que nos próximos 40 anos ela ganhará mais de 100 milhões de novos falantes, o que só nos pode deixar satisfeitos e é demonstrativo da sua pujança e vitalidade. Com esta perspectiva bem positiva, só podemos augurar um futuro rico para os legatários e usuários da língua portuguesa e as potencialidades de realização que se abrem para ela”, realçou.

Apesar da sua origem europeia, o chefe de Estado cabo-verdiano salientou que a língua portuguesa língua tornou-se transatlântica, uma língua essencialmente do sul, assim como já o era na Europa.

“É falada por mais de 250 milhões de pessoas. Uma das mais usadas no ocidente e a quinta na internet, de acordo com os estudos, o que lhe abre novas perspectivas de futuro. Trata-se de uma língua em expansão, que ganha cada vez mais espaço na América do Sul e em África, o que lhe dá igualmente maior importância estratégica, a nível global”, indicou.

Jorge Carlos Fonseca acrescentou que o seu acolhimento e adopção como língua de trabalho, em várias organizações internacionais, confere-lhe maior importância e vitalidade, assim como a sua procura por parte de diversas instituições superiores, com destaque para a China.

Entretanto, afirmou que o seu potencial “é ilimitado” e os desafios são “assinaláveis e devem ser encarados de forma sistemática”.

No que respeita ao desenvolvimento tecnológico comum, sublinhou que é incontornável a sua adaptação às possibilidades de transmissão do conhecimento, através da investigação, ciência e inovação, explorando também todo o seu potencial criativo.

A quarta conferência internacional sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial tem a duração de três dias e em debate estão cinco eixos.

Eixo das políticas públicas para a promoção da leitura, da diversidade na escrita literária em língua portuguesa, do ensino da língua portuguesa em contexto de mobilidade, da ciência, investigação e inovação da língua portuguesa e o da tecnologia e economias criativas: cenários emergentes em língua portuguesa.

Particularmente no eixo das políticas para a promoção da leitura, Jorge Carlos Fonseca disse que seria desejável a identificação clara das situações ou regiões que poderão necessitar de maior atenção nos domínios da promoção da leitura, da pesquisa e da formação.

“Acredito que parte significativa das soluções passará pela criação de condições que permitam ao Instituto de Língua Portuguesa assumir as suas funções na plenitude, bem como pelo envolvimento das Universidades e Centros de Estudo”, realçou.

A abertura do encontro contou ainda com os discursos do ministro dos Negócio Estrangeiros de Cabo Verde, Rui Figueiredo Soares, do secretário executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles e do director executivo do IILP, Incanha Inbumto. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

sábado, 13 de março de 2021

Moçambique - Projeto do primeiro Dicionário de Português de Moçambique arranca com formação em Maputo

Os trabalhos para a elaboração do primeiro dicionário de língua portuguesa de Moçambique (DiPoMo) arrancaram, em Maputo, com uma formação promovida pela Cátedra de Português da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), anunciou o Instituto Camões.

O anúncio do arranque do projeto para o lançamento de um dicionário de língua portuguesa de Moçambique, com financiamento do Instituto Camões, através do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), tinha sido feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, no início de março no parlamento português.

“É o primeiro dicionário da língua comum de Saramago e Mia Couto que se publicará fora de Portugal e do Brasil”, disse na altura Santos Silva.

De acordo com uma nota do Instituto Camões, no âmbito do Projeto DiPoMo – Dicionário do Português de Moçambique, a Cátedra de Português Língua Segunda e Estrangeira na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em Maputo, promoveu, no início de março, o primeiro curso de formação sobre a construção do “corpus do português de Moçambique”.

A formação, que decorreu de forma virtual, contou com a participação de investigadores e representantes de cada uma das províncias moçambicanas.

O Dicionário de Português de Moçambique surge na sequência da construção e publicação, em 2014, do Vocabulário Ortográfico Moçambicano da Língua Portuguesa – VOMOLP, “recurso que permitiu descrever o português moçambicano” e “desenvolver um primeiro recurso linguístico de larga escala”, segundo a nota.

O VOMOLP é parte integrante do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC), acervo do qual constam vocabulários ortográficos de outros países de língua portuguesa.

De acordo com o Instituto Camões, a construção do DiPoMo, numa perspetiva de descrição global do léxico da variedade moçambicana da língua portuguesa, permite o seu uso em instituições de ensino e serve de base para a construção de recursos didáticos adequados a Moçambique.

Servirá igualmente de base para a criação de recursos computacionais, nomeadamente de reconhecimento e síntese de voz, correção ortográfica e indexação semântica.

