Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Moçambique - População de elefantes cresce de 9 mil para mais de 22 mil em 2025

O país registou um crescimento significativo da população de elefantes, que passou de pouco mais de nove mil animais, em 2018, para cerca de 22.700, em 2025. Apesar dos resultados positivos, as autoridades alertam que a expansão da agricultura, dos assentamentos humanos, da exploração florestal e da mineração continua a ameaçar a fauna bravia e os seus habitats.


Moçambique conta actualmente com uma população estimada em cerca de 22.700 elefantes, segundo os resultados do Censo Nacional de Elefantes e de Grandes Mamíferos 2025, divulgados esta sexta-feira pela Administração Nacional das Áreas de Conservação.

O número representa um aumento expressivo em relação aos 9114 elefantes contabilizados no último censo, realizado em 2018. O levantamento aponta igualmente para uma redução significativa do número de carcaças de elefantes, com o rácio a baixar de 48,35%, em 2018, para 4,6%, em 2025, não obstante a continuidade de invasões de reservas.

O censo foi financiado pelo Governo da Suécia, através do Programa de Conservação da Biodiversidade, coordenado pela BIOFUND, com o envolvimento da Universidade Eduardo Mondlane.

Mais do que preocupação, os dados devem ser aproveitados para tirar proveito económico e financeiro.

O relatório refere ainda que os dados do norte do país poderão estar subestimados, uma vez que algumas zonas de Cabo Delgado e da Reserva Especial do Niassa não foram abrangidas pelo levantamento, devido às limitações de segurança. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 28 de abril de 2026

Cabo Verde - Número de eleitores cresce 5,95% com maior expressividade na diáspora

Os dados provisórios da Direcção-Geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE) indicam que, em comparação com as últimas eleições, o número de eleitores registados aumentou em 23.384, o que representa uma variação de 5,95%. O crescimento é mais expressivo na diáspora, onde se registou uma subida de 36,5%, passando de 52.752 eleitores em 2021 para os actuais 72.051, distribuídos por 22 países


Conforme explicou a presidente da CNE, Maria do Rosário Pereira Gonçalves, o aumento do número de eleitores na diáspora deve-se, sobretudo, à implementação de um novo sistema de recenseamento, que permite aos cidadãos cabo-verdianos residentes no exterior inscreverem-se no recenseamento eleitoral quando recorrem aos serviços consulares para emissão ou renovação do passaporte.

No total, encontram-se inscritos para estas eleições 416.335 eleitores, dos quais 344.284 no território nacional e 72.051 na diáspora.

Ainda no que se refere à diáspora, verificou-se um crescimento significativo no número de mesas de voto, que passaram de 236, em 2021, para 284 nas presentes eleições. A nível do território nacional, foram constituídas 1058 mesas de votação.

No que se refere às candidaturas, a CNE recebeu dos tribunais um total de 48 listas apresentadas por cinco partidos políticos. O Movimento para a Democracia (MpD) e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) lideram, com 13 candidaturas cada, sendo os únicos a concorrer em todos os círculos eleitorais.

O Partido Popular (PP) e o Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS) apresentaram seis candidaturas cada. O PP concorre nos círculos de Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e na diáspora (África, América e Resto do Mundo), enquanto o PTS apresenta listas em Santiago Sul, Santiago Norte, São Vicente e também nos círculos da diáspora.

Já a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) submeteu 10 candidaturas, ficando de fora dos círculos da Brava, Maio e Boa Vista.

Das 48 listas admitidas, que representam um total de 556 candidatos, 300 são efectivos e 256 suplentes.

Em termos de distribuição por sexo, 294 candidatos (52,88%) são do sexo masculino e 262 (47,12%) do sexo feminino. A CNE destacou que todas as listas cumprem a Lei da Paridade, não se registando qualquer candidatura com representação inferior a 40% de um dos sexos.

Questionada sobre a avaliação do período pré-eleitoral, a presidente da CNE considerou que se tratou de uma fase “bastante competitiva”, marcada por elevada atenção por parte das candidaturas e dos partidos proponentes às eleições legislativas.

A presidente da CNE revelou ainda que foram registadas várias queixas durante a pré-campanha, sobretudo relacionadas com alegadas violações do dever de neutralidade e imparcialidade da administração pública.

“O que nós podemos dizer é que, sim, houve bastante discussão em torno desta questão, que já é recorrente. O respeito pelo princípio da neutralidade e da imparcialidade continua a merecer centralidade na fase da pré-campanha eleitoral em Cabo Verde”, concluiu a presidente da CNE.

A conferência de imprensa culminou com a entrega dos fac-símiles às candidaturas às eleições, na presença dos membros da CNE. Anilza Rocha – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Brasil - Comércio com a China cresce para valor recorde em 2025

As trocas comerciais entre Brasil e China cresceram 8,2% em termos homólogos, em 2025, para o valor recorde de 171 mil milhões de dólares, segundo dados divulgados pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). A China manteve-se como o principal parceiro comercial do Brasil, superando com larga vantagem os Estados Unidos, com quem o comércio bilateral somou 83 mil milhões de dólares no mesmo período. De acordo com o CEBC, o excedente comercial brasileiro com a China foi de 29,1 mil milhões de dólares, o equivalente a 43% de todo o saldo positivo do país com o mundo.


O crescimento das exportações brasileiras foi impulsionado principalmente pelo setor agropecuário e extrativo. Só a venda de petróleo bruto para a China atingiu o valor de 20 mil milhões de dólares, com um volume recorde de 44 milhões de toneladas – representando 45% de todo o petróleo exportado pelo Brasil.

