Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 11 de março de 2026

UCCLA - Apresentação do livro “Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo”

Terá lugar no dia 27 de março, às 18 horas, a apresentação do livro Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo da autoria de José Antonio González Carrillo e Mário Rui Simões Rodrigues, no auditório da UCCLA.


Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo, que será apresentado por Eduardo Machado, explora a cronologia e as particularidades daquela que foi a ordem religiosa com maior enraizamento e relevância no entorno: a Ordem de São Francisco.

O livro traz à luz uma preciosíssima documentação desconhecida e inédita, revelando descobertas fundamentais sobre a sua história e a sua configuração arquitetónica e resgata do esquecimento pormenores minuciosos, tradições ancestrais, capelas e aspetos singulares da sua expansão religiosa e cultural que, até agora, permaneciam ignorados pela historiografia contemporânea, com uma visão holística sobre um património secular irrepetível.

Uma leitura que ajuda a compreender as dinâmicas de poder, fé e criação que definiram a identidade cultural e religiosa de Olivença.

Sinopse:

Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo, dos autores Mário Rui Simões Rodrigues e o oliventino José Antonio González Carrillo, explora a cronologia e as particularidades daquela que foi a ordem religiosa com maior enraizamento e relevância no entorno de Olivença: a Ordem de São Francisco. Através de uma abordagem rigorosa, explora-se a dicotomia entre o primitivo cenóbio rural do início do século XVI e a subsequente transferência para o espaço urbano intra-muros no final da centúria de Quinhentos.

O presente volume destaca-se pelo seu valioso contributo histórico ao revelar:

- Documentação inédita: Com acesso a fontes primárias desconhecidas que permitem fazer uma nova leitura sobre a configuração histórica e patrimonial da Ordem em Olivença.

- Evolução: O exame detalhado da expansão cultural que consolidou este convento como um dos mais insignes complexos monásticos do Alentejo e de Portugal.

- Resgate historiográfico: A recuperação de numerosos pormenores que, até este momento, permaneciam à margem da historiografia contemporânea.

Este livro oferece uma visão holística e tecnicamente fundamentada sobre um património secular irrepetível, uma leitura imprescindível que ajuda a compreender as dinâmicas de poder, fé e criação que definiram a identidade cultural e religiosa de Olivença.

Biografias:

José Antonio González Carrillo (Olivença - 1975) formou-se na área da publicidade e do desenho, aprofundando disciplinas como a fotografia, a ilustração ou a edição. Especializou-se em conservação histórica, ampliando conhecimentos e bagagem profissional sobre estas matérias. O grosso principal da sua obra exprime-se em diversos livros onde o eixo gráfico e a criatividade partilham protagonismo com a narração histórica. A sua obra, definida pela crítica como “trabalho comprometido e de vincada personalidade”, é imparável, criando atualmente diferentes trabalhos e livros no prisma principal da sua inspiração: o contexto cultural e histórico do seu meio mais próximo. É autor das seguintes obras: Saudade; Olivença oculta; Herança portuguesa nas confrarias de Olivença; Almas da Madalena; Quando já não estivermos; Matriz e Ruas e Aldeias de Olivença. É coautor dos livros Oliventinos e O Foral Manuelino de Olivença.

Mário Rui Simões Rodrigues (Angola - 1967) licenciou-se em História pela Faculdade de Letras, da Universidade de Coimbra, e em Direito, pela Faculdade de Direito da mesma universidade. É autor dos seguintes estudos: Olivença na Conferência da Paz de 1919; Viagens pela História de Alvaiázere; Da Estrada Romana ao Telégrafo Visual: Dois mil anos de viagens e comunicações por terras de Alvaiázere; O Diário “Perdido” da Viagem de José Cornide por Espanha e Portugal em 1772; Sinóptica proposição para a autoria d’O Couseiro. É coautor das seguintes obras: Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas - Alvaiázere / Ansião; Informações Paroquiais e História Local. A Diocese de Coimbra. Século XVIII; Alvaiázere e os Seus Forais; Forais de Figueiró dos Vinhos; Foral Manuelino de Olivença; D. Frei Gaspar do Casal e o Convento de Santo Agostinho, em Leiria: Contributos para a sua História.


Macau - Novo fundo “abre portas” da China a empresários lusófonos

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC) em Macau disse à Lusa que o novo fundo de investimento lançado pelas autoridades locais “abre portas” a investidores lusófonos interessados na China. Carlos Cid Álvares apontou que o fundo de 20 mil milhões de patacas “poderá ser um passo significativo para a reestruturação do tecido económico de Macau”.

O dirigente disse que representa “uma mudança de paradigma”, pois as autoridades da cidade passam a assumir o papel de “capital paciente [investimento que aceita um retorno mais demorado] e orientador” da diversificação da economia.

