Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Portugal - Universidade de Coimbra e Active Space Technologies estabelecem parceria para reforçar a inovação e a formação no setor aeroespacial

Protocolo promove a colaboração em ensino, investigação e desenvolvimento tecnológico, aproximando a academia da indústria de alta tecnologia


A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e a Active Space Technologies assinam amanhã, dia 30 de julho, às 14h30, um protocolo de colaboração que pretende reforçar a cooperação entre a academia e a indústria, promovendo a formação avançada, a investigação aplicada e o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras para os setores aeroespacial e industrial.

A cerimónia de assinatura realiza-se na Sala do Conselho do Edifício Central do Polo II, e contará com a presença do Diretor da FCTUC, Edmundo Monteiro, e de representantes do Conselho de Administração da Active Space Technologies.

Com uma duração inicial de três anos, o protocolo estabelece um quadro de cooperação nas áreas da engenharia aeroespacial, mecânica, eletrotécnica e de computadores, informática, física, materiais, ambiente e gestão industrial, criando oportunidades de colaboração entre investigadores, docentes, estudantes e a empresa.

Entre as iniciativas previstas destacam-se a realização de estágios curriculares e de verão, dissertações de mestrado e teses de doutoramento em contexto empresarial, bem como a participação de engenheiros e especialistas da Active Space Technologies em aulas, seminários, workshops e outras atividades da FCTUC. O acordo contempla ainda o desenvolvimento conjunto de projetos de investigação e inovação, nacionais e internacionais, recorrendo às infraestruturas laboratoriais da Faculdade, assim como a prestação de serviços especializados nas áreas da caracterização de materiais, análise estrutural, simulação, prototipagem e validação de sistemas aeroespaciais.

A parceria prevê igualmente a criação de programas de formação executiva, cursos de curta duração e microcredenciais dirigidos aos colaboradores da empresa, promovendo a atualização de competências e a transferência de conhecimento entre a universidade e o setor empresarial.

Esta é a segunda parceria estratégica estabelecida pela FCTUC com empresas do setor aeroespacial no espaço de uma semana. Depois do protocolo celebrado com a Critical FlyTech, a colaboração agora firmada com a Active Space Technologies reforça a estratégia da FCTUC de estreitar a ligação à indústria, contribuindo para a consolidação da nova Licenciatura em Engenharia Aeroespacial e para a criação de mais oportunidades de estágio, investigação aplicada e empregabilidade para os seus estudantes.

A Active Space Technologies é uma empresa portuguesa especializada no desenvolvimento de soluções de engenharia para os setores do espaço, aeronáutica, defesa e indústria, colaborando com algumas das principais organizações e empresas internacionais destas áreas. Universidade de Coimbra - Portugal


terça-feira, 21 de julho de 2026

Portugal - Universidade de Coimbra e Critical FlyTech estabelecem parceria para reforçar formação e inovação no setor aeroespacial

Protocolo prevê colaboração no ensino, estágios e desenvolvimento de competências em Engenharia Aeroespacial


A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e a Critical FlyTech assinam, no próximo dia 22 de julho, quarta-feira, um protocolo de colaboração científica e pedagógica que pretende aproximar a formação universitária da realidade empresarial e contribuir para o desenvolvimento do setor aeroespacial em Portugal.

A cerimónia terá lugar às 10h00, na Sala do Conselho da FCTUC, no Polo II da Universidade de Coimbra, e contará com a presença do Diretor da FCTUC, Edmundo Monteiro, e por parte da Critical FlyTech, Ricardo Armas, CEO, e Gabriel Soumerou, CFO.

Com uma duração inicial de três anos, o protocolo estabelece um quadro de cooperação entre as duas instituições para promover a ligação entre a academia e a indústria, em particular nas áreas da engenharia aeroespacial e das tecnologias associadas.

Entre as principais iniciativas previstas está a participação de especialistas da Critical FlyTech em atividades letivas da nova Licenciatura em Engenharia Aeroespacial da FCTUC, através da realização de aulas, workshops e seminários, contribuindo para o enriquecimento curricular e para uma maior aproximação dos estudantes aos desafios do setor.

O protocolo contempla igualmente a criação de oportunidades de estágio para estudantes finalistas da FCTUC nas instalações da empresa, sediada no Parque Industrial de Taveiro, em Coimbra. Estes estágios poderão constituir uma porta de entrada para futuras oportunidades de emprego, de acordo com as necessidades da empresa e o perfil dos candidatos.

A Critical FlyTech é uma empresa portuguesa dedicada ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para a Airbus, nos setores da aviação, espaço e defesa, apostando na inovação e na criação de tecnologias avançadas para aplicações de elevada exigência. Universidade de Coimbra - Portugal


quarta-feira, 23 de julho de 2025

Europa - Calçado português lidera crescimento das exportações

A indústria portuguesa de calçado teve um arranque de ano notável, destacando-se como a mais dinâmica da Europa. Nos primeiros quatro meses de 2025, o setor exportou 26 milhões de pares, gerando 576 milhões de euros, o que representa um crescimento de 6,2% face ao mesmo período do ano anterior


De acordo com o Vida Económica, enquanto as exportações espanholas estagnaram e as italianas registaram uma queda de 4,1%, Portugal apresentou o melhor desempenho entre os principais países exportadores europeus. A média de crescimento na Europa ficou nos 2,8%.

Para Luís Onofre, presidente da APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos), este sucesso deve-se ao contínuo investimento em inovação e tecnologia por parte das empresas portuguesas. “Num ano de grande indefinição como este, o facto de as empresas portuguesas investirem de forma contínua em tecnologia de ponta – o que lhes permite responder de forma célere ao mercado – é uma mais-valia inquestionável”, afirmou o dirigente.

Segundo Onofre, os investimentos em curso no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que ascendem a cerca de 100 milhões de euros, seguem essa mesma lógica de modernização e reforço da competitividade.

Apesar dos bons resultados, o responsável da APICCAPS alerta para um clima internacional instável. “Para além dos dois cenários de guerra a nível internacional, a crescente tensão geopolítica é uma grande preocupação. (…) O mundo empresarial está em suspense, pelo menos até 1 de agosto, para perceber as consequências de um novo posicionamento tarifário”, sublinhou. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 27 de junho de 2025

Portugal - Investigadores desenvolvem método inovador para tornar modelos de Inteligência Artificial mais explicáveis e confiáveis na indústria

O avanço acelerado das soluções baseadas em Inteligência Artificial (IA) tem levantado um dos maiores desafios atuais: a confiança humana nos modelos de alto desempenho, sobretudo pela dificuldade em compreender como tomam as suas decisões. Esta questão é particularmente crítica em ambientes industriais, onde é imperativo que os sistemas sejam não só exatos, mas também transparentes e explicáveis para garantir a segurança e eficácia das operações.


Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) propôs uma metodologia inovadora que permite extrair conhecimento interpretável a partir de modelos complexos de IA, tornando-os acessíveis aos operadores industriais. A abordagem baseia-se na utilização de sistemas de lógica difusa (fuzzy systems), para representar as dinâmicas dos processos industriais de forma simples, mas eficaz.

«Este método foi desenvolvido com base numa arquitetura do tipo "professor-aluno" (knowledge distillation), onde um modelo complexo (NFN-LSTM), que combina redes neuronais do tipo Long Short-Term Memory com lógica difusa, serve de referência para treinar um modelo mais simples e interpretável (NFN-MOD). Este último recorre a funções com entradas atrasadas para simular a memória temporal do processo, aliando desempenho à compreensibilidade», explica Jorge S. S. Júnior, aluno de doutoramento do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da FCTUC.

De acordo com a equipa de investigadores, esta investigação demonstrou a eficácia da metodologia em dois casos de estudo com dados reais: uma unidade de recuperação de enxofre e um processo de moagem na indústria cimenteira. Em ambos, o modelo NFN-MOD conseguiu replicar o comportamento do modelo professor com elevada precisão, ao mesmo tempo que oferecia explicações claras sobre os fatores que influenciam eventos críticos, como picos de emissões de gases nocivos ou variações na concentração de resíduos.

«Além disso, o modelo introduz uma nova forma de análise contextual, permitindo aos operadores compreender melhor os diferentes cenários industriais e apoiar a tomada de decisões. O método promete, assim, aumentar significativamente a confiança nos sistemas de IA e otimizar o controlo de processos em ambientes industriais exigentes», conclui a equipa de investigadores.

Este trabalho foi desenvolvido no âmbito da tese de doutoramento de Jorge S. S. Júnior, sob orientação de Jérôme Mendes, investigador do Centro de Engenharia Mecânica, Materiais e Processos (CEMMPRE), e coorientação de Cristiano Premebida, investigador do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR), em colaboração com Francisco Souza (imec-NL, OnePlanet Research Center, Países Baixos).

O artigo “Distilling Complex Knowledge Into Explainable T–S Fuzzy Systems”, publicado na revista IEEE Transactions on Fuzzy Systems, pode ser consultado aqui. Esta publicação foi destacada na IEEE Computational Intelligence Society (CIS) Newsletter como "Research Frontier". Universidade de Coimbra - Portugal  


terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Macau - Instituto de Promoção do Comércio e Investimento desloca-se a Portugal e ao Brasil em Abril

Portugal e Brasil vão receber, em Abril, uma equipa do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento (IPIM), a qual realizará “uma série de actividades de promoção comercial, com o objectivo de reforçar a cooperação de benefício mútuo entre as empresas chinesas e lusófonas”



Uma equipa do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento (IPIM) vai deslocar-se a Portugal e ao Brasil em Abril, revelou o director dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), Yau Yun Wah. Nesta visita aos dois países lusófonos, está prevista a organização das pré-actividades de “roadshow”, no sentido de “atrair mais empresas lusófonas” a participar na 2ª Exposição Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa (Macau) – CPLPEX, “criando mais oportunidades para a cooperação aprofundada entre as partes intervenientes”.

A segunda edição da CPLPEX decorrerá em Macau em Outubro deste ano, visando convidar empresas da Grande Baía dedicadas aos sectores de electrodomésticos e manufactura, “para trazerem os seus produtos, tecnologias e serviços de qualidade para o local do evento”, acrescentou Yau Yun Wah, em resposta a uma interpelação escrita da deputada Song Pek Kei.

Segundo apontou o director do organismo, a equipa do IPIM “irá deslocar-se aos países de língua portuguesa para realizar uma série de actividades de promoção comercial, com o objectivo de reforçar a cooperação de benefício mútuo entre as empresas chinesas e lusófonas”.

Em concreto, referiu a participação em conjunto com os Serviços do Comércio do Município de Pequim e outras entidades no “Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, a decorrer em meados do corrente ano na Guiné Equatorial. O objectivo do encontro é ajudar as empresas do Interior da China e da RAEM a conhecerem melhor o ambiente de negócios nos países de língua portuguesa, promovendo ao mesmo tempo, junto das empresas lusófonas, as oportunidades de desenvolvimento de Macau e Hengqin.

Em paralelo, através do serviço da “Conduta do Comércio China-PLP”, do “Portal para a Cooperação nas Áreas Económica, Comercial e de Recursos Humanos entre a China e os Países de Língua Portuguesa” e do “Pavilhão de Exposição da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, o IPIM “dará forte apoio às empresas chinesas e lusófonas na exploração do mercado em prol do aprofundamento da cooperação económica e comercial bilateral”, pode ler-se.

O director do organismo frisou ainda que o IPIM se dedica a desempenhar o papel de Macau como plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, explorando maior espaço de cooperação entre a China e os países de língua portuguesa nas diversas áreas, como no comércio, no investimento e nas diferentes indústrias.

Por outro lado, a deputada Song Pek Kei tinha defendido que as autoridades deviam avançar com uma discussão com o Interior da China para que políticas e medidas “mais convenientes” fossem adoptadas em prol da maior redução de custos e simplificação de processos, no âmbito da participação das empresas de Macau na cooperação económica e comercial sino-lusófona. Neste ponto, Yau Yun Wah recordou apenas as medidas já implementadas e garantiu que “o Governo da RAEM continuará a promover mais medidas de facilitação, apoiando ainda mais empresas locais na exportação de produtos de qualidade para o Interior da China”.

Já em relação aos quadros qualificados sino-portugueses, Song Pek Kei considera que é preciso as autoridades fazerem mais tanto em relação à captação destes quadros como à formação. Ora, também neste âmbito, as autoridades lembram as medidas já tomadas até aqui. A título de exemplo falam no “Programa de Iniciação de Aprendizagem da Língua Portuguesa”, lançado em 2023/2024. Em relação a esta iniciativa, é dito que a Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude “irá optimizar o Programa de Iniciação, apoiando os alunos a prosseguirem os seus estudos em Portugal”. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


segunda-feira, 8 de abril de 2024

Timor-Leste – Afirma que a China está disponível para ajudar na agricultura e indústria

O chefe da diplomacia de Timor-Leste disse que a China “assumiu o compromisso” de apoiar o desenvolvimento económico em Timor-Leste, nomeadamente nos setores das infraestruturas, agricultura e indústria.

