Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Monitorização. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Monitorização. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Timor-Leste – União Europeia apoia sociedade civil

A União Europeia (UE), em parceria com várias organizações não-governamentais timorenses, lançou ontem três projectos para reforçar a capacidade da sociedade civil para apoiar comunidades vulneráveis e monitorizar a implementação de políticas públicas.

“A UE e Timor-Leste partilham o compromisso de garantir um espaço cívico livre, porque a monitorização e a advocacia feitas pelas organizações da sociedade civil são essenciais para uma sociedade livre como a nossa. Estamos satisfeitos por fazer parcerias com esta coligação para melhorar o desempenho do desenvolvimento e da responsabilização”, afirmou o embaixador da União Europeia em Timor-Leste, Thorsten Bargfrede.

As organizações da sociedade civil parceiras da União Europeia incluem a CARE, Oxfam, PLAN International, A-HAK, Caucus, Fórum de Comunicação para as Mulheres de Timor-Leste (FOKUPERS), Fórum das Organizações Não Governamentais de Timor-Leste (FONGTIL), Instituto Kdadalak Sulimutu (KSI) e Instituto Mata Dalan (MDI).

O apoio da União Europeia, no valor de 2,2 milhões de euros, será distribuído por três projectos. :“Reforçar as Organizações da Sociedade Civil Locais para uma Governação Responsiva e Responsável nos Direitos Humanos e Igualdade de Género”, “Reforçar a Sociedade Civil para Promover uma Boa Governação” e “Fortalecer a Sociedade Civil para a Diversidade: Reforçar a Liderança da Sociedade Civil para Melhorar a Governação e o Desenvolvimento Sustentável”. In “Hoje Macau” - Macau


segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Portugal - Universidade de Coimbra estuda impacto dos incêndios nos animais selvagens

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai investigar, nos próximos meses, o efeito dos incêndios florestais ocorridos, em agosto, na fauna a nível nacional. Adicionalmente, e no seguimento dos trabalhos já em curso, será dado um destaque particular à monitorização das populações de cervídeos.


O projeto “Mapear para Proteger!”, desenvolvido por investigadores do Centro de Ecologia Funcional (CFE) e do Departamento de Ciências da Vida (DCV) da FCTUC, e integrado na iniciativa “Memórias da Floresta”, do HTC - Pólo CFE na NOVA FCSH, inclui o lançamento de uma plataforma digital aberta ao público, que permitirá aos cidadãos registar observações e, assim, contribuir para o estudo do impacto do fogo na floresta e nos animais.

«No caso particular da Serra da Lousã, e apesar desta zona já ter sido afetada por incêndios anteriormente, este ano, a área ardida é bastante extensa, o que implica um reforço na monitorização. Este ano, vamos alargar a área de monitorização, englobando tanto as áreas afetadas pelos incêndios, como as não ardidas, no sentido de perceber as consequências deste fenómeno no comportamento e movimentação dos cervídeos presentes na serra», explica Joana Alves, investigadora do CFE e responsável pelo projeto.

Além dos registos da população, os investigadores irão recorrer a pontos de observação, câmaras de fotoarmadilhagem e gravadores de áudio distribuídos por várias zonas da serra. Esta estratégia permitirá perceber se os animais estão a regressar às áreas ardidas ou se estão a movimentar-se para territórios adjacentes.

Esta investigação coincide com a época da brama do veado, fase reprodutiva caracterizada pelos intensos bramidos. Desde 2019, os investigadores registam estes sons para analisar o comportamento da espécie, a intensidade das vocalizações e os efeitos da pressão humana sobre a reprodução.

«Com os estudos que temos feito, foi possível concluir que os veados vocalizam menos em zonas ruidosas e próximas de parques eólicos, sobretudo aos fins de semana, quando há mais atividade humana. Como os bramidos são essencial durante a reprodução, estes resultados revelam que o ruído provocado pelo ser humano pode perturbar a comunicação da espécie e o seu sucesso reprodutivo», revela a também coordenadora do BeWild Lab.

Os investigadores alertam que os incêndios poderão ter um impacto relevante nas populações selvagens, reforçando a importância deste estudo para compreender a resiliência da fauna e a capacidade dos ecossistemas em manter e recuperar o equilíbrio ecológico. Universidade de Coimbra - Portugal


segunda-feira, 14 de abril de 2025

Portugal - Estudo da Universidade de Coimbra introduz nova tecnologia para monitorização em tempo real do crescimento de microalgas

Um estudo liderado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), publicado na Biosensors and Bioelectronics, propõe uma solução pioneira para a monitorização precisa e em tempo real do crescimento de microalgas e da sua produção de metabolitos com diversas aplicações industriais.



De acordo com a investigação, esta nova tecnologia, que combina Espectroscopia de Impedância Eletroquímica (EIS) e elétrodos porosos tridimensionais, permite a criação de uma sonda capaz de monitorizar, em tempo real, o crescimento de microalgas e a sua produção de exopolissacarídeos (EPS) - macromoléculas naturais com propriedades emulsificantes aplicáveis na indústria alimentar -, bem como a sua atividade anti-inflamatória e antioxidante, entre outras. 

