Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Portugal – Empresa Tekever desenvolve nova geração de drones para as Forças Armadas britânicas

Portugal reforça o seu posicionamento no setor tecnológico da defesa com a escolha de uma tecnológica nacional para colaborar com o Reino Unido. O projeto da Tekever, designado por NYX, visa o desenvolvimento de Sistemas Aéreos Não Tripulados (UAV) que irão operar em articulação direta com os helicópteros de ataque Apache das Forças Armadas britânicas


De acordo com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), o objetivo central desta parceria é “a criação de soluções capazes de atuar em cenários de elevada complexidade”, pelo que as novas aeronaves não tripuladas serão projetadas para missões de reconhecimento avançado, identificação e sinalização de alvos em tempo real, e neutralização de sinais.

Os sistemas serão dotados de Inteligência Artificial (IA), permitindo que os drones tomem decisões autónomas dentro de parâmetros pré-definidos.

Esta tecnologia visa conferir uma maior adaptabilidade a contextos dinâmicos no terreno, garantindo que as máquinas possam ajustar a sua conduta perante alterações imprevistas na missão.

Esta colaboração estratégica foca-se na otimização de recursos logísticos e na redução do risco humano, procurando aumentar a eficiência operacional das forças envolvidas.

Fundada em 2001 por antigos alunos do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, a tecnológica Tekever tem a sua sede principal em Portugal (com forte presença nas Caldas da Rainha e Lisboa), e consolidou-se recentemente como um dos “unicórnios” portugueses — empresas com uma avaliação de mercado superior a mil milhões de euros.

Embora tenha uma ADN e origem 100% nacional, a Tekever é hoje um grupo global com uma operação relevante no Reino Unido, onde possui centros de investigação e desenvolvimento em locais como Southampton e West Wales (País de Gales). In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Brasil - Crianças ameaçadas com défices em saúde, educação e mercado laboral

Quase metade do rendimento futuro dos menores brasileiros está em risco, a situação limita o potencial do capital humano. O Banco Mundial alerta para necessidade de políticas integradas em domicílios, bairros e locais de trabalho


Défices globais nas áreas de saúde, educação e mercado de trabalho geram uma perda média de 51% da renda futura dos países de baixo e médio rendimento. Dados de um novo relatório do Banco Mundial revelam a perda de 40% no Brasil.

O estudo “Construindo o Capital Humano Onde Importa: Domicílios, Bairros e Emprego”, aponta que na maioria dos países houve quedas na nutrição, aprendizagem ou no avanço de competências da força de trabalho entre 2010 e 2025.

Índice de Capital Humano

Em conjunto com o relatório, foi lançado o Índice de Capital Humano Plus, HCI+, que mede o capital humano médio que uma criança nascida atualmente espera acumular ao longo da vida, considerando os riscos à saúde, educação e emprego.

No Brasil, o HCI+ de 2025 é de 203 pontos, ligeiramente acima da média da América Latina e Caribe, 194. O principal gargalo está na educação, com 115 pontos de um total de 188. O desempenho no trabalho é de 44 pontos em 87 e, em saúde, de 44 em 50 pontos possíveis.

A desigualdade de género é significativa, visto que os homens registam uma expectativa de 210 pontos, contra 196 das mulheres. O total representa uma diferença de 14% ao longo da vida.

De forma geral, o índice indica que o Brasil não consegue converter plenamente o seu potencial em capital humano.

Capital humano no Brasil

As crianças brasileiras perdem cerca de 40% dos seus ganhos futuros quando comparadas ao que o país poderia alcançar com condições semelhantes às de economias de rendimento equivalente com melhor desempenho.

No Brasil, a acumulação de capital humano depende não só dos recursos dos domicílios, mas também da qualidade dos cuidados oferecidos às crianças.

Indicadores como nutrição, vocabulário e proficiência em matemática são fortemente influenciados pela educação dos pais, mostrando que aumentos de rendimento precisam de ser acompanhados de políticas que reforcem esses cuidados.

