Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Guiné Equatorial - Garante tratamento digno aos cubanos que chegam ao país por meio de um acordo migratório com os EUA

O vice-presidente da Guiné Equatorial indicou que as autoridades irão realizar os procedimentos necessários para regularizar a situação dos cidadãos que chegaram ao país


O vice-presidente da Guiné Equatorial transmitiu uma mensagem de tranquilidade à comunidade cubana e às famílias de cidadãos cubanos que chegaram recentemente ao país vindos dos EUA devido à nova política migratória, assegurando-lhes que serão tratados com respeito e dignidade enquanto a sua situação é definida de acordo com a legislação nacional.

A chegada de cidadãos cubanos à Guiné Equatorial faz parte do acordo migratório estabelecido com os Estados Unidos da América para o acolhimento de nacionais de países terceiros.

Numa mensagem divulgada publicamente, o vice-presidente explicou que essas pessoas estão atualmente em território da Guiné Equatorial e em boas condições, ao mesmo tempo que enfatizou a importância de manter a calma entre os seus familiares e amigos.

O vice-presidente recordou os laços históricos de amizade e cooperação que unem a Guiné Equatorial e Cuba, salientando que as relações entre os dois povos permanecem fortes e de grande importância.

As autoridades nacionais serão responsáveis ​​por realizar os procedimentos necessários para regularizar a situação dos cidadãos que chegam ao país. Concluído esse processo, eles poderão decidir se desejam retornar a Cuba, viajar para outro destino ou permanecer na Guiné Equatorial, incluindo a opção de solicitar proteção de acordo com a legislação vigente.

O responsável também enfatizou que a Guiné Equatorial mantém relações de cooperação tanto com Cuba quanto com os Estados Unidos e continuará a cumprir seus compromissos internacionais de forma responsável.

O vice-presidente afirmou que a prioridade do governo é garantir que essas pessoas recebam cuidados adequados e possam tomar decisões sobre seu futuro com todas as garantias necessárias. Juan Nka – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


Brasil - Casas dos Açores unem forças numa nova rede

As oito Casas dos Açores existentes no Brasil passam a estar ligadas através de uma nova Rede Nacional de Casas dos Açores do Brasil, uma iniciativa que pretende reforçar a cooperação entre estas entidades e promover os Açores junto das comunidades açordescendentes


A assinatura do protocolo para criação da rede foi um dos principais resultados do IX Encontro Açores Brasil, que decorreu no dia 23 de agosto, em Florianópolis, no estado de Santa Catarina.

O encontro contou com a participação do secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, acompanhado pelo diretor regional das Comunidades, José Andrade.

A deslocação oficial ao Brasil incluiu também a inauguração da nova sede da Casa dos Açores de Santa Catarina, em Santo António de Lisboa, Florianópolis.

O edifício foi adquirido e totalmente reabilitado pelo Município de Florianópolis, com o investimento integralmente suportado pelo orçamento municipal.

A nova sede fica numa freguesia particularmente ligada à história da presença açoriana no Sul do Brasil, onde se fixaram, a partir de 1748, os primeiros açorianos que chegaram à região para contribuir para o seu povoamento.

A capital de Santa Catarina recebeu representantes das oito Casas dos Açores do Brasil para um encontro dedicado ao percurso histórico destas instituições, à sua situação atual e às perspetivas para o futuro.

Estiveram representadas as Casas dos Açores do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Estado do Rio Grande do Sul, Maranhão, Espírito Santo, Minas Gerais e Ceará.

A nova Rede Nacional de Casas dos Açores do Brasil pretende conjugar esforços para promover os Açores no Brasil, não apenas enquanto território de herança cultural, mas também enquanto destino turístico e espaço de oportunidades de investimento. A Rede contará com uma coordenação executiva, responsável por dinamizar o seu funcionamento e promover a articulação entre os seus membros. A primeira coordenação executiva será assegurada pela Casa dos Açores do Rio de Janeiro.

No âmbito do encontro foi ainda assinado um protocolo de apoio ao Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade do Estado de Santa Catarina.

As comemorações dos 600 anos da descoberta dos Açores, que terão lugar em 2027, estiveram também entre os temas abordados durante o encontro. A celebração pretende envolver a diáspora açoriana, com iniciativas previstas nas nove ilhas, no continente português e nos países onde existe uma presença açoriana significativa.

