Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 7 de novembro de 2026

Cabo Verde - Simenti apresenta “Minimal” na Cidade da Praia

O primeiro álbum de Simenti, “Minimal”, já está disponível nas plataformas digitais e, na passada quinta-feira, 5, o grupo subiu ao palco do Auditório Nacional para apresentar ao vivo este trabalho, num concerto intimista, de entrada gratuita


Segundo a InSulada, o título do álbum é inspirado num dos temas que integram o alinhamento e traduz uma proposta musical que parte das raízes da música cabo-verdiana, mas que se abre também aos ritmos urbanos e a outras influências contemporâneas.

“O resultado reflecte a diversidade de experiências, referências e sensibilidades dos seis músicos, dando origem a uma sonoridade exploratória e diferenciadora”, revela.

Constituído por Ndu Carlos, Gilmar, Elias, Nene, Alex Figueiredo e Dino, o grupo reúne músicos com percursos individuais consolidados, que têm desenvolvido trabalho como freelancers ao lado de alguns dos principais nomes da música cabo-verdiana.

A mesma fonte explica que o álbum é uma nova abordagem à música instrumental cabo-verdiana. “Minimal apresenta-se, assim, como uma proposta inovadora no cenário musical cabo-verdiano, afirmando a música instrumental como espaço de experimentação, diálogo e expressão artística”.

Em relação à apresentação do álbum, a InSulada informou que o público teve a oportunidade de conhecer todos os temas. “O grupo apresentou o álbum na sua totalidade, proporcionando uma viagem pelo universo sonoro que define este primeiro trabalho. O concerto contou ainda com um momento de interacção, permitindo ao público colocar questões sobre o álbum, as suas composições e o processo criativo do Simenti”.

A InSulada conta que, além do espectáculo, Simenti preparou também uma edição limitada de merchandising, composta por T-shirts e tote bags, desenvolvida em colaboração com a artista Lua Oliveira.

“Esta primeira colecção representa mais um elemento da construção da identidade visual e conceptual do grupo, aproximando a música de outras formas de expressão artística”, salienta.

A mesma fonte refere que Simenti é um projecto da editora Xintidu e começa já a despertar curiosidade no panorama musical da Praia. “Com uma identidade própria e uma proposta artística diferenciadora, o grupo tem outras actuações previstas, incluindo apresentações noutras ilhas do arquipélago”. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Brasil - Pedro Pereira Lopes é o único moçambicano finalista do Prémio Oceanos 2026

O escritor moçambicano Pedro Pereira Lopes é o único representante de Moçambique entre os finalistas do Prémio Oceanos 2026, na categoria de poesia, com a obra Tratado das Coisas Sensíveis. A lista dos seleccionados foi anunciada na noite de quarta-feira, após a avaliação de 54 semi-finalistas.


A edição deste ano recebeu três mil obras de autores de 13 nacionalidades, das quais foram seleccionadas 54 para a fase semifinal. A lista final integra 12 obras, sendo seis de poesia e seis de prosa, com representação de Moçambique, Angola, Brasil e Portugal.

Moçambique esteve representado na fase semifinal por oito obras, cinco na categoria de poesia e três na de prosa. Contudo, apenas “Tratado das Coisas Sensíveis”, de Pedro Pereira Lopes, conseguiu avançar para a etapa decisiva.

O reconhecimento surge depois de o livro ter conquistado, em 2024, a décima edição do Prémio Imprensa Nacional Vasco Graça Moura. A obra foi publicada em Portugal, em 2025, pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

Na categoria de poesia, o escritor moçambicano vai disputar o galardão com os brasileiros Adriana Lisboa, Nina Rizzi, Adélia Prado e Edimilson de Almeida Pereira, além do português Helder Macedo. Na categoria de prosa, concorrem autores de Portugal, Brasil e Angola, entre os quais José Eduardo Agualusa, com a obra “Tudo Sobre Deus”.

Os vencedores das duas categorias serão anunciados a 11 de Dezembro, numa cerimónia a realizar-se no Itaú Cultural, em São Paulo, Brasil. Cada vencedor receberá um prémio de 150 mil reais, equivalente a cerca de um milhão e meio de meticais.

Criado em 2007, o Prémio Oceanos é uma das principais distinções literárias dedicadas à valorização da produção escrita em língua portuguesa.

