Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Uma obra para recuperar a história de Setúbal

Projeto prevê três volumes que, por sua pluralidade de temas, tornar-se-ão instrumento de consulta obrigatória para historiadores, professores e estudantes

                                                                                                     

                                                            I


Setúbal, a cidade onde nasceu o poeta Manuel Maria de Barbosa du Bocage (1765-1805), acaba de ganhar um projeto editorial que pretende se tornar a maior obra de investigação sobre a história do município, trazendo à luz informações sobre temas pouco conhecidos, além de incentivar novas investigações. Nesse sentido, foi lançado em julho de 2025 o primeiro volume do Dicionário de História de Setúbal, trabalho coordenado pelo historiador Albérico Afonso Costa e publicado pelo jornal O Setubalense, com o apoio da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e da Câmara Municipal de Setúbal.

Para julho de 2026, está previsto o lançamento do segundo volume. E, para julho do ano seguinte, o terceiro e último. O primeiro volume marcou também a passagem do 170.º aniversário de fundação de O Setubalense, o mais antigo jornal em circulação em Portugal continental. No total, os três volumes contam com a colaboração de quase uma centena de profissionais de áreas como arqueologia, sociologia, antropologia, economia, arquitetura e jornalismo.

Com a participação de 76 historiadores, o primeiro volume, que já foi distribuído para as bibliotecas escolares da cidade, traz cerca de 500 entradas que vão de A até E e, como os demais, abrange um período de cerca de dois mil anos, desde a presença romana, quando o vilarejo era conhecido como Cetóbriga, até a época contemporânea (ano de 1976), sendo os temas dos séculos XIX e XX de maior presença, como observa o coordenador no prefácio. Por isso, o leitor vai encontrar nos três volumes desde a época em que o burgo não passava de uma medieval vila amuralhada contra piratas e invasões até a sua transformação numa cidade industrial e moderna.

De surpreender é que, ao contrário do que comumente se lê em tradicionais livros de História, os verbetes trazem também referências sobre a chamada Setúbal rebelde, ou seja, sobre as lutas de tendência anarquista que a levaram a ser conhecida como Barcelona portuguesa, sem deixar de  mostrar igualmente a cidade assolada pela opressão fascista nos anos salazaristas (1933-1974), bem como a luta dos menos favorecidos que moravam em bairros com construções precárias, até se transformar num burgo industrial a partir da década de 1960, situado na margem norte do estuário do rio Sado, a cerca de 50 quilômetros ao Sul de Lisboa. Enfim, uma cidade com fortes ligações com o mar, a pesca e o turismo, famosa também por suas mulheres conserveiras, que trabalhavam nas indústrias de conservas de pescado e eram parte integrante de um proletariado que buscava um futuro digno.

 

 

                                                            II

Como não poderia deixar de ser, a família Bocage recebeu largo espaço neste Dicionário, a começar pela entrada dedicada ao famoso poeta, que vai da página 195 à de número 199, de autoria do professor e historiador António Chitas, que foi vice-presidente do Centro de Estudos Bocagianos (2006-2014) e é autor de numerosos artigos e crônicas sobre a história e figuras de Setúbal. Com base em quatro obras do historiador Daniel Pires, especialmente a mais recente, O essencial sobre Manuel Maria de Barbosa du Bocage (Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2023), do investigador Jorge Morais, autor de Bocage Maçon (Coimbra, Via Occidentalis Editora, 2007), e sobretudo deste articulista, Bocage: o Perfil Perdido (Lisboa, Editorial Caminho, 2003), além da citação de uma famosa conferência do poeta Olavo Bilac (1865-1918) no Teatro Municipal de São Paulo, em 1917, Chitas traça, em rápidas palavras, a trajetória do poeta, desde sua infância e adolescência em Setúbal, sua vida um tanto desregrada em Lisboa, suas viagens, a partir de 1786, a princípio como guarda-marinha, a Goa  e, posteriormente, já como desertor, a Surrate, na Índia, Cantão e Macau, na China. Quatro anos depois, já de volta à Lisboa e sua vida boêmia, Bocage inicia uma carreira literária com sua inscrição na Nova Arcádia e a publicação, a partir de 1791, de pelo menos três obras. Influenciado pelo clima de liberdade provocado pela Revolução Francesa (1789-1799), produz poemas e traduz obras que não haveriam de agradar às autoridades constituídas, o que o levou até a projetar uma fuga para o Brasil, que lhe não foi possível empreender. Acusado de autor de “papéis ímpios, sediciosos e críticos”, seria colocado na Cadeia do Limoeiro e, depois, transferido para os cárceres da Inquisição. Recuperaria a liberdade no último dia de 1798 e passaria a trabalhar como revisor e tradutor na Tipografia do Arco do Cego, período em que, em 1799, publicaria o segundo tomo de suas Rimas, cuja primeira edição é de 1791.

