Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 27 de maio de 2026

França - Dança e fotografia unem gerações portuguesas e francesas na cidade de Paris

O projeto “Choreo.Portraits III“, dirigido pelo coreógrafo Rafael Alvarez, vai decorrer entre os dias 11 e 13 de junho, em Paris, reunindo participantes de França e Portugal num laboratório artístico interdisciplinar que cruza dança contemporânea e fotografia


A iniciativa propõe um laboratório criativo de três dias, culminando numa apresentação pública marcada para 13 de junho, às 19h00 (hora local), na Casa de Portugal André de Gouveia, na Cité Internationale Universitaire de Paris. A entrada é gratuita.

Inspirada em “O Jogo das Nuvens”, de Goethe, esta terceira edição do projeto explora a ideia de transformação e metamorfose através da observação das nuvens, propondo uma reflexão poética sobre a relação entre corpo, imagem e mundo.

O projeto integra o ciclo dos Laboratórios Mensais de Dança Contemporânea +55 anos e conta com o apoio do Camões – Centro Cultural Português em Paris.

A direção artística e mediação estão a cargo de Rafael Alvarez, enquanto a produção e difusão pertencem à BODYBUILDERS – Rafael Alvarez. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 26 de maio de 2026

Moçambique - Sara Jona Laisse lança “Fronteiras Literárias” na cidade de Maputo

Terá lugar na próxima Quinta-feira, dia 28 de Maio, às 17h45, na biblioteca do Camões — Centro Cultural Português em Maputo, o lançamento do livro Entre Fronteiras Literárias e Outros Textos, a mais recente obra da ensaísta e docente moçambicana Sara Jona Laisse. A apresentação oficial estará a cargo do Professor Cristiano Matsinhe.


Dividida em duas partes que totalizam 36 artigos distribuídos por mais de 200 páginas, a obra propõe um diálogo cru e sem tabus sobre a construção da identidade, os desafios das minorias e o papel da literatura na desconstrução de estigmas sociais. Enquanto a primeira secção mergulha nas sinuosidades das relações humanas e nas ambiguidades do quotidiano, a segunda metade do volume actua como uma cartografia crítica, na qual a autora estabelece pontes intertextuais com grandes referências da literatura nacional, de Luís Bernardo Honwana a novos escritores contemporâneos.

De acordo com Pedro Pereira Lopes, editor da Gala-Gala, este volume de ensaios da professora Jona Laisse “faz uma cirurgia às nossas convenções identitárias e rasga as costuras do cânone literário para nos devolver um Moçambique cru, urgente e despido de disfarces”.

Entre Fronteiras Literárias e Outros Textos saí pela estampa da Gala-Gala Edições e integra a colecção “Nossa gente, nossas línguas”.

Sobre a autora

Sara Jona Laisse é ensaísta no campo da literatura e da cultura moçambicana. Doutorada em Literaturas e Culturas em Língua Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa (2015), é docente na Universidade Católica de Moçambique. Colabora no jornal digital 7 Margens e faz parte do conselho editorial de revistas científicas moçambicanas e internacionais. A sua obra foca especialmente a preocupação em relação às culturas moçambicanas e à raridade de discussão sobre elas. É autora, de entre vários títulos, de Entre o Índico e o Atlântico: Ensaios Sobre Literatura e Outros Textos (2013), Entre Margens: Diálogo Intercultural e Outros Textos (2020), Moçambique, Margem Sul: Arte, Interculturalidade e Outros Textos (2022) e Moçambiquero-te: Literaturas, Culturas e Outros Textos (2024). In “Moz Entretenimento” - Moçambique


domingo, 24 de maio de 2026

Moçambique - Porto Manyisa lança o seu terceiro romance em Maputo

No dia 26 de Maio, pelas 18 horas, o Centro Cultural Português em Maputo vai acolher o lançamento do livro Misava amina ntlharhi, escrito em Xirhonga, de Porto Manyisa. A apresentação do livro estará a cargo do académico Elídio Nhamona.


