Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Moçambique - Edição moçambicana do livro “Sulwe”, de Lupita Nyong’o, lançada em Maputo

No dia 8 de dezembro, o Cantinho Americano, na Biblioteca Nacional – cidade de Maputo, acolheu o lançamento da edição moçambicana do livro infanto-juvenil intitulado “Sulwe”, pertencente à renomada actriz e escritora queniana, Lupita Nyong’o

Lançado em Moçambique sob chancela da Editora Trinta Zero Nove, o livro “Sulwe” conta com a tradução portuguesa da editora e tradutora moçambicana, Sandra Tamele, e ilustração da ilustradora norte-americana, Vashti Harrison.

No âmbito do lançamento desta obra literária na cidade de Maputo, a cantora Lenna Bahule foi responsável pela leitura encenada que emocionou a todos que estiveram presentes.

Vale lembrar que livro “Sulwe” conta uma estória emocionante de uma menina que aprende a amar a sua pele escura como a meia-noite.

Lupita Nyongo’o é uma actriz e realizadora queniana. Celebrizada pelo seu papel em 12 Anos de Escravidão, que lhe mereceu o Prémio da Academia para Melhor Actriz Secundária, além de múltiplos galardões, incluindo o Prémio da Associação de Actores de Cinema, o Prémio da Crítica, o Prémio Espírito Livre e o Prémio NAACP. Desde então, ela estrelou em Queen of Katwe de Mira Nair, Star Wars: The Force Awakens, Black Panther, o recordista sucesso de bilheteira de Ryan Coogler e, mais recentemente em Us, o aclamado filme de terror de Jordan Peele. Nyong’o mereceu uma nomeação para o Tony pela sua estreia na Broadway na peça Eclipsed de Danai Gurira. Lupita vive em Brooklyn.

Sandra Tamele é licenciada em Arquitectura, mas o seu amor pelas línguas e pela leitura impeliu-a a desenhar também projectos literários. Em 2007, publicou a primeira obra que traduziu e, desde então, traduziu 21 romances e colectâneas de contos escritos, entre outros, pelos Prémios Nobel da Literatura Wole Soyinka e Naguib Mahfouz.

Compreendendo a importância da tradução, em 2015 começou a organizar um concurso anual de tradução literária entre jovens moçambicanos, que levou à criação da sua editora Editora Trinta Zero Nove. Tamele e a sua editora foram galardoadas com o Prémio de Excelência Internacional da Feira do Livro de Londres para Iniciativas de Tradução Literária em 2021. In “Moz Entretenimento” - Moçambique




sábado, 12 de novembro de 2022

“Moçambique, margem sul” – novo livro de Sara Jona Laisse

Depois de ter apresentado, em 2020, o livro “Entre margens: diálogo intercultural e outros textos”, a professora, pesquisadora e ensaísta Sara Jona Laisse lança, no dia 15 de novembro, a sua nova obra literária intitulada “Moçambique, margem sul: arte, interculturalidade e outros textos”, na biblioteca do Centro Cultural Português, em Maputo, sendo que a apresentação da mesma estará a cargo do Prof. Doutor Cristiano Matsinhe, do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane.

Segundo o comunicado enviado à Moz Entretenimento, no livro “Moçambique, margem sul” dá continuidade a “Entre margens”, os textos seguem o modelo de análise de culturas de Geertz, cujo foco é discutir e interpretar a cultura a partir da perspectiva dos seus fazedores ou sujeitos nativos. Nesta obra, Laisse reuniu crónicas escritas entre Dezembro de 2020 e Maio de 2022, publicadas, integralmente, nos jornais Sete Margens e O País.

Dividido em duas partes, “Moçambique, margem sul” possui 132 páginas e dois cadernos, nomeadamente, “Moçambique, margem sul: arte, interculturalidade”, que dá título ao livro (cujos textos foram publicados na revista digital portuguesa Sete Margens), e “Outros textos”, um conjunto de quatro ensaios apresentados em conferências e publicados na imprensa.

Para Laisse, o livro é imaginado a partir do hemisfério sul e a maior parte das discussões que levanta, embora sejam relacionadas com diferentes culturas e geografias, são pesquisas sobre o Sul (de Moçambique e do mundo).

Sobre Sara Jona Laisse

Sara Jona Laisse é ensaísta no campo da literatura e da cultura moçambicana. Doutorada em Literaturas e Culturas em Língua Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa (2015), é investigadora e Directora Executiva da Fundação Fernando Leite Couto.

A sua obra foca, especialmente, a preocupação em relação às culturas moçambicanas e à raridade de discussão sobre elas. É autora, de entre vários títulos, dos livros “Entre o Índico e o Atlântico: ensaios sobre literatura e outros textos” (2013), “Entre Margens: diálogo intercultural e outros textos” (2020) e “Letras e palavras: convivência entre culturas na literatura moçambicana” (2020). In “Moz Entretenimento” - Moçambique





quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Moçambique - 8ª edição da Feira do Livro de Maputo

A 8ª edição da Feira do Livro de Maputo, na comemoração dos 100 anos de José Craveirinha, celebra o autor do emblemático Nós Matámos o Cão-tinhoso como o Escritor Homenageado desta edição. Luís Bernardo Honwana lançou o seu livro de estreia há 58 anos


A Feira do Livro de Maputo arranca esta quinta e termina sábado.

A realizar-se na Praça da Independência e no Átrio Municipal, o evento irá homenagear o escritor Luís Bernardo Honwana, o autor do célebre Nós matamos o cão-tinhoso.

