Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Angola - Sovena investe 18 milhões de euros em fábrica de produção de óleo

A Sovena investiu 18 milhões de euros numa fábrica para produção e embalamento da marca de óleo Fula, em Luanda, para aumentar a eficiência do abastecimento local


A nova fábrica, que agora arranca a operação - integra linhas de embalamento com capacidade para 45 milhões de litros por ano, tendo ainda com capacidade de expansão adiantou a empresa em comunicado de imprensa, citado pela Lusa.

Actualmente, a unidade emprega 18 quadros locais, um número que aumentará para 50 colaboradores até ao final de 2023, contribuindo, igualmente, com 100 empregos indirectos, avança a mesma fonte.

A empresa detém operações directas em 12 países, nomeadamente em Portugal, Espanha, Estados Unidos, Brasil, Chile, Argentina, Marrocos, Itália, China, Angola, Tunísia e Colômbia e exporta para mais de 70 geografias, empregando cerca de 1200 colaboradores em todo o mundo.

A componente internacional representa 79% do negócio da empresa, que em 2022 registou uma facturação na ordem dos 1800 milhões de euros. In “Jornal de Angola” – Angola com “Lusa”


sábado, 22 de janeiro de 2022

África do Sul - Lança primeira fábrica que produzirá vacinas no continente

A África do Sul, que tem liderado a luta pela igualdade de acesso às vacinas anti-covid-19, lançou na passada quarta-feira na Cidade do Cabo a primeira fábrica do continente que produzirá doses do princípio ao fim


Até agora só existiam em África acordos para completar as últimas fases de produção de vacinas.

Financiada pelo milionário das biotecnologias Patrick Soon-Shiong, a fábrica chamar-se-á Nant SA e terá instalações investigação científica de ponta e capacidade para desenvolver e produzir vacinas e tratamentos de alta tecnologia que terão como prioridade o continente africano, noticiam as agências internacionais.

O objetivo será produzir uma vacina de segunda geração “fabricada em África e para África, e exportá-la para o mundo inteiro”, disse o próprio empresário, de origem chinesa e nascido na África do Sul.

As primeiras vacinas serão produzidas ainda este ano e a fábrica deverá conseguir produzir mil milhões de doses por ano até 2025.

A criação de vacinas de segunda geração visa responder à perda de eficácia das primeiras vacinas ao longo do tempo, mas também ao aparecimento de novas variantes do SARS-CoV-2.

“Atualmente, provámos que estamos prestes a tornar-nos autónomos como continente e devemos ficar orgulhosos do que realizámos”, disse o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa na cerimónia de lançamento da fábrica, cuja construção deverá custar 3000 milhões de rands (172 milhões de euros).

Nestas instalações também serão estudadas vacinas revolucionárias contra o cancro (já em ensaios clínicos na empresa de Soon-Shiong), o vírus da imunodeficiência humana (VIH) ou a tuberculose.

Oficialmente o país africano mais afetado pela pandemia de covid-19, a África do Sul regista mais de 3,5 milhões de casos e 93400 mortos desde o início da pandemia, numa altura em que o continente registou mais de 10 milhões de casos em janeiro.

As infeções dispararam desde que a variante Ómicron foi descoberta na África do Sul no final de novembro.

A taxa de vacinação dos cerca de 1,2 mil milhões de africanos continua baixa, devido a dificuldades de fornecimento, mas também a algum ceticismo por parte da população.

Atualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde, o continente participa na produção de menos de 1% das vacinas que consome.

No final de 2020, a África do Sul e a Índia propuseram à Organização Mundial de Comércio (OMC) a suspensão dos direitos de propriedade intelectual dos tratamentos e vacinas contra a covid-19.

Vários países e organizações não-governamentais apoiaram a proposta, mas o assunto, que voltou a ser discutido na conferência da OMC em novembro, ainda não foi decidido.

A África do Sul tem já dois locais de montagem e embalagem de vacinas anti-covid-19: o instituto Biovac na cidade do Cabo deverá começar a embalar a vacina Pfizer-BioNTech no início do ano e a Aspen Pharmacare, a maior farmacêutica em África, produz a vacina da Johnson & Johnson na sua fábrica de Gqeberha (sul).

