Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 19 de maio de 2026

Portugal - ESA BIC Centro: 60 mil euros para impulsionar startups portuguesas com ADN espacial

O Instituto Pedro Nunes (IPN), através do ESA BIC Centro, está à procura de startups portuguesas com soluções espaciais inovadoras ou que utilizem tecnologias ou dados do Espaço. As candidaturas para esta open call decorrem até ao próximo dia 24 de maio de 2026


A iniciativa, integrada na rede oficial da Agência Espacial Europeia (ESA), visa transformar projetos de elevado potencial em negócios escaláveis e competitivos à escala global.

As startups selecionadas beneficiam de um incentivo financeiro direto de 60 mil euros, sem cedência de capital (equity-free), destinado ao desenvolvimento de protótipos, produtos e estratégias de entrada no mercado.

Para além do apoio financeiro, o programa oferece um ecossistema de incubação completo durante até dois anos:

  • Acesso Técnico: Ligação direta a especialistas e infraestruturas da ESA.
  • Mentoria de Negócio: Apoio em modelos de negócio, estratégias de go-to-market e proteção de Propriedade Intelectual (PI).
  • Networking Global: Integração numa rede internacional de investidores e líderes da indústria aeroespacial.
  • Consultoria Especializada: Orientação jurídica e apoio em processos de licenciamento.

O concurso está aberto a Startups portuguesas constituídas há menos de cinco anos, Empreendedores/Projetos ainda em fase de constituição de empresa, Soluções que demonstrem ambição comercial e que utilizem tecnologia espacial (ex: comunicações, satélites, GNSS, novos materiais) ou dados de observação da Terra para aplicações terrestres.

O ESA BIC Centro é uma rampa de lançamento para o talento nacional, provando que o Espaço não é apenas o destino, mas uma ferramenta poderosa para inovar em setores como a agricultura, energia, mobilidade e ambiente.

O prazo para o próximo ciclo de avaliação termina a 24 de maio de 2026. Os interessados devem submeter a sua candidatura através do portal oficial: space.ipn.pt/apply.

O ESA BIC Centro é uma iniciativa da ESA implementada pelo IPN em colaboração com o Pampilhosa da Serra Business Center e a Incuba+ Santa Maria. É financiado pela subscrição portuguesa à ESA, pela Câmara Municipal de Coimbra e pela CIM Região de Coimbra.

Entre 2014 e 2024, a coordenação do programa ESA BIC em Portugal foi assegurada pelo IPN. Em 2026, a iniciativa entrou numa nova fase, prevista até 2028, em que passa a contar com dois programas: o ESA BIC Centro, liderado pelo IPN e o ESA BIC Tagus, coordenado pelo Instituto Superior Técnico.

Para mais informações aceda aqui. Instituto Pedro Nunes - Portugal


terça-feira, 21 de abril de 2026

IILP - Estão abertas candidaturas ao Programa de Residências de Criação Literária

As candidaturas à 3.ª edição do Programa de Residências de Criação Literária do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) abrem no dia 5 de Maio, no âmbito do Plano de Actividades da instituição para 2026


Segundo o regulamento, o programa tem como objectivos apoiar a circulação de escritores dos países e regiões de língua portuguesa, bem como promover a criação literária em língua portuguesa.

A iniciativa visa ainda fomentar a interculturalidade no espaço da CPLP e promover um maior conhecimento das literaturas nacionais nos seus Estados-membros e regiões de língua oficial portuguesa.

O concurso abre oficialmente no dia 5 de Maio, sendo que as candidaturas devem ser submetidas até ao dia 20 do mesmo mês. Serão atribuídas quatro bolsas de criação.

As candidaturas deverão ser efectuadas mediante o preenchimento e submissão do formulário disponibilizado na página oficial do instituto (iilp.cplp.org), a partir de 5 de Maio, acompanhado da documentação obrigatória aí indicada.

O envio da candidatura, juntamente com os documentos exigidos, deverá ser feito via correio electrónico, através do endereço:

residencias.iilp@gmail.com. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Portugal - Investigação do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde recebe financiamento da Fundação «la Caixa»

Projetos nas áreas dos danos cerebrais, cancro e autismo estão entre os 34 distinguidos no âmbito do Concurso de Investigação em Saúde 2025


Desenvolver novas terapias para doenças neurológicas como o AVC, a epilepsia e a esclerose lateral amiotrófica, criar um dispositivo implantável para tratar o glioblastoma e melhorar a avaliação do risco de desenvolver autismo são os principais objetivos dos três projetos liderados por investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), que acabam de ser distinguidos no âmbito do concurso de Investigação em Saúde da Fundação ”la Caixa”. O financiamento total ascende a quase três milhões de euros.

As três propostas do i3S estão entre um total de 34 projetos (portugueses e espanhóis) de investigação biomédica de excelência, que vão receber mais de 26 milhões de euros. Nesta oitava edição, foram apresentadas 714 propostas de investigação básica, clínica e translacional, tendo sido selecionadas nove portuguesas e 25 espanholas.

No âmbito deste concurso, a Fundação “la Caixa” concede até 500 mil euros a projetos com uma única instituição de investigação envolvida e até um milhão de euros a consórcios de investigação formados por várias instituições, como acontece com os projetos liderados por investigadores do i3S.

Uma nova forma de combater os danos cerebrais a partir do interior

Liderado por Ana Paula Pêgo, líder do grupo «NanoBiomaterials for Targeted Therapies» do i3S, o projeto «MIND» foi financiado pela Fundação “la Caixa” e pela FCT com um milhão de euros e vai focar-se nas doenças neurológicas, como o acidente vascular cerebral (AVC), a epilepsia e a esclerose lateral amiotrófica (ELA), que afetam milhões de pessoas em todo o mundo, provocando frequentemente incapacidades a longo prazo ou mesmo a morte.

