Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 30 de agosto de 2026

França - Rede de cursos de português em França foi publicada no Diário da República com 105 professores

A nova rede de cursos de ensino de Português em França para o ano letivo de 2026/2027, foi publicada no Diário da República, tem 105 postos e confirma uma forte concentração de horários na Região Parisiense. O despacho conjunto dos Ministérios da Educação e dos Negócios Estrangeiros aprova oficialmente a lista de postos, que revela a distribuição territorial do ensino da língua portuguesa no país gerida pelo Instituto Camões.


Recorde-se que Portugal coloca em França os professores do ensino básico (Primaire), através do Instituto Camões e no quadro dos acordos bilaterais entre os dois países.

De acordo com a lista publicada, há 79 postos de professores correspondentes ao 1° e 2° ciclo do ensino básico criados em França, mas 5 dos quais são horários incompletos com 20 horas (em Bordeaux, Marseille e em Orléans) ou com 16 horas (em Lyon e em Paris). Os outros 74 postos têm horários completos.

Dos 79 postos de professores correspondentes ao 1° e 2° ciclo do ensino básico, 52 estão região de Paris, seguindo-se 12 na área consular de Lyon, 4 na área consular de Bordeaux, 3 na área consular de Bordeaux e 3 na antiga área consular de Tours. Os restantes postos estão em Clermont-Ferrand, Lille, Orléans, Strasbourg e Toulouse, com um professor por cada uma destas regiões.

Mas, para além dos 79 postos de professores correspondentes ao 1° e 2° ciclo do ensino básico, também há 26 horários no ensino secundário, 11 dos quais de História.

Trata-se essencialmente de professores de Português e de História que lecionam nas Secções internacionais. Três professores de Português e 2 de História para as Secções internacionais de Lyon e de Grenoble), 1 professor de Português e um de História para a Secção Internacional de Nice, 3 professores de Português e 1 de História para a Secção internacional de Strasbourg e 8 professores de Português e 7 de História para as várias Secções internacionais da região de Paris.

De notar que esta rede de ensino de português em território francês é gerida diretamente pela Coordenadora do ensino de português em França, Isabel Sebastião e pelas duas Adjuntas de Coordenação, Ana Lisete Carlos e Patrícia Lagos. Carlos Pereira – França in “LusoJornal”


Macau - Universidades portuguesa e macaense querem lançar programas conjuntos em nanotecnologia

A Universidade Nova de Lisboa (UNL) e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla em inglês) querem lançar programas conjuntos em nanotecnologia, disse a cientista Elvira Fortunato

Em abril, o Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação (i3N) da UNL inaugurou o Laboratório Conjunto Sino-Português de Optoeletrónica, que ficou sediado em Macau.

Fortunato e o marido, Rodrigo Martins, coordenador do i3N-NOVA, voltaram esta semana à região chinesa, onde chegaram a acordo com a MUST para a formação de estudantes, a partir do laboratório conjunto.

A universidade chinesa quer enviar para a UNL, a partir do próximo ano letivo, 2027/2028, alunos de mestrado e de doutoramento “com supervisão conjunta”, explicou Fortunato.

A cientista sublinhou que o Instituto de Ciência e Engenharia de Materiais da MUST tem, “este ano, pela primeira vez” 87 alunos de licenciatura na área das nanotecnologias.

Um programa que é “único aqui em Macau e não há muitos no mundo”, acrescentou a antiga ministra portuguesa da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (2022-2024).

A UNL não tem uma licenciatura similar, mas Rodrigo Martins acredita que será possível uma adaptação, com os alunos de Macau a estudarem um ou dois anos em Lisboa.

O também Presidente da Academia Europeia de Ciências acredita que já em 2027 o i3N-NOVA poderá receber entre 20 e 30 alunos de licenciatura da MUST, entre 10 e 15 de mestrado e entre cinco e dez de doutoramento.

“A ideia é trazermos também professores para aqui, em períodos curtos”, explicou o cientista, para desenvolver projetos de investigação, que possam ainda “apoiar a formação dos alunos de doutoramento”.

Martins defende ainda que abrir as portas a alunos de licenciatura da MUST pode permitir à UNL “fazer uma internacionalização”, uma vez que Macau “vai fazer a ponte, provavelmente, no futuro, com a China”.

