Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 30 de maio de 2026

Moçambique - Elias Beúla lança obra de estreia “A Sombra da Amargura” em Maxixe

O escritor moçambicano Elias Beúla lançou oficialmente, no passado dia 29 de Maio, a sua primeira obra literária intitulada A Sombra da Amargura, num evento que teve lugar na Sala de Sessões do SDEJT (Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia) da cidade da Maxixe, província de Inhambane.

Segundo um comunicado da Netos Editorial, responsável pela publicação da obra, o lançamento contou com a presença de leitores, convidados e membros da comunidade académica, num momento que se pretende promover a literatura nacional, incentivar o gosto pela leitura e proporcionar um espaço cultural aberto ao público.

A apresentação do livro esteve a cargo do escritor Alerto Bia, que fez uma análise da obra e do seu enquadramento na literatura contemporânea moçambicana. A organização acredita que o lançamento representa um importante marco para o surgimento de novas vozes literárias no país.

Com A Sombra da Amargura, Elias Beúla estreia-se oficialmente no universo literário, passando a integrar a nova geração de autores moçambicanos que procuram afirmar-se através da escrita e da valorização da cultura nacional. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Moçambique - Regimildo Augusto Rafael marca história em Jangamo com o lançamento da obra “Quando o Mundo Mostra a sua Face”

No coração da província de Inhambane, o Distrito de Jangamo viveu um momento histórico que promete marcar uma nova era cultural e literária na região.


Trata-se do primeiro lançamento oficial de uma obra literária no Distrito de Jangamo, do estreante escritor Regimildo Augusto Rafael, que de entre vários objectivos pretende com o seu novo trabalho, mergulhar nos dilemas da vida moderna e chamar a sociedade de modo a refletir profundamente sobre valores morais, responsabilidade e tomada de decisões conscientes.

Intitulada Quando o Mundo Mostra a Sua Face, não é apenas um livro, visto que, considera-se por alguns leitores críticos da província, como um espelho da sociedade, retrato cru das escolhas humanas e das consequências que moldam destinos.

Com 9 capítulos distribuídos em 83 páginas, a obra foi editada pela Kufuyiwa Editores e já está despertando enorme interesse entre jovens leitores e figuras ligadas ao sector cultural.

Durante o lançamento oficial da obra, a administradora de Jangamo, Cénia Maela, destacou que o acontecimento simboliza “o fim do silêncio literário” naquela parcela da província de Inhambane, desafiando a todos de modo a fazerem uma leitura crítica e reflexiva da obra, defendendo que a literatura pode desempenhar um papel decisivo na transformação social.

Baseando-se em algumas perguntas colocadas pelo autor na obra, como “O que te prende hoje ao chiqueiro” Maela, exortou a todos sobretudo aos jovens a ter uma disciplina de vida no seu cotidiano.

Por sua vez, o estreante escritor Regimildo Rafael, fala do resgate dos valores sociais que vêm perdurando ao longo dos tempos, com o seguimento das novas gerações.

Baseando-se em escrituras sagradas e em vivências reais, Regimildo Rafael chama à reflexão de diferentes actores da sociedade sobre a necessidade de adoção de disposições estruturadas, de modo a evitar fracassos na vida social e pessoal.

A estreia de Regimildo Augusto Rafael no mundo da literatura, sobretudo em Jangamo, surge como uma poderosa demonstração de que talento, coragem e visão podem transformar histórias locais em mensagens universais. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Cabo Verde - Zulu lança videoclipe de “Bubista d’Otrora”

A cantora Zulu lançou na passada sexta-feira, 22, o videoclipe de “Bubista d’Otrora” tema que compõe o seu primeiro disco intitulado “Briza”, editado em Março de 2025


Segundo uma nota da produtora Harmonia, com o lançamento do videoclipe oficial, a composição de Zulu, já reconhecida pela sua densidade cultural, ganha o movimento e a vivacidade que só o cordão umbilical que une a artista à sua terra poderia proporcionar.

A mesma fonte sublinha que este projecto é a materialização da missão de Zulu: ser a ponte viva entre a sabedoria das gerações passadas e a energia da nova geração.

“Não é por acaso que as crianças da Boa Vista se tornaram as fiéis seguidoras deste tema; nelas, a música desperta uma nova era de orgulho e valorização cultural, uma identidade quase perdida nos dias de hoje”, refere.

Bubista d’Otrora, conforme a mesma fonte convida-nos a escutar com o coração para sermos transportados a um tempo onde se vivia com verdade toda a imensidão e versatilidade que compõem a alma e a essência da ilha.