De acordo com uma nota de imprensa, a Feira do Livro de Maputo vai se materializar em diversas disciplinas artísticas. A música com o Coro Xiquitsi, teatro, oficinas de escrita e leitura, debates, concursos literários, palestras e outras atracções literárias

Citando na nota da feira, para Ungulani Ba Ka Khosa, homenagear Luís Bernardo Honwana, significa consolidar o papel fundacional do pai da modernidade da literatura moçambicana.

A Feira do Livro, graças a parceria com o Camões – Centro Cultural Português em Maputo e com Instituto Guimarães Rosa – Centro Cultural Brasil-Moçambique, traz a Maputo duas vozes da literatura portuguesa e brasileira respectivamente, nomeadamente, Lúcia Vicente, em residência literária, e Tatiana Pequeno, autora do livro Tocar o Terror que será lançado na Feira do Livro.

De Moçambique, pontificam nomes tais como: Ungulani Ba Ka Khosa, Paulina Chiziane, Marcelo Panguana, Sónia Sultuane, Aurélio Rocha, Jorge Ferrão, Licínio Azevedo, Jaime Munguambe, Hirondina Joshua e Matilde Chabana.

A Feira do Livro de Maputo, entre 20 e 22 de outubro, vai contar com a participação de vozes imprescindíveis da literatura lusófona e hispânica. A Feira vai contar este ano com a participação de escritores de 24 países, nomeadamente: Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Brasil, Portugal, Bolívia, Argentina, Espanha, Itália, Cuba, República Dominicana, Guiné-Equatorial, Honduras, Rússia, Finlândia, Inglaterra, Colômbia, Venezuela, El Salvador, Chile, Mali, Uruguai.

O evento, que contará com 12 mesas de autores e debates, vai contar com um espaço dedicado aos escritores e editoras, na Praça da Independência, decorrendo em simultâneo com actividades lúdicas e criativas para o publico infanto-juvenil, lançamentos de livros, oficinas de leitura, sessões de autógrafos e conversas entre escritores e leitores. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Angola - TAAG aumenta voos para Maputo, Windhoek e São Paulo a partir de Outubro

A TAAG Linhas Aéreas de Angola anunciou esta quarta-feira,10, que vai reforçar a sua programação global de voos internacionais com destino às cidades de Maputo, Moçambique, Windhoek, na Namíbia e de São Paulo, no Brasil, de forma faseada a partir do dia 02 de Outubro

Internamente, a companhia área angolana passa, a partir próximo Sábado dia 13, a ter mais voos regulares Luanda/Cabinda e vice-versa numa frequência semanal de 24 para 26 voos.

Segundo a TAAG, os voos Luanda/Maputo vão ser aumentados nas frequências semanais de 3 para 4, sendo o voo adicional operado ao Domingo por uma aeronave Boeing 737-700.

Quanto ao voo Luanda /Windhoek, que também começa a ser operado na mesma data, é aumentado na frequência semanal de 4 para 5 voos.

Já a frequência Luanda/ São Paulo, sobe de 3 para 4 voos, sendo o voo adicional de LAD/GRU operado aos Sábado e o voo de regresso à Luanda, será efectuado ao Domingo pola aeronave Boeing 777-300.

Conforme a TAAG, com este incremento de voos a companhia responde assim positivamente à expectativa dos seus passageiros.

A transportadora aérea nacional assegura, no mesmo comunicado, que aumentou os voos domésticos para a província de Cabinda por ser um dos destinos preferenciais dos passageiros. In “Novo Jornal” - Angola


quinta-feira, 7 de julho de 2022

Moçambique - Estúdios Victor Córdon e Centro Cultural Português em Maputo dão início a dois programas

Foto: CCP


A colaboração entre os Estúdios Victor Córdon em Lisboa e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo para o triénio 2021 – 2023 dá início a mais dois programas: a 2ª edição do podcast “Uma coleção para Amanhã” — Lisboa|Maputo e o Workshop em Maputo com o coreógrafo Português Victor Hugo Pontes.

Os Estúdios Victor Córdon (EVC) em Lisboa e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo desenvolvem uma parceria através de uma programação conjunta ao longo de três temporadas (2021 – 2023). Esta parceria, segundo a organização, resulta de uma vontade de criar pontes entre os dois países e possibilitar a circulação e internacionalização da dança. A relação entre as duas entidades foi formalizada no dia 11 de Maio do presente ano, através da assinatura de um protocolo entre o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e o OPART – Organismo de Produção artística E.P.E., que gere a plataforma criativa Estúdios Victor Córdon. O protocolo visa o enquadramento das actividades desenvolvidas entre os EVC e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo e alargar a colaboração entre as duas instituições.

Além de promover a colaboração entre as duas instituições, o protocolo permite que este tipo de colaboração possa ser estendida a mais pontos da rede externa do Camões I.P., permitindo uma crescente partilha entre jovens criadores. “De entre os vários programas já implementados em parceria, damos agora início a mais dois projectos que integram o triénio: a 2ª edição do podcast Uma coleção para Amanhã e o Workshop em Maputo com o coreógrafo português Victor Hugo Pontes”.

Os EVC retomam o programa Uma colecção para Amanhã, com a curadoria de Cristina Peres, mas desta vez com um ciclo de 10 conversas dedicadas à cena da dança em Moçambique. Segundo Cristina Peres “Lisboa e Maputo são cidades ligadas pelas marcas dos que teceram fios invisíveis associando a memória do corpo às outras todas que vamos reunir, agora de forma sistematizada, numa nova colecção de conversas.” Os EVC materializam a ponte imaginária entre Lisboa e Maputo numa segunda colecção de 10 conversas com protagonista da dança moçambicana, que serão transmitidas no canal YouTube dos EVC de julho a Novembro deste ano.