O projeto é coordenado por Inês Machungo, da UEM, José Pedro Ferreira, do CELGA-ILTEC e Maria João Diniz, da UEM, e conta com a participação de linguistas, professores e outros profissionais da área das línguas de todas as regiões de Moçambique e ainda com um corpo de consultores de outros países de língua portuguesa, incluindo Portugal. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Instituto Internacional da Língua Portuguesa precisa de “garantir a continuidade”

Lisboa – A presidente do conselho científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Margarida Correia, defendeu hoje que é preciso “garantir a continuidade” desta instituição do universo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Tem de se garantir a continuidade do IILP, ou seja, o pagamento das quotas, tem de haver vontade de desenvolver projectos comuns e sobretudo participação efectiva. Mas também o envolvimento da sociedade civil”, defendeu Margarida Correia, a oradora numa conferência ‘online’ sobre o tema “O IILP ao serviço da Língua Portuguesa”.

“O IILP não vai fazer grande coisa se as universidades, as instituições não estiverem também muito interessadas em participar, nas suas acções”, acrescentou.

Sublinhando que a instituição “será aquilo que os Estados [membros da CPLP] quiserem que ela seja”, a também professora auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, defendeu que entre as prioridades para a acção futura do IILP está também “a actualização dos seus estatutos”, porque os actuais são de 2005.

Margarida Correia lembrou a este propósito que “há uns novos estatutos que foram aprovados em 2010, mas que não foram homologados pelos Estados”, prometendo empenhar-se neste projecto.

“Até porque a escolha da direcção executiva do IILP, segundo esses novos estatutos, passa a ser feita por concurso internacional e deixa de ser rotativa. E isso eu acho bem”, considerou.

Depois, é preciso que haja uma “valorização do IILP”, um reconhecimento quer pela CPLP, e sobretudo pelos seus Estados-membros, sublinhou a professora universitária.

“Precisamos que as comissões nacionais sejam boas e sejam activas, participativas, que sejam mandatadas para terem uma acção eficaz”, referiu Margarida Correia, admitindo que da parte da CPLP tem havido mais conhecimento e valorização do papel do instituto do que há uns anos.

Quanto à acção futura do IILP disse que esta terá de ir muito para a produção de recursos e apoio ao desenvolvimento do português, não apenas no espaço da CPLP, mas também no espaço internacional, e à presença do português nas organizações internacionais.

“Nas possibilidades o céu é o limite, nas limitações o inferno é o limite. Eu sou uma optimista por natureza e a vida tem-me ensinado que nós podemos fazer muito mais do que aquilo que à partida achamos que somos capazes de fazer”, concluiu.

Falando sobre o IILP, a presidente do conselho científico da instituição fez questão de encerrar a sua intervenção com o poema ‘Pedra Filosofal’, de António Gedeão: “Eles não sabem que o sonho comanda a vida…”.

O IILP é uma instituição da CPLP com sede na Praia, capital de Cabo Verde.

Os seus objectivos, de acordo com os actuais estatutos são “a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais”.

Para Margarida Correia, quando o português é das línguas mais faladas no mundo não faz sentido o princípio da “defesa”.

O que é preciso é difundir e desenvolver o conhecimento da língua portuguesa.

A criação do IILP foi proposta, em 1989, pelo então Presidente da República do Brasil, José Sarney, durante a primeira cimeira da CPLP, realizada em São Luís do Maranhão.

A CPLP integra Angola, Cabo Verde, Brasil, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

terça-feira, 5 de maio de 2020

Unesco - Celebra primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa



A comemoração marca nova fase de promoção e projeção do idioma, que foi o primeiro a ser globalizado com as Grandes Navegações portuguesas

Este 05 de maio é o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A celebração global de 2020 marca uma nova etapa: é a primeira que acontece um ano após ser instituída pela Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura, Unesco.

O idioma de vários sotaques e variantes é oficial numa área de mais de 285 milhões de falantes espalhados pelo mundo.





De Cabo Verde, o estudante Lúcio Ferreira disse que a língua já é usada na política e ciência, mas “será certamente a língua do futuro”. Já a estudante Nelita, de Timor-Leste, destaca que o português é um dos mais importantes instrumentos de união: dos timorenses ao mundo e do mundo aos cidadãos do país.

Chefes de Estado e de governo, políticos, organizações da sociedade civil e celebridades juntam-se em evento virtual coordenado com Paris, sede da Unesco.

União

Durante uma década, o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, era marcado por celebrações enfatizando a quinta língua mais falada no mundo, a terceira mais usada no Hemisfério Ocidental e a maior no Hemisfério Sul.

