Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Macau - O amor na era dos algoritmos: exposição pergunta se a tecnologia nos está a tornar incapazes de amar

A exposição contemporânea “Gen Love-Disabled”, que abre no próximo dia 20 de Agosto no Albergue SCM, reúne artistas de Pequim, Taipé e Macau para explorar uma questão que define a nossa era: o que acontece à conexão humana quando a inteligência artificial pode simular companhia, ouvir, responder e até antecipar desejos? O projecto, apresentado pela Associação de Desenvolvimento da Nova Mulher de Macau e com curadoria de Kathine Cheong, propõe uma reflexão sobre a crescente incapacidade de amar, mesmo quando se está hiperligado

Há uma imagem que persiste nos dias de hoje: a de uma pessoa que, depois de passar horas a deslizar o polegar sobre um ecrã, se sente estranhamente mais só. É a contradição presente numa geração que anseia por ser amada, mas que parece ter desaprendido a amar que a exposição “Gen Love-Disabled” coloca em cima da mesa. A mostra, que se estreia na próxima semana no Albergue SCM, reúne três artistas oriundos de Pequim, Taipé e Macau, cada um a responder, à sua maneira, a uma pergunta que se tornou inquietantemente actual. Estará a tecnologia a transformar a nossa intimidade num algoritmo?

O ponto de partida da exposição é a constatação de que a tecnologia deixou de ser apenas um mediador das relações para se tornar, ela própria, um participante activo. Se Zygmunt Bauman, o sociólogo que cunhou o termo “modernidade líquida”, descreveu um mundo onde as relações se tornam frágeis e descartáveis, a era digital aprofundou esse fenómeno. Agora, a inteligência artificial não se limita a ligar pessoas, começa a substituir-se a elas, segundo a curadoria desta exposição. A pergunta que a curadora Kathine Cheong coloca ao público é directa e incómoda: “Quando o amor é escrito em código, quando as plataformas sociais e os companheiros virtuais nos parecem mais próximos do que as pessoas reais, o que acontece à nossa capacidade de sustentar uma relação?”.

Kathine Cheong, que assina a curadoria do projecto, resume o paradoxo da exposição. “Ser ‘love-disabled’ não significa ausência de sentimento. Por mais frágil e volátil que o amor possa ser nos nossos tempos, ele nunca deixa de ser desejado. Através desta exposição, espero que os espectadores possam, no meio do fluxo e das contradições desta geração entre o virtual e o real, encontrar a coragem para enfrentar a tensão da ambiguidade e libertar-se do dilema do nosso tempo”.

As obras que compõem o programa dão corpo a essa tensão. Lu Shan, artista radicado em Pequim e Qingdao e distinguido pela Nvidia como um dos 100 artistas a seguir, apresenta “Island Man”, um vídeo gerado por inteligência artificial que explora a solidão digital e a forma como a IA reconfigura a identidade, a memória e o isolamento. O trabalho transporta o espectador para uma paisagem de algoritmos onde o indivíduo aparece como uma ilha, ligada a tudo, mas fundamentalmente só.

Do outro lado do espectro tecnológico, o colectivo de Taiwan, Simple Noodle Art, distinguido em 2023 com uma menção honrosa no Ars Electronica, apresenta “Exploration and Exploitation”, uma instalação interactiva que utiliza reconhecimento facial de emoções em tempo real para reescrever a narrativa do público, expondo como a intimidade é consumida e vigiada sob o capitalismo de plataforma. É um “alerta sobre a forma como os nossos afectos são transformados em dados”.

Em contraste com a precisão fria dos algoritmos, a artista de Macau Solène Su Cheng traz uma abordagem mais orgânica e visceral. As suas séries “Knives”, que já haviam sido inauguradas antes no espaço Butter Room, captam através de fotografia e um livro de poesia, a psicologia do apego fraturado, o impulso simultâneo de se aproximar e de se proteger. A fotografia torna-se aqui uma forma de registar a vulnerabilidade física e emocional, um contraponto necessário ao mundo “pixelizado” das outras obras.

