Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Reino Unido – Cidade de Londres acolhe 5.ª edição do Kweli dedicado à soberania cultural

A cidade de Londres, na Inglaterra vai acolher, no dia 31 deste mês, a 5.ª edição do Fórum Internacional Kweli, dedicado à soberania cultural, económica e social dos países africanos e da sua diáspora


A iniciativa é promovida por promotores cultural, em parceria com a Pro Solutions Group e a Umoja Generational Wealth, e reúne especialistas de diversas áreas, nomeadamente Direito, Economia, Psicologia, Nutrição e Cultura.

De acordo com uma nota, sob a premissa de valorizar a identidade e o conhecimento histórico africano, o encontro propõe debates sobre perspectivas e dinâmicas sociais que complementam as abordagens do ensino formal, promovendo o intercâmbio de saberes entre gerações.

A edição deste ano dá continuidade ao circuito internacional do projecto, iniciado em Portugal e que já passou por Angola, Brasil e Moçambique. Além do formato presencial na capital britânica, os painéis temáticos contarão com transmissão em sala virtual para participantes inscritos a partir de outros países. In “Jornal de Angola” - Angola


Portugal - Maria Célia Lima-Hernandes, autora de “Macau – Lótus do Oriente”: “Em Macau quase tudo é híbrido”

Docente da Universidade de São Paulo e ex-professora na Universidade de Macau, a linguista Maria Célia Lima-Hernandes queria estudar o português de Macau e acabou por escrever um livro sobre as áreas “híbridas” do território, com foco na língua e na comunidade macaense. “Macau – Lótus do Oriente” é apresentado hoje na Casa de Macau em Lisboa


Como surge Macau no seu trabalho académico?

Fui professora de língua portuguesa na Universidade de São Paulo. Todas as vezes que tinha de falar sobre o português em Macau, não tinha material suficiente. Então esperei que as minhas filhas crescessem para me candidatar a uma bolsa para poder fazer pesquisa em Macau. O único livro que havia na universidade [Universidade de São Paulo] sobre Macau era de Graciete Batalha [Bom Dia, S’tora!] e falava da língua crioula [patuá], e não português. Quando dava aulas dizia que em Macau havia um crioulo, mas não sabia falar nada sobre o português e a sua situação. Só quando fui para Macau é que descobri o que era, de facto. Depois, comecei a frequentar o outro lado, e comecei a interessar-me pela história do entrosamento entre portugueses e chineses. Comecei a dividir o meu trabalho com o Arquivo Histórico de Macau, no Tap Seac, e a analisar certidões, assentos de nascimento, casamento e morte, de óbito, e também testamentos. Comecei a descobrir a história das meninas que foram abandonadas, ou que ficaram órfãs mesmo, na primeira década do século XX.

Porque escolheu esse período para investigar?

Há muitos estudos até ao final do século XIX, há muitos estudos a partir de 1920. E a documentação da primeira década desapareceu, com tufões e incêndios, e o que ficou são registos de nascimento, morte ou casamento. Comecei a investigar a partir daí.

Este livro funciona como uma espécie de radiografia de Macau, da sua geografia humana. Como foi encontrar um fio condutor nesta diversidade que é Macau?

