Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Macau - Aeroporto Internacional comprometido a contribuir para internacionalização da cidade

O Aeroporto Internacional de Macau comemora este ano o 30.º aniversário da sua operação. A CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau afirma ter vindo a optimizar as suas instalações e a qualidade dos serviços e que, no futuro, vai alinhar-se com os planos estratégicos do Governo para posicionar Macau como um Centro Mundial de Turismo e Lazer.


Ma Iao Hang, presidente do Conselho de Administração da CAM, salienta que o aeroporto vai participar, de forma proactiva, no desenvolvimento da Grande Baía e na iniciativa “Uma Faixa Uma Rota”, promovendo a diversificação económica e a internacionalização da cidade. “Com inovação contínua e compromisso com a excelência, o Aeroporto Internacional de Macau continuará a crescer, contribuindo para a diversificação económica e internacionalização de Macau”, frisou Ma Iao Hang, no seu discurso durante a recepção comemorativa do 30.º aniversário do aeroporto, realizada ontem com a presença de cerca de 400 convidados.

O secretário para Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, por sua vez, assinalou a importância do aeroporto, enquanto uma “porta essencial para a integração de Macau no desenvolvimento regional e na cooperação internacional”, bem como um “motor do desenvolvimento sócio-económico” para o território. Raymond Tam indicou que o Governo empenha-se, actualmente, na construção de um ‘Hub’ de Transporte Aéreo Internacional de Macau na margem oeste do Rio das Pérolas, no desenvolvimento ordenado do projecto de aterro e expansão do aeroporto e do projecto relativo ao terminal de carga “Upstream” em Hengqin.

Segundo o secretário, estas instalações, em articulação com o projecto de cooperação aeroportuária entre Zhuhai e Macau, irão construir um novo panorama logístico e de mobilidade, caracterizado pela “ligação ininterrupta Macau–Zhuhai”, reforçando a competitividade de Macau enquanto ‘hub’ aéreo regional.

O vice-administrador da Administração da Aviação Civil da China, Ma Bing, enfatizou que o sector da aviação civil de Macau tem contribuído para a criação da plataforma de cooperação e comércio entre a China e os países lusófonos, garantindo o apoio contínuo para o desenvolvimento da indústria do território. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 16 de março de 2023

Moçambique - Enfrenta um momento literário muito fértil, mas é preciso investir na internacionalização dos autores, segundo Fátima Mendonça

A ensaísta e professora Fátima Mendonça defendeu, esta quarta-feira, na Fundação Fernando Leite Couto, na Cidade de Maputo, que Moçambique enfrenta um momento muito fértil na produção literária. Entretanto, é fundamental que os diferentes intervenientes invistam na internacionalização das obras dos autores poetas e escritores moçambicanos


Entre 1977 e 2004, Fátima Mendonça leccionou na Universidade Eduardo Mondlane (UEM). Durante 27 anos, deu aulas a uma geração de ensaístas, escritores ou professores que, actualmente, são referências em Moçambique e no estrangeiro. Por exemplo, Francisco Noa, Paulina Chiziane, Nataniel Ngomane, Aurélio Cuna, Sara Jona Laisse e Aissa Mithá Issak. Aliás, tem-se dito que Fátima Mendonça é a professora de todos, no que à literatura diz respeito, pois, logo a seguir à independência nacional, foi uma das principais estudiosas que se dedicou a analisar as obras dos escritores nacionais ou o movimento literário.

Actualmente, Fátima Mendonça vive em Portugal, mas, ainda assim, continua muito atenta ao que se tem produzido em Moçambique. Por isso mesmo, na segunda sessão do Mabulu – livros e histórias da minha vida, realizada esta quarta-feira, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo, a ensaísta e professora reformada pela Faculdade de Letras e Ciências Sociais da UEM referiu-se abertamente às novas tendências literárias nacionais. Segundo disse Fátima Mendonça, o país enfrenta um momento muito fértil em termos de produção literária. Inclusive, com autores capazes de atrair interesses editoriais do estrangeiro, sobretudo do Brasil. “Eu não sou muito abundante em elogios, mas há, realmente, quer poetas, quer narradores, a surgirem agora, muito bons. Até me parece que são mais sensíveis em aperfeiçoar o que escrevem, em ser rigorosos e reescrever sem pressa de ter o texto pronto. Penso que daqui a uns 10 anos será possível ver o resultado deste movimento”.

