Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Portugal - Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolvem tecnologia para criar ecrãs flexíveis que dobram e esticam sem se partir

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um novo condutor transparente e ultra-resiliente que promete transformar o futuro dos dispositivos wearables, dos ecrãs táteis e de tecnologias de recolha de energia.


Esta investigação propõe uma solução inovadora para um dos principais desafios da eletrónica moderna: desenvolver filmes condutores que são simultaneamente transparentes e elásticos, capazes de se esticar, dobrar e acompanhar o movimento humano sem comprometer o seu desempenho elétrico.

No centro desta descoberta está uma arquitetura nanométrica tridimensional em forma de giroide, preenchida com metal líquido. Esta estrutura geométrica avançada permite que o material suporte deformações extremas, incluindo alongamentos, torções e compressões, mantendo uma condutividade elétrica estável e eficiente.

O estudo, publicado na revista npj Flexible Electronics, do grupo Nature, resulta de uma colaboração entre o Instituto de Sistemas e Robótica (ISR), o Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores e o Departamento de Física da FCTUC.

Segundo os investigadores, a nova abordagem ultrapassa as limitações dos condutores tradicionais, que tendem a partir ou degradar-se quando sujeitos a esforços mecânicos repetidos. Para além da elevada elasticidade, o novo composto combina duas características raramente conciliáveis: elevada condutividade elétrica e transparência ótica, essenciais para aplicações em tecnologias de visualização e interfaces inteligentes.

“Os ecrãs, touchscreens e células solares atuais continuam a ser fundamentalmente frágeis. O nosso objetivo é criar eletrónica macia, resiliente e sustentável, capaz de resistir a dobragens, alongamentos, impactos e até perfurações sem perder funcionalidade”, explica Mahmoud Tavak, líder do estudo e investigador do ISR.

“Os resultados incluem dispositivos eletroluminescentes capazes de esticar até 600%, enquanto o próprio condutor transparente suporta deformações até 1400%, o que significa que pode esticar até 14 vezes o seu comprimento original”, acrescenta.

Para validar o potencial da inovação, a equipa integrou o novo condutor em dispositivos optoeletrónicos e sistemas de eletroluminescência, demonstrando a sua aplicabilidade em contextos reais.

De acordo com Mahmoud Tavak, este avanço representa “um passo decisivo rumo a uma eletrónica verdadeiramente integrada no quotidiano”, aproximando a tecnologia da flexibilidade e adaptabilidade dos sistemas biológicos.

Este trabalho de investigação é financiado pelo projeto Liquid 3D do Conselho Europeu de Investigação (ERC) (Grant Agreement n.º 101045072). Universidade de Coimbra - Portugal


Macau - Vagas para Curso de Português da Universidade de Macau esgotaram “nos primeiros minutos”

As 400 vagas abertas para o 40.º Curso de Português da UM, a realizar-se entre 6 e 24 de Julho, esgotaram nos primeiros minutos, adiantou uma das coordenadoras, Tânia Santos Ferreira, ao Jornal Tribuna de Macau. O processo passa agora por validar as candidaturas. A docente apontou que “o curso oferece uma verdadeira experiência imersiva na língua portuguesa”, vincando que o seu “sucesso” se deve ao papel do Departamento de Português da UM na promoção da língua de Camões, bem como ao “trabalho incansável do corpo docente e administrativo”


A Universidade de Macau (UM) anunciou na segunda-feira a abertura das inscrições para o 40.º Curso de Verão de Português, o qual conta com 400 vagas – “a adesão foi imensa” logo nos primeiros instantes, segundo adiantou uma das coordenadoras do curso, Tânia Santos Ferreira, ao Jornal Tribuna de Macau. “Talvez por serem os 40 anos do curso, nos primeiros minutos a adesão foi imensa e esgotámos as vagas”, disse a docente da UM, adiantando que agora a equipa está no processo de validação de candidaturas.

Tânia Santos Ferreira considera que o “sucesso” do curso se deve ao papel do Departamento de Português da UM na promoção da língua de Camões.

