Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Moçambique - Celestino António Kasten lança a sua biografia em Tete

No dia 03 de Abril, pelas 16 horas, o Monumento e Centro de Interpretação Samora Machel, na cidade de Tete, vai acolher o lançamento do livro A resiliência do meu espírito, biografia de Celestino António Kasten. A apresentação do livro estará a cargo do Reverendo Dr. Júlio Calengo.


De forma sincera e envolvente, Celestino António Kasten revisita as várias etapas da sua vida, desde as origens humildes no bairro que o viu crescer, passando pelos tempos estudantis e pela experiência militar, até à formação em instituições de ensino técnico e superior. Entre desafios, superações e peripécias que marcaram o seu percurso, o autor revela como a força interior e a determinação moldaram a sua identidade.

Mais do que um simples relato biográfico, este livro é um testemunho de coragem, transformação e fé na capacidade humana de recomeçar.

Celestino António Kasten é Instrutor e Técnico em Pedagogia e Andragogia no Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Moatize, Mestrado em Administração e Gestão Escolar pela Universidade Púnguè e Licenciado em História Política e Gestão Pública pela extinta Universidade Pedagógica – Delegação de Tete. Tem diversos artigos de índole didáctico-pedagógico. Multifacetado, é também assessor político.

Júlio Calengo é Reverendo Padre da Igreja Anglicana afecto em Changara e Moatize. É também jurista, activista social, cantor e escritor. É formado em Direitos Humanos pelo Instituto Internacional René Cassin, Licenciado em Teologia e Ciências de Educação pelo Instituto Superior Hefsiba, mestrando em Teologia pelo Tinity University, e está a especializar-se em Ciências de Formação para Docência Superior Teológica pela TEDS – África do Sul com aulas semi-presenciais em Angola. É director geral da Associação dos Direitos Humanos de Tete, por si fundada, e director dos programas sociais da Igreja Anglicana em Tete. É também membro do Conselho Empresarial de Tete, onde desempenha funções de Presidente do Pelouro do Desenvolvimento do Capital Humano. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Fundação Calouste Gulbenkian - O Portugal de Todd Webb

10 abr – 27 jul, Galeria do Piso Inferior – Edifício Sede


Pouco conhecido em Portugal, Todd Webb (1905-2000) foi um dos mais relevantes fotógrafos americanos da 2.ª metade do século XX, tendo-se afirmado como um atento observador da vida quotidiana, dos espaços urbanos e das comunidades.

          A sua obra vai ser apresentada pela primeira vez em Portugal, numa exposição com curadoria de Jorge Calado. Ao todo, serão expostas 61 fotografias inéditas resultantes das três viagens que o artista realizou em Portugal e que foram recentemente doadas à Biblioteca de Arte pelo Todd Webb Archive.

Saiba mais aqui. Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal


Brasil - Clubes jovens fortalecem autonomia feminina para jovens e mulheres

Proposta é mudar contextos dominados por homens, oportunidades de misoginia e ensinar jovens a defender-se na esfera digital. A ONG Girls Up nasceu nos EUA e alastra-se a outros países. A socióloga Munah Munek disse à ONU News que debate entre meninas e meninos é essencial para construção de uma nova realidade


Quem ouve as jovens? Uma jovem brasileira que lidera clubes para jovens defende que elas precisam ocupar espaços de destaque, desde a própria comunidade até os grandes centros de poder.

Já uma socióloga participante na 70.ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, CSW, considera urgente conquistar o direito e a legitimidade de falar de igual para igual.

Impacto na Sociedade

Neste mês de março, o Mês da Mulher, levou milhares de vozes femininas a Nova Iorque. Na sede da ONU, a 70.ª CSW teve brasileiras da iniciativa global Girl Up promovendo um evento especial com foco na saúde menstrual de adolescentes e principais perguntas de milhares de jovens.

Em 2026, os debates foram guiados pelo lema: “Justiça. Ação. Para todas as Mulheres e Meninas”. Em pauta: o direito à liderança, o acesso aos espaços de decisão e a luta ativa contra a desigualdade e a violência.

A ONU News conversou com Lucília, representante da ONG Girls Up. Ela atua diretamente com clubes locais que ajudam a quebrar as barreiras impostas às mulheres, na expectativa de mudar a trajetória e o futuro dessas jovens.

“O que acontece muito é que, às vezes, nós não temos voz, nós meninas mais jovens, acabamos não tendo tanta voz nos debates e existem muitas questões que as meninas precisam que sejam ditas. Então, um dos tópicos que a gente vem falando muito sobre ultimamente é a dignidade menstrual, como as necessidades que certas meninas têm com relação à sua saúde menstrual. Elas precisam ser ouvidas, quais as adaptações que precisam ser feitas, mas essa voz muitas vezes não ecoa onde ela precisa ecoar. Então, nós viemos aqui como uma forma de trazer essa mensagem, que essas meninas precisam que cheguem mais longe para que elas sejam atendidas.”