As exportações de soja somaram 34,5 mil milhões de dólares, enquanto as de carne bovina cresceram quase 48%, chegando a 8,8 mil milhões de dólares, também um recorde. Em contraste, as vendas de carne de frango e suína caíram 53% e 36%, respectivamente.

Do lado das importações, destacou-se a aquisição de uma plataforma para a exploração de petróleo no valor de 2,66 mil milhões de dólares. As compras de automóveis híbridos também aumentaram 25%, totalizando 1,87 mil milhões de dólares. Por outro lado, os veículos 100% elétricos sofreram uma queda de 37% nas importações.

A China foi ainda o principal fornecedor de bens da indústria de transformação para o Brasil, com destaque para fertilizantes, produtos químicos e farmacêuticos, estes últimos com um crescimento de 39% nas compras, impulsionadas especialmente por medicamentos à base de insulina.

Entre os estados brasileiros, o Rio de Janeiro liderou as exportações para a China pelo terceiro ano consecutivo, com 18,1 mil milhões de dólares, 94% dos quais oriundos da venda de petróleo.

Com os novos dados, a corrente de comércio Brasil – China representou 27,2% de todo o comércio exterior brasileiro em 2025, consolidando a importância da China na balança comercial do país sul-americano. In “Ponto Final” - Macau


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

África - Fundação Tony Elumelu abre candidaturas para Programa de Empreendedorismo 2026

A Fundação Tony Elumelu (TEF) anunciou a abertura oficial das candidaturas para o Programa de Empreendedorismo 2026, uma das mais abrangentes iniciativas privadas de apoio ao empreendedorismo em África, destinada a jovens empreendedores dos 54 países do continente.


O programa volta a apostar no financiamento directo, formação empresarial e mentoria especializada como instrumentos para impulsionar o crescimento económico inclusivo e sustentável.

As candidaturas decorrem de 1 de Janeiro a 1 de Março de 2026 e estão abertas a empreendedores com ideias de negócio inovadoras ou empresas em fase inicial. O processo de submissão é feito através da plataforma digital TEFConnect. Os candidatos seleccionados terão acesso a cinco mil dólares norte-americanos em capital semente não reembolsável, formação empresarial intensiva, mentoria personalizada e integração na maior rede pan-africana de empreendedores.

Desde a sua criação, em 2015, o Programa de Empreendedorismo da Fundação Tony Elumelu tem registado um impacto expressivo no desenvolvimento económico e social do continente. Ao longo de mais de uma década, a Fundação já financiou mais de 24 mil empreendedores africanos, capacitou cerca de 2,5 milhões de cidadãos, contribuiu para a criação de mais de 1,5 milhões de postos de trabalho e impulsionou a geração de aproximadamente 4,2 mil milhões de dólares em receitas.

Intervindo no lançamento da edição de 2026, o fundador da Fundação Tony Elumelu e presidente do Grupo Heirs Holdings, Tony O. Elumelu, reiterou a sua convicção de que o futuro de África depende do investimento estruturado no seu capital humano. “Os empreendedores são o futuro de África”, afirmou, defendendo uma mudança de paradigma na abordagem ao desenvolvimento do continente.

Segundo Tony Elumelu, África não carece de ajuda externa, mas de investimento estratégico nos seus próprios talentos, sobretudo na juventude. “Quando capacitamos os empreendedores, criamos emprego, estimulamos o crescimento económico e transformamos positivamente as comunidades onde estes negócios operam”, sublinhou.

Para além do impacto económico, o programa distingue-se pelo seu forte compromisso com a inclusão e a igualdade de género. Actualmente, 46 por cento dos empreendedores apoiados pela Fundação são mulheres, representando uma das mais elevadas taxas de participação feminina em programas de empreendedorismo à escala continental.

A Fundação Tony Elumelu tem ainda consolidado a sua presença através de parcerias estratégicas com instituições internacionais de relevo, como a União Europeia, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Banco Africano de Desenvolvimento, a Google e o UNICEF Generation Unlimited, entre outras, permitindo alargar o alcance do programa a diferentes sectores e geografias.

Com o lançamento do Programa de Empreendedorismo 2026, a Fundação reafirma o seu compromisso com a erradicação da pobreza, a criação de emprego e a promoção de um crescimento económico inclusivo em África, apostando no talento, na inovação e no espírito empreendedor da juventude africana. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 14 de abril de 2025

Portugal - Estudo da Universidade de Coimbra introduz nova tecnologia para monitorização em tempo real do crescimento de microalgas

Um estudo liderado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), publicado na Biosensors and Bioelectronics, propõe uma solução pioneira para a monitorização precisa e em tempo real do crescimento de microalgas e da sua produção de metabolitos com diversas aplicações industriais.



De acordo com a investigação, esta nova tecnologia, que combina Espectroscopia de Impedância Eletroquímica (EIS) e elétrodos porosos tridimensionais, permite a criação de uma sonda capaz de monitorizar, em tempo real, o crescimento de microalgas e a sua produção de exopolissacarídeos (EPS) - macromoléculas naturais com propriedades emulsificantes aplicáveis na indústria alimentar -, bem como a sua atividade anti-inflamatória e antioxidante, entre outras. 

«Neste estudo utilizamos a microalga modelo Lobochlamys segnis e demonstramos que o crescimento pode ser monitorizado continuamente por, pelo menos, 14 dias. Os resultados indicam que a taxa de crescimento logístico obtida por EIS é comparável aos métodos convencionais de contagem celular. Além disso, a resistência ohmica revelou-se um indicador fiável para a deteção do ponto máximo de produção de EPS», revela Paulo Rocha, professor do Departamento de Ciências da Vida (DCV) e investigador do Centro de Ecologia Funcional (CFE). 

