Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 19 de junho de 2026

São Tomé e Príncipe – Empresários dos Camarões projectam ligação marítima para integrar o país no comércio com África

De costas voltadas para o emergente mercado da África Central, com mais de 400 milhões de consumidores, o arquipélago são-tomense recebeu na última semana um novo impulso dado por empresários dos Camarões.


«Falamos da ligação marítima. Há um armador que poderá colocar um barco à disposição para lançar oficialmente a ligação marítima entre São Tomé e Príncipe e os Camarões. Acreditamos que esta ligação vai ajudar as trocas comerciais entre os dois países», declaração de Etienne Desiré, chefe da delegação empresarial camaronesa.

Até à década de 90 do século XX o porto da cidade de Douala no vizinho Camarões era muito frequentado pelos comerciantes de São Tomé e Príncipe. As trocas comerciais entre os países vizinhos eram asseguradas pelos navios Pagué e Elizabete, ambos propriedade do Estado são-tomense.

A II República que nasceu em 1991 fez desaparecer os dois navios, e cortou as trocas comerciais com os países vizinhos. A actividade comercial do passado, com o continente africano contribuiu bastante para a balança de pagamentos de São Tomé e Príncipe.

«Em parceria com o nosso cônsul honorário nos Camarões e mais a Agência de Promoção de Comércio e Investimentos (APCI) realizou-se um fórum de investimentos nos Camarões, que recomendou a visita de prospecção do mercado nacional, pelos dos empresários camaroneses», afirmou Gika Simão, o director de Planeamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A delegação empresarial camaronesa foi informada sobre os benefícios fiscais que o país oferece aos investidores africanos, e foram identificadas algumas áreas de investimento. «A parceria está em curso, esta é uma fase, e alegra-nos constatar que os resultados começam a aparecer», acrescentou o director do planeamento do ministério dos negócios estrangeiros.

À luz do Fórum de Investimentos que o governo realizou na capital da União Europeia, Bruxelas, os empresários camaroneses pretendem seguir algumas pistas abertas por São Tomé e Príncipe em Bruxelas.

«Eles também podem optar por financiar um dos projectos. Passos estão a ser dados para que a breve trecho possamos ter aqui em São Tomé e Príncipe investidores camaroneses», assegurou Gika Simão.

Por sua vez, o chefe da delegação empresarial dos Camarões garantiu que a abertura da ligação marítima entre os dois países vai estimular o investimento privado do seu país em várias áreas de actividade económica do arquipélago do golfo da Guiné. 

Note-se que o capital camaronês está presente no mercado financeiro de São Tomé e Príncipe através do Banco privado Afriland First Bank, e da seguradora SAAR. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


quarta-feira, 3 de junho de 2026

Argentina - Lusodescendentes brilham com negócio agrícola e comercial

A família Silva Pais, composta por lusodescendentes, está a afirmar o seu percurso de sucesso em Virrey del Pino, na Argentina, onde alia a atividade agrícola ao comércio, mantendo viva a ligação às suas origens


“Hoje visitámos a Ferreteria Industrial Fátima e a exploração agropecuária da família da Silva Pais, em Virrey del Pino, onde fomos recebidos por Pablo e toda a sua família, descendentes de portugueses oriundos da Guarda, Serra da Estrela, Viseu e Algarve”, lê-se na publicação feita pela embaixada de Portugal na Argentina.

Com raízes em várias regiões de Portugal, a referida família construiu uma história marcada pelo trabalho, pelo empreendedorismo e pela ligação à terra.

De acordo com a informação divulgada pela embaixada de Portugal na Argentina, o percurso começou ligado à agricultura, tendo evoluído ao longo dos anos para a produção avícola e o cultivo de cereais, consolidando uma forte presença no setor agropecuário. Em paralelo, desenvolveram também uma atividade comercial através de uma ferreteria industrial, reforçando a sua expansão no tecido económico local.

Segundo a referida fonte, “para além do seu espírito empreendedor, trata-se de uma família fortemente ligada à comunidade portuguesa e às suas tradições, mantendo vivas as suas raízes de geração em geração”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 17 de abril de 2026

Guiné Equatorial - Alport assume gestão dos portos de Malabo e Bata

Com o período de transição encerrado, esta joint venture entre o Estado e o grupo turco Albayrak passará a gerir integralmente as operações portuárias no país

A joint venture Alport assumiu integralmente a gestão dos portos de Malabo e Bata, após o término do período de transição em 16 de março, marcando o início de uma nova etapa no sistema portuário da Guiné Equatorial.

Este progresso foi analisado durante a reunião realizada nesta quarta-feira na Presidência do Governo entre o Primeiro-Ministro, responsável pela Coordenação Administrativa, Manuel Osa Nsue Nsua, e os diretores do grupo turco Albayrak, parceiro estratégico da Alport, liderados pelo seu vice-presidente, Ahmed Albayrak.

A Alport, criada a partir da aliança entre a Holding Guinea Equatorial e o grupo Albayrak, ficará agora diretamente encarregada da gestão da infraestrutura portuária do país, após um ano de transição destinada a garantir uma transferência ordenada das operações.

A reunião, que contou também com a presença do Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Sistemas de Inteligência Artificial, Honorato Evita Oma, e de outros líderes institucionais, avaliou os progressos alcançados nesta etapa e definiu novas linhas de cooperação para fortalecer o setor.

O Governo destacou que esta nova fase irá melhorar a eficiência portuária, aumentar o tráfego marítimo e reduzir os custos de transporte, com o objetivo de posicionar o porto de Bata como um ponto estratégico para o comércio com os mercados da África Central.

Também foi destacada a atuação do grupo Albayrak como parceiro técnico da Alport, contribuindo com sua experiência em gestão portuária, treino de pessoal e modernização de serviços.

Entre os projetos prioritários está o desenvolvimento do porto seco de Ebibeyin, projetado para facilitar a conexão logística entre o porto de Bata e países como Chade, República Centro-Africana, Gabão e Camarões, impulsionando assim o comércio regional.

As autoridades também valorizaram as reformas realizadas no setor, como a ratificação de convenções internacionais, a reorganização da administração portuária e a participação em organismos regionais como o Memorando de Abuja e a Organização Marítima da África Ocidental e Central (WCAMO). Marisa Okomo – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


domingo, 2 de novembro de 2025

Macau - Quatro séculos de relações sino-portuguesas em 177 peças

A exposição “Reflexos das Ligações Marítimas: O Intercâmbio Cultural Sino-Português entre os Séculos XVI e XIX” será inaugurada a 7 de Novembro no Museu de Arte, onde estará patente até Março do próximo ano. Distribuídas por três secções, as 177 peças constituem um retrato das “profundas ligações comerciais e culturais” entre a China e Portugal


No dia 7 de Novembro, pelas 18h30, vai ser inaugurada a exposição “Reflexos das Ligações Marítimas: O Intercâmbio Cultural Sino-Português entre os Séculos XVI e XIX”, no quarto piso do Museu de Arte de Macau (MAM). Divida em três secções – “Aurora da Rota da Porcelana”, “Intercâmbio Cultural em Porcelana” e “Diálogos entre Cortes” -, a mostra realçará também as relações amigáveis entre a corte Qing e a família real portuguesa, reforçando o papel fundamental de Macau como ponte de intercâmbio entre a China e Portugal, indica o Instituto Cultural (IC).

