Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Burkina Faso – Dispara produção de ouro após reforma que nacionaliza minas

Em 2025, o governo de transição concluiu a nacionalização de 5 activos de mineração de ouro, finalizando o processo iniciado em 2024 para reforçar o controlo sobre recursos minerais. Produção de ouro cresceu 47% num ano

O Fundo Monetário Internacional elogiou a "ambiciosa agenda de reformas governamentais" e a "gestão macroeconómica sólida" do Burkina Faso, no final de uma visita ao quarto maior produtor de ouro em África, que em 2025 atingiu uma produção recorde de 94 toneladas, mais 30 toneladas do que no ano anterior, segundo dados do ministro da Energia, Minas e Pedreiras, Yacouba Zabré Gouba.

O país é dirigido por um governo de transição presidido pelo capitão Ibrahim Traoré, desde Setembro de 2022, na sequência de um segundo golpe militar em oito meses. No espaço de quatro anos, as reformas do presidente interino fizeram disparar a produção de ouro, em 62% (de 58 toneladas em 2022 para 94 toneladas em 2025). A reforma incluiu a nacionalização de duas minas de ouro e a exigência de uma participação mínima de 15% em todos os investimentos estrangeiros no sector. Fiscalização mais apertada, para evitar o contrabando e a venda ilegal de ouro, também contribuíram para aumentar a produção.

"Políticas económicas sólidas e um rápido aumento das exportações contribuíram para o crescimento" e ajudaram o Burkina Faso a "manter a dívida pública numa trajetória sustentável, mantendo ao mesmo tempo a inflação sob controlo", afirmou Kenji Okumura, director-geral adjunto do FMI, chefe da delegação que visitou o país.

Segundo o FMI, que esteve no país poucos dias depois de o governo dissolver por decreto todos os partidos, num total de mais de 100 formações políticas, a economia do Burkina Faso têm-se mostrado "resiliente" no "meio de desafios humanitários e de segurança", graças a uma "gestão macroeconómica sólida" e uma "ambiciosa agenda de reformas governamentais".

Não é a primeira vez que o FMI elogia o governo interino do Burkina Faso, que, juntamente com o Mali e o Níger, iniciou um processo de ruptura com o Ocidente, principalmente com a antiga potência colonizadora da região do Sahel, a França. Os três países anunciaram a saída da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), em Janeiro de 2024, após sanções da organização na sequência dos golpes de estado, e criaram a Aliança dos Estados do Sahel, organização apoiada pela Rússia, com quem formalizou uma parceria estratégica de defesa e de segurança.

Reformas tiram o país da lista cinzenta do GAFI

No relatório sobre a quarta revisão ao programa aprovado em 2023, com um financiamento de 302 milhões USD, divulgado em Novembro de 2025, o FMI diz que as autoridades locais cumpriram "todas as metas indicativas quantitativas, com excepção de uma", graças a um "desempenho sólido" do governo, prevendo um crescimento de 5% em 2025, impulsionado pela "forte produção de ouro".

Segundo o FMI, as reformas implementadas pelas autoridades locais permitiram ao Burkina Faso sair da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira (GAFI), organismo que vela pelo cumprimento das leis do branqueamento de capitais e melhoraram os indicadores estruturais que promovem a governação fiscal e a transparência. Isabel Bordalo – Angola in “Expansão”


Portugal – Cosmoparolismo

Em despacho de 30 de Janeiro, o reitor da Universidade Nova determinou o que deveria ser óbvio: que “a denominação própria e característica das Instituições de Ensino Superior” deve ser feita de forma “inequívoca em língua portuguesa”, permitindo a designação bilingue das faculdades que o entendam, por exemplo, nas suas comunicações com organizações internacionais, desde que não suprimam a denominação em Português.