Voltando a esta primeira década do século XX, Macau era um território onde se podia caminhar, e as pessoas comentavam nestes documentos históricos que a China era do outro lado. Perguntei, anos mais tarde, a macaenses o que planeavam para o futuro, agora que [a administração de] Macau tinha passado para a China. Perguntava como tinha sido percebida a entrada da China no território. As respostas deram-me outras questões, e uma delas era que a China estava a aproximar-se pela água, e ninguém percebia. Houve aterros. As pessoas não tinham esta noção. Isto aconteceu em 2015, no segundo momento da minha estadia em Macau. Mesmo na universidade, os meus alunos ajudaram-me a perceber essa percepção do espaço. Eu perguntava: “Quando estão aqui [no campus da UM em Hengqin] estão em Macau ou na China?”. Os professores, e também os portugueses, que viviam no campus; e os alunos de Macau diziam que estávamos em Macau. Mas os alunos da China diziam que ali era a China, porque tinham a mesma rede de telemóvel. Aí comecei a trabalhar na questão das fronteiras, e com os documentos recuei no tempo, descobrindo a Ilha Verde que já não era ilha, mas que as pessoas ainda chamavam assim. Tudo isso foi mudando, mas as percepções das pessoas não. Fiz entrevistas a pessoas que se dizem macaenses 100 por cento, ou seja, 50 por cento chinês, 50 por cento português. Esse é um dos grupos que trabalho neste livro. Há outros grupos de macaenses, mas esse é o mais interessante, porque é a raiz de Macau. São muito chineses e muito portugueses, defendem essas duas nacionalidades como uma só, nessa hibridez. Foi aí que surgiu a ideia da flor de lótus [para o título do livro], porque ela é híbrida. Tanto está no meio do lodo, como sobe à superfície, mostrando toda a beleza que tem. Os macaenses que se dizem 100 por cento são isso.


Deu aulas em Macau em 2015, mas esteve no território antes para fazer pesquisa.

Só cheguei a Macau em 2010. Fiz as entrevistas, não havia smartphones, então foi tudo feito corpo a corpo. Depois voltei ainda para pesquisar documentos no Arquivo Histórico, e regressei então em 2015. Macau já estava totalmente diferente. Fiquei a viver no campus da UM, e tive uma experiência completamente diferente.

Mas voltando à questão do macaense. No livro refere que não é só uma questão de etnia, mas de “construção social”. Em que sentido?

Os macaenses 100 por cento sempre tiveram o chinês dentro da família. Alguns receberam o documento oficial dentro da família, a certidão de baptismo, apenas depois da morte da parte da família portuguesa. Mantém-se ali, como filhos da herança portuguesa, mas não têm o documento, e conseguem-no não porque lutassem por ele, mas porque deveriam ser escondidos, porque ninguém queria ter uma mãe chinesa, compreende?

Falamos aqui da primeira década do século XX?

Sim, mas essa situação repete-se com as pessoas que entrevistei, muitos anos depois. Nessa primeira década era a situação das meninas órfãs, e analisei o caso das meninas que estavam na congregação das Canossianas, italianas. Elas recolhiam essas crianças, dando-lhe instrução e ensinando português.

Eram meninas sem família?

Algumas tinham família e eram entregues porque os pais queriam que fossem inseridas na sociedade. Outras eram entregues por serem bastardas, filhas de soldados portugueses que não as reconheciam. A vida era muito difícil para muitas famílias [da comunidade chinesa], por causa de guerras, tufões, doenças. Elas percebem que, com a presença portuguesa [em Macau] era necessário incluir essas meninas, para que tivessem uma história digna na sociedade. Ia passando de boca em boca, nesta comunidade, o que era ensinado e o que era necessário para se ser uma mulher macaense. Mas elas não tinham nome. Tinham o nome chinês, e depois eram sujeitas a um baptismo colectivo, e aí recebiam nomes portugueses. Inicialmente, são dados os nomes das freiras. Depois, na segunda geração de crianças, já são nomes de macaenses. Falamos então de meninas macaenses oriundas de famílias chinesas pobres e que moravam em zonas periféricas. São crianças inseridas na sociedade e que depois ganham um segundo nome, com o marido macaense ou português metropolitano. Então, logo aí, havia a construção social do macaense. Mas isso vai acontecer depois na sociedade, mesmo com chineses.

Disse que entrevistou apenas um grupo de macaenses. Porquê?

Interessaram-me os que foram para a Escola Comercial. Eram mais de classe média, e existia uma pobreza muito grande. Eles foram para essa escola para aprender um ofício e começar a trabalhar.

O seu livro faz também uma espécie de estudo das línguas existentes em Macau, da relação entre o patuá, o português e o chinês. É uma espécie de levantamento da evolução destes idiomas no território.

