Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Angola – Arrancou em Benguela a construção de fábrica que vai transformar farinha de trigo

As operações de uma fábrica com capacidade de transformar duas mil toneladas de trigo em farinha por dia, tendo em vista a produção de pão, massas alimentícias e biscoitos, arrancaram nesta sexta-feira, no parque industrial do grupo Leonor Carrinho e Filhos Lda, que prevê gerar até mil postos de trabalho em Benguela



O início da operação da unidade fabril, integrada por duas moagens de trigo, acontece num momento em que a empresa descarrega 34 mil toneladas de trigo a granel importadas através do navio Kavkaz-I de bandeira russa, de 185.6 metros de comprimento e 11.7 de largura, que atracou quinta-feira no Porto do Lobito.

Em declarações à imprensa, o administrador executivo para Finanças do grupo Leonor Carrinho, Samuel Candundo, garante estarem prontas as moagens de trigo para a produção da farinha, tendo em conta a demanda do mercado nacional e, ainda, o abastecimento da cadeia de produção na referida unidade fabril.

Segundo o executivo, o facto de a unidade começar a produzir farinha de trigo em suas moagens indica que haverá demanda da produção do trigo no país, à semelhança do que já acontece com o milho e o açúcar. "Subimos a nossa agregação de valores acima de 60 a 70 porcento", disse o gestor financeiro da Leonor Carrinho.

Relativamente às 34 mil toneladas de trigo encomendadas, o gestor prevê que esta quantidade dure apenas pouco menos de 30 dias, na medida em que a produção tem em média um consumo de 1300 toneladas por dia.

Desde 2012, quando a empresa saiu do seu "core business", o catering (distribuição de alimentação), também iniciou a aposta na transformação industrial na zona da Taka, no município de Benguela, através de um parque industrial que concentra 14 fábricas destinadas à transformação de 18 produtos diferentes, entre eles a farinha, óleo alimentar de soja, de palma e de girassol, massas alimentícias, arroz embalado, massa de tomate, biscoitos, margarina, sabão, leite condensado, vinagre, maioneses e ketchup.

Porém, Samuel Candundo destacou a presença hoje no mercado da massa alimentícia da marca "Tio Lucas", embalada no parque industrial da empresa, como exemplo do modelo de diversificação que a Leonor Carrinho segue e que, a seu ver, agrega valor à produção nacional. "Na empresa, 100 porcento do produto que vendemos é feito em Angola", anota.

Com isso, a empresa entrou neste momento em seu segundo plano estratégico, numa visão de "integração invertida", e pretende que o trigo e o milho como matéria-prima sejam produzidos no país, num futuro muito curto, reduzindo custos com as importações, como explica.

Aos industriais do país, Samuel lança o repto para que façam projectos concretos e realistas, visto o processo industrial ser complexo. Levando a água ao seu moinho, o administrador financeiro da Leonor Carrinho diz estar em curso estudos, envolvendo especialistas no sector da agricultura, que vão ajudar a perceber e ver quais as localidades onde determinadas sementes e culturas se dão bem.

No que às capacidades instaladas no parque industrial diz respeito, a fonte recusou-se a avançar números, considerando que estas informações estão reservadas para o acto de inauguração do empreendimento, previsto para o dia 29 deste mês. "A expectativa da empresa é de que os angolanos verão que merecem muito mais do que aquilo que estavam a receber", exprimiu.

Apesar da capacidade existente, o responsável admite que ainda não chega para cobrir todo o mercado "Angola de hoje já não é de 21 milhões de habitantes, como antes. Mas sim de 30 milhões aproximadamente", observa. E defende o surgimento de outras fábricas como esta para atender às necessidades alimentares das famílias angolanas que tanto dependem destes produtos.

A empresa já prepara o lançamento, nos próximos dias, de um segundo plano virado para a região Norte do país e que, para o administrador executivo da Leonor Carrinho, vai aumentar ainda mais a capacidade no sentido de dinamizar a produção nacional.

Projecto vai gerar quase mil empregos em Benguela

De momento, a zona industrial instalada em Benguela já está com mais de 500 postos de trabalho criados, especialmente ocupados por jovens recrutados em universidades nacionais, como dez engenheiros mecânicos formados pela Universidade Mandume ya Ndemufayo, e outros provenientes de institutos superiores ou médios politécnicos de Benguela.

"O parque é um grande impulso à empregabilidade da juventude e dos cidadãos angolanos, em geral", exalta o responsável, adiantando que estão projectados num mesmo espaço industrial multifacetado 900 postos de trabalho. Desde já, arranca dentro de dias a segunda fase - a refinação de óleo vegetal, sabão e processamento de carnes, que vai empregar os outros 400 empregos.