O IX Encontro Açores Brasil insere-se numa estratégia do Governo Regional para valorizar e reforçar os laços sociais, culturais e económicos entre os Açores e as comunidades açordescendentes nos diferentes estados brasileiros.

O Brasil ocupa um lugar particularmente importante nesta história: foi o primeiro destino da emigração açoriana e continua a representar uma das principais referências da presença açoriana fora do arquipélago.

O primeiro Encontro Açores Brasil realizou-se em Ponta Delgada, em outubro de 2021. Desde então, a iniciativa passou por diferentes cidades e ilhas, incluindo Angra do Heroísmo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Ponta Delgada, Pico, Faial e Belo Horizonte, chegando agora à sua nona edição. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Venezuela – Portugueses continuam a precisar de ajuda para recuperar dos sismos

A organização venezuelana Dividendo Voluntário para a Comunidade (DVC) alertou que, dois meses após o duplo sismo de 24 de agosto, persistem as dificuldades da comunidade lusa em La Guaira, que precisa de ser acompanhada


«Agradecemos e valorizamos o trabalho da comunidade portuguesa que tem estado presente, mas sobretudo por ser muito trabalhadora e, além disso, porque tem trabalhado em união com os venezuelanos. Essa comunidade precisa hoje de apoio, ajuda, mas, acima de tudo, que a acompanhemos no processo de recuperação», disse o presidente da DVC à Lusa.

Ramón Ostos, que também é diretor da KPMG na Venezuela, referiu que a comunidade em La Guaira, o estado mais afetado pelos sismos, se prepara para a reconstrução, que “tem de consistir em construir melhor” do que havia antes dos sismos.

“Esse é o desafio: o conceito de resiliência é como superar de maneira positiva uma situação tão trágica como aquela que vivemos. E, a comunidade portuguesa tem estado presente, sempre atenta à forma de como recuperar-se, mas, acima de tudo, olhando o futuro com otimismo, apesar da tragédia», disse.

Ramón Ostos vincou ainda que «o país tem de continuar em frente”, tal como a comunidade, e que graças a esta “o crescimento vai acontecer» em La Guaira, mas também em toda a zona de Carayaca e El Junquito, onde existe uma grande comunidade portuguesa, sobretudo no setor agrícola.

“Trata-se de os acompanharmos nesse processo de recuperação, mas com uma visão otimista do que vamos recuperar e de que temos de fazer um trabalho conjunto», disse.

«Que nunca nos esqueçamos das nossas comunidades. E refiro-me a todas as comunidades e a todos os venezuelanos, bem como a toda a comunidade portuguesa, espanhola e italiana que vive no estado de La Guaira. (…) Por mais que a tragédia tenha deixado de ser notícia, as situações e a tragédia continuam lá, e devemos continuar a pensar nelas e estar atentos à forma como podemos continuar a apoiar e a ajudar», disse.

«É o melhor momento para trabalhar nessa coesão social de que sempre falámos e pensámos no nosso país», frisou Ostos, salientando a importância de “um país unido».

A DVC foi criada em 1958 pelo setor empresarial, centrada em apoiar a partilha do crescimento económico com as comunidades locais.

Nas décadas de 1970 e 1980, a DVC construiu mais de 280 escolas rurais na Venezuela, e hoje mantém programas de nutrição na primeira infância e criação de meios de subsistência, além da Aliança Prateada, para pessoas com mais de 55 anos, que promove a partilha de conhecimento, adiantou Ostos.

Em La Guaira, disse, a primeira fase da atenção consistiu na criação de centros de recolha, onde receberam mais de 104 toneladas de bens, 95% dos quais foram entregues em acampamentos temporários e à Caritas Venezuela, e depois em centros de distribuição, estando a fazer um recenseamento para identificar, em colaboração com as organizações Fé e Alegria e da Associação Venezuelana para a Educação Católica (AVEC), escolas seguras e que possam abrir em setembro, para iniciar o próximo ano escolar, disse.

«O censo inicial de que dispomos aponta para mais de 24 mil crianças e o que pretendemos, com as doações que recebemos do setor empresarial, é que possam regressar às aulas o mais rapidamente possível», disse.

O duplo sismo de 24 de agosto causou danos graves em infraestruturas, feridos e vítimas mortais em sete estados da Venezuela -Caracas, Miranda, Arágua, Carabobo, Lara, Yaracuy e La Guaira, este último o mais afetado.

