Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 22 de setembro de 2026

República Democrática do Congo – Reportados 7672 casos de ébola e 3699 mortes

Desde que o surto foi declarado em maio, o vírus já afetou 63 zonas de saúde em sete províncias, enquanto as autoridades intensificam a vigilância e o rastreamento de contatos para conter sua propagação


O surto de Ébola declarado em meados de maio no leste da República Democrática do Congo (RDC) continua a registrar novas infecções e mortes. De acordo com o último boletim epidemiológico do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), 58 novos casos e 23 mortes foram confirmados nas últimas 24 horas, elevando o total acumulado para 7672 casos confirmados e 3699 mortes.

A situação permanece ativa, especialmente em Ituri, considerada o epicentro do surto. Durante o mesmo período, 15 pacientes receberam alta, elevando o número total de recuperações para 1879. Atualmente, 886 pacientes permanecem hospitalizados ou em isolamento.

O vírus foi detectado em sete províncias: Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Tshopo, Alto Uélé, Baixo Uélé e Baixo Ubangi. No total, o surto afeta 63 das 167 zonas de saúde da RDC, o que exige vigilância contínua devido ao risco de maior disseminação.

A taxa de letalidade é de 48,2%, enquanto o rastreamento de contatos atingiu 79,9%. O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) indica que 97,7% dos casos suspeitos foram investigados, embora alerte para uma diminuição no rastreamento de contatos devido à menor abrangência em diversos distritos sanitários.

Entre as prioridades está o fortalecimento da preparação e da resposta em saúde nas áreas localizadas ao longo do corredor fluvial e seus arredores, com o objetivo de conter a propagação do vírus.

Em termos de número de mortes, este surto já é o mais mortal da história da RDC, superando o ocorrido entre 2018 e 2020. As projeções citadas no relatório também indicam que poderá ultrapassar as 11.325 mortes registadas durante a epidemia de Ébola que afetou a Guiné, a Libéria e a Serra Leoa entre 2014 e 2016, que resultou em 28.616 casos nos três países.

A República Democrática do Congo possui vasta experiência no combate ao Ébola, com mais de uma dúzia de surtos registados desde que o vírus foi identificado pela primeira vez em 1976. O primeiro surto conhecido ocorreu em Yambuku, no então Zaire, perto do rio Ébola, cujo nome deu origem ao nome da doença. Marisa Okomo – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


Reino Unido - Casa do Sarau quer ser polo cultural da lusofonia em Londres

Londres - A Casa do Sarau, iniciativa independente lançada este Verão em Londres que pretende afirmar-se como um polo cultural da comunidade lusófona na capital britânica, realiza um segundo evento público esta terça-feira.


O Sarau II vai contar com leituras de poetas e autores de Angola (Henrique Sungo), Brasil (Virna Teixeira e Luciana Agnoleto), Portugal (Carmen Guimarães) e Cabo Verde (Aleida Tavares) e música da cantora Yaneise Ramos, de São Tomé e Príncipe.

Além de apresentar autores emergentes, os organizadores abrem o "microfone para pessoas que queiram recitar poemas de própria autoria ou poemas de autoria de outras pessoas".

No local, um bar e restaurante, haverá ainda uma mesa onde os autores podem vender e autografar os seus livros.

Segundo a responsável pela iniciativa, Camilla Rodrigues, brasileira radicada em Londres há mais de 20 anos, o projeto nasceu da "necessidade de haver um espaço que una as culturas lusófonas".

"Londres é casa de uma população lusófona enorme. É claro que é uma cidade vibrante, que oferece muitas opções culturais, mas não tinha nada neste sentido, onde a nossa comunidade pudesse encontrar-se e expressar-se na nossa língua", disse à agência Lusa.

A promotora sublinha que o objetivo não é limitar-se a "noites mensais de poesia", mas transformar a Casa do Sarau num verdadeiro "núcleo de cultura", com lançamentos de livros, parcerias com instituições e galerias e apoio institucional, num plano que prevê várias fases de desenvolvimento.