Soon-Shiong, que tem também nacionalidade norte-americana, fez fortuna a desenvolver um medicamento anti-cancro chamado Abraxane e é fundador do conglomerado NantWorks, com sede nos EUA e acionista da equipa de basquetebol norte-americano Los Angeles Lakers. In “Milénio Stadium” - Canadá


 

Ucrânia – Em tempos incertos, português abre fábrica

Esta quarta-feira, 19 de janeiro, a leste do aviso de Joe Biden de que a Rússia pode lançar um ataque contra a Ucrânia “a qualquer momento”, o empresário português João Pedro de Oliveira Ferreira de Araújo assinou um memorando de entendimento com a autarquia de Vinnytsia


Na cidade, situada a 360 quilómetros da capital Kiev, vai nascer uma fábrica de materiais de construção, num investimento de mais de 30 milhões de euros.

“Dia 19 de janeiro, a Câmara Municipal de Vinnytsia assinou dois acordos relativos à construção de uma fábrica de produção de materiais de construção pela empresa portuguesa no território do Parque Industrial de Vinnytsia”, lê-se num comunicado publicado no sítio da autarquia ucraniana.

A promotora do investimento é a TCS Investments Ukraine LLC, que é detida pela portuguesa NBNS Management & Investment, empresa sediada na Zona Franca da Madeira e que é liderada por João Araújo. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo




 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Macau – Deputada afirma que antiga fábrica têxtil na Taipa simboliza um marco na união entre portugueses e chineses

Depois de o secretário para a Administração e Justiça ter dito que o parque a ser construído na Taipa vai fazer com que a antiga fábrica de têxteis seja demolida, Agnes Lam pediu que o Governo reconsidere, já que a infraestrutura simboliza a reunião entre a comunidade portuguesa e chinesa pós-Rebelião do 1-2-3, e é também “um símbolo da indústria moderna em Macau”. A deputada pede que o espaço seja integrado no novo parque que será construído no local

A fábrica da antiga “Têxteis (Macau), Limitada” foi inaugurada em 1967. A sua inauguração contou com a presença de Nobre de Carvalho, então Governador de Macau, e com Ho Yin, o então líder da comunidade chinesa. Segundo conta a deputada Agnes Lam ao Ponto Final, este espaço era mais do que uma fábrica de vestuário. Foi inaugurada depois da Rebelião do 1-2-3 (crise nascida com a Revolução Cultural) como forma de garantir postos de emprego para a comunidade chinesa e “marcou a reunião entre os chineses e os portugueses”.

“Além disso, depois de ter sido construída, a administração portuguesa percebeu que tinha de haver uma maneira mais conveniente de fazer as viagens entre Macau e a Taipa, então decidiram construir a ponte [Governador Nobre de Carvalho]”, lembra a deputada. Além disso, “a fábrica era um símbolo da indústria moderna em Macau”, diz.

Assim, a deputada acredita que parte da infraestrutura deve ser preservada e integrada no futuro parque de lazer da Taipa, que vai ocupar uma área de 19 mil metros quadrados e que vai obrigar a um investimento de 30 milhões de patacas. “Podiam incluí-la noutros projectos. Fazer dela um espaço cultural seria uma boa ideia”, sugeriu, detalhando: “Podem fazer dele um espaço ‘indoor’, podem fazer algo para as indústrias culturais, ou transformá-lo num café, ou até num lugar para as crianças aprenderem sobre a indústria, ou ainda num espaço para performances artísticas, um sítio para as artes”.

Na sexta-feira, à margem de uma conferência de imprensa do Conselho Executivo, André Cheong disse que a fábrica era mesmo para ser demolida. Para o secretário para a Administração e Justiça, os referidos terrenos estão em más condições higiénicas, e a fábrica devoluta ali localizada encontra-se abaixo do nível da estrada, acumulando água estagnada, sendo “um risco para a saúde pública, tendo gerado críticas e queixas dos residentes da zona, os quais desejam uma solução”. Além disso, André Cheong alertou para as placas de amianto que cobrem a fábrica e que são materiais proibidos de construção, “que têm de ser removidos”, cita um comunicado. Além disso, André Cheong disse ainda que, “após a consulta às opiniões do Instituto Cultural, a referida fábrica não é um edifício que nos termos da Lei de Salvaguarda do Património Cultural seja de preservar”.

Agnes Lam admite que o secretário possa ter alguma razão, mas pede que a demolição total do espaço seja reconsiderada: “Tudo isso é verdade, mas eu acho que se quisessem manter a fábrica havia sempre maneira”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

andrevinagre.pontofinal@gmail.com

sábado, 6 de junho de 2020

Cabo Verde - Fábrica de azulejos em Santo Antão recebe do projecto Raízes lote de garrafas de plásticos para reciclagem



Porto Novo – A unidade de produção de azulejos em Janela, Santo Antão, recebeu, sexta-feira, do projecto Raízes (redes locais para o turismo sustentável e inclusivo) desta ilha um lote de garrafas de plástico recolhido no Porto Novo, para a reciclagem.

