Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 16 de junho de 2026

Angola - José Semedo lança obra “A Manga das 16 que Mudou o Meu Rumo”

O académico José Semedo vai apresentar a obra A Manga das 16 que Mudou o Meu Rumo, na sexta-feira,19, às 16:00, no anfiteatro da Universidade Gregório Semedo, em Luanda.


De acordo com uma nota chegada à redacção do jornal O País, o livro reúne experiências de vida, reflexões e ensinamentos construídos ao longo do seu percurso académico e pessoal.

‎A mesma nota refere que a obra convida o leitor a mergulhar em histórias marcadas por escolhas difíceis, desafios e decisões orientadas por princípios morais, éticos e filosóficos.

‎José Semedo defende que os episódios retratados demonstram que a resiliência, a perseverança e a determinação podem transformar obstáculos em oportunidades de crescimento.

‎”Decidi escrever esta obra porque senti, através dos permanentes pedidos e exigências que me faziam em sucessivas ocasiões, que a história da minha vida reúne exemplos de desafios, experiências e aprendizagens que, tendo moldado o meu carácter e a minha identidade, poderiam ajudar outras pessoas nos seus percursos de vida”, afirmou o autor.

‎José Semedo procura transmitir uma mensagem de esperança, coragem e propósito, acrescentado que o livro destaca o valor do conhecimento, da disciplina, do trabalho, da responsabilidade e do amor à família como pilares essenciais para enfrentar as adversidades, preservar a dignidade e construir um caminho assente em princípios sólidos. In “O País” - Angola




segunda-feira, 15 de junho de 2026

China - Pode apoiar o desenvolvimento da inteligência artificial nos países lusófonos

A China pode ajudar os países de língua portuguesa no desenvolvimento da inteligência artificial (IA), uma oportunidade para países em desenvolvimento, partilhando conhecimento de como integrar energia, redes eléctricas e capacidade de computação, defendeu a investigadora Dong Ting, do Centro de Segurança Internacional e Estratégia da Universidade Tsinghua de Pequim.


“Nos últimos anos quando se fala em IA, chips, algoritmos, muitos pensam nos EUA como líder, mas enfrentam limitações na coordenação da rede eléctrica, fragmentada entre centenas de operadores. O futuro da IA depende também da capacidade de planeamento e coordenação”, disse Dong Ting, na sexta-feira.

Segundo a investigadora chinesa, nos EUA a construção de uma linha de transmissão de energia entre estados “pode demorar mais de uma década”, um “gargalo para o desenvolvimento da IA”. “A China conseguiu superar a escassez energética das décadas de 1990 com redes de transmissão de ultra-alta voltagem e planeamento integrado”, sublinhou.

No caso dos países lusófonos, Ting considerou que a integração entre energia verde, capacidade de computação e redes de dados será decisiva.

“O Brasil já está num nível avançado, Cabo Verde mostra inovação em micro redes, Angola investe em cabos submarinos, e Guiné-Bissau precisa de infra-estruturas básicas. Cada país terá um caminho próprio, mas todos podem beneficiar de modelos de cooperação adaptados”, disse.

Ting fez os comentários durante um painel com representantes governamentais do Brasil, Timor-Leste e Guiné-Bissau, realizado durante o 17.º Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas (17º IIICF), organizado em Macau.

Segundo a investigadora, essa experiência pode ser replicada em países em desenvolvimento, incluindo os lusófonos. “A IA pode ser uma oportunidade de fazer o salto tecnológico para o mundo em desenvolvimento”, afirmou.

Entre os exemplos citados, Dong Ting destacou o projeto hidroeléctrico de Belo Monte, no norte do estado Pará no Brasil, onde a empresa estatal chinesa de energia China State Grid, a maior empresa de transmissão e distribuição de energia elétrica do mundo, construiu duas linhas de transmissão de ultra-alta voltagem com “forte recurso a mão-de-obra local”.

“Os nossos amigos brasileiros sabem que 80% da electricidade do país provém de energias renováveis, sobretudo hídrica. Isso é muito positivo, porque todos procuram electricidade verde para alimentar centros de dados”, disse.

Outro caso mencionado foi Cabo Verde, que apesar de não ter petróleo, integrou energia eólica, armazenamento e redes inteligentes. “Micro-redes podem garantir fornecimento estável a hospitais, escolas ou pequenas cidades”, explicou.

