Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Internacional - Arribas de São Pedro de Moel guardam o registo geológico mais completo do mundo de um período crítico do Jurássico

Investigação contou com a colaboração do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade de Coimbra


Um novo estudo internacional, publicado na revista Earth-Science Reviews, revela que as arribas costeiras de São Pedro de Moel (Portugal) e das Astúrias (Espanha) conservam o registo mais completo conhecido a nível mundial de um período crítico da história da Terra: a transição entre os andares Sinemuriano e o Pliensbaquiano, ocorrida há cerca de 193 milhões de anos, no Jurássico Inferior.

A investigação, liderada pela Universidade Complutense de Madrid, em colaboração com o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade de Coimbra (MARE-U. Coimbra), demonstra que estas regiões ibéricas são autênticos "laboratórios naturais". A análise detalhada de fósseis de amonites permitiu refinar a escala de tempo geológico com uma precisão sem precedentes.

Através da análise detalhada de fósseis de amonites, antigos moluscos cefalópodes marinhos, os investigadores conseguiram refinar a escala do tempo geológico com uma precisão sem precedentes. O estudo destaca ainda que as secções de Água de Madeiros, no concelho da Marinha Grande, e Pedra do Ouro, no concelho de Alcobaça, são referências globais pela sua continuidade estratigráfica e riqueza fóssil, superando em detalhe muitas outras regiões europeias.

Luís Vítor Duarte, coautor do estudo e investigador do MARE-U. Coimbra e do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), explica que “este trabalho mostra a importância destas secções geológicas como referências internacionais para melhorar a forma como medimos o tempo no Jurássico Inferior. Como os fósseis estão muito bem preservados e aparecem de forma contínua, é possível comparar com grande precisão estas camadas em Portugal e noutros países da Europa, ajudando a construir uma escala do tempo geológico mais exata a nível global.”

Entre os principais resultados, o trabalho demonstra como variações significativas no nível do mar e alterações no ciclo global do carbono, identificadas através de análises geoquímicas, estiveram associadas a episódios de extinção de grupos de amonites e ao aparecimento de novas espécies mais adaptadas às mudanças ambientais. Estes mecanismos permitem compreender de forma mais clara como as crises ambientais influenciaram a evolução da vida marinha há cerca de 190 milhões de anos.

O estudo estima ainda que cada “horizonte” de amonites, unidade fundamental usada na datação destes registos geológicos, corresponde em média a cerca de 100 mil anos, possibilitando uma leitura de alta resolução do passado da Terra. Esta precisão reforça o valor científico das secções ibéricas como uma das melhores janelas globais para a reconstrução do Jurássico Inferior.

O estudo fornece ainda novos elementos para compreender as ligações paleobiogeográficas entre diferentes bacias marinhas do Jurássico Inferior, incluindo discussões relacionadas com o chamado “Corredor Hispânico”, uma antiga ligação marinha entre o Tétis e o Pacífico que poderá ter facilitado a dispersão de organismos marinhos.

Em síntese, os autores sublinham que estas secções ibéricas representam peças fundamentais para a calibração da escala do tempo geológico. Ao compreender como os ecossistemas marinhos responderam a alterações climáticas e variações do nível do mar no passado profundo da Terra, torna-se possível melhorar a previsão dos padrões de resposta da biodiversidade face às atuais mudanças globais. Universidade de Coimbra - Portugal


Portugal – Universidade do Porto vai ser destino "Erasmus para estudantes norte-americanos"

A adesão ao programa "Study in Portugal Network" da FLAD promete afirmar a Universidade como "destino de excelência" para estudantes dos EUA


A Universidade do Porto vai integrar a Study in Portugal Network (SiPN), uma iniciativa da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) que tem como objetivo reforçar o posicionamento de Portugal como destino académico de excelência para estudantes norte-americanos.

A adesão da U.Porto à SiPN foi formalizada no passado dia 21 de maio, numa cerimónia realizada no edifício da Reitoria. “Acho que é um dia muito feliz”, sublinhou Maria Joana Carvalho, Vice-Reitora da U.Porto com os pelouros das Relações Internacionais, Responsabilidade Social e Desporto, destacando o papel do programa “na atração de estudantes norte-americanos para Portugal e, neste caso, esperemos muito para a Universidade do Porto”.

Para a responsável, o passo agora dado evidencia “a qualidade quer do ensino, quer da investigação” da U.Porto, ao mesmo tempo que reforça uma relação já longa e sólida com a FLAD em áreas como a cooperação científica, a mobilidade e o desenvolvimento de programas académicos.

A entrada da Universidade na SiPN representa, assim, uma evolução natural dessa parceria. “Esperemos agora aumentar um bocadinho” essa colaboração, nota Joana Carvalho, apontando para o objetivo de “promover mobilidades de maior duração, complementando a oferta já existente de cursos de verão e de inverno”. A ambição passa também por “reforçar o posicionamento estratégico da Universidade junto dos estudantes americanos”.

