Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Moçambique - “A Cor da Tua Sombra”: romance de Eduardo Quive chega às livrarias nacionais

Depois de conquistar leitores em Portugal, o romance A Cor da Tua Sombra, do escritor moçambicano Eduardo Quive, chega agora às livrarias em Moçambique, sob a chancela da editora Catalogus.


A obra marca a estreia de Eduardo Quive no romance, depois da publicação de livros de poesia e contos, e reforça o seu percurso literário, marcado pela reflexão sobre a memória, a identidade, as relações humanas e os diferentes modos como as experiências individuais se cruzam com a história colectiva.

Em A Cor da Tua Sombra, o autor constrói uma narrativa sobre aquilo que, muitas vezes, permanece escondido no interior das pessoas, das famílias e da própria sociedade. O romance mergulha nos silêncios, nas ausências e nas marcas deixadas pelo passado, acompanhando personagens confrontadas com as suas escolhas, os seus afectos e as circunstâncias que acabam por moldar os seus destinos.

Ambientada num Moçambique contemporâneo, a narrativa atravessa diferentes espaços e realidades, da Zambézia a Maputo, tendo como ponto de partida uma família desestruturada por sucessivas tragédias. Ao longo da obra, cruzam-se memórias fragmentadas, dilemas identitários e desafios sociais que tornam ainda mais complexas as relações humanas.

Sobre a estreia de Eduardo Quive na prosa, o escritor Mia Couto destaca a qualidade da escrita presente na obra:

“Neste livro de estreia em prosa Eduardo Quive conseguiu aquilo que muitos prosadores procuram durante a vida inteira: uma escrita ao mesmo tempo sensível e acutilante, encantada sem nunca se desamarrar de um quotidiano que exclui e anula a nossa partilhada humanidade.”

Esta é a segunda obra de Eduardo Quive publicada pela Catalogus. Em 2024, o autor lançou o livro de contos Mutiladas, uma obra que mereceu reconhecimento da crítica e foi seleccionada para integrar o projecto Caixa de Autores de Língua Portuguesa, uma iniciativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), através do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), destinada a promover o acesso aos livros e à leitura no ensino secundário.

Para a Catalogus, a chegada de A Cor da Tua Sombra ao mercado moçambicano representa mais uma oportunidade para aproximar os leitores da produção literária nacional e incentivar a circulação de obras que dialogam directamente com a sociedade.


Sobre o autor

Eduardo Quive é escritor, jornalista e promotor cultural moçambicano. A sua escrita desenvolve-se no cruzamento entre literatura, memória e observação crítica da sociedade, com particular atenção às experiências humanas e às questões sociais e políticas do Moçambique contemporâneo.

Com o livro de poesia Para Onde Foram os Vivos, foi finalista do Prémio Mia Couto 2023. Já o livro de contos Mutiladas, publicado em 2024, foi indicado para um projecto de incentivo à leitura nos países de língua portuguesa.

Com A Cor da Tua Sombra, Eduardo Quive acrescenta um novo capítulo ao seu percurso literário, levando aos leitores uma história que convida à reflexão sobre as memórias que carregamos, os silêncios que preservamos e as sombras que, de diferentes formas, continuam a acompanhar-nos. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Angola - Colecção inspirada na Rainha Njinga Mbande com lançamento no próximo dia 3 de Setembro

Uma colecção de 16 livros dedicada ao empoderamento feminino e inspirada no percurso da Rainha Njinga Mbande será apresentada no próximo dia 3 de Setembro, às 17 horas, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda


A iniciativa, concebida pela Editora Acácias e pela Associação ASOKO, surge no quadro das celebrações do 50.º aniversário da Independência Nacional e pretende valorizar o legado das mulheres angolanas e africanas que se destacaram em diferentes áreas da sociedade.

O projecto é inspirado no percurso da Rainha Njinga Mbande, figura de referência da história de Angola, que se notabilizou pela capacidade estratégica, política e diplomática na resistência à presença colonial portuguesa.

          A colecção reúne 16 obras, cada uma da autoria de uma mulher africana de referência, com intervenção em áreas como economia, diplomacia, direito, ciência política, segurança, cultura, educação e liderança. As obras abordam questões relacionadas com a condição e o papel da mulher na sociedade angolana e africana, procurando colocar conhecimentos e experiências ao serviço das novas gerações.

