Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Selo em Cabo Verde e Portugal comemora 50 anos da Associação Caboverdeana em Lisboa

 


Cidade da Praia – Cabo Verde vai colocar em circulação esta semana um selo postal comemorativo dos 50 anos da histórica Associação Caboverdeana em Lisboa, que em 2020 recebeu a medalha de mérito do país, numa acção conjunta com os CTT em Portugal.

A autorização para a emissão do selo, com o valor de 60 escudos (54 cêntimos de euro), num total de 15000, e de 40 escudos (36 cêntimos), no total de 2000, foi feita por uma portaria de 04 de Fevereiro, assinada pelo ministro do Turismo e Transportes, Carlos Santos, com o início da circulação previsto para 10 de Fevereiro.

Com o título “Cinquentenário da Associação Caboverdeana”, o selo comemorativo é da autoria do artista Domingos Luísa e surge no âmbito de uma emissão conjunta do mesmo selo com os CTT, em Portugal, no valor de um euro, divulgado em Outubro.

O Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, atribuiu em Fevereiro de 2020 a Medalha de Mérito à Associação Caboverdeana, reconhecendo o “contributo inestimável” e “esforço meritório” no apoio à comunidade imigrante do país, acabando por criar “um pedaço de Cabo Verde em Lisboa”.

No texto da condecoração com a Primeira Classe da Medalha de Mérito do país, cujo decreto presidencial a Lusa noticiou anteriormente, o chefe de Estado sublinha o trabalho desenvolvido pela Associação Caboverdeana também na divulgação, promoção, construção e afirmação “da cultura e dos valores” de Cabo Verde junto da comunidade cabo-verdiana em Portugal, durante meio século.

Jorge Carlos Fonseca recorda no mesmo texto o papel da então Casa de Cabo Verde em Lisboa, aquando da sua constituição, para os cabo-verdianos que à época escolhiam Portugal para viver, estudar ou trabalhar: “Era um espaço de celebração e divulgação da sua cultura. Esse foi o objectivo do grupo de estudantes que, na época, teve a iniciativa de fazer do oitavo andar da rua Duque de Palmela um pedaço de Cabo Verde em Lisboa”.

Recorda igualmente a organização da ajuda aos trabalhadores cabo-verdianos, à época, da construção civil e da Lisnave, que era feita pela instituição, recolhendo “roupas de inverno” durante as habituais confraternizações de Natal.

Além disso, até à proclamação da independência, em Julho de 1975, funcionava também como Grupo de Acção Democrática.

“Houve aposta firme e militante, também bem-sucedida, na luta e divulgação dos ideais da soberania e independência nacionais e na defesa dos directos e interesses dos cabo-verdianos, por uma sua progressiva integração social”, prossegue o texto.

Após a independência de Portugal, a instituição – entre outras transformações entretanto vividas – foi transformada na actual Associação Caboverdeana, passando durante este período a acompanhar “as mudanças sociais e políticas no país, como espaço de discussão e debate de ideais”, reunindo, em particular, o contributo de jovens estudantes e intelectuais.

Acrescenta o texto da condecoração que nos últimos anos, “graças ao dinamismo e empenho” dos actuais dirigentes da instituição, a comunidade cabo-verdiana em Lisboa “foi alvo de diversos programas de integração e formação de jovens, com destaque para as campanhas de alfabetização, recenseamento e legalização, ensino da língua cabo-verdiana, entre outras, preparadas e realizadas nas suas instalações”.

“Nestes 50 anos de vida, a Associação Caboverdeana foi ponto de chegada, encontro e confraternização de cabo-verdianos, portugueses e de outras nacionalidades, em busca da cultura das ilhas: música, gastronomia, artes plásticas, literatura, debates”, aponta ainda a condecoração, que classifica a instituição como “mais do que uma mera associação” e sim um “centro cultural de Cabo Verde no coração de Lisboa”. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


segunda-feira, 27 de abril de 2020

Moçambique – Atribuição do selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique”

O Ministério da Indústria e Comércio concedeu, na sexta-feira, 24 de Abril, o direito de uso do selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” a um total de cinco empresas da província de Maputo, por se ter comprovado que reúnem requisitos para a sua elegibilidade à luz do Regulamento de Uso do Selo (Decreto 10/2012, de 11 de Maio), tais como a utilização significativa de recursos nacionais nos processos de produção, o cumprimento da legislação aplicável no País e a adopção de uma cultura de qualidade, através da implantação de sistemas de gestão de qualidade. Trata-se das empresas Afritubo-Tubos e Acessórios, Strides Pharma Mozambique, Prochem, Divina e C&C Neves, que se vão juntar às outras 59 certificadas com o selo “Made In Mozambique” ao nível daquela província.

Para o ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, a atribuição do selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” constitui um reconhecimento do Governo a estas empresas, por contribuírem para a valorização dos produtos e serviços nacionais e, igualmente, por estarem comprometidas com a melhoria contínua das práticas de negócio, uma vez que a elegibilidade deverá ser mantida por todo o período de validade da concessão da marca, que é de cinco anos. Por isso, “é louvável o passo dado pelas empresas, às quais apelamos a serem criativas e a esforçarem-se para que continuem a merecer a confiança e o carinho de todos os moçambicanos”, disse Carlos Mesquita, que instou às empresas distinguidas a tirarem proveito do crescimento do mercado nacional e das oportunidades de exportação resultantes das facilidades de circulação de pessoas e bens, bem como da liberalização do comércio.

Num outro desenvolvimento, o ministro da Indústria e Comércio desafiou as empresas nacionais, em particular as de pequena e média dimensão (PME), a apostarem na produção massiva de alimentos e produtos de higiene, optimizando o uso de recursos nacionais.

Por seu turno, a secretária de Estado da província de Maputo, Vitória Diogo, considerou, na ocasião, que a concessão do direito de uso do selo faz jus ao crescimento do tecido empresarial da província, não só em número mas também em qualidade.

“Este é um sinal objectivo de que, como província, estamos a contribuir para a criação, inovação e produção no País, assim como para a geração de renda e criação de mais postos de trabalho”, referiu Vitória Diogo.

Intervindo em representação das empresas distinguidas, António das Neves sublinhou que o selo “Orgulho Moçambicano. Made In Mozambique” reconhece o contributo do tecido empresarial nacional para o desenvolvimento do País, devendo, por isso, significar uma mais-valia efectiva para os seus detentores.

“O selo deve constituir um instrumento de promoção de negócios sustentáveis, que satisfaça às expectativas do consumidor e que contribua para o crescimento da produção nacional e desenvolvimento económico e social do País”, afirmou. In “Olá Moçambique” - Moçambique