Segundo o último balanço atualizado divulgado pelas autoridades, 6509 pessoas faleceram e 226.696 pessoas foram assistidas nos hospitais depois dos sismos.

Entre os mortos, há pelo menos 138 portugueses e lusodescendentes.

Pelo menos 190 edifícios desabaram e as autoridades inspecionaram 60.785 habitações, das quais 11.001 foram consideradas de “alto risco” e cerca de 25.240 casas estão inabitáveis, tendo já sido removidas 600.790 toneladas de escombros. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo com “Lusa”


 

Macau - Santa Casa regista nova subida de pedidos de subsídio para propinas da Escola Portuguesa

Desde 2019 que os pedidos de apoio financeiro facultado pela Santa Casa da Misericórdia para o pagamento de propinas na Escola Portuguesa não têm parado de crescer. Para o ano lectivo que arranca em Setembro, a instituição de solidariedade social aceitou 65 das 66 solicitações, contra 62 pedidos autorizados em 2025/2026. Mais de 666 mil patacas começaram já a ser distribuídas pelos agregados familiares. Nos 27 anos do plano de subsídios, a Santa Casa apoiou 1172 estudantes, num montante global de quase sete milhões de patacas. “É muito importante ao longo dos anos termos mantido esta iniciativa, até para manter viva a língua portuguesa”, disse ao Jornal Tribuna de Macau o provedor António José de Freitas


Para o ano lectivo 2026/2027, que arranca a 7 de Setembro, 65 alunos vão receber apoio da Santa Casa da Misericórdia de Macau (SCM) para pagamento de propinas na Escola Portuguesa (EPM). O plano da instituição de solidariedade social de matriz lusa mantém-se de forma ininterrupta desde 2000/2001, ano da criação da EPM, sendo assim o 27.º ano lectivo em que a SCM proporciona o subsídio.

Das solicitações apresentadas para este ano, apenas uma, com dois alunos do mesmo agregado familiar, foi negada, uma vez que o rendimento ‘per capita’ não se enquadrava no âmbito dos parâmetros definidos para a concessão de subsídio. Doze pedidos foram submetidos por famílias monoparentais.

O provedor da SCM disse ao Jornal Tribuna de Macau que há uma tendência de subida, verificada desde 2019. “A partir desse ano, quando houve 28 pedidos, nunca mais parou de subir em termos de número de alunos beneficiários e de verba por nós atribuída”, expressou António José de Freitas.

Para os 65 estudantes que vão usufruir do apoio para os três trimestres do novo ano lectivo, a SCM irá canalizar 666.020 patacas, montante superior em 56.873 patacas (9,34%) em relação ao ano transacto, que foi de 609.147 patacas. Em termos de número de alunos beneficiados, no ano passado registaram-se 62, enquanto em 2024/2025 foram 53, mais oito do que em 2023/2024.

Recorde-se que o programa começou por conceder apoio a 42 estudantes da EPM em 2000/2001 (montante de 204.000 patacas), tendo subido significativamente em 2001/2002 para 66, crescimento que se manteve nos dois anos seguintes, para 82 e 85, respectivamente, sendo este o número mais alto atingido até hoje. Já o nível mais baixo aconteceu em 2016/2017, com apenas 18 alunos beneficiários.

Desde que começou o programa de concessão de subsídios, a SCM já apoiou um total de 1172 alunos, numa verba que quase atinge os sete milhões de patacas.

As inscrições das famílias interessados em se candidatar ao plano teve início a 1 de Julho, com a entrega de documentos de prova, como declaração das finanças sobre os vencimentos auferidos ao longo do ano, e terminou a 14 de Agosto.

Relativamente às percentagens utilizadas, segundo os parâmetros do plano, a SCM atribuiu 100% de subsídio para rendimentos mensais ‘per capita’ até 4000 patacas a 12 pedidos apresentados. De resto, concedeu 80% para rendimentos até 6000 patacas (sete pedidos), 60% para rendimentos não superiores a 8000 patacas (seis solicitações), 40% para rendimentos até 10.000 patacas (quatro pedidos) e 25% para rendimentos até 22.000 patacas (26 pedidos).

A despesa com a atribuição do apoio financeiro aos alunos da EPM para pagamento de propinas dos vários níveis escolares, aprovada a 19 de Agosto pela mesa directora da SCM, é suportada pela verba incluída no plano de “Subsídios para fins Assistenciais e Sociais” do orçamento vigente.

