Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

China - Estabelece um novo recorde para um único carregamento de veículos elétricos para o mercado europeu

A bordo seguiam 7738 Tesla Model 3 e Model Y produzidos na Gigafactory de Xangai, estabelecendo um novo recorde para um único carregamento de veículos elétricos expedidos a partir de um porto chinês com destino ao mercado europeu


Tem 230 metros de comprimento, 14 conveses e capacidade para transportar até 10.800 automóveis. Chama-se Glovis Nova e acaba de entrar para a história ao partir da China rumo à Europa com a maior carga de sempre de automóveis Tesla transportada num único navio.

A bordo seguiam 7738 Tesla Model 3 e Model Y produzidos na Gigafactory de Xangai, estabelecendo um novo recorde para um único carregamento de veículos elétricos expedidos a partir de um porto chinês com destino ao mercado europeu, segundo o ‘South China Morning Post’.

O destino da viagem foi Zeebrugge, na Bélgica, um dos principais portos de entrada de automóveis na Europa, de onde os veículos foram depois distribuídos por vários mercados europeus.

Os números ajudam a perceber a dimensão da operação. Se fossem estacionados em fila, os 7738 automóveis formariam uma coluna com cerca de 36 quilómetros. Lado a lado, ocupariam uma área equivalente a aproximadamente 9,5 campos de futebol, de acordo com os cálculos divulgados pelo porto de Xangai.

O Glovis Nova pertence à nova geração de navios concebidos para responder ao crescimento das exportações automóveis da China. Movido a gás natural liquefeito (GNL), está entre os maiores transportadores de automóveis do mundo e foi desenhado para reduzir as emissões sem sacrificar a enorme capacidade de carga.

A proximidade entre a Gigafactory da Tesla, em Xangai, e o porto de embarque é um dos fatores que ajuda a explicar a rapidez da operação. Os automóveis percorrem apenas alguns quilómetros desde a linha de produção até ao cais, onde são conduzidos para o interior do navio através de rampas que ligam os vários conveses.

Mais do que um simples recorde logístico, esta viagem ilustra a crescente importância da China no mercado automóvel mundial. Embora a Tesla seja uma empresa dos Estados Unidos, uma parte significativa dos Model 3 e Model Y vendidos na Europa continua a ser produzida em Xangai, seguindo depois por mar até aos portos europeus.

E tudo indica que este recorde poderá não durar muito tempo. Apesar dos 7738 automóveis transportados nesta viagem inaugural, o Glovis Nova pode levar até 10.800 veículos. À medida que entram ao serviço navios cada vez maiores, a fasquia promete continuar a subir. In “Automonitor” - Portugal


Cabo Verde - Artista Nelson Neves representa o país no projecto internacional "Manifiesto Universal"

O artista cabo-verdiano Nelson Neves, residente no Luxemburgo, foi convidado a representar Cabo Verde no projecto artístico internacional "Manifiesto Universal", lançado na Argentina pelos artistas Luis Gramet e Estela Lagorio


Esta iniciativa reunirá mais de 200 artistas de diferentes países em torno de uma obra de arte colectiva destinada a promover a paz, a tolerância e a harmonia entre os povos.

Numa nota enviada, a Federação das Associações Cabo-verdianas do Luxemburgo (FACVL) indica que a participação de Nelson Neves neste evento fortalece a presença cultural cabo-verdiana num país onde essa diáspora está bem estabelecida.

“Estou muito feliz por representar Cabo Verde neste projecto artístico internacional. É uma honra ter sido convidado pelos organizadores e poder contribuir, através da minha obra ‘Esperança’, para uma mensagem universal de paz”, afirmou Nelson Neves.

Para esta participação, Nelson Neves apresentará uma obra intitulada "Esperança", criada há poucos dias. Tal como as dos outros artistas convidados, a sua criação será integrada numa grande composição colectiva.

As várias telas formarão uma única obra monumental, com o objectivo de chamar a atenção da comunidade internacional para os valores da paz, da solidariedade e da coexistência.

Este projecto também possui um significado especial para Cabo Verde devido aos laços históricos que unem o país à Argentina. Esta nação sul-americana abriga uma grande comunidade cabo-verdiana, composta por famílias estabelecidas há gerações, bem como por estudantes que estão cursando ou já cursaram os seus estudos académicos no país.

