Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 16 de agosto de 2026

Cabo Verde - “Contos das Ilhas” resgata memórias, tradições e imaginário cabo-verdiano em nova obra de Armando Ferreira

Cidade da Praia – O escritor cabo-verdiano Armando Ferreira apresenta a obra Contos das Ilhas, uma colectânea de histórias inspiradas na memória, nas tradições e no imaginário do arquipélago, que propõe ao leitor uma viagem por diferentes dimensões da identidade cabo-verdiana.


Segundo um comunicado enviado à Inforpress, o livro já se encontra disponível nas livrarias Nhô Eugénio e Pedro Cardoso, estando prevista para Outubro a sua apresentação pública na Cidade da Praia, num momento que contará com a presença do próprio autor.

Com recurso à ficção e à narrativa de inspiração popular, Armando Ferreira reúne contos marcados por personagens, acontecimentos e ambientes que remetem para experiências e vivências das ilhas, explorando temas como os afectos, os mistérios, as tradições e a relação entre memória e identidade.

Mais do que uma reunião de histórias, de acordo com a mesma fonte, o livro procura recuperar e valorizar elementos do imaginário colectivo cabo-verdiano.

Assim, a obra reúne uma escrita marcada pela sensibilidade, pelo humor e por uma apurada dimensão reflexiva, através da qual o autor revisita a sociedade, a cultura e o imaginário do arquipélago cabo-verdiano.

A obra propõe, deste modo, uma incursão pelo património de memórias, vivências e referências que moldam o imaginário cabo-verdiano, recuperando personagens e universos que permanecem inscritos na experiência colectiva de várias gerações.

Contos das Ilhas – Cabo Verde, um Híbrido de Sucesso foi publicado em 2026 pela editora Caleidoscópio e apresenta-se como uma compilação de textos produzidos entre 2023 e 2026. In “Inforpress” – Cabo Verde


Angola - Osvaldo Sahopa apresenta “O Florescer de um Amor Infinito Sol de Lua”

O escritor da Academia de Autores da Huíla (ASA-Huíla), Osvaldo Sahopa, apresentou no Lubango, a sua mais recente obra literária, intitulada “O Florescer de um Amor Infinito Sol de Lua”, um romance que retrata a realidade da juventude huilana, com particular enfoque para o município da Humpata


Com 243 páginas, a obra aborda igualmente temas motivacionais dirigidos à juventude, numa linguagem acessível, destacando os desafios emocionais enfrentados pelos jovens.

Segundo o autor, o romance é inspirado em factos reais e acompanha a trajectória de uma jovem que inicia a sua história no município da Humpata, passando pela província do Huambo até chegar a Portugal.

“É um livro que conta factos reais que, muitas vezes, as pessoas não gostam de contar. Faço essa revelação através da história de uma jovem que acaba por ser vítima de violência sexual e, posteriormente, conhece o amor da sua vida”, explicou Osvaldo Sahopa.

A obra encontra-se disponível em regime de pré-venda, ao preço de nove mil kwanzas. A publicação resultou de uma produção independente do autor e foi impressa numa gráfica da cidade do Lubango, capital da província da Huíla. João Katombela – Angola in “O País”


112









Vamos aprender português, cantando

 

112

 

Hoje eu até liguei para o 112

para saber se alguém tinha visto por aí

quem me prometeu um para sempre e não trouxe, quero um reembolso já que nunca o recebi

fico a pensar se alguém roubou o nosso amor mas quem é que desvia uma encomenda assim? agora até o cupido é criminoso

liguei, mas o 112 nada fez por mim

diz-me onde está, a que horas chega

esse amor que nos vicia, que nos prende, que nos aconchega diz-me de onde vem essa encomenda

este amor que nos vicia, que nos prende, que nos aconchega

vai chover hoje

em pleno agosto

quando não estás sou trovoada, tempestade, chove o ano todo

vai chover hoje

em pleno agosto

quando não estás a manhã não traz o sol, é noite o dia todo

Só de boca a boca é que eu me reanimo

E quando está de chuva o 112 demora

Se calhar até merecia levar com esta molha

Se calhar tu também querias saber quem eras sem mim E era mais fácil te esquecer

Se tu tivesses mudado

Afinal, estás igualizinha, és o amor da minha vida, mas tens outro namorado

Onde está, a que horas chega?

