Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Burkina Faso - A startup NeereLab Technology lança "Djembé", um novo aplicativo para revolucionar as transferências de dinheiro

No sábado, 25 de julho de 2026, em Ouagadougou, a startup burquinense NeereLab Technology lançou oficialmente o Djembé, um novo aplicativo de transferência de dinheiro. Apresentada sob o tema "Na encruzilhada da inovação e da tecnologia", esta plataforma visa transformar o setor de dinheiro móvel, oferecendo uma solução de pagamento mais acessível e rápida, adaptada às realidades locais

Concebida como uma plataforma digital de serviços financeiros, a Djembé permite enviar e receber dinheiro instantaneamente em todo o mundo.

O aplicativo também integra funcionalidades de poupança, conversão de moeda e pagamentos digitais, com o objetivo de promover maior inclusão financeira.

Segundo Moumouni Ismaël Sinaré, cofundador da plataforma, a Djembé destaca-se pela sua independência das operadoras de telefonia móvel. "A Djembé também oferece soluções para pessoas sem smartphones, graças a um código curto que permite realizar pagamentos e saques em estabelecimentos autorizados."

"O objetivo é facilitar as transações financeiras, incluindo o pagamento instantâneo de salários e depósitos de seguros em caso de sinistro", explicou ele.

Com esta inovação, os autores pretendem democratizar o acesso a serviços financeiros, tanto para populações distantes do sistema bancário tradicional quanto para empresas que necessitam de soluções de pagamento rápidas e seguras.

Para Abdoul Latif Adama, também cofundador da Djembé, o aplicativo já conta com uma sólida rede de parceiros. "O aplicativo já colabora com diversas operadoras de dinheiro móvel no Burkina Faso, bem como com uma instituição financeira sediada no Canadá", indicou, destacando a ambição internacional da plataforma.

Presente na cerimónia de lançamento, o Dr. Boubacar Thiambiano, Diretor de Operações de Portfólio e Promoção da Educação Financeira, elogiou a iniciativa que, segundo ele, faz parte de uma dinâmica de transformação sustentável.

Ele destacou três dimensões principais do projeto: coesão social, inovação por meio da ação e desenvolvimento sustentável.

"Esta ferramenta tradicional promove a reunião, revoluciona as práticas diárias e permite a economia de recursos, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável", disse ele, traçando um paralelo entre o djembé, um instrumento de reunião nas culturas africanas, e essa nova solução tecnológica projetada para aproximar as pessoas por meio de serviços financeiros.

Já disponível na Play Store, o aplicativo Djembé visa facilitar transações financeiras nacionais e internacionais, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, contribuindo também para a modernização do ecossistema de pagamentos digitais no Burkina Faso. Frédéric Kambou – Burkina Faso in “Burkina24”


segunda-feira, 20 de julho de 2026

Portugal - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde descobre como o cancro do estômago convence a gordura a alimentá-lo

Estudo abre caminho ao desenvolvimento de terapias capazes de bloquear a troca de mensagens entre as células tumorais e as células do tecido adiposo


Uma equipa de investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto identificou uma nova forma de comunicação entre as células do cancro do estômago e as células do tecido adiposo, isto é, as células de gordura. Os resultados do estudo, publicados na revista Extracellular Vesicles and Circulating Nucleic Acids, mostram como esta interação pode ser responsável pelo fornecimento de energia às células tumorais, favorecendo a progressão da doença.

“Sabe-se que as células cancerígenas comunicam constantemente com os tecidos à sua volta, criando condições que favorecem o desenvolvimento da doença”, explica Celso Reis, coordenador do grupo de investigação do i3S Glycobiology in Cancer. No entanto, existem ainda muitas perguntas por responder sobre como essa comunicação acontece.

Neste estudo, os investigadores analisaram células de cancro do estômago que apresentam à superfície uma molécula de açúcar chamada sialyl-Tn (STn), frequentemente encontrada em tumores mais agressivos. “Verificámos que estas células libertam pequenas partículas, conhecidas como vesículas extracelulares, que funcionam como «mensagens» enviadas para outras células do organismo”, refere Daniela Freitas, investigadora do i3S e coordenadora do estudo. Quando estas partículas chegam às células de gordura, provocam alterações no seu funcionamento. Como resultado, o tecido adiposo começa a libertar mais ácidos gordos, moléculas ricas em energia que podem ser aproveitadas pelas células tumorais.

“Observámos que as células cancerígenas conseguem adaptar-se para utilizar essa gordura como combustível. Ao terem acesso a esta fonte adicional de energia, tornam-se mais móveis e podem ganhar uma maior capacidade de invadir os tecidos vizinhos”, sublinha Cátia Ramos, primeira autora do estudo.

O trabalho identificou ainda a molécula STn como um elemento central neste processo de comunicação. Esta descoberta, garantem os investigadores do i3S, poderá abrir caminho ao desenvolvimento de novas terapias capazes de bloquear a troca de mensagens entre as células cancerígenas e as células de gordura, dificultando o acesso do tumor a esta fonte de energia.

Além do seu potencial impacto no controlo da progressão do cancro, esta investigação poderá também contribuir para combater problemas frequentemente associados à doença, como a perda acentuada de peso, de massa muscular e de gordura corporal, afetando de forma significativa a qualidade de vida e a sobrevivência dos doentes com cancro.

Ao revelar esta nova forma de interação entre o tumor e os tecidos que o rodeiam, o trabalho do i3S reforça a importância de compreender não apenas as células cancerígenas, mas também o ambiente em que estas se desenvolvem. Universidade do Porto - Portugal

 


sexta-feira, 3 de julho de 2026

Canadá - Tecnologia portuguesa usada para detetar incêndios

A empresa portuguesa Tekever está a apoiar uma missão de deteção e monitorização de incêndios florestais na província canadiana de Alberta, reforçando a resposta das autoridades locais através de tecnologia desenvolvida em Portugal


Segundo informação divulgada pela AICEP, a operação é realizada em parceria com a Phoenix Heli-Flight e recorre ao sistema aéreo autónomo AR3 VTOL, equipado com sensores avançados e integrado na plataforma Nova Maps.