Expor o que jovens passam e precisam

Quem também participou da conversa foi a socióloga Munah Munek. Na conversa com a ONU News, ela ressalta que abrir espaço para a juventude debater e expor as suas necessidades é essencial, seja para meninos ou meninas.

Segundo a especialista, nada supera a sensação de saber que a sua voz tem valor.

“É um sentimento muito bom de abertura, realmente, porque, como eu falei, às vezes esse espaço não é aberto. Então, quando nós conseguimos abrir esse espaço e esses jovens e essas jovens, meninos, meninas, quando todos conseguem sentir que o espaço foi aberto para que o debate aconteça, para que nós consigamos trazer as nossas perguntas, é uma coisa muito boa, porque não existe nada melhor do que sentir que você está sendo ouvido. Então, é uma coisa realmente muito gratificante ver essas meninas, esses jovens, podendo trazer a sua realidade, falar, é isso aqui que acontece na minha região, na minha casa foi desse jeito, e essas pessoas sentem que, finalmente, estão podendo expor aquilo que elas passam e que elas precisam.”

Estratégias de segurança digital

A presença da Girl Up vai muito além do Brasil: trata-se de uma força global. Nascida nos Estados Unidos, a ONG atua em nações como México, Chile, Argentina e Índia, moldando as suas ações de acordo com as necessidades específicas de cada região.

A apresentação mostrou estratégias que as jovens usam para reivindicar direitos e engajar outras meninas de forma presencial ou virtual. Além disso, destacou a necessidade de fortalecer a conexão com jovens de outros continentes.

“Na Girls Up Brasil, a gente tem algumas parcerias para esse projeto, em especial, sobre saúde menstrual, que a gente vai falar hoje, nós temos a parceria do Instituto Alana, que é um instituto também que trabalha para promover a igualdade, o crescimento, o desenvolvimento de crianças no Brasil, e a Girls Up Brasil também se organiza em diversas frentes, além de menstruação. Nós trabalhamos também com democracia, com política, encorajando meninas a não só se candidatarem, serem lideranças, mas também trabalharem para promover o voto jovem, para consciencialização política pela democracia, trabalhamos também com as áreas de tecnologias, meninas nas ciências, estamos muito enfocadas também em seguranças e estratégias de segurança digital, e com o nosso pilar de saúde, onde está a saúde menstrual, a saúde mental, também trabalhando esses eixos.”

No diálogo, Munah Munek destacou ainda um avanço recente e importante para meninas na busca por equidade: a segurança digital dos menores, agora garantida por lei modernizada no Brasil.

Em vigor desde 17 de março, o chamado ECA Digital atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente e moderniza a proteção dos jovens na internet.

“ECA é o Estatuto da Criança e do Adolescente, que é uma lei que nós temos no Brasil, se eu não me engano é desde 1992, é uma lei extremamente sofisticada no que tange à proteção dos direitos de crianças e adolescentes, desde garantir a eles o acesso à vida comunitária, o direito à saúde, educação, lazer, ao brincar, colocando crianças e adolescentes como prioridade absoluta em todos os temas que tangenciam as nossas vidas. O que a gente faz na Guerra UP é aumentar, extrapolar essa questão da segurança, também dando para essas jovens que trabalham, que estão dentro da nossa rede, conectadas dentro da nossa comunidade, a possibilidade de exercerem as suas lideranças”.

Para Munah, atualizar as ferramentas de segurança digital, criar um senso de comunidade e formar líderes são passos que transformam a realidade de milhares de meninas.

Maior projeção

Lucília, por sua vez, faz um alerta: é urgente que as meninas sejam ouvidas em todos os níveis de decisão. Ela acredita que, ao dar espaço para essas vozes, as jovens passarão a ocupar lugares de destaque, desde o dia a dia na comunidade até os grandes centros de poder.

"A primeira coisa que todas nós queremos é que o mundo esteja aberto a nos escutar, não só sobre a nossa saúde, mas, como a Munah falou, a Girl Up atua em diversos temas e nós queremos fazer parte de todos esses temas. Isso não significa necessariamente estar na ONU ou estar no Congresso Nacional, óbvio que estar nesses lugares é uma coisa maravilhosa, a Girl Up Brasil já esteve nos dois, então é claro que nós queremos essas oportunidades também, mas se nós pudermos ser ouvidas nas nossas casas, nas nossas ruas, bairros, cidades, onde tudo começa, exatamente, dos lugares menores aos de maior projeção, se nós pudermos ser escutadas em todos os temas que têm algo a ver com a nossa existência, aí eu acredito que as meninas vão ter o  direito e a propriedade para lidar com o mundo da forma que nós queremos”

Potencializado pela atuação dos clubes, o novo mecanismo para garantir um ambiente digital seguro e a proteção integral da infância exigirá uma responsabilidade compartilhada entre famílias, plataformas e o Estado. A medida também requer ferramentas rigorosas de verificação de idade e controlo parental.

