Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 24 de outubro de 2026

Cabo Verde - Sos Mucci apresenta “Mantenha” uma canção que une batuku, memória e identidade cabo-verdiana

Cidade da Praia – O artista cabo-verdiano Sos Mucci lança, no dia 30 de Outubro, “Mantenha”, o seu novo single, que estará disponível em todas as plataformas digitais e que cruza o batuku, a memória e a identidade cabo-verdiana.


Segundo um comunicado da produtora, o novo tema conta com a participação de Ana Mileida e Mileny Gomes e desenvolve-se em torno de uma narrativa de amor, distância e arrependimento.

“A canção aproxima a saudade da possibilidade de reencontro. A mensagem que dá nome ao tema liga memória e identidade cabo-verdiana”, refere a produtora.

De acordo com a mesma fonte, o batuku ocupa um lugar central nesta proposta musical, que reúne os três artistas numa canção profundamente ligada à expressão musical cabo-verdiana.

O lançamento está agendado para 30 de Outubro, sendo Cabo Verde e Portugal os mercados prioritários da campanha de promoção.

Segundo a organização, esta prioridade não implica quaisquer restrições territoriais à distribuição do single. In “Inforpress” – Cabo Verde


sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Portugal - Novo livro traz dimensão poética e voz “insubmissa” de Alda Espírito Santo

A dimensão literária de Alda Espírito Santo, cuja poesia conjugou resistência anticolonial, memória e afecto, é um dos propósitos da colectânea de ensaios que foi lançada em Lisboa, segundo a investigadora Inocência Mata.


Intitulada Alda Espírito Santo: Poéticas do Solo Sagrado, a obra publicada pela Rosa de Porcelana Editora, surge no ano em que se celebra o centenário do nascimento da escritora são-tomense, e reúne estudos académicos, procurando dar visibilidade a uma faceta menos conhecida de uma figura que marcou também a luta nacionalista e a vida política de São Tomé e Príncipe.

“Ela não é tão conhecida como poetisa”, afirmou Inocência Mata, em entrevista à Lusa, explicando que o livro nasceu da vontade de dar a conhecer a obra literária de Alda Espírito Santo, para além do seu percurso político.

Alda Espírito Santo foi uma das figuras do nacionalismo são-tomense e desenvolveu a sua actividade política no interior da então colónia portuguesa, num contexto de repressão. Para Inocência Mata, essa condição ajuda a compreender as características da sua escrita, em que a denúncia do colonialismo nem sempre surge de forma explícita.

“A ideia é ver como é que a poesia de Alda Espírito Santo transmitia uma militância muito sub-reptícia. E também em relação à condição feminina, em relação à ilha, à cultura”, afirmou.

Todo o seu discurso poético exalta a luta do povo são-tomense e as tradições culturais do seu país. É a autora do hino nacional e de várias obras literárias, em que se destacam Mataram o Rio da Minha Cidade, Mensagens do Solo Sagrado e Cantos do Solo Sagrado, entre outras.

Todos os anos, desde a independência de São Tomé e Príncipe, uma voz feminina recita “Trindade”, um dos poemas com que a escritora imortalizou o Massacre de Batepáde, em 1953.

“A minha leitura de Alda Espírito Santo faz-se dessa ideia que é realmente uma poesia de libertação, anticolonialista, nacionalista”, disse a investigadora, mas também uma “poética do afecto”, construída a partir dos lugares, das pessoas, das memórias e das experiências do quotidiano.

A poesia de Alda Espírito Santo recorria, assim, a uma linguagem aparentemente lírica para abordar questões sociais e políticas. No poema “Avó Mariana”, por exemplo, a história de uma mulher levada de Angola para trabalhar como contratada nas roças de São Tomé expõe as consequências de um sistema que limitava a liberdade e o regresso à terra de origem.

“É um poema muito lírico, mas de um lirismo social e de um lirismo político”, observou Inocência Mata, sublinhando que, no caso da escritora são-tomense, a resistência se expressava muitas vezes de forma mais subtil do que na poesia de autores que puderam escrever fora dos territórios colonizados.

A colectânea acompanha diferentes dimensões da escrita de Alda Espírito Santo, da consciência anticolonial à condição feminina, passando pela memória, a ancestralidade e as tensões do período pós-independência. Reúne ensaios de investigadores portugueses, brasileiros e são-tomenses, de áreas como a literatura, a história e a antropologia.

O título dialoga com É Nosso o Solo Sagrado da Terra, primeiro livro de poesia de Alda Espírito Santo, publicado em 1978, depois da independência de São Tomé e Príncipe. Para Inocência Mata, essa escolha permite recuperar a dimensão nacionalista da escritora, mas também acompanhar a evolução da sua escrita e o desencanto que emerge em obras posteriores, como Mataram o Rio da Minha Cidade.

