Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Investimento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Investimento. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de junho de 2026

São Tomé e Príncipe – Empresários dos Camarões projectam ligação marítima para integrar o país no comércio com África

De costas voltadas para o emergente mercado da África Central, com mais de 400 milhões de consumidores, o arquipélago são-tomense recebeu na última semana um novo impulso dado por empresários dos Camarões.


«Falamos da ligação marítima. Há um armador que poderá colocar um barco à disposição para lançar oficialmente a ligação marítima entre São Tomé e Príncipe e os Camarões. Acreditamos que esta ligação vai ajudar as trocas comerciais entre os dois países», declaração de Etienne Desiré, chefe da delegação empresarial camaronesa.

Até à década de 90 do século XX o porto da cidade de Douala no vizinho Camarões era muito frequentado pelos comerciantes de São Tomé e Príncipe. As trocas comerciais entre os países vizinhos eram asseguradas pelos navios Pagué e Elizabete, ambos propriedade do Estado são-tomense.

A II República que nasceu em 1991 fez desaparecer os dois navios, e cortou as trocas comerciais com os países vizinhos. A actividade comercial do passado, com o continente africano contribuiu bastante para a balança de pagamentos de São Tomé e Príncipe.

«Em parceria com o nosso cônsul honorário nos Camarões e mais a Agência de Promoção de Comércio e Investimentos (APCI) realizou-se um fórum de investimentos nos Camarões, que recomendou a visita de prospecção do mercado nacional, pelos dos empresários camaroneses», afirmou Gika Simão, o director de Planeamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A delegação empresarial camaronesa foi informada sobre os benefícios fiscais que o país oferece aos investidores africanos, e foram identificadas algumas áreas de investimento. «A parceria está em curso, esta é uma fase, e alegra-nos constatar que os resultados começam a aparecer», acrescentou o director do planeamento do ministério dos negócios estrangeiros.

À luz do Fórum de Investimentos que o governo realizou na capital da União Europeia, Bruxelas, os empresários camaroneses pretendem seguir algumas pistas abertas por São Tomé e Príncipe em Bruxelas.

«Eles também podem optar por financiar um dos projectos. Passos estão a ser dados para que a breve trecho possamos ter aqui em São Tomé e Príncipe investidores camaroneses», assegurou Gika Simão.

Por sua vez, o chefe da delegação empresarial dos Camarões garantiu que a abertura da ligação marítima entre os dois países vai estimular o investimento privado do seu país em várias áreas de actividade económica do arquipélago do golfo da Guiné. 

Note-se que o capital camaronês está presente no mercado financeiro de São Tomé e Príncipe através do Banco privado Afriland First Bank, e da seguradora SAAR. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


quarta-feira, 10 de junho de 2026

Moçambique - Porto de Maputo reforça capacidade com nova infraestrutura de armazenagem de minérios

O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, inaugurou esta quarta-feira, no Porto de Maputo, o Slab 9A, uma nova infraestrutura de armazenagem de minérios no Terminal de Granéis Sólidos, avaliada em cerca de 9,9 milhões de dólares norte-americanos.


Com capacidade para acomodar mais de um milhão de toneladas por ano, a infraestrutura permitirá ao Porto de Maputo responder ao aumento da procura dos seus clientes, reforçar a sua competitividade regional e gerar benefícios económicos para o país, incluindo a criação de 51 postos de trabalho directos e indirectos adicionais.

Antes da inauguração, o governante visitou as obras de expansão do Terminal de Contentores da DP World Maputo, um projecto orçado em 164 milhões de dólares. A iniciativa prevê aumentar a capacidade do terminal dos actuais 225 mil TEU para 530 mil TEU por ano.

Durante a visita, foi apresentado o ponto de situação das obras, que registam cerca de 45% de execução global e se encontram na fase de cravação de estacas para a nova infraestrutura portuária. A entrada em operação está prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Na ocasião, João Matlombe destacou a importância dos investimentos em curso para o fortalecimento do Corredor de Maputo e para o crescimento da economia nacional. Segundo o ministro, o aumento da capacidade portuária deve ser acompanhado por melhorias em toda a cadeia logística.

“A competitividade não é determinada por uma única infraestrutura. Não é o porto, isoladamente, que compete. É o corredor como um todo. Cada investimento que realizamos no porto deve ser acompanhado por ganhos equivalentes na ferrovia, na fronteira e nos sistemas que suportam o fluxo de mercadorias”, afirmou.

O ministro sublinhou ainda a necessidade de reforçar o transporte ferroviário, modernizar continuamente a fronteira de Ressano Garcia e integrar os sistemas logísticos para garantir maior competitividade do corredor.

Por sua vez, o Director Executivo da MPDC, Osório Lucas, afirmou que o investimento agora inaugurado surge para responder ao crescimento da procura pelos serviços do Porto de Maputo.

“Durante muitos anos, o desafio foi atrair carga para o Porto de Maputo. Hoje, o desafio é criar capacidade suficiente para acomodar a carga que pretende utilizar o Porto”, disse.

Segundo Osório Lucas, os volumes pretendidos pelos clientes já ultrapassam a capacidade actualmente disponível, tornando necessária a criação de novas áreas operacionais para evitar a perda de cargas para portos concorrentes da região.

O responsável anunciou igualmente que a MPDC prepara a próxima fase de expansão através do desenvolvimento do Slab 9B, um investimento estimado em cerca de 8,7 milhões de dólares, destinado a aumentar a capacidade do porto e responder ao crescimento sustentado da procura. In “O País” - Moçambique






quarta-feira, 22 de abril de 2026

Moçambique – Pretende empresários chineses a investirem na industrialização

O Presidente moçambicano convidou, na China, os empresários daquele país asiático a investirem em Moçambique para ajudar no desenvolvimento e industrialização através da transformação local das matérias-primas, afirmando que é preciso investir agora porque “o comboio não espera”


“Quero convidar os meus irmãos a investir em Moçambique, porque quanto mais cedo possível melhor, porque o comboio já está a andar e geralmente o comboio não espera, pode passar e chegar tarde, enquanto os outros já apanharam o comboio”, disse o chefe do Estado moçambicano, Daniel Chapo.