Em 1802, ainda seria denunciado como pedreiro-livre (maçom) e passaria por novos dissabores, que incluiriam seu encarceramento. Em 1804, publica o terceiro volume de Rimas para, no ano seguinte, adoecer gravemente, vítima de um aneurisma nas carótidas, e vir a falecer a 21 de dezembro, com apenas 40 anos. Da família Bocage, há ainda verbetes sobre Gilles Hedois Ledoux du Bocage, avô materno do poeta, Mariana Joaquina Caetana Xavier Lustoff du Bocage, sua mãe, Gil Francisco Barbosa du Bocage, seu irmão mais velho, José Luís Soares de Barbosa, seu pai, além de outros parentes. Sem contar as entradas que tratam das comemorações bocagianas que se realizaram durante os séculos XIX e XX, entre as quais a história da colocação da estátua do poeta na antiga Praça do Sapal que passaria a ser chamada de Praça Bocage, inaugurada no dia 21 de dezembro de 1871.

 

                                                                III

Nos demais verbetes, o leitor tomará conhecimento de vários aspectos que emolduram a história de Setúbal, como, por exemplo, fatos que ocorreram em 1949, à época da realização de eleições para a presidência da República, quando pela primeira vez, após o golpe de 28 de maio de 1926, hostes contrárias ao regime concorreram, tendo à frente o general Norton de Matos (1867-1955), contra o general Óscar Carmona (1869-1951), candidato da situação. Como diz em extenso verbete o historiador Albérico Afonso Costa, o movimento, iniciado em 1948, “tentará reerguer dos escombros o movimento antifascista que havia sido destroçado no pós-guerra”.

Da resistência ao fascismo salazarista, há ainda vários verbetes que tratam da história de vida de setubalenses militantes da causa da liberdade que foram perseguidos pela PIDE, a polícia política do regime, inclusive à época das eleições marcadas para 1958, que apoiavam a candidatura do general Humberto Delgado (1906-1965), igualmente derrotado em pleito fraudulento contra o almirante Américo Tomás (1894-1987), candidato do regime.

Além de fatos ligados diretamente à História de Setúbal, o leitor irá encontrar centenas de verbetes que relembram personagens que foram reconhecidos por suas atuações na cidade, biografias de personalidades políticas, culturais, desportivas, militares e religiosas, além de jornalistas, empresários, artistas plásticos, pintores, escultores, médicos, poetas, escritores, jogadores de futebol e outros profissionais. Como observa o coordenador, houve a preocupação de selecionar apenas pessoas já falecidas.

Outra preocupação, segundo ele, foi a de dar realce àqueles que habitualmente são esquecidos pela História e que, “fazendo parte de sua matéria-prima, deixaram no seu mundo/cidade uma nítida impressão digital”. Nesse sentido, também foram lembradas instituições que marcaram (e ainda marcam) sua existência na História de Setúbal, como a Casa de Bocage, onde se acreditava erroneamente que teria nascido o poeta, a Casa dos Pescadores, o Casino Setubalense, associações representativas de diversas profissões, clubes de futebol, jornais e publicações impressas já desaparecidas, igrejas, conventos, ermidas e capelas católicas, confrarias e irmandades negras, além de relatos de viajantes estrangeiros que estiveram na Setúbal nos séculos XVIII e XIX.  Enfim, trata-se de uma obra que, com certeza, ficará na História de Setúbal.

 

                                                                    IV


Albérico Afonso Costa (1951) é historiador e investigador integrado do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL). Professor coordenador na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS). Doutor em História Contemporânea, na especialidade de História Cultural e das Mentalidades, pela FCSH da UNL, tem colaborado e coordenado projetos na área da História, formação de professores e formação profissional.

Tem vários trabalhos publicados nestas áreas de investigação, com destaque para: FPA, a Fábrica LeccionadaAventuras dos Tecnocatólicos no Ministério das Corporações (2008); Roteiro Republicano de Setúbal, coord. (2010); História e Cronologia de Setúbal - 1248-1926 (2011);   Salazar e a Escola TécnicaUma reforma tolerada num regime intolerante (2011); Setúbal sob a Ditadura Militar – 1926-1933 (2014) e Setúbal Cidade VermelhaSem perguntar ao Estado qual o caminho a tomar —1974/1975 (2017); Lugares de José Afonso na Geografia de Setúbal (2019); Setúbal no Centro do Mundo, 165 anos do jornal O Setubalense, coord. (2020); Setúbal sob o Estado Novo – A Resistência  a Salazar, vol. 1, 1933-1949, 2021, e Setúbal sob o Estado NovoA Resistência a Salazar e a Caetano, vol. 2, 1950-1974 (2023); e O Círculo Cultural de Setúbal – De Ninho Oposicionista a Quartel-General da Revolução, um redondo vocábulo, pela mão de José Afonso (2024).