A tecnologia permite realizar vigilância aérea contínua e disponibilizar informação em tempo real às equipas de emergência, contribuindo para uma tomada de decisão mais rápida e informada durante o combate aos incêndios florestais.

De acordo com a AICEP, esta missão evidencia o papel da inteligência artificial e dos sistemas autónomos na proteção de comunidades, infraestruturas críticas e ambientes naturais.

Com operações na UPTEC, no Porto, a Tekever continua, segundo a agência, a afirmar a inovação desenvolvida em Portugal na resposta a desafios globais, levando tecnologia portuguesa a apoiar operações internacionais de proteção civil. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

 


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Portugal - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde inova no tratamento da leucemia mieloide aguda

Nova estratégia terapêutica que potencia quimioterapia contra a leucemia mieloide aguda deverá ser testada em colaboração com o IPO Porto


Uma equipa de investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto identificou uma nova estratégia terapêutica, agora publicada na Science Translational Medicine, que pode melhorar a eficácia da quimioterapia e reduzir complicações graves associadas ao tratamento da leucemia mieloide aguda.

O grupo, liderado por Delfim Duarte, provou que a administração de transferrina, uma proteína que transporta ferro pela corrente sanguínea, em conjunto com a quimioterapia, melhora a recuperação da medula óssea, aumenta a sobrevivência e reduz as complicações infecciosas associadas à terapia convencional.

A leucemia mieloide aguda é tratada, na maioria dos casos, com quimioterapia intensiva. “Apesar de eliminar células cancerígenas com eficácia, este tratamento provoca toxicidade elevada, nomeadamente a acumulação excessiva de ferro nos tecidos”, explica 0 hematologista do IPO Porto e líder do grupo de investigação Hematopoiesis and Microenvironments do i3S.

Neste estudo, os investigadores testaram a administração de apotransferrina humana, uma forma de transferrina sem ferro, para captar esse mineral em excesso e redistribuí-lo para células saudáveis da medula óssea e do sistema imunitário.

Utilizando vários modelos experimentais, incluindo ratinhos com leucemia, a equipa demonstrou que esta abordagem reduz significativamente os níveis de ferro tóxico circulante após a quimioterapia.

Nova terapia reforça combate a infeções graves

A equipa estudou ainda a segurança desta estratégia no contexto de infeção grave, uma das principais causas de morte em doentes com leucemia mieloide aguda.

Num modelo experimental de infeção por E. coli, os animais tratados com apotransferrina sobreviveram mais tempo. “Não porque se eliminaram as bactérias, mas devido a uma resposta inflamatória mais controlada. A apotransferrina reduziu a inflamação excessiva, ajudando o organismo a lidar melhor com a infeção”, esclarece Marta Lopes, primeira autora do estudo.

Com base nestes “dados pré-clínicos promissores”, a equipa espera poder avançar, num futuro próximo, com um ensaio clínico, em colaboração com a unidade de ensaios de fase precoce do IPO Porto, que avalie o uso da transferrina como terapêutica adjuvante à quimioterapia.

“O objetivo é avaliar, de forma preliminar, a segurança e a eficácia desta combinação [transferrina e quimioterapia] em doentes com leucemia mieloide aguda”, conclui Delfim Duarte. Universidade de Porto


quarta-feira, 10 de junho de 2026

Europa - Azulejos portugueses feitos com ostra brilham na Nova Bauhaus Europeia

Azulejos feitos por dois arquitetos suíços a partir de conchas de ostras apanhadas em Portugal são um dos projetos portugueses em destaque no Festival da Nova Bauhaus Europeia, num projeto coordenado pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa


“A ideia era imaginar o que poderia ser um azulejo português em 2026, uma época em que a sustentabilidade faz parte do desenvolvimento de Portugal e, por isso, quisemos criar um biomaterial, um azulejo sustentável, num material não extrativo e sem recurso intensivo a energia”, disse à agência Lusa o arquiteto Jeremy Morris, que trocou a Suíça por Portugal, onde juntamente com Lucas Carlisle criou um novo produto: azulejos feitos de cascas de ostras.

“O que fazemos é pegar em conchas usadas de restaurantes ou produtores locais, esmagá-las e transformá-las em pó, ligá-las com extrato de algas, que é um sequestrador de carbono, e depois secar o material ao ar”, referiu.

O material foi precisamente um dos projetos a merecer o interesse da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, durante uma visita à feira onde cerca de 80 expositores de todos os Estados-Membros mostram projetos desenvolvidos no âmbito da Nova Bahaus Europeia, movimento que promove a investigação se soluções mais sustentáveis.

Os azulejos portugueses são apenas um dos resultados de um projeto mais amplo, desenvolvido pelo consórcio Bauhaus of the Seas Sails, coordenado pelo Instituto de Tecnologias Interativas do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, e que envolve 18 parceiros académicos de sete cidades da Europa: Oeiras e Lisboa (Portugal), Veneza e Génova (Itália), Hamburgo (Alemanha) Malmo (Suécia) e Roterdão e o delta dos rios Scheldt e Reno, na Holanda.

O consórcio recebeu da União Europeia cinco milhões de euros para desenvolver novas abordagens nestas regiões que “ têm em comum a ligação ao mar ou aos rios”, disse à Lusa o coordenador de comunicação, Frederico Duarte, especificando que foram desenvolvidos 14 projetos pilotos nestas localidades, um deles “este, intitulado “À flor do azulejo, a cor do Tejo”.

Mais do que a criação de azulejos inovadores, o projeto representa, para Lisboa, “uma ponte entre um desenvolvimento de um equipamento municipal, que é o BioLab” e a sua aplicação prática em projetos como a cafetaria de uma biblioteca móvel em Marvila.