No entendimento de Fátima Mendonça, o facto de haver movimentos dedicados à literatura em várias províncias do país favorece o surgimento de autores que se envolvem na dinamização da arte literária. No entanto, afirmou a ensaísta, apenas o momento fértil e a existência de bons movimentos não basta na colocação da literatura moçambicana num alto patamar. A acompanhar a qualidade literária, é indispensável a criação de revistas e páginas de jornais envolvidas na promoção e divulgação. Sem isso, há um vazio que fica. “Se ficamos só à espera das edições dos livros, fica um hiato entre o momento em que a pessoa começa a escrever e o momento em que realmente edita um livro. Esse hiato, quanto a mim, é preenchido pelas revistas. Os prémios também cumprem o seu papel, mas a divulgação tem de ser através da imprensa. E isso eu acho que falta, acho que falta espaço para divulgação”.

Além da divulgação interna, Fátima Mendonça referiu-se à importância da internacionalização das obras dos autores moçambicanos, o que depende da recepção, por exemplo, no país de chegada. “É preciso que aquilo que se exporta tenha uma boa recepção. Varia muito. Há países que gostam de um certo exotismo e um livro que tenha essas características é bem recebido”.

Ainda no campo da internacionalização literária, Fátima Mendonça destacou a importância das feiras do livro porque, além do intercâmbio artístico e cultural, é nelas que se conseguem contratos para edição e tradução.

Além de leccionar na UEM, Fátima Mendonça trabalhou em várias outras universidades. Por exemplo, no Zimbabwe, na África do Sul, na Rússia, em França, em Espanha, no Brasil e em Portugal. Como ensaísta, publicou Literatura moçambicana – as dobras da escrita (2012), Rui de Noronha: meus versos (2006), Antologia da nova poesia moçambicana (co-autoria, 1993), Literatura moçambicana – a história e as escritas (1989), co-organizou a edição da obra Sangue negro, de Noémia de Sousa, o livro póstumo Poemas eróticos, de José Craveirinha, e é co-autora de João Albasini e as luzes de Nwandzengele (2014). Em 2016, foi laureada com o Prémio de Literatura José Craveirinha, o mais importante do país. José dos Remédios – Moçambique in “O País”



sábado, 1 de outubro de 2022

Colóquio “A internacionalização da língua portuguesa” acontece online dia 07


O Colóquio Internacional “A internacionalização da língua portuguesa: da teoria à prática” vai acontecer no próximo dia 07 de outubro, na modalidade online e conta com uma conferência e duas mesas redondas.

A Conferência será realizada pelo professor Roberto Mulinacci (Università degli Studi di Bologna) e as duas mesas redondas terão as intervenções das professoras Ana Reimão (University of Liverpool), Eugênia Fernandes (University of California, Davis), Kátia Bernardon de Oliveira (Universidade Grenoble Alpes – Laboratório LIDILEM), Carla Figueira (Goldsmiths, University of London), Ingrid Bueno Peruchi (Université Paris Nanterre) e do professor Paulo Osório (Universidade da Beira Interior).

Eugênia Fernandes – que aborda A formação de professores de português em contexto internacional: da criação de um guia a práticas inclusivas – é autora do livro A língua portuguesa em contexto internacional: um guia para professores e Plural: Português Pluricêntrico e debaterá as motivações para a elaboração das obras, o estado da diáspora de língua portuguesa no que concerne à formação de professores, às ações afirmativas da língua na modalidade de herança, e à seleção de materiais didáticos de cunho inclusivo. Com relatos sobre o impacto da justiça social na sala de aula de contexto internacional, professores e líderes comunitários encontrarão caminhos para formar professores, motivar aprendentes e aumentar o número de retenção de seus programas de português.

Segundo Roberto Mulinacci, um “fantasma ronda a Lusofonia: o fantasma do pluricentrismo”. “De fato, ao longo dos últimos anos, esse conceito-chave da sociolinguística variacionista, virou, para a língua portuguesa, uma espécie de truísmo ou de verdade apodítica, isto é, algo de aparentemente tão evidente que nem precisa ser demonstrado. Pelo contrário, apesar dos contornos bastante idealizantes e, às vezes, inclusive simplistas, que o debate científico sobre o tema tem vindo a assumir também no âmbito dos países lusófonos, é a própria pertinência teórica da noção de pluricentricidade aplicada ao português que essa palestra pretende questionar, a partir não só das concretas implicações “ontológicas” e (geo)políticas do termo, como também do ponto de vista das suas possíveis e desejáveis projeções didáticas”.