Esta iniciativa, segundo o projecto Raízes, aconteceu no âmbito da campanha de recolha de plásticos levada a cabo nesta ilha para marcar o Dia Mundial do Ambiente, que se assinalou sexta-feira, 05, e teve como propósito recolher garrafas de plástico para “minimizar a problemática da poluição do meio ambiente”, em Santo Antão.

A fábrica de produção de azulejos, instalada, em 2017, em Janela, no Paul, tem estado a mobilizar parcerias com empresas, organizações não-governamentais e instituições públicas nacionais, com vista a livrar o ambiente em Cabo Verde dos plásticos.

Segundo a promotora deste empreendimento, a activista social Maria Teresa Segredo, residente na Holanda, o objectivo é retirar os plásticos do ambiente em todo o País, transformando-os em azulejos.

A unidade de produção de azulejos, que já foi galardoada com medalha de mérito ecológico, pela Câmara Municipal do Paul, consegue produzir até 24 mil pedras de diferentes padrões, por ano. In “Inforpress” – Cabo Verde

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Timor-Leste – Lançada fábrica de reciclagem de lixo



Díli – O Secretário de Estado do Ambiente, Demétrio de Amaral de Carvalho, lançou oficialmente, esta sexta-feira (05/06), a primeira fábrica de reciclagem de resíduos de plástico, gerida pelas empresas Caltech e Heineken em cooperação com a Mercy Corps e outras agências de desenvolvimento. 

Demétrio de Carvalho aproveitou a oportunidade para agradecer a estas empresas a cooperação na criação desta fábrica de reciclagem.

“Hoje fiz, oficialmente, o lançamento da reciclagem de lixo. O objetivo é transformar o plástico, depois de reciclado, em materiais de construção ou noutros produtos importantes. A máquina já produziu, até à data, mais de dois mil blocos para pavimentos durante a fase experimental”, disse o governante, aos jornalistas, à margem da cerimónia de lançamento, em Beduku, Comoro – Díli.

O governante lembrou ainda que se celebra hoje o Dia Mundial do Ambiente, que este ano assenta na questão das infraestruturas ambientais.

“Em Timor-Leste, a Caltech criou uma infraestrutura essencial, que permite a reciclagem e transformação do lixo em materiais de construção. O objetivo é termos um ambiente verde, limpo e saudável”, disse.

O Secretário de Estado lembrou ainda que a Caltech é uma empresa nacional ligada à gestão de resíduos, estabelecida no país há já mais de 20 anos.

“Sabemos que o plástico, depois de reciclado, será transformado em produtos de valor, como blocos para pavimentos dos jardins e recintos de habitação, ou noutros materiais. O que nos importa é não haver plástico a poluir o ambiente”, referiu.

Segundo Demétrio Amaral, a redução do plástico não depende da Secretaria de Estado do Ambiente nem das empresas, mas da consciência de toda a comunidade.

“Um ambiente verde, limpo e saudável é da responsabilidade de todos os cidadãos, o que significa que devemos guardar o plástico que se pode tornar em dinheiro um dia”, sugeriu.

Demétrio elogiou, mais uma vez, as empresas e parceiros de desenvolvimento pelo trabalho realizado, garantindo que o Governo de Timor-Leste procurará recursos para os incentivar.

“A nossa presença neste lançamento teve como objetivo apoiar e encorajá-los. Se tivermos recursos, pretendemos incentivar a Caltech para que a sua intervenção tenha sustentabilidade e traga um maior impacto positivo para o nosso país”, afirmou.

Segundo os dados a que a Tatoli teve acesso, a Caltech e a Heineken juntamente com a Agência de Cooperação Japonesa (JICA, em inglês), Agência de Cooperação Internacional da Coreia (KOICA, em inglês), Agência de Cooperação Norte-Americana (USAID) e União Europeia, apoiaram a Mercy Corp com mais de 4 milhões dólares para a reciclagem de plástico em material de construção, como o cimento.

A iniciativa tem como objetivo reforçar a política do Governo do “Plástico-Zero”.

A fábrica pretende contribuir para a diminuição de 20% de plástico em Díli, criando ainda uma economia circular na transformação de lixo como “um material com valor”.

Segundo os dados de 2015, são produzidas diariamente, em Díli, cerca de 200 toneladas de lixo. O estudo levou o Governo timorense a dar prioridade à implementação da política “plástico-zero”, através da criação de vários decretos-lei, nomeadamente o do Sistema de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos.

Com esta incineração, 20% do lixo, o correspondente a 50 toneladas, será transformado em material de construção, diminuindo, desta forma, consequências negativas para o meio ambiente e trazendo também rendimentos para os que se envolvem nesta iniciativa.

