Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Angola - Mosassauro descoberto no Namibe e nos Países Baixos ficará patente no Centro de Ciência de Luanda durante um ano

O Centro de Ciência de Luanda (CCL) está a albergar a exposição “Mosassauro – O Regresso do Monstro Marinho Angolano”, que ficará patente naquele espaço durante um ano. A mostra apresenta ao público uma reconstrução tridimensional em tamanho real de um “prognathodon” com 11 metros de comprimento, a partir da combinação de fósseis encontrados nas terras da Welwitschia mirabilis e nos Países Baixos


A exposição, inaugurada recentemente, foi conduzida pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia e pelo Museu Nacional de História Natural, tutelado pelo Ministério da Cultura. Em declarações ao jornal O País, a directora do Museu Nacional de História Natural, Ana Soraia Marques, salientou que o Mosassauro representa um réptil marinho gigante do grupo dos lagartos e das cobras, que viveu durante o período dos dinossauros, há 72 milhões de anos.

“Esta é uma investigação científica. Uma parte do esqueleto do Mosassauro foi descoberta aqui em Angola, no Namibe, e outra, nos Países Baixos. As entidades de lá ajudaram com o transporte, investigação e na impressão em 3D”, disse. No dia da inauguração da exposição que prendeu os olhares de todos os presentes, Ana Soraia Marques referiu, igualmente, que foi realizada uma digitalização dos ossos durante as escavações. As imagens, prosseguiu, foram trabalhadas no computador, um estudo feito para compreender a anatomia do animal, quando o esqueleto estava composto com todas as partes. Depois de Luanda, daqui a um ano a exposição itinerante será levada à província do Namibe e regressará à capital, quando o Museu de História Natural reabrir, segundo a directora.

Desta forma, a responsável convidou a todos a visitarem-na, para conhecerem os animais impressionantes que viveram no país. O encarregado de negócios da embaixada dos Países Baixos, Paul Ederer reforçou que os ossos foram unidos e replicados no modelo em 3D para serem exibidos em Luanda, salientando que a história entre Angola e os Países Baixos é muito antiga. In “O País” - Angola


terça-feira, 27 de outubro de 2026

Argentina - “Vindima”, do realizador Galvão Teles, com estreia mundial na cidade de Buenos Aires

O filme “Vindima”, do realizador Luís Galvão Teles, vai ter estreia mundial em novembro no Festival de Cinema de Mar del Plata, em Buenos Aires, revelou a produtora Fado Filmes


A longa-metragem, adaptada de um romance de Miguel Torga e com coprodução brasileira, integra a competição internacional do Mar del Plata, estando prevista a presença do realizador e da atriz Laura Dutra.

Inspirado no primeiro e único romance de Miguel Torga, publicado em 1945, o filme retrata um tempo de vindimas no Douro nos anos 1950, seguindo um grupo de trabalhadores, pobres, que “luta pela sobrevivência sob o jugo de um patrão brutal”.

“Numa terra onde impera o silêncio e a opressão, desejos proibidos irão destruir a ordem coletiva e empurrar patrões e trabalhadores para a tragédia e a inevitável mudança”, afirma a produtora na sinopse.

“Vindima” conta com interpretações de Maria de Medeiros, Miguel Borges, José Condessa, Joana Pialgata, Laura Dutra, Ricardo Pereira, Filomena Gigante, Marco d’Almeida, Sandra Faleiro, Diogo Infante e Ruy de Carvalho, entre outros.

Depois de Mar del Plata, “Vindima” integra, em dezembro, a programação do Tribeca Festival Lisboa.

De acordo com o festival argentino, na competição internacional está ainda a coprodução luso-brasileira “A Professora de Francês”, de Ricardo Alves Jr, e protagonizada pela atriz brasileira Grace Passô, no papel de uma mulher que se confronta com o fanatismo religioso ao regressar ao bairro onde cresceu.

O filme tem produção da Karõ Filmes, da dupla João Salaviza-Renée Nader Messora.