O trabalho da Girl Up aborda, ainda, o combate à exploração sexual e os desafios impostos pelas plataformas digitais, que afetam as meninas de forma desproporcional. Eleutério Guevane – Brasil ONU News


Timor-Leste – Quer reforçar ligação à China com consulado na Grande Baía

O delegado de Timor-Leste junto de um fórum sino-lusófono disse que recomendou ao Governo de Díli a abertura de uma representação diplomática em Macau ou Hong Kong, com um olho na Grande Baía


António Ramos da Silva defendeu que o país deveria criar um consulado ou consulado honorário, “considerando a importância estratégica“ das duas regiões no projeto da Grande Baía.

Este é um projeto de Pequim para criar uma metrópole mundial que integra Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong, uma região com cerca de 86 milhões de habitantes e com uma economia superior a um bilião de euros.

O delegado timorense junto do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) disse que o cargo deveria ter uma missão alargada.

Num relatório dirigido ao executivo de Timor-Leste e enviado à Lusa, Ramos da Silva apontou para os “novos desenvolvimentos” da Grande Baía nas áreas comerciais, culturais e tecnológica. In “Plataforma” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 31 de março de 2026

Macau - Prometida formação contínua de guias em língua portuguesa

A Direcção dos Serviços de Turismo assegurou a oferta contínua de cursos gratuitos de português, inglês, coreano e francês aos guias turísticos. Segundo adiantou, no próximo trimestre, serão lançados novos cursos de formação para guias em línguas portuguesa, inglesa e coreana, sob os temas de alojamento e compras. Posteriormente, serão planeados cursos temáticos nesses idiomas que abrangem temas como templos, igrejas e arquitectura


No âmbito da formação de guias turísticos multilingues, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) afirmou que tem mantido uma comunicação estreita com a Universidade de Turismo de Macau (UTM), no sentido de promover a respectiva formação. Segundo garantiu a DST, em resposta a uma interpelação escrita do deputado Chan Lai Kei, no futuro, continuar-se-á a proporcionar cursos gratuitos de diferentes línguas aos operadores turísticos, por exemplo, relacionados com o turismo, em português, inglês, coreano e francês, para elevar o nível linguístico dos operadores e optimizar a experiência dos visitantes internacionais.

Sobre a matéria, face a outra interpelação, do deputado Ho Ion Sang, a DST começou por assegurar que “acompanha sempre a situação de formação de guias turísticos de línguas minoritárias”. Segundo lembrou, desde Julho de 2025, a UTM lançou cursos de formação para guias de línguas inglesa, japonesa, coreana e portuguesa através de um modelo de ensino híbrido.

Adiantou ainda que, no segundo trimestre deste ano, serão lançados novos cursos de formação para guias turísticos em línguas inglesa, portuguesa e coreana subordinados aos temas de alojamento e compras.

“Esses cursos serão integrados no âmbito do ‘Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo’ consoante a sua natureza, de modo a incentivar a uma maior participação”, afirmou, também indicando que, “posteriormente, e de acordo com as necessidades constatadas, serão planeados cursos temáticos que abrangem templos, igrejas e arquitectura, entre outros, visando elevar de forma contínua as competências de serviços multilingues dos guias turísticos locais”.

Por outro lado, salientou que trata activamente dos trabalhos de apreciação e autorização do cartão de guia turístico, reduzindo o tempo de tratamento do documento através de várias medidas electrónicas, para que os requerentes possam ingressar, o mais rapidamente possível, na profissão.

De bilhetes gratuitos de ferry ao pagamento facilitado

Por outro lado, também em resposta a Ho Ion Sang, a DST revelou que está em estudo a viabilidade de disponibilizar bilhetes gratuitos de ferry a turistas internacionais em deslocação à RAEHK para participar em convenções e exposições de carácter empresarial, com vista a incentivar ainda mais a extensão do seu itinerário a Macau para turismo e consumo.

