Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 6 de setembro de 2026

Portugal - Maria João Pires cria academia de piano online para alunos de todo o mundo

A pianista Maria João Pires anunciou, este domingo, o lançamento da primeira edição da “MJP Piano Academy”, espaço ‘online’ dedicado ao ensino de piano, prevendo, para breve, abertura de inscrições para ‘masterclasses’, no Centro de Artes de Belgais


Num comunicado divulgado, assinado por “Maria João Pires e equipa”, é adiantado que o novo projeto da pianista “oferece também reservas para ‘Explicações Online’ e, em breve, para um novo formato de aula, os ‘Workshops Online'”, semanais, para grupos de três a quatro alunos inscritos no programa da academia.

“Estes ‘workshops’ estarão igualmente disponíveis para espetadores e ouvintes através de um plano de subscrição, permitindo que outros estudantes, professores ou amantes de música assistam aos eventos mensais e participem numa sessão mensal de perguntas e respostas ‘online'”, com Maria João Pires.

Um plano de reabertura do projeto do Centro de Artes de Belgais, no distrito de Castelo Branco, está também a ser trabalhado pela equipa, com o objetivo de oferecer “uma maior variedade de eventos e experiências presenciais”. Desta vez, porém, partilhando as atividades “numa Plataforma Online de Belgais dedicada a pessoas de todo o mundo”, esclarece no comunicado.

Esta plataforma, “assim que for lançada”, poderá vir a acolher a “MJP Piano Academy”, lê-se ainda no comunicado.

“’Ensinar’ é uma expressão comum que todos usam, e é por isso que eu também a uso”, afirma Maria João Pires, citada pelo comunicado. “No entanto, é muito mais do que isso — é uma forma de diálogo através da música, um ‘dar e receber’, uma troca de impressões, uma aprendizagem partilhada na arte de ouvir, uma busca pelo equilíbrio. Descobrir em conjunto requer um acordo mútuo na experiência. Em última análise, é um trabalho interior que nos trará certamente uma consciência mais clara”.

Maria João Pires, de 82 anos, anunciou o afastamento dos palcos, em novembro do ano passado, afirmando estar num “processo de mudança radical”, poucos meses depois de ter tido um problema de saúde, que pôs fim à digressão que mantinha entre palcos europeus e asiáticos.

Este anúncio foi feito na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, durante a entrega do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, com que foi distinguida, tendo a artista afirmado que adoeceu porque tentou “ultrapassar-se e ir até limites proibidos”.

“Agora encontro-me num processo de mudança radical, numa procura de verdade, verdades, num caminho de aceitação, talvez de compreensão daquilo que nunca aceitei antes. É bom pensar que o futuro é incerto, desconhecido, talvez surpreendente”, afirmou então.

No passado mês de julho, quando recebeu o doutoramento Honoris Causa atribuído pela Universidade de Évora, Maria João Pires afastou o regresso ao ativo para um derradeiro concerto, mas admitiu a possibilidade de voltar aos estúdios para “fazer algumas gravações”.

Nascida em Lisboa, em 23 de julho de 1944, a mais internacional e reputada dos pianistas portugueses tem uma carreira que remonta a finais da década de 1940, quando se apresentou pela primeira vez em público, aos 4 anos.

Após a conquista do primeiro prémio do concurso internacional Beethoven, em 1970, o seu nome tornou-se recorrente nos programas das principais salas de concerto a nível mundial e nos catálogos das maiores editoras de música clássica: a Denon, primeiro, para a qual gravou a premiada integral das Sonatas de Mozart (1974); a Erato, a seguir, nos anos de 1980, onde deixou Bach, Mozart e uma das mais celebradas interpretações das “Cenas Infantis”, de Schumann; e depois a Deutsche Grammophon, em 1989.

Nesse ano, fundou o Centro Belgais para o Estudo das Artes, em Escalos de Baixo, Castelo Branco.

Ao longo da carreira, Maria João Pires recebeu o prémio do Conselho Internacional da Música, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, 1970), o Prémio Pessoa (1989), a Medalha de Mérito Cultural do Governo português e o Prémio Personalidade do Ano/Martha de la Cal da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (2019), o Praemium Imperiale (2024), da Associação de Arte do Japão.

A nível discográfico, foi distinguida quatro vezes pela Academia Charles Cross, nomeada regularmente para os Grammy e recebeu um prémio Gramophone, destacando-se as suas interpretações de Sonatas e dos “Impromptus”, de Schubert, dos “Nocturnos”, de Chopin, e de Concertos de Mozart e Beethoven. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Portugal e Brasil veem Cabo Verde como ‘hub’ de negócios para a África Ocidental

Empresários brasileiros e portugueses afirmaram, sexta-feira, que veem Cabo Verde como uma plataforma de negócios para a África Ocidental e apontam oportunidades nas tecnologias, turismo e energia, defendendo o reforço da cooperação empresarial entre os três países


“Temos Cabo Verde como um ‘hub’ para desenvolver o arquipélago digital Teleport, que vamos inaugurar na próxima semana, e que vai ser um grande centro de empresas que estamos a atrair na área da tecnologia para servir não só” o arquipélago, “mas também África e o mundo através do trabalho remoto”, afirmou o presidente do Grupo Teletur do Brasil, Gildo Batista.