Até ao dia 8 de Março do próximo ano, estarão em exibição 177 peças e conjuntos preciosos cedidos por várias instituições, retratando as “profundas ligações comerciais e culturais estabelecidas entre a China e Portugal, através da Rota Marítima da Seda, entre os séculos XVI XIX”. Entre os destaques, os visitantes poderão encontrar um “pote com tampa em porcelana azul e branca com padrão de brocado” do Período do Imperador Yongle e um “kendi em porcelana decorado a azul sob o vidrado em forma de fénix” da Dinastia Ming. Ambas as peças fundem características culturais chinesas e estrangeiras.

Outros destaques são a porcelana com heráldica portuguesa do Museu Oriente, a imagem do documento do “Grande Livro Amarelo” da Biblioteca da Ajuda e os fragmentos de porcelana de exportação escavados em Macau. “Com elevado valor histórico e artístico”, estes artefactos levam o público “a transcender o tempo e o espaço ao longo de quatro séculos, a sentir de perto os artefactos tangíveis e a essência espiritual da fusão cultural sino-portuguesa”, realça o IC.


A partir de 15 de Novembro, haverá visitas guiadas em cantonês, aos fins-de-semana e feriados, sendo que a reserva desses serviços também estará disponível. O MAM encontra-se aberto, com entrada gratuita, entre as 10h00 e as 19h00, todos os dias exceptuando às segundas-feiras.

O IC irá ainda organizar uma série de actividades ao longo do período de exposição. No dia 8 de Novembro, pelas 15h00, Rafael Alfenim, especialista em cerâmica, conduzirá a palestra “Traços azuis: a influência da porcelana chinesa na cerâmica portuguesa desde o século XVI”, com tradução em mandarim.

Entre 15 e 23 de Novembro, realizar-se-á a “Oficina de Pintura em Porcelana Guangcai” e a “Oficina de Gravura para Jovens”, de modo “a incentivar a transmissão da beleza do artesanato tradicional através da criação prática”. O IC informa que a inscrição para as actividades pode ser efectuada através da Conta Única, sendo que os participantes serão selecionados por sorteio.

Além disso, a Orquestra Chinesa de Macau irá actuar na galeria de exposições do MAM, nos dias 9 de Novembro e 21 de Dezembro, pelas 16h00, e interpretar “a beleza da fusão da cultura sino-portuguesa através da música”. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”




quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Macau - Plano de apoio da RAEM é “grande oportunidade” para lojas portuguesas

O programa de subsídios de até um milhão de patacas para atrair empresas internacionais para Macau é “uma grande oportunidade para lojas portuguesas”, considerou ontem o secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa.


“É uma grande oportunidade para lojas portuguesas que pretendam internacionalizar-se na Ásia; Macau é uma montra para a China e um local onde os turistas procuram entretenimento e compras”, disse Bernardo Mendia, acrescentando que “uma boa experiência em Macau é um passo seguro para entrar depois na China”.

Em declarações à Lusa na véspera da apresentação do programa que vai entrar em vigor em Novembro, Mendia explicou que o apoio atribuído por Macau serve para as empresas internacionais que queiram expandir a sua presença para o território, mediante certas condições, que no caso das marcas portuguesas e espanholas são atenuadas.

“Se as empresas forem de países de língua portuguesa ou espanhola, os requisitos do regulamento são menos apertados, bastando que seja recomendada por uma câmara de comércio”, disse o empresário, salientando que, apesar de o objectivo das autoridades ser atrair marcas de renome mundial para Macau, no caso das empresas portuguesas e espanholas “o critério para obter o subsídio é mais fácil de cumprir”. Para além disso, sublinhou, “em Macau existem bancos portugueses, serviços jurídicos, contabilistas e demais prestadores de serviços profissionais essenciais à internacionalização das marcas portugueses”.

A iniciativa foi apresentada em Lisboa e, depois, também no Porto, Madrid e Barcelona durante esta semana, com a presença de responsáveis do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Macau - Governo avança com projectos de cooperação sino-lusófona

O Governo planeia avançar ainda mais a cooperação com os países lusófonos através de vários projectos comerciais. O Chefe do Executivo revelou que está a trabalhar para a criação do Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa (e de Língua Espanhola), bem como o estabelecimento de um Fundo de Desenvolvimento Económico e Comercial China–Países de Língua Portuguesa, com um montante inicial de mil milhões de renminbis.


Os projectos foram apresentados por Sam Hou Fai no seu discurso proferido na recepção da Celebração do 76.º Aniversário da Implantação da República Popular da China, na passada quarta-feira, que contou com a presença de 1320 convidados. O líder do Governo assumiu que Macau vai, assim, desempenhar melhor o papel de “interlocutor de precisão” no âmbito de cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

O plano de criar o centro de serviços económicos e comerciais sino-lusófonos foi iniciado por parte do Governo em Março deste ano, com intuito de começar as operações até ao final do ano, oferecendo serviços de formação, correspondência de recursos internos e externos, consultoria, tradução linguística, serviços jurídicos e auditoria financeira. O centro será gerido conjuntamente por Macau e Hengqin.

Além dos projectos relacionados com a cooperação sino-lusófona, Sam Hou Fai disse ainda estar prevista, neste trimestre, a entrada em funcionamento de canais automáticos de inspecção integral de reconhecimento facial, que não exigem a exibição de documento de identificação, no Porto de Hengqin, facilitando a sinergia de desenvolvimento entre Macau e Hengqin.

No seu discurso sobre o Dia Nacional da RPC, Sam Hou Fai mostrou-se bastante optimista ao desenvolvimento nacional e de Macau, frisando que a China apresenta este ano uma estabilidade e uma vitalidade inovadora da economia e da sociedade e o “poder nacional está cada vez mais forte”.

“Macau vai aproveitar as oportunidades do desenvolvimento nacional para continuar a alcançar uma nova conjuntura de desenvolvimento de alta qualidade do princípio ‘um país, dois sistemas’, e concretizar com empenho a desejada perspectiva de uma Macau alicerçada no Estado de Direito, dinâmica, cultural e feliz”, indicou.

