Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 28 de maio de 2022

Cabo Verde - Kino Cabral vai celebrar 30 anos de carreira com concerto em Assomada

O artista cabo-verdiano Kino Cabral está a preparar um grande concerto em comemoração dos seus 30 anos de carreira, que chega acompanhado, também, de um novo álbum. O palco será Assomada, no concelho que o viu nascer


O concerto, segundo a sua equipa, está marcado para o dia 16 de Julho próximo, Polivalente de Assomada, concelho de Santa Catarina, interior de Santiago.

A celebração será em dose dupla, com o artista a presentear o público com seu novo álbum. 

Para além de Kino, o concerto contará com a atuação de artistas amigos, de renome nacional e internacional. In “A Nação” – Cabo Verde


quarta-feira, 25 de maio de 2022

Cabo Verde - Degrada-se casa de Amílcar Cabral à espera de se transformar em museu


Amílcar Cabral viveu parte da infância numa casa em Santa Catarina, na ilha cabo-verdiana de Santiago, mas os donos estão a exagerar no preço da moradia, que está a degradar-se, adiando um Museu e um Centro de Investigação.

“O processo é um pouco difícil”. É assim que o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Santa Catarina de Santiago, Péricles Brito, começou por classificar à Lusa a situação da casa em Achada Falcão onde Amílcar Cabral viveu entre 1932 e 1933/34 um ano da sua infância, à distância de cerca de 50 metros da estrada principal que dá acesso ao Tarrafal, na mesma ilha.

O vereador disse que a autarquia tem um projecto para transformar o local num Museu da Resistência do pai das nacionalidades cabo-verdiana e guineense, com parceria inclusive de instituições portuguesas, mas o que está a emperrar o processo é a inflexibilidade dos herdeiros, que estão a pedir valores elevados pelo imóvel.

“O que está a atrasar mais é a compra do edifício”, explicou o autarca, pedindo aos donos para se entenderem entre si e facilitar um acordo para a venda da residência, construída ainda em tempo colonial, mas que os pais venderam.

Péricles Brito disse que a autarquia vai consciencializar os herdeiros para importância de requalificar o edifício, que retrata a memória de Cabral, e que poderá levar muitos benefícios para o concelho, como o aumento de visitantes e turistas.

“A família tem de despertar essa consciência patriota para levar esse projecto para a frente”, insistiu, dando conta que a Câmara já tentou construir uma nova casa para acolher a família, para depois colocar a actual na rota do turismo histórico e cultural do município.

A casa é a única no meio de um enorme campo agrícola em Achada Falcão, tendo à volta algumas árvores, que emprestam um pouco de cor verde à paisagem, que é predominantemente de cor castanha da terra seca e do milheiral, também seco, e boa parte caído no chão.

Depois da estrada asfaltada, para lá chegar – a pé ou de carro – percorre-se um trilho de terra batida e à medida que se vai aproximando o cenário fica mais desolador, com a casa numa degradação que avança a cada dia, com portas e janelas de madeira velhas e partidas, paredes com fissuras e telhado com buracos.

Na parte frontal, não há sinal de moradores, e há uns ramos de árvores de espinhos nas escadas de acesso ao alpendre como que para afugentar qualquer visitante mais curioso ao espaço, onde ao longo dos tempos os investimentos foram poucos, apressando o desgaste, o que segundo o vereador vai exigir agora um esforço financeiro maior das autoridades para a recuperação.

Um púlpito já sem qualquer inscrição parece uma estátua à frente do edifício, que tem afixado em cada um dos lados da porta principal uma placa, sendo a mais visível com a seguinte inscrição: “Nesta casa viveu Amílcar Cabral parte da sua infância”.

Mas há outra, mais pequena e menos nítida, que recorda que foi transformada no Núcleo Museológico Casa Amílcar Cabral, inaugurado em 20 de Janeiro de 2015 pelo então primeiro-ministro, José Maria Neves, actual Presidente da República de Cabo Verde.

Na altura, o acto contou com as presenças do então ministro da Cultura, Mário Lúcio Sousa, e do estão presidente da Câmara Municipal, Francisco Tavares, e o núcleo foi criado no âmbito do projetco Rede Nacional de Museus, mas actualmente é apenas recordação.

E para se saber que há moradores na casa é preciso contorná-la e ir pelas traseiras, por um portão lateral do alpendre, de onde se vê trabalhadores a construir moradias que, apurou a Lusa, deverão acolher os residentes e evitar que fiquem mais tempo debaixo da “casa grande”.

