Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 20 de setembro de 2026

Alemanha - Sara Rodi levou a Constituição Portuguesa às crianças da cidade de Colónia

A escritora portuguesa Sara Rodi esteve este sábado em Colónia, na Alemanha, onde conversou com crianças e famílias sobre a Constituição da República Portuguesa, num encontro dedicado à educação para a cidadania e à compreensão da democracia pelos mais novos


A sessão teve como ponto de partida o livro A Maria e João não sabem o que é a Constituição, o Presidente da República ou a Democracia. E tu, sabes?, uma obra dirigida ao público infantil e publicada no mês em que a Constituição da República Portuguesa assinalou 50 anos.

Pensado como uma introdução acessível à Constituição, o livro aborda, através de uma linguagem adaptada às crianças e de uma abordagem didática, temas como os direitos e deveres, os diferentes poderes, as funções do Estado e as principais figuras das instituições portuguesas.

A obra recorre também a jogos e atividades para tornar a aprendizagem mais próxima e participativa, ajudando os mais novos a compreender conceitos fundamentais relacionados com a democracia e a cidadania.

Durante o encontro em Colónia, Sara Rodi apresentou este universo às crianças e às famílias presentes, proporcionando um momento de aprendizagem e de contacto direto com a autora. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo




Portugal - Prepara produção de satélites em Alverca com potencial de exportação

Portugal vai ter capacidade para produzir satélites já este ano, em Alverca, com potencial de exportação, e está “a situar-se como um exemplo na Europa” no domínio aeroespacial, afirmou o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas

“Está a ser erigida uma capacidade em Alverca que, eventualmente, poderá ser inaugurada ainda, até ao final do mês de outubro, mês de novembro, e que vai, talvez, ser das instalações com mais capacidade de fabricação de satélites, até na Europa. E não são satélites pequenos, estamos a falar de satélites com mais de 600 quilos”, salientou o general João Cartaxo Alves, em entrevista à agência Lusa.

Atualmente na chefia do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), o general Cartaxo Alves esteve à frente da Força Aérea entre 2022 e o início deste ano, tendo sido um dos principais responsáveis pelo recente impulso no ramo no domínio aeroespacial.

A Força Aérea tem inúmeros projetos em andamento na área do espaço, a começar pela Constelação do Atlântico, parceria entre Portugal e Espanha financiada pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) para desenvolver e lançar uma constelação de satélites de observação da Terra.

O objetivo é atingir um número suficiente de satélites para obter imagens de 30 em 30 minutos. Já foram lançados dois satélites do tipo SAR (que permitem obter imagens com alta resolução de dia, de noite e independentemente das condições meteorológicas) e serão lançados “mais dois este ano”, adiantou o general, adquiridos em junho pela Força Aérea à finlandesa ICEYE.

“Estarão previstos também no programa do SAFE [empréstimos europeus para a área da Defesa] mais três a quatro satélites para o próximo ano, na ideia de termos uma constelação que irá crescer e que nos permita, no futuro, ter capacidade de ver claramente, em qualquer ponto de coordenadas da nossa área, o que se está a passar e, com isso, tomar as melhores decisões”, acrescentou.

Os satélites no âmbito do SAFE serão produzidos no Alverca Space Hub, com potencial de exportação, estando prevista a contratação de até 50 novos engenheiros.

São várias as utilizações que os satélites podem ter, além do domínio militar: podem ajudar na monitorização e combate a incêndios; em cenários de tempestades severas (como a recente Kristin) conseguem delinear com precisão onde a água acumulada inundou margens de rios, campos agrícolas ou zonas urbanas, apoiando as equipas de socorro no terreno; são capazes de medir a temperatura dos oceanos bem como mapear áreas para auxiliar atividades como a agricultura.

Mas não é só na produção que Portugal se quer destacar: Cartaxo Alves alertou que a Europa está “a atingir uma fase de estrangulamento para lançamentos” de satélites e estando altamente dependente do Centro Espacial da Guiana, detido pela França, ou dos Estados Unidos, através da Space X.

Neste contexto, Portugal está a trabalhar na criação de uma base espacial em Santa Maria, no arquipélago dos Açores, um investimento de cerca de 15 milhões de euros do PRR. O objetivo é que o país tenha uma base que pode ser utilizada não apenas pelas forças armadas, mas também por diversos operadores internacionais.

“Acho que Portugal, neste momento, nessa área, está a situar-se como um exemplo na Europa, em que o ecossistema espacial nacional civil está perfeitamente ligado à área militar e ao ecossistema militar. (…) Em termos da União Europeia somos vistos, realmente, como um país que está a dar passos muito sólidos e consolidados em relação ao futuro na área do espaço”, considerou.