O Presidente moçambicano falava na província de Hunan, na China, durante um encontro com cerca de 350 empresários no quadro da visita de Estado que efetua àquele país asiático, em que lembrou que Moçambique está agora a atravessar uma fase de desenvolvimento de vários projetos, sobretudo os ligados à exploração de gás, indicando que é preciso aproveitar o momento para investir.

Além do sector de gás, Chapo quer os empresários chineses a investirem em tecnologia, agricultura, indústria, infraestruturas, inovação, corredores logísticos que causam maior impacto económico e social.

Perante os empresários, o Presidente de Moçambique esclareceu que o país está a construir as bases para a sua independência económica “com foco, resiliência e determinação”, através de uma transformação estrutural da economia que pretende alcançar a industrialização e o desenvolvimento da cadeia de valor, pedindo investimentos dos empresários de Hunan, província considerada “capital das máquinas agrícolas, máquinas industriais, camiões, máquinas para a indústria mineira”. “Queremos convidar aos empresários do Hunan para juntos aos empresários virem investir em Moçambique na industrialização (…) A nossa visão como Governo é que os nossos recursos minerais sejam transformados em Moçambique e já começamos esse trabalho (…) essa é a nossa visão, gerar rendimento em Moçambique, pagar-se impostos e desenvolvermos o nosso país”, disse Chapo.

Ao apresentar as potencialidades de Moçambique, Chapo referiu-se aos projetos de desenvolvimento dos corredores logísticos e dos portos, incluindo a construção de fronteiras de paragem única juntos dos países vizinhos, indicando que estas decisões colocam o país numa posição estratégica para receber investidores.

Neste sentido, o chefe do Estado moçambicano mostrou também abertura do país para concessões de diversas infraestruturas como estradas, em períodos de 20 a 30 anos, indicando que é para as empresas chinesas recuperarem os investimentos que eventualmente poderão fazer. “Estamos dispostos a receber irmãos empresários da China da província de Hunan e de outras províncias para podermos desenvolver juntos Moçambique”, disse Chapo.

O Presidente moçambicano pediu ainda a estes empresários aposta na formação do capital humano, indicando que a China é um parceiro estratégico de “primeira linha” não apenas para financiamento, mas para a troca de conhecimentos. “Queremos evoluir de uma parceria baseada no volume, para uma baseada no valor acrescentado, transferência de tecnologia, criação de emprego qualificado e desenvolvimento de cadeias produtivas. A nossa localização geográfica confere-nos uma vantagem estratégica única”, explicou Chapo, referindo-se aos acessos ao mar com ligações através dos corredores desenvolvidos e também às potencialidades agrícolas.

Chapo quer também estes empresários a investirem no setor de energia para exportar para os países da região austral de África que “enfrentam desafios”, indicando que o país também tem agora potencial para a construção de centrais elétricas, além das potencialidades que surgem com a exploração do gás.

Chapo chegou a Pequim na quinta-feira para uma visita de Estado que decorre até esta semana, num contexto em que os dois países assinalam meio século de relações diplomáticas e procuram aprofundar a parceria estratégica. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 31 de março de 2026

Brasil - Banco Mundial aprova projeto para expandir energia renovável e empregos na Amazónia

Projeto quer ampliar acesso à eletricidade confiável para mais de 1 milhão de pessoas, a proposta deve beneficiar também mulheres e comunidades vulneráveis


O Banco Mundial aprovou um projeto para a Amazónia Legal do Brasil com foco na geração de empregos, expansão da energia renovável e redução dos custos de energia na região.

A iniciativa também prevê ampliar o acesso à eletricidade confiável para mais de um milhão de pessoas que atualmente não contam com serviços básicos de energia.

Milhões de empregos

A Amazónia Legal abrange nove estados e cerca de 60% do território brasileiro. Apesar de sua relevância ambiental e económica, a região enfrenta desafios históricos de acesso a infraestrutura e serviços. O projeto procura posicionar a Amazónia para aproveitar as oportunidades da economia de energia limpa, que deve gerar milhões de empregos na América Latina nos próximos anos.

O investimento total é de US$ 627,75 milhões, incluindo um empréstimo de US$ 100 milhões do Banco Mundial, US$ 400 milhões em contrapartida do governo brasileiro, US$ 125 milhões em financiamento comercial e uma doação de US$ 2,75 milhões do Programa de Assistência à Gestão do Setor de Energia (ESMAP). A operação será implementada por meio do Banco da Amazónia (BASA), que apoiará profissionais privados e concessionárias de energia.

Mulheres e comunidades vulneráveis

Entre os principais eixos estão investimentos em geração de energia renovável, modernização da rede elétrica e ações de eficiência energética, com potencial para substituir sistemas baseados em diesel, reduzir custos para consumidores e aumentar a resiliência da infraestrutura frente a eventos climáticos. O projeto também inclui assistência técnica e fortalecimento institucional, com foco em inclusão e geração de oportunidades para mulheres e comunidades vulneráveis.

Quem explica é o especialista sénior em energia do Banco Mundial, Felipe Sgarbi..

“Este projeto cria as condições para acelerar a transição energética na Amazónia, combinando expansão da energia renovável com a geração de rendimento a partir de usos produtivos da energia. Ao mobilizar investimentos privados e diversificar a matriz elétrica, reduzindo a dependência de fontes mais caras e poluentes, a iniciativa contribui para um sistema energético mais eficiente, confiável e sustentável na região.”

