Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Brasil - Energia solar melhora vida e renda de comunidades na Amazônia

Resex Solar

Desde que a energia solar começou a ser gerada em Lábrea, no sul do Amazonas, cerca de mil famílias de extrativistas que vivem em torno do município vêm tendo mais acesso à saúde e educação e a meios alternativos de produção econômica.

Por meio do projeto-piloto Resex Solar, as comunidades de reservas extrativistas Médio Purus e Ituxi receberam, nos últimos dois anos, capacitação para instalar e manter sistemas solares, que permite gerar energia nas casas e escolas, entre outros pontos da região.

O Resex Solar é desenvolvido pela ONG WWF-Brasil em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério de Minas e Energia, que abriu edital para doar equipamentos solares que não estavam sendo usados desde a década de 90. O processo de licitação permitiu que a WWF adquirisse 300 painéis solares que foram enviados para a cidade de Lábrea.

Qualidade de vida e renda

A região escolhida para o projeto é uma das mais carentes do país e não oferece energia barata para todas as comunidades. De acordo com relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), pelo menos 1 bilhão de pessoas ainda não tem acesso à eletricidade no mundo, sendo que 1 milhão vive no Brasil, principalmente na Amazônia.

A renda média dos extrativistas do Médio Purus é de R$ 465 por mês, segundo o ICMBio. Se a energia fosse gerada por diesel ou gasolina, seriam consumidos pelo menos R$ 450 da renda mensal das famílias por apenas três horas de funcionamento do gerador por dia. Só nas escolas, seriam gastos mais de R$ 25 por dia para cada quatro horas de aula, período em que o gerador consome um litro de gasolina.

Em vídeos, que foram exibidos durante a COP 24, na Polônia, os moradores destacam que o dinheiro que seria gasto com o combustível pode ser investido em outras necessidades. Desde a instalação dos painéis, as famílias têm conseguido produzir gelo para refrigerar produtos como açaí, castanha, borracha, óleos vegetais, frutas regionais e algumas espécies de peixes para comercialização.

O sistema de energia solar possibilitou também a instalação de uma bomba hidráulica para produção de alimentos como mandioca e para abastecimento das residências. Quase 90% das pessoas da Reserva Extrativista Médio Purus precisava caminhar até o rio para buscar água em baldes. A coleta da água sem filtragem também provocava doenças, como diarreia.

Dados divulgados pela organização mostram que um sistema solar de 0,8KW na Amazônia gera, em média, 4 kwh por dia ou 1460 Kwh em um ano. Esse volume evita a queima de 489 litros de diesel e a emissão de pelo menos 1300 quilogramas de dióxido de carbono na atmosfera.

Reserva extrativista do Alto Juruá

Outro projeto está sendo desenvolvido na fronteira do Acre com o Peru por uma organização ambiental alemã, que tem trabalhado com comunidades que vivem ao longo do Rio Juruá.

"É um absurdo eles terem que levar diesel para lá para gerar energia. Diesel é um produto caro, e o investimento em energia solar seria inicialmente alto, mas é sustentável. Em uma visão de anos, consegue-se economizar o dinheiro que se investe agora no diesel", comentou a antropóloga Eliane Fernandes Ferreira.

Em parceria com a Universidade de Hamburgo, Eliane trabalha atualmente em uma pesquisa sobre povos ameaçados da Amazônia. O foco está na cidade de Marechal Thaumaturgo, no Acre, onde muitas famílias transportam diesel pelo Rio Juruá para ter acesso à energia. Na reserva extrativista do Alto Juruá, as comunidades tem energia só quatro horas por dia, e é difícil para as famílias conservar alimentos e remédios e ter acesso à informação.

"A energia fotovoltaica é a melhor solução porque abrange vários campos onde a sociedade só vai ter a ganhar. Se a gente fala de desenvolvimento sustentável consciente, tem que lutar pela geração desse tipo de energia, sobretudo na floresta. Isso deveria ser prioridade de governo," enfatizou Eliane. In “Inovação Tecnológica” com “Agência Brasil”

sábado, 23 de junho de 2018

Noruega – Ficção versus realidade

Na próxima semana, a partir de 25 de Junho de 2018, a televisão pública portuguesa vai apresentar no seu segundo canal, a segunda temporada da série norueguesa “Ocupados” no original “Okkupert”.

A ficção levou-nos a assistir a uma decisão do governo norueguês de interromper e cessar toda a produção de gás e petróleo por questões ambientais, resultado da subida ao poder de um partido ecologista que deliberou iniciar a produção de energia recorrendo a um metal natural, ligeiramente radioactivo, de nome Tório.

A surpresa da decisão deixou a União Europeia à beira de uma crise energética, levando-a a tomar uma resolução democrática de solicitar à Rússia que invadisse a Noruega para restabelecer a produção de petróleo e gás.

A realidade é totalmente diferente e segundo o Departamento Norueguês de Petróleo no decorrer deste ano as empresas petrolíferas deverão perfurar 40 a 50 poços de petróleo, após 36 novos poços perfurados em 2017.

