Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 25 de março de 2026

Macau - Mais de 50 representantes lusófonos no Fórum Ambiental

Mais de 50 delegados e companhias de países lusófonos estarão presentes no Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau 2026 (MIECF na sigla inglesa) deste ano, indicaram os organizadores.


O presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), Che Weng Keong, destacou que os países de língua portuguesa (PLP) têm vindo a desempenhar um “papel cada vez mais relevante na cooperação internacional em matéria de ambiente e sustentabilidade”, com o evento a ser uma oportunidade para reforçar a ligação entre Macau e estas nações.

Organizado pelo Governo da RAEM, o MIECF realiza-se entre 26 e 28 de Março, na zona de exposições do casino-hotel The Venetian Macao, e terá como tema “Cidades de Baixo Carbono e com Zero Resíduos: Embarcando numa Colaboração Global”.

A edição de 2026 vai reunir mais de 350 expositores de 12 países e regiões, incluindo empresas líderes do sector energético e ambiental do Interior da China, Macau, Hong Kong, países de língua portuguesa, países de língua espanhola, e do Sudeste Asiático.

“No ano passado tivemos 26 expositores dos PLP e este ano teremos mais de 50, de áreas como finanças verdes, reciclagem, e outras áreas de ecologia. Como plataforma entre a China e os PLP é importante para Macau atrair mais expositores para aumentar a cooperação”, indicou Che, na conferência de imprensa de apresentação do certame.

O evento inclui fóruns, exposições, bolsas de contactos temáticas e actividades de sensibilização ambiental, prevendo-se um aumento de cerca de 20% na participação internacional face ao ano anterior.

Estarão presentes, por exemplo, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, e o professor de economia da Universidade de Brasília e antigo vice-presidente de Sector Privado do Banco de Desenvolvimento da América Latina, Jorge Arbache.

O 15.º Plano Quinquenal da China (2026-2030) aprovado este mês apresenta projectos para intensificar a transição ecológica do país, com foco na redução de 7% a 10% das emissões de carbono em toda a sua economia entre 7% e 10% até 2035, em comparação com 2025, ano do pico de emissões do país. O Governo da China prometeu anteriormente atingir o pico das suas emissões de carbono antes de 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2060.

O plano quinquenal prevê ainda combater a desertificação do país, consolidar a liderança na indústria de veículos eléctricos, atingir uma percentagem de mais de 30% de energia não fóssil, e a expansão do uso de fontes de energia solar e eólica.

O director dos Serviços de Protecção Ambiental, Ip Kuong Lam, sublinhou ontem que o território está em preparação da nova fase do Planeamento da Protecção Ambiental de Macau (2026-2030), centrada na “redução das emissões de carbono” e na “redução da poluição”. O responsável destacou também medidas concretas em curso, nomeadamente no fornecimento de energia eléctrica e nos transportes terrestres.

“Está planeado aumentar para 50% a proporção de energia limpa na electricidade adquirida ao exterior, com o objectivo de alcançar a neutralidade carbónica até 2050”, disse.

Perito da Universidade Tsinghua será orador principal

Por outro lado, He Kebin será o orador principal do MIECF. Amanhã, no dia inaugural do MIECF, o professor da Faculdade de Ambiente e director do Instituto para a Neutralidade Carbónica da Universidade Tsinghua apesentará a sessão “Acção de Dupla Meta de Carbono e Construção de Cidades com Zero Resíduos”, uma análise do papel fundamental dos sistemas de gestão de resíduos sólidos.

Mais concretamente, o colóquio apresentará “referências práticas e recomendações políticas concretas”, no sentido de “aprofundar a promoção conjunta da gestão de resíduos sólidos e da estratégia da ‘Dupla Meta de Carbono’”, refere o MIECF. Espera-se que o também membro da Academia Chinesa de Engenharia ofereça “caminhos e abordagens viáveis às entidades governamentais, ao sector e ao meio académico”, no âmbito da transformação verde do desenvolvimento socioeconómico.