Tem proferido dezenas de comunicações e conferências sobre os temas de História Contemporânea e formação de professores. Tem ainda publicações em livros coletivos, revistas e atas de eventos científicos. Diretor da revista Medi@ções da Escola Superior de Educação de Setúbal, é também coordenador do Departamento de Ciências Sociais e Pedagogia e membro do Conselho Técnico Científico da Escola Superior de Educação do IPS.

Em 2019, recebeu da Câmara Municipal de Setúbal a medalha de honra da cidade na classe de atividades culturais. Em 2020, foi homenageado pela Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão (LASA) pelo “valioso contributo que tem dado à comunidade setubalense”. Adelto Gonçalves - Brasil

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Dicionário de História de Setúbal, vol. I:A-E, de Albérico Afonso Costa (coordenação). Setúbal, Jornal O Setubalense, 20 euros, 456 páginas, 2025. E-mail: geral@osetubalense.com

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Adelto Gonçalves (1951), jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Editorial Caminho, 2003; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo – Imesp, 2021), Tomás Antônio Gonzaga (Imesp/Academia Brasileira de Letras, 2012),  Direito e Justiça em terras d´el-rei na São Paulo Colonial (Imesp, 2015), Os vira-latas da madrugada (José Olympio Editora, 1981; Letra Selvagem, 2015) e O reino, a colônia e o poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo 1788-1797 (Imesp, 2019), entre outros. Escreveu prefácio para o livro Kenneth Maxwell on Global Trends (Londres, Robbin Laird, editor, 2024), lançado na Inglaterra e nos Estados Unidos. E-mail: marilizadelto@uol.com.br




domingo, 19 de abril de 2026

Portugal - Imigrantes pagam centenas por cursos de português com certificados inválidos

Imigrantes que não falam português estão a pagar largas centenas de euros por cursos de Português Língua de Acolhimento (PLA), com o objetivo de conseguirem a nacionalidade, mas alguns dos certificados passados não são válidos

A prova de conhecimento de língua portuguesa, que se obtém com o aproveitamento de um nível A2 do curso de PLA, dispensa o imigrante de fazer a “prova da nacionalidade” e por isso a sua procura tem aumentado, assim como as fraudes nesta área.

“Tem aumentado o número de fraudes que vamos tendo conhecimento e que afetam sobretudo pessoas muito vulneráveis”, afirmou à Lusa a diretora do Centro de Avaliação e Certificação de Português Língua Estrangeira (CAPLE), uma unidade orgânica da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Segundo Nélia Alexandre, algumas instituições privadas cobram milhares de euros por formações online, como o caso de um imigrante que pagou cerca de 6000 euros por um curso alegadamente certificado, mas que na realidade não tinha qualquer valor.

Os casos chegam ao CAPLE através dos próprios lesados, convencidos que cabe a este centro a sua fiscalização, uma vez que é a única entidade portuguesa que avalia e certifica as competências escritas e orais em português como língua estrangeira.

Contudo, a responsabilidade sobre o desenvolvimento dos cursos PLA é das entidades que os promovem: Os estabelecimentos de ensino da rede pública, a rede de centros do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) e a rede de Centros Qualifica, o que se traduz no envolvimento de várias tutelas.

Com o crescimento da imigração em Portugal, sobretudo de cidadãos que não falam português, aumentou a procura destes cursos, com a oferta a não ser suficiente.

A falta de formadores dificulta a resposta, o que em parte se deve à legislação que obriga a que estes docentes sejam da área da língua portuguesa, como disse à Lusa a diretora do Departamento de Formação Profissional do IEFP, Luz Pessoa e Costa.

Atentas a esta procura, algumas empresas e associações privadas que estabelecem protocolos com as entidades oficiais cobram os valores que entendem por cursos que, em determinadas situações, não conduzem a um conhecimento mínimo do português e terminam com um certificado que não faz prova para efeitos de pedido de concessão de autorização de residência permanente, de concessão de estatuto de residente de longa duração e de nacionalidade portuguesa, o que estes imigrantes procuram.

A agência Lusa falou com vários imigrantes que pagaram largas centenas de euros para frequentar cursos de PLA, sobretudo online, porque os gratuitos tinham listas de espera de vários meses e receavam não conseguir a nacionalidade devido ao apertar das regras da imigração em Portugal.

Apesar de a lei determinar que a formação termina com a obtenção de um certificado, o que estes imigrantes procuram na esmagadora maioria dos casos, há registo de situações em que os diplomas não têm qualquer valor para o efeito pretendido.

