Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 21 de junho de 2026

Angola - Projecto cultural transforma Baía de Luanda em “palco terapêutico”

No espaço deslizante da dança, as diferenças de idade e de nacionalidade desaparecem, dando lugar a uma identidade comum baseada na alegria e no estilo partilhado. Entre ritmos e compassos uníssonos, o projecto transforma a Baía de Luanda no epicentro privilegiado de preservação cultural, saúde mental e inclusão social por via da dança, com a Kizomba, o Semba e Afro Tribal a serem os estilos mais praticados

Nas tardes de Domingo, a Baía de Luanda é transformada no verdadeiro palco de encontro e reencontro cultural, de interacção social e de exercícios terapêuticos. Centenas de cidadãos com idades compreendidas entre os 17 e os 60 anos, vindos de diferentes pontos da cidade capital, acorrem ao local todos os fins-de-semana com um único objectivo: descontrair-se, e a dança acaba sendo a melhor ferramenta.

Enquanto uns procuram entreter-se com actividades promovidas ao redor da Baía, outros, atraídos pela música, fazem-se ao espaço para aprender a dançar e livrar-se do estresse acumulado durante a semana.

No espaço da dança, as diferenças de idade e de nacionalidade desaparecem, dando lugar a uma identidade comum baseada na alegria e no estilo partilhado. É o caso da dona Teresa Gonçalves, cidadã de 36 anos, integrante activa do Movimento “Kizomba na Rua” há quase quatro anos. A transformação emocional é o ponto central de seu relato.

Teresa recordou que, antes de optar pela dança, teve um período de profundo isolamento e tristezas que precisava esconder, mas, através da prática constante da dança, conseguiu superar essas barreiras emocionais, sentindo-se hoje uma pessoa plenamente à vontade e renovada. Assim como ela, outras pessoas também encontraram na dança a ‘receita mágica’ para aliviar o estresse do dia-a-dia. É o caso do jovem Ladys, um bailarino dedicado há mais de cinco anos ao Movimento “Kizomba na Rua” em Luanda. In “O País” - Angola


América do Norte – Conselheiros das comunidades portuguesas rejeitam proposta salarial para o Ensino do Português

O Conselho Regional da América do Norte (CRAN) manifestou, esta sexta-feira, “profunda indignação e total repúdio” pelas tabelas salariais propostas pelas tutelas do Governo para os profissionais do Ensino Português no Estrangeiro (EPE), nomeadamente para os Estados Unidos e Canadá

Num comunicado enviado à Lusa, os conselheiros das comunidades portuguesas eleitos na América do Norte frisaram que a proposta apresentada, “longe de corrigir as graves injustiças acumuladas, perpetua a desvalorização profissional”.

“Após 17 longos anos de um congelamento inaceitável — tendo a última atualização salarial ocorrido em 2009 —, a montanha pariu um rato. (…) É com particular consternação que constatamos que os coordenadores de Ensino, adjuntos e leitores que exercem funções nos Estados Unidos da América (EUA) e Canadá foram colocados no fim da lista desta nova proposta salarial, sendo-lhes atribuídas atualizações muito inferiores que em nada resolvem a situação de extrema precariedade em que vivem”, afirmam.

A recente proposta, assinalam, “assenta numa gritante inversão da realidade económica”, beneficiando com aumentos muito superiores países na Europa e noutras regiões do mundo onde o custo de vida é substancialmente inferior ao dos EUA e Canadá.

Factos inquestionáveis demonstram a insustentabilidade desta decisão, reforçaram os conselheiros, recordando que os índices internacionais de referência colocam sistematicamente as principais cidades dos Estados Unidos e Canadá onde o EPE opera (como Nova Iorque, Boston, Newark, Toronto, entre outras) no topo do custo de vida mundial, “superando largamente a maioria das capitais europeias em despesas com habitação, saúde e serviços básicos”.

Destacaram igualmente que o custo do cabaz alimentar em solo norte-americano e canadiano sofreu uma inflação galopante nos últimos anos, sendo hoje significativamente mais dispendioso do que na Europa.

Também a rota transatlântica e as ligações internas de avião nos Estados Unidos e Canadá representam custos de transporte incomportáveis, observam.

“Para estes profissionais, manter o vínculo com a pátria ou deslocar-se em funções oficiais tornou-se um luxo inacessível, com tarifas aéreas substancialmente superiores às praticadas nos voos intraeuropeus”, sublinha o CRAN.