Uma das principais causas do dano cerebral associado a estas doenças, explica a investigadora do i3S, “é a acumulação no cérebro de uma substância química que, em excesso, leva à morte neuronal. Apesar de décadas de investigação, nenhum tratamento conseguiu até agora proteger eficazmente o cérebro deste processo”. Embora a maioria dos estudos se tenha centrado em formas de neuroproteção focando-se nos neurónios, Ana Paula Pêgo considera que a chave poderá residir noutro tipo de célula cerebral: os astrócitos.

Este projeto propõe uma nova estratégia de proteção cerebral, que consiste em aumentar a eficiência dos astrócitos. Conforme explica Ana Paula Pêgo, “os astrócitos eliminam o excesso da substância química nociva, mas durante um AVC ou outro evento neurológico agudo, não conseguem manter o equilíbrio, o que leva à acumulação de danos”.

Como tal, a equipa propõe uma solução inovadora: “Introduzir diretamente nos astrócitos instruções úteis através de ARN mensageiro (mRNA) que dão indicações às células para produzir mais quantidade de uma proteína essencial para eliminar a substância química tóxica”. Para garantir a segurança e eficácia do tratamento, os investigadores estão a desenvolver pequenas partículas inteligentes capazes de libertar a sua carga apenas nas áreas danificadas do cérebro.

O projeto, que será desenvolvido em consórcio com os investigadores Francisco Campos, do Instituto de Investigación Sanitaria de Santiago de Compostela (IDIS) (Espanha), e Ben Maoz, da Universidade de Telavive (Israel), inclui ainda o desenvolvimento de um modelo tridimensional (3D) relevante para mimetizar o cérebro humano, que «permitirá testar a terapia em condições fisiológicas realistas, bem como a utilização de ferramentas de imagem avançadas para monitorizar os efeitos do tratamento, que será testado no contexto do AVC», sublinha Ana Paula Pêgo.

Se alcançar os objetivos propostos, garante a cientista, «esta abordagem poderá abrir caminho a novas terapias, não só para o AVC, mas também para outras doenças cerebrais com mecanismos semelhantes de dano neuronal».

Dispositivo implantável para administração de fármacos contra o glioblastoma

Financiado com 990 mil euros, o projeto liderado por Bruno Sarmento, em consórcio com os investigadores Bruno Costa, da Universidade do Minho, e Álvaro Mata, da Universidade de Nottingham (Reino Unido), vai centrar-se no tratamento do glioblastoma, o tipo de cancro cerebral mais letal em adultos. Os tratamentos atuais, que incluem cirurgia, radioterapia e quimioterapia e pouco têm evoluído nas últimas duas décadas, apresentam resultados limitados devido à resistência do tumor e à dificuldade em dirigir fármacos diretamente ao cérebro.

A equipa pretende revolucionar o tratamento do glioblastoma através do desenvolvimento de um sistema terapêutico implantável capaz de libertar moléculas anticancerígenos diretamente no cérebro após a cirurgia de remoção do tumor. O sistema, explica Bruno Sarmento, “foi concebido para libertar, de forma controlada e gradual, uma combinação de fármacos que combatem o cancro de forma mais eficaz e reduzem a necessidade de quimioterapia diária”.

O projeto, adianta, “envolve o desenho de um novo tipo de implante, capaz de libertar fármacos quimioterápicos, inibidores da resistência ao tratamento e sequências de ARN dirigidos especificamente às células cancerígenas”.  O objetivo, sublinha Bruno Sarmento, é que “esta estratégia inovadora melhore a efetividade dos fármacos, reduza os efeitos secundários e aumente a sobrevivência e a qualidade de vida dos doentes”.

Para já, os dados preliminares são promissores: “O novo sistema demonstrou reduzir significativamente o crescimento tumoral em modelos laboratoriais. Os resultados esperados incluem maiores taxas de sobrevivência, menores efeitos adversos e um novo padrão de cuidados para doentes com glioblastoma”, garante o líder do grupo «Nanomedicines & Translational Drug Delivery» do i3S. Estes avanços, adianta Bruno Sarmento, “poderão ainda abrir caminho ao desenvolvimento de tratamentos semelhantes para outros tipos de tumores cerebrais, com impacto significativo na saúde pública e nos custos dos sistemas de saúde”.

Como pequenas alterações no ADN moldam o cérebro em desenvolvimento

Sabe-se que o transtorno do espectro autista (TEA), que afeta aproximadamente uma em cada 44 crianças, tem uma forte base genética. No entanto, a maioria das alterações genéticas associadas ao TEA não se encontra propriamente nos genes, mas nas regiões não codificantes do ADN que controlam a ativação e inativação dos genes. A equipa liderada pelo investigador do i3S Diogo Castro quer compreender como essas alterações influenciam o desenvolvimento cerebral com o objetivo de “explicar a origem do TEA e melhorar os métodos de avaliação do risco de desenvolver este transtorno”.

Este projeto, financiado pela Fundação “la Caixa” em colaboração com a FCT com mais de 730 mil euros, visa descobrir o efeito dessas alterações genéticas não codificantes no desenvolvimento do cérebro, especialmente nas primeiras etapas, durante a formação da estrutura cerebral.

As equipas do consórcio, que inclui os investigadores Gaia Novarino, do Institute of Science and Technology Austria (ISTA) (Áustria), e Justin O’Sullivan, do The Liggins Institute, University of Auckland (Nova Zelândia), vão utilizar ferramentas avançadas para analisar milhares de variantes genéticas e observar como elas influenciam a atividade genética de células cerebrais humanas cultivadas em laboratório.