Em declarações ao Jornal de Angola, a mentora do projecto e presidente da Associação ASOKO, Tânia de Carvalho, explicou que a agremiação trabalha para preservar a identidade cultural angolana, sobretudo nos aspectos históricos.

Segundo Tânia de Carvalho, a maior parte da colecção, composta por 16 livros, será distribuída por instituições de ensino e outras organizações, enquanto uma parte será comercializada.

“Este projecto envolve 16 mulheres e aborda temas sociais, com destaque para o empoderamento feminino”, revelou.

Reparação histórica

Neste particular, a responsável explicou que as verbas deste projecto destinam-se ao financiamento do Primeiro Seminário sobre a Reparação Histórica de Angola, a realizar-se em Novembro, na província do Zaire.

Tânia de Carvalho acrescentou que Njinga Mbande representa o poder feminino e a valorização da mulher, princípios que, segundo a responsável, têm vindo a ser fragilizados na sociedade, sobretudo devido ao aumento de casos de assédio sexual.

O projecto pretende, igualmente, contribuir para a valorização da produção literária, académica e cultural das mulheres angolanas, criando um espaço de reflexão sobre o seu contributo para o desenvolvimento do país. Xavier António – Angola in “Jornal de Angola”


Angola - Galeria Mayamba celebra 50 anos das relações diplomáticas com o Japão

A Galeria Mayamba celebra, no próximo dia 3 de Setembro, os 50 anos das relações diplomáticas entre Angola e Japão, com uma exposição dedicada à caligrafia tradicional japonesa, em Luanda


A iniciativa vai reunir arte, espiritualidade e intercâmbio cultural, no âmbito das celebrações das cinco décadas de relações diplomáticas entre os dois países, segundo uma nota enviada ao JA Online.

A exposição contará com a participação da professora Yumiko Sakaguchi, especialista em literatura clássica japonesa. A docente leccionou no Gakushuin, instituição que, até 1947, esteve ligada à educação da família imperial e da nobreza japonesa.

O evento será dedicado ao Shodo, a tradicional arte da caligrafia japonesa, e apresentará obras da mestra Ozawa Ransetsu, reconhecida pela longa dedicação a esta expressão artística.

Aos 80 anos, Ozawa Ransetsu possui uma trajectória de quase oito décadas dedicada ao aperfeiçoamento do Shodo. Iniciou-se na prática da caligrafia aos três anos de idade e, desde então, fez desta arte não apenas uma técnica de expressão, mas também uma forma de disciplina, concentração e espiritualidade. In “Jornal de Angola” - Angola


Angola - Empresários brasileiros convidados a investir na indústria do país

O secretário de Estado para a Indústria, Carlos Rodrigues, apelou, segunda-feira, aos empresários brasileiros para que olhem para Angola não apenas como um mercado de exportação, mas também como um espaço de investimento produtivo e de transformação de matérias-primas


Ao intervir na abertura do Encontro Empresarial Angola–Brasil, o governante destacou a agricultura e a indústria como sectores estratégicos para o aprofundamento da cooperação económica entre os dois países.

Carlos Rodrigues sublinhou a importância das parcerias empresariais, da transferência de tecnologia e da criação de capacidades orientadas para o acesso a outros mercados.

Segundo uma nota, entre as oportunidades de investimento apresentadas estão a transformação de cereais e frutas, a produção de óleos alimentares e farinhas, bem como o fornecimento de equipamentos para a indústria alimentar.

O secretário de Estado destacou ainda as reformas em curso nos Polos de Desenvolvimento Industrial, que passam a privilegiar uma maior participação do sector privado na instalação e gestão de unidades produtivas.

O encontro, realizado sob o lema “Abrindo Caminhos para Novos Negócios”, foi coorganizado pela Embaixada do Brasil, pela ApexBrasil e pela AIPEX.

O evento contou com a presença da embaixadora Eugênia Barthelmess e do embaixador Alex Giacomelli, além de representantes de organismos públicos e privados de Angola e do Brasil. In “Jornal de Angola” - Angola


segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Cabo Verde - Germano Almeida lança novo livro “Memórias com Histórias” até ao final do ano

Cidade da Praia - O escritor cabo-verdiano e Prémio Camões 2018, Germano Almeida, prepara-se para lançar um novo livro intitulado Memórias com Histórias, prevendo-se que a obra chegue ao público até ao final deste ano.


