Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Angola - Obras de escritores nacionais em destaque na feira literária de Londres

Os escritores angolanos, Henrique Sungo, Beni Dya Mbaxi e Acareb O Poeta, vão participar da segunda edição da FLIP “Feira Literária Internacional de Língua Portuguesa” de Londres, a decorrer no dia 13 de Junho próximo, na Goldsmiths University of London


Promovido pela comunidade brasileira naquela cidade do Reino Unido, o evento reúne autores, editores e agentes culturais para promover a literatura em português num contexto internacional.

A feira, que se afirma como um palco de promoção e intercâmbio literário e cultural entre diferentes nações que comungam a mesma língua oficial, pretende consolidar-se como um espaço de encontro entre escritores, editores, investigadores e leitores, promovendo a circulação de obras e o diálogo cultural no universo lusófono.

Com enfoque na valorização da língua portuguesa enquanto instrumento de expressão artística e cultural global, a iniciativa procura, igualmente, aproximar diferentes comunidades e reforçar a presença da literatura lusófona fora dos seus territórios de origem.

Aberto ao público em geral, o evento dirige-se a todos os profissionais e interessados no sector literário, oferecendo uma plataforma para divulgação de projectos literários, partilha de experiências e criação de redes de contacto a nível internacional. Bernardo Pires – Angola in “O País”


Galiza - Apresentação da coleção Através do Brasil na Corunha

Na quarta-feira 27 de maio, às 19.30 h, a A. C. Alexandre Bóveda acolhe a apresentaçom da coleçom Através do Brasil, um projeto editorial da Através Editora dedicado à divulgaçom da literatura brasileira no espaço galego-português


O evento decorrerá no local da Agrupaçom Cultural, no primeiro andar do número 36 na rua Santo André.

A sessom permitirá dar a conhecer os dous primeiros títulos da coleçom: As histórias do futuro, de Machado de Assis, e Eu sou vós mesmos: vinte contos, de Clarice Lispector. Através destas obras, propom-se um percurso por duas figuras fundamentais da literatura brasileira, explorando a sua releváncia estética e o seu lugar na tradiçom literária em língua portuguesa.

A atividade contará com a participaçom dos diretores da coleçom, que abordarám os critérios editoriais, o enquadramento do projeto e as perspetivas futuras, abrindo também espaço para diálogo com o público:

Carlos Paulo Martínez Pereiro Professor Catedrático da Universidade da Corunha e, entre 1980 e 1990, docente de ensino secundário, publicou, com Alva Martínez Teixeiro, Machado de Assis e a ‘mundana comédia’ (2017), além de diversas monografias sobre literatura galego-portuguesa e brasileira. Recebeu o Prémio de Investigaçom Xunta de Galicia (1992), o Prémio de Ensaio Espiral Maior (2000) e foi finalista do Prémio de Ensaio da AELG em 2007 e 2010.

Alva Martínez Teixeiro Professora Distinguida Senior da Universidade da Corunha e Professora Estrangeira Associada da PUCRS (Porto Alegre), foi Professora de Estudos Brasileiros da Universidade de Lisboa (2012-2024) e docente na Université Mohammed V de Rabat (2012-2016). É autora de monografias sobre figuras centrais da literatura brasileira e portuguesa. Recebeu, entre outros, o Prémio de Ensaio Ramón Piñeiro (2007) e o Prêmio Internacional de Monografias Itamaraty (2014). In “Portal Galego da Língua” Galiza


São Tomé e Príncipe - Património único em processo de recuperação

Localizado no ilhéu das Rolas, o Marco do Equador constitui um património histórico, cultural e turístico singular, assinalando o ponto exato de passagem da linha do equador em território santomense.


“O Marco oferece aos nossos visitantes uma experiência verdadeiramente única: a possibilidade simbólica de estarem simultaneamente nos dois hemisférios do planeta”, destacou Nilda da Mata, Ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável.

Atualmente, tanto o monumento como a área envolvente encontram-se em estado de degradação avançado, comprometendo a sua integridade estrutural e o seu potencial como elemento de atração turística e cultural.

Com financiamento do Banco Mundial, através do projeto WACA+, o Marco do Equador será alvo de recuperação. O projeto preliminar foi apresentado pelo consórcio Mundi Consulting.