A fábrica passou já por uma fase experimental, tendo obtido bons resultados e permitido a construção de jardins e passeios na cidade.

A Caltech gere lixo como o cartão, vidro e plástico e incinera resíduos hospitalares com o objetivo de melhorar o ambiente do país. Florêncio Ximenes – Timor-Leste in “Tatoli”

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Angola – Arrancou em Benguela a construção de fábrica que vai transformar farinha de trigo

As operações de uma fábrica com capacidade de transformar duas mil toneladas de trigo em farinha por dia, tendo em vista a produção de pão, massas alimentícias e biscoitos, arrancaram nesta sexta-feira, no parque industrial do grupo Leonor Carrinho e Filhos Lda, que prevê gerar até mil postos de trabalho em Benguela



O início da operação da unidade fabril, integrada por duas moagens de trigo, acontece num momento em que a empresa descarrega 34 mil toneladas de trigo a granel importadas através do navio Kavkaz-I de bandeira russa, de 185.6 metros de comprimento e 11.7 de largura, que atracou quinta-feira no Porto do Lobito.

Em declarações à imprensa, o administrador executivo para Finanças do grupo Leonor Carrinho, Samuel Candundo, garante estarem prontas as moagens de trigo para a produção da farinha, tendo em conta a demanda do mercado nacional e, ainda, o abastecimento da cadeia de produção na referida unidade fabril.

Segundo o executivo, o facto de a unidade começar a produzir farinha de trigo em suas moagens indica que haverá demanda da produção do trigo no país, à semelhança do que já acontece com o milho e o açúcar. "Subimos a nossa agregação de valores acima de 60 a 70 porcento", disse o gestor financeiro da Leonor Carrinho.

Relativamente às 34 mil toneladas de trigo encomendadas, o gestor prevê que esta quantidade dure apenas pouco menos de 30 dias, na medida em que a produção tem em média um consumo de 1300 toneladas por dia.

Desde 2012, quando a empresa saiu do seu "core business", o catering (distribuição de alimentação), também iniciou a aposta na transformação industrial na zona da Taka, no município de Benguela, através de um parque industrial que concentra 14 fábricas destinadas à transformação de 18 produtos diferentes, entre eles a farinha, óleo alimentar de soja, de palma e de girassol, massas alimentícias, arroz embalado, massa de tomate, biscoitos, margarina, sabão, leite condensado, vinagre, maioneses e ketchup.

Porém, Samuel Candundo destacou a presença hoje no mercado da massa alimentícia da marca "Tio Lucas", embalada no parque industrial da empresa, como exemplo do modelo de diversificação que a Leonor Carrinho segue e que, a seu ver, agrega valor à produção nacional. "Na empresa, 100 porcento do produto que vendemos é feito em Angola", anota.

Com isso, a empresa entrou neste momento em seu segundo plano estratégico, numa visão de "integração invertida", e pretende que o trigo e o milho como matéria-prima sejam produzidos no país, num futuro muito curto, reduzindo custos com as importações, como explica.

Aos industriais do país, Samuel lança o repto para que façam projectos concretos e realistas, visto o processo industrial ser complexo. Levando a água ao seu moinho, o administrador financeiro da Leonor Carrinho diz estar em curso estudos, envolvendo especialistas no sector da agricultura, que vão ajudar a perceber e ver quais as localidades onde determinadas sementes e culturas se dão bem.

No que às capacidades instaladas no parque industrial diz respeito, a fonte recusou-se a avançar números, considerando que estas informações estão reservadas para o acto de inauguração do empreendimento, previsto para o dia 29 deste mês. "A expectativa da empresa é de que os angolanos verão que merecem muito mais do que aquilo que estavam a receber", exprimiu.

Apesar da capacidade existente, o responsável admite que ainda não chega para cobrir todo o mercado "Angola de hoje já não é de 21 milhões de habitantes, como antes. Mas sim de 30 milhões aproximadamente", observa. E defende o surgimento de outras fábricas como esta para atender às necessidades alimentares das famílias angolanas que tanto dependem destes produtos.

A empresa já prepara o lançamento, nos próximos dias, de um segundo plano virado para a região Norte do país e que, para o administrador executivo da Leonor Carrinho, vai aumentar ainda mais a capacidade no sentido de dinamizar a produção nacional.

Projecto vai gerar quase mil empregos em Benguela

De momento, a zona industrial instalada em Benguela já está com mais de 500 postos de trabalho criados, especialmente ocupados por jovens recrutados em universidades nacionais, como dez engenheiros mecânicos formados pela Universidade Mandume ya Ndemufayo, e outros provenientes de institutos superiores ou médios politécnicos de Benguela.

