Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Canadá - Tecnologia portuguesa usada para detetar incêndios

A empresa portuguesa Tekever está a apoiar uma missão de deteção e monitorização de incêndios florestais na província canadiana de Alberta, reforçando a resposta das autoridades locais através de tecnologia desenvolvida em Portugal


Segundo informação divulgada pela AICEP, a operação é realizada em parceria com a Phoenix Heli-Flight e recorre ao sistema aéreo autónomo AR3 VTOL, equipado com sensores avançados e integrado na plataforma Nova Maps.

A tecnologia permite realizar vigilância aérea contínua e disponibilizar informação em tempo real às equipas de emergência, contribuindo para uma tomada de decisão mais rápida e informada durante o combate aos incêndios florestais.

De acordo com a AICEP, esta missão evidencia o papel da inteligência artificial e dos sistemas autónomos na proteção de comunidades, infraestruturas críticas e ambientes naturais.

Com operações na UPTEC, no Porto, a Tekever continua, segundo a agência, a afirmar a inovação desenvolvida em Portugal na resposta a desafios globais, levando tecnologia portuguesa a apoiar operações internacionais de proteção civil. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

 


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Internacional - Empresa portuguesa lidera consórcio europeu que vai testar tecnologia para explorar planetas

Um consórcio europeu, liderado pela multinacional portuguesa Tekever, vai testar nas ilhas Svalbard, na Noruega, uma nova tecnologia para exploração de planetas, que parte de redes de comunicação de sensores, usados para monitorizar o ambiente à sua superfície.



A Tekever, multinacional portuguesa responsável pela tecnologia de base, pretende iniciar os primeiros testes, no terreno, das redes de sensores, no fim de setembro ou no início de outubro, depois de obtidas as autorizações pedidas e se as condições meteorológicas o permitirem, disse à Lusa o administrador Ricardo Mendes.

Nas ilhas Svalbard, no Círculo Polar Ártico, “os investigadores irão encontrar condições atmosféricas próximas das existentes no espaço”, segundo a empresa.

As redes de sensores, nomeadamente térmicos e de luminosidade, permitirão, no futuro, recolher o maior número de dados possíveis da superfície de um planeta como Marte, ou mesmo da Lua, processá-los e transmiti-los para um satélite na sua órbita, que os enviará para Terra.

Na prática, a tecnologia usada propõe-se ajudar a preparar missões tripuladas a outros planetas que venham a ser calendarizadas, fornecendo o máximo de informação sobre esses planetas, de acordo com Ricardo Mendes.

O projeto, designado como SWIPE (Space Wireless sensor networks for Planetary Exploration), custou dois milhões de euros, mais de metade suportados por fundos comunitários.

O administrador da Tekever crê que, com um “custo muito mais baixo” ao de um robô como o Curiosity, que explora a superfície de Marte, o SWIPE possa ampliar o estudo do ambiente à superfície de um planeta.

Ao contrário do robô da NASA, um “equipamento com muitos sensores a bordo” que vai explorando Marte à medida que percorre a sua superfície, o SWIPE pressupõe redes de comunicação de pequenos sensores espalhados por vários pontos da superfície do planeta, explicou Ricardo Mendes.

Do consórcio europeu fazem ainda parte as universidades de Roma “La Sapienza”, em Itália, e de Leicester, no Reino Unido, assim como empresas de engenharia, telecomunicações, segurança e defesa aeroespacial de França e Espanha.

O SWIPE vai ser apresentado no 66.º Congresso Astronáutico Internacional, que se realiza de 12 a 16 de outubro de 2015, em Israel.

A Tekever já produziu, para a agência espacial europeia ESA, tecnologia que permite a comunicação entre satélites. In “Zap.aeiou” - Portugal

terça-feira, 28 de julho de 2015

Portugal - A portuguesa Tekever vai participar na próxima missão espacial chinesa

A portuguesa Tekever vai participar na próxima missão espacial chinesa. Três microssatélites vão estar equipados com tecnologia “made in Portugal”. Depois da Europa, China e Brasil, seguem-se os Estados Unidos.

Foto: Miguel Baltazar
Portugal já marcou lugar na próxima missão espacial chinesa. A descolagem vai ter lugar em Setembro e a bordo seguem três microssatélites com tecnologia nacional.