Em mensagem, de Lisboa, o secretário-executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles, declarou que o atual momento de crise pelas incertezas devido à pandemia da covid-19 tem impacto na língua portuguesa.






“A situação de estado de emergência em muitos países, incluindo da CPLP, fez surgir termos até então muito pouco utilizados na linguagem corrente: teletrabalho, distanciamento social, isolamento, confinamento domiciliário, quarentena, casos positivos e vítimas mortais, por exemplo, que passaram a fazer parte das nossas conversas diárias e lideram o catálogo das notícias dos principais meios de comunicação internacionais.”

Ribeiro Telles mencionou o reflexo negativo da pandemia em agendas de diversos setores que foram forçados a reduzir o ritmo de atividades em nações lusófonas.

O primeiro evento global na Unesco destaca a cooperação para projetar o português.  O ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, elogiou a ação diplomática que culminou com a consagração da data. Até este ano, o país detém a presidência rotativa da CPLP.

“Vamos continuar a trabalhar para que na frente diplomática a língua portuguesa seja uma língua de trabalho das Nações Unidas. Já é língua de trabalho dos países da África Ocidental, na União Africana. Vamos continuar a trabalhar para que seja a língua de trabalho normal das Nações Unidas.”





O primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa marca a primeira vez em que um idioma não oficial é celebrado na Unesco. 

A importância cultural da língua presente nos cinco continentes também acontecerá em eventos programados no bloco lusófono que integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe.

Estudantes

A CPLP também destaca a cooperação como outro marco do momento atual.

Nas celebrações em tempos de quarentena e isolamento, a estudante de Angola aponta o português como língua que permite que “falantes de vários idiomas do povo angolano tenham um veículo de comunicação promovendo o desenvolvimento”.

Jaime Bonga de Moçambique celebra o português como língua que “diariamente se renova, diante da diversidade cultural no imenso território”. Sobre o tema, uma estudante de São Tomé e Príncipe comparou o português a “tijolos que, ao longo do tempo, ajudam a construir o percurso de vida e a moldar a personalidade.”

Segundo a Missão do Brasil junto da ONU, o país planeia criar o Instituto Guimarães Rosa, coordenado pelo Ministério das Relações Exteriores. Atividades de promoção e ensino de português são realizadas pelo Instituto da Cooperação e da Língua, Camões, e Instituto da Língua Portuguesa IILP. ONU News – Nações Unidas

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Lusofonia - Conselho da Ortografia da Língua Portuguesa define três prioridades de atuação

Porto - O aprofundamento da sistematização das regras ortográficas do português e a criação de um conjunto de textos "equilibrados" para as variedades do português são dois dos três eixos prioritários do Conselho de Ortografia da Língua Portuguesa.

Reunidos desde segunda-feira na Casa Pernambuco, no Porto, para definir as áreas prioritárias de intervenção e os instrumentos de promoção da língua portuguesa, os membros do Conselho da Ortografia da Língua Portuguesa (COLP), órgão técnico do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), chegaram a um consenso.

De acordo com o documento a que a Lusa teve acesso, este novo órgão da IILP, além de reconhecer a importância do Vocabulário Comum da Língua Portuguesa (VOC), estabelece "três eixos de atuação" para a promoção e coesão da língua entre os diferentes Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O documento oficial, assinado por especialistas da Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste, define como primeira prioridade o "aprofundamento da sistematização das regras ortográficas do português".

Além deste aprofundamento, o órgão técnico propõe a "ampliação do corpo de conhecimentos sobre a ortografia", que passa pela identificação e descrição das estruturas congéneres, o levantamento de bibliografia sobre a ortografia publicada em português e a gestão da ortografia de língua política ou "filogeneticamente próxima" do português.

Por fim, estabelece a criação de 'corpora' (conjunto de textos escritos e registos orais) de "dimensões comparadas e com equilíbrio semelhante" para as variedades do português dos estados-membros da CPLP.

Durante a reunião, os vários representantes elegeram ainda a comissão de coordenação deste conselho, atribuindo a direção "temporariamente" ao brasileiro Evanildo Bechara, com Inês Machungo (Moçambique) e José Pedro Ferreira (Portugal).

"Esta comissão tem como função primeira supervisionar a elaboração do regulamento do COLP, a apresentar na próxima Reunião CC-IILP [Conselho Científico do IILP], prevista para maio de 2020", lê-se no documento, que acresce que a segunda reunião do órgão será posterior à reunião do CC-IILP.

Além da comissão de coordenação, os representantes nomearam também Silvestre Estrela (Angola) como coordenador da comissão de redação para elaborar um regulamento para este novo órgão técnico da IILP. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”