O reforço da cooperação entre os dois países foi discutido num encontro entre o chefe da diplomacia timorense, Bendito Freitas, que se encontra em visita oficial à China, e o seu homólogo chinês, Wang Yi. “Durante o encontro, o Governo chinês assumiu o compromisso de apoiar o desenvolvimento económico de Timor-Leste, com especial ênfase nos setores das infraestruturas, agricultura e indústria. Destacou-se também o reforço da capacidade dos recursos humanos timorenses através de bolsas de estudo e formação”, refere o executivo timorense.

Segundo o Governo, os dois ministros manifestaram também a “intenção de reforçar ainda mais as relações diplomáticas e a cooperação bilateral, em prol dos interesses comuns”.

A China e Timor-Leste elevaram em setembro de 2023 as relações bilaterais para uma “parceria estratégica abrangente”, o segundo nível mais alto no protocolo da diplomacia chinesa, em linha com a “Faixa e Rota”.

A “Faixa e Rota” é uma iniciativa lançada pela China em 2013, inspirada na antiga Rota da Seda, que se tornou no principal programa de política externa do Governo chinês, liderado pelo Presidente Xi Jinping, e à qual já aderiram 150 países.

O acordo foi assinado entre o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, e o Presidente chinês, Xi Jinping, à margem da cerimónia de abertura dos Jogos Asiáticos, evento multidesportivo que se realiza a cada quatro anos.

Durante o encontro, foi também proposta a criação de um grupo de trabalho para a “cooperação na área da agricultura e para o desenvolvimento de infraestruturas de Timor-Leste, bem como o aumento do intercâmbio de recursos humanos e o fortalecimento da cooperação cultural, educacional e profissional”. “A China reiterou o seu apoio à adesão plena de Timor-Leste à Associação das Nações do Sudeste Asiático e ofereceu-se também para fornecer assistência através da Iniciativa de Desenvolvimento Global”, acrescentou o Governo. In “Ponto Final” - Macau


sexta-feira, 30 de junho de 2023

Macau - Expo de turismo arranca com presença de produtos lusófonos

Começa hoje e prolonga-se até domingo a 11ª Expo Internacional de Turismo, contando com operadores do sector nacionais e estrangeiros. Duas dezenas de empresas do território vão expor produtos de Macau e dos países lusófonos na Cotai Expo do Venetia



A 11ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau abre hoje, voltando a contar com a presença de operadores turísticos e sectores relacionados nacionais e estrangeiros. Durante três dias consecutivos e seis grandes destaques, a Expo sob o lema “MITE a ligar ao Mundo”, volta a organizar um sorteio de compras e várias empresas expositoras lançarão produtos de oferta especial com prazo limitado, aponta a Direcção dos Serviços de Turismo (DST).

A iniciativa decorrerá até domingo, na Cotai Expo do Venetian, onde, pelo quarto ano consecutivo, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) instala a sua área de exposição. A propósito, 20 empresas do território irão expor e comercializar produtos característicos dos Países de Língua Portuguesa e de Macau.

As duas dezenas de empresas da RAEM vão estar destacadas para a secção “Exposição e Venda de Empresas de Produtos Característicos dos Países de Língua Portuguesa e de Macau”, pelo que irão expor e vender produtos fabricados em Macau, marcas de Macau, produtos concebidos em Macau e produtos de agenciamento dos países de língua portuguesa, abrangendo categorias como produtos alimentares, bebidas alcoólicas, artigos médicos, produtos de lazer, produtos culturais e criativos, entre outras. Paralelamente, os expositores participarão em transmissões ao vivo para expandir as suas vendas no mercado do Interior da China.

Este ano, a “Colectânea da Lusofonia” localiza-se na Zona B3 do recinto, com 180 metros quadrados, estando dividida em duas secções. Além da “Exposição e Venda de Empresas de Produtos Característicos dos Países de Língua Portuguesa e de Macau” há também uma zona intitulada “Apresentação de Imagens”. Nesta zona, serão demonstrados vários serviços do IPIM destinados à plataforma sino-lusófona.

Durante a Expo de Turismo serão realizados mais de 50 seminários de promoção de produtos, fóruns e outras actividades. Por outro lado, o evento reunirá chefes de cozinha de 23 Cidades Criativas de Gastronomia, incluindo Macau, que irão apresentar as suas demonstrações especiais, assim como o “Pavilhão da Gastronomia” e “A Adega”, ambos instalados pela primeira vez, com o objectivo de promover o intercâmbio cultural na área da gastronomia e mostrar o “sabor” do “turismo + gastronomia”.

Segundo a DST, a Air Macau e a EVA Air, em conjunto com agências de viagem de Hong Kong e Macau, irão lançar descontos especiais para a Expo de Turismo, enquanto vários expositores irão lançaram ofertas por tempo limitado durante o certame. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quarta-feira, 11 de maio de 2022

Alemanha – Cidade de Hannover recebe indústria portuguesa

Portugal participará naquela que é considerada a maior feira mundial da indústria. Hannover Messe é o nome do evento que decorre entre 30 de maio de 2 de junho na cidade alemã de Hannover, no Hannover Fairground

Portugal Makes Sense” é a marca detida pela Agência de Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), e ainda, o ponto de partida para a participação de Portugal na feira.

Portugal apresentar-se-á na Alemanha em quatro pavilhões, um pavilhão central, com 1300 metros quadrados, e três temáticos, com 200 metros quadrados cada.

“Peças e soluções de engenharia”, “soluções energéticas” e “ecossistemas digitais” serão o foco da exposição portuguesa, que se traduzem em ofertas nos setores dos equipamentos, da metalomecânica, da mobilidade, do automóvel, do aeronáutico, têxteis e plásticos técnicos, dos moldes, das tecnologias de produção e das energias renováveis. Estas são as “áreas onde Portugal e Alemanha têm revelado grande afinidade e um caminho promissor a percorrer com um crescente número de projetos em parceria visando o lançamento de novos produtos”, segundo a AICEP.

Segundo a mesma fonte, a Hannover Messe é a maior feira mundial da indústria. Anteriormente mobilizou 6500 expositores e 215 mil visitantes dos quais 140 mil são decisores. De entre os visitantes, 66% estão envolvidos em decisões de investimento e 1/3 tem em mãos projetos de investimento estimados em 52 mil milhões de euros.

A participação de Portugal permitirá não só encontrar novos clientes, parceiros de negócio, descobrir novos mercados para os produtos e serviços nacionais, bem como identificar as tendências na indústria e novas ideias de negócios. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 4 de abril de 2022

O Brasil e o futuro do mundo

São Paulo – A participação do porto de Santos na corrente comercial brasileira atingiu 28,3% neste começo de 2022, superando a marca dos 27% que por anos serviu como parâmetro para os analistas de comércio exterior. Esse número foi o resultado de um crescimento de 16% na movimentação de cargas, que atingiu a marca de 10,6 milhões de toneladas.