“Já fomos contactados pela AIMA por esta ter dúvidas sobre determinados certificados de cursos, alegadamente promovidos pelo IEFP. Os casos que eram falsificações e com o uso indevido do símbolo do instituto foram encaminhados para o Ministério Público”, revelou Luz Pessoa e Costa.

Estas situações lesaram, sobretudo, os formandos que ficaram com um certificado sem validade para a aquisição da nacionalidade portuguesa e sem o dinheiro que pagaram pela formação.

Nélia Alexandra garante que, quando chegam ao CAPLE denúncias de situações irregulares, das mesmas dá conta à AIMA, ao IEFP e à ANQEP.

À AIMA, por exemplo, enviou, por email, à respetiva secção da Língua Portuguesa, correspondência e imagens a suportar as acusações, afirmou.

Contactada pela Lusa, a AIMA disse não ter registo de denúncias de situações fraudulentas, esclarecendo que não existe “um mecanismo oficial de reporte de fraude sob a sua responsabilidade”.

E indicou que “a qualidade dos cursos é da responsabilidade das respetivas entidades promotoras e das entidades que as tutelam”.

Isto apesar de a AIMA coordenar, desde 2021, o Grupo de Trabalho PLA, que tem como objetivos a monitorização e a avaliação dos cursos PLA, entre outros.

Em relação aos cursos de PLA ministrados por estabelecimentos de ensino da rede pública, fonte do gabinete do ministro da Educação, Ciência e Inovação disse que as situações de fraude que são reportadas à ANQEP dizem respeito a custos e à obtenção de certificados em entidades que não se enquadram nas entidades promotoras previstas na legislação.

E acrescentou que todas as situações de fraude “são objeto de análise pelas entidades competentes, podendo conduzir à revisão de procedimentos, cessação de protocolos, devolução de apoios financeiros ou outras medidas legalmente previstas”.

“Sempre que as denúncias contenham indícios suscetíveis de configurar a prática de ilícitos, nomeadamente de natureza criminal, as mesmas poderão ser encaminhadas para o Ministério Público, para efeitos de averiguação, nos termos legais aplicáveis”, adiantou. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


Estados Unidos da América - Carolina Figueiredo vence Prémio Vera Rubin New Frontiers 2026

A física portuguesa Carolina Figueiredo venceu o Prémio Vera Rubin New Frontiers 2026 pelo seu contributo para a estrutura geométrica das amplitudes de dispersão, revelando relações ocultas entre as teorias quânticas de campos. O galardão, anunciado sábado pela Breakthrough Prize Foundation, reconhece trabalho de excelência na área da física de partículas e tem o valor de 50 mil dólares

O Presidente da República, António José Seguro, felicitou publicamente a cientista, sublinhando o orgulho nacional pela distinção alcançada. “Hoje é um dia de orgulho para Portugal”, afirmou, acrescentando que “os jovens não são apenas o futuro, são o presente que precisamos de escutar, valorizar e mobilizar”. O chefe de Estado destacou ainda que este prémio é “mais uma prova” do talento existente no país e concluiu: “Parabéns, Carolina. O teu percurso inspira Portugal.”

Também o Ministério da Educação, Ciência e Inovação saudou a conquista, destacando o significado da distinção e o impacto do trabalho desenvolvido pela investigadora. Em comunicado, o ministério sublinhou que a atribuição do prémio reconhece o contributo notável de Carolina Figueiredo para a física de partículas, incluindo a identificação de uma ligação geométrica oculta entre teorias quânticas e a descoberta de que “colisões que envolvem três tipos de partículas podem produzir os mesmos resultados”, considerada uma abordagem inovadora às interações fundamentais.

O Prémio Vera Rubin New Frontiers é atribuído anualmente a mulheres físicas que tenham concluído o doutoramento nos últimos dois anos, podendo distinguir até três investigadoras por edição.

A cerimónia da entrega de prémios está marcada para domingo, 26 de abril, às 15h00 (horário da costa leste dos Estados Unidos), e será transmitida em direto através do YouTube.

Carolina Figueiredo, estudante de doutoramento na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, licenciou-se em Engenharia Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico, em Lisboa, onde foi distinguida com o Prémio de Mérito McKinsey. A sua investigação, publicada em 2024, contribui para uma compreensão mais profunda do universo e coloca-a entre as cientistas mais promissoras na área da física de partículas. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Contramão












Vamos aprender português, cantando

 

Contramão

 

Vou remar contra a corrente

vou nadar contra a maré

na corrida contra o vento

se acredito, tenho fé

 

Vivo em contramão

brindo em contramão

pra não perder a direção

vivo em contramão

brindo em contramão

levanto o copo na mão

 

