Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 20 de junho de 2026

Macau - Concurso fotográfico dedicado à Grande Baía aceita candidaturas até 16 de Agosto

O “Concurso de Fotografia Tesouros da Grande Baía” está de regresso, desta vez com foco no quotidiano das aldeias urbanas. Os participantes podem submeter os seus trabalhos até 16 de Agosto na página do CURB, que atribuirá prémios em dinheiro e certificados aos trabalhos vencedores


O CURB – Centro para a Arquitectura e Urbanismo está a aceitar candidaturas para a segunda edição do concurso de fotografia da Grande Baía até 16 de Agosto. Este ano, os participantes são encorajados a explorar os “recantos mais recônditos” das cidades e a documentar, com recurso à câmara fotográfica, a vida quotidiana das aldeias urbanas.

Sob o tema “Concurso de Fotografia Tesouros da Grande Baía – Aldeias Urbanas na Grande Baía”, os participantes da segunda edição são convidados a olhar atentamente para os detalhes da paisagem urbana e a captar a rotina de quem nela vive. “Vista de uma perspectiva pessoal, as cidades da Área da Grande Baía revelam camadas ricas e toques humanos únicos”, escreve o CURB na sua página oficial, onde destaca os “edifícios densos, ruelas movimentadas, ruas históricas e bairros animados” que, juntos, “formam o autêntico carácter urbano da região”.

O concurso divide-se em três categorias: “Grupo Aberto de Macau”, “Grupo de Estudantes de Macau” e “Grupo Aberto da Grande Baía”, sendo que este último está também aberto a participantes de Hong Kong e das demais cidades da Grande Baía. Em todas as categorias, os vencedores serão recompensados com prémios pecuniários e certificados e haverá ainda espaço para a atribuição de menções honrosas às candidaturas que se destacaram, embora não tenham ficado no pódio.

Mais concretamente, os três primeiros colocados dos grupos abertos de Macau e da Grande Baía vão receber prémios de 4000, 2500 e 1500 patacas. Quanto ao grupo de estudantes de Macau, os prémios são de 2000, 1500 e 1000 patacas.

Os trabalhos podem ser submetidos até dia 16 de Agosto na página do concurso (https://competition.curb-center.com/gba-2026-edition), sendo depois apreciados por um “painel de jurados experientes” encabeçado pela fotógrafa Ines Leong e composto pelo designer Carlos Sena Caires e pelos arquitectos Francisco Ricarte e Nuno Soares. No regulamento do concurso, lê-se que as fotografias – limitadas a um máximo de três por participante – serão avaliadas com base na “criatividade, qualidade de execução e originalidade da visão”

Os resultados serão posteriormente anunciados na página de Facebook do CURB. A cerimónia de entrega dos prémios está agendada para o dia 12 de Setembro, acompanhada por uma exposição que ficará patente na Ponte 9 – Plataforma Criativa, sede da organização.

Em comunicado, o CURB recorda que tem vindo a dinamizar concursos fotográficos desde 2022, somando já cinco edições do Concurso de Fotografia de Arquitectura de Macau – um evento “único” na cidade, que tem ajudado a fomentar “o sentimento de pertença dos cidadãos ao local onde vivem”. Ao longo dos anos, já foram recebidos 1917 trabalhos de 831 participantes.

Com o “Concurso de Fotografia Tesouros da Grande Baía”, lançado pela primeira vez em 2024, o CURB diz querer “alcançar uma audiência mais vasta” e “envolver o público em geral na exploração da arquitectura da Grande Baía”, de forma a reforçar o “sentimento de pertença e de ligação” entre as várias cidades que a constituem. A edição anterior recebeu 377 fotografias de 157 participantes. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”


Angola - Investigação associa o país a empresa suspeita de interferência em eleições

Companhia israelita Blackcore averiguada em França. A Viginum, agência governamental francesa que monitoriza, detecta e caracteriza eventuais operações de interferência digital estrangeira afirma que a BlackCore coordena dezenas de perfis e grupos falsos no Facebook que defendem o governo e o MPLA

O que começou por ser uma investigação sobre influência estrangeira e manipulação das eleições locais em França, rapidamente se transformou num caso que envolve vários países e actividades suspeitas no Togo, Escócia, EUA e Angola. No centro das investigações está uma obscura empresa de origem israelita, chamada BlackCore, que em Fevereiro de 2026 terá sido contratada pelo Governo angolano, segundo as autoridades francesas.


No passado dia 12 de Junho, a Viginum, agência governamental francesa encarregada de monitorizar, detectar e caracterizar operações de interferência digital estrangeira, que é tutelada pelo Secretariado-Geral de Defesa e Segurança Nacional (SGDSN) de França, divulgou publicamente um relatório com o título "Rokh Solis: Análise de um modus operandi informativo que teve como alvo as eleições autárquicas de Março de 2026", que divulga as informações apuradas sobre as operações da BlackCore naquele país.

