Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 23 de julho de 2025

Europa - Calçado português lidera crescimento das exportações

A indústria portuguesa de calçado teve um arranque de ano notável, destacando-se como a mais dinâmica da Europa. Nos primeiros quatro meses de 2025, o setor exportou 26 milhões de pares, gerando 576 milhões de euros, o que representa um crescimento de 6,2% face ao mesmo período do ano anterior


De acordo com o Vida Económica, enquanto as exportações espanholas estagnaram e as italianas registaram uma queda de 4,1%, Portugal apresentou o melhor desempenho entre os principais países exportadores europeus. A média de crescimento na Europa ficou nos 2,8%.

Para Luís Onofre, presidente da APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos), este sucesso deve-se ao contínuo investimento em inovação e tecnologia por parte das empresas portuguesas. “Num ano de grande indefinição como este, o facto de as empresas portuguesas investirem de forma contínua em tecnologia de ponta – o que lhes permite responder de forma célere ao mercado – é uma mais-valia inquestionável”, afirmou o dirigente.

Segundo Onofre, os investimentos em curso no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que ascendem a cerca de 100 milhões de euros, seguem essa mesma lógica de modernização e reforço da competitividade.

Apesar dos bons resultados, o responsável da APICCAPS alerta para um clima internacional instável. “Para além dos dois cenários de guerra a nível internacional, a crescente tensão geopolítica é uma grande preocupação. (…) O mundo empresarial está em suspense, pelo menos até 1 de agosto, para perceber as consequências de um novo posicionamento tarifário”, sublinhou. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


domingo, 5 de janeiro de 2025

Itália - Primeira feira de calçado do ano com forte representação portuguesa

São 27 as empresas portuguesas que vão marcar presença na 102.ª edição da Expo Riva Schuh & Gardabags, que decorre de 11 a 14 de janeiro, em Riva del Garda, Itália



A feira internacional, realizada duas vezes por ano, é um dos maiores eventos dedicados ao calçado e acessórios, destacando-se como um ponto estratégico para apresentar novas coleções e tendências do setor.

A Expo Riva Schuh & Gardabags reúne expositores de 40 países e atrai visitantes de mais de 100 nacionalidades, sendo uma plataforma privilegiada para planear encomendas, antecipar tendências de mercado e conhecer inovações tecnológicas. A última edição contou com mais de nove mil visitantes.

Entre as 27 empresas que constituem a comitiva portuguesa, 16 são de Felgueiras, concelho conhecido como capital do calçado, comenta o jornal Felgueiras Magazine. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

As empresas portuguesas presentes na próxima edição da Expo Riva Schuh & Gardabags são:

4OURTIMES

BUFFLOX  (Rokynori)

FENACCI (Ladrical)

HOLD FOOTWEAR

JEFAR-PRATIK

KIARFLEX – MANUEL LEITE DE MELO LDA

KURU (NGPT)

LAST STUDIO

PRETTY LOVE-JOOZE (Joseli)

RALY SHOES

RICAP SHOES

SAVANA

SODISHOES S.A.

SOJOR-WAY OF WALKING

URBANFLY BY VEGASTYLE

WALKYS (Shoe-Me)

BELVIDA (Sintra)

COOL GRAY LDA (Oliveira de Azeméis)

Carrier Co. (Porto)

DIFFERENT

FILIPE SHOES (Santa Maria da Feira)

OVERSTATE (Guimarães)

PORTANIA (Santo Tirso)

PORTMAN (Guimarães)

SUAVE (Guimarães)

TAKE A WALK (Guimarães)

TOOSOFT (Guimarães)


terça-feira, 27 de agosto de 2024

Timor-Leste - Empresas portuguesas podem usar o país como ‘armazém’ para o sudeste asiático, diz o Presidente Ramos-Horta

O Presidente timorense, José Ramos-Horta defendeu ontem que as empresas portuguesas podem usar Timor-Leste como ‘armazém’ para reexportarem para o sudeste asiático em áreas como as conservas, o calçado ou têxteis

Em entrevista à agência Lusa em Díli a propósito dos 25 anos do referendo que levou à independência de Timor-Leste, que se assinalam em 30 de agosto, o chefe de Estado timorense defendeu que o sudeste asiático é o melhor mercado para as empresas portuguesas que têm interesse em expandir-se.

“O mercado é este, do sudeste asiático, com quase 700 milhões de pessoas, dos quais cerca de 200 milhões são já de classe média, com [rendimento] ‘per capita’ mais elevado, com gostos mais refinados”, disse. “Se eu fosse um empresário timorense ou português, fazia de Timor-Leste um armazém de conservas portuguesas porque o asiático gosta muito de conservas” e “a conserva portuguesa é a melhor do mundo”.

Para José Ramos-Horta, há ainda outras áreas em que os empresários portugueses podem fazer a diferença, como o calçado ou confeção têxtil. “Há quase 30 anos conheci um senhor guineense, casado com uma timorense, ele vendia sapatos portugueses em casa. Hoje já tem lojas em toda a Austrália a vender calçado português”, exemplificou.