De 5 a 9 de Julho as duas instituições realizam um workshop em Maputo, com o coreógrafo português Victor Hugo Pontes, no espaço do Camões – CCP Maputo. Durante uma semana, Victor Hugo Pontes trabalha com intérpretes locais, onde os participantes exploram a linguagem e o processo criativo do coreógrafo, permitindo o desenvolvimento de destrezas físicas, emocionais e criativas, abrindo caminho para iniciativas futuras. In “O País” - Moçambique


 

sábado, 4 de junho de 2022

Moçambique - Alunos da terceira classe ainda sem livro de distribuição gratuita

As aulas do segundo trimestre iniciaram-se há dias, mas, na Cidade de Maputo, os alunos da terceira classe, no ensino público, continuam a estudar sem livros. Isto acontece depois de o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano ter prometido que os livros de distribuição gratuita chegariam na primeira quinzena de Fevereiro.

A primeira promessa do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) foi a de que os livros de distribuição gratuita chegariam ao país na segunda quinzena de Fevereiro, o que não aconteceu. Alguns dias depois, o MINEDH remarcou para o fim do mês, contudo os manuais só começaram a ser distribuídos nas escolas há três semanas e, para piorar, com incongruências de vária ordem.

Já no segundo trimestre deste ano lectivo, alguns alunos continuam a estudar sem o livro escolar. Na terceira classe do ensino público, a situação é ainda mais preocupante, as crianças não têm acesso a nenhum livro sequer.

Sobre o atraso, o sector atira a culpa ao fornecedor e diz que a situação será resolvida a partir da próxima semana.

“O total de livros que já recebemos corresponde a cerca de 90%. O que aconteceu é que, dos títulos que estavam em falta da terceira à sétima classe, o fornecedor ainda não nos entregou todos os manuais. Temos alguns da sexta e de outras classes, a única para a qual não temos livros é a terceira. Estamos a entrar em contacto com o fornecedor e acreditamos que, dentro da próxima semana, vamos receber os livros”, justificou Samuel Menezes, porta-voz dos Serviços Sociais no MINEDH.

Enquanto isso, na Cidade de Maputo, estão previstas mais 38 salas de aula para o próximo ano. Menezes explica que o projecto das novas construções foi concebido ano passado, com previsão de um universo de 45 salas, o que foi mais uma promessa falhada.

“Só iniciamos com 38 salas e são essas que serão construídas este ano, para que entrem em funcionamento a partir de 2023. As novas construções consistem na requalificação das escolas. Não estamos a contruí-las em espaços novos”, explicou.

No país, uma sala de aula alberga até mais de 70 alunos, o que, de acordo com especialistas, compromete a qualidade do processo de ensino-aprendizagem. As novas salas de aula vão ajudar a reduzir a pressão a que os professores estão sujeitos.

As obras estão orçadas em mais de 149 milhões de Meticais, desembolsados pelo Governo e seus parceiros, nos distritos de KaMubukwana, KaMavota e KaTembe.

“Estamos a construir 10 salas no Distrito Municipal KaTembe, nas escolas primárias 10 de Julho e Mutseco; Em KaMubukwa, estamos a construir 15 salas de aula – 10 são de uma escola secundária que já está a funcionar desde 2020, que é a Escola Secundária Mártires de Mbuzine, e esta construção é em altura (vertical), sendo que a previsão é de que termine este ano; mais 10 salas de aula estão a ser erguidas na Escola Secundária de Albazine, uma escola técnica transformada em escola secundária; e três na Escola Primária Completa de Chiango”, detalhou o porta-voz.

A informação foi avançada durante uma reunião de balanço do ano lectivo 2021 e planificação do próximo ano, na qual participaram directores de todas as escolas a nível da Cidade. Um dos assuntos debatidos foi a implementação da sétima classe no Ensino Secundário Geral, no âmbito da nova Lei do Sistema Nacional de Ensino. Julieta Zucula – Moçambique in “O País”

 

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Moçambique – Linhas Aéreas de Moçambique deixam rota de Lisboa

A companhia Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciou esta semana o fim da operação que ligava Maputo e Lisboa devido à pandemia do novo coronavírus


“O voo manteve-se até a data, conforme o programado, mas não foi estendido, devido à situação da pandemia da covid-19 na Europa e noutros países do mundo”, refere uma nota da LAM.

A operação, que era feita em parceria com a empresa portuguesa Hi Fly, foi reintroduzida em julho e tinha um prazo de seis meses, estando previsto que terminasse oficialmente no dia 15 de janeiro.

Um voo semanal, que estava a ser efetuado através de uma aeronave Airbus A330-300, partia às terças-feiras de Lisboa para Maputo, às 20h00 (hora local na partida) e outro às quartas-feiras, de Maputo para Lisboa, às 23h55 (hora local na partida).

O voo representava o regresso da companhia de bandeira moçambicana ao espaço europeu, após quase 10 anos, e era descrito como um percurso sustentável, colocando a LAM numa ‘nova rede’.