O projecto incluirá uma exposição itinerante, a produção de um documentário e a publicação de um catálogo que apresentará os artistas e o trabalho colectivo. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


Angola - Acolhe primeiro Estágio Internacional de Teatro Infantil para 45 crianças e adolescentes

O Centro de Animação Artística do Cazenga (Anim’Art) acolhe, pela primeira vez, o Estágio Internacional de Teatro Infantil, que teve início e vai reunir 45 crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos


A cerimónia de abertura, marcada para as 14h00, assinala o início de um programa que vai decorrer até ao dia 23 do corrente mês. Entre os participantes, 37 são de Luanda e 8 de outras províncias do país, nomeadamente Cabinda, Cunene, Malanje, Cuanza-Norte e Cuanza-Sul. A iniciativa resulta de uma cooperação de 17 anos entre a Academia Internacional de Teatro para Crianças, sediada em França, e a Associação Globo Dikulu, de Angola, com o apoio da Alliance Française de Luanda e da Embaixada de França em Angola.

O estágio tem como principal objectivo desenvolver, nas crianças e adolescentes, competências artísticas nas áreas da dança, do teatro, do canto e da música. Para além da formação artística, a iniciativa pretende fortalecer valores fundamentais para a convivência em sociedade, de forma a promover a autoconfiança, a capacidade de expressão e de diálogo, o espírito de solidariedade, o trabalho em equipa, bem como a escuta e o respeito pelo próximo.

Segundo o director do Anim’Art, João Carlos, oito especialistas da equipa francesa, nas áreas de direcção artística, coreografia, encenação, direcção musical e comunicação, encontram-se em Luanda para orientar, durante 18 dias, as actividades de formação dirigidas às crianças e adolescentes. Musseque Segunda – Angola in “O País”


Angola - Nelson Soquessa lança duas obras literárias na cidade de Malanje

A Mediateca Provincial Rei Ngola Kiluanji, em Malanje, acolherá, na Sexta-feira, dia 07 do mês em curso, a sessão de lançamento e autógrafos das obras “Os Segredos do Jardim das Almas” e “Clíticos no Português Contemporâneo: Angolano, Brasileiro e Europeu”, da autoria do escritor e docente universitário Nelson Soquessa


A sessão que juntará leitores, académicos, estudantes, entidades públicas, religiosas e amantes da literatura terá início a partir das 15 horas, com a intervenção de convidados, a que se seguirá o momento de diálogo entre o autor e o público, culminando com a assinatura de autógrafos.

O autor da obra, Nelson Soquessa, em conversa esta segunda-feira, 03, com O País, garantiu que o lançamento dos dois volumes marcará a celebração da produção intelectual angolana.

Convidado a comentar sobras as obras, referiu que o volume Os Segredos do Jardim das Almas, por exemplo, apresenta uma narrativa marcada por reflexões sobre os dramas sociais, os valores humanos e os desafios da sociedade contemporânea.

O livro tem o prefácio de Gabriel Caia, historiador e investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade de Évora, e conta com 117 páginas distribuídas por 13 capítulos complementares. Surge como um manifesto profundo sobre a Identidade Angola na, explorando as complexas relações entre o Estado e a Igreja.

O autor enfatizou que o volume foi escrito num período de vulnerabilidade pessoal, propondo uma crítica à desigualdade e uma renovação necessária no sistema educacional e literário do país. In “O País” - Angola


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Cabo Verde - Realizadora Natasha Craveiro presente num dos principais festivais internacionais de cinema, o Festival de Locarno

Cidade da Praia – A realizadora e produtora Natasha Craveiro foi seleccionada para integrar a edição “Open Doors Producers”, programa de formação e desenvolvimento profissional do Festival de Locarno, na Suíça, para produtores emergentes de regiões com indústrias cinematográficas em desenvolvimento.


Em declarações à Inforpress, Natasha Craveiro esclareceu que a participação no programa resulta de um processo de candidatura internacional “altamente competitivo e não de um convite directo”.

Segundo explicou, o “Open Doors” é uma das iniciativas de maior prestígio do Festival de Locarno, na Suíça, vocacionada para apoiar, capacitar e dar visibilidade a cineastas e produtores independentes de países com infra-estruturas cinematográficas ainda em fase de consolidação.

A produtora indicou que o programa decorreu numa primeira fase online, entre Maio e Julho, através de formações, mentorias e workshops especializados, culminando agora com a etapa presencial, que acontece a partir de hoje até ao dia 11, durante o festival, onde “orgulhosamente exibirá a bandeira de Cabo Verde”.

"Estar em Locarno com o nosso olhar e as nossas histórias é a prova de que, mesmo a partir de uma ilha no meio do mar, conseguimos criar pontes globais e fazer a nossa voz ecoar nos grandes palcos do cinema mundial", afirmou.

Conforme explicou, não se limita à apresentação de um filme, mas centra-se igualmente na visão estratégica dos produtores, no desenvolvimento dos seus catálogos e na construção de infra-estruturas para o sector cinematográfico.

Neste contexto, exibirá a bandeira de Cabo Verde ao encontro internacional o projecto cinematográfico híbrido "Dja branku dja", do qual é autora e realizadora.