“É uma grande responsabilidade, porque se trata da recuperação de um dos maiores monumentos históricos do país”, afirmou Beatriz Ramos, em representação do consórcio.

Para a titular da pasta do Turismo, a reabilitação do Marco do Equador representa uma oportunidade estratégica para “preservar um testemunho histórico único da nossa nação, reforçar a identidade nacional, dinamizar o turismo sustentável, promover a inclusão comunitária e contribuir diretamente para a melhoria das condições de vida das famílias da comunidade local.”

Se o calendário previsto for cumprido, as obras deverão arrancar ainda este ano. José Bouças – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Macau - Revelados vencedores do concurso de fotografia de arquitectura do Centro para Arquitectura e Urbanismo

O CURB – Centro para Arquitectura e Urbanismo anunciou os vencedores da quinta edição do Concurso de Fotografia de Arquitectura de Macau, alusiva à relação entre os espaços da cidade e as pessoas que os habituam.


Na categoria de Grupo Aberto, destinada a todos os residentes de Macau (incluindo trabalhadores não residentes e titulares de visto de estudante), a fotografia vencedora foi tirada por Nicholas Mok. Os participantes Ip Man Heil e Chan Peng Nam ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. O júri atribuiu ainda menções honrosas a outros dez trabalhos.

Na categoria de “Grupo Estudante”, que exige a prova de matrícula numa instituição de ensino secundário ou superior (local ou no estrangeiro), o primeiro lugar foi conquistado por Yeung Hou Sam. O pódio completou-se com a atribuição dos segundo e terceiro prémios a Huang Jonson e Dong Lingyu, respectivamente. Outras dez fotografias foram seleccionadas para menções honrosas.

De acordo com o CURB, este ano o concurso recebeu 306 fotografias submetidas por 143 participantes. Os trabalhados foram apreciados por “um painel de jurados experientes que seleccionaram as melhores fotografias para o tema deste ano, considerando a sua qualidade técnica e artística e a originalidade da visão”.

A lista de premiados e as fotografias vencedoras serão publicadas, em breve, na página oficial da competição, assim como nas redes sociais do CURB. A cerimónia de entrega de prémios vai realizar-se no dia 30 de Maio, às 17h, na Ponte 9, onde está sediada a instituição. As fotografias vencedoras permanecerão expostas neste espaço até dia 20 de Junho.

O Concurso de Fotografia de Arquitectura de Macau decorre há cinco anos consecutivos, desde o lançamento em 2022, e já registou a participação de 831 pessoas e a submissão de 1917 trabalhos (incluindo os dados da edição desde ano). Segundo o CURB, a iniciativa deste ano revelou “resultados excepcionais e um interesse crescente” por parte do público, composto por fotógrafos de todos os níveis – desde amadores e estudantes a profissionais. In “Ponto Final” - Macau


Cabo Verde - Lançamento da obra sobre os “Tubarões Azuis” na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente

Cidade da Praia – O livro Tubarões Azuis no Olimpo dos Deuses do Futebol foi apresentado no dia 20, em São Vicente, e será no dia 22, na cidade da Praia, coincidindo com a permanência da selecção nacional de futebol em Cabo Verde antes da sua deslocação aos Estados Unidos da América.


A apresentação da obra no Mindelo, agendada para 20 de Maio, segundo o autor José Mário Correia, decorreu numa altura em que os “Tubarões Azuis” se encontravam em estágio em São Vicente, o que, sublinha, justifica a escolha da ilha do Porto Grande para o primeiro lançamento oficial.

Após a passagem por São Vicente, a selecção nacional segue para a ilha do Fogo, antes de cumprir etapas no Sal e na Praia, numa espécie de despedida pelo arquipélago antes da viagem para Lisboa, onde disputará um jogo internacional a 02 de Junho.

Os Estados Unidos da América serão, posteriormente, o palco dos próximos compromissos da selecção cabo-verdiana.

A obra traça o percurso da selecção nacional de futebol e a afirmação dos “Tubarões Azuis” no panorama internacional, evocando momentos marcantes da história recente do futebol cabo-verdiano e o simbolismo da equipa junto dos adeptos.

