Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 28 de junho de 2026

Hong Kong e Brasil negoceiam acordo para facilitar comércio bilateral

O Governo de Hong Kong anunciou o início das negociações com o Brasil para um acordo que poderá facilitar o comércio entre os dois mercados


A Alfândega de Hong Kong disse que assinou, no sábado, um plano de acção com a Secretaria Especial da Receita Federal, que está sob a tutela do Ministério da Fazenda do Brasil.

O plano “inicia oficialmente as negociações” com o Brasil para um Acordo de Reconhecimento Mútuo para Operadores Económicos Autorizados, disse a Alfândega, num comunicado.

O acordo permitirá aos operadores económicos autorizados “de ambas as economias usufruir de benefícios recíprocos de facilitação do comércio, incluindo taxas de inspeção reduzidas e desalfandegamento prioritário”, explica a nota.

O plano de acção foi assinado pelo comissário adjunto Li Kin-kei, e pelo coordenador-geral de Administração Aduaneira do Brasil, Felipe Mendes Moraes, em Bruxelas.

A assinatura aconteceu à margem de reuniões de vários órgãos da Organização Mundial das Alfândegas, que decorreram entre 22 e 27 de junho, na capital da Bélgica.

Também em Bruxelas, o comissário da Alfândega de Hong Kong, Chan Tsz-tat, assinou um Acordo de Reconhecimento Mútuo para Operadores Económicos Autorizados com o Chile.

O Governo da região sublinhou que este é o segundo protocolo assinado com uma economia da América do Sul, depois do acordo firmado com o Peru, em dezembro.

A Alfândega de Hong Kong prometeu prosseguir com discussões sobre acordos de reconhecimento mútuo com outras jurisdições e expandir a rede de operadores económicos autorizados.

O Governo apontou como alvos a Associação das Nações do Sudeste Asiático – da qual Timor-Leste é membro – estados árabes, países africanos e os que fazem parte da iniciativa Uma Faixa, Uma Rota.

A iniciativa, anunciada pelo líder chinês, Xi Jinping, em 2013, envolve mais de 80 países – incluindo Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – para desenvolver ligações marítimas, rodoviárias e ferroviárias.

A Alfândega de Hong Kong já tinha assinado acordos de reconhecimento mútuo para operadores autorizados com 18 economias, incluindo a China continental, a vizinha região de Macau, Japão, Índia, Canadá e Austrália.

Em 17 de junho, o Governo de Hong Kong anunciou o alargamento a mais oito países, incluindo o Brasil, de um fundo criado para promover a internacionalização das pequenas e médias empresas (PME) locais.

O secretário para o Comércio e Desenvolvimento Económico, Algernon Yau Ying-wah, referiu também que o limite de financiamento por candidatura subiu de 100 mil para 150 mil dólares de Hong Kong.

O subsídio pode ser usado para participar em feiras e exposições numa das 48 economias abrangidas, assim como em publicidade, registo de marcas, testes ou certificações e em portais de PME na Internet. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”




Ásia - Professores de português alertam para risco de precariedade no novo regime

Professores de português destacados na Ásia manifestaram preocupação com a proposta de revisão do Regime Jurídico do Ensino do Português no Estrangeiro (RJEPE), considerando que introduz precariedade e compromete papel da língua portuguesa como “instrumento de diplomacia cultural”

Delfim Correia da Silva, leitor do instituto Camões e coordenador do Programa de Português e de Estudos Lusófonos da Universidade de Goa, sublinha que os artigos 50.º e 51.º da proposta representam “um retrocesso” ao suspender o vínculo dos docentes à função pública e limitar as comissões de serviço.

“A instabilidade e precariedade alarga-se a todos os docentes, quer estejam vinculados ou contratados”, afirma, lembrando que durante mais de uma década vigorou um modelo que favorecia a estabilidade profissional e familiar.

Correia da Silva alertou ainda para a ausência de carreiras estruturadas e progressão, que afeta a motivação e a retenção de professores.

“A não renovação das comissões significa o desemprego”, observou à Lusa, acrescentando que as novas tabelas salariais ignoram diuturnidades, currículo e condicionalismos geográficos, traduzindo-se em perdas financeiras significativas.

Para o docente, a precarização compromete também a diplomacia cultural: “Somos pequenos diplomatas da língua e da cultura portuguesas, mas trabalhamos como trapezistas, sem rede de proteção”.