Isto, além de iniciativas ligadas ao fortalecimento do ecossistema cinematográfico cabo-verdiano, nomeadamente a Korikaxoru Academy, dedicada à formação de novos profissionais, o Cine Clube Mancarra, vocacionado para a criação de públicos para o cinema, e o Kafuka African Film Festival, dedicado à promoção do cinema africano.

O “Open Doors” 2026 realiza-se de 05 a 10 de Agosto, em Locarno, na Suíça, como parte da programação do Locarno Pro, no âmbito da 79.ª edição do Festival de Cinema de Locarno. In “Inforpress” – Cabo Verde

Suíça - Filme luso-suíço concorre ao principal prémio do Festival de Locarno

Senegal - Centro do tráfico de cocaína para a Europa

Com o aumento das apreensões recordes de cocaína na costa do Senegal, uma reportagem investigativa do jornal francês Le Monde (19/07/2026) confirma, com riqueza de detalhes e fontes internacionais, o que o Le Journal du Pays já denunciava há três anos: o Senegal consolidou-se como um importante centro de tráfico de cocaína sul-americana destinada à Europa.

Esta convergência entre uma imprensa local independente e uma importante publicação internacional não é insignificante. Ela lança uma luz implacável sobre a dinâmica de poder, a corrupção e a repressão que permeiam o país, particularmente em Casamansa.

Uma estrada chamada "Rodovia 10"

Segundo o jornal Le Monde, mais de um terço da cocaína consumida na Europa transita atualmente por portos da África Ocidental. Os traficantes exploram as fragilidades dos controlos regionais através de uma estratégia de "rebote": as drogas são armazenadas e reembaladas em África antes de serem enviadas para a Europa para evitar a detecção alfandegária. O Porto de Dakar e as águas territoriais senegalesas são fundamentais para essa operação.

Apreensões espetaculares ilustram isso: quase três toneladas interceptadas pela Marinha senegalesa em 2023, 690 kg no mesmo ano e mais de duas toneladas em 2021. Esses números confirmam a expansão acentuada do tráfico desde 2019, conforme destacado por análises da Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional. O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) alerta para um "ciclo vicioso" que liga o tráfico, a instabilidade e a corrupção, particularmente no Sahel e na África Ocidental.

Isso já havia sido revelado pelo Le Journal du Pays.

Já em 2024, o Le Journal du Pays alertava para o papel central desempenhado pela Guiné-Bissau, Senegal e Gâmbia como uma "nova plataforma" para a cocaína e drogas sintéticas na sub-região. Longe de ser uma simples zona de trânsito, a África Ocidental tornou-se um centro estratégico de logística e redistribuição para os cartéis sul-americanos.

Três anos antes, o mesmo veículo de comunicação sediado em Casamansa já havia destacado as ligações entre esses fluxos criminosos e a dinâmica política e de segurança local. Num artigo recente, foi além: segundo o artigo, as operações militares e administrativas do Senegal em Casamansa serviam para "proteger as suas verdadeiras redes de cocaína". Esta grave acusação, além das suas implicações políticas, surge num contexto em que apreensões maciças coincidem com a crescente militarização de certas áreas.

Pontos em comum e silêncios compartilhados

As semelhanças entre o Le Journal du Pays e o Le Monde são impressionantes:

• A dimensão do fenómeno: Ambas as publicações destacam a transição de um tráfico marginal para um problema estrutural, com um aumento exponencial do volume de bens apreendidos.

• O papel dos portos e das águas territoriais: Dakar como centro nevrálgico.

• A natureza dupla do problema: Trânsito internacional, por um lado, e uma explosão do consumo local (crack, cannabis, kush sintético), por outro, particularmente em Dakar.

• O risco de instabilidade: O UNODC e os especialistas citados pelo Le Monde confirmam a ligação entre estes fluxos financeiros e grupos armados ou redes de corrupção, uma perspetiva que o Le Journal du Pays ligou explicitamente às tensões em Casamansa.

Enquanto o Le Monde se mantém cauteloso e factual, baseando-se em relatórios e especialistas internacionais, o Le Journal du Pays adota um tom mais incisivo, típico de um jornal de oposição ou regional, ligando diretamente esse tráfico à repressão observada em Casamansa. As operações do exército senegalês, os despejos de aldeias e as prisões são apresentados não como simples medidas de segurança, mas como um meio de proteger interesses ligados ao narcotráfico.

Será que Casamansa está sendo usada como ferramenta?

Para os habitantes de Casamansa, esta confirmação por um importante veículo de comunicação como o Le Monde legitima questionamentos antigos. Por que tamanha concentração de forças militares numa região historicamente marginalizada, justamente quando o país se torna um polo do narcotráfico? A cooperação internacional com o UNODC e parceiros europeus permite apreensões, mas especialistas enfatizam a adaptabilidade dos traficantes e a persistência da corrupção.