Isso indica que, se não fosse a imprevista guerra declarada pela Rússia à Ucrânia, a participação do porto santista na corrente de comércio do País talvez viesse a chegar perto de 30% neste ano. Aquela movimentação deu-se especialmente em função dos embarques de celulose, milho e soja, sendo a China o nosso principal parceiro comercial, respondendo por 26,8% das transações comerciais que passaram pelo porto de Santos. Já São Paulo foi o Estado brasileiro que registrou a maior participação nessa movimentação de cargas pelo porto, alcançando a marca de 53%.

Os números mostram que a vocação do Brasil como fornecedor de alimentos para o mundo permanece firme, mas, em contrapartida, apesar de todos os esforços da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e das federações estaduais, o País continua a perder espaço entre os exportadores de produtos manufaturados, ainda que, em janeiro, as operações de cargas conteinerizadas no porto de Santos tenham registrado um aumento de 2,54% em comparação com o mesmo período de 2021.

Esse número constituiu a melhor marca para aquele mês, o que permite concluir que houve continuidade na tendência de crescimento verificada no ano passado em comparação com os números de 2020, no auge da crise provocada pela pandemia de coronavírus (covid-19). Agora, o que se teme é que essa tendência seja interrompida pelos desdobramentos da guerra no Leste Europeu.

Afinal, o movimento de contêineres em direção à China, hoje a maior potência comercial do planeta, tem sido menor, bem como menos cargas foram embarcadas a partir do mercado chinês, conforme levantamento do Instituto de Economia Mundial de Kiel, na Alemanha, que monitora o movimento de navios em cem regiões do mundo.

O Instituto previu uma queda de 2,5% para o mês de março nas exportações chinesas. E estimou queda para os países da União Europeia e dos demais integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tanto nas exportações como importações, em função do aumento dos controles alfandegários que começam a verificar o cumprimento das sanções contra a Rússia. Ou seja, com as rupturas na cadeia de fornecimento de insumos e outros produtos, a recuperação econômica pós-pandemia, fatalmente, sofrerá uma interrupção.

É de se assinalar que, antes da pandemia, setores como o automobilístico, eletroeletrônico, energético, têxtil e agroindustrial estavam em franco crescimento, mas, depois da crise provocada pela pandemia, pelo menos 70% das indústrias brasileiras tiveram impacto negativo em seus negócios, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao final de 2021, a indústria ainda se encontrava 0,9% abaixo do nível pré-pandemia, enquanto o varejo estava 2,3% abaixo do nível de fevereiro de 2020, o que mostra uma evidente perda de fôlego da economia, principalmente no segundo semestre do ano passado.

Mesmo assim, o Ministério da Economia anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2022 irá crescer 1,6%, o que contraria a estimativa do mercado financeiro que, segundo o Boletim Focus, prevê um crescimento três vezes menor, ou seja, de apenas 0,49%, em função da guerra entre Rússia e Ucrânia. Em quem acreditar? Como se vê, no mundo de hoje, tudo é possível, até a hecatombe nuclear, dependendo da estultice de alguns líderes mundiais. Mas, superada essa crise, o que se espera é que os possíveis vencedores tratem de organizar um mundo mais justo. Já seria um bom recomeço. Liana Martinelli - Brasil    

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Liana Lourenço Martinelli, advogada, pós-graduada em Gestão de Negócios e Comércio Internacional, é gerente de Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG) do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional. E-mail: lianalourenco@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

 

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Brasil - Desindustrialização em marcha

São Paulo – Estudo preparado pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), divulgado pelo jornal Valor Econômico, mostra que o Brasil está em franco processo de desindustrialização, em razão de uma opção tomada pelos últimos governos em favor do setor primário e da exploração dos recursos naturais, em detrimento do setor industrial.

Segundo o documento, entre 2016 e 2020, o número de indústrias competitivas, que são aquelas que exportam mais que a média mundial, caiu de 196 para 167, enquanto a participação dos produtos primários ligados ao agronegócio aumentou de 37,2% para 44,3%. Como se sabe, a exploração descontrolada de produtos ligados ao agronegócio pode causar maior intensidade de emissões de gases de efeito estufa e de degradação ambiental, o que já tem causado protestos por parte de países que defendem uma política ambientalista mais saudável.

Ainda que, a princípio, não se possa condenar as atividades ligadas ao agronegócio, que, nos últimos tempos, têm garantido o superávit na balança comercial, a verdade é que só os produtos de média e alta tecnologia são capazes de estimular o crescimento do número de empregos, movimentar o mercado interno e, ao mesmo tempo, dar impulso à importação dos insumos necessários para a agregação de valor aos equipamentos. E, portanto, mereceriam uma política mais focada que viesse a interromper o atual processo de desindustrialização.

De acordo com o estudo, os produtos de média tecnologia reduziram sua participação na pauta exportadora de 20,2%, em 2016, para 14,2%, em 2020, enquanto as exportações neste setor diminuíram 16,7%. Já os produtos de alta tecnologia registraram uma queda de 5,2% para 3,1% naquele período. No total, a redução nas exportações foi a mais elevada (30,6%). Enquanto isso, os produtos com menor intensidade tecnológica tiveram um elevado crescimento, especialmente aqueles ligados aos segmentos de ouro, madeira bruta, petróleo, soja e milho.

Obviamente, não haveria razão para se citar o aumento da exportação de produtos primários, provocado também pela demanda mundial por commodities, desde que não houvesse ocorrido uma queda brutal nas vendas para o exterior dos produtos industrializados. Para piorar, há as despesas que resultam do chamado custo Brasil, ou seja, um conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, trabalhistas e econômicas que atrapalham o crescimento do País, influenciam negativamente o ambiente de negócios e encarecem os preços dos produtos nacionais e os custos de logística.

Essas despesas representam mais de 30% do preço final dos manufaturados, tornando-os pouco competitivos no mercado externo. Apesar disso, até agora. não houve uma resposta firme por parte do governo para essa questão. Para explicar a queda, naturalmente, também é exercida a desculpa da pandemia de coronavírus-19, que teria provocado redução na procura mundial por bens manufaturados.

Embora atualmente haja elevada tecnologia na extração de produtos primários, especialmente nos do setor agrícola, o problema é que essas atividades promovem a concentração da riqueza gerada, ou seja, criam poucos empregos, estimulando a migração das pessoas do campo para as áreas urbanas, o que acelera as questões sociais, com o aumento da população de rua.

