Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Albânia - Mais de 40 grupos ambientalistas pedem a suspensão das atividades de resort de luxo em ilha

Dezenas de organizações ambientais estão a pressionar o governo albanês a interromper o megaprojeto em Sazan


Todas as atenções se voltaram para a Albânia depois que mais de 40 grupos ambientalistas de toda a Europa pediram a suspensão do megaprojeto do genro de Donald Trump.

No ano passado, Jared Kushner e sua esposa Ivanka Trump causaram polémica ao revelarem planos para transformar a ilha desabitada de Sazan num destino turístico para a elite. Os planos da Affinity Global Development para arrasar a área natural e construir um resort de luxo receberam sinal verde do primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, em janeiro do ano passado.

Estima-se que o projeto custe cerca de 1,4 mil milhões de euros e foi viabilizado graças à infame Lei 21/2024 , que permite a construção de hotéis cinco estrelas em qualquer lugar do país, inclusive em áreas naturais protegidas.

Sazan, que outrora abrigou uma base militar, é uma das últimas ilhas intocadas do Mediterrâneo, rodeada pelo Parque Nacional Marinho de Karaburun-Sazan e um refúgio crucial para algumas das espécies marinhas mais ameaçadas do mundo.

'Profunda preocupação' com o desenvolvimento de Sazan

Numa carta endereçada a Rama e ao Ministro do Meio Ambiente, Sofjan Jaupaj, um grupo de organizações ambientais de 28 países diferentes instou o governo a suspender qualquer decisão que possa levar o projeto adiante. A carta surge apenas uma semana depois de Ivanka Trump ter sido vista jantando com Rama acompanhada por uma equipa de arquitetos.

Organizações como a Proteção e Preservação do Meio Ambiente Natural na Albânia (PPNEA) e o Centro Mediterrâneo de Monitorização Ambiental (MedCEM) alertam que o projeto proposto envolveria intervenções numa área de 45 hectares em Sazan, levantando "sérias preocupações" sobre o seu impacto ambiental.

Sazan está rodeada pelo Parque Nacional Marinho e as suas águas são designadas como Área Protegida de Importância Mediterrânica (SPAMI). O mar em redor de Sazan oferece habitats valiosos e essenciais para espécies ameaçadas de extinção, como a foca-monge-do-mediterrânico, enquanto os prados subaquáticos de Posidonia nas proximidades são fundamentais para a biodiversidade e o clima.

'Uma séria ameaça a habitats delicados'

“A construção de um resort de luxo, com intervenções de infraestrutura em grande escala, como tráfego marítimo, estradas e sistemas de esgoto, representa uma séria ameaça a esses habitats delicados”, diz a carta.

“Essas intervenções trazem ruído, iluminação artificial, poluição e maior presença humana – tudo isso pode afastar a vida selvagem de áreas críticas, incluindo cavernas costeiras essenciais para a sobrevivência da foca-monge.”

A carta argumenta ainda que o projeto e sua aprovação representam uma “contradição direta” aos compromissos assumidos pela Albânia no processo de adesão à União Europeia. Isso ocorre poucos dias depois de a Albânia ter se juntado ao recém-criado “Conselho da Paz” de Trump, que, segundo ele, criará um futuro mais seguro para o mundo.

A Euronews Green entrou em contato com o Ministério do Turismo e Meio Ambiente da Albânia para obter um posicionamento. Euronews.green


domingo, 18 de janeiro de 2026

Etiópia - Inicia construção do maior aeroporto da África

O Grupo Ethiopian Airlines anunciou, recentemente, o início das obras do Aeroporto Internacional de Bishoftu, na Etiópia, avaliado em 12,5 mil milhões USD. Trata-se da maior companhia aérea do continente africano, que promete entregar um novo aeroporto moderno e inovador, anunciado como o maior projecto de infra-estrutura aeroportuária de África


O novo aeroporto terá capacidade de atender até 60 milhões de passageiros por ano e a expectativa é de que a primeira fase da obra seja concluída até 2030. No entanto, quando o empreendimento estiver totalmente finalizado, vai poder receber 110 milhões de pessoas anualmente, o que representa mais de quatro vezes a capacidade do principal aeroporto do país.

Segundo as autoridades etíopes, a unidade aeroportuária surge como resposta às limitações de capacidade do actual aeroporto internacional, que deverá atingir o seu limite operacional dentro de três anos.

Citado pelos media, o primeiro-ministro Abiy Ahmed considerou este um projecto "de excepcional importância" para o futuro da Etiópia, país que se vê cada vez mais como uma ponta-de-lança de modernidade em África.

Embora a esta preponderância crescente da Etiópia não possa ser desligada a sede da União Africana localizada na sua capital, Adis Abeba mostra ainda músculo económico com a construção da maior barragem continental, no Rio Nilo, orçada em mais de 4 mil milhões USD.

O projecto foi concebido pela Sidara, empresa internacional de engenharia e consultoria sediada no Dubai, e representa um investimento liderado pela Ethiopian Airlines, com o apoio financeiro do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

De acordo com a Reuters, a maior companhia aérea de África, Ethiopian Airlines, prevê financiar cerca de 30% do custo total do projecto, enquanto o restante montante será assegurado por instituições financeiras internacionais.

A companhia aérea já alocou 610 milhões de dólares para a fase inicial das obras, nomeadamente os trabalhos de terraplenagem, cuja conclusão está prevista para um prazo de um ano, enquanto as principais empreiteiras deverão iniciar a construção em Agosto de 2026. Hermenegildo Ferreira – Angola in “Expansão”


sábado, 8 de novembro de 2025

Portugal – Cidade de Bragança vai analisar obra e financiamento do Museu da Língua Portuguesa

No dia 07 novembro, o município de Bragança anunciou que pediu “um apuramento rigoroso do estado de execução física e financeira” do Museu da Língua Portuguesa, que está a ser construído nos antigos silos da cidade.


Num comunicado enviado à Lusa, o município adiantou que está agora a ser feito um tratamento e uma análise da averiguação do ponto de situação.

“Concluído este trabalho e feita a sua análise técnica e política, o Município de Bragança prestará uma comunicação detalhada sobre a situação”, rematou.