De acordo com o especialista, a introdução desta tecnologia representa um avanço significativo para a indústria biotecnológica, possibilitando a otimização da produção de microalgas em larga escala e contribuindo para uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos.

A investigação do grupo liderado por Paulo Rocha, envolve Francisco Cotta Jr e Felipe Bacellar, estudantes de doutoramento, Raquel Amaral e Diogo Correia, investigadores do CFE, e Kamal Asadi, professor da Universidade de Bath, no Reino Unido. Universidade de Coimbra - Portugal


sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Timor-Leste - Economia mantém trajectória de crescimento de 3%

A economia de Timor-Leste continua a recuperar, mas mais lentamente devido à baixa execução orçamental, prevendo-se um crescimento próximo dos 3% para 2024, de acordo com um relatório divulgado pelo Banco Mundial.


“Espera-se que Timor-Leste mantenha a sua trajetória de recuperação, com a projeção de um crescimento do Produto Interno Bruto próximo dos 3% em 2024, acelerando para uma média de 3,7% para o período 2024-2026”, refere-se no relatório semestral das perspectivas económicas da instituição.

Os dados indicam que até Maio de 2024 tenha sido executado cerca de 25% do Orçamento de Estado e 6% do orçamento de Capital e Desenvolvimento. “São necessárias taxas de execução substancialmente mais elevadas para alcançar níveis mais elevados de crescimento económico”, pode ler-se no relatório.

Segundo a organização, o crescimento vai continuar dependente da despesa pública e o défice orçamental deverá permanecer elevado, situando-se a “44% do PIB a médio prazo”. “Sem medidas significativas geradoras de receitas, prevê-se que o défice continue a aumentar, o que obriga à continuação dos levantamentos do Fundo Petrolífero”, lê-se no documento.

O Banco Mundial destaca uma “estagnação na produtividade”, especialmente nos sectores do PIB não petrolíferos, associado a “progressos lentos na diversificação da economia”. Em relação à inflação, a organização salienta que apesar do fortalecimento do dólar e do alívio das pressões inflacionistas, o preço dos produtos alimentares continua elevado.

Nos primeiros quatro meses do ano foi registada uma inflação de 4,7% contra os 11,9% registados durante o mesmo período em 2023. O Fundo Petrolífero manteve-se estável com 18,45 mil milhões de dólares, em Março deste ano, registando um modesto aumento de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado. “Este crescimento foi impulsionado pelos preços do petróleo e do gás, pelo pagamento de receitas referentes a 2023 e pela redução dos levantamentos devido à baixa execução orçamental no contexto da transição política”, salienta o Banco Mundial. In “Ponto Final” - Macau


quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

São Tomé e Príncipe - Governador do Banco Central prevê crescimento do PIB em 3,5%

São Tomé – O governador do Banco Central de São Tomé e Príncipe, BCSTP, Américo Barros anunciou na passada segunda-feira no tradicional balanço económico do fim do ano, que a economia são-tomense deverá registar um crescimento do PIB na ordem de 3,5%, em 2020, e uma inflação a rondar os 6,6%.

“Espera-se um maior incremento da actividade económica para 2020, sendo espectável uma maior aceleração da taxa de crescimento do PIB a rondar os 3,5% na sequência da execução do programa de investimento público com financiamentos do Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, a República Popular da China dentre outros parceiros estratégicos para São Tomé e Príncipe”, sublinhou Américo Ramos em projeção para 2020.

Tendo revelado uma inflação acumulada em Novembro ultimo de 5,7% face a 8,0% no igual período do ano anterior, Américo Barros disse esperar em 2020 uma inflação a rondar os 6,6% que considera “compatível com a contração da oferta monetária em 5,2%.

Depois de manifestar-se preocupado com o crescimento do PIB em 2019 por não ter ultrapassado 1,5 %, o governador do Banco disse que “quanto às contas externas a sua evolução é reveladora de grande preocupação, na medida em que as reservas internacionais líquidas garantem apenas 1,6 meses de importação”.

“A conjuntura económica internacional foi de facto bastante adversa aos propósitos da economia são-tomense”, disse Américo Barros, tendo sublinhado que “no actual contexto, estima-se que o Produto Interno Bruto cresça 2%, sustentado essencialmente pela evolução positiva do Turismo e da Agricultura”.

O governador do Banco Central anunciou para o segundo trimestre do próximo ano a entrada em vigor da nova serie de notas de 200 Dobras para “minimizar os constrangimentos relacionados com a retirada das mesmas em circulação”. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Cabo Verde - Regista o maior crescimento económico entre os países africanos de língua oficial portuguesa

Na entrada para o novo ano em que é esperada uma forte aceleração da economia de Moçambique e um possível regresso de Angola ao crescimento, Cabo Verde regista o maior crescimento económico entre os países africanos de língua oficial portuguesa

As previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam para um crescimento de 5% em 2019, ritmo que deverá manter-se em 2020 e nos anos seguintes, enquanto o Governo cabo-verdiano inscreveu no Orçamento de Estado para o novo ano uma previsão de crescimento de até 5,8%.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) cabo-verdiano dá conta de uma actividade económica em aceleração – no terceiro trimestre de 2019, um aumento de 6,7% do PIB, devido ao consumo final (aumento de 7,7%) e exportações (mais 11,6%).