A 41.ª edição do Festival Mar del Plata decorrerá de 05 a 15 de novembro e no júri da competição de curtas-metragens está o programador Miguel Dias, do festival Curtas Vila do Conde. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Moçambique - Arcelia Massango lança livro que ensina a transformar desafios em oportunidades de vendas

Arcelia Massango, treinadora de vendas e palestrante, apresenta o livro A Arte de Vender com Resiliência, uma obra que procura ajudar empreendedores e profissionais de vendas a ultrapassar dificuldades, recuperar a confiança e alcançar melhores resultados nos seus negócios.


A autora explica que escreveu o livro a pensar nas pessoas que enfrentam dificuldades para vender, que trabalham arduamente sem obter os resultados desejados ou que já ponderaram desistir dos seus negócios.

Na obra, Arcelia partilha experiências reais, fracassos, aprendizagens e estratégias práticas, defendendo que vender vai muito além de convencer alguém a comprar. Para a autora, o sucesso nas vendas passa pela capacidade de criar valor, conquistar a confiança dos clientes e encontrar soluções para as suas necessidades.

O livro destina-se tanto a quem está a iniciar uma actividade comercial como a profissionais experientes que procuram aperfeiçoar as suas competências e reforçar a resiliência perante os desafios do mercado.

Com a mensagem de que ninguém nasce a saber vender, mas todos podem aprender, A Arte de Vender com Resiliência pretende incentivar os leitores a persistirem perante as dificuldades e a transformarem os seus esforços em resultados.

Os interessados em adquirir o manual prático podem efectuar encomendas através do contacto 84 49 80 157. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Macau - “Amor e Entendimento” pinta literatura de Camões em 40 aguarelas

“Amor e Entendimento, Luís Vaz de Camões” é uma mostra do artista português Pedro Proença, que vai estar patente no Albergue da Santa Casa. A exposição, que pode ser visitada até 6 de Dezembro, contempla 40 aguarelas, que traduzem “sensibilidades literárias em linguagem visual”


O artista português Pedro Proença vai expor cerca de 40 obras inspiradas na literatura de Luís Vaz de Camões, numa mostra que será inaugurada no Albergue da Santa Casa. Intitulada “Amor e Entendimento, Luís Vaz de Camões”, a iniciativa surge no âmbito das comemorações do V Centenário do poeta.

A série de aguarelas interpreta o tema “Amor e Entendimento”, “traduzindo sensibilidades literárias em linguagem visual e convidando o público a vivenciar o charme único onde a literatura e a pintura portuguesas se cruzam”, refere a nota da organização, a cargo do Círculo de Amigos da Cultura (CAC). A mostra ficará patente ao público até 6 de Dezembro, sendo a entrada livre.

No manifesto da exposição, Pedro Proença começa por citar Camões – “E sabei que segundo o amor tiverdes/ Tereis o entendimento de meus versos” -, acrescentando que a sua poesia “dá acessos a outros entendimentos, transformações, dialéticas, num filão formal que já vem de longe, codificado por Petrarca no seu Canzoniere e em seus émulos, numa mania formal, a do Soneto, mas não só – outras formas de poesia ora mais rigorosas, como as Sextinas, ora livremente complexas, como as Canções”.

“Nesta exposição é a arquitectura do amor, tão platónico quanto erótico, que nos faz mover. Mesmo quando revisito episódios dos Lusíadas, que por diversas vezes ilustrei, é a doce cor de oriental safira (Dante) que viceja contra a retórica tronitonante e os maneirismos do épico – mais esgalhada, pincelada, aguarelada, rápida”, observa o artista.

Pedro Proença prossegue, dizendo que, nos últimos seis anos se enamorou da aguarela e das “subtilezas da técnica”. “Talvez a razão seja técnica, dado que é com o comum pincel chinês que desenho desde a minha adolescência, mesmo quando em puro preto e branco imito, noutra escala, as gravuras quinhentistas e seiscentistas (…) Por vezes de um só gesto saem, como por magia, coisas muito concretas, o que ainda me surpreende”, assinala.

Sobre a série Babel & Sião, Pedro Proença diz que alude à longa redondilha do fim da vida de Camões. “Embora não acompanhe o pathos pessimista do poeta sinto-me embriagado do estilo, e nas composições arquitectónicas aqui presentes uso o tema para compor com o descalabro, o desequilíbrio, como se o pensamento fosse émulo do mundo, entre a catástrofe e o seu contrário, num equilíbrio difícil, e, no entanto, naturalíssimo. E esse equilibrismo é também o do entendimento amoroso (e não só), o da concatenação fremente das coisas, numa espécie de mistura entre arte e natura, onde se possa achar a alegria em tudo perfeita e cheia (Camões)”, refere no manifesto.

Nascido no Lubango, Angola, em 1962, Pedro Proença vive e trabalha actualmente em Lisboa. Começou a participar em exposições colectivas em 1981 e realizou a sua primeira exposição individual em 1984. As suas exposições individuais tiveram lugar na Fundação Calouste Gulbenkian (1994), no Frankfurter Kunstverein (1988), na Galeria Camargo Vilaça (1988), entre outras, e mais recentemente no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em 2025.

A exposição poderá ser visitada no Albergue todos os dias, das 12h00 às 19h00, e às segundas-feiras, das 15h00 às 19h00. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


Malásia - Encontro entre culturas “deve ser perpetuado”

Segundo Maria José de Freitas, Macau poderia “ter um papel mais activo” no encontro e na fusão de culturas com heranças ultramarinas, em particular aquelas com legado português, como o assentamento lusitano que ainda subsiste em Malaca. A este jornal, a presidente do Comité Científico Internacional para o Património Construído Partilhado falou do exemplo do patuá e dos esforços envidados pelos Dóci Papiaçám, na preservação cultural, e sobre como as iniciativas culturais poderiam aproximar comunidades de diferentes origens


Macau tem condições para se posicionar como um centro cultural para as comunidades com heranças ultramarinas, em particular aquelas com história ligada a Portugal, de acordo com a presidente do Comité Científico Internacional para o Património Construído Partilhado (ISC-SBH) do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS). Maria José de Freitas esteve na 22.ª Assembleia-Geral do ICOMOS, onde foi discutido o tema do próximo trienal da organização, “património em movimento”, que vigorará já a partir de 2027 e no âmbito do qual a investigadora acredita que “Macau está especialmente bem colocado”.

O encontro dos membros do ICOMOS teve lugar em Kuching, na Malásia, “uma cidade portuária tal como Macau” e que “foi formada na altura dos grandes impérios do século XIX”, começou por realçar Maria José de Freitas ao Jornal Tribuna de Macau. Durante o périplo, os membros também visitaram Malaca, partilhou a arquitecta, um assentamento com “uma herança muito rica de influência portuguesa, onde diversos residentes ainda falam o ‘papiá kristáng’”, dialecto baseado na língua de Camões.

Contudo, segundo a presidente do ISC-SBH, e apesar de as ruas “ainda terem nomes portugueses”, a comunidade sente-se algo abandonada pelas autoridades de Portugal, em virtude da distância. “Eles também cultivam a religiosidade, a procissão por altura da Páscoa”, detalha. “As gerações mais velhas ainda falam o ‘papiá kristáng’, mas os mais novos já não estão muito interessados nisso”, lamentou.

“Aquilo que vemos em Macau e que acontece, por exemplo, com o patuá é um excelente exemplo”, elogiou Maria José de Freitas. “Lembro-me sempre dos ‘[Dóci] Papiaçám’ de Macau, que, através do teatro, conseguem transmitir uma coesão, uma ideia de conjunto, e que às camadas mais novas também vai interessando”, descreve.

“Creio que em Malaca isso não acontece, pelo menos foi o que nos foi transmitido, e julgo que poderia haver uma colaboração mais evidente nesse aspecto, dada a proximidade. Estamos relativamente perto de Malaca, e poderia haver uma colaboração mais intensa nesse sentido”, reiterou, acrescentando o exemplo da já existente colaboração com Goa.

Porém, assegurou que “em Malaca, esse sentido de pertença [à cultura portuguesa] ainda é visível, porque estas gerações antigas mantêm e conversam entre eles em ‘papiá kristáng’, que é muito parecido com o patuá”. “Estive lá há 10 anos. E notei que, hoje em dia, o património de influência portuguesa, a célebre Porta [de Santiago] está mais arranjada. A própria Igreja de São Paulo está mais arranjada. À volta, a configuração está mais organizada. E há maior orgulho patenteado nesses monumentos, porque não estão abandonados”, enaltece.

“Os monumentos portugueses são monumentos com uma antiguidade evidente, estão mais contextualizados, mais tratados”, reconheceu Maria José de Freitas. Por outro lado, acautelou que “não há placas, nem há documentação que seja disponibilizada a quem visita, que retrate essa história que foi tão importante naquela altura”.

Na sua perspectiva, “é necessário um maior diálogo”. “Através de produções conjuntas no campo do teatro”, propôs. “Porque não os próprios ‘Papiaçám’ de Macau integrarem alguns elementos de Malaca? E também de Goa. Julgo que esta fusão cultural pode interessar a Macau, no sentido de veicular ou divulgar Macau como uma plataforma para o mundo, que penso ser também interesse do próprio Governo”.

“Penso que seria interessante, como há estas raízes comuns. Perceber quanto é que conseguem contribuir para mostrar esta fusão cultural que houve noutros tempos”. “Macau poderia, se calhar até deveria dinamizar estas situações ou ter um papel mais activo”, asseverou.

“E diria que não é só com os países de língua portuguesa. Seria também com os países da América Latina. Tive a oportunidade de falar com vários representantes do ICOMOS, ligados à América Latina, e encontrámos muitos pontos comuns, que vamos também aprofundar neste contexto do novo triénio”, antecipou.

“As rotas marítimas ibéricas tiveram muitos pontos comuns”, continuou. “E porque há património de origem chinesa, nesses locais da América Latina, também ligado ao património ibérico”. “Trata-se de ter umas perspectivas e uma abordagem conjunta, para melhor perspectivar esta harmonia que se pretende para o futuro”, justificou a líder do ISC-SBH. “No passado houve encontro. No futuro, esse encontro deve ser também perpetuado. A ideia é essa”, rematou. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Portugal - José Luís Hopffer Almada tem trilogia sobre Amílcar Cabral pronta para publicação

Lisboa – O escritor e ensaísta cabo-verdiano José Luís Hopffer C. Almada tem concluída uma trilogia dedicada a Amílcar Cabral, cujo primeiro volume será apresentado a 07 de Novembro, em Lisboa.


Intitulado Amílcar Cabral – O Maior Morto Imortal dos Povos de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, o primeiro volume será apresentado na Associação Caboverdeana (ACV), em Lisboa, com a chancela da editora Rosa de Porcelana.

Em entrevista à Inforpress, o também ensaísta explicou que a trilogia constitui um projecto de reflexão sobre o pensamento, o legado político e a influência histórica do líder independentista, cuja obra teve um impacto determinante na formação intelectual e política do escritor.

“Foi através de Amílcar Cabral, isto é, pela vontade de aprofundar o seu pensamento, que cheguei ao marxismo”, afirmou José Luís Hopffer Almada, ao explicar a importância das ideias do dirigente africano no seu percurso.

A reflexão sobre Cabral cruza-se com o interesse do autor pela identidade cabo-verdiana, pelas relações históricas e culturais entre Cabo Verde e África e pelas ideias pan-africanistas.

Na sua perspectiva, Cabo Verde é simultaneamente um país meso-atlântico, peri-africano e peri-ocidental, resultante da expansão marítima europeia, do tráfico negreiro e do comércio triangular, mas também um país crioulo que não saiu de África e que permanece plenamente inserido na diversidade cultural do continente.

Esta abordagem sustenta uma leitura da identidade nacional que articula a dimensão crioula e atlântica do arquipélago com a sua ligação histórica e cultural ao continente africano.

Para o escritor, o pensamento de Amílcar Cabral constitui uma referência para compreender os processos de libertação nacional e os desafios políticos, culturais e identitários dos povos cabo-verdiano e guineense.

A trilogia integra o percurso de investigação e reflexão desenvolvido por José Luís Hopffer Almada ao longo de várias décadas, marcado pela produção literária, pelo ensaio e pela intervenção cívica e cultural.

Nascido a 09 de Dezembro de 1960, em Quelém / Pombal, no concelho de Santa Catarina, ilha de Santiago, José Luís Hopffer Almada é escritor e ensaísta e participou em diversas iniciativas de promoção da literatura e da cultura cabo-verdianas. In “Inforpress” – Cabo Verde


Moçambique - Livro póstumo de Cristóvão Cassamo é apresentado em Quelimane

A obra autobiográfica O Farol da Minha Vida: Kopeny, Kopeny, Idhugo Onodhidjamula, do antigo administrador distrital e figura política moçambicana Cristóvão Cassamo, será apresentada no dia 27 de Outubro, às 09h00, no Auditório da UniLicungo, na cidade de Quelimane, província da Zambézia. Publicado postumamente pela Gala-Gala Edições, o livro reúne memórias pessoais, poesia e registos históricos do percurso do autor.


Com 196 páginas, a publicação percorre diferentes etapas da vida de Cristóvão Cassamo, desde as suas origens familiares e a infância na ilha de Idhugo até à educação tradicional, aos ritos de iniciação e à vida familiar. A obra inclui ainda os capítulos O Amor de Cristóvão e Florência e Memorial Florência, dedicados à dimensão afectiva da sua trajectória.

O livro aborda igualmente o percurso profissional e político do autor, que exerceu funções de administrador distrital em Mopeia, Dondo, Inhassunge e Marracuene. A narrativa enquadra as suas experiências nos períodos colonial, de transição e pós-independência, oferecendo um testemunho sobre diferentes momentos da história de Moçambique.

A publicação integra também Fragmentos de Luzes ou Cadernos de Poemas da Minha Vida!, uma secção dedicada à produção poética do autor, e termina com um caderno fotográfico. Na nota introdutória, Cristóvão Cassamo explica que a obra nasceu do desejo de manifestar gratidão à família, à sua terra natal e às pessoas que fazem parte da sua história.

O título estabelece uma ligação especial com a ilha de Idhugo, apresentada como fonte de inspiração ao longo da vida do autor. A expressão “Kopeny, Kopeny”, em echuabo, é utilizada para solicitar entrada no quintal ou na casa de alguém, enquanto “Onodidjamula” traduz a ideia de algo que serve de farol na vida de uma pessoa.

Segundo o editor Pedro Pereira Lopes, a obra constitui uma viagem no tempo e no espaço, combinando prosa e poesia para retratar a vida do autor e dos seus contemporâneos. O editor destaca ainda a abordagem de temas como a educação tradicional, os laços familiares e as exigências do serviço público.

Integrado na colecção Individualidades e Espaços, da Gala-Gala Edições, o livro será apresentado numa cerimónia de entrada livre, aberta ao público em geral.

Nascido em 1940, na ilha de Idhugo, província da Zambézia, Cristóvão Cassamo morreu em 2020. Iniciou os estudos nas Missões Católicas e trabalhou, durante o período colonial, nas Obras Públicas, na Câmara Municipal de Nampula e nos Caminhos de Ferro de Moçambique. Após a Independência Nacional, desempenhou funções de secretário de grupos dinamizadores e, entre 1978 e 1999, foi administrador dos distritos de Mopeia, Dondo, Inhassunge e Marracuene. Exerceu igualmente funções de deputado da Assembleia Provincial e participou em comissões e brigadas eleitorais até 2017. In “Moz Entretenimento” - Moçambique