Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Guiné Equatorial – O pavilhão do país na 61.ª Bienal de Arte de Veneza recebeu a visita do embaixador dos Estados Unidos na Itália

O embaixador dos EUA foi recebido por Chiara Modicà Dona Dallè Rose, Presidente da Fundação Dona Dallè Rose, e pelo Comissário-Geral da Secção da Guiné Equatorial, Jerónimo Nsue Asumu Nchama


O pavilhão da Guiné Equatorial na 61.ª Bienal de Arte de Veneza recebeu a visita do embaixador dos Estados Unidos na Itália, Tilman Fertitta.

Durante a visita, o diplomata conheceu em primeira mão a proposta artística e cultural apresentada pela Guiné Equatorial e destacou o valor da cultura como instrumento de projeção internacional.

Na sua deslocação, Fertitta ficou a conhecer os principais eixos conceptuais da exposição, uma proposta que destaca a diversidade cultural, o património histórico, a riqueza artística e a identidade nacional da Guiné Equatorial.

O encontro também serviu para trocar ideias sobre o papel da cultura como veículo para fortalecer o entendimento, o diálogo intercultural e a cooperação entre os povos.

Como parte de seu roteiro, Tilman Fertitta também visitou a coleção histórica do Palazzo Dona Dallè Rose, que abriga o pavilhão da Guiné Equatorial. O edifício guarda um património que abrange mais de três séculos de história familiar e é um dos locais culturais mais representativos de Veneza.

No final da visita, o embaixador expressou o seu apreço pela qualidade da proposta apresentada pela Guiné Equatorial e valorizou positivamente a presença do país num dos eventos artísticos mais importantes do mundo. Fernando Mbuy – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


Cabo Verde - Pede ao Fórum de Macau que apoie mais as PME

O Governo de Cabo Verde reconhece que o Fórum de Macau tem contribuído “de forma significativa” para o desenvolvimento das relações entre a China e os países de língua portuguesa, mas pede mais apoio às pequenas e médias empresas dos países participantes. Uma delegação do Fórum visitou o país e manteve encontros com várias entidades


A secretária-geral adjunta do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Xie Ying, liderou uma delegação a Cabo Verde, numa visita de quatro dias que serviu para estreitar laços de cooperação e debater as relações bilaterais entre a China e aquele país africano de expressão portuguesa. Além disso, realizou uma sessão de apresentação do secretariado e reuniu-se com alguns ministros cabo-verdianos.

Nos encontros, Xie Ying deu conta dos progressos da China na implementação do Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial, sublinhando que o Governo chinês atribui grande importância e tem promovido activamente a execução das várias agendas no âmbito do Fórum, manifestando a disponibilidade para, em conjunto com Cabo Verde, reforçar a concretização dos resultados e melhorar continuamente a eficácia da cooperação.

Na ocasião, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Comunidade e Defesa Nacional de Cabo Verde, Manuel Amante da Rosa, afirmou que as relações bilaterais entre a China e Cabo Verde têm registado um desenvolvimento estável e sustentado.

Adiantou, por outro lado, que Cabo Verde está disposto a reforçar o intercâmbio e a cooperação com a China no quadro do Fórum de Macau, manifestando o desejo de que o Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China-PLP apoie mais as pequenas e médias empresas (PME) dos países participantes, “contribuindo para o desenvolvimento económico e a melhoria do bem-estar do povo cabo-verdiano”.

Enquanto isto, o Ministro da Economia, Comércio, Indústria e Transição Digital, António Medina Baptista, disse que o país deseja “aproveitar plenamente a plataforma do Fórum para aprender com a experiência da China em áreas como planeamento do desenvolvimento, inovação tecnológica e diversificação económica, promovendo o desenvolvimento dos sectores agrícola, pesqueiro, industrial e da economia digital”.

