Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 19 de junho de 2024

Macau – Eléctrica EDP conclui venda de participação na Companhia de Eletricidade de Macau-CEM

Ficou ontem concluída a venda pela EDP de parte da empresa que detinha cerca de 21 por cento da Companhia de Eletricidade de Macau-CEM à China Three Gorges. A transacção rende à eléctrica portuguesa perto de 100 milhões de euros. A maior acionista da CEM continua a ser a também estatal Nam Kwong Development, com 42 por cento


Depois do anúncio feito à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) no final de Dezembro, foi ontem revelado que a EDP concluiu a venda à China Three Gorges de uma participação de 50 por cento que detinha na Energia Ásia Consultoria, empresa que detém 21,2 por cento da Companhia de Electricidade de Macau-CEM, por cerca de 100 milhões de euros.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a eléctrica adianta que “a Energia Ásia era uma subsidiária detida a 50 por cento pela EDP e 50 por cento pela ACE Asia Co. Ltd”, cujo único activo é a participação de 21,2 por cento na CEM, concessionária exclusiva nas actividades de transmissão, distribuição e comercialização de electricidade em Macau desde 1985.

“Esta transacção está totalmente alinhada com o Plano de Negócio 2023-2026 da EDP, permitindo a realocação do seu capital nas suas actividades principais”, salienta a mesma informação.

A restante estrutura da CEM é composta pela Nam Kwong Development (H.K.) Limited com 42 por cento da eléctrica, a Polytech Industrial Limited com 21 por cento, a Asiainvest – Investimentos e Participações S.A.R.L. com 10 por cento, a China Power International Holding Ltd com 6 por cento e o Governo da RAEM com 8 por cento.

Recorde-se que em 2014 a EDP tinha vendido à ACE Asia, participada pela CWEI Hong Kong, da CTG, a venda de 50 por cento da sua subsidiária EDP Ásia, Investimento e Consultoria, com um ganho de capital de 110 milhões para a eléctrica portuguesa.

Mudar de agulhas

De acordo com a informação disponível no sítio da EDP, a estatal chinesa China Three Gorges detinha a 31 de Dezembro do ano passado uma participação de 21,01 por cento na EDP e passa agora a ser accionista da CEM.

A alienação da participação na CEM pela EDP coloca um ponto final na presença de grandes empresas portuguesas em posições de relevo empresarial em Macau, em especial nos sectores energético e das telecomunicações. Há 11 anos, a Portugal Telecom vendeu à Citic a participação de 28 por cento que detinha da Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM), um negócio que rendeu à empresa portuguesa mais de 300 milhões de euros.

Só no sector financeiro encontramos a presença de grandes empresas portuguesas, nomeadamente o Banco Nacional Ultramarino, que pertence ao universo da Caixa Geral de Depósitos, o BCP e a seguradora Fidelidade. In “Hoje Macau” - Macau


domingo, 6 de janeiro de 2019

Alemanha - Produção eléctrica das eólicas offshore aumentou 8% em 2018

A produção eléctrica a partir dos parques eólicos offshore no Mar Báltico e Mar do Norte alemães cresceu em 2018, muito devido ao aumento de capacidade instalada de vários projectos

Os parques eólicos offshore da Alemanha aumentaram a sua produção de electricidade em 18,8 Terawatts/hora (TWh), ou seja, mais 8% do que a gerada em 2017 no Mar Báltico e Mar do Norte alemães, refere o Safety4Sea com base em dados do Instituto Fraunhofer para Sistemas de Energia Solar ISE.

Deste total, 16,6 TWh foram gerados nos parques eólicos do Mar do Norte e 2,2 TWh pelos do Mar Báltico. A publicação recorda que a energia eólica offshore é uma das principais fontes de energias renováveis produzidas na Alemanha e representa mais de 40% da energia total produzida no país.

O aumento registado em 2018 ficou a dever-se, essencialmente, à capacidade adicional instalada dos projectos Borkum Riffgrund 2 (450 MW) e Merkur (396 MW), ambos no Mar do Norte, e Arkona (385 MW) e Wikinger (350 MW), no Mar Báltico, que começaram a distribuir electricidade em 2018, refere a publicação.

Recorde-se que a Alemanha ambiciona aumentar a sua capacidade instalada de produção de energia eólica offshore para 20 GW até 2030, conforme estabelece uma lei aprovada em Dezembro. In “Jornal de Economia do Mar” - Portugal

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Internacional – Energia fotovoltaica cresce mais de 50%

Pela primeira vez, no ano passado, a energia solar fotovoltaica cresceu muito mais rápido do que qualquer outro combustível, registando um aumento de 50%, de acordo com o relatório Renewables 2017 (“Renováveis 2017”) da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês), publicado esta quarta-feira. A organização refere que foram criados 165 gigawatts de energias renováveis ​no ano passado, o que representa dois terços da expansão líquida da distribuição de eletricidade a nível mundial.