Além disso, explica Diogo Castro, “vamos utilizar ferramentas de inteligência artificial para identificar quais das alterações genéticas associadas com o TEA têm um maior valor de prognóstico. Isto levará à criação de um modelo que poderá ajudar a prever quais as crianças que estão em risco de desenvolver TEA, permitindo assim um diagnóstico e intervenção precoces”.

Para compreender como essas alterações afetam o desenvolvimento cerebral, os investigadores do projeto, “vão editar variantes genéticas específicas em células estaminais e cultivá-las em minicérebros ou organoides. Isso permitirá observar o efeito das alterações na formação e no funcionamento do tecido cerebral”. O projeto conta com a participação de especialistas em desenvolvimento cerebral, genética e ciência de dados, estando como tal bem posicionado para enfrentar um desafio complexo.

Sobre o concurso de Investigação em Saúde da Fundação ”la Caixa” de 2025

A cerimónia de entrega dos prémios decorreu no dia 20 de novembro no Museu de Ciência CosmoCaixa. Segundo Àngel Font, subdiretor-geral de Investigação e Bolsas da Fundação ”la Caixa”, «a investigação biomédica é uma das formas mais poderosas de melhorar a vida das pessoas. Os 34 projetos premiados abordam desafios muito diversos a partir de diferentes perspetivas, mas todos partilham três eixos fundamentais para avançar rumo a um futuro mais promissor para os doentes e as suas famílias: colaboração, talento e inovação”. De acordo com a Fundação la Caixa, os projetos portugueses deste ano sobressaem pelo seu carácter inovador e elevado impacto social.

Este ano, A Fundação la Caixa desenvolveu acordos com a Fundação Breakthrough T1D e com a Fundação Luzón, o que permitiu dar maior destaque ao financiamento de iniciativas centradas na diabetes tipo 1, com dois projetos financiados, e na esclerose lateral amiotrófica (ELA), com um projeto financiado. O concurso conta ainda com a colaboração da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), que destinou 1,8 milhões de euros para financiar três dos nove projetos portugueses premiados nesta edição.

Desde o início do programa em 2018, o montante total do concurso de Investigação em Saúde da Fundação ”la Caixa” ascende a 172,3 milhões de euros para 234 projetos, dos quais 162 são liderados por equipas espanholas e 72 por grupos de investigação portugueses. Universidade do Porto - Portugal


sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Centro Nacional de Cultura - Bolsas Criar Lusofonia 2025

Estão abertas as candidaturas para o concurso Bolsas Criar Lusofonia, gerido pelo Centro Nacional de Cultura com o apoio do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto/DGLAB.


Este programa tem por objetivo a atribuição de Bolsas no domínio da escrita, para cidadãos oriundos de países da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa.

Mais informações aqui.

Regulamento


segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Portugal - Atraso no concurso de compra de automotoras pela CP resulta na perda de 191 milhões

O atraso no concurso para a compra de 117 automotoras pela CP, devido a impugnações judiciais entre dezembro de 2023 e agosto de 2025, resultou numa perda estimada de 191 milhões de euros de apoio do Programa Sustentável 2030


Em respostas enviadas à Lusa, na sequência da resolução aprovada na quinta-feira em Conselho de Ministros que “revê o calendário de despesa e as fontes de financiamento”, o ministério das Infraestruturas esclareceu que o montante perdido será agora coberto “pelo Orçamento do Estado ou por novos programas de financiamento a definir”.

Questionado sobre o novo calendário, o Governo referiu apenas que o contrato com o consórcio Alstom/DST, adjudicado em novembro de 2023, “será assinado nos prazos legalmente definidos”.

Como noticiou a Lusa, em 5 de setembro, a CP confirmou que o efeito suspensivo de uma segunda impugnação ao concurso público, apresentada pela espanhola CAF, tinha sido levantado. Em julho, já tinha sido levantado o efeito suspensivo de uma primeira impugnação, apresentada pela suíça Stadler.

Em causa está a maior compra de sempre da CP, no valor de 819 milhões de euros, adjudicada ao consórcio liderado pela francesa Alstom para fornecimento de 62 comboios urbanos e 55 regionais. O projeto é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e foi contestado em tribunal pelas concorrentes CAF e Stadler.

Nas respostas enviadas à Lusa, o Governo esclarece que segundo o calendário previamente estabelecido, as automotoras serão entregues a partir de 2029, mantendo-se as fontes de financiamento originais: Fundo Ambiental, Programa Sustentável 2030 e Orçamento do Estado.

O atraso judicial entre dezembro de 2023 e agosto de 2025 provocou um impacto direto na execução financeira do projeto, destacando a necessidade de mecanismos de contingência para garantir a viabilidade do investimento público em transportes ferroviários. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


domingo, 3 de agosto de 2025

CPLP - Lança concurso para fomento do audiovisual com financiamento para documentários e ficção

Cidade da Praia – Os produtores e cineastas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) podem, a partir de agora até 25 de Setembro, submeter as suas propostas de documentários e obras de ficção ao Programa CPLP Audiovisual (PAVIII) 2025.


A informação foi avançada pela directora-geral das Artes e das Indústrias Criativa, Vandrea Monteiro, no âmbito da apresentação pública que coincide com o lançamento das convocatórias nacionais, em simultâneo em todos os países da CPLP.

“Trata-se de um programa que promoverá a realização de convocatórias nacionais de selecção de projectos de documentários e obras de ficção em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste”, explicou.

O principal objectivo do programa, lembrou, é a criação de uma política compartilhada de desenvolvimento do sector audiovisual nos países de língua portuguesa, com foco na produção e a teledifusão de documentários e obras de ficção.

