Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Moçambique - População de elefantes cresce de 9 mil para mais de 22 mil em 2025

O país registou um crescimento significativo da população de elefantes, que passou de pouco mais de nove mil animais, em 2018, para cerca de 22.700, em 2025. Apesar dos resultados positivos, as autoridades alertam que a expansão da agricultura, dos assentamentos humanos, da exploração florestal e da mineração continua a ameaçar a fauna bravia e os seus habitats.


Moçambique conta actualmente com uma população estimada em cerca de 22.700 elefantes, segundo os resultados do Censo Nacional de Elefantes e de Grandes Mamíferos 2025, divulgados esta sexta-feira pela Administração Nacional das Áreas de Conservação.

O número representa um aumento expressivo em relação aos 9114 elefantes contabilizados no último censo, realizado em 2018. O levantamento aponta igualmente para uma redução significativa do número de carcaças de elefantes, com o rácio a baixar de 48,35%, em 2018, para 4,6%, em 2025, não obstante a continuidade de invasões de reservas.

O censo foi financiado pelo Governo da Suécia, através do Programa de Conservação da Biodiversidade, coordenado pela BIOFUND, com o envolvimento da Universidade Eduardo Mondlane.

Mais do que preocupação, os dados devem ser aproveitados para tirar proveito económico e financeiro.

O relatório refere ainda que os dados do norte do país poderão estar subestimados, uma vez que algumas zonas de Cabo Delgado e da Reserva Especial do Niassa não foram abrangidas pelo levantamento, devido às limitações de segurança. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 19 de maio de 2026

Suíça - Quer fechar as portas

Dia 14 de junho, o povo decidirá por voto secreto se a Suíça deverá limitar sua população em 10 milhões de habitantes. Essa votação foi provocada pelo partido da extrema-direita, UDC, com o objetivo de impedir a entrada de novos imigrantes na Suíça. A sondagem mais recente mostra uma pequena vantagem dos conservadores favoráveis a um limite da população.

A Suíça é um raro país governado pela democracia direta. Isso significa a possibilidade dos suíços proporem modificações nas leis do país nas esferas municipais, cantonais ou estaduais e federais. Não é fácil, mas diversas leis vigentes tiveram sua origem por iniciativa popular, aprovada pela maioria dos votantes em todos os cantões.

Desde sua criação em 1891, já houve mais de 200 iniciativas federais propondo modificações na Constituição suíça, das quais 26 foram aprovadas e entraram em vigor. A mais recente foi a criação e aprovação pelo povo, em 2024, de um décimo terceiro pagamento anual para os aposentados. (Nisso, o Brasil antecipou a Suíça de 61 anos, o décimo-terceiro salário brasileiro criado em 1962, incluiu também a aposentadoria em 1963, no governo João Goulart, deposto no ano seguinte com o Golpe militar de 1964-85).

Existe hoje, na Suíça, uma preocupação pelas consequências negativas, caso a iniciativa popular "Não a uma Suíça de 10 milhões" seja aprovada pelo povo. Experiências parecidas vividas por outros países reforçam as más previsões econômicas para uma Suíça de fronteiras fechadas. Mesmo porque a Suíça seria obrigada a romper compromissos e tratados com a União Europeia tratando da livre circulação de pessoas.

Ainda na semana passada o primeiro-ministro inglês Keir Starmer, logo depois de sua derrota eleitoral, reconhecia os prejuízos da política isolacionista do Brexit e falava numa reaproximação com a União Europeia, embora evitasse tocar num retorno com anulação do Brexit pelas complicações políticas e econômicas decorrentes.

Na verdade, o Brexit foi um tiro no pé, mas a União Europeia não acredita num "Breturn", depois da vitória, nas eleições municipais do partido Reform UK, de Nigel Farage, o arquiteto do Brexit, junto com Boris Johnson e David Cameron. Um "Swissexit", provocado por um voto popular suíço isolacionista, não teria o mesmo efeito negativo do referendo Brexit?

Outro exemplo de contenção do aumento da população foi o da política do filho único na China, de 1979 a 2015, com o objetivo de garantir o desenvolvimento chinês. Isso acabou criando um desequilíbrio de gênero na China, pois a maioria dos casais, obrigados a ter um só filho, preferia ter menino. A população foi se tornando idosa sem ser gradativamente substituída por jovens, isso gerando uma diminuição da força de trabalho. Desde 2021, os casais podem ter três filhos, mas agora são os casais que decidem ter um ou dois filhos provocando baixa taxa de natalidade e um desequilíbrio demográfico.

Para complicar ainda mais a situação, a China enfrenta uma explosão de casos de demência (síndrome designativa de funções cognitivas que incluem o Alzheimer) na sua enorme população de idosos. Sem esquecer da falta de "cuidadores" dentro da família chinesa para cuidar dos avós e pais envelhecidos. A política do filho único criou para os jovens a responsabilidade de assumir, durante a vida, os cuidados dos 4 avós e dos 2 pais.

O cronista Yves Petignat, do jornal suíço Le Temps, comenta como reagirá a Suíça, se o povo votar, no 14 de junho, pela limitação da população suíça. E destaca o paradoxo de que o partido UDC, autor da iniciativa popular, tem sua força justamente na Suíça rural, longe dos centros urbanos, onde a população está envelhecendo, existe desequilíbrio demográfico e a maioria dos jovens prefere ir viver nos centros urbanos.

Sem os imigrantes, a população suíça já estaria em declínio, principalmente nas zonas rurais. E isso implicaria na falta de mão de obra na lavoura e no tratamento do gado leiteiro. O exílio dos jovens em busca de melhores empregos nas cidades implicaria no fechamento de escolas, enquanto os idosos ficariam sem seus médicos, atraídos por melhores condições e ganhos nos centros urbanos.

Em síntese, uma Suíça egoísta, isolada e fechada, será também um tiro no pé como foi o Brexit para os ingleses. Rui Martins – Suíça

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Rui Martins é Jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.