O Presidente defendeu que Timor-Leste “pode ser um armazém como Singapura” que “reexporta tudo o que vem da Europa, do resto do mundo para a Ásia e vice-versa”. Ramos-Horta deu ainda outro exemplo de sucesso dos produtos portugueses na região referindo que os vizinhos de Timor ocidental, a parte indonésia da ilha, atravessam muitas vezes a fronteira “para virem comprar vinho português a Timor-Leste”.

O país asiático lusófono podia ainda ser “um ‘hub’ para indústria farmacêutica portuguesa”, defendeu. No entanto, para promover este tipo de investimento, o chefe de Estado considerou que os governos timorense e português devem fazer “acordos mais concretos, comerciais, mas com fortes apoios dos bancos portugueses, do banco central português e timorense”.

É preciso que a nível político haja “incentivos a esses empresários para se estabelecerem em Timor”, em vez de andarem “a fazer juras de amor eterno”, como é comum na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Segundo o relatório semestral das perspetivas económicas do Banco Mundial, divulgado esta semana, a economia de Timor-Leste deverá acelerar para uma média de 3,7% no período 2024-2026.

Este ano, manteve a trajetória de crescimento próximo dos 3%, mas a um ritmo mais lento devido à baixa execução orçamental, que foi de apenas 25% do Orçamento do Estado e 6% do orçamento de Capital e Desenvolvimento até Maio. “São necessárias taxas de execução substancialmente mais elevadas para alcançar níveis mais elevados de crescimento económico”, alertou o Banco Mundial.

Má nutrição resulta da pobreza, cultura e educação

José Ramos-Horta disse ontem que a má nutrição no país está relacionada com a pobreza, com a cultura e a educação e que esta é a sua principal bandeira porque as crianças são o futuro. O problema da má nutrição está relacionado com a “pobreza, mas também com a questão cultural e educacional”, explicou o chefe de Estado timorense.

Dados do Programa Alimentar Mundial (PAM) indicam que cerca de 360.000 pessoas em Timor-Leste, com 1,3 milhões de habitantes, enfrentam níveis críticos de insegurança alimentar.

O Banco Mundial recomendou recentemente a Timor-Leste que aumente o investimento para reduzir a fome, a subnutrição e o atraso no crescimento infantil para melhorar o capital humano do país e consequente desenvolvimento económico. “Há muitas famílias com muitos animais domésticos, gado bovino, centenas de búfalos, de cabritos, porcos. Uma família mais educada, mais sensível planearia para dar de comer às crianças, à casa, regularmente com o que tem, mas muitos não o fazem”, disse José Ramos-Horta.

Por outro lado, segundo o prémio Nobel da Paz, “matam cinco ou 10 búfalos num casamento ou num funeral e depois passam meses sem comer um bocado de carne”.

José Ramos-Horta explicou que também há desconhecimento sobre nutrição e que no tempo da ocupação indonésia criaram o hábito de comer arroz, que é menos nutritivo que o milho, e as massas de 0,25 dólares que é só misturar água. O Presidente lamentou também a falta de água potável para a população e de condições de higiene. “Tudo isso leva a problemas de infeções nos intestinos e estômago”, disse.

Segundo o PAM, 47% das crianças menores de cinco anos sofrem de atraso no crescimento. “É a minha campanha principal, porque é uma questão humana, ética e moral, mas não só, é o futuro do país, essas crianças são o futuro do país e têm de ser crianças sãs e bem-educadas”, salientou o chefe de Estado. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Portugal - Setor do calçado quer estar na vanguarda da sustentabilidade

A indústria portuguesa de calçado vai investir 140 milhões de euros nos próximos três anos para ser “a referência internacional no desenvolvimento de soluções sustentáveis”

“A indústria portuguesa de calçado vai investir 140 milhões de euros nos três próximos anos, através do ‘Cluster’ do Calçado e Moda, liderado pela APICCAPS [Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos] e Centro Tecnológico do Calçado de Portugal (CTCP), com o objetivo de ser ‘a referência internacional no desenvolvimento de soluções sustentáveis’”, anunciou a associação em comunicado.

Adicionalmente, o setor pretende ainda “reforçar as exportações portuguesas alicerçadas numa base produtiva nacional altamente competitiva, fundada no conhecimento e na inovação”.

O investimento contempla dois projetos distintos, que se complementam, enquadrados no Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), e que juntam mais de 100 empresas, incluindo universidades e entidades do sistema científico, explicou a APICCAPS, admitindo a expectativa de poder ver este número de parceiros aumentar.

Dos 140 milhões de investimento, 80 milhões destinam-se ao projeto BioShoes4All (“Biocalçado para todos”), que pretende “induzir uma mudança radical nos materiais, tecnologias, processos e produtos”, através da aposta em biomateriais, calçado ecológico, economia circular, tecnologias avançadas de produção e capacitação e promoção, conforme explicou a coordenadora do projeto, Maria José Ferreira, do CTCP.

Segundo a responsável, um dos objetivos daquele projeto prende-se com “o desenvolvimento e a produção de novos biomateriais e componentes, alicerçados nos princípios da bioeconomia circular e do desenvolvimento sustentável, em todas as suas dimensões, criando soluções diferenciadas, valorizadas pelos clientes e consumidores, contribuindo para catalisar uma nova bioeconomia sustentável, a valorização eficiente de biorrecursos regionais e nacionais e a descarbonização”.

