Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 26 de setembro de 2026

Moçambique - Emílio Cossa relança “Ritmo, Alma e Poesia” e revisita a história do Hip Hop moçambicano

O escritor e investigador cultural Emílio Cossa lançou no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, a segunda edição do livro “Ritmo, Alma e Poesia – A História e as Estórias do Hip Hop em Moçambique”.


A apresentação da obra foi feita pelo rapper DingZwayu, tendo seguido a exibição do filme “Quem Constrói o Som?”, de Epodez da Siderurgia.

Publicado pela primeira vez em 2019, o livro reúne memórias, testemunhos e experiências de protagonistas do Hip Hop, acompanhando a evolução do movimento desde as primeiras manifestações, no final da década de 1980, até à actualidade.

A obra percorre diferentes regiões do país, do Rovuma ao Maputo, destacando artistas, espaços de criação e as várias formas de expressão e apropriação da cultura Hip Hop em Moçambique.

Na nova edição, Emílio Cossa amplia e actualiza a abordagem, incorporando novos contributos e reflectindo sobre as transformações provocadas pela digitalização, pelo surgimento de novas sonoridades e linguagens e pela entrada de novas gerações no movimento.

Autor, editor, investigador cultural e fundador da Editora Kulera, Emílio Cossa tem dedicado o seu trabalho à documentação e preservação da memória cultural moçambicana, com particular atenção às expressões culturais urbanas e ao Hip Hop. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Angola - Kanguimbu Ananaz prepara-se para lançar o livro “A Casa e o Botão”

A escritora Kaguimbu Ananaz está, neste momento, a preparar-se para fazer o lançamento do livro “A Casa e o Botão”. Ainda sem uma data prevista para a apresentação da nova obra, a escritora abordou o processo e a linhagem de escrita nas entrelinhas de uma publicação feita na sua página oficial

Durante a preparação do livro chancelado pela Elite Editora, de acordo com a publicação, Kanguimbu Ananaz declarou que viveu paragens, dores, suores, lágrimas, trabalho, fala interior e pensamento ecológico.

“Na escrita, faço alinhamento com o ritmo, diálogo, personagem e os lugares de memórias. Não é tão fácil, levei anos a elaborar, nada a ver com IA (Inteligência Artificial)”, escreveu.

A literatura-literária, prosseguiu nas entrelinhas, leva-a a ampliar os horizontes, conhecimentos, percebendo o mundo, a realidade artística e cultural de Angola e do mundo.

Segundo Kanguimbu Ananaz, o livro A Casa e o Botão é uma obra com pendor educativo e pedagógico e foi no silêncio que surgiu a sua imaginação e criatividade. In “O País” - Angola


Lusofonia - Candidaturas à 45.ª edição do Prémio Ferreira de Castro abertas até 11 de Dezembro

Cidade da Praia - Jovens dos países de língua portuguesa podem concorrer até 11 de Dezembro à 45.ª edição do Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro, uma iniciativa que pretende incentivar a criatividade e revelar novos talentos na área da escrita.


Segundo informações divulgadas na página Camões, I.P, o concurso, promovido pela Associação do Prémio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro, destina-se a jovens portugueses, lusodescendentes e oriundos de países de língua oficial portuguesa.

Nesta edição os participantes podem concorrer nas modalidades de conto e relato de viagem.

O concurso está dividido em dois escalões, sendo o escalão A destinado a jovens dos 12 aos 15, e o escalão B dirigido a participantes dos 16 aos 25 anos.

Os trabalhos a submeter devem ser estritamente originais e inéditos, com limites de 10 páginas para o Escalão A e de 15 páginas para o Escalão B, prevendo-se a atribuição de um primeiro prémio de mil euros em cada categoria e escalão.

As propostas podem ser enviadas de forma online na plataforma oficial da organização ou entregues na sede do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, Portugal, admitindo-se até dois trabalhos por participante.

A iniciativa visa homenagear a memória do escritor português Ferreira de Castro e valorizar o contributo da diáspora lusófona na preservação e promoção da língua e da cultura portuguesas. In “Inforpress” – Cabo Verde

Regulamento e outras informações

Mais esclarecimentos através do endereço de email:

apnljfc@esfcastro.pt


Cabo Verde - Edson Dany lança single “N’Tenta”

Cidade da Praia – O artista cabo-verdiano Edson Dany lançou o single “N’Tenta”, uma música romântica que retrata a história de um casal em crise, em que apenas uma das partes procura lutar pela continuidade da relação.


Em declarações à Inforpress, Edson Dany explicou que a música aborda uma relação marcada por problemas, na qual apenas um dos parceiros procura encontrar uma solução e salvar a união, enquanto o outro “não faz nada”, demonstra desinteresse e não toma iniciativa para ultrapassar as dificuldades.

Segundo Edson Dany, “N’Tenta” mantém a linha musical que tem marcado o seu percurso, com temas ligados ao amor e melodias de “compasso lento”.

O artista explicou que, habitualmente, as suas músicas começam a partir de um tema e vão ganhando forma durante o processo de criação, ou seja, que a composição não é totalmente definida desde o início.