No que diz respeito à optimização da experiência de pagamento dos visitantes internacionais, o organismo revelou a Chan Lai Kei que a Autoridade Monetária irá promover, junto das instituições financeiras, o estudo da optimização dos serviços locais de pagamento móvel, incluindo a vinculação, por parte dos turistas, de cartões bancários emitidos no exterior a aplicações de pagamento locais, ou o carregamento, mediante cartão bancário, de cartões electrónicos de valor armazenado locais. Segundo notou, encontram-se disponíveis para utilização directa em Macau plataformas de pagamento electrónico de mais de 40 países e regiões. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau




Brasil - Banco Mundial aprova projeto para expandir energia renovável e empregos na Amazónia

Projeto quer ampliar acesso à eletricidade confiável para mais de 1 milhão de pessoas, a proposta deve beneficiar também mulheres e comunidades vulneráveis


O Banco Mundial aprovou um projeto para a Amazónia Legal do Brasil com foco na geração de empregos, expansão da energia renovável e redução dos custos de energia na região.

A iniciativa também prevê ampliar o acesso à eletricidade confiável para mais de um milhão de pessoas que atualmente não contam com serviços básicos de energia.

Milhões de empregos

A Amazónia Legal abrange nove estados e cerca de 60% do território brasileiro. Apesar de sua relevância ambiental e económica, a região enfrenta desafios históricos de acesso a infraestrutura e serviços. O projeto procura posicionar a Amazónia para aproveitar as oportunidades da economia de energia limpa, que deve gerar milhões de empregos na América Latina nos próximos anos.

O investimento total é de US$ 627,75 milhões, incluindo um empréstimo de US$ 100 milhões do Banco Mundial, US$ 400 milhões em contrapartida do governo brasileiro, US$ 125 milhões em financiamento comercial e uma doação de US$ 2,75 milhões do Programa de Assistência à Gestão do Setor de Energia (ESMAP). A operação será implementada por meio do Banco da Amazónia (BASA), que apoiará profissionais privados e concessionárias de energia.

Mulheres e comunidades vulneráveis

Entre os principais eixos estão investimentos em geração de energia renovável, modernização da rede elétrica e ações de eficiência energética, com potencial para substituir sistemas baseados em diesel, reduzir custos para consumidores e aumentar a resiliência da infraestrutura frente a eventos climáticos. O projeto também inclui assistência técnica e fortalecimento institucional, com foco em inclusão e geração de oportunidades para mulheres e comunidades vulneráveis.

Quem explica é o especialista sénior em energia do Banco Mundial, Felipe Sgarbi..

“Este projeto cria as condições para acelerar a transição energética na Amazónia, combinando expansão da energia renovável com a geração de rendimento a partir de usos produtivos da energia. Ao mobilizar investimentos privados e diversificar a matriz elétrica, reduzindo a dependência de fontes mais caras e poluentes, a iniciativa contribui para um sistema energético mais eficiente, confiável e sustentável na região.”

A expectativa é que a operação contribua para ampliar a oferta de energia limpa, reduzir custos ao longo do tempo e fortalecer o papel da Amazónia na transição energética do Brasil. Sidronio Henrique – Brasil ONU News com “Banco Mundial”


Moçambique - Whaskety Fernando lança o seu livro “Inventar o mundo na língua” na cidade da Beira

Inventar o mundo na língua é o título do quarto livro de Whaskety Fernando, do género conto, chancelado pela Mapeta Editora, lançado na cidade da Beira, no Centro Cultural Português. A apresentação esteve a cargo do académico Cristóvão Seneta.


Neste livro de contos, entre personagens condenadas, doentes, errantes ou simplesmente humanas, Whaskety Fernando inventa um mundo onde quase tudo é ficção, excepto a própria ficção, essa experiência íntima e reconhecível que cada leitor já viveu ou poderá viver. Os contos movem-se num território simbólico, filosófico e social, onde a realidade é questionada e o imaginário se transforma em reflexo.

Inventar o mundo na língua convida-nos à reflexão sobre os limites entre o real e o inventado, propondo uma leitura inquietante, lúcida e profundamente humana.

Saiba mais sobre Whaskety Fernando e Cristóvão Seneta

Whaskety Fernando nasceu na Munhava, cidade da Beira, onde vive. Começou a publicar os seus textos na página “Diálogo”, do jornal Diário de Moçambique. Foi finalista do Prémio Literário Fernando Leite Couto com a novela “Noites de desassossego” (não publicado). É autor dos livros Os últimos animais (2023), romance, O prazer ao chorar de dor (2024), poesia, e Tratado sobre noite (2025), poesia.

Cristóvão Seneta, Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é docente na Faculdade de Ciências Sociais e Humanidades da Universidade Zambeze. Tem publicação científica dispersa, incluindo um livro baseado no estudo que desenvolveu para o mestrado, capítulos de livros, artigos e vários prefácios para livros literários e ensaísticos. In “Moz Entretenimento” - Moçambique