O responsável falava durante o Fórum Empresarial Brasil–Cabo Verde–Portugal, realizado na capital cabo-verdiana.

“Esta é a nossa quarta missão a Cabo Verde. A Teletur quer organizar missões para atrair empresários que queiram vir a Cabo Verde conhecer a natureza, as paisagens, a gastronomia e, sobretudo, as pessoas”, afirmou, destacando também a importância da retoma dos voos diretos entre os dois países.

“África não precisa apenas de capital”, defendeu o empresário brasileiro, que apontou a necessidade de o investimento ser acompanhado de tecnologia, conhecimento e capacidade empresarial.

“O desafio é transformar os recursos naturais em cadeias de valor, indústria, emprego e riqueza no continente. Cabo Verde pode participar nessa transformação através da economia azul, das energias renováveis, dos serviços, da logística e da conectividade”, afirmou.

O empresário português Pedroso Leal apontou oportunidades de cooperação com Cabo Verde nas áreas do turismo, construção, novas tecnologias, segurança digital e energias alternativas.

“Cabo Verde é uma janela de oportunidade e de cooperação, onde os empresários dos dois países podem obter benefícios mútuos através da partilha de tecnologias e da nossa ligação com a Europa e com o mundo”, afirmou.

O empresário acrescentou que há empresas portuguesas interessadas no turismo, construção, novas tecnologias e segurança digital e apontou oportunidades no setor das energias alternativas.

“Estamos muito na área do turismo, da construção, das novas tecnologias e da segurança digital. Estamos a olhar para as oportunidades que Cabo Verde precisa nas energias alternativas, para construir a sua própria autonomia energética face às suas necessidades. Entendemos que esta relação de proximidade faz com que, no fundo, o oceano não nos separe”, afirmou.

O presidente do conselho de administração do Fundo Soberano de Garantia do Investimento Privado de Cabo Verde, João Fidalgo, destacou a necessidade de o país aproveitar a localização geoestratégica para atrair investimento e ganhar escala, apontando os transportes como “o maior desafio” de Cabo Verde.

“O Fundo Soberano está aqui junto com o Brasil e Portugal, sobretudo para estabelecer pontes, juntando empresários importantes das áreas de que Cabo Verde necessita”, disse.

O ministro da Coordenação de Projetos e Acesso a Fundos, José Carlos Varela, defendeu a transformação da relação entre os três países num espaço de investimento, conhecimento, tecnologia e emprego.

“É nosso dever, nesta geração, transformar esta afinidade secular naquilo que ela ainda não é plenamente: um espaço robusto de investimento, de empresas, de conhecimento partilhado, de tecnologia e de emprego”, afirmou.

O ministro apontou oportunidades nas áreas da água, agricultura, energias renováveis, economia azul e digital, turismo, indústria, transportes, logística, formação e inovação.

José Carlos Varela defendeu que os investimentos devem trazer capital, tecnologia e conhecimento, mas também gerar emprego, reforçar as empresas e criar riqueza no país.

“Queremos empresas que venham investir, parceiros que tragam conhecimento e tecnologia e capital que gere riqueza. Queremos, acima de tudo, que essa riqueza se traduza em empresas mais fortes, melhores empregos e mais oportunidades para os nossos jovens”, afirmou. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Portugal - Novo portal permite “viajar” pelo património português sem sair de casa

O Património Cultural, I.P., lançou um novo portal que permite explorar virtualmente museus, palácios, monumentos e sítios arqueológicos de Norte a Sul do país, numa iniciativa que pretende aproximar portugueses e visitantes do património nacional durante as férias de verão


O portal PATRIMÓNIO CULTURAL 360® disponibiliza atualmente 67 visitas virtuais imersivas de elevada resolução e permite o acesso a mais de 60.000 artefactos digitalizados, acompanhados por 13 filmes documentários destinados a contextualizar a riqueza histórica e artística do território nacional.

A plataforma inclui ainda 232 Tesouros Nacionais digitalizados em 2D e 3D, enquanto as visitas virtuais abrangem mais de 90 espaços distribuídos por 46 concelhos e 17 distritos.

O projeto resulta de um investimento total de 14.486.017,50 euros no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), abrangendo já mais de 90 imóveis e envolvendo mais de 20 entidades parceiras.