 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Macau - Cáritas pede mais atenção à saúde mental da população que não fala chinês

A Cáritas alertou para o bem-estar mental da população que não fala chinês, após um aumento de 86% nos pedidos de ajuda ‘online’ em 2025. Nesse ano, o serviço recebeu 138 pedidos de ajuda ‘online’ através do serviço em inglês, mais 86%. Os pedidos de assistência telefónica também cresceram, atingindo 98, um aumento de 17%


A Cáritas Macau pediu maior atenção para o bem-estar mental da população que não fala chinês, após um aumento de 86% nos pedidos de ajuda ‘online’ em 2025. Os Serviços de Prevenção do Suicídio da Cáritas operam uma linha de apoio em cantonês, mandarim, português e inglês.

No ano passado, o serviço recebeu 138 pedidos de ajuda ‘online’ através do serviço em inglês, mais 86%. Os pedidos de assistência telefónica também cresceram, atingindo 98, um aumento de 17%. “A maioria dos não falantes de chinês sente-se sozinha em Macau. Devemos preocupar-nos mais com eles”, disse Benedict Lok, conselheiro do serviço.

Os pedidos de ajuda vieram de pessoas com origens diversas, incluindo Países Baixos, Filipinas, Canadá, Estados Unidos, Índia e da comunidade macaense. Os macaenses são uma comunidade euro-asiática, a maioria dos quais lusodescendentes, com raízes no território. Lok indicou que 30% dos pedidos estavam relacionados com o acesso a recursos comunitários, 14% envolviam temas ligados ao suicídio, e 2% eram de indivíduos “que simplesmente se sentiam sozinhos e procuravam alguém com quem conversar”. “Normalmente, à noite, as pessoas sentem-se mais emocionais. Mais de metade dos pedidos acontecem entre as 16:00 e a meia-noite”, notou Lok. “Alguns deles só querem falar em inglês, sentindo que se podem expressar melhor,” explicou.

Dados oficiais indicam que existem 57.688 habitantes cuja nacionalidade não é nem chinesa nem portuguesa, representando 8,5% da população. Os censos de 2021 indicam mais de 2200 pessoas nascidas em Portugal a viver em Macau. A última estimativa dada à Lusa pelo Consulado-geral de Portugal apontava para cerca de 155 mil portadores de passaporte português entre os residentes de Macau e Hong Kong.

O director da Cáritas Macau, Paul Pun, explicou que a população que nasceu fora da China geralmente prefere consultas presenciais. “Até agora, os nossos voluntários que sabem línguas estrangeiras também sabem chinês, o que é suficiente para ajudar a maioria deles. Mas, claro, quanto mais [voluntários], melhor”, disse à Lusa.

Os Serviços de Prevenção do Suicídio da instituição são apoiados por mais de 90 voluntários e dez funcionários a tempo inteiro. Dentro deste grupo, 20 voluntários e três trabalhadores a tempo inteiro são proficientes em línguas estrangeiras. Pun expressou o desejo de expandir a equipa.

Na primeira metade de 2025 houve pelo menos 101 tentativas de suicídio, incluindo 14 crianças dos 5 aos 14 anos, o dobro do registado no mesmo período de 2024, avançou em Outubro a emissora pública do território. Ainda de acordo com o canal de língua portuguesa da TDM – Teledifusão de Macau, desde que saíram, no final de maio, os dados sobre suicídios entre janeiro e março, os Serviços de Saúde não voltaram a divulgar esta estatística, habitualmente publicada de forma trimestral. No mais recente balanço, Macau registou 18 mortes por suicídio, menos quatro do que nos primeiros três meses de 2024. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 8 de julho de 2025

Timor-Leste – População optimista com futuro, mas preocupados com baixos rendimentos

A maioria dos timorenses está optimista com o futuro de Timor-Leste, mas continua preocupada com os baixos rendimentos, a falta de infraestruturas e escassez de emprego, concluiu um inquérito realizado pela Asia Foundation


O “Inquérito Tatoli”, que nesta edição entrevistou 1503 timorenses de todos os municípios do país, é realizado desde 2013 e tem como objectivo recolher as opiniões da população para produzir dados relevantes para as políticas públicas. “O inquérito concluiu que, embora 69% dos timorenses considerem que o país está a seguir na direção certa, os inquiridos continuam preocupados com os serviços essenciais e as oportunidades económicas”, refere o inquérito, divulgado na semana passada.

Os timorenses, segundo o documento, identificam os baixos rendimentos (53%), a falta de infraestruturas (36%) e a escassez de empregos de qualidade (27%) como os três maiores problemas a nível nacional.

Em relação à situação económica individual, apenas 53% consideraram que o seu agregado familiar está numa situação ‘boa’ ou ‘muito boa’, o valor mais baixo desde que a questão foi introduzida no inquérito, em 2016. “O inquérito também registou uma menor satisfação com vários aspetos dos serviços de saúde e educação, particularmente entre os inquiridos residentes em Díli. Estes resultados sugerem que as expectativas da população em relação ao bem-estar económico e à qualidade dos serviços públicos estão a aumentar”, salienta o documento.

Em relação às prioridades do Governo, 69% dos inquiridos indicou a saúde, seguida da educação e formação (59%) e estradas (58%). “Estas prioridades coincidem com as de 2023 e 2022, embora a ordem tenha mudado, sendo 2025 o primeiro ano em que a saúde surge como prioridade absoluta”, pode ler-se no relatório.

O inquérito demonstrou que as pessoas que residem em meios urbanos dão mais prioridade à saúde, educação e formação, enquanto os residentes rurais identificam as estradas, água e eletricidade como mais urgentes. A má qualidade da educação é a segunda maior preocupação entre os residentes urbanos (39%), dos jovens entre os 18 e 34 anos (28%) e das pessoas com alguma educação formal (20%).