A expectativa é que a operação contribua para ampliar a oferta de energia limpa, reduzir custos ao longo do tempo e fortalecer o papel da Amazónia na transição energética do Brasil. Sidronio Henrique – Brasil ONU News com “Banco Mundial”


sexta-feira, 27 de março de 2026

Timor-Leste - Economia deverá crescer 5% em 2026

A economia timorense deverá crescer 5% em 2026, contra 4,6% de 2025, e a inflação subir para 1,2%, devido à instabilidade dos preços dos alimentos e energia, segundo previsões divulgadas pelo banco central do país


“Prevê-se que o crescimento real do PIB [Produto Interno Bruto] atinja os 5% até 2026, sustentado por uma política orçamental expansionista, pelo reforço da capacidade de absorção, por efeitos positivos sobre o consumo privado e o investimento, bem como por reformas estruturais em curso destinadas a dinamizar o crescimento liderado pelo setor privado”, pode ler-se no relatório económico anual de 2025 do Banco Central de Timor-Leste (BCTL).

O documento adverte, contudo, que a economia continua “altamente dependente da despesa e do consumo públicos, com uma contribuição limitada do investimento privado e dos setores transacionáveis”.

Em 2025, segundo o BCTL, o crescimento foi impulsionado pelo consumo público, que aumentou 9,5%, e pelo investimento público que cresceu 14,5%, a maioria do qual em infraestruturas.

O consumo das famílias também aumentou para 3,6% e as importações cresceram 5,7%, demonstrando a dependência da economia de bens importados.

As “exportações não petrolíferas permaneceram modestas, sendo o café responsável pela maioria das receitas de exportação”, cerca de 35,8 milhões de dólares.

A actividade económica continua dominada pela administração pública, representando cerca de 34,2% do PIB. O setor da construção expandiu-se, mas devido aos projetos de infraestruturas públicas, e a agricultura representou apenas 19% do PIB. “A indústria transformadora e os serviços financeiros permanecem marginais, evidenciando a estreita base produtiva e a limitada diversificação da economia”, salienta o relatório.

Aquele cenário contribuiu para um défice comercial e uma balança corrente “persistentemente elevado”, refere o BCTL.

O défice da balança corrente de Timor-Leste aumentou para 701,4 milhões de dólares no final de 2025, mais 16% face ao ano anterior.

Em relação à inflação, que em 2025 caiu para 0,5%, deverá ser em 2026 de 1,2%, devido à volatilidade dos preços dos alimentos e energia, nota-se no documento.

A redução em 2025 ficou a dever-se à queda dos preços globais das matérias-primas. “Embora a baixa inflação tenha contribuído para restaurar o poder de compra e a confiança, também reflete respostas limitadas da oferta interna e a contínua dependência de importações numa economia totalmente dependente do dólar”, afirmou o BCTL.

O relatório adverte também que o Orçamento do Estado continua dependente de transferência do Fundo Petrolífero, o que levanta preocupação quanto à sustentabilidade orçamental a longo prazo. “Em termos gerais, embora as perspetivas de crescimento a curto prazo sejam favoráveis, o atual modelo de crescimento apresenta riscos crescentes para a sustentabilidade orçamental, a resiliência externa e a criação de emprego inclusivo, sublinhando a necessidade de um reequilíbrio gradual, mas decisivo, em direcção a um crescimento liderado pelo sector privado e orientado para o investimento”, conclui o BCTL. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quinta-feira, 19 de março de 2026

Timor-Leste - Investimentos aproximam o país da China, diz estudo

Um estudo recente destaca como Timor-Leste tem procurado mais investimentos da China como estratégia de desenvolvimento económico e de superação de isolamento geopolítico

O trabalho realizado por William Vogt, membro executivo sénior de política no think-tank The Digital Economist, e por Guilan Massoud-Moghaddam e Robert Miles Chong da Universidade de Georgetown, explora a crescente presença da China em Timor-Leste e o impacto dessa relação no desenvolvimento tecnológico do país.

“A presença chinesa em Timor-Leste ocorre num momento em que três outras nações — Índia, Austrália e Portugal — fornecem ajuda em tecnologias de informação e comunicação, sendo a Austrália o contribuinte mais ativo”, destacou o estudo.

Segundo os autores, a abordagem da política externa tecnológica da China é concebida para desafiar os interesses geopolíticos australianos no Sudeste Asiático, investindo fortemente em áreas essenciais para o desenvolvimento digital timorense, incluindo eletrificação e conectividade.

Timor-Leste tem procurado integrar-se plenamente na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), embora enfrente escrutínio devido a fragilidades económicas, com “cerca de 42% dos timorenses a viver abaixo do limiar da pobreza e o fundo soberano do país em declínio”.

A adesão, apoiada diplomaticamente por Pequim, abriria acesso ao fundo de cooperação ASEAN–China e a “benefícios económicos tangíveis”, com os investigadores a descrever que Timor-Leste pode estar a recalibrar a sua política externa, privilegiando novas parcerias.

Para os autores, a presença crescente da China em sectores-chave — telecomunicações, energia, agricultura e defesa — sugere que Díli procura superar o isolamento geopolítico e construir uma economia digital funcional. “A China encontra-se bem posicionada para competir oferecendo o trabalho de campeões nacionais como a Huawei, em conjunto com outros fornecedores de energia e tecnologia”, assinalaram.

A companhia China Nuclear Industry 22nd Construction Company, por exemplo adjudicou um contrato de 360 milhões de dólares para melhorar a rede elétrica nacional timorense, enquanto a gigante tecnológica Huawei se afirma como fornecedora central de infraestrutura de Internet.

A Austrália continua a ser um parceiro relevante, financiando cabos de fibra ótica que substituem a dependência timorense de conexões via satélite, contudo Pequim tem avançado em áreas sensíveis, apoiando a Rádio e Televisão de Timor-Leste na digitalização de conteúdos e promovendo um sistema de transmissão televisiva digital terrestre. “A China aumenta o acesso dos timorenses a essas transmissões, criando um destino potencial para propaganda chinesa”, alertam Vogt, Massoud-Moghaddam e Chong.

