Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Baía da Lusofonia - 14.º Aniversário

 

… “agora, peregrino, vago e errante,

vendo nações, linguagens e costumes,

Céus vários, qualidades diferentes,” …

          Luiz Vaz de Camões “Canção X” in “Rimas”, Lisboa 1595 


Ao comemorar o seu 14.º aniversário, o blogue “Baía da Lusofonia” registou o seu melhor resultado, a nível de visitantes, nos últimos doze meses, ultrapassando os valores alcançados no mesmo período, mas do ano 2019 / 2020, que eram até agora o seu melhor.

Criando um acervo com mais de 14 mil e quinhentos artigos, originais e reproduções de informações em língua portuguesa, divulgados pelo mundo, sempre sem qualquer fim lucrativo, o blogue tem uma procura bastante diversificada, sendo o Brasil o único país lusófono entre os 40 principais países com visitantes nos últimos doze meses.

Com o número de visitantes a registar 1.563.411 nos últimos doze meses, com os Estados Unidos, Singapura e Brasil a ocuparem os 3 primeiros lugares de uma lista que supera os 200 países e territórios.


A Ásia, incluindo a Oceânia é o continente com mais procura pelo blogue, 36%, segue-se a América do Norte, 33%, América Central e do Sul, 15%, Europa, 14% e a África com 2%. Os países lusófonos correspondem a 9% das visitas.  

A música em língua portuguesa continua a ter uma procura assinalável, correspondendo a 5,4% dos números deste período, os últimos doze meses. A música “Primavera” do grupo Bandidos do Cante acompanhado de António Zambujo tem sido a mais pesquisada.

Um blogue, “Baía da Lusofonia”, virado para a cultura e ciência, história e meio ambiente, saúde e educação, música e literatura, língua, transportes e infraestruturas, tem ao longo destes 14 anos registado alterações significativas na origem dos visitantes, destacando-se Portugal que neste período está na 6.ª posição e agora não aparece nos primeiros 40 países, no que diz respeito aos últimos doze meses, que permite dizer que o objectivo de levar a língua portuguesa a todos os cantos do mundo está alcançado, mostrando que a nossa língua é universal. Baía da Lusofonia




domingo, 31 de maio de 2026

Estados Unidos da América - Lusodescendentes brilham nos maiores eventos

A empresa responsável pelo famoso espetáculo de fogo de artifício do 4 de Julho em Nova Iorque foi fundada por um emigrante açoriano. A curiosidade foi partilhada pelo consulado de Portugal em Nova Iorque


A Souza é a empresa de pirotecnia que, há várias décadas, organiza o espetáculo anual promovido pelo Macy’s para assinalar o Dia da Independência norte-americano.

A empresa foi criada em 1906, na Califórnia, por Manuel de Souza, natural dos Açores, e é atualmente gerida pelo seu neto, Jim Souza.

Segundo o consulado português, a Pyro Spectaculars by Souza é atualmente uma das maiores empresas de pirotecnia dos Estados Unidos e tem estado envolvida em vários eventos de grande dimensão no país.

Além das celebrações do 4 de Julho em Nova Iorque, a empresa já iluminou eventos como a Super Bowl, espetáculos nos parques da Disney e várias edições dos Jogos Olímpicos. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Luxemburgo - “Euforia”: A celebração da lusofonia no verão do país

No cenário histórico da Abbaye de Neumünster, o centro cultural Neimënster acolhe mais uma edição de um evento que celebra a diversidade cultural através da música. Intitulado Euforia, este dia específico da programação destaca-se como uma homenagem às sonoridades da lusofonia, reunindo influências de Portugal, Cabo Verde e Brasil num ambiente festivo e aberto a todos


Agendado para o dia 11 de julho de 2024, entre as 17h30 e a meia-noite, Euforia propõe uma viagem musical que atravessa geografias e tradições, refletindo a riqueza cultural dos países de língua portuguesa. Integrado na programação de verão de Neimënster, o evento decorre ao ar livre, tirando partido do ambiente único da abadia.

Ao longo da tarde e da noite, o público é convidado a mergulhar em diferentes estilos musicais que, apesar das suas especificidades, partilham raízes comuns. O programa inclui a presença do Priscila da Costa Trio, que traz ao palco a expressividade do fado, género profundamente ligado à identidade portuguesa. Segue-se Carisa Dias & Band, com uma abordagem que cruza a morna cabo-verdiana com influências contemporâneas, evocando temas como a diáspora e a pertença. A energia do samba brasileiro chega com Samba de Lux, convidando à dança e à celebração coletiva, enquanto o encerramento fica a cargo da Banda Compacto, que transforma o espaço num verdadeiro baile ao ar livre.