Inocência Mata defende que a poesia da autora deveria passar a integrar a leitura obrigatória nas escolas, considerando que Alda Espírito Santo, a par com Francisco J. Tenreiro, são os nomes “maiores do século XX” da cultura são-tomense.

Como organizadora desta obra, destaca ainda a dimensão afectiva da poesia como forma de construção da pátria, através da representação dos espaços de sociabilidade, das mulheres, das crianças e das vivências quotidianas da ilha.

“Como por trás do afecto, dessa memória, do vivido, deste quotidiano, havia uma voz insubmissa”, resumiu.

O lançamento de Alda Espírito Santo: Poéticas do Solo Sagrado, organizado por Inocência Mata, decorreu no Centro Cultural de Cabo Verde, em Lisboa. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


Moçambique – Província de Tete reúne mais de 50 autores no lançamento de duas colectâneas literárias

Mais de 50 autores reuniram-se, hoje, dia 23 de Outubro, no Centro de Interpretação Samora Machel, na província de Tete, para a apresentação de duas obras colectivas: Kugumana Kwa Anyungue e Tete, Terra dos 6 Cs.


A iniciativa, promovida pela Editora Vértice Literário, pretende valorizar a produção literária local e dar maior visibilidade aos escritores naturais e residentes na província, reunindo diferentes vozes, experiências e perspectivas sobre a identidade cultural moçambicana.

A colectânea Kugumana Kwa Anyungue é dedicada à poesia e reúne diferentes formas de expressão, memória e interpretação da realidade através da palavra poética. Já Tete, Terra dos 6 Cs é uma antologia mista que integra diversos géneros literários e perspectivas sobre a província, destacando as suas vivências, tradições e património cultural.

Para além da apresentação das obras, o encontro pretende promover a interacção entre escritores e leitores, bem como incentivar a criação literária e a divulgação de novos talentos.

Com esta iniciativa, a Editora Vértice Literário reforça o seu compromisso com a promoção da literatura moçambicana e a criação de oportunidades para os autores, contribuindo para a dinamização da actividade cultural na província de Tete. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Cabo Verde - Caso de ébola na Nigéria coloca o país em alerta sanitário

Apesar de ser classificado pela OMS como um país de baixo risco de infecção por ébola, Cabo Verde vai reforçar a vigilância sanitária na sequência da confirmação de um caso na Nigéria


Cabo Verde vai reforçar a vigilância sanitária nos aeroportos internacionais e intensificar a preparação dos profissionais de saúde, na sequência da confirmação de um caso de ébola na Nigéria, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar o país como de baixo risco de infecção pelo vírus.

A diretora nacional de Saúde, Ana Paula Santos, explicou que as autoridades sanitárias vão reforçar as informações junto dos responsáveis e técnicos de saúde, com o objetivo de melhorar a identificação de sintomas e garantir uma resposta rápida perante eventuais casos suspeitos.

Segundo a responsável, será retomada uma plataforma de controlo que inclui um questionário dirigido aos passageiros à entrada no país, com perguntas sobre sintomas e os países por onde viajaram, permitindo identificar situações que possam exigir uma avaliação sanitária.

As medidas enquadram-se no plano de emergência aprovado em maio passado e visam reforçar a capacidade de prevenção e resposta das autoridades nacionais perante a evolução da situação epidemiológica na África Ocidental.

O ébola é uma doença viral grave, transmitida por contacto direto com sangue e outros fluidos corporais de pessoas infetadas, vivas ou mortas, bem como através de materiais contaminados.

A confirmação do caso na Nigéria volta a colocar em evidência a importância da vigilância sanitária na região, exigindo atenção redobrada das autoridades de saúde, mesmo em países considerados de baixo risco, como Cabo Verde. In “O País” – Cabo Verde


Cabo Verde - Acessos à internet fixa crescem 14,7% no país no segundo trimestre de 2026

No final de junho de 2026, o país contabilizava 500.263 assinaturas de acesso à internet, mais 3,2% em relação ao período homólogo do ano anterior. No mercado de acesso à internet, a CVTelecom manteve a liderança, com uma quota de 72,6%

Os acessos à internet fixa em Cabo Verde cresceram 14,7% em termos homólogos no segundo trimestre de 2026, enquanto o número de cartões SIM ativos na rede móvel registou uma ligeira queda de 0,6% face ao mesmo período de 2025, segundo dados da Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME).

De acordo com o Relatório de Indicadores Estatísticos do Mercado das Comunicações Eletrónicas, no final de junho de 2026, o país contabilizava 500.263 assinaturas de acesso à internet, mais 3,2% em relação ao período homólogo do ano anterior.

A banda larga móvel “Small Screen”, utilizada sobretudo em telemóveis e dispositivos semelhantes, representava 85% do total das assinaturas. Apesar da redução trimestral de 2,2% no conjunto dos acessos à internet, a banda larga fixa apresentou um crescimento anual de 14,7%, enquanto os cartões “Big Screen” diminuíram 3,5%.