A percepção sobre os serviços de saúde é geralmente positiva, com 78% a dizer que quando tiveram necessidade tinham médicos e enfermeiros disponíveis, 82% a admitir que a família é tratada com respeito nos centros de saúde locais e 58% a considerar que, quando precisaram, havia medicamentos disponíveis nos centros de saúde. “Curiosamente, os residentes em áreas rurais apresentam perceções mais positivas em todos os aspetos dos serviços de saúde do que os residentes urbanos. Esta tendência contraria os dados de anos anteriores, quando os residentes urbanos relatavam melhores experiências com os serviços de saúde”, pode ler-se no inquérito. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

O cessar-fogo entre Israel e o Hamas

Diante da divulgação do acordo de cessar-fogo entre Israel e a organização islâmica Hamas, governante da Faixa de Gaza, o teletexto da televisão suíça RTS publicou: "o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irão saudou uma vitória para os palestinos e uma derrota ainda maior para Israel". Mas as demonstrações de alegria e júbilo demonstradas pela população de Gaza ao anúncio do cessar-fogo, talvez mostrem terem sido vítimas de um projeto insensato do Hamas, no qual não se previu a violência da resposta israelense.

Não cabe aqui uma discussão filosófica ou política sobre os conceitos de vitória ou derrota, mas apenas uma constatação prática - depois de 470 dias de guerra, a Faixa de Gaza foi destruída, morreram 46 mil pessoas segundos os cálculos do próprio movimento Hamas, mais de 135 mil, segundo cálculos da ONU levando em conta as mortes ligadas à situação de guerra na região, e, de acordo com rumores sobre exigências do novo secretário de Estado norte americano Marco Rubio, está a de se privilegiar a Autoridade Palestina da OLP, no controle da região de Gaza, e não mais o Hamas, após o cessar-fogo ou, um pouco mais além, após o fim dessa guerra.

Ainda no fim do ano, o secretário-geral da ONU deplorava a situação existente na região de Gaza, transformada num cemitério para as crianças e clamava pela necessidade urgente de um cessar-fogo humanitário.

Há uma semana, o comissário-geral da ONU, Philippe Lazzarini, responsável pela administração da UNRWA, agência onusiana encarregada da proteção dos refugiados palestinos, publicou um alerta, no The Guardian, reproduzido por outros jornais, alertando quanto às consequências do fechamento da sede da entidade, considerada fora da lei e acusada de cumplicidade com o Hamas. Isso significa, sendo ele, o abandono do apoio à população palestina em Gaza e fechamento das escolas.

Um relatório hoje divulgado afirma serem necessários 15 anos para se reconstruir Gaza a um custo de 50 bilhões de dólares.

O acordo de cessar-fogo prevê uma trégua de sete semanas e a libertação pelo Hamas de 33 reféns, seguindo-se uma libertação gradativa dos 61 outros, retidos nos subterrâneos ou com famílias palestinas. Em contrapartida, Israel libertará cerca de mil palestinos presos.

A sequência desse acordo parece extremamente frágil, assim como as últimas tratativas antes do domingo, quando estão previstas as primeiras libertações de reféns israelenses.

Uma boa interpretação sociológica e política deste momento atual é dada pelo livro Le Bouleversement du Monde - l´Après 7 Octobre, do professor Gilles Kepel, ex-Sciences Po, de Paris. De origem tcheca, tendo aprendido o árabe, viveu anos no Oriente Médio e publicou 18 livros, dedicados inicialmente ao islamismo e às paixões religiosas responsáveis pelo ataque do 11 de setembro, em Nova York, e pelo massacre dos jornalistas do jornal satírico Charlie Hebdo.

Kepel foi dos primeiros a denunciar a islamização da esquerda e, no seu último livro, trata da emergência do Sul Global. 

Para ele, o pogrom ou razzia cometido pelo Hamas levou à hecatombe dos palestinos em Gaza e, nestes meses de guerra, revirou a ordem mundial consequente da Segunda Guerra Mundial. Kepel discute como a extrema-esquerda do "woke" e do Sul Global se confundem numa polarização identitária com o populismo de extrema-direita, enquanto o termo "genocídio", usado para designar o crime do qual foram vítimas os judeus, passou a ser usado contra Israel.

Talvez essa a única "vitória" do Hamas na guerra que desencadeou, sem imaginar que provocaria o sacrifício do seu próprio povo palestino: a de ter relançado nos nossos dias o ódio religioso antissemita dos séculos passados contra os judeus. Rui Martins – Suíça

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Rui Martins é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu “Dinheiro Sujo da Corrupção”, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, “A Rebelião Romântica da Jovem Guarda”, em 1966. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

São Tomé e Príncipe – População estimada em 209 607 habitantes

O resultado provisório do 5º recenseamento geral da população e da habitação, foi divulgado no dia 31 de dezembro pelo Presidente do Instituto Nacional de Estatísticas, Gueitt Almeida.



Em 2012 e no quadro do IV recenseamento geral São Tomé e Príncipe tinha 178.379 habitantes. 12 anos depois a realização do quinto recenseamento geral da população e da habitação em 2024, actualizou os dados demográficos do país. A população aumentou para 209.607 pessoas. 99.820 são homens e 109.787 são mulheres.

Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas nos últimos 12 anos o crescimento populacional foi de 1,3%.

95,3 % da população do arquipélago reside na ilha maior, São Tomé. A outra ilha habitada é o Príncipe com 9830 habitantes, cerca de 4,7% da população do país. O distrito de Caué no sul da ilha de São Tomé é a região menos populosa com 3,5% da população.

Os dados recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatísticas indicam que 62,7% da população reside na região centro da ilha de São Tomé, que engloba os distritos de Mé-Zochi e Água Grande.

Os dados revelam também o impacto do êxodo rural, sobre o índice populacional. 140.801 pessoas residem na zona urbana equivalentes a 62,7% da população total e nas roças ou zonas rurais só restaram 68.806 habitantes, 32,8% da população.