Esta é a primeira missão espacial da China que conta com a participação de uma companhia portuguesa. A “Tekever” foi a responsável por desenvolver a tecnologia que vai permitir a estes microssatélites enviarem a informação recolhida em tempo real para a Terra, lá em baixo, a 500 quilómetros de distância.

A placa com menos de 10 centímetros de largura e 85 gramas de peso “permite substituir vários sistemas de comunicação que vão normalmente a bordo de um satélite, o que permite poupar espaço, peso e energia”, explica ao “Negócios” Ricardo Mendes, administrador da empresa.

Com este equipamento, denominado Gamalink, a Tekever quis “criar no espaço um conceito semelhante à intemet, ou seja, faz a ligação entre os satélites e as estações terrestres por forma que a informação flua para quem de direito. Isto sem estarmos preocupados como é que aquilo vai chegar ao seu destino, tal como na intemet”.

Estes microssatélites, com cerca de três quilos, vão ser lançados com vários objectivos, entre as quais ambientais, como monitorizar as calotas polares, as massas de gelo. “Vamos estar a medir a variação da dimensão e das características das calotas polares face às últimas medidas conhecidas”, diz.

A missão também vai servir para fazer uma série de testes técnicos. Depois de inúmeros testes feitos na Terra, esta vai ser a primeira vez que o Gamalink vai ser utilizado no espaço. Com o teste aprovado, a empresa leva a certificação de “space qualified”, o que significa que haverá muitos negócios à sua espera. “Isso vai-nos abrir a última porta de entrada no mercado, pois passa a ter confiança para adquirir o equipamento e integrá-lo nos seus satélites.”

A “Tekever Space” foi lançada em 2009,e desde então já investiu 10 milhões de euros na sua odisseia espacial. E espera agora ultrapassar o valor do investimento "nos próximos três a cinco anos, até mais rapidamente", aponta.

A entrada na China teve início em 2006, mas somente mais tarde é que a Tekever vislumbrou uma oportunidade na área dos microssatélites. Aproximou-se do Centro de Engenharia de Micro-Satélites de Xangai para se tornar no seu “principal parceiro internacional” e para no futuro explorarem esta tecnologia em conjunto em todo o mundo. A “última fronteira” da Tekever Space deverá ser agora o mercado norte-americano, uma nova odisseia que “muito provavelmente” passará pela NASA.

O futuro parece estar assim escrito nas estrelas para a empresa portuguesa, acredita Ricardo Mendes. "Teremos um objectivo bastante ambicioso que é de ser um dos principais fornecedores, senão o principal, de sistemas de comunicação espaciais a nível mundial”.

É difícil comunicar nas regiões polares

Um dos objectivos da odisseia espacial da Tekever é também recolher informação de navios e aviões nas regiões polares. Estes, em particular os aviões, têm bastantes dificuldades em comunicar quando sobrevoam estas regiões e a Tekever quer resolver esta situação. “Na zona polar, é extremamente difícil obter comunicações com os aviões”, conta Ricardo Mendes. Um dos objectivos dos microssatélites vai ser precisamente procurar mitigar esta questão. Os problemas de comunicação acontecem “por causa do grau da curvatura da Terra e pela distância face à Terra”. Desta forma, a Tekever vai testar “uma série de equipamentos para comunicar com aviões e navios para perceber se a utilização de satélites de pequena dimensão pode ser interessante para o negócio das comunicações nas zonas polares”. Esta é assim uma nova oportunidade de negócio para a empresa portuguesa. “Este é um problema que pode ser resolvido com o uso de satélites, e pode vir a ser resolvido com o uso de pequenos satélites, de baixo custo”, destaca.

A missão na China é apenas um dos vários projectos em que a Tekever Space está envolvida. Também desenvolve actividade em Portugal e noutros países europeus. Seguem-se agora os EUA.

2017 - NOVOS PROJECTOS - Vários projectos da Tekever vão chegar ao espaço em 2017, como o da Agência Espacial Europeia e os satélites brasileiro e português:

OLHAR O SOL DE PERTO - A missão PROBA-3 da Agência Espacial Europeia (ESA) vai contar com a tecnologia nacional. O objectivo da missão, prevista para 2017, é estudar o Sol de perto e a empresa vai ser a responsável por assegurar as comunicações entre os dois satélites de pesquisa, que têm uma dimensão mais reduzida do que o habitual. O trabalho da empresa portuguesa mereceu os elogios da Agência Espacial Europeia.

