Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 18 de julho de 2026

Reino Unido - Portugueses da cidade de Londres unidos contra encerramento do restaurante Lusitânia

Está a decorrer no município de Lambeth, em Londres, um processo de licenciamento urbanístico que prevê a demolição de anexos e estruturas nas traseiras do edifício histórico “The Britannia”, situado no número em Wandsworth Road, onde funciona o Restaurante Lusitânia, ponto de encontro da comunidade portuguesa


A proposta apresentada prevê a construção de uma extensão de quatro pisos, com a escavação de uma cave, destinada à criação de seis frações residenciais independentes, a que se soma a edificação de três novas habitações no logradouro das instalações.

A iniciativa motivou uma forte reação por parte da comunidade portuguesa local, impulsionada por Pedro Xavier. O conselheiro das comunidades portuguesas tem liderado o apelo público à contestação deste projeto de planeamento, cujo prazo de consulta pública terminou a 7 de julho.

Pedro Xavier considera que o Restaurante Lusitânia assume uma relevância que ultrapassa a mera vertente comercial, classificando o espaço como um símbolo de união e um ponto de encontro geracional para os cidadãos portugueses residentes na capital britânica. O conselheiro sublinha que o estabelecimento faz parte da história da emigração nacional na cidade e da própria identidade do bairro onde se insere.

Segundo Pedro Xavier, a aprovação do atual projeto urbanístico coloca em risco a integridade de um marco considerado fundamental para a preservação das memórias e do património cultural da comunidade portuguesa na região.

O representante tem vindo a apelar, por isso, à mobilização de residentes, familiares e amigos para que submetam observações formais e objeções ao processo, com o intuito de travar os planos de demolição parcial e a subsequente reconfiguração do espaço. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Cabo Verde - Gerson Spencer apresenta novo álbum “Livre” na Cidade da Praia

O cantor maiense Gerson Spencer esteve no Auditório Nacional Jorge Barbosa, na Cidade da Praia, para apresentar o seu mais recente álbum, intitulado “Livre”. Depois do primeiro álbum, “Voz na Fundo”, Gerson Spencer regressa ao mercado musical com “Livre”, composto por oito faixas. “Livre”, “Amam”, “Inexplicável”, “Nha Terra Djarmai”, “Ana”, “Patroa di Nhas Sentimentos”, “Tudu ta Muda” e “Cherie” são os temas que fazem parte deste trabalho discográfico


Numa entrevista ao Expresso das Ilhas, Gerson Spencer conta que o álbum traz músicas tradicionais, com uma mistura de sonoridades modernas, e inclui temas que misturam o português e a língua cabo-verdiana.

“Este trabalho discográfico vai na mesma linha do primeiro álbum, ‘Voz na Fundo’, mas adicionei mais elementos. Tem uma morna, uma coladeira, colazouk, que é uma música que fiz para a minha terra, a ilha do Maio. Tem batuque. O disco é composto por oito faixas musicais. E tenho duas músicas mais direccionadas para a malta jovem”, relata.

O cantor explica que o primeiro álbum foi financiado pelo seu produtor, Silvano Spencer, enquanto neste segundo trabalho decidiu financiar o próprio projecto.

“Financiei o meu álbum para poder ter o controlo das minhas coisas, mas também para desafiar a minha cabeça, para aprender como é que as coisas funcionam. Gosto de desafios, acredito que com o sacrifício vou ganhar mais experiência. Foi uma experiência muito positiva, porque durante três anos vi que, às vezes, as coisas não davam certo e tive de me adaptar. Foi muito esforço”, relata.

Gerson Spencer explicou que o álbum tem o título “Livre” por se sentir livre enquanto artista e ser humano.

“Até na letra da música que emprestou o nome ao disco, se fores ouvir, vais perceber o que quero dizer com isso. Estou a sentir-me livre como artista. É mais cansativo, mas estou a aprender muitas coisas e estou a entrar numa nova fase artística”.

O cantor garantiu ainda que hoje é um Gerson Spencer mais experiente, confiante e maduro. “Então valeu a pena este álbum ‘Livre’, que está a ser bem aceite”, afirma.

Shows

Gerson Spencer, que reside actualmente em Portugal, disse que está em Cabo Verde para fazer o lançamento do seu novo álbum, com a intenção de levar a apresentação a todas as ilhas.