Do lado da FLAD, Michael Baum destacou o alinhamento do programa com a missão da fundação de “criar pontes entre Portugal e os Estados Unidos”. A integração da U.Porto responde ainda a um “objetivo de longa data”: expandir a rede para além de Lisboa e desenvolver programas semestrais noutras regiões do país.

“A Universidade do Porto é um parceiro de excelência”, afirmou o membro do Conselho Executivo da FLAD, lembrando o reconhecimento internacional da instituição e a diversidade da sua oferta formativa.

O modelo agora em desenvolvimento permitirá que estudantes norte-americanos frequentem a U.Porto durante um semestre — ou mesmo um ano letivo —, acompanhando as aulas regulares lado a lado com estudantes portugueses e internacionais. “Será uma espécie de Erasmus para alunos norte-americanos”, explicou Michael Baum, sublinhando a importância de proporcionar uma experiência académica imersiva, mas também cultural.

Entre as mais-valias que se abrem aos estudantes norte-americanos está a possibilidade de contactarem com conteúdos ligados à realidade portuguesa — da história e da arte ao território e à cultura do Norte —, através de unidades curriculares lecionadas em inglês. A aposta passa por valorizar aquilo que é distintivo do país e da região, contribuindo para uma experiência enriquecedora que, nas palavras do responsável da FLAD, pode funcionar como “um chamativo para o aluno voltar ao Porto e a Portugal para o resto da vida”. Universidade do Porto - Portugal


Matéria Negra, livro de poesia de João Fernando André (Kalunga)

O mais recente poemário de Kalunga, (Perfil Criativo - Edições ©, ano de 2026, coleção “Poesia no Bolso”), reúne mais de quarenta textos num livro-objeto de valor estético inegável, minimalista, sóbrio e delicado. Lê-se também pelo toque e cabe no bolso: é pouco maior do que um telemóvel; e friso-o por atravessarmos uma época em que muitos de nós lemos poesia neste formato e neste suporte. Porém, a luz que emana dos textos de Matéria Negra só é suscetível de ser regulada pela recetividade do leitor e pela sua apetência para absorver as alusões enigmáticas, sedutoras e desconcertantes, tão caraterísticas de Kalunga.

Não é um livro barulhento: é, ao contrário, um puzzle de silêncios acorrentados uns aos outros onde se murmura e se alude à sociedade devoradora na qual nos enredamos atabalhoadamente. Mas trata também de amor e desejo, do planeta e de mistério, com códigos secretos ou dissimulados em pequenos diálogos intertextuais (“…No espelho do verão/ Verão/ Eles passarão na matéria/ Eu passarão alquimista…”). Todo o livro se assemelha a minúsculos fragmentos de cristais, compondo uma teia de cores e luzes através da leitura. Li-o de todas as maneiras possíveis: folheando-o primeiro com curiosidade, deslizando por ele, escutando as palavras, as reticências; correndo atrás dos versos e procurando o eixo de cada texto, o verso destacado a negrito, as mil e uma minudências que, afinal, são a alma de cada poema-conversa-sussurro-objeto de contemplação.

Sem surpresa encontramos o tom da crítica social e do neoliberalismo selvagem, algo intrínseco em Kalunga, mas também uma linguagem mais metafórica que nos arranca ao marasmo com luvas de seda. O poeta exalta o valor da paz e da liberdade, flerta com o ecopoema, glorifica a água em todas as suas manifestações e desilude-se com a depredação do planeta. Por outro lado, Matéria Negra propõe-se encorajar o diálogo intergeracional, a fraternidade sem preconceitos, valorizando a ética e o espaço que ocupa o Tempo, ouvindo o sofrimento do mundo com humanidade.

O texto é um manto de subtilezas e pequenas alusões, tão amenas na forma como vigorosas no fundo e na intenção.

Para além disso o poeta namora insistentemente a palavra. Já nos habituou a pequenas recreações - e recriações - que o leitor descobrirá verso a verso. A escolha judiciosa do negrito e a forma “i” em substituição de “e”, conjunção coordenativa, são pequenos sinais luminosos que Kalunga oferece, alguns dos quais descodifica em textos de apresentação, como a questão das reticências.

“(…) dediquei-me a ter uma visão multidisciplinar, estudar as terríveis histórias do mundo. Das ideias do surgimento do homem ao surgimento da propriedade privada. Da produção de bens à produção do mal. Da criação dos capitais à obsolescência programada. Dos erros dos julgamentos humanos aos preconceitos (…).” – diz o autor no seu texto lido perante o público presente no lançamento da obra.