O Instituto Nacional de Estatísticas avisou que os dados divulgados no dia 31 de dezembro de 2024, são provisórios. Os trabalhos de avaliação do recenseamento geral da população e da habitação prosseguem até ao primeiro semestre de 2025, altura em que será divulgado o relatório definitivo e detalhado. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”




quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Nações Unidas - Invasão russa gerou queda populacional de 8 milhões na Ucrânia

O Fundo de População da ONU destaca preocupação com o declínio demográfico, o país regista a menor taxa de fertilidade da Europa e uma das mais baixas do mundo, cerca de 6,7 milhões de ucranianos tornaram-se refugiados. As Nações Unidas apoiam uma nova estratégia para restabelecer o capital humano

Prestes a completar mil dias, a guerra na Ucrânia ficou marcada por enormes impactos militares, políticos e humanitários. Um deles, segundo o Fundo das Nações Unidas para a População, UNFPA, é uma “emergência silenciosa” na demografia do país.

No geral, a população da Ucrânia diminuiu em mais de 10 milhões desde o início do conflito, em 2014, e em cerca de 8 milhões desde a invasão em grande escala pela Rússia, em 2022. Os dados são do governo ucraniano.

A menor taxa de fertilidade da Europa

Antes do conflito, a Ucrânia já enfrentava desafios populacionais significativos, comuns a grande parte do Leste Europeu. O país tinha uma das taxas de natalidade mais baixas do continente, com ucranianos emigrando em busca de melhores oportunidades além de uma população envelhecida.

A diretora regional do UNFPA para Europa Oriental e Ásia Central, Florence Bauer, disse que a invasão russa “piorou muito as coisas”.

Bauer contou a jornalistas, em Genebra, que “a taxa de natalidade despencou para um filho por mulher, a menor taxa de fertilidade da Europa e uma das mais baixas do mundo”.

Perda de capital humano

Como consequência direta da guerra, milhões de pessoas fugiram das suas casas dentro e fora das fronteiras da Ucrânia. Cerca de 6,7 milhões de ucranianos tornaram-se refugiados.

Outros declínios na população estão relacionados a mortes e ao êxodo de jovens com graves consequências para a economia.

A representante do UNFPA na região diz que isso representa uma enorme perda de capital humano que é “urgentemente necessário para a recuperação e para a construção do futuro da Ucrânia".

O governo ucraniano, com o apoio do UNFPA, desenvolveu e adotou uma nova estratégia demográfica nacional. O plano concentra-se na construção de capital humano, reconhecendo a importância dos fatores socioeconómicos e promovendo a igualdade de género.

Uma nova estratégia demográfica

A agência afirma que “a Ucrânia avançou com a lei de 2021 “que promove papéis compartilhados de cuidado, garantindo responsabilidades iguais para os pais".

Agora, a UNFPA recomenda que o censo nacional seja organizado o mais rapidamente possível. Os dados disponíveis tornaram-se obsoletos porque a última contagem ocorreu em 2001.

A agência recomenda ainda abordagens para se alcançar a sustentabilidade demográfica na Ucrânia, que seria baseada na inclusão de género, superação de estereótipos e promoção de oportunidades económicas.

No entanto, Bauer ressaltou que nada disso provavelmente será alcançado sem a paz. ONU News – Nações Unidas


domingo, 9 de junho de 2024

Suíça - Acolhe a segunda maior comunidade portuguesa na Europa

De acordo com dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o número de cidadãos portugueses, com cartão de cidadão com morada na Suíça, atingiu os 260 mil, sendo esta a segunda maior comunidade de emigrantes portugueses no continente europeu, depois da de França (perto de 600 mil).


A comunidade portuguesa na Suíça é a terceira comunidade estrangeira mais relevante no país, a seguir à italiana e à alemã, e à frente da francesa, tendo crescido cerca de 1% em 2023 face ao ano anterior. Esse crescimento deve-se ao número de nascimentos ocorridos e à reativação de autorizações de residência suspensas, já que, à semelhança do ocorrido nos anos anteriores, não se verificou um aumento por força da chegada de novos imigrantes – o saldo entre entradas e saídas efetivas até foi ligeiramente negativo no ano passado (em 678 cidadãos).

Aos cerca de 260 mil residentes permanentes com cartão de cidadão português juntam-se perto de 5 mil residentes não permanentes (detentores de autorização temporária), sendo que cerca de 77% dos portugueses na Suíça têm residência permanente e estão maioritariamente em idade ativa (a comunidade residente com mais de 65 anos é de apenas 2,8% e os menores de 17 anos representam 19,3%).

Mais de um quarto (26,8%) da população na Suíça – estimada em mais de 8,6 milhões de pessoas -, é estrangeira, representando a comunidade portuguesa 3,1% do total da população e 11,8% dos estrangeiros radicados no país.

A dimensão da comunidade lusa na Suíça mantém-se homogénea, com ligeiras oscilações, desde 2016, ano em que atingiu o valor mais elevado de sempre: 275 mil cidadãos. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 19 de setembro de 2023

Japão - Volta a bater recorde de centenários e 10% da população tem mais de 80 anos

O Japão registou, pela primeira vez, 10% da população com mais de 80 anos e voltou a bater o recorde de centenários, que ultrapassam já os 92 mil, indicam dados governamentais divulgados ontem, no dia do Respeito pelos Idosos.


Cerca de 12,69 milhões de pessoas no país tinham 80 anos ou mais a 15 de setembro, o que representa pela primeira vez um décimo do total, de acordo com as estimativas demográficas do governo japonês. Perto de 36,23 milhões de pessoas no país têm 65 anos ou mais, o que representa 29,1% da população, um aumento de 0,1% em relação ao ano anterior, adiantam os mesmos dados divulgados para o feriado, que ocorre na terceira segunda-feira de Setembro.

O Instituto de Investigação sobre a População e a Segurança Social do Japão estimou que, em 2040, as pessoas com mais de 65 anos representem 34,8% da população japonesa. O país asiático também voltou a bater o recorde de centenários, estimados em 92 139, dos quais 88,5% são mulheres, avançou o Ministério da Saúde, do Trabalho e da Segurança Social nipónico.