Os restantes 60 milhões de euros do total de investimento previsto até 2024 destina-se ao projeto FAIST que, conforme explicou o diretor geral do CTCP, Leandro de Melo, pretende “aumentar o grau de especialização da indústria portuguesa de calçado para novas tipologias de produto” e potenciar “a capacidade de oferta das empresas portuguesas de calçado através do reforço da capacidade de fabricar médias e grandes encomendas, utilizando processos de montagem mais eficientes”.

“Se hoje as empresas portuguesas são reconhecidas pela sua capacidade de inovação, do fabrico de pequenas encomendas de modo eficiente ou pela flexibilidade, terão agora de otimizar processos e melhorar a eficiência, para assegurar novos ganhos de competitividade”, acrescentou o responsável.

Para o presidente da APICCAPS, Luís Onofre, “o setor do calçado sempre assumiu como grande objetivo ser uma grande referência internacional”, defendendo ainda que “este é o momento de preparar uma nova década de crescimento, reforçando competências, acelerando a inserção de novos quadros qualificados nas empresas e aumentar o investimento em I&DT [investigação, desenvolvimento e tecnologia]”, para que possa apresentar “produtos altamente diferenciadores”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Portugal – Empresa lança sapatilhas em parceria com a O’Neill

Ao longo dos próximos dois anos, a Zouri planeia recolher 50 toneladas de plástico das praias portuguesas e transformar estes resíduos em calçado


Nesta aventura, a marca portuguesa conta com o apoio da norte-americana O’Neill, insígnia com a qual fechou uma parceria tendo em vista o desenvolvimento de sapatilhas sustentáveis.

Segundo a Zouri, trata-se de uma colaboração inédita para a indústria nacional de calçado, que culminará na criação de 12 modelos únicos feitos a partir de lixo do mar. Os primeiros exemplares chegam às lojas de 10 mercados durante este Verão.

“É inegável que o mundo precisa de soluções imediatas para a preservação dos seus ecossistemas e de uma transformação na mentalidade das novas indústrias, pois são elas os maiores agentes de desequilíbrio no nosso planeta”, indica a Zouri em comunicado, explicando a razão pela qual parcerias como esta são importantes.

Os modelos que resultam desta colaboração entre a Zouri e a O’Neill poderão ser encontrados tanto em lojas físicas como no sítio da marca portuguesa. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Portugal - Compradores internacionais dispostos a pagar cada vez mais por calçado português

Os compradores internacionais valorizam atualmente o calçado português em 28%, quando em 2005 a referência à origem Portugal desvalorizava imediatamente o produto em 30%, segundo um estudo da Católica Porto Business School.

Elaborado para determinar como o local de produção influencia a percepção de valor do produto por parte dos clientes estrangeiros, o estudo baseia-se numa prova cega realizada em fevereiro deste ano junto de 80 retalhistas e importadores estrangeiros durante a feira internacional de calçado Micam, em Milão, Itália.

Conforme explicou Susana Costa e Silva, da Católica Porto Business School, durante a apresentação do estudo que decorreu dia 6 no Porto, do trabalho resultou que, face a um par de sapatos avaliado em 100 euros “a olho nu”, os compradores avaliam-no em 128 euros (+28%) quando sabem que é ‘made in [fabricado em] Portugal’.

Em 2005, pelo contrário, os compradores desvalorizavam o calçado português em 30%, ou seja, só estavam dispostos a pagar 70 euros pelo produto após verem a etiqueta de origem, enquanto em 2015 uma prova cega semelhante apontava para um défice de imagem do ‘made in Portugal’ na ordem dos 18%.

Comparando a valorização do calçado português face ao italiano, a investigadora da Católica referiu que “quando não se mostra a origem as pessoas tendem a ligeiramente a preferir o calçado nacional”, mas quando é revelado o país produtor “há um diferencial de 19% em que o calçado italiano é mais valorizado que o português”, apesar de este ‘gap’ ter vindo a diminuir.

De acordo com o estudo da Católica Porto Business School, a qualidade do produto, o ‘know how’ (conhecimento) no processo produtivo e a qualificação de mão de obra são os principais “atributos que [os compradores internacionais] espontaneamente atribuem ao calçado português”.

Salientando que, “pela primeira vez na história, o público internacional está disponível para pagar mais pelo calçado português”, o diretor de comunicação da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS) explica esta valorização com o investimento de 6,4 milhões de euros feito em promoção externa do setor nos últimos dez anos e que se traduziu num aumento superior a 47% (equivalente a 700 milhões de euros) das exportações, para cerca de 1,9 mil milhões de euros.

“Por cada 14 cêntimos que investimos conseguimos alavancar 100 euros de exportação”, destacou Paulo Gonçalves, avançando que até ao final de 2020 o investimento previsto para promoção de empresas e marcas é de mais dois milhões de euros.

Como principais desafios de futuro para a indústria portuguesa do calçado, o secretário de Estado da Internacionalização – que esteve presente na sessão de apresentação do estudo – apontou a aposta no ‘e commerce’ (comércio eletrônico), com a consequente alteração da estrutura dos canais de distribuição, as questões da sustentabilidade e as colocadas pelas alterações climáticas, pelos efeitos que têm na moda e no momento de compra dos produtos.