Mais do que uma sucessão de concertos, Euforia afirma-se como um espaço de encontro entre comunidades. A programação inclui também momentos de convívio, animação e propostas pensadas para diferentes públicos, reforçando o carácter inclusivo do evento. A combinação entre música, gastronomia e ambiente ao ar livre contribui para criar uma experiência imersiva, onde o público não é apenas espectador, mas parte integrante da festa.

Num país marcado pela diversidade cultural como o Luxemburgo, iniciativas como esta assumem um papel relevante na valorização das comunidades lusófonas e das suas expressões artísticas. Euforia surge assim como um ponto de convergência entre tradição e contemporaneidade, promovendo o diálogo cultural através da música.

Ao reunir diferentes vozes e ritmos num mesmo palco, o evento sublinha a força da lusofonia enquanto espaço de partilha. Mais do que um momento de entretenimento, trata-se de uma celebração da identidade cultural comum, vivida de forma coletiva num dos espaços mais emblemáticos da cidade. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Em liberdade











Vamos aprender português, cantando

 

Em liberdade

 

Olho para trás sem dor

que lágrimas chorei

que coração larguei

cansada do que é triste e vão

 

Tanta pele e tanta cor

a história que eu herdei

a vida que eu mudei

sedenta do que existe e vim

 

Falar de onde eu venho

saber o meu tamanho

vim ao céu pedir amor pra onde eu for

ao mar pra ver o céu ficar maior

à terra ver o mar onde nasci

em liberdade

 

Olho para dizer adeus

se a saudade me quer

eu volto a não querer

cansada do cansaço vão

 

Tanta gente e tanto andor

a história vai pisar

eu canto pra avisar

sedenta de mais espaço e vim

 

Largar o que não tenho

trazer o que me é estranho

vim ao céu pedir amor pra onde eu for

ao mar pra ver o céu ficar maior

 

À terra ver o mar onde nasci

em liberdade, assim eu vim

ao céu pedir amor pra onde eu for

ao mar pra ver o céu ficar maior

à terra ver o mar onde nasci

em liberdade

 

Olho para a frente enfim

O sal eu já limpei

A cicatriz sarei

E saio para a rua assim

 

Em liberdade

 

Diana Vilarinho – Portugal

Composição:

(Letra) Rita Dias – Portugal

(Música) André Santos - Portugal

 

sábado, 30 de maio de 2026

Moçambique - Elias Beúla lança obra de estreia “A Sombra da Amargura” em Maxixe

O escritor moçambicano Elias Beúla lançou oficialmente, no passado dia 29 de Maio, a sua primeira obra literária intitulada A Sombra da Amargura, num evento que teve lugar na Sala de Sessões do SDEJT (Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia) da cidade da Maxixe, província de Inhambane.

Segundo um comunicado da Netos Editorial, responsável pela publicação da obra, o lançamento contou com a presença de leitores, convidados e membros da comunidade académica, num momento que se pretende promover a literatura nacional, incentivar o gosto pela leitura e proporcionar um espaço cultural aberto ao público.

A apresentação do livro esteve a cargo do escritor Alerto Bia, que fez uma análise da obra e do seu enquadramento na literatura contemporânea moçambicana. A organização acredita que o lançamento representa um importante marco para o surgimento de novas vozes literárias no país.

Com A Sombra da Amargura, Elias Beúla estreia-se oficialmente no universo literário, passando a integrar a nova geração de autores moçambicanos que procuram afirmar-se através da escrita e da valorização da cultura nacional. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Moçambique - Regimildo Augusto Rafael marca história em Jangamo com o lançamento da obra “Quando o Mundo Mostra a sua Face”

No coração da província de Inhambane, o Distrito de Jangamo viveu um momento histórico que promete marcar uma nova era cultural e literária na região.


Trata-se do primeiro lançamento oficial de uma obra literária no Distrito de Jangamo, do estreante escritor Regimildo Augusto Rafael, que de entre vários objectivos pretende com o seu novo trabalho, mergulhar nos dilemas da vida moderna e chamar a sociedade de modo a refletir profundamente sobre valores morais, responsabilidade e tomada de decisões conscientes.

Intitulada Quando o Mundo Mostra a Sua Face, não é apenas um livro, visto que, considera-se por alguns leitores críticos da província, como um espelho da sociedade, retrato cru das escolhas humanas e das consequências que moldam destinos.

