Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 20 de setembro de 2026

1 & 2












Vamos aprender português, cantando

 

1 & 2

 

Um e dois momentos

100 palavras soltas

um toque e rebentas

a escala do que é aceitável

entre nós não há nada

 

O vazio se faz presente

e, de repente

fujo a sete pés

conto até dez

e não

 

Não, não, não, não, não, não

 

Não me toques 

larga-me a mão

 

Sinto que a semente que queimaste à nascença,

vai crescer, vai crescer

 

Sinto-me indiferente, é nascente

e brota a correr, a correr

 

Um e dois…

um e dois…

 

Um e dois momentos

100 palavras

sete pés

dizes que me amas

quando mal me queres

 

Um e dois momentos

100 palavras

sete pés

dizes que me amas

quando mal me queres

 

O vazio se faz presente

e, de repente

fujo a sete pés

conto até dez

 

Sinto que a semente que queimaste à nascença

vai crescer, vai crescer

 

Sinto-me indiferente, é nascente, e brota

a correr, a correr

 

Mafalda - Portugal

 

sábado, 19 de setembro de 2026

Portugal - Guardiãs da Natureza reúnem-se em Santarém

O Convento de São Francisco, em Santarém, acolhe, no dia 25 de setembro, o 4.º Encontro Nacional das Guardiãs da Natureza, uma iniciativa organizada pela Business as Nature e coorganizado com o Município de Santarém, que conta com a UCCLA entre as entidades parceiras.


Sob o propósito de aproximar pessoas, territórios e futuros, o encontro dará a conhecer mulheres, projetos e parcerias que estão a contribuir para a transformação sustentável dos territórios, através da agricultura sustentável, da conservação da natureza, da inovação e do empreendedorismo.

A Secretária-Geral Adjunta da UCCLA, Embaixadora Paula Leal da Silva, irá moderar, pelas 17h50, o painel «Apresentação das Guardiãs da CPLP», que reunirá participantes de diferentes países de língua portuguesa, nomeadamente Brasil, Cabo Verde e Timor-Leste.

No âmbito deste painel, Ana Mariza Monteiro apresentará um dos resultados do projeto UCCLA / URB-ÁFRICA «Nosso Património, Nossa Riqueza» - uma ação de valorização do artesanato enquanto instrumento de sustentabilidade. Desenvolvido com o financiamento do Camões, I.P. e com a parceria da Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, Associação Lantuna e Embaixada de Cabo Verde em Portugal / Centro Cultural de Cabo Verde, o projeto promove a valorização ambiental, cultural, social e económica do território e das suas comunidades.

A edição de 2026 conta com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, António José Seguro. O encontro conta com o apoio do ICNF, do Fundo Ambiental e do Crédito Agrícola, e com a parceria da UCCLA, da Escola Superior Agrária de Santarém e da CONFAGRI. Conta ainda com o patrocínio de Bonduelle e Componatura.

Convidamos todos os interessados a participar neste encontro de partilha, inspiração e construção de novas parcerias. As inscrições estão abertas em:

https://forms.cloud.microsoft/e/RVeQt9sj2m

Programa do 4.º Encontro Nacional das Guardiãs da Natureza UCCLA


Brasil - Revogação de homenagem a António Salazar procura preservar memória e democracia

A revogação do título de doutor ‘Honoris Causa’ atribuído a António Salazar é vista por investigadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como forma de preservar a memória e evitar que a história se repita.


“O grande recado é para que a história não se repita”, afirmou à Lusa Vantuil Pereira, decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), que propôs a retirada da homenagem concedida ao ditador português.

Para o historiador, a recuperação da memória sobre ditaduras, perda de direitos políticos e ataques à autonomia universitária ganha particular importância no período atual da democracia brasileira.

“Estamos vivendo um período, em termos internacionais, mas especificamente no Brasil, onde a questão da memória sob ditadura, a memória autoritária, a memória antidemocrática, ela está nos visitando”, explicou.

Para a relatora do processo, Gilda Alvarenga, o episódio também reforça a necessidade de vigilância permanente sobre a democracia, mesmo quando as instituições parecem consolidadas e protegidas contra retrocessos autoritários.

“Nenhuma democracia é tão madura que não possa sofrer um golpe”, afirmou Gilda Alvarenga, membro da Comissão de Ensino e Títulos do Conselho Universitário, responsável pelo parecer que recomendou a cassação do título.