Aos 81 anos e com mais de duas dezenas de títulos publicados, o autor confessa que não tem pressas nem metas por cumprir na literatura.

A nova obra, com cerca de 300 páginas e actualmente em fase de paginação, percorre momentos marcantes da sua vida.

“É um livro que atravessa a minha infância e também a vida adulta. Estrutura-se como uma espécie de longa entrevista em que, a propósito do diálogo, vou descrevendo várias situações da minha trajetória”, revelou o escritor.

Inicialmente previsto para o final de Setembro, o lançamento sofreu um ligeiro atraso, mas Germano Almeida mostra-se confiante na publicação ainda este ano, adiantando que a edição voltará a ser partilhada entre a prestigiada editora Caminho, em Portugal, e a sua própria chancela em Cabo Verde.

Com um percurso literário que ultrapassou largamente as suas ambições iniciais, Germano Almeida aborda o futuro da escrita com serenidade e sem cobranças.

“Quando comecei a publicar, pensava que devia lançar pelo menos dez livros, mas a produção foi crescendo e já ultrapassei os vinte”, conta.

Apesar de ter projectos em mente e já iniciados, o autor admite que nos últimos tempos tem sentido “uma certa preguiça” para lhes dar continuidade.

“Depois deste livro não tenho nenhuma ideia definida. Se der para escrever mais, muito bem (…) se não der, não tenho qualquer problema com isso”, declarou.

O autor comentou ainda as transformações do mercado editorial em Cabo Verde, assinalando que, após anos de fortes tiragens, as vendas abrandaram e os custos de produção aumentaram, o que tem obrigado a edições mais contidas e ponderadas.

Conhecido pelo seu espírito bem-humorado e apreço pelo contacto directo, o escritor não deixou ainda de assinalar, entre risos, a sua preferência pelas conversas presenciais, confessando que as entrevistas ao telefone “não têm a mesma piada”, desafiando para um próximo encontro “vis-à-vis”, com o mar de São Vicente ou da Praia como cenário.

Nascido na ilha da Boa Vista em 1945, Germano Almeida é uma das figuras cimeiras da literatura de língua portuguesa.

Advogado de profissão, o autor celebrizou-se pelo tom humorístico, irónico e profundamente observador da sociedade cabo-verdiana.

A sua projecção internacional consolidou-se em 1989 com o romance “O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo”, adaptado ao cinema, tendo atingido o auge do reconhecimento em 2018 ao ser distinguido com o Prémio Camões, o maior galardão literário da lusofonia. In “Inforpress” – Cabo Verde


Um refúgio imaginário de liberdade

Em novo livro, Silas Corrêa Leite reconstitui na imaginação o que teria sido uma colônia secreta de imigrantes perto dos Campos Gerais do Paraná

                                                                                   

                                                    I

Talvez o mais profícuo e produtivo dos escritores brasileiros contemporâneos, Silas Corrêa Leite (1952) publicou, entre suas obras mais recentes, o romance Porto Garcia: no quarto escuro de meu ego sem respostas (Ouro Preto-MG, Caravana Grupo Editorial, 2025), em que volta às origens, reconstituindo e recuperando histórias de uma colônia secreta que teria existido perto dos Campos Gerais do Paraná, uma região no Centro-Leste do Estado, famosa por suas paisagens de campos nativos, relevo de arenito, forte agronegócio e rica herança do tropeirismo.

Como sugere o subtítulo que reproduz uma frase de uma música de sucesso da cantora e compositora Roberta Miranda, conhecida como Rainha do Sertanejo, Silas Corrêa Leite, nascido em Monte  Alegre-PR, hoje Telêmaco Borba, cidade localizada nos Campos Gerais, e criado em Itararé, na divisa entre São Paulo e Paraná,  surpreende com histórias que ouviu e viveu em seu tempo de juventude, buscando o que definiu como “Pasárgada ao Sul do Equador”, referindo-se ao nome da antiga cidade persa que levou o poeta Manuel Bandeira (1886-1968) a idealizá-la como refúgio imaginário de liberdade. E que o autor define como “um lugar feito paraíso tropical, onde se tenta fugir de um mundo conturbado, para um recanto em que se plantando tudo dá”.