Vivo em contramão

brindo em contramão

vem dançar até ao chão

vivo em contramão

brindo em contramão

só pra criar confusão

 

Vamos brindar a alegria

viver mais um dia

a vida é uma festa

um brinde aos que estão aqui pra ti

 

Não vem ninguém que não presta

não sei se esta vida é uma só

não dá pra ficar parado

não há volta pro passado

 

Vivo em contramão

brindo em contramão

pra não perder a direção

vivo em contramão

brindo em contramão

levanto o copo na mão

 

Vivo em contramão

brindo em contramão

vem dançar até ao chão

vivo em contramão

brindo em contramão

só pra criar confusão

 

Se vou ao chão

levanto e sigo

não dá pra ficar parado

não dá, não dá, não dá

esta vida é uma só

não há volta pro passado

só pra criar confusão

 

Nunca soube a direção,

nem sei o caminho errado.

Passo a vida em contramão,

mas não volto pro passado,

 

O sentido, vou sentindo.

Não me peças para ficar.

Não perguntes onde vou amanhã.

Eu não vou parar.

Não vou parar.

Não vou parar.

Não vou parar

 

Bia Caboz – Portugal

 

sábado, 18 de abril de 2026

Moçambique - Arone Bila prepara livro e baralho de cartas sobre jogos tradicionais moçambicanos

Num contexto em que os jogos electrónicos dominam cada vez mais o interesse das crianças, o educador e animador cultural moçambicano Arone Bila, fundador da Tsakane Kids Entertainment, está a apostar na valorização da cultura nacional com a preparação do livro intitulado Jogos e Festa Infantil em Moçambique, acompanhado de um baralho de cartas inspirado em jogos tradicionais.


Desenvolvido em parceria com a ilustradora Sandra Pidzura, o projecto surge como uma resposta à escassez de materiais educativos voltados para brincadeiras tradicionais. Em conversa com a Moz Entretenimento, Arone Bila explicou que a ideia nasceu ainda em 2008/2009, quando trabalhava numa escola internacional e sentiu a necessidade de encontrar referências para dinamizar actividades infantis baseadas em jogos tradicionais, algo que, na altura, praticamente não existia em formato de livro.

Ao longo dos anos, o projecto foi ganhando forma, impulsionado por experiências como workshops realizados durante o período da pandemia da COVID-19, incluindo colaborações com interessados no Brasil, onde partilhou conhecimentos sobre jogos tradicionais moçambicanos.

O livro reúne conteúdos voltados para a recreação, educação e valorização cultural, podendo ser utilizado tanto em ambientes familiares como em escolas, especialmente em aulas de educação física e actividades extracurriculares. Para o autor, trata-se também de uma ferramenta importante para reforçar a socialização entre crianças, adultos e famílias.

Já o baralho de cartas apresenta uma abordagem diferenciada em relação aos modelos convencionais, incorporando elementos de jogos tradicionais, com o objectivo de tornar as brincadeiras mais interactivas e culturalmente relevantes.

Quanto ao processo de edição, Arone Bila explica que tem decorrido de forma relativamente tranquila, graças à colaboração com a ilustradora. No entanto, os principais desafios prendem-se com a falta de financiamento para produção em larga escala, uma vez que os custos de reprodução continuam a ser elevados.

Neste momento, o autor está à procura de parceiros estratégicos que possam apoiar o lançamento do projecto. A expectativa é que o livro e o baralho sejam apresentados durante a Semana Africana ou, no mais tardar, até ao dia 16 de Julho.

Mais do que uma obra educativa, Jogos e Festa Infantil em Moçambique afirma-se como uma iniciativa de resgate cultural, procurando devolver às novas gerações o contacto com brincadeiras que marcaram a infância de muitos moçambicanos. In “Moz Entretenimento” – Moçambique

Meios para entrar em contacto com Arone Bila:

+258 842570955

tsakanekids@gmail.com


Macau - Empresários e associações procuram novas “oportunidades” em Portugal

Uma delegação de empresários e associações, organizada pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento, vai passar por Portugal e Espanha, no âmbito da visita do Chefe do Executivo à Europa, esperando-se que possa contribuir para o reforço da cooperação. Ao Jornal Tribuna de Macau, empresários e líderes associativos sublinharam que há ainda caminho por desbravar no que respeita ao papel de Macau como plataforma, sendo que a extensão da “missão” do território à Espanha divide opiniões. Apesar disso, disseram procurar novas “oportunidades” na Península Ibérica, esperando conhecer novas empresas e marcas com as quais possam colaborar


Empresários e associações que integram a delegação do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) tencionam agarrar novas oportunidades de negócio e de cooperação com Portugal e com Espanha, no âmbito da visita à Península Ibérica. A comitiva integra mais de 120 empresários e mais de 20 empresas da Grande Baía e de outros locais da China Continental.

