Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 10 de maio de 2026

Este meu jeito


















Vamos aprender português, cantando

 

Este meu jeito

 

Diz que sou estranha

que tenho traços especiais

como se houvesse alguma coisa errada em mim

que nem se entranha

que não sei quê não sei que mais

será que nunca tinham visto alguém assim

 

Sinto que o mundo vai virando do avesso

enquanto eu canto e sonho e nunca me aborreço

quais armas de arremesso

eu quero é dançar

e ser assim como sou

deste meu jeito que é meu

desta forma

venha o fado que eu

sambo a morna

deste meu jeito que é meu

e é feitio

só sei que a vida é feita p'ra viver

e eu vou viver

 

Dizem que és tonta

por ter a franja desigual

e por andar sempre descalça por aí

que és do contra

por não veres o telejornal

e que te vestes à rapaz só porque sim

 

Sinto que o mundo vai virando do avesso

enquanto falam eu faço e aconteço

se há festa eu apareço

eu quero é dançar

e ser assim como sou

deste meu jeito que é meu desta forma

venha o fado que eu

sambo a morna

deste meu jeito que é meu

e é feitio

só sei que a vida é feita p'ra viver

e eu vou viver

deste meu jeito que é meu

 

E quero lá saber se sou normal

és um poema de Pessoa, arco-íris-vendaval

sou Joana D'Arc, sou zé-ninguém

és quem tu fores quando quiseres, e se incomoda ainda bem

eu sou assim, és como és

um palácio inacabado, um infinito atrás do fim

quero lá saber se isso é normal

só sou assim

 

Deste meu jeito que é meu

desta forma

venha o fado que eu sambo a morna

deste meu jeito que é meu

que é feitio

só sei que a vida é feita p'ra viver

e eu vou viver

deste meu jeito que é meu

deste meu jeito que é meu

só meu

deste meu jeito que é meu

deste meu jeito que é meu

 

Elisa – Portugal

Tiago Nogueira - Portugal


sábado, 9 de maio de 2026

Nações Unidas - Festa do português projeta a voz de 300 milhões

A semana de celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa termina num encontro de culturas com altos funcionários da organização incluindo o secretário-geral da ONU, diplomatas e representantes da diáspora na exaltação da força do idioma e da conexão lusófona


Na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, a semana de comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa terminou com um vibrante encontro de culturas, na noite de 7 de maio.

Altos funcionários da ONU, liderados pelo secretário-geral António Guterres, juntaram-se a diplomatas, convidados internacionais e residentes da diáspora nos Estados Unidos para demonstrar afeto por um idioma que conecta quase 300 milhões de vozes em todos os cantos do globo.

Conversas e exposição fotográfica

O espaço conhecido como Sputnik, na entrada da Assembleia Geral da ONU, transbordava diversidade. Eram vozes de todos os cantos, unidas pelo fascínio às nuances da lusofonia. Uma delas é a francesa Victoire Mandonnaud, habituada a transitar entre o francês, o inglês e o espanhol, e intrigada pela musicalidade da língua portuguesa, ela contou que expressão admira mais na língua portuguesa.

Esta foi a sétima comemoração anual desde que a data foi instituída pela Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, em 2019. Ao longo da semana, o edifício abrigou conversas, uma exposição fotográfica e finalizou um ano de mais de 20 intervenções em português.


A festa na entrada do salão da Assembleia Geral reuniu participantes atraídos pelo crescimento do idioma, pelo aumento do interesse de Estados observadores e pela expansão da influência lusófona no cenário global com países emergentes e com trânsito em quatro continentes.

Grande celebração

O ambiente descontraído logo abriu espaço para um banquete com pratos típicos, diversão e tudo o que se espera de uma grande celebração.

Dando início oficial ao evento, Mônica Grayley saudou os presentes lembrando a ocasião que celebrava a diversidade do bloco que partilha não apenas uma herança, mas as culturas e os povos que falam português e outras línguas locais.