“O que testemunhamos é o nascimento de uma nova era na energia solar fotovoltaica”, disse Fatih Birol, diretor-executivo da IEA, no comunicado enviado às redações, de acordo com a Bloomberg. “Esperamos que o crescimento da capacidade da energia solar fotovoltaica seja maior que qualquer outra tecnologia renovável até 2022”, acrescentou o responsável da instituição internacional.

Para a Agência Internacional de Energia, a tecnologia terá uma enorme influência nas energias renováveis daqui para a frente, sendo que os biocombustíveis também terão um papel mais ativo na indústria do transportes.

“Muita atenção foi dada nos últimos meses aos veículos elétricos - e com razão. Eles são cada vez mais globais, exponencialmente, (…) mas tenho de dizer que não devemos esquecer os biocombustíveis, que, no final de 2016, representavam 96% do total dos transportes renováveis”, enfatizou, por sua vez, Paolo Frankl, chefe do departamento de Energia Renovável da IEA.

O “Renováveis 2017” sublinha ainda que os Estados Unidos da América e a Índia são dos países que mais têm desenvolvido este setor. Juntamente com a China, os três representam dois terços da expansão da ‘energia limpa’ em todo o mundo. Nos próximos cinco anos, deverão ajudar a chegar à meta da agência: mil gigawatts de renováveis. Mariana Bandeira – Portugal in “Jornal Económico”


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Internacional - Turbina inovadora gera energia barata com ondas do mar


Energia das ondas

Começou, no litoral da Espanha, o teste de mais uma tecnologia objetivando gerar eletricidade limpa e sustentável explorando as ondas do mar.

O projeto Opera, financiado pela União Europeia, lançou ao mar o primeiro protótipo do gerador Marmok, um novo tipo de gerador cujas turbinas podem gerar até 30 kW cada uma. O segundo protótipo deverá ser ancorado no mesmo local em 2017.

O dispositivo é descrito por seus idealizadores como um "absorvedor pontual" baseado no princípio da coluna de água oscilante - a força vem das ondas do mar, mas as turbinas são giradas por ar.

Trata-se de uma grande boia flutuante, com 5 metros de diâmetro, 42 metros de comprimento e 80 toneladas de peso. A boia, que acomoda duas turbinas com capacidade nominal de 30 kW, fica quase inteiramente submersa.


As ondas capturadas criam uma coluna de água dentro da estrutura central da boia, estrutura esta que se move como um pistão pelo movimento de ida e volta das ondas, comprimindo e descomprimindo o ar em uma câmara na parte superior do dispositivo.

O ar é então expelido pelo topo, onde é aproveitado por uma ou mais turbinas, cuja rotação aciona o gerador de eletricidade.

"Este projeto colaborativo europeu de demonstração da energia das ondas irá produzir dados importantes, que permitirão a próxima fase de comercialização da produção de energia a partir do oceano," disse Lars Johanning, da Universidade de Exeter e principal pesquisador do projeto.


A propósito, um dos grandes argumentos da equipa é que este dispositivo deverá produzir eletricidade a um custo muito baixo - eventualmente o menor custo dentre os vários projetos de geração de energia no mar atualmente em testes na Europa, envolvendo exploração das ondas, das marés e das correntes oceânicas.

A grande diferença é que trata-se de um projeto público, com dados compartilhados entre pesquisadores de várias universidades, enquanto a maioria dos outros testes são empreendimentos privados, o que torna virtualmente impossível dispor de dados confiáveis que permitam comparar as diversas tecnologias e traçar planos de longo prazo para a geração sustentável de energia.


No geral, o projeto Opera pretende desenvolver tecnologias que permitam uma redução de 50% nos custos operacionais em mar aberto, acelerando assim o estabelecimento de padrões internacionais e reduzindo as incertezas tecnológicas e os riscos técnicos e empresariais para adoção da tecnologia em larga escala. In “Inovação Tecnológica” - Brasil

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Portugal – Vai avançar plataforma marítima de produção de electricidade

O Conselho de Ministro de Portugal aprovou no passado dia 24 de Novembro de 2016, uma resolução que conclui os procedimentos de instalação de plataforma marítima de produção de electricidade, ao largo de Viana do Castelo.

Segundo comunicado do Executivo, “pretende-se, assim, concretizar o projecto de produção de electricidade em fase pré-comercial, denominado Windfloat, através da criação de condições para assegurar a sua ligação à rede eléctrica pública e o licenciamento, até 18 de Dezembro de 2016, bem como promover a alteração da localização da zona piloto das ondas situada ao largo de São Pedro de Moel para Viana do Castelo, com vista à sua revitalização”.

Plataforma flutuante

O projecto WindFloat é conduzido pela EDP Inovação em parceria com a EDP Renováveis. Com este projecto, a EDP desenvolve uma tecnologia que vai permitir a exploração do potencial eólico no mar, em profundidades superiores a 40 metros. O foco de inovação do projecto baseia-se no desenvolvimento de uma plataforma flutuante, partindo das experiências da indústria de extracção de petróleo e de gás, onde irá assentar uma turbina eólica com vários MW de capacidade de produção.