“Olhamos a inteligência de tráfego e notamos que, de longe, esta é a rota que tem mais passageiros. Não só entre Lisboa e Maputo, como também de Maputo para Lisboa e depois para a Europa ocidental”, afirmou, na altura do anúncio da operação, João Carlos Pó Jorge, diretor geral da companhia. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


 

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Moçambique - Exposição de Fotografia “Água”, de Mário Macilau, em Maputo, no Camões Centro Cultural Português



Após a suspensão temporária da Galeria devido às medidas de prevenção da pandemia do COVID-19, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo reabriu no dia 12 de agosto, com a inauguração da exposição “Água”, de Mário Macilau, renomado fotógrafo moçambicano, vencedor de vários prémios e com uma vasta carreira internacional. A cerimónia foi transmitida em direto pelas redes sociais.

“Água”, um projeto do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, conta com o patrocínio da WaterAid Moçambique e o apoio da Art Dispersion (Portugal) e estará patente ao público de 13 de agosto a 2 de outubro de 2020, de segunda a sexta-feira, entre as 11h00 e as 17h00, respeitando todas as medidas adequadas de higiene e segurança em vigor.

Mário Macilau descobriu a paixão pela fotografia aos 15 anos, tendo já apresentado o seu trabalho em países como a Malásia, China, Bangladesh, Portugal, Espanha, Bélgica, Bulgária, Itália, Zimbabwe, África de Sul, Austrália, Alemanha, Suíça e Suécia.

O projeto desta exposição enfatiza a importância da água e o acesso à mesma. Num período como o que atravessamos, mais do que nunca, a água é essencial ao saneamento e higiene comunitários. Mário Macilau apresenta uma série de fotografias dedicada a alterações climáticas e a questões relacionadas com a temática da água como bem fundamental de vida para a Humanidade. A série apresentada nesta exposição foi registada durante os últimos 3 anos, em Moçambique, maioritariamente na província do Niassa, distrito de Cuamba, no âmbito de um projeto desenvolvido com comunidades locais apoiadas pela WaterAid Moçambique, uma organização não governamental baseada no Reino Unido, que dedica a sua atuação a nível mundial na área da Água, Saneamento e Higiene.

A convite do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o projeto da exposição “Água” conta com a especial participação do historiador e escritor João Paulo Borges Coelho, que publicou anteriormente um livro com o mesmo título e apresenta de forma inédita nesta mostra uma reflexão poética sobre a série de fotografias cujo tema admite despertar um peculiar interesse. Camões Instituto da Cooperação e da Língua - Portugal

Nota biográfica do fotógrafo:

Mário Macilau (Maputo, 1984) vive e trabalha entre Maputo e Lisboa (Portugal). Após a independência e durante a Guerra Civil em Moçambique a sua família passou grandes dificuldades financeiras e mudou-se da província de Inhambane para Maputo à procura de uma vida melhor. Com 10 anos, Macilau começou a trabalhar num mercado para ajudar o sustento da família. Em 2003, Macilau iniciou a sua atividade fotográfica e em2007, lançou-se como fotógrafo profissional. Poucos anos depois, o seu talento atravessou fronteiras, tendo o fotógrafo sido galardoado com diversos prémios internacionais de relevo, viajado muito e visto o seu trabalho publicado em algumas das mais prestigiadas galerias, feiras de arte e exposições por todo o mundo. A sua fotografia destaca a identidade, questões políticas e condições ambientais, trabalhando, por vezes, com grupos socialmente isolados, para sensibilizar o seu público não apenas das muitas injustiças e desigualdades sociais no mundo, mas também para mostrar histórias de humanidade, irmandade, vitória, amor e esperança. Com frequência, o retrato é o seu ponto de partida, sendo a sua abordagem instrumental para a revelação de uma perspetiva mais ampla.

Em 2015, foi publicado o seu primeiro livro de grande formato pela editora alemã Kehrer Verlag, contando com contribuições escritas de Roger Ballen, Mia Couto, Simon Njami e Olivia Nitis, bem como uma entrevista conduzida por Gabriela Salgado. O livro apresenta o seu projeto a longo prazo com as crianças de rua de Maputo, tendo o fotógrafo convivido com elas, por forma a obter um conhecimento profundo da sua realidade.

Vencedor de diversos prémios em que se destacam: 2011 Prémio da Fundação EVTZ, Alemanha; 2011 Prémio Santa Lucia, Espanha; 2011 Prémio AECID para criação; 2011 Prémio de Talento, Embaixada Francesa, Maputo; 2012 Primeiro prémio do Projeto de Proteção em Washington D.C., EUA. O fotógrafo foi convidado a participar num programa de direitos humanos em conjunto com o Gabinete das Nações Unidas, a World Press Photo e a Universal Rights Group (2016). Macilau foi ainda eleito pela revista Foreign Policy como um dos 100 Leading Global Thinkers, numa cerimónia em Washington D.C. (2015), Lens Cultures em 2017 e o prémio francês Denis Diderot, 2019.