Diante disso, só resta ao País aguardar as tão anunciadas (e sempre adiadas) reformas, que passam pela queda da carga tributária, modernização e ampliação da infraestrutura, diminuição dos custos de financiamento, redução da burocracia e da insegurança jurídica e investimentos em pesquisa e qualificação profissional. Se essas reformas já tivessem sido feitas há uma ou duas décadas, hoje o Brasil estaria colhendo os frutos do desenvolvimento. E o pior é que, diante da atual baixa qualidade intelectual da representação pública, não se pode esperar muito. Por enquanto. Liana Martinelli - Brasil

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Liana Lourenço Martinelli, advogada, pós-graduada em Gestão de Negócios e Comércio Internacional, é gerente de Relações Institucionais do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional. E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

 

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Brasil - Indústria: é preciso reagir

São Paulo – Dados da última Pesquisa Industrial Anual (PIA) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), à falta de números mais recentes, mostram que o setor industrial perdeu 28,6 mil empregos de 2013 a 2019. Obviamente, esse estudo não levou em conta os impactos provocados pela pandemia de coronavírus, o que significa que o fechamento de vagas nas indústrias deve ter alcançado números ainda mais dramáticos.

De acordo com aquele levantamento, o Brasil tinha 334,9 mil indústrias em 2013, maior nível da série histórica, com dados desde 2007. Mas, a partir de 2014, ainda à época do governo Dilma Rousseff, a economia começou a registrar sinais de fragilidade, com quedas sucessivas, chegando a 306,3 mil em 2019, em função da recessão que afetou a economia, o que se agravou com a paralisação de atividades em muitas fábricas a partir de 2020, em razão da pandemia.  

Ainda de acordo com dados do IBGE, o setor industrial, que empregava 7,6 milhões de pessoas em 2019, ficou 15,6% menor em comparação com 2003, o que significa que, desde então, foram fechados 1,4 milhão de postos de trabalho. O ramo de confecção de artigos do vestuário e acessórios foi aquele que mais fechou fábricas entre 2013 e 2019: o número de empresas do segmento encolheu de 54,6 mil para 37,4 mil. Já a segunda principal baixa ocorreu no segmento de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos), setor que registrou uma redução de 5,6 mil empresas, caindo de 40,4 mil para 34,8 mil. Outro segmento que registrou variação negativa foi o de veículos automotores, reboques e carrocerias, com uma queda de 12,3% para 9,2% entre 2010 e 2019.

Como se sabe, esses são setores que tinham no mercado externo o seu principal foco, mas que tiveram de recuar porque, além da escassez de insumos nacionais, as empresas passaram a encontrar dificuldades em obter matérias-primas importadas, independentemente de pagarem mais caro pelos produtos. Antes da crise mundial, o Brasil chegou a conquistar um significativo espaço no mercado de produtos de média intensidade tecnológica, que, no entanto, foi perdido. Hoje, os principais produtos exportados são ferro, açúcar, carne bovina e soja.

Diante disso, para que não volte a ser apenas um país fornecedor de matérias-primas, o Brasil precisa que o seu governo tome, de maneira urgente, medidas concretas para tentar reverter essa tendência, o que significa acelerar o crescimento para amenizar os efeitos econômicos e sociais gerados pela pandemia. Isso, obviamente, passa por uma reforma tributária ampla, que envolva tributos federais, estaduais e municipais.

Como defende a Confederação Nacional da Indústria (CNI), esse sistema, a exemplo do que se vê em países mais desenvolvidos, prevê a criação de um Imposto de Valor Agregado (IVA) federal, com uma Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), em substituição ao Programa de Integração Social (PIS) e à Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), e outro IVA subnacional, com a unificação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Serviços (ISS), que são extremamente prejudiciais à competividade e ao crescimento econômico.

Mas, além da reforma da tributação, o Congresso precisa avançar na agenda do imposto de renda, buscando alinhar o Brasil ao que tem sido praticado internacionalmente, evitando medidas que possam desincentivar os investimentos produtivos. Ou seja, é preciso que a reforma, em vez de se preocupar apenas em aumentar a arrecadação, seja indutora de investimentos produtivos e de crescimento econômico, o que passa pela recuperação do parque fabril, caminho mais rápido para que cresça o número de empregos e haja melhora da qualidade de vida da população. Liana Martinelli - Brasil

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Liana Lourenço Martinelli, advogada, pós-graduada em Gestão de Negócios e Comércio Internacional, é gerente de relações institucionais do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional. E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

 

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Brasil - Crescer é abrir empregos

São Paulo – Dados levantados pela AT&M, que trabalha com processo de averbação eletrônica para seguros e empresas transportadoras, mostram que a pandemia de coronavírus (covid-19) não prejudicou o transporte de cargas e, inclusive, estimulou o crescimento do e-commerce, em razão do novo comportamento adotado pelo consumidor. Segundo esse relatório, no primeiro quadrimestre de 2021, foram registrados R$ 2,9 trilhões em movimentação de cargas no País.

O estudo da AT&M envolveu mais de 25 mil empresas, entre transportadoras, operadores logísticos e embarcadores, com a análise de 327 milhões de documentos averbados no período entre janeiro e abril.  Para se ter uma ideia do crescimento no segmento, é de se lembrar que, no primeiro quadrimestre de 2020, foram analisados 185 milhões de documentos averbados. O relatório ainda apontou que, no ano passado, foram registrados R$ 7,5 trilhões em movimentação de cargas, ao passo que, em 2019, haviam sido contabilizados R$ 6,8 trilhões, o que representou um aumento de 10%.

Isso mostra que a economia interna está em recuperação, o que reforça a previsão do governo segundo a qual o Produto Interno Bruto (PIB) pode crescer cerca de 5% neste ano. Essa previsão é baseada no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que apontou uma recuperação econômica de 2,3% no primeiro trimestre deste ano. Março foi o 11º mês consecutivo de crescimento econômico, depois de quedas em março e abril do ano passado, em razão das medidas de isolamento social necessárias para o enfrentamento da pandemia.

Obviamente, esse crescimento dá-se em função da recuperação da economia mundial, especialmente da China, que espera crescer neste ano 8,5%, dos Estados Unidos, que aguardam um crescimento de 6% e da União Europeia, que mantém uma expectativa de evolução em torno de 4%. Desse crescimento, naturalmente, o agronegócio e o segmento de minério de ferro do Brasil, com certeza, serão grandemente beneficiados. Mas, como se sabe, esses commodities poucos empregos abrem, ao contrário do que ocorre com o segmento de produtos industrializados.

A grande questão, portanto, é saber se esse possível crescimento irá beneficiar a população brasileira ou, como sempre acontece, ficará restrito às camadas mais ricas da sociedade. Até porque crescimento que não abre vagas no mercado de trabalho não é crescimento, mas apenas recuperação econômica, já que a comparação com os dados de 2020 não serve muito como análise, pois em pelo menos três meses do ano passado a produção ficou interrompida, causando muito desemprego. Ou seja, comparar o movimento deste ano com a inatividade do ano passado só pode resultar em alta. Portanto, não passa de estultice (ou de enganação) comemorar índices de crescimento neste ano.