Paulo Osório, na sua intervenção, vai refletir sobre o caráter pluricêntrico da língua portuguesa, descrevendo-se as simetrias e as assimetrias das normas já estabelecidas (PE e PB), levando-se, igualmente, em consideração o estatuto da língua em alguns centros em emergência (nomeadamente Angola e Moçambique).

Partindo-se do pressuposto que a língua portuguesa é pluricêntrica, é objetivo refletir sobre o modo como a sua pluricontinentalidade se efetiva numa possível internacionalização, e traz dados estatísticos recentes acerca da projeção internacional do português, com vista à resposta, também, da seguinte questão: «Português: língua de ciência?».

Com centenas de milhares de falantes, presença em dezenas de organismos internacionais, falantes e pesquisadores em todas as partes do mundo, ensino em incontáveis universidades e cursos, a língua portuguesa é uma das mais relevantes no cenário linguístico, defende a organização.

Mais informações sobre o evento, inscrição, e os resumos, estão no endereço: https://ci-ilp.com/ In “Mundo Lusíada” - Brasil


 

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Portugal – ISCTE Instituto Universitário de Lisboa abre nova escola em Sintra com oito novos cursos e aberta à internacionalização

Lisboa – O Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) vai abrir em Setembro uma nova escola em Sintra, como oito novas licenciaturas dedicadas às Tecnologias Digitais, Economia e Sociedade e aberta a internacionalização, anunciou a reitora.

Segundo Maria de Lurdes Rodrigues, os oito cursos vão “combinar” com os sectores de aplicação, juntando às outras licenciaturas já existentes no ISCTE que tem como um dos principais objectivos “melhorar as condições de investigação, sobretudo internacional”.

Desenvolvimento de Software e Aplicações, Matemática Aplicada à Transformação Digital, Política, Economia e Sociedade, Tecnologias Digitais e Educativas, Tecnologias Digitais e Gestão, Tecnologias Digitais e Inteligência Artificial, Tecnologias Digitais e Saúde, Tecnologias Digitais e Segurança (Cibersegurança) são as oito licenciaturas.

“A Escola de Sintra é aberta à internacionalização” e os alunos cabo-verdianos, e não só, que queiram estudar nesta escola já podem apresentar as candidaturas que se encontram abertas, disse a reitora, indicando que querem alcançar 200 alunos neste primeiro ano e em 2026 prevê acolher 3000 alunos num edifício a construir de raiz.

Esta quinta escola deste instituto ficará em Sintra, uma área que acolhe uma comunidade cabo-verdiana muito grande, assim como dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) terá as suas instalações nesta fase inicial no centro da vila histórica de Sintra entre o Centro Cultural Olga Cadaval e a Biblioteca Municipal.

A escola de Sintra irá juntar-se às outras quatro escolas que estão sediadas em Lisboa, sendo Sociologia e Políticas Públicas, Business School, Ciências Sociais e Humanas, Tecnologias e Arquitectura.

Em relação a Cabo Verde, Maria de Lurdes Rodrigues avançou que o ISCTE, que este ano celebra 50 anos, tem cooperação em dois projectos, sendo um com a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) na área de Acção Humanitária, que visa desenvolver um projecto de capacitação de instituições do ensino superior de Cabo Verde e Moçambique na resposta humanitária a crises geradas pelas alterações climáticas.

O projecto tem como objectivo o reforço da capacitação de universidades de Moçambique e de Cabo Verde, tanto no ensino como na investigação, de forma a dar resposta às crescentes necessidades de profissionalização do sector humanitário nestes países.

O outro projecto é com a Universidade de Santiago (US) sobre a integração de migrantes em Cabo Verde, denominado “Coop4Int – Reforço da Integração de Migrantes, através da Cooperação entre Portugal e Cabo Verde”.

