Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Guiné Equatorial - Consulado do país em Lagos promove o desporto escolar doando equipamentos desportivos para dois centros educacionais em Añisok

A iniciativa beneficiará os alunos da Escola Tomboya e do INES de Añisok


O Consulado da Guiné Equatorial na cidade de Lagos, Nigéria, reforçou o seu compromisso com o desenvolvimento da juventude e a promoção do desporto escolar, entregando equipamentos desportivos à Escola Tomboya e ao Instituto Nacional de Educação Secundária (INES) de Añisok, no distrito de Añisok.

A cerimónia oficial de entrega foi realizada em 4 de novembro, presidida pelo inspetor técnico distrital de Educação de Añisok, Baltasar Ovono Ndong, e contou com a presença de representantes dos centros educacionais, professores e alunos beneficiários.

A doação, organizada pelo cônsul da Guiné Equatorial acreditado em Lagos, Joaquín Obama, e entregue pelo seu representante, Víctor Abeso, inclui equipamentos de futebol e outros recursos destinados a fortalecer as atividades desportivas de ambos os estabelecimentos de ensino.

Durante o seu discurso, o inspetor técnico distrital de Educação expressou a sua gratidão ao diplomata da Guiné Equatorial por esta iniciativa, destacando que o desporto é uma ferramenta fundamental na educação integral dos alunos, promovendo valores como disciplina, respeito, trabalho em equipa e convivência.

Por sua vez, Víctor Abeso transmitiu a mensagem do Cônsul Joaquín Obama, que reiterou o seu compromisso de continuar contribuindo para o desenvolvimento da juventude e o fortalecimento do setor educacional, especialmente nas áreas rurais. Ele também enfatizou a importância do envolvimento dos guineenses equatoriais residentes no exterior e das missões diplomáticas na promoção de iniciativas que terão um impacto positivo nas suas comunidades de origem.

Os gestores da Escola Tomboya e do INES de Añisok acolheram favoravelmente esta contribuição, salientando que o novo equipamento irá melhorar as condições de treino, reforçar as atividades físicas e impulsionar as competições desportivas interescolares.

O dia terminou com expressões de gratidão dos estudantes, os principais beneficiários desta iniciativa, que destaca como a cooperação institucional e o compromisso dos representantes da Guiné Equatorial no exterior podem constituir um importante apoio para a educação e o desenvolvimento das novas gerações.

Com esta ação, o Consulado da Guiné Equatorial na cidade de Lagos contribui para a promoção do desporto como complemento essencial à educação, apostando numa juventude mais ativa e participativa, comprometida com os valores da sociedade. Benjamin Eyang – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


Guiné Equatorial – Ministro da Cultura recebe Gorsy Edú, vencedor do Prémio Lusofonia 2026 na categoria de Teatro e Cinema realizado em Portugal

Para o Ministro da Informação, Imprensa, Cultura e Turismo, este Prémio Lusofonia 2026 coloca a arte da Guiné Equatorial na prestigiada montra da comunidade dos países de língua portuguesa


No final do mês de outubro, o Ministro da Informação, Imprensa, Cultura e Turismo, Juan José Ekuna Esono Mangue, recebeu em audiência o coreógrafo, dançarino, músico e gestor cultural guineense, Gorsy Edu, que foi agraciado com o Prémio Lusofonia 2026 no dia 10 de outubro, num evento realizado no Casino de Estoril, em Portugal, na categoria de Teatro e Cinema.

Assim, para institucionalizar e celebrar esta conquista que coloca a Guiné Equatorial no circuito internacional da cultura lusófona, o artista foi recebido pelo Ministro Juan José Ekuna Esono Mangué para a entrega do prémio.

"Para mim, foi uma honra trazer este prémio para a Guiné, entregá-lo ao meu povo, ao meu ministério e ao povo da Guiné Equatorial. Nós, da diáspora, não estamos longe de casa; estamos em casa, mas transmitindo de dentro para fora, servindo como pontes", declarou Gorsy Edu.

Além disso, o artista, que desenvolve a sua carreira em Espanha, deixou claro que está disponível para apoiar e colaborar com o desenvolvimento cultural do país. "Ofereço a minha disponibilidade e disposição, tanto como artista quanto como guineense equatorial, para contribuir de todas as formas possíveis com questões culturais para o desenvolvimento do país", acrescentou o artista.

Por sua vez, Ekuna Esono Mangué elogiou a carreira do artista como expoente da diplomacia cultural da Guiné Equatorial e reafirmou o apoio do Governo às suas iniciativas artísticas e educacionais.