Além dos projetos a nível europeu, Portugal está a ponderar ainda aderir à “mega constelação” de satélites da NATO, anunciada em julho, na cimeira da Aliança, na Turquia. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


1 & 2












Vamos aprender português, cantando

 

1 & 2

 

Um e dois momentos

100 palavras soltas

um toque e rebentas

a escala do que é aceitável

entre nós não há nada

 

O vazio se faz presente

e, de repente

fujo a sete pés

conto até dez

e não

 

Não, não, não, não, não, não

 

Não me toques 

larga-me a mão

 

Sinto que a semente que queimaste à nascença,

vai crescer, vai crescer

 

Sinto-me indiferente, é nascente

e brota a correr, a correr

 

Um e dois…

um e dois…

 

Um e dois momentos

100 palavras

sete pés

dizes que me amas

quando mal me queres

 

Um e dois momentos

100 palavras

sete pés

dizes que me amas

quando mal me queres

 

O vazio se faz presente

e, de repente

fujo a sete pés

conto até dez

 

Sinto que a semente que queimaste à nascença

vai crescer, vai crescer

 

Sinto-me indiferente, é nascente, e brota

a correr, a correr

 

Mafalda - Portugal

 

sábado, 19 de setembro de 2026

Portugal - Guardiãs da Natureza reúnem-se em Santarém

O Convento de São Francisco, em Santarém, acolhe, no dia 25 de setembro, o 4.º Encontro Nacional das Guardiãs da Natureza, uma iniciativa organizada pela Business as Nature e coorganizado com o Município de Santarém, que conta com a UCCLA entre as entidades parceiras.


Sob o propósito de aproximar pessoas, territórios e futuros, o encontro dará a conhecer mulheres, projetos e parcerias que estão a contribuir para a transformação sustentável dos territórios, através da agricultura sustentável, da conservação da natureza, da inovação e do empreendedorismo.

A Secretária-Geral Adjunta da UCCLA, Embaixadora Paula Leal da Silva, irá moderar, pelas 17h50, o painel «Apresentação das Guardiãs da CPLP», que reunirá participantes de diferentes países de língua portuguesa, nomeadamente Brasil, Cabo Verde e Timor-Leste.

No âmbito deste painel, Ana Mariza Monteiro apresentará um dos resultados do projeto UCCLA / URB-ÁFRICA «Nosso Património, Nossa Riqueza» - uma ação de valorização do artesanato enquanto instrumento de sustentabilidade. Desenvolvido com o financiamento do Camões, I.P. e com a parceria da Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, Associação Lantuna e Embaixada de Cabo Verde em Portugal / Centro Cultural de Cabo Verde, o projeto promove a valorização ambiental, cultural, social e económica do território e das suas comunidades.

A edição de 2026 conta com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, António José Seguro. O encontro conta com o apoio do ICNF, do Fundo Ambiental e do Crédito Agrícola, e com a parceria da UCCLA, da Escola Superior Agrária de Santarém e da CONFAGRI. Conta ainda com o patrocínio de Bonduelle e Componatura.

Convidamos todos os interessados a participar neste encontro de partilha, inspiração e construção de novas parcerias. As inscrições estão abertas em:

https://forms.cloud.microsoft/e/RVeQt9sj2m

Programa do 4.º Encontro Nacional das Guardiãs da Natureza UCCLA


Brasil - Revogação de homenagem a António Salazar procura preservar memória e democracia

A revogação do título de doutor ‘Honoris Causa’ atribuído a António Salazar é vista por investigadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como forma de preservar a memória e evitar que a história se repita.


“O grande recado é para que a história não se repita”, afirmou à Lusa Vantuil Pereira, decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), que propôs a retirada da homenagem concedida ao ditador português.

Para o historiador, a recuperação da memória sobre ditaduras, perda de direitos políticos e ataques à autonomia universitária ganha particular importância no período atual da democracia brasileira.

“Estamos vivendo um período, em termos internacionais, mas especificamente no Brasil, onde a questão da memória sob ditadura, a memória autoritária, a memória antidemocrática, ela está nos visitando”, explicou.

Para a relatora do processo, Gilda Alvarenga, o episódio também reforça a necessidade de vigilância permanente sobre a democracia, mesmo quando as instituições parecem consolidadas e protegidas contra retrocessos autoritários.

“Nenhuma democracia é tão madura que não possa sofrer um golpe”, afirmou Gilda Alvarenga, membro da Comissão de Ensino e Títulos do Conselho Universitário, responsável pelo parecer que recomendou a cassação do título.