O território onde a criança cresce também é determinante. Mesmo entre famílias com rendimento semelhante, aquelas que vivem em bairros mais favorecidos têm melhores resultados, 25% mais probabilidade de conseguir emprego formal e ganham o dobro na vida adulta.

Recomendações do relatório

Em contraste, a exposição à poluição, à criminalidade e a infraestruturas precárias compromete a saúde, a aprendizagem e o acesso ao mercado de trabalho.

Após duas décadas de experiência, trabalhadores brasileiros concentram pouco mais de metade do capital humano observado nos Estados Unidos. O crescimento de competências e salários é maior no emprego formal, sobretudo em empresas maiores, que oferecem mais oportunidades de aprendizagem.

O relatório recomenda programas de desenvolvimento infantil e educação pré-escolar que fortaleçam a aprendizagem e o cuidado das crianças, além de políticas públicas focadas em bairros desprivilegiados, com uma atenção integrada à nutrição, aprendizagem e ao desenvolvimento de capacidades nos locais de trabalho.

Também são sugeridas reformas no mercado de trabalho, de forma a ampliar oportunidades de aprendizagem prática e acesso a creches.

Outras melhorias incluem a promoção de políticas que apoiam domicílios, bairros e trabalho de forma integrada, complementadas por uma agenda robusta de monitorização de políticas públicas. ONU News – Nações Unidas


Angola - Literatura reforça laços culturais e históricos com o Brasil

A Biblioteca Contr’Ignorância volta a acolher, a partir do dia 27 do corrente mês, o projecto “Flipeba em Movimento: conexões diaspóricas entre Bahia e Angola, através da dança e literatura da Ilha de Boipeba”, iniciativa que une literatura, dança e reflexão sobre identidade e ancestralidade


A abertura institucional que vai marcar o início do intercâmbio com vista a terminar a 03 do próximo mês de Março será seguida da apresentação da FLIPEBA e do seu percurso na promoção da leitura e da valorização cultural na Bahia.

Nos dias seguintes, oficinas de dança e expressão corporal vão marcar o evento, onde a literatura ocupará igualmente um lugar central, com uma roda de conversa dedicada à juventude periférica e ao poder transformador da palavra. Haverá ainda leitura comentada das antologias produzidas por jovens estudantes da rede pública de Cairu, de forma a criar um espaço de partilha e escuta entre diferentes realidades.

A agenda inclui também registos audiovisuais e colectiva de imprensa, encontros com jovens, artistas e produtores culturais angolanos, bem como diálogos sobre turismo cultural de base comunitária, tema que reforça a dimensão educativa e sustentável do projecto.

Um dos momentos centrais da programação será a roda de conversa “Histórias para um Futuro Possível”, conduzida por Thales Moraes e Gilvan Reis, curadores da FLIPEBA, dentre outras actividades culturais que vão marcar o evento.

“A maior parte das actividades vai decorrer nas instalações da biblioteca, porém, uma das sessões vai ter lugar no Anim’art, estando prevista para o dia 3 de Março”, reforçou Dilson Maria. In “O País” - Angola


Brasil - Metrópoles, a boa ou má opção de Reinaldo Azevedo

Dentro de alguns dias, no dia 2 de março, o comentarista político Reinaldo Azevedo estará estreando no canal Metrópoles. Foi o próprio Azevedo quem anunciou, em meados de janeiro, ter se demitido do portal Uol, plataforma da Folha, onde apresentava Olha Aqui, além de escrever suas colunas.

Acostumado a trocar diariamente de boné e de camisa, vai trocar mais uma vez de emprego, porém sem mudar de opinião. Quem garante é o jornalista Pedro Zambarda, em franca ascensão no concorrido mundo das redes sociais, talvez o primeiro a anunciar, no Canal Meteoro, a queda, embora voluntária, de Azevedo.

