Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Portugal - Karolina Abramowicz leva projecto “Stória pa Mininus” a mais uma escola

Lisboa – A mentora do projecto “Stória pa Mininus” (História para Crianças, em português), Karolina Abramowicz, apresentou a iniciativa dedicada à promoção da literatura infantil em crioulo cabo-verdiano, na Escola Básica de Vale da Amoreira, em Portugal.


Em nota enviada à Inforpress, a polaca Karolina Abramowicz destacou que a apresentação decorreu na escola onde lecciona Ana Josefa Cardoso, sua professora de crioulo cabo-verdiano e madrinha do projecto Stória pa Mininus, cujos livros da colecção já estão disponíveis naquele estabelecimento de ensino português desde o início do projecto.

Segundo a mesma fonte, as crianças presentes já tinham tido um primeiro contacto com o projecto através da professora cabo-verdiana Ana Josefa, tendo a apresentação centrado na edição bilingue em crioulo-português e crioulo-inglês.

No encontro participaram crianças portuguesas, bem como crianças com raízes noutros países dos PALOP, tornando o encontro também uma oportunidade para apresentar a língua crioula através das histórias da colecção a crianças.

“As férias em Portugal ou em Cabo Verde já nunca são apenas férias. Desde que comecei o projecto Stória pa Mininus, levo sempre livros comigo nas minhas viagens: ou para os entregar a alguém ou para apresentar o projecto”, afirmou a mentora.

Actualmente, os livros da colecção Stória pa Mininus estão disponíveis em três versões bilingues: crioulo-inglês, crioulo-português e crioulo-espanhol, estando previstas novas versões linguísticas ainda este ano.

Os livros podem ser adquiridos através do formulário de contacto disponível em https://linktr.ee/storia_pa_mininus.

De acordo com Karolina Abramowicz, os fundos obtidos com a venda das publicações são utilizados para financiar a impressão de novos livros, que são depois distribuídos gratuitamente por escolas e jardins de infância em Cabo Verde. In “Inforpress” – Cabo Verde


Cabo Verde - Primeira edição do Festival Internacional de Contos arranca a 16 de Outubro na Cidade Velha

Cidade Velha - A Cidade Velha acolhe, de 16 a 18 de Outubro, a primeira edição do Festival Internacional de Contos, evento que reúne contadores de histórias, artistas, educadores e mediadores culturais de países lusófonos, para promover a tradição oral.


Sob o lema “Cidade Velha na solera porta ku nos gentis grandi”, a iniciativa é organizada pela Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago em parceria com a associação RJ ANIMA, visando valorizar o património imaterial e fortalecer o intercâmbio cultural.

A programação de três dias contempla sessões de contos, oficinas criativas e painéis de reflexão em escolas, bibliotecas e espaços comunitários, com criadores de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Brasil, Moçambique, Angola, Timor-Leste e Portugal.

O programa de sexta-feira, prevê a abertura oficial na Escola Secundária do Salineiro, seguida de sessões de contos e marionetas, além de oficinas criativas dirigidas a monitoras de jardins de infância, professores do ensino básico e outros participantes.

Entre as actividades previstas estão as oficinas “Em roda com os contos”, orientada por Lucrécia Alves, dos Açores, “Arte de contar e de dizer”, com Olinda Beja, de São Tomé e Príncipe, e “O poder dos contos na educação inclusiva – Uma stória, uma voz”, dinamizada por Olívia Nogueira, de Portugal.

No sábado, o Centro Cultural da Cidade Velha acolhe dois painéis de reflexão, um dedicado à arte de contar histórias em Cabo Verde e outro à tradição oral no espaço lusófono, com a participação de representantes de diferentes ilhas cabo-verdianas, da diáspora e de outros países.

O programa inclui ainda o lançamento da terceira jornada da trilogia “Stória: Cidade Velha na solera porta ku nos gentis grandi”, da autoria de Adriano Reis, com apresentação de Crisálida Correia.

Para a tarde de sábado, está prevista, na Cidade Velha, a actividade “Stória… stória… na boka noti”, dedicada à memória dos mais velhos, com a participação da Tabanka do Salineiro, grupos de batuque e contadores de histórias.

No domingo, o festival encerra com a actividade “Vivenciar para contar”, dedicada à Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, em Porto Mosquito, com programação prevista entre as 10:00 e as 16:00.