A plataforma flutuante é semissubmersível e fica ancorada ao leito do mar. A sua estabilidade é conseguida através de um sistema de comportas que se enchem de água na base dos três pilares, associadas a um sistema de lastro estático e dinâmico. O sistema WindFloat adapta-se a qualquer tipo de turbina eólica offshore. Este sistema é totalmente construído em terra, incluindo a montagem das turbinas – evitando assim difíceis e dispendiosos trabalhos em alto mar.

O projeto WindFloat engloba a concepção e construção de um prototipo onde é montada uma turbina eólica de 2 MW. O protótipo foi instalado ao largo da costa portuguesa, perto de Aguçadoura, e ligado à rede eléctrica em finais de Dezembro de 2011. Trata-se do primeiro projecto de instalação de turbinas eólicas offshore em todo o mundo que não implicou a utilização de pesados sistemas de construção e montagem no mar. Carlos Caldeira – Portugal in  “Agricultura e Mar Actual”

domingo, 26 de junho de 2016

Suécia - Tem a primeira estrada eléctrica do mundo

Os impactos negativos para o meio ambiente e para as alterações climáticas causados pelo transporte de mercadorias terrestre estão mais do que analisados e comprovados.

Cientes desta realidade, a Siemens e a Scania desenvolveram um novo conceito de estrada, uma estrada eléctrica, onde se pretende que os camiões não consumam nada mais que electricidade.
























A estrada eléctrica situa-se perto da cidade de Gävle na Suécia e é fruto de uma parceria única que exemplifica o caminho para o transporte livre de combustíveis fóssies. A Siemens desenvolveu a tecnologia para electrificar a estrada e a Scania está a fornecer camiões equipados com um sistema de cabos eléctricos, preparados para circular nesta zona sem gastar qualquer combustível fóssil.

A estrutura eléctrica encontra-se num troço de 2 km da estrada E26 que continua a permitir a circulação comum de veículos normais.

Já os camiões desenvolvidos pela Scania permitem alternar o tipo de energia a que são movidos. Circulam normalmente com motor a diesel e ao chegar a este troço ligam os cabos que integram ao sistema eléctrico.
























É certo que o projecto é ainda incapaz de gerar resultados positivos no impacto ambiental, contudo, este é “um passo importante para o percurso na procura do transporte livre de combustíveis fósseis”, tal como referiu Claes Erixon, da Scannia, e é expectável que os custos de transporte de mercadorias diminuam cerca de 50% com este tipo de sistema. Inês Coelho – Portugal in “Sapo”

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Moçambique - Electricidade, precisa-se!

Moçambique precisa de diversificar as suas fontes de produção de energia eléctrica, como forma de evitar problemas de fornecimento em caso de ocorrência de secas, uma vez que actualmente depende única e exclusivamente de recursos hídricos.

Este alerta foi dado pelo presidente do Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique E.P. (EDM), Augusto de Sousa Fernando, que falava durante a 43ª reunião do Comité de Gestão do Pólo Energético da África Austral (SAPP), que decorre na cidade de Maputo desde a última segunda-feira, 25 de Agosto, sob o lema "Desenvolver um Mercado de Electricidade Competitivo para o Desenvolvimento Sustentável da Região".

Segundo Augusto de Sousa Fernando, noventa e nove por cento da energia eléctrica produzida em Moçambique é baseada em fontes hídricas, o que é muito arriscado, pois o País pode enfrentar sérios problemas em períodos secos.

Por isso, o PCA da EDM considera que o gás natural vai, nos próximos tempos, contribuir significativamente para a redução desta dependência em relação aos recursos hídricos.

"O gás natural vai ser determinante para Moçambique. É a solução para os próximos tempos. Por isso, há empreendimentos com base neste recurso que vão ser construídos como forma de diversificar as fontes. O País sai a ganhar e o excedente poderá ser exportado para os países da região", explica Augusto de Sousa Fernando.

Entretanto, enquanto tal não acontece, e para contornar o défice de energia no País, "há acções que estão a ser levadas a cabo, as quais passam pela introdução de políticas de minimização do consumo e implementação de políticas de eficiência energética".

Por seu turno, Laura Nhancale, directora de Estudos e Planeamento do Ministério da Energia, considera que o encontro constitui uma oportunidade para discutir os problemas com que se depara o sector de energia no mundo e na região, em particular.

De acordo com Laura Nhancale, para fazer face aos problemas deste sector é necessário que haja segurança no fornecimento de energia eléctrica, o acesso e estabilidade energética, o que inclui o desenvolvimento de vários projectos e medidas de gestão do consumo.

Ainda de acordo com Laura Nhancale, é necessário que os países da região Austral concentrem e juntem esforços no sentido de desenvolver o sector energético, pois só assim é que poderão melhorar as condições de acesso à energia eléctrica e, consequentemente, as condições de vida das populações.

O Comité de Gestão do Pólo Energético da África Austral (SAPP) é uma organização fundada em 1995 e subordinada à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), sendo formada por empresas fornecedoras de energia eléctrica dos respectivos países. in “Olá Moçambique” - Moçambique