Na verdade, quando comecei a pesquisa, percebi que o tema não era aquele por onde tinha começado. O tema ganhou vida e outras proporções. Percebi que o tema que sempre me tinha interessado era a hibridez, e ao longo do livro percebemos que em Macau quase tudo é híbrido, e é muita coisa. Mas, obviamente, não analisei tudo.

Então, o que é homogéneo em Macau?

Acho que a identidade do português da metrópole é homogénea. Mesmo que os portugueses tenham casado depois com chinesas, e que ficaram em Macau até hoje, e que nem querem voltar para Portugal, têm uma identidade portuguesa muito forte. Os chineses, por outro lado, também são muito homogéneos.

De todos esses cenários de hibridez em Macau, qual é, para si, o mais fascinante?

O que mais me fascinou foi a forma como as duas identidades convivem. São duas coisas numa só. Quando estive em Macau agora, fui ao Cemitério [de São Miguel Arcanjo], identifiquei ali algumas meninas [da pesquisa dos primeiros anos do século XX]. Então o que mais me encanta é essa hibridez que não é vista, nem percebida. É a hibridez identitária, da comida misturada, da terra com a água. A língua passou a ser o que menos importava. A língua mostra, vincula, mas esconde muita coisa.

Macau está num rápido processo de integração regional. Em que lugar fica esta hibridez? Que território vamos ter?

É uma boa pergunta. Quando vejo os prédios a serem erguidos na Grande Baía, pergunto: “Quem vai morar ali?”. Espera-se que sejam para os reformados, então vamos tirar um grupo de pessoas de um espaço, levá-lo para outro grupo, e é uma hibridez diferente, porque vai entrando cada vez mais na China. Parece-me que quando voltar lá daqui a cinco anos, talvez a hibridez seja de chineses. Sempre houve, mas é mais escondida do que aquilo que podemos pensar. Nos levantamentos que fiz para o livro, havia uma grande mistura de chineses, mas toda ela coordenada pela China. Quem entrava, quem vinha fazer o quê em Macau. Conheci uma senhora que veio ao colo da mãe para Macau. Hoje está completamente integrada na sociedade. Então ela é chinesa de Macau? Não, macaense. Então no futuro vai ser difícil separar tudo isso, porque os macaenses 100 por cento que conheci estão a morrer e os filhos já usam inglês como língua corrente. Acho que, no futuro, vai ser chinês e inglês.

No livro diz que temos de olhar para Macau “como um caleidoscópio”, porque existirem muitos condicionalismos na definição desses perfis de língua. Em que sentido?

Senti que, cada vez que chegava a Macau, era como se tivesse um caleidoscópio na mão, agitasse e tivesse sempre uma nova imagem a aparecer, com mudanças muito rápidas. O discurso também mudou, e da penúltima vez que voltei, havia um debate imenso na imprensa sobre a questão do chinês e a questão da preservação do cantonês. Para um linguista não há dialectos, porque todas as formas de manifestação linguística são línguas, pela questão de sociolinguística, pelo direito de falar. E o cantonês é uma língua muito forte. Os professores já ensinam mandarim na sala de aula, mas o vigor do cantonês mantém-se, e acho que é uma tradição muito forte, é mesmo cultural. É a língua da família, e isso não se perde.

Foi para Macau estudar o português no território. Encontrou as respostas que queria?

Identifiquei coisas sobre as quais não vou poder avançar mais, porque tudo está a mudar rapidamente.

O que acha que vai mudar mais depressa?

A geografia, a mobilidade do povo. Quando sai um funcionário público macaense ou português, entra um chinês para o lugar. Haverá mais chineses que chegam para estudar e ficam. Mais chineses do exterior que ficam. Esta é uma obra emocional, que fala de pessoas que conheci. Andreia Silva – Portugal in “Hoje Macau”




Portugal - Daniel Pires apresenta livro sobre padre pioneiro da aerostação

Bartolomeu de Gusmão, padre e pioneiro da aerostação perseguido pela Inquisição, é tema de um livro de Daniel Pires, que o autor apresenta a 29 de outubro, às 21h00, na Casa da Cultura

A sessão, de entrada livre, decorre na Sala José Afonso, numa organização do Centro de Estudos Bocageanos e da Câmara Municipal de Setúbal.