O estudo descreve também que a cooperação sino-timorense não se limita ao setor civil, pois em julho de 2024 os dois países acordaram reforçar intercâmbios militares e investir em áreas como formação de pessoal, tecnologia de equipamentos e exercícios conjuntos.

Para os autores, esta aproximação reflete uma mudança significativa na política externa timorense, com o presidente José Ramos-Horta a alinhar-se cada vez mais com os interesses chineses. “Díli pode ser persuadida a continuar a aprofundar suas relações com Pequim como estratégia para o desenvolvimento económico contínuo e para a superação do isolamento geopolítico”, acrescentou o estudo.

Além de apoiar a Marinha timorense e integrar Timor-Leste na sua Rota Marítima da Seda, Pequim tem investido em tecnologia agrícola, introduzindo arroz híbrido e métodos como a tecnologia Juncao, aplicados em zonas agrícolas com suporte digital.

Segundo o estudo, os financiamentos são frequentemente canalizados através do China Exim Bank, permitindo a Díli aceder a crédito para obras públicas e projetos digitais, uma parceria é vista como alternativa às limitações de capital interno, dependente das receitas de recursos naturais.

Ao mesmo tempo, o comércio eletrónico é visto como caminho para o desenvolvimento económico moderno e Díli poderá colher frutos ao integrar-se no mercado digital regional, recorrendo às plataformas e produtos chineses. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 16 de março de 2026

Moçambique – Filósofo Severino Ngoenha defende uso do Fundo Soberano para financiar a Educação

Severino Ngoenha volta a insistir que o país precisa usar parte do Fundo Soberano para financiar a Educação, pois, sob seu ponto de vista, só assim é que o país pode reduzir a dependência externa. O académico critica a qualidade de ensino e entende que uma educação que não resolve os problemas do país é prova de que não é de qualidade.


Severino Ngoenha volta a lançar um olhar crítico ao sector da Educação em Moçambique e alerta para o risco que pode advir da falta de um investimento sério no sector.

Na sua óptica, a falta de uma resposta acertada para esses problemas é um dos barómetros que ajudam a medir a qualidade do ensino.

Segundo Ngoenha, a Educação não se deve fazer polémicas, mas trazer soluções.

Se no passado, o analfabetismo facilitou a escravatura em África, o filósofo vê um futuro sombrio, caso o Governo não assuma priorizar a Educação como factor de transformação sócio-científico. In “O País” - Moçambique

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Cabo Verde - Concurso internacional para expansão do Porto Grande avaliado em 83 milhões de euros

O ministro do Mar anunciou que o concurso internacional para a construção da terceira fase do Porto Grande, do Mindelo, cujo investimento está avaliado em 83 milhões de euros, será lançado no dia 28 de Fevereiro


Jorge Santos falava ao presidir ao acto de assinatura de protocolos de cooperação entre a Enapor – Portos de Cabo Verde e a administração dos portos de Sines e do Algarve, bem como com a administração dos portos de Lisboa e de Setúbal e Sesimbra, todos de Portugal.

Segundo o ministro, com a expansão, o Porto Grande ganhará mais 400 metros e terá novos terminais, principalmente ao nível do transbordo, além de aumentar a capacidade de bunkering.

“Vamos fazer a duplicação do nosso porto, isto numa óptica de extensão, modernização e transformação do Porto do Mindelo, cada vez mais num porto transatlântico, com esse nível, e aumentar a capacidade de oferta de serviços a nível nacional, mas também a nível do Atlântico Médio”, explicou.

Além disso, conforme o governante, o Porto Novo, em Santo Antão, por seu lado, ganhará uma extensão de 275 metros, o que vai permitir a acostagem de grandes cruzeiros ou que grandes navios que saem de Portugal ou de qualquer outra origem possam também fazer a sua descarga nesse porto.

Conforme Jorge Santos, o Governo também projecta a terceira fase do Porto de Palmeira, na ilha do Sal, tendo em conta que se encontra numa ilha turística que recebe mais de 420 mil turistas por ano.

Segundo o ministro, o Governo também pensa priorizar, no próximo ciclo governativo, obras de expansão e modernização do Porto da Praia, para construir o corredor Praia-Dakar-Abidjan, bem como a modernização do Porto do Tarrafal de São Nicolau, na sua vertente de pesca, e do Porto de Vale de Cavaleiros, na ilha do Fogo.

Sobre os protocolos assinados entre a Enapor e os portos de Portugal, o ministro considerou que demonstram o alinhamento de Cabo Verde com as melhores práticas do mundo, uma vez que estabelecem o desenvolvimento de iniciativas conjuntas nas áreas da inovação, logística, sustentabilidade, segurança e formação.

Para o presidente do conselho de administração da Enapor, Ireneu Camacho, essa cooperação é “particularmente relevante”, pois permite à empresa “acelerar os processos de inovação, reforçar as competências técnicas” e aproximar o sistema portuário de Cabo Verde de padrões internacionais “de eficiência, segurança e sustentabilidade”.

Por seu lado, o presidente do conselho de administração dos portos de Sines e do Algarve, Pedro Ramos, em Sines existem mais de 20 rotas regulares que ligam essa cidade do distrito de Setúbal ao resto da Europa e ao mundo.

Por isso, vincou que “incluir Cabo Verde nesse eixo Europa-África-América, através do Atlântico, é absolutamente fundamental”.

Mas, sublinhou, o mais importante é “assinar e executar esses protocolos”.

Pedro Ramos informou que “são vários os eixos” que pretendem desenvolver com Cabo Verde, entre os quais a “digitalização, para simplificar processos, a descarbonização, a cibersegurança e a capacitação e qualificação” das pessoas.