“Estes são elementos de gestão de grande complexidade para os próximos anos”, considerou Eurico Brilhante Dias, salientando que o setor português do calçado é um exemplo de “trabalho muito bem feito” ao nível da “sofisticação” do negócio e da “construção de uma economia com maior valor acrescentado”.

Para o presidente executivo da APICCAPS, Manuel Carlos, a indústria portuguesa de calçado distingue-se dos principais concorrentes por “competências” cada vez mais valorizadas como a produção de pequenas séries, a resposta rápida e a proximidade dos mercados.

“Quanto à percepção da marca temos perspetivas que não podemos quantificar, mas que são muito boas. Temos um histórico de saber fazer que será um dos ativos que vamos aprofundar muito”, avançou. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Portugal – Rutz, calçado de cortiça amigo do ambiente

De uma paixão por sapatos e do desejo de inovar e unir duas das maiores indústrias portuguesas nasceu a 4 de janeiro de 2012 a Rutz, que concilia da melhor forma as origens e tradições portuguesas na cortiça e no calçado com a inovação e a preservação do meio-ambiente. Os grandes responsáveis desta marca, sedeada em Lisboa, são Raquel Castro e Hugo Baptista. Rutz deriva do inglês “roots” e em português significa caminhos ou raízes.



A cortiça é o elemento comum a todas as coleções da marca, sendo depois combinada com outros materiais amigos do ambiente, como por exemplo as peles sem crómio que “não utilizam qualquer químico para a sua transformação”, explica a Rutz. Para a marca, a cortiça é uma matéria-prima com várias vantagens: é um material natural, à prova de água, respirável, altamente resistente, lavável, flexível e, acima de tudo, amigo do ambiente.

Com coleções “modernas, sofisticadas e elegantes” em que existe um “cunho de origem e de tradição”, a Rutz dispõe de uma gama de calçado de senhora, homem e criança, mas também marroquinaria e bijuteria para senhora e homem. A última novidade foi o lançamento de uma coleção de objetos para a casa, que inclui cerâmicas e copos. Na linha BASIC estão disponíveis alpergatas com um preço médio de 40 euros e no calçado mais premium os preços médios rondam os 150 euros no segmento mulher, 180 euros no segmento homem e 55 euros no calçado de criança. Se procura malas o valor médio é de 140 euros e na bijuteria ronda os 25 euros.

As peças da Rutz são totalmente produzidas em Portugal em seis fábricas, duas em São João da Madeira e as restantes na Benedita, em Alcobaça. A Rutz tem neste momento duas lojas de marca própria na Baixa de Lisboa e no LX Factory, mas as peças com o selo da marca também podem ser encontradas no Porto, na Batalha, em Vila Real, em Coimbra ou na loja online. Atualmente o mercado nacional representa cerca de 44 por cento das vendas da Rutz, que já exporta para os EUA, Canadá, Alemanha, Suíça, Bélgica, Itália, Espanha, Coreia do Sul e Austrália. In “I Like This” - Portugal


sábado, 9 de setembro de 2017

Brasil – Empresa brasileira desenvolve sapatos para diabéticos

A Dublauto Gaúcha, empresa do Rio Grande do Sul que atua desde 2003 no fornecimento de serviços e produtos para a indústria calçadista, possui presença internacional em países como Argentina, Uruguai, Bolívia e Equador, país que conta com uma subsidiária que produz e distribui produtos também para os mercados colombiano e peruano. A empresa percebeu no crescimento da população diabética e nas necessidades desse público a oportunidade de criar um produto para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Por intermédio do Programa Design Export, parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Centro Brasil Design (CBD), a Dublauto foi conectada com o Instituto By Brasil que, num primeiro momento, desenvolveu uma pesquisa para compreender esse universo. O pé diabético normalmente possui baixa circulação sanguínea, sofre com formigamentos e queimação e por isso deve ser calçado por sapatos confortáveis e que evitem a formação de calos, além da população diabética ser muito expressiva e estar em constante crescimento.

A demanda então era desenvolver um modelo de calçado com design moderno e atrativo com tecnologias associadas à saúde. “Realizamos uma pesquisa de tendências de moda para mulheres acima de 50 anos, que é a idade a partir da qual há mais incidência de diabetes, e também em marcas já existentes com foco no conforto. Analisamos e constatamos precariedades em relação à parte interna dos calçados, justamente a parte mais sensível para o pé diabético”, diz Silvana Dilly – Diretora Executiva do Instituto By Brasil.

De acordo com Carla Rossi Castilho, da área de desenvolvimento e qualidade da Dublauto, diversas tecnologias inovadoras serão exploradas nesse projeto. “Iremos empregar tecnologias de materiais com propriedades de efeito antimicrobiano, fitoterápico, hidratante e de absorção do suor que irão aumentar significativamente o conforto do usuário de calçados e auxiliarão na prevenção de lesões”, diz Carla.

De acordo com Silvana, o maior desafio foi definir um design moderno que não impedisse de nenhuma maneira o conforto da parte interna do calçado. “Foram considerados os pré-requisitos de segurança, com uma forma especialmente dimensionada, sem costuras, forro macio e absorvente, palmilha interna e salto numa altura adequada”, comenta.