Ekuna Esono Mangue também felicitou formalmente o artista e destacou que o Prémio Lusofonia de 2026 coloca a arte da Guiné Equatorial na prestigiada vitrine da comunidade de língua portuguesa.

Outro objetivo da audiência foi reconhecer o papel do artista como embaixador cultural e coordenar a promoção das tradições da Guiné Equatorial em circuitos internacionais. Fernando Mbuy – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


São Tomé e Príncipe e Angola assinam acordo de reforço de qualidade de ensino superior nos dois países

São Tomé - São Tomé e Príncipe e Angola acabam de assinar um acordo que visa reforçar a qualidade do ensino superior nos dois países, – soube-se de uma publicação da Agência Nacional de Regulação do Ensino Superior.


O acordo assinado em Luanda, Angola, entre o Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES) de Angola e a Agência Nacional de Regulação do Ensino Superior (ANRES) de São Tomé e Príncipe prevê intercâmbio de avaliadores externos, partilha de procedimentos de acreditação e convergência no reconhecimento de graus académicos.

As assinaturas do acordo foram rubricadas pelo Director-geral do INAAREES, Jesus António Tomé, e da presidente do conselho de administração da ANRES, Sónia dos Reis Magalhães.

O acordo formaliza uma aliança estratégica focada na regulação, avaliação externa e acreditação de instituições e ciclos de estudos, bem como na harmonização de processos de equivalência académica.

Com o novo quadro institucional, ambas entidades reguladoras passam a disponibilizar reciprocamente gestores de procedimentos e peritos avaliadores para integrarem as comissões de avaliação externa promovidas em Angola e em São Tomé e Príncipe.

O âmbito da cooperação abrange ainda, Sistemas de Garantia da Qualidade; Reconhecimento de Graus Académicos e Capacitação Técnica.

Para assegurar a execução prática do protocolo, será criado um Comité Técnico Bilateral paritário composto por até seis membros.

Este órgão terá a seu cargo a elaboração de planos de acção bi-anuais e o acompanhamento das metas fixadas, com reuniões anuais alternadas entre Luanda e São Tomé.

O protocolo entra imediatamente em vigor e terá uma duração inicial de cinco anos, renovável por iguais períodos, marcando um passo decisivo no alinhamento das políticas de excelência académica no espaço da CPLP. In “STP-Press” – São Tomé e Príncipe


quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Japão - Filme da portuguesa Leonor Teles exibido na província de Nagasaki

O filme português “Terra Franca”, da realizadora Leonor Teles, vai ser exibido esta sexta-feira, 6 de novembro, no Dutch Trading Post, em Hirado, na província de Nagasaki, no Japão. A sessão tem entrada livre


A primeira longa-metragem da realizadora, estreada em 2018, acompanha Albertino, um pescador de Vila Franca de Xira, e o seu quotidiano entre dois mundos e duas gerações. De um lado, o silêncio e a introspeção da atividade piscatória; do outro, a vida familiar, marcada pelos preparativos para o casamento da filha mais velha.

Através do retrato de Albertino, o documentário explora a relação entre o trabalho, a família e as mudanças na vida de um homem ligado ao rio e à atividade da pesca.

“Terra Franca” foi distinguido, em 2018, com o Prix International de la Scam, no festival Cinéma du Réel, em reconhecimento do trabalho cinematográfico de Leonor Teles.

Mais informações, em japonês, estão disponíveis aqui. A iniciativa conta com o apoio do Camões, I.P.. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Moçambique - “Caminho de Vento”: Colectânea reúne 17 jovens escritores em torno dos ciclones

A cidade da Beira acolhe, no dia 5 de Novembro, o lançamento de Caminho de Vento, uma colectânea literária que reúne 17 jovens escritores moçambicanos em torno das experiências humanas provocadas pelos ciclones que assolam o país. A obra, organizada por Manuel Gimo, com chancela da Mapeta Editora, será apresentada no Camões – Centro Cultural Português na Beira, a partir das 18h00, pelo gestor cultural Pedro Fote.


A colectânea procura aproximar os leitores da dimensão humana das catástrofes naturais, dando voz à dor, ao medo e à resistência das comunidades afectadas. Através da literatura, Caminho de Vento transforma experiências de sofrimento e superação em expressão artística, destacando os impactos dos ciclones no quotidiano das populações moçambicanas.