O Museu da Língua Portuguesa começou a ser construído em 2021 e deveria ter ficado concluído em 2023. No entanto, a obra esteve emperrada e a empreitada chegou a ir três vezes a concurso público.

O terceiro concurso foi lançado em 2022 e a empresa que ficou em segundo lugar contestou o resultado num processo judicial. Depois de dois recursos, o processo foi desbloqueado no início de 2023.

Desde aí, a obra tem vindo a ser feita, mas a taxa de execução é baixa, longe de a obra estar concluída.

Devido aos atrasos, a obra que inicialmente custava nove milhões de euros, ultrapassa agora os 16 milhões.

Na campanha eleitoral, a candidata e agora presidente da câmara de Bragança, Isabel Ferreira, criticou o anterior executivo por ter perdido financiamento externo para investir na obra. 

Face ao historial da obra, o município revelou, esta sexta-feira, que devido ao Museu da Língua Portuguesa ser uma “intervenção de elevada complexidade, quer do ponto de vista técnico, quer financeiro”, decidiu promover uma “análise rigorosa” ao estado da obra.

O Museu da Língua Portuguesa de Bragança é um equipamento único em Portugal. Como este só existe um no Brasil.

A ideia do projeto surgiu em 2009, nos colóquios da Lusofonia organizados em Bragança. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


terça-feira, 4 de novembro de 2025

Guiné Equatorial - Progressos na construção e reabilitação de mercados comerciais estratégicos

Nos esforços para proporcionar à população espaços adequados para atividades comerciais, o Governo está a intensificar os estudos fundiários e o planeamento de novos mercados


A construção e a revitalização de mercados continuam avançando como prioridade, sob a supervisão do Vice-Presidente da República, que avaliou o progresso no planeamento e nos estudos dos terrenos destinados a esses espaços comerciais.

Durante a reunião, foi enfatizado que os mercados não devem ser localizados em áreas distantes das comunidades populosas, garantindo assim a sua acessibilidade e funcionalidade tanto para vendedores quanto para consumidores. Esta decisão visa aprimorar a atividade comercial e proporcionar espaços modernos e adequados para a comunidade.

O Ministério das Obras Públicas e a GE-Proyectos informaram que as empresas Mangrover e CEMEC, responsáveis ​​pela execução das obras, aguardam a demarcação dos terrenos designados para apresentar as suas propostas económicas e iniciar a construção de forma ordenada.

O vice-presidente recomendou que se leve em consideração o planeamento urbano ao desenvolver novos mercados, evitando a sua construção longe das áreas residenciais. Ele também convocou uma nova reunião para a próxima sexta-feira para analisar os resultados dos estudos de viabilidade e finalizar as propostas das empresas envolvidas.

Estas ações visam garantir mercados acessíveis, funcionais e estrategicamente localizados, melhorando a infraestrutura comercial para a população. Marisa Okomo – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


terça-feira, 30 de setembro de 2025

China - Envia 2000 trabalhadores para construir fábrica de baterias em Espanha

A gigante chinesa CATL vai enviar cerca de 2000 trabalhadores para Espanha para construir uma fábrica de baterias para automóveis avaliada em 4 mil milhões de euros, num projecto conjunto com a construtora automóvel Stellantis, informou o Financial Times


A unidade será erguida em Figueruelas, perto de Saragoça, ao lado de uma fábrica da Stellantis, que produz veículos Opel, Peugeot e Lancia. A CATL comprometeu-se a recrutar e formar cerca de 3000 trabalhadores espanhóis para operar a fábrica após a conclusão, prevista para o final de 2026, mas analistas e sindicatos alertam para a relutância da empresa em partilhar tecnologia e conhecimento.

Com sede em Ningde, no sudeste da China, a CATL é a maior fabricante mundial e fornecedora de soluções de baterias para veículos eléctricos.

O envio massivo de mão-de-obra recorda a estratégia chinesa em África, onde empresas do país construíram barragens, estradas e portos com contingentes de trabalhadores chineses. A escala do projecto em Espanha, contudo, é inédita em grandes economias europeias, refletindo a aposta de Pequim em consolidar dependências externas da sua indústria de ponta. “Não creio que os chineses queiram partilhar o conhecimento connosco”, disse José Juan Arceiz, dirigente sindical da UGT e membro do conselho europeu de trabalhadores da Stellantis, citado pelo jornal britânico.

Especialistas ouvidos pelo FT sublinham que Pequim procura transformar a China numa “fortaleza autossuficiente”, enquanto reforça a dependência do resto do mundo das suas cadeias produtivas, num contexto de competição geopolítica com os Estados Unidos.

No total, o país concentra 80% do fabrico mundial de baterias e é sede de marcas de veículos elétricos que estão a ameaçar o ‘status quo’ de um setor liderado há décadas pelas fabricantes europeias, norte-americanas e japonesas.

O projecto conta com 298 milhões de euros de fundos europeus e com apoio tanto do Governo socialista de Pedro Sánchez como do opositor Partido Popular. A vice-presidente regional de Aragão, Mar Vaquero (PP), afirmou que “é preciso normalizar o facto de a China, enquanto país altamente inovador e tecnológico, se instalar noutros países”. Já o partido de extrema-direita Vox considerou o investimento um “risco enorme”.

A aposta espanhola em tecnologia chinesa surge após o colapso, em março deste ano, da sueca Northvolt, que era apontada como a melhor esperança europeia para competir num setor dominado por fabricantes chineses.

Além da CATL, outras empresas da China estão a expandir presença na Europa: a AESC Envision prepara uma unidade em Espanha e a Gotion, em parceria com a Volkswagen, está a avançar com fábricas na Alemanha e em Valência.

A empresa chinesa China Aviation Lithium Battery (CALB) anunciou também um investimento de dois mil milhões de euros para construir uma fábrica de baterias em Sines, Portugal, que deverá ficar operacional em 2028. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


domingo, 7 de setembro de 2025

China – Projeto imobiliário em Hengqin coloca à venda praça construída ao estilo manuelino

O operador de casinos Macau Legend lançou um concurso público para a venda de um projeto imobiliário em Hengqin, que inclui uma praça ao 'estilo manuelino'


De acordo com um comunicado enviado pela empresa à bolsa de valores de Hong Kong, os eventuais interessados na compra do projeto Ponto Legend podem apresentar propostas até 30 de outubro.