Como a formação desempenha um papel estratégico na operacionalização do parque industrial, também anunciou para dentro de dias a inauguração de uma academia para potenciar os jovens angolanos para que sejam a força motriz dessa grande transformação industrial que está a nascer em Benguela.

Samuel Candundo destacou o facto de pertencer a um projecto genuinamente angolano. "Pensado, desenhado e executado por quadros angolanos da empresa", assevera, justificando que o recurso ao estrangeiro, nomeadamente técnicos turcos, que trabalharam na montagem das diferentes fábricas, deveu-se apenas à necessidade de ir buscar o conhecimento que faltava. In “Novo Jornal” – Angola com “Angop”

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Angola - Porto do Lobito recebe segundo carregamento de minério em seis meses

A utilização dos Caminhos de Ferro de Benguela (CFB) para escoar minérios oriundos da República Democrática do Congo (RDCongo) foi retomada pela segunda vez em seis meses, com a chegada de novo carregamento no sábado ao porto do Lobito



Segundo notícia da imprensa local, um comboio dos CFB chegou àquele porto da província angolana de Benguela com 28 vagões, que transportaram 1200 toneladas de minério de cobre provenientes da região mineira de Kisenge, província de Katanga (RDCongo), e tem como destino a Bélgica.

O minério pertence à empresa Access World e está armazenado no Porto Comercial do Lobito a aguardar pela chegada, nos próximos dias, de um navio para que possa ser embarcado.

A mercadoria foi embarcada no Luau (no leste da província do Moxico e cidade junto à fronteira com a província congolesa democrática do Katanga), no âmbito do projecto de revitalização do Corredor de Desenvolvimento do Lobito.

Trata-se do segundo carregamento de minério oriundo da RDCongo transportado pelos CFB este ano, depois de, a 05 de março deste ano, a companhia ferroviária ter trazido para o Lobito 1000 toneladas de manganês, instaladas em 25 carruagens com 50 contentores, com destino à Índia.

Na ocasião, o ato foi marcado por forte emoção para destacar a concretização do reinício das operações internacionais do CFB, mais de 30 anos depois, tendo em vista os países encravados como a Zâmbia e a República Democrática do Congo, visando dar um novo impulso à economia angolana.

No sábado, ao intervir na cerimónia simbólica de recepção do minério na "estação zero" dos CFB, o presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Agostinho Estêvão Felizardo, não adiantou o valor que a empresa poderá embolsar com a operação, salientando que a unidade portuária tem condições para operações desta envergadura.

"O Porto do Lobito está mais preocupado em mostrar à comunidade internacional que estas operações de embarque de minério já são possíveis", disse o gestor, salientando que a chegada de mais uma carga está em linha com o compromisso do Executivo de redinamizar o Corredor de Desenvolvimento Económico do Lobito, através do CFB e do Porto.

Por sua vez, Luís Lopes Teixeira, presidente do Conselho de Administração dos CFB, também se escusou a falar sobre os custos operacionais, mas adiantou que a viagem de comboio durou 36 horas, partindo do Luau, província do Moxico, ponto de ligação com os comboios da RDCongo.

Nem Agostinho Estêvão Felizardo nem Luís Lopes Teixeira indicaram se as operações de transporte são para continuar ou se há mais contratos para escoar quaisquer outros minérios oriundos da RDCongo ou da Zâmbia. In “Novo Jornal” – Angola com “Lusa”

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Angola – Internacionalização das vias férreas

Conclusão do caminho-de-ferro de Benguela vai impulsionar crescimento económico de Angola

A conclusão das obras de reconstrução do caminho-de-ferro de Benguela vai ter um efeito positivo na economia de Angola, através do estímulo a sectores como a extracção de diamantes e agrícola naquela zona do país, afirmou a Economist Intelligence Unit.

 A cargo da China Railway Construction, um dos maiores grupos chineses de construção civil, a reconstrução dos 1344 quilómetros de linha férrea demorou cerca de 10 anos, implicou a reparação ou construção de 67 estações e representou para o Estado angolano um custo de 1,83 mil milhões de dólares.

No seu mais recente relatório sobre Angola, a EIU adianta que a previsão de crescimento da economia de Angola deverá ser revista em alta a fim de acomodar o impacto da entrada em funcionamento daquela artéria ferroviária.

O próximo passo poderá ser mesmo a privatização, sendo “essencial que estes activos potencialmente valiosos não sejam cedidos demasiado baratos ou a firmas sem capacidade suficiente para os tornar bem sucedidos.”