A proposta de retirada do título foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Coordenação do CFCH em junho de 2024 e posteriormente analisada pelo Conselho Universitário, que aprovou a revogação por ampla maioria em 27 de agosto deste ano.

Ambos defendem que a universidade não pode ser analisada separadamente do contexto político e social em que está inserida, porque também reproduz disputas, escolhas e contradições dos períodos históricos que atravessa.

No caso de Salazar, o parecer observa que a homenagem ocorreu em 1941, durante o Estado Novo português e o Estado Novo brasileiro, e destaca a caraterização historiográfica do regime salazarista como autoritário, marcado por censura, repressão e restrições às liberdades públicas.

Gilda Alvarenga disse não ser possível determinar, a partir dos documentos disponíveis, o contexto exato que levou à homenagem, incluindo se houve pressão para a sua aprovação, ao lembrar que três professores intervieram na discussão à época, mas a ata não registou o conteúdo das suas manifestações.

O parecer sustenta que a retirada do nome de Salazar do rol de doutores ‘Honoris Causa’ da UFRJ não representa o apagar histórico, ao destacar que todos os documentos devem ser preservados.

Gilda Alvarenga destacou que a capacidade de rever decisões anteriores é também uma responsabilidade institucional, sobretudo quando os valores que orientam a universidade se transformam ao longo do tempo.

“Se lá atrás eu cometi um equívoco e eu tenho hoje a oportunidade de revê-lo, por que não”, questionou, defendendo que a universidade deve ter a coragem para reconhecer e corrigir decisões anteriores.

“Hoje já não importa mais se foi um erro, se não foi erro, se foi imoral, se foi legal. Nada disso hoje conta, porque é passado, não dá para mudar”, realçou.

“O que importa é que hoje foi revisto: a Universidade Federal do Rio de Janeiro, ela não coaduna com os princípios de perseguição, princípios antidemocráticos. É isso que importa”, completou.

Vantuil Pereira relaciona a decisão ao trabalho da Comissão da Verdade, Justiça e Memória da UFRJ, criada por volta de 2013 para recuperar as memórias das ditaduras brasileiras e identificar vítimas e colaboradores.

Segundo Vantuil Pereira, o trabalho da comissão identificou homenagens atribuídas a pessoas ligadas a regimes autoritários, entre elas Salazar, e os processos para retirar essas distinções avançaram posteriormente em diferentes momentos.

Para o professor, a universidade é uma instituição que produz e preserva memória e, por isso, a revisão das suas próprias homenagens integra um processo de amadurecimento institucional e de reforço dos direitos humanos. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


Sahara Ocidental - O presidente saharauí apela à ONU para que assuma a responsabilidade e promova a descolonização

Bir Lehlou – O Presidente da República Árabe Saaraui Democrática e Secretário-Geral da Frente Polisário, Brahim Ghali, apelou às Nações Unidas e à comunidade internacional para que assumam as suas responsabilidades para com o povo saharaui e tomem medidas eficazes para promover a descolonização do Sahara Ocidental e permitir que o povo saharaui exerça o seu direito inalienável à autodeterminação e à independência.


Em carta dirigida ao Secretário-Geral da ONU em 7 de setembro de 2026 e posteriormente divulgada como documento do Conselho de Segurança a pedido da África do Sul, o Presidente Ghali sublinhou que a contínua ocupação marroquina do Sahara Ocidental, que permanece na lista da ONU de Territórios Não Autónomos, constitui um obstáculo fundamental ao exercício dos direitos legítimos do povo saharauí.

Ele alertou que a ausência de uma resposta internacional resoluta à contínua obstrução de Marrocos ao processo de paz liderado pela ONU corre o risco de perpetuar a instabilidade, com sérias implicações para a paz e a segurança regional e internacional, e apelou à utilização de todos os meios diplomáticos disponíveis para pôr fim à injustiça de longa data e acelerar a descolonização do Sahara Ocidental.

O Presidente Ghali reafirmou o compromisso da Frente Polisário em cooperar com o Secretário-Geral da ONU e o seu Enviado Pessoal no âmbito do processo de paz liderado pela ONU, recordando a sua participação nas três reuniões ministeriais informais realizadas em janeiro e fevereiro de 2026 e a apresentação de propostas destinadas a apoiar uma solução final e mutuamente aceitável.