O Governo anunciou em 27 de Fevereiro o lançamento de um Fundo de Orientação Governamental, que visa orientar capitais privados para investimento em sectores prioritários que ajudem a economia local a diversificar para além do sector dos casinos.

O fundo tem quatro alvos principais: indústria de saúde e bem-estar, indústria de finanças modernas, indústria de tecnologia de ponta e, por fim, a indústria de convenções, exposições e comércio, cultura e desporto. Macau prevê concluir ainda este ano a constituição do fundo.

“O foco em indústrias emergentes e na transformação de resultados científicos e tecnológicos abre portas para investidores estrangeiros, incluindo os lusófonos”, afirmou Álvares.

Para o presidente da CCILC, o fundo, que deverá arrancar este ano com uma injecção inicial de 11 mil milhões de patacas, podendo atingir 20 mil milhões com capitais privados, “poderá ser uma oportunidade para as empresas dos Países de Língua Portuguesa”.

“O fundo, ao privilegiar o investimento em projectos de inovação e modernização industrial, poderá funcionar como um catalisador para que essas empresas encontrem em Macau um parceiro estratégico e capital para escalar os seus projectos na Ásia”, descreveu Carlos Cid Álvares.

O representante empresarial recordou que a CCILC tem defendido o papel de Macau como plataforma sino-lusófona e que esta medida “concretiza essa visão de forma prática”.

O empresário salientou que os sectores alvo prioritários definidos pelo Executivo de Macau coincidem com áreas onde empresas do Brasil, Portugal e dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) têm “know-how e competitividade internacional”.

“Veja-se o exemplo do Brasil, com forte presença no agronegócio tecnológico e nas energias renováveis, ou de Portugal, com um ecossistema de startups tecnológicas e fintechs muito dinâmico”, apontou.

Outro ponto relevante, segundo o presidente da CCILC, é a articulação com a Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. O Governo Central chinês estabeleceu esta zona económica especial, adjacente a Macau, para diversificar a economia da RAEM, com foco em tecnologia, finanças e turismo.

Um Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhol foi estabelecido nessa área para fomentar o comércio, oferecendo serviços jurídicos, fiscais e linguísticos para empresas lusófonas e hispânicas no mercado chinês.

O presidente da CCILC acrescentou que o fundo “vem dar liquidez e peso institucional” ao modelo de cooperação conjunto estabelecido para Macau e Hengqin.

“Para os empresários lusófonos, poderá ser o cenário ideal: instalar a sua sede em Macau, beneficiando do seu sistema jurídico e da familiaridade com a língua portuguesa, e localizar em Hengqin a componente mais intensiva em espaço ou produção”, explicou.

“Presumimos que a voz da experiência da China e dos mercados lusófonos poderá acrescentar valor para o projecto”, concluiu Carlos Cid Álvares, também presidente do Banco Nacional Ultramarino. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


Estados Unidos da América - Esqueleto de Triceratops vai a leilão em fase de crescimento do mercado de dinossauros

Um esqueleto de Triceratops, que permaneceu num museu do Wyoming durante décadas, vai ser leiloado este mês, na Joopiter, uma plataforma de leilões online fundada pelo artista e produtor vencedor de um Grammy, Pharrell Williams.


O fóssil, datado de há mais de 66 milhões de anos, um caso raro de um dinossauro exposto num museu a ir a leilão precisamente quando o mercado destes gigantes pré-históricos atinge recordes históricos, estará disponível para licitação de 17 a 31 deste mês.

A estimativa pré-leilão é de 4,5 a 5,5 milhões de dólares (3,8 a 4,7 milhões de euros, à taxa de câmbio actual), noticiou a agência Associated Press (AP). Datado de há mais de 66 milhões de anos, do final do período Cretácico, Trey foi descoberto perto de Lusk, no Wyoming, em 1993, por Lee Campbell e pelo falecido Allen Graffham, um paleontólogo comercial que fez inúmeras descobertas importantes ao longo da sua vida. In “O País” - Angola


Internacional - Cientistas da Universidade do Porto revelam como as cobras sobrevivem sem comer

As cobras são conhecidas pela sua capacidade de sobreviver meses sem comer, um aspeto que intrigou cientistas de todo o mundo durante décadas. Um novo estudo internacional, liderado por investigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) e da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), revela que este feito extraordinário pode estar ligado à perda evolutiva de uma hormona chave que regula a fome


O trabalho da equipa, publicado na Royal Society Open Biology e destacado pela prestigiada revista Science, mostra que as cobras perderam o gene responsável pela produção da grelina, uma hormona que, na maioria dos vertebrados, estimula o apetite e ajuda a controlar o metabolismo energético.

Esta alteração genética parece ter permitido uma profunda reorganização fisiológica que favorece o armazenamento e a utilização eficiente de energia, permitindo a estes répteis sobreviver meses sem se alimentarem.

