Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 6 de maio de 2024

CPLP - Quer reforçar ensino da língua portuguesa para educação de qualidade

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) defendeu o reforço do ensino da língua portuguesa nos Estados membros com investimentos na formação de professores e infraestruturas para promover a educação de qualidade


O apelo foi lançado em São Tomé pelo secretário executivo da CPLP, Zacarias da Costa, no acto solene alusivo ao Dia Mundial da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, assinalado no domingo, 5 de Maio.

Para alcançar esse objectivo, Zacarias da Costa defendeu que, entre outras ações e iniciativas, "é necessário investir mais na formação de professores, na edificação de infraestruturas adequadas, na produção de materiais didáticos contextualizados e na implementação de políticas educacionais que promovam o ensino eficaz da língua portuguesa".

Segundo a Lusa, Zacarias da Costa considerou que, no âmbito do Dia Mundial da Língua Portuguesa e da Cultura, é importante refletir sobre os desafios e oportunidades enfrentados na promoção da língua portuguesa, tanto dentro como fora do espaço da CPLP. In “Jornal de Angola” – Angola com “Lusa”


segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Internacional - Consórcio liderado pela Universidade de Coimbra vai desenvolver tecnologia inovadora que garanta a qualidade da água de consumo

Chama-se H2OforAll e o grande objetivo deste ambicioso projeto internacional, liderado pela Universidade de Coimbra (UC), é desenvolver um conjunto de tecnologias inovadoras que atuem a nível da prevenção, monitorização e descontaminação da água de consumo, garantindo a máxima qualidade da água que bebemos, bem como normas orientadoras de apoio aos decisores políticos, quer em termos de legislação, quer ao nível de comportamentos a adotar pela população.

Para alcançar os objetivos propostos, o projeto, liderado por Rui Martins, do Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), conta com quatro milhões de euros atribuídos pela União Europeia (UE) no âmbito do programa Horizon Europe. O H2OforAll arranca no dia 1 de novembro e tem a duração de três anos. Além de Portugal, envolve investigadores e empresas da Alemanha, Bélgica, Chipre, Espanha, Israel, Países Baixos, Polónia, Reino Unido e Suécia.


Genericamente, as várias equipas do projeto vão desenvolver tecnologias vanguardistas de monitorização da qualidade da água de consumo doméstico, de proteção das fontes de água potável e de redução da quantidade de produtos de desinfeção nestas águas.

Tendo em conta os fenómenos severos provocados pelas alterações climáticas, como a seca extrema, e a contaminação provocada pela ação humana, a deterioração das fontes onde é captada a água que posteriormente vai chegar às nossas torneiras tende a agravar, o que exige maiores quantidades de desinfetantes para garantir a qualidade da água de consumo.

Esta realidade, explica Rui Martins, torna urgente o desenvolvimento de novos métodos e tecnologias que garantam, no presente e no futuro, «a segurança máxima da água de consumo. Ao ser necessário utilizar cada vez mais cloro na desinfeção de água potável, essencial para impedir doenças, uma das consequências é a geração dos chamados subprodutos de desinfeção (DBPs, na sigla inglesa), produtos químicos produzidos em resultado da reação entre os desinfetantes e os compostos orgânicos presentes na água de origem».

Esses subprodutos de desinfeção, se não forem identificados e controlados, «podem ser nocivos para a saúde humana e para os ecossistemas», sublinha o cientista da FCTUC. Um dos objetivos do projeto, avança, é justamente «prevenir a formação desses DBPs, utilizando processos de pré-tratamento da água que consigam remover compostos que lá se encontrem e que são promotores desses subprodutos de desinfeção. Por outro lado, pretendemos desenvolver estratégias alternativas de desinfeção inovadoras que não contenham químicos, utilizando, por exemplo, a radiação ultravioleta, porque ao retirar o cloro ou diminuir a quantidade de cloro a introduzir nas águas, reduzimos a possibilidade de formação de DBPs».

Ao nível da monitorização, o H2OforAll propõe desenvolver soluções tecnológicas que permitam controlar e acompanhar todo o percurso da água – desde a captação até à distribuição.  No fundo, explica o líder do consórcio, «propomos encontrar mecanismos para monitorizar o que se passa, a cada momento, na rede. Para tal, vamos desenvolver sensores adequados para a monitorização da qualidade da água ao longo de todo o circuito e, a partir dos dados recolhidos em vários países, criar modelos capazes de prever o comportamento da água e dos DBPs ao longo das cadeias de distribuição, para, caso seja necessário, aplicar medidas corretivas atempadamente». Além disso, o projeto inclui também estudos de toxicidade dos subprodutos de desinfeção, essenciais para avaliar o impacto dos DBPs, quer a nível da saúde humana quer no equilíbrio dos ecossistemas.

