Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Portugal - Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto testa plantas halófitas como alternativa ao sal de cozinha

O projeto XtremeGourmet 2.0 vai avaliar o potencial de plantas halófitas produzidas no Algarve, como alternativa saudável e sustentável ao sal de cozinha


A Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP) é uma das entidades que integram o projeto XtremeGourmet 2.0, que vai avaliar o potencial de plantas halófitas produzidas no Algarve, como alternativa saudável e sustentável ao sal de cozinha.

O consórcio que reúne a FFUP, a Universidade do Algarve (UAlg) e a empresa Agro-On, coordenadora do projeto, cruza competências em diversas áreas das ciências do alimento, da química alimentar, biotecnologia e gastronomia, a fim de prever a introdução, em sistemas de cultivo sem solo, de plantas halófitas com eleveado potencial gastronómico: uma nova variedade de salicórnia (Salicornia bigelovii), o louro-salgado (Atriplex portulacoides) e a estrela-do-sapal (Tripolium pannonicum).

Paralelamente, o XtremeGourmet 2.0 dá continuidade ao trabalho desenvolvido no projeto XtremeGourmet (2016-2020), onde foram estudadas várias halófitas produzidas em sistemas sem solo que foram introduzidas no mercado pela RiaFresh. Entre estas estão a salicórnia (Salicornia ramosissima), o rossio (Mesembryanthemum nodiflorum), a ficoide (Mesembryanthemum crystallinum) e a Sea Fingers (Disphyma crassifolium). O XtremeGourmet 2.0 avalia agora o impacto da substituição parcial de sódio por magnésio nas referidas espécies.

O objetivo é desenvolver produtos mais saudáveis e sustentáveis de acordo com os parâmetros de referência no âmbito da alimentação saudável, da sustentabilidade e da qualidade e reforçar o posicionamento das halófitas portuguesas nos mercados nacional e internacional.

Além da equipa da FFUP, UAlg e Agro-On, o XtremeGourmet 2.0 conta ainda com a participação do chef Leonel Pereira e de uma equipa de renome de outros 11 chefs de cozinha e de um bartender. Universidade do Porto - Portugal


Guiné Equatorial - Planeia iniciar a construção de uma refinaria nacional em 2027

O Governo também planeia investir US$ 20 milhões na Gepetrol Servicios para expandir a capacidade de armazenamento de combustível e fortalecer as reservas nacionais


A Guiné Equatorial planeia iniciar a construção de uma refinaria nacional em 2027 para reforçar o fornecimento de combustível no mercado interno, anunciou o vice-presidente Nguema Obiang Mangue por meio da sua conta oficial no Twitter.

O anúncio foi feito na quinta-feira, após uma reunião realizada no Palácio do Povo com representantes de empresas que atuam no sector de hidrocarbonetos, no contexto da atual crise de abastecimento que afeta o país.

Segundo informações divulgadas pelo vice-presidente, especialistas chegarão ao país no próximo mês para realizar estudos sobre o terreno e preparar o projeto, como parte do trabalho preliminar para a construção da infraestrutura.

A futura refinaria é concebida como uma iniciativa estratégica para desenvolver a capacidade nacional de processamento de hidrocarbonetos e reduzir a dependência de fornecimentos externos de produtos refinados.

US$ 20 milhões para fortalecer a Gepetrol Services

Ao mesmo tempo, o Governo planeia investir 20 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 11,694 mil milhões de francos CFA, para impulsionar a atividade comercial da Gepetrol Servicios e expandir a sua capacidade de armazenamento de combustível.

A iniciativa consiste em recuperar os tanques de armazenamento que a empresa atualmente aluga para outras empresas do sector, com o objetivo de aumentar o seu poder de compra e ter reservas suficientes para cobrir entre três e seis meses de consumo.

Com estas medidas, o Executivo procura fortalecer a segurança do abastecimento nacional e melhorar a capacidade de resposta a possíveis interrupções ou atrasos na chegada de carregamentos de combustível. Juan Nka – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


Portugal - Casa da Arquitetura recebe acervo de brasileiro Assis Reis

A Casa da Arquitetura, em Matosinhos, vai receber o acervo do arquiteto brasileiro Assis Reis (1926-2011), um dos maiores nomes da arquitetura na Bahia, anunciou aquela instituição.