Zambarda ainda não sabia, em janeiro, se Azevedo ficava só na BandNews FM e TV, mas podia adiantar a causa da inesperada partida do Uol, onde garantia uma boa audiência: a direção do Uol vai mudar sua linha política, "o portal está se bolsonarizando neste ano de eleição e se preparando para apoiar Flávio Bolsonaro ou o Tarcísio" e a prova é a recente contratação de dois novos comentaristas vindos da direita conservadora, Alexandre Borges e José Fucs. Uma escuta dos áudios dos novos comentaristas não deixa dúvidas.

Uma reportagem de Gabriel Perline para Notícias da TV conta a trajetória de Alexandre Borges, que inclui CNN Brasil, Jovem Pan e Antagonista. E, embora não muito citado, Alexandre Borges, antes de ser contratado como analista político pela CNN em 2021, tinha sido marqueteiro de Wilson Witzel, eleito governador do Rio em 2018 e cassado em 1921; de Celso Russomano, candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo em 2012; sendo amigo pessoal de Flávio Bolsonaro, candidato à presidência.

José Fucs, vindo do Estadão e revista Exame, colunista da Gazeta do Povo e colaborador da revista Oeste, é um liberal muito especial, pois nega a tentativa de golpe, mesmo diante de Ricardo Kotscho e Daniela Lima na sua primeira apresentação no Uol. Essa estreia foi muito mal recebida pela audiência do Canal. Numa reportagem no Estadão, em 2019, Fucs chamava, o que seria mais tarde conhecido como gabinete do ódio, de "rede bolsonarista jacobina".

No anúncio de sua inesperada partida, diante do surpreso Diego, seu apresentador no É da Coisa, Azevedo fez questão de frisar ser uma decisão pessoal e a seu pedido, "eu pedi pra sair", "estou com novos projetos, estou precisando descansar, reorganizar minha vida, cuidar melhor de minha saúde", "não aconteceu absolutamente nada", não quero e não vou dar entrevista. Eu pedi para sair e não ficar expondo. Eu fui muito bem tratado no Uol, esse tempo que fiquei aqui. Sempre escrevi o que eu quis, escrevo o que eu quero, não tenho nenhuma limitação". E negou também qualquer relação de sua demissão com o Banco Master, nada a ver com o podcast que faz com Walfrido Warde, advogado demissionário de Daniel Vorcaro, enfatizando ser uma decisão sua.

Foi uma boa decisão do Reinaldo Azevedo essa de ir para o Metrópoles?

O canal, de acordo com o site DCM, pertence ao Luiz Estevão, ex-senador preso num grande escândalo, perdoado depois por Bolsonaro, apoia o governador Ibaneis Rocha do Distrito Federal e faz uma campanha contra o STF, utilizando o escândalo do banco Master e políticos bolsonaristas. Rui Martins – Suíça

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Rui Martins é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.
 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Moçambique – Estudantes vão continuar a estudar ao relento na província de Nampula

Com o ano lectivo à porta, volta o debate de turmas ao relento e o seu impacto pedagógico. É que nos dias de chuva, milhares de alunos ficam sem estudar. Nampula equaciona recorrer aos parceiros de cooperação para a montagem de tendas para aulas.


O ano lectivo 2026 inicia a 27 de Fevereiro, com abertura oficial, e as aulas arrancam em todo o país no dia 2 de Março. As escolas preparam-se para receber os alunos, com os professores já na fase terminal da preparação dos programas.

“E já fizeram actas, já fizeram planificações quinzenais, quase já receberam o material, já está tudo pronto. Nós só estamos à espera do dia chegar e daí arrancarmos”, confirmou Horácio Luís, Director-adjunto Pedagógico de uma das escolas de Nampula.

Entretanto, há uma situação que inquieta: Novo ano, e velhos problemas.