Todas as soluções tecnológicas desenvolvidas no âmbito do projeto vão ser testadas numa instalação piloto criada pela empresa Adventech. Posteriormente, será realizado um caso de estudo em ambiente real na empresa municipal Águas de Coimbra, que é parceira no projeto. A escolha justifica-se pela «reconhecida qualidade da água da Águas de Coimbra, o que nos coloca grandes desafios, sobretudo ao nível de validação, ou seja, as tecnologias que desenvolvermos terão de ser altamente sensíveis», assinala Rui Martins.

No final do projeto, o consórcio vai ainda redigir um conjunto de recomendações técnicas de prevenção, para evitar a contaminação das fontes da água de consumo, e orientações que possam contribuir para a alteração de legislação europeia nesta matéria e de comportamentos a adotar pela população. Os investigadores acreditam que o H2OforAll terá um grande impacto, permitindo «remediar os problemas ambientais atuais e futuros, que vão ser cada vez mais graves pela escassez de água potável e devido a fenómenos climáticos extremos».

Na UC, o projeto envolve quatro centros de investigação: Centro de Investigação em Engenharia dos Processos Químicos e dos Produtos da Floresta (CIEPQPF), Centro de Química de Coimbra (CQC), Centre for Mechanical Engineering, Materials and Processes (CEMMPRE) e Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra (INESC Coimbra), numa plataforma de cooperação entre os investigadores Rui Martins, Luísa Durães, João Gomes, Igor Reva, Artur Valente, Paula Morais e Nuno Simões. Universidade de Coimbra - Portugal


sexta-feira, 8 de abril de 2022

Estados Unidos da América - Vinhos portugueses fazem “all in” no mercado americano

A ViniPortugal, que termina esta sexta-feira uma ’tour’ de promoção de vinhos portugueses nos Estados Unidos, vai reforçar o investimento no mercado norte-americano, onde antecipa que as vendas cresçam a dois dígitos em 2022


“Este ano temos como objetivo incrementar as nossas ações de promoção aqui, até porque não vamos poder fazer promoção em dois mercados que estavam a crescer para nós, a Ucrânia e a Rússia”, disse à Lusa o presidente Frederico Falcão.

“Vamos desviar muito desse orçamento para aqui, porque é um mercado com muito potencial”, explicou.

As exportações de vinhos portugueses para os Estados Unidos atingiram os 104 milhões de euros no ano passado, refletindo um crescimento de 13% que ficou acima do crescimento global (8,19%).

“O objetivo é claramente crescer acima do que crescemos no ano passado”, afirmou Frederico Falcão.

A ’tour’ da ViniPortugal, feita através da marca Wines of Portugal, começou em Boston, passou por Chicago e terminou em Los Angeles, com conversas, provas de mais de 200 vinhos portugueses e a presença de dezenas de produtores.

Em Los Angeles, a sommelier Taylor Grant, que fundou a empresa de consultoria de vinhos Salutay, frisou a relação qualidade-preço dos vinhos portugueses.

“Descobri que os vinhos não só são bons como têm um excelente valor”, disse Grant. “São vinhos que vão bem com a comida e que conseguem fazer uma ponte entre o que as pessoas estão habituadas a beber e o que aceitam experimentar”.

A sommelier considerou que há alguns vinhos portugueses “que se destacam” e defendeu que a aposta deve ser afunilar o foco para promover quatro ou cinco vinhos, de modo a aumentar o reconhecimento por parte dos clientes.

Sendo os Estados Unidos o segundo maior mercado de exportação para os vinhos portugueses (e o maior excluindo vinho do Porto), a ViniPortugal planeia regressar para mais provas. Frederico Falcão disse que estão a ser desenhadas novas investidas em Nova Iorque, Texas e Florida, a partir de outubro.

“Queremos massa crítica na América”, disse Eugénio Jardim, embaixador da Wines of Portugal nos EUA, durante o evento em Los Angeles. “Desculpem, somos gananciosos”, gracejou.

Mas o intuito não é massificar a presença de vinhos portugueses nos supermercados, onde há uma pressão para preços baixos e elevados volumes. A ideia é chegar mais às lojas de vinhos e restaurantes, onde a qualidade é valorizada.