O trabalho de Macilau tem sido presença assídua em exposições individuais e coletivas, tanto no seu país natal como no estrangeiro. São disso exemplos a Feira de Arte 1:54 em Londres, Reino Unido (2018); Art Madrid em Madrid, Espanha (2018 e 2019); Art Marbella, Espanha (2018); Terceira Bienal de Fotografia de Pequim, Pequim, China (2018); Unseen, Amsterdão, Holanda (2018); Feira de Arte FNB de Joanesburgo, África do Sul (2018); a Cimeira Mundial do Clima, São Francisco, EUA (2018); o High Museum of Art em Atlanta, Geórgia, EUA (2018); Festival IPhoton, Valência, Espanha (2017); Festival Photomonth de Cracóvia, Cracóvia, Polónia (2017); o Festival Indiano de Fotografia — IPF (2017); Hyderabad, Índia (2017); Semana de Arte de Berlim na Galeria Kehrer, Berlim, Alemanha (2017); Festival Photobook da Sicília, Sicília, Itália (2017); Festival de Fotografia do Porto, Porto, Portugal (2017); “I don’t like Black People but I do like you”, Galeria Paulo Nunes, Portugal (2017); Festival de Fotograa de Tbilisi, Tbilisi, Geórgia (2017); Feira de Arte AKAA, Paris, França (2016). Macilau foi também selecionado pelo Fotofestiwal de Łódź, na Polónia, para apresentar a sua primeira monografia, “Crescer na Escuridão”, numa monumental exposição em nome próprio no âmbito do festival intitulado “Discovery Show” (2015). Outras exposições em nome próprio dignas de nota incluem: a participação do fotógrafo na 56.ª Bienal de Veneza, Itália (2015), “The Road Not Taken” na The Auction Room, Londres (2015); “Nada Como o Tempo”, curada por Berry Bickle, na Galeria Kulungwana em Maputo (2015); "Entry Prohibited to Foreigners, Havremagasinet" — Centro de Arte de Boden, Suécia (2015); "The Pangaea: New Art from Africa and Latin America", Galeria Saatchi, Londres, Reino Unido (2014); "Bienal Fotofest", Houston, Texas, EUA (2014); entre muitas outras. O seu trabalho está presente em muitas coleções privadas e públicas de todo o mundo.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Moçambique – Combate ao trabalho é uma prioridade

Vitória Diogo, Secretária de Estado na província de Maputo, exortou hoje, na última sexta-feira (12 de Junho), aos líderes comunitários do distrito de Magude e a toda a população da província, a engajarem-se no combate às piores formas do trabalho infantil. Ela falava por ocasião do dia 12 de Junho - Dia de Luta Contra o Trabalho Infantil. Pela ocasião, foi distribuído o Cartão Vermelho, como manifestação de luta contra o fenómeno.

A Secretária de Estado destacou a necessidade do envolvimento das lideranças comunitárias e outros segmentos da sociedade no combate aos casamentos prematuros e outras formas de exploração infantil.

Apelou aos pais e encarregados de educação a disseminarem os direitos de criança e a promoverem a sua protecção, combatendo todas formas de violações. In “Olá Moçambique” - Moçambique


segunda-feira, 27 de abril de 2020

Moçambique – Atribuição do selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique”

O Ministério da Indústria e Comércio concedeu, na sexta-feira, 24 de Abril, o direito de uso do selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” a um total de cinco empresas da província de Maputo, por se ter comprovado que reúnem requisitos para a sua elegibilidade à luz do Regulamento de Uso do Selo (Decreto 10/2012, de 11 de Maio), tais como a utilização significativa de recursos nacionais nos processos de produção, o cumprimento da legislação aplicável no País e a adopção de uma cultura de qualidade, através da implantação de sistemas de gestão de qualidade. Trata-se das empresas Afritubo-Tubos e Acessórios, Strides Pharma Mozambique, Prochem, Divina e C&C Neves, que se vão juntar às outras 59 certificadas com o selo “Made In Mozambique” ao nível daquela província.

Para o ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, a atribuição do selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” constitui um reconhecimento do Governo a estas empresas, por contribuírem para a valorização dos produtos e serviços nacionais e, igualmente, por estarem comprometidas com a melhoria contínua das práticas de negócio, uma vez que a elegibilidade deverá ser mantida por todo o período de validade da concessão da marca, que é de cinco anos. Por isso, “é louvável o passo dado pelas empresas, às quais apelamos a serem criativas e a esforçarem-se para que continuem a merecer a confiança e o carinho de todos os moçambicanos”, disse Carlos Mesquita, que instou às empresas distinguidas a tirarem proveito do crescimento do mercado nacional e das oportunidades de exportação resultantes das facilidades de circulação de pessoas e bens, bem como da liberalização do comércio.

Num outro desenvolvimento, o ministro da Indústria e Comércio desafiou as empresas nacionais, em particular as de pequena e média dimensão (PME), a apostarem na produção massiva de alimentos e produtos de higiene, optimizando o uso de recursos nacionais.

Por seu turno, a secretária de Estado da província de Maputo, Vitória Diogo, considerou, na ocasião, que a concessão do direito de uso do selo faz jus ao crescimento do tecido empresarial da província, não só em número mas também em qualidade.

“Este é um sinal objectivo de que, como província, estamos a contribuir para a criação, inovação e produção no País, assim como para a geração de renda e criação de mais postos de trabalho”, referiu Vitória Diogo.

Intervindo em representação das empresas distinguidas, António das Neves sublinhou que o selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” reconhece o contributo do tecido empresarial nacional para o desenvolvimento do País, devendo, por isso, significar uma mais-valia efectiva para os seus detentores.

“O selo deve constituir um instrumento de promoção de negócios sustentáveis, que satisfaça às expectativas do consumidor e que contribua para o crescimento da produção nacional e desenvolvimento económico e social do País”, afirmou. In “Olá Moçambique” - Moçambique

domingo, 8 de março de 2020

Moçambique - Companhia Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) adia para Junho voos para Portugal

A companhia Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) adiou para 2 de Junho próximo o reinício dos voos para Lisboa, Portugal, depois de ter estado inicialmente programado para 31 de Março, anunciou em Maputo o director-geral da companhia.