No caso de Luanda, ao longo dos últimos 18 meses têm sido a Caminhos de Ferro de Luanda (CFL) a operar os 400 quilómetros que ligam a capital do país a Malange, centro da produção agrícola do país, mas têm-se deparado com custos de funcionamento elevados, que “estão a ser fortemente subsidiados”, de acordo com a EIU.

Também neste caso, adianta, procura-se um investidor privado que possa começar a operar a linha de caminho-de-ferro numa base comercial.

O caminho-de-ferro de Benguela liga o porto do Lobito à fronteira com a República Democrática do Congo, estando planeado o reforço das ligações congolesas à fronteira, o que permitiria uma alternativa de escoamento das exportações minerais do país vizinho, hoje limitadas à África do Sul.

O governo de Angola tem estado a estudar a fusão das empresas gestoras das principais linhas de caminhos-de-ferro do país, reconstruídas com as linhas de crédito da China, estando previsto ceder a gestão comercial mas mantendo uma posição de controlo numa nova empresa, a Caminhos de Ferro de Angola, que ficaria com as infra-estruturas.

A nova empresa resultará da fusão das empresas gestoras Caminho de Ferro de Benguela (CFB), Caminho de Ferro de Luanda (CFL) e Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM).

O plano de desenvolvimento do Sistema Integrado dos Caminhos-de-Ferro, aprovado pelo governo angolano, prevê a ligação das três linhas de caminho-de-ferro existentes às redes ferroviárias dos países vizinhos – República Democrática do Congo, Zâmbia e Namíbia.

Assim, o caminho-de-ferro de Benguela (CFB) deve ligar-se à Zambian Railways, através de um ramal especial entre a estação de Luacano, no Moxico, e a nova linha de Lumwana, em construção na Zâmbia.

O caminho-de-ferro de Namibe (anteriormente Moçâmedes) vai ligar-se à linha ferroviária da Namíbia, partindo da estação do Cuvango, numa extensão de 343 quilómetros, até Oshikango, em território namibiano, junto à fronteira com a província angolana do Cunene.

Está ainda em estudo a construção dos caminhos-de-ferro do Congo, que ligarão Luanda às províncias do Bengo, Uíge, Zaire e Cabinda, numa extensão de 950 quilómetros, interligando-se depois com o Chemin de Fer du Congo Ocean, no Congo Brazzaville. In “Cargo Edições” - Portugal

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Angola – Linha ferroviária de Benguela concluída

A China Railway Construction deu por concluída a empreitada de reconstrução da linha de caminho-de-ferro de Benguela, em Angola, com uma extensão de 1344 quilómetros entre o Oceano Atlântico e a República Democrática do Congo, informou quarta-feira, 13 de Agosto de 2014, a agência noticiosa Xinhua.

Liu Feng, responsável da empresa pelo projecto em Angola, disse que esta linha é das três grandes existentes em Angola a que tem maior extensão, sendo igualmente a mais rápida, ligando a cidade costeira do Lobito à vila fronteiriça de Luau, de onde prossegue para se ligar à rede ferroviária da RD do Congo.

De acordo com a China Railway Construction, esta empreitada, que implicou a reconstrução de 67 estações e permitirá uma velocidade máxima das composições de 90 quilómetros por hora e 20 milhões de toneladas de carga por ano, representou para o Estado angolano um custo de 1,83 mil milhões de dólares.

Liu disse ainda à Xinhua que esta obra de reconstrução teve por base a bitola (distância entre carris) utilizada na China, sendo que a anterior era a portuguesa, que não permitia velocidades superiores a 30 quilómetros por hora.

A linha de Benguela, construída em projecto chave-na-mão, passou a ter padrões chineses tendo, além disso, todo o equipamento sido importado da China, com excepção de parte da mão-de-obra, que contou com cerca de 100 mil trabalhadores angolanos.

A linha começou a ser construída por Portugal em 1899, a ligação ao Luau foi completada em 1929 e em 1931 o porto do Lobito recebeu por via férrea o primeiro carregamento de cobre proveniente do Catanga.

A China Railway Construction, cotada nas bolsas de Xangai e Hong Kong, é uma empresa que centra a sua actividade na construção de linhas de caminhos-de-ferro, auto-estradas e metropolitanos. In “Webrails.tv” - Portugal

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Angola – Mulheres de Benguela comemoraram o Dia da Mulher Africana

Mulheres sindicalizadas capacitadas sobre liderança e violência no género.