No mercado de acesso à internet, a CVTelecom manteve a liderança, com uma quota de 72,6%, seguida da Unitel T+, com 26,5%, e da Starlink, com 0,87%.

Relativamente à telefonia móvel, o relatório indica que o número de cartões SIM ativos se fixou em 589.431 no final de junho, correspondendo a uma taxa de penetração de 114%. O indicador representa uma diminuição de 0,1% face ao primeiro trimestre de 2026 e de 0,6% em comparação com junho de 2025.

A CVTelecom detinha 68% do mercado móvel, enquanto a Unitel T+ concentrava os restantes 32%.

Na telefonia fixa, o número de assinantes atingiu 63.785, equivalente a 12 acessos por cada 100 habitantes. O resultado traduz um crescimento de 2,07% em relação ao trimestre anterior e de 3,5% face ao segundo trimestre de 2025. Neste segmento, a CVTelecom manteve uma posição dominante, com 99,3% da quota de mercado, contra 0,7% da Unitel T+.

Apesar do aumento de assinantes na rede fixa, o tráfego de voz registou uma redução. No segundo trimestre, foram gerados cerca de 2,52 milhões de minutos, menos 23,2% em relação ao trimestre anterior e menos 23,7% face ao período homólogo de 2025. A diminuição foi influenciada pela quebra do tráfego nacional e do tráfego internacional de entrada.

O relatório da ARME reúne dados fornecidos pelas operadoras e acompanha a evolução dos serviços de telefonia fixa e móvel, internet e televisão por assinatura, incluindo o tráfego e as quotas de mercado no sector das comunicações eletrónicas. In “O País” – Cabo Verde


quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Angola - Fragata de Morais defende aproximação dos escritores às escolas e aos bairros periféricos

O escritor, poeta e dramaturgo, Fragata de Morais realçou a importância de levar a literatura às comunidades rurais e ao ambiente escolar para inspirar os leitores, de maneira a desenvolver também o intelecto dos jovens


Fragata de Morais abordou o assunto ao jornal O País, no âmbito da sua participação no programa “12 Escritores na Biblioteca Comunitária”, em Viana, a decorrer este Sábado, 24. O escritor destacou a necessidade de haver um contacto directo entre autores e jovens, de modo a cultivar neles o gosto pela leitura, bem como combater o “embrutecimento” provocado pelo uso excessivo das tecnologias.

“A leitura é fundamental para o crescimento espiritual e cultural do indivíduo”, disse. Ao recordar a sua trajectória, Fragata de Morais contou que iniciou com bandas desenhadas, por exemplo, o “Tio Patinhas”, numa época em que não havia televisão ou internet, distinguindo a sua experiência com a realidade actual.

Segundo o escritor, a facilidade de acesso às informações rápidas via “Professor Google” pode, paradoxalmente, dificultar o desenvolvimento do interesse constante pela leitura. Fragata de Morais diz que iniciativas parecidas à “12 Escritores na Biblioteca Comunitária” deveriam ser replicadas nas instituições de ensino. Augusto Nunes – Angola in “O País”


Moçambique - Feira do Livro de Maputo homenageia Noémia de Sousa e Luís Carlos Patraquim

O Conselho Municipal de Maputo realiza, nos dias 22, 23 e 24 de Outubro, a 11.ª edição da Feira do Livro de Maputo, nos Paços do Município e no Jardim Tunduru. Sob o lema “Se me quiseres conhecer, vem sonhar com o livro”, inspirado no poema de Noémia de Sousa, a iniciativa pretende promover a literatura e valorizar o património literário moçambicano.


Noémia de Sousa é a patrona da edição deste ano, numa homenagem ao seu contributo para as letras nacionais e à influência da sua obra sobre escritores de Moçambique e de outros países. O lema foi retirado do poema “Se me quiseres conhecer”, publicado no livro Sangue Negro.

Durante os três dias, o programa inclui lançamentos e venda de livros, mesas-redondas, encontros entre escritores, bibliotecários, especialistas, alunos e professores, além de oficinas criativas de leitura e escrita e concursos literários.

Um dos momentos centrais será a homenagem a Luís Carlos Patraquim, poeta, escritor, guionista, dramaturgo e jornalista moçambicano, autor de obras como Monção, A Inadiável Viagem, O Osso Côncavo e Outros Poemas e A Canção de Zefanías Sforza.

Promovida pelo Conselho Municipal de Maputo, a Feira do Livro de Maputo constitui, há cerca de duas décadas, um espaço de promoção da língua portuguesa, da literatura e do intercâmbio cultural. O evento reúne escritores, editores, livreiros, professores, estudantes, jornalistas e leitores de diferentes idades, através de actividades literárias, educativas e artísticas. In “Moz Entretenimento” - Moçambique