O reitor do Instituto de Ciência e Engenharia de Materiais da MUST admitiu à Lusa estar entusiasmado porque os alunos “poderão aceder a excelentes oportunidades educacionais em Portugal”.

O objetivo, explicou Lee Shuit-Tong, é que “a próxima geração de cientistas chineses tenha o benefício desta formação multicultural e científica e tecnológica de ponta” em Lisboa.

No sentido contrário, o reitor espera a também ida para Macau de alunos da UNL, tanto portugueses como de outros países lusófonos, em uma “excelente plataforma para promover tanto a educação como a investigação”.

No futuro, Lee espera que a colaboração leve à criação de cursos em co-tutela, em que os alunos receberiam diploma das duas instituições. “Gostaríamos que fosse de cotutela e penso que os estudantes também”, explicou.

A MUST vai pedir autorização ao Governo de Macau para avançar com programas conjuntos e Lee, membro da Academia Chinesa de Ciências, disse estar otimista sobre a resposta.

“Este é também o desejo tanto do Governo de Macau como também do país. Porque Macau tem uma missão muito específica de ser uma espécie de janela da China para o mundo, particularmente na área da ciência e da tecnologia”, explicou Lee.

Durante a passagem pela China, Elvira Fortunato soube que foi distinguida com o Prémio de Amizade Chinês, um dos mais prestigiados reconhecimentos atribuídos por Pequim a personalidades estrangeiras.

A cerimónia de entrega do prémio a Fortunato terá lugar em Pequim, em 30 de setembro, precisamente um ano depois de ter sido o marido Rodrigo Martins a receber a mesma distinção.

O prémio criado em 1950 já foi entregue a cerca de duas mil pessoas, mas Elvira Fortunato e Rodrigo Martins são o primeiro casal a conquistá-lo.

“É um orgulho muito grande, não só para nós, mas acima de tudo, também para Portugal”, disse Fortunato.

Rodrigo Martins confessou que deverá aprofundar ainda a colaboração com a China, após se jubilar, o que irá acontecer já em setembro, tornando-se coordenador de um outro laboratório sino-europeu.

O Laboratório Conjunto de Materiais Eletrónicos China-União Europeia nasceu em Hefei, capital da província de Anhui, no leste da China, e, no lado europeu, é liderado pela UNL. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”

 

Lágrima











Vamos aprender português, cantando

 

Lágrima

 

Cheia de penas

cheia de penas me deito

e com mais penas

e com mais penas me levanto

no meu peito

já me ficou no meu peito

este jeito

o jeito de te querer tanto

 

Desespero

tenho por meu desespero

dentro de mim

dentro de mim o castigo

eu não te quero

eu digo que não te quero

e de noite

de noite sonho contigo

 

Se considero

que um dia hei de morrer

no desespero

que tenho de te não ver

estendo o meu xaile

estendo o meu xaile no chão

estendo o meu xaile

e deixo-me adormecer

 

Se eu soubesse

se eu soubesse que morrendo

tu me havias

tu me havias de chorrar

por uma lágrima

por uma lágrima tua

que alegria

me deixaria matar

 

Por uma lágrima

por uma lágrima tua

que alegria

me deixaria matar 

 

Dulce Pontes - Portugal

Composição:

(Letra) Amália Rodrigues – Portugal

(Música) Carlos Gonçalves - Portugal

 

sábado, 29 de agosto de 2026

Moçambique - Noémia de Sousa celebrada no centenário do seu nascimento

O legado e a obra da poetisa moçambicana Noémia de Sousa estiveram em destaque numa sessão de conversa realizada, esta quinta-feira, na cidade de Maputo, no âmbito das celebrações do centenário do seu nascimento.

O encontro reuniu artistas, escritores e outras personalidades ligadas às artes e à cultura, que revisitaram a trajectória e a contribuição da autora de Sangue Negro para a literatura moçambicana.

Convidada para o encontro, a actriz Ana Magalhães destacou a importância de preservar e divulgar o legado de Noémia de Sousa, que considera uma mulher de luta e uma referência na formação de jovens através da arte e da poesia.

Para a actriz, uma das melhores formas de Moçambique continuar a homenagear a poetisa é promover iniciativas que mantenham viva a sua obra, levando os seus escritos às novas gerações e divulgando também a sua luta.