VASCO DA GAMA NO AR - Entre os seus projectos encontra-se também um satélite português: o Gamasat, com lançamento previsto para 2017. Tal como nos outros produtos, também aqui surge referência ao navegador português. Fora do espaço, a empresa vai estrear-se no sector da manutenção da aviação civil como parceira tecnológica num projecto de seis milhões de euros liderado pela TAP.

BRASIL EM ÓRBITA - A empresa está actualmente a trabalhar com a rede de institutos federais no Brasil para construir um dos primeiros satélites feitos principalmente com know-how brasileiro, mas também português: 0 14 B1-Sat. O próximo passo é entrar no mercado dos Estados Unidos. No futuro, a portuguesa Tekever pode vir a trabalhar com a NASA. André Mendes – Portugal in “Jornal de Negócios”




Localização:

TEKEVER EMEA - Rua das Musas 3.30 - 1990-113 Lisboa - Portugal
phone: +351 213 304 300 - fax: +351 213 304 301
Email: info@tekever.com - //www.tekever.com/

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Portugal - Tekever entra no Dubai e aposta forte na indústria dos drones

Tecnologia Com 80% do volume de negócios fora de Portugal, a Tekever mantém a internacionalização como principal foco



Depois de ter entrado no Reino Unido, China, Brasil e Estados Unidos, o próximo passo do grupo português Tekever é Abu Dhabi, no Dubai. O objectivo passa por dar continuidade ao processo de internacionalizar expandido o negócio além-fronteiras.

“O nosso principal foco está, efectivamente, na internacionalização, pois 80% do volume de negócios do grupo está fora de Portugal”, refere ao Diário Económico Ricardo Mendes, administrador Tekever, tecnológica portuguesa na área aeroespacial e defesa.

Uma das áreas de negócio onde a tecnológica está a apostar forte é na indústria dos drones. A Tekever tem hoje capacidade para produzir até 20 equipamentos por mês (dois aviões e todo o sistema de comunicações) que custam 200 mil euros.

“É um processo industrial adaptado às necessidades do mercado”, diz Ricardo Mendes. Este não é produto ‘mass market’, tais como aqueles que são comercializados na grande distribuição, pois são direccionais a uso profissional e militar. “Comparar os nossos equipamentos com os drones de consumo imediato é o mesmo que comparar um carro utilitário a um Fórmula 1”, salienta o administrador da Tekever.

O processo de venda deste tipo de equipamentos é complexo, pois antes de vender qualquer dispositivo a tecnológica portuguesa é obrigada a validar a idoneidade do comprador, o que é feito através do Ministério da Defesa.

A título de exemplo, o sistema não tripulado AR4 Light Ray (um dos drones produzidos) que foi utilizado numa missão real da NATO, no Kosovo, resultou de um protocolo de cooperação tecnológica com o Exército português que durou cerca de três anos. Durante esse tempo, o sistema foi testado e modificado em parceria com os operacionais. Hoje o mesmo equipamento está ao serviço da GNR no Gerês em missões de prevenção de incêndios. “Estas parcerias estratégicas são a garantia de que comercializamos produtos adaptados aos mercados internacionais”, adianta Ricardo Mendes.

Com cerca de 150 colaboradores, dispersos pelos diferentes mercados onde a Tekever esta presente, a facturação ascende aos 20 milhões de euros. Um valor global, que reúne as diferentes áreas de negócio do grupo, incluindo a que é comporta pelos aviões não tripulados.

Ricardo Mendes, que não divulga os resultados líquidos do grupo, relembra ainda que a falta de legislação é ainda um entrave ao desenvolvimento da indústria de drones. Neste momento e, tendo em conta a ausência de legislação, “não é possível a um particular criar um negócio utilizando este tipo de equipamentos. O nosso negócio é o fabrico, estando a operação a cargo de forças de segurança e de defesa que - ao abrigo da Convenção de Chicago podem operar este tipo de equipamentos”, conclui o gestor. Sara Mota – Portugal in "Diário Económico"

Localização:

TEKEVER EMEA - Rua das Musas 3.30 - 1990-113 Lisboa - Portugal
phone: +351 213 304 300 - fax: +351 213 304 301