Os azulejos, também já estão a ser usados num contentor colocado no parque ribeirinho de Marvila, “uma espécie de ponto de encontro”, afirmou Ana Silva Dias, do setor da cultura da Câmara Municipal de Lisboa.

“A grande mais-valia do projeto, é que de repente conseguimos ligar a cidade a um ponto do rio e começar a trabalhar a partir do rio”, disse a mesma responsável, destacando a importância da revitalização do jardim onde estão localizados os equipamentos que ajudam a “fazer a ligação entre duas realidades sociais, com uma urbanização mais de luxo e uma zona de habitação social”.

Pela primeira vez “trabalhámos de uma forma muito ligada, muito coesa entre a cultura e a inovação e a economia”, sublinhou, manifestando o interesse de que mais projetos desta natureza sejam desenvolvidos.

Essa é também a expectativa de Frederico Duarte e de Jeremy Morris, mas enquanto isso, para que os azulejos cheguem a mais aplicações práticas, “é preciso a sua certificação e que o projeto possa escalar e ter investidores” que até sábado mostram o projeto no Festival da Nova Bauhaus Europeia, no parque do Centenário, em Bruxelas. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 8 de junho de 2026

Portugal - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde desenvolve Inteligência Artificial que aprende a comunicar com neurónios

O projeto NeuroSAFE vai ser financiado com cerca de 100 mil euros no âmbito do Concurso de Projetos Exploratórios 2025 do Programa CMU Portugal


O investigador Paulo Aguiar, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, vai liderar um novo projeto financiado em cerca de 100 mil euros pelo Concurso de Projetos Exploratórios 2025 do Programa CMU Portugal. O projeto intitulado NeuroSAFE foi um dos sete selecionados para financiamento pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) no âmbito desta iniciativa de colaboração internacional com a Carnegie Mellon University (CMU).

“O projeto NeuroSAFE pretende desenvolver novos métodos de inteligência artificial (IA) para controlar a atividade de neurónios, de forma segura e adaptativa”, explica o líder do grupo de investigação Neuroengineering and Computational Neuroscience do i3S. A ideia é criar algoritmos que observam continuamente a atividade dos neurónios, tomam decisões sobre quando e como estimulá-los e ajustam essas decisões com base na resposta obtida. Este processo acontece em tempo real, funcionando de forma semelhante a um sistema que aprende com a experiência e melhora gradualmente o seu desempenho.

Esta abordagem poderá contribuir para o desenvolvimento de futuras gerações de sistemas de estimulação cerebral profunda, utilizados, por exemplo, no tratamento da doença de Parkinson e de outras perturbações neurológicas.

“Como estes algoritmos não podem ser desenvolvidos diretamente com pacientes, a equipa recorrerá a plataformas brain-on-chip”, acrescenta Paulo Aguiar. Estas plataformas funcionam como pequenos laboratórios onde neurónios vivos são cultivados e ligados a sensores capazes de registar e estimular a sua atividade elétrica. Isto permite aos investigadores treinar os algoritmos em condições controladas e seguras.

O projeto resulta de uma colaboração entre o i3S e o Department of Electrical and Computer Engineering (ECE) da Carnegie Mellon University, sendo coordenado por Paulo Aguiar em Portugal e por Yorie Nakahira na instituição norte-americana. Para o investigador do i3S, este financiamento representa também uma oportunidade para reforçar a cooperação científica internacional e lançar bases para futuros desenvolvimentos na área das neurotecnologias. “

Este financiamento é particularmente importante porque permite estreitar a colaboração entre o i3S e a CMU, gerar dados preliminares e desenvolver ferramentas computacionais que poderão contribuir para futuras neurotecnologias inteligentes e personalizadas”, sublinha Paulo Aguiar.

Os resultados provisórios dos Concursos de Projetos Exploratórios 2025 dos programas CMU Portugal e UT Austin Portugal contemplam um total de 15 projetos, correspondendo a um investimento global de quase 800 mil euros, integralmente financiado pela FCT. No caso concreto do Programa CMU Portugal, foram apoiados sete projetos na área das Tecnologias de Informação, entre 36 candidaturas submetidas.

Desde 2017, o programa já financiou 42 projetos, contribuindo para reforçar a competitividade internacional e a capacidade de inovação científica e tecnológica de Portugal. Universidade do Porto - Portugal


terça-feira, 19 de maio de 2026

Portugal - ESA BIC Centro: 60 mil euros para impulsionar startups portuguesas com ADN espacial

O Instituto Pedro Nunes (IPN), através do ESA BIC Centro, está à procura de startups portuguesas com soluções espaciais inovadoras ou que utilizem tecnologias ou dados do Espaço. As candidaturas para esta open call decorrem até ao próximo dia 24 de maio de 2026


A iniciativa, integrada na rede oficial da Agência Espacial Europeia (ESA), visa transformar projetos de elevado potencial em negócios escaláveis e competitivos à escala global.

As startups selecionadas beneficiam de um incentivo financeiro direto de 60 mil euros, sem cedência de capital (equity-free), destinado ao desenvolvimento de protótipos, produtos e estratégias de entrada no mercado.

Para além do apoio financeiro, o programa oferece um ecossistema de incubação completo durante até dois anos:

  • Acesso Técnico: Ligação direta a especialistas e infraestruturas da ESA.
  • Mentoria de Negócio: Apoio em modelos de negócio, estratégias de go-to-market e proteção de Propriedade Intelectual (PI).
  • Networking Global: Integração numa rede internacional de investidores e líderes da indústria aeroespacial.
  • Consultoria Especializada: Orientação jurídica e apoio em processos de licenciamento.

O concurso está aberto a Startups portuguesas constituídas há menos de cinco anos, Empreendedores/Projetos ainda em fase de constituição de empresa, Soluções que demonstrem ambição comercial e que utilizem tecnologia espacial (ex: comunicações, satélites, GNSS, novos materiais) ou dados de observação da Terra para aplicações terrestres.

O ESA BIC Centro é uma rampa de lançamento para o talento nacional, provando que o Espaço não é apenas o destino, mas uma ferramenta poderosa para inovar em setores como a agricultura, energia, mobilidade e ambiente.