O Instituto Camões assegura o ensino da língua e cultura portuguesas, ao nível do ensino superior, em diversos países, através da sua rede de leitorados, em cooperação com instituições de ensino superior e organizações internacionais.

Na Ásia, tem atualmente leitorados e docentes de português no interior da China, Macau, Vietname, Índia, Coreia do Sul, Indonésia, Japão, Tailândia e Timor-Leste.

No Vietname, o leitor de português da Universidade de Hanói, Márcio Santos, indicou à Lusa que considera que o modelo proposto não promove verdadeira rotatividade, mas sim precariedade.

“Os nossos contratos cessariam sem possibilidade de renovação e sem termos um novo posto à vista”, critica, apontando para a exigência de repetir exames e entrevistas, apesar das avaliações periódicas já existentes.

O leitor destaca que a ausência de carreiras estruturadas agrava a dificuldade em preencher vagas e compromete a motivação. “A promoção da língua portuguesa depende de relações de confiança construídas ao longo do tempo. Uma rede precária fragiliza esse trabalho”, afirma.

Quanto às condições de trabalho, Santos refere a desadequação das remunerações face às qualificações e ao custo de vida, bem como a acumulação de responsabilidades que vão muito além da atividade letiva. “Os salários atuais não refletem o escopo das nossas funções e, por vezes, nem permitem uma vida condigna”, lamenta.

Ambos os docentes defendem soluções equilibradas que conciliem estabilidade com renovação da rede EPE.

Correia da Silva apela a uma “análise estratégica” que valorize a importância das relações históricas e culturais de Portugal com o subcontinente indiano, enquanto Santos sugere eliminar a exigência de novos exames para mudança de posto e rever condições remuneratórias.

A proposta de revisão do RJEPE, apresentada pelo Governo, está a provocar forte contestação entre docentes e coordenadores da rede EPE.

Além de duas cartas abertas divulgadas este mês, foi lançada uma petição que já reúne mais de oito mil assinaturas e que será entregue na Assembleia da República.

No documento alerta-se para o risco de precarização e eventual desmantelamento da rede, pedindo ao Governo que coloque no centro das prioridades a estabilidade laboral e financeira dos 381 docentes destacados em 48 países.

Entre as críticas mais recorrentes está a limitação das comissões de serviço, atualmente renováveis mediante avaliação positiva, mas que passariam a ter apenas duas renovações possíveis.

Os profissionais denunciam que esta alteração forçaria a substituição de docentes experientes e competentes, mesmo com avaliações positivas, e poderia traduzirse num “despedimento coletivo” de cerca de 350 professores e leitores.

As negociações com o Governo arrancaram em 28 de maio, com novas reuniões planeadas a 29 de junho e 13 de julho, nas quais deverá ser discutido o tema das carreiras. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


Fujo contigo

















Vamos aprender português, cantando

 

Fujo contigo

 

A minha mãe tem mau feitio

a sorte é que gosta de ti

são da mesma rua

são do mesmo sítio

e até se olham da janela

 

Não tenhas medo de ir lá a casa

hoje eu pedi para pôr mais um lugar na mesa

e ao jantar eu vou-te chamar de amor

amor, amor, amor

amor, amor, amor

 

Ah, ah, ai….

se ela embirrar

não tem mal, não tem mal

se ela não gostar

não tem mal, não tem mal

se tu não quiseres ficar

não tem mal, não tem mal

linda, eu fujo contigo

 

Ah, ah, ah….

se ela embirrar

não faz mal, não faz mal

se ela não gostar

não faz mal, não faz mal

 

Se ka krem la na casa

não faz mal, não faz mal

lindo, eu fujo contigo

 

Aí, olha para mim sim, mas olha de lado

aí, lá vens com essa mania que está controlado

aí, eu não tenho culpa

ami nca teni culpa

que ela nem mande para mim

um sorriso lá da janela

 

Não tenhas medo de ir lá a casa

hoje eu pedi para pôr mais um lugar na mesa

e ao jantar eu vou-te chamar de amor

amor, amor, amor

amor, amor, amor

 

Ah, ah, ai….

se ela embirrar

não tem mal, não tem mal

se ela não gostar

não tem mal, não tem mal

se tu não quiseres ficar

não tem mal, não tem mal

linda, eu fujo contigo

 

Ah, ah, ah….

se ela embirrar

não faz mal, não faz mal

 

Se ela não gostar

não faz mal, não faz mal

se ka krem la na casa

não faz mal, não faz mal

lindo, eu fujo contigo

 

Nu bai … nu sai di li

n’cré bai ku bo … ali n’ka kredo…

nu bai … nu sai di li

n’cré bai ku bo … ali n’ka kredo…

 

Mas agora sabes que…

vais ter de conhecer a minha família

não é?

o meu pai…

a minha mãe…

ela também não é fácil!

