Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 25 de outubro de 2026

Canadá - Banda portuguesa mais antiga do país celebra seis décadas de história

A mais antiga banda portuguesa do Canadá celebrou no sábado 60 anos, unindo músicos que chegaram durante a emigração da década de 1960 a jovens luso-canadianos que continuam a preservar a tradição


“Para fazer marchas depressa e essas coisas todas, já fico cansado. Mais ou menos, vou pôr fim à minha carreira”, confessou à agência Lusa António Furtado, de 75 anos, que integra a Banda do Senhor Santo Cristo desde 1968.

Natural das Furnas, na ilha de São Miguel, chegou ao Canadá com 17 anos, quando a formação tinha apenas dois anos de existência. Quase seis décadas depois, continua a tocar saxofone, mas admite que os longos desfiles começam a pesar.

“Eu já vinha de lá como aprendiz, era um rapaz novo. Já havia a banda aqui e aqui fiquei”, recordou o músico, que chegou a Toronto para se juntar ao pai, emigrado anteriormente.

A Banda do Senhor Santo Cristo foi fundada em 16 de abril de 1966 por um grupo de emigrantes portugueses, para acompanhar as primeiras festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres em Toronto.

José de Medeiros esteve na origem da fundação, juntamente com Manuel Arruda e outros emigrantes, contando com o apoio do padre Alberto Cunha, primeiro presidente da Assembleia Geral, enquanto José Brasil assumiu a direção musical durante mais de duas décadas.

A primeira atuação aconteceu em 10 de junho de 1966, quando a banda desfilou pelas ruas de Toronto até ao Coliseum, no Exhibition Place, durante as comemorações do Dia de Portugal, numa cerimónia que, segundo a história da instituição, reuniu mais de 10 mil pessoas.

Para António Furtado, uma das recordações mais marcantes foi a primeira deslocação da banda aos Açores, em 1978, dez anos depois de ter chegado ao Canadá.

Ao longo das décadas, acompanhou o crescimento da comunidade portuguesa de Toronto, criando amizades que se mantêm até hoje e assistindo à entrada de novas gerações na instituição.

Seis décadas depois da fundação, a Banda do Senhor Santo Cristo continua presente nas festas religiosas portuguesas, mas também em eventos canadianos, incluindo o Desfile do Pai Natal de Toronto, a Parada do Dia do Trabalhador e a Parada do Dia de Portugal.

“Fazemos parte da comunidade portuguesa, e não só. Temos outras comunidades também desde 1966 e continuamos sempre”, afirmou à Lusa o presidente Marco Lima, de 47 anos, natural da ilha Terceira, nos Açores.

O dirigente, que integra a banda há mais de 30 anos, começou a tocar aos 14, desempenhou diferentes funções, incluindo a de maestro, e continua atualmente a tocar bombardino.

“Numa instituição como a nossa, durar 60 anos não é fácil. E está cada vez mais difícil. Mas é um marco muito grande para nós. Queremos mais 60 anos. Que venha mais gente para tomar o lugar e continuar sempre”, afirmou Marco Lima.

A formação conta atualmente com cerca de 45 músicos e mantém ensaios praticamente todas as semanas, reunindo elementos de diferentes idades e origens, segundo o maestro principal, Adriano Silva.

Nascido no Canadá, filho de emigrantes da ilha Terceira, Adriano Silva, de 45 anos, começou a aprender música aos nove anos, seguindo os passos do pai, que também integrou a banda nos primeiros anos da sua existência.

“Foi o meu pai que me trouxe para as bandas. Eu comecei nas bandas filarmónicas com nove anos de idade e, desde aí, foi sempre para a frente”, recordou o maestro, que dirige a formação há uma década.

O repertório reflete também a evolução da comunidade, combinando marchas e músicas populares portuguesas com temas contemporâneos, incluindo ‘rock’, música ‘pop’ e fados acompanhados por vocalistas.

“Às vezes sentimos o que está popular agora, o que o pessoal está a ouvir, as músicas ‘pop’. Se a gente pode tocar isso, às vezes atraímos o interesse de quem está a ouvir a banda”, explicou o maestro, que procura adaptar as atuações aos diferentes públicos sem perder a identidade cultural da instituição.

Em junho, a banda regressou à ilha Terceira para participar em festividades locais, numa deslocação que o maestro classificou como um dos momentos mais marcantes da sua carreira.