“Bem-vindos, excelências, senhoras e senhores, e bem-vindos, caros amigos e colegas, à nossa celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa e da diversidade cultural dentro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP. Meu nome é Mônica Grayley. E hoje é Dia de Festa.”

Um marco histórico e o futuro na ONU

O embaixador Dionísio Babo Soares, de Timor-Leste, que ocupa a Presidência da CPLP, em Nova Iorque, foi o primeiro a discursar. E anunciou que em breve, o português será ensinado aos diplomatas da ONU.

“Este ano, assinalamos também um marco particularmente significativo, o 30.º aniversário da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa. Ao longo destas três décadas, a ONU afirmou-se como um espaço de concertação político-diplomática entre países unidos por uma língua comum. Nesse espírito, estamos a trabalhar no lançamento de um curso de língua portuguesa, a partir de setembro de 2026, dirigido a funcionários das Nações Unidas e delegados em Nova Iorque, com o objetivo de reforçar o uso da nossa língua no sistema multilateral.”

Solidariedade e multilateralismo

O convidado de honra da festa foi o secretário-geral da ONU, António Guterres. Segundo ele, o trabalho da CPLP é um pilar de diálogo, cooperação e parcerias, elementos vitais no atual cenário global. E a ONU News assim como outras equipas de língua portuguesa pelo mundo reforçam a amizade da ONU com as pessoas.

“Neste mundo marcado pela divisão e pela desconfiança, uma comunidade de nações distribuídas por quatro continentes representa, por si só, uma afirmação serena, mas poderosa. Um sinal claro de solidariedade e de confiança naquilo que é possível construir em conjunto. É este o espírito que as Nações Unidas hoje mais necessitam. O trabalho desenvolvido em língua portuguesa na ONU Notícias, bem como pelas nossas equipas em todo o mundo lusófono, contribui para aproximar as Nações Unidas das pessoas que servimos. O multilinguismo não se reduz a uma questão de cortesia, é uma condição especial para a compreensão entre povos, para a confiança entre os países e para um multilateralismo capaz de produzir resultados. E a CPLP é a expressão desta mesma atitude.”


A universalidade da língua é exaltada por aqueles que a observam de perto. A embaixadora do Catar, Alya Ahmed Saif Al Thani, lidera os representantes de 30 países observadores associados da CPLP, em Nova Iorque.

Ela disse que a língua portuguesa é falada por cerca de 300 milhões de pessoas em quatro continentes. É uma ponte de vida entre culturas, um veículo para a história compartilhada e um instrumento poderoso para o diálogo, a compreensão e a cooperação.

Na intervenção, ela lembra das ricas conexões históricas entre a língua árabe e a portuguesa, formadas por séculos de intercâmbio marítimo, aprendizagem de comércio e interações culturais compartilhadas.

A nação árabe orgulha-se de que muitas palavras do seu idioma estão cravadas na língua portuguesa.

Força do Sul Global

Um dos coorganizadores do evento, o Brasil, foi representado pelo embaixador, Sérgio Danese. Para ele, o idioma ajuda a afirmar a defesa de interesses dos países em desenvolvimento do bloco.

“Eu acho que é um momento de celebração, é um momento de reflexão também sobre como nós podemos utilizar ainda melhor a nossa língua para fazer essa união, que nos ajuda tanto no multilateralismo, nesse momento em que é tão necessário que nós reforcemos a ONU e as instituições multilaterais em geral.”

Já Djazalde dos Santos Aguiar, representando São Tomé e Príncipe, ecoou esse sentimento, descrevendo o português como um património inestimável, vital para a cultura, o saber e a escrita.

“É uma língua extremamente rica, é uma língua extremamente importante, sobretudo no Sul, quando é uma das mais faladas. E é, como digo, um património inestimável que nós todos devemos abraçar, devemos proteger e devemos continuar a reforçar a sua importância e a sua dinâmica. E se vê em vários fóruns multilaterais, a língua portuguesa, os países de expressão portuguesa têm sempre uma presença imprescindível, uma presença muito forte e conseguem obter resultados. A língua portuguesa transporta, mesmo no nível da cultura, no nível da literatura, no nível do cinema, das artes, quer dizer, está presente em todas as dinâmicas da vida e do mundo contemporâneo internacional. Absolutamente, ela continua atual, presente e com força.”