Este é o 53.º aumento anual consecutivo e confirma o rápido envelhecimento do país, que já tem 73,74 centenários por cada 100 mil habitantes. A pessoa mais idosa do Japão é uma mulher, Fusa Tatsumi, de 116 anos, que vive na província de Osaca, no oeste do país. Quando estes dados começaram a ser recolhidos, em 1963, havia 153 centenários no Japão. Em 1981, eram mais de mil e, em 1998, mais de 10 mil, um aumento da longevidade que os especialistas atribuem sobretudo ao desenvolvimento das tecnologias e dos tratamentos médicos. In “Ponto Final” - Macau


terça-feira, 9 de maio de 2023

Luxemburgo - No final de 2021 viviam no país quase 110 mil portugueses

Desde o recenseamento de 2011, a população estrangeira do Luxemburgo aumentou quase 38%, atingindo, em 8 de novembro de 2021, 304 051 pessoas, representando 47,2% da população total (643 941)

Os cidadãos originários de países da União Europeia representam 38,2% da população residente e quase 80,9% da população estrangeira que vive no Grão-Ducado. Os portugueses eram, em novembro de 2021, data do último recenseamento, a primeira nacionalidade estrangeira no país com 93659 pessoas (ou seja, 14,5% da população total), aos quais há que somar 15510 que detêm dois passaportes: português e luxemburguês.

O recenseamento de 2021 não tem em conta os lusodescendentes. Um luxemburguês filho de pais portugueses não entra, naturalmente, nestes números, o que tornará a população portuguesa ou lusodescendente muito mais representativa.

Há portugueses de norte a sul do Luxemburgo, mas alguns municípios registavam percentagens superiores a 30%: Larochette, Vianden e Differdange. No mapa a seguir pode ver-se que há portugueses em todas as localidades; quanto mais escuro mais portugueses vivem nessa comuna.



A 8 de novembro de 2021, existiam 339890 pessoas com nacionalidade luxemburguesa, ou seja, um aumento de 16,5% face a 2011, o que se pode também atribuir à naturalização de muitos estrangeiros. Os luxemburgueses de nascimento representavam no final de 2021 50,7% da população.

Em 8 de novembro de 2021, 573629 pessoas tinham uma única nacionalidade, 67594 duas nacionalidades, 2690 três nacionalidades e 28 até quatro nacionalidades.

Encontravam-se no Luxemburgo 180 nacionalidades à data do recenseamento (novembro de 2021). Entre as dez nacionalidades estrangeiras mais numerosas no Grão-Ducado, oito são nacionalidades da UE: os portugueses vêm em primeiro lugar (14,5% da população total), seguidos dos franceses (7,6 %), os italianos (3,7%), os belgas (3,1%), os alemães (2,0%), os espanhóis (1,3%), os romenos (1,0%) e, finalmente, os poloneses (0,8%). As duas últimas nacionalidades neste “top ten” não são de países da União Europeia: os britânicos (0,7%) e os chineses (0,6%).

A idade média da população do Grão-Ducado do Luxemburgo é de 39,7 anos. Existem, no entanto, diferenças significativas entre luxemburgueses e estrangeiros. Com efeito, a idade média dos luxemburgueses é superior à dos estrangeiros: 41,3 anos contra 37,9 anos, ou seja, 3,4 anos de diferença.

Entre os recenseamentos populacionais de 2011 e 2021, a população aumentou em 131588 pessoas (+25,7%). Nos últimos dez anos, o número de luxemburgueses evoluiu mais lentamente do que a população estrangeira: eram 291831 em 2011 contra 339890 em 2021 (+16,5%). Este aumento deve-se sobretudo ao maior número de aquisições de nacionalidade luxemburguesa na sequência da lei de 2008, que entrou em vigor a 1 de janeiro de 2009, facilitando os processos de obtenção da nacionalidade. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quarta-feira, 26 de abril de 2023

Índia – Vai ser o país mais populoso até ao final deste mês de Abril

A Índia vai tornar-se o país mais populoso do mundo já no final deste mês de Abril, ultrapassando a China e atingindo mais de 1,425 mil milhões de habitantes, de acordo com uma estimativa da ONU ontem divulgada. “A China perderá em breve o estatuto, detido por muito tempo, de país mais populoso do mundo. Até ao final deste mês, a população da Índia deve atingir 1 425 775 850 habitantes, igualando e, a seguir, excedendo a população da China continental”, de acordo com um comunicado de imprensa da agência de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas. Em 19 de Abril, um relatório do Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) sobre o estado da população mundial estimava que a população da Índia teria 1,4286 mil milhões de habitantes contra 1,4257 mil milhões da China, em meados deste ano. “A população da China atingiu um pico de 1.426 mil milhões de habitantes em 2022 e começou a diminuir. As projeções indicam que o tamanho da população chinesa poderá cair para menos de um milhar de milhão [de habitantes] até ao final do século, [enquanto] a população indiana deve continuar a crescer nas próximas décadas”, acrescentou o comunicado.

De acordo com dados oficiais publicados no início do ano, a população chinesa diminuiu no ano passado pela primeira vez desde 1960-1961, quando uma situação de fome, que começou em 1959, matou dezenas de milhões de pessoas, como consequência das políticas autoritárias do regime comunista. Paradoxalmente, esse declínio na população na China ocorreu apesar do abrandamento da política de limitação de nascimentos que foi determinada por Pequim nos últimos anos. Até há 10 anos, os chineses tinham o direito de ter apenas um filho, mas passaram a poder ter três filhos desde 2021. A quebra demográfica tem sido atribuída ao acelerar do aumento do custo de vida na China, nomeadamente os custos com a educação dos jovens. Quanto à Índia, o país não possui dados oficiais sobre o número dos seus habitantes, porque não realiza qualquer censo desde 2011. O censo na Índia, que só ocorre uma vez por década, deveria ter sido feito em 2021, mas teve de ser adiado devido à pandemia do covid-19. Os obstáculos logísticos e a relutância política impedem neste momento a sua realização e é improvável que essa tarefa em grande escala ocorra em breve. In “Ponto Final” - Macau