A transmissão da tradição musical entre gerações está também presente na história dos irmãos Ruben e Lucas da Rocha, de 20 e 19 anos, respetivamente, ambos nascidos no Canadá e filhos de portugueses.

Ruben da Rocha começou a tocar caixa aos 11 anos, depois de assistir a uma festa e ficar impressionado com uma medalha recebida por um músico, o que despertou o seu interesse pela banda.

“Perguntei à minha mãe como podia ter uma coisa assim e ela disse-me que precisava de estar na banda. Foi aí que disse ao meu pai que queria fazer isto”, contou à Lusa o jovem, que integra a formação há cerca de nove anos.

O irmão, Lucas da Rocha, juntou-se à instituição este ano e também toca percussão.

“É muito divertido, saímos de casa, convivemos com outras pessoas. Esta banda é uma família para nós”, afirmou Lucas da Rocha, manifestando a intenção de continuar ligado à formação.

Para Ruben da Rocha, a participação na filarmónica ultrapassa a aprendizagem musical, constituindo uma oportunidade de convívio e de ligação à comunidade portuguesa.

“Muitos jovens agora não querem fazer isto. Eu acho que deviam, porque é algo muito bom. Para os jovens luso-canadianos, saiam de casa e juntem-se à banda. Precisamos de mais jovens”, apelou.

Também Júlia Silva, de 16 anos, nascida no Canadá, integra a Banda do Senhor Santo Cristo há cerca de quatro anos, desempenhando a função de porta-bandeira.

Filha do maestro Adriano Silva, a jovem representa uma nova geração de luso-canadianos que mantém a ligação à cultura portuguesa através da participação nas atividades da instituição.

“É muito importante socializar, falar com toda a gente, divertirmo-nos e manter a cultura viva”, declarou à Lusa.

Júlia Silva pretende continuar ligada à banda, considerando essencial assegurar que as tradições portuguesas sejam transmitidas às gerações seguintes.

“É importante manter a banda viva, para que continue durante gerações e gerações, e preservar as nossas tradições”, acrescentou.

Apesar da presença de jovens, Marco Lima reconheceu que a diminuição da emigração portuguesa e a redução do número de festas tradicionais representam desafios financeiros para a instituição.

“A emigração para cá começou a acabar, as festas começaram a acabar. As nossas tradições, se não tiverem cuidado, vão-se acabando. E financeiramente não é fácil, porque só se ganha com as festas e estão a acabar”, alertou.

O presidente explicou que a banda depende do trabalho voluntário, das receitas das atuações e de iniciativas comunitárias, beneficiando da ligação à Igreja de Santa Maria, em Toronto, que permite reduzir os custos de funcionamento.

“É tudo voluntário, ninguém ganha dinheiro. É com ajudas de pessoas, da comunidade, jantares e festas que se consegue andar para a frente. Não há ajudas do Governo, é tudo do nosso trabalho”, explicou.

Marco Lima apelou ainda a uma maior participação da comunidade portuguesa na vida das instituições culturais, considerando que a sua sobrevivência depende do envolvimento das famílias e dos mais jovens.

Durante a gala comemorativa, realizada no Centro Cultural Português de Mississauga, na província do Ontário, a vice-presidente Debbie Goulart recordou que conheceu o marido na banda, com quem está casada há 30 anos, e destacou a ligação dos três filhos à instituição, numa história familiar que atravessa quatro gerações.

Para António Furtado, que acompanhou praticamente toda a história da instituição e agora admite estar próximo de abandonar os desfiles, a continuidade da banda está sobretudo nas mãos das famílias que nela cresceram.

“Enquanto viverem os netos e os filhos, sempre vai continuar”, concluiu. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


Reino Unido - Investigadores emigrados no país debatem regresso a Portugal

A circulação de talentos entre Portugal e o Reino Unido e as dificuldades sentidas por investigadores portugueses que pretendem regressar ao país foram os temas centrais de um encontro anual que decorreu no sábado em Londres


Sob o título “Sem Fronteiras: Talento em Movimento entre Portugal e o Reino Unido”, o Luso2026 reuniu estudantes, investigadores e profissionais diplomados portugueses, com painéis de debate, sessões de ‘networking’ e uma sessão de recrutamento.