Ritmo que define os falantes

Com mais eventos previstos para este ano, em celebração aos 30 anos da CPLP, que serão marcados em julho, a noite nas Nações Unidas não poderia terminar de forma diferente: embalada por harmonia vocal e clássicos da Bossa Nova.

A música do Duo Bossa Brasil, da nação com o maior número de falantes, ecoou pelos salões da ONU, colorindo aquele pedaço de Nova Iorque com harmonias.

Na instituição global, a comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa carregava a prova viva de que a língua portuguesa não apenas se fala cada vez mais; ela se sente, se canta e promove união. ONU News – Nações Unidas


Cabo Verde - Álbum “Legacy” revela um Nelson Freitas “mais maduro na forma de cantar”

Apesar de ser anunciado como o último álbum nesse formato, o artista garantiu em entrevista ao Balai que não pretende terminar a carreira e que os fãs podem aguardar por novidades


A celebrar 25 anos de carreira, Nelson Freitas encontra-se em Cabo Verde para apresentar o seu mais recente e último trabalho discográfico “Legacy”. O álbum, segundo afirma o artista, revela um Nelson Freitas “mais maduro na forma de cantar”.

“É um passo diferente, mas que faz sentido na minha vida. É um Nelson Freitas mais maduro na forma de cantar, porque quando oiço os meus CD, principalmente o primeiro e o segundo, percebo que a minha voz mudou também”, explica em entrevista ao Balai.

O artista afirma que vive hoje uma fase mais tranquila e livre na criação musical.

“Continuo a fazer as músicas que quero, mas já não tenho a preocupação se vão tocar nas rádios ou se serão aceites. Se eu gosto da música, transmito isso ao público”, acrescentou.

Apesar de “Legacy” ser anunciado como o seu último álbum nesse formato, Nelson Freitas garante que não pretende terminar a carreira.

“Este projeto é o fecho de um capítulo e o começo de outro na minha vida. Tenho vários projetos que sempre quis fazer, mas concentrei a minha energia na carreira musical. Agora vou entrar em outras ondas”, afirmou.

“As pessoas pensam que vou reformar, mas não”, acrescentou mais adiante, esclarecendo ainda que os fãs podem esperar por novidades, embora preferia manter os detalhes em segredo.

“Legacy” reúne 12 faixas em crioulo, português e inglês. Segundo o artista, o processo de criação manteve-se semelhante aos anteriores trabalhos discográficos, mas contou com novas colaborações.

“Antigamente, escrevia quase todas as letras das músicas, mas nos últimos dois discos comecei a trabalhar com quem escreve bem”, conta.

O álbum contou com participações de profissionais de Portugal, Cabo Verde e Moçambique, marcando uma mudança em relação aos discos anteriores, produzidos sobretudo com profissionais da Holanda, Inglaterra e Angola.

“Encontrei bons produtores e tivemos uma ótima energia em estúdio. Criámos muitas músicas, mas escolhi apenas 12 para o disco. Ainda há mais guardadas na gaveta que podemos trabalhar”, revelou, acrescentando que prepara uma edição de luxo do álbum para ser divulgada em setembro.

O feedback do público está a ser “incrível”. “Fico até admirado da quantidade de feedback positivo que tenho recebido ao longo dos tempos. Às vezes pergunto-me se o público ainda está comigo e se gostam das minhas músicas, (…) mas graças a Deus tenho conseguido levá-los comigo na minha onda.”

“Tenho orgulho deste percurso”

Nelson Freitas está a celebrar 25 anos de carreira e diz sentir-se orgulhoso do caminho construído.

“Tenho orgulho de permanecer presente no mercado com todos os álbuns que lancei. Tenho orgulho deste percurso que tenho feito e dos fãs que estão sempre comigo”, disse.