Na plataforma continental norueguesa estima-se que existam quatro mil milhões de metros cúbicos de petróleo, equivalente a 25,2 mil milhões de barris, principalmente na região norte do país.

Enquanto a ficção chama a atenção para a necessidade de desenvolver-se energias renováveis, apelando para a procura de novas energias limpas e do melhor aproveitamento das energias eólicas, fotovoltaicas, das ondas, das marés, a realidade mostra-nos uma procura mundial por novas origens de produtos petrolíferos com as implicações negativas que apresentam para o clima e as respectivas alterações que diariamente observamos. Baía da Lusofonia

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Internacional – Energia fotovoltaica cresce mais de 50%

Pela primeira vez, no ano passado, a energia solar fotovoltaica cresceu muito mais rápido do que qualquer outro combustível, registando um aumento de 50%, de acordo com o relatório Renewables 2017 (“Renováveis 2017”) da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês), publicado esta quarta-feira. A organização refere que foram criados 165 gigawatts de energias renováveis ​no ano passado, o que representa dois terços da expansão líquida da distribuição de eletricidade a nível mundial.

“O que testemunhamos é o nascimento de uma nova era na energia solar fotovoltaica”, disse Fatih Birol, diretor-executivo da IEA, no comunicado enviado às redações, de acordo com a Bloomberg. “Esperamos que o crescimento da capacidade da energia solar fotovoltaica seja maior que qualquer outra tecnologia renovável até 2022”, acrescentou o responsável da instituição internacional.

Para a Agência Internacional de Energia, a tecnologia terá uma enorme influência nas energias renováveis daqui para a frente, sendo que os biocombustíveis também terão um papel mais ativo na indústria do transportes.

“Muita atenção foi dada nos últimos meses aos veículos elétricos - e com razão. Eles são cada vez mais globais, exponencialmente, (…) mas tenho de dizer que não devemos esquecer os biocombustíveis, que, no final de 2016, representavam 96% do total dos transportes renováveis”, enfatizou, por sua vez, Paolo Frankl, chefe do departamento de Energia Renovável da IEA.

O “Renováveis 2017” sublinha ainda que os Estados Unidos da América e a Índia são dos países que mais têm desenvolvido este setor. Juntamente com a China, os três representam dois terços da expansão da ‘energia limpa’ em todo o mundo. Nos próximos cinco anos, deverão ajudar a chegar à meta da agência: mil gigawatts de renováveis. Mariana Bandeira – Portugal in “Jornal Económico”


terça-feira, 2 de maio de 2017

Brasil - Rio de Janeiro investe em Energia Solar com lançamento do Atlas RioSolar


O Governo do Rio de Janeiro junto a PUC do Rio, a EGP Energia e ao EDF Norte Fluminense elaboraram o Atlas RioSolar.

O principal objetivo deste atlas é o de desenvolver o investimento na energia do Sol, em especial a heliotérmica e a fotovoltaica. Além de buscar o crescimento das indústrias que trabalham com energia fotovoltaica.

Essa parceria, realizou um trabalho de pesquisa análise de informações com relação a ocorrência solar no estado de RJ, buscou encontrar formas de estimular o uso de sistemas que utilizem a energia solar.

O Atlas Solarimétrico do Estado do Rio de Janeiro é um referencial para que o potencial solar do Rio de Janeiro possa ser plenamente aproveitado, sendo uma importante ferramenta para a tomada de decisão no desenvolvimento de projetos solares no estado.

O Atlas, integrante da carteira de projetos do Rio Capital da Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Energia Indústria e Serviços (SEDEIS), foi realizado em parceria com a EDF Norte Fluminense, a PUC-Rio e a EGPEnergia

Essas instituições conseguiram criar um sítio para armazenar as informações sobre o Atlas RioSolar. O usuário que acessa a página consegue fazer ações como geração de dados acerca do painel fotovoltaico, a capacidade e o prazo de resultados ao investir. Tudo por meio de um simulador.

A elaboração do Atlas RioSolar está sendo vista como um grande passo para o investimento e o melhor aproveitamento da energia Solar em nosso país. Isto porque, temos uma localização privilegiada, mas que faltava iniciativa.

Os esforços que vemos hoje é apenas um pequeno passo de muitos que ainda virão nos demais locais do Brasil.


Mais economia nas casas

Quem começa a aderir esse tipo de equipamento terá uma grande vantagem: a pessoa conseguirá calcular o valor que recebe de economia com as contas de luz.

Devido ao fato de que, em 2012, foi estabelecido no Brasil que as pessoas que começarem o uso de sistemas fotovoltaicos receberão em suas contas créditos pelo consumo sustentável e de energia limpa.

No RJ, foi feito um levantamento sobre o assunto, o resultado apontou que o Norte Fluminense é a maior potência no estado para a produção deste tipo de energia. Por conta da sua localização.

