Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Brasil - Existe o risco de invasão norte-americana?

E se os Estados Unidos desembarcarem em Brasília, prenderem Lula, Alckmin e parte de seu governo em vias de ser reeleito, assim como Moraes e alguns ministros do STF, recolocando no seu lugar o ex-presidente golpista Jair Bolsonaro ou seu filho Flávio?

Essa hipótese existe e tem dado manchetes em jornais franceses e europeus. Seria um retorno ao passado ainda recente com a prisão de Maduro na Venezuela, diversos golpes na América Latina e a morte de Salvador Allende no Chile. Seria uma versão trumpista da doutrina Monroe - o Brasil para os norte-americanos!

Haveria resistência? Numa entrevista à CNN, o ministro da Defesa se mostrou bastante pessimista: "teríamos de abrir os portões!" Por uma razão muito simples: infelizmente o Brasil não tem como resistir a uma invasão nem em termos de armamentos nem de contingente militar.

Além disso, já existem alguns traidores da pátria, bem instalados nos EUA, onde têm tramado contra o governo brasileiro pelas redes sociais, utilizando o tarifaço contra a economia do governo brasileiro.

Sem se esquecer da atração do evangelismo norte-americano sobre os seguidores da versão brasileira de exportação, cuja doutrina da teologia do domínio vê em Trump um líder internacional capaz de apressar a volta de Cristo. Trump um verdadeiro enviado de Deus para os evangélicos norte americanos.

Pode ser exagero, se escrever sobre o risco de intervenção norte-americana no Brasil, porém a dificuldade de Flávio Bolsonaro entrar na posse do eleitorado do pai, agravada com as denúncias de relações com Daniel Vorcaro, do banco Master, têm reforçado dentro da esquerda a esperança de uma vitória de Lula no primeiro turno.

Impossível para Trump aceitar uma vitória de Lula, depois de não ter conseguido derrotar a teocracia iraniana? E isso às vésperas de eleições para deputados e senadores, nas quais perderá a maioria nas duas Casas?

Provocar um golpe no Brasil, com ou sem intervenção militar, lhe daria vitória em novembro? Ou lhe daria condições políticas internas para enfrentar a derrota dos republicanos, com a qual perderá a maioria legislativa no governo e deixará de ser o presidente manda-chuva, quase ditador, norte americano?

Ainda em março, o jornal francês Le Monde noticiava o acordo de fabricação de armamentos do Brasil com a África do Sul. E, naquele momento, o risco não eram as eleições, mas as organizações criminosas brasileiras, consideradas como grupos terroristas, nova categorização que dá aos EUA justificativa para violar a soberania brasileira e fazer ataques pontuais contra o Brasil.

Na verdade, essa era a primeira brecha necessária para justificar uma intervenção no Brasil.

No Uol, a jornalista Daniela Lima levanta outro tipo de intervenção, possível pelas redes sociais antes das eleições durante a disputa eleitoral. Quanto a isso não existem dúvidas, a campanha anti-Lula está em plena função com a utilização inclusive de fakes, repetindo o já ocorrido durante a campanha de Jair Bolsonaro contra Lula.

A dúvida é se haverá intervenção no caso das sondagens ou os votos nas urnas favorecerem Lula. Imprevisível como é Trump, nada é impossível, tudo poderá acontecer. Rui Martins – Suíça

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Rui Martins, é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.

 

China – Inteligência artificial agita concorrência de preços entre gigantes americanos

A inteligência artificial (IA) chinesa, eficaz e rentável, está a forçar os gigantes americanos a reduzir os seus preços, o que ameaça a sua lucratividade e gera animação entre os utilizadores, que aproveitam esta concorrência, como um bar em Pequim, que passou a oferecer acesso gratuito ao DeepSeek.