O anúncio do reatamento dos voos que, numa primeira fase, obedecerão a uma frequência de três vezes por semana (segundas, quartas e sextas-feiras), foi feito pelo director-geral, João Carlos Pó Jorge, em conferência de imprensa havida na sede da companhia aérea, em Maputo, onde deu também pormenores do projecto transcontinental.

O director-geral disse ainda que os voos serão efectuados com um Airbus A330-200, com capacidade de 269 lugares (dos quais 251 na classe económica e 18 na classe executiva), estando o voo inaugural previsto para a noite de 2 de Junho, a partir de Lisboa, com a previsão de chegada a Maputo na manhã do dia seguinte.

Os voos serão realizados em parceria com a Hi Fly, uma companhia aérea portuguesa especializada no aluguer de aviões em regime de “wet lease”, em que o locador fornece o aparelho, tripulação, manutenção e seguro, pagando o locatário o número de horas operadas.

João Carlos Pó Jorge afirmou em Outubro de 2019 ter a companhia decidido retomar a ligação à capital portuguesa para “satisfazer um forte desejo de clientes amigos, incluindo a diáspora moçambicana em Portugal, que há muito aguardavam pelos nossos voos directos, facto que é confirmado por pesquisas de mercado.”

Este anúncio da LAM surge depois de ultrapassados os problemas que estiveram na origem da proibição da companhia aérea de voar no espaço aéreo da União Europeia, desde 2011, devido a “deficiências de segurança.” In “O Século de Joanesburgo” – África do Sul

terça-feira, 3 de março de 2020

Moçambique - Recuperação de algas marinhas pode beneficiar comunidades locais

A Universidade Eduardo Mondlane está a identificar e a restaurar habitats de algas marinhas, consideradas “baterias de oxigénio para o oceano”. No noroeste da Baía de Maputo, 86% dos prados foram perdidos, o quadro coloca em risco a agricultura local, emprego e segurança alimentar



Em Moçambique, vários especialistas alertam que a pesca destrutiva de moluscos, junto com inundações e a sedimentação dos rios que desaguam na baía, estão destruindo com rapidez as algas marinhas.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, revelou com base em pesquisas que só no noroeste da Baía de Maputo, 86% dos prados de algas marinhas foram perdidos. O seu desaparecimento coloca sob risco a agricultura local, o emprego e a segurança alimentar.

Soluções

Para reverter essa situação, a Universidade Eduardo Mondlane, apoiada pelo governo de Moçambique, vem identificando e restaurando habitats de algas marinhas nas baías de Inhambane e Maputo.

Como parte do projecto, as comunidades próximas a essas áreas aprenderão práticas de pesca não destrutivas e elaborarão um plano local de gestão das algas marinhas.

O Pnuma ressalta que mais algas podem beneficiar a saúde e a recreação de 60% da população moçambicana que vive ao longo da costa.

Comunidades locais

De Maputo, capital do país, Salomão Bandeira, da Universidade Eduardo Mondlane, explica que, de facto, as algas marinhas ajudam a sustentar a vida nas baías.

Contou que camarões, pepinos do mar, amêijoas e caranguejos encontrados nestes prados subaquáticos são fonte de alimento e emprego para as comunidades locais.

Ele explica que a pesca de mariscos e caranguejos nas algas marinhas significa muito para as pessoas da região. O especialista explicou que não se trata apenas de um recurso, mas sim de um modo de vida".

Bandeira acrescenta que “as algas marinhas agem como uma espécie de bateria de oxigénio para o oceano”, tornando o mar mais seguro e limpo para a pesca.

Benefícios

Com mais algas marinhas, há mais espaço para o crescimento de moluscos, o que poderia impulsionar as empresas pesqueiras locais e melhorar a segurança alimentar das comunidades.

Além disso, o turismo também pode ser beneficiado, uma vez que, cada vez mais, pessoas podem começar a visitar as baías, atraídas pela grande biodiversidade proporcionada por estas algas.

De acordo com o Pnuma, o projecto pode até ter um impacto maior. A Universidade Eduardo Mondlane espera que as lições aprendidas com suas técnicas de restauração possam ser usadas em outros países do Oceano Índico Ocidental, também combatendo a degradação das algas marinhas.

Outras vantagens ambientais deste projecto é a proteção de espécies únicas, como o dugongo, que se alimenta de algas marinhas das baías. A iniciativa ajudará na produção crescente de alimentos para esta espécie, ameaçada de extinção no Oceano Índico Ocidental.

Convenção de Nairóbi

A proposta está a ser financiada pelo Programa de Ação Estratégica para a Proteção do Oceano Índico Ocidental contra Fontes e Actividades Terrestres, projecto da Convenção de Nairóbi.

A Convenção, parte do Programa de Mares Regionais do Pnuma, serve como uma plataforma para governos, sociedade civil e sector privado actuarem juntos para a gestão e uso sustentável do ambiente marinho e costeiro do Oceano Índico Ocidental.

O projecto, financiado pelo Global Environment Facility, prioriza a redução da actividade terrestre neste ambiente, protegendo habitats críticos, melhorando a qualidade da água e fazendo a gestão dos fluxos dos rios.

ODS

A implementação bem-sucedida do projecto também ajudará Moçambique a cumprir a meta 2 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14, sobre gerir e proteger de forma sustentável os ecossistemas marinhos e costeiros.