O governo de Ulisses Correia e Silva assume o objectivo de acelerar o crescimento económico, melhorando o ambiente de negócios e acelerando as reformas estruturais.

«A nota do Grupo de Apoio Orçamental (GAO), na sua mais recente avaliação de Cabo Verde, é altamente positiva, o quadro macro-económico é estável, a economia está a crescer, a dívida está a diminuir, o défice está a reduzir-se, o ambiente de negócios está a melhorar, mas temos que acelerar fazer mais, fazer melhor e fazer mais rápido, para que possamos atingir o crescimento de 7%», afirmou recentemente o ministro.

Em expansão acelerada, mas a partir de um valor do PIB mais baixo, está a Guiné-Bissau, que deverá crescer 4,6% em 2019, segundo o FMI, que antevê uma aceleração moderada da economia guineense, para níveis próximos de 5%.

São Tomé e Príncipe deverá crescer 2,7% em 2019, mas as previsões do FMI também apontam para uma aceleração nos próximos anos.

O maior impulso a nível económico nos próximos anos deverá registar-se em Moçambique, com o FMI a antever uma aceleração de 1,9% em 2019 para um crescimento real de 5,5% em 2020.

O comunicado final da mais recente missão do FMI a Moçambique refere que a prevista aceleração decorre dos esforços de reconstrução pós-ciclones, da recuperação na agricultura e do estímulo económico de um relaxamento gradual adicional das condições monetárias e da regularização dos pagamentos internos em atraso aos fornecedores.

«O sector da construção e outras actividades deverão também beneficiar dos investimentos nos grandes projectos de gás natural liquefeito, devendo a inflação permanecer baixa, com uma ligeira subida para 5,0% no final de 2020, em relação aos 3,0% no final de 2019», pode ler-se.

Também a consultora Fitch Solutions melhorou recentemente as previsões para Moçambique, antecipando que o PIB cresça 2% em 2019 e 4,2% em 2020, graças «ao crescimento da formação bruta de capital fixo (…) no seguimento da reconstrução pós-ciclone e nos investimentos no sector do gás, ainda que o investimento público se mantenha limitado a curto prazo».

Em Angola, 2019 deverá ser o quarto ano consecutivo de quebra do PIB (-0,3%, segundo o FMI), mas o Governo e algumas instituições antevêem que o novo ano seja de retoma, previsão que não é consensual.

Enquanto o FMI prevê um crescimento de 1,2% no novo ano e o Governo de 1,8%, a Economist Intelligence Unit antecipa uma nova contracção, de 1,9%, devido à quebra da produção petrolífera e «descida das receitas governamentais, pela despesa pública e pelo consumo privado». In “Revista Port. Com” - Portugal

sábado, 23 de março de 2019

América do Sul - Movimentação de contêineres na Costa Leste deve crescer a uma média anual de 5,9% até 2023


As perspectivas de crescimento na movimentação de contêineres na Costa Leste da América do Sul são positivas para os próximos cinco anos e devem ser aproximadamente três vezes maiores que o crescimento do PIB, segundo o ECSA Container Terminals Report 2019, produzido pela Datamar com a colaboração do Dr. Andreas Nohn, consultor marítimo independente, que atuou de 2013 a 2017 como economista de transportes na HPC Hamburg Port Consulting GmbH.

Segundo o levantamento realizado junto aos diretores e principais autoridades de 22 terminais de contêineres no Brasil, seis na Argentina e dois no Uruguai, a expectativa é que o setor cresça 5,9% na Costa Leste da América do Sul, impulsionada principalmente pelo Brasil, que deve ampliar a movimentação em 6,5% por ano. Em 2018, os portos nos três países movimentaram, ao todo, 12,7 milhões de TEUs, o que representou um incremento de 4,9% em relação a 2017, quando foram registrados 12,1 milhões de TEUs. Pelo estudo realizado pela Datamar, o volume de contêineres no Brasil deve saltar de 10,3 milhões de TEUs para 14,1 milhões de TEUs até 2023.

De todas as regiões do Brasil, a que apresentou maior taxa de crescimento na modelagem econômica foi a região Norte, onde a cabotagem é muito presente para o transporte de eletroeletrônicos e auto partes. Já o Porto de Santos tende a crescer por mais de um milhão de TEUs, causando o maior impacto em números absolutos. O relatório traz todos os números e taxas de crescimento previstas para cada região brasileira.

O Monitor de Negócios dos Terminais aponta a perspectiva atual e de curto prazo dos terminais. As classificações foram dadas por cada diretor em uma escala de 0 a 10, sendo que a média atingiu 6.1. A região que registrou maior potencial de desenvolvimento foi o Nordeste, onde os terminais acreditam que o ambiente de negócios tende a melhorar 25% no curto prazo. “Esta região sempre ‘amplifica’ a situação brasileira. Quando o Brasil vai bem, o Nordeste vai ainda melhor”, disse o diretor de um terminal importante na região.

Outro ponto de destaque é a previsão de utilização dos terminais no Brasil, ou seja, quanto se tem de movimentação em relação à capacidade, que deve subir de 56,6% para 64,7% em 2023, considerando as expansões atualmente planejadas pelos terminais. A incorporação de embarcações cada vez maiores às frotas – navios de 14 mil TEUs – trará mudanças à navegação regional, já que nem todos os portos serão capazes de receber os grandes navios. “Buenos Aires é o caso mais emblemático, e que tende a provocar um aumento de transbordos em Santos e nos portos do sul do Brasil”, explica Andrew Lorimer, diretor da Datamar.