 

                                                   II

São narrativas dentro de narrativas, inspiradas no universo mágico de As mil e uma noites, clássico literário que não possui um único autor ou compositor, mas é uma coletânea de contos folclóricos de origens indiana, persa e árabe, reunidos ao longo dos séculos por narradores anônimos, que exploraram temas como amor, coragem, mistério, sabedoria e destino. E que levaram o autor a buscar a possível localização dessa cidade imaginária entre Cerro Azul, recanto mais ou menos perto de Sengés, no Noroeste do Paraná, adjunto ao Vale do Ribeira, já em território paulista, e “a mais de três horas de viagem dificultosa” de Itararé, beirando os cânions dos Campos Gerais.

Segundo o autor, teria sido o local em que se fixaram as primeiras levas de imigrantes europeus, especialmente polacos, “fugindo do anarquismo ou mesmo do fascismo”, que desembarcaram no porto de Santos e seguiram em carroças e depois pela estrada de ferro Sorocabana, chegando a Itararé, mas depois, “bem depois, sabe-se lá como, vagando, sondando, com síndrome de fugas e de se esconderem de ser o que eram, sapeando que fosse, deram naqueles ermos sem eira e nem beira”. Como diz o autor:

“O lugarejo era feito assim um recanto perdido de nunca se achar, mas que, territorialmente, era especial. Enorme e fértil extensa planície de terras com larguezas de quilômetros. Lugar bonito demais. Que se firmou com aquela gente simples e branquela. Em seguida, os contínuos descendentes dos imigrantes, e outros novos chegando atiçados com a novidade do que seria uma terra prometida (...).

 

                                                   III

Com um estilo solto, em que não faltam muitas expressões populares, Silas Corrêa Leite constrói um romance-raiz, focado em gestos simples do cotidiano, mas que foge aos padrões tradicionais, sem personagens marcantes, no qual se sobrepõem testemunhos de antigos moradores daquele burgo nascente, como se lê às páginas 179/180:

“Pois bem, lembrei ainda que, em Porto Garcia, simulacro que seja desse aventado paraíso moreno tropical tão sonhado, os habitantes de raças, etnias, credos e culturas díspares professavam várias ideias de religiões resumidas num único culto ecumênico só, com sincretismo. Mistura de rezas, orações, cantorias. E sem falsas imagens, sem falsos milagres, sem falsos santos, sem falsos concílios, sem idolatrias vis, sem a materialização da era do declínio do cristianismo ortodoxo puro. Em tese, aboliram o preceito da propriedade individual, pois tudo era cooperativamente comunitário, e todos consumiam do bom e do melhor com fartura e sustância (...).

Neste romance atípico, o autor não deixa, inclusive, de se fazer historiador e pesquisador, ao discorrer sobre o nascimento de Porto Garcia, lembrando que “ali teria havido um forte movimento de colonização, desde o distante 1853, quando então a província do Paraná foi emancipada de São Paulo”. E criada na ocasião uma colônia agrícola na região, bancada pela princesa Isabel Cristina (1846-1921), filha do imperador Dom Pedro II (1825-1891), onde se alocaram também “alguns sobreviventes de malocas de tribos indígenas dizimadas por antigos jagunços e mineradores”. E também “bastardos filhos espúrios de bandeirantes bandidos, mais alguns afrodescendentes fugidios de quilombos e senzalas que, finalmente, eram livres e felizes”. E “alguns bugres pobres coitados escapulidos da guerra do Contestado, se somando à polacaiada em sua maioria alegre, festiva e pacífica, justa e ridente”.

A rigor, trata-se de um romance que se pretende epopeia, procurando reconstituir o que teria sido o nascimento e florescimento de um logradouro para além do seu tempo histórico. E que, de certa maneira, reconstitui também o que foi a formação do povo brasileiro, originário de múltiplas etnias, que não europeias. Para tanto, o autor recorre a uma linguagem inovadora, carregada de neologismos, palavras de múltiplo sentido. E, dessa forma, procura recontar a história de Porto Garcia.