O mesmo está a ser implementado pela Alta Autoridade para a Imigração cabo-verdiana, em conjunto com o Alto Comissariado para as Migrações de Portugal (ACM), o ISCTE e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB). In “Inforpress” – Cabo Verde

 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Fundação Calouste Gulbenkian - Apoio à Circulação Internacional nas Artes Performativas, Visuais e Cinema

A Fundação Calouste Gulbenkian está a apoiar a internacionalização de artistas das artes performativas, das artes visuais e do cinema. Candidaturas abertas até 30 de novembro


O apoio da Fundação Calouste Gulbenkian à circulação internacional de criadores, programadores ou curadores nas áreas das Artes Performativas – coreografia (dança) e encenação (teatro e ópera) –, das Artes Visuais (desenho, escultura, fotografia, performance, pintura e vídeo) e do Cinema (realização) contempla não só a deslocação de profissionais para a apresentação de obras visuais e cinematográficas e de espetáculos em contextos internacionais de referência, como também a deslocação de criadores estrangeiros que estejam a trabalhar em Portugal.

De forma a contribuir para a visibilidade internacional do trabalho de criadores, os projetos apoiados devem prever atividade presencial pública, podendo esta ser complementada com atividade difundida através de meios digitais.

As candidaturas, dirigidas a pessoas coletivas sem fins lucrativos com sede em Portugal ou pessoas singulares com domicílio fiscal em Portugal, decorrem até 30 de novembro.

Saiba mais aqui. Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal


terça-feira, 3 de agosto de 2021

Moçambique - Universidades Politécnica e Joaquim Chissano assinaram acordo para a internacionalização e mobilidade académica


No âmbito da cooperação didáctica, científica e cultural, a Universidade Politécnica e a Universidade Joaquim Chissano (UJC) assinaram, terça-feira, 27 de Julho, em Maputo, um memorando de entendimento, que tem por objectivo a internacionalização e mobilidade académica entre professores, estudantes e investigadores. O acordo, que é regido pelas leis vigentes em Moçambique, preconiza o desenvolvimento de um conjunto de projectos e pesquisas, organização de jornadas científicas, cursos de curta duração, seminários, desenvolvimento de programas de bolsas de estudo, organização de actividades de carácter desportivo e publicações.

A cooperação ocorrerá numa base de igualdade e com proveito recíproco, de acordo com a capacidade, possibilidade e experiência de cada uma das partes. Na ocasião, Narciso Matos, reitor da Universidade Politécnica, referiu que o memorando assinado com a UJC é um instrumento que simboliza a vontade das duas instituições de trabalhar juntas, por existir um campo muito grande na área da pesquisa científica, formação de docentes e na troca de experiências entre os estudantes.

“Nós estamos muito empenhados em aprender convosco e poder contribuir com o conhecimento que ao longo dos 25 anos da existência da Universidade Politécnica pudemos acumular em algumas áreas científicas que são comuns e outras que são certamente complementares. Há regiões geográficas em que nós estamos presentes e há sombras brancas da UJC, que se espalham por todo o país. Há, sem dúvida, na Universidade Politécnica, um campo muito grande que podemos explorar”, referiu Narciso Matos.

Por sua vez, José Magode, reitor da Universidade Joaquim Chissano (UJC), explicou que a celebração do memorando entre as duas universidades reveste-se de sentido de racionalidade, que se traduz de forma inequívoca no interesse partilhado pela aproximação e pelas relações de amizade entre os membros de ambas as instituições, na troca de conhecimento e experiências sobre agendas de interesse comum.

“O memorando que celebramos hoje formaliza, o propósito destes ideais, a colaboração entre as nossas instituições e o desejo de fortalecermos a nossa cooperação institucional, especialmente neste momento de desafios a nível nacional e internacional como consequência do surgimento e rápido alastramento da pandemia da Covid-19”, concluiu José Magode. In “Olá Moçambique” - Moçambique


 

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Moçambique - Sem estratégia de internacionalização do seu ensino superior

O académico e especialista em Sociologia e em Estudos do Ensino Superior, Patrício Langa, considera que Moçambique não possui uma estratégia de internacionalização do seu sistema de ensino superior, muito menos das suas instituições, e que a actual mobilidade académica internacional baseia-se nas relações de cooperação e solidariedade entre povos e países, que é, na verdade, "um modelo em decadência".