Segundo o Património Cultural, I.P., a iniciativa procura aliar a tecnologia à divulgação cultural, assumindo-se como uma ferramenta de turismo sustentável e inclusivo e permitindo aproximar o público de locais emblemáticos e de património menos conhecido.

“O verão é por excelência o tempo da descoberta e do lazer. Com o portal PATRIMÓNIO CULTURAL 360®, queremos transformar o acesso à nossa história numa experiência envolvente e acessível a todos”, afirma Luís Sebastian, diretor do Departamento de Transição Digital e coordenador do projeto.

“Quer estejamos na praia, no interior ou no estrangeiro, qualquer pessoa pode agora ‘viajar’ pelos nossos monumentos, descobrindo detalhes únicos antes ou depois de uma visita presencial”, acrescenta.

Para apoiar a descoberta do património, o portal propõe três grandes rotas virtuais: Arquitetura e História, Música e Arte e Roteiros em Família.

A Rota da Arquitetura e História inclui uma visita ao Mosteiro da Batalha, com destaque para as abóbadas das Capelas Imperfeitas e o rendilhado manuelino, e à Sé de Évora, onde é possível explorar o claustro e o terraço medieval.

Na Rota da Música e Arte, os utilizadores podem fazer uma visita virtual interativa ao Museu Nacional da Música e explorar, em ambiente digital, as coleções de instrumentos musicais na sua recente reinstalação no Palácio Nacional de Mafra.

Já os Roteiros em Família reúnem dezenas de museus e sítios arqueológicos com uma componente pedagógica e interativa, destinada a estimular a curiosidade dos mais jovens durante a pausa escolar.

Os conteúdos digitais produzidos no âmbito do projeto estão disponíveis gratuitamente no portal PATRIMÓNIO CULTURAL 360®, uma interface dirigida ao grande público e destinada a reforçar a difusão e valorização do património cultural em ambiente digital. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo



Tenho saudades de casa










Vamos aprender português, cantando

 

Tenho saudades de casa

 

Estou tão feliz

mas também triste

no meu país

lá fora existe

tanto pra ver

mas nada sabe a casa

 

Mais um hotel

mais uma cama

vem um cocktail

fujo da fama

tenho saudades do meu colchão

e de te dar a mão

 

Tenho saudades de casa

tenho saudades de ti

a nostalgia é tramada

venho dar sempre aqui

 

Vou de cidade em cidade

nos ecrãs já diz “fim”

liguei, mas é tarde

não te esqueças de mim

 

Sou novidade

mas já não sou

essa metade

já enjoou

 

Mas tu ficas firme

e estás no meu concerto

quero-te a ti

e a mais ninguém

 

És tão de mim

que um dia sei

se isto acabar

tu vens comigo

é certo

 

Tenho saudades de casa

tenho saudades de ti

a nostalgia é tramada

venho dar sempre aqui

 

Vou de cidade em cidade

nos ecrãs já diz “fim”

liguei, mas é tarde

não te esqueças de mim

 

Vi-te hoje à noite

na cara de um estranho

fez-me pensar

na sorte que tenho

 

Vi-te hoje à noite

no vidro do banho

fez-me pensar

na sorte que tenho

liguei, mas é tarde

não te esqueças de mim

 

Tenho saudades de casa

tenho saudades de ti

a nostalgia é tramada

venho dar sempre aqui

 

Vou de cidade em cidade

nos ecrãs já diz “fim”

liguei, mas é tarde

não te esqueças de mim

 

Nena - Portugal


 

sábado, 5 de setembro de 2026

Macau - Fórum de Macau antevê “mais condições” para formar bilingues e promover culturas lusófonas

Nos últimos anos, o Fórum de Macau tem procurado promover o intercâmbio cultural sino-lusófono e a difusão da Língua de Camões, com destaque para a Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa e as acções de formação de quadros lusófonos, que já produziram frutos como o aumento do conhecimento e do interesse do público sobre as culturas lusófonas e a elevação do nível do Português entre os jovens de Macau, considera o Secretariado Permanente do organismo. Ao Jornal Tribuna de Macau, o Secretariado garante que continuará a “criar ainda mais condições favoráveis” à formação de quadros bilingues e à difusão das culturas de língua portuguesa


Criado em Outubro de 2003, o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau), vulgo Fórum de Macau, tem-se dedicado, além das conferências ministeriais e da consolidação do intercâmbio económico e comercial entre os dois blocos, às esferas do “intercâmbio cultural” e “educação e formação”, designadamente através da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa.

Numa resposta a questões formuladas pelo Jornal Tribuna de Macau, o Secretariado Permanente do Fórum sublinha que, nos últimos cinco anos, a Semana Cultural tem evidenciado uma tendência de crescimento contínuo em termos do número de participantes e uma “expansão drástica da influência”, especialmente graças à adopção de um modelo de realização trans-regional do evento a partir de 2025. Isso “reflecte que a actividade possui atractividade e potencial de desenvolvimento fortes”, entende o Fórum, destacando também o “reconhecido papel” da Semana Cultural para a promoção da língua portuguesa.

