Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Macau - Bibliotecas públicas já têm 120 mil livros em língua portuguesa

As bibliotecas públicas de Macau tinham um total de aproximadamente 120 mil livros escritos em língua portuguesa até ao fim do ano passado, tendo o volume aumentado cerca de 2% face a 2021, constatou o Instituto Cultural (IC), em resposta ao Jornal Tribuna de Macau. Por outro lado, o IC revelou que, de 2022 ao corrente ano, o Fundo de Desenvolvimento da Cultura subsidiou a publicação de 28 livros e publicações na Língua de Camões, para os quais concedeu apoios financeiros de 1,5 milhões de patacas no total. Já o próprio IC publicou 45 obras em português, entre 2021 e Maio deste ano


Até ao final de 2025, as bibliotecas públicas em Macau acolhiam um total de cerca de 120 mil livros em língua portuguesa, o que representa um acréscimo de aproximadamente 2% em relação a 2021, revelou o Instituto Cultural (IC), numa resposta enviada ao Jornal Tribuna de Macau. Segundo frisou, essas bibliotecas subordinadas ao IC têm enriquecido de forma contínua o acervo, conforme o princípio das “Políticas de Desenvolvimento de Colecções”. Em simultâneo, as bibliotecas públicas disponibilizam diariamente cerca de oito jornais em língua portuguesa para leitura.

Actualmente, a RAEM conta com 16 bibliotecas públicas, sendo que 13 se localizam na Península, duas em Coloane e uma na Taipa. Por outro lado, no antigo Hotel Estoril, está a ser construída a Nova Biblioteca Central de Macau, cuja obra de superestrutura deverá estar concluída em Março de 2028.

De acordo com o Anuário Estatístico referente a 2025, no ano passado, as bibliotecas e salas de leitura públicas em Macau contavam com mais de 2,375 milhões de livros no total. Face ao volume de 2,32 milhões contabilizado em 2021 (indicado no Anuário Estatístico de 2023), houve um aumento de quase 2,4%. Com base nesses dados, no ano transacto, os livros escritos em português representavam 5% do total dos livros nas bibliotecas e salas de leitura públicas no território.

Por outro lado, o IC revelou que, em 2025, as bibliotecas públicas emprestaram cerca de 4100 livros em língua portuguesa a um total de 2400 pessoas/vezes.

Presentemente, existem também livros antigos em formato digital em língua portuguesa, compostos por aproximadamente 280 títulos e 330 volumes, observou o IC. Segundo continuou, no ano passado, houve um total de 17 consultas bibliográficas relacionadas com os respectivos livros digitais.

O IC indicou ainda ter feito 45 publicações em português, entre 2021 e Maio deste ano, englobando, por exemplo, catálogo de exposições, colecção de desenhos de levantamento arquitectónico e informação urbana. A par disso, publica anualmente a Edição Internacional da Revista de Cultura, escrita em inglês e português.

Adicionalmente, lembrou ter publicado, este ano, a versão em língua chinesa dos contos “Mong-Há”, de Henrique de Senna Fernandes, por forma a “ajudar a conhecer a situação real da vida dos portugueses e chineses em Macau no passado”.

Segundo revelou, de 2022 ao presente ano, o Fundo de Desenvolvimento da Cultura (FDC) subsidiou a publicação de um total de 28 livros e publicações na Língua de Camões, tendo atribuído apoios financeiros que totalizaram cerca de 1,5 milhões de patacas.

17 milhões para actividades de cultura portuguesa

Noutra esfera, o IC recordou que, nos últimos anos, tem vindo a impulsionar activamente o intercâmbio e a cooperação culturais entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP), através da realização de actividades culturais sino-lusófonas. Em paralelo, revelou que, por via do “Plano de Apoio Financeiro para Actividades / Projectos Culturais” e do “Plano de Apoio Financeiro aos Projectos do Património Cultural Intangível”, o FDC apoiou associações locais sem fins lucrativos na realização de 157 actividades culturais relacionadas com a cultura portuguesa, entre 2022 e Maio deste ano, tendo concedido cerca de 17 milhões de patacas em apoios financeiros.

Em relação às actividades culturais sino-lusófonas realizadas pelo IC, o organismo liderado por Leong Wai Man destacou que, em 2025, o “Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, que incluiu o Festival da Lusofonia, atraiu a participação de mais de 90 mil pessoas / vezes, com mais de 80 programas, englobando exposição anual de artes, exposição de livros ilustrados, espectáculos na comunidade, festival de cinema, concerto e workshops.