Em Misava amina ntlharhi (“Não existe o mais esperto no mundo”, em tradução livre), conhecemos Vicentana, um jovem pastor do interior, que deixa a sua terra em busca de melhores condições de vida na cidade de Maputo. Após um mal-entendido com o patrão, junta-se a três amigos de infância numa vida de criminalidade. Entre assaltos, fugas e perdas, descobre tarde demais que o dinheiro fácil não traz felicidade nem futuro. Uma narrativa marcante sobre ambição, escolhas erradas e as inevitáveis consequências do destino.

Porto Manyisa, natural da então cidade de Lourenço Marques (Maputo), escritor de língua Xirhonga, membro efectivo da Associação dos Escritores de Moçambique (AEMO), membro da Associação LusoLetras, com sede na cidade do Porto (Portugal), membro do Núcleo de Escritores e Declamadores Tsonga da África do Sul, com sede em Johanesburgo, publicou já dois romances, sendo Mhalu a sua primeira aparição literária em público em 1989, que contou com apoio da UNESCO, e Nghozini, a sua segunda obra lançada em 1994, financiada pela Norad, Matimo ya xifundra da IPM (Igreja Presbiteriana de Moçambique).

Elídio Miguel Fernando Nhamona é um destacado professor, crítico literário e pesquisador moçambicano. Possui doutorado em Estudos Comparados de Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (2016), mestrado em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (2009) e graduação em Linguística pela Universidade Eduardo Mondlane (2004). Tem experiência na área de letras, artes e cultura popular com ênfase em Outras Literaturas Vernáculas. Actualmente, é docente de literatura, artes e cultura moçambicana na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane. In “Moz Entretenimento” - Moçambique






quinta-feira, 14 de maio de 2026

Angola - Encontro literário marca encerramento da “Semana da Língua Portuguesa” no Instituto Camões

Um encontro entre escritores e leitores assinalou o encerramento da “Semana da Língua Portuguesa” realizada de 5 a 9 do mês em curso, no Instituto Camões, em Luanda. O encontro, que juntou três escritores de diferentes gerações e os amantes de livro no mesmo espaço, ficou ainda marcado por uma roda de conversa aberta, venda e sessão de autógrafos, exibição de um monólogo teatral, e culminou com um pequeno concerto musical


José Luís Mendonça, Júlio de Almeida e Paula Agostinho são os escritores que brindaram o público com as suas obras literárias e mantiveram uma conversa aberta com os leitores, partilhando as suas experiências, visões e opiniões sobre o estado da literatura feita na língua portuguesa. Numa conversa livre e aberta, os autores falaram sobre os desafios que a literatura angolana enfrenta, a falta (ou pouco) de apoio e financiamento, o elevado custo na produção dos livros e o retorno que não é satisfatório, tendo em conta que a sociedade ainda tem um índice de leitores activos muito baixo.

Com a obra 30 Odes – pouco ou nada ortodoxas, José Luís Mendonça fez uma imersão à poesia da antiguidade, mergulhando nas técnicas de escrita dos antigos escribas gregos para trazer poesia genuína que exalta a beleza das coisas mais simples da vida. Na sua abordagem, durante a interacção com o público, o escritor, pesquisador cultural e docente universitário recomendou aos participantes a dedicarem mais tempo à leitura, a treinarem as suas capacidades de escrita criativa e saberem olhar para um texto com olhos críticos e analítico, não apenas de forma superficial. “Leiam, leiam quantas vezes for necessário, não se cansem.

Leiam um pouco de tudo e cultivem o hábito de reflectir, de analisar e questionar a obra. Quanto mais se lê mais facilmente a pessoa ganha capacidade para a escrita literária”, defendeu.

Júlio de Almeida, por sua vez, fez-se ao encontro com a obra Viver até ao Fim, uma autobiografia em que o autor discorre sobre as suas vivências e lembranças e através delas constrói várias histórias, misturando romance, drama e suspense. Com o público, o autor focou-se em partilhar a sua visão sobre os desafios do mercado literário angolano, apontando as evoluções e recuos, uma vez que a sua obra traz à tona memórias vividas há mais de 70 anos. Já Paula Agostinho, escritora portuguesa que experimenta o mercado literário angolano, trouxe ao encontro uma obra intitulada A Coruja e a Baleia.

