O número de criminosos portugueses deportados do Reino Unido subiu 68% em 2025 relativamente ao ano anterior, segundo estatísticas oficiais publicadas pelo Ministério do Interior britânico
No ano passado, 141 portugueses
condenados por crimes foram deportados, contra 84 em 2024, ficando Portugal
atrás apenas da Albânia, Roménia, Polónia, Lituânia e Bulgária em número de
deportações deste tipo.
Em sentido inverso, o número de cidadãos portugueses
impedidos de entrar no Reino Unido na chegada à fronteira e subsequentemente
reenviados diminuiu 30%, descendo de 424 em 2024 para 298 em 2025.
A recusa de entrada em portos e aeroportos a cidadãos
europeus aumentou desde 2020, quando a liberdade de movimento cessou devido ao
‘Brexit’ e passou a ser exigido visto para aqueles que pretendem ficar a
trabalhar no Reino Unido.
Os mesmos dados indicam ainda que o total de portugueses
obrigados a regressar ao país de origem cresceu 38% em 2025 (145 casos),
comparativamente a 107 em 2024.
Os regressos voluntários, que abrangem pessoas sujeitas a
controlo ou ação de imigração, mas que saem por iniciativa própria, por vezes
com apoio logístico ou financeiro das autoridades britânicas, registaram uma
subida de 52%, passando de 54 em 2024 para 82 em 2025.
No conjunto, 592 portugueses sem direito legal a
permanecer no Reino Unido, e sujeitos a expatriação administrativa ou a uma
ordem de deportação regressaram em 2025, menos 14% do que os 688 registados no
ano anterior.
O aumento dos retornos de portugueses enquadra‑se numa linha de endurecimento gradual da política migratória
britânica, que o Governo trabalhista tem vindo a aplicar.
Desde 2024, mais de mil funcionários
foram transferidos para os serviços de fronteiras, com o objetivo de “proteger
as fronteiras” através do aumento do número de repatriações. In “Bom dia
Europa” - Luxemburgo