“Este estudo demonstra como a evolução pode produzir adaptações radicais não apenas através do surgimento de novos genes, mas também pela perda estratégica de funções antigas”, explica Rui Pinto, investigador do CIIMAR e estudante do doutoramento em Biologia da Faculdade de Ciências da U.Porto (FCUP).

“Ao perderem a grelina, as cobras parecem ter desenvolvido mecanismos alternativos para controlar o apetite e gerir as reservas energéticas, tornando-se verdadeiros especialistas em sobreviver a longos períodos de escassez alimentar”, acrescenta o investigador, envolvido na área da evolução metabólica e primeiro autor deste estudo.

Para os cientistas, esta descoberta ajuda a compreender melhor como os vertebrados podem adaptar-se a ambientes extremos e imprevisíveis, onde a disponibilidade de alimento é irregular.

Filipe Castro, líder do grupo de investigação em Genética e Evolução Animal do CIIMAR e professor da FCUP, destaca o impacto mais amplo da descoberta. “Este trabalho reforça uma ideia fundamental na biologia evolutiva: perder genes pode ser tão importante quanto ganhar novos. As cobras mostram-nos como a evolução pode reconfigurar profundamente sistemas fisiológicos complexos, abrindo novas perspetivas para compreender o metabolismo energético e até doenças humanas relacionadas com o controlo do apetite e do metabolismo”, aponta.

Os investigadores sublinham que compreender estes mecanismos naturais poderá, no futuro, contribuir para novas abordagens no estudo da obesidade, diabetes e outros distúrbios metabólicos. Universidade do Porto - Portugal


terça-feira, 10 de março de 2026

Moçambique - Xituculuana lança “Rescaldo da Melancolia” na cidade de Maputo

O Centro Cultural Português – Camões, na cidade de Maputo, será palco, no próximo dia 24 de Março, de mais um momento marcante para a literatura moçambicana, com o lançamento do livro de poesia Rescaldo da Melancolia, da autoria do escritor Elídio Ermelinda Vilanculo, que assina literariamente como Xituculuana.


Editada pela Massinhane Edições, a obra apresenta uma colectânea de poemas marcada pela introspecção e pela intensidade emocional. Em Rescaldo da Melancolia, o autor transforma experiências íntimas, memórias e inquietações em versos que exploram as múltiplas dimensões da sensibilidade humana, propondo ao leitor um percurso literário profundo e reflexivo.

Segundo o anúncio da Massinhane Edições, a apresentação da obra estará a cargo do escritor e crítico literário Eusébio Sanjane, que conduzirá uma análise do livro e do seu lugar no panorama da poesia contemporânea moçambicana.

De acordo com a editora, mais do que o lançamento de um novo título, o evento pretende afirmar-se como um espaço de encontro e diálogo cultural, aproximando escritores, académicos, estudantes e apreciadores da literatura num ambiente de partilha e reflexão.

Sobre o autor, Xituculuana, pseudónimo de Elídio Ermelinda Vilanculo, é poeta, editor e fundador da Netos Editorial. Foi finalista da 7.ª edição do Prémio Literário FLC com a obra Memorial de um Vento e tem participado em diversas antologias literárias, consolidando gradualmente o seu percurso no universo da escrita.

A Massinhane Edições, editora independente sediada em Inhambane, dedica-se à publicação e promoção da literatura africana contemporânea, com especial enfoque na valorização da produção literária nacional.

Com Rescaldo da Melancolia, a poesia volta a ocupar o centro da cena cultural, convidando o público a redescobrir a força da palavra escrita e o poder transformador da literatura.

Importa salientar que a cerimónia terá lugar às 17h00, no Centro Cultural Português – Camões, reunindo leitores, escritores e agentes culturais num encontro dedicado à celebração da palavra poética. Rivaldo Massunda – Moçambique in “Moz Entretenimento”


PALOP e Timor-Leste - Projecto Procultura mudou vida de milhares de estudantes, professores, artistas e empreendedores culturais, diz Instituto Camões

O programa apoiou milhares de estudantes, professores, artistas e empreendedores culturais em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), e Timor-Leste, nas áreas da música, artes cénicas e literatura infanto-juvenil.


A presidente do instituto Camões, Florbela Paraíba, admitiu em Maputo, que o projecto Procultura mudou, em sete anos, a vida de milhares de pessoas que, nos países africanos de língua portuguesa e Timor-Leste, querem trabalhar na cultura.

“Houve formação, houve espaço de criação, os artistas precisam ter espaços tranquilos para criar, para aprender, para crescer juntos”, disse a presidente do Camões, à margem da apresentação dos resultados e encerramento do Procultura, que arrancou a 01 de Abril de 2019 e termina a 31 de Março, sessão que decorreu na cidade de Maputo.

