Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 6 de março de 2026

Portugal - Docente da Universidade de Coimbra distinguida por organização europeia na área da Química

Teresa Pinho e Melo, docente e investigadora do Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), foi nomeada, pela Chemistry Europe, Chemistry Europe Fellows, distinção atribuída a personalidades que se destacam pelo contributo excecional para a comunidade científica europeia, demonstrando excelência em investigação e inovação.


Os 22 Chemistry Europe Fellows serão formalmente distinguidos pelas respetivas sociedades nacionais e homenageados durante o 10.º Congresso de Química EuChemS, que decorrerá em Antuérpia, em julho.

A Chemistry Europe é uma organização que reúne 16 sociedades químicas de 15 países europeus e amplamente reconhecida pela publicação de revistas científicas de elevada qualidade. O programa Chemistry Europe Fellows, atribuído bienalmente, desde 2015, reconhece membros de excelência das sociedades que integram esta organização, tal como a Sociedade Portuguesa de Química, cujos serviços prestados e trabalho académico têm fortalecido continuamente a missão desta organização e das sociedades associadas.

O trabalho científico desenvolvido pela especialista da FCTUC, reconhecido nacional e internacionalmente, contribuiu de forma notável para o avanço da Química Orgânica, valendo-lhe este importante reconhecimento da Chemistry Europe. A nomeação dos novos Fellows sublinha a relevância e o impacto crescente da investigação europeia em química, bem como o talento e dedicação de vários cientistas.

Esta distinção é vitalícia e os Fellows atuam frequentemente como embaixadores da colaboração pan-europeia. Entre os anteriores distinguidos contam-se laureados com o Prémio Nobel, como Ben Feringa (Países Baixos), Jean-Marie Lehn (França) e Sir Fraser Stoddart (EUA).

A lista completa dos cientistas distinguidos está disponível aqui. Universidade de Coimbra - Portugal


segunda-feira, 7 de abril de 2025

Portugal - Docente da Universidade de Coimbra colabora em livro sobre transformações morais na China da editora Columbia University Press

Gonçalo D. Santos, docente do Departamento de Ciências da Vida (DCV) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e investigador do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde (CIAS), integra livro sobre transformações morais na China, publicado pela editora académica Columbia University Press.



Este volume é a primeira grande publicação coletiva do Grupo de Investigação “Cultura e Sociedade”, da Iniciativa para Diálogo EUA-China sobre Questões Globais da Georgetown University, na cidade de Washington. Este grupo de trabalho é coordenado por Becky Hsu (Georgetown University) e Teresa Kuan (Chinese University of Hong Kong), reunindo outros antropólogos e sociólogos especializados em estudos chineses, entre os quais Yunxiang Yan (University of California, Los Angeles), Richard Madsen (University of California, San Diego), e Gonçalo D. Santos.  

«O nosso objetivo é organizar eventos e produzir publicações que contribuam para um entendimento mais aprofundado e mais humanizado da sociedade chinesa, muito além dos discursos monolíticos sobre a China que marcam a imprensa internacional», explica o sinólogo.

Nesse sentido, «temos vindo a analisar as grandes transformações morais da sociedade chinesa, propondo abordagens mais intimistas que nos transportam diretamente para as experiências da vida quotidiana, mostrando como as pessoas comuns estão a lidar com os desafios de uma sociedade cada vez mais globalizada e com mudanças sociais e tecnológicas profundas», revela. 

Esta primeira publicação coletiva, editada por Becky Hsu e intitulada “The Extraordinary in the Mundane. Family and Forms of Community in China”, inclui capítulos sobre temáticas extremamente atuais, como lutas sociais pelos direitos da comunidade LGBTQ ou de crianças neurodivergentes, a crescente visibilidade de transtornos mentais e psicológicos na sociedade, ou o problema crescente da dependência da Internet entre adolescentes. 