Por sua vez, a detentora da pasta da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho do governo cabo-verdiano, Adelsia Mendes Almeida, sublinhou que as relações bilaterais são “estreitas e amistosas”, manifestando o interesse em utilizar a plataforma do Fórum para fomentar o intercâmbio nos domínios das infra-estruturas, da formação e educação e da redução da pobreza.

Na sessão de apresentação do Fórum, o embaixador da China em Cabo Verde, Zhang Yang, assinalou que, ao longo dos 50 anos de relações diplomáticas, a China e Cabo Verde têm mantido um apoio mútuo nas questões que envolvem os seus interesses fundamentais e preocupações relevantes, constituindo um “exemplo de tratamento com igualdade e benefícios mútuos entre países de diferentes dimensões”.

Apontou também que a China está disposta a trabalhar com Cabo Verde para aprofundar o intercâmbio e a cooperação a nível governamental, empresarial e local, “utilizando plenamente a importante plataforma do Fórum, a fim de concretizar mais resultados práticos e abrir novas perspectivas para a cooperação bilateral”. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

 



Guiné-Bissau – Domingos Simões Pereira viajou para a cidade de Lisboa

"Sou guineense e continuarei, assim que possível, este combate", garantiu o opositor guineense, recebido em euforia por dezenas de guineenses no aeroporto com bandeiras, gritos de apoio e cânticos

O opositor guineense Domingos Simões Pereira chegou na madrugada desta sexta-feira ao aeroporto de Lisboa, após sair da cadeia, onde se encontrava em prisão preventiva na Guiné-Bissau, e prometeu regressar ao país para continuar “este combate”.

Questionado pelos jornalistas, à saída do lounge VIP do aeroporto de Lisboa, se tencionava regressar, Domingos Simões Pereira foi taxativo: “Absolutamente”.

“Eu sou guineense e continuarei, assim que possível, este combate”, garantiu o opositor guineense, que foi recebido em euforia por dezenas de guineenses a residir em Portugal e que encheram o aeroporto com bandeiras e gritos e cânticos de apoio. “Eu não posso virar costas ao meu povo”, sublinhou.

O responsável admitiu estar a sentir uma “sensação de liberdade” e “agradecido pela população que o vem acolher”. Quanto aos pormenores da sua estadia em Portugal, admitiu que ainda não conhece as condições, “porque quem trata de tudo são as autoridades portuguesas”.

Questionado sobre os assuntos internos no país, Domingos Simões Pereira escusou-se a responder diretamente às perguntas, dizendo apenas que “alguém trabalhou, as autoridades trabalharam” e permitiram que estivesse em Portugal. “Eu quero respeitar esse esforço que foi feito. Assim que conhecer todos os contornos”, falará, assegurou.

Quanto ao seu estado de saúde, disse ainda não saber, respondendo apenas que se “sente bem”.

Domingos Simões Pereira chegou por volta da 1h00 a Lisboa, tendo saído no dia anterior da cadeia, onde se encontrava em prisão preventiva, por ordem do juiz de instrução criminal, Mamadú Embaló, que autorizou que viajasse para Portugal, onde vai submeter-se a tratamento médico.

Simões Pereira estava a cumprir prisão preventiva desde o passado dia 10 de julho, no âmbito de um processo em que é acusado pela justiça militar de participação em alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em novembro de 2025. Agora foi autorizado a ausentar-se da Guiné-Bissau durante noventa dias, período durante o qual não poderá desenvolver atividade política.

Segundo o despacho, o juiz baseou-se num relatório médico do Hospital Militar de Bissau, segundo o qual seria necessário que o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) fosse observado num centro médico especializado em Portugal.

Simões Pereira viajou para Portugal na companhia da esposa e do irmão, o médico Camilo Simões Pereira.

A decisão do juiz de instrução criminal (JIC) respondeu a um requerimento da defesa e contou com o parecer favorável da Promotoria de Justiça Militar, tendo em conta “razões humanitárias e legais, fundamentadas num atestado emitido pelo Dr. Domiciano Bernardo Nacocam Mango, médico do Hospital Principal Militar de Bissau”.