 

Nuno Ribeiro - Portugal

Soraia Ramos – Cabo Verde


sábado, 27 de junho de 2026

Angola - Casa de Cultura Rainha Njinga A Mbande do Rangel focada na formação artística e intelectual da juventude local

A instituição, ocupando as instalações da antiga Biblioteca do Rangel, recuperadas pela Fundação Obra Bella com o aval do Governo da Província de Luanda, vem-se destacando na vertente educativa com resultados sólidos, especialmente na área da informática


A Casa de Cultura Rainha Njinga A Mbande, localizada no Bairro Nelito Soares, município do Rangel, destaca-se como um espaço vital para a formação artística e intelectual da juventude local, operando sob um modelo filantrópico e de parceria comunitária.

Apesar das limitações financeiras inerentes ao seu modelo filantrópico e dos desafios técnicos de infra-estrutura, projecta um crescimento estratégico para 2027, focado na profissionalização da sua promoção mediática e na estabilização de parcerias para eventos de maior porte.

Ocupando as instalações da antiga Biblioteca do Rangel, recuperadas pela Fundação Obra Bella com o aval do Governo da Província de Luanda, a Casa de Cultura Rainha Njinga A Mbande é constituída por uma Oficina de Artes, Biblioteca Manuel Pedro Pacavira, Sala de Convívio, Anfiteatro, Ginásio, Salas de Aulas, Escritórios, Casas de banho e cozinha.

Mas, entre elas, o teatro, informática, as artes plásticas são as actividades que mais se têm destacado. Para melhor conhecer por dentro a realidade deste importante Espaço Cultural, abordamos o seu responsável, Dom Caetano, que, numa curta visita guiada aos diferentes compartimentos da estrutura, detalhou o panorama operacional e a dinâmica que se impõe, realçando o compromisso da instituição com a formação comunitária e a preservação da identidade cultural local.

O responsável referiu que, apesar dos desafios financeiros e logísticos, a instituição mantém uma oferta cultural robusta e gratuita, focada no crescimento intelectual e artístico da juventude angolana. Realçou que, nesta sua acção educativa, em apenas 18 meses, mais de 60 formandos concluíram o curso, com muitos já inseridos no mercado de trabalho.

Ressaltou que, como instituição de direito privado vinculada à Fundação Obra Bela, o Centro Cultural tem como objectivo promover benfeitorias na comunidade do Rangel. Augusto Nunes – Angola in “O País”


Angola - Cátedra UNESCO desafia ensino superior a produzir mais ciência

A funcionar desde o dia 8 de junho, a iniciativa surge como um instrumento para reforçar a investigação, modernizar o acesso ao conhecimento e aproximar o ensino superior angolano dos padrões internacionais. O sucesso dependerá agora da adesão efectiva das instituições académicas


Instalada na Universidade Óscar Ribas (UÓR). Trata-se de um instrumento de cooperação internacional destinado a fortalecer a investigação científica, melhorar a circulação do conhecimento e aumentar a qualidade do ensino superior no País.

A adesão de Angola ao programa UNITWIN/UNESCO, que suporta a criação destas cátedras, começou ainda em 2019, quando o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), em parceria com instituições académicas nacionais e organismos internacionais, iniciou um diagnóstico sobre o estado da ciência aberta no País. O trabalho culminou com a aprovação da proposta angolana em 2021.

Desde então, o projecto passou por várias fases de consolidação institucional. Entre 2022 e 2024 foram desenvolvidos os instrumentos estruturantes da iniciativa, incluindo a Política Nacional de Ciência Aberta, o Repositório Nacional de Acesso Aberto (RaNAA) e os mecanismos de integração das bibliotecas virtuais universitárias.

O objectivo é criar uma infraestrutura nacional que permita armazenar, partilhar e disseminar gratuitamente artigos científicos, teses, estudos e outros conteúdos produzidos pelas instituições de ensino superior e centros de investigação do País.