Ana Magalhães defendeu igualmente a necessidade de aproximar os jovens da obra da poetisa e incentivá-los à leitura e à escrita, sublinhando que o desenvolvimento de qualquer talento exige dedicação, aprendizagem e estímulo.

“Os jovens devem ler, devem tentar escrever e devem tentar perceber o que os rodeia. Ninguém nasce a saber”, afirmou a actriz.

A artista lembrou ainda que nenhuma profissão ou vocação surge de forma espontânea, sendo necessário tempo, dedicação e apoio para desenvolver capacidades.

Nascida em Catembe, em 1926, Noémia de Sousa destacou-se como poetisa, jornalista e tradutora. A sua obra, marcada por uma forte dimensão social e de afirmação da identidade moçambicana, tornou-a numa das principais referências da literatura nacional.

A autora de Sangue Negro morreu em 2002, deixando uma obra que continua a influenciar novas gerações de escritores e artistas moçambicanos. In O País” - Moçambique


Cabo Verde - Paulo Rosa apresenta “Ocultação” numa viagem entre a cultura cabo-verdiana e a arte contemporânea

Cidade da Praia – O batuque, a tabanca, o funaná, a emigração e outras referências da cultura cabo-verdiana ganham novas formas na exposição “Ocultação”, do artista plástico Paulo Rosa, numa proposta que cruza memória, identidade e arte contemporânea.


Com 17 obras, a exposição encontra-se patente na Câmara Municipal da Praia, até ao final deste mês, e convida o público a descobrir, entre figuras, cores e formas, diferentes leituras da identidade e da cultura cabo-verdiana.

“O próprio título da exposição é ‘Ocultação’, como uma mistura de sibites, qualquer coisa relacionada com forças misteriosas que actuam na mente humana”, explicou Paulo Rosa à Inforpress.

Nascido na cidade da Praia, em 1969, o artista construiu um percurso ligado às artes plásticas e à formação artística, com estudos de arte em Portugal e experiências como professor de pintura e coordenador de workshops e cursos.

Na exposição, recupera elementos da cultura cabo-verdiana e apresenta-os através de uma linguagem contemporânea, com o propósito de aproximar diferentes gerações da criação artística.

“Os temas são bem relacionados com os tradicionais. O batuque, a tabanca, o coração de João, a emigração”, afirmou.

Através da pintura, Paulo Rosa revisita manifestações culturais que, em determinados períodos, enfrentaram resistência e perderam espaço na sociedade cabo-verdiana. Entre elas está a tabanca que, segundo o artista, chegou perto do desaparecimento antes de recuperar a visibilidade.

O batuque também ocupa um lugar na exposição, numa abordagem que procura preservar a ligação às raízes culturais e, ao mesmo tempo, acompanhar novas linguagens artísticas.

“A arte é também a própria época”, defendeu, considerando que o artista deve acompanhar a modernidade sem abandonar os elementos da sua realidade.

Entre as obras apresentadas está “Cotxipó”, inspirada na música e na dança modernas de Cabo Verde.

A relação entre realidade e imaginação constitui outra dimensão de “Ocultação”. As figuras humanas surgem entre diferentes camadas de cor e matéria, sem uma representação totalmente definida, deixando ao visitante espaço para construir a sua própria interpretação.

A aproximação às novas gerações acompanha também o percurso de Paulo Rosa, que durante vários anos se dedicou ao ensino da pintura em diferentes instituições do país.

“Estou feliz por ver novas gerações com trabalhos artísticos modernos”, afirmou o artista, que defende a continuidade da criação e a renovação das formas de expressão.

Com várias exposições realizadas em Cabo Verde e na diáspora, Paulo Rosa recebeu distinções no domínio das artes plásticas, entre as quais o primeiro prémio num concurso nacional de pintura e um Diploma de Mérito Cultural atribuído pelo Ministério da Cultura.

Actualmente, é membro da Comissão de Artes Plásticas da Sociedade Cabo-verdiana de Autores (SOCA) e mantém uma actividade artística independente.

Depois de “Ocultação”, o artista prepara novos projectos. Entre os planos estão possíveis exposições na Assembleia Nacional e num espaço localizado na zona da Trópico, além de convites para apresentar os seus trabalhos em São Vicente e Santa Maria.

