Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Academia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Academia. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Macau - Deputado quer a Região Administrativa Especial a traduzir tecnologia chinesa para português

O deputado de Macau José Chui Sai Peng defendeu esta segunda-feira que a região administrativa especial deveria apostar na tradução para português dos recursos académicos, científicos e tecnológicos da China


Numa intervenção antes da ordem do dia, na Assembleia Legislativa de Macau, Chui disse que a medida poderia “criar uma base sólida” para “a transferência de tecnologia entre a China e os países lusófonos”.

Os serviços de tradução de chinês para português poderiam “desenvolver-se de modo alargado em Macau” para incluir a tecnologia, o design, exposições culturais e artísticas, criação multimédia e edição.

Chui sugeriu ainda que o Governo trabalhasse com instituições de ensino superior de Macau para disponibilizar a micro, pequenas e médias empresas, de forma gratuita, serviços de tradução, nomeadamente utilizando inteligência artificial.

A medida iria apoiar a diversificação da economia local, disse o deputado.

O Produto Interno Bruto de Macau, dependente do jogo, caiu 27,8% em termos reais nos primeiros três trimestres de 2022, de acordo com dados oficiais.

Chui lembrou que em novembro o Governo de Macau anunciou a criação de dois centros sino-lusófonos para apoiar a fixação de “projetos de tecnologia avançada” da lusofonia na região chinesa da Grande Baía.

A Grande Baía é um projeto de Pequim que visa criar uma metrópole a partir das regiões administrativas especiais de Macau e de Hong Kong, e nove cidades da província de Guangdong, com mais de 60 milhões de habitantes.

José Chui sublinhou que o anúncio do Governo representa “o estabelecimento oficial da primeira plataforma internacional de intercâmbio e transferência de tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia” chinês.

Os recursos académicos, científicos e tecnológicos da China estão, na sua maioria, disponíveis apenas em chinês e inglês, o que “não favorece a entrada da sabedoria chinesa nos países de língua portuguesa”, lamentou o deputado. In “A Semana” – Cabo Verde com “Lusa”


 

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Macau - Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura espera mais intercâmbio e cooperação académica entre a China e os países lusófonos

Com a expectativa de aproveitar as vantagens de Macau no intercâmbio humanista entre a China e os países de língua portuguesa, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura assumiu ontem que deve ser estabelecida uma cooperação académica mais profunda entre as instituições e os ‘think tanks’ chineses e lusófonos, para introduzir novas dinâmicas e promover uma comunicação estreita entre as partes


A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, ao destacar os laços culturais entre Macau e os países de língua portuguesa, assinalou que pretende potenciar o papel de Macau na ligação académica entre os ‘think tanks’ dos países de língua portuguesa com os do interior da China, de forma a ajudar a enriquecer o modelo de cooperação para o intercâmbio entre as instituições académicas de pesquisa sediadas na China e nos países lusófonos.

A governante expressou ainda a sua esperança de aprofundar a construção e desenvolvimento da Plataforma de ‘Think Tanks’ e a sua rede de informações, aproveitando ao máximo os recursos de ‘think tanks’ de todos os lados, bem como a aprendizagem mútua, para “promover uma comunicação e cooperação mais estreitas entre a China e os países de língua portuguesa com uma visão global e um pensamento estratégico”.

De acordo com o discurso proferido ontem pela secretária na abertura do Fórum dos Think Tanks entre a China e os Países de Língua Portuguesa, a longa história de intercâmbio com os países lusófonos tem mostrado as suas próprias vantagens no desenvolvimento comercial e humanístico sino-lusófonos.

“Especialmente no decurso da construção da plataforma de serviços para a cooperação económica e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Macau tem desempenhado um papel de ponte de ligação e tem promovido activamente, com resultados frutíferos, a cooperação luso-chinesa, em diversos domínios, designadamente nos da educação, cultura, turismo, economia e comércio”, sublinhou a secretária.

Elsie Ao Ieong, referindo o posicionamento da RAEM como “Base de Formação de Quadros Qualificados Bilingues em Chinês e Português”, revelou que o Executivo está a promover a construção de uma “Aliança para o Ensino da Língua Portuguesa na Grande Baía”, o que permite a Macau tomar um papel de liderança no ensino da língua portuguesa nesta zona, bem como no resto do interior da China.

A colaboração com as instituições incubadoras do empreendedorismo juvenil da Grande Baía também esteve em destaque, segundo a secretária. A medida visa aprofundar o intercâmbio entre os jovens chineses e dos países lusófonos, com o objectivo de atrair talentos para Macau e Grande Baía.

As autoridades locais, recorde-se, estão a injectar recursos no desenvolvimento da indústria de ‘big health’, “tendo a medicina tradicional chinesa como um conteúdo importante do intercâmbio humanístico sino-lusófono, […] através da organização de cursos de formação de tratamento específico da medicina tradicional chinesa e colóquios online sobre a aplicação da medicina tradicional chinesa em resposta à epidemia”, avançou a secretária.

Na ocasião, Elsie Ao Ieong recordou que o 14.º Plano Quinquenal da China estabelece a ampliação da função de Macau enquanto Plataforma Sino-lusófono, acreditando que os avanços da Grande Baía e da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin podem trazer um “novo espaço e dinâmicas para o desenvolvimento de Macau a longo prazo”, enriquecendo as funções de Macau na ligação entre a China e os países de língua portuguesa.