A Santa Casa entende que “é muito importante ao longo dos anos termos mantido esta iniciativa, até para manter viva a língua portuguesa”. Por ser uma instituição de matriz portuguesa, e para além das suas acções sociais, a Irmandade “também tem alguma obrigação nesse sentido”, observa o provedor.

António José de Freitas recorda que, antes da criação da EPM, e da consequente obrigatoriedade de os alunos pagarem propinas, “nenhuma escola de matriz portuguesa cobrava o que quer que fosse para ter os filhos a estudar português”.

Por isso, frisa, “lançámos este plano de subsídios em 2000, que até agora se tem justificado e irá continuar enquanto houver um universo de alunos a estudar português, o que é um bom sinal”. Sobre dificuldades de agregados familiares em pagar as propinas, afirma existirem “alguns”.

De referir que a EPM aumentou as propinas para o ano lectivo 2026/2027, depois de quatro anos sem qualquer actualização. Na página da escola, pode ler-se que o Conselho de Administração da EPM deliberou proceder a um aumento do valor anual das propinas nos seguintes montantes: 1373 patacas para o 1º ciclo, 1682 para o 2º, 1925 para o 3º e 2222 para o ensino secundário.

“Esta decisão tem como objectivo assegurar a melhoria contínua dos serviços prestados aos nossos alunos, garantindo investimentos em recursos pedagógicos, infra-estrutura e actividades complementares”, refere no comunicado o Conselho de Administração da EPM.

Além disso, considera que “o reajuste permitirá valorizar e actualizar as remunerações do corpo docente e não docente, reconhecendo o papel essencial que desempenham na formação e bem-estar dos estudantes”, salientando a convicção de que “esta medida contribuirá para aumentar a qualidade e excelência do ensino que oferecemos sem afectar a sustentabilidade financeira da instituição e sem sobrecarregar em demasia os orçamentos das famílias que compõem a nossa comunidade educativa”. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


terça-feira, 25 de agosto de 2026

Moçambique - “A Cor da Tua Sombra”: romance de Eduardo Quive chega às livrarias nacionais

Depois de conquistar leitores em Portugal, o romance A Cor da Tua Sombra, do escritor moçambicano Eduardo Quive, chega agora às livrarias em Moçambique, sob a chancela da editora Catalogus.


A obra marca a estreia de Eduardo Quive no romance, depois da publicação de livros de poesia e contos, e reforça o seu percurso literário, marcado pela reflexão sobre a memória, a identidade, as relações humanas e os diferentes modos como as experiências individuais se cruzam com a história colectiva.

Em A Cor da Tua Sombra, o autor constrói uma narrativa sobre aquilo que, muitas vezes, permanece escondido no interior das pessoas, das famílias e da própria sociedade. O romance mergulha nos silêncios, nas ausências e nas marcas deixadas pelo passado, acompanhando personagens confrontadas com as suas escolhas, os seus afectos e as circunstâncias que acabam por moldar os seus destinos.

Ambientada num Moçambique contemporâneo, a narrativa atravessa diferentes espaços e realidades, da Zambézia a Maputo, tendo como ponto de partida uma família desestruturada por sucessivas tragédias. Ao longo da obra, cruzam-se memórias fragmentadas, dilemas identitários e desafios sociais que tornam ainda mais complexas as relações humanas.

Sobre a estreia de Eduardo Quive na prosa, o escritor Mia Couto destaca a qualidade da escrita presente na obra:

“Neste livro de estreia em prosa Eduardo Quive conseguiu aquilo que muitos prosadores procuram durante a vida inteira: uma escrita ao mesmo tempo sensível e acutilante, encantada sem nunca se desamarrar de um quotidiano que exclui e anula a nossa partilhada humanidade.”

Esta é a segunda obra de Eduardo Quive publicada pela Catalogus. Em 2024, o autor lançou o livro de contos Mutiladas, uma obra que mereceu reconhecimento da crítica e foi seleccionada para integrar o projecto Caixa de Autores de Língua Portuguesa, uma iniciativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), através do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), destinada a promover o acesso aos livros e à leitura no ensino secundário.

Para a Catalogus, a chegada de A Cor da Tua Sombra ao mercado moçambicano representa mais uma oportunidade para aproximar os leitores da produção literária nacional e incentivar a circulação de obras que dialogam directamente com a sociedade.