O artista destacou ainda o papel da família e da equipa na sua trajetória. “Graças a Deus, tenho uma equipa muito forte que dá tudo por este projeto.”

Questionado sobre os trabalhos mais marcantes da carreira, destacou “Magic” (2006), o primeiro álbum a solo.

“Gosto de todos os meus álbuns, são como bebés para mim”, afirmou, mencionando ainda “Elevate” (2013), “Four” (2016), “Black Butterfly” (2024) e o atual “Legacy”.

Um show íntimo e próximo do público praiense

Nelson Freitas apresenta “Legacy” no espaço Hangar 7, na cidade da Praia, segundo o artista, é um espetáculo diferente dos habituais.

“É um show diferente dos outros que já fiz em Cabo Verde ou noutras partes do mundo. (…) vou apresentar as músicas novas, falar sobre o processo criativo do disco e dar crédito às pessoas de Cabo Verde que participaram na escrita. É um Nelson Freitas mais íntimo, próximo, onde vou falar mais do que o costume. (…) Quero que o público se sinta mais próximo da pessoa Nelson Freitas e não do artista”, afirmou.

O cantor pretende criar uma maior interação com os fãs durante a atuação. “As pessoas poderão fazer perguntas, contar histórias ligadas às músicas.”

Além dos temas de “Legacy”, o alinhamento inclui sucessos antigos. “Acho que não posso sair daqui sem tocar músicas antigas, senão os meus fãs não ficariam contentes”, brincou.

Questionada sobre possíveis convidados especiais, respondeu entre risos: “vou deixar surpresa”.

Esgotar o MEO Arena em 2027

Após show em 2014, Nelson Freitas prepara-se para regressar em 2027 ao MEO Arena, a maior sala de espetáculos de Portugal.

“Tenho uma história por finalizar com aquele palco. Em 2014 fizemos um espetáculo bonito, mas faltou experiência na promoção”, recordou, apontando que na altura não foi possível encher a sala.

Desta vez, o objetivo é “esgotar” a sala, com uma campanha de divulgação iniciada com um ano de antecedência. “Hoje temos mais experiência. Na altura, fizemos a divulgação dois meses antes pensando que iriamos esgotar o espaço rapidamente, mas não é assim que as coisas funcionam.”

Ao finalizar, Nelson Freitas deixou uma mensagem de agradecimento aos fãs, destacando o apoio recebido ao longo da carreira.

“Os meus fãs são os melhores e estão sempre comigo. (…) Recebo muitas mensagens e, apesar de não conseguir responder a todas, leio quase todas. (…) Prometo, se Deus permitir, continuar a dar muito mais de Nelson Freitas”, concluiu. Aline Oliveira – Cabo Verde in “Balai Cabo verde”


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Portugal - Congresso na cidade de Coimbra evoca Camilo Pessanha

Um congresso de dois dias em Coimbra dedicado a Camilo Pessanha vai assinalar os 100 anos desde a morte do professor, poeta e escritor que nasceu naquela cidade portuguesa e faleceu em Macau. Vários oradores participam no evento, entre os quais Sara Augusto e Carlos Morais José, ambos online, Celina Veiga de Oliveira e António Carlos Cortez


Durante dois dias, 11 e 12 de Maio, Coimbra receberá um congresso sobre a vida e obra de Camilo Pessanha, contando com uma plêiade de oradores, alguns dos quais de Macau. As sessões realizar-se-ão na Faculdade de Letras e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (UC), que o poeta frequentou durante a formação académica.

Na apresentação do evento, a organização destaca o “nome maior da poesia portuguesa”, nascido em Coimbra em 7 de Setembro de 1867. O escritor viria a falecer em Macau a 1 de Março de 1926, onde exerceu relevantes funções públicas. Foi autor de um único e extraordinário livro de versos, Clepsidra, publicado pelas Edições Lusitânia, de que era proprietária a sua amiga Ana de Castro Osório, e posteriormente enriquecido por novos poemas que foram sendo descobertos.