O prazo para o próximo ciclo de avaliação termina a 24 de maio de 2026. Os interessados devem submeter a sua candidatura através do portal oficial: space.ipn.pt/apply.

O ESA BIC Centro é uma iniciativa da ESA implementada pelo IPN em colaboração com o Pampilhosa da Serra Business Center e a Incuba+ Santa Maria. É financiado pela subscrição portuguesa à ESA, pela Câmara Municipal de Coimbra e pela CIM Região de Coimbra.

Entre 2014 e 2024, a coordenação do programa ESA BIC em Portugal foi assegurada pelo IPN. Em 2026, a iniciativa entrou numa nova fase, prevista até 2028, em que passa a contar com dois programas: o ESA BIC Centro, liderado pelo IPN e o ESA BIC Tagus, coordenado pelo Instituto Superior Técnico.

Para mais informações aceda aqui. Instituto Pedro Nunes - Portugal


quarta-feira, 22 de abril de 2026

Moçambique – Pretende empresários chineses a investirem na industrialização

O Presidente moçambicano convidou, na China, os empresários daquele país asiático a investirem em Moçambique para ajudar no desenvolvimento e industrialização através da transformação local das matérias-primas, afirmando que é preciso investir agora porque “o comboio não espera”


“Quero convidar os meus irmãos a investir em Moçambique, porque quanto mais cedo possível melhor, porque o comboio já está a andar e geralmente o comboio não espera, pode passar e chegar tarde, enquanto os outros já apanharam o comboio”, disse o chefe do Estado moçambicano, Daniel Chapo.

O Presidente moçambicano falava na província de Hunan, na China, durante um encontro com cerca de 350 empresários no quadro da visita de Estado que efetua àquele país asiático, em que lembrou que Moçambique está agora a atravessar uma fase de desenvolvimento de vários projetos, sobretudo os ligados à exploração de gás, indicando que é preciso aproveitar o momento para investir.

Além do sector de gás, Chapo quer os empresários chineses a investirem em tecnologia, agricultura, indústria, infraestruturas, inovação, corredores logísticos que causam maior impacto económico e social.

Perante os empresários, o Presidente de Moçambique esclareceu que o país está a construir as bases para a sua independência económica “com foco, resiliência e determinação”, através de uma transformação estrutural da economia que pretende alcançar a industrialização e o desenvolvimento da cadeia de valor, pedindo investimentos dos empresários de Hunan, província considerada “capital das máquinas agrícolas, máquinas industriais, camiões, máquinas para a indústria mineira”. “Queremos convidar aos empresários do Hunan para juntos aos empresários virem investir em Moçambique na industrialização (…) A nossa visão como Governo é que os nossos recursos minerais sejam transformados em Moçambique e já começamos esse trabalho (…) essa é a nossa visão, gerar rendimento em Moçambique, pagar-se impostos e desenvolvermos o nosso país”, disse Chapo.

Ao apresentar as potencialidades de Moçambique, Chapo referiu-se aos projetos de desenvolvimento dos corredores logísticos e dos portos, incluindo a construção de fronteiras de paragem única juntos dos países vizinhos, indicando que estas decisões colocam o país numa posição estratégica para receber investidores.

Neste sentido, o chefe do Estado moçambicano mostrou também abertura do país para concessões de diversas infraestruturas como estradas, em períodos de 20 a 30 anos, indicando que é para as empresas chinesas recuperarem os investimentos que eventualmente poderão fazer. “Estamos dispostos a receber irmãos empresários da China da província de Hunan e de outras províncias para podermos desenvolver juntos Moçambique”, disse Chapo.

O Presidente moçambicano pediu ainda a estes empresários aposta na formação do capital humano, indicando que a China é um parceiro estratégico de “primeira linha” não apenas para financiamento, mas para a troca de conhecimentos. “Queremos evoluir de uma parceria baseada no volume, para uma baseada no valor acrescentado, transferência de tecnologia, criação de emprego qualificado e desenvolvimento de cadeias produtivas. A nossa localização geográfica confere-nos uma vantagem estratégica única”, explicou Chapo, referindo-se aos acessos ao mar com ligações através dos corredores desenvolvidos e também às potencialidades agrícolas.

Chapo quer também estes empresários a investirem no setor de energia para exportar para os países da região austral de África que “enfrentam desafios”, indicando que o país também tem agora potencial para a construção de centrais elétricas, além das potencialidades que surgem com a exploração do gás.

Chapo chegou a Pequim na quinta-feira para uma visita de Estado que decorre até esta semana, num contexto em que os dois países assinalam meio século de relações diplomáticas e procuram aprofundar a parceria estratégica. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 30 de março de 2026

Portugal - Instituto Pedro Nunes abre candidaturas para a 15.ª edição do INEO START: Transformar Ciência e Tecnologia em Negócios de Sucesso

Estão abertas as candidaturas para a 15.ª edição do INEO START, um dos programas de aceleração mais consolidados no panorama nacional, inteiramente dedicado à transformação de ideias disruptivas e tecnologias de base científica em projetos empresariais inovadores e viáveis


O programa foca-se em projetos early-stage de base tecnológica ou serviços avançados, destinando-se especificamente a empreendedores e equipas com origem em entidades do sistema regional de investigação e inovação, tais como instituições de ensino superior, centros tecnológicos, centros de transferência de tecnologia e outras estruturas de I&D. O grande objetivo é acelerar a transição do conhecimento académico para soluções competitivas no mercado global.

Ao longo de todo o percurso de aceleração, os participantes terão acesso a um ecossistema de apoio completo que privilegia a capacitação e o crescimento. O programa integra workshops práticos e sessões de mentoria personalizada (1-to-1), garantindo um acompanhamento próximo de cada projeto. Além disso, promove momentos de networking estratégico com especialistas do setor e parceiros de referência, proporcionando, ao mesmo tempo, uma preparação intensiva para a apresentação das soluções a investidores e stakeholders relevantes.