Ao mesmo tempo, Sam Hou Fai não esqueceu os elogios à actual situação da RAEM, referindo que o desenvolvimento socioeconómico de Macau apresenta uma “evolução estável e positiva” e caminha para uma nova fase da recuperação ao desenvolvimento de alta qualidade, “conseguindo salvaguardar a sua harmonia e a estabilidade global”. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


sábado, 30 de agosto de 2025

Internacional - Uma das melhores lojas de recordações do mundo é portuguesa

O jornal britânico Financial Times reuniu uma lista das melhores lojas de recordações (souvenirs), com base em recomendações dos seus leitores. Entre os destaques surge uma referência portuguesa: A Vida Portuguesa. A loja que é elogiada pela autenticidade e originalidade dos produtos


A marca nacional tem três lojas em Lisboa e uma no Porto e foi distinguida pela diversidade da sua oferta. O negócio continua a crescer e chegou a Nova Iorque no final do ano passado.

Fundada há 18 anos por Catarina Portas, A Vida Portuguesa alcançou reconhecimento pela curadoria de produtos que evocam as memórias de infância dos portugueses (por exemplo, pasta dentífrica Couto, carimbos da escola, xarope de groselha ou a Farinha 33) ao mesmo tempo que despertam a curiosidade de visitantes estrangeiros.

De acordo com a NiT, atualmente a referida marca nacional mantém-se ativa com espaços icónicos em Lisboa, como a nova loja no Chiado, que ocupa dois andares e quase 400 metros quadrados. Também pode visitar as lojas no Largo do Intendente, no Mercado da Ribeira, e a Depozito, em Arroios, um projeto desenvolvido em colaboração com a Portugal Manual. Em alternativa, pode sempre comprar online.

Em qualquer uma das lojas é possível encontrar propostas diversificadas com origem em mais de 500 fornecedores. Há têxteis para a casa, artigos de cozinha, uma seleção de faianças Bordallo Pinheiro, perfumaria, papelaria, brinquedos, joalharia e uma zona dedicada às bebidas espirituosas, entre outros. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Macau - Negócios em Angola seduzem empresários

Oportunidades de negócio em áreas como os têxteis, agricultura e tecnologia levaram o empresário de Macau Eduardo Ambrósio e um grupo de representantes de Hengqin a Angola. Em Luanda, o grupo manteve contactos com diversas entidades. O macaense disse ao Jornal Tribuna de Macau que a deslocação visou principalmente “estudar formas de enviar ‘know-how’ para aquele país africano e sensibilizar os empresários chineses que estão interessados em apostar no mercado angolano”


O empresário de Macau Eduardo Ambrósio e alguns representantes industriais de Hengqin estiveram em Luanda durante alguns dias para estudar formas de levar “know-how” para Angola, em áreas como os têxteis, a agricultura e as tecnologias.

O empresário macaense liderou as visitas efectuadas a diversas entidades bancárias e associações comerciais, e esteve reunido com o Ministro da Economia e Indústria angolano, Rui Miguêns de Oliveira, numa altura em que na capital daquele país africano estavam a ocorrer tumultos.

“Apesar da situação que se verificava, mas que acalmou ao fim de três dias, pude manter diversos contactos e ajudar os elementos de Hengqin, que tinham estado antes na Guiné-Bissau, a deslocar-se à Zona Económica Especial da Catola”, revelou ao Jornal Tribuna de Macau Eduardo Ambrósio, presidente da Associação Comercial Internacional para os Mercados Lusófonos.

O sector do vestuário é uma das principais áreas de investimento possível de estabelecer com Angola, “uma vez que não há nenhuma fábrica que faça uniformes”, disse o dirigente.

As primeiras abordagens foram feitas na capital angolana. A partir daqui, “vou falar com os empresários da China que estejam interessados em fazer ali negócios no ramo dos têxteis, expandindo também para outros países do continente africano”, salientou.

Para Ambrósio, Macau servirá de ponte para levar empresários da Grande Baía a Angola, ajudando os jovens daquele país a desenvolver a indústria têxtil e ter trabalho. “O objectivo é levar técnicos, especialistas e peritos nesta área”, frisa, acrescentando que “a China está agora numa crise e pretende exportar muita tecnologia para África”.


Constatando que a maioria dos chineses que estão em Angola são do norte, o que dificulta a comunicação com os líderes angolanos, afirma que “Macau tem a vantagem de falar português”.

Apontando que Angola tem um vizinho com milhões de habitantes, o Congo, frisa que “poderá desenvolver esse grande mercado”. O Brasil tem igualmente potencial, “mas fica muito longe”, admite.

A agricultura será outra das apostas a explorar em terreno angolano pelos homens de negócios do Interior da China, concretamente no reerguer da indústria do café. “Angola foi o terceiro maior exportador de café do mundo antes da guerra e agora quer recomeçar, por isso, a ideia é tentar levar pessoas a Timor-Leste para os ensinar na plantação de café, para que depois possam desenvolver a indústria em Angola”, afirma.

No que diz respeito às trocas comerciais entre a China e a África, o empresário refere que “o futuro está no continente africano” e que pode haver um maior intercâmbio. “Os chineses poderão importar diamantes e peças preciosas e exportar tecnologia, para além de algumas empresas da China terem um papel importante na construção civil em Angola”, sublinha.

Estes temas dominaram o encontro de Eduardo Ambrósio com o Ministro da Economia e Indústria angolano. “Foi uma conversa bastante positiva, durante cerca de quatro horas, período em que tivemos oportunidade de abordar várias questões de uma forma geral e no qual o ministro mostrou grande interesse e abertura para que a China faça investimentos em Angola”, concluiu. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”






segunda-feira, 23 de junho de 2025

Macau - Escassez de recursos ainda restringe presença moçambicana na RAEM

Especialistas consideram que aposta moçambicana em Macau se mantém condicionada pela falta de indústria e de recursos financeiros, e que novas parcerias, incluindo no âmbito da Grande Baía, podem projectar Moçambique no território.


Ao visitar o centro de exposições de produtos do Fórum de Macau, no ano passado, a académica Fátima Papelo, que estuda as relações sino-moçambicanas, apercebeu-se da existência de poucos produtos de Moçambique no local, onde estão expostos artigos dos vários países lusófonos. “Existem muitos mais produtos brasileiros, mas é, até certo ponto, um reflexo da estrutura económica moçambicana. Acredito que, por via do Fórum de Macau, também podemos pensar em como transformar esta estrutura económica positivamente e que terá como consequência a existência de mais produtos moçambicanos a serem vendidos em Macau”, notou agora à Lusa.

Dados oficiais do Governo de Macau sustentam a percepção da académica da Universidade Joaquim Chissano, em Maputo: O território importou de Moçambique, em 2024, bens no valor de cerca de 12 milhões de patacas. No caso do Brasil, o valor ultrapassou mil milhões de patacas.