Na nota, divulgada na semana passada, sublinha-se que “não há preço inicial definido para o concurso público” e que o lucro para a Macau Legend “dependerá do preço final oferecido pelo licitante vencedor”.

Os interessados terão de apresentar, no entanto, uma garantia bancária no valor de 15 milhões de yuan à Zhuhai Lai Ieng, empresa que detém o Ponto Legend.

A Macau Legend detém uma participação de 21,5% na Zhuhai Lei Ieng e a operadora não revelou a identidade dos restantes acionistas.

O Ponto Legend, situado junto à fronteira que separa a zona económica especial de Hengqin e Macau, tem atualmente 109 espaços comerciais e 862 lugares de estacionamento, referiu a empresa.

O projeto, com uma área de cerca de 130 mil metros quadrados, foi lançado em 2014. Na altura o líder da Macau Legend, David Chow, disse que poderia servir como “porta de entrada” dos turistas chineses para a cultura portuguesa.

Em março de 2019, a operadora disse num comunicado que o Ponto Legend estaria pronto até ao final do ano, incluindo uma praça ‘manuelina’ com capacidade para acolher dez mil pessoas.

O edifício principal do projeto seria um centro de exposições, que poderia “promover os produtos de qualidade”, nomeadamente os vindos dos países lusófonos.

Na semana passada, a Macau Legend admitiu ter “dúvidas significativas sobre a capacidade do grupo de continuar em atividade” devido a dívidas totais de 2,4 mil milhões de dólares de Hong Kong. In “Plataforma” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 11 de junho de 2025

Angola – Obras da primeira linha de metro arrancam no final do ano

As obras do Metro de Superfície de Luanda devem começar em Dezembro, com previsão de conclusão da primeira linha no final de 2026


A construção da primeira linha do Metro de Superfície de Luanda vai custar 3 mil milhões USD, de acordo com o pronunciamento feito esta semana pelo ministro dos transportes. Ricardo Viegas D"Abreu que falava à margem do terceiro Ciclo Internacional de Conferências Técnicas Ferroviárias Angola (RAIL 2025), explicou que "os custos da primeira linha, para além da componente de infraestruturas de via, assim como as questões tecnológicas e de energia, deverão rondar os 3 mil milhões de USD.

De acordo com o responsável, já está aprovado o Programa para a Melhoria da Mobilidade Urbana de Luanda (PRO-MMUL), onde está incluído o metro de superfície de Luanda cujas obras devem começar no final do ano. "Tudo estamos a fazer do ponto das condições precedentes, técnicas e financeiras para podermos lançar a primeira pedra e iniciar a construção do Metro de Superfície de Luanda ainda no final de 2025", garantiu.

O primeiro troço que vai ligar o novo aeroporto (NAIL) à Via Expresso pela Zona Económica Exclusiva (ZEE), tem previsão de conclusão em 2026, e a segunda etapa vai ligar a ZEE ao estádio 11 de Novembro. A terceira fase contempla o troço 11 de Novembro - Zona Verde e a última etapa dos 60 quilómetros do metro será a ligação entre a ZEE e o Sequele em 2030.

O metro é a "joia da coroa" do Programa para a Melhoria da Mobilidade Urbana de Luanda, que o Governo chama agora a si a responsabilidade de concretizar, depois de aparentemente ter falhado a tentativa de parceria público-privada com a Siemens.

Em 2021, o Ministério dos Transportes assinou um memorando de entendimento com a construtora alemã Siemens Mobility para a construção do Metro de Superfície de Luanda com uma linha de 149 quilómetros, que iria cobrir os eixos do Porto de Luanda - Cacuaco, Via Expresso - Benfica, Porto de Luanda - Largo da Independência e Cidade do Kilamba - Largo da Independência, que não se desenvolveu. Para além do metro, o Programa no seu global, que vai custar pelo menos 3200 milhões USD contempla ainda a construção de linhas rápidas para autocarros no sistema BRT (Bus Rapid Transit), vedação e passagens superiores para o Caminho de Ferro de Luanda. Faustino Diogo – Angola in “Expansão”


quarta-feira, 7 de maio de 2025

Moçambique - Anuncia construção de refinaria de combustíveis

Moçambique terá uma refinaria com capacidade para a produção de 200 mil barris por dia de combustíveis líquidos. De acordo com o Presidente da República, o empreendimento deverá ser implementado em 24 meses.



Uma refinaria com capacidade para produzir gasolina, gasóleo, nafta e jet A1, para abastecer o mercado nacional e regional, poderá ser instalada no país, na sequência da assinatura de um memorando de entendimento.

Com capacidade para processar 200 mil barris por dia de combustíveis e o respectivo armazenamento, a infra-estrutura vai tornar Moçambique um actor relevante nos combustíveis líquidos, segundo avança o Presidente da República.

“Este projecto, a ser implementado num período máximo de 24 meses, permitirá o acréscimo da capacidade de armazenagem em 160 mil toneladas métricas para combustíveis líquidos e 24 mil toneladas métricas para GPL – Gás de Petróleo Liquefeito”, disse o Chefe de Estado. 

Um outro acordo entre Moçambique e Zâmbia vai permitir a criação de um gasoduto entre as cidades da Beira, no centro do país, e Ndola, na Zâmbia.

“Com a previsão de comissionamento dentro de 4 anos e um investimento de cerca de 1.5 biliões de dólares norte-americanos, o gasoduto terá a capacidade para o transporte de 3.5 milhões métricos de toneladas por ano e engloba a construção de infraestruturas de armazenamento em ambas províncias, portanto, província de Sofala, na cidade da Beira, e Ndola, na Zâmbia”, explicou. 

Estas novidades foram apresentadas, nesta quarta-feira, em Maputo, pelo Chefe de Estado, na Conferência e Exposição de Mineração e Energia. No evento, Daniel Chapo reiterou que o projecto de gás Rovuma LNG avança em 2026. 

“Esforços estão sendo levados a cabo no sentido de, ao longo do próximo ano, arrancarmos com o Projecto Rovuma LNG, Gás Natural Liquefeito, avaliado em 27 biliões de dólares, que está sendo liderado pela ExxonMobil”. 