Este percurso culmina no Demo Day, inserido no Startup Capital Summit, onde as equipas participantes terão a oportunidade de apresentar as suas soluções perante uma audiência de investidores e entidades influentes do ecossistema. Com um historial de impacto consolidado, o INEO START já apoiou 168 equipas, contributo que resultou na criação de mais de 40 startups inovadoras que hoje fortalecem o tecido empresarial de Coimbra e da Região Centro.

As candidaturas para esta 15.ª edição estão abertas até ao dia 12 de abril, podendo os interessados obter mais informações e formalizar a sua inscrição através do sítio oficial do Instituto Pedro Nunes ou no sítio do evento.

Sobre o Instituto Pedro Nunes (IPN): Fundado por iniciativa da Universidade de Coimbra, o IPN é uma instituição sem fins lucrativos que visa promover a inovação e a transferência de tecnologia. Através da sua incubadora e dos seus seis laboratórios de investigação aplicada, o IPN estabelece a ponte fundamental entre o conhecimento científico e o mundo empresarial. Instituto Pedro Nunes - Portugal




sábado, 14 de março de 2026

Portugal - Campanha Educativa “O meu Atum”

No âmbito da Campanha Educativa “O Meu Atum”, realizaram-se visitas de estudo à Conserveira Portugal Norte, em Matosinhos, e à Conserveira Freitas Mar, em Olhão, unidades de referência do setor, que proporcionaram aos formandos um contacto direto com a realidade da indústria conserveira portuguesa.


Estas iniciativas tiveram como principal objetivo aproximar os participantes dos processos produtivos associados às conservas de pescado, permitindo-lhes compreender de forma prática as diferentes etapas que compõem esta atividade tradicional e perceber o seu papel económico em Portugal.

Durante as visitas, os formandos tiveram a oportunidade de conhecer o funcionamento das linhas de produção, desde a receção e seleção da matéria-prima até às fases finais de embalagem e rotulagem de espécies como a sardinha, a cavala e o atum. Os visitantes acompanharam várias etapas do processo produtivo, incluindo a preparação e limpeza do pescado, o corte e a colocação manual ou semi-automatizada nas latas, a adição de diferentes tipos de molhos ou azeites e o posterior processo de esterilização, que garante a conservação e segurança alimentar do produto.

As empresas apresentaram uma ampla gama de conservas, desde produtos de consumo corrente, designados como Standard, até linhas premium e gourmet, caracterizadas por matérias-primas selecionadas, métodos de preparação mais artesanais e apresentações diferenciadas.

Outro aspeto relevante observado pelos formandos foi a combinação entre tradição e inovação que caracteriza o setor conserveiro nacional. Apesar de muitas operações continuarem a exigir um elevado nível de intervenção manual, especialmente nas fases de preparação e colocação do pescado nas latas, as unidades visitadas integram também tecnologia moderna, que permite melhorar a eficiência produtiva, garantir elevados padrões de qualidade e assegurar o cumprimento rigoroso das normas de higiene e segurança alimentar.

Estas visitas constituíram um momento de aprendizagem relevante para os participantes da campanha educativa, permitindo-lhes aprofundar conhecimentos sobre a cadeia de valor das conservas de pescado e compreender melhor o papel que a indústria conserveira desempenha na valorização dos recursos marinhos e na economia das regiões costeiras portuguesas. In “Instituto Português do Mar e da Atmosfera” - Portugal


sexta-feira, 6 de março de 2026

Portugal - Docente da Universidade de Coimbra distinguida por organização europeia na área da Química

Teresa Pinho e Melo, docente e investigadora do Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), foi nomeada, pela Chemistry Europe, Chemistry Europe Fellows, distinção atribuída a personalidades que se destacam pelo contributo excecional para a comunidade científica europeia, demonstrando excelência em investigação e inovação.


Os 22 Chemistry Europe Fellows serão formalmente distinguidos pelas respetivas sociedades nacionais e homenageados durante o 10.º Congresso de Química EuChemS, que decorrerá em Antuérpia, em julho.

A Chemistry Europe é uma organização que reúne 16 sociedades químicas de 15 países europeus e amplamente reconhecida pela publicação de revistas científicas de elevada qualidade. O programa Chemistry Europe Fellows, atribuído bienalmente, desde 2015, reconhece membros de excelência das sociedades que integram esta organização, tal como a Sociedade Portuguesa de Química, cujos serviços prestados e trabalho académico têm fortalecido continuamente a missão desta organização e das sociedades associadas.

O trabalho científico desenvolvido pela especialista da FCTUC, reconhecido nacional e internacionalmente, contribuiu de forma notável para o avanço da Química Orgânica, valendo-lhe este importante reconhecimento da Chemistry Europe. A nomeação dos novos Fellows sublinha a relevância e o impacto crescente da investigação europeia em química, bem como o talento e dedicação de vários cientistas.

Esta distinção é vitalícia e os Fellows atuam frequentemente como embaixadores da colaboração pan-europeia. Entre os anteriores distinguidos contam-se laureados com o Prémio Nobel, como Ben Feringa (Países Baixos), Jean-Marie Lehn (França) e Sir Fraser Stoddart (EUA).

A lista completa dos cientistas distinguidos está disponível aqui. Universidade de Coimbra - Portugal


segunda-feira, 2 de março de 2026

Portugal - Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra aposta no futuro com três novas licenciaturas em áreas estratégicas

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) acaba de anunciar o lançamento de três novas licenciaturas que reforçam a sua posição na linha da frente do ensino da engenharia em Portugal: Engenharia Aeroespacial, Construção Digital e Engenharia Naval e Oceânica. As novas formações arrancam já no ano letivo de 2026/2027 e refletem uma aposta clara na inovação e na transformação tecnológica.


A licenciatura em Engenharia Aeroespacial surge como resposta direta ao forte crescimento do setor aeronáutico e espacial, preparando profissionais para atuar em áreas como aviação, espaço, drones, satélites e novos sistemas de mobilidade aérea.