He Kebin dedicou a sua carreira à investigação na área da protecção ambiental, “assumindo um papel de liderança reconhecido”, refere o comunicado. Tendo acumulado “uma vasta experiência de investigação nas áreas da gestão ambiental e da promoção de cidades com zero resíduos”, He é actualmente vice-director do Comité Nacional de Peritos em Ecologia e Ambiente e vice-presidente da Sociedade de Ciências Ambientais e da Associação da Indústria da Protecção Ambiental da China, entre outros cargos. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


Macau é “pivô” da relação entre Portugal e China

Decorreu ontem a 21.ª reunião ordinária do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, durante a qual foram reforçados “os intercâmbios empresariais” e as “cooperações financeiras a nível do Fundo da Cooperação”, segundo Ji Xianzheng. Aos jornalistas, o secretário-geral do Fórum de Macau disse que foi discutido o balanço dos trabalhos referentes a 2025 e apresentado o programa de actividades deste ano, incluindo a preparação da próxima Conferência Ministerial. Manuel Cansado de Carvalho, novo embaixador de Portugal na China, também esteve presente no encontro, tendo destacado a atmosfera “de grande convergência” e o papel histórico de Macau nas relações sino-lusófonas


A 21.ª reunião ordinária do Secretariado Permanente do Fórum de Macau serviu para “reforçar ainda mais os intercâmbios empresariais” e “as cooperações financeiras a nível do Fundo da Cooperação”, partilhou Ji Xianzheng, secretário-geral do organismo, à margem do encontro que decorreu ontem. Sem grandes detalhes, Ji acrescentou apenas que o encontro serviu para discutir o balanço do trabalho concretizado em 2025 e o programa de actividades planeado para este ano.

De acordo com o secretário-geral, as delegações dos 10 países do Fórum Macau discutiram a implementação do anterior plano de acção, definido em 2024, durante a 6.ª Conferência Ministerial, e abordaram a preparação para a próxima Conferência Ministerial. “Os próximos trabalhos do Fórum vão reflectir-se na próxima versão do plano de acção. Neste momento estão a fazer consultas entre os diferentes departamentos governamentais a nível nacional e também a nível da RAEM”, esclareceu o secretário-geral.

De volta à China quase 15 anos após ter deixado o cargo de cônsul-geral de Portugal em Macau, Manuel Cansado de Carvalho, novo embaixador português em Pequim, disse que foram discutidos os trabalhos de preparação da agenda da Conferência Ministerial de 2027. “Definimos um conjunto de linhas de acção”, referiu, garantindo que houve “um bom ambiente” e “de grande convergência”, mesmo sem unanimidade.

Reflectindo sobre o seu regresso à China, o novo embaixador confessou ter notado grandes diferenças na cidade de Pequim. “Vejo uma China pujante”, salientou Cansado de Carvalho, referindo-se à capital chinesa, cidade que considera ter evoluído bastante em pouco mais de uma década.

“Primeiro, ainda estou a tratar das coisas básicas da chegada a Pequim”, confessou Manuel Cansado de Carvalho, num balanço sobre as três primeiras semanas como embaixador. “Como é patente, já fui cônsul em Macau. Isso foi outro tempo, outra página. Essa página está virada”, recordou. “Agora estou em Pequim, a começar a trabalhar com as autoridades centrais. Vir a Macau é sempre um prazer, embora a China seja muito grande, vai-me ocupar muito, em muitos outros sítios”, antecipou.

“Temos muitos séculos de relação de amizade com a China, construída com paciência e sabedoria por dois povos muito antigos e muito construída à volta deste sítio onde estamos”, destacou o embaixador. “Macau é um pilar. Um pivô dessa relação entre Portugal e a China. Essa relação com a China hoje em dia desenvolve-se em múltiplos planos”, afirmou, tendo listado as dimensões política e económica e os investimentos entre as duas partes. “A relação está boa”, rematou.

Questionado sobre a visita de Sam Hou Fai a Portugal, em Abril, Manuel Cansado de Carvalho deferiu qualquer comentário para o Consulado-Geral de Portugal na RAEM. “Em Macau está o cônsul-geral, que fala e trata das questões de Macau. Naturalmente, é uma vantagem que, pela primeira vez, um embaixador em Pequim conhece Macau”, respondeu. “Não é preciso explicar-me onde é que fica a Praia Grande. Eu sei onde fica”, apontou.