Não parece uma decisão disparatada ou insensata, muito pelo contrário. Aliás, o que parece estranho é que Instituições de Ensino Superior públicas se tenham começado a apresentar com designações em inglês (branding). Ou, em nome das alegadas vantagens de marketing da “internacionalização”, a direccionarem para o estrangeiro uma parte substancial do recrutamento dos seus alunos e à maioria das aulas, mesmo quando asseguradas por docentes indígenas, serem leccionadas em língua inglesa.

Em defesa dessas opções alega-se que, assim, conseguem maiores receitas com as matrículas e que a anglicização é um factor importante para a presença dessas instituições em posições de destaque em rankings internacionais. Em particular as faculdades (Schools) de Gestão (Business) e Economia (Economics) parecem cativadas por essa tendência e nota-se em muitos dos seus docentes um especial orgulho em fazerem parte de instituições que se esforçam por apagar a sua ligação a (menos a geográfica, porque o sol, as praias e a comida são trademarks de) Portugal.

A este respeito, para não me alongar no sarcasmo quanto à predominância da imagem em relação à substância, diria que o prestígio de uma instituição não depende da sua designação em língua estrangeira, por universal que seja. As alemãs TUM (Technische Universität München) ou LMU (Ludwig-Maximilians-Universität München) não precisaram de se anglicizar para manterem a sua reputação. A Sorbonne será sempre conhecida como tal. A École Polytechnique de Paris está no topo sem negar a sua origem. A ETH Zürich (Eidgenössische Technische Hochschule Zürich) está em 7.º lugar no QS World University Rankings 2026 sem necessitar de mais do que ter a funcionalidade, agora quase automática, de apresentar as suas informações em diferentes línguas no seu site. As restantes Universidades do Top-10 têm designações em inglês porque estão em países onde essa é a língua oficial (ou uma das oficiais, como em Singapura).

Além disso, no caso de instituições da rede pública, seria de pensar que as suas prioridades se direccionariam para os alunos nacionais e para o desenvolvimento do país, através da formação de capital humano altamente qualificado. Só que, em particular na área de business and economics, está bem à vista que a sua maior especialidade é na formação de comentadores mediáticos ou de autores de estudos de impacto muito discutível no desenvolvimento do “tecido empresarial”, se exceptuarmos fugazes unicórnios. Paulo Guinote – Portugal in Diário de Notícias

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Paulo Guinote - Professor do Ensino Básico

 

Angola - 25 em cada 100 jovens com mais de 5 anos nunca frequentou a escola

Número ascende A 7,6 milhões de pessoas. Os indicadores do Censo 2024 destapam a falta de investimento, e até de cuidado, na implementação de políticas públicas para melhorar o desempenho do sistema de educação, que é essencial para dotar a população de ferramentas que ajudam a quebrar ciclos de pobreza e de exclusão social


Os resultados do recenseamento geral da população e da habitação realizado em 2024, apesar das dúvidas sobre a qualidade da informação recolhida, trazem vários indicadores e pistas para entender melhor o País. No caso da educação, mesmo considerando alguma evolução em determinados segmentos, o Censo 2024 revela que, entre os 31,4 milhões de angolanos com mais de 5 anos, mais de 7,6 milhões nunca frequentaram uma escola. São quase 25 em cada 100 cidadãos acima dos 5 anos (24,2%).

Entre o elevado número de pessoas que nunca viram uma carteira escolar ou um professor, 4,4 milhões são mulheres, enquanto 3,2 milhões são homens, o que assinala uma disparidade de género no acesso à educação, em prejuízo do sexo feminino. Segundo os cálculos do Expansão, tendo em conta os resultados do Censo 2014, a proporção de pessoas que nunca frequentaram um estabelecimento de ensino aumentou na última década: passou de 22,5% (4,7 milhões entre 20,8 milhões de cidadãos com mais de 5 anos) para os referidos 24,2% apurados em 2024.