No total, trata-se de “mais de 3000 itens, entre desenhos, plantas, maquetes, fotografias, documentos escritos, publicações e arquivos digitais, permitindo aprofundar o conhecimento sobre a obra e o processo de projeto de uma das figuras centrais da segunda geração da arquitetura moderna na Bahia”, segundo a instituição sediada naquele concelho do distrito do Porto.

Nascido em Aracaju, em 1926, Assis Reis viveu em Salvador a partir dos 17 anos, onde se formou em Arquitetura pela universidade federal, em 1957.

De acordo com uma biografia partilhada pela Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas do Brasil aquando do anúncio da disponibilização ‘online’ de parte do acervo de Assis Reis, em 2019, o arquiteto foi autor de “clássicos como a sede regional da Companhia Hidroelétrica do São Francisco, o prédio do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, o Centro Médico Albert Schweitzer, o Solar das Mangueiras e o Solar Itaigara”.

“Assis Reis foi ainda o responsável pela execução, nos anos 1970, da maquete da Cidade do Salvador, em escala 1:2000, que abrange todo o território do Município e é até hoje constantemente atualizada pela prefeitura desta capital”, acrescentava o mesmo texto.

Aquando da morte do arquiteto, em 2011, o Instituto de Arquitetos do Brasil escrevia que “Assis Reis era conhecido como um exímio dançarino de tango e campeão de sinuca, além de ser reconhecido mundialmente por seus projetos arquitetónicos e sua ousadia criativa”.

O acervo de Assis Reis junta-se à lista de arquitetos brasileiros que têm o seu trabalho depositado na Casa da Arquitetura, como Lúcio Costa e Paulo Mendes da Rocha, ao lado dos portugueses Eduardo Souto de Moura e Gonçalo Byrne, entre outros.

Criada em 2007, a Casa da Arquitectura é uma entidade cultural sem fins lucrativos que desenvolve atividade no universo da criação e programação de conteúdos para a divulgação nacional e internacional da arquitetura, e é apoiada por fundos públicos e privados. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”




Tanzânia - Quer fechar acordo de gás natural da sexta maior reserva de África

A descoberta faz parte das reservas totais de gás natural liquefeito do país, estimadas em 57,5 biliões de pés cúbicos, as sextas maiores de África. Governo falhou a primeira meta para fechar acordo em Junho. O consórcio será liderado pela Equinor e pela Shell


A Tanzânia pretende finalizar, nos próximos meses, um acordo com um consórcio de grandes empresas de energia, liderado pela Equinor e a Shell, para o desenvolvimento de um projecto de gás natural liquefeito (LNG, na sigla em inglês) de 42 mil milhões USD. "Está quase fechado", afirmou o ministro das Finanças, Khamis Mussa Omar, na terça-feira, à Reuters, após falhar em Junho e Agosto as primeiras metas para fechar o acordo que vai transformar o país num "centro energético regional na África Oriental".

Liderado pela norueguesa Equinor e pela britânica Shell, o projecto de LNG deverá explorar reservas estimadas em 47,1 biliões de pés cúbicos de gás natural descobertas nos campos marítimos profundos da Tanzânia.

Os outros parceiros do projecto, que visa os mercados regionais de energia, são a Exxon Mobil, a Pavilion Energy, a Medco Energi e a empresa estatal Tanzania Petroleum Development Corporation. A descoberta faz parte das reservas totais do país, estimadas em 57,54 biliões de pés cúbicos (bcf, na sigla em inglês), as sextas maiores de África, atrás da Nigéria (que lidera com reservas estimadas em 206,5 bcf ), a Argélia (159,1 bcf ), Senegal (120 bcf ), Moçambique (100 bcf ) e o Egipto (77,2 bcf ), de acordo com um gráfico do portal Energy Year, que tem por base, entre outros, dados do Ministério da Energia da Tanzânia.

Embora a maior parte do LNG produzido deva ser exportado, uma parcela destina-se ao mercado interno. Juntamente com o projecto de LNG, a Tanzânia pretende duplicar a sua capacidade de geração de electricidade para 8000 megawatts até 2030, com 75% da energia gerada a partir de fontes limpas, incluindo energia hidroeléctrica, solar, eólica e gás natural, como afirmou o ministro das Finanças, citado pelo The Voice of Africa, jornal pan-africano com sede em Washington.