A organização considera que a iniciativa constitui uma oportunidade para valorizar a tradição oral, promover o diálogo intercultural e afirmar a Cidade Velha como espaço de encontro entre povos e gerações. In “Inforpress” – Cabo Verde



Nações Unidas - Rotas de migração para a Europa estendem-se até Guiné-Bissau, diz Organização Internacional para as Migrações

A Organização Internacional para as Migrações alerta sobre os maiores perigos nas viagens, o fluxo migratório desloca-se para o sul com o aumento do controlo no norte da África Ocidental. O novo trajeto adiciona 650 km à viagem, e a agência pede mais cooperação transfronteiriça para salvar vidas


A agência das Nações Unidas alerta para o aumento de riscos e perigos em rotas de migração para a Europa que saem da África.

O aumento de fiscalizações ao longo da costa noroeste da África não conteve a tentativa de milhares de pessoas de reconstruir as suas vidas na Europa, mas empurrou o perigo ainda mais para o sul. E neste novo cenário, um país de língua portuguesa passou a integrar a lista de trânsito de traficantes de seres humanos: a Guiné-Bissau.

Redução numérica oculta realidade

Num alerta sobre a nova configuração das rotas migratórias, a Organização Internacional para Migrações, OIM, revela que a travessia pelo Atlântico tornou-se bem mais longa, incerta e letal.

Embora as chegadas de migrantes saídos de quatro importantes países de origem da África Ocidental tenham caído 59% no semestre anterior em comparação com o mesmo período do ano passado, a redução numérica esconde uma realidade preocupante.

A agência revela que as pressões socioeconômicas e de segurança que impulsionam o deslocamento humano seguem intactas.

O bloqueio de pontos tradicionais de embarque em Marrocos, na Mauritânia e no Senegal não interrompeu as viagens, mas sim migrou o fluxo para territórios mais ao sul, como Gâmbia, Guiné-Conacri e Guiné-Bissau.

Com a alteração geográfica, o custo humano não tem precedentes. Ao partir de posições mais a sul, a rota alternativa acresce 650 km a um trajeto já desgastante, fazendo com que a travessia oceânica alcance 2,2 mil quilómetros.

Embarcações precárias e riscos iminentes

Com isso, os migrantes ficam expostos por períodos longos ao alto-mar, partindo de litorais isolados em embarcações precárias e enfrentando riscos iminentes de naufrágio, desidratação extrema e desaparecimento nas águas do Atlântico.

Como destaca a diretora-geral da OIM, Amy Pope, a diminuição de registos numa determinada praia não reflete o fim da urgência migratória, mas sim o seu encobrimento e o deslocamento da tragédia.

Perigos mortais da travessia

A Rota Atlântica Ocidental permanece como a principal via de acesso, reunindo a grande maioria dos desembarques registados na Europa no início do ano, enquanto as vias pelo Mediterrâneo Ocidental e Central voltam a indicar aumentos proporcionais preocupantes.

No meio a um cenário em que a repressão nas fronteiras apenas amplia os perigos mortais da travessia, a OIM reforça que a única resposta sustentável está na cooperação transfronteiriça integrada.

Para a agência, salvar vidas no mar exige unir a proteção imediata aos direitos humanos ao investimento real em oportunidades para a juventude e ao fortalecimento das comunidades de origem e trânsito ao longo de toda a região. ONU News – Nações Unidas


terça-feira, 13 de outubro de 2026

China - Festival Cultural Lusófono arranca esta sexta-feira em Hengqin

A segunda edição do Festival Cultural Lusófono vai ter lugar em Hengqin no próximo fim-de-semana, entre os dias 16 e 18 de Outubro, contando com uma zona de gastronomia lusófona, espectáculos, jogos interactivos, oficinas artesanais e uma feira de produtos típicos dos países de língua portuguesa


Hengqin vai acolher novamente o Festival Cultural Lusófono. O evento, organizado em conjunto pelo Instituto Cultural (IC) e pela Direcção dos Serviços de Assuntos de Subsistência da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin, será realizado no próximo fim-de-semana, entre os dias 16 e 18 de Outubro, das 16:00 às 21:00, no Centro Cultural e Artístico de Hengqin.

A feira, que se realiza pelo segundo ano consecutivo, vai ter lugar exactamente uma semana mais cedo do que o Festival da Lusofonia em Macau, e vai apresentar ao público actividades semelhantes como bancas de comida típica e espectáculos de música e dança, além de jogos interactivos e feira de artesanato.