Estímulos do Governo para incentivos de energia renovável

As ações tomadas pelo Governo do Rio de Janeiro não são recentes. Desde muito tempo o Governo vem fazendo parcerias para a implantação de energias renováveis desde as indústrias até chegar as residências. Considerado um grande avanço.

Mais informações sobre a aplicação Mapa Solar  

O Mapa Solar do Rio de Janeiro permite identificar o potencial de geração de eletricidade nos telhados da capital fluminense.

O estudo, inédito no país, mapeou 1,5 milhão de telhados e mostra que o potencial de geração fotovoltaica nas áreas mapeadas é maior que o consumo residencial da capital.

No aplicativo, é possível conferir o potencial de geração fotovoltaica em telhados de edificações da cidade do Rio de Janeiro. Ele possibilita visualizar dados como a irradiação solar e a área disponível em cada edifício da cidade. In “Portal Energia” - Portugal

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Internacional - Preço dos painéis solares fotovoltaicos é cada vez mais baixo

O mercado da energia solar iniciou 2017 em alta, o preço dos painéis solares fotovoltaicos é cada vez mais baixo e a eficiência das células solares cada vez mais elevada.

Os principais fabricantes de células e módulos solares de todo o mundo estão investindo fortemente em novas linhas de produção ou a atualizar as já existentes.

Os novos sistemas e a automatização dos processos irá reduzir os custos operacionais e aumentar a produtividade, permitindo assim preços dos painéis solares fotovoltaicos mais competitivos e cada vez mais reduzidos.

O dinamismo do mercado fotovoltaico já provocou uma reação nas principais empresas de produção de sistemas de energia solar. De acordo com a PV-Tech, apenas as empresas da China e Índia terão anunciado os seus planos para expandir a produção de 2017 para 17 GigaWatts, cada uma.

Também os Estados Unidos da América, a Europa e a Arábia Saudita irão construir novas instalações de produção de painéis solares.

Todas estas questões serão discutidas entre o dia 31 de Maio e 2 de Junho no Intersolar Europe, o maior encontro sobre energia solar na Europa, realizada em Munique, na Alemanha.

No Intersolar irão existir palestras, oficinas complementares e exposições sobre os últimos desenvolvimentos técnicos de produção fotovoltaica.


De acordo com as Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas e Instalações (VDMA), as perspetivas de encomendas a fabricantes alemães de instalações, componentes e maquinaria são boas. O foco está nas tecnologias das células solares mais eficientes, como o PERC (Passivated Emitter Rear Contact) e PERT (Passivated Emitter Rear Totally diffused) e na chamada heterojunção.

Os novos sistemas de produção e automatização irão reduzir custos nos materiais e recursos humanos aumentando assim a produtividade e consequentemente preços mais competitivos o que tornará a energia solar cada vez mais interessante.

São também esperados novos recordes de eficiência através da tecnologia da heterojunção. Este sistema combina a tecnologia solar cristalina e amorfa para atingir um elevado grau de eficiência da célula.

A queda dos preços dos painéis solares fotovoltaicos, também significa uma maior pressão juntos das empresas responsáveis pela instalação.

Na conferência Intersolar Europe, os especialistas irão discutir possíveis opções e áreas com maior potencial de crescimento, bem como possibilidades para continuar a aumentar a eficiência das células solares.

Se está a considerar investir num projeto de energia solar para autoconsumo, pode encontrar no mercado preços de painéis solares fotovoltaicos cada vez mais baixos e interessantes. In “Portal Energia” - Portugal

quinta-feira, 2 de março de 2017

Portugal - Grupo chinês e europeu investem em central solar

O grupo China Triumph International Engeneering (CTIEC) e o seu parceiro europeu WeLink vão investir 200 milhões de euros numa central solar fotovoltaica, em Alcoutim, com uma capacidade instalada de 200MW

O projeto visa instalar um empreendimento, designado Solara4, com capacidade de produção de eletricidade de 200 MW, numa área de 800 hectares, que deverá gerar cerca de 200 postos de trabalho na fase de construção, localizada numa zona de serra no nordeste do Algarve.

Este investimento vai dar origem nos próximos dois anos à maior central solar fotovoltaica não subsidiada de Portugal, ao contrário dos projetos de energia solar anteriormente construídos em Portugal.

“Este é um investimento estrangeiro que hoje está a lançar a primeira pedra em Portugal, um investimento de 200 milhões de euros, ou seja, um investimento de grande escala, que é o maior investimento que esta empresa está a fazer em todo o mundo, e já tem investimentos em painéis solares em várias partes do mundo, e é também o maior parque solar não subsidiado”, afirmou aos jornalistas o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, que participou na cerimónia de apresentação do projeto.

O governante considerou que este investimento, “ao ser não subsidiado”, dá corpo a “uma estratégia muito clara de apostar nas renováveis, mas apostar nas renováveis sem com isso trazer mais custos para os consumidores”.

“Os consumidores pagaram no passado preços mais elevados pelo fomento às energias renováveis, nós não queremos interromper o progresso que podem ter as energias renováveis, mas felizmente a tecnologia evoluiu e evoluiu de uma maneira que hoje é possível, ao nível da energia solar, ser competitivo, pagar o investimento com tarifas não subsidiadas”, disse.

