Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 1 de maio de 2026

UCCLA - Ricardo Henrique Rao é o vencedor do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa

Na data em que se comemora o Dia Mundial da Língua Portuguesa - 5 de maio -, a UCCLA vai anunciar que o livro “Antologia Brutalista”, de Ricardo Henrique Rao, é o vencedor da 11.ª edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa. O anúncio será feito na Biblioteca das Galveias, em Lisboa, às 17 horas, no âmbito do Festival Literário de Lisboa - 5L.


De referir que Ricardo Henrique Rao é de nacionalidade italo-brasileira, tem 55 anos, e estará presente na sessão.

Esta edição do prémio reuniu 650 candidaturas, oriundas de diversos países não só de língua portuguesa - como Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique -, mas também da Alemanha, França, Itália, Reino Unidos, Países Baixos, entre outros.

O Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa é uma iniciativa da UCCLA que conta com a parceria da Câmara Municipal de Lisboa e editora Guerra e Paz, e com o apoio do Movimento 2014 - 800 anos da língua portuguesa. Já foram editadas 12 obras (10 primeiros prémios e 2 menções honrosas, cujos autores - 5 portugueses e 5 brasileiros), são maioritariamente jovens. Os 4 primeiros livros foram publicados pela A Bela e o Monstro, e os restantes 6 com a chancela da Guerra e Paz.

O prémio foi criado em 2015 e tem como objetivo estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela, conto e crónica) e da poesia, em língua portuguesa, por escritores que nunca tenham publicado uma obra literária.

O júri desta última edição foi constituído pelas seguintes personalidades do mundo literário e cultural de língua portuguesa: 

Hélder Simbad (ex-diretor da Biblioteca Nacional de Angola);

Godofredo Oliveira Neto (representante da Academia Brasileira de Letras, Brasil);

Germano de Almeida (Prémio Camões de Cabo Verde);

Yao Jingming (professor catedrático e jubilado da Universidade de Macau);

Tony Tcheka (presidente da Associação de Escritores da Guiné-Bissau, escritor e editor da Guiné-Bissau);

Luís Carlos Patraquim (poeta laureado de Moçambique);

José Pires Laranjeira (professor jubilado de Literatura Africana da Universidade de Coimbra, Portugal);

Luís Cardoso (romancista laureado de Timor-Leste);

João Pinto Sousa (Movimento 800 anos de Língua Portuguesa e cofundador do Prémio);

Rui Lourido (coordenador do júri em representação da UCCLA).

Vencedores das edições anteriores:

Publicações da editora Guerra e Paz:

10.ª edição: Boi de Claúdio da Silva (Angola e Portugal);

9.ª edição: Cantagalo de Fernanda Teixeira Ribeiro (Brasil);

8.ª edição: Breviário de Medo e Malícia de Leonel Araújo Barbosa (Portugal);

7.ª edição: Caligrafia de Alexandre Siloto Assine (Brasil);

6.ª edição: O Sonho de Amadeu de Leonardo Costa Oliveira (Brasil);

5.ª edição: O Heterónimo de Pedra de Henrique Reinaldo Castanheira (Portugal);

 

Publicações da editora A Bela e o Monstro:

4.ª edição: Praças de António Pedro Serrano de Sousa Correia (Portugal/Angola);

3.ª edição: Equilíbrio Distante de Óscar Maldonado (Paraguai/Brasil);

2.ª edição: Diário de Cão de Thiago Rodrigues Braga (Brasil);

1.ª edição: Era uma vez um Homem de João Nuno Azambuja (Portugal).


Angola – 1.ª edição do Sarau Poético exalta beleza e sensibilidade

O Centro Cultural Teatro Mar, situado no Futungo de Belas, em Luanda, realiza, hoje, sexta-feira, 1 de Maio, a 1.ª edição do “Sarau Poético”, um evento que procura elevar as características, a beleza e a sensibilidade da poesia angolana num palco onde a arte é vivida com intensidade

Projectado como uma iniciativa cultural para enaltecer e celebrar a poesia enquanto forma de expressão artística e de reflexão, o Sarau Poético assume-se como um espaço onde os amantes e apreciadores da poesia são convidados a expressar sentimentos, retirar da alma o que pouco é dito, com palavras, e expô-las por meio da poesia.

Nesta edição inaugural, o evento contará com a presença do artista Astronauta, que assinará o início de um ciclo de eventos, com foco em poesia, orientado para a partilha de experiências, valorização da palavra e fortalecimento do vínculo entre poetas e o público.

Segundo a direcção do Teatro Mar, o sarau assumirá um carácter intimista, visando criar proximidade entre o público e o artista convidado, podendo, deste jeito, o artista interagir com a plateia e criar um ambiente envolvente por meio da sua arte.

A interlocutora, que preferiu não ser identificada por não ser a responsável da área de comunicação da organização, avançou-nos que, nas próximas edições, pretendem proporcionar um ambiente em que se pode fortalecer a confiança e o talento de poetas emergentes e consagrados, com estímulo à expressão individual e/ou colectiva e ao desenvolvimento artístico.

“Com esta iniciativa, o Centro Cultural Teatro Mar reafirma o seu compromisso com a dinamização cultural e com a criação de espaços dedicados à valorização da Poesia e dos Poetas”, disse a jovem. Ressaltou que o principal objectivo do Sarau é olhar para a arte e dar oportunidade a vozes conhecidas, assim como dar oportunidades a quem nunca foi ouvido.

“Dar voz à comunidade, com abertura à partilha de vivências, identidades e narrativas diversas”, frisou. Ressaltou que a poesia é das poucas expressões artísticas que nos permite interiorizar o significado cultural, expressar sentimentos e tornar um público-alvo participativo naquilo que é escrito e/ou declamado.

Avançou que o Sarau terá início a partir das 19h00 e promete ser um momento único e inesquecível, em que a arte da palavra estará no centro da atenção e, ao mesmo tempo, será o ponto de transformação e conexão. In “O País” - Angola