Nascido em 1987, na província da Zambézia, Pedro Pereira Lopes estudou Políticas Públicas em Pequim e é investigador e professor na Universidade Joaquim Chissano, em Maputo. A sua produção literária abrange poesia, romance, contos, relatos de viagens, ensaios e literatura infantojuvenil.

Ao longo da carreira, recebeu várias distinções, entre as quais o Prémio Eugénio Lisboa, em 2017, e o Prémio Nacional de Literatura Infantojuvenil, em 2024. Em 2022, o seu livro de microcontos O Homem Líquido também integrou a lista de finalistas do Prémio Oceanos. É ainda fundador e coordenador editorial da Gala-Gala Edições, criada em 2020. Daniel Matlombe – Moçambique in “Moz Entretenimento”


República Democrática do Congo - Ébola: A epidemia mais difícil de combater é também a que mais gera exclusão social para a qual urge encontrar respostas

À 17.ª epidemia de Ébola registada desde 1976 as populações da República Democrática do Congo (RDC) começam a perceber as melhores estratégias para combater a dispersão do vírus, mas ainda falta muito caminho para aprender a combater a estigmatização social daqueles que adoeceram e conseguiram recuperar da mais severa febre hemorrágica que se conhece


Com mais de 10.500 casos registados e cerca de 5400 mortos, num mapa de contágios que, desde 15 de Maio, data oficial da detecção dos primeiros casos, embora se suspeite que já em Fevereiro estavam a adoecer pessoas no leste congolês, chegou ao Quénia, Uganda e Nigéria, esta epidemia pode estar a revelar-se diferente das outras.

Não apenas porque a estirpe do vírus, a Bundibugyo, não tem nem vacina nem tratamento conhecidos, ou porque está a preocupar as organizações internacionais de uma forma só comparável com a epidemia de 2013-2015 na África Ocidental, mas porque é aquela onde as questões de aceitação social dos doentes recuperados mais se estão a colocar.

Mesmo depois do sofrimento que a doença provoca em quem é contagiado, como veio agora denunciar a ONG Médicos Sem Fronteiras (OMS), e consegue recuperar, depara-se no regresso à "vida" com a resistência e estigmatização das suas comunidades de origem, com múltiplos casos de exclusão social graves.

Os MSF sugerem numa declaração pública que estão a verificar inúmeros casos de rejeição social nos doentes que acompanham em processos de ressocialização e acompanhamento psicológico, o que retarda muito o regresso à vida normal de muitos destes doentes totalmente curados.

Para ultrapassar este problema, os especialistas aconselham campanhas de sensibilização de forma a deixar claro que se trata de pessoas normais sem quaisquer sintomas da doença ou possibilidades de reinfecção além das que se apresentam a quem nunca tenha contraído a infecção.

Além desta barreira a ultrapassar após a cura são as sequelas emocionais que os especialistas apontam como sendo agora mais evidentes que nas epidemias anteriores porque as pessoas que passaram pelo problema falam agora mais dele, especialmente pelo crescendo de uso das redes sociais, por exemplo.

E com isso foi sendo claro que também neste campo é urgente investir em mecanismos de resposta porque há casos graves de depressão que sem acompanhamento especializado podem evoluir para situações mais complexas e até perigosas.

Isto num contexto social de uma doença que já se apresenta com graves problemas relacionados com a procura de soluções alternativas às unidades de saúde oficiais que vão deste os curandeiros ao isolamento em pequenas comunidades de origem onde o vírus continua a espalhar-se tendo como motorização a ignorância e o crendismo ancestral. In “Novo Jornal” - Angola




África - Novo relatório mostra que a pobreza vivida continua elevada

A pobreza vivida continua persistentemente elevada nos países africanos, com a maioria dos cidadãos a enfrentar uma escassez de bens básicos como alimentos, água potável e cuidados de saúde, de acordo com o mais recente Perfil Pan-Africano do Afrobarómetro.


Com base em inquéritos com representatividade nacional em 38 países africanos, a análise constata que níveis moderados ou elevados de pobreza vivida afectam, em média, seis em cada dez cidadãos, atingindo mais de oito em cada dez no Chade e no Gabão.

