Vamos
aprender português, cantando
Vês-me como uma folha
ignoras a raiz
não me arrancas com força
se eu fui, foi porque eu
quis
Posso ser sensível
e cuspir-te na cara
posso ser temível
e de uma bondade rara
Não me importa o que dizes
eu tenho as minhas bases
agradeço o elogio
mas só tu é que sabes
Não sejas tridimensional
estás em todo o lado
se alguém diz muito mal
é de si que está a falar
Então diz-me, o que achas?
Sou fogo, mas posso ser
fria
depende somente do dia
posso ser o pó das cinzas
Esperando uma nova vida
posso não partilhar
o que me vai na cabeça
às vezes mais vale deixar
que o Tempo se esqueça
E esquece sempre
como eu esqueço
perdoo o que aconteceu
então diz-me, o que achas?
Se eu ficar em minha casa
à procura da resposta
saio com menos do que nada
e um pouco mal disposta
há gente que se conforta,
ou melhor pensa que sim
A difamar quem os rodeia
longe ou perto de si
perdes tempo com tanta
gente
agradecemos a atenção
só encontrei o meu valor
longe da comparação
Eu sei, és inseguro, pensa
quem te magoou
para seres tão duro com os
outros
matutava no meu quarto em
como queria ajudar-te
e este é o último presente
que te dou
Esbanjo-me perante uma
plateia imaginária
esperando o nosso
reencontro algures na rota planetária
que eu te dê um passou-bem
e não ceda
à tendência hereditária de
não perdoar
Pesquisa as tuas falhas,
honra os teus ancestrais
aceita que assim
escolhemos - são coisas naturais
vais ver que um dia tu
cicatrizas
ser genuína é mais real
que qualquer chão que pisas
Então diz-me
Então diz-me, o que achas?
então diz-me, o que achas?
Merai - Portugal