Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 13 de maio de 2022

São Tomé e Príncipe - Governo e Nações Unidas lançam projecto para valorizar produtos locais

São Tomé – O Governo de São Tomé e Príncipe e a representação das Organização das Nações Unidas (ONU) no país lançam oficialmente, no próximo dia 17 de Maio, terça-feira, o Projeto Conjunto das Nações Unidas para valorizar os produtos locais e promover o bem-estar sustentável dos santomenses, indica uma nota do PAM enviada hoje a STP-Press.

Segundo o comunicado do PAM, com a duração de 24 meses e término a 31 de Março de 2024, o projecto visa capacitar o Governo de São Tomé e Príncipe para promover cadeias de valor alimentar local sustentáveis, o desenvolvimento rural e a resiliência, através do investimento numa indústria agroalimentar ecologicamente correta e na criação de empregos para mulheres e raparigas trabalhadoras vulneráveis.

Financiado pelo Fundo Conjunto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (SDG Joint Fund), o projecto é co-implementado por quatro agências da ONU: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fundos das Nações Unidas para a População (FNUAP), Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UN-HABITAT) e Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM).

Na sua fase piloto, o projeto é implementado inicialmente na comunidade de Uba Budo, Distrito de Cantagalo, adianta a nota.

Após os dois anos-piloto, pretende-se expandi-lo com vista a construir um sistema de indústria agroalimentar sustentável e ecologicamente correto em São Tomé e na Região Autônoma do Príncipe, para melhorar a produção, processamento, armazenamento e conservação local de alimentos. Orçado em 1,6 milhões de dólares norte-americanos, o projeto é co-financiado pelo SDG Joint Fund e agências da ONU implementadoras. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”

 

segunda-feira, 4 de abril de 2022

O Brasil e o futuro do mundo

São Paulo – A participação do porto de Santos na corrente comercial brasileira atingiu 28,3% neste começo de 2022, superando a marca dos 27% que por anos serviu como parâmetro para os analistas de comércio exterior. Esse número foi o resultado de um crescimento de 16% na movimentação de cargas, que atingiu a marca de 10,6 milhões de toneladas.

Isso indica que, se não fosse a imprevista guerra declarada pela Rússia à Ucrânia, a participação do porto santista na corrente de comércio do País talvez viesse a chegar perto de 30% neste ano. Aquela movimentação deu-se especialmente em função dos embarques de celulose, milho e soja, sendo a China o nosso principal parceiro comercial, respondendo por 26,8% das transações comerciais que passaram pelo porto de Santos. Já São Paulo foi o Estado brasileiro que registrou a maior participação nessa movimentação de cargas pelo porto, alcançando a marca de 53%.

Os números mostram que a vocação do Brasil como fornecedor de alimentos para o mundo permanece firme, mas, em contrapartida, apesar de todos os esforços da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e das federações estaduais, o País continua a perder espaço entre os exportadores de produtos manufaturados, ainda que, em janeiro, as operações de cargas conteinerizadas no porto de Santos tenham registrado um aumento de 2,54% em comparação com o mesmo período de 2021.

Esse número constituiu a melhor marca para aquele mês, o que permite concluir que houve continuidade na tendência de crescimento verificada no ano passado em comparação com os números de 2020, no auge da crise provocada pela pandemia de coronavírus (covid-19). Agora, o que se teme é que essa tendência seja interrompida pelos desdobramentos da guerra no Leste Europeu.

Afinal, o movimento de contêineres em direção à China, hoje a maior potência comercial do planeta, tem sido menor, bem como menos cargas foram embarcadas a partir do mercado chinês, conforme levantamento do Instituto de Economia Mundial de Kiel, na Alemanha, que monitora o movimento de navios em cem regiões do mundo.

O Instituto previu uma queda de 2,5% para o mês de março nas exportações chinesas. E estimou queda para os países da União Europeia e dos demais integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tanto nas exportações como importações, em função do aumento dos controles alfandegários que começam a verificar o cumprimento das sanções contra a Rússia. Ou seja, com as rupturas na cadeia de fornecimento de insumos e outros produtos, a recuperação econômica pós-pandemia, fatalmente, sofrerá uma interrupção.

É de se assinalar que, antes da pandemia, setores como o automobilístico, eletroeletrônico, energético, têxtil e agroindustrial estavam em franco crescimento, mas, depois da crise provocada pela pandemia, pelo menos 70% das indústrias brasileiras tiveram impacto negativo em seus negócios, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao final de 2021, a indústria ainda se encontrava 0,9% abaixo do nível pré-pandemia, enquanto o varejo estava 2,3% abaixo do nível de fevereiro de 2020, o que mostra uma evidente perda de fôlego da economia, principalmente no segundo semestre do ano passado.