“O tema deste ano não foi um tema novo”, salientou à Agência Lusa a presidente da Associação dos Investigadores e Estudantes Portugueses no Reino Unido (PARSUK), Catarina Liberato, sublinhando que o foco esteve nos instrumentos que Portugal está a desenvolver para trabalhar com quem está fora do país.

A dirigente explicou que continua a ser um grande desafio a situação de investigadores que procuram ativamente regressar a Portugal, mas não encontram oportunidades concretas.

“Temos muitos investigadores que já não estão felizes no Reino Unido, porque as condições já não compensam tanto, e que querem voltar para Portugal, mas não veem forma disso acontecer”, afirmou Catarina Liberato.

Para responder a esta procura, a PARSUK introduziu este ano uma nova iniciativa, o ‘Talent Exchange’, assente em parcerias estratégicas com empresas e instituições interessadas em contratar pessoal altamente qualificado nos dois países.

Entre os parceiros referidos estão a fabricante de drones Tekever, a ‘fintech’ Noxus, o centro de investigação de Coimbra GeneT, e a Agência Galega de Inovação, esta em Espanha.

Ausentes, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, enviaram mensagens em vídeo.

Do programa de oradores constou o recém-nomeado presidente da Agência para a Investigação e Inovação (AI2), João Barros, o chefe de missão adjunto da Embaixada do Reino Unido em Lisboa, Nigel Boud, e o antigo secretário de Estado da Internacionalização Bernardo Ivo Cruz. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Difícil de amar


 









Vamos aprender português, cantando

 

Difícil de amar

 

Estou no carro a chorar

com o meu namorado

deve ser tão difícil viver comigo ao teu lado

a rádio a tocar

pára e olha para mim

e pergunta porque é que eu não faço mais música assim

 

Sinto-me tão sozinha

sou sempre a mesma

não és tu sou eu de certeza

vou dormir

não consigo não pensar

que devias estar com alguém

que fosse mais fácil de amar

 

Às vezes eu fico agarrada aos joelhos

nem tu, nem terapia, nem cem mil conselhos

nada me consegue curar

porque é que eu sou tão difícil de amar

 

Tenho tantas vozes que eu não quero ouvir

eu achei que contigo eu ia conseguir 

mas nada me consegue curar

porque é que sou tão difícil de amar

 

Sou culpada por querer mais

estás certo por dar pouco

tu evitas, vou atrás de ti

feitos um para o outro

 

Corro atrás dos sinais

eles correm atrás de mim

estás tão farto de ouvir-me a chorar

não queres isto para ti

 

Sinto-me tão perdida

eu tenho a certeza

nunca estive tão indefesa

 

Vou dormir e estás ao meu lado a pensar

que devias estar com alguém

que fosse mais fácil de aturar

 

Às vezes eu fico agarrada aos joelhos

nem tu, nem terapia, nem cem mil conselhos

nada me consegue curar

porque é que eu sou tão difícil de amar

 

Tenho tantas vozes que eu não quero ouvir

eu achei que contigo eu ia conseguir 

mas nada me consegue curar

porque é que sou tão difícil de amar

 

Eu fico e sofro até ao fim

deprimida vinculada a ti

e outros entendem-nos mal

e sou eu a culpada por tu seres tão mau

 

O teu amor deixa marca

eu não vejo luz estou tão apagada

e é mesmo assim

que gostas de mim

 

Às vezes eu fico agarrada aos joelhos

nem tu, nem terapia, nem cem mil conselhos

nada me consegue curar

porque é que eu sou tão difícil de amar

 

Tenho tantas vozes que eu não quero ouvir

eu achei que contigo eu ia conseguir 

mas nada me consegue curar

porque é que sou tão difícil de amar

porque é que sou tão difícil de amar

porque é que sou tão difícil de amar

 

Francisca Borges - Portugal


sábado, 24 de outubro de 2026

Moçambique - Quer atrair indústrias chinesas para produzir e exportar em África

O presidente da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) defendeu ontem em Macau a transferência de indústrias chinesas para o país africano, considerando que este mercado pode assumir um papel estratégico para a China na região


“Moçambique poderia ser um país na região importante para a China. Primeiro, porque está bem localizado, segundo, porque penso que podíamos deslocar algumas indústrias da China hoje para Moçambique”, afirmou Lucas Chacine em declarações aos jornalistas à margem da abertura da 31.ª Feira Internacional de Macau (MIF).