“A montagem da visita está a ser feita por outro caminho. Não me cabe anunciar nem pelo lado de Macau, nem pelo lado português, o que ainda não foi anunciado. As coisas vão andar”, projectou, tendo ainda partilhado que, no momento, desconhece se vai ou não acompanhar o Chefe do Executivo. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


terça-feira, 24 de março de 2026

Guiné Equatorial - A CPLP seleciona 4 obras do país para a terceira edição de seu Programa Audiovisual

Os beneficiários são o projeto documental “Raíces”, dirigido por Esmeralda Andréa Alogo, “Latifa”, “Caridad” e “A pie do tempo” (El pan del tiempo)


A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) anunciou a lista de projetos selecionados para o seu programa audiovisual de 2025, correspondente à terceira edição (PAV III).

Um total de 25 projetos foram selecionados, e os prémios concedidos fornecerão recursos financeiros para as suas respectivas produções: 7 longas-metragens e 18 curtas-metragens, tanto de ficção quanto documentários. Os trabalhos resultantes serão exibidos na televisão pública nos estados-membros da CPLP.

Entre os projetos selecionados, quatro são da Guiné Equatorial: o documentário “Raíces”, dirigido por Esmeralda Andréa Alogo, vencedor na categoria de 52 minutos; e na categoria de curta-metragem, “Latifa”, “Caridad” e “A pie do tempo” foram reconhecidos, consolidando ainda mais a presença do país nesta edição.

Segundo o sítio oficial da Comunidade, o Diretor-Geral da CPLP, Miguel Pedro Sousa Monteiro, representando o Secretariado Executivo, sublinhou que é “essencial valorizar e promover a diversidade cultural do mundo lusófono”, porque desta forma “investimos na nossa memória coletiva, na criatividade do nosso povo e no futuro da cultura de língua portuguesa”.

O processo de seleção foi realizado por um júri internacional, composto por profissionais com vasta experiência no setor, incluindo representantes de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde e Moçambique.

Nesse contexto, Mário Borgneth, coordenador da unidade técnica do PAV III, destacou que esta edição foi conduzida de forma "positiva" e "de alta qualidade".

O Programa Audiovisual da CPLP opera por meio da Rede Audiovisual da CPLP, composta por emissoras públicas e autoridades audiovisuais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

A terceira edição do PAV, que decorre de 2025 a 2027, é financiada por Angola, Brasil e Portugal, e tem a coordenação operacional da unidade técnica formada pela Secretaria Executiva da CPLP em conjunto com o ICAB (Instituto Brasileiro de Conteúdo Audiovisual). Feliciano Ava – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


Moçambique – Avança projecto mineiro de Revúboè, uma nova etapa para a industrialização do país

O Presidente da República, Daniel Chapo, lançou, na passada sexta-feira, na cidade de Moatize, província de Tete, a primeira pedra do Projecto Mineiro de Revúboè, uma iniciativa considerada estratégica para o fortalecimento do sector extractivo e para a dinamização do crescimento económico nacional.


Falando na cerimónia, o Chefe do Estado afirmou que o projecto representa um marco importante na valorização dos recursos minerais do país e na atracção de investimento directo, sublinhando que o Governo continuará empenhado em promover iniciativas que geram emprego para a juventude, aumentam as receitas do Estado e contribuem para a melhoria das condições de vida da população.

“A nossa presença neste acto atesta a aposta do nosso Governo na atracção de mais investimentos, orientados para a criação de postos de emprego para a nossa juventude e para a geração de receitas para o Tesouro Público”, declarou o Presidente da República.

O estadista saudou igualmente a empresa Jindal Steel & Power, novo accionista do empreendimento, pela confiança depositada no potencial mineiro de Moçambique e pela decisão de investir na reactivação e desenvolvimento da mina de Revúboè.

Segundo o Chefe do Estado, a província de Tete possui algumas das mais importantes reservas de carvão do continente africano e do mundo, sendo historicamente reconhecida como o coração carbonífero do país. Contudo, frisou que o principal desafio continua a ser transformar essa riqueza geológica em desenvolvimento humano concreto.

“O nosso desafio histórico tem sido transformar essa riqueza geológica em desenvolvimento humano mensurável, em estradas; em escolas, em centros de saúde e em melhores condições de vida para cada família moçambicana”, afirmou.