O governo também está perto de concluir acordos para dois projectos de minerais críticos, segundo Khamis Mussa Omar, que se escusou a fornecer detalhes. O ministro limitou-se a afirmar que os investidores americanos estavam particularmente interessados nas oportunidades nos sectores da energia e dos minerais críticos. Para atrair mais investimento externo, a Tanzânia está a transformar o seu quadro legislativo e financeiro, procurando novas formas de financiar as despesas públicas.

O Executivo alargou o acesso dos investidores estrangeiros ao seu mercado de obrigações doméstico, introduziu uma curva de rendimentos soberanos e implementou reformas destinadas a incentivar a emissão de dívida corporativa.

Segundo o Business Insider Africa, o governo ainda não decidiu se irá emitir um título internacional, estando a considerar recorrer a um novo empréstimo do Fundo Monetário Internacional, após terminar em Julho um programa financiado em 1,7 mil milhões USD. Isabel Bordalo – Angola in “Expansão” com “Reuters”


domingo, 18 de outubro de 2026

Moçambique - Universidade Licungo acolhe lançamento do livro Educação e Desenvolvimento Humano

A Universidade Licungo acolheu, esta sexta-feira, 16 de Outubro, o lançamento do livro Educação e Desenvolvimento Humano, da investigadora e professora brasileira Andréa Maturano Longarezi. A cerimónia teve lugar no Ginásio da Delegação da Beira, com apresentação do académico Edu Manuel.

Publicado pela Editorial Fundza, o livro aborda questões centrais da teoria histórico-cultural, explorando diferentes perspectivas sobre os conteúdos e as especificidades do processo de ensino-aprendizagem e da actividade de estudo. A obra tem como referência fundamentos teóricos e práticos inicialmente desenvolvidos no sistema de ensino Elkonin-Davydov, propondo uma reflexão sobre práticas pedagógicas orientadas para o desenvolvimento humano.

A publicação destina-se a investigadores, formadores de professores, docentes do Ensino Básico e Superior, bem como estudantes de licenciatura. O professor José Carlos Libâneo destaca a contribuição da obra para o debate sobre a teoria e a prática do ensino desenvolvimental, considerando que os temas apresentados podem ajudar a construir uma didáctica centrada no desenvolvimento humano. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Angola - Campanha Nacional de Vacinação arranca dia 23 deste mês

Mais de 18 mil equipas de vacinação estão mobilizadas para a Campanha Nacional Integrada de Vacinação, que decorrerá de 23 a 27 deste mês, em todo o país, anunciou o Ministério da Saúde (MINSA) em comunicado

A iniciativa tem como objectivo proteger milhões de crianças contra a poliomielite, o sarampo, a rubéola e a febre amarela.

No documento que o JA Online teve acesso, o MINSA apela a todos os pais, encarregados de educação e comunidades a participarem activamente da referida na Campanha, facilitar o acesso das equipas às crianças, bem como leva-las aos postos indicados.

“A vacinação é gratuita e constitui uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças, evitar complicações e salvar vidas”, lê-se no comunicado. In “Jornal de Angola” - Angola


Pamplona, 1978










Vamos aprender português, cantando

 

Pamplona, 1978

 

De olhos azuis transparentes

brava e firme como a terra

vinda de longe, de trás da serra

mãe das mães da minha gente

 

Fugiu em noite violenta

prisão aberta sem grades

para longe de estranhas verdades

fugiu de maior tormenta

 

Sangue do meu corpo

da minha história a raiz

e por cada cicatriz

um rumo pra outro porto

 

São olhos azuis de dor

que de mim andam cientes

esses olhos transparentes

são estrelas brilhantes d’amor

 

tem rugas que contam vidas

a sua a de outros também

mãe da minha mãe

mulher sem medo das feridas

 

Sangue do meu corpo

da minha história a raiz

e por cada cicatriz

um rumo pra outro porto

 

Sangue do meu corpo

da minha história a raiz

e por cada cicatriz

um rumo pra outro porto

 

Sangue do meu corpo

da minha história a raiz

e por cada cicatriz

um rumo pra outro porto

 

Diana Vilarinho - Portugal

Composição:

(Letra) Diana Vilarinho – Portugal

(Música) André Santos - Portugal