Enquanto, o Coral Sul, projecto liderado pela Eni, na Bacia do Rovuma, já exportou mais de 117 carregamentos de gás desde que arrancou em 2022. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Angola – Vai ter a primeira fábrica de medicamentos nos próximos 18 meses

O país vai contar, nos próximos 18 meses, com um complexo de produção de medicamentos, cujo lançamento da primeira pedra aconteceu, esta sexta-feira, na Zona Económica Especial, na província do Icolo e Bengo

A infra-estrutura, iniciativa da empresa Vitaflor terá uma capacidade de produzir por ano 700 milhões de comprimidos e cápsulas, 50 milhões de frascos de medicamentos injetáveis, 35 milhões de sacos de soros e 13 mil quilogramas/dia de gases medicinais.

“Queremos marcar a diferença pela qualidade”, disse o gestor do projecto, Nuno Andrade, em declarações à Rádio Nacional de Angola.

O complexo de produção de medicamentos conta com um financiamento do Fundo Soberano de Angola (FSA).

O presidente do FSA, Armando Manuel, ressaltou que a futura unidade de produção de medicamentos vai fortalecer o sistema de saúde no país. In “Jornal de Angola” - Angola


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Vietname - Vai construir ligação ferroviária com a China

O Vietname aprovou a construção de uma linha ferroviária a ligar o porto de Haiphong a Hanói e à fronteira com a China, com custo superior a oito mil milhões de dólares



A linha férrea entre a costa norte do Vietname e a região que faz fronteira com a província chinesa de Yunnan visa reforçar as ligações entre os dois países fronteiriços e facilitar as trocas comerciais.

A nova ligação vai servir as principais fábricas do Vietname, onde se situam a Samsung, a Foxconn, a Pegatron e outros gigantes da eletrónica mundial, muitos dos quais dependem de carregamentos regulares de componentes provenientes da China.

Com cerca de 390 quilómetros de comprimento, a ligação vai partir da cidade portuária de Haiphong com destino a Lao Cai, no norte montanhoso do Vietname, na fronteira com Yunnan, via Hanói. Substitui a antiga linha em funcionamento, construída há mais de um século durante o período da Indochina francesa. A China vai financiar parte do projecto através de empréstimos.

Durante a visita do Presidente chinês, Xi Jinping, a Hanói, em dezembro de 2023, os dois países assinaram mais de trinta acordos.

A nova linha vai “impulsionar a cooperação económica, comercial, de investimento e turística entre os dois países”, afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros vietnamita, Pham Thu Hang, na semana passada.

O envelhecimento das infraestruturas de transportes do Vietname, que são de má qualidade e não estão dimensionadas para fazer face ao aumento constante da procura, é considerado um dos obstáculos ao crescimento do país.

A nova ligação ferroviária pode ajudar a atenuar as dificuldades das rotas de abastecimento internacionais causadas pela atual dependência de camiões lentos e dispendiosos, que são “propensos a estrangulamentos na fronteira”, explicou Dan Martin, um perito da empresa de consultoria Dezan Shira & Associates.

“A China fornece uma grande parte das matérias-primas que alimentam o setor industrial do Vietname e é essencial manter este sistema estável”, disse o analista, citado pela agência France-Presse. “Uma ligação ferroviária moderna elimina as ineficiências e assegura o transporte sem problemas das mercadorias, quer sejam enviadas para as fábricas vietnamitas ou para os mercados mundiais através do porto de Haiphong”, acrescentou.

O Governo vietnamita declarou que o estudo de viabilidade da linha Haiphong-Lao Cai deveria começar em 2025, com a entrega prevista para 2030. Mas projetos desta dimensão sofrem frequentemente atrasos no Vietname.

Os comboios, concebidos para transportar passageiros e mercadorias, vão circular a uma velocidade de 160 quilómetros por hora, contra os 50 quilómetros por hora da linha atual, segundo as autoridades.

Uma outra linha para a China, que ainda não foi aprovada pelo parlamento, acabará por ligar Hanói à província de Lang Son, que faz fronteira com a região chinesa de Guangxi, passando por outra vasta zona onde se encontram fábricas estrangeiras.

O Vietname prevê igualmente a construção de uma linha ferroviária de alta velocidade a ligar Hanói à cidade de Ho Chi Minh, a capital económica do sul, com um custo estimado em 67 mil milhões de dólares (64 mil milhões de euros), com o objetivo de reduzir o tempo de viagem de 30 horas para cerca de cinco horas. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Timor-Leste - Governo vai construir nova prisão no município de Same

O ministro da Justiça, Sérgio Hornai, disse que o Governo de Timor-Leste pretende construir uma nova prisão no município de Same, a sul de Díli, que vai também disponibilizar cursos de formação profissional. “Queremos abrir a prisão de Wedaberek, no município de Same, porque queremos transferir os reclusos para um local apropriado, onde possam desenvolver os seus talentos e capacidades, para que possam contribuir para a sociedade quando saírem da prisão”, afirmou o ministro



Sérgio Hornai falava à Lusa no parlamento, à margem da discussão e votação na generalidade da proposta de lei sobre a primeira alteração ao regime transitório de recrutamento de magistrados e defensores públicos não timorenses.

Segundo o dirigente, o Governo pretende direcionar os reclusos para formação vocacional, considerando que é fundamental para o seu futuro. “Um centro de reabilitação ou uma prisão não deve ser um local onde se coloca uma pessoa sem lhe permitir desenvolver conhecimentos, mas sim um espaço onde se orienta os reclusos para adquirirem capacidades mais elevadas, para que possam ter competências adequadas quando terminarem a pena”, explicou o ministro.

Sérgio Hornai destacou que os reclusos terão acesso a diversas atividades, incluindo artes, carpintaria, construção civil e outras áreas de formação.