“Nós estamos claramente interessados em aumentar a nossa exportação em preço, em valorização do vinho, e não tanto em aumentar volumes”, notou Frederico Falcão.

“A nossa estratégia é atingir garrafeiras, bons restaurantes, ter uma boa presença nos mercados mas sem ser em supermercados”, continuou.

Os compradores e distribuidores nos três eventos “dizem que os vinhos portugueses ao preço de 50 dólares [46 euros] põem num canto os vinhos europeus e de novo mundo do mesmo preço”, disse Frederico Falcão. “Muitos já começam a olhar para Portugal não como preço baixo mas como uma boa relação qualidade-preço em todos os patamares de preço.”

O facto de não serem tão reconhecidos quanto os vinhos franceses ou italianos também intriga os compradores que procuram coisas novas.

“Temos uma secção de vinhos portugueses e as pessoas ficam curiosas porque é um país do velho mundo mas não o conhecem bem”, explicou o sommelier Eduardo Bolaños, comprador de vinhos ibéricos e latino-americanos para a The Wine House, no evento em Los Angeles.

“Por causa da pandemia, as pessoas desfrutaram mais de vinho e começaram a querer explorar melhores opções”, disse Bolaños, notando que a categoria dos vinhos verdes está a atrair muito interesse.

Os anos de pandemia foram de enorme crescimento para os vinhos portugueses a todos os níveis, disse Frederico Falcão. A perceção de melhor relação qualidade-preço foi um dos principais fatores nessa expansão.

Com um investimento de 8,3 milhões de euros por ano, o trabalho que a ViniPortugal tem feito “começa a dar frutos”, considerou o presidente.

“Há quinze anos, se perguntasse a um regular americano, todos conheciam vinho do Porto mas não sabiam que era um vinho de Portugal”, disse Falcão. “Essa perceção está a mudar”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 27 de abril de 2020

Moçambique – Atribuição do selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique”

O Ministério da Indústria e Comércio concedeu, na sexta-feira, 24 de Abril, o direito de uso do selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” a um total de cinco empresas da província de Maputo, por se ter comprovado que reúnem requisitos para a sua elegibilidade à luz do Regulamento de Uso do Selo (Decreto 10/2012, de 11 de Maio), tais como a utilização significativa de recursos nacionais nos processos de produção, o cumprimento da legislação aplicável no País e a adopção de uma cultura de qualidade, através da implantação de sistemas de gestão de qualidade. Trata-se das empresas Afritubo-Tubos e Acessórios, Strides Pharma Mozambique, Prochem, Divina e C&C Neves, que se vão juntar às outras 59 certificadas com o selo “Made In Mozambique” ao nível daquela província.

Para o ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, a atribuição do selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” constitui um reconhecimento do Governo a estas empresas, por contribuírem para a valorização dos produtos e serviços nacionais e, igualmente, por estarem comprometidas com a melhoria contínua das práticas de negócio, uma vez que a elegibilidade deverá ser mantida por todo o período de validade da concessão da marca, que é de cinco anos. Por isso, “é louvável o passo dado pelas empresas, às quais apelamos a serem criativas e a esforçarem-se para que continuem a merecer a confiança e o carinho de todos os moçambicanos”, disse Carlos Mesquita, que instou às empresas distinguidas a tirarem proveito do crescimento do mercado nacional e das oportunidades de exportação resultantes das facilidades de circulação de pessoas e bens, bem como da liberalização do comércio.

Num outro desenvolvimento, o ministro da Indústria e Comércio desafiou as empresas nacionais, em particular as de pequena e média dimensão (PME), a apostarem na produção massiva de alimentos e produtos de higiene, optimizando o uso de recursos nacionais.

Por seu turno, a secretária de Estado da província de Maputo, Vitória Diogo, considerou, na ocasião, que a concessão do direito de uso do selo faz jus ao crescimento do tecido empresarial da província, não só em número mas também em qualidade.

“Este é um sinal objectivo de que, como província, estamos a contribuir para a criação, inovação e produção no País, assim como para a geração de renda e criação de mais postos de trabalho”, referiu Vitória Diogo.

Intervindo em representação das empresas distinguidas, António das Neves sublinhou que o selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” reconhece o contributo do tecido empresarial nacional para o desenvolvimento do País, devendo, por isso, significar uma mais-valia efectiva para os seus detentores.