Mesmo assim, o Ministério da Economia anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2022 irá crescer 1,6%, o que contraria a estimativa do mercado financeiro que, segundo o Boletim Focus, prevê um crescimento três vezes menor, ou seja, de apenas 0,49%, em função da guerra entre Rússia e Ucrânia. Em quem acreditar? Como se vê, no mundo de hoje, tudo é possível, até a hecatombe nuclear, dependendo da estultice de alguns líderes mundiais. Mas, superada essa crise, o que se espera é que os possíveis vencedores tratem de organizar um mundo mais justo. Já seria um bom recomeço. Liana Martinelli - Brasil    

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Liana Lourenço Martinelli, advogada, pós-graduada em Gestão de Negócios e Comércio Internacional, é gerente de Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG) do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional. E-mail: lianalourenco@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

 

terça-feira, 16 de abril de 2019

Moçambique – Lançado oficialmente o novo Compal Da Terra



Depois de um ano repleto de novidades que conquistou a confiança dos seus consumidores, a marca Compal volta a surpreender com um novo lançamento em Moçambique, o novo Compal Da Terra.

O produto está disponível desde o início do ano, mas o seu lançamento foi oficializado com o novo filme TV no passado dia 07 Abril, dia da Mulher Moçambicana, “o novo Compal Da Terra é uma homenagem da marca a Moçambique, pois representa o que de melhor a terra tem. É motivo de orgulho para todos” refere Bruno Felício, Diretor de Vendas e Marketing na Sumol+Compal Moçambique.

O Compal Da Terra traz também consigo um novo look com um padrão local, a Capulana. “Mais do que cingir o corpo ou por vezes a cabeça, a capulana são capítulos e testemunhos de eventos que marcam a vida de cada mulher, cada luta, cada vitória obtida, lembranças de infância e histórias de família, esta foi a inspiração da nossa campanha, a capulana é da Terra e o novo Compal também”, sublinhou o Bruno Felício.

O novo Compal Da Terra está disponível em duas capacidades, 1 litro uma embalagem bem conhecida à mesa de todas famílias Moçambicanas e, meio litro, uma aposta mais recente da marca para consumo individual para quem o sumo é uma fonte nutritiva e importante ao longo do dia.

Compal da Terra é um néctar que se diferencia com um sabor distinto e inigualável, fruto de 18 meses de investigação e desenvolvimento, esta receita é composta por 4 frutas bastante conhecidas e apreciadas pelos consumidores Moçambicanos, Manga, Ata, Banana e Malambe “ a mistura das frutas locais é o que está a despertar maior curiosidade na experimentação, destacando-se o Malambe, uma fruta do embondeiro, também conhecido como Baobá, tem 2 x mais cálcio que o Leite e 3x mais vitamina C que a Laranja, é um super fruto”, afirmou o Bruno Felício.

Mas esta homenagem a Moçambique não fica por aqui. O orgulho é visível em Bruno Felício quando nos confessa que “houve uma preocupação imensa em trabalhar tudo com conteúdo local. A capulana inspirou-nos e une todos os visuais da campanha, na comunicação das Txopelas, no look dos Tchovas com fruta fresca, até os brindes foram comprados e produzidos localmente, tudo é Da Terra. A campanha resultou num forte magnetismo visual e de extrema relevância, estamos mais próximos dos consumidores, mas com forte intimidade local, a Capulana é da terra e é a nossa inspiração”.

Produzir a marca Compal em Moçambique com elevados padrões de qualidade, é um grande desafio, neste contexto Bruno Felício acredita que “sem qualidade não teríamos a confiança dos nossos consumidores. A confiança é principal valor da marca e produzir sumos de elevada qualidade tem a sua recompensa”.

A fábrica da Sumol+Compal sediada em Boane é a única indústria em Moçambique com uma certificação BRC foodsafety, respondendo aos mais altos padrões de qualidade internacionais e que certifica a empresa a exportar a marca para qualquer parte do mundo. Como exemplo, em Setembro de 2018 a empresa foi distinguida pelo Ministério da Indústria e Comércio de Moçambique com o primeiro prémio na categoria da empresa exportadora do ramo da indústria manufatureira.

“Por este motivo, decidimos introduzir no packging do novo Compal Da Terra o selo “Produzido em Moçambique”. A ideia de ter um produto pensado para moçambicanos e produzido em Moçambique, tem forte poder emocional e acreditamos que desperte a auto estima colectiva. É legítimo que todas as marcas tenham a ambição de ser líderes em Moçambique, mas a decisão de liderança é feita pelos consumidores nas suas escolhas diárias, a Compal é uma marca de confiança da maioria dos consumidores Moçambicanos”, concluiu Bruno Felício. In “Olá Moçambique” - Moçambique

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

América Latina – Empresários querem investir no setor agroindustrial em Angola

Um conjunto de empresários de seis países da América Latina manifestou vontade em investir no setor agroindustrial em Angola, no quadro da criação, em Luanda, da Câmara de Comércio e Indústria Hispano-Americano-Angolana (CCIHA)

Além de Angola, integram a nova câmara de comércio empresários da Argentina, Colômbia, Cuba, México, Uruguai e Venezuela, para já, a ideia é analisar o mercado mais pormenorizadamente para que, através da troca de experiências e da transferência de tecnologias, se possa avançar para outras áreas, como Comércio e Turismo.

Os empresários angolanos vão contar com a participação de agricultores para implementar e desenvolver a agricultura familiar, bem como de representantes de pequenas e médias empresas (PME) estabelecidos no interior do país.