O organismo considera que esse evento anual, que já acumulou 18 edições, tem sido “eficaz” no aumento do conhecimento e do interesse do público sobre as culturas dos países de língua portuguesa (PLP), numa “atmosfera cultural relaxante”.

Ao expandir-se para mais cidades do Interior da China, a Semana Cultural contribuiu para fomentar potenciais aprendentes e utilizadores da Língua de Camões, atraindo sobretudo mais jovens. O Fórum mostra-se convicto que, a longo prazo, o evento continuará a contribuir para a expansão gradual do grupo de aprendentes da língua portuguesa, “desempenhando um papel promotor duradouro para a formação de quadros bilingues em Chinês e Português” e também uma função “positiva” para a difusão linguística.

Olhando para o futuro, o Fórum promete optimizar o conteúdo das actividades integradas na Semana Cultural e as formas de realização, com o objectivo de “aproveitar ainda mais as vantagens de Macau como plataforma sino-lusófona”. Desse modo, sustenta, será possível “promover a formação e concentração de mais quadros altamente qualificados para a cooperação económica e comercial e o intercâmbio humanístico entre a China e os PLP”.

Em 2021 e 2022, sob o impacto da pandemia, a Semana Cultural adoptou actividades online e offline, tendo atraído mais de 35 mil visualizações online e cerca de 3000 participantes presenciais, por cada edição. Em 2023 e 2024, com o regresso da sociedade à normalidade, a dimensão de participantes presenciais voltou para cerca de 30 mil pessoas/vezes, segundo dados do Fórum.

Em 2025, pela primeira vez, o evento foi repartido por Macau, Pequim e Zhongshan, modelo inovador que contribuiu para um total de 138 mil participantes, incluindo mais de 115 mil nas actividades offline. Ao mesmo tempo, 23 mil pessoas assistiram às transmissões em directo das actividades pertinentes, o que “ilustra uma expansão notória da escala de participação”.

Quanto a 2026, as estatísticas preliminares indicam que o evento atraiu cerca de 6700 espectadores presenciais e 250 mil das transmissões em directo. Além disso, pelo menos 200 mil leram notícias e reportagens sobre o evento.

A este jornal, o organismo acentua que continuará a aproveitar as vantagens de Macau enquanto plataforma e a ter como base os trabalhos existentes, para “aprofundar continuamente os trabalhos de promoção do Português e de formação de quadros, explorando activamente modelos de promoção mais diversificados, no sentido de criar ainda mais condições favoráveis à formação de quadros bilingues Chinês-Português e à difusão das culturas de língua portuguesa”.

63 colóquios de formação para 1600 lusófonos

Por outro lado, desde a sua criação, em 2011, o Centro de Formação do Fórum de Macau tem vindo a fomentar a cooperação sino-lusófona na área dos recursos humanos. Até à primeira metade deste ano, o Centro já realizou 63 colóquios de formação (incluindo seis online), tendo convidado, no total, mais de 1600 formandos para intercâmbios em Macau, principalmente direccionados a dirigentes governamentais, pessoal técnico ou quadros superiores de algumas instituições, oriundos dos nove países lusófonos.

As áreas de formação incluem administração pública, economia e comércio, finanças, saúde, educação, entre diversos domínios. Ao mesmo tempo que oferece formação a oficiais governamentais lusófonos e os leva a “participar em várias actividades económicas e comerciais de relevo no Interior da China e em Macau”, e em visitas a províncias e cidades do Continente chinês, o Centro de Formação tem convidado instituições de ensino superior de Macau para a organização das respectivas acções de formação. Assim, “aproveitou as vantagens educacionais da RAEM e fomentou uma atmosfera propícia para os jovens locais contactarem com o Português e conhecerem culturas dos países lusófonos”.

Embora não tenha estatísticas concretos sobre o número de alunos, jovens e professores locais envolvidos anualmente nos colóquios de formação, o Fórum constata que, no âmbito desses programas, jovens locais puderam participar em actividades económicas e comerciais e visitas no Continente chinês e na RAEM. Envolveram-se nessas iniciativas como voluntários, tradutores presenciais ou guias, e utilizaram o Português em cenários reais de trabalho.

“Através do intercâmbio e da partilha de experiências com profissionais de diversas áreas dos PLP, conseguiu elevar-se o nível da língua portuguesa de jovens de Macau num ambiente imersivo, com alargamento da sua visão internacional” e, em paralelo, “aprofundou-se o seu conhecimento sobre culturas de diferentes países lusófonos”, conclui o Fórum, asseverando que os jovens locais “demonstraram grande entusiasmo” nessas actividades e têm dado um “feedback positivo”. De um modo geral, acredita que os colóquios de formação e outras actividades assumem um “papel promotor positivo” no crescimento dos jovens de Macau.