Depois de se terem agravado constantemente entre 2014 e 2023, os níveis de pobreza vivida não mostram sinais de melhoria na última ronda do inquérito. Muitos entrevistados afirmam ter recorrido a redes informais de apoio, como familiares, amigos e organizações comunitárias, para obter ajuda e conseguir sobreviver.

Os resultados revelam ainda que a pobreza vivida está associada a dificuldades de acesso a serviços públicos essenciais, incluindo cuidados de saúde, assistência policial e documentação governamental. Enquanto isso, os indivíduos que experienciam elevados níveis de pobreza vivida têm menos probabilidade de possuir uma conta bancária, ao passo que o dinheiro móvel é relativamente acessível em todos os níveis de pobreza vivida.

Principais conclusões

Em média, em 38 países, oito em cada dez cidadãos (79%) afirmam que eles ou um membro da família ficaram sem rendimentos em dinheiro pelo menos uma vez no ano anterior, incluindo 43% que passaram por isso “muitas vezes” ou “sempre”.

Em 30 países inquiridos tanto em 2014/2015 como em 2024/2025, a proporção de cidadãos que experienciam níveis de pobreza moderados ou elevados aumentou 13 pontos percentuais, de 47% para 60%.

Quase metade (47%) dos inquiridos afirma ter necessitado de pedir ajuda a familiares no ano anterior para se conseguir sustentar, enquanto 33% procurou ajuda junto de amigos ou vizinhos e 12% solicitaram assistência a grupos religiosos, comunitários ou de caridade.

A pobreza é agravada pelo acesso reduzido a serviços essenciais. Os cidadãos mais pobres têm aproximadamente o dobro da probabilidade, em comparação com os mais ricos, de comunicarem dificuldades em obter assistência médica, um documento de identificação governamental e ajuda policial.

Os cidadãos com baixos rendimentos têm metade da probabilidade de possuir uma conta bancária em comparação com os cidadãos com rendimentos elevados (40% contra 83%). No entanto, a posse de contas de dinheiro móvel é generalizada e bastante consistente entre os diferentes níveis de rendimento, atingindo 69% entre os mais pobres e 71% entre os mais ricos. Afrobarometer


França - Philippe Jaenada, vencedor do Prémio Goncourt de 2026, admite ter usado inteligência artificial no seu romance

Um dia após ser agraciado com o mais importante prémio literário da França, Philippe Jaenada falou à rádio France Inter sobre como utilizou inteligência artificial para escrever "A Desconhecida do Cais de Javel", o romance que lhe rendeu o Prémio Goncourt deste ano


Um novo escândalo irrompeu no mundo literário francês, apenas algumas semanas depois de Thélyson Orélien ter revelado que usou inteligência artificial para escrever parte de seu romance C'était ça ou mourir.

Agora, pouco mais de um dia após ganhar o Prémio Goncourt , a maior premiação literária da França, Philippe Jaenada admitiu à rádio France Inter que recorreu à inteligência artificial "três vezes" durante a escrita do seu livro.

Jaenada disse que usou o programa pela primeira vez para inserir uma frase escrita pelo ChatGPT, a fim de "brincar com o leitor". Ele só revelou essa frase aos jurados do caso Goncourt na terça-feira. "Se ela for descoberta, eu sei de quem será", brincou.

A IA também foi usada "para satirizar um pouco o ChatGPT, que dá respostas completamente absurdas sobre um dado técnico", acrescentou, sem dar mais detalhes.

O romancista de 62 anos, especialista em casos criminais não resolvidos, disse que também usou essa tecnologia para pesquisa técnica: "Acho que não podemos ignorar a IA, não podemos agir como se ela não existisse. Temos que usá-la, temos que reconhecê-la, temos que domá-la e não deixar que nos substituam. Ela precisa ser útil."

"Será que ninguém sabe escrever sozinho?"

Esses comentários foram imediatamente repercutidos nas redes sociais. Enquanto alguns acreditam que a IA "se tornará inevitável (...) como um corretor ortográfico hoje em dia", outros expressam a sua decepção.

"Quero ler autores que se esforcem e dediquem tempo para criar por conta própria, com a força do coração, da coragem e da mente", lamenta um fã no X.