Como explicou a curadoria, a exposição não se limita a exibir objectos, mas procura transformar o Albergue SCM num espaço de reflexão. A programação paralela, que inclui uma mesa-redonda de abertura com o artista Lu Shan e o grupo Simple Noodle Art, uma oficina de consciência somática com embaixadoras da lululemon, e uma sessão de leitura sobre amor, desejo e tecnologia conduzida por Chung Yi Ting, directora do Ex LAB Taiwan, alarga a experiência para além do espaço expositivo, inserindo o público na participação activa da discussão sobre amar e ser amado. Em última linha, surge Carol Li, presidente da associação organizadora, que exemplifica o objectivo deste trabalho curatorial e artístico como o de “guiar o público da receção passiva para um envolvimento presente”.

“Gen Love-Disabled” estará patente de 20 de Agosto a 7 de Setembro no Albergue SCM. A cerimónia de abertura realiza-se às 18h30, seguida de uma visita guiada e de um painel de discussão com os artistas. A entrada é livre. As inscrições para os programas paralelos estão disponíveis nas redes sociais da associação organizadora. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Cabo Verde - Céu Gomes apresenta romance sobre violência doméstica no Centro Cultural do Mindelo

Mindelo – A escritora Céu Gomes apresenta no Centro Cultural do Mindelo (CCM), o romance Uma por todas e todas por uma, uma obra de intervenção social que aborda a violência doméstica através da história de cinco mulheres.


De acordo com informações do CCM, o livro retrata diferentes formas de violência, nomeadamente física, psicológica, emocional, sexual e económica, além de situações relacionadas com controlo e manipulação relatada por mulheres de diferentes idades, profissões e contextos de vida.

“A obra mostra que a violência não tem um único rosto. Pode manifestar-se de forma física, psicológica, emocional, sexual, económica ou através do controlo e da manipulação, afetando mulheres de qualquer idade, condição social ou nível de escolaridade”, informou o CCM.

Conforme a mesma fonte, a obra procura igualmente transmitir uma mensagem de sororidade, interajuda, coragem e denúncia, incentivando as mulheres a reconhecer situações de abuso, procurar apoio e romper com o silêncio.

A apresentação do livro estará a cargo de Lucinda Cardoso. In “Inforpress” – Cabo Verde


Portugal - Músico e produtor Rony Monteiro cria estúdio para apoiar jovens talentos da CPLP

Lisboa – O jovem artista e produtor cabo-verdiano Edmilson Monteiro, de nome artístico Rony Monteiro, criou no Cacém, Portugal, um estúdio de gravação vocacionado para apoiar novos talentos da música, africana e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


Em declarações à Inforpress, o produtor natural de Santa Catarina explicou que a iniciativa visa criar oportunidades acessíveis e acompanhamento profissional para jovens artistas que frequentemente enfrentam custos de produção proibitivos.

"O objectivo é criar oportunidades para os jovens com talento que muitas vezes não dispõem de meios para gravar ou produzir a sua música com qualidade profissional", afirmou.

Segundo Rony Monteiro, nesta primeira fase, o estúdio, denominado Monteiro Produções, está equipado para captação de voz, instrumentos e criação de beats, enquanto os serviços de mixagem e masterização serão assegurados em parceria com estúdios especializados.

O produtor adiantou que pretende investir, futuramente, em equipamentos próprios de masterização, de forma a assegurar todas as etapas da produção musical no mesmo espaço.

Explicou que a criação do estúdio permitirá também minimizar os custos de produção dos seus próprios projectos, nomeadamente do segundo álbum do artista Norberto Moreira, seu parceiro musical, e do seu trabalho discográfico intitulado “Luta pa Venci”, com lançamento agendado para 2027.

O álbum de estreia contará, entre outros temas, com os singles “Mãe de Ouro” e o “Luta pa Vence”, já divulgados, sendo as restantes faixas produzidas no novo estúdio.

Além da produção musical, o espaço disponibilizará serviços de gravação de videoclipes, criação de imagem gráfica, desenvolvimento de logótipos, produção de materiais promocionais e gestão da carreira, mediante contratos com artistas.