A internacionalização, de acordo com o académico, não deve ser confundida com troca de estudantes, através da atribuição de bolsas de estudo. É, sim, um sistema caracterizado pela competitividade “agressiva” entre as nações e instituições de ensino superior, predominante, por exemplo, nos Estados Unidos da América, no Reino Unido, e na África do Sul.

“Parece radical, mas ainda não temos um sistema de internacionalização do ensino superior. Temos, sim, algum nível de mobilidade internacional”, sentenciou Patrício Langa, que, para sustentar esta constatação, referiu-se ao facto de a totalidade ou a maior parte dos estudantes moçambicanos que se encontram a estudar na diáspora terem recebido bolsas de estudo, tendo como principais destinos Portugal, China, Índia, Rússia e Argélia. “Foi no âmbito dos acordos de cooperação, e não necessariamente de uma internacionalização”.

“Estamos a falar de uma indústria que mobiliza biliões de dólares da qual Moçambique não faz parte e nem possui uma estratégia discursiva em relação a isso, senão retórica”, sublinhou o académico, que fez uma apresentação na terça-feira, 27 de Abril, na primeira sessão do terceiro ciclo de palestras alusivo aos 25 anos da Universidade Politécnica, que decorre sob o lema “Celebrar a Universidade, Perspectivar o Ensino Superior no Século XXI”.

Uma das consequências da ausência de uma estratégia de internacionalização do ensino é o facto de Moçambique ser pouco atractivo para estudantes provenientes de outros países: “A proporção destes (estudantes) no nosso país ou sistema é quase nula”.

Na ocasião, Patrício Langa apontou a internacionalização como uma estratégia de “sobrevivência” das instituições de ensino superior num mercado cada vez mais competitivo, baseado no talento, onde a inovação e a extensão têm mais relevância do que o ensino propriamente dito.

Ainda sobre este tema, o académico e especialista em Ciências da Educação, Martins Laita, referiu que a internacionalização desempenha um papel de extrema importância no desenvolvimento das instituições de ensino superior num mundo cada vez mais globalizado, onde impera o conhecimento.

Porém, chamou à atenção para o facto de “a internacionalização implicar uma abertura das instituições para mais cooperação com as suas congéneres. Da mesma forma que a mobilidade enriquece os docentes e estudantes que nela participam, a internacionalização é importante para o desenvolvimento. A mobilidade tem uma relação directa com a internacionalização. São dois aspectos fundamentais para o desenvolvimento da ciência, das pessoas e das nossas instituições”.

Intervindo na abertura do evento, o reitor da Universidade Politécnica, Narciso Matos, explicou que o ciclo de palestras, que faz parte de um conjunto de actividades que a instituição está a realizar, não visa apenas celebrar os 25 anos, mas também reflectir sobre o futuro do ensino superior em Moçambique, principalmente no período pós-Covid.

“Pretendemos reflectir sobre o modo como devemos continuar a trabalhar nestes tempos de mudança, mas mudança para frente. No princípio (a pandemia) parecia algo passageiro, mas começa a ser consensual que temos que aprender a trabalhar desta maneira, e cada vez melhor”. In “Carta de Moçambique” - Moçambique

 

sábado, 21 de novembro de 2020

Lusofonia - AICEP e Apex-Brasil assinam acordo para aproximar mais Brasil e Portugal

 


A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) celebraram, no último dia 16, um Memorando de Entendimento para aumentar a cooperação entre as duas instituições.

As frentes prioritárias de cooperação serão a promoção do desenvolvimento e da internacionalização de startups; o aumento da cooperação econômica e comercial, por meio da coordenação institucional, nos mercados dos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP); e a promoção e o desenvolvimento de negócios entre Pequenas e Médias Empresas de ambos os países.

O Memorando permitirá que a Apex-Brasil e a AICEP trabalhem “ainda mais em sintonia, de modo a ampliar uma parceria considerada natural por ambos os lados” divulga as instituições.

Além de contribuir para a internacionalização de empresas brasileiras e portuguesas e dinamizar os fluxos bilaterais de comércio e investimentos, a celebração do Memorando promoverá a cooperação em iniciativas conjuntas em mercados terceiros, especialmente em regiões com as quais já exista um relacionamento econômico importante.