O ministro salientou também que a futura penitenciária vai dispor de um espaço amplo e, por isso, vai permitir orientar os reclusos para outras atividades. “O nosso território é vasto e, por isso, é necessário contribuir também para a agricultura”, afirmou. In “Ponto Final” - Macau com “Lusa”


quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Angola - Cidade de Benguela vai ter Biblioteca Pública Provincial

A construção de uma biblioteca provincial em Benguela, com padrões arquitectónicos modernos, é uma das principais apostas das autoridades governamentais locais, para os próximos anos, segundo o director provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos



Em declarações ao Jornal de Angola, Pascoal Luís explicou que o Governo local está a trabalhar para fazer surgir uma biblioteca provincial, brevemente. Realçou que o surgimento da instituição vai representar um ganho significativo para o acesso ao conhecimento.

Pascoal Luís realçou que uma biblioteca vai ajudar na preservação da história local e fomentar hábitos de leitura e do livro. Ao falar num encontro com os agentes culturais, frisou que a iniciativa vai fomentar a leitura, proporcionar espaços para a pesquisa, além de promover atividades culturais que integrem a comunidade.

Pascoal Luís garantiu que o projecto terá um acervo que inclui livros físicos e digitais e documentos históricos, como forma de valorizar o património cultural da província. “A criação da biblioteca vai beneficiar estudantes, pesquisadores e o público em geral.”

Projectos do género, acrescentou, permitem dinamizar a vida cultural da região e preservar a memória colectiva das comunidades de Benguela. “Precisamos de ter uma biblioteca provincial, capaz de dar respostas às principais inquietações da juventude”.

Outras prioridades

Pascoal Luís disse que além da biblioteca provincial, a direcção traçou, também, algumas prioridades que passam, sobretudo, pela criação de uma agenda cultural local mais dinâmica. “O que nós gostaríamos de pedir aos fazedores de cultura é a elaboração dos programas e calendários das atividades”.

Com a agenda cultural, destaque que, também, é possível coordenar as atividades, fundamentalmente, no setor da Cultura, Turismo e Desportos. “Com a agenda cultural, vamos disponibilizar as unidades hoteleiras para quem viaja em Benguela, por exemplo, poder ter acesso aos locais, em que existem atividades artísticas e culturais com a realização de espetáculos de danças tradicionais, música acústica e teatro”.

O director indicou que existe, num dos municípios, uma artesã idosa que faz panelas de barro e vende ao longo da estrada, no valor de 200 e 350 kwanzas, respectivamente.

Para o responsável, aquelas panelas de barro têm um valor cultural elevado e rescenderam que quando se partilharam as fotografias, pessoas de outras paragens deslocaram-se ao local para adquirir o objecto e fazer o processo de produção.

Escritora Paula Russa defende registo de criadores na província

A escritora Paula Russa defendeu o registo de todos os fazedores de cultura das diferentes áreas, na província de Benguela.

Paula Russa, que conversou no encontro entre o diretor provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos de Benguela, Pascoal Luís, e os fazedores de cultura, disse que as prioridades são comuns para todos os artistas e devem ser canalizadas e se possíveis realizadas.

Com o registo, afirmou, vai ser possível saber “quantos somos”, o que se vai fazer, de onde surgiram e para onde vão.

Ao enaltecer o encontro, a escritora lembrou as palavras do Presidente António Agostinho Neto, isto é “nós somos e vamos fazer”.

Segundo a escritora, aquelas palavras diziam tudo, tendo exortado o actual responsável da Cultura local que conseguisse atingir os objectivos que os artistas pretendem.

Paula Russa lamentou o fato de alguns criadores, em certas graças, desligarem-se um pouco do setor, “porque a cultura em determinada ocasião deixou de ser cultura e passou, simplesmente, a cultura política”.

A escritora avançou que, como primeiro passo, o que a direcção da Cultura deve fazer é o registo de todos os artistas locais, para se saber quantos somos e para onde vamos fazer, pois só com dados estatísticos possíveis poderá-se equacionar os problemas da classe artística.

Paula Russa disse que é preciso fazer o levantamento das pessoas que fazem o trabalho com barro, cestaria, trabalho com cabedal e outras pessoas com boas iniciativas.

Ao desejar sucessos ao actual director provincial da Cultura, Paula Russa prometeu ao responsável que pode contar com a sua contribuição, salientando que está na província há 60 anos e conhece Benguela como a palma da sua mão.

A par de ser escritora, Paula Russa disse que está ligada à cultura desde 1976, e confessou conhecer “muito” bem o que é a cultura em Benguela, porque fez parte deste processo com várias figuras que dirigiram o sector da Cultura na província. Arão Martins – Angola in “Jornal de Angola”


segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Macau - Concluído este ano plano para Museu do Património Mundial

O Instituto Cultural assegura que ainda este ano ficam prontos o planeamento e o conceito arquitectónico do Museu do Património Mundial, anunciado no final do ano passado pelo Governo. Este espaço, recorde-se, vai ficar junto das Ruínas de São Paulo


Os trabalhos preparatórios para a construção do Museu do Património Mundial de Macau estão a ser “activamente” promovidos, com o Instituto Cultural (IC) a prever a conclusão do planeamento e do conceito arquitectónico do museu ainda durante este ano de 2024. A informação surgiu em resposta a uma interpelação de Zheng Anting, sobre o reforço da utilização dos recursos dos museus do território.

“Para o museu, aproveitar-se-ão a interacção multimédia, a interacção com sensores de movimento, a simulação de cenários e mapas tridimensionais, entre outras tecnologias digitais, para mostrar de forma abrangente e vívida o valor universal importante do Centro Histórico de Macau e enriquecer a experiência de visita do público”, enumerou o presidente substituto, Cheang Kai Meng.

Foi em Dezembro do ano passado que o Governo anunciou que irá construir, na Rua de D. Belchior Carneiro, junto às Ruínas de São Paulo, um museu focado na protecção, exibição e promoção do Património Mundial de Macau. Na altura, o IC disse que o espaço, que terá três pisos e meio, adoptará um design que permite respeitar a altura das Ruínas.

Ocupando uma área total de 7600 metros quadrados, o espaço disporá de um passadiço no telhado, pelo qual se poderá subir até à plataforma mais elevada, onde será criado um jardim. Segundo foi dito, o objectivo é reforçar a ligação e conexão entre as Ruínas de São Paulo, a Fortaleza do Monte e os Vestígios Arqueológicos do Fosso. Foi dito também que só quando houver um plano para a realização de obra é que serão conhecidos o orçamento e o prazo da empreitada.