“Apesar da distância e da data tardia da publicação da Clepsidra (1920), posterior quer ao surgimento de vários livros de Mário de Sá-Carneiro, quer à publicação da revista Orpheu, o nome do poeta simbolista era bem conhecido nos meios literários de Lisboa, onde os seus poemas circulavam manuscritos desde o início do século XX”, pode ler-se na nota da UC.

Por isso, acrescenta, “Fernando Pessoa, que o conheceu pessoalmente numa das passagens de Pessanha pelo país natal, lhe chamou Mestre, comparando-o apenas a Antero de Quental e a Cesário Verde como guias e precursores da geração modernista”.

Mário de Sá-Carneiro chegou mesmo a considerar, em 1914, respondendo a um inquérito promovido pelo jornal República, que o melhor livro de poesia dos últimos trinta anos, era um livro até então não publicado, aquele que reunisse a poesia de Camilo Pessanha, o “grande ritmista”. “É esta grande figura da literatura nacional que o Centro de Literatura Portuguesa se propõe celebrar”, sublinha a UC.

A sessão de abertura do evento acontecerá na segunda-feira, pelas 9h30, com palestras de Daniel Pires e Celina Veiga de Oliveira, versando os temas “O percurso cívico de Camilo Pessanha” e “Camilo Pessanha e as teias jurídicas a Oriente”, respectivamente. Ainda durante a manhã, em sessões que terão lugar no Colégio da Trindade, extensão da UC, Duarte Drumond Braga falará sobre “Macau, essa China e esse Portugal”, enquanto Catarina Nunes de Almeida abordará “Camilo Pessanha, mestre de poetas”, e Maria do Carmo Cardoso Mendes orientará uma conversa sob o título “Água, poeira e silêncio: visões do Oriente na poética de Clepsidra”.

Da parte da tarde, num anfiteatro da Faculdade de Letras da UC, estarão os conferencistas Orlando Nunes de Amorim, Ana Margarida Chora, Raquel Brandão do Sêrro, Osvaldo Manuel Silvestre, Gabriella Campos Mendes e Ana Marques. Pelas 18h00, será inaugurada uma exposição bibliográfica sobre Pessanha, na Biblioteca Geral da UC.

Na terça-feira, o congresso contará com o palestrante António Carlos Cortez, que em Março veio a Macau para participar no Festival Literário Rota das Letras. O professor de Literatura Portuguesa falará sobre “Camilo Pessanha e Gastão Cruz: o sentido violento da forma”. Seguir-se-á Charles Cheung, com “Reenquadrar a China de Camilo Pessanha: recepção póstuma do Prefácio ao Esboço crítico da civilização chinesa em Portugal e na China”

Sara Augusto e Carlos Morais José, ambos online, orientarão conversas na manhã do segundo dia. A primeira com a dissertação “Confluências na poesia de Camilo Pessanha em Macau”, e o segundo com “a dor que deveras sente”. Durante o dia haverá também palestras de Diego Emanuel Giménez, Felipe Fusco, Paulo Franchetti, Danglei de Castro Pereira, Carla Datia, Maria do Céu Estibeira, Gustavo Rubim, Luís Quintais e António Apolinário Lourenço.

Os seminários integram-se nas actividades comemorativas promovidas pelo Centro de Literatura Portuguesa e pelo Grupo de Arqueologia e Arte do Centro, com a colaboração da Pró-Associação 8 de Maio, a que se associam a Câmara Municipal de Coimbra, a UM e o Museu Machado de Castro. Participam também na iniciativa bibliotecas de localidades relacionadas com a vida e a obra de Pessanha (entre as quais as bibliotecas municipais de Coimbra, Tábua e Óbidos) e algumas escolas da região. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


Moçambique - Paulina Chiziane e Mia Couto inspiram tese de doutoramento de docente da UniLicungo em Portugal

Os escritores moçambicanos Paulina Chiziane e Mia Couto tornaram-se tema de uma investigação de doutoramento defendida pelo docente Joel António Tiago, da Faculdade de Educação da Universidade Licungo, na Universidade de Aveiro, em Portugal.