Neste sentido, Papelo refere a necessidade de criar “mais eventos” que coloquem agentes do comércio de Macau e Moçambique “a discutir e explorar possibilidades de aprofundamento dessas relações”.

“Também é necessário colocar outros indivíduos ligados à indústria, porque só uma indústria desenvolvida pode conferir produtos que vão ser trocados. Moçambique ainda precisa trabalhar muito neste desenvolvimento da indústria e é dessa forma que vai transformar os seus produtos em manufacturados, colocá-los no mercado de Macau e, quem sabe, de toda a China”, considera.

Criado em 2003, o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua portuguesa, constitui “um diferencial” na relação entre Moçambique e China, afirma Papelo, defendendo, porém, que “há muito que ainda não está a ser feito”. “É importante olhar como um espaço de trocas. Nesse caso, investimentos devem vir a Moçambique, mas investimentos moçambicanos também devem ir a Macau. Este segundo sentido precisa de ser trabalhado”, diz.

Apesar de a China ter sido um dos primeiros países a reconhecer Moçambique como Estado soberano, no dia em que este declarou a independência, em 25 de Junho de 1975, a “fortificação dos laços” com Macau, então sob administração portuguesa, vai dar-se apenas após 1999. “A partir do momento que o Governo chinês começa a assumir controlo sobre o território, aí já existe esta possibilidade de Moçambique cooperar também com Macau. Então, esta relação começa a tornar-se muito mais viva, muito mais presente”, sublinha.

O historiador Wu Zhiliang considera a criação do Fórum de Macau “um reconhecimento” do papel do território como ponte entre a China e os parceiros lusófonos. Assumindo que a região “tem muito por fazer para cumprir bem esta missão”, o também presidente da Fundação Macau refere à Lusa que o Fórum deve “ampliar a sua acção, além da promoção de intercâmbio económico e comercial, às áreas do ensino, cultura e investigação científica”.

O ensino superior, por exemplo, foi uma das áreas de cooperação que ganhou alento no pós-transição. Dos cerca de 60 moçambicanos a residir em Macau, mais de metade são estudantes, estima o presidente da Associação dos Amigos de Moçambique. Ângelo Patrício Rafael, também professor na Universidade de São José, chegou ao território em 2012 para um mestrado em Direito de Comércio Internacional, fruto de um protocolo entre a Universidade Eduardo Mondlane e a Universidade de Macau.

Mas também aqui, registam-se dificuldades. “As universidades, principalmente as privadas, não têm a capacidade financeira, por exemplo, para atribuir bolsas completas a estudantes internacionais que vêm dos países de língua portuguesa. Por outro lado, pode ser muito caro para esses estudantes saírem destes países”, diz.

Rafael acredita que “o desafio passa, muitas vezes, por encontrar os parceiros certos que acreditam neste papel de Macau, que estejam dispostos a financiar ou, de alguma forma, ajudar neste processo”.

Sobre o reforço dos laços sino-moçambicanos, “a parte mais difícil”, reflecte o responsável, é provavelmente “o estreitamento dessas relações para lá do nível institucional”: “Há também muito que se tem feito a nível cultural, mas acho que [é necessário] potenciar mais esta interacção entre os povos”.

Uma oportunidade para Moçambique constitui, ainda segundo Fátima Papelo, a Grande Baía, que Maputo deve “aproveitar e explorar”. “Vejo um espaço em que Moçambique pode promover as suas potencialidades, pode também buscar serviços que irão permitir o seu desenvolvimento económico em diversas áreas, desde energia, indústria, transporte, comunicação, porque há muito desenvolvimento tecnológico, na área de transporte, até formulação de políticas públicas”, propõe.

E a língua portuguesa, diz, será “sempre vantagem”: “É necessário que Moçambique perceba este lugar especial que tem e dele faça bom uso, no sentido positivo”. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 14 de maio de 2025

China - Empresas anunciam investimentos de 4,29 mil milhões de euros no Brasil

Um encontro empresarial realizado em Pequim terminou com investimentos chineses no valor de 27 mil milhões de reais (4,29 mil milhões de euros) no Brasil, anunciou o Governo brasileiro



O líder da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) disse que estiveram presentes no evento mais de 500 empresários chineses e 200 brasileiros.

Num comunicado divulgado pela Presidência brasileira na segunda-feira, Jorge Viana salientou ainda que 25% das importações do Brasil são provenientes do país asiático.

O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve na abertura do evento e disse que a China “tem sido um exemplo” por fazer negócios e investir em “países desprezados” por outras potências há décadas.

Isto embora a China tenha “sido retratada como inimiga do comércio global”, lamentou Lula da Silva, que se encontra em Pequim, onde decorre o fórum China-CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

Entre os principais anúncios saídos do encontro empresarial sino-brasileiro está o da fabricante automóvel Great Wall Motor, que vai investir seis mil milhões de reais (952 milhões de euros) para expandir a operações no Brasil, de onde exportará para toda a América do Sul e México.

Metade deste investimento será destinada à criação de um polo de energia renovável no estado do Piauí (nordeste do Brasil), cuja construção deverá gerar cinco mil empregos, segundo o Governo brasileiro.

Horas antes, o Brasil já tinha anunciado um investimento de mil milhões de dólares (900 milhões de euros) na produção de combustível renovável para a aviação por parte da empresa chinesa Envision Group.

Foi acertada a criação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Energias Renováveis em parceria com a empresa de turbinas eólicas chinesa Windey Technology.

A gigante chinesa de entrega de comida Meituan vai investir cinco mil milhões de reais (794 milhões de euros) para entrar no mercado brasileiro através da subsidiária Keeta, que já opera noutros países.

O Governo do Brasil disse esperar que este investimento, através de um contrato cuja assinatura teve a presença de Lula de Silva, crie 100 mil empregos indiretos nos próximos cinco anos.

Também a empresa de bebidas Mixue, uma das líderes do setor na China, pretende expandir-se para o Brasil com um investimento de 3,2 mil milhões de reais (508 milhões de euros), que poderá criar 25 mil empregos até 2030.

O grupo mineiro chinês Baiyin Nonferrous Group anunciou a aquisição da mina de cobre de Serrote, no estado de Alagoas (nordeste), por 2,4 mil milhões de reais (381 milhões de euros).

Em Pequim, Lula da Silva participou na abertura da 11.ª Reunião Ministerial do fórum China-CELAC e, em seguida, reuniu-se com o homólogo chinês, Xi Jinping, com quem também assinará acordos para ampliar a cooperação bilateral. O fórum China-CELAC conta ainda com a presença dos presidentes da Colômbia e do Chile.