"O parque é um grande impulso à empregabilidade da juventude e dos cidadãos angolanos, em geral", exalta o responsável, adiantando que estão projectados num mesmo espaço industrial multifacetado 900 postos de trabalho. Desde já, arranca dentro de dias a segunda fase - a refinação de óleo vegetal, sabão e processamento de carnes, que vai empregar os outros 400 empregos.

Como a formação desempenha um papel estratégico na operacionalização do parque industrial, também anunciou para dentro de dias a inauguração de uma academia para potenciar os jovens angolanos para que sejam a força motriz dessa grande transformação industrial que está a nascer em Benguela.

Samuel Candundo destacou o facto de pertencer a um projecto genuinamente angolano. "Pensado, desenhado e executado por quadros angolanos da empresa", assevera, justificando que o recurso ao estrangeiro, nomeadamente técnicos turcos, que trabalharam na montagem das diferentes fábricas, deveu-se apenas à necessidade de ir buscar o conhecimento que faltava. In “Novo Jornal” – Angola com “Angop”

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Brasil – Pesquisadores brasileiros ajudam grafeno a sair dos laboratórios rumo às fábricas



Plástico com grafeno

Um grupo de pesquisadores brasileiros desenvolveu estratégias que permitem produzir nanocompósitos de plástico e grafeno em escala industrial.

Apesar da projeção obtida pelo material em escala atómica, graças ao prémio Nobel de Física concedido em 2010 aos seus descobridores, tem sido difícil tirar o grafeno das controladas condições de laboratório e transformá-lo em um produto real.

"Em pequena escala, usam-se solventes e outras técnicas que funcionam bem nos experimentos. No entanto, quando se usa o maquinário existente na indústria transformadora de plástico, o grafeno se reaglomera e perde suas propriedades," destaca Guilhermino José Macêdo Fechine, da Universidade Mackenzie, onde funciona o Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno e Nanomateriais.

A equipe avaliou e comprovou a eficácia de duas técnicas para diminuir consideravelmente a aglomeração do grafeno quando inserido nos plásticos, ambas usando equipamentos de escala próxima da industrial. A primeira é conhecida como SSD (Solid-Solid Deposition, ou Deposição Sólido-Sólido), e a segunda é conhecida como LPF (Liquid Phase Feeding, ou Alimentação por fase líquida).

Ambas partem do óxido de grafeno e do poliestireno, que foram usados como moldes para o material 2D e para o polímero, respectivamente. "Os resultados mostram que ambos os métodos podem ser adequados para a manufatura em grande escala, e os parâmetros do processo devem ser otimizados para obter um baixo nível de aglomerados," escreveu a equipe.

Além do grafeno

As aplicações para os nanocompósitos de plástico com grafeno vão desde equipamentos esportivos com melhor resistência a abrasão, filamentos para impressão 3D a suportes para cultura de células. "O leque de aplicação é grande. O gargalo fica no processo de fabricação, quando nem tudo o que se faz em laboratório é compatível com a indústria transformadora de plástico," disse Fechine.

Como o grafeno é apenas o mais famoso de uma grande família de materiais monoatómicos, com vários outros concorrentes à sua frente, a equipe testou também sua técnica com outro material bidimensional ainda mais promissor, a molibdenita (MoS2). Os resultados foram igualmente encorajadores, ajudando a validar a técnica. In “Inovação Tecnológica” - Brasil


Bibliografia:

Novel improvement in processing of polymer nanocomposite based on 2D materials as fillers
P. A. R. Muñoz, C. F. P. de Oliveira, L. G. Amurin, C. L. C. Rodriguez, D. A. Nagaoka, M. I. B. Tavares, S. H. Domingues, R. J. E. Andrade, G. J. M. Fechine
eXPRESS Polymer Letters
Vol.: 12(10), 930-945
DOI: 10.3144/expresspolymlett.2018.79

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

São Tomé e Príncipe – Lançamento das obras para a construção de uma fábrica de óleo de palma

São Tomé – O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada procedeu quarta-feira, 01 de Agosto de 2018, ao lançamento das obras para a construção de uma fábrica de óleo de palma na Ribeira Peixe, ao sul de São Tomé, prevendo-se uma produção anual de 12 mil toneladas de óleo num projecto estimado em 40 milhões de dólares.

As obras, a cargo da empresa Egecom que deverão estar concluídas dentro de oito meses, inserem-se num projecto de investimento privado belga de pouco mais de 40 milhões de dólares, iniciado há nove anos, sobretudo, com plantação de palmeiras e outras intervenções de raiz operadas pela empresa Agripalma.