Segundo a responsável, o programa conta com o financiamento de Angola, Brasil e Portugal, e conta com gestão executiva do Instituto de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros (ICAB).

Em Cabo Verde o programa será realizado em parceria com o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e a Rádio Televisão de Cabo Verde (RTC).

“Cada país participante terá a possibilidade de seleccionar e co-produzir uma longa-metragem de até 52 minutos e três curtas-metragens, com financiamento garantido, sendo 65 mil euros para o longa-metragem e 18 mil euros para a curta”, esclareceu.

Além do suporte financeiro, os projectos terão acompanhamento técnico especializado e acções de capacitação presenciais, que serão realizadas também em Cabo Verde.

O PAV III inclui ainda o programa "Nossa Língua", que promoverá o intercâmbio e a difusão de documentários nacionais nas redes públicas de televisão dos países da CPLP, ampliando a circulação de conteúdos culturais em língua portuguesa.

As inscrições estão abertas no ‘sítio’ oficial da CPLP, e cada país participante seleccionará um documentário nacional para licenciamento de exibição. In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 2 de agosto de 2025

Reino Unido - Concurso “Leituras de Verão” promove leitura em português nas férias

O verão é sinónimo de descanso, mas também pode ser uma excelente oportunidade para cultivar o gosto pela leitura, sobretudo em português. Nesse espírito, o Camões – Centro de Ensino Português no Reino Unido lançou o concurso “Leituras de Verão 2025”, dirigido a todos os alunos e professores da rede de ensino de português no estrangeiro


O desafio é simples: basta tirar uma fotografia original a ler um livro, uma revista ou um jornal em português durante as férias de verão. As imagens devem ser enviadas por e-mail até ao próximo dia 31 de agosto. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 7 de abril de 2025

Macau – Associação Somos! anuncia vencedores de concurso fotográfico sobre o Homem e o divino

Pela primeira vez na história da iniciativa da Somos – ACLP, o grande vencedor é um jovem oriundo de Moçambique, Marcos Júnior. De acordo com o presidente do júri, Gonçalo Lobo Pinheiro, esta sexta edição do “Somos Imagens da Lusofonia” foi a “mais memorável” e aquela que contou com o maior número de participantes na história do concurso fotográfico



Um fotógrafo moçambicano conquistou, pela primeira vez, o primeiro lugar do concurso “Somos Imagens da Lusofonia”, da Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP), naquela que foi a edição com mais participantes de sempre. Marcos Júnior obteve o primeiro lugar com uma imagem intitulada “Onde há fé, há luz que guia”, sendo o pódio de vencedores completado pelos fotógrafos portugueses Adelino Meireles, com “Saudades”, e João Carlos, autor de “Madonna da Sabedoria Descrição”.

A sexta edição do concurso era subordinada ao tema “O Homem e o Divino”, convidando a uma reflexão sobre as várias tradições religiosas e filosofias teístas existentes nos países de língua portuguesa. O jovem fotógrafo moçambicano Marcos Júnior arrecadou o primeiro prémio do concurso, no valor de dez mil patacas, com uma imagem intitulada “Onde há fé, há luz que guia”, retratando um sacerdote a abençoar um fiel numa igreja.

Em comunicado, a associação organizadora refere que este gesto ultrapassa um mero significado ritualista, construindo “uma ponte simbólica entre a humanidade e o divino” que “liga o terreno ao celestial”. As duas figuras, envoltas na “penumbra reverente da igreja”, contrastam com “uma luz que desponta ao fundo”, num jogo de luzes e sombras que remete à “procura incessante do ser humano pelo transcendente”. Para além do prémio numerário, o vencedor terá também direito a viagem e estadia em Macau para garantir a sua presença na cerimónia de inauguração da subsequente exposição fotográfica, a decorrer em final de Maio.

O segundo lugar foi atribuído ao português Adelino Meireles, com uma fotografia captada no Porto. Aptamente denominada de “Saudades”, a obra retrata um momento de prece da comunidade ucraniana numa das várias igrejas improvisadas na cidade portuguesa, onde habitualmente os fiéis se reúnem. “Ali, entre orações e tradições, encontram conforto e recriam o sentido de pertença, numa casa que agora é a sua”, interpreta a Somos – ACLP, que atribuiu à fotografia um prémio de sete mil patacas.

Encerrando o pódio, encontra-se a fotografia “Madonna da Sabedoria Descrição”, uma versão da iconografia clássica da Madonna e do Menino reimaginada pelo português João Carlos. A figura “simultaneamente contemporânea e intemporal” da mãe, retratada a ler enquanto amamenta, evoca “a tradição renascentista que une a educação ao cuidado” e faz uma leitura sobre “a dualidade entre o conhecimento e o instinto materno”. Os jurados recompensaram esta obra com um prémio de cinco mil patacas.

Além da nomeação dos três vencedores, o júri, composto por fotojornalistas a trabalhar em Macau, Portugal e Guiné-Bissau e presidido por Gonçalo Lobo Pinheiro, nomeou também um trio de menções honrosas. Os destaques foram para a brasileira Ana Cláudia Talieri, com um retrato de um homem seropositivo que redescobriu a fé (“Prece no relento”), o português Bruno Taveira, com uma fotografia de um compasso pascal em Trás-os-Montes (“Cruz nas mãos, Fé no coração”), e o concidadão Bruno Pedro, que concorreu com uma imagem de um idoso à porta de uma mesquita (“O Guardião do Tempo e da Tradição”).