Xi promete 8,3 mil milhões de euros em empréstimos à América Latina e Caraíbas

O líder chinês, Xi Jinping, prometeu ontem conceder empréstimos no valor de 66 mil milhões de yuan (8,3 mil milhões de euros) à América Latina e às Caraíbas, numa cimeira com líderes dessas regiões. “Para apoiar o desenvolvimento dos países da América Latina e das Caraíbas, a China fornecerá um crédito de 66 mil milhões de yuan”, disse Xi, na abertura do fórum China-CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e das Caraíbas).

Em Pequim, o dirigente elogiou as relações de longa data do país com os países-membros da CELAC, num momento de “confronto entre blocos”.

“Embora a China, a América Latina e as Caraíbas estejam distantes, os dois lados têm uma longa história de trocas amigáveis”, disse Xi. “Só através da unidade e da cooperação é que os países podem salvaguardar a paz e a estabilidade mundiais e promover o desenvolvimento e a prosperidade em todo o mundo”, disse o líder chinês, denunciando “a intimidação e a hegemonia”, numa referência aos Estados Unidos.

Xi prometeu apoio aos países da América Latina e das Caraíbas para que “rejeitem a interferência externa” e “sigam um caminho de desenvolvimento alinhado com as suas condições nacionais”. “A China apoia as nações regionais na defesa da sua soberania e independência nacional”, acrescentou.

Na segunda-feira, a China e os Estados Unidos anunciaram um acordo, com a validade de 90 dias, com efeitos a partir de 14 de maio, ao abrigo do qual reduzirão os direitos aduaneiros mútuos em 115%.

Durante esse período os direitos aduaneiros dos Estados Unidos sobre as importações chinesas estarão limitados a 30%, em comparação com 10% da China para as importações dos EUA.

Nas primeiras declarações públicas após este acordo, Xi Jinping declarou que “as práticas intimidatórias e autoritárias só levam ao isolamento” e que “não há vencedores numa guerra comercial”. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 21 de abril de 2025

China - Hengqin terá um centro para comércio lusófono e hispânico

Hengqin vai ter um centro para promover as relações comerciais com os países de língua portuguesa e espanhola. A novidade foi anunciada pelo secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, na apresentação do relatório das Linhas de Acção Governativa para este ano

O Governo anunciou, na sexta-feira, o estabelecimento de um centro para promover os serviços económicos entre a China e os países de línguas portuguesa e espanhola na vizinha zona económica especial de Hengqin.

A ideia é proporcionar às empresas destes países serviços no “âmbito linguístico, jurídico, fiscal, de verificação da observância das normas, de formação, de arbitragem e de mediação”, referiu, na Assembleia Legislativa, o secretário para a Administração e Justiça de Macau, André Cheong Weng Chon.

As palavras de André Cheong, no âmbito da apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) para este ano relativas à pasta da Administração e Justiça, vão ao encontro do que o líder do Governo, Sam Hou Fai, anunciou na segunda-feira, ao declarar a intenção de “promover o intercâmbio e a cooperação”, através de Macau, entre a China e o universo de países de língua espanhola.

O Fórum de Macau foi criado em 2003 e, mais de duas décadas depois, o Chefe do Executivo decide alargar o foco aos países que falam castelhano. A cooperação deve incidir, como indicou na apresentação geral das LAG, entre outros sectores, nas áreas das finanças, cultura, turismo e comércio electrónico transfronteiriço.

“São países próximos em termos de cultura e de língua, que fazem parte do mundo latino. E temos em conta as experiências do passado, a cultura, todo o sistema político, social desses países”, referiu André Cheong.

Como uma tosta

Notando que o novo espaço tem gestão mista, de Macau e da Zona de Cooperação Aprofundada, o responsável disse ainda que o “centro de apoio comercial não se sobrepõe ao Fórum [de Macau]”.

Na semana passada, Sam Hou Fai, o primeiro líder de Macau a dominar a língua portuguesa, sugeriu também que ia aproveitar uma visita a Portugal, prevista para depois das eleições legislativas portuguesas de 18 de Maio, para se deslocar a Espanha e “iniciar contactos”.

A Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin é um projecto lançado por Pequim, em 2021, gerido conjuntamente pela província de Guangdong e por Macau, com uma área de cerca de 106 quilómetros quadrados.

Persistem, porém, uma série de problemas nesta área especial, notou André Cheong, referindo “a insuficiência no desenvolvimento da economia real, a alta taxa de desocupação dos edifícios comerciais, bem como a falta de circulação de pessoas e de actividade comercial”.

Na segunda fase da construção desta zona, disse o secretário, Macau e a província de Guangdong vão reforçar “a interligação de infraestruturas”, “a articulação das regras e mecanismos” e a “aproximação dos residentes de Macau e Hengqin”.

IAM | Reforma pretende simplificar estrutura orgânica

Depois das mudanças no conselho de administração do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), nomeadamente a saída de José Tavares do cargo de presidente, eis que vêm aí novas mudanças.

Na sexta-feira, o secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, disse que “a actual organização institucional [do IAM] não satisfaz as necessidades de trabalho do próprio instituto nem corresponde às expectativas dos cidadãos”, pelo que a partir deste ano serão feitos “os trabalhos de reestruturação de forma faseada”.

O objectivo é “racionalizar e simplificar a estrutura orgânica interna, ajustando as funções com base nos princípios da gestão centralizada, do reforço da coordenação e da simplificação dos procedimentos, no sentido de evitar a gestão por camadas e para aumentar a eficiência da gestão municipal do IAM”.

Função Pública | Subsídio de nascimento passa a 6580 patacas

O secretário André Cheong anunciou na sexta-feira que o subsídio de nascimento para trabalhadores da Função Pública irá passar do índice 60 para 70, o que significa que passa a ser de 6580 patacas. “A RAEM ajustou o subsídio de nascimento, mas não para a Função Pública, que se mantém no índice 60. Sugerimos que esse subsídio seja ajustado para 70, equivalente a cerca de 6580 patacas”, disse.

Recorde-se que o Governo anunciou também, nestas Linhas de Acção Governativa, a criação do subsídio para a infância, que deverá chegar a 15 mil crianças até três anos de idade. Estas crianças irão receber 1500 patacas mensais, ou seja, 18 mil patacas por ano. In “Hoje Macau” - Macau


sexta-feira, 4 de abril de 2025

China - Académicos realçam papel de Macau nas relações com o Brasil

A conferência anual da Aliança para o Ensino da Língua Portuguesa na Grande Baía teve lugar na Universidade Politécnica de Macau, para debater, entre outros temas, o papel da RAEM como canal de comunicação nas relações entre a China e o Brasil. O debate contou com a presença de mais de uma centena de professores e alunos



Sob o tema “Potencialização da Grande Baía: Inovação e Desenvolvimento no Comércio Sino-Brasileiro sob a Nova Rota da Seda”, a conferência anual da Aliança para o Ensino da Língua Portuguesa na Grande Baía reuniu na Universidade Politécnica de Macau (UPM) mais de uma centena de professores e alunos, entre os quais especialistas e académicos de Guangdong, Hong Kong, Macau e Brasil. Segundo a UPM, o debate explorou as oportunidades geradas pelo desenvolvimento inovador do comércio China-Brasil, tendo em vista promover intercâmbios académicos da língua portuguesa na Grande Baía e impulsionar o novo padrão de cooperação e desenvolvimento de “Uma Faixa, Uma Rota”.