esse amor que nos vicia, que nos prende, que nos aconchega diz-me de onde vem essa encomenda

esse amor que nos vicia, que nos prende, que nos aconchega

vai chover hoje

em pleno agosto

quando não estás sou trovoada, tempestade, chove o ano todo

vai chover hoje

em pleno agosto

quando não estás a manhã não traz o sol, é noite o dia todo quando tu não estás...

hoje até me atenderam do 112

disseram que o meu problema não era grave ou me atendeu um louco ou não entendeu bem que o meu pobre coração foi assaltado

vai chover hoje

em pleno agosto

quando não estás sou trovoada, tempestade, chove o ano todo

vai chover hoje

em pleno agosto

quando não estás a manhã não traz o sol, é noite o dia todo quando tu não estás

 

ÁTOA – Portugal

D.A.M.A - Portugal

 

sábado, 15 de agosto de 2026

Portugal - Membros do Ensino Português no Estrangeiro pedem justiça ao Governo e ao Instituto Camões

Coordenadores de ensino, adjuntos, leitores e professores do Ensino Português no Estrangeiro (EPE) manifestaram a sua “profunda preocupação e insatisfação perante o tratamento discriminatório e a persistente desvalorização institucional e remuneratória de que continuam a ser alvo”. Numa carta aberta enviada ao Governo e ao Instituto Camões, datada de 10 de agosto, os subscritores denunciam que, apesar de estarem sujeitos às mesmas realidades económicas nos países onde trabalham, existe uma disparidade clara em relação a outros profissionais do Ministério dos Negócios Estrangeiros

A missiva aponta que esta desigualdade se torna particularmente evidente na questão da habitação, uma vez que os valores propostos para os profissionais do EPE “chegam a ser cerca de 70% inferiores ao ‘complemento de residência’ atribuído aos titulares de cargos de chefia de chancelaria e de contabilidade nos mesmos países”.

Além disso, o documento critica a estrutura interna do Camões, I.P., “onde se verificam situações em que funcionários administrativos auferem remunerações consideravelmente superiores às dos leitores que coordenam e dirigem esses mesmos centros culturais, sem qualquer remuneração adicional pelo acréscimo de responsabilidades”.

Os profissionais destacam ainda uma “longa estagnação salarial”, sublinhando que “os leitores não veem a sua remuneração ser atualizada desde o final dos anos 90” e que “os docentes aguardam por esta justa valorização desde 2009”.

Relativamente ao processo negocial com o Governo, denunciam que os valores apresentados até ao momento “ficam muito aquém do necessário para compensar a evolução do custo de vida e da inflação”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Açores – A mais antiga produtora de chá na Europa procura ajuda para a internacionalização

Localizada na ilha de São Miguel, nos Açores, a Gorreana é a produtora de chá mais antiga da Europa, cultivando e processando chás pretos, verdes e gourmet de alta qualidade desde 1883

Produzidos em cerca de 32 hectares de solos vulcânicos, os chás Gorreana beneficiam de condições naturais favoráveis, permitindo o cultivo do chá sem o uso de herbicidas, pesticidas, fungicidas ou conservantes artificiais. Este método de produção ecológico resulta em chás autênticos e de alta qualidade que atendem à crescente procura internacional por produtos alimentares naturais, sustentáveis ​​e de qualidade superior.

A empresa gere toda a cadeia de produção, desde o cultivo e a colheita até ao processamento, mistura, embalagem e comercialização, garantindo total rastreabilidade, rigoroso controlo de qualidade e consistência do produto.

O portefólio da Gorreana, resultante de mais de 140 anos de experiência com processos de produção modernos, inclui chás pretos premium, chás verdes, seleções de chás gourmet e produtos especiais para retalho, lojas gourmet, boutiques de chá, hotéis, restaurantes e o setor de hotelaria.

Paralelamente, a empresa combina as suas atividades de produção com o turismo do chá, fortalecendo sua reputação internacional e o reconhecimento da marca.

Neste momento, a empresa está interessada em parcerias comerciais de longo prazo com importadores, distribuidores e agentes comerciais interessados ​​em representar e comercializar os chás Gorreana na União Europeia, Japão, Estados Unidos e Canadá. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Brasil - Escritor João Morgado distinguido como Personalidade Lusófona do Ano

O escritor português João Morgado foi distinguido no Estado de Minas Gerais, no Brasil, com o Prémio Personalidade Lusófona do Ano 2026, na categoria de Escritor


O reconhecimento, que o autor considera uma distinção de particular importância, é apresentado como uma celebração do papel da língua portuguesa na criação de pontes entre países, culturas, memórias e pessoas.