O lançamento na cidade da Praia está igualmente agendado para 22 de Maio, num momento em que a selecção nacional permanece no país, reforçando a ligação entre a apresentação do livro e o ambiente de mobilização em torno da equipa.

Com 300 páginas, o livro é apresentado como uma “verdadeira enciclopédia” do futebol cabo-verdiano, reunindo dados sobre jogos, jogadores, golos, vitórias e derrotas ao longo de várias décadas, com enfoque nas competições internacionais, como a Taça Amílcar Cabral, a Taça de África das Nações e as fases de qualificação para os Mundiais.

O prefácio é assinado pelo presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol, Mário Semedo, descrito pelo autor como “um verdadeiro prefácio, muito profundo e abrangente”, constituindo uma homenagem a atletas, adeptos, antigos dirigentes, seleccionadores e jogadores.

O posfácio é da autoria do antigo presidente da mesma instituição, Orlando Mascarenhas, actualmente presidente da Academia Olímpica Cabo-verdiana. In “Inforpress” – Cabo Verde


Cabo Verde - Prémio Literário Arnaldo França abre candidaturas para distinguir obras inéditas em prosa de autores nacionais

Cidade da Praia - As candidaturas ao Prémio Literário Arnaldo França decorrem até 31 de Julho e destinam-se a obras inéditas em prosa, escritas em língua portuguesa, de autores cabo-verdianos e estrangeiros residentes em Cabo Verde há cinco anos. 


Instituído em parceria pela Imprensa Nacional Casa de Moeda (INCM) e pela Imprensa Nacional de Cabo Verde (INCV), o prémio aceita trabalhos inéditos apresentados exclusivamente por via electrónica, mediante preenchimento e submissão de formulário disponível no sítio da Imprensa Nacional.

Em comunicado, avançaram que os interessados podem ainda consultar o regulamento, a composição do júri e outras informações relacionadas com o concurso no portal da mesma instituição.

Além do prémio pecuniário no valor de cinco mil euros, cerca de 550 milhões de escudos cabo-verdianos, a iniciativa contempla a edição da obra vencedora sob a chancela da Imprensa Nacional.

Os vencedores serão conhecidos e divulgados até o final de 2026.

De acordo com as entidades promotoras, o Prémio Literário Arnaldo França integra os Prémios INCM para a Língua Portuguesa e visa promover a língua portuguesa e o talento literário em Cabo Verde, além de homenagear Arnaldo França, figura da literatura e cultura cabo-verdiana. In “Inforpress” – Cabo Verde

Regulamento

Poesia de exaltação à vida cotidiana

Em nova obra, Salomão Sousa reúne poemas líricos que evocam o seu passado rural      

                                                                         

                                                                                           I

Depois de publicar Certezas para as madressilvas (Brasília, edição do autor, 2024), que reúne poemas escritos à época do isolamento forçado pela epidemia de covid-19 (2020-2022), e Poesia e alteridade (Brasília, edição do autor, 2024), que abriga artigos sobre Literatura e Psicologia Social, o poeta Salomão Sousa chega ao seu 19º livro, A selva escura dos cristais perdidos (Brasília, edição do autor, 2026), em que retoma o ofício de poeta com peças em que procura estar próximo à vida cotidiana, livre das amarras daquele tempo sombrio, solto para se manter fiel à sua memória, à família e aos amigos, certo de que “a poesia não deixa de ser uma fidelidade ao que amamos”, como diz em texto que encaminhou a este articulista.

De fato, nesta obra, como diz o seu autor, as metáforas acabam assumindo um fluir, um caminho, um ato de navegar e dar continuidade, mas resistindo, precisando de portas e fronteiras livres. “O cotidiano está por debaixo das palavras, sem grande angústia, mas é um convite para sermos participativos, sem omissão. O mundo se move conforme as nossas ações”, diz. E acrescenta: “Não podemos destruir o nosso ambiente nem nossas relações. Não podemos subir no telhado para gritar impropérios contra os vizinhos, os familiares e os animais. Não podemos subir ao púlpito para a defesa de ideias envelhecidas e germinadoras de opressão e repressão. Temos de nos libertar do pragmatismo escravizante”.