Editado pela Imprensa Nacional, Bartolomeu Lourenço de Gusmão – Um padre-cientista voando sobre brasas aborda o percurso do inventor associado ao projeto da “Passarola” e a perseguição que o obrigou a fugir para Espanha.

Segundo Daniel Pires, a Inquisição interpretava a máquina aerostática como sinal de um pacto com o demónio, acusação que acompanhou o padre-cientista ao longo da vida. Para evitar ser queimado, Bartolomeu de Gusmão protagonizou uma fuga durante a qual morreu em Toledo, Espanha, aos 38 anos.

O inventor demonstrou, em 8 de agosto de 1709, a subida de um pequeno balão de ar quente perante D. João V e a corte portuguesa, numa experiência precursora na história do voo.

Além da atividade científica, a biografia explora as facetas de historiador, orador sacro, jurista, poeta e filósofo. Daniel Pires destaca igualmente o trabalho de decifração de documentos diplomáticos codificados, num contexto de guerra entre Portugal e Espanha.

A vontade de dar a conhecer o percurso de uma figura que considera pouco conhecida esteve na origem desta investigação, publicada numa obra que evoca o tricentenário da morte de Bartolomeu de Gusmão.

O livro, já disponível nas principais livrarias, estará também à venda no dia da apresentação. In “Notícias Município de Setúbal” – Portugal com “Hoje Macau”


Macau - Arbitragem ‘entra’ na ponte sino-lusófona

Macau tem “todas as condições” para se assumir como uma importante plataforma de arbitragem comercial entre a China e os países de língua portuguesa, defendeu o Secretário para a Administração e Justiça no 2º Congresso de Arbitragem Lusófona


Beneficiando das suas “características institucionais únicas do sistema jurídico continental”, da “vantagem do bilinguismo sino-português” da posição de plataforma de ligação entre o Interior da China e o mundo lusófono, a RAEM “dispõe de todas as condições e capacidades para se tornar numa importante plataforma de arbitragem comercial e de resolução de litígios entre a China e os Países de Língua Portuguesa (e de Língua Espanhola)”. Esta convicção foi manifestada na sexta-feira pelo Secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, na cerimónia de abertura do 2.º Congresso de Arbitragem Lusófona, evento que decorreu até domingo na Universidade de São José, em torno do tema “Construindo Plataformas Globais para uma Justiça Inovadora”.

Para Wong Sio Chak, a realização deste congresso, um dos eventos oficiais comemorativos do 60.º Aniversário da Comissão das Nações Unidas para o Direito Comercial Internacional, constituiu “um elevado tributo à posição de Macau enquanto centro de cooperação comercial sino-lusófona”. Além disso, acentuou, “também evidencia claramente o papel fundamental de Macau como plataforma internacional de intercâmbio jurídico que liga o Interior da China e os Países de Língua Portuguesa”.

No seu discurso, o Secretário para a Administração e Justiça salientou que o 15.º Plano Quinquenal Nacional estabelece claramente o “apoio às entidades prestadoras de serviços profissionais, tais como no âmbito da mediação e da arbitragem, para a expansão da rede de serviços no exterior”, bem como a “aceleração da construção do sistema e da capacidade do Estado de Direito relacionado com o exterior e o aperfeiçoamento dos mecanismos de mediação, de arbitragem e processuais no âmbito comercial internacional”.

“Enquanto importante plataforma de serviços destinada à cooperação comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, sob a conjuntura da abertura de alto padrão do País ao exterior, Macau assume o seu papel único de ‘interlocutor de precisão’, com vista a reforçar plenamente a cooperação com os Países de Língua Portuguesa e de Língua Espanhola”, afirmou Wong Sio Chak, reiterando que a RAEM também pretende alargar o “círculo internacional de amigos”.