A selecção dos vencedores foi dificultada pela “elevada qualidade” das mais de três centenas de fotografias submetidas a concurso – o maior número já registado ao longo das seis edições da iniciativa. “A escolha final dos vencedores, das menções honrosas e das fotografias que farão parte da exposição do concurso anual da Somos! não foi nada fácil”, reconhece o fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro. “Este ano, batemos todos os recordes de participação, com imagens vindas de diferentes cantos do mundo lusófono, revelando olhares diversos e narrativas visuais potentes. O nível das obras submetidas surpreendeu o júri, que enfrentou o difícil desafio de selecionar entre tantas propostas criativas e sensíveis”.

Embora o prémio máximo tenha sido atribuído ao moçambicano Marcos Júnior, cuja fotografia “capturou com força e poesia o espírito do tema proposto”, todos os participantes são parabenizados pelo presidente do júri “pela qualidade dos trabalhos enviados”, que contribuíram para tornar esta edição “a mais memorável até agora”.

As fotografias premiadas, bem como uma selecção de “cerca de quatro dezenas de outras” seleccionadas por critérios de pertinência e relevância ao tema “O Homem e o Divino”, irão integrar uma exposição a ocorrer em finais de Maio, no Parisian Macau, em data a definir. In “Ponto Final” - Macau


quarta-feira, 2 de abril de 2025

Moçambique - Prémio Literário Mia Couto abre candidaturas da terceira edição

Entre 11 de Abril e 12 de Maio, estarão abertas as inscrições para a terceira edição do Prémio Literário Mia Couto, uma iniciativa da Cornelder de Moçambique (CdM), em parceria com a Associação Kulemba, que visa premiar as melhores obras literárias de autores moçambicanos.



Segundo um comunicado de imprensa sobre o concurso, para esta terceira edição, serão elegíveis obras literárias publicadas entre 01 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2024, na categoria de romance. 

As obras submetidas serão avaliadas por um júri especializado e idóneo, com base em critérios como originalidade, qualidade literária e relevância cultural.

Desde a sua primeira edição, o Prémio Literário Mia Couto já laureou importantes obras da literatura moçambicana, como “No verso da cicatriz”, de Bento Baloi; “Pétalas negras ou a sombra do inanimado”, de Belmiro Mouzinho; e “Estórias trazidas pela ventania”, de Adelino Albano Luís. 

Nas duas edições anteriores, cada um dos vencedores recebeu um valor monetário na ordem de 400.000 MZN (quatrocentos mil meticais).

Diferentemente das edições anteriores, entretanto, nesta terceira, as inscrições serão realizadas de forma online, directamente no sítio da Associação Kulemba

O concurso é aberto a todos os autores moçambicanos, com obras publicadas no período elegível. O regulamento do prémio pode ser consultado no sítio da Associação Kulemba. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 31 de março de 2025

Portugal – Universidade de Coimbra lança guia prático para tornar renovação energética acessível nas comunidades rurais europeias

Uma equipa de investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu, no âmbito da sua participação no projeto RENOVERTY, Roteiros de Renovação Rural, um guia prático pensado para tornar a renovação energética acessível às comunidades rurais em toda a União Europeia (UE).



Num momento em que a eficiência energética se torna essencial para combater a pobreza energética, estes roteiros pretendem ajudar os proprietários rurais a melhorar as suas habitações (condições de conforto e salubridade do espaço interior), contribuindo simultaneamente para melhorar a sua qualidade de vida e alcançar a descarbonização do parque edificado, seguindo os objetivos climáticos da UE.

Os roteiros, desenvolvidos em colaboração com grupos de ação local (GAL) da Croácia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Hungria, Itália, Osona e Portugal, tentam responder aos desafios enfrentados pelas zonas rurais. Este guia prático oferece orientações claras e práticas sobre as opções técnicas, legislativas e financeiras, disponíveis em cada região, numa tentativa de simplificar o processo de renovação das habitações das famílias que enfrentam uma situação de pobreza energética. 

Como explica Paula Fonseca, investigadora do ISR, «estes instrumentos permitem adaptar cada intervenção às necessidades específicas de cada caso, ao orçamento disponível e aos incentivos aplicáveis. Além disso, pretendem ajudar a superar desafios comuns, como a complexidade dos requisitos administrativos, a iliteracia energética, a escassez de informação, as limitações no acesso a financiamento e a falta de profissionais qualificados. Ao oferecerem uma visão clara e orientada para as necessidades, os roteiros tornam o processo de renovação mais acessível, eficiente e bem-sucedido». 

De acordo com os especialistas, o envelhecimento do parque imobiliário europeu representa um desafio urgente, uma vez que 35% dos edifícios têm mais de 50 anos e 75% continuam a ser ineficientes do ponto de vista energético, contribuindo para 40% do consumo de energia da UE e 36% das emissões de CO₂. 

«As zonas rurais enfrentam vulnerabilidades próprias que intensificam a pobreza energética, nomeadamente o envelhecimento das populações, as elevadas taxas de pobreza e o parque imobiliário mais velho e ineficiente. Muitos agregados familiares que vivem nestas zonas dependem de combustíveis fósseis com elevado teor de carbono para aquecimento, como o carvão e o gasóleo, devido às opções energéticas mais limitadas», realçam os investigadores.

Assim, «os roteiros RENOVERTY abordam estes desafios, apresentando medidas passíveis de apoiar as comunidades rurais, contribuindo para a diminuição das desigualdades e ajudando os cidadãos que mais necessitam de apoio. Além de sensibilizar e respeitar o ambiente rural, este projeto pretende contribuir para manter e promover o conhecimento local, a identidade cultural e a preservação da natureza», concluem. 