“O grande diferencial deste lançamento é a forma como o Landú, enquanto ritual de conquista, dança e celebração do casamento, transporta-se da profundidade histórica das gentes da ´ilha fantástica´ para ganhar vida através da expressividade de Bubista d'Otrora”, revela.

A mesma fonte relata que o videoclipe não se limita a acompanhar a música; ele documenta o gesto e a oralidade de um povo que mantém a sua sabedoria gigante, garantindo que o legado dos mais velhos floresça nas mãos dos mais novos.

Sob a direcção artística de Hernani Almeida, enquanto produtor e o coração pulsante arranjador desta faixa, que respeita a autenticidade das raízes da artista, e o olhar atento e aconselhamento de Djô da Silva, o tema encontra o equilíbrio perfeito entre a identidade de um povo e uma nova briza musical que paira sobre Cabo Verde.

Com o contributo de instrumentistas de peso do jazz caribenho, como o pianista Mario Canonge, cuja identidade musical está profundamente enraizada na cultura caribenha, sendo considerado um dos maiores expoentes do jazz caribenho e do jazz crioulo a nível mundial, Bubista d’Otrora efectiva a capacidade de novos compositores, como é o caso de Zulu, em elevar a música tradicional a um patamar universal.

O videoclipe percorre as localidades da Boa Vista, transformando as paisagens e as gentes de outrora num retrato atual e atemporal pelas lentes do Kevin (Emilio Garcia), jovem santiaguense que reside na ilha da Boa Vista.

É a materialização de um projecto que une a educação, a tradição e a arte contemporânea, consolidando Zulu como uma das vozes relevantes na salvaguarda do património imaterial de Cabo Verde.

Com o lançamento do videoclipe, Bubista d’Otrora deixa de ser apenas uma canção para ser vista, sentida e vivida como um pedaço pulsante da história boa-vistense e parte da diversidade cultural de Cabo Verde.

De lembrar que Zulu está nomeada nos Cabo Verde Music Awards nas categorias: de Artista Revelação; de Música Tradicional do Ano; de Coladeira do Ano e de Funaná do Ano. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sexta-feira, 29 de maio de 2026

Brasil - Estudo prevê secas acima da média nos próximos 5 anos

Relatório da Organização Meteorológica Mundial afirma que temperaturas devem subir de 1,3°C a 1,9°C acima da média entre 2026 e 2030. Os especialistas citam alta probabilidade de novo recorde de calor em 2027, redução de chuvas e condições de seca vão atingir especialmente o Hemisfério Sul


As temperaturas médias globais provavelmente continuarão em níveis recordes ou próximo deles até 2030, de acordo com um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial, OMM, produzido pelo Met Office do Reino Unido.

O estudo, divulgado nesta quinta-feira, afirma que as temperaturas médias globais próximas à superfície durante 2026 a 2030 devem variar entre 1,3°C e 1,9°C acima da média de 1850-1900, a era pré-industrial.

86% de possibilidades de um novo recorde de calor

Os dados revelam ainda uma eventualidade de 86% de que um dos anos de agora até 2030 ultrapasse 2024 como o ano mais quente já registado.

O autor principal do relatório, Leon Hermanson, ressaltou que há um El Niño previsto para o final deste ano, o que aumenta as possibilidades de que 2027, seja o próximo ano recorde.

Os especialistas afirmam ser excepcionalmente improvável que, nos próximos cinco anos, a temperatura ultrapasse 2°C acima da média pré-industrial.

Condições de seca afetam o Brasil

E o estudo cita o Brasil, ao afirmar que previsões de chuvas para as estações, de maio a setembro, sugerem anomalias húmidas na região do Sahel, norte da Europa, Alasca e Sibéria, e anomalias secas sobre a Amazónia entre 2026 e 2030.

O estudo ressalta ainda que partes do Brasil provavelmente ficarão mais secas do que o habitual.

Já em latitudes altas do Hemisfério Norte, as previsões de chuva favorecem condições mais húmidas que a média para as próximas cinco estações de inverno.

O padrão de aumento da precipitação nos trópicos e latitudes altas em comparação com o período de referência de 1991 a 2020, e a redução das chuvas nos subtrópicos, especialmente no Hemisfério Sul, é considerado consistente com as expectativas de um clima em aquecimento.

Temperaturas árticas 2,8°C acima da média

As temperaturas árticas nos próximos cinco invernos do Hemisfério Norte, de novembro a março, devem ser 2,8°C acima da média registada de 1991 a 2020.