A lógica seguida pela UNESCO mostra que antes de internacionalizar a produção científica, é necessário organizar e fortalecer o ecossistema nacional de conhecimento. Por isso, a prioridade inicial passa pela criação de uma rede nacional de ensino e investigação capaz de interligar universidades, centros de pesquisa, revistas científicas e bibliotecas digitais. Só depois estarão reunidas as condições para uma participação plena nas grandes redes internacionais de investigação e nos repositórios científicos globais.

Uma das questões que tem gerado alguma confusão pública é a associação da Cátedra UNESCO ao projecto da futura Universidade Virtual de Angola (UVA). Embora ambos utilizem ferramentas digitais, trata-se de iniciativas completamente distintas.

A Universidade Virtual de Angola é um projecto de ensino à distância que pretende disponibilizar cursos superiores através de plataformas online e que continua dependente de enquadramento legal próprio e de financiamento para a sua implementação. Já a Cátedra UNESCO de Ciência Aberta não é uma universidade nem atribui graus académicos. A sua função consiste em promover investigação, formação especializada, cooperação científica, produção de conhecimento e articulação entre instituições nacionais e internacionais.

Na prática, funcionará como uma plataforma de excelência dedicada à organização de seminários, conferências, programas de capacitação, cursos de curta duração, produção de estudos e apoio à formulação de políticas públicas baseadas em evidência científica... Adriano Kayunduma – Angola in “Expansão”


Instituto Internacional da Língua Portuguesa - Acolhe apresentação do livro infantil "A Coragem de Maria"

A Associação Projecto Escola de Vida lança o livro infantil "A Coragem de Maria" escrito por jovens autores do Clube de Leitura. A cerimónia de lançamento do livro aconteceu esta sexta-feira, 26, no salão do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), na Cidade da Praia


Numa nota enviada, a coordenação do Projeto Escola de Vida realça que A Coragem de Maria é uma história inspiradora que valoriza a coragem, a fé, a perseverança e os bons valores, promovendo o gosto pela leitura e incentivando a criatividade das crianças e adolescentes.

A mesma fonte relata que a obra representa o resultado de um trabalho contínuo de incentivo à leitura, à escrita e ao desenvolvimento das competências literárias dos participantes do Clube de Leitura do Projecto Escola de Vida.

O lançamento contou com momentos culturais protagonizados pelos alunos, apresentação da obra, sessão de autógrafos e partilha sobre o processo de criação do livro.

“Este momento marca mais uma importante conquista do Projecto Escola de Vida, que há vários anos trabalha para promover educação, cultura, leitura e desenvolvimento integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social”, cita.

Segundo a mesma fonte, a concretização deste projecto contou com o apoio do IILP, através do Fundo de Apoio a Pequenos Projetos, “reforçando o compromisso da instituição com a promoção da língua portuguesa, da leitura e da produção literária junto das comunidades”. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


Cabo Verde - Gilyto Mr. Entertainer celebra 27 anos de carreira com o lançamento de "Mundo Aveludado"

O cantor Gilyto Mr. Entertainer assinala os seus 27 anos de carreira com o lançamento do single "Mundo Aveludado", produzido em colaboração com Mark G.


Segundo uma nota enviada à imprensa, o tema inspira-se na sonoridade que marcou o final dos anos 90 e o início dos anos 2000, combinando a essência da Kizomba com influências do Zouk e do Konpa. A produção, adaptada aos padrões de 2026, preserva a nostalgia sem perder a actualidade.

Da autoria de Gilyto, a letra e a composição retratam a ligação inesperada entre duas pessoas, em que um simples abraço desperta uma química impossível de resistir. "É uma história sobre amor, energia positiva, cumplicidade e aquela conexão especial que só a música consegue transmitir", refere.

Ainda de acordo com a mesma fonte, trata-se de uma canção romântica produzida em parceria com Mark G., que promete marcar as pistas de dança e aquecer os corações durante este verão.

"A viagem começa com o saxofone marcante do músico peruano Aldo Dedios. Logo nos primeiros acordes, a sua interpretação imprime uma assinatura intensa, elegante e profundamente romântica, criando a atmosfera perfeita para uma 'Kizombada', onde dançar deixa de ser uma opção e passa a ser um impulso natural", descreve.

Nesta primeira fase, Gilyto disponibiliza apenas o áudio e o vídeo promocional do tema, já disponíveis no seu canal oficial no YouTube.

"Com uma produção cuidada e uma sonoridade envolvente, Mark G. e Gilyto criam uma faixa elegante, romântica e dançável, pensada para conquistar tanto os amantes da Kizomba tradicional como uma nova geração de ouvintes", realça. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”