“Este curso tem, de facto, atraído muitos estudantes ao longo das suas edições e o seu sucesso advém do trabalho incansável do corpo docente e administrativo. O curso oferece uma verdadeira experiência imersiva na língua portuguesa, promovendo não só o desenvolvimento das competências linguísticas dos aprendentes, mas também oferecendo um conjunto vasto de actividades relacionadas com a cultura dos países de língua portuguesa”, vincou a docente.

Organizado pelo Departamento de Português da Faculdade de Letras da UM, o curso tem inscrições abertas até 5 de Junho. “O curso destina-se a pessoas de todo o mundo, sem conhecimentos prévios de português ou com diferentes níveis de proficiência linguística”, segundo uma nota da UM.

Lançado em 1986, o Curso de Verão “tem sido, desde sempre, um projecto importante no plano de formação de quadros bilíngues da Universidade”, refere a instituição de ensino superior.

Esta edição vai decorrer entre 6 e 24 de Julho, abrangendo aulas de língua, aulas temáticas e diversos workshops culturais e artísticos. “O curso não só ajudará a melhorar globalmente as competências linguísticas e o conhecimento sociocultural dos participantes, como também reforçará a sua consciência intercultural”, pode ler-se.

Tendo por base o Quadro Comum Europeu de Referência para as Línguas, o curso de língua disponibiliza quatro níveis: inicial (A1), elementar (A2), intermédio (B1 e B2) e avançado (C1). Os participantes podem escolher o nível adequado de acordo com a sua experiência de aprendizagem e nível de proficiência linguística, de forma a obter o melhor aproveitamento.

Segundo Tânia Santos Ferreira, prevê-se a canalização de 17 docentes para leccionarem o curso, com um total de 16 turmas dos diferentes níveis. As aulas de língua decorrem das 9h00 às 13h00, perfazendo um total de 60 horas lectivas.

Além das aulas de língua, os participantes podem participar numa oferta diversificada de workshops à tarde e à noite, com temas que abrangem literatura, história, cultura, dança e cinema, “permitindo-lhes vivenciar plenamente o encanto da cultura de língua portuguesa num ambiente imersivo”.

Tânia Santos Ferreira disse ao JTM que, em relação à edição anterior, estão a ser preparadas “algumas mudanças”, mas nos mesmos moldes. “Prevê-se um conjunto de acções que irão promover o contacto dos alunos com múltiplos aspectos da língua e da cultura portuguesas e dos países de língua portuguesa”, afirmou, acrescentando que os pormenores estão a ser finalizados.

“Estamos a envidar todos os esforços para oferecer acções de formação promovidas por especialistas de diferentes áreas, da literatura, da cultura dos países de língua portuguesa e também de Macau”, adiantou, frisando que a coordenação acredita que “será bastante proveitoso”.

Segundo o comunicado da UM, os materiais didácticos das actividades culturais são totalmente gratuitos. Após a conclusão do curso, os participantes com uma assiduidade igual ou superior a 80% receberão um certificado de conclusão, que incluirá a classificação final obtida. Os candidatos não locais e os que solicitam alojamento no campus devem ter pelo menos 18 anos, enquanto os residentes de Macau devem ter, no mínimo, 15 anos. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


Angola - Academia de Letras e Universidade Roma Tre assinam protocolo de cooperação cultural

A Academia Angolana de Letras (AAL) e a Cátedra Agostinho Neto da Universidade Roma Tre formalizam em Itália, um protocolo de cooperação estratégica para consolidar os laços culturais e académicos entre as duas instituições


O documento vai ser rubricado em Roma, capital daquele país europeu, pelo presidente da AAL, Paulo de Carvalho, e pelo director da cátedra, o professor italiano Giorgio de Marchis, tendo como objectivo central a promoção do estudo da língua, literatura e cultura angolana, bem como a valorização da vida e obra de António Agostinho Neto.

Segundo a nota enviada à imprensa, a parceria estabelece uma base para o intercâmbio de conhecimentos, a realização de conferências internacionais, publicações conjuntas e programas de mobilidade para investigadores e escritores.