Na mesma linha, recordou que, durante a visita que o Chefe do Executivo da RAEM realizou em Abril a Portugal e à Espanha, foram celebradas centenas de protocolos de cooperação e concretizados 109 projectos, consolidando-se ainda mais o papel de “interlocutor de precisão” de Macau.

“Com o ritmo crescente de ‘expansão para o exterior’ das empresas, aumenta a frequência das actividades comerciais transfronteiriças, pelo que os mecanismos de resolução de litígios diversificados, eficientes e de prestígio tornaram-se numa garantia jurídica nuclear para as empresas explorarem os mercados no exterior”, observou o Secretário, ao sustentar que “a arbitragem desempenha um papel insubstituível na criação de um ambiente de negócios assente no Estado de Direito estável, justo, transparente e previsível”. Na sua perspectiva, isso “permite promover eficazmente a articulação das regras entre diferentes jurisdições e a construção conjunta da confiança mútua, proporcionando-se assim uma sólida garantia jurídica para as empresas que recorrem à estratégia de ‘expandir para o exterior e atrair investimento estrangeiro’”.

Nesse sentido, Wong Sio Chak asseverou que a RAEM continuará a promover a construção de uma plataforma internacional de arbitragem para servir a cooperação económica, comercial e de investimento entre a China e os países lusófonos e hispânicos, e a reforçar a capacidade jurídica em matérias que envolvam legislação do exterior, com enfoque nos serviços jurídicos dessas nações e das que participam na iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Portugal - Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto testa plantas halófitas como alternativa ao sal de cozinha

O projeto XtremeGourmet 2.0 vai avaliar o potencial de plantas halófitas produzidas no Algarve, como alternativa saudável e sustentável ao sal de cozinha


A Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP) é uma das entidades que integram o projeto XtremeGourmet 2.0, que vai avaliar o potencial de plantas halófitas produzidas no Algarve, como alternativa saudável e sustentável ao sal de cozinha.

O consórcio que reúne a FFUP, a Universidade do Algarve (UAlg) e a empresa Agro-On, coordenadora do projeto, cruza competências em diversas áreas das ciências do alimento, da química alimentar, biotecnologia e gastronomia, a fim de prever a introdução, em sistemas de cultivo sem solo, de plantas halófitas com eleveado potencial gastronómico: uma nova variedade de salicórnia (Salicornia bigelovii), o louro-salgado (Atriplex portulacoides) e a estrela-do-sapal (Tripolium pannonicum).

Paralelamente, o XtremeGourmet 2.0 dá continuidade ao trabalho desenvolvido no projeto XtremeGourmet (2016-2020), onde foram estudadas várias halófitas produzidas em sistemas sem solo que foram introduzidas no mercado pela RiaFresh. Entre estas estão a salicórnia (Salicornia ramosissima), o rossio (Mesembryanthemum nodiflorum), a ficoide (Mesembryanthemum crystallinum) e a Sea Fingers (Disphyma crassifolium). O XtremeGourmet 2.0 avalia agora o impacto da substituição parcial de sódio por magnésio nas referidas espécies.

O objetivo é desenvolver produtos mais saudáveis e sustentáveis de acordo com os parâmetros de referência no âmbito da alimentação saudável, da sustentabilidade e da qualidade e reforçar o posicionamento das halófitas portuguesas nos mercados nacional e internacional.

Além da equipa da FFUP, UAlg e Agro-On, o XtremeGourmet 2.0 conta ainda com a participação do chef Leonel Pereira e de uma equipa de renome de outros 11 chefs de cozinha e de um bartender. Universidade do Porto - Portugal


Guiné Equatorial - Planeia iniciar a construção de uma refinaria nacional em 2027

O Governo também planeia investir US$ 20 milhões na Gepetrol Servicios para expandir a capacidade de armazenamento de combustível e fortalecer as reservas nacionais


A Guiné Equatorial planeia iniciar a construção de uma refinaria nacional em 2027 para reforçar o fornecimento de combustível no mercado interno, anunciou o vice-presidente Nguema Obiang Mangue por meio da sua conta oficial no Twitter.