“A primeira palavra que começamos a escrever vai seguindo a linha de pensamento e acabamos por terminar a música”, descreveu, acrescentando que, no seu processo criativo, começa geralmente por fazer a melodia e só depois trabalhar a letra.

O artista considerou que é actualmente um músico mais maduro e que essa maturidade também se reflecte na forma como encara a criação musical.

“Hoje não tenho pressa de escrever música”, disse, embora reconheça que sente a necessidade de colocar um novo disco no mercado.

Para o cantor, contudo, um novo trabalho deve ser preparado com tempo e estudado antes de ser apresentado ao público.

Com uma carreira iniciada aos 11 anos, Edson Dany recordou alguns momentos do seu percurso musical, como a participação, em 1999, no projecto “Ayam”, ao lado de Tcheka, Vadu e Princezito.

Em 2001 integrou o projecto “Verão”, que contou com a música “Ca Tem Dispidida”, e, dois anos depois, lançou o seu primeiro CD a solo.

Apesar de acompanhar as tendências musicais do momento, o cantor avançou que procura preservar a sua identidade artística.

Sobre o actual cenário musical, Edson Dany disse respeitar as diferentes opções e estilos dos artistas, considerando que cada músico tem os seus gostos e capacidades e que muitas pessoas fazem música simplesmente porque gostam.

O cantor abordou ainda o impacto da inteligência artificial na produção musical, particularmente quando esta é utilizada para substituir a voz do próprio intérprete.

Na sua perspectiva, quando um artista recorre à inteligência artificial e não utiliza a sua própria voz numa música, essa diferença poderá ser vista claramente quando chegar o momento de actuar ao vivo. In “Inforpress” – Cabo Verde


sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Moçambique - Maria Helena Pinto lança quatro obras dedicadas à dança, ao corpo e à condição humana

A coreógrafa, bailarina, professora de dança, investigadora da dança contemporânea em Moçambique e produtora de espectáculos e eventos artístico-culturais Maria Helena Pinto prepara o lançamento de quatro obras literárias, marcado para 7 de Outubro, às 17h30, no Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Portugal em Maputo.

As obras encontram-se em pré-venda até 30 de Setembro e exploram diferentes perspectivas sobre a vida, a arte, o corpo, a criação, a dança e as complexidades do ser humano.

Entre os títulos está Rugidos do Silêncio, uma reflexão sobre silêncios, inquietações e verdades que muitas vezes permanecem ocultas. A obra convida o leitor a questionar aquilo que nem sempre é verbalizado, numa perspectiva de resistência.

Em A Engenharia do Coreógrafo, Maria Helena Pinto aborda o processo criativo e a construção do pensamento coreográfico, relacionando a ideia de engenharia com a transformação de ideias, corpos e movimentos em estrutura, linguagem e identidade artística.

Já Nudez e Dança percorre questões relacionadas com o corpo, culturas, identidades e valores, incluindo reflexões sobre a história da nudez e a sexualização do corpo feminino. A obra propõe um olhar sobre as diferentes formas como a sociedade interpreta o corpo e a nudez.

Por sua vez, Flores, Sangue e Cinzas explora temas como natureza, morte, dor, amor, dança, mulheres, resistência, memória e transformação, recorrendo a uma abordagem marcada pelo simbolismo e pelas contradições da vida.

As quatro obras são apresentadas como diferentes caminhos de leitura e reflexão, procurando provocar questionamentos, ampliar perspectivas e despertar sensibilidades para além da última página. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Macau - É o quarto território mais rico do mundo

Macau ficou em quarto lugar na lista dos países e regiões mais ricos do mundo, com 134,485 dólares norte-americanos em termos de PIB-PPC per capita. O ‘ranking’, compilado pela revista Global Finance, posiciona a Singapura em primeiro lugar, Portugal em 43.º e o Brasil em 83.º.


A revista Global Finance posicionou Macau no quarto lugar da lista dos territórios mais ricos do mundo, pelo segundo ano consecutivo.

O ‘ranking’, calculado anualmente desde 2010, tem por base o cruzamento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita com os valores da Paridade do Poder de Compra (PPP) de cada economia mundial, para reflectir o custo de vida real e a riqueza por habitante. De acordo com a publicação, o índice PIB-PPP per capita associado à RAEM é agora de 134,485 dólares norte-americanos.

A descrição feita pela Global Finance começa por referir o princípio “Um País, Dois Sistemas”, que permitiu à região liberalizar a indústria do jogo em 2001 e desfrutar de uma “autonomia económica significativa”. Desde então, “esta estreita península situada a sul de Hong Kong tem visto a sua riqueza crescer a um ritmo impressionante, tornando-se um dos territórios mais ricos do mundo”. De facto, a análise dos resultados do ‘ranking’ dos anos anteriores permite confirmar que, de 2010 a 2019, a região oscilou sempre entre a segunda e primeira posições, encabeçando a lista em 2014, 2017 e 2018.