Já o curso de Construção Digital vem transformar a formação tradicional na área da construção, integrando tecnologias digitais avançadas, modelação BIM, automação, fabrico digital e princípios de sustentabilidade. Esta licenciatura pretende formar profissionais altamente qualificados para liderar a modernização de um setor em profunda transformação, respondendo aos desafios da eficiência energética, da digitalização e da construção sustentável.

A nova licenciatura em Engenharia Naval e Oceânica, que funcionará no Campus da Universidade de Coimbra na Figueira da Foz, aposta no enorme potencial estratégico do mar, formando engenheiros capazes de intervir nos domínios da construção naval, engenharia costeira, energias renováveis marinhas, exploração oceânica e proteção dos ecossistemas marinhos. Trata-se de uma área-chave para o desenvolvimento da chamada economia azul, com crescente impacto científico, tecnológico e económico.

Com esta aposta, a FCTUC reforça o seu compromisso com uma formação de excelência, fortemente ligada à investigação científica, à inovação e à proximidade ao tecido empresarial. As novas licenciaturas abrem portas a carreiras de elevado valor acrescentado, num contexto nacional e internacional, contribuindo para a captação de talento jovem e para o desenvolvimento sustentável do país.

As candidaturas decorrem no âmbito do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior. Universidade de Coimbra - Portugal


terça-feira, 24 de junho de 2025

Macau - Chefe do Executivo reforça cooperação com Shenzhen e Huizhou

Sam Hou Fai iniciou, no sábado, uma visita de três dias a cidades da Grande Baía, com o objetivo de reforçar a cooperação regional e promover Macau como ponte entre a China e os países lusófonos


O Chefe do Executivo da RAEM, Sam Hou Fai, iniciou uma visita de três dias a seis cidades do Interior da China integradas na iniciativa da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. As primeiras etapas passaram por Shenzhen e Huizhou, onde foram discutidas novas formas de cooperação regional nas áreas da economia, inovação e cultura.

Em Shenzhen, Sam Hou Fai reuniu-se com Meng Fanli, líder local do Partido Comunista Chinês, com quem trocou opiniões sobre a intensificação da colaboração bilateral. Em foco estiveram a economia marítima, a inovação científica e tecnológica, o sector financeiro, o turismo e as conferências e exposições. Macau propõe aprofundar o papel de plataforma entre a China e os países lusófonos, apoiando a internacionalização das empresas de Shenzhen, em especial na área da ciência e tecnologia.

Sam Hou Fai agradeceu o apoio de Shenzhen no desenvolvimento da RAEM e destacou os bons resultados do programa de parceria iniciado em 2021. Sublinhou ainda que Macau está a planear a construção de um parque de investigação científica e tecnológica, podendo beneficiar da experiência acumulada por Shenzhen nas zonas de Qianhai e Hetao.

Antes da reunião, a delegação de Macau visitou uma empresa local de tecnologias de informação e a zona de inovação Shenzhen-Hong Kong de Hetao. In “Plataforma” - Macau


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Portugal - Universidade de Coimbra lidera projeto para valorização sustentável dos recursos endógenos da Beira Interior

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a desenvolver um novo projeto de investigação que visa impulsionar a valorização sustentável dos recursos endógenos da Beira Interior.  O projeto BI-WELLNESS, financiado pelo Programa “FCT - BPI Fundação la Caixa Promove – O futuro do interior”, tem como principal objetivo o desenvolvimento de produtos inovadores e sustentáveis para o bem-estar humano e animal, utilizando recursos naturais da região, como águas termais, plantas aromáticas autóctones e subprodutos das indústrias vinícola e olivícola da Beira Interior.



Este projeto é liderado pelo Centro de Engenharia Química e Recursos Renováveis para a Sustentabilidade (CERES) da FCTUC, em parceria com o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e o Instituto Politécnico de Viseu (IPV), contando ainda com o apoio de diversas entidades e empresas regionais, bem como com a colaboração da Universidade de Salamanca, Espanha.

Segundo Hermínio Sousa, coordenador do projeto e docente do Departamento de Engenharia Química da FCTUC, «o BI-WELLNESS aplica uma abordagem ‘Uma só saúde’, promovendo simultaneamente a saúde humana, animal e ambiental. Pretendemos criar produtos de valor acrescentado através da valorização de alguns recursos endógenos da Beira Interior, sob o conceito de Bioeconomia Circular e do desenvolvimento de tecnologias e de processos mais sustentáveis, nomeadamente de processos menos intensivos em termos de energia e de métodos de processamento "verdes", reduzindo o uso de solventes e de produtos químicos obtidos a partir de fontes não-renováveis».

Entre os produtos a serem desenvolvidos nesta fase do projeto encontram-se cosméticos, produtos de higiene pessoal e repelentes de insetos para animais de companhia e animais de produção. «Pretende-se desenvolver produtos exclusivos, baseados numa identidade regional “Beira Interior”, uma vez que estes serão coformulados com águas termais e com produtos naturais obtidos a partir de recursos biológicos endógenos da região, conferindo-lhes características diferenciadoras no mercado», acrescenta Hermínio Sousa.

Uma das vertentes inovadoras do projeto, conforme destaca Luís Silva, investigador e coordenador da equipa do IPG, é a aplicação de técnicas de deteção remota e processamento digital de imagem para mapear e georreferenciar plantas aromáticas autóctones ainda pouco exploradas, presentes nos parques naturais e reservas ecológicas da região. 

A Beira Interior é um território de baixa densidade populacional que, nos últimos dez anos perdeu, em média, cerca de 3 mil habitantes por ano, com maior incidência nos concelhos de perfil mais rural. Os valores do PIB per capita da região continuam baixos, com níveis mais elevados de desemprego do que os de outras regiões NUTS III do país e da Europa. «Torna-se imperativo combater este panorama, nomeadamente através de medidas capazes de estimular e desenvolver atividades económicas mais sustentáveis e de âmbito local, fomentar a criação regional de riqueza multissetorial e dinamizar o turismo termal e de montanha, bem como combater a desertificação demográfica e promover o conhecimento e a criação de emprego qualificado», salienta Luís Silva.