O anúncio foi feito na quinta-feira, após uma reunião realizada no Palácio do Povo com representantes de empresas que atuam no sector de hidrocarbonetos, no contexto da atual crise de abastecimento que afeta o país.

Segundo informações divulgadas pelo vice-presidente, especialistas chegarão ao país no próximo mês para realizar estudos sobre o terreno e preparar o projeto, como parte do trabalho preliminar para a construção da infraestrutura.

A futura refinaria é concebida como uma iniciativa estratégica para desenvolver a capacidade nacional de processamento de hidrocarbonetos e reduzir a dependência de fornecimentos externos de produtos refinados.

US$ 20 milhões para fortalecer a Gepetrol Services

Ao mesmo tempo, o Governo planeia investir 20 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 11,694 mil milhões de francos CFA, para impulsionar a atividade comercial da Gepetrol Servicios e expandir a sua capacidade de armazenamento de combustível.

A iniciativa consiste em recuperar os tanques de armazenamento que a empresa atualmente aluga para outras empresas do sector, com o objetivo de aumentar o seu poder de compra e ter reservas suficientes para cobrir entre três e seis meses de consumo.

Com estas medidas, o Executivo procura fortalecer a segurança do abastecimento nacional e melhorar a capacidade de resposta a possíveis interrupções ou atrasos na chegada de carregamentos de combustível. Juan Nka – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


Portugal - Casa da Arquitetura recebe acervo de brasileiro Assis Reis

A Casa da Arquitetura, em Matosinhos, vai receber o acervo do arquiteto brasileiro Assis Reis (1926-2011), um dos maiores nomes da arquitetura na Bahia, anunciou aquela instituição.


No total, trata-se de “mais de 3000 itens, entre desenhos, plantas, maquetes, fotografias, documentos escritos, publicações e arquivos digitais, permitindo aprofundar o conhecimento sobre a obra e o processo de projeto de uma das figuras centrais da segunda geração da arquitetura moderna na Bahia”, segundo a instituição sediada naquele concelho do distrito do Porto.

Nascido em Aracaju, em 1926, Assis Reis viveu em Salvador a partir dos 17 anos, onde se formou em Arquitetura pela universidade federal, em 1957.

De acordo com uma biografia partilhada pela Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas do Brasil aquando do anúncio da disponibilização ‘online’ de parte do acervo de Assis Reis, em 2019, o arquiteto foi autor de “clássicos como a sede regional da Companhia Hidroelétrica do São Francisco, o prédio do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, o Centro Médico Albert Schweitzer, o Solar das Mangueiras e o Solar Itaigara”.

“Assis Reis foi ainda o responsável pela execução, nos anos 1970, da maquete da Cidade do Salvador, em escala 1:2000, que abrange todo o território do Município e é até hoje constantemente atualizada pela prefeitura desta capital”, acrescentava o mesmo texto.

Aquando da morte do arquiteto, em 2011, o Instituto de Arquitetos do Brasil escrevia que “Assis Reis era conhecido como um exímio dançarino de tango e campeão de sinuca, além de ser reconhecido mundialmente por seus projetos arquitetónicos e sua ousadia criativa”.

O acervo de Assis Reis junta-se à lista de arquitetos brasileiros que têm o seu trabalho depositado na Casa da Arquitetura, como Lúcio Costa e Paulo Mendes da Rocha, ao lado dos portugueses Eduardo Souto de Moura e Gonçalo Byrne, entre outros.

Criada em 2007, a Casa da Arquitectura é uma entidade cultural sem fins lucrativos que desenvolve atividade no universo da criação e programação de conteúdos para a divulgação nacional e internacional da arquitetura, e é apoiada por fundos públicos e privados. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”