Por aqui, pelas próprias palavras definidoras de seu trabalho poético, o poeta adianta ao leitor o que irá encontrar ao longo de seus poemas reunidos. Ou seja, um alerta para o mal que, volta e meia, tenta arrebentar as portas da frágil democracia que o País tenta reconstruir a muito custo. “O nefasto, que deseja nos dominar, faz de tudo para nos isolar. O isolamento nos enfraquece. A informação e a arte promovem o nosso encontro”, adverte.

 

                                                          II    

Oriundo de terras até hoje ainda pouco desbravadas no interior do Brasil, Salomão Sousa é um poeta lírico e, como tal, preocupado com a expressão da subjetividade, da alma e dos sentimentos. Por isso, em quase todos os seus versos, há sempre a evocação do seu passado rural, sem que saia do círculo estreito de seu “eu” poético, projetando-se nos amigos e familiares que ficaram para só ver a si próprio. Como se constata no poema “Ao meu irmão Miguel”:

          Sentávamos na cerca do curral / com algum graveto ou chicote, / lascávamos tapiocangas ao longe / e entre os voos dos morcegos / chacoalhávamos as varas. / Na porta surgia a nossa mãe: / Saiam já do sereno! / César Vallejo, exilado em Paris, / distante do Peru, amada Pátria, / não tinha um naco de queijo / nem palhas para dormir. / Ou mãe que lhe pedisse para colher / com Miguel folhas de chapéu-de-couro. / E fomos colhê-las a cavalo em pelo. / A lua não desiste de quarar a  noite. / Dou-te, irmão, as rimas mais improváveis. / O perfume, perfume talvez de limas. / Para estendermos as tranças de uma mãe /arrastamos ramas de fava. / E para as glórias de teu nome, irmão, / sempre estarão estirados os varais do céu.

 

                                                            III

Além de homenagear o poeta peruano César Vallejo (1892-1932), de  se notar é que em outro poema reverencia não só a atriz e modelo norte-americana Marilyn Monroe (1926-1962), um dos símbolos sexuais do século XX, como o poeta e ensaísta também  norte-americano Walt Whitman (1819-1892), a quem o poeta e ensaísta mexicano Octavio Paz (1914-1998) definiu, em ensaio que consta de O Arco e a Lira (Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1982), tradução de Olga Savary (1933-2020), como um versejador que se dizia realista, mas que, na verdade, seria um sonhador, que buscava a criação pura, para “escapar do pesadelo americano”.

Pois essa mesma definição pode ser transferida a Salomão Sousa, cuja poesia é igualmente um sonho profético, um sonho dentro de outro sonho, que procura entender o Brasil e escapar do “pesadelo brasileiro”, assim como Whitman tentou entender a América saxônica, “com seus homens, seus rios, suas cidades e suas montanhas”. Eis o poema “Marilyn lê Whitman”:

          Ninguém vira o rosto para saudar / ou traz o mapa com as especificações / em qual encosta as casas / e é tão rápido desmoronar / Onde vamos incendiar hoje? / Uma pessoa morta não ama / Ficaremos nus e nem existia a cama / No certame não iremos nos beijar / Quem aproveita as cortesias do dia? / Marilyn Monroe como uma libélula / pousada sobre as páginas da relva / Whitman tira do fosso os nossos ossos

Por aqui se desvenda também as influências de outros poetas consagrados no fazer poético de Salomão Sousa, que incluem, sem dúvida, o brasileiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), que, em 1979, chegou a lhe encaminhar uma carta, a propósito da publicação de seu livro de estreia, A moenda dos dias, dizendo que a obra lhe dava uma impressionante visão de Ceilândia, cidade satélite de Brasília, e lhe “devolvia às raízes rurais”, mineiro que era.

 

                                                            IV


Nascido em Silvânia, no interior de Goiás, Salomão Sousa (1952) é formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (Ceub), mas foi alfabetizado tardiamente na zona rural, onde convivia com pessoas iletradas. Quando tinha 12 anos, a família deixou a casa em que vivia na zona rural que ficava a quinze quilômetros de Silvânia e transferiu-se para esta cidade, onde ele teve acesso à biblioteca pública e à leitura de jornais do Rio de Janeiro e São Paulo. Em 1971, transferiu-se para Brasília, onde ingressou no serviço público em 1973, passando a trabalhar na esfera do poder executivo, na área de relações políticas, até que se aposentou pelo Ministério da Economia em 2021.