Na resposta a Zheng Anting, o presidente substituto do IC disse ainda que o Governo “tem dado grande importância” à promoção e à divulgação da cultura, “desenvolvendo, de forma contínua, a função educativa dos museus nos bairros comunitários a vários níveis, promovendo a construção da cultura inteligente através da promoção da transformação digital dos recursos históricos e culturais, inovando as experiências culturais e turísticas dos residentes e visitantes e desenvolvendo o papel da ‘cultura +’”.

Quanto ao turismo comunitário, a Direcção dos Serviços de Turismo tem vindo a incentivar as associações locais a aproveitarem os diversos recursos turísticos para desenvolverem actividades diversificadas, pode ler-se. Este ano, por exemplo, duas das actividades financiadas pelo Programa de Apoio Financeiro para o Turismo Comunitário “Viajar por Macau” foram realizadas em locais museológicos.

Além disso, o IC “tem vindo a introduzir, ainda, actividades culturais e artísticas caracterizadas em diferentes locais classificados do Património Mundial”. A título de exemplo, o organismo falou na realização de actividades festivas na Fortaleza do Monte em conjunto com as operadoras de jogo, e o prolongamento do horário de funcionamento do Museu de Macau durante o período dessas actividades, “no sentido de atrair a visita de muito mais residentes e visitantes enriquecendo a sua experiência de visita”. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


domingo, 21 de julho de 2024

São Tomé e Príncipe - Concluído o primeiro troço de estrada do projecto rodoviário para o interior da ilha de São Tomé

A estrada que liga a Vila de Cruzeiro até à entrada da Roça Milagrosa no centro da ilha de São Tomé, foi reconstruída à base de betão betuminoso. O percurso da entrada de Milagrosa até ao terreiro da roça foi calcetado.


Jamir Dias, jovem da roça Milagrosa destacou em nome da população, a melhoria da situação social e económica provocada pela estrada reconstruída.

«Já não se paga no transporte o mesmo preço de antes. Já não se incorre nos riscos de acidente de viação como antes, mais importante ainda vemos surgir novas oportunidades de negócios», afirmou o porta-voz das diversas comunidades beneficiárias.

O Banco Africano de Desenvolvimento prometeu ajudar o governo no programa de construção de estradas para ligar as diversas comunidades da região centro da ilha de São Tomé, e promover assim o escoamento da produção agrícola para as capitais distritais. 

Para o BAD as estradas e outras infraestruturas têm importância económica. Por isso as obras devem ser bem executadas e protegidas. «Espero que uma atenção seja dada às infraestruturas que são criadas que são desenvolvidas. Estamos a falar do dinheiro do povo, dinheiro de todos e deve ser bem utilizado», declarou Ceutónia Lima Neto, representante do BAD.

«Estamos prontos em apoiar o governo na construção de infraestruturas necessárias, porque o objectivo primeiro do PRIASA é garantir a segurança alimentar», frisou Ceutónia Lima Neto.

PRIASA é o projecto que realiza as obras de reabilitação das infraestruturas de produção agrícola e do sector das pescas.

A estrada de cerca de 3 quilómetros de Cruzeiro à Milagrosa foi a primeira lançada pelo Chefe do XVIII governo constitucional em fevereiro de 2023. Só foi inaugurada 18 meses depois. «Esta estrada faz parte de todo o projecto que temos de interligação entre as comunidades, sobretudo as comunidades que produzem mais. Daí que estamos à espera de prosseguir e ligar Milagrosa a Claudino Faro, Anselmo Andrade até Água Izé. Este projecto de interconexão Milagrosa – Água Izé, poderá para o ano ver já o seu início com o troço de Água Izé até Anselmo Andrade», pontuou o primeiro-ministro Patrice Trovoada.

O Chefe do governo prometeu que outros parceiros vão se juntar ao projecto que pretende desencravar o interior do país, através de estradas, energia e acesso a internet. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


domingo, 26 de novembro de 2023

China – Novo bairro de Macau em Hengqin pode ter escola secundária em 2024/2025

O director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng, afirmou que a primeira Escola para Filhos e Irmãos de Residentes de Macau no Novo Bairro de Macau em Hengqin vai ser coordenada pela Associação de Apoio à Escola Hou Kong e deverá começar a leccionar as primeiras aulas no ano lectivo 2024/2025.


Segundo o jornal Ou Mun, o responsável apontou que até ao momento a associação foi a única a demonstrar interesse em abrir uma escola na Ilha da Montanha. Kong Chi Meng revelou que os procedimentos burocráticos para autorizar a escola a operar em Hengqin estão na fase final e está confiante de que tudo esteja pronto para o próximo ano lectivo.

O director da DSEDJ acrescentou ainda que a Escola para Filhos e Irmãos de Residentes de Macau no Novo Bairro de Macau irá abrir com turmas que vão desde o jardim de infância até ao 2.º ano do ensino primário.

Kong Chi Meng indicou também que a escola pode recrutar os professores do Interior da China ou de Macau, cujas qualificações têm que corresponder aos critérios do quadro de qualificações do Interior e do quadro geral da RAEM. In “Hoje Macau” - Macau


segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Portugal - Cientistas da Universidade de Coimbra criam produto à base de resíduos florestais e fungos que pode ser usado na construção

Uma equipa de cientistas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um produto à base de resíduos florestais e fungos que pode ser usado na área da construção, nomeadamente em paredes interiores de edifícios.

O objetivo deste produto, desenvolvido no âmbito do projeto “Value2Prevent”, é valorizar a biomassa florestal, agregar valor às florestas e, consequentemente, possibilitar o aumento do rendimento dos produtos.

«Normalmente, os produtores florestais não têm grandes incentivos à limpeza dos terrenos, porque essa biomassa que resulta das limpezas não tem grande valor, uma vez que tem que ser transportada para locais específicos e o transporte e a recolha são muito caros. Portanto, tem de haver um retorno elevando para que tal seja compensatório para os produtores», começa por esclarecer João Martins, investigador do Centro de Ecologia Funcional (CFE) do Departamento de Ciências da Vida (DCV) da FCTUC.