Numa nota ontem divulgada pelo Gabinete de Comunicação Social, o Governo da RAEM sublinha que a delegação empresarial integra representantes de “várias empresas-chave do Interior da China”, para além de empresários de Macau e Hengqin, numa missão conjunta para expandir os mercados internacionais, aproveitando melhor o papel de Macau enquanto “interlocutor com precisão” entre a China e os países de línguas portuguesa e espanhola.

Humberto Carlos Rodrigues, gerente da F. Rodrigues, que conta com mais de 100 anos de existência, é um dos empresários macaenses que integram a delegação. “É uma visita especial, no âmbito da ida do Chefe do Executivo a Portugal, com uma delegação numerosa. Portanto, do meu ponto de vista é uma visita bastante importante, porque há possibilidade de fazer novos contactos com outras empresas e assegurar o papel de Macau como plataforma”, afirmou, em declarações ao Jornal Tribuna de Macau.

“Vamos tentar, com esta ida a Portugal, ver se conseguimos mais oportunidades de negócio, não só a minha empresa, como as restantes”, acrescentou, dizendo que “qualquer oportunidade de negócio é importante para ambos os lados, quer para os empresários de Macau, como para os empresários portugueses”. Nesse sentido, frisou, “temos de aproveitar o máximo possível”.

O empresário, que trabalha sobretudo no ramo da importação de produtos alimentares e vinho de alta qualidade vindos de Portugal, explicou que o negócio tem vindo a decorrer de boa forma, apontando, contudo, que se tem verificado uma quebra na procura de vinhos. Em contrapartida, nos produtos alimentares observa-se até um crescimento.

Questionado sobre o modo como olha para o papel de Macau como plataforma, Humberto Carlos Rodrigues foi peremptório: “O Fórum de Macau, desde a sua existência, tem feito muito pouco pelos empresários em Macau”.

“Quando precisamos de colocar determinados produtos na China, como é o caso das nossas conservas, há entraves. Há mais de 10 anos que não conseguimos exportar sardinhas de Macau para a China, já ando nesta luta há mais de uma década”, vincou. A este jornal, lembrou que já falou com Chefes do Executivo, com Secretários, com o secretário-geral do Fórum de Macau: “Até agora nada feito, ainda não conseguimos resolver essa situação”.

Segundo clarificou, importar os produtos directamente de Portugal para a China é um processo que decorre sem obstáculos, contudo, “passando por Macau há esse problema”, reiterou, acrescentando que se prende com o certificado de salubridade. Problema esse que, na sua opinião, “podia ser resolvido facilmente”. Segundo disse, esta é uma questão que tem afectado a sua, mas também outras empresas locais.

“Acho que o Fórum de Macau podia ajudar, se não para que serve? No que respeita aos empresários, não vejo nada, não tem ajudado nada”, lamentou Humberto Carlos Rodrigues. “Para ser sincero, acho que o Fórum está mais preocupado com os números. E, tudo bem, é natural, mas acho que também se podia preocupar um bocadinho mais com os empresários locais e com as dificuldades que têm, porque há muitos entraves que não se justificam”, defendeu.

Jorge Valente, presidente da Associação Sino-Lusófona da Indústria e Promoção de Intercâmbio Cultural (Macau), começou por dizer igualmente que “esta é uma viagem muito importante, porque é a primeira viagem do Chefe do Executivo ao exterior e, indo a Portugal, vemos que quer manter o laço e a ligação com Portugal”. E “são várias as expectativas” que tem, desde logo no que respeita a acordos de cooperação.

Sobre o papel de Macau como plataforma, Jorge Valente observou que conta já com mais de duas décadas, “mas parece que ainda temos muito a fazer”. Apesar disso, observou que “desde a covid-19, a plataforma começou a ter mais movimento, mais pessoas a investirem nela, mais pessoas a trabalharem nela”. “Na China Continental, embora soubessem da plataforma com os países de língua portuguesa, a verdade é que não se interessavam muito e a pandemia fez com que os compatriotas chineses tivessem mesmo de vir a Macau e procurar como sair e ir para os países lusófonos”, explicou, vincando que foi essa a experiência que teve no âmbito da associação que dirige.

Jorge Valente descreveu que “empresas chinesas que vieram a Macau e procuraram parcerias, foram levadas depois ao Brasil ou Angola, chegaram lá e conseguiram começar a trabalhar em projectos com equipas de Macau ou ter locais de Macau como consultores ou que trabalhem nessas empresas”.

Já no que respeita a dificuldades encontradas na cooperação com Portugal e outros países lusófonos, o empresário afirmou que, com Portugal, não tem sentido quaisquer entraves. “A relação entre Macau e Portugal tem sido sempre bastante boa, claro que podemos dizer que Portugal podia fazer mais ou nós podíamos fazer mais… há sempre melhorias a fazer, mas a ligação Macau-Portugal sempre foi boa e fácil”, prosseguiu.