Paulo Rosa admite ainda uma deslocação ao Ceará, no Brasil, com o propósito de levar a sua pintura a novos públicos e mostrar a dimensão universal de temas inspirados na realidade cabo-verdiana.

“A fim de poder mostrar aos outros povos a universalidade dos temas que também são pintados em Cabo Verde”, explicou.

Em “Ocultação”, Paulo Rosa parte de elementos reconhecíveis da cultura cabo-verdiana para construir uma linguagem que não se revela por completo ao primeiro olhar.

Entre figuras, cores e formas, cada visitante é convidado a descobrir aquilo que a pintura revela e o que permanece oculto. In “Inforpress” – Cabo Verde


China - Reforma abre novas oportunidades a advogados portugueses em Macau

Os advogados de Macau, incluindo os portugueses, vão poder, a partir de 01 de setembro, exercer em nove cidades do sul da China, segundo uma reforma aprovada pelo parlamento chinês


O Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, o órgão legislativo máximo da China, aprovou na sexta-feira alterações à lei que regula o exercício da advocacia.

As mudanças abrem as portas da região da Grande Baía a advogados das duas regiões semiautónomas de Macau e Hong Kong, que passam a poder prestar serviços jurídicos específicos nas áreas cível e comercial.

A Grande Baía é um projeto de Pequim para criar uma metrópole mundial que integra Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong, com cerca de 86 milhões de habitantes e com uma economia superior a um bilião de euros.

Para exercer na província vizinha, os advogados de Macau terão de primeiro passar num exame jurídico organizado pelo departamento de administração judicial do Conselho de Estado (o Executivo chinês).

O mesmo departamento irá definir também os requisitos de inscrição para o exame, os procedimentos de candidatura para o exercício da advocacia e o âmbito da prática permitida.

O secretário para a Justiça de Hong Kong, Paul Lam Ting-kwok, disse que a reforma aprovada pelo parlamento acaba por tornar definitivo um programa-piloto lançado em agosto de 2020.

Paul Lam sublinhou que, em junho, o programa já permitia que mais de 650 advogados de Hong Kong e Macau prestassem serviços jurídicos na Grande Baía em matéria civil e comercial.

Alguns atuaram perante tribunais da China continental como representantes em litígios e conduziram casos de arbitragem, acrescentou o dirigente, num comunicado.

Em 2024, o presidente da Associação dos Advogados de Macau, Vong Hin Fai, disse que, dos cerca de 450 inscritos, 40% eram oriundos de países lusófonos e 80% dominavam a língua portuguesa.

Vong Hin Fai falava antes de liderar uma delegação da Ordem de Advogados de Macau numa visita a Portugal, onde se encontrou com a Ordem dos Advogados de Portugal.

No entanto, não houve qualquer anúncio sobre uma eventual reativação de um protocolo entre as duas ordens que facilitava a inscrição e o início do exercício para advogados portugueses em Macau, e que está suspenso desde 2013. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Cabo Verde - Elly Paris lança novo single “A Bh Oia Caga” focado no autoconhecimento e na superação

Cidade da Praia - A cantora cabo-verdiana Elly Paris disponibilizou no sábado, 22, nas plataformas digitais o seu mais recente single, intitulado A Bh Oia Caga, informou em comunicado a produtora da artista.


De acordo com a nota, o tema apresenta uma sonoridade dançante e motivadora, pretendendo incentivar os ouvintes a ignorar críticas externas e imposições que condicionem o seu processo criativo e crescimento pessoal.

“Afirmar a necessidade de autoconhecimento e blindar-se de opiniões externas. Demonstra ainda que conseguimos sempre enquadrar-nos e adaptar-nos em qualquer área em que nos empenhamos”, explicou a artista no comunicado.

Elly Paris destaca ainda que o trabalho pretende transmitir uma mensagem de resiliência, sublinhando que as falhas fazem parte do percurso e que o foco deve residir na capacidade de superação e continuidade dos projectos.

O single nasce da colaboração entre Elly Paris e os compositores Ginguh e Hamilton, contando com a produção musical e beat a cargo de Kelton Beats. In “Inforpress” – Cabo Verde