O capítulo de Gonçalo D. Santos debruça-se sobre as guerras culturais do parto na China e a forma como as mulheres estão a enfrentar os desafios práticos e morais levantados pela hiper-medicalização do parto e a rotinização do parto por cesariana. 

De acordo com o antropólogo, a medicalização do parto nas últimas quatro décadas contribuiu para reduzir a mortalidade maternal e infantil no momento do nascimento, mas também gerou um modelo de parto excessivamente medicalizado que tem implicações negativas para o bem-estar das mulheres parturientes e que está a criar divisões morais profundas na sociedade. 

«Estas tensões são bastante comuns em países onde o parto se encontra altamente medicalizado, mas a situação na China tem as suas particularidades, e uma delas é a forma como a relação entre o médico e a grávida faz parte de um triângulo ético-jurídico que inclui também a família da mulher grávida», esclarece, realçando que a família da gestante, na China, é definida como uma parte fundamental do bem-estar da mulher durante o parto e é por isso que os médicos têm de obter o consentimento escrito da família antes de poderem avançar com uma cesariana. 

«Este papel central da família na relação médico-paciente tem implicações práticas para o bem-estar das mulheres chinesas durante o parto e torna particularmente importante o estudo das tensões morais dentro de famílias e entre mulheres de diferentes gerações em relação ao cuidado no parto e quais as tecnologias e abordagens que devem ser favorecidas», considera o especialista. 

Segundo Gonçalo D. Santos, para se construir um modelo mais humanizado do parto nos hospitais e se promover o bem-estar das mulheres gestantes não basta fazer estudos quantitativos de práticas hospitalares, «é necessário desenvolver abordagens etnográficas qualitativas capazes de iluminar as tensões morais que moldam as práticas de cuidado nos hospitais». 

Este capítulo do antropólogo da FCTUC é uma contribuição para o estudo qualitativo destas tensões morais no contexto chinês, mostrando, de forma mais ampla, como a família deve ser considerada um elemento fundamental do bem-estar da mulher durante o parto, não apenas na China.

O livro pode ser adquirido no sítio da editora Columbia University Press. Mais informações sobre as atividades do Grupo de Investigação “Cultura e Sociedade” da Iniciativa para Diálogo EUA-China sobre Questões Globais da Georgetown University podem ser encontradas no sítio desta iniciativa. Universidade de Coimbra - Portugal  


quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Angola - Universidade Agostinho Neto reduziu para metade número de vagas este ano por falta de professores

A falta de professores na Universidade Agostinho Neto (UAN) obrigou a que fossem deixados de fora, este ano, mais de 2 mil novos estudantes nos diferentes cursos das 10 unidades orgânicas, soube o Novo Jornal junto de uma fonte da Reitoria

A UAN tinha previsto 6 mil vagas para o ano académico 2021/2022, e por falta de docentes, deste total apenas 3690 vagas foram disponibilizadas.

Por falta de professores, neste ano académico, a UAN não abriu vagas para os cursos de Biologia, Ciências da Computação, Metrologia e Química.

"Não adianta anunciar um número elevado de vagas quando, na verdade, não temos professores para leccionar. Só este ano tínhamos previsto cerca de 6 mil novas vagas. Mas por não termos professores suficientes, conseguimos seleccionar apenas 3690 vagas", contou uma fonte da reitoria da UAN, optando por não ser identificada.

Segundo a fonte, o ensino público, sobretudo o da Universidade Agostinho Neto, é muito prejudicado por falta de professores.

A fonte denunciou que existem na UAN estudantes que estão dependentes, há anos, de professores para a conclusão do curso.

"Há estudantes parados. Não sabem se aprovaram ou reprovaram porque faltam professores para dar seguimento ao curso em que estão", acrescentou.

A reitoria da UAN, prossegue a fonte, já escreveu várias vezes para o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia (MESCTI) a solicitar abertura de concurso público e não é atendido.

Segundo a fonte, a UAN tem capacidade para albergar muito mais estudantes no 1.º ano, contudo, não tem professores para cobrir as vagas.