Além disso, mencionou a realização de diversas exposições artísticas e culturais sino-lusófonas, exemplificando com “Helena Almeida: Estou Aqui – Presença e Ressonância”, “Reflexos das Ligações Marítimas: O Intercâmbio Cultural Sino-Português entre os Séculos XVI e XIX”, bem como “Reflexos do Mar de Espelhos: Exposição de 500 Anos de Intercâmbio entre as Civilizações Chinesa e Ocidental em Macau”, realizada em Abril deste ano em Lisboa. Para o IC, essas actividades “reflectem plenamente o intercâmbio e a aprendizagem mútua entre as culturas chinesa e portuguesa”.

Questionado sobre se planeia lançar novas actividades culturais ligadas à lusofonia no futuro ou se tem intenção de alargar a dimensão das actividades do género existentes, o organismo referiu que “o IC e o FDC irão rever continuamente a eficácia das actividades, integrando e optimizando os projectos existentes, na esperança de, através de actividades diversificadas de intercâmbio cultural sino-lusófono, reforçar os laços humanísticos e artísticos entre a China e os PLP, fazendo com que Macau desempenhe plenamente o papel enquanto ‘Uma Plataforma, Uma Base’, impulsionando o intercâmbio e a cooperação culturais entre a China e os países lusófonos”.

Edição de “Os Livros e a Cidade” mostra quotidiano na Macau de Senna Fernandes

A 43.ª edição de “Os Livros e a Cidade”, publicada pela Biblioteca Pública, está já disponível, informou o Instituto Cultural (IC). Na secção “Fala o Autor”, Iok Lan Fu Barreto, tradutora da obra literária portuguesa de Macau “Mong-Há”, apresenta aos leitores o antigo modo de vida de Macau, retratado por Henrique de Senna Fernandes, recriando o quotidiano das comunidades portuguesa e chinesa da época. Além disso, a secção “Novos Lançamentos” recomenda uma variedade de livros e revistas recentes, incluindo também 10 recensões de livros em chinês, português e inglês, “visando alargar os horizontes e servir de inspiração na escolha de futuras leituras”. O IC indica ainda que esta edição é dedicada ao tema “Leitura Divertida na Comunidade”, apresentando as diversas actividades e serviços oferecidos pela Biblioteca Pública. A secção “Lupa”, por seu turno, destaca os novos recursos electrónicos recentemente disponibilizados e várias exposições de livros de temas específicos que terão lugar no segundo semestre do ano. Estão disponíveis para levantamento gratuito 3.000 exemplares de “Os Livros e a Cidade”, quer em bibliotecas, quer em instituições de ensino superior, na Galeria Tap Seac e em várias livrarias, bem como nos diversos espaços culturais e artísticos da cidade. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


Angola - Portugueses apresentam pela primeira vez performance de dança contemporânea “Umbilical – As cordas que comandam a guerra”

O Centro Cultural Português alberga, pela primeira vez em Luanda, na Quinta-Feira, 24, a performance de dança contemporânea “Umbilical – As cordas que comandam a guerra”, montada pelos coreógrafos portugueses Amélia Caldas e David Amado. Na apresentação, segundo a organização, as cordas comandam a guerra, numa instalação performativa criada no âmbito de uma residência artística a decorrer ao longo desta semana


A direcção artística do projecto de dança contemporânea é formada pelos portugueses, Magna Araújo Amorim, Tiago Bastos Nunes e António Bernardes de Sá. Para a exibição da performance, Magna Araújo Amorim garantiu ao Jornal O País que farão a apresentação de uma instalação de dança sobre cordas, que unem os conflitos e como os movimentos dos corpos influenciam-se uns aos outros, numa guerra, com base na história de um determinado povo.

“O Umbilical vai exibir a dança contemporânea. Fizemos um primeiro teste em Lisboa, com cerca de 15 padrinhos e vimos que podia se adaptar a diferentes territórios, com diferentes bailarinos locais, porque cada país tem uma história e uma questão de conflitos. Angola é muito próxima a nós, então decidimos fazer uma apresentação com bailarinos angolanos”, disse.