Manuel Caldeira Cabral acrescentou que “este é um investimento de grande escala” e “o primeiro de uma série de investimentos que esta empresa quer realizar em Portugal”, sem avançar mais pormenores sobre os planos de expansão.

“Estamos a falar de uma grande empresa mundial, com um investimento já muito considerável nesta área e que está a demonstrar que é possível voltar às energias renováveis, é possível aproveitar melhor este que é um recurso que Portugal tem e estou certo de que esta empresa vai ter aqui produção em termos de energia solar muito mais forte do que aquilo que teve, por exemplo, em Inglaterra”, referiu o ministro, numa referência a um país onde as empresas promotoras já instalaram centrais solares semelhantes.

Manuel Caldeira Cabral considerou ainda que “a produção de energia elétrica, a partir de energia solar, pode ser quatro a cinco vezes maior” à atual e sublinhou que a “zona do sul do país é uma zona muito favorecida pelo sol” e com boas condições para estes projetos.

“Isto significa uma criação de postos de trabalho bastante elevada, de mais de 200 postos de trabalho na construção, estamos a falar de uma construção que se prolonga por dois anos, mas significa também postos de trabalho na manutenção e postos de trabalho em todo o projeto”, realçou o governante. In “Sapo24”

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Holanda – Desenvolvimento de painéis fotovoltaicos integrados em telhas solares cerâmicas

Os painéis solares têm chegado a cada vez mais casas um pouco por todo o mundo, as telhas solares surgem agora como uma solução perfeita.

Economizar e preservar o ambiente são os maiores benefícios dos painéis solares. Contudo, uma desvantagem que até então não havia como contornar era a estética dos painéis solares. Estética esta que nalguns casos impedia mesmo o recurso a painéis solares.

É o caso da Dinamarca que impedia algumas casas de terem painéis solares já que estes se apresentam com cor preta ou azul-escuro destoando dos telhados vermelhos. Além deste país, muitos outros edifícios em outras partes do mundo estavam impedidos de recorrer a painéis solares pela mesma razão.

Uma empresa holandesa parece ter estado atenta a este descontentamento sentido por muitos um pouco por todo o mundo e rapidamente construiu uma alternativa. ZEP B.V. é a empresa que acaba de apresentar uma alternativa mais estética: painéis solares que se integram em telhas cerâmicas e que podem ser facilmente instaladas em telhados residenciais.

Painéis solares fotovoltaicos integrados em telhas cerâmicas é precisamente a solução que a empresa apresenta e digamos que era a solução que faltava no mercado.

Os painéis solares apresentavam-se com uma cor preta ou azul-escura já que estas cores permitiam a absorção da maior parte do espetro visível de luz. Quanto maior a quantidade de luz absorvida maior a quantidade de energia gerada.

A empresa ZEP B.V. conseguiu contornar esta característica fabricando ela própria telhas cerâmicas com células solares integradas. A instalação de painéis solares em telhas já existentes deixa assim de ser a única solução.

As telhas cerâmicas com células solares integradas medem 487 por 296 milímetros (cerca de 19 x 12 polegadas) e incorporam as células solares mono-cristalinas de 156 por 156 milímetros (cerca de 6 x 6 polegadas).

A eficiência destas telhas solares é quase a mesma dos painéis solares instalados em telhas já existentes. Para sermos precisos, a diferença é de 1,51%. Os painéis solares instalados em telhas existentes têm uma eficiência de cerca de 20% e as telhas cerâmicas com células integradas têm uma eficiência de 18,49%.

Para além da eficiência estética ser próxima e da parte estética ser perfeitamente adaptável aos diferentes telhados, estas telhas solares apresentam-se no mercado com uma outra vantagem. São telhas ideais para telhados com algumas limitações como chaminés.

Os modelos grandes e pesados dos painéis solares podem assim ter os dias contados. In “Portal Energia” - Portugal

Características gerais Telha Solar:

Tipo de célula solar: mono-cristalina
Silicone
Dimensões da célula: 156 x 156 mm
Número de células: 2 séries

Características específicas Telha Solar:

Potência máxima: 9 W
Tolerância de saída: mais ou menos 3%

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Portugal – Energia eólica em força no mercado externo

A Prewind é uma empresa dedicada à prestação de serviços de previsão na área da energia, essencialmente direcionada para o setor das energias renováveis. Fundada em 2010, a Prewind tem o compromisso de melhorar a qualidade dos seus serviços, recorrendo ao apoio das instituições do sistema científico nacional. João Sousa, dá-nos a conhecer os projetos desenvolvidos, bem como algumas perspetivas de investimento para o setor.

Como é que surgiu este projeto?

