Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Macau - Novo laboratório sino-português ambiciona criar avião eléctrico

Um novo laboratório sino-português inaugurado ontem em Macau quer ajudar a desenvolver tecnologia que pode levar à criação de um “avião eléctrico” e supercomputadores sustentáveis. O novo laboratório sino-português de optoelectrónica vai juntar o Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação (i3N) da Universidade Nova de Lisboa (UNL) e o Instituto de Ciências e Engenharia de Materiais da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (UCTM).


Segundo Rodrigo Martins, coordenador do i3N-NOVA e Presidente da Academia Europeia de Ciências, a iniciativa pretende impulsionar uma tecnologia emergente capaz de transformar setores estratégicos, desde a aviação eléctrica até aos supercomputadores de baixo consumo energético, enquanto reforça a ligação científica entre Portugal, Macau e a China.

A optoelectrónica é o estudo e aplicação de aparelhos electrónicos que fornecem, detectam e controlam luz, incluindo os computadores do futuro, que poderão funcionar com luz e não só com transições electrónicas.

Entre os projectos em desenvolvimento, Martins apontou o sonho de criar um avião eléctrico, dependente de sistemas de armazenamento ultraleves, como baterias feitas de papel.

“Com as baterias actuais seria impossível levantar voo. Estamos a desenvolver sistemas ultraleves, incluindo baterias feitas de papel, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, destacou o cientista.

Rodrigo Martins referiu também a necessidade de repensar os supercomputadores, que hoje consomem “mais energia do que a cidade de Lisboa”, destacando que o “caminho não é a energia nuclear, mas sim novos componentes electrónicos de ultra baixo consumo”.

Martins e a esposa, a cientista Elvira Fortunato, são conhecidos por terem inventado com colegas em 2008 o chamado “papel electrónico”, o primeiro transístor feito de papel.

O académico acrescentou que estas tecnologias têm também aplicações espaciais, nomeadamente em satélites.

“Folhas flexíveis de polímero podem substituir o silício, sendo mais resistentes à radiação cósmica e mais leves. Temos um projecto chamado Jump into Outer Space que explora exactamente isso”, disse o investigador.

Uma parceria da Nova e várias universidades italianas, francesas e alemãs, o projecto “Jump into Outer Space” quer desenvolver células solares ‘tandem’ totalmente em ‘perovskite’, leves, flexíveis e eficientes, integradas em substratos fotónicos resistentes para uso em órbita baixa.

Estas soluções prometem revolucionar a energia solar espacial, alimentando desde satélites e sistemas de propulsão até centrais solares, capazes de fornecer energia contínua à Terra e apoiar bases na Lua ou em Marte.

Shuit-Tong Lee, reitor do Instituto de Ciência e Engenharia de Materiais da UCTM, sublinhou à Lusa a importância da parceria para a diversificação económica de Macau. “Macau quer desenvolver alta tecnologia como forma de diversificar para além dos casinos. A optoelectrónica é uma das apostas para esse futuro. Temos um grupo dinâmico de pesquisa e a Universidade Nova é uma das melhores da Europa nesta área. Esta colaboração é um passo importante para o nosso desenvolvimento”, disse.

Rodrigo Martins destacou que a NOVA pretende que o laboratório seja uma “ponte” que una a China a Portugal e à Europa, “atraindo os melhores talentos e beneficiando o desenvolvimento” da área em Portugal. “Mas o grande mercado do futuro está na China, e, se não tivermos olhos para ver isso, não sei bem o que vamos fazer”, sublinhou.

O investigador recordou ainda a importância das parcerias já em curso com instituições chinesas, como a Universidade de Wuhan, onde é conselheiro científico.

“Abrimos também ‘hubs’ em Hefei e Chongqing. A Europa precisa dos grandes talentos que existem na China e nós precisamos de saber explorar melhor este novo mercado”, apontou.

Elvira Fortunato destacou, por outro lado, que a China “teve um crescimento tecnológico exponencial nos últimos 20 anos” e é hoje líder em vários setores tecnológicos.