No despacho do JIC, é referido que a “prisão preventiva fica suspensa pelo período de três meses, ao abrigo do artigo 164º do Código de Processo Penal (CPP)” da Guiné-Bissau.

“O suspeito está sujeito à obrigação de abster-se de desenvolver qualquer atividade político-partidária durante a vigência da suspensão. Findo o prazo de três meses, a situação processual do suspeito será novamente reapreciada pelo tribunal”, sublinha-se.

Presidente eleito do Parlamento guineense, Simões Pereira estava em prisão preventiva desde o passado dia 10, no âmbito de um processo em que é acusado pela justiça militar de participação em alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em novembro de 2025.

A Guiné-Bissau foi palco de um golpe de Estado em vésperas da publicação dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais, que tinham decorrido sem incidentes em novembro de 2025.

Em comunicado, o Governo português confirmou que Portugal vai acolher “por razões médicas e humanitárias” o opositor guineense Domingos Simões Pereira.

“Portugal acolhe Domingos Simões Pereira, conforme solicitado pelos seus familiares, depois da libertação hoje ocorrida por razões médicas e humanitárias”, lê-se no comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“Reconhecendo o gesto humanitário, continuaremos a trabalhar com empenho e recato, pelas vias diplomáticas, no quadro da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] e em cooperação com a CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] e União Africana, em prol do regresso das instituições da Guiné-Bissau à normalidade constitucional e democrática”, sublinhou a diplomacia portuguesa. “Agência Lusa”


Macau - Intérpretes-tradutores do Governo diminuíram 12% em cinco anos

Nos últimos cinco anos, o número de intérpretes-tradutores do Governo baixou de 414 para 363, revelam os SAFP ao Jornal Tribuna de Macau. Com o rápido desenvolvimento de modelos linguísticos de grande escala, o volume de serviços de tradução prestados pela Divisão de Tradução dos SAFP em 2025 foi semelhante ao registado há cinco anos


Em 2025, o Governo da RAEM contava com 363 funcionários da carreira de intérprete-tradutor, maioritariamente de Chinês-Português, revelou a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) ao Jornal Tribuna de Macau. Isto significa que o número de intérpretes-tradutores na Função Pública sofreu uma quebra de 12,3% (menos 51 pessoas) nos últimos cinco anos, tendo em conta os 414 registados em 2021.

Relativamente ao volume de serviços de tradução, os SAFP observam que, “com o rápido desenvolvimento de modelos linguísticos de grande escala nos últimos anos, a tecnologia de tradução por inteligência artificial está a servir como uma ferramenta de forte apoio na tradução a diversos interessados em diferentes contextos”.

Ainda assim, de um modo geral, em termos dos serviços prestados pela Divisão de Tradução do então Departamento dos Assuntos Linguísticos dos SAFP, o volume de tradução no ano transacto foi semelhante ao de 2021. Actualmente, esta Divisão disponibiliza serviços de tradução escrita de documentos, de Chinês para Português e vice-versa, bem como serviços de interpretação simultânea ou consecutiva nas duas línguas, prestados in loco em reuniões oficiais ou cerimónias públicas, aos serviços e entidades públicos que necessitam de apoio nessa área.

Entre 2019 e 2021, os SAFP realizaram três edições do “Programa de Aprendizagem de Tradução e Interpretação das Línguas Chinesa e Portuguesa”, que aliviaram “consideravelmente a escassez de recursos humanos nesta área”.

Questionado sobre se planeia voltar a lançar iniciativas semelhantes, o organismo sublinhou que, seguindo as linhas de acção governativa de “elevação do nível de precisão na gestão para melhor valorização dos recursos humanos”, irá “analisar, com base nas necessidades reais, a possibilidade de uma nova implementação do programa”.