No quadro da diversificação da economia angolana, os empresários querem contribuir para a redução da carência alimentar, melhoria da renda familiar, criação de emprego e a redução das importações.

A Câmara de Comércio e Indústria Hispano-americana Angolana (CCIHA) conta com uma Assembleia-Geral, Secretariado, Conselho Diretivo, Fiscal, Direção Executiva, Conselho de Cooperação e Intercâmbio e Superior Consultivo.

Reinaldo Luís da Silva Trindade é o presidente do Conselho Diretivo, enquanto Agostinho Raimundo de Sousa e Santos dirige a Assembleia-Geral.

Em declarações à ANGOP, o diretor executivo da CCIHA, Manuel Graça de Deus, explicou que a Câmara pode ser alargada a 19 países da América Latina, cujos empresários estão interessados em integrar estes órgãos de troca de negócios.

Manuel Graça de Deus adiantou que o objetivo é desenvolver, tendo em conta que Angola tem de diversificar a economia e focar a atenção no desenvolvimento.

O embaixador da Argentina em Angola, Luís Eugénio Bellando, presente no ato, salientou que Angola tem todas as condições criadas, desde os solos ao clima e aos recursos hídricos, para que o desenvolvimento da agroindústria seja um facto.

Luís Eugénio Bellando reiterou a disponibilidade de Buenos Aires em apoiar o processo de diversificação da economia angolana.

«A criação da Câmara vai impulsionar o espírito de empreendedores independentes, sobretudo das pequenas e médias empresas», salientou. In “Revista Port. Com” - Portugal

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Moçambique – Mulheres do Dondo criam agroindústria

Uma pequena indústria de farinação de milho e descasque de arroz fundada e gerida por uma sociedade de dez mulheres começou a laborar no início do corrente mês no distrito do Dondo, província de Sofala.

A operacionalização desta agroindústria resulta da assistência que a Gapi está a prestar ao programa do Governo, para o empoderamento de mulheres no corredor de Sofala, com financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

“A segurança alimentar e nutricional das famílias mais pobres depende muito do trabalho das mulheres. A motivação da Gapi em participar neste programa é a de melhorar as condições para que as mulheres assegurem esse papel de maneira mais sustentável e, além disso, aprendam a organizar negócios que lhes proporcionem mais rendimentos monetários” - disse Wilma Rwechungura, gerente da Gapi na Beira.

Maria da Conceição, a líder da empresa do Dondo designada por “Mulheres Chiverano”, que significa “Entendimento entre Mulheres”, manifestou a sua alegria pela operacionalização deste equipamento, que já estava no local há mais de três anos, mas que permanecia paralisado devido a constrangimentos no abastecimento de energia eléctrica adequada.

A Gapi, em complemento ao trabalho de capacitação em gestão e assistência à organização do negócio disponibilizou um financiamento que, com o apoio do Governo de Sofala, permitiu que a EDM passasse a fazer o fornecimento de energia.

O programa de empoderamento da mulher, na província de Sofala, abrange os distritos do Dondo, Nhamatanda, Gorongosa e Caia, onde estão a ser assistidas pela Gapi um total de 75 grupos de mulheres envolvendo cerca de 1300 membros. Nestes grupos, organizados em associações ou microempresas com assistência da Gapi, “os membros começam por ser orientados no desenvolvimento do espírito de poupança para investir”- explicou Wilma.

Como resultado deste trabalho, nos grupos mais estáveis e membros empenhados foram instaladas mais de 35 pequenas agroindústrias semelhantes às do Dondo.



Nos últimos meses, o principal pedido que as líderes das mulheres têm estado a fazer à Gapi é o de as ajudarem a solucionar constrangimentos com os equipamentos e instalações, que já foram co-financiados pelo Governo e pelo BAD, mas que ainda não estão a ser eficientemente aproveitados.

Graça Correia, administradora de Dondo, mostrou-se agradecida e enalteceu o facto da Gapi estar presente na vida destas mulheres: “O Governo Distrital enaltece o apoio, dado pela Gapi, a estas mulheres, pois elas e outras pessoas do distrito vão agora conseguir processar os seus produtos e obter rendimentos a partir desta actividade.”

A inauguração desta unidade fabril visa o desenvolvimento do agro-processamento, um dos elos mais importantes para modernizar e viabilizar a agricultura familiar.

A aquisição do equipamento desta pequena indústria teve como início uma contribuição em cerca de 40 mil Meticais, feita pelas mulheres através de um trabalho conduzido pela Gapi para que elas organizassem o seu próprio sistema de poupanças.

O grupo “Mulheres Chiverano” tem ainda uma área de 10 hectares onde cultiva os cereais que agora estão a processar com o equipamento instalado. Este grupo está a ser assistido pela Gapi há seis anos e em reconhecimento do seu empenho, o Governo Provincial está a subvencionar o uso de um tractor para auxiliar nos trabalhos de lavoura da sua área, bem como dos vizinhos.

A líder destas mulheres, Maria da Conceição foi agora convidada para participar na Conferência Internacional do Género que irá decorrer nos Estados Unidos. In “Fim de Semana” - Moçambique