“A ciência é global e não tem barreiras. É preciso trabalhar em conjunto para um mundo melhor, seja na China, Portugal, na Rússia ou nos Estados Unidos. A diplomacia científica pode muitas vezes ajudar a resolver problemas muito difíceis”, indicou a antiga ministra portuguesa da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (2022-2024). In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


Macau - Governo garante “condições favoráveis” na cooperação tecnológica com os Países de Língua Portuguesa

O Governo da RAEM promete aprofundar a cooperação científica e tecnológica com os países lusófonos, nomeadamente Portugal e Brasil. Para além disso, apoiará a criação conjunta de plataformas de alto nível, bem como a realização regular de actividades como intercâmbios académicos e visitas de investigação científica


A criação de “condições favoráveis” para aprofundar a cooperação em investimento e financiamento entre a China e os países de Língua Portuguesa (PLP) é uma garantia dada pelo Governo, com o objectivo de fomentar o desenvolvimento de alta qualidade do sector científico e tecnológico da RAEM. Nesse sentido, o Executivo “continuará a aprofundar a cooperação científica e tecnológica com os PLP, nomeadamente Portugal e o Brasil, implementando, de forma regular, um programa conjunto de apoio financeiro à investigação científica com o Brasil”, segundo refere o Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT) em resposta a uma interpelação do deputado Si Ka Lon.

No documento, o presidente do Conselho de Administração do FDCT, U U Sang, assevera que “adicionalmente, o Governo apoiará a criação conjunta de plataformas de investigação científica de alto nível, bem como a realização regular de actividades como intercâmbios académicos e visitas, com o intuito de impulsionar a implementação de mais projectos conjuntos de investigação científica”.

O FDCT salienta que, ouvidos o Gabinete do Secretário para a Segurança, a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) e a Autoridade Monetária (AMCM), “têm vindo a ser adoptadas diversas medidas para promover o intercâmbio e a cooperação entre Macau e Portugal nas áreas de ciência e tecnologia”, lembrando que, no ano passado, o Fundo alargou os seus trabalhos nalgumas vertentes principais.

O organismo frisa que, desde a criação do “Centro de Cooperação e Intercâmbio de Ciência e Tecnologia entre a China e os PLP”, a DSEDT tem apoiado a associações cívicas de Macau na realização de diferentes tipos de actividades, incluindo concurso de inovação e empreendedorismo, roadshows e seminários. Esse suporte, “cria oportunidades de intercâmbio entre as empresas tecnológicas e as instituições de ensino superior de Macau e do Interior da China com o sector dos PLP, promovendo assim a cooperação entre ambas as partes”.

A FCDT menciona na resposta ao deputado que a DSEDT tem vindo também a prestar assistência e apoio ao sector da ciência e tecnologia internacional que pretende desenvolver-se em Macau, incluindo os PLP. “Através do aperfeiçoamento contínuo das estruturas institucionais e da optimização do ambiente para as indústrias da inovação tecnológica”, podem ser atraídas mais empresas de tecnologia estrangeiras para se desenvolverem no território, sustenta.

Por outro lado, o Governo reforçou igualmente a divulgação externa do ambiente e das medidas de apoio do mercado financeiro de Macau, “lançando medidas de benefícios fiscais competitivas, com vista a atrair ainda mais sociedades de gestão de fundos de investimento, tanto nacionais como estrangeiras, a estabelecerem-se em Macau”, sublinha o FCDT.

O Fundo adianta que, até ao momento, a AMCM celebrou acordos bilaterais de cooperação com 12 autoridades de supervisão financeira de oito países de expressão lusa, o que contribui para promover a cooperação de investimento e financiamento entre a China e os países lusófonos. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


UCCLA - Lançamento do livro “História da Música Angolana”

Vai acontecer no dia 24 de abril, às 18 horas, o lançamento do livro História da Música Angolana da autoria de Albino Carlos, no auditório da UCCLA.

Com a chancela da editora Oficina de Escrita, a obra será apresentada pelo historiador Alberto Oliveira Pinto.


História da Música Angola é a História de Angola escrita através da sua música, constituindo um dos mais profundos e ousados estudos sociológicos que ajuda a conformar uma ideia de Angola e vivenciar a maneira peculiar de ser angolano, sendo a prova provada de que o saber-se e o sentir-se angolano são inerentes à memória e história de canções que lhes atualizam o sentimento de pertencimento.

