Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Angola e Timor–Leste interessados em emitir dívida pública em Macau

O regulador financeiro de Macau disse que os bancos centrais de Angola e Timor–Leste estão interessados em emitir dívida pública no território para atrair investidores da China continental. Henrietta Lau Hang Kun, membro da direcção da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), disse que a instituição tem tentado promover o território como “uma plataforma de serviços financeiros junto dos países lusófonos”. “Para já, ainda estamos a negociar com os países lusófonos” para que a emissão de dívida “passe aqui, através de Macau, para o mercado [da China] continental”, acrescentou Henrietta Lau.



A dirigente recordou que, em setembro, a cidade recebeu a segunda Conferência dos Governadores dos Bancos Centrais e dos Quadros da Área Financeira entre a China e os Países de Língua Portuguesa. “Falámos também com o Banco [Nacional] de Angola e o Banco [Central] de Timor-Leste. Todos eles estão interessados (..). Mas ainda têm de estudar”, explicou Lau. “Ainda tenho de discutir com eles para ver que oportunidades temos aqui. Então acho que eles estão interessados”, acrescentou a dirigente da AMCM.

Lau falava à margem da cerimónia de lançamento oficial de uma ligação directa entre os mercados de dívida de Macau e de Hong Kong. “Os países lusófonos, os investidores desses países, podem investir através deste canal em Macau”, disse a dirigente.

Durante a cerimónia, também o presidente da AMCM disse que a iniciativa irá “oferecer aos investidores internacionais, incluindo os oriundos dos países de língua portuguesa, um canal prático que permite facilitar a sua participação nos mercados de obrigações de Hong Kong e Macau”.

Num discurso, Benjamin Chan Sau San defendeu que a ligação irá “fortalecer o papel de Macau enquanto plataforma de serviços financeiros entre a China e os países de língua portuguesa”.

O Governo de Macau tem defendido uma aposta no sector financeiro para diversificar a economia, muito dependente dos casinos, mas não tem ainda data para a criação de uma bolsa de valores ‘offshore’, denominada em renminbi.

As autoridades têm ligado a possível criação de uma bolsa ao papel que Macau tem assumido enquanto plataforma de serviços comerciais e financeiros entre a China e os países de língua portuguesa. In “Ponto Final” - Macau


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Timor-Leste – Relatório do Banco Central apresenta saldo do fundo petrolífero em finais de dezembro de 2019

DILI - O Banco Central de Timor-Leste (BCTL) publicou o relatório trimestral do Fundo Petrolífero de Timor-Leste até 31 de dezembro de 2019, onde mostra que o capital do fundo petrolífero era de 17,69 mil milhões de dólares americanos, mais 140 milhões que no final do trimestre anterior.

O Vice-governador do BCTL, Venâncio Maria Alves, disse que o relatório mostra que as entradas brutas de capital foram de 156,82 milhões de dólares, 70,09 milhões dos quais correspondentes a contribuições e 86,72 milhões de dólares relativos a ‘royalties’ provenientes da Autoridade Nacional do Petróleo.

“As saídas de dinheiro do fundo atingiram os 552,48 milhões de dólares, sendo que 549 milhões de dólares foram levantados para o Orçamento Geral do Estado e os restantes 3,48 milhões de dólares serviram para cobrir os custos de gestão operacional”, disse Venâncio Alves Maria, esta segunda-feira, no âmbito do lançamento do relatório trimestral, que decorreu no escritório do BCTL, em Díli.

O Vice-governador adiantou ainda que o rendimento dos investimentos do fundo no último trimestre de 2019 ascendeu a 530,32 milhões de dólares, 96,99 milhões dos quais se referem a dividendos e juros, enquanto 439.32 milhões de dólares dizem respeito ao resultado líquido das alterações ao valor de mercado dos instrumentos detido. Já 1,13 milhões de dólares correspondem à evolução das taxas de câmbio.

“O resultado líquido consistiu assim num retorno da carteira do fundo de 3,05%, ligeiramente abaixo do ‘benchmark’ que se situa nos 3,07%”, concluiu. Antónia Gusmão – Timor-Leste in “Tatoli”

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

São Tomé e Príncipe – Previsão do crescimento do PIB na ordem de 4%

São-Tomé – O governador do Banco Central de São-Tomé e Príncipe, BCSTP, Hélio Almeida anunciou, no tradicional balanço económico do fim do ano, que a economia são-tomense deverá registar um crescimento do PIB na ordem de 4%, a inflação deverá manter-se em 6,5%, tendo perspetivado para 2018 um crescimento de 5% em matéria de estabilidade de preços.

Citando as estimativas ainda provisórias, Hélio Almeida disse que “ a economia deverá registar no fim do exercício, um crescimento do Produto Interno Bruto, PIB na ordem dos 4% em linha com crescimento registado nos últimos dois anos” tendo referenciado a contribuição do sector do turismo em parceria com as áreas de construção, comércio e domínio financeiro.

Tendo estimado que “a inflação se mantenha a um dígito, situando-se em 6,5%” o governador do Banco Central são-tomense fez referência aos choques do lado da oferta de produtos locais terem registados “alguma pressão inflacionista, sazonal” nos meses de Abril e Junho tendo contribuído para uma inflação acumulada de 6,1% até Novembro contra os 5,4% do período homólogo.

No contexto de estabilidade de preço, Hélio Almeida perspectivou para o ano de 2018 “ um crescimento na ordem de 5%, sustentado, em grande medida por investimento público” tendo defendido “a revitalização do sector privado” para impulsionar as exportações bem como o reforço do processo de convergência nominal e da sustentabilidade do regime cambial fixo em vigor.

O crédito a economia apresentou um incremento na ordem de 3% insuficiente para fazer face a tendência contracionista da massa monetária, que registou uma diminuição de 6% afirmou o governador tendo sublinhado que o rácio de liquidez do sistema bancário situou-se em 60%, nível muito elevado acima dos valores de referência (20%).

As importações de bens ascenderam a 108 milhões de dólares, representando um incremento em trono de 12% face ao período homólogo enquanto as importações de bens de capital aumentaram em 26,3% sugerindo uma “maior contribuição das importações para a formação bruta de capital fixo”.

Disse ainda que as exportações registaram nos primeiros onze meses, “um modesto crescimento em 3,5%” face ao igual período anterior, resultante da redução no volume das exportações de cacau que sofreu um decida em cerca de 33% do preço desta commodite no mercado internacional, tendo-se resultado numa situação deficitária nos saldos da balança comercial e da conta corrente.

Relativamente a reforma monetária de 2018 que visa o reforço da confiança em Dobra (a moeda são-tomense) – o governador do Banco são-tomense sublinhou que “a introdução da nova família da Dobra com corte de 3 zeros exige de todos são-tomenses um esforço inicial de apropriação e conversão” tendo apelado envolvimento de todos na consolidação desse “bem público”. In “STP Press” – São Tomé e Príncipe