Acções “a múltiplos níveis”

Por outro lado, o Fórum realça que, ao longo da última meia década, um dos reflexos do seu empenho em aproveitar as funções abrangentes da RAEM enquanto plataforma de serviço para a cooperação comercial entre a China e os PLP assenta na “promoção activa a múltiplos níveis” dos trabalhos relacionados com a divulgação da língua portuguesa e a formação de talentos, tanto a nível académico como no que respeita ao intercâmbio cultural, à tradução de obras literárias e à participação juvenil.

Por outro lado, o Fórum frisa que tem apoiado instituições no estabelecimento de plataformas de investigação focadas na cooperação sino-lusófona. A título de exemplo, menciona o apoio ao Instituto de Gestão de Macau para a criação da “Aliança de Estudos da Cooperação China-Países de Língua Portuguesa” em 2025, que perspectiva a integração de recursos de investigação locais, mobilizando instituições de ensino superior, centros de reflexão, especialistas e forças de diversos sectores do Interior da China e dos PLP, para promover conjuntamente o desenvolvimento da plataforma sino-lusófona e o aprofundamento da investigação nas áreas relevantes.

O Fórum salienta também que tem impulsionado activamente trabalhos de tradução e publicação de obras literárias de autores lusófonos, incluindo de escritores angolanos para chinês. Iniciativas desse género ofereceram a mais leitores chineses a oportunidade de conhecer e compreender a criação literária nos países lusófonos, contribuindo assim para promover, a um nível mais amplo, o intercâmbio cultural e a promoção linguística, enfatiza.

Paralelamente, o Fórum aponta para o apoio concedido a actividades de inovação vocacionadas para jovens, tal como o “Concurso de Vídeos Curtos para Jovens da China e dos Países de Língua Portuguesa 2026”, para estimular o interesse e entusiasmo pelo universo cultural lusófono. Ademais, tem recorrido a “variadas exposições e convenções económicas e comerciais” e “actividades de divulgação”, por forma a proporcionar uma “janela de exibição” para as culturas lusófonas ao promover a cooperação económica e comercial. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


Galiza - Alva Lourenço: “Gostaria que o galego deixasse de precisar de ser defendido para simplesmente ser vivido”

Alva é corunhese e, apesar de o galego ter uma presença escassa na sua infância, ou talvez por isso, acabou a estudar Filologia Galego-Portuguesa. Foi na Universidade, até não admira, onde encontrou e ficou com a estratégia internacional da nossa língua. É ume des autóries do Guia de Linguagem Não Binária. Aspira a ser professore de pessoas adultas numa EOI. Isso também não admira. Discorda do mantra “o único galego mal falado é o que não se fala” Gostaria que em 2050 houvesse uma Galiza mais consciente da sua posição dentro do galego internacional.

Alva é da Corunha. O seu contacto com o galego, como o da maioria das pessoas da sua idade, era residual, mas decidiu estudar Filologia. Porque essa escolha? Que representou em termos de usos e de contacto com o galego?

Eu comecei estudando apenas filologia espanhola na UDC porque o meu objetivo era ser professore no ensino secundário. Normalmente são es professóries durante a ESO es que mais nos influem em certas decisões académicas e neste caso não foi diferente. Porém, no primeiro dia de aulas já fui ciente de que errara na escolha e em terceiro ano mudei para o duplo grau galego-espanhol. A UDC tem um plano de estudos que te permite ter duas carreiras em cinco anos e vi a oportunidade perfeita para continuar a aprender com as profissionais da Faculdade sobre literatura espanhola, mas formando-me naquilo sobre o que, intuía, ia querer trabalhar e investigar no futuro (que é agora!).

O meu contacto com o galego, como comentas, foi residual até chegar à Faculdade e assistir às aulas de língua. Aí foi quando comecei a ser monolingue e a preencher as lacunas que tinha sobre diferentes temas culturais, literários e linguísticos do nosso país. Isto evidentemente levou consigo que certas pessoas do meu círculo deixassem aflorar os seus preconceitos sobre a língua e que eu tomasse partido de diferentes formas. Nem sempre assertivas, na verdade.

Na Faculdade, tomaste contacto com a estratégia internacional da nossa língua, por meio da professora Cilha Lourenço. Como se olha a nossa língua com uns óculos assim?