O mesmo não acontece com outros pontos do mundo lusófono. “Em relação a outros países de língua portuguesa, ainda há muito por explorar. Há certos países que não estão tão preparados para ter Macau como porta ou janela de saída dos chineses, nem os chineses se lembram de passar por Macau para chegar até eles”, afirmou. Jorge Valente notou que são nove países, espalhados por três continentes: “Não podemos dizer que todos os países lusófonos têm a mesma relação que Portugal tem com Macau e realmente seria muito bom se a tivessem”.

Apontando ser útil que a delegação integre empresários da Grande Baía, incluindo de Hengqin, e de outras partes do Interior da China, Jorge Valente defendeu que “o mais fácil é os países usarem Macau para entrarem em Hengqin”. Na sua visão, a Ilha da Montanha é ainda uma questão complicada para as pessoas em Portugal e Espanha: “É diferente, é uma zona económica tão especial que não vão entender muito bem, nem saber como melhor tirar proveito dela. É nestas situações que as equipas locais têm a sua mais-valia”.

Convidar grandes marcas para visita a Macau e Hengqin

Também Eduardo Ambrósio, presidente da Associação Comercial Internacional para os Mercados Lusófonos, segue para a Península Ibérica com a delegação do IPIM. Ao JTM, defendeu que “Macau, limitado pela sua área e população, podia antes concentrar os esforços e recursos somente nas relações económicas e comerciais com os Países de Língua Portuguesa”.

Na sua perspectiva, com a administração de Hengqin juntamente com o Governo da Província de Guangdong e a construção do complexo do Centro de Negócios Económicos e Comerciais entre a China e os Países da Língua Portuguesa/Espanhola, “já há espaços e recursos humanos para se expandir as relações comerciais tanto com a Espanha, mas também com os países da América Latina”.

De qualquer forma, Eduardo Ambrósio mostrou-se confiante com o papel que os empresários que integram a delegação irão desempenhar no que respeita à promoção de informação sobre Hengqin. “Estou confiante de que os empresários de Macau, de Hengqin e da Província de Guangdong vão divulgar as favoráveis políticas de Hengqin na promoção de parcerias, comércios bilaterais e investimos para os empresários de Portugal e Espanha”, afirmou.

“O Governo da RAEM deve, nesta visita, organizar sessões sobre o recente desenvolvimento de Hengqin e convidar as grandes marcas de Portugal e Espanha a fazer uma viagem a Macau e a Hengqin para, em conjunto, explorar indústrias e projectos viáveis que resultem em parcerias de mútuos benefícios”, acrescentou Eduardo Ambrósio.

Por sua vez, o director-geral da Associação de Transmissão ao Vivo de Macau, José Chan Rodrigues, disse acreditar que “Macau é uma plataforma muito importante entre os países de língua portuguesa e a comunidade chinesa no seu todo”. “Temos uma história e uma ligação muito ricas com Portugal há 500 anos, e a razão pela qual Macau é importante é também de natureza política, pois esta é uma das principais missões que nos foi confiada pelo Governo Central da China, é realmente algo que temos de fazer bem”.

Lembrou depois as palavras do Presidente Xi Jinping, afirmando que “não devemos limitar-nos a estabelecer ligações com os países lusófonos, mas devemos também estabelecer ligações com os países de língua espanhola e, no fundo, com todos os países que não falam inglês”. Para Chan Rodrigues, “Macau tem muito a fazer no futuro”, afirmou, vincando que irá aproveitar para agarrar oportunidades em Espanha.

“Esperamos sinceramente poder avançar a um ritmo mais acelerado e que, muito em breve, possamos ter algo a apresentar ao público em termos dos resultados concretos dos trabalhos realizados”, acrescentou.

Acordo com a FUNIBER e exposição no CCCM

Por outro lado, Jorge Valente revelou a este jornal que a Associação Sino-Lusófona da Indústria e Promoção de Intercâmbio Cultural (Macau) vai assinar um acordo de cooperação com Fundação Universitária Ibero-Americana (FUNIBER) relacionada com educação e com o emprego dos estudantes. “É um bom primeiro passo. A Fundação está baseada em Espanha, mas está representada em vários países, nomeadamente têm universidades em Angola e na América Latina”, explicou.

A FUNIBER é uma instituição internacional, criada em 1997 na Espanha, que actua como intermediária entre alunos e universidades estrangeiras. O protocolo a assinar, que incluirá todo grupo, vai permitir que a associação comece “a contratar os recém-licenciados dos cursos que têm da Universidade de Angola”, acrescentou, indicando que um membro da associação está a lançar projectos em Angola e precisa de trabalhadores locais.