“Esta disparidade nas atualizações salariais não só ignora os dados económicos mais elementares, como não dignifica o trabalho destes servidores do Estado. Estes profissionais são o rosto de Portugal na América do Norte, os pilares da promoção da nossa língua e cultura, e a sua desvalorização é um total desrespeito pelas comunidades portuguesas nos Estados Unidos e, muito em particular, por toda a comunidade educativa (docentes, alunos e famílias) que diariamente investe no Ensino Português”, conclui.

A missiva foi endereçada ao Presidente da República, ao primeiro-ministro, ao ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) e à comunicação social.

Os sindicatos representativos dos professores e o Governo iniciaram, no passado dia 28 de maio, as reuniões do processo negocial relativas à revisão do regime jurídico do EPE, cuja pasta é tutelada pelo MNE.  Após esse primeiro encontro, as propostas apresentadas pelo Governo têm sido contestadas pelos docentes e respetivos sindicatos.  Estão ainda previstos encontros em 29 de junho e 13 de julho.

No passado dia 10 de junho, por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, os profissionais da rede EPE (coordenadores, adjuntos, docentes e leitores) manifestaram, numa carta aberta, “enorme apreensão” face à “nova proposta de revisão do regime jurídico” do ensino, com um “enquadramento remuneratório” que “aprofunda a precariedade existente”.

Também no passado dia 5 de junho foi criada uma petição pública ‘online’, denominada “Pela estabilidade profissional e pela valorização das condições de trabalho dos Coordenadores, Adjuntos, Docentes e Leitores do Ensino de Português no Estrangeiro (EPE)”.

A petição, que contava, ao final da tarde, com 8355 assinaturas, pede, entre outros aspetos, que “seja mantido o atual modelo de vinculação dos profissionais do EPE, rejeitando soluções que diminuam a estabilidade profissional e institucional da rede”. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


Rock in Rio.PT











Vamos aprender português, cantando

 

Rock in Rio.PT

 

Bate, bate

braços no ar

no palco do vale

cantar e dançar

 

Bate, bate

pede Lisboa

fogo que arde

gaivota que voa

 

É Brasil!

é irmão!

Rock in Rio

no coração

 

É Brasil!

é irmão!

Rock in Rio

no coração

 

Começa aqui

à beira do Tejo

um dia Feliz

é tudo o que eu quero

 

Ser português

ou ser brasileiro

camone, francês

o mundo inteiro

 

É Brasil!

é irmão!

Rock in Rio

no coração

 

É Brasil!

é irmão!

Rock in Rio

no coração

 

É Brasil!

é irmão!

Rock in Rio

no coração

 

É Brasil!

é irmão!

Rock in Rio

no coração

 

Bate, bate

Rock in Rio

bate, bate

Rock in Rio

 

Bate, bate

Rock in Rio

bate, bate

Rock in Rio

 

Bate

Bate

 

UHF - Portugal


Eu vou ao Norte

A primeira noite sem ti

O vento mudou

 

sábado, 20 de junho de 2026

Macau - Concurso fotográfico dedicado à Grande Baía aceita candidaturas até 16 de Agosto

O “Concurso de Fotografia Tesouros da Grande Baía” está de regresso, desta vez com foco no quotidiano das aldeias urbanas. Os participantes podem submeter os seus trabalhos até 16 de Agosto na página do CURB, que atribuirá prémios em dinheiro e certificados aos trabalhos vencedores


O CURB – Centro para a Arquitectura e Urbanismo está a aceitar candidaturas para a segunda edição do concurso de fotografia da Grande Baía até 16 de Agosto. Este ano, os participantes são encorajados a explorar os “recantos mais recônditos” das cidades e a documentar, com recurso à câmara fotográfica, a vida quotidiana das aldeias urbanas.

Sob o tema “Concurso de Fotografia Tesouros da Grande Baía – Aldeias Urbanas na Grande Baía”, os participantes da segunda edição são convidados a olhar atentamente para os detalhes da paisagem urbana e a captar a rotina de quem nela vive. “Vista de uma perspectiva pessoal, as cidades da Área da Grande Baía revelam camadas ricas e toques humanos únicos”, escreve o CURB na sua página oficial, onde destaca os “edifícios densos, ruelas movimentadas, ruas históricas e bairros animados” que, juntos, “formam o autêntico carácter urbano da região”.

O concurso divide-se em três categorias: “Grupo Aberto de Macau”, “Grupo de Estudantes de Macau” e “Grupo Aberto da Grande Baía”, sendo que este último está também aberto a participantes de Hong Kong e das demais cidades da Grande Baía. Em todas as categorias, os vencedores serão recompensados com prémios pecuniários e certificados e haverá ainda espaço para a atribuição de menções honrosas às candidaturas que se destacaram, embora não tenham ficado no pódio.

