Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 18 de abril de 2026

Cabo Verde - Cremilda Medina lança “Lágrima”, um disco exclusivamente de mornas

Depois de em Dezembro ter apresentado o single “Amizade”, a cantora Cremilda Medina anuncia a chegada do seu terceiro álbum discográfico intitulado “Lágrima”, um disco exclusivamente de mornas. O álbum está disponível em todas as plataformas digitais


Segundo uma nota enviada, o novo álbum nasce de um trabalho de pesquisa que se iniciou em 2022, no âmbito de uma candidatura a um edital do Ministério da Cultura e Indústrias Criativas de Cabo Verde para a edição de dois singles, mas devido à vasta pesquisa e obras que foram sendo recolhidas, a cantora decidiu editar um álbum composto por 13 canções, mornas, um projecto de carácter profundamente emotivo e de maior conexão com as raízes da morna e de Cabo Verde.

“Cremilda Medina simboliza uma das mais conceituadas vozes da nova geração, que há mais de uma década prossegue a missão de resgate, salvaguarda e promoção da música tradicional cabo-verdiana”, destaca.

A mesma fonte frisou que fruto desse percurso, este trabalho reafirma o desejo e o compromisso da artista em continuar a divulgar a essência da morna ao mundo, numa busca incessante por conhecer este universo afetivo e de dar voz a composições muitas vezes já caídas no esquecimento, que exteriorizam a alma do povo cabo-verdiano.

Para este projecto, Cremilda convidou o multi-instrumentista Palinh Vieira para ser o produtor, cuja sensibilidade e experiência conferem ao álbum uma profundidade sonora renovada, mantendo a autenticidade que sempre caracterizou a artista.

A Palinh Vieira junta-se Armando Tito e Kaku Alves, dois nomes icónicos que se destacam pela preservação das sonoridades da música tradicional e clássica de Cabo Verde, enriquecendo o projeto com os seus acordes e bordões mais profundos e genuínos.

Sendo um disco exclusivamente de mornas, traz um leque de excelência de compositores como Constantino Cardoso, B.Léza, Malaquias Costa e João Freitas, Fausta d′Dada e Frank Amador, Morgadinho, Olavo Bilac, Lela de Maninha, Luís Lima e Toy Vieira, Manuel d'Novas, entre outros.

O álbum conta com a participação de três grandes vozes de Cabo Verde, Ana Firmino, Maria Alice e Nancy Vieira, que em duetos intimistas, partilham o mesmo sentimento nostálgico tão peculiar da morna.

Conforme a mesma fonte, este álbum, não é apenas mais um conjunto de músicas, mas um tributo à história, às emoções e à herança cultural de Cabo Verde, que Cremilda carrega consigo e à qual pretende dar continuidade enquanto artista cabo-verdiana.

Lágrima é um disco de estúdio que convida o público a entrar uma vez mais no mundo de Cremilda Medina e a deixar-se embalar numa viagem sensível, que honra a memória e a tradição, e explora sonoridades que apontam para o futuro da música tradicional e clássica cabo-verdiana”, cita. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sexta-feira, 17 de abril de 2026

Moçambique - Com apenas 11 anos, Arão Sibinde Jr lança livro infantil na cidade de Xai-Xai

O jovem escritor moçambicano Arão de Ana Sibinde Júnior, de apenas 11 anos de idade, prepara-se para lançar o seu primeiro livro intitulado As Aventuras de X-Boy, num evento marcado para o dia 28 de Abril, na cidade de Xai-Xai.


O lançamento terá lugar no Colégio Império, localizado no bairro de Macanwine, e está agendado para as 10 horas. A apresentação da obra estará a cargo de Míllert Sibinde.

Natural de Xai-Xai e residente em Chongoene, Arão é aluno da 6ª classe na Escola Primeiro de Janeiro e começou a escrever a partir dos seus próprios diários, com incentivo da mãe. Os seus textos reflectem o quotidiano, pensamentos e sentimentos, revelando desde cedo sensibilidade e criatividade.