Em Angola, Dong Ting recordou a construção do cabo transatlântico ligando África e América do Sul, que reduziu custos de transmissão de dados ao evitar a passagem por Miami. “Se um país tem capacidade de construir, operar e utilizar infra-estruturas, é competitivo”, afirmou.

Já na Guiné-Bissau, a investigadora apontou carências básicas: “Ainda precisa de electricidade, estradas, habitação e planeamento urbano. O modelo de cooperação deve ser adaptado a cada realidade.”

Dong Ting concluiu que a cooperação China e Países de Língua Portuguesa não terá “um modelo único”, mas sim soluções personalizadas.

“Projectos de geração de energia, redes eléctricas, capacidade de computação e centros de dados deixam de ser isolados e tornam-se partes de um mesmo sistema. Isso exige planeamento integrado e de longo prazo”, afirmou. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”




Portugal - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde descobre função “escondida” do ADN associada a doença neurodegenerativa

A ataxia espinocerebelosa tipo 37 é uma doença neurodegenerativa genética rara, cujos sintomas se assemelham aos da doença de Machado-Joseph


Apenas uma pequena parte do nosso ADN (cerca de 2%) contém instruções para a produção de proteínas. Durante muitos anos, pensou-se que os restantes 98% não tinham qualquer função e, por isso, foram considerados «junk DNA» (ADN lixo, em português). Hoje, porém, sabe-se que isto não é verdade, embora muito deste ADN permaneça ainda um mistério. Uma equipa de cientistas do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, liderada por Isabel Silveira e José Bessa, tem tentado desvendá-lo, descobrindo recentemente que uma pequena região deste ADN controla a atividade do gene DAB1, essencial para o desenvolvimento e para o funcionamento do cérebro.

O trabalho, agora publicado na revista Cell Reports, revela que esta região não codificante do genoma funciona como um elemento regulador chamado enhancer, o qual controla a ativação do gene DAB1 nas células nervosas. “Este gene faz parte de um sistema que ajuda os neurónios a encontrar o seu lugar no cérebro e a formar ligações corretas entre si”, explica a investigadora Isabel Silveira.

Os cientistas demonstraram, assim, que, na ataxia espinocerebelosa tipo 37 (SCA37), uma doença degenerativa hereditária rara, ocorre o aparecimento anormal de uma pequena sequência de ADN que se repete várias vezes [A, T, T, T, C] precisamente neste enhancer. Longe de ser uma alteração neutra, esta mutação faz com que o gene fique demasiado ativo, levando a uma produção excessiva de DAB1 nos neurónios, com efeitos prejudiciais para a saúde.

Para perceber o impacto desta alteração, a equipa recorreu a diferentes modelos experimentais. “Em células do sistema nervoso de doentes com esta ataxia, obtidas em laboratório, observámos níveis significativamente mais elevados do gene DAB1. Em paralelo, em embriões de peixe-zebra, verificámos que o aumento deste gene afeta o crescimento e a direção dos axónios, estruturas essenciais para a comunicação entre neurónios”, conta Joana Loureiro, primeira autora do estudo. Estas alterações ajudam a explicar as dificuldades motoras características da doença, como a perda de equilíbrio, coordenação motora e fala.

O estudo mostra ainda que esta mutação atua através de um mecanismo particularmente complexo. “Por um lado, altera a forma como o ADN controla a atividade dos genes. Por outro lado, a sequência repetitiva gera moléculas anormais que se acumulam nas células e interferem com o funcionamento normal de proteínas importantes”, acrescenta Isabel Silveira.

Além do aumento de DAB1, os investigadores identificaram alterações na atividade de vários outros genes envolvidos em funções essenciais do sistema nervoso. “Estes efeitos em cadeia poderão ajudar a explicar a sobreposição de sintomas entre esta ataxia e outras doenças neurológicas, como a Doença de Machado-Joseph”, sublinha a investigadora do i3S.

Outro aspeto relevante deste trabalho é a importância das sequências repetitivas do genoma humano. “Durante décadas, estes elementos foram considerados sem função, mas agora acredita-se que podem desempenhar papéis reguladores importantes. Quando alterados, como neste caso, podem contribuir diretamente para o desenvolvimento de doença”, conclui o investigador José Bessa.