Vários oradores expuseram os seus pontos de vista, focados no papel estratégico, inovador e orientador das relações China-Brasil.

Marcus Im, reitor da UPM, disse durante o encontro que, com base na Grande Baía, aquela instituição de ensino desenvolve uma plataforma para a cooperação entre os dois países, em áreas como educação, ciências, tecnologias e cultura. Ao mesmo tempo, promove uma cooperação mais estreita no campo do ensino superior, “a fim de criar um novo padrão de cooperação vantajosa para ambas as partes e de prosperidade comum”.

Por sua vez, o vice-director Permanente da Escola de Educação Profissional e Contínua da Universidade de Hong Kong, apresentou a história do comércio entre a China e o Brasil e o papel de Macau na cooperação entre os dois países. Macau enquanto plataforma entre a China e os PLP “constituiu um canal de comunicação para o estabelecimento das relações China-Brasil e tornou-se uma das pontes de ligação”, disse Sonny Lo.

O representante da RAEHK discursou sobre o tema “Relações Bilaterais entre a China e o Brasil e o Papel de Macau”, afirmando que o desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada “cria mais possibilidades de comércio para o Brasil”, assim como a cooperação em matéria de comércio, investimento e tecnologia na Grande Baía e em Hengqin “abre novas oportunidades para o desenvolvimento comercial entre a China e o Brasil”.

Já o reitor da Universidade de Estudos Estrangeiros de Guangdong, Yan Xiangbin, salientou a vontade em explorar, em conjunto com os parceiros da Aliança, “novos caminhos para a cooperação na educação”, manifestando o interesse na formação de mais quadros qualificados para a promoção do intercâmbio entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP). Assim, sustentou, poderá ser criado “um novo futuro para o desenvolvimento comercial” e aberto “um novo capítulo da cooperação entre a China e os PLP, fortalecendo as relações entre a China e o Brasil”.

Enquanto isto, o director do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas do Brasil, apresentou na conferência da Aliança os resultados académicos e de investigação científica do Grupo de Estudos Brasil-China da Universidade Estadual de Campinas, do Centro Cass-Unicamp de Estudos sobre a China e do Instituto Confúcio. Célio Hiratuka revelou que a Universidade de Campinas está em processo de criação de um centro de estudos interdisciplinares Brasil-China, que integrará recursos académicos para a realização de pesquisas em cinco áreas, nomeadamente sociedade, cultura e línguas, economia, políticas públicas e relações internacionais, ciências, tecnologias e inovação, ambiente, transição energética e desenvolvimento sustentável e saúde e ciências da vida. Deste modo, a universidade brasileira pretende “contribuir para a promoção da cooperação diversificada entre os dois países”, expressou.

A Aliança para o Ensino da Língua Portuguesa na Grande Baía foi criada em 2020 mediante a cooperação entre a UPM, a Universidade de Estudos Estrangeiros de Guangdong e a Escola de Educação Profissional e Contínua da Universidade de Hong Kong. Tem como objectivo desenvolver o papel de Macau como plataforma entre a China e os PLP, reforçar o intercâmbio de professores e estudantes entre Guangdong, Hong Kong e Macau e, através da realização conjunta de seminários académicos, competições académicas, projectos de cooperação científica, entre outros, promover a integração, a inovação, a partilha e o desenvolvimento do ensino da língua portuguesa nas três regiões. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


terça-feira, 1 de abril de 2025

A China é uma oportunidade irrecusável para as empresas portuguesas

Há um mercado vasto e com grande poder de compra à espera de produtos diferenciados e com selo de qualidade europeu

A China tem vindo a consolidar-se como um dos mais importantes parceiros económicos da Europa. Portugal e Espanha encontram-se em posições privilegiadas para beneficiar desta tendência. Para Portugal, a aposta chinesa na Península Ibérica não é só mais um reflexo de uma estratégia global. É, sobretudo, uma oportunidade única para as empresas portuguesas reforçarem a sua competitividade e presença nos mercados internacionais.

A recente decisão da China Aviation Lithium Battery (CALB) de investir cerca de dois mil milhões de euros numa fábrica de baterias em Sines é um momento histórico para a economia portuguesa. Este projeto, que poderá representar mais de 4% do PIB nacional, não só impulsionará o setor industrial como criará 1800 postos de trabalho diretos. Este empreendimento demonstra a confiança dos investidores chineses no potencial do país, ao mesmo tempo que fortalece a posição de Portugal na cadeia de valor das energias renováveis e da mobilidade sustentável.

Mas o interesse chinês em Portugal não se limita ao setor das baterias. O embaixador da China em Portugal reforçou, numa recente visita aos Açores, a vontade de estabelecer parcerias para a importação de produtos de alta qualidade como leite, carne, queijo e peixe. Para as empresas portuguesas, este é um sinal claro de que há um mercado vasto e com grande poder de compra à espera de produtos diferenciados e com selo de qualidade europeu.

O crescimento do investimento chinês na Península Ibérica não acontece por acaso. Com os Estados Unidos a adotar uma política comercial cada vez mais protecionista sob a liderança de Donald Trump, a China tem reforçado a sua presença na Europa. Em Espanha, 2024 foi um ano recorde para o investimento direto chinês, com 33 novos projetos em setores estratégicos como energia limpa e produção de baterias. Esta tendência deverá continuar, consolidando a Península como um polo fundamental para a expansão chinesa na Europa.

Para Portugal, esta aproximação à China pode representar uma alavanca económica fundamental. O setor automóvel europeu, por exemplo, enfrenta desafios significativos, e a China pode desempenhar um papel-chave na sua reestruturação. A Volkswagen já admitiu conversações com investidores chineses para a venda de fábricas na Alemanha, numa altura em que os fabricantes chineses procuram formas de evitar tarifas da UE sobre veículos elétricos importados da China. Considerando que a indústria automóvel representa cerca de 7% do PIB da União Europeia e emprega 13 milhões de pessoas, uma maior presença chinesa pode ser crucial para garantir a sua sustentabilidade.

Outro fator determinante é o lítio. A Europa precisa urgentemente deste recurso para impulsionar a transição energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Atualmente, a UE importa 97% do lítio necessário à sua economia da China. O investimento chinês em Sines reforça esta dependência, mas também cria oportunidades para o desenvolvimento da indústria nacional e para a captação de novos projetos de inovação e tecnologia.