Para um uso intensivo da IA, as assinaturas com tarifa fixa já não são suficientes. A cobrança por uso, baseada em “tokens” — unidade que mede a quantidade de texto que a máquina processa e gera —, está a tornar-se cada vez mais comum. Para defender as suas cotas de mercado, os gigantes de Silicon Valley estão as ser obrigados a reduzir o preço do token: a OpenAI, criadora do ChatGPT, reduziu em 80% as tarifas de seu modelo “Luna”, e a Anthropic, desenvolvedora do Claude, apresentou um modelo semelhante ao seu sistema mais potente, mas pela metade do preço.

O DeepSeek, cujo modelo V4 Flash lidera o ranking de uso da plataforma técnica OpenRouter, anunciou na semana passada que prevê um “aumento significativo” dos preços para programadores.

Os utilizadores em Pequim têm outra opção: IA gratuita para os clientes no AGI Bar (Artificial General Intelligence), ponto de encontro para desenvolvedores, fundadores e investidores, decorado com referências à inteligência artificial e um cardápio repleto de piadas baseadas no jargão tecnológico. “É bastante comum que bares ofereçam wi-fi gratuito, então eu ofereço tokens gratuitos”, explicou à AFP o proprietário do bar, Song De.

O estabelecimento localizado em Zhongguancun, um bairro apelidado de “Vale do Silício chinês”, roda o V4 Flash em duas imponentes estações de trabalho da Nvidia, sem precisar pagar ao DeepSeek. Song De, desenvolvedor independente, é um dos utilizadores que deixou de lado os modelos mais caros, como o Fable 5 da Anthropic, para optar por alternativas mais leves.

“Muita coisa pode ser feita com modelos mais antigos, de menor complexidade ou com modelos de linguagem reduzidos”, afirmou o analista de tecnologia Jack Gold, fundador da J.Gold Associates. Novos modelos chineses de IA, do Kimi K3 da Moonshot AI à popular série Qwen da Alibaba, estão a chamar a atenção como concorrentes da liderança da Anthropic e da OpenAI.

As duas empresas americanas preparam-se para abrir capital, o que significa que “precisam começar a obter lucros”, explicou Gold à AFP. “Não ouso dizer que seja uma guerra de preços porque ainda não chegamos a esse ponto. Mas, sem dúvida, é uma competição de preços para tentar conquistar mais utilizadores”, acrescentou.

As empresas americanas também estão a alimentar uma competição feroz que pode transformar a IA numa ferramenta padronizada e intercambiável: a xAI, empresa de Elon Musk, reduziu o preço de alguns modelos do Grok, enquanto a Meta, empresa matriz do Facebook, acaba de lançar uma opção de baixo custo, o Muse Spark 1.2. Para Max Liu, co-fundador do sistema chinês de gestão de agentes LobeHub, “a forma mais barata de IA será encontrada no futuro na China (…) Isto sem dúvida pressionará os Estados Unidos a seguir a mesma direcção. Quanto mais barata for a IA, melhor”. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Agências internacionais”


Bélgica - Há uma vaga para ensinar Português Língua Estrangeira na cidade de Bruxelas

O Centro de Língua Portuguesa Camões IP Bruxelas está a aceitar candidaturas para uma vaga de colaborador/a com formação e experiência na docência de Português Língua Estrangeira (PLE), com preferência por candidatos com experiência em Português Europeu


A função prevê docência presencial nas instalações do Centro, na ULB – Faculté de Lettres, Traduction et Communication, em Bruxelas.

Os interessados em candidatar-se devem enviar o currículo e uma carta de apresentação para o endereço de email clp.bruxelas@camoes.mne.pt. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Polónia - Literatura e cultura de língua portuguesa em destaque no Festival Literário de Sopot

A literatura e a cultura dos países de língua portuguesa vão estar em destaque na 15.ª edição do Festival Literário de Sopot, na Polónia, que decorre entre 20 e 23 de agosto. O programa reúne autores, artistas e investigadores de diferentes geografias do espaço lusófono, com uma presença significativa de nomes portugueses


Entre os convidados portugueses estão Afonso Cruz, Gonçalo M. Tavares e José Luís Peixoto, que participam em encontros com o público ao longo dos quatro dias do festival. A programação inclui ainda a participação de autores do Brasil e de Moçambique, entre os quais Itamar Vieira Junior, Michel Laub, Paulo Scott e Mia Couto, este último por videoconferência.