Projectada pela EKPO Engeneering, prevê-se que nova fábrica da empresa Agripalma, a ser erguida numa área de 1219,50 metros quadrados, terá uma produção anual de 10 a 12 mil toneladas de óleo cujo 80 por cento do produto se destinará à exportação nesta sub-região do golfo da guiné, onde se localiza o arquipélago. 

“Para um País que carece de divisa, de facto, este projecto é estruturante e de grande importância para a economia nacional”, disse o primeiro-ministro, Patrice Trovoada tendo acrescentado que “este projecto leva o sector primário da economia são-tomense a evoluir para as fases de transformação, industrialização e de exportação”.

Na sua intervenção, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Teodorico Campos destacou o projecto na sua vertente económica bem como benefícios para os agricultores são-tomenses, os produtos de andim que poderão comercializar os seus produtos na nova fábrica da Ribeira Peixe.

Já o Presidente da Câmara Distrital de Cauê, onde será erguida a nova fábrica de produção de óleo da Agripalmas fez referência às vantagens sociais do projecto, essencialmente, na criação de postos de trabalho para a população local e de outros distritos do País. In “STP- Press” – São Tomé e Príncipe

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Angola - Produtores de tomate na Huíla preocupados com falta de fábrica de transformação

Os agricultores da província solicitam a conclusão da fábrica de concentrado de tomate da Matala, cujas obras estão condicionadas por falta de dinheiro, há 10 anos

A inoperância de fábrica de concentrado de tomate localizada na comuna de Capelongo, município da Matala, província da Huíla, está a contribuir para o fraco desenvolvimento económico da região. Os agricultores do perímetro irrigado da Matala, que se dedicam maioritariamente à produção de tomate, afirmam que o facto está a fazer com que se percam grandes quantidades do produto todos os anos, por falta de condições para conservação.

Esta unidade fabril, cujas obras foram interrompidas em 1980, beneficiou de uma reabilitação em Novembro de 2009, ano em que deveria ter sido inaugurada, mas não aconteceu por causa da crise que se instalou no país, como avançaram ao OPAÍS, os responsáveis da fábrica. Para se inverter o quadro e impulsionar o desenvolvimento económico da região, o Presidente da Sociedade de Desenvolvimento da Matala, disse ser urgente a conclusão da unidade agro-industrial.

“É uma obra que deve ser terminada em 2009, mas devido à situação que o país tem estado a viver, muitos dos equipamentos que seriam instalados na fábrica para o seu normal funcionamento não chegaram devido às grandes dificuldades cambiais. Pensamos que logo que a situação se regularize, será uma fábrica muito importante para os agricultores na transformação dos seus produtos, com realce para o tomate”, adiantou.

Entretanto, a ser concluída, a única unidade de processamento e transformação de produtos do campo, com destaque para o tomate, terá uma capacidade produtiva de 12 mil toneladas por ano. Com uma área de 9 mil quilómetros quadrados, o município da Matala, é tido como um dos pólos de desenvolvimento da província da província da Huíla, que de acordo com o último censo, possui uma população estimada em 243.938 habitantes, cuja maior parte dedica- se à agricultura, criação de gado, pesca, sendo que uma ínfima parte desta, são da função pública. João Katombela – Angola in “O País”

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Brasil - Embraer admite voltar a construir na China

A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) vai analisar a possibilidade de, a prazo, construir uma fábrica na China para a produção de aviões a jacto para o segmento da aviação comercial, disse o presidente executivo da empresa.

A empresa decidiu em Junho do ano passado terminar com a produção de aviões a jacto Legacy na China, pondo fim à parceria de 13 anos com o grupo Aviation Industry Corporation of China (AVIC).

A Embraer produzia aqueles aviões a jacto através da Harbin Embraer Aircraft Industry (HEAI), uma parceria com a Harbin Aviation Industry e a Harbin Hafei Aviation Industry, subsidiárias do grupo estatal AVIC.

O presidente executivo Paulo Cesar de Souza e Silva, citado pela “Reuters”, adiantou que a administração pretende colocar no mercado o avião E195-E2, o que deverá acontecer em 2019, antes de começar a pensar na construção de uma fábrica na China, que seria a primeira fora do Brasil para a produção de aviões comerciais.

Num encontro com a imprensa ocorrido em Singapura, Souza e Silva recordou um relatório recentemente divulgado pela empresa, segundo o qual a China vai precisar de 1 070 aviões regionais até 2036, “precisamente o tipo de aviação que nós produzimos.”