A obra conta com textos de Adelino Albano Luís, Arnaldo Tembe, Asvato Maruha, Cândida Muvale, Edgar Magalhães, Edson Martinho, Eduardo Kamphiripiri, Fernando Parruque, Lív Mara, Manuel Mabasso, Marco Lole de Andrade, Michael Nivorocha, Mupheti Mabasso, Nélio da Costa José, Paulino Tholle, Telles Jemuce e Victoredy.

O organizador, Manuel Gimo José, nasceu em 1997, na Munhava, cidade da Beira. É professor de língua inglesa, tradutor, editor literário e activista do livro. Licenciado em Ensino de Inglês, com habilitação em Tradução Inglês-Português pela Universidade Licungo, é membro fundador do Clube do Livro da Beira, organização que coordenou entre 2019 e 2025. Entre as colectâneas que organizou destacam-se Construtores de Palavras, Mwathu Muno: Beira, nossa terra, Gritamos por Cabo Delgado e Querida Mamã.

Entre os participantes naturais ou ligados à cidade da Beira destacam-se Edson Celestino Gemusse Martinho, autor do livro de poesia Apanhados da vida (2025), e Lív Mara, pseudónimo de Lívia Maundera, activista social e ambiental e estudante de Enfermagem na Universidade Católica de Moçambique. Integra igualmente a colectânea Marco João Lole de Andrade, escritor, declamador e actor de teatro, autor de Te amo mecanicamente e O mosquito que engoliu um elefante.

A apresentação estará a cargo de Pedro Fote, natural de Mutarara, província de Tete, funcionário público desde 2003 e actual delegado regional Centro do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas (INICC, IP). É licenciado em Planificação, Administração e Gestão da Educação pela extinta Universidade Pedagógica, Delegação da Beira.

Com esta publicação, os jovens autores propõem uma reflexão literária sobre os efeitos dos ciclones em Moçambique, valorizando a escrita como forma de preservar memórias, dar visibilidade às experiências das comunidades e transformar a adversidade em criação artística. Daniel Matlombe – Moçambique in “Moz Entretenimento”


Portugal - Novas descobertas arqueológicas podem mudar narrativa da Arte do Côa

Novas descobertas arqueológicas, no Vale do Côa, revelaram provas que podem mudar a narrativa sobre o relacionamento das populações do Paleolítico Superior com a arte rupestre e confirmam a presença humana na região além dos 27 mil anos, segundo o coordenador científico.


As novas descobertas de materiais de pigmentação, em centenas de fragmentos, foram efectuadas por arqueólogos da Fundação Côa Parque (FC-P), no decurso da sondagem na Rocha 3 do sítio da Penascosa, que apontam para uma datação mais antiga do que a conhecida até agora no Parque Arqueológico do Vale do Côa, o maior santuário mundial da arte do Paleolítico, classificado como património mundial da humanidade.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador científico da FC-P, Thierry Aubry, disse que as escavações mais recentes no sítio da Penascosa demonstram que os vestígios de presença humana no local podem ir além dos 27 mil anos, ultrapassando a datação admitida até agora de 26 mil, e comprovam o uso de pigmentos em actividades diárias.

“Pensamos que estas descobertas são do fim do ‘gravetense’ [Paleolítico Superior] com aparecimento da pedra lascada. Há indícios de que estes ocupantes curtiram peles, fizeram armas para caça e fogueiras. Há elementos que encontramos na camada mais antiga com mais de 27 mil anos. Temos pigmentos minerais como o óxido de ferro [ocre], e cores naturais, como amarelo, vermelho, preto e castanho, o que quer dizer que estes materiais podem ter sido utilizados” para diversos fins, inclusive “para pintar as rochas”, explicou o também arqueólogo.

A investigação exigiu vários meses de escavações, numa área de oito metros quadrados, na Penascosa, um trabalho agora terminado, que contou com a participação de alunos de Arqueologia da Universidade de Lisboa.

Segundo Thierry Aubry, “estes pigmentos de cor poderiam ter sido utilizados para fazer colas, curtir peles… Mas o mais surpreendente, é que poderiam ter uma utilização mais artística, como a pintura de rochas, quando no Parque Arqueológico do Côa, o visível é a técnica da picotagem”.

“Isto quer dizer que as gravuras se conservaram melhor, mas que possivelmente estes materiais estavam disponíveis para pintar e desenhar. Estas descobertas podem mudar a nossa narrativa sobre a arte paleolítica no Vale do Côa. Já sabemos que houve uma presença humana contínua no Côa, que tinha várias actividades”, observou Thierry Aubry.