“O selo deve constituir um instrumento de promoção de negócios sustentáveis, que satisfaça às expectativas do consumidor e que contribua para o crescimento da produção nacional e desenvolvimento económico e social do País”, afirmou. In “Olá Moçambique” - Moçambique

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Cabo Verde - Porto Novo: Água dessalinizada com certificados internacionais de qualidade

Porto Novo – A água dessalinizada consumida no Porto Novo recebeu, nos últimos três anos, dois certificados internacionais de controlo de qualidade, afigurando-se este município como sendo o primeiro no arquipélago a receber a certificação internacional pela qualidade de água produzida.

A APN recebeu, pela primeira vez, em 2014, a certificação HACCP (Análise dos Riscos e controlo dos pontos Críticos) na produção de água potável, destinada ao fornecimento público, tendo sido, agora em finais de 2017, novamente galardoada com um segundo certificado internacional, desta feita pelo modelo adoptado na gestão de qualidade da água.

A certificação é feita por várias agências intergovernamentais, das quais Cabo Verde é membro, como CODEX Alimentarius, a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Comissão Internacional de Especificações Microbiológicas dos Alimentos (ICMSF), a Organização Mundial do Turismo (OMT) e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

A APN dispõe ainda do tele-controlo do processo de produção de água.

Segundo um documento da APN, a que a Inforpress teve acesso, a empresa garante que fornece, há dez anos, água potável aos porto-novenses “com total garantia sanitária para um consumo sem riscos e restrições”.

“A aplicação de processos seguros de produção e tratamento de potabilização inovadores, aliado a um controlo eficaz e contínuo, garante qualidade à água dessalinizada no Porto Novo”, refere a APN, que procede à dessalinização da água do mar, através do processo “osmose inversa”.

A unidade de dessalinização, instalada em Dezembro de 2007, conseguiu, nesses dez anos, disponibilizar mais de dois milhões de metros cúbicos de água potável aos consumidores.

Trata-se de uma água de “excelente qualidade” mas a mais cara do país, segundo as autoridades municipais.

A Agência de Regulação Económica (ARE) já anunciou, para os princípios de 2018, a redução das tarifas, que esta própria entidade de regulação considera “elevadas”. In “Inforpress” – Cabo Verde

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

São Tomé e Príncipe – Chocolate, a aposta para o mercado internacional

São Tomé – O ministro da Agricultura são-tomense anunciou, na passada semana, em São Tomé, a intenção de lançar no mercado internacional, em 2018, uma marca de chocolate produzido em São Tomé e Príncipe.

Segundo o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Teodorico Campos, que deu a conhecer a boa nova, a produção e comercialização deste produto insere-se no quadro de diversificação de produção cacauzal e da aposta na qualidade.

De acordo com este responsável, adopção de estratégia de qualidade na exportação visa, entre outros, fazer face a pequenez territorial do país, o excesso do produto no mercado mundial e a existência de matéria-prima interna assim como de recursos humanos.

A iniciativa de fabrico de chocolate, ao qual não ignora a existência de parceiros internos com algumas acções já em curso, é mais um valor acrescentado para o arquipélago são-tomense e de afirmação da marca “São Tomé e Príncipe” no mundo exterior.

O governante que falava a propósito do dia Mundial de Alimentação, a ser celebrado hoje, 16 de outubro, ao qual reiterou que no seu país “ninguém morre de fome”.

Campos justifica a sua afirmação com o facto das ilhas, possuírem uma boa capacidade pluviométrica, a terra ser fértil e haver ciclos sazonais de produção.

“E, todos esses factores, sinais de que Deus nos abençoou, devemos aproveita-los e tirar dela, o melhor proveito, mesmo no domínio de chocolate”, acredita, defendendo, a instalação de uma fábrica de chocolate.

“Trata-se sim, de uma das nossas ambições que datam de anos”, recordou, pontuando “capacidade de transformação de matéria-prima”, explicou.

Em comunicação a Nação via televisão pública, TVS, Teodorico Campos, assegurou também, que o Governo do qual faz parte tem em vista o reforço de acções visando auto-suficiência agro-alimentar a fim de maior competência nutricional aos são-tomenses.

Para tal, além de irrigação gota à gota e expressiva, autoridades têm em curso a incrementação de horticultura em estufa em diversas localidades do arquipélago, com maior atenção para a Região Autónoma do Príncipe.

A ilha do Príncipe, porque trata-se de uma parcela de território nacional, onde se regista escassez de hortícolas, devido a maior capacidade pluviosidade da ilha.

Ainda nessa aposta de garantia de assistência agro-alimentar visando auto-suficiência alimentar, autoridades, segundo ainda este governante, aposta na suinicultura está a produzir resultados altamente positivos, mercê da cooperação com a República Popular da China.