Com a contínua consolidação do setor, o mercado de transporte de contêineres na região ECSA está cada vez mais concentrado. De acordo com o relatório, os quatro maiores armadores – Maersk, MSC, CMA CGM e Hapag-Lloyd – respondem por 79,2% de toda a capacidade prevista em fevereiro de 2019. Em termos de tráfego marítimo, as quatro empresas representam 82,3% do total de contêineres embarcados em 2018. Destes quatro armadores dois são sócios em terminais de contêineres de importante relevância no Brasil. “A tendência é que os terminais independentes tentem encontrar o seu nicho. Se o otimismo apontado pelo relatório se concretizar, haverá espaço para todo mundo”, ressalta o diretor da Datamar.

O ECSA Container Terminals Report traz uma análise completa dos seguintes pontos:

Previsão de demanda e capacidade por região até 2023
Avalia o histórico dos últimos anos, as previsões de taxa de crescimento regional do PIB, os fatores políticos e econômicos, bem como as restrições dos comércios para as grandes indústrias regionais.
Planejamento das autoridades portuárias para concessão de terminais
O efeito sobre os terminais dos planejamentos realizados por parte das autoridades portuárias. Os possíveis desfechos das situações enfrentadas pelos terminais e o efeito sobre seus planos de investimento e expansão.

Novas configurações de serviços dos armadores em cada terminal:

Atualizações, alinhamento frente às alianças globais, performance dos serviços e possíveis restriçõs de mercado por agências concorrentes.
Possíveis restrições portuárias frente ao aumento do tamanho dos navios:
Como a chegada de navios maiores à Costa Leste da América do Sul pode impactar os terminais. As características portuárias que podem fazer a diferença neste cenário.

Dados confiáveis e atualizados de movimentação, infraestrutura e equipamentos:

Dados recebidos diretamente dos armadores e terminais. Traz análises de demanda, capacidade, movimentação de longo curso, cabotagem, cheios, vazios, transbordos, mercadorias, acessibilidade naval, infraestrutura, equipamentos, serviços e rotas. In “Portos e Navios” – Brasil com “Jornal Dia a Dia”

sábado, 15 de dezembro de 2018

Moçambique - FMI projecta um crescimento económico de 4,7 por cento para 2019

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projecta um crescimento económico, para Moçambique, entre 4 e 4,7 por cento, no próximo ano, segundo indicou, na quarta-feira, 12 de Dezembro, em Maputo, o representante residente desta instituição, em Moçambique.

Ari Aisen, que falava à margem de uma palestra, promovida pela Escola Superior de Altos Estudos e Negócios – ESAEN, uma unidade orgânica da Universidade Politécnica, sob o tema: “A Conjuntura Económica Internacional e Potenciais Impactos nas Economias Emergentes e de Moçambique”, sustentou que o desempenho da economia moçambicana, em 2019, vai depender, em parte, da Decisão Final de Investimentos (FID) das empresas no sector de gás, na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.

O representante residente referiu, igualmente, que aliado a este factor, o pagamento aos fornecedores e o contínuo relaxamento cauteloso de uma política monetária podem favorecer o aumento de crédito, assim como a manutenção da paz, que é um elemento central no projecto do crescimento económico do país.

A Decisão Final de Investimentos sinaliza, conforme argumentou Ari Aisen, o grande potencial que Moçambique tem e que poderá catapultar o crescimento da economia para 4,7 por cento.

O orador alertou sobre os riscos que as economias da África subsariana têm, e que podem ser externos, como os preços do carvão e do alumínio, que se espera que não tenham declínio no mercado internacional. Apontou ainda para os factores de risco climáticos, que podem pressionar a política fiscal e económica, tendo, por consequência, recomendado para a observância de uma disciplina fiscal acentuada.

“Recomendamos uma disciplina fiscal neste processo, para evitar situações de agravamento, depreciação e inflação da moeda, quando comparado com o que o País registou no ano passado, com o Produto Interno Bruto (PIB) a registar uma subida de 3,5 pontos percentuais, em 2018, para 4,7 por cento, como projecção em 2019”, disse Ari Aisen.

A inflação também registou uma estabilidade, com o registo de 6,5 pontos percentuais, em 2018, e projecta-se 5,5 pontos percentuais para 2019. A taxa de câmbio, segundo Ari Aisen, continuará estável em 2019.

Abordado momentos após a palestra, Narciso Matos, Reitor da Universidade Politécnica, disse ter tirado várias ilações da apresentação feita pelo representante do FMI em Moçambique, particularmente no que se refere às projecções do ano económico de 2019.

Sobre o evento, Narciso Matos explicou que se insere no novo ciclo de palestras, que visa orientar os estudantes da maior universidade privada do País, o corpo docente e convidados, sobre as dinâmicas da economia nacional e suas directrizes. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Brasil - Porto de Imbituba cresce 16% de janeiro a outubro, atrai novas cargas e projeta investimentos

O ano nem terminou e o Porto de Imbituba já tem muitos motivos para comemorar: registra crescimento de 16% de janeiro a outubro na movimentação; teve três recordes mensais operacionais, em junho, agosto e setembro; exportou novas cargas, como o arroz em casca e toras de madeira; e realiza aproximadamente 17 milhões de reais em investimentos em infraestrutura.



Até outubro, o complexo portuário movimentou 4.5 milhões de toneladas, operação 16% superior à registrada no mesmo período de 2017, quando passaram pelo porto 3.9 milhões de toneladas. Nesse ritmo, o único porto da Região Sul Catarinense deve fechar 2018 com a maior movimentação de sua história, com a perspectiva de alcançar os cinco milhões de toneladas anuais.