O couro foi o material escolhido por oferecer conforto e respirabilidade. O sapato possui elasticidade em todo o contorno e se apresenta como um calçado seguro para a mulher moderna. “O sapato é um item muito importante no vestuário feminino e o conforto aliado ao design atraente dificilmente são encontrados num mesmo modelo. No caso de mulheres diabéticas, poder encontrar um calçado que as faça elegante e confortável, sem colocar sua saúde em risco é fundamental para a sua qualidade de vida, resultando em mais saúde e aumento da autoestima”, reflete Silvana.

O projeto hoje está no laboratório de biomecânica do Instituto Brasileiro de Tecnologia de Couro, Calçado e Artefatos, passando por alguns testes. Um laudo comprovará a adequação do calçado para uso por parte de portadores de diabetes e então a melhor forma de comercialização será definida. “De qualquer maneira, planeja-se que a percentagem de exportação desse projeto represente 25% do faturamento da empresa, ocorrendo por meio de royalties ou por exportação direta. Desta maneira, devido à importância do projeto, o plano de Marketing está sendo elaborado como um novo centro de negócios para a empresa”, finaliza Carla. In “Apex-Brasil” – Brasil


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Brasil – Sucesso na participação na feira italiana de calçado

A 88ª edição da feira Expo Riva Schuh contou com 1,5 mil expositores dos principais players calçadistas do mundo e recebeu a visita de mais de 11 mil compradores, a maioria deles da Europa e Oriente Médio

A participação da delegação de 42 marcas brasileiras na feira calçadista italiana Expo Riva Schuh, ocorrida em Riva Del Garda entre 10 e 13 de junho, deve gerar US$ 24,47 milhões em negócios alinhavados. A previsão está no relatório da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que viabilizou a ação por meio do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Segundo a analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Ruísa Scheffel, foram quase 800 contatos realizados com compradores do Líbano, Israel, Emirados Árabes, Rússia, Polônia, Filipinas, Canadá, Líbia, Itália, Tailândia, Espanha, Alemanha, Cingapura, Taiwan, França, Inglaterra, Chipre, Noruega, Índia, Eslováquia, Sérvia, Bulgária, Grécia, Líbano, Arábia Saudita, Portugal, Japão, Ucrânia e Estados Unidos. “Desses, mais de 300 foram inéditos. A feira realizou, in loco, a venda de mais de 530 mil pares de calçados, que geraram US$ 7,5 milhões, valor quase quatro vezes maior do que o registrado na mostra do ano passado“, conta a analista, ressaltando que as coleções apresentadas pelos brasileiros fizeram sucesso no evento. “Além do alto volume de contatos, a qualidade dos mesmos chamou a atenção. Eram compradores interessados e focados nas negociações”, avalia Ruísa, acrescentando que algumas marcas também tiveram a oportunidade de selecionar distribuidores.

Para a gerente de Exportação da Pimpolho, Marcela Gerbis, a mostra foi satisfatória, especialmente pela qualificação dos visitantes. “Não tínhamos expectativa sobre a feira, pois é a nossa primeira participação e não trabalhávamos com esse mercado há algum tempo, até por isso consideramos a participação muito positiva”, comenta, comemorando o fato de que a marca foi procurada por distribuidores, profissionais que a empresa ainda não possui na Europa.

Também participando pela primeira vez no evento de Garda, a Democrata saiu satisfeita com os contatos proporcionados e espera abrir novos mercados a partir da feira italiana. “O evento abriu possibilidades para novos negócios, o que para uma primeira edição é algo muito importante”, conta o gerente de Exportação da empresa, Anderson Melo.

Adaptados

A gerente Comercial da Suzana Santos, Suzana dos Santos, ressalta que a cada edição a marca se consolida mais no mercado, recebendo visita de novos contatos, principalmente da Europa e Oriente Médio. Na sua terceira participação, Suzana acredita que o produto já esteja de acordo com o que os clientes procuram e por isso estão colhendo bons resultados.

Participaram da Expo Riva Schuh as marcas Klin, Werner, Andacco, Carrano, Madeira Brasil, Verofatto, Piccadilly, Pegada, Cecconello, Vizzano, Beira Rio Conforto, Moleca, Molekinha, Molekinho, Modare Ultraconforto, Usaflex, Tabita, Pampili, Cravo & Canela, Jorge Bischoff, Loucos & Santos, Ramarim, Comfortflex, Whoop, Stéphanie Classic, Sauter, Cristófoli, Azaleia, Dijean, Opanka, Suzana Santos, Renata Mello, Kildare, Ala, Zatz, Sapatoterapia, Democrata, Petite Jolie, Sollu, Pimpolho, Indiana Colours of Brazil e Capelli Rossi.

A 88ª edição da feira Expo Riva Schuh contou com 1,5 mil expositores dos principais players calçadistas do mundo e recebeu a visita de mais de 11 mil compradores, a maioria deles da Europa e Oriente Médio. A próxima edição do evento, que acontece duas vezes por ano, será entre 13 e 16 de janeiro de 2018. In “Apex-Brasil” - Brasil

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Portugal – Exportação de calçado para a China

Portugal é já o quinto maior fornecedor de calçado da China. E a tendência é para subir no ranking. Em 2009, a indústria portuguesa exportava 34 mil pares de sapatos para a China, no valor de 646,5 mil euros. Ou seja, a um preço médio de 18,86 euros. Sete anos volvidos, o país mais populoso do mundo multiplicou por 20 as suas importações de calçado português. Em valor claro, que atinge já os 12,9 milhões de euros. Em volume, o crescimento é de 2,7 vezes. E o preço médio é já o terceiro mais elevado – 41,06 euros por par.