Na mensagem publicada nas redes sociais em que assinalou a distinção, João Morgado destacou precisamente a dimensão que a literatura pode assumir na aproximação entre diferentes comunidades lusófonas.

“Mais do que uma distinção pessoal, gosto de olhar para este prémio como uma celebração daquilo que a língua portuguesa continua a tornar possível: pontes entre países, culturas, memórias e pessoas”, afirmou.

O escritor natural da Covilhã sublinhou ainda a relação entre o ato individual de escrever e a dimensão coletiva da literatura. “Escrever é um ato profundamente solitário. Mas a literatura nunca o é”, referiu.

João Morgado recebeu o prémio com “gratidão” e encarou a distinção como um incentivo para continuar a escrever, investigar e contar histórias. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Cabo Verde - Antonino Veiga estreia-se na literatura com “A Jornada do Menino Rumibe” em Santa Catarina

Santa Catarina – O escritor Antonino Veiga apresentou, em Santa Catarina, a sua primeira obra literária, A Jornada do Menino Rumibe, narrativa sobre educação, valores, migração e percurso de vida.


Com cerca de 183 páginas, a obra acompanha Rumibe desde a infância até à idade adulta, num percurso marcado pela escola, migração, formação e sucesso profissional, sem se afastar dos princípios e valores transmitidos pela família e pela comunidade.

Segundo o autor, o livro, dividido em cinco capítulos e três partes interligadas, é uma “memória narrativa” que tem como pano de fundo Cabo Verde no período pós-independência, abordando fenómenos como a migração, o acesso à escola e a importância da entreajuda na educação das crianças.

Antonino Veiga explicou que a narrativa procura igualmente mostrar como os valores aprendidos na infância podem acompanhar uma pessoa ao longo de toda a vida, influenciando as suas escolhas e relações.

A segunda parte da obra centra-se no percurso profissional de Rumibe, enquanto a terceira aborda questões relacionadas com relacionamentos saudáveis, mantendo como fio condutor os princípios e valores adquiridos desde a infância.

Apesar da dimensão narrativa, o autor sublinhou que a obra apresenta também uma componente científica, tendo sido construída com recurso a cerca de duas dezenas de obras de autores e especialistas internacionais, incluindo brasileiros, sobretudo nas áreas da sociologia e da psicologia.

“Rumibe pode representar qualquer um de nós”, explicou Antonino Veiga, esclarecendo que, embora seja uma personagem fictícia, o seu percurso permite ao leitor reconhecer experiências e desafios comuns.

O autor considera ainda que se trata de uma obra de leitura acessível e destinada a todos os públicos, acompanhando a transformação da personagem de menino em jovem e, posteriormente, em adulto, num percurso que o leva de Cabo Verde ao estrangeiro e, mais tarde, de regresso ao país.

Na apresentação da obra, o historiador Henrique Varela destacou a jornada de Rumibe como uma oportunidade para refletir sobre a infância, a adolescência e a idade adulta, considerando que o percurso apresentado pode constituir uma referência para as novas gerações.

Para Henrique Varela, a obra transmite, entre outras, três importantes lições: a pobreza pode impor limites, mas não determina necessariamente o destino; o sucesso exige disciplina, oportunidades e trabalho; e os valores transmitidos pelos pais continuam a desempenhar um papel fundamental na formação dos filhos.

O apresentador recordou, neste sentido, a realidade de gerações anteriores, cujos pais tiveram pouco acesso à escolaridade, mas que, segundo afirmou, possuíam uma “grande sabedoria” e souberam transmitir princípios que contribuíram para a formação de profissionais de diferentes áreas.

Já Francisco Tavares considerou que a obra proporciona ao leitor uma viagem pelo percurso de vida de Rumibe, destacando a simplicidade da linguagem e o carácter cativante da narrativa.

“Para viajar longe, não há melhor navio do que um livro”, afirmou Francisco Tavares, considerando que a obra permite acompanhar as diferentes fases da vida da personagem e retirar ensinamentos aplicáveis às gerações actuais.

A apresentação pública de A Jornada do Menino Rumibe foi promovida pelo autor, em parceria com a Câmara Municipal de Santa Catarina, e marca a estreia de Antonino Veiga no panorama literário nacional. In “Inforpress” – Cabo Verde