É de se lembrar ainda que houve o auxílio emergencial que favoreceu o consumo de quase 46 milhões de brasileiros, estimulando o mercado. E que a nova rodada de auxílio emergencial deve injetar nos próximos dias cerca de R$ 43 bilhões, estimulando mais uma vez a economia com a entrada no mercado daquelas famílias que, praticamente, vivem das sobras da sociedade de consumo. Mas esse procedimento constitui uma exceção, que deverá terminar por aqui, se não ocorrer um agravamento da pandemia.

Em termos reais, o que se tem é que o desemprego atingiu um patamar recorde, com cerca de 15 milhões de desempregados, número que poderá crescer, já que muitas empresas descobriram que podem poupar mão de obra e custos com energia elétrica e com o ativo imobilizado, estimulando o trabalho home office. Adelto Gonçalves - Brasil

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Adelto Gonçalves, jornalista, é assessor de imprensa do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional (trading company). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

 

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Brasil - Indústria: saídas para a crise

São Paulo – Enquanto os presidentes do Brasil e da Argentina dão declarações extemporâneas, que vão de encontro a tudo aquilo que a diplomacia recomenda, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a União Industrial Argentina (UIA) distribuíram comunicado conjunto em que definem ações prioritárias para o segundo semestre deste 2021 com o objetivo de impulsionar o comércio bilateral e aprofundar a integração do Mercosul.

Entre as propostas, estão sugestões para a facilitação de comércio e a cooperação regulatória entre os dois países, além de medidas para estimular a adoção de documentos eletrônicos para processos de comércio exterior. Também entre as preocupações comuns das duas entidades estão o aperfeiçoamento da Tarifa Externa Comum (TEC), bem como a intensificação de negociações extrarregionais, a internalização de acordos pendentes e a revisão de acordos do Mercosul.

A busca desse entendimento, que, a princípio, deveria ter partido da alta cúpula dos governos dos dois países, nasce da constatação de que é preciso encontrar meios de superar a crise desencadeada pela pandemia de coronavírus (covid-19) que veio agravar os obstáculos históricos que resultam em perda de competitividade no mercado global. Parece que as duas entidades concluíram que, se as indústrias dos dois lados ficarem à espera de benefícios e iniciativas governamentais, o mais certo é que venha a ocorrer um processo ainda mais intenso de desindustrialização.

Afinal, o crescimento dos dois países passa necessariamente pelo desenvolvimento produtivo, já que o comércio bilateral tem sido marcado por uma pauta composta por bens industrializados, que, infelizmente, a cada ano, está cada vez mais reduzida. Basta lembrar que, de 2011 até 2020, o comércio entre as duas nações caiu de US$ 40 bilhões para US$ 16 bilhões.

Apesar das dificuldades causadas pela pandemia, para reverter essa tendência, é preciso aproveitar o momento de recuperação que a indústria brasileira tem mostrado nos últimos dias, como indica pesquisa da CNI. Segundo esse levantamento, entre março e abril, no auge da segunda onda de covid-19, na virada entre março e abril deste ano, a indústria reagiu de forma positiva, com a capacidade instalada mantendo-se acima de 80% pelo segundo mês consecutivo.

Também as horas trabalhadas na produção cresceram 0,7% em abril, após alta de 1,1% no mês anterior, enquanto na comparação com abril de 2020 as horas aumentaram 35,1%. Já o emprego registrou alta pelo nono mês consecutivo e massa salarial retornou ao patamar pré-pandemia, segundo dados da pesquisa. No entanto, apesar da melhora na atividade, o faturamento real da indústria de transformação recuou 1,3% no período.

É verdade que a comparação com o período anterior pode, nas atuais circunstâncias, não passar de enganação ou, para se usar um sinônimo mais elegante, sofisma, pois, efetivamente, não se pode falar em crescimento, mas apenas em retomada parcial do panorama que havia antes da pandemia. Afinal, a participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) vem caindo sucessivamente nos últimos anos. Basta ver que, no primeiro trimestre, o crescimento do PIB foi puxado pelo setor agropecuário (quase 6%) e pela indústria extrativa (especialmente a de minério de ferro).

É de se lembrar que a participação da indústria de transformação no PIB atingiu em 2020 o menor nível da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 1996: 11%. E que, neste ano, deverá ficar abaixo da agropecuária, que hoje já representa 11%, mas em fase de ascensão em função do atual ciclo de alta nas cotações internacionais de commodities, potencializadas pela elevação da taxa de câmbio. Por isso, vem em boa hora esse entendimento que CNI e UIA procuram em busca de saídas para a crise. Aliás, esse entendimento deveria servir de exemplo para as autoridades governamentais dos dois países. Adelto Gonçalves -  Brasil

 

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Adelto Gonçalves, jornalista, é assessor de imprensa do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional (trading company). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

 

Portugal - Estudo prova que a supercomputação pode tornar a indústria portuguesa mais competitiva

O uso da supercomputação leva a ganhos substanciais de tempo de simulação, potenciando ganhos de produtividade e de competitividade no desenvolvimento de novos produtos na indústria, em particular nas indústrias de moldes e plásticos, conclui um estudo realizado em conjunto pela Universidade de Coimbra (UC) e Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos (CENTIMFE), na Marinha Grande.

O estudo foi efetuado no âmbito do projeto TOOLING4G, o primeiro projeto português com a chancela da iniciativa SHAPE da rede europeia de computação avançada PRACE (Partnership for Advanced Computing in Europe), que visa demonstrar as vantagens da utilização de recursos de Computação de Alto Desempenho (HPC, do inglês High-Performance Computing), vulgarmente designada supercomputação, para resolução de problemas industriais complexos, em particular das pequenas e médias empresas (PMEs).

O caso de estudo focou-se numa simulação de dinâmica de fluidos computacional com interesse para a indústria de moldes e plásticos, nomeadamente no desenvolvimento de uma nova geração de sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC) para automóveis, muito mais silenciosos do que os atuais, garantindo um maior conforto acústico aos utilizadores. O modelo numérico considerado utiliza uma formulação do tipo Detached-Eddy Simulation (DES) que permite capturar os movimentos instáveis relacionados com a turbulência do escoamento, mas requer um elevado grau de refinamento da malha.

As simulações realizadas no supercomputador Navigator Plus do Laboratório de Computação Avançada da Universidade de Coimbra pelo CENTIMFE demonstraram grandes ganhos de tempo. Enquanto a simulação numa workstation (estação de trabalho) de computação tradicional com 4 cores demoraria 74 dias, no supercomputador Navigator Plus, usando 64 cores, o processo foi concluído em apenas 6 dias (144 horas).