No contexto da nova ordem económica mundial, Portugal tem tudo a ganhar com uma estratégia de cooperação ativa com a China. Seja no setor energético, no agroalimentar ou na indústria automóvel, a entrada de capital chinês pode significar crescimento, inovação e emprego para o país. Em tempos de incerteza geopolítica e económica, Portugal e as empresas portuguesas não podem ignorar esta oportunidade. João Santos – Portugal in “Sapo”

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João Rodrigues dos Santos - Professor Associado e Coordenador da área de Economia e Gestão da Universidade Europeia


sexta-feira, 21 de março de 2025

Macau - Criará “melhores condições” para atrair empresas lusófonas

O Secretário para a Economia e Finanças assegurou que “Macau irá despender esforços necessários para desempenhar de forma efectiva o seu papel” de plataforma sino-lusófona, sendo que um dos objectivos é criar “melhores condições” para atrair empresas lusófonas a instalarem-se na RAEM. Num encontro com os embaixadores dos países lusófonos na China, estes manifestaram o desejo de que se possam “explorar novas oportunidades de cooperação”



Cooperação económica e comercial nas áreas do investimento e do sector financeiro e desenvolvimento do papel de Macau como plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP) foram alguns dos temas que estiveram em cima da mesa, num encontro entre o Secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, e a delegação dos embaixadores dos PLP na China. Segundo um comunicado do Gabinete do Secretário, Tai Kin Ip pretende criar “melhores condições” para atrair empresas lusófonas para a RAEM.

O Secretário começou por sublinhar que “ao longo dos anos, Macau tem desenvolvido o seu papel” de plataforma – e esse caminho será para continuar a seguir. Assinalou depois que, nos últimos anos, as trocas comerciais bilaterais entre a China e os PLP aumentaram de forma estável e o intercâmbio cultural e humanístico tornou-se também mais frequente.

Tai Kin Ip disse ainda que o foco continuará a ser o posicionamento de desenvolvimento enquanto “Um Centro, Uma Plataforma, Uma Base”, e a participação “com afinco” na construção conjunta de “Uma Faixa, Uma Rota”. Além disso, a ideia é também continuar a “enriquecer” o conteúdo da plataforma entre a China e os países lusófonos.

Para tal, continuou, “Macau irá despender esforços necessários para desempenhar de forma efectiva o seu papel como ‘interlocutor com precisão’”, a fim de aprofundar a cooperação e intercâmbio internacionais, participar proactivamente na construção da Zona de Cooperação Aprofundada e da Grande Baía, bem como promover “com todo o empenho” o desenvolvimento das principais indústrias, “criando melhores condições para atrair empresas dos países de língua portuguesa a instalarem-se no território”.

Na ocasião, o governante aproveitou ainda para dirigir às empresas do Interior da China e dos PLP um convite para participação na 2ª edição da “Exposição Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa (Macau)” (C-PLPEX) no corrente ano, “visando a plena potenciação do papel de Macau como plataforma sino-lusófona e exploração de mais oportunidades de negócios entre a China e os PLP”.

Por seu turno, a delegação dos embaixadores lusófonos, e segundo o comunicado divulgado pelo Gabinete de Comunicação Social, enalteceu a importância dada à parceria com a China. Apreciou igualmente o papel de plataforma desempenhado por Macau, como ponte de ligação na promoção económica e comercial entre a China e os PLP.

“Todas as partes manifestaram ainda o desejo de que, através das diligências do Fórum de Macau e da plataforma de Macau, se possa atrair mais investimento, e, ao mesmo tempo, explorar novas oportunidades de cooperação nos âmbitos da promoção económica e comercial e do intercâmbio cultural e humanístico, entre outros, fomentando a implementação de iniciativas e projectos nos dois sentidos”, pode ler-se. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Macau - Instituto de Promoção do Comércio e Investimento desloca-se a Portugal e ao Brasil em Abril

Portugal e Brasil vão receber, em Abril, uma equipa do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento (IPIM), a qual realizará “uma série de actividades de promoção comercial, com o objectivo de reforçar a cooperação de benefício mútuo entre as empresas chinesas e lusófonas”



Uma equipa do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento (IPIM) vai deslocar-se a Portugal e ao Brasil em Abril, revelou o director dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), Yau Yun Wah. Nesta visita aos dois países lusófonos, está prevista a organização das pré-actividades de “roadshow”, no sentido de “atrair mais empresas lusófonas” a participar na 2ª Exposição Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa (Macau) – CPLPEX, “criando mais oportunidades para a cooperação aprofundada entre as partes intervenientes”.

A segunda edição da CPLPEX decorrerá em Macau em Outubro deste ano, visando convidar empresas da Grande Baía dedicadas aos sectores de electrodomésticos e manufactura, “para trazerem os seus produtos, tecnologias e serviços de qualidade para o local do evento”, acrescentou Yau Yun Wah, em resposta a uma interpelação escrita da deputada Song Pek Kei.

Segundo apontou o director do organismo, a equipa do IPIM “irá deslocar-se aos países de língua portuguesa para realizar uma série de actividades de promoção comercial, com o objectivo de reforçar a cooperação de benefício mútuo entre as empresas chinesas e lusófonas”.

Em concreto, referiu a participação em conjunto com os Serviços do Comércio do Município de Pequim e outras entidades no “Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, a decorrer em meados do corrente ano na Guiné Equatorial. O objectivo do encontro é ajudar as empresas do Interior da China e da RAEM a conhecerem melhor o ambiente de negócios nos países de língua portuguesa, promovendo ao mesmo tempo, junto das empresas lusófonas, as oportunidades de desenvolvimento de Macau e Hengqin.

Em paralelo, através do serviço da “Conduta do Comércio China-PLP”, do “Portal para a Cooperação nas Áreas Económica, Comercial e de Recursos Humanos entre a China e os Países de Língua Portuguesa” e do “Pavilhão de Exposição da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, o IPIM “dará forte apoio às empresas chinesas e lusófonas na exploração do mercado em prol do aprofundamento da cooperação económica e comercial bilateral”, pode ler-se.

O director do organismo frisou ainda que o IPIM se dedica a desempenhar o papel de Macau como plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, explorando maior espaço de cooperação entre a China e os países de língua portuguesa nas diversas áreas, como no comércio, no investimento e nas diferentes indústrias.

Por outro lado, a deputada Song Pek Kei tinha defendido que as autoridades deviam avançar com uma discussão com o Interior da China para que políticas e medidas “mais convenientes” fossem adoptadas em prol da maior redução de custos e simplificação de processos, no âmbito da participação das empresas de Macau na cooperação económica e comercial sino-lusófona. Neste ponto, Yau Yun Wah recordou apenas as medidas já implementadas e garantiu que “o Governo da RAEM continuará a promover mais medidas de facilitação, apoiando ainda mais empresas locais na exportação de produtos de qualidade para o Interior da China”.