Rony Monteiro considerou que muitos jovens músicos abandonam ou adiam os seus projectos devido aos elevados custos de produção.

"Hoje existem muitos artistas conhecidos, mas os jovens que estão a começar precisam de oportunidades e de acesso a estúdios a preços acessíveis para mostrarem o seu talento. Queremos ajudá-los a dar esse primeiro passo”, sublinhou o jovem de 32 anos.

O produtor revelou que o estúdio já está a trabalhar com um jovem artista cabo-verdiano ainda desconhecido do público, mas em quem deposita “grandes expectativas” devido ao talento demonstrado.

Segundo explicou, a filosofia da Monteiro Produções passa por desenvolver cada projecto em conjunto com o artista, respeitando a sua identidade musical.

“Não trabalhamos com beats (músicas) prontos nem impomos um estilo. Partimos sempre da ideia do artista e construímos o projecto em conjunto, do início ao fim”, afirmou.

O estúdio, inaugurado em finais de Julho, está localizado no Cacém, município de Sintra, distrito de Lisboa, e conta actualmente com dois produtores.

Radicado em Portugal desde 2023, onde conclui um mestrado em Ciências Biomédicas, Rony Monteiro concilia os estudos avançados com a gestão do estúdio, a produção de eventos e a actividade profissional de motorista TVDE (Transporte Individual e Remunerado de Passageiros em Veículos Descaracterizados). In “Inforpress” – Cabo Verde


Lusofonia - Programa "Laç(z)os Artísticos" disponibiliza três bolsas para jovens lusófonos

A 2.ª edição do programa de mobilidade artística "Laç(z)os Artísticos" vai disponibilizar três bolsas para jovens dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor-Leste, com idades entre os 18 e os 30 anos. A submissão de candidaturas decorre de 01 de Agosto a 15 de Setembro de 2026


A iniciativa resulta de um protocolo de cooperação internacional assinado em 2026 entre a Direcção-Geral das Artes (DGARTES), o Camões I.P., a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e o El Corte Inglés.

O programa pretende apoiar a internacionalização de projectos artísticos nos espaços da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Ibero-América, incluindo América Latina, Espanha e Andorra.

Segundo a informação disponibilizada na página de Facebook do Instituto Camões, "podem candidatar-se pessoas singulares maiores de 18 anos, residentes ou com nacionalidade de um país membro da OEI e/ou da CPLP".

Os candidatos devem igualmente "exercer actividade profissional nas áreas das artes visuais, artes performativas, artes de rua ou cruzamento disciplinar e estar associados a entidades artísticas de cariz profissional" e não serão aceites candidaturas para "projectos no mesmo país de residência do candidato".

O programa tem também um valor total anual de €45.000,00 com a atribuição de 20 bolsas no valor de €2250 cada, das quais três são exclusivas para jovens lusófonos.

A apreciação das candidaturas decorre de 16 de Setembro a 13 de Novembro de 2026 e os resultados serão divulgados entre 16 e 20 de Novembro de 2026. Os projectos seleccionados deverão ser desenvolvidos em 2027.

As candidaturas elegíveis serão avaliadas por uma comissão com representantes da DGARTES, Camões I.P. e OEI, e pontuadas de 1 a 5 com base na relevância da proposta, competências do candidato, aplicabilidade do projeto à mobilidade e carácter inovador. A pontuação mínima para aprovação é 3.

As candidaturas terão ainda de ser submetidas eletronicamente através de um formulário que ficará disponível em tempo oportuno nos sítios da DGARTES, Camões I.P. e OEI.

Para mais informações, os candidatos deverão aceder à ligação: Laç(z)os Artísticos. Omar Prata – Angola in “Novo Jornal”


segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Moçambique - Universidade Licungo lança programa de doutoramento

A Universidade Licungo lançou oficialmente, na passada sexta-feira, 07 de Agosto, o Programa de Doutoramento em Ciências de Desenvolvimento, uma iniciativa da Faculdade de Economia e Gestão que pretende reforçar a produção de conhecimento científico, a investigação e a formação de quadros altamente qualificados para responder aos desafios do desenvolvimento sustentável.