«Neste estudo utilizamos a microalga modelo Lobochlamys segnis e demonstramos que o crescimento pode ser monitorizado continuamente por, pelo menos, 14 dias. Os resultados indicam que a taxa de crescimento logístico obtida por EIS é comparável aos métodos convencionais de contagem celular. Além disso, a resistência ohmica revelou-se um indicador fiável para a deteção do ponto máximo de produção de EPS», revela Paulo Rocha, professor do Departamento de Ciências da Vida (DCV) e investigador do Centro de Ecologia Funcional (CFE). 

De acordo com o especialista, a introdução desta tecnologia representa um avanço significativo para a indústria biotecnológica, possibilitando a otimização da produção de microalgas em larga escala e contribuindo para uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos.

A investigação do grupo liderado por Paulo Rocha, envolve Francisco Cotta Jr e Felipe Bacellar, estudantes de doutoramento, Raquel Amaral e Diogo Correia, investigadores do CFE, e Kamal Asadi, professor da Universidade de Bath, no Reino Unido. Universidade de Coimbra - Portugal


segunda-feira, 24 de março de 2025

Portugal - Universidade de Coimbra desenvolve sistema de IA que visa a monitorização das pegadas ambientais na agricultura

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a desenvolver um sistema baseado em inteligência artificial (IA) e machine learning (ML) que visa a monitorização das pegadas ambientais na agricultura.


 

O projeto “Pegada 4.0”, liderado pela Universidade de Évora e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foca-se em cinco indicadores essenciais: dióxido de carbono, recursos hídricos, poluição difusa, paisagem e biodiversidade. O objetivo é medir e reduzir o impacto ambiental das práticas agrícolas, promovendo uma produção mais sustentável.

Catarina Silva, professora do Departamento de Engenharia Informática (DEI) e investigadora do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC), explica que o foco principal da FCTUC é a pegada da biodiversidade, incentivando a sua preservação e crescimento nas parcelas agrícolas definidas no projeto. «Trabalhamos na monitorização da biodiversidade, recolhendo e processando informação sobre espécies existentes e a sua evolução ao longo do tempo», conta a líder do projeto na UC.

A metodologia utilizada inclui a recolha de dados multimodais, abrangendo medições de temperatura e humidade, imagens de insetos e plantas, registos sonoros de aves, entre outros. O objetivo é integrar e analisar estas informações, permitindo a identificação automática das espécies e a deteção de novas ao longo do tempo, através de modelos de IA dinâmicos.

O projeto conta com a participação de 20 parceiros agricultores e diversas herdades, que colaboram ativamente na monitorização ambiental. A empresa Agroinsider, ligada à Universidade de Évora, está também envolvida na iniciativa. 

Dinis Costa, estudante do DEI envolvido nesta investigação, destaca a importância da “SmartAg”, uma aplicação desenvolvida no âmbito deste projeto, que permite aos agricultores submeter imagens e sons em tempo real para análise científica. «A app é usada para registar evidências das espécies, indicando qual a espécie, coordenadas e hora do registo», explica.

Bernardete Ribeiro, docente do DEI e investigadora do CISUC, sublinha que este projeto representa um avanço significativo na agricultura de precisão, apostando em modelos de IA e machine learning dinâmicos para uma maior eficiência. «Pretendemos implementar estes modelos em hardware de baixo custo, tornando o processo mais eficaz, desde a conceção até à implementação no terreno», afirma.

A pegada da monitorização também inclui a instalação de armadilhas de insetos que recolhem imagens para identificação de espécies. Segundo o aluno do DEI, a “SmartAg” permite que os agricultores registem as espécies avistadas. Essas imagens serão classificadas automaticamente através de modelos inteligentes. «Numa fase inicial, os agricultores apenas têm de validar se a classificação da IA está correta, ajudando a melhorar continuamente os modelos», esclarece. 

Este projeto analisa ainda o impacto das alterações da paisagem na biodiversidade, demonstrando como a gestão sustentável pode beneficiar o ecossistema agrícola. Com modelos de IA já em teste no terreno, a equipa da FCTUC está a trabalhar para consolidar estas tecnologias na prática agrícola.

«Com esta abordagem inovadora, espera-se que a agricultura portuguesa se torne mais eficiente e amiga do ambiente, estabelecendo um novo padrão para a gestão agrícola sustentável», conclui a equipa. Universidade de Coimbra - Portugal


segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Europa – Universidade de Coimbra recebe apoio financeiro para monitorizar a biodiversidade de organismos terrestres em paisagens agrícolas

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) recebeu 2 milhões de euros para monitorizar a biodiversidade em paisagens agrícolas representativas do espaço europeu e contribuir com informação relevante para aumentar o realismo da avaliação de risco de pesticidas na Europa.


José Paulo Sousa, docente do Departamento de Ciências da Vida (DCV) e investigador do Centro de Ecologia Funcional (CFE), é o coordenador na UC do projeto internacional “EESE – EU Environmental scenarios for ERA of non-target organisms”.