De acordo com a Lusa, a presença portuguesa estende-se também às artes visuais. No arranque do festival será inaugurada a instalação “Onze Espíritos”, da artista portuguesa Inês Brites, composta por onze taças escultóricas em cerâmica que serão distribuídas pelo Parque na Goyki, em Sopot.

A literatura em língua portuguesa estará igualmente no centro de vários debates. Um deles será dedicado à obra de Clarice Lispector e à escrita de mulheres no espaço da língua portuguesa, reunindo diferentes perspetivas sobre literatura, identidade e visibilidade das autoras.

Outro dos momentos contará com a participação da poeta, performer, ensaísta e curadora portuguesa Raquel Lima, num debate sobre memória, património e identidade contemporânea e as marcas deixadas por séculos de escravatura e colonialismo.

O programa inclui ainda um encontro dedicado às adaptações de obras-primas portuguesas para banda desenhada, com a participação de André F. Morgado, Pedro Moura e André Oliveira.

A literatura portuguesa estará também representada através do cinema. Durante o festival serão exibidos os filmes “Tabu”, de Miguel Gomes, e “Sangue do meu sangue”, de João Canijo. A programação cinematográfica inclui ainda obras brasileiras.

Ao longo dos quatro dias haverá encontros com escritores, debates, oficinas, leituras performativas, exposições, sessões de cinema, uma feira do livro e atividades dirigidas a crianças e jovens.

O festival terá ainda um pavilhão dedicado às publicações dos países de língua portuguesa editadas na Polónia, com a presença do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e de editoras polacas que publicam traduções de literatura lusófona.

Organizado pelo Goyki 3 Art Inkubator e pela Cidade de Sopot, o Festival Literacki Sopot realiza-se desde 2012 e dedica cada edição à literatura de um país ou espaço cultural, promovendo o encontro entre escritores, leitores e diferentes culturas.

Veja o programa completo da edição deste ano aqui. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


Macau - O amor na era dos algoritmos: exposição pergunta se a tecnologia nos está a tornar incapazes de amar

A exposição contemporânea “Gen Love-Disabled”, que abre no próximo dia 20 de Agosto no Albergue SCM, reúne artistas de Pequim, Taipé e Macau para explorar uma questão que define a nossa era: o que acontece à conexão humana quando a inteligência artificial pode simular companhia, ouvir, responder e até antecipar desejos? O projecto, apresentado pela Associação de Desenvolvimento da Nova Mulher de Macau e com curadoria de Kathine Cheong, propõe uma reflexão sobre a crescente incapacidade de amar, mesmo quando se está hiperligado

Há uma imagem que persiste nos dias de hoje: a de uma pessoa que, depois de passar horas a deslizar o polegar sobre um ecrã, se sente estranhamente mais só. É a contradição presente numa geração que anseia por ser amada, mas que parece ter desaprendido a amar que a exposição “Gen Love-Disabled” coloca em cima da mesa. A mostra, que se estreia na próxima semana no Albergue SCM, reúne três artistas oriundos de Pequim, Taipé e Macau, cada um a responder, à sua maneira, a uma pergunta que se tornou inquietantemente actual. Estará a tecnologia a transformar a nossa intimidade num algoritmo?

O ponto de partida da exposição é a constatação de que a tecnologia deixou de ser apenas um mediador das relações para se tornar, ela própria, um participante activo. Se Zygmunt Bauman, o sociólogo que cunhou o termo “modernidade líquida”, descreveu um mundo onde as relações se tornam frágeis e descartáveis, a era digital aprofundou esse fenómeno. Agora, a inteligência artificial não se limita a ligar pessoas, começa a substituir-se a elas, segundo a curadoria desta exposição. A pergunta que a curadora Kathine Cheong coloca ao público é directa e incómoda: “Quando o amor é escrito em código, quando as plataformas sociais e os companheiros virtuais nos parecem mais próximos do que as pessoas reais, o que acontece à nossa capacidade de sustentar uma relação?”.