Este estudo abre novas perspetivas na compreensão de doenças genéticas associadas ao aumento do número de repetições de pequenas sequências de ADN e destaca a importância de olhar para além dos genes propriamente ditos, explorando também as regiões que controlam a sua atividade. No futuro, este conhecimento poderá contribuir para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais direcionadas e eficazes. Universidade do Porto - Portugal


Portugal - Ministro da Educação sentiu na RAEM “a importância que a China dá à lusofonia”

Portugal deve desempenhar um papel central na ligação sino-lusófona, que a China tem desenvolvido através de Macau, defendeu Fernando Alexandre. De visita a Pequim, o ministro português da Educação anunciou que Portugal e China irão relançar a comissão mista de ciência e tecnologia


Portugal e China vão reactivar a comissão mista de ciência e tecnologia, que não se reúne desde 2019, para definir áreas de cooperação e criar instrumentos conjuntos de investigação, anunciou na sexta-feira o ministro da Educação, Fernando Alexandre. A decisão foi tomada durante um encontro entre Fernando Alexandre e o ministro chinês da Ciência e Tecnologia, Yin Hejun, em Pequim, no âmbito de uma visita oficial à China centrada no reforço da cooperação bilateral nos domínios da educação, ciência e inovação.

O governante português adiantou que os dois ministros vão liderar a estrutura, que deverá reunir-se “a muito curto prazo” para definir prioridades de colaboração e mecanismos concretos para as concretizar.

A comissão mista luso-chinesa de ciência e tecnologia enquadra-se no acordo de cooperação científica e tecnológica assinado pelos dois países em 1993 e visa promover projectos conjuntos de investigação, intercâmbio de investigadores e outras iniciativas de colaboração entre instituições científicas portuguesas e chinesas. O mecanismo serve também para definir prioridades comuns e acompanhar a execução da cooperação bilateral nesta área.

De acordo com o ministro da Educação, Ciência e Inovação português, a China assume hoje uma importância crescente para Portugal devido aos seus avanços no ensino superior, na ciência e na tecnologia. “A China tem algumas das instituições mais relevantes a nível internacional e são líderes em muitas áreas”, sublinhou.

O ministro indicou que vai ser igualmente criada uma comissão técnica na área da educação para desenvolver instrumentos destinados a aprofundar a cooperação entre os dois países, incluindo o reconhecimento mútuo de qualificações académicas, a mobilidade de estudantes e investigadores e os programas de dupla titulação.

“O reconhecimento das qualificações, reconhecimento dos graus, precisa também ser aperfeiçoado e agilizado, porque é essencial para essa circulação de talento”, afirmou.

Fernando Alexandre destacou ainda a crescente procura da língua portuguesa na China, referindo que existem actualmente mais de 60 instituições de ensino superior chinesas com cursos de português, frequentados por mais de 4000 estudantes e leccionados por mais de 200 docentes. “O que senti em Macau e aqui na China é a importância que a China dá à lusofonia”, afirmou, acrescentando que Portugal deve desempenhar um papel central nessa ligação.

Questionado sobre as áreas científicas com maior potencial de cooperação, o ministro referiu os oceanos e as ciências da vida, considerando que ambos os países dispõem de capacidades relevantes nesses domínios. “Oceanos e as ciências da vida, a medicina, foram duas áreas referidas, porque são duas áreas muito importantes para os dois países”, disse.

Fernando Alexandre salientou ainda que Portugal está a definir as prioridades nacionais para a investigação e inovação, no âmbito da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI2), processo que deverá estar mais avançado nos próximos meses.

Sem antecipar conclusões, apontou o mar e as ciências da saúde como áreas que deverão assumir um papel relevante, por corresponderem a competências já instaladas em Portugal e a desafios globais partilhados por ambos os países, como o envelhecimento da população.

O ministro destacou também o crescimento do ensino do mandarim em Portugal, indicando que a língua é actualmente ensinada em sete escolas secundárias portuguesas, frequentadas por 340 alunos, um aumento de 60% nos últimos dois anos.