A obra As Aventuras de X-Boy reúne contos infantis cheios de imaginação, escritos de criança para criança. As histórias trazem personagens que vivem diferentes aventuras, abordando temas como coragem, família, amizade e até o uso da tecnologia, sempre com leveza, emoção e humor.

Fora da escrita, Arão dedica o seu tempo a actividades típicas da sua idade, como jogar futebol, andar de bicicleta, ler e conviver com a família, momentos que também inspiram as suas histórias.

O livro estará disponível em pré-venda ao preço de 450 meticais, sendo comercializado a 500 meticais no dia do lançamento.

A iniciativa destaca-se como um exemplo inspirador de talento precoce, mostrando que a literatura moçambicana continua a ganhar novas vozes, mesmo entre os mais jovens. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Guiné Equatorial - Alport assume gestão dos portos de Malabo e Bata

Com o período de transição encerrado, esta joint venture entre o Estado e o grupo turco Albayrak passará a gerir integralmente as operações portuárias no país

A joint venture Alport assumiu integralmente a gestão dos portos de Malabo e Bata, após o término do período de transição em 16 de março, marcando o início de uma nova etapa no sistema portuário da Guiné Equatorial.

Este progresso foi analisado durante a reunião realizada nesta quarta-feira na Presidência do Governo entre o Primeiro-Ministro, responsável pela Coordenação Administrativa, Manuel Osa Nsue Nsua, e os diretores do grupo turco Albayrak, parceiro estratégico da Alport, liderados pelo seu vice-presidente, Ahmed Albayrak.

A Alport, criada a partir da aliança entre a Holding Guinea Equatorial e o grupo Albayrak, ficará agora diretamente encarregada da gestão da infraestrutura portuária do país, após um ano de transição destinada a garantir uma transferência ordenada das operações.

A reunião, que contou também com a presença do Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Sistemas de Inteligência Artificial, Honorato Evita Oma, e de outros líderes institucionais, avaliou os progressos alcançados nesta etapa e definiu novas linhas de cooperação para fortalecer o setor.

O Governo destacou que esta nova fase irá melhorar a eficiência portuária, aumentar o tráfego marítimo e reduzir os custos de transporte, com o objetivo de posicionar o porto de Bata como um ponto estratégico para o comércio com os mercados da África Central.

Também foi destacada a atuação do grupo Albayrak como parceiro técnico da Alport, contribuindo com sua experiência em gestão portuária, treino de pessoal e modernização de serviços.

Entre os projetos prioritários está o desenvolvimento do porto seco de Ebibeyin, projetado para facilitar a conexão logística entre o porto de Bata e países como Chade, República Centro-Africana, Gabão e Camarões, impulsionando assim o comércio regional.

As autoridades também valorizaram as reformas realizadas no setor, como a ratificação de convenções internacionais, a reorganização da administração portuária e a participação em organismos regionais como o Memorando de Abuja e a Organização Marítima da África Ocidental e Central (WCAMO). Marisa Okomo – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


São Tomé e Príncipe – Partidários do MLSTP acusam Rádio RTP África de denegrir imagem do país

O vice-presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), Conceição Moreno, acusou a Rádio RTP África de promover uma agenda para denegrir a imagem das autoridades nacionais, juntando-se às críticas do presidente da Assembleia Nacional. As críticas surgiram na sequência de declarações do presidente do parlamento Abnildo D´Oliveira

Segundo o deputado, a estação tem demonstrado “desrespeito pelas autoridades”, apontando alegada seleção de notícias e tratamento negativo das informações sobre o país, sobretudo num período próximo das eleições. Abnildo D`Oliveira acusou jornalistas da estação de serem “militantes acérrimos” da Ação Democrática Independente (ADI).

O Presidente da República, Carlos Vila Nova, também já havia criticado anteriormente a linha editorial da emissora, defendendo a necessidade de uma revisão da sua atuação no arquipélago.