Para o especialista, “este tipo de pinturas poderia estar nas rochas ou nas peles que serviam de agasalhos e coberturas, mas que não se conservaram”, ao contrário do que acontece em “sítios mais abrigados como as grutas”.

“As duas técnicas, pintura e gravura estão muitas vezes associadas, e talvez no Vale do Côa os homens do Paleolítico Superior utilizassem a pintura há 27 mil anos. Neste caso concreto, temos material que poderia permitir a pintura, e agora não é só imaginação. Isto muda toda a narrativa”, disse.

Segundo a investigação, como as pinturas rupestres não se conservavam devido ao clima, podem ter sido substituídas ou reforçadas pela técnica da picotagem para mostrar o dia-a-dia das comunidades paleolíticas. “Podemos supor que a técnica da pintura foi utilizada antes da gravura e assim [com a picotagem], conservada mais tempo esta arte. Sabemos que tinham materiais para pintar. Ainda há, nesta matéria, muitas respostas por obter e [muito para] estudar. Estes pigmentos são comuns numa área de um raio de 60 quilómetros entre os dois extremos do parque”, vincou.

O investigador sublinha o “dado concreto” obtido com a investigação: “Eles tinham o material que permitia pintar”, tinham cores, “tinham ocre, amarelo”. “Agora, ainda não sabemos qual foi o suporte” em que foram usados. Mas a partir dos próprios pigmentos, através da sua análise, poderá ser possível saber de onde provêm, se de uma rocha, se de uma pele, porque diferentes suportes vão deixar diferentes vestígios.

As escavações vão continuar na Primavera, no sítio da Penascosa, dado os materiais encontrados.

As descobertas foram apresentadas recentemente num seminário na Argélia e, de acordo com o investigador, surpreenderam a comunidade científica.

O presidente do conselho directivo da FC-P, João Paulo Sousa, por seu lado, defende que tem de se olhar com rigor para o Vale do Côa e apostar na investigação científica, declarando que tem de haver reforço de meios humanos especializados.

“O mapa de pessoal da Fundação tem apenas três pessoas ligadas à investigação e é preciso um reforço urgente de investigadores”, declarou à agência Lusa.

Segundo João Paulo Sousa, até aqui tem havido a colaboração de várias Universidades como as de Coimbra, Lisboa e do Minho, o que permite construir equipas, porque “os arqueólogos e outros investigadores são verdadeiros apaixonados pela Arte do Côa”. “O nosso corpo de arqueólogos começa a entrar numa determinada idade, sendo necessário o seu reforço”, vincou.

Quando da criação do Parque Arqueológico do Vale do Côa, em Agosto de 1996, foram identificadas 190 rochas com arte rupestre com gravuras em picotado, agora a evidência da presença de cor poderá dar um novo o rumo ao conhecimento da Arte do Côa.

Actualmente há 1600 rochas identificadas, repartidas por 104 sítios arqueológicos, num total de mais de 15.650 motivos, sendo predominantes as gravuras paleolíticas, num ciclo artístico de arte rupestre que nunca foi interrompido.

A Arte do Côa foi classificada como Monumento Nacional em 1997 e, em 1998, como Património Mundial pela UNESCO. Francisco Pinto – “Agência Lusa” in “Jornal Tribuna de Macau”


Angola - Empresária Aulinda Furtado lança livro sobre posicionamento estratégico nos negócios no Dubai

A empresária Aulinda Furtado apresentou, neste sábado, 31, no Consulado Geral de Angola no Dubai, Emirados Árabes Unidos, a obra literária SPM – Código Secreto do Posicionamento no Mercado de Negócios, obra que aborda a importância do posicionamento consciente, da diferenciação e da construção de uma identidade sólida e sustentável no mercado empresarial.


A obra literária, composta por 179 páginas, reúne conhecimentos científicos, experiências profissionais e aprendizagens da autora, apresentando perspectivas estratégicas para empresários, líderes e profissionais que procuram fortalecer a sua presença e competitividade no mundo dos negócios.

Várias personalidades e convidados, com destaque para a cônsul-Geral de Angola no Dubai e Emirados do Norte, Isabel Paula de Castro, fizeram-se presentes no acto de lançamento realizado pelo Clube das Mulheres da Associação de Angolanos e Amigos nos Emirados Árabes Unidos.

Com o lançamento desta publicação, a autora reforça o seu contributo para a produção de conhecimento, a promoção do empreendedorismo feminino e a valorização da liderança empresarial no panorama internacional. In “O País” - Angola