“Quero fazer em todas as ilhas. Estamos a começar aqui na Cidade da Praia, depois vamos para São Vicente, Sal, Santo Antão e o último lançamento quero fazer na minha ilha, Maio, porque quero fazer algo muito especial também”, garante.

O artista revelou ainda que realizar um espectáculo no Auditório Nacional Jorge Barbosa, na Cidade da Praia, é algo que há muito desejava.

“Já fiz shows nos festivais e em outros lugares, mas aquela forma de espectáculo no Auditório Nacional, com pessoas sentadas a apreciar e, de preferência, com os meus fãs presentes, é algo que há muito sonhava”, afirmou Spencer.

Por isso, diz que quer estar focado a 100% no concerto. “Espero que aquele dia seja uma noite especial, que as pessoas saiam de lá com o coração e os ouvidos cheios de coisas boas”.

Neste concerto, Gerson Spencer terá como convidados os artistas Voz di Magua, Marinu e Nha di Filipa. “Independentemente das pessoas que vão estar no auditório no meu show, vou dar o meu máximo, porque há muito que sonhava realizar este concerto”.

Além dos temas do álbum “Livre”, o cantor vai apresentar músicas do primeiro trabalho discográfico, “Voz na Fundo”, o seu álbum mais conhecido. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sexta-feira, 17 de julho de 2026

Angola - Livro “O Mundial de Angola” lançado em Luanda eterniza os 20 anos da estreia dos Palancas Negras na Alemanha

Duas décadas após a histórica e inédita participação da Selecção Nacional de futebol de honras no Campeonato do Mundo de 2006, na Alemanha, as memórias, emoções e o riquíssimo acervo jornalístico daquela epopeia foram imortalizados no livro intitulado Alemanha 2006 foi há 20 anos – O Mundial de Angola.


A obra, sob a chancela da Mayamba Editora, com conceito e apresentação do prestigiado escritor e jornalista Luís Fernando e organização técnica de Caetano Júnior, foi apresentada formalmente, nesta Sexta-feira, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, na capital do país.

O livro, que chega ao mercado literário e desportivo com o preço de capa fixado em 20 mil kwanzas e uma tiragem inicial de 1000 exemplares, assume-se como um autêntico documento histórico e um roteiro nostálgico para os aficionados do desporto-rei.

Ausente no lançamento por se encontrar em Espanha, o autor da obra, Luís Fernando, fez-se representar pelo organizador técnico da iniciativa, Caetano Júnior, que explicou pormenorizadamente a génese do projecto à imprensa.

De acordo com o profissional de comunicação, o grande objectivo centrou-se em resgatar e salvaguardar os momentos vibrantes vividos em 2006, que se encontravam guardados nos arquivos do Jornal de Angola, trazendo-os de volta a público para preservar um património desportivo e jornalístico de incalculável valor para o país.

A cerimónia, que contou com a condução de Honorato Silva, revestiu-se de enorme simbolismo com a presença de antigas glórias da Selecção Nacional que integraram a mítica convocatória de 2006, como o antigo guarda-redes João Ricardo, o defesa central Kali e Mendonça “Mandalixo”.

As antigas estrelas do futebol nacional enalteceram de forma unânime a qualidade e a oportunidade da obra literária, sublinhando que o livro constitui um valioso contributo didáctico para que as novas gerações conheçam de perto o sacrifício e a glória do principal capítulo do desporto rei doméstico.

A partir de Portugal, o eterno vice-capitão dos Palancas Negras daquela vibrante campanha, André Makanga, associou-se virtualmente ao evento, manifestando a sua profunda satisfação com a publicação.

O antigo camisola 8 manifestou o desejo de que a obra sirva de justa homenagem a todos os jogadores, equipa técnica e profissionais que elevaram a bandeira da República de Angola em solo germânico.

Estruturado de forma fluida, o índice do livro revela uma viagem cronológica fascinante através de crónicas detalhadas, reportagens especiais e entrevistas exclusivas colhidas no teatro das operações pelos enviados especiais do Jornal de Angola.