Estados Unidos (EUA), Chile e Argentina são as principais origens das cargas de importação. Na exportação, China, EUA e Holanda estão entre os destinos mais frequentes. A navegação de longo curso (importação/exportação) apresenta 14,5% de crescimento. Ainda melhor, a cabotagem (navegação na costa brasileira) reflete o reaquecimento da economia nacional com aumento de 16,5% nos dez primeiros meses do ano, comparado a 2017. Quanto aos navios, já atracaram em Imbituba 241 embarcações, 12,6% a mais que o registrado no mesmo período do ano anterior.

A operação de coque, soja, contêineres e sal têm se destacado no Porto de Imbituba. Entre eles, o crescimento mais expressivo foi na movimentação de sal (+68,9%) e, principalmente, de contêineres, que apresenta aumento de 87,5% no número de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), ultrapassando os 70 mil TEU – volume histórico para o terminal.

Atendendo sua capacidade multipropósito, o Porto de Imbituba também ampliou seu portfólio de cargas em 2018. E maio, pela 1ª vez a agroindústria de Santa Catarina exportou o arroz em casca a granel a partir dos portos do estado. Em setembro, a exportação inédita no Brasil de madeira de reflorestamento em navio break bulk também ocorreu a partir de Imbituba. Ainda, voltou a ser operado no complexo portuário o gado vivo (livestock), com o envio de três navios com destino à Turquia.

Em um mercado altamente competitivo, a SCPar Porto de Imbituba, estatal de Santa Catarina que administra o porto, soma investimentos na casa dos R$ 17 milhões. Destes, R$ 12,7 milhões estão sendo destinados a contratos em execução e R$ 4,3 milhões para projetos em andamento. A lista de melhorias inclui a dragagem de manutenção; a recuperação do cais 3; a manutenção predial, mecânica e elétrica, preventiva, corretiva e emergencial; a reforma dos tanques de granel líquido e a demolição de edificações ociosas.

Com os bons resultados operacionais e financeiros que o porto tem alcançado, o diretor-presidente da SCPar, Osny Souza Filho, prospecta um cenário positivo para 2019. "Trabalharemos para dar continuidade ao crescimento sustentável do porto, ampliando, modernizando e tornando mais eficiente sua estrutura, de forma a continuar atraindo novas cargas e novas linhas de navegação e a aproveitar o reaquecimento do mercado nacional, posicionando cada vez mais o Porto de Imbituba como agente de desenvolvimento de Santa Catarina, em especial do sul do estado", destaca o gestor. In “SCPAR Porto de Imbituba” - Brasil

sábado, 25 de agosto de 2018

Macau - A economia cresceu 6,0 % no 2º trimestre de 2018

No segundo trimestre de 2018 o Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento homólogo de 6,0% em termos reais, visto que as exportações de serviços e a despesa de consumo privado subiram estavelmente. O crescimento económico do segundo trimestre foi inferior ao registado no trimestre anterior (+9,2%), sobretudo devido ao estreitamento do aumento das exportações de serviços e à diminuição acentuada do investimento. No primeiro semestre a economia registou um crescimento homólogo de 7,6%, em termos reais.

A procura externa manteve-se ascendente, com um acréscimo anual de 13,0% nas exportações de serviços, com destaque para +13,7% nas exportações de serviços do jogo e +13,0% nas exportações de outros serviços turísticos, tendo as exportações de bens subido 30,0%.

A procura interna desceu tenuemente, arrastada essencialmente por uma contracção anual de 11,9% no investimento. A despesa de consumo privado e a despesa de consumo final do governo aumentaram 5,3% e 5,1%, respectivamente, enquanto as importações de bens subiram 10,0%.

O deflactor implícito do PIB, que mede a variação global de preços, registou um crescimento anual de 3,5%.

A despesa de consumo privado cresceu estavelmente. A situação favorável do emprego, com subidas do número total de empregados e do rendimento do emprego, impulsionou um aumento homólogo de 5,3% na despesa de consumo privado, percentagem superior à registada no primeiro trimestre (+4,8%). Aumentou também a despesa de consumo final das famílias: 4,9% no mercado e 3,3% no exterior.

A despesa de consumo final do governo subiu 5,1% em termos anuais, percentagem superior à registada no primeiro trimestre (+2,2%). Realçam-se os acréscimos de 3,3% nas remunerações dos empregados e de 8,8% nas aquisições líquidas de bens e serviços.

O investimento privado diminuiu, com agravamento do decréscimo do investimento global em activos fixos. O investimento global em activos fixos desceu 11,9% em termos anuais, ou seja, uma queda muito acentuada em comparação com a registada no trimestre precedente (-1,9%). Quanto ao investimento do sector privado, o investimento em activos fixos do sector privado desceu substancialmente 18,9%, dada a conclusão sucessiva das obras de grandes empreendimentos turísticos e de entretenimento, bem como de edifícios residenciais. Salienta-se o recuo de 22,0% no investimento em construção, tendo contudo crescido 7,4% o investimento em equipamento. No que concerne ao investimento do sector público, o enorme investimento em diversos projectos de infra-estrutura impulsionou um crescimento anual de 28,9% no investimento em activos fixos do sector público, realçando-se os aumentos de 21,8% em obras públicas e de 154,7% em equipamento.