Neste âmbito, os especialistas estão a promover, até 7 de abril, um concurso que convida  municípios, agências de energia, peritos do setor e outras partes interessadas a unir esforços no combate à pobreza energética rural, aplicando os conhecimentos adquiridos, aproveitando simultaneamente as oportunidades de colaboração e as soluções comprovadas para a renovação rural. Mais informações sobre este concurso aqui. Universidade de Coimbra - Portugal


quinta-feira, 6 de março de 2025

Internacional - Universidade de Coimbra é a única instituição portuguesa na final de competição mundial de computação quântica

A Faculdade de Ciências e Tecnologia Universidade de Coimbra (FCTUC) foi selecionada para integrar um grupo restrito de 15 projetos inovadores a nível mundial no âmbito do Quantum Challenge da Pasqal. Este feito posiciona a UC como a única instituição portuguesa a garantir um lugar na final deste concurso, que contou com a participação de 150 equipas provenientes de 70 países diferentes.



A equipa da FCTUC em competição é composta por Ana Morgado, Gabriel Falcão, Jorge Lobo, Óscar Ferraz (Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores), Sagar Pratapsi (Departamento de Física) e Nuno Batista (Departamento de Engenharia Informática). 

O projeto da equipa da FCTUC centra-se no desenvolvimento de novos algoritmos de Inteligência Artificial (IA) que exploram o poder da computação quântica para resolver problemas complexos de imagiologia médica. O projeto foca-se no rastreio e prevenção de doenças do foro gastrointestinal, nomeadamente o cancro gastrointestinal, uma área em que a capacidade de processar grandes volumes de dados com rapidez e precisão pode fazer toda a diferença.

A Pasqal, uma empresa com origem em França, que desenvolve computadores quânticos com base em tecnologia de neutral atoms, promove regularmente este tipo de desafios, estimulando a inovação e o progresso da computação quântica. O acesso privilegiado aos recursos da Pasqal, garantido por esta distinção, permite à equipa portuguesa a experiência única de beneficiar de formação exclusiva em tecnologias emergentes, ainda pouco exploradas, oferecendo assim uma vantagem competitiva significativa a nível internacional.

«O facto de termos sido selecionados é extraordinário. Teremos acesso a um produto de nicho, que ainda não está amplamente divulgado, e isso coloca-nos numa posição privilegiada para propor soluções inovadoras para os problemas que pretendemos resolver», destacou Gabriel Falcão, professor do DEEC e líder do projeto.

Para além do impacto científico e tecnológico, este projeto está também alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, neste caso o ODS 3, que procura garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades, reforçando o compromisso da UC com a inovação responsável e a criação de soluções que beneficiam a sociedade global.

«Este reconhecimento internacional sublinha o papel de destaque que a UC está a assumir na vanguarda da computação quântica aplicada à saúde, mostrando que a investigação portuguesa tem potencial para competir e liderar a nível mundial», conclui a equipa. Universidade de Coimbra - Portugal


segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Macau - ‘Startup’ portuguesa Iplexmed venceu “929 Challenge”

As ‘startups’ portuguesas Iplexmed e a Nitrogen Sensing Solutions (NS2) arrecadaram o primeiro e terceiro lugares, respectivamente, na competição “929 Challenge”, em Macau.


A Iplexmed desenvolve dispositivos de diagnóstico genético rápido e a NS2 fornece soluções inteligentes para monitorizar a qualidade da água para uma aquicultura sustentável.
Em segundo lugar, ficou a GreenCoat, de Hong Kong, que desenvolve equipamentos para janelas inteligentes com vista à eficiência energética.
Marco Rizzolio, co-fundador e coordenador da competição 929 indicou à Lusa a apresentação, nesta quarta edição, de “projectos mais maduros e mais sólidos”. “A competição vai ganhando nome, vai ganhando tracção nos países de língua portuguesa, em Macau, na Grande Baía. As incubadoras já sabem o que é o 929, portanto há projectos cada vez mais maduros”, explicou.
Divididas em duas categorias, 16 equipas finalistas – oito ‘startups’ e oito de universidades chinesas e dos países de língua portuguesa, disputaram a final da quarta edição desta competição sino-lusófona.
Macau destacou-se na competição das instituições de ensino superior, com a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau a ficar em primeiro lugar, com um projecto de identificação de pragas e doenças na agricultura com recurso à inteligência artificial, e a Universidade de Macau em terceiro, com uma ‘startup’ especializada em robôs subaquáticos para aplicação industrial e educacional. O segundo lugar foi para a Universidade de Shenzhen, com um projecto de motores energeticamente eficientes para uso industrial.
A edição deste ano registou mais de 1600 participantes e o montante total dos prémios foi de 30 mil dólares e quatro mil dólares em serviços e ferramentas da Alibaba, de acordo com a organização.
O concurso tem a organização conjunta do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) e de várias universidades e instituições da RAEM. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”



sábado, 26 de outubro de 2024

Lusofonia - “Deus É Bom” de Damaris Ricalo vence 1ª edição do concurso internacional de contos “Minha língua, minha história e meu destino”

“Deus É Bom” de Damaris Enola Pinheiro Ricalo, da Escola Industrial e Comercial de Mindelo (Cabo Verde) é o vencedor da Iª edição do concurso internacional de contos “Minha língua, minha história e meu destino”. O anúncio foi feito esta quinta-feira, 25, na cidade da Praia


Na segunda posição ficou “A Missão dos Guerreiros da Nzinga”, de Lemuel Paiva de Oliveira Muginga, do Instituto Médio de Luanda (Angola) e, terceiro lugar, “A Voz da Terra”, de Marlena de Jesus Almeida, da Escola Café (Timor-Leste).

Foi ainda atribuída Menção Honrosa ao conto “Minha Língua, Minha História e Meu Destino”, de Soraia Gomes Cabral, da Escola Secundária Pedro Verona Pires (Cabo Verde).