A mesma realidade verifica-se entre os 5 e 18 anos, onde a percentagem da população fora do sistema de ensino "aumentou em 12 pontos percentuais entre 2014 e 2024, passando de 22%, em 2014, para 34%, em 2024". "O maior aumento verifica-se no grupo etário 12-14 anos", admite o Instituto Nacional de Estatística no relatório final do Censo 2024.

"São factores como a pobreza, a falta de infraestruturas escolares nas zonas rurais, barreiras culturais, desigualdade de género e as limitações no acesso à educação, especialmente em áreas remotas, que justificam esta situação", explica Lando Pedro, professor universitário e especialista em Educação. Miguel Gomes – Angola in “Expansão”


Guiné-Bissau - Teve iniciativa de cancelar missão da CPLP

O Governo de transição da Guiné-Bissau afirmou que foi sua a iniciativa de cancelar a missão da CPLP ao país por não reconhecer legitimidade à presidência de Timor-Leste na organização de países de língua portuguesa.

Timor-Leste assumiu a liderança da Comunidade depois de a Guiné-Bissau, que tinha a presidência, ter sido suspensa na sequência do golpe de Estado de novembro de 2025, em que os militares tomaram o poder.

As autoridades timorenses anunciaram, na segunda-feira, o envio de uma missão de bons ofícios da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), prevista para de 17 a 21 de fevereiro, que deram como cancelada, num documento assinado pelo primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, a que a Lusa teve acesso.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, contactou a Lusa para esclarecer que “não foi Timor-Leste que cancelou” a missão, mas “foi o Governo da Guiné-Bissau”.

Segundo disse, a decisão foi comunicada às autoridades timorenses, numa carta com a data de 13 de fevereiro, em que Bissau informa que “não reconhece Timor-Leste como sendo presidente da CPLP ´Pro Tempore` (por um tempo)”.

O representante da diplomacia guineense acrescenta que “a Guiné-Bissau soube através da Comunicação Social que haveria uma Missão de bons ofícios a vir ao país”.

“Não houve concertação nenhuma”, vincou o ministro, numa alegação que consta da carta enviada por Bissau ao ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Benedito dos Santos Freitas, que deveria chefiar a missão.

A carta foi enviada um dia depois de o Governo da Guiné-Bissau ter sido informado pela embaixada de Timor-Leste em Lisboa do pedido de autorização para a missão se deslocar ao país, segundo ainda a diplomacia guineense.

Na resposta, o Governo da Guiné-Bissau assinala a inexistência de “qualquer concertação prévia com as autoridades guineenses relativamente às datas, modalidades ou condições de uma eventual missão”.

O Governo guineense regista ainda “as declarações recorrentes e públicas do primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão”, as últimas das quais se referiu à Guiné-Bissau como “um estado falhado”.

Para as autoridades guineenses, estas declarações “têm assumido um carácter abertamente hostil e desrespeitoso”, classificando-as “de natureza imprópria e incompatível com o decoro institucional”.

Refere ainda que “configuram uma interferência indevida nos assuntos internos da Guiné-Bissau e contribuem para a deterioração injustificada do ambiente político entre os dois Estados”.

Na carta, o Governo da Guiné-Bissau dirige-se também diretamente à CPLP, vincando que “no atual quadro das relações institucionais não reconhece, nem reconhecerá a alegada presidência ‘Pro Tempore’ da CPLP por Timor-Leste”.

Consequentemente, as autoridades guineenses referem que não lhes “é possível autorizar ou receber em território nacional uma missão mandatada em seu nome, até que haja a devida clarificação formal do enquadramento jurídico e político aplicável”.