A comunicação de Ana Mafalda Leite, que ouvi na Voz do Operário (no dia inaugural de Matéria Negra, no passado dia 13 de maio), é também de leitura obrigatória, pela sensibilidade e rigor com que analisa e expõe sem “escancarar” esta encruzilhada poética de Kalunga. O leitor tanto pode começar a abordagem à obra pelos poemas (curtos, laminares), para se impregnar de cada um deles - da atmosfera, da envolvência -, como pode entrar no ambiente pelos textos de apresentação. Cada escolha lhe irá proporcionar experiências distintas.

Os textos de Kalunga abrem-se sobre o terreno da memória, da observação, do sensorial também. Apresentam-se por vezes em tom da confissão íntima, terreno híbrido entre o real e o imaginado, oficina do pensamento, onde a plasticidade da palavra nos conduz à ideia seguinte, ao próximo verso, às nossas próprias referências. O poeta labora na continuidade e homogeneidade, assegurando uniformização na linguagem. Outrossim, fomenta a dispersão das ideias, evocações etéreas e translúcidas. É uma voz polifónica que hierarquiza sonho, memória e auscultação. A vida corre dentro e fora do sujeito lírico: sente-se e observa-se. É objeto de registo e julgamento: depois entranha-se na concisão das palavras.

Este livro reconstrói e reconfigura identidades, usa experiências amovíveis que replanta e adapta. Assemelha-se a uma janela por onde se vislumbra um laboratório de sentimentos e leituras microscópicas de um mundo em plena efervescência.

“…. Agarra três lágrimas

Tempera-as com trovoadas

Planta-as no céu

Vai

Tens um rio escondido no rosto (…)”

A língua portuguesa acentua-se em ritmos, sotaques e melodias diversas. Oscilando entre a elegia e a fotografia da ruína, por meio de um estilo mormente mordaz e ácido, Kalunga escreve com todos os sentidos. A sua poesia, em plena maturação, redescobrindo sempre novos caminhos de penumbra e nuvens recortadas sobre a luz solar, revela aguda lucidez, benevolência, e traz, ao mesmo tempo, o caos e a mansuetude.

Tudo nele são raízes e um desassossegado nomadismo, viagem, movimento e permanência. A palavra encontra abrigo no verso e no desenrolar do poema, qual tapete persa deslumbrando o leitor. Luísa Fresta – Portugal

___________________

Kalunga é o cognome do angolano João Fernando André. Escritor, consultor cultural e professor de língua portuguesa e literaturas. Matéria Negra é dedicado ao malogrado poeta Gonçalo Domingos Salvador Quizela (Handyman).

Ana Mafalda Leite - Poeta e ensaísta. Professora universitária na FLUL – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Voz do Operário - https://www.vozoperario.pt/

 


 

Baía da Lusofonia - 14.º Aniversário

 

… “agora, peregrino, vago e errante,

vendo nações, linguagens e costumes,

Céus vários, qualidades diferentes,” …

          Luiz Vaz de Camões “Canção X” in “Rimas”, Lisboa 1595 


Ao comemorar o seu 14.º aniversário, o blogue “Baía da Lusofonia” registou o seu melhor resultado, a nível de visitantes, nos últimos doze meses, ultrapassando os valores alcançados no mesmo período, mas do ano 2019 / 2020, que eram até agora o seu melhor.

Criando um acervo com mais de 14 mil e quinhentos artigos, originais e reproduções de informações em língua portuguesa, divulgados pelo mundo, sempre sem qualquer fim lucrativo, o blogue tem uma procura bastante diversificada, sendo o Brasil o único país lusófono entre os 40 principais países com visitantes nos últimos doze meses.

Com o número de visitantes a registar 1.563.411 nos últimos doze meses, com os Estados Unidos, Singapura e Brasil a ocuparem os 3 primeiros lugares de uma lista que supera os 200 países e territórios.


A Ásia, incluindo a Oceânia é o continente com mais procura pelo blogue, 36%, segue-se a América do Norte, 33%, América Central e do Sul, 15%, Europa, 14% e a África com 2%. Os países lusófonos correspondem a 9% das visitas.  

A música em língua portuguesa continua a ter uma procura assinalável, correspondendo a 5,4% dos números deste período, os últimos doze meses. A música “Primavera” do grupo Bandidos do Cante acompanhado de António Zambujo tem sido a mais pesquisada.

Um blogue, “Baía da Lusofonia”, virado para a cultura e ciência, história e meio ambiente, saúde e educação, música e literatura, língua, transportes e infraestruturas, tem ao longo destes 14 anos registado alterações significativas na origem dos visitantes, destacando-se Portugal que neste período está na 6.ª posição e agora não aparece nos primeiros 40 países, no que diz respeito aos últimos doze meses, que permite dizer que o objectivo de levar a língua portuguesa a todos os cantos do mundo está alcançado, mostrando que a nossa língua é universal. Baía da Lusofonia




domingo, 31 de maio de 2026

Estados Unidos da América - Lusodescendentes brilham nos maiores eventos

A empresa responsável pelo famoso espetáculo de fogo de artifício do 4 de Julho em Nova Iorque foi fundada por um emigrante açoriano. A curiosidade foi partilhada pelo consulado de Portugal em Nova Iorque


A Souza é a empresa de pirotecnia que, há várias décadas, organiza o espetáculo anual promovido pelo Macy’s para assinalar o Dia da Independência norte-americano.