Ele sublinhou que qualquer solução deve garantir o direito inalienável, não negociável e não delegável do povo saharauí à autodeterminação e à independência por meio de um processo livre, transparente e democrático, em conformidade com as resoluções relevantes da ONU, rejeitando, ao mesmo tempo, as tentativas de legitimar a ocupação ou de minar as legítimas aspirações nacionais do povo saharauí.

O presidente saharauí também chamou a atenção para a grave situação dos direitos humanos nos Territórios Saharauís Ocupados, citando padrões documentados de detenção arbitrária, violência física, intimidação, vigilância e restrições contra defensores dos direitos humanos, jornalistas e ativistas saharauís. Ele destacou particularmente a situação dos presos políticos saharauís, incluindo o grupo Gdeim Izik, que continuam a enfrentar duras condições prisionais, assistência médica inadequada, isolamento e restrições à comunicação familiar e externa.

Ele reiterou o seu apelo pela libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos saharauís e o seu retorno à sua terra natal, bem como a reunificação com as suas famílias, ao mesmo tempo que solicitou uma fiscalização internacional independente da situação dos direitos humanos no território. A esse respeito, lembrou que o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos está impedido de acessar ao Sahara Ocidental ocupado desde 2015.

O Presidente Ghali denunciou ainda as políticas que afetam a composição demográfica do Território, incluindo a expulsão de saharauís das suas terras ancestrais, bem como a utilização de armamento militar, incluindo veículos aéreos não tripulados, que, segundo ele, resultou em vítimas civis. Condenou também a contínua exploração dos recursos naturais saharauís e apelou à ONU para que informe a comunidade internacional e os órgãos competentes da ONU sobre as atividades económicas ilegais no Território.

O Presidente recordou a responsabilidade especial das Nações Unidas para com o povo do Sahara Ocidental enquanto Território em processo de descolonização, instando a Organização a operacionalizar plenamente as suas responsabilidades para com o povo saharauí, em particular os civis nos Territórios Ocupados, até que estes possam exercer livremente o seu direito à autodeterminação e à independência.

Concluindo a sua carta, o Presidente Ghali reafirmou a disposição da Frente Polisário em se engajar em negociações diretas e de boa-fé com o Reino de Marrocos sob os auspícios da ONU, com o objetivo de alcançar uma solução justa, pacífica, duradoura e definitiva, baseada na autodeterminação do povo saharauí e contribuindo para a restauração da paz e da segurança regional. In “Sahara Press Service – Sahara Ocidental


Cabo Verde - Músico Buguin Martins apresenta “Entri Nos” em concerto nos Estados Unidos

Providence, Estados Unidos – O músico cabo-verdiano Buguin Martins apresenta no sábado, 19, o seu terceiro álbum, “Entri Nos”, num concerto no Fete Music Hall, em Providence, nos Estados Unidos, com participações de Tony Fika, Vanessa Teixeira e Raquel Teixeira.


O espetáculo, inserido na programação cultural cabo-verdiana na diáspora, está previsto para as 21:00, de acordo com a organização.

A apresentação em Providence acontece depois da passagem do artista por Lisboa, onde apresentou oficialmente o novo trabalho discográfico, a 04 de Abril, no LAV – Lisboa ao Vivo, num concerto acompanhado com banda ao vivo.

Na ocasião, Buguin Martins contou com as participações de Tino Militina, Beto Dias, Dénis Graça, Tony Fika e Dwayne.

De acordo a informação publicada pela Inforpress, Tony Fika e Dwayne colaboraram, respetivamente, nos temas “Nu ta konbina” e “Nha badia”.

“Entri Nos” é o terceiro álbum da carreira do artista, depois de “Amore”, lançado em 2021, e “Encanto”, de 2023.

Entre os temas que integram o novo trabalho estão “Explican”, “Eh sabi”, “Bali pena”, “Entri Nos”, “Eternamente”, “Brina Bunito”, “Ka izisti” e “Bu tokan (live)”, músicas que, segundo a publicação da Inforpress, já estavam disponíveis nas plataformas digitais aquando da apresentação em Lisboa.

O novo disco marca mais uma etapa no percurso artístico de Buguin Martins, músico cabo-verdiano que, aos 32 anos, tem vindo a afirmar-se no panorama musical nacional e junto das comunidades cabo-verdianas na diáspora.