«Este projeto pretende obter dados sobre a biodiversidade de diferentes grupos de organismos terrestres a nível europeu (organismos de solo, artrópodes, auxiliares, vertebrados e plantas), bem como contribuir para melhorar e tornar mais realista a avaliação de risco de produtos fitossanitários (PFs). Na União Europeia (UE), os documentos-guia que orientam a aprovação e o registo de PFs estão ultrapassados para alguns grupos de organismos, nomeadamente ao nível dos ecossistemas terrestres. Há assim a necessidade de atualizar esses documentos por forma a tornar o esquema de avaliação de risco mais robusto e mais realista», afirma o especialista.

De acordo com José Paulo Sousa, para atingir esse objetivo é necessário saber o que proteger quando um pesticida atinge o ambiente ou que riscos são ou não aceitáveis do ponto de vista ecológico, ou seja, há que definir objetivos de proteção. Nesse sentido, «é preciso definir os cenários ecológicos de determinada área de paisagem agrícola ou agroflorestal em que se utilizam pesticidas ou produtos farmacêuticos, bem como conhecer a biodiversidade em termos de fauna e flora, particularmente as espécies vulneráveis», considera.

Assim, a equipa da FCTUC vai iniciar os trabalhos de campo já no próximo ano. «Vamos monitorizar os ecossistemas terrestres na primavera, verão e outono, incluindo organismos do solo, invertebrados, vertebrados e plantas e obter dados de riqueza e/ou biodiversidade que, juntamente com a composição e estrutura das paisagens a amostrar, possamos contribuir para a construção dos referidos cenários ecológicos representativos que serão utilizados no processo de avaliação de risco do PFs», conclui o investigador.

Para além de liderarem toda a parte da monitorização e avaliação da biodiversidade de diferentes grupos em campo, em áreas de paisagem/cenários espalhados por toda a Europa, os especialistas vão também avaliar a sensibilidade de diferentes espécies de organismos terrestres seguindo uma nova abordagem de avaliação de efeitos ao nível das comunidades de organismos do solo.

O projeto EESE irá decorrer nos próximos quatro anos e integra uma linha estratégia da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar que pretende destacar a relevância ecológica na avaliação de risco de pesticidas. Universidade de Coimbra - Portugal


segunda-feira, 4 de março de 2024

Portugal - Universidade de Coimbra lança versão em português da aplicação FITCount para monitorizar interações planta-polinizador

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) lançou a versão em português da aplicação FITCount (do acrónimo inglês Flower-Insect Timed Count), uma ferramenta inovadora que possibilita aos cidadãos monitorizar de forma simples as interações planta-polinizador.

Desenvolvida inicialmente no âmbito do Plano de Monitorização de Polinizadores do Reino Unido (UK PoMS), a aplicação FITCount é agora disponibilizada em língua portuguesa como parte integrante do projeto PolinizAÇÃO - Plano de Ação para a Conservação e Sustentabilidade dos Polinizadores, coordenado por Sílvia Castro e João Loureiro, ambos docentes e investigadores no Centro de Ecologia Funcional (CFE) do Departamento de Ciências da Vida (DCV) da FCTUC.

Os dados relativos aos polinizadores selvagens em Portugal são escassos e é crucial obter um maior volume de dados para monitorizar a abundância e diversidade destes insetos por todo o país, assim como os serviços de polinização que estes organismos prestam às plantas. A aplicação FITCount surge como uma ferramenta para ajudar a preencher esta lacuna de conhecimento, envolvendo os cidadãos no processo.

Esta aplicação permite que qualquer cidadão interessado, quer em meio rural ou urbano, contribua para a recolha de dados sobre o número e diversidade de insetos polinizadores que visitam as flores.

«Os participantes podem selecionar uma planta em flor, delimitar uma área de 50x50 cm que inclua a respetiva flor-alvo e contar todos os polinizadores que interagem com flores dessa planta durante 10 minutos», explica Sílvia Castro, acrescentando que as contagens podem ser realizadas ao longo de todo o ano, em qualquer momento do dia, desde que as condições meteorológicas estejam quentes e secas.

«Não é necessário que os participantes identifiquem os insetos até ao nível da espécie, basta apenas categorizá-los em grupos amplos, como abelhas, moscas-das-flores, borboletas, vespas, escaravelhos, entre outros grupos de insetos, utilizando o guia de identificação totalmente adaptado para Portugal pela nossa equipa, disponível na aplicação», detalha João Loureiro.

Além disso, complementa o investigador, «são solicitadas informações adicionais, como o tipo de habitat, o número e tipo de flor-alvo, as condições meteorológicas e a quantidade de flores no quadrado escolhido. Estas informações são cruciais para auxiliar os cientistas a interpretar os dados recolhidos pelos participantes», acredita.

A ciência cidadã é um conceito em ascensão, e a FITCount proporciona uma oportunidade única para envolver os cidadãos no processo científico. «Ter dados recolhidos por Portugal inteiro, durante todo o ano, é algo extremamente valioso e que nós, cientistas, sozinhos, não teríamos a capacidade de recolher em tempo útil. A ajuda dos cidadãos é crucial», concluem os investigadores.