De acordo com Rui Tocha, diretor-geral do CENTIMFE, os resultados obtidos assumem particular «relevância para as indústrias dos moldes e plásticos, uma vez que foi claramente demonstrado que o recurso à computação de alto desempenho permite desenvolver e analisar novos conceitos durante as etapas iniciais de projeto, reduzindo ou evitando alterações posteriores que apresentam custos mais significativos».

Considerando que as indústrias de pequena e média dimensão não «dispõem de recursos informáticos avançados para realizar este tipo de cálculos complexos, a utilização de HPC pode fornecer às PMEs ferramentas essenciais para resolver problemas complexos», sublinha o responsável do CENTIMFE.

Por seu lado, Pedro Vieira Alberto, diretor do Laboratório de Computação Avançada da UC, afirma que este projeto, além de ser um bom exemplo de parceria entre academia e indústria, «comprova que o uso da computação de alto desempenho traz grandes benefícios para a indústria nacional, tornando-a mais competitiva. Este estudo evidencia que o HPC permite melhorar processos e aumentar a produtividade, bem como reduzir custos e aumentar a qualidade e a velocidade da produção».

Por outro lado, conclui, a utilização da supercomputação nas PMEs nacionais «cria novas competências na área em Portugal, uma vez que, atualmente, para efetuar este tipo de cálculos sofisticados, a indústria tem de recorrer a empresas estrangeiras».

A iniciativa SHAPE tem por missão dotar as pequenas e médias empresas (PME) europeias com a experiência necessária para beneficiarem das possibilidades de inovação criadas pela Computação de Alto Desempenho.

As conclusões do estudo estão disponíveis: aqui. Universidade de Coimbra - Portugal

 

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Brasil - Agregar valor ao agronegócio

Na maioria, foram convidados por conchavos e pelo contato do principal mandatário com a caserna. A rigor, esses pretensos ministros, se tivessem autocrítica e realmente estivessem preocupados com o desenvolvimento do País, jamais aceitariam a responsabilidade de administrar aquilo que efetivamente não conhecem

São Paulo - Como quarta economia do mundo, o Brasil não depende – e ainda bem – do governo central para dar andamento a sua economia, mas que suas ações podem atrapalhar não há dúvida. E, infelizmente, é o que vem ocorrendo com frequência. Com exceção dos ministérios da Fazenda e da Agricultura e do Banco Central, administrados por titulares de alto nível técnico e formação acadêmica invejável, os demais órgãos, com raras exceções, são conduzidos por profissionais que estão longe de serem os mais bem preparados. 

Na maioria, foram convidados por conchavos e pelo contato do principal mandatário com a caserna. A rigor, esses pretensos ministros, se tivessem autocrítica e realmente estivessem preocupados com o desenvolvimento do País, jamais aceitariam a responsabilidade de administrar aquilo que efetivamente não conhecem. Na verdade, mostram-se tão despreparados para a função que é possível imaginar que tenham sido convidados para encobrir mais a falta de talento administrativo e político do presidente da República do que por outra razão mais nobre. Seja como for, o que se lamenta é que a soberba impeça que se deem conta do quanto sua incompetência vem prejudicando o País.

Em que pesem trapalhadas governamentais e atitudes do presidente que fogem à luz da razão, o empresariado nacional tem sabido como se portar, assimilando as informações e os movimentos econômicos e administrativos do governo que são dignos de serem levados em conta. E assim o País, apesar dos sobressaltos causados pela pandemia de coronavírus (covid-19), segue firme em busca da retomada da produção e da normalidade econômica para fazer frente a um mercado consumidor que deve chegar em 2030 como o quinto maior do mundo, com um potencial previsto de US$ 2,5 trilhões, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Basta ver que, mesmo em meio à pandemia, em 2020, no acumulado do ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 50,9 bilhões, com exportações de US$ 209,9 bilhões e importações de US$ 158,9 bilhões, tendo a corrente de comércio chegado a US$ 368,8 bilhões, segundo dados do Ministério da Economia.

Obviamente, esses números foram sustentados pelo agronegócio e pela mineração com a produção que alcançaram, mas não se pode deixar de reconhecer que esses setores também ajudaram o segmento industrial com a compra de máquinas, tratores e até aviões para o trabalho de pulverização da lavoura. Enfim, há uma grande gama de produtos industrializados que são exigidos para o plantio e a colheita de safras gigantescas.

Isso significa que, para que a balança continue superavitária, é preciso agregar cada vez mais valor ao agronegócio. Ou seja, é fundamental que a indústria de transformação invista em tecnologia e em novos processamentos para que possa atender ao agronegócio em sua necessidade de escoar ainda mais e aumentar o número de vendas para o mundo. Além disso, é essencial que o governo federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, continue a investir em obras que possam facilitar o escoamento da produção, o que inclui o reaparelhamento de portos e aeroportos.

Por fim, não se pode deixar de lado a tão decantada reforma tributária que, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, haverá de ser ainda aprovada neste ano e que tem por objetivo ampliar a base de arrecadação para conseguir reduzir alíquotas de impostos.  O que se espera é que essa reforma venha também a contribuir para o desenvolvimento não só do comércio exterior como daqueles outros setores que a ele estão ligados. Adelto Gonçalves – Brasil

 

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Adelto Gonçalves, jornalista, é assessor de imprensa do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional (trading company). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br


segunda-feira, 27 de abril de 2020

Moçambique – Atribuição do selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique”

O Ministério da Indústria e Comércio concedeu, na sexta-feira, 24 de Abril, o direito de uso do selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” a um total de cinco empresas da província de Maputo, por se ter comprovado que reúnem requisitos para a sua elegibilidade à luz do Regulamento de Uso do Selo (Decreto 10/2012, de 11 de Maio), tais como a utilização significativa de recursos nacionais nos processos de produção, o cumprimento da legislação aplicável no País e a adopção de uma cultura de qualidade, através da implantação de sistemas de gestão de qualidade. Trata-se das empresas Afritubo-Tubos e Acessórios, Strides Pharma Mozambique, Prochem, Divina e C&C Neves, que se vão juntar às outras 59 certificadas com o selo “Made In Mozambique” ao nível daquela província.

Para o ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, a atribuição do selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” constitui um reconhecimento do Governo a estas empresas, por contribuírem para a valorização dos produtos e serviços nacionais e, igualmente, por estarem comprometidas com a melhoria contínua das práticas de negócio, uma vez que a elegibilidade deverá ser mantida por todo o período de validade da concessão da marca, que é de cinco anos. Por isso, “é louvável o passo dado pelas empresas, às quais apelamos a serem criativas e a esforçarem-se para que continuem a merecer a confiança e o carinho de todos os moçambicanos”, disse Carlos Mesquita, que instou às empresas distinguidas a tirarem proveito do crescimento do mercado nacional e das oportunidades de exportação resultantes das facilidades de circulação de pessoas e bens, bem como da liberalização do comércio.