Kathine Cheong, que assina a curadoria do projecto, resume o paradoxo da exposição. “Ser ‘love-disabled’ não significa ausência de sentimento. Por mais frágil e volátil que o amor possa ser nos nossos tempos, ele nunca deixa de ser desejado. Através desta exposição, espero que os espectadores possam, no meio do fluxo e das contradições desta geração entre o virtual e o real, encontrar a coragem para enfrentar a tensão da ambiguidade e libertar-se do dilema do nosso tempo”.

As obras que compõem o programa dão corpo a essa tensão. Lu Shan, artista radicado em Pequim e Qingdao e distinguido pela Nvidia como um dos 100 artistas a seguir, apresenta “Island Man”, um vídeo gerado por inteligência artificial que explora a solidão digital e a forma como a IA reconfigura a identidade, a memória e o isolamento. O trabalho transporta o espectador para uma paisagem de algoritmos onde o indivíduo aparece como uma ilha, ligada a tudo, mas fundamentalmente só.

Do outro lado do espectro tecnológico, o colectivo de Taiwan, Simple Noodle Art, distinguido em 2023 com uma menção honrosa no Ars Electronica, apresenta “Exploration and Exploitation”, uma instalação interactiva que utiliza reconhecimento facial de emoções em tempo real para reescrever a narrativa do público, expondo como a intimidade é consumida e vigiada sob o capitalismo de plataforma. É um “alerta sobre a forma como os nossos afectos são transformados em dados”.

Em contraste com a precisão fria dos algoritmos, a artista de Macau Solène Su Cheng traz uma abordagem mais orgânica e visceral. As suas séries “Knives”, que já haviam sido inauguradas antes no espaço Butter Room, captam através de fotografia e um livro de poesia, a psicologia do apego fraturado, o impulso simultâneo de se aproximar e de se proteger. A fotografia torna-se aqui uma forma de registar a vulnerabilidade física e emocional, um contraponto necessário ao mundo “pixelizado” das outras obras.

Como explicou a curadoria, a exposição não se limita a exibir objectos, mas procura transformar o Albergue SCM num espaço de reflexão. A programação paralela, que inclui uma mesa-redonda de abertura com o artista Lu Shan e o grupo Simple Noodle Art, uma oficina de consciência somática com embaixadoras da lululemon, e uma sessão de leitura sobre amor, desejo e tecnologia conduzida por Chung Yi Ting, directora do Ex LAB Taiwan, alarga a experiência para além do espaço expositivo, inserindo o público na participação activa da discussão sobre amar e ser amado. Em última linha, surge Carol Li, presidente da associação organizadora, que exemplifica o objectivo deste trabalho curatorial e artístico como o de “guiar o público da receção passiva para um envolvimento presente”.

“Gen Love-Disabled” estará patente de 20 de Agosto a 7 de Setembro no Albergue SCM. A cerimónia de abertura realiza-se às 18h30, seguida de uma visita guiada e de um painel de discussão com os artistas. A entrada é livre. As inscrições para os programas paralelos estão disponíveis nas redes sociais da associação organizadora. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Cabo Verde - Céu Gomes apresenta romance sobre violência doméstica no Centro Cultural do Mindelo

Mindelo – A escritora Céu Gomes apresenta no Centro Cultural do Mindelo (CCM), o romance Uma por todas e todas por uma, uma obra de intervenção social que aborda a violência doméstica através da história de cinco mulheres.


De acordo com informações do CCM, o livro retrata diferentes formas de violência, nomeadamente física, psicológica, emocional, sexual e económica, além de situações relacionadas com controlo e manipulação relatada por mulheres de diferentes idades, profissões e contextos de vida.