Surgiu com base num projeto de investigação realizado em Portugal, financiado a 100 por cento por iniciativa privada (consórcio empresarial composto por empresas promotoras de parques eólicos em Portugal). O desenvolvimento foi assegurado por um consórcio universitário composto pela FEUP / CEsA, INESC Porto, INEGI, FCUL / IDL, com o objetivo de desenvolver modelos de previsão da produção de eletricidade de base eólica e operacionalizar um sistema de previsão da produção de parques eólicos. Desde então, temos vindo a prestar serviços de previsão na área da produção eólica em Portugal e no estrangeiro. Este ano constituímos uma empresa no Brasil para apoiar na prestação destes serviços no mercado sul-americano.

Em que medida é que estes serviços se tornam uma mais valia para quem os utiliza e para o meio ambiente?

Os recursos naturais, como o sol e o vento, apresentam uma variabilidade e por isso precisamos de conhecer antecipadamente a evolução da produção com origem nestas fontes renováveis para possibilitar a gestão da rede elétrica, reduzir os custos de operação do sistema elétrico e otimizar o planeamento das ações de operação e manutenção de cada central eólica. Desta forma. podem-se obter taxas de penetração elevadas e reduzir os custos operacionais envolvidos. Adicionalmente, os serviços de previsão podem ser utilizados no planeamento das ações de operação e manutenção, otimizando a produção de energia.

Na sua opinião faltam incentivos pela parte do governo para que mais empresas apostem nesta área?

Em 2016 (janeiro a agosto) a produção de eletricidade de origem renovável em Portugal representou cerca de 64 por cento (segundo a APREN), tendo-se obtido em 2015 o valor de 55 por cento. Nos últimos dez anos quase duplicamos o peso das Fontes de Energia Renovável (FER) na eletricidade, dependendo dos anos hidrológicos. Em alguns meses do ano atingimos taxas superiores a 80 porcento e ainda há bem pouco tempo, em maio deste ano, atingimos quatro dias consecutivos em que o consumo de eletricidade foi totalmente satisfeito pelas FER. Somos apontados internacionalmente corno um exemplo a seguir. Portugal está a assistir ao resultado de uma política energética, denominada de Programa E4, implementada pelo Governo de António Guterres, pela mão do então Secretário de Estado do Ministério da Economia Eduardo Oliveira Fernandes e pelo Ministro da Economia Luís Braga da Cruz. Entretanto. com o novo paradigma das redes inteligentes e com o aparecimento da mobilidade elétrica, surgirão novas oportunidades e o país deve-se preparar para essa revolução — a descarbonização do setor dos transportes e a eficiência energética. Apesar de sermos pequenos somos um exemplo a nível mundial na matéria da energia. Temos bons engenheiros, boas empresas e uma boa cultura. Temos que capitalizar este conhecimento, internacionalizando todo nosso saber em prol de um ambiente melhor de urna economia sustentável e um mundo mais verde.

Qual será o rumo que o país vai tomar no que diz respeito à produção de energia?

Infelizmente, acho que o país vai optar pelo fotovoltaico porque é a tecnologia que neste momento está a 'inundar' o mercado. Gostaria que Portugal aproveitasse o potencial das pequenas centrais hídricas, com uma maior contribuição para a economia nacional e tendo em consideração que cerca de 75 a 80 por cento do potencial ainda está por explorar neste país. Digo isto porque em Portugal ainda não se construiu um cluster industrial forte no fotovoltaico, como se fez no eólico. Daqui a algum tempo alguns parques eólicos irão atingir a sua maturidade, pelo que será possível duplicar ou até triplicar a capacidade instalada, tendo em consideração a evolução da tecnologia. Acho que o país deve estudar quais as tecnologias de transformação de energia que lhe permitem uma maior: qualidade ambiental, geração de emprego, redução da dependência externa (seja energética ou económica), captação de investimento e incorporação da económica nacional (redução de importações e aumento de exportações), mantendo um mix energético equilibrado.

E relativamente ao futuro da Prewind? Que investimentos e objetivos a cumprir estão previstos no vosso plano de atividades?

O nosso objetivo neste momento passa por consolidar o mercado brasileiro e reforçar a nossa atuação na Europa. Para além disso, vamos tentar explorar novos mercados como o chinês e o americano, que têm crescido exponencialmente, e com os quais já temos a decorrer alguns projetos - piloto. In “Revista Business Portugal” - Portugal



domingo, 18 de setembro de 2016

Portugal – Empresa de mobiliário auto-sustentável a nível energético

São cada vez mais frequentes as notícias de empresas multinacionais que se tornam auto-sustentáveis a nível energético. Mas as boas notícias não surgem apenas do lado de fora da fronteira.

Em Lordelo, no concelho de Paredes há uma empresa que está literalmente nas “bocas do mundo”. Chama-se WoodOne e é a primeira empresa auto-sustentável, a nível mundial.

A WoodOne é a primeira empresa auto-sustentável do mundo a conseguir obter 100% da energia elétrica consumida através da produção de energia com painéis solares fotovoltaicos.