O volume divide-se em capítulos marcantes como “Enfim, a Festa”, onde se aborda o Mundial como uma merecida conquista da paz, e “Portugal-Angola”, que disseca com rigor técnico os pormenores tácticos, os receios, as expectativas e a exibição colectiva frente aos “Tugas”, num torneio onde o avançado Flávio Amado se imortalizou como o autor do único golo angolano na prova sob a égide da FIFA. Kiameso Pedro – Angola in “O País”


CPLP - 30 anos, os jovens e o bloco de língua portuguesa

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, celebra aniversário com debate de representantes das nações que formam a organização; integração, mulheres em espaços de decisão, afirmação da língua portuguesa, democracia e paz foram alguns dos temas debatidos, em evento da juventude lusófona em Cascais, Portugal


Com um encontro de jovens e para ouvir os jovens, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, iniciou a última semana de celebrações que antecedem o seu aniversário de 30 anos neste 17 de julho.

O evento coorganizado com entidades parceiras como o Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas, IPDAL, foi realizado durante o fim de semana, em Cascais, Portugal.

Passaporte lusófono

A ONU News conversou com alguns dos participantes para saber o que eles esperam deste novo momento da CPLP, e o que pode ser feito na prática para acelerar não só a integração, mas o desenvolvimento e a contribuição da juventude das nações que falam português.

Um dos participantes, Vitor Andrade, líder da organização Conexão Lusófona, defendeu a criação de um “passaporte lusófono” para que os jovens possam estudar e trabalhar em qualquer país de língua portuguesa.

“Temos um conjunto de prioridades mais assertivas. Uma delas é, sem dúvida, a questão ambiental. A questão ecológica. É verdade que a nossa geração já nasceu com ela que preocupa bastante. Temos outra prioridade que afeta o quotidiano dos nossos jovens dos nossos países: questões como a parte migratória. Infelizmente, cada vez mais países estão a ter medidas de força na área migratória e tornando mais difícil trabalhar num Estado diferente e, portanto, trabalhamos também a esse nível.”

Mulheres no Executivo

O Encontro de Política Externa e Pensamento Estratégico reuniu estudantes da Guiné-Bissau, Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal, São Tomé e Príncipe, e de estudantes de países como Argentina, Itália e Cazaquistão que falam o português como língua estrangeira.

Dentre os temas debatidos estiveram a saúde das democracias na lusofonia e outras partes do mundo e a sub-representação nos países de língua portuguesa da liderança feminina em cargos executivos. Atualmente, todas as nações lusófonas são chefiadas por homens.

Para a estudante brasileira de mestrado em Direito da Universidade de Lisboa, Nicole Brito, é hora de corrigir este défice elegendo mulheres para cargos legislativos e levando mais representação feminina a postos de comando.

Democracia e futuro

“Olha, infelizmente, eu sinto que ainda faltam mulheres, eu sinto que ainda existe uma resistência, eu sinto que ainda existe uma falta de representatividade.”

Participaram da mesa de debates, a secretária-executiva da CPLP, a embaixadora angolana, Fátima Jardim, o presidente do IPDAL, Paulo Neves, e o embaixador aposentado, António Almeida-Ribeiro.

A nova realidade geopolítica foi um dos temas neste momento de aniversário da CPLP. Para a jovem guineense, Luísa Aminata, a crise da democracia é um entrave para que jovens, como ela, possam se expressar sobre o que esperam de seus governos e de seu futuro.

“Neste evento, estamos a falar sobre democracia sob pressão, e então para termos uma boa democracia precisamos investir na educação, principalmente na educação das meninas. Nesse caso, eu tenho uma página que criei chamada Madrinha das Meninas, com a intenção de motivar mais jovens meninas para eles fazerem sentir que são capazes de realizar tudo o que querem, que são capazes também de participar nas decisões do nosso país, nas decisões do mundo, porque é muito importante que nós mulheres também tenhamos essa oportunidade.”

Concertação político-diplomática

Desde a independência de Portugal, vários países de língua portuguesa, especialmente na África, enfrentaram múltiplos desafios com longas guerras civis, combate à corrupção e à pobreza, golpes de Estado e a consolidação da paz e da segurança. Com a chegada da CPLP, o bloco passou a cooperar em várias áreas de concertação político-diplomática até a entrada de Timor-Leste em 2002, que abriu os horizontes da organização para o sudeste da Ásia.

Desde então, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa tem visto aumentar o número de membros-observadores que hoje já são mais de 30 nações incluindo França, Reino Unido, Estados Unidos e Catar, além de um número recorde de entidades da sociedade civil e organizações não-governamentais que atuam com status consultivo no bloco. Essa presença de cidadãos é um dos diferenciais da CPLP ao ser comparada com outros pares, por exemplo.