No caso de Angola, a agência identificou dezenas de contas, grupos e perfis falsos, que actuam de forma coordenada para expandir, abafar ou interferir directamente em narrativas e informações que circulam nas redes sociais e na internet, sobretudo para veicular mensagens favoráveis ao governo e ao MPLA. "As investigações conduzidas pela Viginum permitiram identificar", para além das contas associadas às eleições autárquicas em França, outro conjunto "com características idênticas, mas que, desta vez, visavam públicos em Angola", segundo consta no relatório oficial consultado pelo Expansão.

"Com efeito, foram identificadas 48 contas ainda activas, que apresentam vários elementos semelhantes ao conjunto descrito anteriormente: fotografias geradas por inteligência artificial, utilização de nomes com conotação lusófona («Maria Sousa», «Paulo Carvalho», «Luísa Pereira», etc.), partilhas em comum entre estas diferentes contas e coordenação das suas interacções nas mesmas publicações através de "gostos" ou comentários", descreve a Viginum. Miguel Gomes – Angola in “Expansão”


Moçambique - Enfatiza unidade, inclusão e futuro da lusofonia em reunião na ONU

Conferência em Nova Iorque sobre ODS 16 liga paz, justiça e governação eficaz. Ministro aponta urgência de diálogo inclusivo, valorização de línguas e foco na independência da economia até 2030


Nova Iorque acolhe a Conferência do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16, ODS 16. Este ano, o lema é “Impulsionar a transformação e a ação coordenada para o desenvolvimento sustentável”.

O evento é coorganizado pela Itália, pela Divisão para Instituições Públicas e Governo Digital do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU e a organização intergovernamental dedicada à promoção do Estado de Direito, IDLO.

Visão de inclusão para os próximos anos

A lista dos países avaliados inclui apenas dois de língua portuguesa: Moçambique e Timor-Leste; Antes da apresentação, o ministro moçambicano da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, partilhou com a ONU News a visão de inclusão para os próximos anos assente em três bases.

“Neste encontro, aqui nas Nações Unidas, trazemos a nossa abordagem e a experiência moçambicana no quadro dos esforços de cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16, concretamente abordando as questões ligadas ao desenvolvimento sustentável, ligadas à paz e à justiça, mas também às questões de governação.”

O representante destacou as linhas de força que sustentam o crescimento previstos na Estratégia Nacional 2026-2044, uma visão na qual o país olha além das metas imediatas no fim desta década.

Resiliência ambiental

A primeira ação é a solidez financeira reestruturando a economia para garantir a sustentabilidade em longo prazo. A segunda é a adaptação ao clima ao integrar resiliência ambiental e resposta às mudanças climáticas no centro do planeamento.

Por fim, está a integração social para garantir que o crescimento económico se traduz em bem-estar real para a população, segundo Inocêncio Impissa.

O ministro mencionou o processo de diálogo nacional em curso que “foi desenhado para ser transversal e genuinamente participativo”.

“De facto, a consolidação da unidade nacional, que é um projeto grande no âmbito do diálogo nacional que está a ser feito, mas, acima de tudo, e como tem sido a linha geral do presidente da República para estes quatro anos que vêm, é a questão da criação das bases de desenvolvimento económico para a independência económica do nosso país, de Moçambique.”

O objetivo é garantir que a sociedade civil, comunidades e cidadãos sejam ouvidos. A premissa do ODS 16 de construir sociedades justas e inclusivas reflete-se na máxima assumida pelo ministério: em Moçambique, ninguém fica para trás.

O poder da lusofonia: cruzar línguas, unir nações

Com as celebrações dos 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, no horizonte, o ministro Impissa defendeu uma ponderação sobre a identidade e a inclusão etnolinguística.

Para Moçambique, a riqueza reside na diversidade. O desafio e a beleza do futuro da lusofonia passam por encontrar o ponto de equilíbrio perfeito onde a língua portuguesa se cruza com idiomas nacionais e locais, sem que estas percam o seu espaço ou valor.

“É sempre bom rever e também trocar algumas impressões sobre o que é que nós pensamos sobre a África, sobre a lusofonia e ver como é que, naturalmente, podemos aprofundar as nossas relações de irmãos.”

O encontro em Nova Iorque serve também como palco para reforçar os laços de fraternidade com países como Angola e Cabo Verde, desenhando uma estratégia conjunta para o desenvolvimento de África e do espaço lusófono.

O ministro de Moçambique disse que o país reafirma o seu compromisso com uma governação moderna, inclusiva, resiliente e profundamente orgulhosa das suas raízes. Eleutério Guevane – Moçambique ONU News


Centro de Estudos Internacionais Iscte - Apresentação dos resultados do projeto Circularidade Urbana em Portugal

No próximo dia 23 de junho, às 14h30, terá lugar no Iscte a apresentação dos resultados do projeto "Circularidade Urbana em Portugal: Uma abordagem participativa, modular e adaptativa".

Nesta sessão serão apresentados o painel de indicadores desenvolvido em colaboração com os municípios, os resultados dos projetos-piloto e um conjunto de recomendações para apoiar a integração da circularidade no planeamento e na decisão pública.

O evento contará ainda com uma mesa-redonda dedicada aos desafios e oportunidades da medição e implementação da circularidade urbana em Portugal.