Segundo alguns comunicados dos SAFP, nas três edições do programa, um projecto com uma concepção nova, foram formados, no total, cerca de 60 intérpretes-tradutores das línguas chinesa e portuguesa. Os formandos são divididos em dois grupos, com um grupo a deslocar-se para a Bélgica e Portugal para aprender técnicas de interpretação de conferência e outro a deslocar-se para a Universidade de Estudos Internacionais de Xangai para adquirir conhecimentos de língua chinesa e de tradução Português-Chinês.

Antes disso, o Governo da RAEM organizou, desde 2005, em conjunto com a Direcção-Geral da Interpretação da Comissão Europeia, três edições do Seminário de Formação de Tradução e Interpretação das Línguas Chinesa e Portuguesa para Conferências, com 12 participantes a concluírem o curso. Entre 2010 e 2013, dando continuidade à cooperação com aquela instituição europeia, promoveu quatro edições do Programa de Formação de Tradução e Interpretação das Línguas Chinesa e Portuguesa. Por último, entre 2013 e 2017, foram realizadas mais três edições do Programa de Aprendizagem de Tradução e Interpretação das Línguas Chinesa e Portuguesa. Com estes dois programas, foi dada formação a cerca de 60 tradutores de Chinês-Português.

Segundo estatísticas disponíveis na “Plataforma de Dados Abertos do Governo da RAEM”, a RAEM contava em 2025 com 33.856 funcionários públicos (incluindo o Chefe do Executivo, titulares dos principais cargos, trabalhadores das fundações e outros organismos públicos sujeitos ao regime de direito privado).

Este jornal tentou saber o número de funcionários públicos que dominam a língua portuguesa, tendo os SAFP sugerido uma pesquisa na referida plataforma, “onde são disponibilizados, em formatos padronizados, dados estatísticos detidos por cada serviço público”. No entanto, a informação solicitada não foi encontrada na plataforma.

Numa segunda resposta, o organismo referiu apenas que “não tem mais a acrescentar” sobre o número de funcionários públicos que dominam a língua portuguesa.

A Plataforma mostra que, entre 2016 e 2022, o número de funcionários públicos que nasceram em Portugal seguiu uma tendência de diminuição contínua, tendo caído de 320 para 226. Em 2023, o número de funcionários nascidos em Portugal subiu para 257. Voltou a cair para 246 em 2024 e atingiu novamente 226 em 2025.

Formação ininterrupta em Português

No que concerne às acções de formação de língua portuguesa para os trabalhadores dos serviços públicos, os SAFP salientaram a organização de três workshops práticos destinados aos intérpretes-tradutores em 2025.

Segundo esclareceram, o corpo docente dos cursos de formação de português e de tradução é composto por pessoal com experiência prática dos SAFP e formadores profissionais do Instituto Português do Oriente.

Informações divulgadas na “Plataforma de Dados Abertos do Governo da RAEM” indicam que a formação linguística dos SAFP, relacionada com o português, engloba três cursos: Língua Portuguesa (lançado em 2000), Língua Portuguesa para as Forças de Segurança de Macau (FSM) (que se estreou em 2002) e Língua Chinesa e Língua Portuguesa (Interpretação-Tradução), criado em 2009. Os primeiros dois cursos têm sido promovidos de forma contínua durante mais de duas décadas, todavia, na Plataforma, não há dados sobre o curso de Língua Chinesa e Língua Portuguesa (Interpretação-Tradução) de 2011 a 2016.

Em 2017, este curso de tradução voltou a ser realizado, continuamente, até 2024. Relativamente ao ano passado, só há dados sobre os cursos de Língua Portuguesa e de Língua Portuguesa para as FSM.

Sem responder se foi cancelada a formação em interpretação-tradução nas línguas chinesa e portuguesa em 2025 e se voltará a ser promovida no futuro, os SAFP apontaram que “as matérias abordadas nos cursos são ajustadas consoante as necessidades decorrentes da reforma da Administração Pública, das funções dos serviços e do desenvolvimento dos trabalhadores dos serviços públicos, reforçando-se assim a sua pertinência e utilidade”.