O Senegal enfrenta um duplo desafio: conter o trânsito que enriquece as redes transnacionais e, ao mesmo tempo, gerir o crescente consumo interno que prejudica a juventude. Mas, para muitos em Casamansa, a verdadeira questão continua a ser a da soberania e da transparência: quem realmente beneficia desses fluxos? E a que custo para as populações vizinhas?

Embora o Le Monde confira a credibilidade de uma investigação internacional, o Le Journal du Pays há anos oferece uma perspectiva local, muitas vezes mais crítica, sobre as implicações políticas e humanas. Essa convergência reforça uma observação preocupante: sem uma governança mais transparente e uma paz genuína em Casamansa, o Senegal corre o risco de ver o seu papel como um "centro" consolidar-se, em detrimento da sua estabilidade e desenvolvimento.

A história do narcotráfico na África Ocidental demonstra que os centros logísticos frequentemente atraem mais do que apenas drogas: atraem também os conflitos e a corrupção que deveriam combater. Chegou a hora de uma investigação séria dessas redes, que vá além de apreensões espetaculares e declarações oficiais. Kondiarama e Pape Malang Dabo – Casamansa in “Le Journal du Pays”


Sahara Ocidental - Simpósio científico conclui com apelo à implementação da legitimidade internacional e à proteção dos direitos humanos

Argel – O simpósio científico organizado pelo Instituto Nacional Argelino de Estudos Estratégicos Abrangentes, em parceria com o Centro Saharaui de Estudos Estratégicos, terminou em Argel, com os participantes reafirmando que a única solução justa e duradoura para a questão do Sahara Ocidental reside em permitir que o povo saharaui exerça o seu direito inalienável à autodeterminação por meio de um referendo livre e justo, em conformidade com a legitimidade internacional.


O segundo e último dia do simpósio contou com uma palestra do embaixador saharauí na Argélia, Khatri Addouh, intitulada "Perspectivas para um Acordo e Solução Futuros". Na sua apresentação, o embaixador Addouh enfatizou que o acordo firmado pelas duas partes em conflito desde 1991 baseia-se na organização de um referendo de autodeterminação supervisionado pela ONU. Ele descreveu esse processo como o único caminho para alcançar uma paz justa e duradoura na região e apelou à comunidade internacional para que fortaleça o seu apoio aos esforços das Nações Unidas para concluir o processo de descolonização no Sahara Ocidental.

Por sua vez, o presidente do Instituto Nacional Argelino de Estudos Estratégicos Abrangentes, Abdelaziz Medjahed, encerrou o simpósio enfatizando que as políticas expansionistas da ocupação marroquina remontam à década de 1940. Ele apelou à mobilização de esforços académicos, mediáticos e políticos para permitir que o povo saharauí exerça o seu legítimo direito à autodeterminação e à independência.

Especialistas jurídicos que participaram do simpósio instaram a intensificação dos esforços para responsabilizar Marrocos pelos crimes cometidos nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, por meio da internacionalização das violações documentadas e da apresentação de denúncias perante órgãos judiciais internacionais e regionais. Ressaltaram também a necessidade de adotar uma abordagem mais eficaz para combater a narrativa promovida pela ocupação marroquina, numa tentativa de minar o direito do povo saharauí à autodeterminação.

Nas suas recomendações finais, os participantes apelaram para a estrita observância da legitimidade internacional e a implementação das resoluções das Nações Unidas relativas à descolonização do Sahara Ocidental. Reiteraram também a sua reivindicação de ampliação do mandato da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) para incluir a monitorização da situação dos direitos humanos, incluindo a proteção da soberania permanente do povo saharauí sobre os seus recursos naturais.

O simpósio recomendou ainda o fortalecimento do papel da sociedade civil na monitorização e documentação das violações e crimes cometidos nos territórios ocupados, o apoio às vítimas na apresentação de queixas individuais e coletivas perante tribunais internacionais e regionais e a defesa da nomeação de um Relator Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos no Sahara Ocidental.

Em relação aos recursos naturais e à mídia, os participantes enfatizaram a importância de expor a dimensão da exploração dos recursos naturais saharauís por Marrocos e de combater as narrativas enganosas que cercam o assunto. Eles também solicitaram o desenvolvimento de programas especializados de capacitação na mídia e uma estratégia de comunicação abrangente para apoiar a causa saharauí por meio da produção de conteúdo digital multilíngue baseado em fontes confiáveis ​​e ferramentas científicas para monitorizar e analisar o discurso da mídia internacional. In “Sahara Press Service” – Sahara Ocidental