Sobre o autor

Eduardo Quive é escritor, jornalista e promotor cultural moçambicano. A sua escrita desenvolve-se no cruzamento entre literatura, memória e observação crítica da sociedade, com particular atenção às experiências humanas e às questões sociais e políticas do Moçambique contemporâneo.

Com o livro de poesia Para Onde Foram os Vivos, foi finalista do Prémio Mia Couto 2023. Já o livro de contos Mutiladas, publicado em 2024, foi indicado para um projecto de incentivo à leitura nos países de língua portuguesa.

Com A Cor da Tua Sombra, Eduardo Quive acrescenta um novo capítulo ao seu percurso literário, levando aos leitores uma história que convida à reflexão sobre as memórias que carregamos, os silêncios que preservamos e as sombras que, de diferentes formas, continuam a acompanhar-nos. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Angola - Colecção inspirada na Rainha Njinga Mbande com lançamento no próximo dia 3 de Setembro

Uma colecção de 16 livros dedicada ao empoderamento feminino e inspirada no percurso da Rainha Njinga Mbande será apresentada no próximo dia 3 de Setembro, às 17 horas, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda


A iniciativa, concebida pela Editora Acácias e pela Associação ASOKO, surge no quadro das celebrações do 50.º aniversário da Independência Nacional e pretende valorizar o legado das mulheres angolanas e africanas que se destacaram em diferentes áreas da sociedade.

O projecto é inspirado no percurso da Rainha Njinga Mbande, figura de referência da história de Angola, que se notabilizou pela capacidade estratégica, política e diplomática na resistência à presença colonial portuguesa.

          A colecção reúne 16 obras, cada uma da autoria de uma mulher africana de referência, com intervenção em áreas como economia, diplomacia, direito, ciência política, segurança, cultura, educação e liderança. As obras abordam questões relacionadas com a condição e o papel da mulher na sociedade angolana e africana, procurando colocar conhecimentos e experiências ao serviço das novas gerações.

Em declarações ao Jornal de Angola, a mentora do projecto e presidente da Associação ASOKO, Tânia de Carvalho, explicou que a agremiação trabalha para preservar a identidade cultural angolana, sobretudo nos aspectos históricos.

Segundo Tânia de Carvalho, a maior parte da colecção, composta por 16 livros, será distribuída por instituições de ensino e outras organizações, enquanto uma parte será comercializada.

“Este projecto envolve 16 mulheres e aborda temas sociais, com destaque para o empoderamento feminino”, revelou.

Reparação histórica

Neste particular, a responsável explicou que as verbas deste projecto destinam-se ao financiamento do Primeiro Seminário sobre a Reparação Histórica de Angola, a realizar-se em Novembro, na província do Zaire.

Tânia de Carvalho acrescentou que Njinga Mbande representa o poder feminino e a valorização da mulher, princípios que, segundo a responsável, têm vindo a ser fragilizados na sociedade, sobretudo devido ao aumento de casos de assédio sexual.

O projecto pretende, igualmente, contribuir para a valorização da produção literária, académica e cultural das mulheres angolanas, criando um espaço de reflexão sobre o seu contributo para o desenvolvimento do país. Xavier António – Angola in “Jornal de Angola”


Angola - Galeria Mayamba celebra 50 anos das relações diplomáticas com o Japão

A Galeria Mayamba celebra, no próximo dia 3 de Setembro, os 50 anos das relações diplomáticas entre Angola e Japão, com uma exposição dedicada à caligrafia tradicional japonesa, em Luanda


A iniciativa vai reunir arte, espiritualidade e intercâmbio cultural, no âmbito das celebrações das cinco décadas de relações diplomáticas entre os dois países, segundo uma nota enviada ao JA Online.

A exposição contará com a participação da professora Yumiko Sakaguchi, especialista em literatura clássica japonesa. A docente leccionou no Gakushuin, instituição que, até 1947, esteve ligada à educação da família imperial e da nobreza japonesa.

O evento será dedicado ao Shodo, a tradicional arte da caligrafia japonesa, e apresentará obras da mestra Ozawa Ransetsu, reconhecida pela longa dedicação a esta expressão artística.

Aos 80 anos, Ozawa Ransetsu possui uma trajectória de quase oito décadas dedicada ao aperfeiçoamento do Shodo. Iniciou-se na prática da caligrafia aos três anos de idade e, desde então, fez desta arte não apenas uma técnica de expressão, mas também uma forma de disciplina, concentração e espiritualidade. In “Jornal de Angola” - Angola