Além do museu, o vereador disse que a Câmara quer transformar a casa num centro de investigação dos marcos históricos do concelho, como a luta contra a escravatura, a luta dos rendeiros e as revoltas de Ribeirão Manuel, Achada Galego, Achada Falcão e Engenhos.

O presidente da Fundação Amílcar Cabral, Pedro Pires, também recordou à Lusa que a tentativa de compra da casa é um “processo antigo”, que ele mesmo discutiu com dois dos herdeiros enquanto foi primeiro-ministro de Cabo Verde (1975 a 1991), mas estes faleceram.

Em todas as tentativas de negociar, o antigo Presidente de Cabo Verde (2001 – 2011) recorda que os herdeiros pediram um “valor exorbitante” e o negócio caiu, tendo sido retomado mais tarde pela Câmara Municipal de Santa Catarina de Santiago, que enfrentou a mesma rigidez dos donos.

Sem precisar os valores sugeridos pelos herdeiros, Pedro Pires, que recentemente efectuou uma visita à presidente da Câmara, Jassira Monteiro, fez questão de sublinhar que a Fundação que leva o nome do seu patrono não tem recursos para comprar qualquer prédio.

“Nós temos recursos financeiros limitados e temos outras prioridades, que é a consolidação da fundação e do seu museu”, explicou o dirigente, esperando ter ‘fumo branco’ por altura das comemorações do centenário do nascimento de Amílcar Cabral, em Setembro de 2024.

Quando à designação do projecto que a autarquia tem para o espaço, Pedro Pires considerou que deve ser negociada, “ouvir uns e outros”, por entender que a residência não quer concorrer com o antigo campo de concentração do Tarrafal de Santiago, actual Museu da Resistência.

“Essa questão da designação é importante, mas devemos negociar, ver o que melhor interessa, ver aquilo que tem mais impacto, mais valor, e ver se será Museu Amílcar Cabral, se será museu da Resistência ou outro”, reforçou. Ricardino Pedro (Agência Lusa) – Cabo Verde in “Jornal Tribuna de Macau”



 

sábado, 23 de abril de 2022

Cabo Verde - Ulisses Tavares lançou o seu primeiro álbum “Alvorada” nas plataformas digitais

Cidade da Praia – O cantor e compositor Ulisses Tavares lançou, nesta sexta-feira, 22, nas plataformas digitais, o seu álbum de estreia intitulado “Alvorada”, com o objectivo de apresentar à música cabo-verdiana uma proposta “diferente”.

Ulisses Tavares é um jovem músico da cidade da Assomada, concelho de Santa Catarina, que tem vindo a trilhar o seu caminho no mundo da música desde 2009.

Em declarações à Inforpress, o mesmo revelou que se trata de um álbum “intimista” e “reflexivo”, composto por temas de “superação de problemas” independentemente do género, ou da sua natureza.

“Pretendo também apresentar a minha forma de ver a música e apresentar à música cabo-verdiana uma proposta diferente”, disse o artista perspectivando a absorção da mensagem por parte do público.

O álbum, segundo Tavares, há muito que vem sendo idealizado, no entanto, só foi concebido durante o confinamento imposto pela pandemia da covid-19 e gravado nos tempos que se seguiram.

“Alvorada”, que contém 11 faixas, é um álbum cabo-verdiano, com “tempero” de R&B/Soul e Spoken Word.

O trabalho conta com a direcção musical de Jo di Bango, produção musical de Pladuz, Mixagem e Masterização de Jo di Bango e Ivan Medina. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Brasil - Porto de Imbituba cresce 16% de janeiro a outubro, atrai novas cargas e projeta investimentos

O ano nem terminou e o Porto de Imbituba já tem muitos motivos para comemorar: registra crescimento de 16% de janeiro a outubro na movimentação; teve três recordes mensais operacionais, em junho, agosto e setembro; exportou novas cargas, como o arroz em casca e toras de madeira; e realiza aproximadamente 17 milhões de reais em investimentos em infraestrutura.



Até outubro, o complexo portuário movimentou 4.5 milhões de toneladas, operação 16% superior à registrada no mesmo período de 2017, quando passaram pelo porto 3.9 milhões de toneladas. Nesse ritmo, o único porto da Região Sul Catarinense deve fechar 2018 com a maior movimentação de sua história, com a perspectiva de alcançar os cinco milhões de toneladas anuais.

Estados Unidos (EUA), Chile e Argentina são as principais origens das cargas de importação. Na exportação, China, EUA e Holanda estão entre os destinos mais frequentes. A navegação de longo curso (importação/exportação) apresenta 14,5% de crescimento. Ainda melhor, a cabotagem (navegação na costa brasileira) reflete o reaquecimento da economia nacional com aumento de 16,5% nos dez primeiros meses do ano, comparado a 2017. Quanto aos navios, já atracaram em Imbituba 241 embarcações, 12,6% a mais que o registrado no mesmo período do ano anterior.