A Escola Primária do 1º e 2º Graus da Pedreira vai funcionar com mais de 3500 alunos e porque as salas convencionais são poucas, muitos alunos estudam ao relento, para a preocupação de pais e encarregados de educação.

“Quando chove não há nada, não costumam dar aulas porque os alunos ficam debaixo das árvores. Aí não têm hipóteses de ficar para estudar”, lamenta Cidália João, encarregada de educação.

Durante o período lectivo, as árvores servem de salas de aula. São turmas que correspondem a cada árvore. É lá onde parte dos alunos da Escola Primária do 1º e 2º Graus da Pedreira vão iniciar o ano lectivo e o chão está húmido, justamente porque ainda é período chuvoso.

E em Nampula são muitas escolas que estão na mesma situação e condições, onde os alunos poderão ter as suas aulas debaixo das árvores.

Horácio Luís confirma que a situação vai continuar, até porque não houve acréscimo das salas de aula. “No ano passado nós tivemos 30 salas ao ar livre, no relento, e espero que também este ano este número vai permanecer porque as salas que tivemos no ano passado são as mesmas”, disse.

Ou seja, cresce o número de alunos a cada ano e o ritmo de construção de novas salas é muito baixo. Na falta da melhor solução, a direcção provincial de Educação em Nampula pensa em recorrer às tendas.

“Estamos num período chuvoso, estamos a rezar para que não haja catástrofe, mas como sabem nós trabalhamos com parceiros, sempre temos tido backups. A educação sempre sofreu por conta das épocas chuvosas, como também da época ciclónica”, frisou William Tuzine, Director de Educação em Nampula.

Até ao ano passado, ao nível da província de Nampula, estimava-se que cerca de 290 mil crianças estudam ao relento, pelo menos no ensino primário, um cenário que provavelmente não vai alterar bastante, mas para pior. In “O País” - Moçambique


Guiné Equatorial - O seguro de saúde universal obrigatório entra numa fase decisiva

O Ministério da Saúde da Guiné Equatorial e especialistas da OMS estão a rever as fases finais antes do lançamento do sistema, previsto para este ano de 2026


A vice-ministra da Saúde, Bem-Estar Social e Infraestrutura de Saúde, Praxedes Rabat Makambo, realizou uma reunião de trabalho na última segunda-feira com especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e técnicos de vários departamentos envolvidos para avaliar o progresso e definir os próximos passos antes da implementação do Seguro Saúde Universal Obrigatório na Guiné Equatorial, cuja implementação está prevista para antes do final de 2026.

A iniciativa reflete o compromisso do Governo em garantir o acesso a serviços de saúde de qualidade para toda a população, em consonância com a agenda nacional de saúde e as metas internacionais de desenvolvimento em saúde. Nesse sentido, o Poder Executivo foi incumbido de agilizar os estudos e mecanismos necessários para a implementação de um sistema universal de saúde no país.

Durante a reunião, foram analisados ​​os progressos alcançados até ao momento, incluindo a criação, em 2024, do Comité Diretivo para o Seguro Saúde Universal Obrigatório e do Comité Técnico Multissetorial responsável pela coordenação dos trabalhos técnicos. Também foi destacada a realização de um workshop de capacitação para 25 especialistas em Riaba e a definição dos custos dos benefícios e pacotes de serviços de saúde que serão incluídos no seguro.

Além disso, foi confirmada a adoção de resoluções relacionadas ao âmbito da cobertura, aos benefícios de saúde incluídos e aos métodos de pagamento do sistema, aspectos fundamentais para garantir a viabilidade e a sustentabilidade do futuro Seguro Universal de Saúde Obrigatório, que agora entra numa fase decisiva rumo ao seu lançamento oficial. Marisa Okomo – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


Cabo Verde - Neusa Correia Lopes publica livro sobre “Educar durante a pandemia: sala de aula tradicional vs espaço virtual”

Cidade da Praia – A investigadora Neusa Correia Lopes é a única mulher cabo-verdiana e em África que, até agora, publicou sobre “Educar durante a pandemia: sala de aula tradicional versus espaço virtual”, apurou a Inforpress.