Fernando Alexandre iniciou na semana passada uma visita à China, que incluiu Macau e Pequim, onde manteve encontros com responsáveis chineses da educação e da ciência e visitou instituições académicas dos dois territórios. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


Portugal – O potencial biotecnológico oculto do Gastrópode Vermetídeo Vermetus Triquetrus: novas perspectivas sobre um recurso marinho inexplorado

Os investigadores do IPMA, IP, André Breves, Carlos Cardoso, Cláudia Afonso, Joana Matos, Jorge Lobo-Arteaga, Cátia Bartilotti, Sabrina Sales, Sónia Pedro e Narcisa M. Bandarra publicaram um artigo pioneiro sobre o vermetídeo Vermetus triquetrus, um gastrópode séssil que forma recifes e tem uma presença relevante na costa nacional (no presente artigo foram estudados espécimes do Estuário do Mira), mas negligenciado pela comunidade científica. O artigo visou aspetos da composição bioquímica do organismo e da sua atividade biológica (atividades antioxidante e anti-inflamatória) e diferenciou entre as duas principais unidades anatómicas do organismo, a massa visceral e o manto (‘head-foot’).


O artigo intitulado “Unveiling the Hidden Biotechnological Potential of the Vermetid Gastropod Vermetus triquetrus: Insights into an Unexplored Marine Resource” foi publicado no passado dia 28 de maio na prestigiada revista científica da área, Marine Biotechnology, e suscitou grande interesse e significativa repercussão dada a novidade de um estudo sobre este organismo. O interesse pelo estudo foi também reforçado pelos resultados obtidos, que mostraram elevados níveis de atividade biológica e permitiram identificar o V. triquetrus como uma fonte de compostos polifenólicos, especialmente no caso da massa visceral. O artigo é de acesso livre e pode ser encontrado aqui.

Os investigadores do IPMA concluíram que, dados os níveis de atividade biológica quantificados e os componentes presentes, não só se justifica um estudo mais aprofundado sobre a composição bioquímica e o refinamento das frações obtidas da biomassa, como também se pode procurar uma valorização e aplicações futuras destas frações em domínios como o nutracêutico, o cosmético ou mesmo o farmacêutico.

Este estudo faz parte de um esforço de investigação mais amplo e de longo prazo almejando a expansão das fronteiras do saber sobre a grande biodiversidade nas nossas águas e o aprofundamento do conhecimento sobre os diferentes grupos de organismos marinhos, indo dos microorganismos aos animais vertebrados e compreendendo as dimensões genómica, metabolómica e biotecnológica aplicada. Tal esforço e desafio para o futuro só é possível no âmbito do projeto GENEMARE_PORTUGAL “Biobanco Azul - Banco Nacional dos Recursos Vivos Marinhos” – Projeto MAR2030, Operação - P01M09 – Apoio à Proteção e Restauração da Biodiversidade e dos Ecossistemas Marinhos, Anúncio de abertura nº MAR2030-2023-16 (MAR-016.9.1-FEAMPA-00008), o qual financiou e suportou a todos os níveis a realização do estudo sobre o vermetídeo V. triquetrus. Instituto Português do Mar e da Atmosfera - Portugal


domingo, 14 de junho de 2026

Moçambique - Portugal disponibiliza conhecimentos e meios para o combate à pesca ilegal

O secretário de Estado das Pescas e do Mar português disse, na cidade de Maputo, que a pesca ilegal é um desafio global, estando Lisboa disponível para apoiar Moçambique com equipamentos e estudos para travar estes crimes nos seus mares


Não vale a pena Moçambique estar a comprar equipamentos que Portugal já tem, não vale a pena estar a estudar problemas que nós já estudámos. Nós estamos prontos, sim, para disponibilizar esses equipamentos, os resultados da nossa investigação científica, porque nós queremos mesmo que Moçambique olhe para o mar como um vetor estratégico, porque pode ser o mar o ponto de viragem para uma nova economia em Moçambique”, disse Salvador Malheiro.

O responsável falava em declarações à Lusa à margem da 3.ª Conferência da Economia Azul, que terminou sexta-feira, a propósito da pesca ilegal que afeta Moçambique, sobretudo ao longo do oceano Índico, defendendo ações coordenadas entre países para tentar travar este crime que Portugal também enfrenta.

“Nós, apesar de termos uma aposta muito maior na fiscalização e na colocação das forças de segurança no mar, também não temos o problema resolvido e este é um problema que temos que encarar de uma forma global e que temos que discutir as melhores formas de o atacar. Já percebemos que não é apenas com leis, é preciso muita fiscalização, mas sobretudo uma ação de sensibilização juntos dos pescadores, nacionais e internacionais”, alertando para as implicações do esgotamento dos recursos marinhos, declarou.

Relativamente a novos acordos para apoiar Moçambique no setor de mar e pescas, disse que está em preparação uma conferência “ao mais alto nível”, prevista para este ano, em Lisboa, indicando que nesse encontro os dois países vão estreitar relações nesta área.

