Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 23 de março de 2026

Portugal - Instituto Pedro Nunes reforça serviços de diagnóstico fitossanitário para o setor vitivinícola

O Instituto Pedro Nunes (IPN), através do seu Laboratório de Fitossanidade (FITOLAB), disponibiliza serviços especializados de diagnóstico para a vinha, com o objetivo de apoiar produtores e técnicos na deteção precoce de doenças que colocam em causa a produtividade e a sustentabilidade do setor. Esta iniciativa surge num contexto global onde as pragas e doenças são responsáveis pela perda de uma fatia considerável da produção agrícola mundial, com impactos particularmente severos na viticultura europeia.


O cenário atual do setor enfrenta ameaças críticas, como a Flavescência Dourada, capaz de reduzir a produtividade em níveis superiores a 90%, ou o patógeno emergente Xylella fastidiosa. Perante estes desafios, o IPN atua como um parceiro estratégico ao fornecer suporte técnico e análises laboratoriais que permitem identificar agentes patogénicos de forma célere. A intervenção precoce viabilizada por estes diagnósticos é fundamental para travar a propagação de doenças e garantir a preservação do potencial produtivo das explorações.

A oferta tecnológica do IPN abrange a deteção de um vasto espetro de organismos que afetam a videira, desde bactérias e fitoplasmas até fungos do lenho e podridões radiculares. Ao recorrer a estas análises, os produtores conseguem basear as suas decisões agronómicas em dados laboratoriais rigorosos, o que resulta numa gestão mais eficaz das culturas, na redução de custos com tratamentos desnecessários e na implementação de estratégias mais sustentáveis para o ecossistema agrícola.

O Laboratório de Fitossanidade do IPN destaca-se como o primeiro laboratório nacional acreditado nesta área e detém o reconhecimento oficial da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) para o diagnóstico de doenças reguladas de plantas. Esta valência reforça o papel do Instituto Pedro Nunes enquanto instituição de interface tecnológica de referência, dedicada a transferir conhecimento científico para o mercado e a apresentar soluções concretas para os desafios reais da indústria e da agricultura.

Sediado em Coimbra, o IPN continua assim a consolidar a sua missão de apoio à inovação e ao desenvolvimento tecnológico, afirmando-se como um pilar essencial na ligação entre a investigação aplicada e o tecido empresarial nacional e internacional. Instituto Pedro Nunes - Portugal


Contos que procuram entender a alma

Nova obra de Eltânia André reúne dez narrativas que prendem a atenção do leitor até as últimas linhas

         

                                                              I

Com sensibilidade e argúcia para entender não só a alma feminina como a masculina, a romancista e contista Eltânia André, psicóloga de formação, premia o público-leitor com um novo livro de contos, Decomposição dos pássaros (Setúbal - Portugal / Cotia-SP, Editora Urutau, 2025), que reúne dez textos que confirmam a qualidade de uma prosa que se confirma e evolui a cada volume publicado.

Como observa o romancista Luiz Ruffato, um dos grandes nomes da ficção brasileira, no texto de apresentação, as personagens desta obra “são homens e mulheres ordinárias vivendo situações corriqueiras, nas quais nos reconhecemos como seres falhos que aspiram a alguma redenção – pois Eltânia André consegue insuflar dimensão metafísica a seus enredos”.

De fato, alguns dos protagonistas destas histórias são pessoas que vivem na contramão da sociedade, excluídos da sociedade de consumo, que, sem alternativas, acabam por aceitar a probabilidade de sobrevivência que a contravenção oferece, como o personagem Siri, do conto “Márrio-Riomar: um nome todo água”, que tinha aquele apelido por andar “ziguezagueando sem rumo certo pelas ruas”, que sempre andava “com os bolsos cheios de droga ainda para distribuir”. E quem conta a história de Siri é uma mulher batalhadora, que, igualmente para sobreviver, não hesitou em “pegar pesado no volante” de um caminhão, ainda que tivesse de “ouvir brincadeirinhas ou piadas bestas, num tempo em que bullying era apenas uma palavra estrangeira”.