A operação de coque, soja, contêineres e sal têm se destacado no Porto de Imbituba. Entre eles, o crescimento mais expressivo foi na movimentação de sal (+68,9%) e, principalmente, de contêineres, que apresenta aumento de 87,5% no número de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), ultrapassando os 70 mil TEU – volume histórico para o terminal.

Atendendo sua capacidade multipropósito, o Porto de Imbituba também ampliou seu portfólio de cargas em 2018. E maio, pela 1ª vez a agroindústria de Santa Catarina exportou o arroz em casca a granel a partir dos portos do estado. Em setembro, a exportação inédita no Brasil de madeira de reflorestamento em navio break bulk também ocorreu a partir de Imbituba. Ainda, voltou a ser operado no complexo portuário o gado vivo (livestock), com o envio de três navios com destino à Turquia.

Em um mercado altamente competitivo, a SCPar Porto de Imbituba, estatal de Santa Catarina que administra o porto, soma investimentos na casa dos R$ 17 milhões. Destes, R$ 12,7 milhões estão sendo destinados a contratos em execução e R$ 4,3 milhões para projetos em andamento. A lista de melhorias inclui a dragagem de manutenção; a recuperação do cais 3; a manutenção predial, mecânica e elétrica, preventiva, corretiva e emergencial; a reforma dos tanques de granel líquido e a demolição de edificações ociosas.

Com os bons resultados operacionais e financeiros que o porto tem alcançado, o diretor-presidente da SCPar, Osny Souza Filho, prospecta um cenário positivo para 2019. "Trabalharemos para dar continuidade ao crescimento sustentável do porto, ampliando, modernizando e tornando mais eficiente sua estrutura, de forma a continuar atraindo novas cargas e novas linhas de navegação e a aproveitar o reaquecimento do mercado nacional, posicionando cada vez mais o Porto de Imbituba como agente de desenvolvimento de Santa Catarina, em especial do sul do estado", destaca o gestor. In “SCPAR Porto de Imbituba” - Brasil

sábado, 4 de novembro de 2017

Brasil - Projeto do novo porto em Santa Catarina

Projeto do novo porto em Santa Catarina é dimensionado para ser o maior do Sul e um dos mais modernos do país



O ambicioso projeto, o Porto Brasil Sul (PBS), em fase de licenciamento, pretende tornar-se o maior porto da região Sul e o quinto maior multicargas do país. Com sítio definido na região da Ponta do Sumidouro, Praia do Forte, município de São Francisco do Sul (SC), prevê a instalação de sete terminais e oito berços de atracação, com movimentação projetada de 20 milhões de toneladas/ano. O conceito é de um hub port do Mercosul, com capacidade para receber, a médio prazo e após as obras de adequação do canal de acesso, navios da classe Post Panamax, com até 18 mil TEUs e 220 mil toneladas. In “Portos e Navios” - Brasil

terça-feira, 27 de junho de 2017

Brasil – Porto de Imbituba será rota de contêineres da Ásia

Na passada sexta-feira, 23 de Junho de 2017, foi um dia histórico para o Porto de Imbituba. O Porto do sul catarinense venceu a concorrência e passa a fazer parte do grupo de portos da América Latina que recebe navios de contêineres do mercado asiático. “Pesa para esta decisão o fato de Imbituba abrigar o porto público com maior profundidade das regiões Sul e Sudeste do Brasil e possuir condições climáticas favoráveis para a continuidade das operações.”, informou por meio de nota a assessoria de imprensa do Porto de Imbituba. A previsão é de que os primeiros embarques iniciem em agosto deste ano.

Situado em uma enseada de mar aberto, protegido de ventos e ressacas, o Porto de Imbituba é administrado pela SCPar Porto de Imbituba S.A, após delegação do governo federal para o governo de Santa Catarina. Atualmente movimenta granéis sólidos e líquidos, congelados, contêineres e carga geral, contando com três berços de atracação. O Canal de Acesso atinge a profundidade de 17 metros. A Bacia de Evolução possui calado de 15,50. A Área Entre-berços alcançam calado de 15,50 e Berços 1 e 2 chegam a calados de 14,50 e berço 03 11,50 metros.

O Porto de Imbituba está apto a atender, principalmente, o escoamento de cargas dos três estados da região Sul, com influência direta em todo o Mercosul. In “NotiSul” - Brasil