Por outro lado, deputados da ADI saíram em defesa da estação, com o líder parlamentar Nito Abreu a elogiar o trabalho desenvolvido, destacando a “verdade, clareza e isenção” na cobertura informativa. Adelise Coelho – Cabo Verde in “A Nação”


Cabo Verde e Brasil aprofundam parcerias estratégicas nos domínios das indústrias culturais

A ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, e o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, assinaram, esta terça-feira, 14, um memorando de entendimento para aprofundar parcerias estratégicas nos domínios das indústrias culturais


O memorando tem como objectivo estabelecer as actividades a serem desenvolvidas pelas partes no âmbito da cooperação nas áreas de capacitação, desenvolvimento de competências e intercâmbio de informação e experiências nos domínios académico, cultural e científico.

Inclui ainda acções de promoção da cooperação artístico-cultural, bem como programas de estudo e investigação, cursos, seminários, fóruns e outras actividades nas respectivas instituições, respeitando os limites dos ordenamentos jurídicos de cada país.

A cooperação abrange áreas como arquivos e gestão documental, literatura, bibliotecas, património e museus, intercâmbio e diplomacia cultural, artes visuais, artes performativas e obras de arte, audiovisual, propriedade intelectual e direitos conexos, economias criativas, políticas culturais, governação cultural e boas práticas.

Na ocasião, a ministra da Cultura do Brasil afirmou que este novo memorando representa a renovação e ampliação das práticas de intercâmbio, incluindo também a criação de um grupo de trabalho.

“Estamos realmente a materializar e a fortalecer as possibilidades para essa efectivação. Uma das coisas que torna isso mais fácil é justamente termos a língua em comum, o que constitui um elo de ligação muito forte”, afirmou.

Margareth Menezes assegurou que o memorando prevê acções nas áreas da economia criativa, formação, audiovisual e política Cultura Viva, destacando que os pontos de cultura já estão presentes em 14 países da América Latina, sendo uma política bastante assertiva.

“Estamos totalmente abertos a esta relação com Cabo Verde, porque sabemos também que vamos aprender muito com as experiências do país no domínio da economia criativa e com toda essa vitalidade e força cultural, que são uma grande referência”, acrescentou.

A governante brasileira sublinhou ainda que a cooperação já existe, mas será agora ampliada de forma mais estruturada e orientada, de acordo com o diálogo mantido entre as equipas técnicas de ambos os países.“Penso que haverá um fortalecimento e uma ampliação das nossas relações no sector da cultura e das artes entre o Brasil e Cabo Verde”, afirmou.

Por sua vez, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Augusto Veiga, destacou que existe uma ferramenta importante para a implementação deste memorando: a retoma da ligação aérea entre Cabo Verde e Brasil.

“Será uma ferramenta fundamental, que acredito que vai fortalecer e melhorar a relação cultural entre os dois países”, afirmou.

Augusto Veiga acrescentou que já existem várias iniciativas em curso entre os dois países, mas que a formalização através deste documento vem reforçar essa cooperação.

“Há já muitos projectos em andamento, aos quais vamos dar continuidade, mas há outros que, com a constituição das equipas técnicas entre os dois ministérios, vão avançar muito rapidamente”, disse.

O governante concluiu que todas as áreas são prioritárias, sublinhando a intenção de trabalhar de forma abrangente os diferentes domínios do sector cultural. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


quinta-feira, 16 de abril de 2026

Angola - Palácio de Ferro acolhe Exposição “Angola 75″

O Palácio de Ferro, localizado no município da Ingombota, em Luanda, vai acolher, a partir da próxima quarta-feira, 22, a exposição “Angola 75 – A Expressão Gráfica da Independência”, que por mais de um mês proporcionará ao público uma leitura aprofundada das camadas visuais, políticas e afectivas que marcaram o período entre 1960 e 1979, um dos mais decisivos da história contemporânea de Angola.

A exposição, que estará aberta ao público de 23 de Abril a 29 de Maio, surge de uma iniciativa desenvolvida a partir do acervo de impressos de José Julião e Jeredh Santos, contando com uma parceria institucional da Fundação BAI.