Conforme avançava nos meus estudos tinha mais claro que a defesa do galego não passa apenas por falá-lo, mas por ter um compromisso firme com o seu uso em todos os âmbitos. E, sim, também pelo trabalho de tirar, aos poucos, espanholismos, estruturas alheias à nossa tradição linguística ou erros na fala. No primeiro dia será difícil não dizer pero em cada frase, mas ao terceiro tornar-se-á muito mais natural utilizar mas / mais, e assim com todos os casos. Para mim foi bastante singela esta mudança porque tive a sorte de me formar com professorado reintegracionista nas aulas: Cilha Lourenço, Roberto Samartim, Isaac Lourido etc. Na verdade foi um prazer aprender de uma forma tão orgânica, foi como um curso imersivo de cinco anos. Eduquei-me no isolacionismo, nunca tivera contato com o galego internacional além dos mal chamados “lusismos” dentro dos desvios linguísticos nalgum tema do bacharelado e no começo era bem estranho escrever com outra grafia. Mas não queria ficar sendo “reintegracionista de coração”, queria mesmo que os meus atos fossem alinhados com o que eu pensava. Quanto mais estou em âmbitos em que o português tem presença, mais ricas são as conversas e maior análise sobre a língua há. Na EOI da Corunha, por exemplo, presenciei debates superinteressantes da mão de profissionais do departamento de português e de galego em conjunto que oxalá estivessem presentes em todos os centros de ensino, porque tornariam muito mais ricas as aulas.

Alva faz parte da equipa que elaborou o Guia de linguagem não binária. Porque era bom que o lêssemos?

O Guia tinha de ter existido muito antes, porque a Galiza já contava com es profissionais para o fazer desde há muito tempo. Porém, certos âmbitos do isolacionismo decidiram que não era um tema suficientemente importante como para dedicar o espaço que lhe corresponde. Por sorte, não dependemos por completo desses âmbitos, porque então livros como este - ou como aqueles relacionados com a aprendizagem do português - não seriam uma realidade.

Acho que todo o mundo se pode achegar ao livro, porque está escrito para que assim seja. É certo que algumas partes são mais densas: há explicações linguísticas pormenorizadas, uma revisão histórica etc. Porém, penso que conseguimos dirigir toda essa informação também para um público que se calhar não possui formação filológica e que está interessado em conhecer de perto a aplicação da linguagem não binária na língua galega. Foi mesmo um prazer formar parte de algo tão necessário.

Continuas com vontade de ser professore no secundário? O que pode fazer uma docente para provocar pequenas mudanças?

Posso dizer quase com certeza que não iria para o secundário. Basicamente porque prefiro trabalhar com gente que está a estudar por vontade própria e não de forma obrigada. Motiva-me muito mais a ideia de dar aulas na universidade, em que o alunado assiste por prazer (na maior parte dos casos) ou nas escolas oficiais, do que o “desafio” de conseguir que gostem da matéria. Haveria que perguntar a quem está nesta situação, mas acho que tentar que o galego se torne atraente durante a adolescência não é para mim. Quando criança e durante a ESO prestava muita atenção a como o professorado se esforçava para que tivéssemos pensamento crítico, adorava fazer parte ativa da aula e colaborar nas atividades voluntárias com impacto social. Se calhar isso foi o que me fez querer trabalhar no secundário: a paixão do corpo docente. Mas com o passar do tempo vi que não queria apenas isso e decidi mudar de caminho. Na UDC há vários projetos, como Culturarmos ou Literatura con pluma (ambos presentes no Instagram), com grande influência nes alunes da Faculdade. Colaboram na normalização do galego, difundem a nossa cultura além do Minho e integram es estudantes através de pequenas participações. Esses esforços provocam pequenas-grandes mudanças e fazem parte do grande objetivo comum: conseguir que mudem os tempos para que mudem as vontades.

Alva trabalhou umas semanas na EOI da Corunha. Fala-nos dessa experiência.

Qualquer pessoa que me escutasse falar da EOI da Corunha nestes últimos dois meses sabe que adorei imenso a experiência. Apontei-me nas listagens por fazer algo diferente e por conseguir pontos para um futuro incerto, mas não esperava gostar tanto da dinâmica nem da equipa. Os departamentos de galego e português compartilham o gabinete e isso deu-me a possibilidade de conhecer mais pessoas do que apenas com quem ia trabalhar no dia a dia. Foi muito grato ouvir português o tempo todo, sim, mas sobretudo conhecer parte das pessoas que conformam o panorama cultural galego: Manu Arca, tradutor e ator de dobragem ou Joseph Ghanime, que elaborou um livro sobre a pronúncia do português, por exemplo. Também tive a oportunidade de aprender sobre temas que, pelas escolhas que fiz na vida, não estudara. Se calhar o que mais me surpreendeu foi o diferente que é o léxico do Porto em comparação com o resto de Portugal. Levo tudo isso, que se pode resumir em aprendizagem contínua e vontade de aproveitar a experiência. Algo que claramente não seria possível se o professorado que trabalha na EOI não estivesse disposto a ensinar com paciência a quem entra nova nessa roda. Especialmente Mário de Almeida, um ser fantástico e muito simpático com o que espero coincidir no futuro.

