Diretor da Organização Pan-Americana de Saúde, Opas, fala da situação no país devastado por terremotos no final de junho, a agência procura mobilizar US$ 24 milhões para resposta imediata, deste total, já foram recebidos US$ 9 milhões
Mais de duas semanas após os dois
terremotos que atingiram a Venezuela, o número de mortos já passa de 3,8 mil,
segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas.
O diretor da agência, Jarbas Barbosa, falou com a ONU
News sobre a situação em campo. Estima-se que mais de 712 mil pessoas viviam em
municípios expostos à maior intensidade sísmica. Os terremotos de magnitude 7,2
e 7,5 atingiram a região norte da Venezuela.
Ampliação do atendimento aos feridos
O chefe da Opas contou à ONU News como está a ser o
trabalho da agência no país:
“A nossa equipa foi reforçada para que o governo da
Venezuela consiga responder a esta situação tão grave. Estamos a trabalhar em
várias áreas, tanto coordenando o envio das equipas internacionais de
emergência, que já chegaram à Venezuela, algumas com capacidade de fazer
cirurgias, de atender emergências, ou seja, ampliando rapidamente a capacidade
de atender aos feridos”.
De acordo com o diretor, também estão a ser mobilizados
recursos para que as mais de 17 mil pessoas que estão em quase 80 acampamentos
temporários possam ter acesso a vacinas, comida segura, água potável e
saneamento.
Segundo ele, estas medidas são fundamentais para prevenir
ou identificar rapidamente surtos de doença respiratórias ou diarreicas, que
são frequentes nessa região.
Um apelo à solidariedade
A estratégia de resposta da Opas concentra-se em atender
às necessidades imediatas de saúde e, ao mesmo tempo, apoiar a recuperação
inicial do sistema de saúde durante os primeiros seis meses da emergência. A
estratégia é viabilizada por meio de um apelo de financiamento feito pela
agência.
“Lançamos um apelo para mobilizar US$ 24 milhões para
essa resposta imediata. Já recebemos quase US$ 9 milhões de dólares desses 24 e
seguimos incentivando a solidariedade internacional e a boa coordenação entre
todas as organizações das Nações Unidas para que possamos apoiar conjuntamente
e de forma bem coordenada a resposta adequada a esta situação tão dramática que
temos na Venezuela”.
Segundo agências de notícias, a diretora-geral do Fundo
Monetário Internacional, FMI, Kristalina Georgieva, conversou esta semana com a
presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. O objetivo é fazer com que o
país possa aceder a parte dos seus ativos retidos pela organização internacional
para responder à crise causada pelos terremotos. ONU News – Nações Unidas
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