Ladeada dos outros directores artísticos, que conhecem o solo angolano pela primeira vez, Magna Amorim recordou a estreia da apresentação do projecto, definindo-a por uma espécie de ensaio aberto, com a coreógrafa Amélia Caldas, não propriamente uma performance.

No momento em que abordava sobre o “Umbilical- As cordas que comandam a guerra” com a equipa deste jornal nas instalações do Centro Cultural Português, a integrante da direcção artística reiterou que a coreógrafa Amélia Caldas estava a preparar os bailarinos num outro espaço.

Questionada sobre a possibilidade de se adaptar estilos de danças angolanas à performance, Magna Amorim salientou que “os bailarinos angolanos podem trazer um pouco de si para a coreografia”. Francisca Gonga – Angola in “O País”


Japão - Mostra em Tóquio celebra o cinema português contemporâneo

O Athénée Français Cultural Center, em Tóquio, recebe, entre 29 de setembro e 3 de outubro, uma mostra dedicada ao cinema português contemporâneo, com a presença da realizadora Leonor Teles


Entre os nomes em destaque está Leonor Teles, vencedora do Urso de Ouro para Melhor Curta-Metragem no Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 2016, com “Balada de um Batráquio”. Aos 24 anos, tornou-se a mais jovem realizadora de sempre a receber esta distinção.

A programação inclui também “Mal Viver”, de João Canijo, filme vencedor do Urso de Prata na competição de longas-metragens do Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 2023, bem como “Fuck the polis”, a obra mais recente de Rita Azevedo Gomes.

Integra ainda a mostra “Água-Mãe”, da dupla Hitoatsu Suzuki e Rossana Torres, cineastas que desenvolvem o seu trabalho em Portugal.

Leonor Teles estará presente no certame, onde partilhará com o público a sua experiência enquanto realizadora e também como diretora de fotografia de “Mal Viver”, de João Canijo, que morreu recentemente.

A mostra assinala igualmente a primeira vez que filmes de Leonor Teles e João Canijo são exibidos nas salas de cinema do Japão. A iniciativa conta com o apoio do Camões, I. P.. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Bélgica - Português para adultos: Inscrições abertas em Bruxelas

O Centro de Língua Portuguesa Camões, I. P. de Bruxelas abriu as inscrições para os cursos de português destinados a adultos, dirigidos a quem pretende aprender a língua ou aprofundar os conhecimentos já adquiridos

Os cursos são lecionados por professores nativos e abrangem diferentes níveis de aprendizagem. Entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027 estarão disponíveis os níveis Iniciação A1 e Intermédio B1.1. Entre fevereiro e junho de 2027 serão lecionados os níveis de Iniciação A2 e Intermédio + B1.2.

Nesta primeira fase, estão abertas as inscrições para os níveis A1 e B1.1, que decorrem até 30 de setembro. Os interessados podem consultar as informações e efetuar a inscrição através do formulário disponibilizado pelo Centro de Língua Portuguesa Camões, I. P. de Bruxelas.

Para esclarecimentos adicionais, é possível contactar o Centro através do endereço clp.bruxelas@camoes.mne.pt. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 22 de setembro de 2026

República Democrática do Congo – Reportados 7672 casos de ébola e 3699 mortes

Desde que o surto foi declarado em maio, o vírus já afetou 63 zonas de saúde em sete províncias, enquanto as autoridades intensificam a vigilância e o rastreamento de contatos para conter sua propagação


O surto de Ébola declarado em meados de maio no leste da República Democrática do Congo (RDC) continua a registrar novas infecções e mortes. De acordo com o último boletim epidemiológico do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), 58 novos casos e 23 mortes foram confirmados nas últimas 24 horas, elevando o total acumulado para 7672 casos confirmados e 3699 mortes.

A situação permanece ativa, especialmente em Ituri, considerada o epicentro do surto. Durante o mesmo período, 15 pacientes receberam alta, elevando o número total de recuperações para 1879. Atualmente, 886 pacientes permanecem hospitalizados ou em isolamento.

O vírus foi detectado em sete províncias: Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Tshopo, Alto Uélé, Baixo Uélé e Baixo Ubangi. No total, o surto afeta 63 das 167 zonas de saúde da RDC, o que exige vigilância contínua devido ao risco de maior disseminação.