Além da apresentação em Lisboa, o CVCultural registou também uma apresentação de “Entri Nos” no Largo do Memorial Amílcar Cabral, na Praia, a 29 de agosto, antes da nova passagem do artista pelos palcos da diáspora.

O concerto de Providence deverá proporcionar ao público cabo-verdiano residente nos Estados Unidos mais uma oportunidade de acompanhar ao vivo as músicas do novo álbum, desta vez com Tony Fika, Vanessa Teixeira e Raquel Teixeira como convidados. In “Inforpress” – Cabo Verde


sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Croácia - Universidade de Zagreb lança novo curso de língua portuguesa

A Universidade de Zagreb, na Croácia, vai receber um novo curso de língua portuguesa, destinado a quem pretende iniciar a aprendizagem do idioma

As aulas terão lugar no Centro de Línguas Estrangeiras da Faculdade de Filosofia da Universidade de Zagreb e correspondem ao nível A1 – Básico.

As inscrições estão abertas até 28 de setembro e o curso decorre entre 28 de setembro e 1 de fevereiro de 2027.

Os interessados podem consultar informações sobre o curso, o horário, as condições de inscrição e os contactos do Centro de Línguas Estrangeiras através das páginas disponibilizadas pela Universidade de Zagreb. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Cabo Verde - “Gratuitidade do ensino superior é um alívio para a Universidade de Cabo Verde”, segundo a reitora

Mindelo – A reitora da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) considerou, no Mindelo, que a gratuitidade do ensino superior constitui “um alívio” para a instituição, tendo em conta a sua “elevada dependência das propinas” dos estudantes.


Astrigilda Silveira falava após dar posse à nova vice-reitora para o Planeamento Estratégico, Avaliação e Transformação Institucional, Maria Zenaida Leite.

A reitora informou que a gratuitidade abrange os cursos de Licenciatura, os cursos de Estudos Superiores Profissionalizantes e o curso de Mestrado Integrado em Medicina.

“Para a Universidade de Cabo Verde é muito bom porque nós dependemos 64,2 por cento (%) da propina dos estudantes e o Estado participava com 32% do nosso orçamento de funcionamento. Portanto, é um alívio”, afirmou.

Segundo a reitora, a medida representa uma mudança no financiamento da instituição, pelo que a Uni-CV está a trabalhar os seus documentos estratégicos e a organizar-se internamente para apoiar o Governo no cumprimento das metas estabelecidas no seu programa.

Questionada sobre se a gratuitidade significa que o Governo vai assumir o pagamento das propinas dos estudantes abrangidos pela medida, Astrigilda Silveira respondeu que, havendo isenção de propinas para os níveis de ensino referidos, caberá ao Estado assumir esse encargo.

A reitora referiu ainda que a Uni-CV está a trabalhar na revisão dos seus estatutos, processo que deverá definir as unidades orgânicas da instituição e orientar o seu futuro rearranjo.

“Quando assumimos a Universidade de Cabo Verde, deixámos muito bem claro no nosso programa de acção de candidatura que nós deveríamos definir uma missão da universidade na Praia, em Cruz Grande, na Assomada, em São Vicente e no Centro Recurso Integrado nas ilhas do Fogo e Brava”, explicou.

Para São Vicente, avançou, a intenção é definir uma missão adequada às especificidades da ilha e da região do Barlavento.

“Nós queremos uma missão para São Vicente que seja adequada ao contexto da ilha e à região do Barlavento”, afirmou Astrigilda Silveira, para quem o resultado da revisão dos estatutos deverá estar concluído no próximo mês.

Segundo a reitora, essa revisão está a ser feita com auscultação da comunidade académica interna e de intervenientes externos, seguindo-se a discussão e aprovação no Conselho da Universidade e um diálogo estratégico com o Governo.

Sobre a possibilidade de integração dos institutos da Universidade Técnica do Atlântico (UTA) na Uni-CV, anunciada recentemente pelo ministro da Educação durante uma visita a São Vicente, a reitora afirmou que a decisão caberá aos órgãos competentes da universidade.

“Nós temos o Conselho Máximo da Universidade de Cabo Verde, a quem caberá decidir sobre o destino da Universidade de Cabo Verde”, declarou a mesma fonte que, no entanto, garantiu que a instituição está disponível para dialogar com o Governo sobre o futuro do ensino superior em Cabo Verde e para a região do Barlavento. In “Inforpress” – Cabo Verde