 

                                                              II

Um desses contos, que leva o extenso título “Subindo as montanhas de xisto da Bulgária ou Assassinando a lógica com a caneta de Campos de Carvalho”, conta a história de Astrogildo (ou Walter) que saiu do triângulo das Minas Gerais para cumprir um trajeto até o famoso reino da Bulgária, depois de renunciar ao curso de Direito e especializar-se em Engenharia Nuclear. “Exausto de tanto cindir átomos e de fazer maracutaias, virou de cabeça para baixo a biblioteca de Assurbanípal da Babilônia, e ganhou fama de astrólogo-surrealista. Incluiu em sua biografia que traficou diamantes, atravessou mares nadando crawl, deflorou filhas de políticos, especializou-se no jogo de bisca e em soluções imaginárias para equações de complexidades múltiplas”, diz a autora.

Por aqui se tem uma ideia do estilo maduro de Eltânia André, que, no citado conto, faz uma homenagem ao escritor mineiro Campos de Carvalho (1916-1998), imitando com fidelidade o seu estilo, que se notabilizou por uma ficção associada ao surrealismo, ao absurdo (nonsense) e ao misticismo, entre outas qualificações

Já em “Decomposição dos pássaros”, um dos textos mais curtos e que dá título à obra, a autora se utiliza da metáfora de buscar pássaros para explorar as jornadas pessoais de personagens como o menino Josué, que “disfarçava, mas não controlava o rancor que sobrepunha ao amor pela mãe – que fez de tudo por ele, criando-o sozinha, após a morte precoce do marido”.

Outro conto em que a autora explora as angústias, as memórias, o trágico e o poético da vida humana é “Sob o som das matracas” em que a personagem rememora a história do avô, que havia participado da chamada Revolução de 32, “um fiasco nacional”, em que se viu “brasileiro matando brasileiro”, tudo em nome de interesses das elites regionais.

Outro conto que se destaca é aquele que encerra o volume e que tem por título “Evangelina Agustina: a Baba Vanga brasileira”, em que igualmente se vê uma homenagem a Campos de Carvalho. A narrativa conta a história de uma mulher que perdeu a visão às vésperas de completar doze anos, acutilada por um tio bêbado, que lhe arrancou os olhos “no auge do delírio persecutório”. E que teve um destino semelhante ao de Baba Vanga (1911-1996), uma búlgara cega, mística e fisioterapeuta, que se tornou muito conhecida na Europa Oriental por suas habilidades de clarividência e precognição, ou seja, por suas habilidades paranormais.

Se “Netanyahu, Putin, Trump... não frequentaram o seu radar premonitório”, como diz a autora, a Baba Vanga brasileira, mesmo vivendo num grotão próximo a Cataguases, no interior de Minas Gerais, também se notabilizou por suas previsões, chegando a ser capa da revista O Cruzeiro e veio a receber a visita da escritora ucraniana-brasileira Clarice Lispector (1920-1977). Até que “saiu de moda e seguiu esquecida. Morreu como viveu: na miséria”.

Como se vê, este livro guarda narrativas – na maior parte, curtas, mas densas – que atraem o leitor não só pelo lirismo e pelo estilo refinado como por situações que o leitor médio nem sempre percebe na vida cotidiana, mas que cativam pelo corte vertical das personagens, que são desvendadas pela psicologia, com finas observações sobre a alma humana. Esse fluxo dramático no interior das personagens é sempre marcado por um humor cético e uma ironia disfarçada, com desenlaces inesperados e enigmáticos, que prendem a atenção do leitor até as últimas linhas.

 

                         III

Nascida em Cataguases, cidade-ícone da Literatura Brasileira, localizada no interior do Estado de Minas Gerais, Eltânia André (1966) fez, em sua terra natal, os estudos primário e secundário, tendo trabalhado na indústria têxtil. Tem graduação em Administração de Empresas e em Psicologia, com pós-graduação em Saúde Pública e Psicopatologia na Universidade de São Paulo (USP).