A aplicação FITCount já está disponível para descarregamento gratuito na Google Play Store para dispositivos Android e na App Store para dispositivos iOS (iPhone/iPad). Para mais informações sobre como participar e utilizar a aplicação, por favor visite https://www.pollinet.pt/fitcount. Universidade de Coimbra - Portugal


segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Portugal - Universidade de Coimbra apresenta projeto que aposta na monitorização do Borrelho-de-coleira-interrompida para conservação e gestão sustentável de praias e zonas húmidas

O Departamento de Ciências da Vida (DCV) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) apresenta esta quinta-feira, 1 de fevereiro, um projeto europeu que aposta na monitorização do Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus) para conservação de habitats e outras espécies salvagens que dependem das praias e zonas húmidas.


A apresentação do projeto “Iberalex - Gestão sustentável de praias e zonas húmidas ibéricas: conservação do Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus) como ferramenta para compatibilizar os usos humanos e a biodiversidade” terá lugar no auditório do DCV, no Colégio de S. Bento, entre as 9h30 e as 12h45.

«Este projeto pretende utilizar o Borrelho-de-coleira-interrompida como uma espécie guarda-chuva, e propõe um conjunto ações que servirão para melhorar o seu estado de conservação no espaço transfronteiriço Espanha-Portugal. Pretende ainda compatibilizar ações de conservação com atividades recreativas e extrativas humanas num cenário de alterações climáticas, evidenciado pelo aumento contínuo do nível do mar e pela erosão costeira», revela Jaime Ramos, professor e investigador no DCV.

Um espécie guarda-chuva é uma espécie cuja conservação implica necessariamente a conservação de outras espécies. «Geralmente, são espécies como predadores de topo que necessitam de grandes áreas de habitat ou de condições ecológicas particulares, pelo que a sua conservação implica que essas condições sejam salvaguardadas», explica o coordenador do projeto na FCTUC.

Segundo o investigador do DCV, esta ave necessita de praias arenosas e de zonas húmidas em boas condições ecológicas para se reproduzir, dado ser muito sensível a perturbação humana e a predadores. Portanto, a perturbação humana excessiva nas praias, por exemplo na época balnear, implica que esta espécie deixe de se reproduzir em tais áreas. Também as mudanças de habitat, devido às alterações climáticas, implicam que a mesma fique com menos área disponível de praia para nidificar.

«Assim, a conservação desta espécie implica que outras espécies no mesmo habitat tenham também condições adequadas para a sua sobrevivência. De igual forma, o aumento da predação muitas vezes está associado a atividades antropogénicas que provocaram alteração dos habitats e que devem ser controladas», conclui.

O Iberalex é um projeto financiado pelo Programa Interreg V Espanha-Portugal (POCTEP) 2023-2027 e inclui como participantes além da Universidade de Coimbra, a Direção Geral do Património Natural (Xunta de Galicia), as Universidades de Santiago de Compostela, Extremadura, Cádiz, Aveiro e a Associação para a conservação da natureza portuguesa, Vita Nativa. Universidade de Coimbra - Portugal


sábado, 20 de janeiro de 2024

Internacional - Universidade de Coimbra recebe investigadores para curso sobre medidas de monitorização, prevenção e remediação do radão em edifícios

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai receber de 22 a 26 de janeiro dezenas de investigadores internacionais para um curso sobre medidas de monitorização, prevenção e remediação do gás radão em edifícios, organizado pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

Este curso tem o apoio e participação do Laboratório de Radioatividade Natural (LRN) do Departamento de Ciências da Terra (DCT), da Agência Portuguesa do Ambiente, da Empresa de Desenvolvimento Mineiro e ainda da Associação Europeia de Especialistas na área do Radão (ERA). A cidade de Coimbra foi eleita para a realização do curso devido ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no LRN nesta área. 

Os principais tópicos que serão abordados durante o curso incluem efeitos da exposição ao radão, fontes de radão, protocolos de medição e garantia de qualidade, técnicas de prevenção e mitigação do radão e comunicação de riscos e envolvimento público.

O curso conta com representantes oriundos de 22 países, da Europa e da Ásia. Os formadores externos vêm dos Estados Unidos da América, Reino Unido e República Checa. Universidade de Coimbra - Portugal

 

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Portugal - Universidade de Coimbra apresenta balão de alta altitude que permite a deteção e monitorização de incêndios rurais

O Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) apresenta esta sexta-feira, 15 de dezembro, um balão de alta altitude que permite a deteção e monitorização de incêndios rurais,


A demonstração, que decorre a partir das 9h30, no Laboratório de Estudos sobre Incêndios Florestais (LEIF), situado no Aeródromo da Lousã, é o resultado do projeto “Eye in the Sky” é liderado pelo Instituto de Engenharia Mecânica (idMEC) do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, e conta com parceiros como a ADAI e o Instituto de Telecomunicações (IT).

«Este projeto de investigação baseia-se na utilização de um balão de alta altitude para deteção e monitorização de incêndios rurais, entre várias outras utilizações que podem ocorrer antes, durante e após um incêndio rural. A operação do balão a grande altitude permite não apenas ter uma visão integrada do perímetro do incêndio e da área ardida, como também possibilita reforçar o sistema de comunicações durante as operações, servindo como uma antena de repetição de sinal», começa por revelar Miguel Almeida, investigador da ADAI.