Num outro desenvolvimento, o ministro da Indústria e Comércio desafiou as empresas nacionais, em particular as de pequena e média dimensão (PME), a apostarem na produção massiva de alimentos e produtos de higiene, optimizando o uso de recursos nacionais.

Por seu turno, a secretária de Estado da província de Maputo, Vitória Diogo, considerou, na ocasião, que a concessão do direito de uso do selo faz jus ao crescimento do tecido empresarial da província, não só em número mas também em qualidade.

“Este é um sinal objectivo de que, como província, estamos a contribuir para a criação, inovação e produção no País, assim como para a geração de renda e criação de mais postos de trabalho”, referiu Vitória Diogo.

Intervindo em representação das empresas distinguidas, António das Neves sublinhou que o selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” reconhece o contributo do tecido empresarial nacional para o desenvolvimento do País, devendo, por isso, significar uma mais-valia efectiva para os seus detentores.

“O selo deve constituir um instrumento de promoção de negócios sustentáveis, que satisfaça às expectativas do consumidor e que contribua para o crescimento da produção nacional e desenvolvimento económico e social do País”, afirmou. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Angola – Arrancou em Benguela a construção de fábrica que vai transformar farinha de trigo

As operações de uma fábrica com capacidade de transformar duas mil toneladas de trigo em farinha por dia, tendo em vista a produção de pão, massas alimentícias e biscoitos, arrancaram nesta sexta-feira, no parque industrial do grupo Leonor Carrinho e Filhos Lda, que prevê gerar até mil postos de trabalho em Benguela



O início da operação da unidade fabril, integrada por duas moagens de trigo, acontece num momento em que a empresa descarrega 34 mil toneladas de trigo a granel importadas através do navio Kavkaz-I de bandeira russa, de 185.6 metros de comprimento e 11.7 de largura, que atracou quinta-feira no Porto do Lobito.

Em declarações à imprensa, o administrador executivo para Finanças do grupo Leonor Carrinho, Samuel Candundo, garante estarem prontas as moagens de trigo para a produção da farinha, tendo em conta a demanda do mercado nacional e, ainda, o abastecimento da cadeia de produção na referida unidade fabril.

Segundo o executivo, o facto de a unidade começar a produzir farinha de trigo em suas moagens indica que haverá demanda da produção do trigo no país, à semelhança do que já acontece com o milho e o açúcar. "Subimos a nossa agregação de valores acima de 60 a 70 porcento", disse o gestor financeiro da Leonor Carrinho.

Relativamente às 34 mil toneladas de trigo encomendadas, o gestor prevê que esta quantidade dure apenas pouco menos de 30 dias, na medida em que a produção tem em média um consumo de 1300 toneladas por dia.

Desde 2012, quando a empresa saiu do seu "core business", o catering (distribuição de alimentação), também iniciou a aposta na transformação industrial na zona da Taka, no município de Benguela, através de um parque industrial que concentra 14 fábricas destinadas à transformação de 18 produtos diferentes, entre eles a farinha, óleo alimentar de soja, de palma e de girassol, massas alimentícias, arroz embalado, massa de tomate, biscoitos, margarina, sabão, leite condensado, vinagre, maioneses e ketchup.

Porém, Samuel Candundo destacou a presença hoje no mercado da massa alimentícia da marca "Tio Lucas", embalada no parque industrial da empresa, como exemplo do modelo de diversificação que a Leonor Carrinho segue e que, a seu ver, agrega valor à produção nacional. "Na empresa, 100 porcento do produto que vendemos é feito em Angola", anota.

Com isso, a empresa entrou neste momento em seu segundo plano estratégico, numa visão de "integração invertida", e pretende que o trigo e o milho como matéria-prima sejam produzidos no país, num futuro muito curto, reduzindo custos com as importações, como explica.

Aos industriais do país, Samuel lança o repto para que façam projectos concretos e realistas, visto o processo industrial ser complexo. Levando a água ao seu moinho, o administrador financeiro da Leonor Carrinho diz estar em curso estudos, envolvendo especialistas no sector da agricultura, que vão ajudar a perceber e ver quais as localidades onde determinadas sementes e culturas se dão bem.

No que às capacidades instaladas no parque industrial diz respeito, a fonte recusou-se a avançar números, considerando que estas informações estão reservadas para o acto de inauguração do empreendimento, previsto para o dia 29 deste mês. "A expectativa da empresa é de que os angolanos verão que merecem muito mais do que aquilo que estavam a receber", exprimiu.

Apesar da capacidade existente, o responsável admite que ainda não chega para cobrir todo o mercado "Angola de hoje já não é de 21 milhões de habitantes, como antes. Mas sim de 30 milhões aproximadamente", observa. E defende o surgimento de outras fábricas como esta para atender às necessidades alimentares das famílias angolanas que tanto dependem destes produtos.

A empresa já prepara o lançamento, nos próximos dias, de um segundo plano virado para a região Norte do país e que, para o administrador executivo da Leonor Carrinho, vai aumentar ainda mais a capacidade no sentido de dinamizar a produção nacional.

Projecto vai gerar quase mil empregos em Benguela

De momento, a zona industrial instalada em Benguela já está com mais de 500 postos de trabalho criados, especialmente ocupados por jovens recrutados em universidades nacionais, como dez engenheiros mecânicos formados pela Universidade Mandume ya Ndemufayo, e outros provenientes de institutos superiores ou médios politécnicos de Benguela.

"O parque é um grande impulso à empregabilidade da juventude e dos cidadãos angolanos, em geral", exalta o responsável, adiantando que estão projectados num mesmo espaço industrial multifacetado 900 postos de trabalho. Desde já, arranca dentro de dias a segunda fase - a refinação de óleo vegetal, sabão e processamento de carnes, que vai empregar os outros 400 empregos.

Como a formação desempenha um papel estratégico na operacionalização do parque industrial, também anunciou para dentro de dias a inauguração de uma academia para potenciar os jovens angolanos para que sejam a força motriz dessa grande transformação industrial que está a nascer em Benguela.

Samuel Candundo destacou o facto de pertencer a um projecto genuinamente angolano. "Pensado, desenhado e executado por quadros angolanos da empresa", assevera, justificando que o recurso ao estrangeiro, nomeadamente técnicos turcos, que trabalharam na montagem das diferentes fábricas, deveu-se apenas à necessidade de ir buscar o conhecimento que faltava. In “Novo Jornal” – Angola com “Angop”