Esta alta é 3,5 vezes superior à anomalia global de temperatura no mesmo período, segundo o estudo.

Além disso, as previsões para março de 2026 a 2035 sugerem novas reduções na concentração de gelo marinho nos Mares de Barents, Bering e Okhotsk. ONU News – Nações Unidas


Macau - Recepção de “Junho, Mês de Portugal” volta a decorrer na Escola Portuguesa

Fernando Alexandre, Ministro da Educação, Ciência e Inovação do Governo português, estará em Macau para as comemorações do 10 de Junho. Nesse dia, a recepção à comunidade lusa residente no território será este ano realizada nas instalações da Escola Portuguesa. A EPM foi escolhida por ser “um símbolo máximo do ensino e da promoção da língua e da cultura portuguesas”, disse Alexandre Leitão na apresentação do programa do “Junho, Mês de Portugal”. A edição deste ano contará com 37 actividades


O Estado português volta a estar este ano representado nas celebrações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em Macau. Fernando Alexandre, Ministro da Educação, Ciência e Inovação, foi a figura escolhida pelo Governo para se deslocar ao território, depois de em 2025 as celebrações não terem contado com qualquer representante vindo de Lisboa.

Recorde-se que a deslocação do então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a Macau para as cerimónias do 10 de Junho do ano passado, foi cancelada devido à situação política interna do país.

As comemorações serão assinaladas, como é habitual, com o hastear da bandeira, nos Jardins do Consulado, na manhã de 10 de Junho, seguindo-se a tradicional romagem à Gruta de Camões. O Cônsul-Geral, Alexandre Leitão, revelou que a recepção à comunidade portuguesa, que nos últimos anos tem sido realizada na Residência Oficial da Bela Vista, terá desta feita por palco as instalações da Escola Portuguesa (EPM), ao final da tarde do mesmo dia 10, repetindo-se o que aconteceu em 2023.

A EPM foi escolhida “por ser um símbolo máximo do ensino e da promoção da língua e da cultura portuguesas, e porque é uma instituição que materializa esta ideia de fusão entre povos e de plataforma”, salientou o Cônsul, referindo que em vários países onde existem escolas portuguesas, estas são normalmente o local onde se faz o dia de celebração de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. “Tem tudo a ver, é o presente, o passado e naturalmente o futuro, e o futuro está na escola”, enfatizou.

A Residência Oficial, no entanto, não fica fora das celebrações, uma vez que abrirá portas na tarde do dia 25 de Junho, no âmbito de um programa que permite a observação de obras de vários artistas, que decoram algumas salas da Residência Consular. “Queremos abrir o mais possível o Bela Vista às comunidades, não só portuguesas, mas todas as comunidades que devem conhecer aquele património magnífico”, frisou Alexandre Leitão.

O Cônsul-Geral proferiu estas declarações no decorrer da apresentação do programa de mais uma edição do evento “Junho, Mês de Portugal”.

Através de representantes das principais entidades que organizam o certame, nomeadamente a Casa de Portugal, Instituto Português do Oriente (IPOR), Fundação Oriente (FO), Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e o próprio Consulado, foram detalhadas as diversas actividades que vão decorrer oficialmente entre amanhã, com uma primeira exposição, da responsabilidade da SOMOS – Associação de Comunicação de Língua Portuguesa, e 3 de Julho.

No programa, “que ainda não está fechado”, segundo referiu Patrícia Quaresma, directora do IPOR, estão incluídos 37 eventos, entre exposições, workshops, espectáculos performativos e na área da literatura, concertos e conferências, para além da quarta edição do “Roteiro Gastronómico: Comer e Beber à Portuguesa”.

Neste caso, a iniciativa conta com 35 estabelecimentos participantes, o que é um número recorde. “Pretendemos também consolidar o maior número de visitantes, de participações dos restaurantes, e que no ano passado alcançou já 2000, representando um crescimento de 300% face à segunda edição”, sublinhou Bernardo Pinho, delegado da AICEP em Macau.

“Mais uma vez estes estabelecimentos aderentes representam aquela que é a diversidade da gastronomia de pratos típicos portugueses em Macau, nomeadamente não só os restaurantes das concessionárias do jogo, mas também de estabelecimentos de rua, bares, cafés, padarias e take-away”, disse.

Durante o mês de Junho, cada um destes espaços de restauração promoverá uma oferta específica, com desconto de 10%. O BNU volta a ser parceiro nesta festa gastronómica, oferecendo uma viagem a Portugal após sorteio dos clientes do banco que consumirem nos estabelecimentos aderentes.