Com formação e experiência em administração de empresas no setor financeiro, a idealizadora do projeto invocou um forte interesse pessoal pela cultura e pela escrita, assumindo que escreve poesia, por enquanto inédita. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


Moçambique - Luís Canhemba lança livro sobre o peso da dívida pública no futuro do país

O académico e gestor Luís Canhemba lançou, na quarta-feira, 16 de Setembro, a obra Na Sombra do Poder – O Peso da Dívida Pública no Futuro de Moçambique, durante uma cerimónia realizada no auditório do BCI, em Maputo.


O livro apresenta uma investigação sobre os desafios do endividamento público interno e as suas implicações para o desenvolvimento económico do País. A análise recorre a ferramentas econométricas para examinar as relações entre a dívida do Estado, o crédito ao sector privado, as taxas de juro e o crescimento económico.

Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do BCI, Carlos Agostinho do Rosário, destacou a importância de criar espaços de conhecimento e debate sobre questões estruturantes para o desenvolvimento nacional.

“Estamos aqui não apenas para lançarmos um livro sobre um tema tão importante para a vida do País, que tem a ver com a dívida pública, mas também […] para falarmos de escolhas que nos possam conduzir a soluções do presente e soluções para o futuro”, afirmou.

No contexto dos 30 anos do BCI, o PCA realçou igualmente o papel do conhecimento na construção do desenvolvimento.

“O desenvolvimento faz-se também com o conhecimento, faz-se também com confiança, com instituições e faz-se sobretudo com pessoas capazes de pensar o futuro”, sublinhou. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Angola - Acolhe Fórum Lusófono da Governança da Internet

O Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, capital angolana, acolherá, entre os dias 23 e 24 de Setembro, o Fórum Lusófono da Governança da Internet (FLGI), evento que pretende evidenciar os principais desafios, oportunidades e responsabilidades relacionados com o presente e o futuro da Internet a nível da lusofonia.


Promovido pelo INFOSI, o certame surge numa fase em que o mundo torna-se, cada vez mais, uma aldeia global, tornando a Internet essencial para o desenvolvimento económico, a educação, a inovação, a participação cívica e a prestação de serviços públicos.

De acordo com uma nota de imprensa do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, o fórum será uma plataforma de diálogo aberto, partilha de experiências e construção colectiva de soluções capazes de responder às necessidades dos países de língua portuguesa.

Ao longo dos dois dias, avança o MININT, serão debatidos temas ligados à:

  • Governança da Internet
  • Transformação digital
  • Inclusão e cidadania digital
  • Inovação tecnológica
  • Segurança online
  • Protecção de dados pessoais
  • Desenvolvimento de uma sociedade digital mais participativa, segura, inclusiva e sustentável.

In “O País” - Angola


segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Macau - Países de Língua Espanhola estreiam-se na Feira Internacional

A Feira Internacional de Macau (MIF) vai contar, pela primeira vez, com um pavilhão dedicado aos países de língua espanhola, que reunirá expositores de 11 países hispanófonos, tendo como objectivo “reforçar as funções da plataforma sino-lusófona e sino-hispânica”. A edição deste ano da MIF terá lugar entre 21 e 24 de Outubro, em simultâneo com a “Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (Macau) 2026” e a “Exposição de Franquia de Macau 2026”


A cidade vai voltar a acolher a Feira Internacional de Macau (MIF) entre 21 e 24 de Outubro deste ano, cuja presente edição destaca-se com a estreia do Pavilhão Industrial dos Países de Língua Espanhola, que contará com a participação de 11 países hispanófonos.

O objectivo da instalação deste novo pavilhão é “reforçar as funções da plataforma sino-lusófona e sino-hispânica, criando um espaço de oportunidades de negócio que ligue os mercados dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola, bem como os da ASEAN”, afirmou o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), organizador da MIF.

O IPIM espera, desse modo, apoiar as empresas a “expandirem-se para o exterior e a desenvolverem os seus negócios a nível internacional”, sublinhou o organismo numa nota de imprensa.

A feira terá lugar no Cotai Expo do Venetian Macao, numa área de exposição de 16.000 metros quadrados. A MIF decorrerá em simultâneo, no mesmo local, com a “Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (Macau) 2026” (2026PLPEX) e a “Exposição de Franquia de Macau 2026”.