Para o reintegracionismo para avançar socialmente, quais seriam as áreas mais importantes?

Em primeiro lugar, de um ponto de vista mais isolacionista, que a Lei Paz-Andrade seja aplicada. É uma vergonha que o partido político que governa esqueça deliberadamente que foi feita para o “aproveitamento da língua portuguesa e os seus vínculos com a lusofonia”. Porém, eu acho que é insuficiente. Além de que desde fora se continua a ver como uma mostra mais de que o galego e o português são apenas “intercomprensibles”, como bem diz a Lei, creio que o verdadeiro efeito está em repensar a forma em que ensinamos galego. Ainda estudamos frango como uma palavra alheia à nossa língua, quando não deveria ser assim. Que não faça parte da nossa realidade linguística não quer dizer que não seja a nossa língua. Eu habitualmente não diria bondinho para falar do teleférico ou infantário para a escola infantil e ainda assim sei que é galego.

Em segundo lugar, estamos completamente isolades das decisões políticas de além do Minho, como se não afetasse o que acontece a uns poucos quilómetros de nós. Desconhecemos qual é a perspetiva que em Portugal têm do galego ou do reintegracionismo. Não sabemos como se organiza o ensino ou que leem as crianças lá. Não sabemos como fazer para nos comunicar em lugares que estão muito mais perto do que qualquer outro em que se fala inglês. É um completo êxito para as políticas antigaleguistas e, por extenso, um completo desastre para a Galiza.

Por último, há que lhe dar uma volta a frases que estão demasiado instauradas em certos âmbitos. Uma delas é “o único galego mal falado é o que não se fala”. Tenciona abrir as portas para todo o mundo, ajudar na aprendizagem do galego, conseguir que as pessoas se tornem galegofalantes, mas penso que é um discurso cada vez mais perigoso. Basicamente porque é comprado por quem toma as decisões sobre a língua. É comprado por políticos que comem do galego e dizem no, crisi, que não têm prosódia galega em atos públicos ou por uma televisão galega em que a percentagem de espanhol cada vez é maior. Talvez o verdadeiro perigo não seja que se fale mal o galego, mas que se use essa desculpa para deixar de exigir que se fale bem.

Que te motivou a te associares à AGAL e que esperas do trabalho da associação?

Basicamente, motivou-me a honestidade de quem trabalha na Associação. Espero que se continuem a publicar livrinhos tão ou mais interessantes como os que se publicaram até o momento, que continuem a trazer conhecimento, reflexão e prazer de leitura a quem se aproxime deles. Ao mesmo tempo, desejo que a sociedade civil galega conheça os projetos que se estão a realizar agora e no futuro, que se envolva neles e que os sinta como seus, pois é esse envolvimento que dá verdadeiro sentido e continuidade a este tipo de iniciativas culturais.

Em 2026 somamos 45 anos de oficialidade do galego. Como valorizarias esse processo? Que foi o melhor e que foi o pior?

Valorizaria esse processo com sentimentos contraditórios, para ser sincera. Por um lado, é inegável que a oficialidade trouxe avanços que antes pareciam impensáveis: o galego entrou na administração, no ensino, nos meios de comunicação, e isso permitiu que gerações inteiras crescessem a ver a língua nalgum lugar além da esfera privada a que fora relegada durante a Ditadura. Isso é, sem dúvida, o melhor: a normalização institucional, ainda que incompleta, deu ao galego um espaço de legitimidade que antes fora negado.

O pior, porém, foi o modelo que se escolheu para gerir essa oficialidade. Optou-se por um isolacionismo linguístico que cortou os laços com o resto de países em que se fala a nossa língua, apostando por uma ortografia e uma ideologia que nos afastam. Também vejo como um fracasso que a oficialidade não tenha detido a substituição linguística geracional: cada vez há menos famílias que transmitem o galego às crianças, e isso é uma perda que nenhuma lei, por si só, é capaz de reverter. A oficialidade deu-nos um marco legal necessário, mas não conseguiu, nem de longe, um compromisso social real e generalizado com a língua. E o mais preocupante é que estes dois fracassos se retroalimentam: um isolacionismo que nos empobrece como comunidade linguística mundial, e uma substituição geracional que nos empobrece como comunidade linguística local. Perdemos por ambos os lados.

Como gostarias que fosse a “fotografia linguística” da Galiza em 2050?

Gostaria que fosse uma fotografia em que o galego deixasse de precisar de ser defendido para simplesmente ser vivido. Uma Galiza em que as crianças cheguem à escola já a falar galego em casa, e não o contrário; em que ouvir galego numa loja, num hospital ou numa reunião de trabalho seja tão normal quanto ouvir espanhol, sem que ninguém mude de língua automaticamente por cortesia mal-entendida.