Outro internauta questiona: "Ninguém sabe escrever sozinho nesta temporada literária de 2026, ou o quê? E tudo bem 'brincar com os leitores', mas o que isso tem a ver com o romance?"

Philippe Jaenada sucede a Laurent Mauvignier, vencedor do Prémio Goncourt de 2025. Ele foi premiado pelo seu romance L'Inconnue du quai de Javel, que investiga o assassinato não resolvido de uma jovem em Paris no final da década de 1940.

Com este novo livro, o escritor continua na linha de romances policiais intimistas que o ajudou a conquistar um público fiel após Sulak (2013), La Petite Femelle (2015) e La Serpe (2017).

Apresentado como um dos favoritos há poucas semanas, o romance de Thélyson Orélien foi retirado da segunda lista de finalistas do Prémio Goncourt e excluído de outros prémios literários devido a suspeitas de uso de inteligência artificial, além de acusações de plágio.

A histórica editora Éditions du Boréal, sediada em Montreal, encerrou oficialmente a sua colaboração com o escritor e anunciou que o seu livro não será reimpresso. Euronews


quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Fundação Calouste Gulbenkian - Quinta de Crasto vence Prémio Gulbenkian Património 2026

Uma antiga quinta agrícola do século XIX, em Vila do Conde, transformou-se num moderno centro de investigação dedicado à biodiversidade. A reabilitação da Quinta de Crasto, que acolhe hoje a sede da Associação BIOPOLIS, venceu o Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva 2026.



De acordo com o júri, o projeto distingue-se pela qualidade do restauro e pela forma como concilia a preservação do património com a criação de uma infraestrutura científica de vanguarda. Conheça esse processo de transformação.

Saiba mais aqui. Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal


Guiné Equatorial - Consulado do país em Lagos promove o desporto escolar doando equipamentos desportivos para dois centros educacionais em Añisok

A iniciativa beneficiará os alunos da Escola Tomboya e do INES de Añisok


O Consulado da Guiné Equatorial na cidade de Lagos, Nigéria, reforçou o seu compromisso com o desenvolvimento da juventude e a promoção do desporto escolar, entregando equipamentos desportivos à Escola Tomboya e ao Instituto Nacional de Educação Secundária (INES) de Añisok, no distrito de Añisok.

A cerimónia oficial de entrega foi realizada em 4 de novembro, presidida pelo inspetor técnico distrital de Educação de Añisok, Baltasar Ovono Ndong, e contou com a presença de representantes dos centros educacionais, professores e alunos beneficiários.

A doação, organizada pelo cônsul da Guiné Equatorial acreditado em Lagos, Joaquín Obama, e entregue pelo seu representante, Víctor Abeso, inclui equipamentos de futebol e outros recursos destinados a fortalecer as atividades desportivas de ambos os estabelecimentos de ensino.

Durante o seu discurso, o inspetor técnico distrital de Educação expressou a sua gratidão ao diplomata da Guiné Equatorial por esta iniciativa, destacando que o desporto é uma ferramenta fundamental na educação integral dos alunos, promovendo valores como disciplina, respeito, trabalho em equipa e convivência.

Por sua vez, Víctor Abeso transmitiu a mensagem do Cônsul Joaquín Obama, que reiterou o seu compromisso de continuar contribuindo para o desenvolvimento da juventude e o fortalecimento do setor educacional, especialmente nas áreas rurais. Ele também enfatizou a importância do envolvimento dos guineenses equatoriais residentes no exterior e das missões diplomáticas na promoção de iniciativas que terão um impacto positivo nas suas comunidades de origem.

Os gestores da Escola Tomboya e do INES de Añisok acolheram favoravelmente esta contribuição, salientando que o novo equipamento irá melhorar as condições de treino, reforçar as atividades físicas e impulsionar as competições desportivas interescolares.

O dia terminou com expressões de gratidão dos estudantes, os principais beneficiários desta iniciativa, que destaca como a cooperação institucional e o compromisso dos representantes da Guiné Equatorial no exterior podem constituir um importante apoio para a educação e o desenvolvimento das novas gerações.

Com esta ação, o Consulado da Guiné Equatorial na cidade de Lagos contribui para a promoção do desporto como complemento essencial à educação, apostando numa juventude mais ativa e participativa, comprometida com os valores da sociedade. Benjamin Eyang – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”