A empresa foi criada em 1906, na Califórnia, por Manuel de Souza, natural dos Açores, e é atualmente gerida pelo seu neto, Jim Souza.

Segundo o consulado português, a Pyro Spectaculars by Souza é atualmente uma das maiores empresas de pirotecnia dos Estados Unidos e tem estado envolvida em vários eventos de grande dimensão no país.

Além das celebrações do 4 de Julho em Nova Iorque, a empresa já iluminou eventos como a Super Bowl, espetáculos nos parques da Disney e várias edições dos Jogos Olímpicos. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Luxemburgo - “Euforia”: A celebração da lusofonia no verão do país

No cenário histórico da Abbaye de Neumünster, o centro cultural Neimënster acolhe mais uma edição de um evento que celebra a diversidade cultural através da música. Intitulado Euforia, este dia específico da programação destaca-se como uma homenagem às sonoridades da lusofonia, reunindo influências de Portugal, Cabo Verde e Brasil num ambiente festivo e aberto a todos


Agendado para o dia 11 de julho de 2024, entre as 17h30 e a meia-noite, Euforia propõe uma viagem musical que atravessa geografias e tradições, refletindo a riqueza cultural dos países de língua portuguesa. Integrado na programação de verão de Neimënster, o evento decorre ao ar livre, tirando partido do ambiente único da abadia.

Ao longo da tarde e da noite, o público é convidado a mergulhar em diferentes estilos musicais que, apesar das suas especificidades, partilham raízes comuns. O programa inclui a presença do Priscila da Costa Trio, que traz ao palco a expressividade do fado, género profundamente ligado à identidade portuguesa. Segue-se Carisa Dias & Band, com uma abordagem que cruza a morna cabo-verdiana com influências contemporâneas, evocando temas como a diáspora e a pertença. A energia do samba brasileiro chega com Samba de Lux, convidando à dança e à celebração coletiva, enquanto o encerramento fica a cargo da Banda Compacto, que transforma o espaço num verdadeiro baile ao ar livre.

Mais do que uma sucessão de concertos, Euforia afirma-se como um espaço de encontro entre comunidades. A programação inclui também momentos de convívio, animação e propostas pensadas para diferentes públicos, reforçando o carácter inclusivo do evento. A combinação entre música, gastronomia e ambiente ao ar livre contribui para criar uma experiência imersiva, onde o público não é apenas espectador, mas parte integrante da festa.

Num país marcado pela diversidade cultural como o Luxemburgo, iniciativas como esta assumem um papel relevante na valorização das comunidades lusófonas e das suas expressões artísticas. Euforia surge assim como um ponto de convergência entre tradição e contemporaneidade, promovendo o diálogo cultural através da música.

Ao reunir diferentes vozes e ritmos num mesmo palco, o evento sublinha a força da lusofonia enquanto espaço de partilha. Mais do que um momento de entretenimento, trata-se de uma celebração da identidade cultural comum, vivida de forma coletiva num dos espaços mais emblemáticos da cidade. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Em liberdade











Vamos aprender português, cantando

 

Em liberdade

 

Olho para trás sem dor

que lágrimas chorei

que coração larguei

cansada do que é triste e vão

 

Tanta pele e tanta cor

a história que eu herdei

a vida que eu mudei

sedenta do que existe e vim

 

Falar de onde eu venho

saber o meu tamanho

vim ao céu pedir amor pra onde eu for

ao mar pra ver o céu ficar maior

à terra ver o mar onde nasci

em liberdade

 

Olho para dizer adeus

se a saudade me quer

eu volto a não querer

cansada do cansaço vão

 

Tanta gente e tanto andor

a história vai pisar

eu canto pra avisar

sedenta de mais espaço e vim

 

Largar o que não tenho

trazer o que me é estranho

vim ao céu pedir amor pra onde eu for

ao mar pra ver o céu ficar maior

 

À terra ver o mar onde nasci

em liberdade, assim eu vim

ao céu pedir amor pra onde eu for

ao mar pra ver o céu ficar maior

à terra ver o mar onde nasci

em liberdade

 

Olho para a frente enfim

O sal eu já limpei

A cicatriz sarei

E saio para a rua assim

 

Em liberdade

 

Diana Vilarinho – Portugal

Composição:

(Letra) Rita Dias – Portugal

(Música) André Santos - Portugal