O Comité Provincial da Mulher Sindicalizada em parceria com a Direcção da Família e Promoção da Mulher de Benguela capacitou na última sexta-feira, 29 de Julho, as mulheres sindicalizadas do Porto do Lobito sobre a matéria de liderança nas organizações e a violência no género, no âmbito das jornadas comemorativas do Dia da Mulher Africana, assinalado no passado dia 31 Julho de 2014.

A capacitação foi feita em forma de palestras dirigidas pela directora provincial da Família e Promoção da Mulher, Maria do Céu e a chefe do departamento de Promoção, Ilda Águas.



De acordo com a Maria do Céu, este trabalho vai dotar as mulheres de instrumentos válidos para o trabalho que exercem e ajudar na irradicação da violência e recuperação de valores morais.

Maria do Céu asseverou ainda que “a liderança no actual mundo corporativo é tema de destaque e crescente estudo. Tudo porque a figura do líder é e sempre foi fundamental nas empresas. Há uma forte relação entre desafios e conquistas e o responsável para com os resultados alcançados, mas nota-se que maioria dos líderes são homens, e temos de lutar para que as mulheres ocupem o seu lugar”.

"Os avanços têm sido enormes e no futuro tudo se fará para que a mulher angolana alcance o espaço que almeja, porque ao longo da história elas têm mostrado a vontade e a capacidade de estar com o homem em todas as vertentes", uma vez que os líderes se tornaram elementos-chave na relação entre as metas e pôr em prática as estratégias para que estas sejam atingidas exprimiu a responsável.

Por seu turno Ilda Águas afirmou que “ violência é uma experiência traumática para qualquer homem ou mulher, mas a violência de género é preponderantemente infligida contra as mulheres. Ela reflecte e ao mesmo tempo reforça as desigualdades entre homens e mulheres na sociedade”.



As consequências da violência de género, disse a palestrante, são devastadoras, uma vez que, as sobreviventes sofrem sequelas emocionais, durante toda a vida como podem também padecer de problemas de saúde mental e de saúde reprodutiva.

A responsável do departamento provincial da promoção frisou que “é preciso aprofundar as causas da violência no género, mas também trabalhar a parte preventiva da segurança em toda a sua dimensão, os factores que estão directamente ligados à educação e à cidadania para que possam de facto ter resultados a médio e a longo prazo.

“Para isso temos de continuar a definir estratégias para o combate deste tipo de criminalidade específico, já que esses crimes implicam respostas específicas e integradas”, já que, segundo a mesma, O impacto da violência pode afectar as gerações seguintes, as crianças que presenciaram maus-tratos ou foram vítimas de violência, sofrem danos psicológicos profundos, indicou.

Durante a prelecção dos temas, as mulheres aprenderam métodos para boa liderança e para combater a violência e tipos de liderança. In “Porto de Lobito” - Angola

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Angola – Porto do Lobito uma porta para a Zâmbia

Porto do Lobito mobiliza interesses da Zâmbia

A Zâmbia está interessada em escoar minérios através do Porto do Lobito, pelo facto de esse empreendimento jogar um relevante papel no escoamento do cobre, cobalto e ouro, extraídos das minas de Kansanshi e Lumwana, no noroeste do país.

A afirmação é do Ministro das Relações Exteriores da vizinha República da Zâmbia, Harry Kalaba, que constatou o funcionamento do Porto do Lobito, no quadro da sua visita a Benguela.

O chefe da diplomacia zambiana acompanhado da Secretária de Estado do Ministério das Relações Exteriores para a Cooperação, Maria Ângela Teixeira de Alva Bragança, explicou que grande parte dessas minas estão situadas próximas da fronteira com Angola sendo, por isso, mais rentável utilizar o caminho-de-ferro de Benguela, ao invés de outros, que são mais distantes e onerosos.

Harry Kalaba afirmou também que “Benguela é uma via fundamental e parcimoniosa para as exportações do cobre zambiano, bem como para importações de maquinaria, que ultimamente passam pelas longas e onerosas vias ferroviárias e rodoviárias a partir da África do Sul, através do Zimbabwe ou Botswana”.

De igual modo lembrou que, “o CFB é uma linha directa para o Porto do Lobito, sendo este o mais estratégico no Atlântico, através do qual bens para a Zâmbia podem ser importados ou exportados a preços mais módicos, em relação aos mais distantes portos sul-africanos”.

O cobre é a principal fonte de divisas da Zâmbia, contribuindo com mais de 70 por cento na economia nacional.

Recorde-se que a Zâmbia vai iniciar a construção de uma linha ferroviária que vai ligar Chingola, no coração da antiga província de Copperbelt, à fronteira de Angola, onde se junta ao caminho-de-ferro de Benguela (CFB). Porto do Lobito - Angola