Numa fase posterior, o projeto pretende alargar o desenvolvimento de produtos repelentes para animais companhia e de produção, contribuindo para o controlo de parasitas que, muitas vezes, são vetores de agentes patogénicos, alguns deles zoonóticos. De acordo com Catarina Coelho, docente da equipa do IPV, «isto contribuirá não só para a economia regional, dada a importância da produção animal e de produtos de origem animal na região, mas também para a saúde pública, ao mitigar o risco de transmissão de doenças entre animais e humanos».

Nesta fase de arranque do projeto, a equipa de investigação procura a colaboração de empresas regionais que tenham interesse no desenvolvimento conjunto para posterior comercialização deste tipo de produtos. «A colaboração efetiva de empresas, de preferência regionais, de áreas como cosmética, higiene pessoal e saúde animal, será crucial para o sucesso do projeto uma vez que, sem elas, os objetivos estabelecidos a médio e longo prazo nunca poderão ser alcançados. Acreditamos que, juntos, conseguiremos desenvolver, viabilizar e levar para outras zonas do país os aromas, os benefícios e a qualidade dos produtos da Beira Interior», conclui Hermínio Sousa. Universidade de Coimbra - Portugal


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Lusofonia - Nova associação empenhada em inovar na área de Recursos Humanos junto dos países lusófonos

A Associação Lusofonia Digital é já uma realidade. No último dia 31 de janeiro, decorreu uma Assembleia Geral que elegeu os primeiros órgãos sociais desta Associação para o período de 2024 a 2026. Esta nova entidade, que nasceu em maio de 2023, e conta hoje com interesse público e funciona no modelo “sem fins lucrativos”, pretende “promover o desenvolvimento da sociedade, economia e educação dos países de língua portuguesa, com incentivo à inovação e transformação digital”.


Durante esta iniciativa, foram aprovados os estatutos oficiais e eleitos os órgãos sociais da Associação, compostos por Pedro Martins, presidente, representante de Portugal; Pedro Ramos, vice-presidente, representante de Portugal; Berta Montalvão, diretora, representante de Timor-Leste; Sázia Sousa, diretora tesoureira, representante de Moçambique; Ricardina Andrade, diretora, representante de Cabo Verde. Na Mesa da Assembleia Geral, Kiesse Canito é presidente, representante de Angola; Abdel Camará é secretário, representante da Guiné-Bissau; e Neusa Sousa é secretária, representante de São Tomé e Príncipe. O Conselho Fiscal é composto por André Ricardi, presidente, representante do Brasil; Isabel Moço, vogal, representante de Portugal; e Dirceu Mtheus Jr., vogal, representante do Brasil.

“Estamos focados no “next level” do desenvolvimento social, económico e educacional da lusofonia na era digital. Somos globais, rejeitamos qualquer tipo de chauvinismo e não partilhamos qualquer tipo de crença ideológica ou religiosa. Somos independentes, não privilegiamos qualquer tipo de relacionamento com governos ou governantes, empresas ou empresários, partidos ou políticos, forças armadas ou militares, igrejas ou religiosos. Somos globais e DEI (diversidade, equidade e inclusão)!”, defenderam os responsáveis pela Associação.

Os órgãos sociais são compostos por oito nacionalidades lusófonas, os 76 fundadores e os atuais 160 associados são originários de 17 países, dos quais oito são lusófonos, e 60% das diretoras e 44% das curadoras são mulheres.

“A Associação Lusofonia Digital, que acaba de ser formalizada e na qual fomos eleitos como primeira Direção, tem um objetivo sem fronteiras de desenvolver e agregar a nossa extraordinária comunidade Lusófona em torno da construção de um novo mundo na Gestão das Pessoas, da Liderança e das Organizações num mundo completamente digital”, explicou Pedro Ramos, vice-presidente da entidade, que comentou, ainda, que o grupo de trabalho reúne “investigadores, professores, profissionais, líderes e gestores que, para além de reunirem e partilharem as melhores praticas, vão ajudar a construir o futuro”.

Lideranças de renome

Os órgãos sociais contam com nomes de destaque no cenário lusófono da gestão de pessoas e das organizações, como Pedro Ramos, vice-presidente, que é conhecido pelos seus pares com “um exemplo de aproximação entre os países lusófonos na área de gestão de pessoas”. Até ao final do ano passado, presidiu à Associação Portuguesa de Gestão das Pessoas (APG), cargo que deixou no início de 2024 para dedicar-se a novos projetos, como a empresa que lidera, a Keep Talent Portugal, uma organização focada na área de Recursos Humanos. Foi eleito recentemente para o Board da International Federation of Training and Development Organisations (IFTDO).

Toda esta movimentação tem rendido a Pedro Ramos distinções, como o prémio “Personalidade de Gestão de Pessoas no Mundo Lusófono” durante o “Fórum RH Cabo Verde”, realizado na Cidade da Praia, em 2021, um reconhecimento que “visa distinguir personalidades e entidades do espaço lusófono que contribuíram para a valorização da Gestão das Pessoas na Lusofonia”.

Outra distinção surgiu da Academia de Filosofia e Ciências Humanísticas Lucentina, com sede no Brasil, que atribuiu a Pedro Ramos uma “Moção de Honra ao Mérito” pelo trabalho desenvolvido em prol das conexões humanas, título outorgado por esta entidade que é signatária do Pacto Global das Nações Unidas. O diploma foi entregue durante a “54ª International People Conference”, evento anual organizado pela Associação Portuguesa de Gestão das Pessoas (APG), considerado o maior encontro de recursos humanos já realizado em Portugal, em outubro de 2023.