A proposta de retirada do título foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Coordenação do CFCH em junho de 2024 e posteriormente analisada pelo Conselho Universitário, que aprovou a revogação por ampla maioria em 27 de agosto deste ano.

Ambos defendem que a universidade não pode ser analisada separadamente do contexto político e social em que está inserida, porque também reproduz disputas, escolhas e contradições dos períodos históricos que atravessa.

No caso de Salazar, o parecer observa que a homenagem ocorreu em 1941, durante o Estado Novo português e o Estado Novo brasileiro, e destaca a caraterização historiográfica do regime salazarista como autoritário, marcado por censura, repressão e restrições às liberdades públicas.

Gilda Alvarenga disse não ser possível determinar, a partir dos documentos disponíveis, o contexto exato que levou à homenagem, incluindo se houve pressão para a sua aprovação, ao lembrar que três professores intervieram na discussão à época, mas a ata não registou o conteúdo das suas manifestações.

O parecer sustenta que a retirada do nome de Salazar do rol de doutores ‘Honoris Causa’ da UFRJ não representa o apagar histórico, ao destacar que todos os documentos devem ser preservados.

Gilda Alvarenga destacou que a capacidade de rever decisões anteriores é também uma responsabilidade institucional, sobretudo quando os valores que orientam a universidade se transformam ao longo do tempo.

“Se lá atrás eu cometi um equívoco e eu tenho hoje a oportunidade de revê-lo, por que não”, questionou, defendendo que a universidade deve ter a coragem para reconhecer e corrigir decisões anteriores.

“Hoje já não importa mais se foi um erro, se não foi erro, se foi imoral, se foi legal. Nada disso hoje conta, porque é passado, não dá para mudar”, realçou.

“O que importa é que hoje foi revisto: a Universidade Federal do Rio de Janeiro, ela não coaduna com os princípios de perseguição, princípios antidemocráticos. É isso que importa”, completou.

Vantuil Pereira relaciona a decisão ao trabalho da Comissão da Verdade, Justiça e Memória da UFRJ, criada por volta de 2013 para recuperar as memórias das ditaduras brasileiras e identificar vítimas e colaboradores.

Segundo Vantuil Pereira, o trabalho da comissão identificou homenagens atribuídas a pessoas ligadas a regimes autoritários, entre elas Salazar, e os processos para retirar essas distinções avançaram posteriormente em diferentes momentos.

Para o professor, a universidade é uma instituição que produz e preserva memória e, por isso, a revisão das suas próprias homenagens integra um processo de amadurecimento institucional e de reforço dos direitos humanos. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


Sahara Ocidental - O presidente saharauí apela à ONU para que assuma a responsabilidade e promova a descolonização

Bir Lehlou – O Presidente da República Árabe Saaraui Democrática e Secretário-Geral da Frente Polisário, Brahim Ghali, apelou às Nações Unidas e à comunidade internacional para que assumam as suas responsabilidades para com o povo saharaui e tomem medidas eficazes para promover a descolonização do Sahara Ocidental e permitir que o povo saharaui exerça o seu direito inalienável à autodeterminação e à independência.


Em carta dirigida ao Secretário-Geral da ONU em 7 de setembro de 2026 e posteriormente divulgada como documento do Conselho de Segurança a pedido da África do Sul, o Presidente Ghali sublinhou que a contínua ocupação marroquina do Sahara Ocidental, que permanece na lista da ONU de Territórios Não Autónomos, constitui um obstáculo fundamental ao exercício dos direitos legítimos do povo saharauí.

Ele alertou que a ausência de uma resposta internacional resoluta à contínua obstrução de Marrocos ao processo de paz liderado pela ONU corre o risco de perpetuar a instabilidade, com sérias implicações para a paz e a segurança regional e internacional, e apelou à utilização de todos os meios diplomáticos disponíveis para pôr fim à injustiça de longa data e acelerar a descolonização do Sahara Ocidental.

O Presidente Ghali reafirmou o compromisso da Frente Polisário em cooperar com o Secretário-Geral da ONU e o seu Enviado Pessoal no âmbito do processo de paz liderado pela ONU, recordando a sua participação nas três reuniões ministeriais informais realizadas em janeiro e fevereiro de 2026 e a apresentação de propostas destinadas a apoiar uma solução final e mutuamente aceitável.

Ele sublinhou que qualquer solução deve garantir o direito inalienável, não negociável e não delegável do povo saharauí à autodeterminação e à independência por meio de um processo livre, transparente e democrático, em conformidade com as resoluções relevantes da ONU, rejeitando, ao mesmo tempo, as tentativas de legitimar a ocupação ou de minar as legítimas aspirações nacionais do povo saharauí.