Nesse sentido, prossegue, «desenvolvemos um produto que pode ser utilizado na construção, nomeadamente em paredes interiores, que tem um valor acrescentado muito interessante. A ideia é usarmos os tais resíduos de biomassa florestal, inocularmos com um fungo que tem a capacidade de degradar parcialmente a biomassa e criar uma espécie de cimento, agregando todas as partículas e formando um bloco. Posteriormente, este produto é seco, para inativar o fungo, e pode ser utilizado no interior de duas placas de madeira, substituindo, assim, os materiais sintéticos usados atualmente», descreve o investigador.

Além de ser uma alternativa sustentável, este produto tem também outras vantagens que podem fazer a diferença, nomeadamente «as propriedades térmicas e acústicas, o facto de ser uma opção mais equilibrada, pois é tão sustentável como a madeira, mas tão eficiente como o revestimento sintético, e ainda, o baixo custo do produto. A biomassa é relativamente barata e conseguimos produzir estes blocos com facilidade», conclui.

Os testes têm vindo a ser feitos à base de árvores como eucalipto, pinheiro bravo, medronheiro, e ainda uma mistura de arbustos, mas no futuro a equipa pretende testar a utilização de outros produtos com a biomassa, como por exemplo plástico reutilizado, cortiça e borracha, que podem tornar ainda mais eficazes as propriedades acústicas e térmicas deste material.

O projeto “Value2Prevent” é promovido pelo SerQ – Centro de Inovação e Competências da Floresta, tendo como parceiros a Universidade de Coimbra (UC), o Instituto Superior de Agronomia (ISA), o Centro Ciência Viva da Floresta de Proença-a-Nova (CCVF) e a Proentia – Essential Oils. Universidade de Coimbra - Portugal

 

 

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Grécia - Está a avançar com planos para os primeiros parques eólicos offshore

As turbinas poderão abastecer 1,5 milhões de lares gregos até 2030, de acordo com os planos para os mares Egeu, Jónico e Mediterrâneo

A Grécia está a avançar com planos para construir os seus primeiros parques eólicos offshore, anunciaram as autoridades em Atenas.

O país mediterrânico – que foi gravemente afetado em incêndios florestais provocados pelo clima neste Verão – está a tentar afastar-se dos combustíveis fósseis.

As energias renováveis ​​forneceram mais de 50% da eletricidade da Grécia pela primeira vez no primeiro semestre de 2023. E o país ganhou as manchetes em Outubro passado, quando funcionou exclusivamente com energias renováveis, embora por apenas cinco horas.

A energia eólica onshore, a energia solar e a energia hídrica tornaram este marco possível, mas a nação de milhares de ilhas tem até agora evitado explorar o seu potencial eólico offshore.

Agora a Grécia está a identificar áreas para desenvolvimento privado, no âmbito de um projeto de plano para instalar 2 gigawatts de energia eólica offshore até 2030, o que equivale a um décimo da sua capacidade onshore. É o suficiente para abastecer cerca de 1,5 milhão de residências.

“A Grécia, devido à sua localização estratégica e às suas características climáticas, tem vantagens comparativas significativas em termos do seu potencial solar e eólico, especialmente offshore”, disse o Ministro da Energia e Ambiente, Theodore Skylakakis.

“O desenvolvimento destes projetos é uma prioridade nacional não só porque contribuirá decisivamente para a nossa independência energética , mas também porque nos permitirá exportar energia verde no futuro”, acrescentou durante um evento de lançamento do projeto de Parques Eólicos Offshore Nacionais. Programa de Desenvolvimento.

Onde está a Grécia a construir parques eólicos no mar?

O projeto de plano inclui 25 áreas de desenvolvimento elegíveis, cobrindo uma área total de 2712 km2 nos mares Egeu, Jónico e Mediterrâneo.

Estes locais estarão disponíveis em dois períodos de tempo, alguns entre 2025 e 2032, e outros mais tarde, de acordo com a Empresa Helénica de Gestão de Hidrocarbonetos e Recursos Energéticos (HEREMA), responsável pelo programa.

As zonas, que terão uma capacidade mínima estimada de 12,4 gigawatts entre si, estão localizadas em: leste de Creta, sul de Rodes, Egeu central, eixo Evia-Chios e mar Jónico.

A tecnologia flutuante será adequada para a maioria das zonas, disse HEREMA.

Grupos ambientalistas expressaram preocupações de que os parques eólicos offshore possam prejudicar a vida selvagem, especialmente durante a sua construção, e alertaram que não devem ser construídos em áreas ecologicamente sensíveis.

A HEREMA afirma ter aplicado 20 critérios de exclusão para salvaguardar estas áreas e atividades marinhas nas águas gregas. Ao encomendar uma avaliação de impacto ambiental - que está disponível ao público - a autoridade afirma que também teve em conta a segurança nacional, os aeroportos, as actividades turísticas e as áreas de aquicultura.

Como é que os parques eólicos offshore beneficiarão a Grécia?

“A energia eólica offshore é uma prioridade pan-europeia, uma vez que se prevê que até a meio do século, 35 por cento da eletricidade da UE poderá ser gerada exclusivamente a partir de fontes offshore”, afirmou a Vice-Ministra Alexandra Sdoukou.

“Ao mesmo tempo, apresenta uma série de benefícios para o nosso sector energético nacional, a nossa economia nacional e as comunidades locais que acolherão ou serão adjacentes a projetos eólicos offshore.”

Prevê-se que atingir a meta de 2 gigawatts exija investimentos superiores a 6 mil milhões de euros.

Mas, de acordo com um estudo separado sobre os benefícios económicos, a implantação da energia eólica offshore poderia aumentar o PIB até 1,9 mil milhões de euros por ano, em média, entre 2024-2050, e apoiar até 44 400 empregos por ano.

A aprovação final do plano está prevista para o final do ano, antes que as áreas designadas sejam oficialmente demarcadas no final de 2024, disse a HEREMA.

“O Programa Nacional que foi apresentado não só serve o objetivo principal, o de proteger o nosso sistema energético, mas também cria condições para a emergência da Grécia como um centro energético em toda a região”, acrescentou Sdoukou. Euronews.green


sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Moçambique - Construção do Porto Seco de Macuse, na Zambézia

A Thai Mozambique Logística já tem disponíveis quinhentos milhões de dólares, o equivalente a 31 mil milhões de meticais, para o início, em meados do próximo ano, dos trabalhos físicos de construção do porto seco de águas profundas de Macuse, província da Zambézia, escreve a Rádio Moçambique.