Segundo o IILP, dada a qualidade do trabalho apresentado os promotores irão lançar uma antologia com as sete melhores obras participantes que serão disponibilizados de forma digital para todos os interessados tendo como foco a juventude dos PALOP mais Timor-Leste.

O concurso literário foi lançado a 30 Maio deste ano e visa promover a língua portuguesa a nível dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) mais Timor-Leste junto dos estudantes do secundário e equiparados.

O concurso, como refere a mesma fonte, pretende também promover a literatura juvenil junto do público juvenil e da sociedade em geral, “além de potencializar novos escritores engajados com as novas causas do desenvolvimento através de uma competição internacional, procura ainda dar a conhecer os potenciais novos escritores da língua portuguesa junto do grande público e fomentar um olhar introspectivo dos jovens em relação à sua cultura e realidade do país”.

Os organizadores do concurso acreditam que com este concurso vão descobrir talentos escondidos que poderão vir a ser escritores nos seus países e quem sabe alcancem dimensão internacional.

Este projecto foi financiado pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) no âmbito do Fundo de Apoio a Pequenos Projectos. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”




sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Macau - Confirmada equipa portuguesa no concurso de fogo-de-artifício

Uma equipa portuguesa vai estar presente no Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau, entre 7 de Setembro e 6 de Outubro, disse ontem à Lusa a Direcção dos Serviços de Turismo (DST). Um dos 10 espectáculos previstos para a 32ª edição do concurso será apresentado por uma empresa vinda de Portugal, disse um porta-voz da DST, acrescentando que mais detalhes só serão revelados na próxima semana.


Na edição de 2023, a primeira após uma pausa de três anos devido à pandemia, a Macedos Pirotecnia apresentou o espectáculo “Supernova”, a 1 de Outubro, Dia Nacional da China. A Macedos Pirotecnia, com sede no concelho de Felgueiras, no distrito do Porto, participou pela quinta vez no concurso, tendo vencido em 2000, a 12ª edição, a primeira realizada depois da transição de administração de Macau de Portugal para a China.

Além de Portugal, o concurso de 2023 apresentou espectáculos com uma duração de 18 minutos, a combinar fogo-de-artifício e música, de companhias vindas da Austrália, da Suíça, da Áustria, da Rússia, das Filipinas, do Japão, do Reino Unido, da Alemanha e da China. O Reino Unido foi o vencedor e a China e o Japão ficaram no segundo e terceiro lugares, respectivamente.

A edição deste ano irá decorrer no âmbito das celebrações dos 75 anos da fundação da República Popular da China e dos 25 anos da transferência de administração de Macau.

As exibições da edição deste ano do concurso decorrerão nos dias 7, 14 e 21 de Setembro, e 1 e 6 de Outubro, às 21h00 e 21h40, na zona ribeirinha em frente à Torre de Macau. A DST destacou ontem os cinco melhores pontos de visionamento do fogo-de-artifício: na Avenida Dr. Sun Yat-Sen do Centro Ecuménico Kun Iam até à Zona de Lazer Marginal da Estátua de Kun Iam, no passeio ribeirinho do Centro de Ciência de Macau, na Avenida de Sagres (ao lado do Hotel Mandarin Oriental, Macau), no Anim’Arte Nam Van, e na Avenida do Oceano, na Taipa. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau com “Lusa”


segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Macau - Somos! anuncia vencedores de concurso de imagens da lusofonia

Três fotógrafos portugueses conquistaram os três primeiros lugares na quinta edição do concurso “Somos Imagens da Lusofonia”, anunciou ontem a associação organizadora. Luís Godinho obteve o primeiro lugar com uma imagem intitulada “São Tomé e Príncipe”, Bruno Pedro ficou em segundo com “Paz em Cabo Delgado” (Moçambique) e Jorge Bacelar em terceiro com “Momento de descanso” (Estarreja, Portugal)


Num comunicado revisto após a rectificação de um lapso informático na pré-selecção de fotografias, Marta Pereira, directora-geral da multiplataforma Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (ACLP), revelou os três vencedores da quinta edição do concurso fotográfico “Somos – Imagens da Lusofonia 2023/2024”.

Este ano, o fotojornalista português Luís Godinho foi quem levou a taça. O fotojornalista concorreu com a imagem intitulada “São Tomé e Príncipe”, que representa a alegria das crianças desse país por meio de um retrato de uma menina deitada a descansar debaixo da sombra de uma roça. A destreza técnica e a aptidão da composição da fotografia de Luís Godinho conquistou o primeiro prémio do concurso no valor de dez mil patacas.

No segundo lugar foi premiado Bruno Pedro, português, que competiu com a imagem intitulada “Paz em Cabo Delgado”, que retrata uma menina a sorrir em Paquitequete, o bairro mais antigo de Pemba na província de Cabo Delgado, Moçambique. O contraste entre o sorriso da menina retratada e a realidade da região fotografada que, ao longo dos últimos sete anos tem sido alvo de diversos ataques terroristas, é uma declaração de valentia, de valor e vida que comoveu o quadro do júri do concurso e garantiu a Bruno Pedro o segundo prémio no valor de cinco mil patacas.

E foi Jorge Bacelar quem completou o pódio desta edição. O veterinário-fotógrafo é o autor da imagem intitulada “Momento de Descanso”, que destaca a vida do agricultor Manuel “Espeta” Pires Tavares, que vive somente acompanhado dos animais que cuida em Salreu, na freguesia de Estarreja, Portugal. O teor biográfico da fotografia de Jorge Bacelar assegurou o terceiro e último prémio da edição no valor de três mil e quinhentas patacas.