Nesse sentido, asseguraram que “irão continuar a organizar diversos tipos de workshops de acordo com as necessidades, concretizando as linhas de formação orientada para a prática”. Quanto à avaliação da eficácia dessas acções de formação, garantiram que, “depois de concluído cada curso, é realizado um questionário de avaliação, de modo a aperfeiçoar o futuro planeamento de formação”.

Os SAFP prometeram ainda continuar a desenvolver diversos trabalhos, alinhando-se com o posicionamento de Macau como plataforma de serviços para a cooperação comercial sino-lusófona. Na última meia década, o Governo “tem participado activamente no estabelecimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, aprofundando o intercâmbio internacional e reforçando ainda mais o papel singular de Macau como ‘interlocutor de precisão entre a China e os Países de Língua Portuguesa’”, acentuaram.

Nos últimos cinco anos, o número de acções do curso de “Língua Portuguesa” oscilou entre 17 e 30, o número de formandos entre 143 e 244 e a carga horária entre 1825 e 3680 horas. Em 2025, os SAFP organizaram 18 acções de formação em Língua Portuguesa, com duração de 1825 horas, para 170 formandos.

Quanto ao curso “Língua Portuguesa para as FSM”, o pico do número de acções foi de 24 nos últimos cinco anos, registado em 2023. Nesse ano, o curso juntou 628, quase 1,7 vezes do número registado em 2022.

Em 2024, o pessoal das FSM que recebeu a formação dos SAFP em Português continuou a aumentar, tendo atingido 646, antes de diminuir para 573 em 2025. Na vertente da carga horária, no ano passado, os formandos cumpriram 366 horas, num total de 21 acções.

Ao Jornal Tribuna de Macau, os Serviços de Alfândega (SA) referiram que, na fase de formação de integração para alfandegários, dispõem sempre de um curso de português. “A Alfândega tem encorajado activamente o pessoal a participar na formação contínua, sendo a formação em serviço na língua portuguesa que o pessoal da Alfândega recebe coordenada e prestada pelos SAFP, podendo todo o pessoal inscrever-se livremente”, responderam os SA.

Na mesma linha, o Corpo de Polícia de Segurança Pública, a Polícia Judiciária, o Corpo de Bombeiros e a Escola Superior das Forças de Segurança asseguram todos que a formação em serviço em Português para o seu pessoal é coordenada e proporcionada pelos SAFP, “podendo todos os colegas inscrever-se de forma livre”.

Já quanto ao curso “Língua Chinesa e Língua Portuguesa (Interpretação-Tradução)”, realizaram-se duas acções de formação tanto em 2021 como em 2022, e uma em 2023 e 2024. Entre 2021 e 2024, os formandos desse curso fixaram-se em 23, 15, 11 e 15, respectivamente. Já a carga horária diminuiu continuamente de 100 horas em 2021 para 30 em 2024. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quinta-feira, 23 de julho de 2026

"CPLP demasiado próxima dos governos e excessivamente distante dos cidadãos" afirma activista social

Lisboa – O presidente da Associação Maense em Portugal (AMP), Carlos Frederico, defendeu que a CPLP deve colocar os cidadãos no centro da sua acção, considerando que 30 anos após a sua criação continua “demasiado próxima dos governos”.

Em entrevista à Inforpress, a propósito do 30.º aniversário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), assinalado a 17 de Julho, o dirigente associativo considerou que a organização deve fazer “uma reflexão profunda” sobre o impacto da sua acção na vida dos mais de 300 milhões de cidadãos dos nove Estados-membros.

“Ao longo de mais de 20 anos à frente de uma associação que acompanha centenas de estudantes e emigrantes, aprendi uma lição incontornável: os cidadãos não vivem de comunicados finais, vivem de oportunidades”, afirmou.

