Hoje, 10 de Julho de 2026, agentes policiais invadiram a residência do Presidente do PAIGC e Presidente da Assembleia Nacional Popular, camarada Domingos Simões Pereira, e conduziram-no às instalações prisionais da Segunda Esquadra, onde se encontra presentemente detido.
Este ato de grosseira arbitrariedade foi praticado a
coberto de um despacho judicial sem qualquer cunho de legalidade, praticado por
um juiz requisitado ilegalmente, no âmbito de um processo judicial forjado e
abusivamente manipulado, com o escancarado propósito de eliminar politicamente,
ou mesmo fisicamente, o camarada Domingos Simões Pereira.
Basta que se lembre que os promotores do Tribunal Militar
titulares do processo foram todos afastados por se terem recusado a obedecer a
ordens superiores; que ato contínuo, o regime criou um tribunal ad hoc para
conduzir o processo, transferindo ilegalmente magistrados de tribunais civis,
em flagrante violação de princípios consagrados na Constituição da República,
nomeadamente o princípio de juiz natural; que o Supremo Tribunal de Justiça
rejeitou incidentes de impedimento e de inconstitucionalidade interpostos para
a defesa dos direitos do camarada Domingos Simões Pereira, com argumentos
aberrantes, que vão ao cúmulo de se basear em dispositivos de uma Constituição
que não está em vigor; que o Juiz de Instrução Criminal no processo foi
fortemente coagido a afastar-se e foi substituído por um juiz que veio
expressamente com a missão de decretar ao camarada Domingos Simões Pereira a
medida de coação de prisão preventiva, o que acabou por acontecer hoje.
Toda esta farsa não passa de uma grave instrumentalização
de um sistema judicial corrupto e servil, ao serviço de Umaro Sissoko Embalo e
dos seus capangas, que usurparam pela força o poder que o povo não lhes
conferiu nas urnas. Por isso mesmo, porque depois de várias convocações, se
percebeu que não havia intenção nenhuma do tribunal ad hoc de desrespeitar a
lei e de fazer justiça, o camarada Domingos Simões Pereira e os seus advogados
disseram basta ao teatro político - judicial em curso e decidiram não comparecer
à última convocatória.
Perante esta desesperada tentativa de Umaro Sissoko
Embalo e do seu regime de eliminar o camarada Domingos Simões Pereira, o PAIGC
decide:
- Condenar veementemente esta permanente perseguição política, disfarçada de um pseudo-processo judicial, contra o camarada Domingos Simões Pereira;
- Exigir a libertação imediata do camarada Domingos Simões Pereira e imputar desde já às autoridades militares a responsabilidade por quaisquer atentados à sua vida e à sua integridade física;
- Apelar às diferentes estruturas do PAIGC, bem como aos dirigentes, responsáveis e militantes do Partido, a manterem-se determinados na luta pela defesa do partido e pela preservação dos valores democráticos no nosso país;
- Apelar ao povo guineense à resistência contra as derivas autoritárias deste regime golpista e contra a interferência inadmissível dos militares na vida política nacional;
- Apelar à comunidade internacional a acompanhar a situação catastrófica criada na Guiné-Bissau com o simulacro de golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025 e a desempenhar um papel mais ativo na busca de soluções para se pôr fim a esta vergonhosa encenação.
O PAIGC renova o seu firme compromisso para com a paz, a
estabilidade e a democracia e reitera a sua determinação em continuar a lutar,
juntamente com todas as forças democráticas, para a plena reposição da ordem
constitucional no nosso país. Secretariado Nacional do PAIGC – Guiné-Bissau
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