Como as algas marinhas desempenham um papel crítico na saúde dos seres humanos e do meio ambiente, a sociedade civil está em campanha para que as Nações Unidas reconheçam oficialmente o dia 1º de março como o Dia Mundial das Algas Marinhas. ONU News – Nações Unidas

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Moçambique - Universidade Politécnica cria Núcleo de Género

Para desenvolver acções com vista ao tratamento igual para ambos os sexos, em relação a qualquer tipo de actividade, particularmente na esfera universitária, a Universidade Politécnica criou, recentemente, o Núcleo de Género, cujas políticas serão aprovadas nos Conselhos Universitários, a realizarem-se em Outubro próximo.

Trata-se de um núcleo que vai incidir as suas actividades sobre três pontos principais, nomeadamente as questões de género, o assédio e a protecção às minorias.

Para a directora das Bibliotecas da Universidade Politécnica, Sara Laísse, mais do que elaborar uma política sobre o género, a maior instituição privada de ensino superior, no País, pretende dar visibilidade à questão da equidade do género a vários níveis da universidade e fazê-la constar dos processos do acesso dos alunos à universidade, da selecção dos colaboradores e da atribuição de cargos de responsabilidade.

“Enquanto a política não é aprovada, nós pretendemos sair do papel e começar a desenvolver actividades que possam dar uma perspectiva sobre onde nós queremos chegar, que é garantir que se tenha em consideração a questão da equidade do género, o assédio e a protecção das minorias, nos processos universitários”, referiu Sara Laísse.

Com efeito, o núcleo já está a auscultar a sociedade, para se inteirar das acções desenvolvidas por outras organizações com o intuito de acrescentar valor àquilo que tem sido realizado em relação à equidade de género, evitando repetições.

Neste sentido, o Núcleo de Género da Universidade Politécnica promoveu, na quarta-feira, 21 de Agosto, em Maputo, uma palestra subordinada ao tema “Mulher e Desenvolvimento: És Capaz de Transformar o Mundo?”.

A palestra foi proferida por Sónia Catingue, da Academia 'Girl Move', uma organização que trabalha com jovens raparigas moçambicanas, cujo objectivo é contribuir para a criação de uma nova geração de mulheres, com potencial de liderança para transformar o mundo usando o seu talento.

“Isto funciona através de um modelo de mentoria racional, em que temos jovens licenciadas, denominadas girl movers, que dão apoio a um grupo de três universitárias, constituindo uma equipa que faz mentoria a um grupo de trinta adolescentes em fase de transição do ensino primário para o secundário, passando-lhes a mensagem da importância de continuar na escola”, explicou Sónia Catingue.

Trata-se, conforme realçou, de incutir nos menores, a importância da educação para o seu futuro, com vista a quebrar o ciclo de pobreza de algumas famílias de uma forma programada, para que tenham uma perspectiva de um mundo diferente, uma vez que são capazes de fazer mais do que elas acreditam. In “Olá Moçambique” - Moçambique

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Moçambique - 55ª edição da FACIM, a Feira Internacional de Maputo

A Feira Internacional de Maputo, a maior feira comercial de Moçambique, iniciou hoje a sua 55ª edição em Ricatla, distrito de Marracuene, província meridional de Maputo, com a participação de 20 países, além do território de Macau.

A entidade organizadora, a Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (Apiex), prevê que mais de 87 mil pessoas visitem o certame até ao encerramento no dia 1 de Setembro, mais do dobro das 40 mil que se deslocaram àquele localidade para visitar a edição de 2018 do certame.

O jornal Domingo escreveu que em termos de países está confirmada a presença de Portugal, Itália, Alemanha, Espanha, França, Brasil, Tailândia, Indonésia, Coreia do Sul, Índia, Turquia, China, Bielorrússia, África do Sul, Botsuana, Maurícias, Egipto, Argentina e a Grã-Bretanha, que se inscreveu à última hora, bem como o território de Macau.

Destes, Portugal e Alemanha ocupam a maior área de exposição, seguidos pela África do Sul, Indonésia e Tailândia, ainda segundo o jornal moçambicano.

A edição de 2019 da Feira Internacional de Maputo, a 55ª, decorre subordinada ao lema “Moçambique e o mundo: Alargando o mercado, promovendo investimento e potenciando parcerias.” In “Olá Moçambique” - Moçambique

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Moçambique - Universidade Politécnica e Escola Portuguesa firmam parceria para edição e publicação de livros literários infanto-juvenis



A Universidade Politécnica e a Escola Portuguesa de Moçambique (EPM) assinaram na passada sexta-feira, 21 de Junho, em Maputo, um memorando de entendimento, que visa a edição e publicação dos livros literários infanto-juvenis, resultantes do concurso Literário Maria Odete de Jesus (CLMOJ), promovido pela Direcção das Bibliotecas da maior universidade privada do País.

Pretende-se com esta parceria, promover e facilitar o intercâmbio entre as duas instituições de ensino no âmbito da produção e edição de livros infanto-juvenis, promover o gosto pela literatura infanto-juvenil, fomentar a realização de eventos que visem a disseminação de livros infanto-juvenis.

Falando após a assinatura do memorando, Rosânia da Silva, Pró-Reitora para a área de Pós-graduação e Investigação Científica, Extensão Universitária e Cooperação da Universidade Politécnica, disse tratar-se do cumprimento de mais um dos acordos existentes entre a Universidade Politécnica e a EPM e, que o presente, preconiza basicamente a promoção da leitura e publicação de livros entre as duas instituições.

“Regularmente realizamos concursos literários intitulados Maria Odete de Jesus e os vencedores têm o direito da publicação das suas obras. Nós entendemos que através da parceria com a EPM podemos melhorar o circuito de colocação deste livro no mercado”, afirmou Rosânia da Silva.