Na sua perspectiva, é precisamente nesta vertente que a CPLP “continua a falhar”, defendendo que o principal problema da comunidade não reside nos seus princípios fundadores, mas na dificuldade em concretizá-los.

Segundo Carlos Frederico, a CPLP nasceu com “propósitos nobres”, como promover e difundir a língua portuguesa, fortalecer a cooperação multilateral, facilitar a mobilidade entre os Estados-membros, estimular o desenvolvimento económico e social e aproximar culturas e construir uma comunidade assente na solidariedade entre povos irmãos.

“Tudo isto continua a fazer sentido. O problema nunca esteve na ideia fundadora, mas sim na sua execução”, afirmou.

O presidente da AMP apontou como principais desafios a mobilidade entre os países da comunidade, o reconhecimento de diplomas e qualificações profissionais, os processos migratórios e os obstáculos enfrentados por estudantes, trabalhadores e empresários.

“Todos os anos testemunhamos uma realidade frustrante: jovens que enfrentam obstáculos colossais para estudar noutro país lusófono, profissionais impedidos de exercer as suas funções devido a processos administrativos excessivamente burocráticos e famílias separadas por procedimentos migratórios lentos, complexos e desgastantes”, afirmou.

Perante esta realidade, questionou “onde está a CPLP quando os cidadãos mais precisam dela”.

Embora reconheça o trabalho desenvolvido pela organização em áreas como cultura, saúde, cooperação técnica, segurança alimentar e concertação diplomática, Carlos Frederico considerou que “actividade institucional não deve ser confundida com impacto real na vida das pessoas”.

“Uma organização internacional não deve aferir o seu sucesso pelo número de reuniões realizadas, mas pela melhoria tangível do quotidiano das populações. E é esta ligação que permanece, infelizmente, frágil. A CPLP mantém-se demasiado próxima dos governos e excessivamente distante dos cidadãos”, defendeu.

Na entrevista, apelou a uma mudança de prioridades, propondo maior investimento em bolsas de estudo, emprego jovem, programa de mobilidade académica e profissional, reconhecimento mais rápido de competências e incentivo ao empreendedorismo entre os Estados-membros.

Na sua opinião, a comunidade tem um enorme potencial, reunindo mais de 300 milhões de pessoas, uma língua comum, uma juventude dinâmica, universidades, empresas e uma vasta diáspora espalhada pelo mundo.

Carlos Frederico defendeu igualmente um maior envolvimento da sociedade civil na construção do futuro da CPLP.

“A língua portuguesa não é propriedade dos governos. Pertence aos milhões de cidadãos que a falam, que nela sonham, trabalham e constroem diariamente o amanhã”, afirmou, deixando claro que não pretende “diminuir” a CPLP com tais declarações.

Questionado sobre os desafios para os próximos 30 anos da CPLP, o presidente da AMP sublinhou que as suas críticas não visam diminuir a organização, mas contribuir para o seu fortalecimento, defendendo que a comunidade deve abandonar uma lógica excessivamente institucional e colocar, de forma efectiva, os cidadãos no centro das suas políticas.

“(…) Uma comunidade de língua comum apenas será verdadeiramente coesa e forte quando os seus povos sentirem que habitam um espaço onde as oportunidades fluem com a mesma naturalidade e facilidade que as palavras.”, conclui. Feliciano Monteiro – Agência Inforpress


Angola - Líderes parlamentares da CPLP preparam detalhes para início da sessão

Os presidentes dos Parlamentos Nacionais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reuniram em Luanda, com foco na preparação da XV Sessão Intercalar da Assembleia Parlamentar da CPLP, que arranca sob o lema, "Governação Democrática, Segurança e Integridade: Fortalecendo a Resiliência Institucional da CPLP"


A reunião orientada pela presidente em exercício da Assembleia Parlamentar da CPLP, a moçambicana Margarida Talapa, contou com a participação dos líderes dos Parlamentos de Angola, Cabo Verde, Portugal, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial e Timor-Leste.