Dentro desse cadeirão étnico, ressalta a história exemplar do negro Reinaldo, “filho de pai de descendentes de judeu-português-holandês, e por parte de mãe de negro de origem ancestral angolana e mistura com índio guarani”. Um preto forte, esmerado nos estudos, que se formou em Direito, atuando como advogado, chegando a ser jurista com mestrado, doutorado, professor universitário, concursado em universidade pública, mas que nunca chegou a ser juiz, “que era seu sonho pessoal”, vítima do preconceito de uma alta corte que nunca “poderia deixar algum negro ser doutor, ser desembargador”, principalmente “se não se vendesse de mala, cuia, cartola e toga para uma branca e podre elite corrupta”. E que, resignado e triste, já descasado, deixou os pais velhinhos em Porto Garcia e “converteu-se ao neoevangelismo luterano numa cidade do chamado Grande ABC paulista”, tornando-se um pregador, “verdadeiro missionário de envergadura cristã, pescador de almas”.

 

                                                   IV

Além de contista e romancista, com mais de 30 livros publicados, Silas Corrêa Leite é poeta, letrista, professor, bibliotecário, desenhista, jornalista, ensaísta, blogueiro e membro da União Brasileira de Escritores (UBE).  Começou a escrever aos 16 anos, passando a produzir crônicas para o jornal O Guarani, de Itararé, tendo apenas o curso primário. Foi garçom num botequim e aprendiz de marceneiro, além de engraxate, boia-fria e vendedor de doce de groselha. Ainda em Itararé, foi aprovado num concurso para locutor na Rádio Clube local.

Em 1970, migrou para São Paulo, onde morou em pensões, cortiços, passou fome e dormiu na rua.  Já empregado, formou-se em Direito e Geografia, sendo especialista em Educação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de ter cursado pós-graduações nas áreas de Educação, Filosofia, Inteligência Emocional, Jornalismo Comunitário e Literatura na Comunicação, curso este que fez na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). É professor de Geografia e atuou como professor na rede pública e em escolas privadas na cidade de São Paulo.

Venceu alguns concursos com seus romances, artigos, poemas, letras de blues, pensagens (pensamentos-mensagens) e críticas literárias. Ganhou o Concurso Lygia Fagundes Telles para Professor-Escritor, da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Foi pesquisador e bolsista em Culturas Juvenis pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), vencedor do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores e premiado em outros concursos, como os promovidos pela Fundação Petrobrás, Biblioteca Mário de Andrade, Instituto Piaget (Portugal) e União Brasileira de Escritores (UBE), seção do Rio de Janeiro.

Lançou Campo de trigo com corvos (Jaraguá do Sul-SC, Design Editora, 2007); Gute-Gute, barriga experimental de repertório (Rio de Janeiro, Editora Autografia, 2015); Goto, a lenda do reino encantado do barqueiro noturno do rio Itararé (Florianópolis, Clube de Autores Editora, 2013); Tibete, de quando você não quiser ser gente (Rio de Janeiro, Editora Jaguatirica, 2017); Ele está no meio de nós (Curitiba, Kotter Editorial, 2018); O Marceneiro – a última tentativa de Cristo (Maringá-PR, Editora Viseu, 2019),  O lixeiro e o presidente (Curitiba, Kotter Editorial, 2019); e Desjardim –  muito além do farol do final do mundo (Belo Horizonte, Editora Caravana, 2023).

Nos últimos tempos, lançou Transpenumbra do Armagedon (São Paulo, Desconcertos Editora, 2021); Cavalos selvagens, romance imaginativo (Curitiba, Kotter Editorial/Taubaté, Letra Selvagem, 2021); A Coisa: muito além do coração selvagem da vida (Cotia-SP, Editora Cajuína, 2021); Lampejos (Belo Horizonte, Sangre Editorial, 2019); Leitmotiv: a longa estrada de fogueiras da cor de laranja: diário da paixão secreta de Anne Frank (Curitiba, Kotter Editorial, 2023), Vaca profana: microcontos (Cotia-SP, Editora Cajuína, 2023); e H2Opus (Cotia-SP, Editora Cajuína, 2023).