“É natural que se comece a ter bons resultados na China, fruto de uma aposta consistente nos últimos anos. Acresce que temos algumas empresas portuguesas que são já uma referência no mercado”, diz Paulo Gonçalves, diretor de comunicação da APICCAPS – Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos. Casos como a Tatuaggi, de São João da Madeira, que tem 5 lojas e 2 outlets da marca na China, operados por um parceiro local. Mas também a Nobrand, Profession Bottier ou a Kyaia, entre outros.

“A estratégia de entrada é a habitual na indústria portuguesa, com uma aposta sempre nos segmentos de mercado mais elevados. O que permite que o preço médio cresça sempre mais. E a verdade é que há pouco mercados no mundo dispostos a pagar mais de 40 euros por cada par de sapatos exportado”, refere.

Na verdade, o mercado que mais valoriza os sapatos portugueses é o chinês. A região administrativa especial de Hong Kong comprou, no ano passado, três milhões de euros em sapatos, a um preço médio por par de 44,99 euros. Quase o dobro do preço médio global de exportação do setor, que foi de 23,74 euros. Em segundo lugar surge a Coreia, com 42,59 euros e, em terceiro, a China. A quarta posição no ranking é ocupada pelos Estados Unidos/Canadá a uma distância considerável: 34 euros. Recorde-se que o preço final ao consumidor é, normalmente, o triplo do preço de saída de fábrica. Pelo menos.

Na China há vários anos, a Kyaia, o maior grupo de calçado nacional, detentor da marca Fly London, assume que os números de crescimento no mercado “são abismais”, mas que têm, ainda, um peso diminuto nas vendas totais do grupo. “Todas as épocas crescemos, mas há muita rotatividade de clientes. Mas já temos dois, pelo menos, com os quais trabalhamos há seis épocas consecutivas. O que é muito positivo”, diz Amílcar Monteiro.

A verdade é que, apesar do potencial ser enorme, a realidade é complicada. Não só pela distância, mas pela própria estrutura do mercado, onde o conceito de loja multimarca não existe ainda. Questões que levam Sérgio Cunha, da Nobrand, a assumir que a China “vai ser um mercado enorme, mas faltam anos para isso”. Embora tenha lá um showroom, em Xangai, para ir marcando terreno.

Já a Profession Bottier fechou, em dezembro, o seu showroom local. Não por desinteresse no mercado, que Ruben Avelar classifica de “fascinante”, mas por “falta de capacidade de investimento para alavancar o crescimento”. Ilídia Pinto – Portugal in “Dinheiro Vivo”

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Brasil - Brazilian Footwear leva a diversidade brasileira de calçados a Dusseldorf

De 10 a 12 de fevereiro de 2016 o setor calçadista mundial se encontra em Dusseldorf, na Alemanha, onde acontece a tradicional feira GDS – Global Destination for Shoes and Accessories. Na reconhecida plataforma comercial que recebe 800 marcas internacionais, o Brazilian Footwear leva a diversidade brasileira de calçados representada por 25 marcas nacionais de calçados femininos, masculinos e infantis. Através da ação Export Thinking Alemanha, realizada pelo Brazilian Footwear, as empresas verde-amarelas mostram o que há de melhor na produção de calçados e, de quebra, saem da Alemanha com novos conhecimentos, além de pedidos, é claro. A participação do Brasil na GDS conta com o apoio do programa de incentivo às exportações de calçados nacionais, Brazilian Footwear, desenvolvido em parceria pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

“O PIB alemão cresceu 1,7% em 2015, maior crescimento nos últimos quatro anos. Com essa recuperação da economia, apostamos em um incremento nos negócios com o país, que hoje se apresenta com um dos mais fortes e estáveis da Europa em termos econômicos”, destaca Roberta Ramos, gestora de Projetos da Abicalçados. Na GDS de fevereiro do ano passado, as 26 marcas calçadistas brasileiras apoiadas pelo Brazilian Footwear realizaram US$ 2,68 milhões em negócios imediatos. Em todo o ano de 2015, o Brasil exportou 993,6 mil pares de calçados para a Alemanha, o que gerou US$ 12 milhões, queda de 30% em relação a 2014 (US$ 17,18 milhões).  O preço médio do par exportado para a Alemanha é de US$ 12, acima da média das exportações gerais (US$ 7,70). Fator explicado pelas exigências do mercado alemão com relação à qualidade e conforto, uma vez que quase 1/3 do calçado consumido na Alemanha é de couro.