Morou em Belo Horizonte, onde trabalhou numa concessionária de veículos, e, em São Paulo, onde, como psicóloga concursada, atuou no Centro de Atenção Psicossocial (Caps), da vizinha cidade de São Bernardo do Campo. Tem trabalhos e participações em diversos jornais, revistas e suplementos culturais e em várias antologias. Depois de viver experiências traumáticas com a violência urbana que marca a vida numa cidade grande como São Paulo, Eltânia André hoje mora em São Pedro do Estoril, aldeia da freguesia de Cascais e Estoril, perto de Lisboa. Vive em Portugal há nove anos.

É dona de uma obra que já se destaca entre os autores da Literatura Brasileira: Meu nome agora é Jaque (contos, Belo Horizonte, Editora Rona, 2007), seu livro de estreia; Manhãs adiadas (contos, São Paulo, Dobra Editorial, 2012); Duelos (contos, São Paulo, Editora Patuá, 2018); Para fugir dos vivos (romance, São Paulo, Editora Patuá, 2015); Diolindas (romance, São Paulo, Editora Penalux, 2016), escrito em parceria com Ronaldo Cagiano; Terra dividida (romance, São Paulo, Editora Laranja Original, 2020); Diário dos mundos (romance, Editora Laranja Original, 2020), escrito em parceria com Letícia Soares; e Corpos luminosos (contos, Editora Urutau, 2022). O projeto “Céu na Boca”, de sua autoria, foi um dos vencedores em 2022 do Prêmio Maria Carolina de Jesus de Literatura produzida por mulheres. E o “Mulheres de Gimonde” foi selecionado para a bolsa literária “Criar Lusofonia 2024”, romance que está sendo desenvolvido na aldeia de Gimonde, em Trás-os-Montes, com conclusão prevista para o último trimestre de 2026. Adelto Gonçalves – Brasil

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Decomposição dos pássaros, de Eltânia André, com texto de apresentação de Luiz Ruffato. Cotia-SP-Brasil/Barreiro-Setúbal-Portugal: Editora Urutau, 96 páginas, R$ 55,00, 2025. Site: contato@editoraurutau.com.br

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Adelto Gonçalves é doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage, o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003; São Paulo, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo - Imesp, 2021), Tomás Antônio Gonzaga (São Paulo, Imesp/Academia Brasileira de Letras, 2012),  Direito e Justiça em terras d´el-rei na São Paulo Colonial (São Paulo, Imesp, 2015), Os vira-latas da madrugada (José Olympio Editora, 1981; Taubaté-SP, Letra Selvagem, 2015) e O reino, a colônia e o poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo - 1788-1797 (São Paulo, Imesp, 2019), entre outros. Escreveu prefácio para o livro Kenneth Maxwell on Global Trends (Robbin Laird, editor, 2024), publicado os Estados Unidos e na Inglaterra. E-mail: marilizadelto@uol.com.br


Portugal - Polpa de café pode ajudar a combater a síndrome metabólica

Estudo liderado por investigadores da FMUP e da FFUP demonstra benefícios no controlo do peso, da glicose e da pressão arterial


Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), em colaboração com a Faculdade de Farmácia (FFUP) e o Laboratório Associado para a Química Verde e da Rede de Química e Tecnologia (REQUIMTE/LAQV), concluiu que a polpa de café – um subproduto frequentemente descartado durante a produção do grão – apresenta benefícios metabólicos relevantes.

Publicado na revista científica Antioxidants, o trabalho demonstrou que a suplementação com polpa de café reduziu o aumento de peso, melhorou os níveis de glicose no sangue, diminuiu a resistência à insulina e atenuou a subida da pressão arterial em animais alimentados à base de uma dieta rica em frutose.

Fátima Martel, professora da FMUP e uma das autoras deste trabalho, explica que foram avaliados os efeitos da polpa de café num modelo experimental, no qual se mimetizaram as alterações observadas na síndrome metabólica humana. Os resultados indicam que a suplementação com este subproduto contribuiu para atenuar várias dessas alterações, incluindo a acumulação de gordura no fígado e perturbações no metabolismo da glicose.