Na ocasião, Paraíba disse que o projecto “permitiu-lhes internacionalizar as suas carreiras” e que “mais de 80% tiveram uma projecção internacional e regional, que é muito bom, mais de 60% têm hoje carreiras no sector”.

Para a Presidente do Instituto Camões, este sector da cultura “é sempre muito volátil, digamos assim, em termos de empregabilidade e fixar estas pessoas num sector em que elas querem trabalhar, em que elas sonham expressar-se, é muito importante. Portanto, os resultados são muito, muito positivos”, disse.

O programa apoiou, neste período, sob implementação do Instituto Camões com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e financiamento da União Europeia (UE), avaliado em 19 milhões de euros, milhares de estudantes, professores, artistas e empreendedores culturais em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), e Timor-Leste, nas áreas da música, artes cénicas e literatura infanto-juvenil.

“Envolveu mais de 1800 estudantes, artistas, teve uma acção muito abrangente nas áreas da música, nas áreas da produção de literatura infanto-juvenil, nas artes cénicas e o objectivo era criar maior renda, maior possibilidade de emprego a estes profissionais, tanto aqueles que se exibem nas câmaras como aqueles que estão atrás das câmaras, técnicos de som, de iluminação, cenógrafos, no sentido de possibilitar espaço de criação cultural e artística”, apontou Florbela Paraíba.

Acrescentou a importância da formação que foi permitida a esses profissionais, além das várias residências artísticas e da mobilidade internacional, com a “possibilidade de intercâmbio de experiências”, incluindo entre as entidades de ensino superior e de ensino secundário destes países, que “puderem replicar” conhecimentos.

O Procultura, que terá continuidade para o Procultura II com 10 milhões de euros da UE entretanto anunciado, financiou o lançamento de cursos técnicos e de ensino superior na área cultural, actividades de 108 entidades, a maioria sem fins lucrativas, bolseiros do Ensino Superior, em que 106 estudantes terminaram os cursos.

Levou ainda à criação de mais de 600 postos de trabalho, além da realização de residências artísticas por 50 artistas e a mobilidade académica entre 11 universidades portuguesas e nove destes países.

“Formámos muitos professores também, formámos muitos estudantes, dando-lhes sensibilização. E, no fundo, isto é, um projecto para o Camões que corporiza aquilo que nós fazemos: O nexo cultura-desenvolvimento, a possibilidade de termos aqui um crescimento, uma cocriação em que nós e as entidades destes países agimos em parceria, potenciámos sonhos e damos acesso a igualdade de oportunidades a todos”, reconheceu Florbela Paraíba.

“A cultura não é residual, a cultura é investimento, é economia, é promoção da diversidade, é promoção da coesão nacional, de apropriação comunitária e, acima de tudo, é um factor de identidade e de futuro para todos aqueles que estão envolvidos”, enfatizou,

O Camões vai implementar o Procultura II, cuja nota conceptual já está a ser desenhada.

“Vai permitir, nesta segunda fase, consolidar as aprendizagens, continuar o crescimento e a mobilidade entre os artistas dos países, entre os técnicos dos países, entre os agentes culturais destes países, e dar-lhes também uma possibilidade de fortalecimento das capacidades a nível das entidades públicas de promoção da cultura nestes países, o que é também muito importante”, concluiu Florbela Paraíba. In “O País” - Moçambique


Angola – Avalia candidaturas do Tchitundo-hulo e Semba a Património Mundial

O ministro da Cultura, Filipe Silvino de Pina Zau, recebeu, recentemente, em Luanda, em audiência, a embaixadora Maria Cândida Pereira Teixeira, delegada permanente de Angola junto da UNESCO, com quem abordou o andamento de processos ligados à valorização e reconhecimento internacional do património cultural angolano.


Durante o encontro, a diplomata informou o governante sobre o estado de tramitação das candidaturas do Tchitundo-Hulo e do Semba à lista do Património Mundial da UNESCO. Segundo a embaixadora Maria Cândida Pereira Teixeira, os processos seguem os trâmites técnicos e administrativos exigidos por aquela organização das Nações Unidas, visando o reconhecimento destas importantes referências do património cultural nacional.

O Tchitundo-Hulo, localizado na província do Namibe, constitui um relevante complexo de arte rupestre, considerado um dos mais importantes testemunhos das primeiras manifestações culturais e artísticas no território angolano. Já o Semba é reconhecido como uma das mais emblemáticas expressões da música e identidade cultural de Angola.

O encontro serviu igualmente para reforçar a cooperação institucional entre o Ministério da Cultura e a missão diplomática de Angola junto da UNESCO, no sentido de promover a salvaguarda e valorização do património cultural do país.  In “O País” - Angola