Além disso, continua o especialista, «esta solução permite um tempo de operação de várias horas, não interferindo com outros meios aéreos usados na gestão da ocorrência. De uma forma simplificada, a solução “Eye in the Sky” compara-se a um minissatélite dedicado a uma ocorrência ou a uma zona de interesse», conclui.

No decorrer do evento, será feita uma apresentação do projeto e dos seus resultados, seguindo-se uma sessão de demonstração do levantamento do balão e a captação e transmissão de imagens para um posto em terra, terminando com a verificação do reforço do sinal SIRESP - Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal para comunicações.

Mais informações sobre o projeto aqui. Universidade de Coimbra - Portugal


sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Japão - Especialistas da Universidade de Coimbra rumam ao país para combater lixo marinho através de drones e Inteligência Artificial

Uma dupla de especialistas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai rumar ao Japão para apoiar o combate ao lixo marinho através de drones e inteligência artificial (IA) desenvolvidos no projeto UAS4Litter.


As diretrizes relativas à monitorização do lixo marinho nas praias da costa japonesa serão debatidas por um grupo de peritos internacionais já na próxima semana, nos dias 11 e 12 de setembro, numa reunião organizada pelo Ministério do Ambiente do Japão (MOEJ), em Tóquio.

Esta já é a segunda reunião que junta o grupo Smart Marine Litter Remote Sensing Technology (SmartMLRST) e tem como propósito atingir os objetivos traçados na cimeira do G20, realizada em 2019 sob a égide da “Visão do Oceano Azul de Osaka”, e que tem como meta, até 2050, reduzir a zero a poluição causada pelo lixo marinho, incluindo plásticos.

«O objetivo do grupo SmartMLRST consiste na definição detalhada de diretrizes que serão implementadas no Japão, para a monitorização do lixo marinho, recorrendo a tecnologias de deteção remota, com especial destaque para os drones. Estas diretrizes irão permitir a padronização dos métodos a utilizar na monitorização, disponibilizando dados comparáveis sobre a atual distribuição, quantificação e composição do lixo, incluindo plásticos em ambiente marinho, os quais são essenciais na implementação de medidas de mitigação», começa por explicar Gil Gonçalves, professor da FCTUC e investigador no Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra (INESC-Coimbra).

Assim, continua Umberto Andriolo, também investigador no INESC-Coimbra e membro do SmartMLRST, «o nosso papel irá passar pela partilha e transferência de conhecimento adquirido no âmbito do projeto UAS4Litter, com vista à definição das diretrizes relativas à monitorização do lixo marinho das praias da costa japonesa, recorrendo a drones e IA.  O UAS4Litter foi um projeto de investigação inovador ao desenvolver, implementar e testar um quadro de referência (framework) baseado em drones de baixo custo para a deteção, identificação e mapeamento do lixo marinho em sistemas praia-duna», esclarece.


De acordo com a dupla da FCTUC, «voando um drone equipado com uma câmara digital (RGB e/ou multiespectral), a uma altitude de 20 metros, a framework proposta engloba a geração de dois produtos geoespaciais para permitir estudar a dinâmica do lixo marinho, assim como a deteção e identificação do lixo em ortomosaicos (ou imagens) utilizando métodos manuais e automáticos baseados em IA, a produção de mapas de lixo marinho que podem servir também na otimização de operações de limpeza e a integração da morfologia das praias e dunas e forças ambientais (ondas, maré e vento), para caracterizar a abundância e dinâmica do lixo marinho nos sistemas costeiros», concluem os investigadores.

Durante a reunião, além da padronização das diretrizes a adotar na monitorização do lixo marinho com tecnologias de deteção remota, será feita uma análise a cada uma das tecnologias disponíveis, nomeadamente satélite, avião, balão, webcams e smartphones, mas será dado um destaque especial para a tecnologia drone, dado que constitui uma das ferramentas mais promissoras na monitorização dos itens de lixo marinho, com dimensões superiores a 2.5 cm, nas praias e zonas costeiras.

À semelhança deste acordo com o MOEJ, o protocolo desenvolvido no âmbito do projeto UAS4Litter foi também apresentado ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), que o pretende implementar na monitorização do lixo marinho nas áreas costeiras de Guarajá.

Para saber mais sobre o projeto pode aceder aqui. Universidade de Coimbra - Portugal


 


segunda-feira, 17 de abril de 2023

Portugal - Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolvem sistema inovador para monitorização de plantações de milho

Uma equipa de investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a desenvolver um sistema inovador para monitorização de plantações de milho com vista à deteção precoce de anomalias nesta cultura.


O projeto GreenBotics, que combina robótica e agricultura de precisão, vem responder a uma série de desafios relacionados com a aplicação de novas tecnologias na monitorização precisa de plantações de milho.

Assim, «pretende criar um sistema baseado em inferência probabilística espácio-temporal de múltiplas modalidades, assente em técnicas de aprendizagem computacional, robótica de campo, drones, deteção remota (satélites) e fusão sensorial», começa por explicar Cristiano Premebida, investigador do ISR e professor do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da FCTUC.