Pedro Ramos é membro do Conselho Estratégico da Associação Brasileira de Recursos Humanos e tem várias obras publicadas sobre liderança e gestão de pessoas. Conta com mais de 30 anos de carreira ao serviço da Gestão de Pessoas e vive em Lisboa, Portugal. Ígor Lopes – Brasil in “Mundo Lusíada”


terça-feira, 21 de novembro de 2023

Lusofonia - Lisboa recebe 4º Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa

No seguimento das edições anteriores do Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa, realizadas em 2014 em Macau e em 2018 em Maputo, cabe agora à Ordem dos Engenheiros acolher a quarta edição deste Congresso subordinado ao tema "Interconectividades: Engenharia, Inovação e Sustentabilidade”, que terá lugar entre os dias 27 e 28 de novembro de 2023, no Centro de Congressos de Lisboa.



Com a organização deste Congresso, cabe às Associações Profissionais de Engenheiros de Língua Portuguesa o nobre objetivo de facilitar os contactos entre entidades institucionais, académicas e empresarias por forma a fomentar o desenvolvimento ao nível nacional e das Comunidades de Língua Portuguesa.

Neste sentido, serão analisadas e discutidas neste Congresso as temáticas e questões relacionadas com aspetos científicos, tecnológicos e de gestão, indissociáveis do sucesso de políticas de cooperação multilateral, relevando o papel fundamental que a Engenharia desempenha na promoção da qualidade de vida e da proteção ambiental, na construção de infraestruturas resilientes para um mundo mais sustentável.

Pretende-se contribuir para, nomeadamente:

- Estabelecer uma plataforma para o fortalecimento das relações e da cooperação no âmbito das comunidades que integram a CPLP.

- Divulgar aos setores económicos deste especial grupo de comunidades as capacidades disponíveis nas diversas áreas da Engenharia, fundamentais para o seu processo de desenvolvimento socioeconómico.

Junte-se a nós no que será um Congresso repleto de reflexões e debate acerca do papel da Engenharia no desenvolvimento sustentável das Comunidades de Países de Língua Portuguesa! Ordem dos Engenheiros - Portugal

Inscrições para o evento aqui.


domingo, 1 de outubro de 2023

Lusofonia - Congresso dos Portos de países de Língua Portuguesa acontece em Brasília

O XIV Congresso da Associação dos Portos de Língua Portuguesa (APLOP) vai decorrer no dia 16 de outubro de 2023, em Brasília, subordinado ao tema “Corredores Logísticos, Sustentabilidade e Inovação”.



A edição deste ano será realizada em parceria com o Brasil Export, no âmbito do Fórum Nacional de Logística, Infraestruturas e Transportes, que decorrerá entre os dias 16 e 18 de outubro.

A APLOP foi constituída em maio de 2013, tendo como objetivos reforçar os laços de cooperação e aumentar as trocas comerciais entre os países membros, estando integrados como associados Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor-Leste e a RAE Macau.

O programa do evento estende-se por três painéis: Investimentos e Infraestruturas nos países da APLOP; A digitalização e descarbonização dos portos; A Transição Energética – um novo desafio para os portos da CPLP. In “Mundo Lusíada” - Brasil

Confira o programa:

09:30H – Cerimónia de Abertura

• Ireneu Camacho – Presidente da APLOP

• Luiz Fernando – Presidente da ABEPH – Associação Brasileira das Entidades Portuárias e

Hidroviárias

• Murillo Barbosa – Diretor-Presidente da ATP – Associação de Terminais Portuários Privados

• Sérgio Aquino – Presidente da FENOP – Federação Nacional dos Operadores Portuários

• Zacarias da Costa – Secretário-Executivo da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

• Sílvio Costa Filho – Ministro dos Portos e Aeroportos do Brasil

10:15H – Painel I – Investimentos e Infraestruturas nos países da APLOP

Moderador: José Luís Cacho – Presidente do Porto de Sines

• Projetos de Angola e do Brasil da iniciativa Global Gateway da EU com o Porto de Sines:

Angola – Projeto de Desenvolvimento da Barra do Dande

Joaquim Piedade – Presidente da Sociedade de Desenvolvimento da Barra do Dande

Lourenço Pina – Responsável dos Sistemas de Informação e Comunicação do Ministério

Transportes de Angola

Brasil – Corredor ferroviário de ligação ao Porto do Pecém (Ceará)

Pedro Brito – Diretor Executivo da CSN (Brasil)

• Portos de Cabo Verde – Modernização e Expansão das infraestruturas dos Portos de Cabo Verde

Ireneu Camacho- Presidente da ENAPOR (Cabo Verde)

• Portos Timorenses – O Desenvolvimento do Projeto do Porto de Tibar

Rafael Mendes Ribeiro – Chairman Timor Port

Feliciano Correia – Presidente APORTIL – Autoridade Portuária Timor-Leste

Perguntas & Respostas

11:30H – Painel II – A digitalização e descarbonização dos portos

Moderador: João Pedro Neves – Presidente da APP – Associação de Portos de Portugal

• A Digitalização do Terminal de Contentores e Corredor Logístico do Porto de Maputo

Osório Lucas – CEO at MPDC – Maputo Port Development Company (Moçambique)

• IMO FAL Maritime Single Window Janury 1, 2024 Mandatory Requirement

Pascal Ollivier – Chairman of the Data Collaboration Committee of IAPH

• Cibersegurança na Economia Azul

Aires Viveiros – Pal Consulting, Lda. (Portugal)

14:30H – Painel III – A Transição Energética – um novo desafio para os portos da CPLP

Moderador: Representante Ministério dos Portos e Aeroportos (Brasil)

• A Transição Energética como oportunidade para os portos europeus

Luis Lopes – Adjunto do Ministro das Infraestruturas de Portugal

• Porto do Açu – O Porto Brasileiro da Transição Energética

Vinicius Patel – Porto do Açu (Brasil)

15:30H – Ponto de Situação dos Grupos de Trabalho da APLOP

• Direito Portuário

Dr. Moreira da Silva – Coordenador (APLOP)

16:00H – Sessão de Encerramento

Saiba mais em https://aplop.org/