O anúncio foi feito esta segunda-feira, em Quelimane, na cerimónia de lançamento do projecto do complexo ferro-portuário Macuse-Chitima, orçado em mais de 2,7 mil milhões meticais.

Dos 2,7 milhões de meticais necessários para construção do porto seco de águas profundas e o corredor logístico ferroviário, ligando Macuse, em Namacurra-Chitima, em Tete, os accionistas da Thai Mozambique Logística já conseguiram 500 milhões para o início da construção do porto.

Numa primeira fase, o porto que ocupara 2.4 quilómetros do lado de Macuse e 2.9 do lado de Supinho, vai exportar dois milhões de toneladas de madeira da Portucel, terá capacidade para navios até 60 mil toneladas de carga, vai empregar 8 mil moçambicanos, terá um parque de serviços logísticos, terminal de abastecimento de combustíveis e outras componentes.

O Representante dos accionistas da Thai Mozambique Logística, Manuel Latifo, disse que até Fevereiro do próximo ano, termina o reassentamento das 70 famílias afectadas pelo projecto.

O Presidente do Conselho Empresarial da Zambézia, Chawal Naparia, disse que as empresas locais devem ser as maiores fornecedoras do material de construção, bens e serviços para operadores das obras do porto.

E o Governador da Zambézia, Pio Matos, afirmou que o projecto é estruturante para o crescimento económico da província. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 12 de julho de 2023

Estados Unidos da América – Novo comboio de alta velocidade da Califórnia pode ser o primeiro a ser movido inteiramente por energia renovável

O tão esperado comboio de alta velocidade da Califórnia será movido a energia solar, de acordo com a Autoridade Ferroviária de Alta Velocidade da Califórnia


Tem sido uma estrada pedregosa até agora para o novo projeto promissor da Autoridade Ferroviária de Alta Velocidade da Califórnia.

Este comboio de alta velocidade que liga 1287,5 quilómetros do estado foi chamado de "comboio bala que é ao mesmo tempo um dos mais caros por milha e um dos mais lentos do mundo" afirmou Elon Musk .

Era para ser o início de um novo sistema de transporte revolucionário conectando a costa oeste dos EUA até Vancouver, no Canadá. Também iria para o leste, para Las Vegas, antes de finalmente abrir caminho por todo o continente. O esquema foi endossado pelos presidentes Obama e Biden.

Quando aprovado em 2008, o preço estimado do projeto era de $ 33 mil milhões de dólares (€ 30 mil milhões) e a sua data de inauguração programada era 2020. Em 2023, o sistema está longe de ser concluído e acumulou $ 19,8 mil milhões de dólares (aproximadamente € 18 mil milhões). até agora, com uma fatura total estimada em US$ 128 mil milhões (€ 116 mil milhões).

No mês passado, no entanto, 15 anos após sua aprovação inicial, a Autoridade Ferroviária de Alta Velocidade da Califórnia anunciou que o novo sistema agora seria totalmente movido a energia solar, apoiando-se na sua promessa inicial como uma alternativa ecológica para rodovias e voos.

Quanta potência precisa o comboio?

Para alimentar este comboio gigante, serão necessários 44 megawatts de energia, teoricamente gerados por painéis solares. As baterias a bordo terão como objetivo armazenar 62 megawatts-hora de energia.

Grande parte dessa energia será utilizada simplesmente para impulsionar o comboio, que estima-se atingir velocidades máximas de aproximadamente 354 km/h. No entanto, uma grande proporção também será necessária para ajudar o veículo a lidar com o intenso clima californiano e manter-se em movimento se os serviços públicos locais falharem.

De acordo com Margaret Cederoth, diretora de planeamento e sustentabilidade da autoridade, eles estão atualmente em negociações com vários fornecedores de energia na tentativa de garantir um sistema de escala de utilidade de $ 200 milhões de dólares (€ 181 milhões) que eles irão possuir e operar.

O serviço de alta velocidade conectará partes importantes do estado

Através de 10 fases de implementação, o sistema conectará os passageiros de San Diego até Sacramento. Viajará por Los Angeles, Central Valley, Fresno e San Jose.

Atualmente, 191,5 quilómetros de vias estão em construção.

A primeira fase concentra-se nos 836,8 quilómetros entre Merced em San Francisco e Anaheim em Los Angeles. A segunda fase visa melhorar as conexões existentes entre os locais em preparação para o uso do transporte.

A construção foi adiada por uma série de problemas

Nos últimos anos, surgiram problemas significativos de financiamento para o projeto e, posteriormente, muitas críticas.

Muitos críticos questionaram o plano de rota - especificamente por que estava a passar pelo Vale Central da Califórnia. De acordo com Brian Kelly, CEO da Autoridade Ferroviária de Alta Velocidade da Califórnia, a conexão dessa área foi um componente fundamental para a aprovação do projeto.

O Vale Central é historicamente subfinanciado, apesar de abrigar aproximadamente 4 milhões de residentes. Além de conectar seis das dez maiores cidades do estado, desenvolver o crescimento económico nessa área era fundamental para o projeto.

Quando se trata de questões de financiamento, Brian admite: “Sabíamos que tínhamos uma lacuna de financiamento desde o início do projeto. O que sei é o seguinte: quanto mais cedo o construirmos, mais barato ficará.”

Atrasos e custos crescentes foram parcialmente informados pela isenção ambiental necessária para construir a pista, que atravessa quilómetros de terras privadas. Negociar pagamentos com proprietários de terras e autoridades locais, bem como garantir que o projeto atenda aos padrões ambientais, custou US$ 1,3 mil milhão (€ 1,2 mil milhão).

No entanto, Margaret Cederoth, diretora de planeamento e sustentabilidade da autoridade, disse à Forbes que o trabalho numa fonte de energia renovável pode começar em 2026 para garantir que esteja pronto para alimentar os comboios até 2030, a data de abertura prevista para o segmento inicial da ferrovia. In “Euronews.green”