“Em primeiro lugar, vamos colocar as nossas instituições de ciência e investigação científica a falar conjuntamente, quer as de Portugal, quer as de cá. Vamos colocar a respetiva autoridade marítima a conversar mutuamente, no sentido de nós termos partilha de informação, tecnologias e equipamentos. Por outro lado, vamos tentar ajudar Moçambique junto da Comissão Europeia, para que possamos ter um novo acordo (…) que defenda os interesses de Moçambique”, acrescentou.

Segundo o governante, na referida conferência serão mostradas as potencialidades de Moçambique aos empresários portugueses que querem investir neste setor.

Ao discursar no encerramento da conferência, Malheiro disse que Lisboa quer compatibilizar com Moçambique os regulamentos do setor de pescas e mar, colaborando na formação e ordenamento do espaço marítimo.

“Esta parceria bilateral tem algumas áreas que, na minha opinião, devem ser consideradas estratégicas, desde logo na compatibilização de regulamentos do setor das pescas, garantindo a sustentabilidade das capturas, abertura de novos mercados e o combate à pesca ilegal”, disse.

Portugal quer também parcerias com Moçambique no ordenamento do espaço marítimo, partilhando boas práticas de planeamento e de licenciamento sustentável, harmonizando e compatibilizando os diversos recursos do mar. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo com “Lusa”


Estados Unidos da América - Elizabeth voltou a festejar em grande mais um Dia de Portugal

No passado fim de semana, a Comissão do Dia de Portugal de Elizabeth, sobre a liderança do presidente Nick Almeida, deu oficialmente início às suas festividades com a tradicional cerimónia do hastear da bandeira, realizada em frente à Câmara Municipal desta região de Nova Jérsia, nos Estados Unidos da América


Durante a cerimónia, a comunidade reuniu-se para homenagear os distinguidos deste ano: o grão-marechal Nelson Monteiro, a marechal honorária Maria Gina Henriques Castro e o marechal póstumo Monsenhor João S. Antão.

A cerimónia teve início com uma atuação do Rancho Infantil Danças e Cantares de Portugal do PISC, seguida da interpretação dos hinos nacionais dos Estados Unidos da América e de Portugal pelos alunos da Escola Amadeu Correia.

“Foi um momento verdadeiramente simbólico e emocionante, reunindo várias gerações de luso-americanos enquanto as bandeiras dos dois países eram hasteadas lado a lado, representando a amizade duradoura e a herança partilhada entre Portugal e os Estados Unidos”, refere ao Bom Dia a conselheira das comunidades Portuguesas Carla Rodrigues da Silva.

No domingo, a comunidade voltou a reunir-se para a grande parada, que contou com a participação de 93 contingentes — a maior parada da história do Dia de Portugal de Elizabeth. Bandas, escolas, associações culturais, ranchos folclóricos, empresas e organizações comunitárias desfilaram pelas ruas de Elizabeth, demonstrando o seu orgulho português, cultura e tradições perante milhares de espectadores.

A parada do Dia de Portugal em Elizabeth, Nova Jérsia, é a mais antiga parada portuguesa realizada ininterruptamente no Estado de Nova Jérsia. Desde 1978, organizações, clubes, associações e instituições religiosas da comunidade portuguesa unem-se para celebrar esta herança cultural.

A Comissão do Dia de Portugal de Elizabeth é composta por representantes de organizações portuguesas de Elizabeth e das áreas circundantes. Embora cada organização possua a sua própria missão e tradições, todas trabalham em conjunto sob uma visão comum de promover e fortalecer a comunidade portuguesa através da colaboração, do serviço à comunidade e da preservação cultural.

A Comissão dedica-se à preservação e promoção das tradições, valores e costumes luso-americanos através de uma série de eventos que celebram a nossa herança.

Ao longo das festividades do Dia de Portugal, indivíduos e famílias participam em exposições, concursos, torneios de golfe, corridas, torneios de futebol e diversas atividades culturais, culminando com a grande parada realizada anualmente no primeiro domingo de junho.

Este evento emblemático reúne milhares de participantes e espectadores numa demonstração orgulhosa da herança portuguesa, do espírito comunitário e das contribuições duradouras dos luso-americanos para o tecido social de Nova Jérsia e dos Estados Unidos. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo