Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Macau - Mostra colectiva celebra 23 anos da Creative

Três dezenas de artistas dão corpo à exposição “Present” que hoje será inaugurada na Galeria da Creative. A mostra colectiva assinala o aniversário do centro para actividades criativas. Lúcia Lemos, antiga directora e também artista, disse ao Jornal Tribuna de Macau que “o espírito do projecto inicial” se tem mantido, atraindo os criadores locais


A Creative está a celebrar 23 anos desde que foi fundada, em 2003, e para assinalar a data inaugura hoje, pelas 18h30, a exposição colectiva dos seus membros, denominada “Present” (“Presente”, na tradução para português), que integra obras diversificadas de 30 artistas residentes de Macau.

A mostra, que estará patente até 25 de Setembro, “acende a paixão artística do centro para as actividades criativas por ocasião do aniversário, celebrando a liberdade criativa sem limites”, diz o manifesto divulgado pela Creative. A exposição “defende cada voz única e convida os membros da Creative a darem asas às suas visões interiores através da arte visual surrealista”.

Explorando o duplo significado de “Present” – “como um presente artístico que transporta as emoções mais profundas do criador e como o momento fugaz congelado na arte eterna”, sublinha a introdução da mostra, na qual os “talentos” da Creative são encorajados a aproveitar a linguagem vanguardista do surrealismo – “utilizando metáforas simbólicas, perspectivas distorcidas e colagens irracionais em vários meios de comunicação – para transcender a realidade”, expressa o curador.

Em última análise, reforça, “estes trabalhos estabelecem uma ponte entre o criador, a obra de arte e o público, oferecendo reflexões profundas sobre o momento presente como um presente para o mundo”.

Os artistas participantes são: Alex Chao Io Chong, Alice Costa (Lili), Angel Chan, Angela Hoi Ka Ian, Christopher Lei, Coco Ut Man, David K.K. Chio, Denis Murrell, Fernando Simões, Ho Kuan Mui, Ho Si Man, Huang Min Yi, Irene Chio, Jenny Chio, José Sales Marques, Julia Lam, Justin Chiang, Justin Ung, Ken C.I. Chau, Liesl Lee, LiLi, Lúcia Lemos, Lynette Clennell, m.chow, Maria João Das, mavin zin, Papa Osmubal, Sofia Ung, Tchusca Songo e Yaya Vai.

Ao longo dos 23 anos, a Creative já organizou cerca de 230 exposições, a nível individual e colectivo, num percurso que contou com a divulgação de mais de seis mil obras. Actualmente, a organização cultural possui mais de 500 membros.

Men Chow, coordenador da Creative e curador da mostra. disse ao Jornal Tribuna de Macau que a galeria “funciona como uma plataforma dinâmica para que os criativos locais possam CRIAR, capacitando-os a transformar pensamentos intangíveis, ideias e observações pessoais em obras tangíveis e visualmente cativantes, através de abordagens criativas distintas e orientadas para o indivíduo”. Nesse sentido, “os profissionais são convidados a experimentar, para além dos limites convencionais, e a darem forma física a conceitos que, de outra forma, poderiam permanecer por expressar”, salienta.

Para esta exposição, a Creative lançou um desafio temático deliberado aos seus membros participantes. Na sua maioria, as peças são totalmente novas, moldadas através de uma perspectiva surrealista.

“Estas obras de arte imaginativas e impregnadas de sonhos assinalam um marco significativo, constituindo um presente comemorativo sincero para o nosso aniversário”, enfatiza Men Chow. Mais importante ainda, diz, “cada peça representa um ponto de viragem criativo para cada artista envolvido: estabelece as bases para o seu conjunto de obras pessoais em desenvolvimento e para futuras colecções”.

Consequentemente, o que o público encontra nesta exposição é uma forma “Presente”, “um instantâneo vivo – o momento presente e vívido da colecção artística em evolução de cada criador, captando o ponto em que a sua prática se encontra neste momento, ao mesmo tempo que sugere as direcções que a sua arte poderá tomar nos anos que se seguem”, conclui.

Lúcia Lemos, antiga directora da instituição, que exerceu o cargo durante duas décadas, disse ao Jornal Tribuna de Macau que a Creative tem mantido o objectivo para o qual foi criada.

“O projecto em que me envolvi, com o apoio do Instituto de Estudos Europeus, era uma ideia antiga que eu ajudei a concretizar”, salienta, mostrando-se satisfeita por ver que “actualmente o espírito do projecto inicial, que era de convidar e atrair pessoas com ligação a Macau para que pudessem expor as suas ideias, continua de pé e a apoiar os artistas locais, a quem sempre se exigiu o mínimo de qualidade”.

A criadora, que considera ser uma “sensação boa” ela própria continuar a expor numa casa onde trabalhou durante vários anos, vai apresentar dois trabalhos nesta exposição “Present”. Um deles, “Geração das Mulheres Silenciosas”, utiliza técnicas mistas e expressão plástica, incluindo pintura e colagem.

“É uma espécie de memória, que pretende partilhar e lembrar às pessoas aquela história das mulheres de família, donas de casa, jovens que não tinham possibilidade de ser independentes economicamente, numa história trágica da geração feminina da minha mãe”, salienta.

A outra obra, uma instalação intitulada “Ninho de Pássaro”, utiliza mais de 200 metros de recibos enrolados que Lúcia Lemos guardou, de despesas pagas em hospitais e clínicas, das muitas sessões de fisioterapia a que teve de se sujeitar durante cerca de dois anos, na sequência de uma queda que lhe provocou uma lesão na mão e no braço. “Esses muitos metros de recibos deram voz à minha angústia desse período e, por isso, criei de forma simbólica um ninho como abrigo”, disse a artista. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


Moçambique - Énia Lipanga entre os 54 semifinalistas do Oceanos 2026 e única mulher moçambicana na lista

Énia Lipanga, João Paulo Borges Coelho e Lucílio Manjate estão entre os escritores moçambicanos selecionados para a semifinal do Prémio Oceanos 2026, que reúne 54 livros de prosa e poesia escolhidos entre 3086 obras inscritas. Lipanga é a única mulher moçambicana entre os oito autores de Moçambique que avançaram nesta edição.

A escritora e activista social Énia Lipanga foi selecionada na categoria de prosa com o livro Sob a capulana do destino e outros contos, publicado pela editora Nandyala. A obra integra a lista de 26 semifinalistas de prosa, ao lado de autores brasileiros e portugueses, entre outros nomes da literatura de língua portuguesa.

Na mesma categoria, Moçambique é representado ainda por João Paulo Borges Coelho, com Narração nocturna, publicado pela Editorial Fundza, e Lucílio Manjate, com Última memória entrevista com Sthoe, da Alcance Editores.

Na poesia, os cinco autores moçambicanos semifinalistas são Zacarias Nguenha, com Costurar a linguagem; Ben Jone, com Para espantar horror do tempo; Britos Baptista, com Para o naufrágio do fogo; Pedro Pereira Lopes, com Tratado das coisas sensíveis; e Whaskety Fernando, com Tratado sobre noite.

Com oito autores selecionados, Moçambique integra o grupo de países representados na semifinal do Oceanos 2026, ao lado de Angola, Brasil e Portugal. A seleção reúne 26 títulos de prosa e 28 de poesia, publicados por selos editoriais brasileiros, moçambicanos e portugueses.

A próxima fase será conduzida por dois júris intermediários, um dedicado à prosa e outro à poesia, compostos por integrantes de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal. Até 12 de outubro, os júris deverão avaliar os 54 semifinalistas e selecionar cinco livros de cada categoria para a fase final.

Os dez finalistas serão posteriormente avaliados por um novo júri internacional, que escolherá um vencedor na categoria de prosa e outro na categoria de poesia.

A presença de Énia Lipanga entre os semifinalistas coloca Sob a capulana do destino e outros contos no circuito de uma das principais premiações dedicadas à literatura escrita em língua portuguesa, ao mesmo tempo que marca a presença de uma mulher moçambicana entre os autores do país selecionados nesta edição. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Estados Unidos da América - Angola participa nas celebrações do African Landing

O ministro da Cultura, Filipe Silvino de Pina Zau, encabeça uma delegação angolana que participa nas comemorações do African Landing, que decorre de 28 e 29 de Agosto, no estado da Virgínia, Estados Unidos da América.


Segundo uma nota de imprensa a que tivemos acesso, no programa do evento, que terá lugar na cidade de Hampton, consta a inauguração, no Memorial do Desembarque Africano 1619, das esculturas de Isabella, Anthony e William Tucker.

O programa reserva ainda, para a delegação angolana, uma participação numa noite de jazz promovida pela William Tucker 1624 Society, assim como a apreciação de uma exposição organizada pela Embaixada da República de Angola nos Estados Unidos da América.

Segundo a nota, a exposição será dedicada às relações bilaterais entre Angola e os Estados Unidos, com enfoque para os principais resultados da cooperação diplomática, política, económica e cultural entre os dois países.

A comitiva angolana é composta pelo embaixador de Angola nos Estados Unidos da América, Agostinho Vand-Dúnem, membros do Gabinete do Ministério da Cultura e diplomatas nacionais. In “O País” - Angola


Países Baixos - Tribunal condena o ruandês Eugene N. a prisão perpétua por genocídio de 1994

Um tribunal dos Países Baixos condenou o cidadão ruandês Eugene N. a prisão perpétua por ter participado no massacre de três mil pessoas de origem tutsi durante o genocídio de 1994



"As infrações cometidas pelo arguido chocaram profundamente a sociedade. Trata-se de uma violação considerável da ordem jurídica no Ruanda e em todo o mundo", declarou o juiz do tribunal distrital de Haia.

"Justifica-se a pena de prisão perpétua. Portanto, é essa a pena que vamos proferir", afirmou.

Além da participação no massacre, Eugene N., de 66 anos, foi considerado culpado pela pilhagem e destruição de casas durante a vaga de violência ocorrida em abril de 1994 no Ruanda.

Na mesma altura, cerca de três mil pessoas que procuravam refúgio num estádio de futebol em Mbazi, sul do Ruanda, foram massacradas.

O suspeito lançou pessoalmente uma granada num estádio onde se encontravam homens, mulheres e crianças, acusou a procuradora holandesa durante uma audiência do julgamento, em junho.

Eugene N. negou as acusações e declarou aos juízes que ele próprio tinha sido vítima de violência.

"Não cometi nenhum dos atos que me são imputados", afirmou, com a voz distorcida e com o rosto ocultado a pedido da defesa, por razões de segurança.

"Não podia ter participado nestes eventos, nos quais membros da minha família também foram mortos", afirmou Eugene N.

Mais de 800 mil pessoas, sobretudo da minoria tutsi, foram mortas na primavera de 1994 no Ruanda, de acordo com as Nações Unidas.

De acordo com as autoridades holandesas, o suspeito era procurado pelo Ministério Público do Ruanda, que tinha emitido um mandado de detenção internacional em 2014.

Tendo adquirido a nacionalidade holandesa e residindo nos Países Baixos desde 1998, não pode, no entanto, ser extraditado para o Ruanda.

Os investigadores holandeses analisaram o caso desde 2020 e ouviram dezenas de testemunhas, incluindo no Ruanda.

Os tribunais dos países europeus julgaram e condenaram dezenas de pessoas envolvidas no genocídio no Ruanda com base no princípio da jurisdição universal, que permite julgar os crimes mais graves, mesmo que tenham sido cometidos em países estrangeiros. In “Expresso das Ilhas” – Cabo Verde com “Lusa”


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Malawi - Um cientista da Universidade de Lilongwe afirma que 80% dos pais que se submetem a testes de DNA não são os pais biológicos

A especialista explicou que muitas suspeitas surgem depois que os homens descobrem mensagens comprometedoras em telemóveis e redes sociais, especialmente no WhatsApp. "Eles vêm me procurar para verificar se a criança em questão é deles", observou Kwapata


O aumento das suspeitas de infidelidade e o uso de telemóveis e redes sociais impulsionaram a procura por testes de paternidade no Malawi. Especialistas consultados estimam que cerca de 80% dos casos envolvendo suposta infidelidade confirmam que o homem que cria a criança não é o pai biológico.

Segundo Kwapata, cientista genético da Universidade de Agricultura e Recursos Naturais de Lilongwe (LUANAR), o aumento nos testes de paternidade está amplamente relacionado a homens que investigam possíveis infidelidades por parte das suas parceiras.

A especialista explicou que muitas dessas suspeitas surgem depois que os homens descobrem mensagens comprometedoras em telemóveis e redes sociais, especialmente no WhatsApp. "Eles vêm me procurar para verificar se a criança em questão é deles", observou Kwapata.

Segundo os dados, cerca de 80% dos casos de paternidade relacionados a suposta infidelidade são iniciados por homens e, em aproximadamente 80% desses casos, as suspeitas confirmaram-se.

Kwapata processa mais de 30 casos de paternidade por mês, quase 400 por ano, com uma taxa de resultados negativos em torno de 80%. O custo médio de um teste é de 400.000 kwachas (aproximadamente 128.000 XAF), enquanto a instalação de laboratórios especializados pode chegar a mil milhões de kwachas (aproximadamente 321 milhões de XAF).

A procura também aumentou nas clínicas privadas. Phillip Mwanza, CEO da Attestation, afirmou que os seus centros recebem cerca de 20 clientes por mês e registam uma taxa de não paternidade próxima dos 80%.

“Os testes de paternidade estão-se a tornar comuns em processos de divórcio”, afirmou Mwanza. Ela explicou que, além das questões relacionadas a bens e herança, alguns homens procuram evitar os custos com educação, assistência médica e pensão alimentícia para filhos que descobrem não serem biologicamente seus.

Nas clínicas deles, os exames custam entre 600 mil e um milhão de kwachas, e os resultados são processados ​​em aproximadamente dez dias.

Mwanza acrescentou que a sua clínica também colabora com a polícia para realizar testes de DNA gratuitos em vítimas de estupro e agressão sexual, com o objetivo de fornecer evidências que possam contribuir para os processos judiciais.

O aumento nos testes de paternidade também coincide com o aumento nos pedidos de divórcio no Malawi. Ruth Mputeni, porta-voz do judiciário, confirmou que houve um aumento nos casos, embora os dados oficiais mais recentes ainda estejam sendo compilados manualmente a partir de registos nacionais.

Dados históricos dos tribunais indicam que 90% dos divórcios envolvem casais entre 20 e 35 anos. Os pedidos aumentaram de 1170 em 2020 para 2504 em 2022.

O bispo Gilford Matonga, porta-voz do Comitê de Assuntos Públicos (PAC), acredita que estes números refletem um problema mais amplo relacionado à infidelidade e à deterioração dos relacionamentos conjugais.

Matonga enfatizou que a infidelidade não afeta apenas as mulheres, observando a existência de relacionamentos entre homens solteiros e mulheres casadas. Na sua visão, esse fenómeno reflete um preocupante "declínio moral" na sociedade. Juan Nka – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


Moçambique - FACIM 2026 prevê participação de 30 países e mais de 500 empresas estrangeiras

Mais de 500 empresas estrangeiras e três mil expositores nacionais são esperados na 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo que decorre de 31 de Agosto a 6 de Setembro. O evento contará com a participação confirmada de 28 países, com o Brasil em destaque como país convidado de honra.


Segundo o Director-Geral da Agência de Investimento e Comércio, até ao momento estão confirmados 28 países, dois abaixo da meta estabelecida pela organização.

A edição deste ano contará com a representação das 11 províncias de Moçambique, numa iniciativa que pretende reforçar a promoção de negócios, investimentos e oportunidades de parceria.

O Brasil será o país de honra da 61.ª FACIM, estando igualmente previstos fóruns empresariais com representantes da China e dos Emirados Árabes Unidos.

Uma das principais novidades será a aposta na transformação digital. Sob o lema “Transformação digital e energética rumo a uma economia sustentável”, a organização pretende digitalizar todo o processo da feira.

A inscrição, reserva e pagamento dos stands, acesso ao programa, marcação de reuniões e realização de encontros empresariais B2B serão efectuados através de plataformas digitais.

A organização estima receber cerca de 55 mil visitantes durante os sete dias da feira.

A FACIM contará ainda com pavilhões dedicados às micro, pequenas e médias empresas, às províncias e aos sectores considerados estratégicos, além de espaços de vários ministérios e instituições do Estado.

A feira pretende consolidar-se como uma plataforma de promoção de investimentos e negócios, aproximando empresas nacionais e estrangeiras e criando oportunidades para novas parcerias comerciais. Arnosso Cuco – Moçambique in “O País”




Japão - Mobiliza 1800 pessoas para arrastar torre de castelo de 360 toneladas

Após reparações no Castelo de Hirosaki, na província de Aomori, as autoridades empregaram uma técnica conhecida como hikiya para mover a estrutura mais de dois metros


Ao som de cânticos de “so-re, so-re”, cerca de 1800 pessoas reuniram-se no norte do Japão no fim de semana para puxar a torre de castelo de 360 ​​toneladas um pouco mais de dois metros em direção ao seu local original, como parte das obras de renovação. A torre – uma fortificação no interior do castelo – teve de ser movida para reparar uma muralha danificada por um grande terramoto.

Equipas rotativas de 80 pessoas puxaram cordas de 30 metros enquanto a torre do Castelo de Hirosaki, na província de Aomori, se aproximava do seu destino. No sábado, os participantes rebocaram a estrutura – que estava sobre carris – por 1,13 m, enquanto no domingo foi deslocada mais 1,09 m. “Recebemos cerca de 8000 inscrições para as 1800 vagas nos últimos dois dias, aproximadamente quatro vezes mais do que o número de inscritos, pelo que nem todos puderam participar”, disse Kensuke Hayasaka, chefe da divisão de parques e espaços verdes da cidade de Hirosaki, ao The Guardian. “Não apenas da cidade, mas de todo o Japão e do estrangeiro; um bom número do Sudeste Asiático, da Europa e da América do Norte.”

Para preservar a estrutura histórica, foi utilizada uma técnica conhecida como hikiya – em que os edifícios são colocados sobre roletes e movidos em vez de serem desmontados. Em 2015, a cidade fez um apelo para que as pessoas viessem participar diretamente. O resultado foi o primeiro hikiya conduzido por cidadãos e a primeira vez que o método foi utilizado de alguma forma para mover um castelo num século. “Como a torre principal é um bem cultural importante designado a nível nacional, não a desmontámos”, disse Hayasaka. “Estamos a utilizar o hikiya, um método de relocalização de edifícios que existe no Japão desde os tempos antigos.”

Os trabalhos de preservação do castelo continuam desde então. A muralha foi concluída em Dezembro de 2024, tendo sido repostas todas as 2185 pedras nas suas posições originais. Com esta tarefa concluída, este ano as autoridades voltaram a pedir a ajuda do público para puxar a torre principal de volta à sua posição original.

Motoharu Nakata, de 61 anos, viajou de Hiroshima, no outro extremo do Japão. “Também a puxei há 11 anos. É muito emocionante poder participar novamente. Não há absolutamente nenhuma outra oportunidade de puxar um castelo – foi fantástico”, disse Nakata ao Sankei Shimbun.

Puxar a torre principal manualmente continuará até ao final de agosto, com cerca de 4100 pessoas programadas para a mover um total de 5 metros. É um esforço simbólico de integração comunitária, sendo que os restantes cerca de 73 metros serão deslocados com o auxílio de máquinas até ao final do ano.

A torre principal do Castelo de Hirosaki é uma das 12 estruturas deste tipo que restam no Japão, e a única na região nordeste de Tohoku. Sede do clã Tsugaru, o castelo foi concluído em 1611, mas a torre principal original foi destruída por um incêndio provocado por um raio que atingiu um depósito de pólvora em 1627. A estrutura actual foi reconstruída em 1810 e o castelo é hoje a peça central de um parque que atrai cerca de 2 milhões de visitantes por ano durante a época das flores de cerejeira.

Grandes renovações significam que a torre principal ficará inacessível aos turistas durante anos. “Assim que for recolocada na sua base original, os trabalhos de preservação da torre principal serão iniciados e toda a estrutura será coberta”, disse Hayasaka. “Neste momento, esperamos que seja reaberta aos visitantes em 2033.” In “Ponto Final” - Macau