A criação deste sistema, continua o responsável pelo projeto, «irá possibilitar a deteção precoce de anomalias em plantações de milho permitindo conter e controlar os malefícios numa fase em que estes ainda representem um impacto diminuto em termos económicos e ambientais».

De acordo com o docente do DEEC, a equipa do projeto, encontra-se focada no desenvolvimento de uma nova técnica de calibração de modelos do tipo deep learning, no sentido de obter uma maior fiabilidade dos modelos e quantificação da incerteza em aplicações relacionadas com o processamento de imagens multiespectrais recolhidas com drones ou satélites.

Portanto, o GreenBotics prevê a utilização de «técnicas como redes neuronais convulsionais, mecanismos de atenção, para além da inferência probabilística, calibração de modelos profundos e processamento de informação multimodal. Em termos tecnológicos, temos utilizado câmaras multiespectrais, drone, robótica, rede de sensores, automatização de máquinas agrícolas, imagens de satélite», conclui Cristiano Premebida.

Este projeto, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), conta com a participação de 18 investigadores de várias instituições, nomeadamente do ISR, do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra (INESC Coimbra), da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), do Centro de Estudos de Recursos Naturais – Ambiente e Sociedade (CERNAS) e do Spotlite (Aetha, Lda).

Tem ainda como entidades parceiras a Direção Regional da Agricultura e Pescas do Centro, Universidade de Loughborough (Reino Unido) e CNRS/GeorgiaTech Lorraine (França).

Para mais informações sobre o GreenBotics pode aceder à página do projeto. Universidade de Coimbra - Portugal


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Portugal - Universidade de Coimbra dinamiza workshop sobre deteção, geolocalização e monitorização de incêndios florestais


O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra (INESC Coimbra), o Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC) e a Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vão promover na próxima segunda-feira, 27 de fevereiro, entre as 10h e as 17h, um workshop sobre gestão de dados de deteção, geolocalização e monitorização de incêndios florestais.

O evento, que terá lugar no Hotel Vila Galé, em Coimbra, consiste na apresentação dos resultados de vários projetos de investigação desenvolvidos no âmbito desta temática, financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), nomeadamente: FireLoc; FoRESTER; FirePuma; Floresta Limpa; IMFire; Firefront; e Eye in the Sky. As abordagens deste workshop são baseadas em dados enviados pelos cidadãos e na sua combinação com outras fontes de dados.

Após cada sessão de apresentações segue-se um período para questões, estando ainda previsto um Painel de Discussão sobre “Integração de dados para a deteção, geolocalização e monitorização de eventos extremos - potencialidades, limitações e riscos”.

O evento será em formato híbrido (presencial e remoto). A inscrição é gratuita, mas obrigatória e pode ser realizada através desta ligação. Universidade de Coimbra - Portugal


 

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Internacional - Consórcio liderado pela Universidade de Coimbra vai desenvolver tecnologia inovadora que garanta a qualidade da água de consumo

Chama-se H2OforAll e o grande objetivo deste ambicioso projeto internacional, liderado pela Universidade de Coimbra (UC), é desenvolver um conjunto de tecnologias inovadoras que atuem a nível da prevenção, monitorização e descontaminação da água de consumo, garantindo a máxima qualidade da água que bebemos, bem como normas orientadoras de apoio aos decisores políticos, quer em termos de legislação, quer ao nível de comportamentos a adotar pela população.

Para alcançar os objetivos propostos, o projeto, liderado por Rui Martins, do Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), conta com quatro milhões de euros atribuídos pela União Europeia (UE) no âmbito do programa Horizon Europe. O H2OforAll arranca no dia 1 de novembro e tem a duração de três anos. Além de Portugal, envolve investigadores e empresas da Alemanha, Bélgica, Chipre, Espanha, Israel, Países Baixos, Polónia, Reino Unido e Suécia.


Genericamente, as várias equipas do projeto vão desenvolver tecnologias vanguardistas de monitorização da qualidade da água de consumo doméstico, de proteção das fontes de água potável e de redução da quantidade de produtos de desinfeção nestas águas.

Tendo em conta os fenómenos severos provocados pelas alterações climáticas, como a seca extrema, e a contaminação provocada pela ação humana, a deterioração das fontes onde é captada a água que posteriormente vai chegar às nossas torneiras tende a agravar, o que exige maiores quantidades de desinfetantes para garantir a qualidade da água de consumo.

Esta realidade, explica Rui Martins, torna urgente o desenvolvimento de novos métodos e tecnologias que garantam, no presente e no futuro, «a segurança máxima da água de consumo. Ao ser necessário utilizar cada vez mais cloro na desinfeção de água potável, essencial para impedir doenças, uma das consequências é a geração dos chamados subprodutos de desinfeção (DBPs, na sigla inglesa), produtos químicos produzidos em resultado da reação entre os desinfetantes e os compostos orgânicos presentes na água de origem».