Os sectores do vestuário, a indústria automóvel ou de maquinaria são áreas com potencial, apontou. Moçambique pode servir “como uma plataforma para produzir, nem que seja alguns componentes”, disse. “É possível produzir em Moçambique, para consumir em Moçambique, mas também para exportar para o vasto mercado regional”, continuou.

Chacine destacou a disponibilidade de mão de obra no país, onde todos os anos entram cerca de 500 mil jovens no mercado de trabalho. O dirigente considerou que a cooperação entre os dois países deve evoluir de uma relação não apenas centrada no consumo para uma maior aposta na produção em território moçambicano. Questionado sobre se a instabilidade em Moçambique pode afastar a China ou outros investidores, o presidente da CCM rejeitou a possibilidade.

O Banco de Moçambique identificou em junho a tensão pós-eleitoral e a instabilidade militar em Cabo Delgado como algumas das principais vulnerabilidades que afetaram a estabilidade financeira do país em 2025.

Os protestos que se seguiram às eleições gerais de outubro de 2024 durante os cinco meses seguintes provocaram mais de 400 mortos e a destruição de empresas e património público, afetando a atividade económica em vários setores.

Sobre esse contexto político, o Relatório de Estabilidade Financeira de 2025 do banco central moçambicano refere que “os efeitos da tensão pós-eleitoral sobre a maioria dos setores de atividade influenciaram o desempenho da economia”, afetando a circulação de pessoas e bens, reduzindo o volume de negócios e contribuindo para o aumento do desemprego. “Moçambique é um país estável. Temos alguns focos [de violência] hoje no norte de Moçambique, bem identificados, mas temos um país em paz. Houve naturalmente aquela bolha pós-eleitoral, mas está totalmente controlada”, declarou Lucas Chacine.

Sobre a cooperação com os restantes países de língua portuguesa, representados na 31.ª MIF, o responsável indicou ontem que a CCM propôs recentemente a criação de uma plataforma conjunta das câmaras de comércio lusófonas para reforçar o diálogo empresarial e a abordagem comum a mercados como Macau e a China.

A plataforma, continuou o líder da CCM, deverá permitir aos países lusófonos aproveitarem as respetivas experiências de desenvolvimento e discutirem formas de entrada em novos mercados.

Mais de duas décadas depois, o desígnio identificado em 2003 está agora a ser alargado aos países de língua espanhola. Sobre esta nova orientação, Chacine manifestou-se favorável, defendendo uma maior abertura económica e cultural, desde que exista reciprocidade no acesso aos mercados. “Desde que não haja países que só servem para importar e os outros para exportar. Penso que se houver uma abertura em que os nossos países, as nossas empresas tenham também acesso a esses mercados, é positivo e é muito bem-vindo. Acho que temos de mudar esse paradigma”.

O responsável sublinhou ainda que Moçambique tem vindo a adotar medidas para promover a transformação de matérias-primas antes da exportação. “Hoje a palavra de ordem é transformar pelo menos uma parte para podermos ver esses mercados, não apenas como fornecedores de matéria-prima, mas também de produtos manufaturados”, afirmou. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


Macau - Empresas chinesas querem usar a Região como “trampolim” para mercados lusófonos e hispanófonos

Empresários chineses afirmaram ontem querer utilizar “Macau como trampolim” para promover os seus produtos nos mercados de língua portuguesa e espanhola


“O objectivo de escolher Macau é aproveitar Macau como trampolim”, disse Liu Yusha, presidente do conselho de administração da empresa Guangdong Yidaominglei Health Industry Investment Group, no segundo dia da 31.ª edição da Feira Internacional de Macau (MIF).

A companhia chinesa fundada em 2020 dedica-se à investigação e desenvolvimento biotecnológico, produtos de saúde e equipamentos inteligentes de saúde.

A China designou Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com o mundo lusófono em 2003, ano em que criou o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Mais de duas décadas depois, o desígnio foi alargado aos países de língua espanhola. “Através desta plataforma, esperamos que os nossos produtos possam circular por todo o mundo”, afirmou Liu, descrevendo a intenção da sua própria empresa.