O evento destinado à promoção da comida portuguesa, que abarca também iniciativas do Clube Militar e do Hotel Sofitel, assume um papel importante no conjunto de actividades, conforme foi destacado por Alexandre Leitão. “O crescimento deste programa excedeu as nossas expectativas e a gastronomia é extraordinariamente importante quando se faz a acção cultural e projecção do que se chama o softpower de um país, cuja própria imagem assenta muito na capacidade que os chefes têm em traduzir no prato muita da cultura”, observou.

Concertos, espectáculos para crianças e exposições

O “Junho, Mês de Portugal” apresenta ainda concertos diversificados, alguns dos quais para crianças na Casa Garden, e uma actuação de jazz no Roadshow, com um quarteto de saxofone.

Em termos de espectáculos performativos, a Casa de Portugal irá apresentar já neste fim-de-semana um evento dedicado às crianças, nomeadamente bebés acompanhados pelos pais, em quatro sessões. “Será um espectáculo de cariz sensorial, em que os pequeninos têm oportunidade de experienciar texturas e sons, porque ainda não têm idade para palavras”, vincou Amélia António.

Para a presidente da associação de matriz lusa, estes eventos virados para os mais pequenos têm posto “muito em evidência” a crise de natalidade em Macau. “De ano para ano, nós sentimos pelas actividades que organizamos para esses sectores etários, que vemos mirrar, definhar, o universo dessa faixa etária, que é de facto uma coisa extremamente preocupante”, disse a dirigente.

Além de uma exposição dedicada a Camilo Pessanha, acompanhada pela leitura de poesia e música interpretadas por dois artistas que virão de Portugal, e uma outra mostra sobre a calçada à portuguesa, na Casa de Vidro, o Fado à Janela, no edifício-sede, será outra das apostas da Casa, que fechará a sua participação com um concerto de Afonso Cabral, no Teatro D. Pedro V. O evento incluirá ainda o Arraial de Santo António, nas instalações da EPM, a 13 e 14 de Junho.

Um recital lírico, no Teatro D. Pedro V, no dia 6, é uma das novidades do programa, tendo a particularidade de ser uma proposta de uma cooperativa de ópera de câmara de Hong Kong e com a produção de uma empresa local. Michel Reis, um dos promotores, afirmou que o objectivo é apresentar uma perspectiva de música composta para voz, com vários compositores. “Vamos ter algumas obras de autores do Brasil e a colaboração do Concurso Internacional de Canto – Cascais Ópera, que tem projectado cantores de todo o mundo e também portugueses, como Sílvia Sequeira, que vai estar em Macau juntamente com uma soprano, um barítono e uma pianista francesa, todos de Hong Kong”, destacou.

A Casa Garden receberá algumas actividades, uma das quais uma exposição, em conjunto com o IPOR, de Eduardo Leal, fotógrafo documental português, que “revela um trabalho sobre a condição humana e sobre como vivem outras pessoas noutros lugares”, referiu Catarina Cottinelli, delegada da Fundação Oriente.

O Instituto Internacional de Macau colabora também no programa de eventos, recebendo exposições e conferências, uma das quais gira em torno da missão empresarial a Macau de entidades da Região Autónoma da Madeira. A outra, intitulada “Raízes e rumo: construir o presente e fortalecer o futuro”, a 13 de Junho, é uma iniciativa do Conselho das Comunidades Portuguesas do Círculo da China. Rui Marcelo, presidente do Conselho Regional da Ásia e Oceânia do Conselho das Comunidades Portuguesas, explicou que os debates se focarão na renovação geracional, com a participação de vários jovens talentos.

Além disso, o evento dedicado a Portugal durante o próximo mês inclui outras exposições, como a “Ilha dos Amores”, organizada pelo Círculo dos Amigos da Cultura no Albergue da Santa Casa da Misericórdia, “O Estúdio de Alexandre Marreiros – Dez Anos de Desenho e Pintura” na Fundação Rui Cunha, e mostra de trabalhos de Raquel Gralheiro, na Amagao.