De acordo com o Presidente da República, o projecto de Revúboè apresenta um elevado potencial económico, social e estratégico. Na primeira fase prevê-se uma produção anual de cerca de 3,5 milhões de toneladas de carvão, com possibilidade de atingir 7 milhões de toneladas por ano na segunda fase, projectada para 2032.

A iniciativa deverá igualmente criar 1500 empregos directos e cerca de 8 mil indirectos, beneficiando, sobretudo, jovens e trabalhadores da província de Tete. Com uma vida útil estimada em 35 anos, o projecto deverá contribuir de forma consistente para o aumento das receitas do Estado e para o financiamento de sectores prioritários como educação, saúde, agricultura e infra-estruturas.

O Chefe do Estado destacou, ainda, que a entrada em funcionamento da mina reforçará o posicionamento de Moçambique como um dos principais produtores de carvão da África Austral, além de optimizar o uso das infra-estruturas logísticas nacionais, nomeadamente, os corredores ferroviários da Beira e de Nacala.

Na ocasião, o Presidente da República enfatizou que o projecto se enquadra na estratégia nacional de industrialização, defendendo que o país deve deixar de exportar apenas matérias-primas em bruto.

“Por décadas, Moçambique exportou matérias-primas sem valor acrescentado, deixando para outros países os benefícios do processamento industrial. Esse paradigma tem de mudar, e com Revúboè começamos a mudar”, afirmou.

Segundo explicou, o carvão produzido na mina será, em grande parte, utilizado em unidades industriais da própria empresa para a produção de aço, contribuindo para o desenvolvimento da cadeia de valor no território nacional.

O estadista exortou igualmente ao operador do projecto a apresentar, com urgência, uma estratégia clara de contratação de empresas nacionais e da promoção da moçambicanização da mão-de-obra, garantindo que os benefícios da exploração mineira sejam partilhados com as comunidades locais.

No mesmo contexto, sublinhou a necessidade de o projecto respeitar rigorosamente os padrões de responsabilidade social e ambiental, advertindo que o Governo acompanhará de perto a sua implementação.

“Não aceitaremos que as oportunidades geradas por este projecto passem ao lado das nossas comunidades e das nossas empresas”, advertiu.

Entre outras medidas, está prevista a construção de uma nova vila de reassentamento com habitações dignas, serviços básicos e infraestruturas sociais, incluindo um centro de saúde comunitário.

Para o Presidente da República, a exploração responsável dos recursos naturais deve traduzir-se em benefícios concretos para as populações locais, através de oportunidades económicas em áreas como fornecimento de bens alimentares, serviços logísticos, transporte e outras actividades associadas à cadeia mineira.

“A maior riqueza de Tete não é apenas o carvão, mas sim o seu povo, trabalhador, resiliente e orgulhoso. É para este povo que trabalhamos”, sublinhou.

O Chefe do Estado manifestou ainda a expectativa de que o projecto de Revúboè marque o início de uma nova relação entre o sector extractivo e as comunidades, baseada na transparência, no respeito e no benefício mútuo.

Na parte final da sua intervenção, felicitou ao Ministério dos Recursos Minerais e Energia, aos investidores, às autoridades locais e à população da província de Tete pela concretização do projecto, desejando sucesso na sua implementação.

“Esperamos que este projecto contribua para reforçar o posicionamento de Moçambique como um destino atractivo para o investimento mineiro e para consolidar o sector como um dos pilares do desenvolvimento económico nacional”, concluiu. In “O País” - Moçambique


Angola - Crítica literária Edmira Cariango reúne oito ensaios em obra literária

“As batucadas da Terra na voz Criadora” é o título da obra com que a ensaísta e crítica literária, Edmira Cariango, se vai estrear no mercado literário. Lançado hoje na União dos Escritores Angolanos, o livro reúne oito ensaios dedicados à reflexão e interpretação de obras de escritores angolanos


O livro, com cerca de 100 páginas e divulgado sob a chancela da Satchi Editora, é uma colectânea de oito ensaios dedicados à reflexão e interpretação de obras de diferentes autores da literatura angolana, nomeadamente António Jacinto, Costa Andrade, David Capelenguela, Jeremias Sebastião e Pedro Camorroto.

As Batucadas da Terra na Voz Criadora reúne ainda reflexões e análises sobre produções literárias, e sobretudo, um ensaio dedicado à inserção do feminino na historiografia da poesia angolana, no qual a autora reflecte sobre o lugar da mulher na produção e na história da literatura do país.