De acordo com o IPIM, a MIF assinala este ano a 31.ª edição, com a exposição a ser estruturada em quatro zonas principais e vários pavilhões temáticos, focando-se no desenvolvimento industrial e na cooperação regional.

O evento terá uma “Zona de Exposição das Tecnologia e Criatividade”, centrada na inovação tecnológica associada à inteligência artificial e nas oportunidades de inovação científica e tecnológica da Grande Baía; uma Zona de Exposição de Big Health e Vida Moderna”, orientada para apoiar a internacionalização da indústria de ‘big health’ da medicina tradicional chinesa, bem como a sua integração nos cenários de consumo contemporâneo.

Será instalada ainda uma “Zona de Exposição para Cooperação Industrial e de Investimento Comercial e Económico”, que se dedica à articulação económica e comercial e à exploração nos mercados internacionais. Já a “Zona de Exposição das Empresas de Macau” visa “impulsionar a melhoria da qualidade e a modernização” das empresas locais, bem como a expansão de oportunidades de negócio nacionais e internacionais, segundo o IPIM.

As autoridades revelam que o evento acolherá uma série de actividades paralelas de relevo, nomeadamente a Expo Internacional Agrícola China–Países de Língua Portuguesa, Macau 2026, a 4.ª Conferência Industrial e Comercial para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong—Hong Kong—Macau, a Sessão de Promoção de Produtos Agrícolas de Jiangsu e o ICCA Asia Pacific Business Events Development Forum 2026, entre outras.

Para além disso, no âmbito da 31.ª MIF, da 2026PLPEX e da 2026MFE, serão promovidas sessões temáticas de bolsas de contactos e iniciativas sob o modelo “Em Evento, Dois Locais” entre Macau e Hengqin, bem como visitas guiadas aos bairros comunitários.

Vai ser organizada a participação de comerciantes e compradores do interior da China e internacionais em encontros de aquisição e visitas de prospecção ao ambiente de negócios de Macau e de Hengqin, com vista a concretizar a captação de negócios e investimentos através de convenções e exposições, avançou o IPIM. In “Ponto Final” - Macau


Brasil vê Moçambique com potencial para liderar desenvolvimento energético mundial

Responsáveis do sector petrolífero brasileiro defenderam que Moçambique reúne condições para se afirmar como uma potência energética e atrair novos investimentos, destacando as reservas de gás natural, a localização estratégica e os projectos em curso no país


As posições foram manifestadas após encontros separados entre o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, e responsáveis do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) e da Shell Brasil – uma das principais produtoras de petróleo e gás no Brasil -, à margem do Fórum Petróleo e Gás 2026 (ROG.e) no domingo, no Rio de Janeiro, Brasil.

“Moçambique está muito bem posicionado para desenvolver a sua indústria energética e para ser, obviamente, um dos maiores produtores de hidrocarbonetos do mundo”, disse o presidente da Shell Brasil, João Rosa, afirmando que Moçambique “tem tudo para ser uma grande potência energética”, apontando as reservas de gás, a existência de projetos de dimensão mundial e a ligação aos mercados internacionais.

Segundo o responsável, a empresa discutiu com a delegação moçambicana oportunidades futuras de cooperação, desenvolvimento de competências técnicas, partilha de experiências internacionais e potenciais investimentos. “Falámos da nova lei, de haver condições que têm sido atualizadas e vamos olhar para isso com muito cuidado e com muita atenção para poder identificar oportunidades que sejam benéficas para todos”, afirmou.

Já o presidente do Fórum Rio Petróleo e Gás, Nelson Filho, defendeu que a experiência acumulada pelo Brasil na exploração de petróleo, gás e energias renováveis pode contribuir para acelerar o desenvolvimento do setor energético moçambicano: “Nós vemos uma oportunidade ímpar para os dois países trabalharem juntos e desenvolverem juntos”.

Segundo o responsável, Moçambique tem uma das maiores reservas de gás do mundo e poderá assumir um papel relevante no atual contexto de transformação dos mercados energéticos.