 

sexta-feira, 31 de março de 2023

Macau - Mestre de Feng Shui prevê 50 mil habitantes de ascendência portuguesa em 2025

Actualmente existem cerca de 42000 habitantes da ascendência portuguesa em Macau. Nos últimos 20 anos, o número médio destes habitantes foi de cerca de 45000. A principal razão para a diminuição é que alguns deles regressaram temporariamente a Portugal com os pais devido à pandemia. A partir de 2025, o número de habitantes da ascendência portuguesa terá um salto. Nesta série mensal, em exclusivo para o JTM, o mestre de feng shui infere que a população dos habitantes da ascendência portuguesa chegará aos 50 mil. Leia como e porquê

Macau é étnica e culturalmente diverso, com a etnia chinesa representando mais de 97% da população. Os restantes são macaenses, filipinos, nepaleses e alguns da Ásia Central e do Sul. Após a transferência da Soberania sobre Macau, o número de bebés nascidos em Macau diminuiu significativamente e não foi por causa de qualquer política de controlo de natalidade. Impulsionada pelo aumento e dimensão dos resorts turísticos com casinos, a vida da sociedade ganhou um ritmo mais frenético e os casais passaram a pensar mais neles do que nos filhos. Uma situação que não é nova nas sociedades mais desenvolvidas, um pouco por todo o Mundo.

Esta situação leva a algumas questões: a taxa de natalidade de Macau diminuirá nos próximos anos? A população dos habitantes da ascendência portuguesa vai diminuir ou aumentar? Quais são as razões?

Eu analisarei estas questões sociais na perspectiva do Feng Shui.

Os cinco elementos do Feng Shui são Metal; Madeira; Água; Fogo e Terra, que interagem entre si. Os elementos são atribuídos ao mapa de vida da entidade humana ou não humana no momento do nascimento.

Existem quatro pilares do Destino: Ano, Mês, Dia e Hora. Cada pilar é separado em duas partes, o Tronco Celestial e o Ramo Terrestre. No geral, esses são os oito caracteres dos elementos do Feng Shui na vida de uma pessoa.

A hora da transferência de Soberania é considerada como a hora do nascimento da RAEM-Região Administrativa Especial de Macau, que ocorreu às zero horas do dia 20 de dezembro de 1999. O gráfico do Feng Shui neste momento é己卯 Jimao (pilar do ano)、丙子Bingzi (Pilar do Mês)、丙午Bingwu (Pilar do Dia)e戊子Wuzi (Pilar do Tempo).

A haste do terceiro pilar (o pilar do Dia) representa o eu. É a origem do estudo do mapa, e estudamos as suas relações com os outros sete elementos para ler o destino. “丙午 é um elemento fogo, de modo que podemos ver a Região Administrativa Especial de Macau como Fogo. Uma vez que o Fogo se transforma em cinzas e depois se deposita na Terra, podemos interpretar a Terra como o bebé do Fogo, então a Terra é a estrela infantil do RAE de Macau. “Madeira” restringe “Terra” e “Terra” é a Estrela Criança de Macau.

Os Cinco Elementos podem gerar uns aos outros como uma cadeia, enquanto também se restringem como outra cadeia. Descobrimos que a RAE de Macau pertence ao elemento “Fogo”, que precisa de “Madeira” para queimar. A “Madeira” queima o “Fogo” e então o “Fogo” gera a “Terra”. No entanto, a “Madeira” restringe a “Terra”. Para a Região Administrativa Especial de Macau, “Terra” é a estrela infantil. Se a “Madeira” for muito forte, a criança (Terra) aleija-se.

O inverso da vida é a interação do ciclo de sorte de dez anos e o mapa astral. De 2005 a 2014, o Ciclo da Sorte é “丁丑, o Fogo no caule e a Terra no Ramo. O Fogo no topo gera a Terra, a estrela infantil de Macau. O fenómeno do Fogo que cresce na Terra ressoa com o aumento significativo no número de nascimentos de 3671 para 7360 durante esses dez anos.

De 2015 a 2024, a RAE de Macau entrou no ciclo da sorte de “戊寅, que é a Terra como o Caule e a Madeira como o Ramo. A Madeira restringe a Terra. Mais uma vez, a Terra representa as crianças para a RAE de Macau. Podemos ver que a taxa de fertilidade diminuiu. De acordo com as estatísticas da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos de Macau, o número de recém-nascidos foi de 7055 em 2015, depois de 7146 em 2016, seguido de 6529 em 2017, caindo ainda mais para 5026 em 2021. A taxa de natalidade caiu nos últimos oito anos porque o poder da madeira restringe a Terra. Existe um jargão chamado: “梟神奪食, que significa que a Coruja está a prejudicar a criança.

A partir de 2025, haverá uma mudança significativa no ciclo celeste. Isso é chamado de “O Feng Shui na Nona Sorte”, que traz forte elemento “Fogo” para todo o mundo, gerando “Terra”. O número de nascimentos em Macau vai aumentar dois anos depois. Porque o poder da estrela infantil “Terra” é fortalecido pelo Fogo trazido pelo novo ciclo Celestial da Nona Sorte. O autor estima que, de 2025 a 2030, a população de Macau atinja os 745 mil, e a taxa de natalidade em cinco anos aumente 1,24%.

Entre os residentes de Macau, existe um grupo excepcional, nomeadamente os habitantes da ascendência portuguesa. Habitantes da ascendência portuguesa é o nome dado pela população de Macau às crianças mestiças nascidas e aí residentes de origem portuguesa. Muitos deles também têm ascendência chinesa.

“Filhos da Terra” referem-se a ter nascido e crescido em Macau, usando o português como primeira língua e assumindo o português como sua identidade cultural. Mas uma coisa a notar é que se um português vem estabelecer-se em Macau, não o chamamos de “habitante de ascendência portuguesa”. Em vez disso, apenas as pessoas em que, pelo menos um dos progenitores é português, podem ser chamadas de “habitantes da ascendência portuguesa”.