Seminário e Photocall

Antecedendo a GSD, o Export Thinking Alemanha prevê um seminário preparatório, marcado para o dia o dia anterior à feira. Na oportunidade os expositores nacionais poderão conhecer mais sobre as tendências de moda e de consumo, com Claudia Schulz, relações públicas do Deutsches Schuh Institut, e sobre o mercado e o processo de compra das cooperativas alemãs, com o Niek Jansen, CEO do Rexor Group. Paralelo ao seminário, ocorre o Photocall, evento de relacionamento com a imprensa local que terá as marcas Anatomic & Co, Moema, Rider, Ipanema, Grendha, Zaxy, Beira Rio, Vizzano, Molekinha, Moleca, Modare, Piccadilly, Lilybi, Democrata, Via Scarpa e Stéphanie Classic.

Além das marcas participantes do Photocall, estarão na GDS com apoio do Brazilian Footwear as marcas Sapatoterapia, Wirth, Ramarim, Comfortflex, Whoop, Suzana Santos, Renata Mello, Art´s Brasil, e Toni Salloum. In “Apex-Brasil” - Brasil

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Brasil – Mercado árabe procura sapatos brasileiros

São Paulo – Os países árabes são presença cada vez mais certa quando a feira no Brasil é voltada para o setor de calçados. Eles também não faltam no discurso e nos planos dos produtores brasileiros de sapatos que querem crescer no mercado internacional. Na Francal, feira de calçados e acessórios que ocorre na capital paulista até hoje quinta-feira, 09 de julho de 2015, há importadores árabes e há indústrias prontas para vender mais a eles.

Bhavesh Shah, gerente para as marcas da Landmark Group, dos Emirados Árabes Unidos, estava nesta terça-feira (07) no estande do grupo Paquetá na Francal para fazer suas encomendas. A Landmark tem franquias da marca brasileira Dumond, da Paquetá, no Oriente Médio, e Shah é responsável por elas. Ele adquire entre 35 mil e 40 mil calçados Dumond a cada seis meses. Além da Dumond, o grupo Paquetá é também dono das marcas Capodarte e Lilly’s Closet.

O grupo Landmark tem uma grande operação no setor de calçados no Golfo Arabico, com duas mil lojas na região, além da Índia e Egito. Elas são franquias de marcas de diferentes partes do mundo e lojas próprias da Shoe Mart. Na Francal, Shah elogiou os calçados brasileiros, falou que têm boa qualidade, design, conforto e uma boa estrutura.

Além do grupo Landmark, a Francal convidou outros importadores dos Emirados, além de compradores da Arábia Saudita, Egito, Kuwait, Líbano e Sudão. Eles foram chamados pela organização da mostra como parte de um grupo de mais de 200 importadores, com hospedagem gratuita.

Entre as marcas expositoras na feira, grande parte tem expectativa positiva sobre exportações e deposita parte da estimativa de crescimento no mercado árabe. No estande da empresa Jorge Bischoff, a responsável pela exportação de private label, Glaci Harnwell, contou que a indústria prevê passar a exportação de 20% da produção para 30% este ano.

Ela afirmou que a valorização do dólar tornou os preços da marca muito competitivos em relação aos concorrentes. Os produtos da Jorge Bischoff são vendidos em regiões como África, América Latina e Europa. No mundo árabe, a empresa exporta para Líbano e Arábia Saudita e tem contatos para vender ao Catar, Bahrein, Emirados, Egito, Tunísia e Kuwait.  A Jorge Bischoff atende boutiques e Harnwell afirma que os produtos combinam muito com o gosto árabe, já que são de qualidade, usam pedraria, brilho, cores e mistura de materiais.

A empresa Raphaella Booz, outra expositora da Francal, espera aumentar suas exportações em 15% em 2015. Marcos Vinicius Booz da Silva, do Departamento de Exportação, afirma que o cenário econômico atual é propício para a exportação e que a Raphaella Booz pretende investir principalmente em países que usam muito o dólar nas transações comerciais, como é caso do Oriente Médio. Silva explica que em alguns países a moeda local, assim como o real brasileiro, também se desvalorizou bastante em relação ao dólar e por isso os preços não ficam vantajosos.

A empresa exporta principalmente para América Latina, para países como Bolívia, Paraguai, Equador e Colômbia, além de Estados Unidos e Sul da Europa. No mundo árabe, a marca vende para Emirados e Líbano, mas tem contatos para começar a exportar mais para a região. Silva afirma que se o dólar se mantiver no atual patamar ou se valorizar um pouco mais, será possível aumentar bastante as exportações.

Em material divulgado, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) abordou as vendas para os Emirados Árabes Unidos como destaque positivo. Segundo dados da entidade, o Brasil exportou 946,8 mil pares de calçados para o país árabe de janeiro a maio, com crescimento de 33% sobre o mesmo período de 2014.

O presidente da Abicalçados, Heitor Klein, afirmou à ANBA que a indústria está sendo surpreendida pelo interesse dos mercados árabes no calçado brasileiro. Os paises da região não foram incluídos como mercados alvo no projeto de promoção internacional que a Abicalçados leva adiante em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para o período atual, 2015 e 2016, mas ele acredita que na próxima etapa eles serão. “As empresas estão solicitando ações na região”, diz. Isaura Daniel – Brasil in “Agência Notícias Brasil-Árabe”

sábado, 7 de março de 2015

Angola – Fábrica de calçado no Sumbe

A cidade de Sumbe, em Kwanza Sul, tem a sua primeira fábrica de sapatos. Um empreendimento que, além de colocar produtos de primeira necessidade no mercado, vai oferecer postos de trabalho a jovens que podem chegar a 140 pessoas.