O livro aborda a identidade musical angolana, faz uma incursão pela poesia tradicional e cancioneiro popular, disseca o semba e o kuduro e enfatiza as músicas angolanas de antologia. A contribuição da canção política na luta de libertação nacional, bem como o papel da música no processo de emancipação das mulheres são também afloradas dentre outras questões, mormente as vozes musicais das diásporas, a problemática das línguas nacionais e a canção infantil. Consta também a recolha de mais de 200 letras das mais emblemáticas canções tradicionais e modernas em todas as línguas nacionais, cuja temática varia desde o imaginário mítico-telúrico ao fantástico, passando pelos mais diversos aspetos da realidade política e social, cultural e económica.

Biografia:

Albino Carlos nasceu em Angola. Notabiliza-se por escrever sobre a idiossincrasia da alma angolense tal qual, sendo um dos mais aclamados e premiados autores das letras angolanas.

Prémio Nacional de Literatura (2014) com o estrondoso “Issunje”, Prémio de Literatura António Jacinto (2006) com o romance “Olhar de lua cheia), vencedor dos Globos de Ouro (2018) com a novela “Caça às bruxas” e depois do sucesso do livro de contos “Os funerais de Manguituka e outros mambos” (2023), Albino Carlos regressa agora aos escaparates com “História da Música Angola”, comprovando a qualidade e originalidade de uma pena de fina estampa que tem figurado em antologias e edições traduzidas de grande prestígio em Angola e além-fronteira. Ele tem ainda no prelo as obras “Semba” e “Muxima Luanda”.

Assinatura reconhecida do jornalismo angolano e figura destacada do meio académico, Albino Carlos é Doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, licenciado em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, membro da Academia Angolana de Letras, da União de Escritores e da União dos Jornalistas Angolanos e docente da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, tendo sido Diretor-Geral do Instituto Superior de Ciências da Comunicação (ISUCIC) e do Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR). Atualmente é Ministro Conselheiro na Embaixada de Angola na Sérvia.


Portugal - Universidade de Coimbra lidera projeto de reutilização de água tratada na agricultura

Iniciativa promove o aproveitamento de efluentes municipais para uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos


O projeto SAFEWATER, liderado pelo investigador João Gomes do CERES - Chemical Engineering and Renewable Resources for Sustainability, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, já está em andamento e visa promover a reutilização sustentável de água tratada para fins agrícolas, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos e para a adaptação às alterações climáticas.

Desenvolvido em parceria com a InovCluster, os Serviços Municipalizados de Castelo Branco, o AdP VALOR e com a cooperação do Parque Natural do Tejo Internacional, o projeto testa a aplicação de tratamento quaternário de efluentes provenientes da ETAR de Castelo Branco assim como do sistema de drenagem municipal, permitindo a sua utilização na irrigação agrícola, nomeadamente na região do Parque Natural do Tejo Internacional.

Esta abordagem pretende reforçar a resiliência do setor agrícola, promovendo soluções inovadoras para a gestão da água em territórios sensíveis e valorizando as potencialidades locais.

O SAFEWATER integra múltiplas áreas de investigação e inovação, incluindo microbiologia aplicada à agricultura, gestão e operação de redes de água e soluções tecnológicas e práticas inovadoras para o setor agrícola.

O projeto promove, ainda, a cooperação entre investigadores, entidades públicas e parceiros do setor privado, fomentando a partilha de conhecimento e o desenvolvimento de soluções práticas que possam ser replicadas noutras regiões.

Financiado pela Fundação “la Caixa” e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), o SAFEWATER destaca-se como um contributo estratégico para a transição para modelos mais sustentáveis no uso eficiente da água, reforçando a inovação territorial e a sustentabilidade ambiental. Universidade de Coimbra - Portugal


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Bélgica - Concerto “Cantvs de Abril” celebra Revolução dos Cravos na cidade de Bruxelas

No âmbito das comemorações da Revolução dos Cravos, a Associação José Afonso (AJA) – Bruxelas convida a comunidade a assistir ao concerto “Cantvs de Abril”, no dia 24 de abril. O concerto realiza-se às 19h00, no Hôtel de Ville de Saint-Gilles


O grupo Cantvs, fundado em 2017 e composto maioritariamente por estudantes e ex-alunos da Hochschule für Musik und Tanz Köln, apresenta um repertório de arranjos originais de música tradicional portuguesa.