A taxa de letalidade é de 48,2%, enquanto o rastreamento de contatos atingiu 79,9%. O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) indica que 97,7% dos casos suspeitos foram investigados, embora alerte para uma diminuição no rastreamento de contatos devido à menor abrangência em diversos distritos sanitários.

Entre as prioridades está o fortalecimento da preparação e da resposta em saúde nas áreas localizadas ao longo do corredor fluvial e seus arredores, com o objetivo de conter a propagação do vírus.

Em termos de número de mortes, este surto já é o mais mortal da história da RDC, superando o ocorrido entre 2018 e 2020. As projeções citadas no relatório também indicam que poderá ultrapassar as 11.325 mortes registadas durante a epidemia de Ébola que afetou a Guiné, a Libéria e a Serra Leoa entre 2014 e 2016, que resultou em 28.616 casos nos três países.

A República Democrática do Congo possui vasta experiência no combate ao Ébola, com mais de uma dúzia de surtos registados desde que o vírus foi identificado pela primeira vez em 1976. O primeiro surto conhecido ocorreu em Yambuku, no então Zaire, perto do rio Ébola, cujo nome deu origem ao nome da doença. Marisa Okomo – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


Reino Unido - Casa do Sarau quer ser polo cultural da lusofonia em Londres

Londres - A Casa do Sarau, iniciativa independente lançada este Verão em Londres que pretende afirmar-se como um polo cultural da comunidade lusófona na capital britânica, realiza um segundo evento público esta terça-feira.


O Sarau II vai contar com leituras de poetas e autores de Angola (Henrique Sungo), Brasil (Virna Teixeira e Luciana Agnoleto), Portugal (Carmen Guimarães) e Cabo Verde (Aleida Tavares) e música da cantora Yaneise Ramos, de São Tomé e Príncipe.

Além de apresentar autores emergentes, os organizadores abrem o "microfone para pessoas que queiram recitar poemas de própria autoria ou poemas de autoria de outras pessoas".

No local, um bar e restaurante, haverá ainda uma mesa onde os autores podem vender e autografar os seus livros.

Segundo a responsável pela iniciativa, Camilla Rodrigues, brasileira radicada em Londres há mais de 20 anos, o projeto nasceu da "necessidade de haver um espaço que una as culturas lusófonas".

"Londres é casa de uma população lusófona enorme. É claro que é uma cidade vibrante, que oferece muitas opções culturais, mas não tinha nada neste sentido, onde a nossa comunidade pudesse encontrar-se e expressar-se na nossa língua", disse à agência Lusa.

A promotora sublinha que o objetivo não é limitar-se a "noites mensais de poesia", mas transformar a Casa do Sarau num verdadeiro "núcleo de cultura", com lançamentos de livros, parcerias com instituições e galerias e apoio institucional, num plano que prevê várias fases de desenvolvimento.

Com formação e experiência em administração de empresas no setor financeiro, a idealizadora do projeto invocou um forte interesse pessoal pela cultura e pela escrita, assumindo que escreve poesia, por enquanto inédita. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


Moçambique - Luís Canhemba lança livro sobre o peso da dívida pública no futuro do país

O académico e gestor Luís Canhemba lançou, na quarta-feira, 16 de Setembro, a obra Na Sombra do Poder – O Peso da Dívida Pública no Futuro de Moçambique, durante uma cerimónia realizada no auditório do BCI, em Maputo.


O livro apresenta uma investigação sobre os desafios do endividamento público interno e as suas implicações para o desenvolvimento económico do País. A análise recorre a ferramentas econométricas para examinar as relações entre a dívida do Estado, o crédito ao sector privado, as taxas de juro e o crescimento económico.

Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do BCI, Carlos Agostinho do Rosário, destacou a importância de criar espaços de conhecimento e debate sobre questões estruturantes para o desenvolvimento nacional.

“Estamos aqui não apenas para lançarmos um livro sobre um tema tão importante para a vida do País, que tem a ver com a dívida pública, mas também […] para falarmos de escolhas que nos possam conduzir a soluções do presente e soluções para o futuro”, afirmou.

No contexto dos 30 anos do BCI, o PCA realçou igualmente o papel do conhecimento na construção do desenvolvimento.

“O desenvolvimento faz-se também com o conhecimento, faz-se também com confiança, com instituições e faz-se sobretudo com pessoas capazes de pensar o futuro”, sublinhou. In “Moz Entretenimento” - Moçambique