Na data em que se comemora o Dia Mundial da Língua Portuguesa - 5 de maio -, a UCCLA vai anunciar que o livro “Antologia Brutalista”, de Ricardo Henrique Rao, é o vencedor da 11.ª edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa. O anúncio será feito na Biblioteca das Galveias, em Lisboa, às 17 horas, no âmbito do Festival Literário de Lisboa - 5L.
De referir que Ricardo Henrique Rao é de nacionalidade italo-brasileira,
tem 55 anos, e estará presente na sessão.
Esta edição do prémio reuniu 650 candidaturas, oriundas
de diversos países não só de língua portuguesa - como Angola, Brasil, Cabo
Verde e Moçambique -, mas também da Alemanha, França, Itália, Reino Unidos,
Países Baixos, entre outros.
O Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa é uma
iniciativa da UCCLA que conta com a parceria da Câmara Municipal de Lisboa e
editora Guerra e Paz, e com o apoio do Movimento 2014 - 800 anos da língua
portuguesa. Já foram editadas 12 obras (10 primeiros prémios e 2 menções
honrosas, cujos autores - 5 portugueses e 5 brasileiros), são maioritariamente
jovens. Os 4 primeiros livros foram publicados pela A Bela e o Monstro, e os
restantes 6 com a chancela da Guerra e Paz.
O prémio foi criado em 2015 e tem como objetivo estimular
a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance,
novela, conto e crónica) e da poesia, em língua portuguesa, por escritores que
nunca tenham publicado uma obra literária.
O júri desta última edição foi constituído pelas
seguintes personalidades do mundo literário e cultural de língua
portuguesa:
Hélder
Simbad (ex-diretor da Biblioteca Nacional de Angola);
Godofredo
Oliveira Neto (representante da Academia Brasileira de Letras, Brasil);
Germano
de Almeida (Prémio Camões de Cabo Verde);
Yao
Jingming (professor catedrático e jubilado da Universidade de Macau);
Tony
Tcheka (presidente da Associação de Escritores da Guiné-Bissau, escritor e
editor da Guiné-Bissau);
Luís
Carlos Patraquim (poeta laureado de Moçambique);
José
Pires Laranjeira (professor jubilado de Literatura Africana da Universidade de
Coimbra, Portugal);
Luís
Cardoso (romancista laureado de Timor-Leste);
João
Pinto Sousa (Movimento 800 anos de Língua Portuguesa e cofundador do Prémio);
Rui
Lourido (coordenador do júri em representação da UCCLA).
Vencedores das edições anteriores:
Publicações
da editora Guerra e Paz:
10.ª
edição: Boi de Claúdio da Silva (Angola e Portugal);
9.ª
edição: Cantagalo de Fernanda Teixeira Ribeiro (Brasil);
8.ª
edição: Breviário de Medo e Malícia de Leonel Araújo Barbosa (Portugal);
7.ª
edição: Caligrafia de Alexandre Siloto Assine (Brasil);
6.ª
edição: O Sonho de Amadeu de Leonardo Costa Oliveira (Brasil);
5.ª
edição: O Heterónimo de Pedra de Henrique Reinaldo Castanheira (Portugal);
Publicações
da editora A Bela e o Monstro:
4.ª
edição: Praças de António Pedro Serrano de Sousa Correia (Portugal/Angola);
3.ª
edição: Equilíbrio Distante de Óscar Maldonado (Paraguai/Brasil);
2.ª
edição: Diário de Cão de Thiago Rodrigues Braga (Brasil);
1.ª
edição: Era uma vez um Homem de João Nuno Azambuja (Portugal).