Mais concretamente, os três primeiros colocados dos grupos abertos de Macau e da Grande Baía vão receber prémios de 4000, 2500 e 1500 patacas. Quanto ao grupo de estudantes de Macau, os prémios são de 2000, 1500 e 1000 patacas.

Os trabalhos podem ser submetidos até dia 16 de Agosto na página do concurso (https://competition.curb-center.com/gba-2026-edition), sendo depois apreciados por um “painel de jurados experientes” encabeçado pela fotógrafa Ines Leong e composto pelo designer Carlos Sena Caires e pelos arquitectos Francisco Ricarte e Nuno Soares. No regulamento do concurso, lê-se que as fotografias – limitadas a um máximo de três por participante – serão avaliadas com base na “criatividade, qualidade de execução e originalidade da visão”

Os resultados serão posteriormente anunciados na página de Facebook do CURB. A cerimónia de entrega dos prémios está agendada para o dia 12 de Setembro, acompanhada por uma exposição que ficará patente na Ponte 9 – Plataforma Criativa, sede da organização.

Em comunicado, o CURB recorda que tem vindo a dinamizar concursos fotográficos desde 2022, somando já cinco edições do Concurso de Fotografia de Arquitectura de Macau – um evento “único” na cidade, que tem ajudado a fomentar “o sentimento de pertença dos cidadãos ao local onde vivem”. Ao longo dos anos, já foram recebidos 1917 trabalhos de 831 participantes.

Com o “Concurso de Fotografia Tesouros da Grande Baía”, lançado pela primeira vez em 2024, o CURB diz querer “alcançar uma audiência mais vasta” e “envolver o público em geral na exploração da arquitectura da Grande Baía”, de forma a reforçar o “sentimento de pertença e de ligação” entre as várias cidades que a constituem. A edição anterior recebeu 377 fotografias de 157 participantes. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”


Angola - Investigação associa o país a empresa suspeita de interferência em eleições

Companhia israelita Blackcore averiguada em França. A Viginum, agência governamental francesa que monitoriza, detecta e caracteriza eventuais operações de interferência digital estrangeira afirma que a BlackCore coordena dezenas de perfis e grupos falsos no Facebook que defendem o governo e o MPLA

O que começou por ser uma investigação sobre influência estrangeira e manipulação das eleições locais em França, rapidamente se transformou num caso que envolve vários países e actividades suspeitas no Togo, Escócia, EUA e Angola. No centro das investigações está uma obscura empresa de origem israelita, chamada BlackCore, que em Fevereiro de 2026 terá sido contratada pelo Governo angolano, segundo as autoridades francesas.


No passado dia 12 de Junho, a Viginum, agência governamental francesa encarregada de monitorizar, detectar e caracterizar operações de interferência digital estrangeira, que é tutelada pelo Secretariado-Geral de Defesa e Segurança Nacional (SGDSN) de França, divulgou publicamente um relatório com o título "Rokh Solis: Análise de um modus operandi informativo que teve como alvo as eleições autárquicas de Março de 2026", que divulga as informações apuradas sobre as operações da BlackCore naquele país.

No caso de Angola, a agência identificou dezenas de contas, grupos e perfis falsos, que actuam de forma coordenada para expandir, abafar ou interferir directamente em narrativas e informações que circulam nas redes sociais e na internet, sobretudo para veicular mensagens favoráveis ao governo e ao MPLA. "As investigações conduzidas pela Viginum permitiram identificar", para além das contas associadas às eleições autárquicas em França, outro conjunto "com características idênticas, mas que, desta vez, visavam públicos em Angola", segundo consta no relatório oficial consultado pelo Expansão.

"Com efeito, foram identificadas 48 contas ainda activas, que apresentam vários elementos semelhantes ao conjunto descrito anteriormente: fotografias geradas por inteligência artificial, utilização de nomes com conotação lusófona («Maria Sousa», «Paulo Carvalho», «Luísa Pereira», etc.), partilhas em comum entre estas diferentes contas e coordenação das suas interacções nas mesmas publicações através de "gostos" ou comentários", descreve a Viginum. Miguel Gomes – Angola in “Expansão”


Moçambique - Enfatiza unidade, inclusão e futuro da lusofonia em reunião na ONU

Conferência em Nova Iorque sobre ODS 16 liga paz, justiça e governação eficaz. Ministro aponta urgência de diálogo inclusivo, valorização de línguas e foco na independência da economia até 2030


Nova Iorque acolhe a Conferência do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16, ODS 16. Este ano, o lema é “Impulsionar a transformação e a ação coordenada para o desenvolvimento sustentável”.