É autor ainda de Bendito Filhoromance sobre a infância do Menino Jesus (Araraquara-SP, Opera Editorial, 2023); Alucilâminas: poemas plathônicos, versos atemporais da redoma de vidro de Sylvia Plath (Cotia-SP, Editora Cajuína, 2023); Ensaios gerais:  compêndio de críticas lítero-culturais (Belo Horizonte, Editora Caravana, 2024); Alfa & Betoda poética das palavrashistorial poético das letras (Cotia-SP, Editora Cajuína, 2024); Rua Frida Kahlo (São Paulo, Editora Calêndula, 2024); O ano em que faremos contato com o elo perdido (São Paulo, Namíbia Editora, 2024); e O sequestro do sonho (São Paulo, Editora Calêndula, 2024). É autor do primeiro livro interativo da rede mundial de computadores, o e-book O rinoceronte de Clarice (Rio de Janeiro, Editora Autografia, 2024), que foi tema de teses de mestrado e doutorado na Universidade Brasília (UnB) e na Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Publicou também Porta-lapsos, poemas (São Paulo, Editora All-Print, 2005); O Homem que virou cerveja, crônicas (São Paulo, Giz Editorial, 2009); e Favela stories, contos (Cotia-SP, Editora Cajuína, 2022). Seus trabalhos constam em mais de cem antologias, inclusive no exterior, como na Antologia Multilingue de Letteratura Contemporanea, de Treton, Itália, e Christmas Anthology, de Ohio/EUA. Adelto Gonçalves - Brasil

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Porto Garcia: no quarto escuro de meu ego sem respostas, de Silas Corrêa Leite. Ouro Preto-MG, Caravana Grupo Editorial, 209 págs., R$ 80,00, 2025.  E-mails do autor: poesilas@terra.com.br; poesilas@gmail.com.  Sites do autor: www.poetasilascorrealeite.com.br; www. silascorrealeite.com

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Adelto Gonçalves, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e  doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Fernando Pessoa: a Voz de Deus (Santos, Editora da Unisanta, 1997); Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003, São Paulo, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo – Imesp, 2021), Tomás Antônio Gonzaga (Imesp/Academia Brasileira de Letras, 2012),  Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imesp, 2015), Os Vira-latas da Madrugada (Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1981; Taubaté-SP, Letra Selvagem, 2015), e O Reino, a Colônia e o Poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo – 1788-1797 (Imesp, 2019), entre outros. Escreveu prefácio para o livro Kenneth Maxwell on Global Trends (Londres, Robbin Laird, editor, 2024), publicado nos Estados Unidos e na Inglaterra.  E-mail: marilizadelto@uol.com.br


Angola - Varíola dos macacos dispara em Cabinda para 200 casos

A província de Cabinda regista agora mais 91 casos da varíola dos macacos (mpox) do que a 4 de Agosto de 2026, quando notificava 109 confirmados. No total, o País soma 289 ocorrências


As informações foram prestadas à imprensa pela ministra da Saúde (MINSA), Sílvia Lutucuta, na passada sexta-feira, 14, em Cabinda.

"Reconhecemos que o desafio é grande, tendo em conta a vasta fronteira desta província com a nossa vizinha República Democrática do Congo (RDC), que tem um número elevado de casos de mpox e uma fronteira longa e também porosa", acrescentou a titular da pasta do MINSA, citada pela Rádio Nacional de Angola (RNA).

A RDC enfrenta não só um elevado número de casos da varíola dos macacos, mas também uma grave epidemia de Ébola. O país vizinho já registou mais de 2300 mortos pela doença, sendo considerada a segunda epidemia mais letal de sempre a nível mundial. A variante em circulação é a Budinbugyo, para a qual ainda não existe vacina ou tratamento específico aprovado.

Segundo a mesma fonte, Sílvia Lutucuta mostrou-se também preocupada com o surgimento de casos de transmissão local de mpox.

"Verificamos que a maior parte não tem história de viagens, mas também temos aqui algumas situações de alguma promiscuidade sexual e contacto directo das pessoas infectadas", disse.

Nesse sentido, a ministra da Saúde completou que "as condições estão criadas para o tratamento destes doentes" no centro de referência da província e defendeu o reforço do "controlo de temperatura, observação, vigilância" nas fronteiras.

Este alerta estende-se a outras regiões

No Moxico Leste, no mês passado foram notificados 14 casos da doença, enquanto no Uíge foi identificado o primeiro caso confirmado a 15 de Maio deste ano. Entretanto apareceu um novo caso na província do Lunda-Sul, um motorista que viaja pelo Moxico Leste e República Democrática do Congo.

A varíola dos macacos é uma doença infecciosa aguda, de origem viral, sem tratamento específico. Para travar a propagação do surto, as autoridades recomendam a lavagem frequente das mãos com água e sabão, evitar saudações e cumprimentar com contacto físico, bem como evitar aglomerações.

Em 2024, Angola teve de combater um surto de mpox. Omar Prata – Angola in “Novo Jornal”