Com 9 capítulos distribuídos em 83 páginas, a obra foi editada pela Kufuyiwa Editores e já está despertando enorme interesse entre jovens leitores e figuras ligadas ao sector cultural.

Durante o lançamento oficial da obra, a administradora de Jangamo, Cénia Maela, destacou que o acontecimento simboliza “o fim do silêncio literário” naquela parcela da província de Inhambane, desafiando a todos de modo a fazerem uma leitura crítica e reflexiva da obra, defendendo que a literatura pode desempenhar um papel decisivo na transformação social.

Baseando-se em algumas perguntas colocadas pelo autor na obra, como “O que te prende hoje ao chiqueiro” Maela, exortou a todos sobretudo aos jovens a ter uma disciplina de vida no seu cotidiano.

Por sua vez, o estreante escritor Regimildo Rafael, fala do resgate dos valores sociais que vêm perdurando ao longo dos tempos, com o seguimento das novas gerações.

Baseando-se em escrituras sagradas e em vivências reais, Regimildo Rafael chama à reflexão de diferentes actores da sociedade sobre a necessidade de adoção de disposições estruturadas, de modo a evitar fracassos na vida social e pessoal.

A estreia de Regimildo Augusto Rafael no mundo da literatura, sobretudo em Jangamo, surge como uma poderosa demonstração de que talento, coragem e visão podem transformar histórias locais em mensagens universais. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Cabo Verde - Zulu lança videoclipe de “Bubista d’Otrora”

A cantora Zulu lançou na passada sexta-feira, 22, o videoclipe de “Bubista d’Otrora” tema que compõe o seu primeiro disco intitulado “Briza”, editado em Março de 2025


Segundo uma nota da produtora Harmonia, com o lançamento do videoclipe oficial, a composição de Zulu, já reconhecida pela sua densidade cultural, ganha o movimento e a vivacidade que só o cordão umbilical que une a artista à sua terra poderia proporcionar.

A mesma fonte sublinha que este projecto é a materialização da missão de Zulu: ser a ponte viva entre a sabedoria das gerações passadas e a energia da nova geração.

“Não é por acaso que as crianças da Boa Vista se tornaram as fiéis seguidoras deste tema; nelas, a música desperta uma nova era de orgulho e valorização cultural, uma identidade quase perdida nos dias de hoje”, refere.

Bubista d’Otrora, conforme a mesma fonte convida-nos a escutar com o coração para sermos transportados a um tempo onde se vivia com verdade toda a imensidão e versatilidade que compõem a alma e a essência da ilha.

“O grande diferencial deste lançamento é a forma como o Landú, enquanto ritual de conquista, dança e celebração do casamento, transporta-se da profundidade histórica das gentes da ´ilha fantástica´ para ganhar vida através da expressividade de Bubista d'Otrora”, revela.

A mesma fonte relata que o videoclipe não se limita a acompanhar a música; ele documenta o gesto e a oralidade de um povo que mantém a sua sabedoria gigante, garantindo que o legado dos mais velhos floresça nas mãos dos mais novos.

Sob a direcção artística de Hernani Almeida, enquanto produtor e o coração pulsante arranjador desta faixa, que respeita a autenticidade das raízes da artista, e o olhar atento e aconselhamento de Djô da Silva, o tema encontra o equilíbrio perfeito entre a identidade de um povo e uma nova briza musical que paira sobre Cabo Verde.

Com o contributo de instrumentistas de peso do jazz caribenho, como o pianista Mario Canonge, cuja identidade musical está profundamente enraizada na cultura caribenha, sendo considerado um dos maiores expoentes do jazz caribenho e do jazz crioulo a nível mundial, Bubista d’Otrora efectiva a capacidade de novos compositores, como é o caso de Zulu, em elevar a música tradicional a um patamar universal.

O videoclipe percorre as localidades da Boa Vista, transformando as paisagens e as gentes de outrora num retrato atual e atemporal pelas lentes do Kevin (Emilio Garcia), jovem santiaguense que reside na ilha da Boa Vista.

É a materialização de um projecto que une a educação, a tradição e a arte contemporânea, consolidando Zulu como uma das vozes relevantes na salvaguarda do património imaterial de Cabo Verde.

Com o lançamento do videoclipe, Bubista d’Otrora deixa de ser apenas uma canção para ser vista, sentida e vivida como um pedaço pulsante da história boa-vistense e parte da diversidade cultural de Cabo Verde.

De lembrar que Zulu está nomeada nos Cabo Verde Music Awards nas categorias: de Artista Revelação; de Música Tradicional do Ano; de Coladeira do Ano e de Funaná do Ano. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”