‎Desenvolvido a partir de um recorte de acervo privado, “Angola 75” propõe uma leitura documental sobre o contributo de artistas, escritores, designers gráficos e editores nos debates políticos e culturais do seu tempo, destacando a cultura como espaço de reflexão e intervenção.

‎De acordo com uma nota de imprensa a que tivemos acesso, a Fundação BAI, enquanto parceira institucional da exposição, reafirma com este projecto o seu compromisso com a valorização da cultura, da memória e da educação como pilares do desenvolvimento social.

‎Sendo assim, sublinha o documento, a exposição contará com um plano de visitas educativas, especialmente concebido para escolas, universidades e projectos socioculturais que trabalhem com jovens.

‎O programa, avança o informe, inclui visitas guiadas e momentos de mediação que procuram estimular o diálogo entre passado e presente, incentivando a leitura crítica das linguagens visuais e o debate sobre identidade, cidadania e memória colectiva.

‎A exposição contará com a direção artística, design expositivo e produção da Letras & Expressões, e consultoria de Íris Chocolate e Paula Nascimento.

As portas da exposição resultante da pesquisa de acervo conduzida por Tila ‎Likunzi e João António Mérito estarão abertas das 09 horas às 16 horas, de segunda a sexta-feira. In “O País” - Angola


Austrália - Astrofísica portuguesa destaca-se na ciência mundial

O percurso de Elisabete da Cunha destaca-se como um exemplo da diáspora portuguesa. A astrofísica e investigadora acaba de lançar o livro “O que se passa acima das nossas cabeças”, uma obra que procura aproximar o grande público dos mistérios do Universo


Investigadora e professora na University of Western Australia, é atualmente uma referência internacional na área da astrofísica, tendo trabalhado com alguns dos mais avançados telescópios do mundo, incluindo o James Webb Space Telescope.

Nascida em Paris, foi em Barroselas (Viana do Castelo) que se deixou encantar pelo “céu estrelado” sobre o qual agora escreve. Elisabete da Cunha construiu um percurso académico entre Portugal e França, afirmando-se globalmente pela investigação sobre a formação e evolução das galáxias.

De acordo com o Sete Jornal, o livro foi escrito na Austrália, mas é direcionado ao público português. “O que se passa acima das nossas cabeças” acaba de chegar às livrarias com a chancela da Manuscrito. No referido livro, a autora convida os leitores a olhar para o céu de forma mais próxima e acessível, abordando questões como a origem do Universo, a natureza dos buracos negros e a possibilidade de existência de vida fora da Terra.

“Espero que este seja um livro que não só ensine, mas que mude a forma como olhamos para o céu”, explicou em entrevista com referido jornal.

Sara Fernandes, conselheira das Comunidades Portuguesas na Austrália, considera Elisabete da Cunha “um exemplo inspirador da diáspora portuguesa na Austrália, que liga ciência, cultura e identidade, e que leva o nome de Portugal aos mais altos níveis da investigação internacional”.

Sinopse

O céu esteve sempre lá. Mas o que sabemos, de facto, sobre o que acontece acima das nossas cabeças? O Universo sempre despertou a nossa curiosidade. É quase como se, instintivamente, soubéssemos que as respostas às perguntas mais antigas se encontram lá em cima. Neste livro, Elisabete da Cunha, astrofísica e investigadora, parte da nossa vontade de saber mais para explicar, de forma clara e acessível, o que a astronomia sabe hoje sobre o Universo e sobre o lugar que nele ocupamos.

Como nasceu o Universo e o que sabemos hoje sobre o big-bang? O que são, afinal, buracos negros. Porque é que as estrelas brilham e morrem? Estamos sós no Universo? Qual é o verdadeiro lugar da Terra na imensidão cósmica? Um livro essencial para todos os que querem viajar pelo Universo e compreender a sua imensidão. In ”Bom dia Europa” - Luxemburgo