Para a Universidade Licungo, o lançamento do programa de doutoramento representa um passo estratégico na afirmação da instituição como espaço de investigação, inovação e produção de conhecimento ao serviço do desenvolvimento de Moçambique.

A cerimónia contou com a participação de Rogério Uthui, antigo Reitor da Universidade Pedagógica como orador principal.

Sob o lema “Transformação Global: O Papel da Ciência, da Inovação e da Formação Doutoral na Construção de Sociedades Resilientes”, o evento juntou académicos nacionais e internacionais para reflectir sobre o papel da ciência e da inovação na construção de soluções para os desafios actuais. In “O País” - Moçambique


Cabo Verde – Associação “Nós Zona Ma Nós” lança campanha de recolha de materiais escolares para ajudar crianças desfavorecidas

Porto Novo – A Associação “Nós Zona Ma Nós”, em Chá de Alecrim, na Ribeira das Patas, tem em marcha uma campanha de angariação de materiais escolares para apoiar duas dezenas de crianças de famílias desfavorecidas.


A informação foi avançada pelo presidente da associação, Hernany Neves, que avançou que esta iniciativa, que decorrerá até ao início do ano lectivo, consiste na recolha de cadernos, canetas, lápis, mochilas e outros materiais para doar às crianças desfavorecidas em Chã de Alecrim.

Esta campanha surge a partir da constatação de que as famílias que residem em Chã de Alecrim “são todas desfavorecidas” e enfrentam, por isso, dificuldades para adquirir os materiais escolares para os seus educandos, explicou ainda este responsável.

“Decidimos desencadear esta campanha de recolha de materiais escolares para tentar suprir as necessidades básicas de 19 crianças de famílias de fracos recursos residente em Chã de Alecrim”, sublinhou o líder comunitário, que apela à adesão das "pessoas e instituições de boa vontade".

A associação criou, recentemente, em parceria com a Câmara Municipal do Porto Novo, uma biblioteca em Chã de Alecrim que tem dado o suporte às crianças, que, neste ano lectivo, precisam de materiais escolares, avançou a mesma fonte.

A associação, segundo Hernany Neves, tem como propósito ajudar na resolução dos problemas que esta comunidade enfrenta, designadamente a nível da habitação, saúde e da educação. In “Inforpress” – Cabo Verde 

Cabo Verde - Associação satisfeita com campanha de recolha de livros para biblioteca em Chã de Alecrim no município de Porto Novo




Singapura - Usa a arte para embelezar as estações de Metro

Não é novidade a nível mundial, mas Singapura elevou a fasquia. Se já passou pela plataforma, talvez tenha reparado no extenso mural a preto e branco de 11,4 metros de altura localizado mesmo ao lado das escadas rolantes.


Ou talvez não. Afinal, as estações de Metro são o epítome dos espaços liminares. Nunca são um destino em si, mas um espaço transitório por onde as pessoas passam, muitas vezes apressadas.

Obras de arte, porém, como o mural intitulado Newton – criado pela artista visual local Tan Zi Xi – tornaram-se parte integrante da estrutura da rede de Metro da cidade-estado.

A Autoridade de Transportes Terrestres (LTA) descreve as obras de arte, encomendadas através de um programa chamado Arte em Trânsito (AIT), como a maior exposição de arte pública de Singapura.

O AIT teve início em 1997, com a Linha do Nordeste. Todas as novas estações do MRT inauguradas desde então foram decoradas com obras de arte exclusivas, que muitas vezes reflectem a localização e a história da estação.

A partir de 2026, a LTA alargou o programa AIT às estações existentes ao longo das linhas Norte-Sul e Este-Oeste.

Se as estações do MRT são apenas espaços de passagem, qual o sentido de uma curadoria tão cuidada? Um dos motivos, segundo a LTA, é “criar momentos significativos e memoráveis na rotina das viagens diárias”.

Mas, além de tornar as estações visualmente mais interessantes, também podem contribuir para a identidade urbana geral da cidade, afirma o criador de conteúdos e educador patrimonial Ho Yong Min.