A carta termina afirmando que o Governo da Guiné-Bissau mantém “a sua abertura a um diálogo franco e respeitoso, bem como a iniciativas bilaterais ou multilaterais que se fundem numa base clara, mutuamente acordada e plenamente respeitadora da soberania nacional”. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Portugal - Casa dos Livros celebra 50 anos da morte de Agatha Christie

A mostra "Mistérios em Exposição: a Dama do Crime nos Espólios da Casa dos Livros" está patente ao público até 8 de maio. Entrada livre


Em 2026, assinalam-se os 50 anos do falecimento da eterna Dama do Crime. Para destacar esta efeméride, a Casa dos Livros | Centro de Estudos da Cultura em Portugal da Universidade do Porto apresenta, pela primeira vez, uma exposição bibliográfica dedicada a narrativas de mistério e dedução, centrando-se exclusivamente na obra de Agatha Christie (1890-1976).

Dos espólios incorporados na Casa dos Livros, apenas três contêm obras desta escritora inglesa: as bibliotecas Ana Luísa Amaral, Maria Virgínia Monteiro e Vasco Graça Moura. Representam, no entanto, um pequeníssimo núcleo face ao conjunto de obras de mistério incorporadas nestes acervos.

A maioria dos livros exibidos na mostra Mistérios em Exposição: a Dama do Crime nos Espólios da Casa dos Livros pertence à Biblioteca Ana Luísa Amaral e foi publicada pela Livros do Brasil, editora das célebres coleções Vampiro e Vampiro Gigante, que marcaram gerações de leitores portugueses.

Esta é então uma oportunidade para desvendar os enigmas Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence, entre outros personagens que imortalizaram o nome de Agatha Christie.

Um desafio para os visitantes

Como em qualquer bom mistério, nem tudo é o que parece. Como tal, os visitantes da exposição são desafiados a olhar com atenção redobrada: ao terminar de ler as legendas ou o catálogo, devem tentar resolver um enigma que ficou aí escondido. O segredo? 36 letras. Dispersas ou camufladas, quando reunidas, formam uma das frases mais representativas de uma das obras da autora.

Estará o visitante à altura da perspicácia de Miss Marple ou das “pequenas células cinzentas” de Hercule Poirot? Uma questão para responder de 10 de fevereiro a 8 de maio, na Casa dos Livros.

Com entrada livre, Mistérios em Exposição: a Dama do Crime nos Espólios da Casa dos Livros pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30. Universidade do Porto - Portugal


Brasil - Museu da Língua Portuguesa seleciona interessados em pesquisar a língua portuguesa falada na América, África, Europa e Ásia

As pessoas escolhidas vão receber bolsas para participar de encontros e desenvolver pesquisas em cima do conteúdo da experiência da exposição principal Nós da Língua


O Museu da Língua Portuguesa abriu um edital para selecionar interessados em pesquisar a língua portuguesa e suas interdependências nos territórios da América, África, Europa e Ásia. A ideia é focar no conteúdo apresentado na experiência da exposição principal Nós da Língua, que explora a língua portuguesa falada nas nações da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e em outros territórios, como Macau, na China, e Goa, na Índia. Localizado na Estação da Luz, em São Paulo, o Museu é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo de São Paulo.

Iniciativa do Centro de Referência do Museu, o edital Língua Portuguesa no Mundo vai selecionar duas pessoas que já concluíram a graduação ou algum curso de pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado) em áreas como linguística, história, ciências sociais ou museologia. Cada uma delas receberá uma bolsa de R$ 3100 mensais por 6 meses, com possibilidade de renovação.

As pessoas selecionadas deverão produzir um levantamento do conteúdo da experiência Nós da Língua, elaborar artigos sobre a pesquisa realizada a serem publicados no sítio do Museu da Língua Portuguesa e desenvolver e ministrar palestras e oficinas sobre o que tem sido estudado. Ao longo do período de pesquisa, as pessoas serão acompanhadas pela área de Pesquisa e Documentação do Centro de Referência, que realizará encontros periódicos para supervisionar o andamento das pesquisas. 

Interativa, a experiência Nós da Língua permite que o visitante do Museu tenha acesso a dados a respeito de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe, entre outros territórios em que o português é falado. Além de curiosidades sobre a língua portuguesa falada nesses locais, há fotos, mapas e vídeos que apresentam informações sobre a história, conflitos e tradições culturais desses locais.