Existem actualmente cerca de 42000 habitantes da ascendência portuguesa em Macau. Embora sejam uma minoria racial representando apenas cerca de 2% de toda a população de Macau, eles formam um grupo significativo da sociedade. Nos últimos 20 anos, o número médio de habitantes da ascendência portuguesa foi de cerca de 45000. A principal razão para a diminuição é que alguns habitantes da ascendência portuguesa regressaram temporariamente a Portugal com os pais, devido à pandemia e seus efeitos.

A partir de 2025, o número de habitantes da ascendência portuguesa terá um salto. Pelas razões acima escritas, na perspectiva do Feng Shui acredito que a população dos habitantes da ascendência portuguesa chegará aos 50000. Mickey Hung – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Espanha - Identifica população de 370 ursos no norte do país


Cerca de 370 ursos pardos vivem em regiões do norte de Espanha, segundo um estudo ontem divulgado que concluiu o aumento do número destes animais na Península Ibérica, onde estiveram perto da extinção na década de 1980.

O estudo do Ministério do Ambiente de Espanha, das regiões autónomas da Galiza, Castela e Leão, Astúrias e Cantábria e do Instituto de Investigação em Recursos Cinegéticos espanhol seguiu uma metodologia de recolha de amostras genéticas (pelos e excrementos) num território de 16700 quilómetros quadrados, cujas informações eram depois cruzadas numa base de ADN.

A conclusão foi que existem cerca de 370 ursos pardos na cordilheira cantábrica, que se estende por mais de 400 quilómetros pelo norte de Espanha, entre a Galiza e o País Basco.

Os números revelam uma consolidação da população destes animais na metade ocidental da cordilheira em relação às estimativas anteriores (250 ursos), mas um aumento na parte oriental, de 50 para 120.

Foi precisamente neste lado oriental da cordilheira que os ursos pardos estiveram mais próximos da extinção na década de 1980, por causa da forma como a atividade humana invadiu os habitats destes animais, como aconteceu, por exemplo, com a construção de autoestradas.

Mas no passado, os ursos foram também caçados, abatidos ou envenenados ilegalmente, por serem considerados perigosos pelas populações.

Os responsáveis pelas pastas do Ambiente dos quatro governos regionais disseram hoje, durante a apresentação dos resultados do estudo na cidade de Leão, que é necessário continuar a trabalhar de forma ativa e coordenada na coexistência do urso pardo com as atividades humanas através da “adequada compensação dos danos provocados” por estes animais, quando se aproximam de contextos urbanos ou de explorações agrícolas, por exemplo.

Pelo executivo de Cantábria, António Lucio sublinhou ainda que apesar dos números “magníficos” hoje divulgados, o urso pardo continua em perigo de extinção na Península Ibérica e é preciso continuar a trabalhar na conservação desta população de animais.

Na Península Ibérica há ainda ursos nos Pirenéus, na fronteira de Espanha com França, com uma população estimada de 70 animais. Neste caso, os ursos estiveram também próximos a extinção e a sua conservação teve de ser feita com a reintrodução de animais trazidos de outras regiões em meados da década de 1996. In “Green Savers Sapo” – Portugal com “Lusa”


 

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Timor-Leste - Governo empenhado em garantir gestão adequada de recursos do país

O ministro do Petróleo e Minerais timorense disse ontem que o sector de petróleo e gás é um pilar económico fundamental para Timor-Leste, motivo pelo qual o Governo continuará a procurar garantir a gestão mais adequada dos recursos do país.

Intervindo na sessão de abertura da 5ª Conferência Internacional do Instituto do Petróleo e Geologia (IPG), em Díli, Victor Soares disse que o desenvolvimento do sector é essencial para apoiar o desenvolvimento nacional e alcançar a prosperidade económica. “O Governo de Timor-Leste fará tudo ao seu alcance para garantir que a riqueza dos recursos naturais seja explorada e gerida de forma adequada, transparente e sustentável em benefício das gerações atuais e vindouras”, afirmou.

O governante referiu-se a vários projectos em curso, reiterando a vontade de Timor-Leste de garantir um gasoduto para o país a partir dos campos do Greater Sunrise e explicando que o executivo está “empenhado em acelerar as negociações” com as partes envolvidas no projeto.

O objectivo, disse, é conseguir que “o regime especial e outros documentos legais relevantes possam ser assinados já no fim de 2022”.

Ainda no que se refere ao Greater Sunrise, o governante explicou que foi concluído um documento de “Redefinição do Projeto Tasi Mane” – o projecto que engloba as estruturas em terra para ‘acolher’ o gasoduto -, cujo conteúdo ainda não foi tornado público.

Para essa redefinição, explicou, o Governo teve em conta vários aspectos, incluindo “avaliações e estudos provenientes do setor upstream [atividades de exploração, perfuração e produção], enquanto propulsor desta redefinição, harmonizado com outros pianos estratégicos interministeriais/governamentais”.

Abrange, referiu, “aspetos políticos, técnicos, económicos e comerciais atuais e um ajuste com as metas regionais e mundiais estipuladas para a redução de emissões de carbono”.

“Este projecto irá contribuir não só para o desenvolvimento da Costa Sul em geral, e da indústria petrolífera em particular, mas, também, abrange um vasto leque de impactos económicos diretos e indiretos a nível nacional, regional e local, ao proporcionar benefícios económicos derivados da exploração dos recursos naturais de Timor-Leste”, referiu.

Victor Soares referiu-se igualmente à exploração em curso ‘onshore’, nomeadamente a conduzida pela empresa Timor Resources, e ao processo de introdução de programas de captura de carbono “após o desmantelamento do campo de Bayu-Undan”.

No que se refere ao setor dos minerais, e depois da aprovação no ano passado do Código Mineiro, Victor Soares disse que o executivo vai implementar um plano para o desenvolvimento do sector. “Esta estratégia visa diversificar o seu investimento e gerar mais receias para o Estado, para além das receitas das atividades de petróleo e gás”, referiu.