Da eminente falência, a WoodOne, empresa de mobiliário de escritório, geriátrico, escolar e de hotelaria passou a uma promissora empresa. Auto-sustentável, a nível de energia solar, conta com 1500 painéis solares que lhe permitem uma poupança mensal de 7000 euros.

É sem dúvida uma inspiração para outras empresas. Hoje integra 63 funcionários, número que poderá continuar a crescer nos próximos tempos.

O passo de gigante foi dado graças a Manuel Luís Martins, atual CEO da empresa, que a adquiriu e a fez ganhar novos horizontes. O próximo objetivo é atingir 90% da faturação em exportação.

Para já, espera-se que esta notícia contagie outras empresas a aventurarem-se na aquisição de painéis solares.

Os painéis solares têm ainda um custo elevado, no entanto, a poupança é bastante apelativa. Os dispositivos utilizados para aproveitar a energia do sol e convertê-la em energia elétrica, além de fazerem parte da chamada energia limpa permitem responder às necessidades de empresas e particulares.

O número de horas de exposição solar no nosso país é mais uma vantagem a somar.

Os painéis fotovoltaicos são constituídos por células fotovoltaicas que têm a capacidade de absorver a energia solar e transformá-la em energia elétrica.

A energia elétrica é armazenada em baterias e é usada apenas quando é precisa. É portanto, uma alternativa ao nosso dispor e totalmente ecológica.

A quase ilimitada energia solar que temos no nosso país, o facto de os painéis solares não queimarem combustível, não produzirem poluição sonora e serem de fácil limpeza são outros benefícios a acrescentar.

Em relação à manutenção, os painéis solares fotovoltaicos estão quase isentos permitindo a quem os adquire uma maior poupança a médio e longo prazo.

Para além dos painéis solares fotovoltaicos existem ainda os painéis solares térmicos que são outra alternativa tanto para particulares como empresas. Estes servem essencialmente para aquecer a água dos banhos, aquecer a água das piscinas e auxiliar no aquecimento central.

Numa habitação, um sistema instalado corretamente permite uma poupança na ordem dos 70%, no que diz respeito ao aquecimento de água. Recorde-se que, mais de metade dos gastos de energia numa habitação prende-se com o aquecimento de água.

Apesar dos custos, a energia solar tem tudo para vingar no nosso país. In “Portal Energia” - Portugal















Poderá aceder a mais informações, sobre esta empresa, publicada aqui no blogue.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Brasil - Programa para estimular a geração de energia pelos consumidores

A geração de energia solar pelos próprios consumidores deverá movimentar mais de R$ 100 bilhões em investimentos até 2030. A estimativa é do Ministério de Minas e Energia, que lançou no passado dia 15 de dezembro de 2015, o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), que tem como objetivo estimular e ampliar a geração distribuída com fontes renováveis em residências, indústria, comércio, além de universidades e hospitais.

Com a geração distribuída, os consumidores que instalarem equipamentos para gerar a energia para seu próprio consumo, como placas solares, podem vender o excedente para a distribuidora de energia local. Os créditos podem ser utilizados em até cinco anos para diminuir a conta de luz em outros meses, quando o consumo for maior. O consumidor também poderá usar o crédito para abater a fatura de outros imóveis sob sua titularidade.

Os condomínios que quiserem instalar equipamentos para gerar a sua própria energia poderão repartir a energia entre os condôminos. Outra possibilidade é a formação de consórcios ou cooperativas para a instalação de sistemas de geração distribuída. O ministério estima, até 2030, a adesão de 2,7 milhões de unidades consumidoras e a geração de 48 milhões de mwh, que é a metade da geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Para o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, “O Brasil tem uma característica que é única: os nossos ventos e a nossa irradiação solar acontecem exatamente no período seco, não no período úmido. Então o nosso balanço energético será complementar”.

O consumidor que optar pela instalação de equipamentos para geração de energia distribuída terá isenção de ICMS sobre a energia que for fornecida para a rede da distribuidora. A energia que for lançada na rede pelo consumidor também ficará isenta de Pis/Pasep e Cofins.

Os bens de capital destinados à produção de equipamentos de geração solar terão a alíquota do Imposto de Importação reduzida de 14% para 2% até o fim de 2016. Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai apoiar os projetos de eficiência energética e de geração distribuída em escolas e hospitais públicos com recursos a taxas diferenciadas.

Outras medidas previstas no programa são a criação e expansão de linhas de crédito e financiamento de projetos de sistemas de geração distribuída; o incentivo à indústria de componentes e equipamentos e o fomento à capacitação e formação de profissionais para atuar no setor. Também está prevista a capacitação e formação de recursos humanos para atuar na cadeia produtiva das energias renováveis.