Situada na rua dos massacres na cidade do Sumbe, a fábrica vem assim colmatar a grande lacuna existente na aquisição de calçados por parte da população.

Na primeira fase, a fábrica confecciona apenas calçados para senhoras.

A satisfação da população não se resume ao produto, mas também na oferta do primeiro emprego aos jovens como diz Gildo da Silva:  “É o meu primeiro emprego e digo que pela 1ª vez foi-me difícil mas agora estou a achar tudo fácil. Quanto ao que ganho já dá para sustentar a família”.

Angelina Mateus considera que não foi difícil aprender porque a vontade supera as dificuldades.

A jovem deixa um alerta às demais para abraçarem cursos técnicos como o de sapateira, uma vez que o ser humano é capaz de tudo.

Equipamentos de última geração para fabrico de sapatos estão ao dispor de cerca de 14 jovens que encontraram na AS-Fábrica de Calçados-Angola, Lda, o seu primeiro emprego.

O proprietário da fábrica, o português António Valente dos Santos, disse que Kwanza-Sul proporcionou-lhe boas oportunidades, facto que lhe impulsionou para instalar uma fabrica de grande dimensão.

Tony Santos, como é conhecido, afirma que o motivo para instalar a fábrica em Sumbe deu-se quando descobriu que em Angola havia uma grande carência de qualidade: “A nossa vinda para cá tem a ver com a carência existente em Angola na aquisição de calçados e decidimos inverter o quadro e trazer tecnologia para o fabrico do produto localmente e com muito menos custo».

A fábrica produz 150 pares de sapatos por dia nesta fase inicial, mas o seu proprietário assegura que dentro de sensivelmente dois a três meses poderá produzir 250 pares de sapatos por dia.

Tony Santos garantiu ainda que se tudo correr bem, entre Agosto ou Setembro será construído um novo pavilhão que poderá empregar cerca de 140 trabalhadores angolanos, com uma produção de 800 pares de calçados por dia. In “VOA - Voz da América” – Estados Unidos da América

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Brasil – Antidumping no calçado

Antidumping contra calçados chineses volta à pauta

O motivo é a renovação da sobretaxa de US$ 13,85 por par importado da China, a vencer em março de 2015

Em voga desde setembro de 2009, o direito antidumping contra o calçado chinês volta à pauta da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). O motivo é a renovação da sobretaxa de US$ 13,85 por par importado da China, a vencer em março de 2015.

Conforme o presidente-executivo da entidade, Heitor Klein, está em andamento a formatação de uma petição de revisão do processo com amplo apoio das indústrias calçadistas. O documento deverá ser apresentado para Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) até o mês de outubro. “Considerando as condições vigentes no mercado, onde é clara a existência de dumping por parte não somente dos chineses, mas dos asiáticos, é grande a probabilidade da extensão do direito por mais cinco anos”, avalia Klein.

Segundo o dirigente, o processo é relativamente complexo, envolvendo detalhados levantamentos no mercado nacional, que estão sendo realizados por um instituto independente.

Entenda
Sob uma avalanche de calçados chineses, em outubro de 2008 a Abicalçados protocolou no MDIC uma petição de abertura de investigação de dumping contra o a China. No dia 9 de setembro de 2009, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou no Diário Oficial da União a decisão de cobrar, durante seis meses, uma alíquota de US$ 12,47 por parte de calçado importado da China. No dia 4 de março de 2010, a Resolução nº 14 tornou o direito antidumping definitivo por até cinco anos, agora com alíquota ajustada em US$ 13,85 por par.

“A importância da extensão do antidumping pode ser resumida através dos números. Em 2008, as importações de calçados chineses chegaram a quase US$ 220 milhões, passando para US$ 55 milhões após a aplicação do direito, em 2010. Em poucos meses após a aplicação da sobretaxa recuperamos mais de 40 mil postos de trabalho”, recorda Klein.

Dumping
Considera-se que há prática de dumping quando uma empresa exporta um produto a preço inferior ao praticado no mercado interno. O direito antidumping tem como objetivo evitar que as produtoras nacionais sejam prejudicadas por importações realizadas a preços de dumping, prática considerada desleal nos termos de comércio em acordos internacionais.

Atualmente a China produz mais de 10,6 bilhões de pares por ano, exportando 8,3 bilhões deles. A participação chinesa nas exportações mundiais de calçados chega a mais de 72%.

Importações de calçados da China

2007: US$ 148,87 milhões
2008: US$ 218,7 milhões (46,9%)
2009*: US$ 183,56 milhões (-16,1%)
2010**: US$ 54,93 milhões (-70,1%)
2011: US$ 70 milhões (27,4%)
2012: US$ 58,72 milhões (-16,1%)
2013: US$ 60,1 milhões (2,3%)
Jan-Jun 2014: US$ 31,95 milhões (-7,2%)

*Em setembro de 2009 passa a vigorar o direito antidumping contra a China, na época em US$ 12,47 por par importado
 **Em março foi instituído o antidumping válido por cinco anos contra a China, ajustado em US$ 13,85 por par importado. Abicalçados - Brasil