Segundo autora da obra, que se destaca por ser uma das poucas mulheres em Angola a dedicar-se à divulgação e produção de ensaios literários, a escolha dos textos incluídos na colectânea teve um carácter simbólico, na medida em que procurou prestar tributo a escritores como António Jacinto e Costa Andrade, cujas obras considera importantes para a compreensão da literatura angolana. In “O País” - Angola


Angola - Artistas exibem “100tenário de Camilo Pessanha” em exposição colectiva no Camões Centro Cultural Português

O Camões Centro Cultural Português, em parceria com o literArte, realiza hoje, a partir das 17h30, a inauguração da 14.ª Exposição colectiva “100tenário de Camilo Pessanha”, uma mostra que reúne uma selecção de 14 artistas, inspiradas em três poemas do poeta e escritor português Camilo Pessanha. Depois da abertura oficial, a mesma estará patente ao público até 15 de Abril do corrente ano


Inspirada nos poemas “Caminho”, “Vénus” e “Voz Débil que Passas”, trata-se não apenas de uma exposição de artes plásticas, mas de uma mostra que representa um encontro entre gerações, unindo uma nova geração de artistas angolanos a um dos maiores nomes da literatura portuguesa.

A exposição apresenta 28 obras, entre pintura, escultura, gravura e cerâmica, explorando diferentes correntes artísticas, como o surrealismo ou o realismo, entre outras abordagens contemporâneas.

Em declaração à imprensa, o assessor de cooperação-cultura do Camões-Centro Cultural Português, João Azeredo, disse que o grupo é composto por 14 artistas diferentes que vão colocar os seus trabalhos à disposição da comunidade, alguns com mais experiência na área e outros com menos tempo de carreira. Maria Custódia – Angola in “O País”


segunda-feira, 23 de março de 2026

Portugal - Instituto Pedro Nunes reforça serviços de diagnóstico fitossanitário para o setor vitivinícola

O Instituto Pedro Nunes (IPN), através do seu Laboratório de Fitossanidade (FITOLAB), disponibiliza serviços especializados de diagnóstico para a vinha, com o objetivo de apoiar produtores e técnicos na deteção precoce de doenças que colocam em causa a produtividade e a sustentabilidade do setor. Esta iniciativa surge num contexto global onde as pragas e doenças são responsáveis pela perda de uma fatia considerável da produção agrícola mundial, com impactos particularmente severos na viticultura europeia.


O cenário atual do setor enfrenta ameaças críticas, como a Flavescência Dourada, capaz de reduzir a produtividade em níveis superiores a 90%, ou o patógeno emergente Xylella fastidiosa. Perante estes desafios, o IPN atua como um parceiro estratégico ao fornecer suporte técnico e análises laboratoriais que permitem identificar agentes patogénicos de forma célere. A intervenção precoce viabilizada por estes diagnósticos é fundamental para travar a propagação de doenças e garantir a preservação do potencial produtivo das explorações.

A oferta tecnológica do IPN abrange a deteção de um vasto espetro de organismos que afetam a videira, desde bactérias e fitoplasmas até fungos do lenho e podridões radiculares. Ao recorrer a estas análises, os produtores conseguem basear as suas decisões agronómicas em dados laboratoriais rigorosos, o que resulta numa gestão mais eficaz das culturas, na redução de custos com tratamentos desnecessários e na implementação de estratégias mais sustentáveis para o ecossistema agrícola.

O Laboratório de Fitossanidade do IPN destaca-se como o primeiro laboratório nacional acreditado nesta área e detém o reconhecimento oficial da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) para o diagnóstico de doenças reguladas de plantas. Esta valência reforça o papel do Instituto Pedro Nunes enquanto instituição de interface tecnológica de referência, dedicada a transferir conhecimento científico para o mercado e a apresentar soluções concretas para os desafios reais da indústria e da agricultura.

Sediado em Coimbra, o IPN continua assim a consolidar a sua missão de apoio à inovação e ao desenvolvimento tecnológico, afirmando-se como um pilar essencial na ligação entre a investigação aplicada e o tecido empresarial nacional e internacional. Instituto Pedro Nunes - Portugal