A partir de 2019, a pandemia de Covid-19 “levou ao encerramento das fronteiras e a uma queda repentina das receitas”, como também se comprova na evolução da lista. Entre a selecção de 16 países e territórios, Macau caiu para o 13.º lugar em 2020 e acabou mesmo por ficar em última posição em 2021 – sem, no entanto, abandonar o ‘ranking’. Em 2024, a região acabaria por alcançar o 3.º lugar, o mais alto desde a pandemia de Covid-19, antes de descer para o 4.º lugar em 2025.

A Global Finance nota que o impacto da pandemia resultou na “intensificação dos esforços para reduzir a dependência excessiva do sector do jogo” e na tentativa de promover Macau como “um centro regional para eventos e convenções internacionais, comércio, finanças e serviços tecnológicos”. A revista acrescenta que “Macau mantém uma adesão à Organização Mundial do Comércio independente da China continental e oferece um ambiente favorável aos investidores, com restrições mínimas ao investimento estrangeiro em comparação com as empresas nacionais”. Aponta, no entanto, que persistem ainda alguns “pontos fracos, incluindo a escassez de recursos humanos e ineficiências regulatórias”.

Na secção específica sobre Macau, detalha-se ainda que o PIB se fixou em 52,4 mil milhões de dólares americanos em 2025, enquanto o rendimento ajustado pela PPP por habitante atingiu o valor de 140,625 dólares.

A lista de 2026 é liderada por Singapura, com um índice PIB-PPP per capita de 164,317 dólares norte-americanos, seguida pelo Luxemburgo e a Irlanda. Abaixo de Macau, surgem o Catar, a Noruega, a Suíça, o Brunei, os Estados Unidos, a Dinamarca, os Países Baixos, San Marino, os Emirados Árabes Unidos, a Islândia, Hong Kong e Andorra.

De acordo com os dados, o índice PIB-PPP per capita de Hong Kong é de 80,323 dólares, enquanto o da China continental se fixou em 29,352 dólares.

A revista Global Finance reconhece que “muitos dos países mais ricos do planeta são também bastante pequenos”, por beneficiarem de “sectores financeiros e regimes fiscais sofisticados que atraem investimento estrangeiro substancial, talentos profissionais e grandes depósitos bancários” – ou, no caso do Catar ou dos Emirados Árabes Unidos, por possuírem “grandes reservas” de recursos naturais lucrativos. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”




Timor-Leste - Banco Asiático de Desenvolvimento melhora previsão de crescimento para o país

O Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) melhorou a previsões económicas para Timor-Leste, projectando que a economia cresça 4% em 2026 e 4,1% em 2027, segundo o relatório das perspectivas económicas para a Ásia e Pacífico. Nas previsões de julho, o BAD previa um crescimento de 3,8% em 2026 e de 4% em 2027. “A previsão de crescimento económico para 2026 foi revista em alta, apoiada pelo aumento da despesa pública e pela robustez da procura interna num contexto de baixa inflação”, pode ler-se no relatório. O documento indica também que a despesa pública, com a aprovação de um Orçamento do Estado retificativo devido ao conflito do Médio Oriente, o crédito ao setor privado e à adesão à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) estão a sustentar o consumo e o investimento. “O crescimento do crédito, apoiado por um enquadramento jurídico mais favorável e por uma infraestrutura financeira mais sólida, deverá reforçar o contributo do investimento para o crescimento”, salienta o BAD.


A adesão à ASEAN, segundo a instituição financeira, atraiu novos investidores e turistas e aumentou a mobilidade de visitantes. O Orçamento do Estado retificativo, aprovado para manter a inflação baixa, reforçar as reservas de combustível e arroz e apoiar os grupos mais vulneráveis e determinadas instituições deverão também, segundo o BAD, “aumentar ligeiramente o contributo do consumo público para o crescimento económico”. Aquelas medidas têm também contribuído para a estabilidade dos preços, mantendo a inflação abaixo das previsões. “Apesar de um aumento gradual da inflação nos bens transacionáveis e não transacionáveis, a inflação média situava-se em 0,7% em julho de 2026, enquanto a inflação alimentar atingia 1,5%, apenas 0,2 e 0,3 pontos percentuais acima dos níveis registados em dezembro de 2025, respetivamente”, explica o BAD. Tendo em conta a persistência de uma inflação baixa e o apoio governamental para mitigar eventuais impactos geopolíticos, o BAD salienta que as previsões de inflação foram revistas em baixa face às previsões de julho de 2026, para 1% em 2026 e 1,8% em 2027.

O BAD adverte que subsistem fatores de risco que podem afetar negativamente as perspetivas económicas, incluindo interrupções no abastecimento de combustível e aumento dos preços das importações devido ao conflito no Médio Oriente e impactos mais severos do fenómeno El Niño. A Organização Meteorológica Mundial alertou no início de setembro que o fenómeno El Niño está a intensificar-se e que deverá atingir uma intensidade “muito forte” com uma probabilidade “próxima dos 100%” de durar até fevereiro de 2027. O El Niño é um fenómeno natural que se repete a cada dois a sete anos. As águas superficiais do Pacífico equatorial central e oriental começam a aquecer na primavera, levando a grandes alterações nos padrões de vento, pressão e precipitação em todo o mundo nos meses seguintes. In “Ponto Final” - Macau