Como primeira materialização deste protocolo, está agendado, no mesmo dia, a realização de um Colóquio Internacional, intitulado “Angola Perante a África e o Mundo”, um evento de elevada relevância diplomática e académica que assinala a celebração dos 50 anos da proclamação da Independência de Angola e o 50.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre Angola e a Itália.

O colóquio, que vai decorrer na Sala Ignazio Ambrogio, em Roma, vai contar com comunicações de destacados especialistas e académicos angolanos e italianos, abordando temas como a diversidade cultural angolana, o poder simbólico da língua e a análise de obras literárias contemporâneas.

O programa inclui ainda uma romagem ao busto de Agostinho Neto, no Largo Beato Placido Riccardi, simbolizando o compromisso contínuo com a preservação da memória histórica e o fortalecimento da cooperação angolana-italiana no domínio das Letras e das Ciências Sociais.

Com uma validade inicial de três anos, renovável por acordo entre as partes, este compromisso visa não apenas a valorização da História e do património angolano, mas também o incentivo à inovação nos domínios da Educação, Ciência e Cultura. Por meio de acções coordenadas, as instituições pretendem elevar o estudo da cultura angolana num contexto global, honrando o legado de Agostinho Neto e criando oportunidades de investigação que consolidem, de forma duradoura, a cooperação científica entre Luanda e Roma. In “Jornal de Angola” - Angola


Na terra de Lebab

Construída no século XIX, a Casa do Mandarim tornou-se o maior complexo residencial de Macau e, nas décadas de 1920 e 1930, instalaram-se ali dezenas de famílias de vários estratos sociais, transformando aqueles quatro mil metros quadrados num microcosmo da sociedade local. Um microcosmo de tal forma complexo que ali coexistiam artistas e operários, mas também uma dezena de cabras e colmeias para extrair mel, ou ainda uma fábrica de pimenta. Antes dessa transformação e arrendamento em diferentes compartimentos, na Casa do Mandarim viveu Zheng Guanying, defensor da democracia representativa e dos direitos das mulheres, que desde 2011 dá o nome a uma escola pública macaense, pioneira num sistema de ensino bilingue que coloca o português lado a lado com o mandarim.

Entra-se nesta escola com um espanto ainda maior do que na Escola Portuguesa de Macau. A maioria das crianças que escolhe aprender português não tem qualquer ligação a Portugal. A diversidade e a multiplicação de sentidos são para elas naturais, porque desde cedo falam quatro línguas - o cantonês, o mandarim, o inglês e o português. Algumas cruzam todos os dias a fronteira das Portas do Cerco, da China para esse pedaço de outra coisa chamado Macau, porque os pais os querem em contacto com várias línguas que, somadas, são porta para a maior parte do mundo.

É fácil, em Macau, ficarmos embevecidos com a herança portuguesa, com a arquitetura que identificamos, a calçada imensamente regular e cuidada, os nomes das ruas tão nossos. É fácil, em Macau, irmos atrás do que nos soa familiar, até porque - como canta Caetano - Narciso acha feio o que não é espelho. Mas Macau ganha tamanho quando deixamos essa lente e olhamos o território na sua fusão de culturas e na profusão de cores. A terra escolhida e protegida por A-Má, pisada por Camões como por tantos outros poetas chineses, ingleses e franceses, habitada por tantas tradições e ainda assim não uma Babel, mas a Terra de Lebab que Fernando Sales Lopes descreve num livro editado pelo Instituto Português do Oriente em 2008. A diversidade que nos acrescenta e nos torna verdadeiramente do mundo, não no sentido nostálgico do que fomos, mas do tanto que podemos ser - e que outros veem em nós e na nossa língua. Inês Cardoso – Portugal in TSF

 

terça-feira, 19 de maio de 2026

Suíça - Quer fechar as portas

Dia 14 de junho, o povo decidirá por voto secreto se a Suíça deverá limitar sua população em 10 milhões de habitantes. Essa votação foi provocada pelo partido da extrema-direita, UDC, com o objetivo de impedir a entrada de novos imigrantes na Suíça. A sondagem mais recente mostra uma pequena vantagem dos conservadores favoráveis a um limite da população.