A Embraer previu ainda no relatório que de 2017 a 2036 a procura chinesa por aviões a jacto regionais representará 17% do total mundial, sendo que em 2016 a China dispunha de 137 aviões deste tipo em actividade.

A Empresa Brasileira de Aeronáutica lidera na China o mercado de aviação regional no segmento de jactos de 70 a 130 assentos com quase 80% de quota de mercado, tendo até Julho de 2017 registado no país 221 pedidos firmes (187 jactos comerciais e 34 executivos) e 179 entregas (145 jactos comerciais e 34 executivos). In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 29 de julho de 2017

Portugal – Camião ligeiro eléctrico produzido no Tramagal


A Mitsubishi Fuso Truck, empresa do grupo Daimler, anunciou o início da produção em série do modelo Fuso eCanter, o primeiro veículo comercial de mercadorias 100% elétrico. A inauguração, na fábrica do Tramagal, em Abrantes, contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa e de Marc Llistosella, presidente e CEO da Mitsubishi Fuso Track e Bus Corporation

“A Fuso é o primeiro comercial da categoria que é produzido em pequenas séries, completamente elétrico, livre de emissões e que se move praticamente em silêncio. O seu desenvolvimento em Portugal foi liderado pela equipa de engenharia da Daimler Trucks baseada no Japão, com os nossos colegas em Portugal a realizarem mais um trabalho brilhante que agora nos permite mostrar ao mundo a mais recente inovação da Daimler Trucks”, referiu Albert Kirchmann, presidente & CEO da Mitsubishi FusoTruck & Bus Corporation.

Marc Llistosella, citado numa nota da Daimler, informou que já foram recebidas as primeiras encomendas e que o lançamento global foi agendado para "uma das mais icónicas megacidades, Nova Iorque, em setembro".

A fábrica do Tramagal vai produzir a nova viatura Fuso eCanter, em simultâneo com a viatura comercial Fuso Canter convencional.



O eCanter inclui seis baterias de 13,8 kWh de capacidade, o que totaliza pouco mais de 80 kWh. A autonomia anunciada é de 100 quilómetros, um valor que, segundo a marca, é suficiente para os percursos diários feitos por este tipo de camiões em circulação urbana e suburbana. A capacidade de carga varia de duas a três toneladas em função do tipo de caixa escolhido pelo cliente. Os faróis são LED e a grelha frontal diferenciam claramente este camião dos Canter com motores a combustão.

Ainda de acordo com a informação disponibilizada pela marca, os custos de operações serão mais baixos quando comparados com modelos equivalentes com motor Diesel, permitindo recuperar o investimento extra inicial em três anos.

Recorde-se que a fábrica do Tramagal emprega atualmente mais de 400 trabalhadores e exporta para cerca de 30 países europeus, Israel, Marrocos e Turquia. In “Automonitor” - Portugal

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Angola - IKI Mobile vai construir primeira fábrica

Não estava nos projetos iniciais da empresa construir uma fábrica em Angola mas o sucesso de vendas em 2016 no país, superou todas as expectativas. Com isso a IKI Mobile, uma jovem empresa portuguesa que nasceu no final de 2015, decidiu avançar com a primeira unidade fabril de tecnologia na capital angolana.

Com um investimento na ordem dos quatro mil milhões de euros, entre instalações e apetrechamentos, Tito Cardoso, diretor geral da IKI Mobile, assegura que este é um passo decisivo da empresa a nível internacional.

"O mercado angolano tem sido muito importante e onde sempre tivemos uma grande proximidade, não só pela nossa participação histórica como nas relações económicas", explica o empresário. Depois de uma análise estratégica sobre o mercado angolano, a decisão sobre a construção da fábrica foi antecipada, sobretudo depois de verificarem que os produtos vendidos iam ao encontro das necessidades, gostos e possibilidades financeiras dos angolanos. “Além disso, a entrada em Angola é também uma porta de entrada em outros países africanos, nomeadamente no Botswana, na Namíbia, na África do Sul e Moçambique, mercados que nos interessam”, salienta o diretor geral.

Tito Cardoso adianta ainda que está prevista uma produção mensal de 400 mil unidades numa primeira fase, que irão permitir criar entre 75 a 80 postos de trabalho. Smartphones, mobilphones e tablets serão os produtos fabricados no parque industrial da IKI Mobile, situado no bairro de Benfica em Luanda, que terá uma área de 1000 m2 + 600 m2, e integra um show room, uma área administrativa, refeitório e balneários, assistência técnica, controlo de acessos, unidade e produção, área de assemblagem, armazém de componentes, área de embalamento e ainda um armazém para o produto acabado. A obra já está em curso estando prevista a conclusão no primeiro trimestre deste ano.