O evento é organizado pela AJA, com o apoio da embaixada de Portugal em Bruxelas e da Commune de Saint-Gilles. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo



Portugal – Cidade do Porto celebra os 90 anos de Malangatana com exposição e programação cultural

A cidade do Porto acolhe, a partir deste sábado, 11 de abril, a celebração do 90.º aniversário do renomado artista moçambicano Malangatana Valente Ngwenya, (Matalana, distrito de Marracuene, Moçambique, 6 de junho de 1936 – Matosinhos, Portugal, 5 de janeiro de 2011) com a inauguração da exposição “Crepúsculo Moçambicano”, no Espaço MIRA, às 16h

A mostra reúne diversas expressões artísticas, incluindo pintura, escultura, desenho, gravura, fotografia, cinema e memorabília, homenageando o legado multifacetado de Malangatana e a riqueza da arte moçambicana. A curadoria está a cargo de Lurdes Macedo e Manuel Santos Maia.

A programação estende-se até ao final de junho, com actividades a decorrer também no MIRA Fórum, incluindo lançamento de livro, leitura performativa, exibição de documentário, debates e um colóquio inserido na II Escola de Verão de Estudos Africanos em Português.

Entre os destaques, consta o lançamento do livro Malangatana: The Eye of the Crocodile, de Richard Gray, agendado para 9 de maio, bem como a exibição do documentário “No Trilho de Malangatana: Do Legado à Memória”, seguida de debate, no dia 6 de junho.

A exposição conta ainda com obras de vários artistas, como Reinata Sadimba, Rúben Zacarias e Shikhani, entre outros, além de contribuições documentais e bibliográficas de importantes nomes da literatura e investigação lusófona, incluindo Mia Couto e Paulina Chiziane.

A iniciativa resulta de uma colaboração entre a Fundação Malangatana Valente Ngwenya, o CICANT/LabCLIP, as Galerias Mira e a Colecção João de Almeida, reforçando os laços culturais entre Moçambique e Portugal. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


O antissemitismo até no bar

Durante uma grande parte de minha vida, que é longa, sempre foi a extrema-direita a líder do antissemitismo, culminando com a perseguição e massacre de judeus pelos nazistas de Hitler. Uma grande parte da intelligenzia era formada de judeus e os primeiros kibutzes em Israel eram socialistas.

Ora, nestes últimos anos, vem acontecendo o inverso, embora não se trate declaradamente de antissemitismo mas ocorre sob a cobertura de antissionismo. Assim, a pretexto de se criticar a estrutura do Estado de Israel e colocar em questão sua própria existência, negando-se aos judeus o direito a um Estado, vem ressurgindo a tendência de se transferir essas críticas aos judeus, inclusive aos que vivem fora e longe de Israel.

É esse amálgama o detonador do fenômeno social atual do antissemitismo, provocando mesmo o surgimento de dois projetos de lei, de certa forma parecidos, um no Brasil pela deputada federal Tábata Amaral, e outro na França, pela deputada Caroline Yadan, provocando fortes reações nas redes sociais de esquerda.

Uma petição do partido LFI, de extrema-esquerda, França Insubmissa, contra o projeto Yadan, já reuniu mais de 500 mil assinaturas, enquanto no Brasil as redes sociais de esquerda agridem a deputada Tábata Amaral.

Qual a semelhança entre esses dois projetos de lei?  A de enquadrar as novas formas de antissemitismo dissimuladas como antissionismo.

Diante da recrusdescência do antissemitismo, a jornalista Mariliz Pereira Jorge publicou, na Folha de São Paulo, com título sugestivo Antissemitismo gourmet, um texto sobre o aviso colocado à entrada de um bar bastante frequentado no Rio de Janeiro, de que "americanos e israelenses não são bem-vindos", antecipando, talvez de alguns meses, a proibição da entrada de judeus em outros bares, cafés e restaurantes.

Não estamos ainda na obrigatoriedade da Estrela de Davi amarela, símbolo de segregação dos judeus na Alemanha nazista, mas é preciso se tomar cuidado.

Parece também inapropriado se prever o fim do Estado de Israel antes de completar 100 anos, pois os comentários postados, debaixo dessa profecia publicada no canal Opera Mundi, revelam muitos sentimentos antissemitas extremados, lembrando o slogan "Do rio ao mar" pela destruição de Israel. Não há justificativa para esse tipo de publicidade. Rui Martins – Suíça

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Rui Martins é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.