Assim, acções de cruzamento de diferentes espécies de suínos, em Nova Olinda vão em breve traduzir-se na colocação no mercado de grande produção de carne de Porco.

Nessa perspectiva de segurança alimentar e nutricional, Teodorico Campos, reiterou que aposta das autoridades visa “o bem-estar de cada cidadão são-tomense”. In “Agência Noticiosa de São Tomé e Príncipe” – São Tomé e Príncipe

domingo, 21 de maio de 2017

Cabo Verde – Qualidade e acessibilidade dos sistemas de saúde no mundo

Andorra, do continente europeu, é o país com melhor qualidade dos sistemas de saúde do mundo. Já a República Centro Africana é o pior do ranking global. Portugal lidera os países da lusofonia, situando-se na 26ª posição da lista geral. Cabo Verde é a excepção do continente africano, contrariando a tendência com 62 pontos e uma classificação a meio da tabela geral. Estes dados constam do recente estudo da revista britânica “The Lancet”, que publicou a lista dos 20 melhores e piores países do mundo no tocante ao acesso e sistema de cuidados de saúde a nível mundial

A revista médica britânica “The Lancet” publicou a lista da qualidade dos sistemas de saúde no mundo. “O estudo abrange 195 países” e revela que o fosso entre os melhores e os e os piores tem vindo a aumentar desde 1990.

O relatório é baseado num indicador que mede a qualidade e a acessibilidade aos cuidados de saúde. O desempenho dos países é classificado numa escala de 0 a 100, de acordo com as taxas de mortalidade devida a 32 doenças que podem ser evitadas, teoricamente por uma resposta rápida do sistema de saúde.

“Andorra - pequeno país europeu localizado na cordilheira pirenaica entre o nordeste da Espanha e o sudoeste da França- é o território do globo onde há mais qualidade de cuidados de saúde”. O país recebe neste estudo 95 pontos.

Em contrapartida, a “República Centro Africana, com apenas 29 pontos, fica classificada como país com o pior sistema de saúde” no mundo.

Portugal lidera Lusofonia

Conforme o mesmo estudo, Portugal surge na vigésima sexta posição, acompanhado do Chipre, Qatar, Malta, República Checa e Reino Unido - todos com 85 pontos -, cinco lugares antes dos Estados Unidos.

No caso português, a classificação é prejudicada pelas notações baixas nos tratamentos de infeção respiratórias inferiores; leucemia; cancro da pele não melanoma, doenças cardiovasculares; hérnias inguinais e abdominais; doenças crónicas dos rins e efeitos adversos de tratamentos médicos.

Entre 1990 e 2015, o fosso entre os países que prestam melhores cuidados de saúde e os que revelam as maiores deficiências tem vindo sempre a crescer. No geral, os países da Europa ocidental situam-se nos lugares cimeiros da classificação e a África subsaariana e a Oceânia ocupam as últimas posições.

Cabo Verde excepção em África

Revela o estudo que Cabo Verde é a excepção do continente africano, contrariando a tendência com 62 pontos e uma classificação a meio da tabela.
 
Angola surge mais abaixo, com apenas 41 pontos, revelando como principais problemas a tuberculose, as diarreias, cuidados neonatais e maternais.

O Brasil, com 65 pontos, tem nos cuidados neonatais o seu ponto negro.

A Coreia do Sul, a Turquia, o Perú, a China e as Maldivas foram os países que registaram as melhorias mais significativas no sistema de saúde, nos 15 anos abrangidos pelo estudo.

Segundo conclui a revista médica britânica “The Lancet”, os cinco países onde a saúde é de melhor qualidade são Andorra, Islândia, Suíça, Suécia e Noruega.

Lista dos 20 melhores países:

Andorra, Islândia, Suíça, Suécia, Noruega, Austrália, Finlândia, Espanha, Holanda, Luxemburgo, Japão, Itália, Irlanda, Áustria, França, Bélgica, Canadá, Eslovénia, Grécia, Alemanha e Singapura.

Lista dos 20 piores países:

Togo, Etiópia, Madagáscar, Moçambique, Benin, Uganda, Burkina Faso, Costa do Marfim, Serra Leoa, Niger, Burundi, RD Congo, Sudão do Sul, Guiné, Haiti, Eritreia, Chad, Guiné-Bissau, Somália, Afeganistão e República Centro Africana. In “A Semana” – Cabo Verde com “The Lancet”