“Os componentes bioativos da polpa de café atuam de forma integrada sobre as vias metabólicas, inflamatórias e vasculares, revelando-se um potencial funcional relevante na mitigação de múltiplos componentes da síndrome metabólica”, descreve a investigadora.

O estudo destaca que este subproduto é particularmente rico em cafeína e compostos fenólicos, associados a uma elevada atividade antioxidante e a efeitos benéficos no combate à inflamação, hipertensão, diabetes e acumulação de gordura.

Aplicações alimentares em desenvolvimento

“A polpa de café pode ser utilizada de diferentes formas, como infusão ou incorporada em alimentos como pães, bolos, bolachas e iogurtes”, descreve Rita Carneiro Alves, investigadora do REQUIMTE/LAQV, que acrescenta que as equipas de investigação já desenvolveram bolachas e bebidas com polpa de café, que registaram boa aceitação num painel de avaliação sensorial.

Saliente-se que a introdução da polpa seca de café no mercado da União Europeia foi recentemente autorizada pelas autoridades competentes.

Assim, os investigadores sugerem que a polpa de café poderá evoluir para um recurso multifuncional, capaz de gerar alimentos funcionais e ingredientes tecnológicos.

“Esta transição não só amplia o portefólio de aplicações económicas, como também contribui para práticas agrícolas mais sustentáveis e para a redução do impacto ambiental da produção de café”, finalizam as investigadoras.

Os próximos passos passam pela transposição dos resultados obtidos para o contexto clínico em humanos, mas a realização desses ensaios dependerá da obtenção de novo financiamento.

O estudo contou com a participação dos investigadores Nelson Andrade, Ilda Rodrigues, Francisca Carmo, Gabriela Campanher, Isabella Bracchi, Joanne Lopes, Emília Patrício, João T. Guimarães, Juliana A. Barreto-Peixoto, Anabela S. G. Costa, Liliana Espírito Santo, Marlene Machado, Thiago F. Soares, Susana Machado, Maria Beatriz P. P. Oliveira, Rita C. Alves, Fátima Martel e Cláudia Silva, e foi realizada no âmbito do projeto COBY4HEALTH, liderado pelo REQUIMTE e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Universidade do Porto - Portugal


Estados Unidos da América - Moçambicanos sujeitos a caução de 15 mil dólares para entrar no país a partir de abril

Os cidadãos de Moçambique e outros 11 países terão de pagar uma caução de até 15 mil dólares para terem visto de entrada nos Estados Unidos a partir de 2 de abril, anunciou o Departamento de Estado

A medida aplica-se aos titulares de passaportes do Camboja, Etiópia, Geórgia, Granada, Lesoto, Maurícia, Mongólia, Moçambique, Nicarágua, Papua-Nova Guiné, Seicheles e Tunísia. Que terão de pagar a caução, que é reembolsada se o pedido de visto for recusado ou, caso seja concedido, se a pessoa cumprir os termos do visto.

De acordo com uma nota publicada no sítio do Departamento de Estado norte-americano, equivalente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros nos governos europeus, a partir de 2 de abril, estes países são adicionados a uma lista, que já conta 50 países, cujos cidadãos estão sujeitos a esta exigência.

Esta obrigatoriedade começou a ser introduzida pelo governo do presidente Donald Trump no ano passado, no âmbito de uma repressão à permanência ilegal após o vencimento do visto e de medidas mais amplas para reduzir a imigração ilegal.

Ao abrigo do programa, os requerentes de visto de países designados, muitos dos quais de África, que apresentam elevadas taxas de permanência ilegal, têm de prestar cauções de cinco mil, dez mil ou 15 mil dólares (4300 a 13 mil euros), dependendo das suas circunstâncias e do critério do funcionário consular responsável pelo processamento do pedido.