Exemplo. O Ministério de Minas e Energia vai instalar placas fotovoltaicas para a geração de energia solar, que irá complementar o suprimento de energia elétrica do prédio. O primeiro sistema de geração distribuída da Esplanada dos Ministérios vai permitir uma economia de R$ 70 mil por ano em energia elétrica, e será feito em parceria com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Segundo o secretário de Energia Elétrica do MME, Ildo Grüdtner, a medida poderá ser adotada nos demais prédios da Esplanada dos Ministérios. Também foi anunciada a implantação de sistemas de geração de energia solar em lagos de usinas hidrelétricas. Serão instaladas estruturas flutuantes nos reservatórios de Sobradinho (BA) e Balbina (AM), com investimentos de R$ 100 milhões em recursos da Chesf e Eletronorte In “Eccaplan” - Brasil

domingo, 6 de dezembro de 2015

Portugal - Empresa portuguesa avança com maior projecto solar de sempre

São mais de mil milhões de investimento potencial. Muki Solar, de Miguel Barreto, quer licenciar 1.000 MW de projectos fotovoltaicos.

A Muki Solar, uma nova empresa liderada por um dos antigos responsáveis pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGGE), Miguel Barreto, entrou com um pedido, neste organismo, para licenciar cerca de 1.000 megawatts de projectos fotovoltaicos. Uma carteira que corresponde a quase metade das centrais solares fotovoltaicas a aguardar aprovação na DGGE e que representa, a preços de mercado, um investimento potencial superior a mil milhões de euros.

Em causa estão várias dezenas de unidades de produção, com potências superiores a 10 megawatts, as quais equivalem à actual central de ciclo combinado a gás natural da Tapado do Outeiro ou a duas centrais hidroeléctricas do Alqueva.

O empresário Miguel Barreto tem já uma participação activa nesta área de negócio, com destaque para o continente africano, onde, através da Gesto Energia, está a desenvolver várias centrais fotovoltaicas, as mais recentes situadas na Libéria e no Senegal. A Gesto Energia marca ainda presença no Quénia, Moçambique, Angola, Senegal, Libéria, Ruanda e Cabo Verde.

O projecto da Muki Solar encontra-se ainda em fase de estruturação e deverá contar com a participação de parceiros internacionais.

Contactado pelo Diário Económico, o gestor confirmou apenas que este projecto é autónomo da Gesto Energia e que a sua concretização está sujeita à concretização de várias etapas.

Com o aumento de escala a nível mundial, a tecnologia fotovoltaica viu o seu custo cair cerca de 70%, desde 2010. Há cinco anos representava o triplo da eólica.

Apontada pelo presidente da Associação Portuguesa das Energias Renováveis (APREN), António Sá da Costa, como a terceira revolução deste sector, depois do pontapé de saída dado, em 2008, pelas mini-hídricas, a que se seguiu a eólica, a fotovoltaica promete agora ser um dos principais motores de crescimento nas energias verdes.

O director-geral de Energia, Carlos Almeida, revelou ontem, durante o congresso da APREN, que Portugal tem actualmente pouco mais de 400 megawatts de capacidade instalada fotovoltaica. Um valor que fica muito aquém dos cerca de cinco mil megawatts alcançados pela eólica.

“O panorama solar no nosso país é ainda muito desolador no nosso país”, sublinhou, no mesmo encontro, António Sá da Costa. “Temos mais do dobro da insolação dos países da Europa, mas só possuímos 450 megawatts instalados. A Grã-Bretanha tem 20 vezes mais potência instalada, nove mil megawatts, já para não falar na Alemanha, que superou os 40 mil megawatts, 100 vezes mais. E ambos com metade da insolação que Portugal”, destacou o responsável pela APREN.

“Temos que olhar para o solar de outra forma. O desenvolvimento que aí se adivinha não pode ser só a instalação de centrais, mas que consiga dinamizar o tecido empresarial e industrial”, acrescentou.

Um alerta que tem como referência o percurso da energia eólica em Portugal, responsável pela existência de um ‘cluster’ industrial que contribuiu com cerca de 300 milhões de euros para a balança de exportações nacional e a criação de 400 mil postos de trabalho. Ana Gonçalves – Portugal in “Diário Económico”

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Marrocos – Maior central fotovoltaica do mundo

Marrocos vai inaugurar a maior usina de energia solar do mundo. Complexo de usinas solares é parte do projeto marroquino de ter, até 2020, 50% da energia do país gerada por fontes sustentáveis


Ouarzazate é uma cidade que fica no norte do Marrocos, conhecida popularmente como “as portas do Saara”, devido a sua proximidade com o famoso deserto africano.

A cidade é um grande polo de produção cinematográfica. Lá foram filmados os blockbusters “Lawrence das Arábias”, “A Múmia”, “007 – Marcado Para Morrer” e até alguns episódios da série “Game of Thrones”.

Agora, a cidade se prepara para ser centro de outro grande projeto: um complexo de quatro enormes usinas de energia solar interligadas que, somado à produção de energia eólica e hidrelétrica do Marrocos, poderá fazer o país ter, até 2020, metade de toda sua energia gerada por fontes sustentáveis, com excedentes o bastante para exportar para a Europa.

O projeto é um elemento-chave nas ambições do Marrocos de usar áreas inexploradas do deserto para se tornar uma superpotência global na geração de energia solar.