Para a cabo-verdiana Odara dos Santos, a Comunidade é um espaço que relembra que os jovens têm uma voz dentro das democracias e que podem ajudar a combater a desinformação.

Mundo digital e voz da juventude

“Falando da CPLP, são diferentes países e com distância continental que merece aproximação entre esses países de forma física. Também no mundo digital é muito importante aprimorarmos isso mais entre esses países e é preciso que haja um intercâmbio mais aprofundado, mas também que os jovens entendam que eles têm uma voz dentro da democracia. Eles podem construir pontes e desenvolver os seus países desde agora, independentemente da idade, porque o mundo se faz do conjunto de pessoas e que de diferentes gerações se constrói um mundo melhor.”

Em 1989, quando chefes de Estado dos sete países lusófonos se reuniram para criar a CPLP, no estado do Maranhão, no Brasil, eles desenharam também a estrutura de um Instituto Internacional de Língua Portuguesa, IILP, que tem sede em Cabo Verde.

Segundo a entidade, existem mais de 330 línguas no espaço da lusofonia. E mais de 185 são indígenas. Uma das línguas mais faladas na diáspora, o português é considerado hoje a quinta ou sexta língua mais usada no mundo e a mais falada no Hemisfério Sul. Para o estudante angolano Gaspar da Silva, a CPLP é importante para a integração das diversas diásporas de língua portuguesa espalhadas pelo mundo.

Português gera empregos

“A CPLP vem para conciliar os interesses de todos os nove países que dela fazem parte, para que haja conexão entre eles e quem está na diáspora. Há aqui uma grande relação e um papel muito importante que a CPLP tem, para que, de certa forma, tem nos juntado para que jovens e tomadores de decisão de muitos países discutam mesmas ideias e pensamentos para a resolução de problemas da mesma comunidade CPLP.”

Ayrton Pahula afirma que a maior presença da língua portuguesa como língua oficial de organizações internacionais também gera empregos e oportunidades para a lusofonia.

“Os jovens podem até falar noutras línguas, mas falar na sua língua materna é diferente. Pensar na sua língua materna é diferente. Então, neste sentido, eu penso que devemos explorar pensar muito a questão da língua em função dessas oportunidades que se perdem”.

E um desses exemplos é o próprio secretário-geral do IPDAL, Gastón Ocampo. Ele nasceu na Argentina, mas aprendeu o português para trabalhar com jovens lusófonos, o que segundo ele abriu um mundo de oportunidades.

“Eu não estaria aqui se não fosse pelo português. Eu acho que o português abriu-me portas e abriu-me também a cabeça para nós também pensarmos num futuro em que eu me vejo também na África Lusófona. Vejo-me em Timor-Leste, em Macau, quem sabe?”

Em evento separado, durante a sua passagem pelo Fórum Político de Alto Nível, em Nova Iorque, a secretária de Estado de Portugal, Ana Isabel Xavier, foi entrevistada pela ONU News e afirmou que a CPLP é simplesmente insubstituível.

“CPLP é insubstituível”

“Nós estamos, de facto, agora a celebrar os 30 anos da CPLP, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e estamos a celebrar com um optimismo de facto, bastante reforçado. Quando nós olhamos hoje para a CPLP, olhamos desde logo para um espaço lusófono que partilha uma cultura comum, uma identidade comum, mas mantendo também aquilo que é a identidade única de cada um destes países, que, em conjunto, formam uma comunidade de princípios e de valores que é absolutamente insubstituível.” Eleutério Guevane e Monica Grayley – ONU News – Nações Unidas


CPLP - Mensagem da Secretária Executiva por ocasião do 30.º Aniversário que hoje, 17 de julho, se comemora


Mensagem da Secretária Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Embaixadora Maria de Fátima Jardim, por ocasião do 30º Aniversário da CPLP, assinalado a 17 de julho de 2026

 

UCCLA – Acolhe o lançamento do livro “Marrabenta - A Cadência de Moçambique” de Costa Neto

Vai acontecer no dia 24 de julho, às 17h30, a apresentação do livro Marrabenta - A Cadência de Moçambique da autoria de Costa Neto, no auditório da UCCLA.