📍 Participação presencial

A inscrição é obrigatória devido à capacidade limitada da sala:

https://forms.cloud.microsoft/e/PfNayZ2MUT

💻 Participação online

Ligação de acesso:

https://teams.microsoft.com/meet/362592478175708?p=KGtCShGe0M5kUhrL9T

ID da reunião: 362 592 478 175 708

Código de acesso: DA7kE9TH

Consulte o programa completo na imagem abaixo.



 

Cabo Verde - Nôs Óra dja txiga

Chegou o momento de Cabo Verde se afirmar perante o mundo, de mostrar todo o talento, a força e o imenso potencial deste país gigante pela sua gente. Depois do empate com a Espanha a zero, amanhã, ao fim do dia, o adversário será o Uruguai, finalizando a fase de grupos frente à Arábia Saudita na passagem do dia 26 para 27 de junho.


A música NÔS ÓRA DJA TXIGA celebra o orgulho dos cabo-verdianos, dentro e fora do país, por verem Cabo Verde nas bocas do mundo. Com uma letra simples, mas profundamente impactante, a canção convida à união e à celebração deste momento histórico que nos pertence a todos.

Ao mesmo tempo, transmite à nossa Seleção Nacional uma mensagem de coragem, confiança e determinação, apelando aos jogadores para acreditarem, lutarem e honrarem o campo com a força, a resiliência e a alma cabo-verdiana que nos define.

Musicalmente, a obra percorre vários ritmos nacionais — do funaná ao talaia baixo, da mandinga ao hip hop — reunindo artistas de diferentes ilhas e gerações, num poderoso símbolo da diversidade, da identidade e da união do povo cabo-verdiano. Federação Cabo-Verdiana de Futebol – Cabo Verde


sexta-feira, 19 de junho de 2026

Centro de Estudos Internacionais Iscte - Curso de Verão de Política Africana

O Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e o CEI-Iscte organizam, entre os dias 1 e 3 de julho de 2026, a Summer School in African Politics, uma escola de verão dedicada ao estudo da política africana contemporânea.


A iniciativa, lecionada em inglês, dirige-se a estudantes de pós-graduação, investigadores e profissionais interessados nas dinâmicas políticas do continente africano. O programa inclui formação em estratégias e métodos de investigação, debates sobre temas políticos atuais em África e um laboratório de investigação dedicado aos projetos dos participantes.

A coordenação científica está a cargo de Edalina Sanches e Ana Lúcia Sá, contando ainda com a participação de investigadores de várias instituições nacionais e internacionais.

As candidaturas decorrem até 23 de junho de 2026.

Mais informações sobre o programa, condições de candidatura, propinas e processo de inscrição estão disponíveis aqui.


Galiza - Lançamento do livro “Begonha Caamanho, uma das nossas”, em Valença do Minho

O evento será dentro das Sextas Literárias que organiza a cámara municipal, o próximo 26 de junho às 21h (hora portuguesa) no auditório da Biblioteca Municipal de Valença. No lançamento falarám Lara Rozados e Charo Lopes

O último volume editado na Através Editora, Begonha Caamanho, uma das nossas, é um trabalho que compila três textos, da autoria de Lara Rozados, Charo Lopes e Isaac Lourido. A coordenação editorial é de José João R. Rodrigues e o design e diagramação um trabalho de Miguel Durão.

O livro contém três aproximações: um percurso pela vida da homenageada sem pretensões de totalidade, construído por um olhar honestamente parcial; um sério estudo da sua obra, cujo rigor é em si um reconhecimento do valor do macrotexto em foco; e um terceiro texto, colocado no início para perspetivar a leitura e difuminar a distinção entre vida e obra.

Eis uma proposta para pensar, de uma maneira original e justa, aquela que tantas pessoas e coletivos consideramos uma das nossas.

Aqui podes ler a entrevista com as autoras.

Autoria:

Charo Lopes (Boiro, 1988) é jornalista, poeta e fotógrafa. Licenciada em Jornalismo (USC), com formação em Fotografia Artística e mestrado em Literatura, publicou De como acontece o fim do mundo (2016) e Álbum (2020), ambos premiados. Colabora com projetos culturais e editoriais, desenvolvendo um trabalho que cruza imagem, escrita e perspetiva feminista.

Lara Rozados (Poio, 1982) foi jornalista, monitora ou teatreira, mas agora trabalha como professora de língua e literatura galega no ensino público e é mãe, e às vezes escreve. Licenciada em Jornalismo e doutora em Literatura (USC), publicou O caderno amarelo (2014), VII Premio de Poesía Victoriano Taibo, em fanzines e livros coletivos e prologou E continuaremos a contar, de Paula Carballeira (2021), em Através.

        Isaac Lourido (Ferrol, 1981) é professor e investigador na Universidade da Corunha. As suas linhas de investigação abrangem a história literária, os processos de conflito cultural, a poesia contemporânea e o campo editorial galego. O seu último livro publicado é Xoán González-Millán: a projeção de um pensamento crítico (Através Editora, 2023), que coordenou conjuntamente com Arturo Casas e Cristina Martínez. In “Portal Galego da Língua” - Galiza