Por sua vez, a Directora da EPM, Dina Maria Trigo, afirmou que o objectivo principal da assinatura do memorando é fazer cumprir uma das suas missões, que é a divulgação da língua portuguesa através da leitura e escrita.

“Já editámos vários livros e, muitos são de escritores moçambicanos. Ao alargarmos a edição para outros escritores, dá-nos a possibilidade de termos mais livros. Tudo isto para nós, demonstra que a leitura é muito importante. Ler é mais importante, abre os horizontes, faz-nos viajar”, concluiu Dina Maria Trigo.

Importa realçar que o memorando será operacionalizado através da Direcção das Bibliotecas da Universidade Politécnica, entidade que promove o desenvolvimento sistémico das bibliotecas, capacitando-as para oferecer, aos docentes, pesquisadores, estudantes e pessoal técnico-administrativo serviços e produtos necessários para o desenvolvimento das actividades académicas de ensino, pesquisa e extensão, e do Centro de Ensino e Língua Portuguesa da EPM, um estabelecimento público de educação e ensino do Sistema Educativo Português no estrangeiro, que se inscreve numa política de cooperação entre os governos de Portugal e Moçambique, desenvolvendo actividades de promoção, divulgação, edição e distribuição de livros e literatura de escritores moçambicanos. In “Olá Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 11 de junho de 2019

Moçambique - Cimeira Empresarial EUA-ÁFRICA

Moçambique vai acolher, pela primeira vez, a Cimeira Empresarial Estados Unidos da América-África. O evento vai decorrer de 18 a 21 de Junho deste ano e pretende juntar cerca de dois mil empresários norte-americanos e africanos, entre os quais 1500 CEO’s



Moçambique foi seleccionado em 2018 para acolher a ‘XII Cimeira de Negócios Estados Unidos da América – África 2019’, após várias rondas de selecção entre os países africanos que se candidataram a acolher este grande evento.

A Cimeira constitui em si uma grande oportunidade para o País divulgar as suas potencialidades e promover parcerias de negócios e de investimentos entre os sectores privados dos EUA, da África e do Sistema Económico Global.

O evento irá decorrer de 18 a21 de Junho em Maputo, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, e contará com o Governo de Moçambique, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e o Corporate Council on Africa (CCA) como seus organizadores.

Esta será uma cimeira de alto nível, no qual participarão chefes de Estado e de Governo africanos e altos executivos das corporações americanas e africanas que operam nos sectores do Oil & Gas, Agronegócios, Indústria Extractiva, Construção e Infraestruturas, Turismo, Área Financeira, Telecomunicações e Tecnologias de Comunicação e Informação.

Nesta Cimeira, prevê-se a realização de conferências de investimentos, nas quais as empresas irão poder apresentar os seus projectos às entidades financeiras, e haverá ainda uma feira de negócios para exposição de diversos produtos e serviços. Por outro lado, irão estar disponíveis também diversos painéis de discussão sobre questões de desenvolvimento e sustentabilidade das empresas, bem como espaços de gastronomia e turismo.

Prevê-se a participação de investidores, instituições financeiras, parceiros de cooperação, instituições multilaterais e chefes de Estado e de Governo, a nível nacional e internacional.

A confiança do ‘Corporate Council on Africa’ no nosso País

O anúncio da Cimeira foi feito, há alguns meses, pela presidente do Conselho Executivo da Corporate Council on Africa, Florizelee Liser, após uma audiência concedida pelo presidente da República, Filipe Nyusi.

Florizelee revelou então que dois aspectos fundamentais haviam pesado nos pratos da balança para a eleição de Moçambique como anfitrião do evento, sendo que um prende-se com o dinamismo do Presidente da República e das relações entre os Estados Unidos e Moçambique e outro com a potencialidade de ambos os países incrementarem as suas trocas comerciais.

“Como estarão aqui presidentes de conselhos de administração e de conselhos executivos de grandes empresas dos Estados Unidos da América e de África, esperamos que os mesmos possam interagir, potenciando oportunidades. Sabemos também que duas grandes empresas americanas já estão em Moçambique e que contribuíram para a descoberta de importantes recursos de gás natural, estamos a falar da Anadarko e da ExxonMobil. Portanto, isso é um aspecto que oferece uma óptima oportunidade para se fazer negócio aqui em Moçambique”, revelou Liser.

País posiciona-se na geometria empresarial

A XII Cimeira Empresarial dos Estados Unidos da América e do continente africano conta vir a registar mais de dois mil empresários como participantes, entre os quais 1.500 CEO’s.

A expectativa é enorme. O Primeiro Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, referiu que a Cimeira vai colocar Moçambique no centro das atenções do mundo em matéria de negócios e destacou a melhoria do ambiente macroeconómico como pedra de toque para a atracção de investimento.

O PM frisou ainda que a Cimeira em causa constitui uma oportunidade para Moçambique promover a sua imagem como destino seguro e preferencial de investimento, bem como para expor o seu potencial e estimular as parcerias público-privadas.

Por seu turno, Agostinho Vuma, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) pretende fazer do evento uma oportunidade para alargar o leque de produtos comercializados no mercado internacional. Aliás, e a esse propósito, pretende-se promover investimentos que acrescentem valor aos produtos nacionais com destaque para o agro-processamento. In Revista ‘Mozbusiness’, da Câmara de Comércio Moçambique-EUA - Moçambique

Inscrição na Cimeira

O empresariado nacional e internacional que queira participar nesta Cimeira poderá fazê-lo aqui.