O encontro marcou o compromisso com o aprofundamento da cooperação interparlamentar e pela definição de prioridades comuns para a região.

Antes da conferência, os presidentes dos Grupos Nacionais dos Parlamentos da CPLP também estiveram reunidos para abordar sobre alguns instrumentos essenciais que servirão de análise nos debates da sessão intercalar. Pedro Ivo – Angola in “Jornal de Angola”


Final da Copa - de que cor eram os fogos de artifício?

Faz apenas quatro dias, mas já parece longe a Copa do Mundo de futebol. Entretanto, ainda circulam pelas redes sociais algumas imagens reais, outras fakes geradas pela IA e muitas críticas ao comportamento de alguns jogadores argentinos ao final do último jogo vencido pela Espanha.

Parecia mesmo irreal ver o anfitrião Donald Trump ter descido do seu trono para entregar taça e medalhas aos jogadores, ao lado de Gianni Infantino, o suíço todo poderoso dirigente da FIFA. Já eram amigos ou foi a maneira autoritária como dirigem os EUA e a FIFA que os aproximou?

O episódio do cartão vermelho ao jogador Folarin Balogun da seleção norte-americana, anulado por Gianni Infantino a pedido de Trump, foi uma espécie de troca de favores entre dois manda-chuvas. Satisfeito, Trump disse à imprensa apoiar Infantino para deixar a FIFA e ir dirigir a ONU. Não é para se levar a sério esse tipo de proposta, que nem o próprio Infantino aceitaria, pois na FIFA é ele quem manda, enquanto no angú de países da ONU, nem o Guterres manda.

Mas o poder de Infantino na FIFA não é absoluto, tem de respeitar certas restrições. Ao que circulou nas redes sociais europeias como rumores entre comentaristas esportivos, tão criativos e bem informados como os comentaristas políticos, o troféu da Copa do Mundo estaria destinado à Argentina. Seria uma maneira de melhorar o Ibope do presidente Milei, da mesma patota do Trump e Infantino mas com dificuldades junto ao povo, esse eterno insatisfeito.

Isso poderia ser debitado como conversa mole de locutor esportivo, mas assumiu feições de verossímil ao se lançarem e se iluminarem os fogos de artifício em torno do MetLife Stadium.

Imaginem o que devem ter dito os espanhóis da Rioja ao verem surgir as cores azul e branca em lugar do vermelho e amarelo!!! Teria sido um crasso erro dos artífices mestres em colorir os fogos de artifício? Pouco provável, os fogos de artifício se preparam com dias de antecedência, para se ter as cores vermelha e amarela da bandeira espanhola seria preciso juntar compostos metálicos de estrôncio e sódio à pólvora. Mas, em lugar disso, tinham juntado cobre para se ter a cor azul da bandeira argentina.

Essa versão das cores dos fogos de artifício circula como verdadeira, mas o jornal suíço 20 Minutes destrói tudo como uma bela mentira, fake. Na verdade, os fogos teriam sido brancos tendo como fundo o céu azul. Foi uma simples montagem que circulou pelas redes sociais, principalmente Instagram, mostrando ser quase tudo possível com o uso da Inteligência Artificial.

No que se acreditar, no que desconfiar e no que rejeitar como fake?

Em todo caso, são verdadeiras as cenas de confusão e mesmo início de agressões, rapidamente controladas, ao final do jogo, vencido pela Espanha contra a Argentina. Nelas, o jogador argentino Leandro Paredes agride o espanhol Eric Garcia. A FIFA vai investigar e poderá haver punição para a equipe argentina. Também são verdadeiras as cenas mostrando parte da equipe argentina dando as costas para a cerimônia de premiação da equipe espanhola. Rui Martins - Suíça