“Consideramos que Angola é um bom país para investir mesmo com algumas dificuldades económicas que está neste momento está a passar. Por isso mesmo o país necessita de investimento e acreditou em nós. Queremos contribuir para o crescimento económico de Angola e desejamos também participar ativamente nas estratégias políticas do país. Para 2017, Tito Cardoso está convicto que será um ano de crescimento. Angola será um barómetro para o mercado africano, tal como em Portugal está para a Europa. O objetivo é aumentar o número de vendas e alargar mercados.

Em dezembro último lançou a nova gama de telemóveis composta por quatro modelos, o KF 1.8, o KF 2.4, o KF 4 Go e o KF5 Bless, neste último a empresa optou por substituir os componentes possíveis por materiais recicláveis, de origem nacional, desde os elementos que constituem o próprio equipamento à embalagem.

O primeiro smartphone feito de cortiça

Com um design 100% nacional, o KF 5 Bless Cork Edition é o primeiro smartphone de cortiça no mercado. É amigo do ambiente e da saúde do utilizador, com características extraordinárias ao nível da proteção da radiação da bateria por comportamento eficaz da cortiça, entre outras características importantes, como o primeiro sistema operativo da IKI Mobile, baseado no sistema operativo Android 5.1. A IKI Mobile já chegou também a mercados como África do Sul, Timor Leste, Senegal, Dubai, Brasil e Estados Unidos da América. Fernanda Pedro – Portugal in “O Jornal Económico” 


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Moçambique - Nova fábrica de moagem de trigo abre brevemente em Nacala

A oferta de farinha de trigo na zona norte do país pode registar melhorias nos próximos tempos com a entrada em funcionamento de uma nova unidade de moagem deste cereal na cidade portuária de Nacala, província de Nampula.

Pertencente à Merec Industries Mozambique, SA, o empreendimento tem capacidade para processar 250 toneladas de trigo por dia, num investimento orçado em 33 milhões de dólares-americanos, esperando-se que comece a laborar em breve.

Esta informação foi prestada ao ministro da Indústria e Comércio, Max Tonela, que semana passada visitou a província de Nampula a fim de avaliar a implementação do Plano Quinquenal do Governo (PQG) e do Plano Económico e Social (PES) no seu pelouro.

O director-geral da Merec, Gilberto Cossa, disse que a fábrica irá gerar dezenas de postos de trabalho, a serem ocupados maioritariamente por moçambicanos.

“Esta unidade industrial entra em funcionamento muito brevemente. Já fizemos os testes e em duas ou três semanas arrancamos em pleno”, disse Gilberto Cossa.

“A Merec Industries Mozambique, SA irá privilegiar o abastecimento do mercado local, podendo exportar caso haja excedentes”, disse o gestor, que garantiu que o fornecimento de água e electricidade está acautelado em resultado de acordos assinados com a Electricidade de Moçambique e com o Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG).

Referindo tratar-se de uma indústria que usa tecnologia de ponta, Cossa assegurou que, em termos de mão-de-obra, um grupo de nacionais está a ser treinado pela empresa fornecedora do equipamento de modo a garantir-se o funcionamento pleno da fábrica.

O director nacional da Indústria, Mateus Matusse, disse na ocasião que a nova unidade de farinação de trigo vai ao encontro da filosofia da Política de Estratégia Industrial (PEI).

“Parte dos objectivos da estratégia industrial tem a ver com o aumento da produtividade, significando que temos de aumentar a produção industrial”, disse Mateus Matusse, para quem com a entrada em funcionamento da nova unidade a capacidade do país de produção no ramo alimentar, sobretudo na farinação do trigo, vai aumentar.

Segundo Matusse, a nova unidade industrial, instalada numa zona especial, irá contribuir para o aumento do emprego e para a redução de importações de produtos, poupando-se divisas.

Sendo também um dos objectivos da Política de Estratégia Industrial promover ligações empresariais, “é esperança da Direcção Nacional de Indústria que esta nova unidade industrial jogue um papel nesse sentido”, defendeu Mateus Matusse. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Moçambique – Inaugurada nova fábrica de cimento em Cabo Delgado

Conforme o “Baía da Lusofonia” anunciou no ano passado, foi inaugurada na passada sexta-feira, na província de Cabo Delgado, distrito de Metuge, a primeira fábrica de cimento nesta província, com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi.

A capacidade de produção anual está estimada em duzentas e cinquenta mil toneladas de cimento.

Poderá aceder ao desenvolvimento da notícia que trouxemos no ano passado, aqui. Baía da Lusofonia