Também gostaria que essa fotografia mostrasse uma Galiza mais consciente da sua posição dentro da CPLP: que ler um livro português, ver uma série brasileira ou seguir as notícias de Angola ou Moçambique não fosse um exercício estranho, mas parte natural da nossa paisagem cultural. Que o reintegracionismo, com sorte, já não seja sequer um debate, porque teremos entendido que a força do galego está precisamente em não estar sozinhe no mundo.

E, já para sonhar mesmo, gostaria que em 2050 a fotografia fosse feita por gente nova, que tivesse escolhido o galego não por militância nem por resistência, mas porque simplesmente lhe pareceu a opção mais sua.

Conhecendo Alva Lourenço:

Um sítio web: adoraria responder, como menina que medrou nos anos 2000, iCarly.com, mas provavelmente Academia.edu seja o que mais utilizei ao longo do curso. Como reintegracionista, Forvo é a minha obsessão.

Um invento: como pessoa que odeia cozinhar, poderia dizer qualquer pequeno eletrodoméstico que ajude nesta horrível tarefa. Mas provavelmente não poderia viver sem o aceite de coco e, com absoluta certeza, seria um ser completamente disfuncional sem os óculos.

Uma música: Universo de coisas que eu desconheço, do Lagum e Anavitória. E, no geral, qualquer uma em catalã.

Um livro: Darío a diario, de Xela Arias; Ara que estem junts, de Roc Casagran e a mal chamada trilogia das mulheres de Lorca.

Um facto histórico: a publicação do Guia de Linguagem Não Binária, é um presente para a comunidade!

Um prato na mesa: almôndegas com molho de cebola, sou simples.

Um desporto: a minha saúde é boa graças a que a ansiedade se calma percorrendo a pé a cidade.

Um filme: Cidade de Deus, por ser clássica. Quanto às séries, tenho muitas, mas Merlí (que está traduzida ao galego por Manu Arca) sempre vai ser uma referência indiscutível. O meu documentário favorito é qualquer um que analise pequenos-grandes factos históricos, como o Decreto Filgueira, produzido pela AGAL.

Uma maravilha: acabar com o capitalismo e as armas.

Além de galegue: obsesionade com tudo o que produz felicidade. In “Portal Gelego da Língua” - Galiza

 

Timor-Leste - Elimina tracoma e fortalece vigilância sanitária

Após anos de estudos epidemiológicos, o país recebeu validação internacional pela eliminação do tracoma, tornando-se referência em saúde ocular no Sudeste Asiático. O resultado fortalece políticas de saneamento e amplia compromisso com meta global de erradicar a doença até 2030

Nesta quinta-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, validou a eliminação do tracoma como problema de saúde pública em Timor-Leste. A nação de língua portuguesa era a última da Região do Sudeste Asiático com suspeita de tracoma endémico.

A conquista é histórica para a região, que agora é reconhecida oficialmente como fora de ameaça.

Combate à cegueira

O tracoma é causado pela bactéria Chlamydia trachomatis, e constitui a principal causa infecciosa de cegueira no mundo.

A doença afeta principalmente populações vulneráveis com acesso limitado a saneamento e água potável.

Infecções repetidas geram cicatrizes nas pálpebras que curvam os cílios para dentro, a triquíase, podendo levar à perda irreversível da visão.

Timor-Leste é o 33.º país no mundo e o quarto da sua região a alcançar este marco.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, deu os parabéns à nação pelo planeamento, investigação e vigilância sanitária. Segundo ele, Timor-Leste demonstrou como a ciência e sistemas de saúde podem proteger as pessoas.

Anos de pesquisa

Entre 2015 e 2017, equipas da OMS realizaram exames na Ilha de Ataúro, triagens em clínicas oftalmológicas e buscas ativas, sem registar casos da doença.

Em 2025, um estudo epidemiológico analisou cerca de 5 mil amostras de crianças entre 1 a 5 anos de idade em todos os municípios do país, com resultados negativos para a transmissão.

A ministra da saúde de Timor-Leste, Élia dos Reis Amaral, celebrou o resultado. Ela reforçou o compromisso do governo em avançar a cobertura de saúde e fortalecer o sistema sanitário em todas as regiões do país.

Meta para 2030

O processo contou com a liderança do Ministério da Saúde timorense, apoio técnico da OMS e de organizações parceiras, incluindo a Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira.

Mesmo após a validação, Timor-Leste manterá a monitorização de casos individuais de triquíase e outras doenças oculares por meio do Centro Nacional de Olhos.

A monitorização do tracoma será integrado às plataformas nacionais de vigilância de doenças tropicais negligenciadas, em paralelo à expansão dos programas de água potável e saneamento básico.

De acordo com Ghebreyesus, a eliminação do tracoma no Sudeste Asiático é um grande passo em direção à meta global de eliminar a doença em todo o mundo até 2030. ONU News – Nações Unidas