Já em relação aos quadros qualificados sino-portugueses, Song Pek Kei considera que é preciso as autoridades fazerem mais tanto em relação à captação destes quadros como à formação. Ora, também neste âmbito, as autoridades lembram as medidas já tomadas até aqui. A título de exemplo falam no “Programa de Iniciação de Aprendizagem da Língua Portuguesa”, lançado em 2023/2024. Em relação a esta iniciativa, é dito que a Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude “irá optimizar o Programa de Iniciação, apoiando os alunos a prosseguirem os seus estudos em Portugal”. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Guiné Equatorial – Pretende produtos angolanos no país

O Presidente equato-guineense, Teodoro Obiang Nguema, considerou Angola um país importante para a Guiné Equatorial, destacando o crescimento industrial que Angola vem apresentando nos últimos anos. “Angola, neste momento, é um país que está a começar a tornar-se industrial



Acredito que temos a possibilidade de solicitar produtos de Angola que possam entrar na Guiné Equatorial”, enfatizou Teodoro Obiang Nguema no momento com a imprensa.

O Chefe de Estado equato-guineense ressaltou que a base do desenvolvimento dos países africanos reside no desenvolvimento das suas economias, o que deve ser feito, fundamentalmente, através do desenvolvimento agropecuário.

“Penso que devemos trabalhar para que ambas as nações possam desenvolver as suas actividades agropecuárias, incluindo a agricultura e a pesca, que podem assegurar os nossos mercados”, destacou.

Além dos esforços internos já existentes, Teodoro Obiang Nguema afirmou que é necessário haver troca de experiências entre os dois países, sublinhando que a experiência de Angola contribuirá significativamente para o desenvolvimento da Guiné Equatorial.

Obiang Nguema manifestou o desejo de ver empresários angolanos a explorarem as oportunidades existentes na Guiné Equatorial. Destacou que a relação com Angola não apresenta condicionantes, ao contrário do que ocorre com outros países: “A Guiné Equatorial, nesse sentido, rejeitou várias vezes essa cooperação. Acredito que é melhor firmarmos alianças com países irmãos, como Angola. Será uma cooperação mais segura e racional, permitindo-nos o desenvolvimento sem o medo de compromissos políticos”.

“Devemos dar prioridade à cooperação Sul-Sul, pois essa cooperação garantirá o desenvolvimento dos nossos mercados”, acrescentou.

Teodoro Obiang Nguema disse ter abordado com o homólogo angolano, durante o encontro a sós, temas relacionados à segurança em África, especialmente no âmbito do Conselho de Segurança, onde o continente africano não tem assento permanente.

O Chefe de Estado equato-guineense afirmou que este é um assunto que deverá merecer atenção durante a próxima Cimeira da União Africana, em que o Presidente João Lourenço assumirá a presidência rotativa da organização continental. “Considerando que o meu irmão vai assumir a presidência da União Africana, creio que este é um ponto bastante importante que devemos tratar na próxima Cimeira”, defendeu. César Esteves – Angola in “Jornal de Angola”


segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

China - Hengqin e Grande Baía apontadas como grandes oportunidades para empresários lusófonos

Dirigentes empresariais disseram à Lusa que a crescente integração de Macau com a vizinha Hengqin e com o sul da China é “uma grande oportunidade” para companhias lusófonas entrarem no mercado chinês



A liderança da zona especial económica de Hengqin “quer mesmo” atrair companhias lusófonas, em parte porque inclui pessoas “lá colocadas pelo governo de Macau que estão a par das vantagens deste sabor português que Macau tem”, explicou o presidente da Câmara de Comércio Europeia em Macau (MECC, na sigla em inglês).

Rui Pedro Cunha recordou que, ainda na pandemia de covid-19, a Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau já estava a estudar as leis dos países de língua portuguesa “para permitir que um contrato comercial feito em Hengqin possa especificar qual é o direito que se aplica”.

O dirigente sublinhou que as mercadorias estrangeiras transformadas em Hengqin, com um valor acrescentado de pelo menos 30%, podem depois aceder livremente ao resto da China continental.

De acordo com a Organização Mundial do Comércio, desde 2020 que os bens de consumo estrangeiros pagam uma tarifa alfandegária média de 6,9%, além de um Imposto de Valor Acrescentado (IVA) de 13%. “Pode ser uma extraordinária vantagem em comparação com produzir em Portugal, transportar para a China e depois ainda pagar direitos à entrada”, defendeu Cunha.

O presidente da MECC disse que as empresas portuguesas teriam “muito a ganhar em começar por Hengqin, até numa perspetiva de escala”, porque a China “é um território gigantesco”, com 1,4 mil milhões de pessoas. Cunha apontou a Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau como a região “com maior probabilidade de sucesso”, uma vez que já concentra mais de 11% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês.

Os empresários portugueses devem olhar para Macau, “não como 600 mil habitantes”, mas sim como parte de uma região “com um PIB 10 vezes o de Portugal e com perspetiva de crescimento acelerado”, disse o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa.

Uma vez que “a China pode assustar, porque é um país gigante”, Carlos Cid Álvares defendeu que as empresas lusófonas podem “apostar em Macau para fazer essa triangulação com negócios na Grande Baía”. Mas Rui Pedro Cunha admitiu que poderá não haver muitos interessados, uma vez que, “com exceção do Brasil e em Angola, em alguns setores, possivelmente não existirão empresários com uma dimensão interna que ponderem a expansão internacional”.

No caso do Brasil, acrescenta Carlos Cid Álvares, “85% dos negócios têm tal dimensão que passam diretamente por Pequim e não precisam de Macau”.

O Brasil é de longe o maior parceiro comercial da China entre os países lusófonos e, nos primeiros dez meses de 2023, o comércio bilateral subiu 8,4% em termos anuais para 160,4 mil milhões de dólares (152,8 mil milhões de euros).

Ainda assim, Carlos Cid Álvares, também presidente do Banco Nacional Ultramarino, que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos, acredita que há estados brasileiros mais periféricos “para os quais poderia ser utilíssimo Macau e Hengqin como plataforma”.

Rui Pedro Cunha acredita que falta mais promoção, algo que foi impossível durante a pandemia. “Agora estão a começar a fazer visitas de charme para se darem a conhecer no exterior”, sublinhou o presidente da MECC, dando como exemplo, em setembro, a deslocação da liderança de Hengqin para falar com a agência de promoção de investimento de Oeiras. Mas, alertou Cunha, as empresas devem aproveitar “uma grande oportunidade”, porque algumas das políticas especiais em Hengqin “eventualmente deixarão de ser necessárias quando já existir uma determinada massa crítica”. In “Ponto Final” - Macau com “Lusa”