Trata-se de um livro bilingue (português e inglês) de contos com cerca de 35 páginas, que reúne dezenas de contos e fábulas, em que a baleia e a coruja aparecem como as protagonistas. A obra foi lançada em Dezembro do ano passado, em Luanda, mas, no último fim-de-semana, foi apresentada a um público mais jovem que se mostrou interessado em explorar o livro e se familiarizar com a escrita da também fotógrafa e criadora portuguesa. “Embora seja um livro de contos, esta obra é destinada a todas as idades, porque traz contos e fábulas muito interessantes que podem ser explorados, quer por crianças, quanto por adultos”, disse a autora.

Reflexão sobre o papel da língua portuguesa Promovido pelo Centro Cultural Camões, a “Semana da Língua Portuguesa” foi uma iniciativa enquadrada na celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa (celebrado a 5 de Maio) com o objectivo de reflectir sobre o papel desta língua na união e no intercâmbio cultural entre os diferentes países que partilham o mesmo idioma.

No Camões, o certame ficou ainda marcado com a exibição de um monólogo teatral que retratou as complexidades da língua portuguesa e a sua abrangência linguística e cultural. A celebração envolveu um programa extenso e transversal que incluiu actividades artísticas, académicas e formativas à volta da língua portuguesa e das culturas que abrangem estas línguas. Bernardo Pires – Angola in “O País”


terça-feira, 12 de maio de 2026

Angola - José Luís Mendonça exalta a poesia contemporânea em nova obra literária

O escritor angolano José Luís Mendonça lançou, recentemente, em Luanda, a obra literária “30 Odes – Pouco ou Nada Ortodoxas”, um livro que reúne poemas escritos de um jeito fora do comum, em que os detalhes da vida aparentemente desinteressantes tornam-se o epicentro mais importante da linguagem poética

Com cerca de 63 páginas, a obra é uma exaltação à poesia contemporânea na medida em que o autor procura expressar com eloquência a grandeza das coisas mais insignificantes da vida e lhes atribui uma importância indispensável na linguagem poética.

Ao falar a este jornal, durante a venda e sessão de autógrafo, no Centro Cultural Camões, em Luanda, José Luís Mendonça disse que o seu livro se diferencia na poesia comum ou tradicional pelo facto de apresentar uma linguagem mais meticulosa e destacar coisas que a mente humana considera insignificantes.

“Geralmente toda a poesia começa com a canção, mesmo a poesia tradicional começou como uma canção, e evoluiu depois para a escrita, e, nesta minha obra, recorro a este estilo peculiar da poesia, exalto coisas que para outra pessoa podem parecer insignificantes, mas que, para mim, têm muito sentido e uma relevante importância”, explicou o autor.

A “ode”, salienta o autor, é uma composição que nasceu na Grécia antiga, há quase 3 mil anos, antes da nossa era. “Ela tem a característica de exaltar uma coisa simples ou insignificante da vida, mas dando-lhe uma abordagem esbelta, uma exaltação geralmente dada aos deuses”.

Quanto à escolha do título da obra, José Luís Mendonça justifica que 30 se refere ao número de poemas que compõem o livro, já o “odes” tem a ver com o estilo de escrita poética que decidiu adoptar na obra e que remete a uma exaltação à poesia contemporânea no seu estado mais genuíno.

Questionado sobre o que o inspirou a escrever uma obra com estas características fora do habitual, o autor referiu que a intenção é de recuperar as técnicas antigas e genuínas de fazer poesia.

José Mendonça considera estar a viver um estado de “xinguilamento poético” (êxtase) que o leva a sair do comum e repensar a poesia no seu sentido lacto.

“Esta é uma obra que exalta as coisas mais simples da vida e exalta o meu sentimento em relação a estas coisas. É uma série de exercícios de escrita poética, o que faço neste livro, mas tem um pendor muito presente de filosofia”, observou. In “O País” - Angola


terça-feira, 31 de março de 2026

Moçambique - Whaskety Fernando lança o seu livro “Inventar o mundo na língua” na cidade da Beira

Inventar o mundo na língua é o título do quarto livro de Whaskety Fernando, do género conto, chancelado pela Mapeta Editora, lançado na cidade da Beira, no Centro Cultural Português. A apresentação esteve a cargo do académico Cristóvão Seneta.