A Suíça é um raro país governado pela democracia direta. Isso significa a possibilidade dos suíços proporem modificações nas leis do país nas esferas municipais, cantonais ou estaduais e federais. Não é fácil, mas diversas leis vigentes tiveram sua origem por iniciativa popular, aprovada pela maioria dos votantes em todos os cantões.

Desde sua criação em 1891, já houve mais de 200 iniciativas federais propondo modificações na Constituição suíça, das quais 26 foram aprovadas e entraram em vigor. A mais recente foi a criação e aprovação pelo povo, em 2024, de um décimo terceiro pagamento anual para os aposentados. (Nisso, o Brasil antecipou a Suíça de 61 anos, o décimo-terceiro salário brasileiro criado em 1962, incluiu também a aposentadoria em 1963, no governo João Goulart, deposto no ano seguinte com o Golpe militar de 1964-85).

Existe hoje, na Suíça, uma preocupação pelas consequências negativas, caso a iniciativa popular "Não a uma Suíça de 10 milhões" seja aprovada pelo povo. Experiências parecidas vividas por outros países reforçam as más previsões econômicas para uma Suíça de fronteiras fechadas. Mesmo porque a Suíça seria obrigada a romper compromissos e tratados com a União Europeia tratando da livre circulação de pessoas.

Ainda na semana passada o primeiro-ministro inglês Keir Starmer, logo depois de sua derrota eleitoral, reconhecia os prejuízos da política isolacionista do Brexit e falava numa reaproximação com a União Europeia, embora evitasse tocar num retorno com anulação do Brexit pelas complicações políticas e econômicas decorrentes.

Na verdade, o Brexit foi um tiro no pé, mas a União Europeia não acredita num "Breturn", depois da vitória, nas eleições municipais do partido Reform UK, de Nigel Farage, o arquiteto do Brexit, junto com Boris Johnson e David Cameron. Um "Swissexit", provocado por um voto popular suíço isolacionista, não teria o mesmo efeito negativo do referendo Brexit?

Outro exemplo de contenção do aumento da população foi o da política do filho único na China, de 1979 a 2015, com o objetivo de garantir o desenvolvimento chinês. Isso acabou criando um desequilíbrio de gênero na China, pois a maioria dos casais, obrigados a ter um só filho, preferia ter menino. A população foi se tornando idosa sem ser gradativamente substituída por jovens, isso gerando uma diminuição da força de trabalho. Desde 2021, os casais podem ter três filhos, mas agora são os casais que decidem ter um ou dois filhos provocando baixa taxa de natalidade e um desequilíbrio demográfico.

Para complicar ainda mais a situação, a China enfrenta uma explosão de casos de demência (síndrome designativa de funções cognitivas que incluem o Alzheimer) na sua enorme população de idosos. Sem esquecer da falta de "cuidadores" dentro da família chinesa para cuidar dos avós e pais envelhecidos. A política do filho único criou para os jovens a responsabilidade de assumir, durante a vida, os cuidados dos 4 avós e dos 2 pais.

O cronista Yves Petignat, do jornal suíço Le Temps, comenta como reagirá a Suíça, se o povo votar, no 14 de junho, pela limitação da população suíça. E destaca o paradoxo de que o partido UDC, autor da iniciativa popular, tem sua força justamente na Suíça rural, longe dos centros urbanos, onde a população está envelhecendo, existe desequilíbrio demográfico e a maioria dos jovens prefere ir viver nos centros urbanos.

Sem os imigrantes, a população suíça já estaria em declínio, principalmente nas zonas rurais. E isso implicaria na falta de mão de obra na lavoura e no tratamento do gado leiteiro. O exílio dos jovens em busca de melhores empregos nas cidades implicaria no fechamento de escolas, enquanto os idosos ficariam sem seus médicos, atraídos por melhores condições e ganhos nos centros urbanos.

Em síntese, uma Suíça egoísta, isolada e fechada, será também um tiro no pé como foi o Brexit para os ingleses. Rui Martins – Suíça

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Rui Martins é Jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.