Nelson Filho falou da importância do gás na transição energética e lembrou que “Moçambique tem uma das maiores reservas de gás do mundo”. Para o responsável, a localização geográfica do país reforça ainda mais o seu potencial: “Moçambique está numa posição e tem todas as condições realmente para liderar todo este processo, não em longo prazo, mas em curto e médio prazo”.

Os encontros ocorreram à margem da participação de Daniel Francisco Chapo no ROG.e 2026, onde o chefe de Estado moçambicano participa como orador e promove oportunidades de investimento no setor energético nacional.

Segundo informação divulgada ontem pela Presidência moçambicana, as reuniões abordaram oportunidades de investimento, exploração de petróleo e gás, capacitação de quadros e desenvolvimento de competências técnicas, com vista ao aprofundamento da cooperação entre Moçambique e o Brasil. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


Macau - Visitantes portugueses subiram 30% até Agosto

Até Agosto, entraram no território perto de 29 milhões de visitantes, o que representa um aumento de 8%, face aos primeiros oito meses de 2025. No geral, os turistas internacionais cresceram 3%, situando-se acima dos 1,7 milhões, sendo que o número de entradas de portugueses subiu 30% para quase 10 mil


Entre Janeiro e Agosto deste ano, chegaram quase 29 milhões de visitantes à RAEM, o que corresponde a um crescimento homólogo de 7,7%, indicam dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Apesar de o número de turistas ter descido 0,6% para pouco mais de 11 milhões, os excursionistas aumentaram 13,6% e cifraram-se em 17,8 milhões.

No período em análise, o número de visitantes internacionais subiu 3,4%, ultrapassando 1,7 milhões, sendo que, face ao mesmo intervalo do ano passado, registaram-se mais 30,1% portugueses, num total de 9978.

Analisando apenas o mês de Agosto, o número de portugueses que entraram no território subiu 15,5% para 1405, em termos homólogos, enquanto os visitantes que chegaram do Brasil ascenderam 64,5% para 1115. Aqueles provenientes da Rússia mais do que duplicaram, para quase cinco mil, o que equivale a uma subida anual de 122%. Ainda assim, as entradas de visitantes internacionais recuaram 9,8% e fixaram-se em 171 mil, no último mês.

De uma forma geral, chegaram menos turistas provenientes dos principais países asiáticos, à excepção da Malásia, responsável por 8161 entradas na RAEM e um aumento anual de 2,1%.

Oriundos das Filipinas, chegaram 31.282 visitantes, mais do que qualquer outro país da Ásia, apesar de corresponderem a uma quebra homóloga de 18,5%. Relativamente aos turistas provenientes da Coreia do Sul, o número de entradas caiu 12,6%, sendo que entraram 30.738 sul-coreanos.

Os turistas de Singapura caíram 20,7% para 5245, enquanto da Indonésia desceram 16,9%, fixando-se em 11.106 entradas. Do Japão chegaram 11.464 visitantes, o que se traduz numa quebra de 31,1%. Com passaporte tailandês chegaram menos 35,9%, na mesma base comparativa, situando-se nos 8599. Já as entradas de visitantes da Índia baixaram 17,6% para 6430.

Em sentido inverso, continuaram a chegar mais visitantes do Interior da China, que registaram um crescimento de 9,3%, para mais de 3,5 milhões. De Taiwan chegaram mais de 101 mil, um aumento anual de 13,7%, ao passo que de Hong Kong entraram 643 mil, ou seja, menos 5,6%.

No cômputo geral de Agosto, o número de visitantes ascendeu 6,1% para mais de 4,4 milhões. Em específico, o número de excursionistas subiu 11,7% para mais de 2,8 milhões. Por outro lado, o número de turistas contraiu 2,4% e situou-se nos 1,6 milhões.

Tanto no que diz respeito ao mês de Agosto como ao conjunto dos oito primeiros meses deste ano, o período médio de permanência dos visitantes caiu 0,1 dias para um dia, na comparação homóloga, segundo a DSEC. Relativamente aos turistas, o período de permanência manteve-se numa média de 2,3 dias. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”