Além de premiar os três vencedores, o júri, composto por Gonçalo Lobo Pinheiro, Marcio Pimenta, Henry Milleo, Rui Miguel Pedrosa e Francisco Ricarte, nomeou também um trio de menções honrosas. Os nomeados foram os fotógrafos brasileiros Milton Ostetto, Raphael Alves e o português João Galamba, autores das imagens “As Marcas do Mar”, “O Barqueiro” e “Festas de Santo Estevão”, respectivamente. O trio foi premiado com certificados do concurso.

O concurso fotográfico “Somos – Imagens da Lusofonia” é uma iniciativa anual da Somos! – (ACLP) destinada a todos os cidadãos dos países e regiões da Lusofonia e Macau e visa, através de Macau, articular a proximidade e a conexão entre os países e regiões de língua oficial portuguesa. Na quinta edição do concurso, que decorreu entre 20 de Maio e 10 de Julho deste ano, o tema foi “Em cada rosto, um legado colectivo” e propôs dar o palco às caras que constituem o povo e o mundo lusófono, através de fotografias de retrato que evidenciem a multiculturalidade, a interculturalidade e a singularidade da herança cultural lusófona.

As fotografias premiadas, juntamente com quarenta outras fotografias eleitas pelos elementos do júri, serão incorporadas numa exposição que terá a sua inauguração no dia 27 de Setembro deste ano às 18h30, na galeria D1 do Albergue da SCM. Na exposição será também exibido um catálogo que junta as melhores fotografias de todas as edições do “Somos – Imagens da Lusofonia” até este ano. Fotografias estas que capturam a essência e a diversidade do mundo lusófono, revelando a conexão humana e cultural que une Macau e os países da CPLP e que servem de suporte para memória futura, no âmbito destas relações, segundo Marta Pereira. in “Ponto Final” - Macau

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Macau – Associação Somos! propõe abordagem ao retrato em concurso fotográfico lusófono

A Somos – ACLP vai lançar um concurso de fotografia dirigido às comunidades lusófonas que propõe uma abordagem ao retrato, com foco na “herança identitária e cultural”, disse à Lusa a presidente da associação


“Em cada rosto, um legado colectivo” é o tema da 5.ª edição do concurso fotográfico da Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP), a ser lançada esta segunda-feira.

A proposta para este ano vai, pela primeira vez, para a fotografia de retrato, com destaque para a “herança identitária e cultural” do universo de países ou regiões onde se fala português, explicou à Lusa Marta Pereira. “Não é só o retrato em si, gostaríamos que as fotografias fossem além dos próprios rostos e identificassem os elementos que compõem a comunidade lusófona”, indicou.

A organização desafia ainda os concorrentes a evidenciarem “os elementos distintivos que vão além dos limites geográficos e são comuns e transversais a todo o universo lusófono”, lê-se num comunicado da Somos – ACLP.

“Simultaneamente, devem ser reflectidos os elementos intergeracionais, o legado cultural, herdado e mantido pelas comunidades lusófonas, cativados em aspetos do quotidiano, tradições e costumes, ou mesmo características físicas”, afirma-se na nota.

O concurso destina-se “a todos os cidadãos dos países e regiões da lusofonia ou residentes de Macau” com trabalhos realizados em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Goa, Damão e Diu.

Às três imagens vencedoras vão ser atribuídos prémios no valor de dez mil patacas, cinco mil patacas e 3500 patacas, prevendo-se ainda a atribuição de menções honrosas. A avaliação dos trabalhos cabe a um júri de seis profissionais da fotografia, presidido pelo fotojornalista português radicado em Macau Gonçalo Lobo Pinheiro e que conta ainda com Osvaldo Silva (Angola), Maria João Gala, António Azevedo (Portugal), Paulo Salgado (Brasil) e Alan Leon (Macau).

As imagens vão integrar uma exposição da associação, em setembro, em Macau, com curadoria de Francisco Ricarte, e que vai incluir outras fotografias selecionadas pelo júri “pela sua relevância ou valor para o tema do concurso fotográfico e para o propósito da Somos – ACLP, de projectar a dimensão cultural da lusofonia, assim como o papel de Macau enquanto plataforma que une a China e os países/regiões de língua portuguesa”, ainda de acordo com a associação.

Para “assinalar o sucesso” da iniciativa fotográfica anual, a Somos – ACLP vai ainda editar um catálogo de fotografia que reúne as melhores imagens dos últimos cinco anos”, refere-se no comunicado.

A inscrição no concurso fotográfico é gratuita e pode ser efectuada através do formulário que se encontra no ‘sítio’ da associação entre 20 de Maio e 20 de Junho. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 27 de março de 2024

Portugal - 4.ª edição do Prémio Mário Ruivo – Gerações Oceânicas

Estão abertas as inscrições para a 4.ª edição do Prémio Mário Ruivo – Gerações Oceânicas


Na edição deste ano, dedicada ao tema “O Oceano e as Alterações Climáticas”, pretende-se sensibilizar para o nexus Oceano-Clima, a estreita relação e interdependência entre o Oceano e o sistema climático terrestre, crucial para compreender e abordar as alterações climáticas.

Os filmes submetidos pelos jovens cineastas vão ser avaliados em quatro categorias - Mensagem, Criatividade, Cultura Científica e Futuro.

O Prémio Mário Ruivo visa reforçar a consciencialização das gerações mais jovens para o reconhecimento do papel do Oceano, nas suas múltiplas dimensões, para a nossa sociedade e é uma homenagem ao Professor Mário Ruivo e ao seu legado.

 Tema "O Oceano e as Alterações Climáticas"

  Para jovens entre os 14 e os 21 anos

 Filmes até 7 minutos

 4 categorias a concurso

  Prémios de 2.000€ (por categoria)

 Candidaturas até 15 de setembro

Participa em: www.premiomarioruivo.pt. Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I. P. - Portugal