Assinado pelo Presidente da Apex-Brasil, Sergio Segovia, e pelo Presidente do Conselho de Administração da AICEP, Luís Castro Henriques, o documento visa criar oportunidades para as empresas apoiadas pelas duas agências e desenvolver iniciativas de promoção de Portugal no Brasil e do Brasil em Portugal.

Durante a cerimônia, Henriques ressaltou a importância do compartilhamento de informações e de conhecimento, enquanto Segovia destacou a expressividade das relações econômicas entre Brasil e Portugal.

O comércio bilateral soma quase US$ 2 bilhões e, em 2019, as empresas apoiadas pela Apex-Brasil responderam por 33% das exportações totais brasileiras feitas ao mercado português, com vendas de US$ 367 milhões, realizadas por 490 companhias.

Dessas exportadoras, 20% são micro e pequenas empresas. Além disso, mais de 600 empresas portuguesas já se instalaram no Brasil, o que faz de Portugal um investidor com elevado potencial de aproveitamento das crescentes oportunidades de investimentos no país. In “Mundo Lusíada” - Brasil


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Estados Unidos da América - Marca portuguesa Claus Porto abre primeira loja internacional em Nova Iorque

A marca portuguesa de luxo Claus Porto, da indústria de sabonetes, abriu, esta semana, a sua primeira loja internacional em Nova Iorque, com um 'design' de interior em que tudo remete para Portugal



«Há uma ligação direta e total a Portugal», disse à agência Lusa o diretor-geral da companhia detentora Ach Brito, Francisco Neto, na loja localizada em 230 Elizabeth Street, no bairro Soho.

Todos os produtos da Claus Porto, que incluem sabonetes, cosmética, perfumaria, creme de mãos e velas difusoras, são de fabrico nacional, mantendo sempre como pilares o luxo e a excelência.

As paredes da loja de Nova Iorque são como um túnel, «inspirado nos arcos da estação de comboios de São Bento do Porto» e talhado em cortiça, «o material natural mais nobre e representativo de Portugal», explica o presidente executivo, Francisco Neto.

Um túnel branco, que também serve de montra, para que a cor seja dada pelas inúmeras embalagens decorativas dos produtos da Claus Porto.

O lavatório, no centro da loja, é feito em mármore de Estremoz e até os copos das velas difusoras são feitos de porcelana portuguesa.

A abertura de uma loja em Nova Iorque, um local que tem à volta uma grande comunidade lusófona, pode despertar «interesse especial» e «orgulho, por ser uma marca portuguesa», mas os responsáveis acreditam que a Claus Porto «não é mais acarinhada por portugueses do que por coreanos», nas palavras de Francisco Neto.

«A marca é adorada na Coreia do Sul, descobrimos isso recentemente», contou.

«O que sentimos quando vemos a marca em Tóquio, em Paris, em Londres ou aqui é uma contemporaneidade internacional», diz o diretor-geral.

Com mais de 130 anos de existência, criada no Porto em 1887 e pertencente à empresa Ach Brito a partir de 1924, a marca representa nos seus produtos muito da história de Portugal, mas é mais conhecida e comercializada fora do país.

A Claus Porto (chamada Claus & Schweder até finais dos anos 1920) «sempre teve uma vertente mais internacional» e vendeu os produtos dentro e fora de Portugal através de parceiros, distribuidores e retalhistas, enquadra Aquiles Brito, administrador não executivo da companhia Ach Brito, fundada em 1918 pelo seu bisavô, Achilles de Brito.

Os Estados Unidos sempre tiveram muito peso na faturação da empresa, revela o administrador. Antes de se estabelecer com uma loja própria, a marca já podia ser encontrada «nos melhores retalhistas dos Estados Unidos e em boutiques de luxo».

Aquiles Brito acredita que a concorrência é forte em Nova Iorque: «são empresas muito fortes, algumas delas espalhadas mundialmente, detidas por grandes grupos económicos», que ultrapassam a faturação da Ach Brito, detentora da Claus Porto.

«É um desafio mais interessante, porque é sinal que a marca tem muito potencial para crescer», diz o administrador.

Francisco Neto conclui que a Claus Porto quer «pertencer a esse clube de marcas que convivem saudavelmente. Mais do que competem, convivem». In “Revista Port. Com” – Portugal com “Lusa”