Arlindo Isabel, director do gabinete de informação científica e documentação da Universidade Agostinho Neto, disse ao Novo Jornal que de facto há défice de professores na UAN.

O também porta-voz, afirmou que o número de vagas anunciadas pela UAN, no presente ano académico, foi em função do rácio entre professores e alunos, tento em conta o número de salas disponíveis e negou, quando questionado, se tinham de facto 6 mil vagas para o presente ano lectivo.

"A questão dos professores é de facto uma situação real. Por essa razão não abriram vagas para o 1.º ano dos cursos de Biologia, Ciências da Computação, Metrologia e Química", explicou.

Entretanto, na Faculdade de Engenharia, no campus universitário, por exemplo, a falta de professores em várias disciplinas-chave tem revoltado os estudantes do 1.º e 2.º ano.

Sob anonimato, com medo de represálias, vários estudantes contaram ao Novo Jornal que a situação tem vindo a complicar-se e que não receberam aulas das cadeiras-chave do curso, temendo, por isso, reprovações.

Em Novembro de 2018, o Presidente da República, João Lourenço, visitou o campus universitário da UAN e na altura lembrou que autorizou o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia (MESCTI) a realizar um concurso de ingresso de novos professores, medida essa que nunca chegou a ser concretizada.

A fonte da reitoria, assim como o porta-voz da UAN, Arlindo Isabel, comentaram que o MESCTI não realizou até aqui qualquer concurso público para admissão de novos docentes.

Sobre a falta de professores na UAN, o Novo Jornal tentou ouvir, sem sucesso, explicações do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia.

Recentemente, soube o Novo Jornal, o Reitor da UAN, Pedro Magalhães, voltou a apresentar estas preocupações durante um encontro, em Luanda, em que estiveram presentes vários membros do Executivo, entre os quais a ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, e a titular do MESTIC, Maria do Rosário Bragança Sambo. Fernando Calueto – Angola in “Novo Jornal”

 


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Macau - IPOR promove encontro entre docentes de Português como língua estrangeira



O Instituto Português do Oriente (IPOR) promove amanhã e sexta-feira o “III Encontro de Pontos de Rede de Ensino de Português Língua Estrangeira” na região oriental e sudeste asiática, uma iniciativa que visa reunir docentes de instituições de ensino superior e da rede de ensino de português no estrangeiro. Aos profissionais locais juntam-se docentes em representação da República Popular da China, do Vietname e da Tailândia. A iniciativa conta ainda com a presença de Isabel Duarte, representante da Universidade do Porto.

“O aumento significativo na procura de formação em Língua Portuguesa que se verifica nestes contextos impulsiona e sugere a promoção de espaços de partilha de experiências e de reflexões em torno de abordagens ao ensino de Português como Língua Estrangeira, numa vertente marcadamente oficinal, bem como o incentivo à criação de redes centradas no desenvolvimento de projectos e de actividades colaborativas, aspectos aos quais o Encontro volta a dedicar a sua atenção”, explica o IPOR em comunicado.

A realização do Encontro procura não só fortalecer a cooperação com docentes e instituições na região, mas também “conferir contributos para o papel conferido à RAEM de se posicionar como plataforma no ensino do Português e na ligação com os países de língua portuguesa”.

O “III Encontro de Pontos de Rede de Ensino de Português Língua Estrangeira” está aberto a docentes de outras instituições e escolas que estejam interessadas em “assistir e tomar parte das reflexões”.

O IPOR prevê a participação de 25 docentes e investigadores nesta terceira edição da iniciativa. O instituto volta a contar com o apoio da Fundação Macau e da STDM, bem como com uma nova parceria, já estabelecida com a Universidade do Porto. No próximo ano, também a Universidade de Coimbra deverá tornar-se parceira do Instituto Português do Oriente, explica o organismo em comunicado. In “Ponto Final” - Macau