“Estas obras de arte dão às estações a sua própria personalidade, ajudando-as a tornarem-se lugares reconhecíveis, em vez de simplesmente pontos de passagem ao longo da rede do MRT”, disse Ho, responsável pelas contas de Instagram e TikTok do The Urbanist Singapore.

E embora as estações de Metro sejam espaços inerentemente transitórios, são construídas para durar gerações.

Assim, ao inserir obras de arte nestes espaços, “estamos também a incorporar histórias, memórias e ideias no tecido físico da cidade”, acrescenta Ho.

“Colectivamente, estas obras tornam-se também um registo da sua época. Reflectem o momento em que Singapura se encontrava como sociedade quando foram encomendadas, as histórias que queríamos contar e como víamos a relação entre a arte e o espaço público”, observa.

“Isto é algo que as gerações futuras herdarão juntamente com a própria infra-estrutura.”

Além da atractividade visual, estas obras de arte podem também ter um papel funcional, facilitando a circulação nas estações do ano.

Veja-se, por exemplo, a obra Old Chinatown In New Maxwell Life, de Justin Lee, na estação de Maxwell da linha Thomson-East Coast. Não se trata de uma obra isolada, mas sim de uma instalação espalhada por toda a estação.

Numa das entradas, lâmpadas de vendedores ambulantes e uma criança a comer indicam o caminho para o Maxwell Food Centre. Noutra entrada, nuvens apontam para o Templo e Museu da Relíquia do Dente de Buda.

O porta-voz da LTA afirma: “Na plataforma, a obra de arte apresenta o nome da estação em inglês e chinês, reforçando o sentido de identidade e auxiliando os passageiros na localização.”

Criar e seleccionar obras de arte para estações de MRT é um desafio único, observa Ho. “Tem a atenção de alguém por apenas alguns segundos. A obra de arte precisa de ser visualmente apelativa o suficiente para chamar a atenção, ao mesmo tempo que recompensa aqueles que optam por olhar mais de perto”.

“Como alguém que gosta de explorar espaços urbanos, acho este desafio particularmente interessante porque questiona como o design pode criar momentos de curiosidade num espaço que é fundamentalmente transitório. Cada artista irá abordar isto de forma diferente, mas penso que é isso que torna o Art In Transit uma plataforma tão interessante”, acrescenta.

Ao seleccionar obras de arte para novas estações, a LTA realiza um concurso público para artistas singapurenses ou residentes permanentes de Singapura submeterem os portfólios e currículos. Estas submissões são analisadas pelos curadores designados, com a supervisão do Painel de Revisão de Arte (ARP) e da LTA.

Para as estações já existentes, o ARP e a LTA seleccionam os artistas com base no seu historial e capacidade de executar projectos de escala e natureza semelhantes. Os artistas são então convidados a apresentar propostas conceptuais.

O embaixador itinerante de Singapura Tommy Koh lidera o ARP para novas estações, enquanto o premiado arquitecto Mok Wei Wei preside ao ARP para estações já existentes. Outros membros do ARP incluem artistas, educadores de arte e arquitectos.

“O processo foi concebido para atrair um grupo diversificado de artistas consagrados e emergentes para participar no programa AIT”, afirma o porta-voz da LTA.

Koh afirma que existem três considerações principais na curadoria das obras de arte para as estações do ano. “Em primeiro lugar, a obra de arte deve ser inspiradora e acessível ao público que utiliza os transportes públicos. Em segundo lugar, deve ter em conta a localização da estação e a história do local ou do bairro. Em terceiro lugar, a obra de arte deve ser segura e tecnicamente viável”.

E acrescenta: “Entendemos que uma estação de MRT não é uma galeria de arte. Por isso, seleccionámos obras de arte que ressoam com o passageiro que utiliza os transportes públicos. Mantivemos diálogos extensos com alguns dos curadores e artistas para obter os melhores resultados”.

Mesmo com a contínua expansão da rede MRT – e, com ela, da colecção exibida pelo AIT – Koh tem grandes expectativas para o que o programa pode alcançar. “A minha grande ambição para Singapura é ter as estações de MRT mais bonitas do mundo.” In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Agências internacionais”