No que diz respeito ao convite a artistas do exterior, o cônsul-geral de Portugal em Macau admitiu que seja agora mais difícil, devido aos custos acrescidos das viagens, em consequência da crise no estreito de Ormuz. A situação teve “impacto directo na organização deste programa cultural”, lamentou o diplomata. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


Macau – Universidade de Macau lançou ‘podcast’ dedicado à língua portuguesa

No âmbito das celebrações do 45.º aniversário da Universidade de Macau, o Centro de Ensino e Formação Bilíngue Chinês-Português lançou o ‘podcast’ intitulado “Diz Lá Dá Cá”. Com dois episódios já disponíveis, as conversas entre académicos, tradutores e profissionais da área incidem sobre a língua, a literatura e a interculturalidade


O Centro de Ensino e Formação Bilíngue Chinês-Português (CPC) da Universidade de Macau (UM) lançou um ‘podcast’ de conversas em língua portuguesa, de modo a assinalar o 45.º aniversário da UM. Para cada episódio do programa “Diz Lá Diz Cá” são convidados académicos, tradutores e profissionais da área da cultura de Macau, do Interior da China, de Portugal, do Brasil e outros países de língua portuguesa (PLP), para discussões sobre temas como a língua, a literatura e a interculturalidade, segundo uma nota da UM.

Os dois primeiros episódios contaram com a participação de Maria José Grosso, professora associada adjunta do Departamento de Português da UM e primeira directora do CPC, e Ana Cristina Alves, investigadora auxiliar e coordenadora do serviço educativo do Centro Científico e Cultural de Macau de Portugal. As convidadas falaram sobre assuntos “como os princípios fundamentais do ensino de línguas, os desafios da tradução de obras literárias clássicas e o intercâmbio cultural entre a China e Portugal”, refere a nota.

O nome do programa foi inspirado no cantonês, numa expressão que significa “fala disso e fala daquilo” e que “reflecte a paisagem linguística única da cidade”, ao mesmo tempo que “transmite o estilo relaxado das conversas do programa”. O ‘podcast’ oferece “uma plataforma auditiva dos contextos autênticos, que combina conhecimento e diversão” a alunos chineses que estudam a língua portuguesa, educadores e entusiastas da cultura sino-portuguesa, para além de constituir “um espaço de intercâmbio de vozes académicas dinâmicas”.

Os episódios podem ser reproduzidos nas plataformas “Ximalaya” e “Apple Podcasts”, assim como no sítio oficial do CPC, no qual os interessados podem obter mais informações e conteúdos complementares ao programa. A “Ximalaya” dispõe de uma função de compreensão assistida por inteligência artificial que auxilia os ouvintes “a acompanhar os pontos principais das entrevistas simultaneamente” e a reduzir a barreira linguística.

Ao possibilitar a partilha de experiências e de perspectivas que vão “além dos livros didáticos”, o “Diz Lá Dá Cá” constrói “uma nova ponte entre as culturas chinesa e dos PLP para professores, estudantes e entusiastas do português”, pode ler-se na nota.

Desde que foi estabelecido em 2017, o CPC tem-se dedicado a promover colaborações com o Interior da China e os PLP, estabelecendo ligações na formação de professores e dando ênfase à formação de talentos bilíngues de chinês-português. Além disso, tem fomentado investigações conjuntas no domínio do ensino da língua portuguesa e promovido o intercâmbio cultural sino-lusófono. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


Brasil - Missão da ONU vai avaliar proteção de povos indígenas isolados

Os especialistas reunir-se-ão com lideranças para debater políticas públicas e estratégias de proteção, sugestões deverão fortalecer a proteção dos direitos dos povos nativos


Relatores independentes da ONU realizarão missão no Brasil para orientar organizações locais sobre a proteção de direitos dos povos indígenas em situação de isolamento.

A visita está prevista para as regiões Norte e Centro-Oeste, com encontros junto a autoridades e representantes indígenas.

Parceria com organizações locais

A iniciativa será feita em parceria com o Grupo de Trabalho Internacional de Proteção de Povos Indígenas em Situação de Isolamento e Contato Inicial, Gti-Piaci, aliança entre 21 organizações indianistas da América do Sul.

Durante dez dias, os especialistas visitarão a Terra Indígena Uru-eu-wau-wau, em Rondônia, e a capital do país, Brasília.

Nesses locais, eles reunir-se-ão com representantes indígenas, autoridades estaduais e federais, instituições de direitos humanos e entidades da sociedade civil.

Proteção dos direitos

Os objetivos incluem promover e proteger os direitos dos povos indígenas, avaliar boas práticas e desafios, além de sugerir leis, políticas e programas.

Entre as prioridades estão medidas protetivas especiais, avanço na demarcação de territórios e apoio à criação de marcos legais e políticos nacionais e transfronteiriços.

Ao final da visita, os relatores deverão publicar uma nota técnica com recomendações para o fortalecer a proteção dos direitos dos povos indígenas, em alinhamento com padrões internacionais de direitos humanos. ONU News – Nações Unidas

Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário pelo seu trabalho