De acordo com um comunicado das autoridades de Hengqin, a zona gastronómica lusófona do festival destaca a chef de culinária macaense Antonieta Manhão, também conhecida por Neta, que irá preparar pratos clássicos de inspiração lusófona, incluindo pão de costeleta ao açafrão e pão com chouriço.

Serão ainda organizadas demonstrações culinárias com duas sessões por dia, com a preparação ao vivo de pratos icónicos como Minchi e Porco Balichão. Haverá 30 vagas gratuitas para degustação por sessão, por ordem de chegada.

Além da banca principal da chef, o evento contará com diversas bancas gastronómicas repletas de pratos clássicos, como churrasco de estilo português e bebidas variadas.

A organizadora revelou ainda que, pela primeira vez, o festival apresentará uma exposição dedicada aos países de língua portuguesa, reunindo comerciantes e representantes culturais da comunidade macaense local e de nove países de língua portuguesa para dar a conhecer os seus costumes e património.

Na zona de oficinas artesanais vai haver workshops de pintura em azulejos de estilo português, leques de papel, crochê e arte em areia, enquanto a zona de produtos culturais contará com bancas de venda de cerâmica artística, artesanato de sardinhas e outros produtos típicos dos países de língua portuguesa.

Segundo o comunicado, para diversão, haverá no local jogos como matraquilhos e circuitos de obstáculos de minifutebol. Além disso, o evento recriará a tradição das festas de São João no Porto, podendo os visitantes, ao preencher um questionário, receber um martelo de plástico para “trocar saudações” com os outros.

Serão organizadas também mais de 20 apresentações artísticas com música e dança, incluindo espectáculos de grupos de arte lusófona com dança brasileira e fado. Estudantes de várias escolas de Hengqin e Macau também subirão ao palco para apresentações que integram elementos da cultura sino-portuguesa.

No recinto vai ser instalado um stand do Grande Prémio de Macau, com instalações para fotos, bem como mini-jogos no WeChat para interagir com o público. Catarina Chan - Macau In “Ponto Final”


Moçambique - Emerson Chiloveque anuncia lançamento do seu primeiro livro “O Ninar do Silêncio”

O escritor e activista moçambicano Emerson Chiloveque vai lançar a sua primeira obra literária individual intitulada O Ninar do Silêncio, no dia 26 de Outubro, às 17h30, no auditório da sede do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), na cidade de Maputo, sob chancela da Editora Phata.


Aos 37 anos, Emerson Chiloveque é licenciado em Relações Internacionais e História pela Universidade Pedagógica de Tula, na Rússia, onde realizou a sua formação superior entre 2010 e 2015. O autor escreve desde 2010 e considera esta publicação um marco importante no seu percurso literário, por se tratar do seu primeiro trabalho publicado a título singular.

Além da escrita, Chiloveque dedica parte da sua trajectória ao activismo em defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Surdo desde 2007, tem contribuído para a promoção da acessibilidade, da inclusão e da participação plena das pessoas com deficiência na sociedade moçambicana.

Nas redes sociais, o escritor anunciou o lançamento da obra e convidou os leitores, amigos e admiradores a participarem neste momento, que considera especial e representativo da sua identidade como escritor, activista e ser humano. Chiloveque destacou ainda a importância de quem acompanha a sua escrita desde os primeiros anos. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Angola e Portugal avaliam Programa Estratégico de Cooperação 2023-2027

Angola e Portugal analisaram, segunda-feira, em Luanda, o Programa Estratégico de Cooperação 2023-2027, cuja vigência termina no próximo ano


A análise foi feita durante um encontro entre o secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes, e a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Ana Isabel Xavier, informa uma nota do MIREX, enviada ao JA Online.

Na ocasião, os dois diplomatas concordaram com o início dos trabalhos de avaliação e balanço do actual programa, com vista à preparação e posterior negociação do novo instrumento de cooperação.

A retoma das Consultas Políticas entre os dois países, em 2027, mereceu igualmente atenção, tendo a secretária de Estado, Ana Isabel Xavier, defendido a sua realização como mecanismo de concertação e preparação das negociações do próximo Programa Estratégico de Cooperação.

O diálogo incidiu sobre o aprofundamento da cooperação político-diplomática, económica e comercial entre Angola e Portugal, com particular atenção ao incremento das trocas comerciais, às questões migratórias e consulares e à concertação sobre matérias regionais e internacionais.