O comércio externo de mercadorias cresceu incessantemente. A procura global manteve-se ascendente, destacando-se os aumentos anuais de 30,0% nas exportações de bens e de 10,0% nas importações de bens, superiores respectivamente aos 12,8% e 7,0% do primeiro trimestre.

As exportações de serviços continuaram a ser a principal força motriz do crescimento económico, apesar da contracção da subida. As exportações de serviços estreitaram-se de +16,0% no trimestre anterior para +13,0% no trimestre de referência, observando-se aumentos de 13,7% nas exportações de serviços do jogo e de 13,0% nas exportações de outros serviços turísticos. Por seu turno, as importações de serviços registaram um aumento de 19,3%, significativamente mais baixo do que o verificado no trimestre anterior (+34,2%). In “Direcção dos Serviços de Estatística e Censos de Macau” – Macau

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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Moçambique - A economia cresceu 3,4% no 2º trimestre de 2018

O Produto Interno Bruto a preços de mercado (PIBpm) apresentou uma variação positiva de 3,4% no II Trimestre de 2018 comparado ao mesmo período do ano anterior (Gráfico 1.1).

Em termos acumulados, embora com uma queda nos ramos da electricidade, gás e água, e construção, as estimativas do primeiro semestre de 2018 comparado ao mesmo período de 2017, mostram um crescimento do PIB em cerca de 3,3%.

Análise Sectorial

O desempenho da actividade económica no segundo trimestre de 2018 é atribuído em primeiro lugar ao sector terciário que cresceu 3,9% (Gráfico 1.2), com maior destaque para o ramo dos transportes armazenagem e actividades auxiliares dos transportes, e informação e comunicações com 2,7%. Ocupa a segunda posição o sector primário com um crescimento de 3,8% induzido pelo ramo da indústria de extracção mineira com um crescimento de cerca de 8,3%. O sector secundário registou um ligeiro crescimento de cerca de 0,3% impulsionado pelo ramo da indústria transformadora com uma variação positiva de 2,5%.

No período em análise, o ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal e actividades relacionadas, teve maior participação na economia com um peso no PIB de 26,6% (Gráfico 1.3) seguido dos ramos dos transportes armazenagem e actividades auxiliares dos transportes, e informação e comunicações com uma contribuição conjunta de 11,0 %. Ocupando o terceiro lugar, está o ramo do comércio e serviços de reparação com 10,4%, seguido do ramo da indústria transformadora, com um peso de 8,4%. O ramo da educação, aluguer de imóveis e serviços prestados às empresas e a administração pública e indústria de extracção mineira, apresentam um peso de 7,0%, 6,2%, 6,1% e 5,8% respectivamente. Os restantes ramos de actividade tiveram em conjunto um peso de 16,9%. Instituto Nacional de Estatística – Moçambique

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

São Tomé e Príncipe – Previsão do crescimento do PIB na ordem de 4%

São-Tomé – O governador do Banco Central de São-Tomé e Príncipe, BCSTP, Hélio Almeida anunciou, no tradicional balanço económico do fim do ano, que a economia são-tomense deverá registar um crescimento do PIB na ordem de 4%, a inflação deverá manter-se em 6,5%, tendo perspetivado para 2018 um crescimento de 5% em matéria de estabilidade de preços.

Citando as estimativas ainda provisórias, Hélio Almeida disse que “ a economia deverá registar no fim do exercício, um crescimento do Produto Interno Bruto, PIB na ordem dos 4% em linha com crescimento registado nos últimos dois anos” tendo referenciado a contribuição do sector do turismo em parceria com as áreas de construção, comércio e domínio financeiro.

Tendo estimado que “a inflação se mantenha a um dígito, situando-se em 6,5%” o governador do Banco Central são-tomense fez referência aos choques do lado da oferta de produtos locais terem registados “alguma pressão inflacionista, sazonal” nos meses de Abril e Junho tendo contribuído para uma inflação acumulada de 6,1% até Novembro contra os 5,4% do período homólogo.

No contexto de estabilidade de preço, Hélio Almeida perspectivou para o ano de 2018 “ um crescimento na ordem de 5%, sustentado, em grande medida por investimento público” tendo defendido “a revitalização do sector privado” para impulsionar as exportações bem como o reforço do processo de convergência nominal e da sustentabilidade do regime cambial fixo em vigor.

O crédito a economia apresentou um incremento na ordem de 3% insuficiente para fazer face a tendência contracionista da massa monetária, que registou uma diminuição de 6% afirmou o governador tendo sublinhado que o rácio de liquidez do sistema bancário situou-se em 60%, nível muito elevado acima dos valores de referência (20%).

As importações de bens ascenderam a 108 milhões de dólares, representando um incremento em trono de 12% face ao período homólogo enquanto as importações de bens de capital aumentaram em 26,3% sugerindo uma “maior contribuição das importações para a formação bruta de capital fixo”.

Disse ainda que as exportações registaram nos primeiros onze meses, “um modesto crescimento em 3,5%” face ao igual período anterior, resultante da redução no volume das exportações de cacau que sofreu um decida em cerca de 33% do preço desta commodite no mercado internacional, tendo-se resultado numa situação deficitária nos saldos da balança comercial e da conta corrente.