Com o aproximar do mês de Março, que é dedicado às mulheres, a Inforpress abordou a escritora que, no seu livro, explora os desafios provocados pela crise sanitária da pandemia do covid-19, com foco no impacto emocional e social.

Em declarações à Inforpress, Neusa Correia Lopes afiançou que o livro, escrito durante a pandemia, aborda a cultura, a diversidade cultural e adaptação no contexto educativo e a experiência dos imigrantes, em particular, dos cabo-verdianos, ao chegarem aos EUA durante a pandemia, bem como o multiculturalismo e as mudanças necessárias no sistema educativo para acolher estes novos alunos.

“O objectivo foi compreender como integrar os recém-chegados nas nossas comunidades, mesmo em tempos difíceis”, enfatizou.

Segundo a autora, um dos temas centrais do livro é a importância da língua inglesa e das barreiras linguísticas enfrentadas pelos imigrantes, numa altura em que o ensino sofreu uma transformação significativa com a transição para as aulas virtuais, trazendo novos desafios e oportunidades.

Neusa Correia Lopes adiantou que o livro vem na sequência das pesquisas realizadas em vários países, incluindo Portugal e Cabo Verde, para melhor compreender os diferentes contextos educativos e o impacto da pandemia, destacando a sua experiência de dar aulas virtualmente em universidades cabo-verdianas enquanto residia nos EUA.

A autora indicou que objectivo é de se reflectir sobre o impacto emocional e psicológico do ensino “online”, procurando criar um espaço confortável para que alunos e professores possam enfrentar as dificuldades deste novo paradigma, vincado numa filosofia a que deu o nome de “between dimensions” (entre dimensões).

Frisou por outro lado, que é preciso manter um equilíbrio psíquico, emocional e social, analisar a situação, observar e manter a calma perante a sociedade em que vivemos, algo que conferiu durante a pandemia com os seus alunos, por isso criou a filosofia “between dimensions”.

“Percebi que a cultura e a língua são cruciais para os indivíduos, especialmente no momento em que o emigrante multilingue e a população estudantil foram desafiados pela covid-19, com o uso de máscaras, o distanciamento social e a necessidade de adaptação a uma nova vida social”, precisou.

Desafios a que, na sua opinião, os professores devem estar atentos, desde à forma emocional, psicológica e fisiológica como devem abordar os alunos numa “sala de aula do Zoom”, de modo a não perderem a identidade e criarem uma nova forma de adaptação social com a transformação tecnológica, que este condicionalismo trouxe ao sistema educativo e que obriga à criação de estratégias para construir resiliência.

A escritora alega que, a chegada da pandemia, lhe causou algum choque inicial e foi então que começou a dar aulas pelo WhatsApp, para garantir a continuidade do ensino.

Além disso, Neusa Lopes acompanhou, de perto, debates científicos internacionais, nomeadamente, os fóruns da Harvard School, onde especialistas como o Dr. Anthony Fauci discutiam a evolução da covid-19, o que lhe permitiu aprofundar a sua investigação.

No final, o livro propõe uma reflexão sobre se a educação pós-pandemia regressará à “normalidade” ou se a crise provocará mudanças permanentes no modo de ensinar e aprender e ao mesmo tempo deixar uma pista para os procedimentos a se ter em conta, caso venha a surgir uma nova pandemia, de modo a que o sistema de ensino esteja preparado para dar resposta as novas exigências.

Finalizou defendendo que, “língua da inteligência artificial (IA) é cultura e dimensão tecnológica também é língua. Isto porque, esta dimensão apresenta sua própria linguagem, os seus próprios parâmetros, pelo que é preciso descodificar esta linguagem. É preciso aproveitar as oportunidades que surgem”. In “Inforpress” – Cabo Verde