Ao tomar a palavra, o secretário de Estado, Domingos Vieira Lopes defendeu uma cooperação cada vez mais pragmática, assente em resultados concretos para os dois países, e referiu que Angola atribui importância estratégica à parceria com Portugal, alicerçada na história comum, no respeito mútuo e na confiança.

No domínio económico, evocou a necessidade de maior envolvimento do sector empresarial angolano em Portugal, e apelou maior atenção dos investidores portugueses às potencialidades da economia angolana, tendo em conta os esforços do país para a diversificação económica.

No domínio da Educação, os dois Secretários de Estado debruçaram-se sobre os projectos desenvolvidos pelo Instituto Camões em Angola.

A cooperação multilateral e as questões de paz e segurança ocuparam também lugar de destaque nas conversações.

A secretária de Estado portuguesa agradeceu o apoio de Angola à candidatura de Portugal a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2027-2028, que culminou na eleição do país à primeira volta, com o melhor resultado da sua história.

Referiu que a prevenção, através do reforço da diplomacia preventiva e da antecipação de crises, representa um dos eixos prioritários da actuação portuguesa no Conselho de Segurança.

Neste sentido, manifestou o interesse de Portugal em contar com a experiência e a colaboração de Angola, tendo em conta o papel do país nos esforços de promoção da paz e da estabilidade no continente africano. In “Jornal de Angola” - Angola


Angola - Orlando Paca lança obra “O Portador de Esperança” no dia 26 de Outubro

O administrador municipal da Maianga, Orlando Paca, vai lançar, no dia 26 de Outubro, em Luanda, o livro O Portador de Esperança – Crónicas de um Servidor Público, uma obra que reúne 19 crónicas escritas entre Fevereiro de 2025 e Maio de 2026, durante o exercício das suas funções na administração municipal.

O lançamento está marcado para as 16h00, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, sob a chancela da Asas de Papel Editora.

Escritas na primeira pessoa, as crónicas retratam experiências vividas pelo autor durante o exercício das funções públicas, com destaque para as histórias e os testemunhos dos munícipes da Maianga, bem como para o quotidiano das comunidades e o papel dos servidores públicos.

Segundo Orlando Paca, cada texto nasceu do contacto directo com os habitantes do município, das conversas nas ruas e das experiências que marcaram o seu percurso na administração pública.

“São textos que carregam o cheiro da terra molhada após a chuva e o ruído dos mercados ao amanhecer; que falam de mulheres corajosas, de crianças com sonhos grandes, de jovens que agregam valor e de líderes que servem em silêncio”, afirmou o autor, citado na nota de imprensa.

Na mesma declaração, Orlando Paca explica que a obra procura homenagear a sua gente, as heroínas da liberdade e os camaradas cujos gestos e atitudes continuam presentes na sua memória, reunindo, nas páginas do livro, as suas vivências enquanto administrador, filho, pai, amigo e político.

Mara Quiosa assina o prefácio

A obra tem como prefaciadora a vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, que considera que o livro ultrapassa a dimensão autobiográfica, ao colocar no centro das narrativas as pessoas e as suas experiências.

No prefácio, Mara Quiosa destaca o papel das mulheres que sustentam as famílias, dos jovens que procuram oportunidades, das crianças que representam o futuro do país, dos líderes comunitários e dos servidores públicos que asseguram a presença do Estado junto das populações.

Percurso profissional e político

Natural de Vista Alegre, província do Uíge, onde nasceu a 28 de Dezembro de 1979, Orlando Paca é licenciado em Relações Internacionais e Ciências Políticas e mestre em Ciências Políticas e Administração Pública.

Iniciou a carreira profissional como professor, tendo posteriormente exercido funções de subdirector pedagógico e director de escolas públicas.

No percurso político e administrativo, foi administrador dos Distritos Urbanos do Ngola Kiluanje e do Sambizanga, antes de assumir funções na Maianga. Exerceu igualmente responsabilidades na JMPLA e no MPLA, incluindo os cargos de primeiro secretário do partido nos Distritos Urbanos do Ngola Kiluanje e do Sambizanga.

Actualmente, é administrador municipal da Maianga, membro da Comissão Executiva do Comité Provincial do MPLA em Luanda e primeiro secretário do partido naquele município. In “O País” - Angola