Relativamente a reforma monetária de 2018 que visa o reforço da confiança em Dobra (a moeda são-tomense) – o governador do Banco são-tomense sublinhou que “a introdução da nova família da Dobra com corte de 3 zeros exige de todos são-tomenses um esforço inicial de apropriação e conversão” tendo apelado envolvimento de todos na consolidação desse “bem público”. In “STP Press” – São Tomé e Príncipe

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Internacional – Energia fotovoltaica cresce mais de 50%

Pela primeira vez, no ano passado, a energia solar fotovoltaica cresceu muito mais rápido do que qualquer outro combustível, registando um aumento de 50%, de acordo com o relatório Renewables 2017 (“Renováveis 2017”) da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês), publicado esta quarta-feira. A organização refere que foram criados 165 gigawatts de energias renováveis ​no ano passado, o que representa dois terços da expansão líquida da distribuição de eletricidade a nível mundial.

“O que testemunhamos é o nascimento de uma nova era na energia solar fotovoltaica”, disse Fatih Birol, diretor-executivo da IEA, no comunicado enviado às redações, de acordo com a Bloomberg. “Esperamos que o crescimento da capacidade da energia solar fotovoltaica seja maior que qualquer outra tecnologia renovável até 2022”, acrescentou o responsável da instituição internacional.

Para a Agência Internacional de Energia, a tecnologia terá uma enorme influência nas energias renováveis daqui para a frente, sendo que os biocombustíveis também terão um papel mais ativo na indústria do transportes.

“Muita atenção foi dada nos últimos meses aos veículos elétricos - e com razão. Eles são cada vez mais globais, exponencialmente, (…) mas tenho de dizer que não devemos esquecer os biocombustíveis, que, no final de 2016, representavam 96% do total dos transportes renováveis”, enfatizou, por sua vez, Paolo Frankl, chefe do departamento de Energia Renovável da IEA.

O “Renováveis 2017” sublinha ainda que os Estados Unidos da América e a Índia são dos países que mais têm desenvolvido este setor. Juntamente com a China, os três representam dois terços da expansão da ‘energia limpa’ em todo o mundo. Nos próximos cinco anos, deverão ajudar a chegar à meta da agência: mil gigawatts de renováveis. Mariana Bandeira – Portugal in “Jornal Económico”


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Moçambique – PIB apresentou no segundo trimestre de 2017 uma variação positiva de 3,0% face ao homólogo do ano anterior

A economia cresceu 3,0% no II Trimestre de 2017, comparativamente ao II trimestre de 2016

O produto Interno Bruto resgistou no segundo trimestre de 2017 um crescimento de 3,0%, relativamente a igual período de 2016 (Gráfico 1.1).

A série com ajuste sazonal mostra que a actividade económica no segundo trimestre cresceu 1,0% em comparação com o trimestre anterior.




Análise sectorial

O desempenho da actividade económica no trimestre em análise, é atribuído em primeiro lugar ao sector primário que cresceu 9,5% (Gráfico 1.2), justificado pela variação positiva em cerca de 59,4% apresentada pelo ramo da Indústria de extracção mineira. O sector terciário, ocupando a segunda posição, teve também um desempenho positivo de cerca de 3,1% destacando-se os ramos dos transportes, armazenagem e actividades auxiliares dos transportes e Informação e comunicações com uma variação conjunta de cerca de 5,9%. O sector secundário registou um decréscimo na ordem de 9,9%.


Para mais informações aceda aqui. Instituto Nacional de Estatística - Moçambique

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Brasil - Comércio exterior: novo ciclo virtuoso

SÃO PAULO – Se a irresponsabilidade com que os homens públicos vêm tratando as questões políticas no Brasil de hoje não abortar o reaquecimento da economia, tudo indica que o País entrará nos próximos meses em novo ciclo virtuoso. É o que se pode prever depois de se analisar alguns dados que dão sinais de uma recuperação econômica para breve.

Um desses dados é o crescimento mensal de 3,5% na produção de bens de capital ou bens de produção, que são aqueles bens que servem para a produção de outros, especialmente de consumo, como máquinas, equipamentos, materiais de construção e instalações industriais. Essa foi a taxa obtida nos primeiros cinco meses do ano em comparação com idêntico período de 2016, mesmo com uma ociosidade de 25% nas fábricas. 

Outro dado que emite sinais de otimismo é que as exportações de manufaturados têm contribuído para a reativação da indústria. De janeiro a junho, houve um crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período do ano passado, pela média diária, com vendas de US$ 37,7 bilhões. Os semimanufaturados cresceram mais ainda: 17,5%, com uma receita no semestre de US$ 15 bilhões.

No porto de Santos, responsável pela movimentação de 27,6% do comércio exterior brasileiro, os dados não são menos otimistas. O movimento de cargas de exportação apresentou uma variação de 7% entre os anos de 2015 e 2016, enquanto na importação foi de 5,15%, segundo dados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Em função disso, o fluxo de navios atracados tem crescido dia após dia, com uma variação de 8,2%.

Tudo isso tem estimulado investimentos em terminais e compras de equipamentos para a ampliação dos serviços operacionais no porto. Na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), os processos em análise prevêem investimentos por parte dos terminais da ordem de R$ 900 milhões. Ou seja, a cada dia, cresce a presença da tecnologia. Basta ver que há 20 anos um navio de 500 contêineres exigia em média três dias em operação de carga ou descarga e, hoje, apenas duas horas.

Por parte da Codesp, estão previstos para os próximos anos investimentos de R$ 7 bilhões para atender à demanda de carga até o ano de 2024, quando o porto deverá alcançar a marca de 230 milhões de toneladas em movimentação. Além disso, as obras de expansão do porto nas ilhas de Barnabé e Bagres deverão consumir mais R$ 4,8 bilhões em investimentos.

Diante desses números, o que se pode esperar é que, depois de uma longa e dura fase de recuo, há de vir por aí um tempo de crescimento. Milton Lourenço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br