Jorge Valente apontou que a “a associação trabalha na plataforma entre a China e os países de língua portuguesa, portanto, tudo o que é nesta área é do nosso interesse, e tudo o que fortalece essa plataforma é do nosso interesse”. “Os países de língua espanhola são agora uma extensão desta plataforma, nós queremos também expandir os nossos horizontes para os países de língua latina”, vincou.

Em Portugal, está pelo menos prevista a assinatura de um acordo na área do sector alimentar entre uma empresa portuguesa e outra de Macau.

Além disso, o também presidente da direcção da Associação de Amizade Cultural Sino Luso Macau indicou que a associação irá inaugurar uma exposição intitulada “Um Vislumbre da Cultura Chinesa”, no Centro Cultural e Científico de Macau, em Lisboa. A mostra ficará patente de 19 de Abril a 1 de Maio.

Com organização do Instituto Cultural, a exposição “assinala dois anos da iniciativa conjunta entre o Diário de Notícias e o Macao Daily News, dedicada ao fortalecimento dos intercâmbios culturais entre Portugal e a China”.

Super Bock entra na China através do Douyin

José Chan Rodrigues, por seu turno, disse estar “muito entusiasmado” com a visita a Portugal e Espanha. “No ano passado, fomos a Portugal com o apoio do IPIM e da Direcção dos Serviços de Economia e de Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) e contactámos com o primeiro evento de vendas por transmissão em directo realizado em Portugal, que na verdade, foi bastante bem-sucedido”, afirmou. Segundo indicou, a associação fê-lo em parceria com a Quinta do Gradil, tendo conseguido cerca de seis mil transacções, com valor de vendas de cerca de 1,1 milhões de renminbis.

“Desta vez, uma vez que se trata da primeira visita do Chefe do Executivo a Portugal e da primeira vez que a RAEM realiza uma visita oficial a Espanha, estamos a abrir novos mercados e, na verdade, esperamos aproveitar muito mais oportunidades desta forma”, continuou José Chan Rodrigues.

A associação que dirige foi fundada em 2020, sendo que, dois anos depois criou o Centro de Serviços de Transmissão ao Vivo de Macau, com o apoio da DSEDT. Esse espaço “presta uma variedade de serviços ao público e a quem tem um interesse genuíno no sector do comércio electrónico e da transmissão ao vivo”. Os serviços incluem vendas por transmissão ao vivo, logística transfronteiriça, promoção e exposições online, formação de talentos, expansão global da marca e utilização de agentes de IA, entre outros.

Chan Rodrigues explicou que a sua associação tem duas equipas, uma das quais viajou há já alguns dias para Portugal e outra que vai estar em Portugal e Espanha. A primeira realizou uma transmissão ao vivo de vendas, no Porto. “A ideia é destacar a cerveja Super Bock, colaborando com a Douyin”, adiantou ao Jornal Tribuna de Macau.

“Esperamos apresentar muitos mais produtos e marcas portuguesas ao mercado chinês. Além da cultura e da gastronomia, penso que apresentar diferentes tipos de marcas é também uma forma muito boa de dar a conhecer Portugal e de criar um laço mais forte entre a China Continental e Portugal”, sublinhou.

José Chan Rodrigues vai, por sua vez, dedicar-se a “conhecer mais marcas e empresas novas em Portugal, bem como explorar o mercado espanhol”. Tem também agendada uma apresentação sobre transmissões ao vivo, comércio electrónico e aplicações de Inteligência Artificial, tanto em Portugal como em Espanha. “A nossa associação gostaria muito de criar mais cooperação com Portugal e com os países lusófonos, através de meios digitais, como novos media e transmissões ao vivo”, concluiu. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


Guiné-Bissau - Reabilitação da torre no Ilhéu dos Pássaros

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em parceria com a Universidade Lusófona da Guiné-Bissau, está a apoiar o Instituto Marítimo Portuário (IMP) no projeto de reabilitação da torre localizada no Ilhéu dos Pássaros, à entrada do Porto de Bissau.


A torre, desativada há vários anos, está a ganhar nova vida, abrindo caminho à instalação de equipamentos modernos para a monitorização ambiental e marítima.

No quadro desta cooperação, o IPMA apoiará a implementação de uma estação meteorológica automática, que permitirá recolher dados relevantes sobre as condições atmosféricas locais, contribuindo para o conhecimento do clima e para o apoio à navegação segura.

Esta colaboração reflete o compromisso do IPMA em promover parcerias científicas na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e em impulsionar a cooperação técnica e o desenvolvimento sustentável no domínio marítimo e atmosférico. In “Instituto Português do Mar e da Atmosfera” - Portugal