O presidente do conselho de administração do Porto de Lisboa, do Porto de Setúbal e do Porto de Sesimbra, Vítor Caldeirinha, considerou que os portos de ambos os países podem “trocar experiências técnicas”, com destaque para a “descarbonização, a digitalização, concessões, a capacitação e a formação”. In “Balai Cabo Verde” com “Inforpress”



sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Macau - Pode ter papel “importante” quando Timor-Leste legislar o jogo

Timor-Leste está a debater a possibilidade de introduzir uma lei que permita a abertura de casinos. Se isso for uma realidade, a experiência de Macau “pode ser importante” para o processo que se seguirá, dada a sua “grande experiência” no sector, disse ao Jornal Tribuna de Macau o embaixador timorense em Pequim. Loro-Horta referiu, por outro lado, que Timor tem de aproveitar a totalidade das vagas para bolsas de estudo concedidas pela RAEM para que alunos venham estudar nas universidades do território. “Isso não está a ser aproveitado, por desconhecimento”, revela. Sobre o investimento de empresários locais no país, o diplomata confirma que “há alguns”, sobretudo no sector do café, mas também na construção de hotéis e no consequente desenvolvimento do turismo


Em Timor-Leste existe jogo, em pequena escala, mas a maior parte é ilegal, pelo que o pequeno país asiático tem acelerado o debate para a introdução de uma lei sobre o jogo. Segundo referiu ao Jornal Tribuna de Macau o embaixador timorense em Pequim, numa breve passagem por Macau, caso sejam permitidos os casinos no seu país, Macau pode desempenhar um “importante papel” no desenvolvimento do sector, no processo seguinte à aprovação da lei.

“Dada a sua grande experiência na gestão da indústria do sector do jogo, não tenho dúvida de que Macau será o parceiro ideal para a concretização do processo de abertura dos casinos em Timor-Leste”, salientou Loro-Horta, sem especificar em que moldes esse apoio seria concretizado.

Para o diplomata, “devido aos laços históricos que Macau tem com Timor, e mesmo a proximidade geográfica, não fará muito sentido levar companhias europeias ou americanas, tomando em consideração que Macau é, há vários anos, a maior cidade do jogo, tendo ultrapassado Las Vegas, fazendo muito dinheiro com o jogo”.

Acrescenta que em Timor já existe uma “enorme cultura de jogo, permitindo-se certas casas de jogo, principalmente com ‘slot-machines’”. Assim sendo, diz-se a favor da legalização e apresenta a sua razão: “É muito simples, se as pessoas continuam a jogar, então mais vale legalizar e convidar-se companhias sérias que têm décadas de experiência neste sector, como Macau”. “O Estado beneficiaria de impostos pagos pelas operadoras, a que se junta tudo aquilo que os casinos podem trazer, ou seja, turismo, hotéis, restaurantes, todo um ecossistema que é criado”.

O timorense, de 47 anos, nascido em Moçambique, que exerce o cargo de embaixador na capital chinesa há cerca de dois anos e meio frisa que a questão de abertura de casinos “está a ser discutida há muito tempo, até porque há cada vez mais sectores da sociedade interessados em que isso se concretize”.

No entanto, admite que há algum receio, por causa dos problemas sociais. “Sim, é verdade, há esse risco, mas julgo que o importante é haver controlo, regras rigorosas, como existe em Macau, não permitindo que, por exemplo, os funcionários públicos entrem nos casinos, ou pelo menos exigir que, para jogar, provem o seu rendimento mensal”.

Na relação com Macau, Loro-Horta destaca a questão dos estudantes timorenses que pretendem estudar no território. Segundo sabe, há 10 vagas de bolsas de estudo que podem ser aproveitadas, “mas apenas cinco estão a ser utilizadas, por desconhecimento, uma vez que não há muita informação e os alunos não sabem como candidatar-se”, observa, desejando que “essas oportunidades de virem para Macau sejam em breve uma realidade para os estudantes de Timor-Leste, para que depois possam regressar e ajudar o país a desenvolver-se”.

Ainda na vertente da juventude, o representante de Timor-Leste em Pequim lamenta o alto grau de desemprego. “Esse é um dos grandes problemas que enfrentamos, já que 70% da nossa população tem menos de 35 anos de idade e os números do desemprego são de facto elevadíssimos”, constata, falando numa estimativa de entre 70% a 80% de falta de emprego em Díli e Baucau.

O Estado ainda é o maior empregador, dispondo de cerca de 50.000 funcionários públicos, para uma população de perto de um milhão e 400 mil pessoas. “É muito”, diz. “O máximo que devíamos ter era 20.000”, destaca, referindo que o problema é “não haver sector privado e por isso os governos vão dando trabalho no Estado para tentar aguentar a pressão social”.

A falta de trabalho, principalmente para os jovens, tem sido “um pouco aliviada” com os trabalhadores emigrantes. “Têm ido para a Austrália, trabalhadores agrícolas fundamentalmente, mas também em fábricas, outros para a Coreia do Sul, sobretudo para o sector da pesca, para os parques de pesca, e também para o Reino Unido, mas aqui o Brexit fez regressar muitos timorenses, que recebem incentivos para voltar à terra natal”, salienta.

Empresários chineses fazem investimentos

No que concerne às riquezas naturais, que podem ajudar a crescer o país económica e socialmente, mencionou o petróleo, o gás natural e os minerais, principalmente, mas também o café, que tem gerado o interesse de muitos empresários, incluindo os de Macau, em importar o produto. “Há, nesse sector, algumas empresas de Macau que se têm dirigido a Timor, mas existe outro tipo de investimento da RAEM, que é na construção de hotéis, o que julgo crescerá bastante com a possibilidade de abertura dos casinos”, reforça.

Admitindo que a grande prioridade do Governo liderado por Xanana Gusmão é diversificar a economia, Loro-Horta reconhece a “grande dependência” do petróleo e do gás natural.

“Existem três áreas em que nós estamos a ver possibilidades de investir para poder diversificar a economia, que são o turismo, o sector agrícola e também as pescas”, afirma, apontando para os investimentos que os empresários chineses podem fazer, sendo que “a China é actualmente o segundo parceiro económico de Timor-Leste, logo a seguir à Indonésia”.