A tese, intitulada “A Identidade Cultural, Política e Religiosa em Paulina Chiziane e Mia Couto”, foi defendida na tarde de 6 de Maio de 2026, no âmbito do Doutoramento em Estudos Literários, especialidade em Literaturas em Língua Portuguesa, sob orientação científica do Professor Doutor António Manuel Ferreira.

Segundo a UniLicungo, a investigação procurou analisar a representação da identidade cultural, política e religiosa de Moçambique através das obras O Sétimo Juramento, de Paulina Chiziane, e Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra, de Mia Couto.

O estudo teve ainda como objectivo identificar e descrever as principais marcas da moçambicanidade presentes nas obras dos dois autores, explorando questões ligadas à cultura, religião, política e construção da identidade nacional no período pós-colonial.

De acordo com a nota divulgada pela instituição, Joel Tiago destacou que Moçambique apresenta uma riqueza cultural marcada pela coexistência de vários grupos culturais e religiosos, factor que abre espaço para múltiplas abordagens científicas e literárias.

A investigação também abordou o sincretismo religioso presente na sociedade moçambicana, analisando a convivência entre religiões tradicionais africanas e outras crenças, como o cristianismo, islamismo e hinduísmo, elementos frequentemente retratados nas narrativas de Chiziane e Mia Couto.

Além dos Estudos Literários, a tese incorporou contribuições de áreas como Estudos Culturais, Ciências Políticas, Antropologia e Sociologia, reforçando o carácter multidisciplinar da pesquisa.

Com esta conquista académica, a Faculdade de Educação da UniLicungo passa a contar oficialmente com mais um doutor, num feito que a instituição considera importante para o fortalecimento da investigação científica e valorização da literatura moçambicana. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Moçambique - Livro sobre cultura e desenvolvimento sustentável apresentado ao público

A obra com o título: “A Cultura e o Desenvolvimento Sustentável das Cidades e Municípios”, do moçambicano Belarmino Lovane, foi lançada, quarta-feira, 6, em Moçambique


Segundo uma nota, consultada pelo JA Online, o prefácio da obra foi escrito pelo Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo.

Belarmino Lovane é doutorando na Universidade dos Açores, em Portugal, com investigação centrada em cultura, comunicação e desenvolvimento local.

Também é mestre em Ciências Sociais, com menção em Desenvolvimento Social pela Universidade de Los Lagos, no Chile.

O livro propõe uma reflexão sobre o papel estratégico da cultura na promoção do desenvolvimento sustentável, na valorização das identidades locais e na transformação das cidades e municípios, reforçando a importância das políticas culturais no desenvolvimento social e territorial. In “Jornal de Angola” - Angola


Projecto Angola 50 Anos, 50 Autores apresentado em Luanda

O "Projecto Angola 50 Anos, 50 Autores" foi apresentado, na tarde desta sexta-feira, em Luanda, numa cerimónia presidida pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio Manuel da Fonseca, soube o Jornal de Angola Online de fonte oficial


A cerimónia de lançamento reservou vários momentos designadamente, a apresentação da colectânea do livro, entrega simbólica da colectânea autografada, recital de poemas e exibição do vídeo sobre as celebrações dos 50 Anos de Independência Nacional.

O Projecto “Angola 50 anos, 50 Autores” enquadra-se nas comemorações dos 50 anos da Independência Nacional, assinalado a 11 de Novembro de 2025, e visa exaltar o contributo dos principais autores da história literária da luta pela independência e da conquista do desenvolvimento do País, bem como celebrar o meio século de história, identidade e pensamento angolano através da literatura.

O Projecto foi coordenado por um Conselho Editorial composto por quadros seniores da União dos Escritores Angolanos e da Academia Angolana de Letras. Comporta 25 000 exemplares correspondendo a 500 exemplares por título, concebida exclusivamente para o fortalecimento de redes institucionais dedicada à leitura crítica, investigação literária e formação cidadã. In “Jornal de Angola” - Angola