"O programa de cauções para vistos já se revelou eficaz na redução drástica do número de titulares de vistos que excedem o prazo de permanência e permanecem ilegalmente nos Estados Unidos", argumenta o governo norte-americano na nota, acrescentando que quase 97% das cerca de mil pessoas que pagaram a caução não excederam o prazo de permanência do seu visto.

O Departamento de Estado estima que expulsar um migrante do país custa, em média, mais de 18 mil dólares (15,6 mil euros), pelo que considera que este sistema permitirá aos contribuintes norte-americanos poupar até 800 milhões de dólares, quase 700 milhões de euros, por ano.

Com a inclusão destes doze países, são já 50 os que estão sujeitos a este requisito, entre eles os africanos Argélia, Angola, Benim, Botsuana, Burundi, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gabão, Gâmbia, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Maláui, Mauritânia, Namíbia, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue. In “Milénio Stadium” – Canadá com “JN”  


domingo, 22 de março de 2026

Canadá - Nelly Furtado será homenageada nos Juno Awards

A cantora luso-canadiana Nelly Furtado será integrada no Canadian Music Hall of Fame a 29 de março, durante a 55.ª edição dos Juno Awards, anunciou a organização


A cerimónia dos prémios de música canadiana assinala desta forma mais de duas décadas de carreira da cantora, marcada por êxitos internacionais.

A distinção reconhece o percurso da artista desde o lançamento do álbum de estreia “Whoa, Nelly!” (2000), que a projetou para o panorama global com temas como “I’m Like a Bird”.

Ao longo dos anos, Nelly Furtado consolidou-se como uma das vozes canadianas mais influentes, com sucessos como “Promiscuous” e “Maneater”, conquistando vários prémios Juno, Grammy e Latin Grammy.

Nascida em Victoria, Columbia Britânica (Oeste do Canadá), filha de emigrantes portugueses oriundos dos Açores, Nelly Furtado cresceu num ambiente cultural bilingue que influenciou a sua identidade artística.

A cantora tem, ao longo da carreira, incorporado referências multiculturais e colaborado com artistas de diferentes géneros, do pop ao hip-hop e à música latina.

Durante a transmissão dos Juno Awards, vários artistas canadianos irão prestar homenagem à cantora com um ‘medley’ de temas da sua carreira, incluindo o luso-canadiano Shawn Desman, Alessia Cara, Jully Black e Tanya Tagaq, acompanhados por convidados surpresa.

A direção musical estará a cargo de Herag Sanbalian, colaborador de longa data de Furtado.

A organização anunciou ainda a participação de novos talentos de Toronto, como Sofia Câmara (também luso-canadiana) e Mico, nomeados para a categoria de artista ou grupo revelação do ano, bem como de Cameron Whitcomb.

A cerimónia será apresentada por Mae Martin e contará com a participação de vários apresentadores convidados, incluindo Begonia, Billy Talent, Melanie Fiona e as jogadoras de hóquei olímpico do Canadá Sarah Nurse e Renata Fast.

Parte dos prémios será entregue durante a gala dos Juno Awards, marcada para 28 de março, enquanto a cerimónia principal terá lugar no dia seguinte. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo




Canadá - Cientista luso lidera avanço em vacina contra infeções bacterianas

O investigador luso-canadiano Mário Monteiro está a liderar um avanço na investigação de vacinas contra infeções bacterianas, com o desenvolvimento de um imunizante inovador contra a ‘Campylobacter jejuni’, uma das principais causas de diarreia a nível mundial


“Que eu saiba, somos o único laboratório universitário cujas descobertas já chegaram a quatro ensaios em seres humanos”, afirmou o cientista em entrevista à Lusa, sublinhando o carácter distintivo do trabalho desenvolvido na Universidade de Guelph, no Canadá.

Professor no departamento de Química daquela instituição, Monteiro coordena uma equipa que obteve resultados positivos num ensaio clínico de fase 1, indicando que a vacina é segura e capaz de induzir resposta imunitária em humanos.

“O objetivo da fase 1 em seres humanos é determinar se a vacina é segura e se cria anticorpos. Neste ensaio, verificámos ambos”, explicou.