O presidente saharauí também chamou a atenção para a grave situação dos direitos humanos nos Territórios Saharauís Ocupados, citando padrões documentados de detenção arbitrária, violência física, intimidação, vigilância e restrições contra defensores dos direitos humanos, jornalistas e ativistas saharauís. Ele destacou particularmente a situação dos presos políticos saharauís, incluindo o grupo Gdeim Izik, que continuam a enfrentar duras condições prisionais, assistência médica inadequada, isolamento e restrições à comunicação familiar e externa.

Ele reiterou o seu apelo pela libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos saharauís e o seu retorno à sua terra natal, bem como a reunificação com as suas famílias, ao mesmo tempo que solicitou uma fiscalização internacional independente da situação dos direitos humanos no território. A esse respeito, lembrou que o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos está impedido de acessar ao Sahara Ocidental ocupado desde 2015.

O Presidente Ghali denunciou ainda as políticas que afetam a composição demográfica do Território, incluindo a expulsão de saharauís das suas terras ancestrais, bem como a utilização de armamento militar, incluindo veículos aéreos não tripulados, que, segundo ele, resultou em vítimas civis. Condenou também a contínua exploração dos recursos naturais saharauís e apelou à ONU para que informe a comunidade internacional e os órgãos competentes da ONU sobre as atividades económicas ilegais no Território.

O Presidente recordou a responsabilidade especial das Nações Unidas para com o povo do Sahara Ocidental enquanto Território em processo de descolonização, instando a Organização a operacionalizar plenamente as suas responsabilidades para com o povo saharauí, em particular os civis nos Territórios Ocupados, até que estes possam exercer livremente o seu direito à autodeterminação e à independência.

Concluindo a sua carta, o Presidente Ghali reafirmou a disposição da Frente Polisário em se engajar em negociações diretas e de boa-fé com o Reino de Marrocos sob os auspícios da ONU, com o objetivo de alcançar uma solução justa, pacífica, duradoura e definitiva, baseada na autodeterminação do povo saharauí e contribuindo para a restauração da paz e da segurança regional. In “Sahara Press Service – Sahara Ocidental


Cabo Verde - Músico Buguin Martins apresenta “Entri Nos” em concerto nos Estados Unidos

Providence, Estados Unidos – O músico cabo-verdiano Buguin Martins apresenta no sábado, 19, o seu terceiro álbum, “Entri Nos”, num concerto no Fete Music Hall, em Providence, nos Estados Unidos, com participações de Tony Fika, Vanessa Teixeira e Raquel Teixeira.


O espetáculo, inserido na programação cultural cabo-verdiana na diáspora, está previsto para as 21:00, de acordo com a organização.

A apresentação em Providence acontece depois da passagem do artista por Lisboa, onde apresentou oficialmente o novo trabalho discográfico, a 04 de Abril, no LAV – Lisboa ao Vivo, num concerto acompanhado com banda ao vivo.

Na ocasião, Buguin Martins contou com as participações de Tino Militina, Beto Dias, Dénis Graça, Tony Fika e Dwayne.

De acordo a informação publicada pela Inforpress, Tony Fika e Dwayne colaboraram, respetivamente, nos temas “Nu ta konbina” e “Nha badia”.

“Entri Nos” é o terceiro álbum da carreira do artista, depois de “Amore”, lançado em 2021, e “Encanto”, de 2023.

Entre os temas que integram o novo trabalho estão “Explican”, “Eh sabi”, “Bali pena”, “Entri Nos”, “Eternamente”, “Brina Bunito”, “Ka izisti” e “Bu tokan (live)”, músicas que, segundo a publicação da Inforpress, já estavam disponíveis nas plataformas digitais aquando da apresentação em Lisboa.

O novo disco marca mais uma etapa no percurso artístico de Buguin Martins, músico cabo-verdiano que, aos 32 anos, tem vindo a afirmar-se no panorama musical nacional e junto das comunidades cabo-verdianas na diáspora.

Além da apresentação em Lisboa, o CVCultural registou também uma apresentação de “Entri Nos” no Largo do Memorial Amílcar Cabral, na Praia, a 29 de agosto, antes da nova passagem do artista pelos palcos da diáspora.

O concerto de Providence deverá proporcionar ao público cabo-verdiano residente nos Estados Unidos mais uma oportunidade de acompanhar ao vivo as músicas do novo álbum, desta vez com Tony Fika, Vanessa Teixeira e Raquel Teixeira como convidados. In “Inforpress” – Cabo Verde