A primeira usina do complexo, chamada Noor 1 (Luz 1, em árabe), entrará em operação em novembro deste ano, já com o status de maior usina solar do mundo. Serão 500 mil painéis solares dispostos em forma de lua crescente, que se curvarão conforme a posição do sol.

O tipo de painel solar usado no projeto é mais complexo e mais caro do que os que atualmente são usados em telhados de casas ao redor do mundo. No entanto, ele tem capacidade de continuar a produzir energia mesmo após o pôr do sol.

Quando as quatro usinas estiverem concluídas, será o maior complexo de energia solar do planeta. Ele terá uma área de cerca de 117 km², mesmo tamanho da cidade de Rabat, a segunda maior do Marrocos. O complexo terá capacidade de gerar 580 megawatts de energia. Somente Noor 1, tem capacidade de geração de 160 megawatts.

O ministro do Meio Ambiente marroquino, Hakima el-Haite, acredita que, neste século, o complexo terá no Marrocos o mesmo impacto que o petróleo teve no século passado.

“Não somos um país produtor de petróleo. Importamos 94% da nossa energia de fontes de combustíveis fósseis e isso tem um grande impacto em nossa receita. Também costumamos subsidiar os combustíveis fósseis, o que tem um custo alto. Por isso, quando ouvimos falar sobre o potencial da energia solar pensamos ‘Por que não?’”, disse o ministro, ressaltando que o país tem “muito orgulho do projeto”.

O potencial de geração de energia dos desertos é conhecido há décadas. Em 1986, dias após o acidente nuclear da usina de Chernobyl, na Ucrânia da era soviética, o físico alemão Gerhard Knies calculou que os desertos existentes no planeta recebem, em poucas horas, energia suficiente para abastecer a demanda mundial por um ano. In “Opinião & Notícias” - Brasil

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Portugal – Íkaros-Hemera empresa de energias renováveis concentra-se no fotovoltaico para empresas


No início de 2015, a legislação mudou e abriu uma janela de oportunidade para muitas empresas portuguesas que surgiram no mercado das energias renováveis. A Íkaros-Hemera, que resulta de uma ‘joint-venture' entre a belga Ikaros Solar e a Hemera Energy, do grupo Quifel, de Miguel Pais do Amaral, é uma das empresas que tem aproveitado a nova legislação focada no auto-consumo.

Em entrevista ao programa Grandes Negócios, Duarte Caro de Sousa, director-geral da Ikaros-Hemera, admitiu que é neste segmento que a empresa está concentrada. Além disso, a empresa tomou a "opção estratégica" de concentrar o negócio numa tecnologia e num segmento de mercado. "Quando começou, a Hemera transformou-se numa empresa com várias valências tanto fazia solar-térmico, como climatização, como biomassa como solar fotovoltaico e a decisão estratégica foi dedicarmo-nos em exclusivo a uma determinada tecnologia (o fotovoltaico) e para um segmento: as empresas".

Uma estratégia que foi delineada depois das constantes "alterações e cortes de tarifas e indefinições sobre o mercado, o que causou muitos estragos no sector. Houve muitas falências. Para Duarte Caro de Sousa, a ‘joint-venture' com a Ikaros Solar para o mercado nacional "permitiu à Hemera ganhar dois a três anos de curva de experiência". A oportunidade surgiu à boleia do desejo de internacionalização do grupo belga, que em 2010 quis deixar de estar exposto apenas ao mercado interno e se quis internacionalizar, procurando empresas parceiras em vários países. Depois de Inglaterra, Portugal foi o Segundo país onde a Ikaros Solar entrou.

Com a nova legislação virada para o auto-consumo, a estratégia da Ikaros-Hemera passa agora por instalar equipamentos de energia solar fotovoltaica que minimizem ao máximo a injecção na rede.

De acordo com Duarte Caro de Sousa, "quando há sol e se está a produzir energia, se houver consumo ao mesmo tempo, os particulares e as empresas estão a consumir directamente a energia que estão a produzir naquele momento, deixando de pagar essa energia à rede e deixando de a vender integralmente. Mas se a produção for excessiva para o consumo, é possível vendê-la à rede mas a um preço muito reduzido, de 90% do preço da OMIE, que gere o mercado grossista de electricidade na Península Ibérica".

Por isso, "quanto mais energia as empresas tiverem de injectar na rede, pior vai ser o retorno do auto-consumo", conclui o director-geral da Ikaros-Hemera.

A empresa está tão empenhada em ganhar mercado neste segmento empresarial que desenvolveu um sítio dedicado ao tema, com todas as perguntas e respostas para as empresas e com as informações sobre os tipos e capacidades dos equipamentos".

Os dados mostram que o potencial de Portugal na energia solar está longe de estar explorado. "Em termos europeus, somos dos países com mais horas de sol. Temos esse recurso que nos foi dado de borla. Entre os 20 principais países europeus, estamos em 16º lugar na instalação de painéis fotovoltaicos e somos dos países com mais horas de sol", explicou o responsável da empresa. Mariana Conceição – Portugal in “Diário Económico”