Nascido em Lisboa e criado em Aldeias, no concelho de Gouveia, o investigador construiu uma carreira internacional na área das vacinas, após concluir o doutoramento na Universidade de York, em Toronto.

Passou pelo National Research Council of Canada e pela indústria farmacêutica nos Estados Unidos antes de ingressar na Universidade de Guelph.

O projeto, desenvolvido ao longo de mais de duas décadas em colaboração com instituições norte-americanas, baseia-se numa abordagem inovadora centrada em açúcares presentes na superfície das bactérias, ao contrário das vacinas tradicionais, que utilizam proteínas.

“As bactérias têm, na sua camada exterior, açúcares e proteínas. Nós identificámos as estruturas desses açúcares e transformámo-las em vacinas imunogénicas”, detalhou.

O ensaio clínico de fase 1 decorreu entre 2022 e 2024 no Cincinnati Children’s Hospital Medical Center, envolvendo cerca de 60 adultos saudáveis.

Segundo o investigador, os resultados demonstraram um perfil de segurança favorável e uma resposta imunitária eficaz.

A ‘Campylobacter jejuni’, frequentemente associada ao consumo de frango cru ou mal cozinhado, é considerada uma das principais causas de doenças diarreicas no mundo, podendo provocar complicações graves, incluindo a síndrome de Guillain-Barré.

Para Monteiro, o avanço representa também um contributo relevante para o posicionamento do Canadá na investigação científica global.

“O nosso trabalho mostra que há interesse nas nossas vacinas e que podem ter impacto na saúde global”, afirmou.

O próximo passo será a realização de um ensaio clínico de fase 2, que deverá envolver um maior número de participantes e avaliar a eficácia da vacina na prevenção da doença.

Segundo o investigador, esta fase exigirá financiamento adicional e a participação de parceiros da indústria.

“Na fase 2 vamos testar se a vacina protege contra a infeção. É um marco importante no desenvolvimento”, concluiu.

Monteiro foi distinguido como uma das 50 pessoas mais influentes na área das vacinas em 2014 e integrou, em 2024, o Conselho da Diáspora Portuguesa. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa” 

Canadá - Nasceu em Gouveia e está a desenvolver vacina inovadora


Volta atrás



 












Vamos aprender português, cantando

 

Volta atrás

 

Ah cá vamos nós mais 1 vez

passa lá por mim finge que não me vês

que não fomos nada eu ouvi dizer,

faz lá com ela o que nos costumávamos fazer

 

Os teus amigos disseram, mas eu não os ouvi,

e a culpa é minha, desculpa se acreditei em ti

 

Nunca disseste, mostraste que gostavas de mim,

e a culpa é minha, desculpa se presumi que sim

 

Volta atrás

estou no inicio

por voltar atrás

com o que eu digo

vai lá deixa me ir

posso ir mas fico

sabes que no fim volta tudo a mim

em tudo que fazes em tudo que dizes

em toda a verdade de todos os mitos

e que o tempo apaga, mas não os meus riscos

que no fim volta tudo a mim

 

Ah cá vamos nós, mais 1 vez

vais acabar com ela e pedir pra me ver

e no início já sabes que eu não vou responder

não a correr, mas a passo rápido eu vou lá ter

 

Volta atrás

estou no início

por voltar atrás

com o que eu digo

vai lá deixa me ir

posso ir mas fico

sabes que no fim volta tudo a mim

em tudo que fazes em tudo que dizes

em toda a verdade de todos os mitos

e que o tempo apaga, mas não os meus riscos

que no fim volta tudo a mim

 

que no fim volta tudo a mim mesmo que não queiras

pedes pra ir depois pra vir repetimos a asneira

sou quem afasta os teus medos, sou luz na cabeceira

somos amor obsessivo, mas da melhor maneira

 

Volta atrás

estou no início

por voltar atrás

com o que eu digo

vai lá deixa me ir

posso ir mas fico

sabes que no fim volta tudo a mim

em tudo que fazes em tudo que dizes

em toda a verdade de todos os mitos

 

Rita Rocha - Portugal