Liu apontou que, no setor da saúde, o desenvolvimento interno enfrenta “muitos estrangulamentos políticos”, enquanto Macau e Hengqin (Ilha Montanha) oferecem agora “um forte apoio político” como base da indústria da saúde da Grande Baía.

O empresário mencionou também um evento organizado no ano passado pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), que apresentou o seu grupo à Nam Yue Group, uma empresa estatal chinesa sediada em Macau. “A nossa empresa estabeleceu uma ligação com a medicina natural e temos agora uma cooperação profunda”, afirmou, referindo também uma colaboração com uma equipa de investigação biotecnológica da Universidade de Macau, que, afirmou, está a “ajudar a melhorar o desenvolvimento de produtos e a modernizar a medicina tradicional chinesa”. Liu elogiou ainda o Governo de Macau por proporcionar apoio financeiro e subsídios para a investigação e desenvolvimento, além de “um apoio político muito bom”.

Por seu lado, He Haiming, presidente do conselho de administração do Macau Expo Group, também presente na conferência, disse que a indústria de exposições do território pode servir de “ponte interna e externa”, ligando a região da Grande Baía ao mundo.

“A vantagem de Macau é o seu posicionamento em relação aos países de língua portuguesa”, afirmou He, acrescentando que a plataforma está a ser alargada aos países de língua espanhola, nove países lusófonos e 21 países hispanófonos. “A edição anterior foi muito boa e fomos muito ativos. Desta vez inscrevi-me mais cedo, por isso também fui selecionado como orador convidado para um fórum paralelo, porque esta edição construiu uma plataforma muito boa”, disse.

He destacou também o papel de ponte de Macau através das suas comunidades chinesas no estrangeiro. “Este ano, o chefe do executivo visitou o Sudeste Asiático. Muitos residentes de Macau são chineses no estrangeiro, e utilizamos esta rede de chineses no estrangeiro como ponte para sair. Neste evento, houve muitas visitas de retorno de Singapura, Indonésia e Malásia”, concluiu. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


Internacional - 77 investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra integram lista dos 2% de cientistas com maior impacto mundial

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) conta com 77 investigadores na World’s Top 2% Scientists List, uma classificação internacional elaborada pela Universidade de Stanford, em parceria com a editora científica Elsevier, com base em dados bibliométricos da base de dados Scopus.


A lista contempla duas categorias: o impacto científico alcançado em 2025 e o impacto acumulado ao longo da carreira. Na primeira, estão incluídos 62 investigadores da FCTUC, enquanto 46 integram a classificação relativa ao percurso científico. Do total de 77 investigadores identificados, 31 figuram simultaneamente nas duas categorias.

A nível global, a Universidade de Coimbra conta com 111 investigadores na lista relativa ao impacto científico em 2025 e 72 na classificação que considera o impacto ao longo da carreira.

A Stanford / Elsevier World’s Top 2% Scientists List baseia-se em indicadores bibliométricos aplicados à produção científica indexada na Scopus, permitindo identificar investigadores com elevado impacto científico, tanto numa perspetiva anual como ao longo da carreira.

A lista completa pode ser consultada aqui. Universidade de Coimbra - Portugal


Cabo Verde - Sos Mucci apresenta “Mantenha” uma canção que une batuku, memória e identidade cabo-verdiana

Cidade da Praia – O artista cabo-verdiano Sos Mucci lança, no dia 30 de Outubro, “Mantenha”, o seu novo single, que estará disponível em todas as plataformas digitais e que cruza o batuku, a memória e a identidade cabo-verdiana.


Segundo um comunicado da produtora, o novo tema conta com a participação de Ana Mileida e Mileny Gomes e desenvolve-se em torno de uma narrativa de amor, distância e arrependimento.

“A canção aproxima a saudade da possibilidade de reencontro. A mensagem que dá nome ao tema liga memória e identidade cabo-verdiana”, refere a produtora.

De acordo com a mesma fonte, o batuku ocupa um lugar central nesta proposta musical, que reúne os três artistas numa canção profundamente ligada à expressão musical cabo-verdiana.

O lançamento está agendado para 30 de Outubro, sendo Cabo Verde e Portugal os mercados prioritários da campanha de promoção.

Segundo a organização, esta prioridade não implica quaisquer restrições territoriais à distribuição do single. In “Inforpress” – Cabo Verde