Com a chancela da editora Chiado Books, a obra será apresentada pela arqueóloga Conceição Lopes.

Sinopse:

É um livro acessível ao leitor comum pela sua explícita dissertação, mas igualmente estruturado e recomendado para o ensino académico pelos seus ensaios técnicos complementares.

Um livro que proporciona uma concertação de ensaio e dissertação sobre um género de música moçambicana, a “Marrabenta”, resultante de pesquisas do autor no seu longo percurso de carreira profissional forjada numa experiência intensa, nacional e internacional.

Biografia do autor:

Costa Neto nasceu na Ponta do Ouro, a sul de Moçambique. É músico, compositor, intérprete, produtor e escritor. Radicado em Portugal há mais de três décadas, é considerado um dos maiores impulsionadores da música urbana moçambicana e da cultura lusófona.

Membro cofundador da Banda ABC 78 (1978), músico efetivo da Gestão Hoteleira/Moçambique (1978-1979), membro do Grupo 1 - Moçambique (1981), membro cofundador e diretor do Agrupamento Mbila/Moçambique (1982), diretor interino do Clube da Juventude/Maputo (1983-1988).

Fundador e coordenador do projeto filantrópico "FAZER" em 1996, em Portugal, patrocinado pelas Nações Unidas, com o envolvimento de artistas africanos (PALOP) residentes em Portugal, para além de personalidades e instituições públicas.

Co-padrinho de “Juntos Contra a Fome”, projeto de parceria CPLP e FAO de luta contra a fome nos países de língua oficial portuguesa.

Cofundador e presidente de Direção da “Razão d’Arte”, Associação Cultural dos Artistas da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa.

Autor dos hinos:

  • “A Lusófona”, dedicado às comunidades dos países de língua oficial portuguesa: 

https://www.youtube.com/watch?v=4eXzuoOknTE

  • “Juntos Contra a Fome” da campanha internacional de luta contra a fome nos países de língua oficial portuguesa da parceria CPLP-FAO:

https://www.youtube.com/watch?v=9anxtoJ_2lk  

Autor e intérprete da música “Mandjolo”, uma das mais emblemáticas músicas de Moçambique

Criador do projeto “Kanimambo Quero Um Abraço”, inspirado no contexto da solidariedade internacional às vítimas das intempéries em Moçambique e com intervenção social e sensibilização no âmbito da pandemia do Covid-19:

https://www.youtube.com/watch?v=ReIIFsydugQ


quinta-feira, 16 de julho de 2026

Angola - Leitores de diferentes gerações reflectem em torno da obra literária de Manuel Rui

A Biblioteca Contr’Ignorância, no município do Rangel, em Luanda, realiza neste Sábado, 18, mais uma edição do Clube de Leitura Handyman, desta vez para reflectir em torno da obra “Quem Me Dera Ser Onda”, do escritor angolano Manuel Rui, publicado pela primeira vez em 1982


A iniciativa vai reunir crianças, adolescentes, jovens e adultos a fim de descobrir novos mundos e conversar sobre a referida obra, com o objectivo de incentivar o diálogo, a reflexão e a descoberta de novos conhecimentos através dos livros, bem como valorizar a literatura angolana e a produção literária do país.

Segundo o coordenador de Projectos da biblioteca, Dilson Maria, uma das maiores virtudes desta sessão reside na diversidade de interpretações que cada participante construirá a partir da mesma obra. Na sua perspectiva, embora todos leiam o mesmo livro, cada leitor desenvolve uma leitura própria, influenciada pelas suas vivências, pela realidade social e pela sua sensibilidade.

“O clube não pretende convencer ninguém de que uma determinada obra é boa ou má. Pelo contrário, acreditamos que são precisamente os livros que suscitam dúvidas, desconforto ou opiniões divergentes que proporcionam conversas mais profundas e enriquecedoras”, afirmou.

O responsável esclareceu ainda que o encontro está aberto para quem já leu a obra e para aqueles que desejam apenas conhecer o funcionamento do clube de leitura.

Questionado sobre a escolha de “Quem Me Dera Ser Onda” para esta edição, explicou que a equipa acompanha regularmente os títulos mais procurados pelos utilizadores da biblioteca, procurando seleccionar obras capazes de despertar o interesse de crianças, adolescentes e adultos e estimular um debate participativo. Musseque Segunda – Angola in “O País”