“A construção nacional de ‘think tanks’ e as respectivas cooperações internacionais tornaram-se um canal importante para o intercâmbio económico e humanístico a nível internacional” e, nesse sentido, a secretária assumiu que os ‘think tanks’ poderão dar um impacto positivo e introduzir novas ideias sobre o estímulo da promoção da cooperação entre as partes interessadas no futuro.

No Fórum dos Think Tanks entre a China e os Países de Língua Portuguesa, um total de 19 especialistas e académicos de ‘think tanks’ e universidades, oriundos de Macau, do Continente e dos países lusófonos, participaram em debates online e offline sobre a cooperação luso-chinesa e o respectivo papel de Macau, com a presença de cerca de 150 convidados. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Macau - Universidades de Macau e da China lançam aliança bibliotecária de recursos em português


A Universidade de Macau (UM) e congéneres chinesas celebraram esta segunda-feira um acordo de cooperação para a aliança bibliotecária académica para recursos em português e criar um mecanismo para serviços de empréstimo interbibliotecas e de transmissão de documentos.

Na cerimónia ‘online’ de assinatura do acordo, o reitor da UM, Song Yonghua, afirmou que a instituição teve sempre como missão a promoção da língua portuguesa, sendo que a criação da aliança vai facilitar “o apoio mútuo e a cooperação nos domínios do ensino, da aprendizagem e da investigação académica entre os membros”, pode ler-se num comunicado enviado às redacções.

Além da aliança bibliotecária académica para recursos em língua portuguesa, a UM tinha proposto a criação da aliança bibliotecária académica entre a Região Administrativa Especial de Macau e os países lusófonos.

Na mesma ocasião, o vice-reitor da UM, Rui Martins, salientou que a UM propôs o estabelecimento das duas alianças bibliotecárias para servir “como base para o intercâmbio e colaboração académica através da partilha e recolha conjunta de recursos bibliotecários em língua portuguesa”.

Mais de 50 representantes de universidades de Pequim, Xangai, Tianjin, Chongqing, Guangdong, Sichuan, Zhejiang, Dalian, Xi’an e Macau marcaram presença na cerimónia ‘online’, incluindo o presidente da Universidade Normal de Sichuan, Wang Mingyi, o reitor da Universidade de São José (Macau), Stephen Morgan, o vice-presidente da Universidade de Estudos Estrangeiros de Tianjin, Yu Jiang, e o presidente do Comité Académico da Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim, Yuan Jun.

Na cerimónia foram ainda apresentados a página electrónica da aliança, o catálogo colectivo de recursos em língua portuguesa dos membros e recursos pedagógicos para professores de português. In “Ponto Final” - Macau


 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Timor-Leste - Ministro do Ensino Superior, Ciência e Cultura pede a académicos que utilizem a língua portuguesa na transmissão de conhecimento

Díli – O Ministro do Ensino Superior, Ciência e Cultura (MESCC), Longuinhos dos Santos, encorajou todas as entidades académicas a utilizarem a língua portuguesa na transmissão de conhecimentos aos estudantes.

O governante lembrou que a língua portuguesa constitui uma das línguas oficiais de Timor-Leste, além do tétum, e é preciso promovê-la desde o ensino básico até ao ensino superior.

“Assim, o Ministério do Ensino Superior encoraja todas as entidades, nomeadamente os académicos, a utilizarem adequadamente esta língua oficial na transmissão de conhecimentos aos alunos”, sugeriu o ministro, numa entrevista em Aitarak-Laran, Díli.

Segundo Longuinhos, a maioria dos estudantes – desde o ensino básico até ao ensino superior – está ainda em fase de adaptação ao português como língua oficial.

Já o Ministro da Educação, Juventude e Desporto, Armindo Maia, disse que a língua portuguesa constituiu uma língua de instrução no sistema educativo de Timor-Leste.

“O Ministério da Educação pretende envidar todos os esforços para o aprofundamento dos conhecimentos em língua portuguesa, não apenas nas escolas, mas principalmente no uso quotidiano”, afirmou recentemente o governante, no âmbito do Dia Mundial da Língua Portuguesa.

De acordo com os dados dos Censos 2015 da Direção-Geral de Estatística do Ministério das Finanças, 50% da população entre os 14 e os 24 anos fala e entende português. Nelia Fernandes – Timor-Leste in “Tatoli”

 

 

terça-feira, 11 de maio de 2021

Macau - Sociedade de Oceanografia vai cooperar com Portugal

A Sociedade de Oceanografia e Hidráulica de Macau (sigla inglesa MSOH) está empenhada em criar uma plataforma de cooperação entre académicos de Macau, Portugal e do Interior. O objectivo foi traçado na segunda-feira à noite, durante um encontro entre o presidente da associação, Ao Peng Kong, e o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng.

A plataforma de académicos tem como objectivo partilhar conhecimentos sobre “os recursos hídricos, a prevenção de desastres, o planeamento marítimo e a ecologia aquática”. O projecto vai ser concretizado com a realização de “seminários e acções de formação com as regiões vizinhas”, de firma a alargar as perspectivas do sector e formar jovens quadros qualificados.

Ao mesmo tempo, Ao Peng Kong comprometeu ainda a sociedade com os objectivos da integração de Macau no desenvolvimento nacional e em cumprir o papel no âmbito da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.

Por sua vez, o Chefe do Executivo sublinhou que as áreas marítimas sob jurisdição da RAEM vieram proporcionar novas oportunidades e espaço para o desenvolvimento e construção de Macau. Nesse sentido, o líder do Governo prometeu “encontrar um equilíbrio entre o aproveitamento do mar de forma científica e a protecção do ecossistema marinho”. In “Hoje Macau” - Macau