“A obra mostra que a violência não tem um único rosto. Pode manifestar-se de forma física, psicológica, emocional, sexual, económica ou através do controlo e da manipulação, afetando mulheres de qualquer idade, condição social ou nível de escolaridade”, informou o CCM.

Conforme a mesma fonte, a obra procura igualmente transmitir uma mensagem de sororidade, interajuda, coragem e denúncia, incentivando as mulheres a reconhecer situações de abuso, procurar apoio e romper com o silêncio.

A apresentação do livro estará a cargo de Lucinda Cardoso. In “Inforpress” – Cabo Verde


Portugal - Músico e produtor Rony Monteiro cria estúdio para apoiar jovens talentos da CPLP

Lisboa – O jovem artista e produtor cabo-verdiano Edmilson Monteiro, de nome artístico Rony Monteiro, criou no Cacém, Portugal, um estúdio de gravação vocacionado para apoiar novos talentos da música, africana e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


Em declarações à Inforpress, o produtor natural de Santa Catarina explicou que a iniciativa visa criar oportunidades acessíveis e acompanhamento profissional para jovens artistas que frequentemente enfrentam custos de produção proibitivos.

"O objectivo é criar oportunidades para os jovens com talento que muitas vezes não dispõem de meios para gravar ou produzir a sua música com qualidade profissional", afirmou.

Segundo Rony Monteiro, nesta primeira fase, o estúdio, denominado Monteiro Produções, está equipado para captação de voz, instrumentos e criação de beats, enquanto os serviços de mixagem e masterização serão assegurados em parceria com estúdios especializados.

O produtor adiantou que pretende investir, futuramente, em equipamentos próprios de masterização, de forma a assegurar todas as etapas da produção musical no mesmo espaço.

Explicou que a criação do estúdio permitirá também minimizar os custos de produção dos seus próprios projectos, nomeadamente do segundo álbum do artista Norberto Moreira, seu parceiro musical, e do seu trabalho discográfico intitulado “Luta pa Venci”, com lançamento agendado para 2027.

O álbum de estreia contará, entre outros temas, com os singles “Mãe de Ouro” e o “Luta pa Vence”, já divulgados, sendo as restantes faixas produzidas no novo estúdio.

Além da produção musical, o espaço disponibilizará serviços de gravação de videoclipes, criação de imagem gráfica, desenvolvimento de logótipos, produção de materiais promocionais e gestão da carreira, mediante contratos com artistas.

Rony Monteiro considerou que muitos jovens músicos abandonam ou adiam os seus projectos devido aos elevados custos de produção.

"Hoje existem muitos artistas conhecidos, mas os jovens que estão a começar precisam de oportunidades e de acesso a estúdios a preços acessíveis para mostrarem o seu talento. Queremos ajudá-los a dar esse primeiro passo”, sublinhou o jovem de 32 anos.

O produtor revelou que o estúdio já está a trabalhar com um jovem artista cabo-verdiano ainda desconhecido do público, mas em quem deposita “grandes expectativas” devido ao talento demonstrado.

Segundo explicou, a filosofia da Monteiro Produções passa por desenvolver cada projecto em conjunto com o artista, respeitando a sua identidade musical.

“Não trabalhamos com beats (músicas) prontos nem impomos um estilo. Partimos sempre da ideia do artista e construímos o projecto em conjunto, do início ao fim”, afirmou.

O estúdio, inaugurado em finais de Julho, está localizado no Cacém, município de Sintra, distrito de Lisboa, e conta actualmente com dois produtores.

Radicado em Portugal desde 2023, onde conclui um mestrado em Ciências Biomédicas, Rony Monteiro concilia os estudos avançados com a gestão do estúdio, a produção de eventos e a actividade profissional de motorista TVDE (Transporte Individual e Remunerado de Passageiros em Veículos Descaracterizados). In “Inforpress” – Cabo Verde