Nesse sentido, muito do seu trabalho como embaixador tem sido direccionado para o contacto com companhias do sul da China, principalmente de Guangdong, mas também de Fujian, Guangxi e Wuhan. “Há de outras partes da China, mas fundamentalmente a maior parte das empresas chinesas e as comunidades chinesas residentes em Timor são pessoas do sul da China, da região da Grande Baía e zonas próximas, que já é uma tradição que vem desde o século XIX”, lembra.

Na área de pescas e da aquacultura existem, de acordo com o diplomata, companhias interessadas em instalar-se em Timor-Leste. Por isso, “queríamos ver a possibilidade de aprofundar mais essa cooperação para ver se conseguimos investimentos chinês no nosso sector de pescas e não só na economia azul de maneira geral”, indica.

Dá exemplos de investimento chinês em viveiros de camarão, na zona de Manatuto, havendo outros interessados no mesmo sector na zona de Viqueque. O governo já deu o terreno, tendo-se iniciado a construção de infra-estruturas, como tanques.

Quanto ao turismo, Loro-Horta, filho do Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, aborda a questão “fundamental” de haver no futuro mais voos regulares de acesso directo a Díli. “Para que o turismo se desenvolva, concretamente o turismo da China, é preciso mais voos directos para a capital”, reconhece.

Existem três vezes por semana, operados pela Aero Díli, entre Xiamen e Díli, e agora começou um voo também para outra cidade chinesa. “Tudo isso é um factor de desenvolvimento”, menciona, sublinhando que visita do Chefe de Estado timorense a Pequim, em 2024, onde se encontrou com o Presidente Xi Jinping, assim como a entrada de Timor-Leste na Associação de Nações do Sudeste Asiático, fez elevar o nível do país nas “Parcerias Estratégicas Abrangentes” da República Popular da China.

Loro-Horta conclui com o ponto da situação político-social de Timor-Leste. “O país está bastante estável, sobretudo se compararmos com alguns países da nossa região”, refere, afirmando que “a última vez que tivemos um caso sério de violência política foi em 2008, quando houve o atentado contra o Presidente Ramos-Horta”.

No ano passado registaram-se algumas manifestações de estudantes, protestos parecidos com o que se passou no Nepal, na Indonésia e nas Filipinas, com os jovens a criticarem o Parlamento por pretender comprar carros novos. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”



terça-feira, 30 de dezembro de 2025

China - Sector financeiro de Macau foi a Cantão e Foshan para promover investimento nos Países de Língua Portuguesa

Visitas a empresas sediadas em Cantão e Foshan e sessões promocionais com foco nas operações práticas do negócio nos mercados dos países de expressão portuguesa (PLP), preencheram o programa da recente deslocação de uma delegação de representantes de instituições financeiras de Macau àquelas cidades da Grande Baía. As acções coordenadas pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) visaram promover oportunidades de negócios e investimento para as empresas que desejam expandir-se para os mercados dos PLP.


No primeiro de dois dias, teve lugar em Foshan a sessão de promoção “Aproveitar as Oportunidades de Cooperação Sino-Lusófona, Expandir o Comércio e Investimento da Estratégia do Oceano Azul”, co-organizada pelo IPIM e pela Associação de Importação e Exportação do Distrito de Shunde. Instituições financeiras de Macau e Foshan abordaram questões de operações práticas, como a liquidação comercial nos PLP e a mitigação dos riscos de câmbio, “proporcionando explicações profissionais e contando com a participação de mais de 130 representantes de associações comerciais da região”, segundo o IPIM.

Na ocasião, Sam Lei, vogal do Conselho Administrativo do organismo, frisou que a RAEM está empenhada em reforçar o papel de “elo de ligação infalível” entre a China e os PLP.

Os representantes das empresas participantes “reagiram de forma entusiástica”, sublinha o IPIM, referindo que uma mostrou interesse em aproveitar a plataforma de Macau para explorar ainda mais o potencial de desenvolvimento no Brasil e em Portugal. O objectivo é utilizar os serviços financeiros oferecidos pelas instituições de Macau, abrangendo o financiamento transfronteiriço, facilitação de liquidação e soluções de gestão de riscos adaptadas aos PLP.

Antes e depois da sessão de promoção, a delegação visitou quatro empresas de referência do sector de Cantão e Foshan com “expressas intenções” de desenvolvimento nos mercados dos PLP, em áreas-chave como manufactura de ponta, ‘big health’, medicina tradicional chinesa, comércio de consumo intensivo e engenharia de transportes ferroviários, apresentando em detalhe os serviços e suporte que Macau pode oferecer para a ligação ao mercado sino-lusófono. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sábado, 29 de novembro de 2025

Timor-Leste destaca acordo aéreo com Macau

O Governo timorense sublinhou a importância do Acordo de Serviços Aéreos, em preparação para ser assinado entre Macau e Timor-Leste, pela possibilidade que abre aos voos aéreos diretos do país para a região chinesa da Grande Baía

Num discurso no Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), que abriu uma sessão de promoção do investimento em Timor-Leste, o ministro timorense para o Planeamento e Investimento Estratégico (MPAE), Gastão Francisco de Sousa, sublinhou a importância do acordo, pela “possibilidade de estabelecer ligações aéreas diretas entre Timor-Leste, Macau e a Grande Baía”.

O voo semanal entre Díli e Xiamen, na província chinesa de Fujian, “continua a reforçar as ligações” entre Timor-Leste e China, sublinhou o dirigente, referindo-se à única rota aérea direta entre os dois países, inaugurada em fevereiro.

Referindo-se ainda ao plano de ação trienal do Fórum de Macau, o ministro timorense destacou as medidas previstas no setor financeiro ao incluir o “uso da moeda chinesa, o renminbi (RMB), no comércio bilateral”, e saudou “a abertura dos mercados financeiros chineses ao investimento externo”.