Esses subprodutos de desinfeção, se não forem identificados e controlados, «podem ser nocivos para a saúde humana e para os ecossistemas», sublinha o cientista da FCTUC. Um dos objetivos do projeto, avança, é justamente «prevenir a formação desses DBPs, utilizando processos de pré-tratamento da água que consigam remover compostos que lá se encontrem e que são promotores desses subprodutos de desinfeção. Por outro lado, pretendemos desenvolver estratégias alternativas de desinfeção inovadoras que não contenham químicos, utilizando, por exemplo, a radiação ultravioleta, porque ao retirar o cloro ou diminuir a quantidade de cloro a introduzir nas águas, reduzimos a possibilidade de formação de DBPs».

Ao nível da monitorização, o H2OforAll propõe desenvolver soluções tecnológicas que permitam controlar e acompanhar todo o percurso da água – desde a captação até à distribuição.  No fundo, explica o líder do consórcio, «propomos encontrar mecanismos para monitorizar o que se passa, a cada momento, na rede. Para tal, vamos desenvolver sensores adequados para a monitorização da qualidade da água ao longo de todo o circuito e, a partir dos dados recolhidos em vários países, criar modelos capazes de prever o comportamento da água e dos DBPs ao longo das cadeias de distribuição, para, caso seja necessário, aplicar medidas corretivas atempadamente». Além disso, o projeto inclui também estudos de toxicidade dos subprodutos de desinfeção, essenciais para avaliar o impacto dos DBPs, quer a nível da saúde humana quer no equilíbrio dos ecossistemas.

Todas as soluções tecnológicas desenvolvidas no âmbito do projeto vão ser testadas numa instalação piloto criada pela empresa Adventech. Posteriormente, será realizado um caso de estudo em ambiente real na empresa municipal Águas de Coimbra, que é parceira no projeto. A escolha justifica-se pela «reconhecida qualidade da água da Águas de Coimbra, o que nos coloca grandes desafios, sobretudo ao nível de validação, ou seja, as tecnologias que desenvolvermos terão de ser altamente sensíveis», assinala Rui Martins.

No final do projeto, o consórcio vai ainda redigir um conjunto de recomendações técnicas de prevenção, para evitar a contaminação das fontes da água de consumo, e orientações que possam contribuir para a alteração de legislação europeia nesta matéria e de comportamentos a adotar pela população. Os investigadores acreditam que o H2OforAll terá um grande impacto, permitindo «remediar os problemas ambientais atuais e futuros, que vão ser cada vez mais graves pela escassez de água potável e devido a fenómenos climáticos extremos».

Na UC, o projeto envolve quatro centros de investigação: Centro de Investigação em Engenharia dos Processos Químicos e dos Produtos da Floresta (CIEPQPF), Centro de Química de Coimbra (CQC), Centre for Mechanical Engineering, Materials and Processes (CEMMPRE) e Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra (INESC Coimbra), numa plataforma de cooperação entre os investigadores Rui Martins, Luísa Durães, João Gomes, Igor Reva, Artur Valente, Paula Morais e Nuno Simões. Universidade de Coimbra - Portugal


terça-feira, 29 de março de 2022

Portugal - Startup Neuraspace lança-se ao espaço

A Neuraspace desenvolveu uma plataforma avançada de monitorização de detritos espaciais com inteligência artificial (IA) para permitir operações em órbita seguras e sustentáveis

Fundada em 2020, a startup tem como missão combater o lixo espacial. A empresa desenvolveu uma plataforma avançada de monitorização de detritos espaciais com inteligência artificial e plataforma de prevenção de colisões por satélite, para permitir operações em órbita seguras e sustentáveis.

A própria economia espacial está prestes a crescer de perto de 300 mil milhões para quase 1 bilhão de euros, alimentada pelo menor custo de acesso ao espaço, possibilitado pelo sucesso da diversificação de plataformas, e acelerado por várias operadoras bem financiadas que planeiam lançar dezenas de milhares de novos satélites, como refere a tech.eu.

Além do esperado aumento exponencial do número de satélites, estima-se que existam cerca de 1 milhão de objetos de detritos, com tamanhos entre 1cm e 10cm, em órbita terrestre. A probabilidade de colisões de satélites já está a aumentar drasticamente e assim continuará, tal como a consequente interrupção maciça de negócios e riscos de segurança.

Enfrentando este problema, a Neuraspace, com sede em Portugal, levantou 2,5 milhões de euros da Armilar Venture Partners. A empresa vai usar o financiamento para acelerar a comercialização da sua plataforma.

Nuno Sebastião, fundador da Neuraspace e cofundador e CEO do unicórnio Feedzai, afirmou que acredita “que muitos dos desafios enfrentados pela segurança e proteção do espaço hoje podem ser resolvidos aplicando muitas das lições que aprendemos ao transformar a Feedzai em uma empresa de bilhões de dólares. A Neuraspace fará pelo espaço o que a Feedzai está fazendo pelas finanças usando IA avançada e uma plataforma de operações de risco totalmente automatizada.”