 

Moçambique - Jacinto Gibante lança livro de estreia sobre relações modernas em Quelimane

O escritor moçambicano Jacinto Alfredo Gibante prepara-se para apresentar aos leitores da cidade de Quelimane o seu livro de estreia intitulado As raízes da traição feminina, uma obra chancelada pela Mapeta Editora.


O lançamento decorrerá nos dias 22 e 29 de Maio, pelas 15 horas, na Casa Provincial da Cultura e no Auditório da Universidade Licungo, respectivamente. A apresentação da obra estará a cargo do académico Benone Mateus.

Na obra, Jacinto Alfredo Gibante propõe uma reflexão crítica sobre as motivações psicológicas, emocionais e sociais ligadas à infidelidade feminina. O autor apresenta a traição não como um simples acto de vilania, mas como consequência de um complexo ciclo emocional marcado por carências, expectativas e desejos.

A narrativa desenvolve-se em torno de três arquétipos masculinos — Homem Shick, Homem Sheck e Homem Shock — figuras que, segundo o autor, influenciam de forma consciente ou inconsciente as escolhas afectivas femininas.

Descrita como uma obra voltada para a compreensão das fragilidades das relações modernas, As raízes da traição feminina procura igualmente explorar os dilemas emocionais que marcam a experiência da mulher contemporânea.

Jacinto Alfredo Gibante é formado em Engenharia Ambiental pela Universidade Eduardo Mondlane e actualmente frequenta o curso de Medicina Geral na Universidade Licungo. Entre 2015 e 2023, exerceu funções como docente na Escola Comunitária 4 de Outubro, em Maputo.

Já Benone Mateus, natural de Mocuba, na província da Zambézia, destaca-se como jornalista, historiador e professor de Geografia, estando ligado a iniciativas de investigação, comunicação e promoção cultural em Moçambique. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


UCCLA - Vai acolher abertura da CPLP Fashion Week

A UCCLA vai acolher, no dia 22 de maio, a partir das 17h30, a cerimónia de abertura da 4.ª edição da CPLP Fashion Week, um evento internacional que cruza moda, cultura e negócios, promovendo a ligação entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A edição deste ano decorre sob o tema “Raízes em Movimento”.

A sessão inaugural integra o CPLP Talks, um espaço de reflexão e partilha que valoriza a lusofonia através da moda, da cultura, da identidade e da representatividade. O encontro reunirá convidados de diversos países lusófonos para debater desafios, oportunidades e estratégias de afirmação no contexto internacional.

A moderação estará a cargo de Victor Hugo Mendes (Angola), comunicador, escritor e jornalista.

O programa organiza-se em dois painéis temáticos:

Painel I - Moda, Mercado e Internacionalização

•    Roselyn Silva (São Tomé e Príncipe), CEO e fashion designer

•    King Levi Dapper (Moçambique), CEO da Fancy Africa e da marca Xigubo

•    Elizângela Sousa (Brasil), empresária e especialista em imagem pessoal

•    Paulo Pascoal (Angola), ator, autor e curador

Painel II - Identidade, Inclusão e Representatividade

•    Embaixadora Paula Leal da Silva (Portugal), Secretária-Geral Adjunta da UCCLA

•    Henda Vieira Lopes (Angola), psicoterapeuta

•    Ângela Almeida (Cabo Verde), comunicadora e representante da Associação Mundu Nôbu

•    Solange Salvaterra Pinto (São Tomé e Príncipe), ativista social.

A iniciativa afirma-se como uma plataforma de diálogo e cooperação, reforçando o papel da moda enquanto veículo de expressão cultural e de aproximação entre os povos da CPLP.

A entrada é livre.

A CPLP Fashion Week contará com a seguinte programação:

22 de Maio - Brunch & Talk Show

UCCLA

Conversas inspiradoras, partilha de experiências e o início de uma grande celebração.

23 de Maio - Desfile Oficial + Exposição

Casino Estoril

O grande palco da moda lusófona, onde criatividade e sofisticação se encontram.

24 e 25 de Maio - Showroom | Workshop Profissional

Galeria Arte Livre

Formação, networking e liberdade criativa em movimento.