As inscrições podem ser feitas até o dia 19 de fevereiro por meio desta ligação. Por lá, há todas as informações sobre o edital e os documentos exigidos. In “Mundo Lusíada” - Brasil  


Cabo Verde - Concurso internacional para expansão do Porto Grande avaliado em 83 milhões de euros

O ministro do Mar anunciou que o concurso internacional para a construção da terceira fase do Porto Grande, do Mindelo, cujo investimento está avaliado em 83 milhões de euros, será lançado no dia 28 de Fevereiro


Jorge Santos falava ao presidir ao acto de assinatura de protocolos de cooperação entre a Enapor – Portos de Cabo Verde e a administração dos portos de Sines e do Algarve, bem como com a administração dos portos de Lisboa e de Setúbal e Sesimbra, todos de Portugal.

Segundo o ministro, com a expansão, o Porto Grande ganhará mais 400 metros e terá novos terminais, principalmente ao nível do transbordo, além de aumentar a capacidade de bunkering.

“Vamos fazer a duplicação do nosso porto, isto numa óptica de extensão, modernização e transformação do Porto do Mindelo, cada vez mais num porto transatlântico, com esse nível, e aumentar a capacidade de oferta de serviços a nível nacional, mas também a nível do Atlântico Médio”, explicou.

Além disso, conforme o governante, o Porto Novo, em Santo Antão, por seu lado, ganhará uma extensão de 275 metros, o que vai permitir a acostagem de grandes cruzeiros ou que grandes navios que saem de Portugal ou de qualquer outra origem possam também fazer a sua descarga nesse porto.

Conforme Jorge Santos, o Governo também projecta a terceira fase do Porto de Palmeira, na ilha do Sal, tendo em conta que se encontra numa ilha turística que recebe mais de 420 mil turistas por ano.

Segundo o ministro, o Governo também pensa priorizar, no próximo ciclo governativo, obras de expansão e modernização do Porto da Praia, para construir o corredor Praia-Dakar-Abidjan, bem como a modernização do Porto do Tarrafal de São Nicolau, na sua vertente de pesca, e do Porto de Vale de Cavaleiros, na ilha do Fogo.

Sobre os protocolos assinados entre a Enapor e os portos de Portugal, o ministro considerou que demonstram o alinhamento de Cabo Verde com as melhores práticas do mundo, uma vez que estabelecem o desenvolvimento de iniciativas conjuntas nas áreas da inovação, logística, sustentabilidade, segurança e formação.

Para o presidente do conselho de administração da Enapor, Ireneu Camacho, essa cooperação é “particularmente relevante”, pois permite à empresa “acelerar os processos de inovação, reforçar as competências técnicas” e aproximar o sistema portuário de Cabo Verde de padrões internacionais “de eficiência, segurança e sustentabilidade”.

Por seu lado, o presidente do conselho de administração dos portos de Sines e do Algarve, Pedro Ramos, em Sines existem mais de 20 rotas regulares que ligam essa cidade do distrito de Setúbal ao resto da Europa e ao mundo.

Por isso, vincou que “incluir Cabo Verde nesse eixo Europa-África-América, através do Atlântico, é absolutamente fundamental”.

Mas, sublinhou, o mais importante é “assinar e executar esses protocolos”.

Pedro Ramos informou que “são vários os eixos” que pretendem desenvolver com Cabo Verde, entre os quais a “digitalização, para simplificar processos, a descarbonização, a cibersegurança e a capacitação e qualificação” das pessoas.

O presidente do conselho de administração do Porto de Lisboa, do Porto de Setúbal e do Porto de Sesimbra, Vítor Caldeirinha, considerou que os portos de ambos os países podem “trocar experiências técnicas”, com destaque para a “descarbonização, a digitalização, concessões, a capacitação e a formação”. In “Balai Cabo Verde” com “Inforpress”