Assim, recordou, a Autoridade Nacional de Petróleo e Minerais (ANPM) deverá lançar ainda este ano a “primeira ronda de licitação para pesquisa e exploração de minerais em terra, nomeadamente materiais de construção e minerais metálicos e não metálicos”.

O Governo, disse, está a trabalhar para finalizar o projeto de análise geofísica aérea integrada, que “irá produzir os dados de Gravimetria, Combinação de Magnético e Radiométrico, Eletromagnético e Levantamentos de dados radiométricos e gravimetria”. “Este projecto tem como objetivo realizar o levantamento da base de dados para o mapeamento dos recursos de petróleo e minerais em todo o território de Timor-Leste (onshore) em termos de padrões internacionais”, referiu.

Victor Soares disse ainda que o Governo quer “garantir a segurança energética nacional através do armazenamento de combustível, uso de gás natural e pesquisa e desenvolvimento de fontes energéticas renováveis”. “As fontes de energia renováveis podem e devem contribuir para o crescimento económico e reduzir os níveis de pobreza nas áreas rurais e remotas. Adicionalmente, contribuem para um meio ambiente menos poluído e servem para mitigar os impactos das alterações climáticas”, afirmou.

Timor-Leste tem 1,34 milhões de habitantes

A população timorense cresceu anualmente 1,89% nos últimos sete anos, para 1,34 milhões de pessoas, segundo dados preliminares do censo de 2022 divulgados ontem pela Direcção-Geral de Estatística do Ministério das Finanças. Os dados mostram que quase um quarto da população – cerca de 325 mil pessoas – vive na capital, Díli, com Ermera a tornar-se a segunda cidade do país, com 138 mil pessoas, à frente de Baucau, com 133 mil. Em média cada agregado familiar em Timor-Leste é composto por 5,4 pessoas, sendo a média mais elevada nas zonas urbanas (5,6) do que nas rurais (5,4). Os dados preliminares indicam ainda que a taxa de crescimento da população tem diminuído, crescendo a um ritmo anual de 1,89% nos últimos sete anos, abaixo da taxa anual de 2,1% que se registou entre 2010 e 2015 e dos 2,4% dos cinco anos anteriores. “Embora os últimos resultados confirmem uma queda da taxa média anual de crescimento, Timor-Leste continua a ter a maior taxa de crescimento populacional anual na região do Sudeste Asiático, seguida da taxa de crescimento do Laos e do Camboja”, disse o ministro das Finanças, Rui Gomes, na apresentação dos resultados preliminares. In “Ponto Final” - Macau

 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Moçambique - Emissoras comunitárias fundamentais para o apoio à população



Em Moçambique, a rádio é um meio indispensável para fazer chegar informações ao público tanto para o lazer como para emergências. Até abril, o país vive a época chuvosa e o momento de pico é ideal para difundir informações de alerta.

Na província de Sofala, no centro do país, essas atividades podem ser feitas numa rádio fixa ou ambulante. É com a chamada moto áudio, uma caixa de som e um pequeno gerador. Urbano Gil, da Rádio Comunitária Águia mostra como a invenção pode salvar uma comunidade inteira de desastres. E lideranças locais defendem que as rádios devem incluir um mecanismo de alerta precoce.



Meios alternativos 

“A Rádio Águia, como um órgão de comunicação social, tem a missão de combater as doenças de origem hídrica: cólera, malária e diarreia. No entanto, nesta altura em que nós não temos energia, aqui ao nível do país, na zona centro, estamos a utilizar meios alternativos. Nós utilizamos geradores para fazer o recarregamento da nossa caixa de som e os amigos de boa vontade cooperam com a Rádio Águia neste sentido.”

Sofala foi uma das províncias mais atingidas pelo ciclone Idai, que também chegou ao norte. Mais de 600 pessoas perderam a vida. A estação não foi poupada durante a passagem do fenómeno há 10 meses.

O rasto de destruição das cheias arrasou estúdios e equipamentos como transmissores, mesas de áudio, antenas e microfones. Com a rádio fora do ar e a população sem informação, o Programa Mundial de Alimentação, PMA, entrou em ação para ajudar a recuperar o sinal e a sintonia dos mais de 1,9 milhão de ouvintes.

Mensagens

Várias comunidades afetadas pela tempestade tiveram seis emissoras de volta nos distritos de Dondo, Nhamatanda, Gorongosa, Búzi e Beira. Nesses locais, as mensagens de rádio voltaram a soar em mais uma época chuvosa.

E o benefício é comprovado: as rádios comunitárias já alertam sobre uma tempestade iminente ou dão a conhecer sobre medidas para evitar doenças como a cólera e malária após um evento extremo. Este meio de comunicação também ajuda a localizar pessoas perdidas durante estas ocorrências.

No país, as emissoras comunitárias fazem chegar informações de utilidade pública e a alcançar os grupos mais vulneráveis, incluindo mulheres, crianças e pessoas com deficiência. Mais de 75% de moçambicanos ouvem rádio.



Ciclone

Foi através da Divisão de Telecomunicações de Emergência, ETC, que o PMA fez as avaliações dos estragos nas emissoras afetadas e restaurou serviços de comunicação para que os funcionários humanitários tivessem notícias sobre os afetados pelo Idai.

Em momento de emergência, a diretora do PMA em Moçambique, Karin Manente, disse que a resposta e a preparação são igualmente importantes. Ela foi uma das primeiras pessoas a avaliar a resposta humanitária após o ciclone Idai e prestou assistência na recuperação no país após fenómenos como o El Niño e as secas recorrentes.

E é fundamental a informação. “Há já várias maneiras com as quais o INGC, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, e outros parceiros já fazem chegar a informação antes de um evento climático como ciclones. O nosso papel ali foi de apoiar este esforço porque precisamos mesmo de informação para o nosso trabalho também. Não fazemos isso para o interesse próprio, mas para o bem público. O que fizemos foi expandir a rede de rádios e usar essa rede para espalhar a informação. O rádio e a informação através do rádio podem ser usados de várias maneiras.” ONU News – Nações Unidas