“Para Timor-Leste, esta cooperação permitiria apoiar a comunidade empresarial chinesa em Díli, reforçar fluxos de investimento e aprofundar a integração regional, sobretudo no contexto da ASEAN [Associação de Nações do Sudeste Asiático]”, organização à qual Timor-Leste aderiu formalmente em outubro.

O Chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai, destacou na semana passada a prioridade dada à “promoção do renmimbi” nas trocas comerciais com os mercados lusófonos.

Sam Hou Fai recordou que, em maio, os bancos centrais da China e do Brasil assinaram um memorando de cooperação estratégica financeira e renovaram um acordo bilateral de linhas de câmbio nas moedas locais.

Pequim, uma das principais capitais promotoras do Brics Pay – sistema de pagamentos dos BRICS, alternativo ao Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication (SWIFT, dominado pelo dólar, e instrumento usado frequentemente pelo Ocidente para a imposição de sanções), tem procurado internacionalizar o renmimbi, moeda que não é inteiramente convertível em outras moedas.

Gastão Sousa, que está em Macau quando Timor-Leste comemora os 50 anos da proclamação unilateral da independência em 28 de novembro de 1975, saudou ainda o aprofundamento da “cooperação prática com a China em vários setores prioritários”.

“Nas pescas, trabalhamos com a Direção-Geral de Pescas para garantir que a cooperação no âmbito do Fórum de Macau esteja alinhada com a nossa Política para a Economia Azul, acolhendo investimentos de grande dimensão, como o projeto da Guangxi Yanxi Fishery Development, através da Timor Sea Fishery Development, num valor equivalente a 685 milhões de dólares”, pontuou o ministro.

Já no setor da agricultura, o governante timorense sublinhou a importância da cooperação entre sete municípios de Timor-Leste e a província de Hunan, na China, especialmente na produção de arroz e no desenvolvimento turístico agrícola.

“Acolhemos igualmente o investimento plurifásico do Grupo Caizi China, no valor de mil milhões de dólares, já iniciado com a construção da fábrica de manufatura em Ulmera e do ‘resort’ integrado em Tíbar, Liquiçá”, concretizou.

O governante deixou um convite às entidades oficiais de Macau e aos empresários presentes na sessão a explorarem “oportunidades nos setores do turismo, agricultura, energia renovável, economia azul, serviços digitais, transporte e logística” e ainda à construção de parcerias nos setores do conhecimento e da tecnologia. In “Plataforma” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Angola - Fabrimetal aumenta capacidade para 25 000 toneladas/mês

Comemoração do 15.º aniversário coincide com a entrada em funcionamento de uma nova unidade no início do próximo ano que vai permitir à Fabrimetal aumentar em 67% a sua produção actual


A Fabrimetal vai elevar a sua capacidade produtiva de 15.000 para 25.000 toneladas de aço por mês, graças a um novo investimento que marca a entrada da empresa numa fase de expansão acelerada. O anúncio coincide com a celebração dos 15 anos da empresa, reforçando o seu papel estratégico na redução das importações, no fortalecimento da cadeia industrial e na diversificação económica de Angola.

Numa cerimónia realizada no espaço Marenostrum, na Ilha de Luanda, colaboradores, parceiros e representantes do sector industrial revisitaram o percurso da empresa, numa altura em que a expansão da produção surge como o ponto mais importante da sua evolução recente.

Criada em 2010, a Fabrimetal iniciou operações com uma produção "modesta" de cerca de 2000 toneladas mensais, orientada sobretudo para o mercado informal. A partir de 2015, uma nova estratégia conduziu a empresa a um processo de restruturação que permitiu a migração para o mercado formal, com investimentos focados em qualidade, eficiência e modernização tecnológica. Quinze anos depois, a capacidade atingiu 15.000 toneladas/mês - sete vezes mais do que no início - e prepara-se agora para aumentar em mais 10.000 toneladas.

O reforço permitirá consolidar o seu peso no mercado nacional e contribuir para a diminuição da dependência externa de aço, num contexto em que a produção local ganha relevância para a estabilidade cambial e para a competitividade dos sectores da construção e das infraestruturas.

Este crescimento tem reflexo directo no emprego: a empresa conta hoje com cerca de 860 trabalhadores, 85% dos quais são nacionais, num modelo que promove transferência de competências e industrialização inclusiva. Durante a cerimónia, o director-geral, Luís Diogo, afirmou que os 15 anos da empresa representam "uma história feita de coragem, de pessoas e de aço", reforçando que a expansão produtiva é também um contributo para o desenvolvimento da economia angolana.

A aposta da Fabrimetal estende-se à sustentabilidade, com a utilização de sucata ferrosa adquirida localmente, prática que alimenta a economia circular e reduz resíduos. Desde 2016, a empresa desenvolve iniciativas sociais nas comunidades vizinhas, especialmente nas áreas da educação e da saúde. Num ambiente industrial marcado por volatilidade económica e desafios estruturais, Luís Diogo destacou a resiliência da equipa, sublinhando que "o aço que sai das nossas linhas é forte - mas a nossa equipa é ainda mais forte". In “Expansão” – Angola


sábado, 22 de novembro de 2025

São Tomé e Príncipe - Projeta grande investimento em energia limpa nos próximos 25 anos

São Tomé e Príncipe enfrenta desafios estruturais no setor energético, caracterizados por custos elevados de produção, forte dependência de combustíveis fósseis e limitações na capacidade de expansão


São Tomé e Príncipe enfrenta desafios estruturais no setor energético, caracterizados por custos elevados de produção, forte dependência de combustíveis fósseis e limitações na capacidade de expansão.

“Precisamos desembolsar trimestralmente 8 milhões de dólares para a aquisição de fuel oil, sendo que 80 por cento do diesel é destinado à geração de energia”, afirmou Nelson Cardoso, Ministro das Infraestruturas e Recursos Naturais.

Para responder a este cenário, o país validou um Plano Nacional de Investimento em Energias Sustentáveis, com horizonte de 25 anos.