Chiara Manfletti, diretora de operações da Neuraspace, acrescentou que o “objetivo é fornecer aos operadores de satélite a solução que os ajudará a desbloquear o valor extraordinário da economia do Novo Espaço. A Neuraspace ajudará a inaugurar uma nova era no espaço, e faremos isso junto com o ecossistema que queremos ver se desenvolver ao nosso redor”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 18 de junho de 2021

Portugal - Investigadores da Universidade de Coimbra ajudam atletas a superar o stress térmico nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Uma equipa da Universidade de Coimbra (UC), liderada pelo fisiologista Amândio Santos, está a realizar um conjunto de estudos e testes com vários atletas, de diferentes modalidades, que vão participar nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que têm início a 23 de julho, fornecendo instrumentos que permitam um melhor desempenho desportivo na competição.

As maratonistas Salomé Rocha, Sara Moreira e Sara Catarina Ribeiro, os marchadores João Vieira e Ana Cabecinha, os ciclistas Nelson Oliveira e João Almeida, os remadores Pedro Fraga e Afonso Costa e o skater Gustavo Ribeiro são os atletas nacionais que estão a ser treinados num laboratório específico da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). Além dos nacionais, treinam na UC os atletas da Seleção Francesa de Marcha, Yohann Diniz e Kevin Campion.

A preparação é realizada numa câmara térmica onde os atletas são submetidos «às mesmas condições climáticas e aos mesmos indicadores de stress térmico (Wet Bulb Globe Temperature - WBGT) do local onde vão realizar as competições», explica Amândio Santos, coordenador da equipa.

Ao longo de vários dias, «os atletas desenvolvem ações próprias das suas modalidades e estão em constante monitorização. As condições adversas provocam respostas exageradas e muitas vezes desajustadas de todo o nosso metabolismo, fazendo com que ele diminua drasticamente a sua eficiência e altere completamente os mecanismos de termorregulação», explica.

Para se conseguir uma monitorização completa, são estudados muitos parâmetros durante os exercícios, «desde o consumo de oxigénio, avaliação da temperatura cutânea e central, perda de líquidos, concentrações de lactato sanguíneo, perda de volume plasmático, frequência cardíaca, entre muitos outros parâmetros sanguíneos», prossegue.

Na prática, os treinos desenvolvidos no laboratório da ADAI ensinam o organismo a reagir às adversidades, fornecendo estratégias para uma melhor adaptação às condições que os atletas vão encontrar em Tóquio. «Os atletas são expostos a condições climáticas extremas para as quais o nosso organismo não tem uma resposta adequada. Essa exposição permite estudar e definir um processo de aprendizagem progressivo, de forma a que a resposta seja cada vez mais eficiente e ajustada, diminuído assim o impacto destas condições extremas na performance do atleta», explica o também docente da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da UC, realçando que «a importância deste trabalho vai para além do desempenho físico do atleta, uma vez que tem uma importância determinante na salvaguarda da integridade física dos atletas».

No caso do Skate, modalidade que estreia nos Jogos Olímpicos, a equipa de Amândio Santos teve de efetuar algumas alterações no laboratório para treinar Gustavo Ribeiro. Foi necessário criar uma pista própria de treino dentro da câmara para que o atleta pudesse realizar as suas manobras de preparação. «Para além dos dados da aclimatação, foi importante testar os equipamentos mais adequados para este tipo de condições. No mais alto nível competitivo todos os pormenores são importantes», remata Amândio Santos. Universidade de Coimbra - Portugal



domingo, 13 de junho de 2021

Cabo Verde - Época de monitorização da reprodução das tartarugas marinhas em Santo Antão arranca na próxima semana


Porto Novo – A época de monitorização da reprodução das tartarugas marinhas em Santo Antão tem início previsto para terça-feira, 15, prolongando-se até 15 de Outubro, numa acção coordenada pela Associação Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Terrimar).

Para a campanha de monitorização da reprodução das tartarugas marinhas na ilha de Santo Antão, esta associação recém-criada conta com parceria dos municípios desta ilha, segundo a representante da Terrimar, a bióloga Silvana Roque.

A ambientalista encontrou-se já com o vereador do Ambiente da câmara do Porto Novo, Valter Silva, com quem perspectivou a próxima campanha de defeso das tartarugas marinhas, no concelho, em particular, com duração de quatro meses.

Durante um encontro, que se realizou no sábado, 12, a representante aproveitou para apresentar a associação Terrimar, que visa promover o desenvolvimento sustentável e garantir a gestão racional da biodiversidade, com particular incidência em Santo Antão.

Entre a Câmara Municipal do Porto Novo e esta associação vai ser assinado um protocolo de parceria, no âmbito da qual a edilidade apoiará, à semelhança dos anos anteriores, na realização da campanha de preservação das tartarugas marinhas neste concelho

“Da parte do município, demos a garantia de continuar com a nossa parceria na questão da preservação das tartarugas marinhas mediante a assinatura de um protocolo”, confirmou o vereador do Ambiente.

No concelho do Porto Novo, a monitorização será realizada sobretudo durante a noite, num total de 18 quilómetros de praia, a partir da Praia de Curraletes até à zona do Tarrafal de Monte Trigo.

Desde 2011, Porto Novo tem estado a receber campanhas de protecção das tartarugas marinhas, com enfoque no combate à captura desta espécie em vias de extinção, tanto nas praias de desova como no mar. In “Inforpress” – Cabo Verde