É membro da Academia de Letras do Brasil (ALB), da Associação Nacional de Escritores (ANE), ambas de Brasília, da Academia de Letras, Artes e História de Silvânia-GO e da Academia Mundial de Letras da Humanidade (AMLH), de Santo André-SP.

Com Francisca Andrade, constituiu família de três filhos (Vítor, Saulo e Carlos Alberto), seis netos e duas bisnetas. Recentemente, teve a infelicidade de perder o filho Vítor, a quem dedica (em memória) seu mais recente livro. Em quase meio século de trabalho literário, tem conquistado leitores tanto no Brasil como no exterior, a exemplo de suas idas ao Peru, Chile e Equador, com participação em uma antologia na Argentina e outra na Espanha. Também tem admiradores na Cidade do México, onde participou de encontros com escritores locais e estrangeiros e leu seus poemas.

Em 2022, publicou Bifurcaçõesmemória, resistência e leitura (Cidade Ocidental-GO, edição do autor), instigante texto em que procura mostrar que a obra da poeta Cecília Meireles (1901-1964) ultrapassa os padrões originais do Modernismo,  corrigindo várias informações a respeito de sua vida, além de outros ensaios e artigos sobre outros temas igualmente atraentes.

Está também na Antologia da nova poesia brasileira (1992), organizada pela poeta Olga Savary, e em A poesia goiana do século XX (1998), organizada por Assis Brasil (1929-2021). Foi um dos 47 poetas incluídos no número que a revista Anto, de Portugal, dedicou, em 1998, à literatura brasileira, em comemoração dos 500 anos da descoberta do Brasil.

Organizou antologias, entre as quais Deste Planalto Central – poetas de Brasília, publicação da 1ª Bienal Internacional de Poesia da Biblioteca Nacional de Brasília (2008), Em canto cerrado e conto candango, com escritores de Brasília. Obteve o Prêmio Capital Nacional do Ano de 1998 de Crítica Literária. A União Brasileira dos Escritores (UBE), seção de Goiás, concedeu-lhe o Troféu Tiokô como personalidade goiana que mais se destacou fora do Estado no biênio 2010-2011.

É autor ainda de Falo (Brasília, Thesaurus Editora, 1986); Criação de lodo (Brasília, edição do autor, 1993); Caderno de desapontamentos (Brasília, edição do autor, 1994); Estoque de relâmpagos, Prêmio Brasília de Produção Literária (Secretaria de Cultura do Distrito Federal, 2002); Ruínas ao sol, Prêmio Goyaz de Poesia (São Paulo, 7Letras, 2006); Safra quebrada (reunião de livros anteriores e de dois  inéditos: Marimbondo (feliz) e Gleba dos excluídos (Brasília, Fundo de Apoio à Cultura, 2007); Momento crítico: textos críticos, crônicas e aforismos (Brasília, Thesaurus Editora, 2008); Vagem de vidro  (Brasília, Thesaurus Editora, 2013); Desmanche I (Brasília, Baú do Autor, 2018); Poética e  andorinhas (Brasília, Baú do Autor, 2018) e Descolagem (Goiânia, Editora Kelps, 2017), entre outros. Adelto Gonçalves - Brasil

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A selva escura dos cristais perdidos, de Salomão Sousa. Brasília, edição do autor, 134 páginas, R$ 50,00, 2026. E-mail: salomaosousa@yahoo.com.br                                                                       

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Adelto Gonçalves, jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Fernando Pessoa: a voz de Deus (Santos, Editora da Unisanta, 1997); Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003, São Paulo, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo – Imesp, 2021), Tomás Antônio Gonzaga (Imesp/Academia Brasileira de Letras, 2012),  Direito e Justiça em terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imesp, 2015), Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1981; Taubaté-SP, Letra Selvagem, 2015), e O reino, a colônia e o poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo – 1788-1797 (Imesp, 2019), entre outros. Escreveu prefácio para o livro Kenneth Maxwell on Global Trends (Londres, Robbin Laird, editor, 2024), lançado na Inglaterra. E-mail:marilizadelto@uol.com.br