“Para atingir as metas energéticas, são necessários 321 milhões de dólares até 2030 e 2,7 mil milhões de dólares até 2050. Trata-se de investimentos em diferentes setores e subsetores das energias sustentáveis, incluindo projetos fotovoltaicos, solares, hidroelétricos, mobilidade elétrica e soluções de cozinha limpa”, destacou Lauren Pereira, consultora da Thirdway Partners.

A elaboração do documento resultou de um processo participativo que envolveu instituições públicas, operadores, especialistas e parceiros internacionais.

“A energia sustentável é hoje um elemento central, não apenas para a ação climática, mas também para a estabilidade económica, a segurança energética e o bem-estar da população”, sublinhou Eric Overvest, Representante Residente do PNUD em São Tomé e Príncipe.

Para o Governo, mais do que um instrumento técnico, o plano simboliza um compromisso coletivo em torno da transição energética.

“A energia sustentável é mais do que tecnologia. É um caminho para novas oportunidades, novos empregos, novos investimentos e mais dignidade para cada cidadão”, reforçou Nelson Cardoso.

O Plano, validado num workshop, contou com o financiamento do Fundo Verde para o Clima. José Bouças – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Moçambique – Província de Manica inicia produção de cevada para bebidas alcoólicas

A província central de Manica já começou a produzir cevada destinada ao mercado doméstico e internacional de bebidas alcoólicas. O processo de colheita iniciou-se no distrito de Vandúzi, com uma primeira fase prevista de 180 toneladas, podendo a produção anual atingir 600 toneladas, quantidade considerada suficiente para abastecer as fábricas de bebidas.


A governadora de Manica, Francisca Tomás, afirmou, na terça-feira (21), durante a colheita em Vandúzi, que a produção da cevada pretende aproveitar as condições agro-ecológicas favoráveis da província, aumentar o rendimento das famílias produtoras e dinamizar a economia local.

Francisca Tomás destacou que este é apenas o primeiro passo das grandes realizações previstas na província, lembrando o interesse de empresas japonesas em investir na produção de culturas comerciais adaptáveis às condições agrícolas de Manica. “Estamos a mobilizar parceiros para investirem na nossa província. Recentemente estivemos no Japão, onde mantivemos contactos com investidores que se interessaram pelas potencialidades de Manica”, explicou.

A governadora acrescentou que outros distritos, como Macate, Sussundenga e Mossurize, também têm elevado potencial para culturas de rendimento, incluindo macadâmia, litchi e abacate. Estas culturas já são comercializadas internacionalmente, com destaque para a África do Sul e países da Europa, reforçando o potencial agrícola da província e contribuindo para o desenvolvimento económico de Manica e de Moçambique, em geral. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Timor-Leste - Feira na cidade de Díli quer captar investimento da Grande Baía

A Grande Baía vai estar em destaque na primeira Exposição Internacional de Díli, capital de Timor-Leste. Está previsto que empresas de Macau e de Guangdong assinem ”protocolos de cooperação e contratos de venda e compra com as suas congéneres de Timor-Leste”

A primeira Exposição Internacional de Díli quer captar investimento da Grande Baía, estando previstos negócios entre as duas partes, em áreas como o desenvolvimento de infraestruturas ou o café, foi ontem anunciado.

A Exposição Internacional de Díli 2025, que decorre entre 28 de Agosto e 1 de Setembro, “pretende atrair mais investidores da Grande Baia (…), empresários de todos os sectores, desde comércio, prestação de serviços, instituições financeiras e banca”, lê-se num comunicado assinado pelo delegado de Timor-Leste junto do Secretariado Permanente do Fórum para Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), António Ramos da Silva.

De Macau, lê-se na nota, o Instituto de Promoção do Comércio e Investimento (IPIM) vai enviar 19 empresários de diversos sectores. Vão estar ainda presentes representantes do Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China–Países de Língua Portuguesa.

Este fundo, criado em Junho de 2013 pelo Banco de Desenvolvimento da China e o Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Macau, tem um capital total de mil milhões de dólares norte-americanos.

Em Julho de 2024, o ex-secretário-geral adjunto do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Casimiro de Jesus Pinto, disse em Lisboa que este instrumento financeiro tinha investido até à data 527 milhões de euros em 11 projectos em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e Macau.

Durante a “primeira exposição internacional organizada em Timor-Leste pelo Ministério do Comércio e Indústria”, refere-se ainda na nota, empresas de Macau e da província chinesa de Guangdong vão assinar “protocolos de cooperação e contratos de venda e compra com as suas congéneres de Timor-Leste”.

Entre os negócios previstos, Macau vai comprar mais café a Timor-Leste, com a distribuidora Timor Global a assinar um acordo no valor de 808.800 dólares com a Macau Café Companhia Limitada.

Também a empresa Água Nova de Timor (Macau) vai fazer negócio com o Ministério da Educação timorense para a instalação de máquinas de água potável nas escolas públicas do país, lê-se na nota.

No comunicado, são ainda referidos outros protocolos, nomeadamente a participação dos grupos Top Builder, de Macau, e Huafa, de Zhuhai (em Guangdong), na área do desenvolvimento de infraestruturas em Timor-Leste.

Outro investimento também previsto é o do grupo chinês Caizi em parceria com o grupo Zhuhai Deguang Electronic Products Factory no “desenvolvimento integrado”, de acordo com o comunicado.

O grupo Caizi, refere-se ainda, assinou em Janeiro deste ano um pré-acordo com o delegado de Timor-Leste junto do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, para um investimento de cerca de mil milhões de dólares, que contempla a construção de resorts integrados, de uma fábrica para a construção civil e outras indústrias.

De acordo com a página da Internet do Governo de Timor-Leste, o objectivo desta feira é “reunir países, pequenas e médias empresas, negócios, ONG e organizações governamentais” para apresentar “os seus êxitos, demonstrar as mais recentes inovações em cultura e tecnologia e promover a colaboração entre diversos sectores”. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”