O evento é coorganizado pela Itália, pela Divisão para Instituições Públicas e Governo Digital do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU e a organização intergovernamental dedicada à promoção do Estado de Direito, IDLO.

Visão de inclusão para os próximos anos

A lista dos países avaliados inclui apenas dois de língua portuguesa: Moçambique e Timor-Leste; Antes da apresentação, o ministro moçambicano da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, partilhou com a ONU News a visão de inclusão para os próximos anos assente em três bases.

“Neste encontro, aqui nas Nações Unidas, trazemos a nossa abordagem e a experiência moçambicana no quadro dos esforços de cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16, concretamente abordando as questões ligadas ao desenvolvimento sustentável, ligadas à paz e à justiça, mas também às questões de governação.”

O representante destacou as linhas de força que sustentam o crescimento previstos na Estratégia Nacional 2026-2044, uma visão na qual o país olha além das metas imediatas no fim desta década.

Resiliência ambiental

A primeira ação é a solidez financeira reestruturando a economia para garantir a sustentabilidade em longo prazo. A segunda é a adaptação ao clima ao integrar resiliência ambiental e resposta às mudanças climáticas no centro do planeamento.

Por fim, está a integração social para garantir que o crescimento económico se traduz em bem-estar real para a população, segundo Inocêncio Impissa.

O ministro mencionou o processo de diálogo nacional em curso que “foi desenhado para ser transversal e genuinamente participativo”.

“De facto, a consolidação da unidade nacional, que é um projeto grande no âmbito do diálogo nacional que está a ser feito, mas, acima de tudo, e como tem sido a linha geral do presidente da República para estes quatro anos que vêm, é a questão da criação das bases de desenvolvimento económico para a independência económica do nosso país, de Moçambique.”

O objetivo é garantir que a sociedade civil, comunidades e cidadãos sejam ouvidos. A premissa do ODS 16 de construir sociedades justas e inclusivas reflete-se na máxima assumida pelo ministério: em Moçambique, ninguém fica para trás.

O poder da lusofonia: cruzar línguas, unir nações

Com as celebrações dos 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, no horizonte, o ministro Impissa defendeu uma ponderação sobre a identidade e a inclusão etnolinguística.

Para Moçambique, a riqueza reside na diversidade. O desafio e a beleza do futuro da lusofonia passam por encontrar o ponto de equilíbrio perfeito onde a língua portuguesa se cruza com idiomas nacionais e locais, sem que estas percam o seu espaço ou valor.

“É sempre bom rever e também trocar algumas impressões sobre o que é que nós pensamos sobre a África, sobre a lusofonia e ver como é que, naturalmente, podemos aprofundar as nossas relações de irmãos.”

O encontro em Nova Iorque serve também como palco para reforçar os laços de fraternidade com países como Angola e Cabo Verde, desenhando uma estratégia conjunta para o desenvolvimento de África e do espaço lusófono.

O ministro de Moçambique disse que o país reafirma o seu compromisso com uma governação moderna, inclusiva, resiliente e profundamente orgulhosa das suas raízes. Eleutério Guevane – Moçambique ONU News


Centro de Estudos Internacionais Iscte - Apresentação dos resultados do projeto Circularidade Urbana em Portugal

No próximo dia 23 de junho, às 14h30, terá lugar no Iscte a apresentação dos resultados do projeto "Circularidade Urbana em Portugal: Uma abordagem participativa, modular e adaptativa".

Nesta sessão serão apresentados o painel de indicadores desenvolvido em colaboração com os municípios, os resultados dos projetos-piloto e um conjunto de recomendações para apoiar a integração da circularidade no planeamento e na decisão pública.

O evento contará ainda com uma mesa-redonda dedicada aos desafios e oportunidades da medição e implementação da circularidade urbana em Portugal.

📍 Participação presencial

A inscrição é obrigatória devido à capacidade limitada da sala:

https://forms.cloud.microsoft/e/PfNayZ2MUT

💻 Participação online

Ligação de acesso:

https://teams.microsoft.com/meet/362592478175708?p=KGtCShGe0M5kUhrL9T

ID da reunião: 362 592 478 175 708

Código de acesso: DA7kE9TH

Consulte o programa completo na imagem abaixo.