Neste livro de contos, entre personagens condenadas, doentes, errantes ou simplesmente humanas, Whaskety Fernando inventa um mundo onde quase tudo é ficção, excepto a própria ficção, essa experiência íntima e reconhecível que cada leitor já viveu ou poderá viver. Os contos movem-se num território simbólico, filosófico e social, onde a realidade é questionada e o imaginário se transforma em reflexo.

Inventar o mundo na língua convida-nos à reflexão sobre os limites entre o real e o inventado, propondo uma leitura inquietante, lúcida e profundamente humana.

Saiba mais sobre Whaskety Fernando e Cristóvão Seneta

Whaskety Fernando nasceu na Munhava, cidade da Beira, onde vive. Começou a publicar os seus textos na página “Diálogo”, do jornal Diário de Moçambique. Foi finalista do Prémio Literário Fernando Leite Couto com a novela “Noites de desassossego” (não publicado). É autor dos livros Os últimos animais (2023), romance, O prazer ao chorar de dor (2024), poesia, e Tratado sobre noite (2025), poesia.

Cristóvão Seneta, Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é docente na Faculdade de Ciências Sociais e Humanidades da Universidade Zambeze. Tem publicação científica dispersa, incluindo um livro baseado no estudo que desenvolveu para o mestrado, capítulos de livros, artigos e vários prefácios para livros literários e ensaísticos. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 24 de março de 2026

Angola - Artistas exibem “100tenário de Camilo Pessanha” em exposição colectiva no Camões Centro Cultural Português

O Camões Centro Cultural Português, em parceria com o literArte, realiza hoje, a partir das 17h30, a inauguração da 14.ª Exposição colectiva “100tenário de Camilo Pessanha”, uma mostra que reúne uma selecção de 14 artistas, inspiradas em três poemas do poeta e escritor português Camilo Pessanha. Depois da abertura oficial, a mesma estará patente ao público até 15 de Abril do corrente ano


Inspirada nos poemas “Caminho”, “Vénus” e “Voz Débil que Passas”, trata-se não apenas de uma exposição de artes plásticas, mas de uma mostra que representa um encontro entre gerações, unindo uma nova geração de artistas angolanos a um dos maiores nomes da literatura portuguesa.

A exposição apresenta 28 obras, entre pintura, escultura, gravura e cerâmica, explorando diferentes correntes artísticas, como o surrealismo ou o realismo, entre outras abordagens contemporâneas.

Em declaração à imprensa, o assessor de cooperação-cultura do Camões-Centro Cultural Português, João Azeredo, disse que o grupo é composto por 14 artistas diferentes que vão colocar os seus trabalhos à disposição da comunidade, alguns com mais experiência na área e outros com menos tempo de carreira. Maria Custódia – Angola in “O País”


terça-feira, 10 de março de 2026

Moçambique - Xituculuana lança “Rescaldo da Melancolia” na cidade de Maputo

O Centro Cultural Português – Camões, na cidade de Maputo, será palco, no próximo dia 24 de Março, de mais um momento marcante para a literatura moçambicana, com o lançamento do livro de poesia Rescaldo da Melancolia, da autoria do escritor Elídio Ermelinda Vilanculo, que assina literariamente como Xituculuana.


Editada pela Massinhane Edições, a obra apresenta uma colectânea de poemas marcada pela introspecção e pela intensidade emocional. Em Rescaldo da Melancolia, o autor transforma experiências íntimas, memórias e inquietações em versos que exploram as múltiplas dimensões da sensibilidade humana, propondo ao leitor um percurso literário profundo e reflexivo.

Segundo o anúncio da Massinhane Edições, a apresentação da obra estará a cargo do escritor e crítico literário Eusébio Sanjane, que conduzirá uma análise do livro e do seu lugar no panorama da poesia contemporânea moçambicana.

De acordo com a editora, mais do que o lançamento de um novo título, o evento pretende afirmar-se como um espaço de encontro e diálogo cultural, aproximando escritores, académicos, estudantes e apreciadores da literatura num ambiente de partilha e reflexão.

Sobre o autor, Xituculuana, pseudónimo de Elídio Ermelinda Vilanculo, é poeta, editor e fundador da Netos Editorial. Foi finalista da 7.ª edição do Prémio Literário FLC com a obra Memorial de um Vento e tem participado em diversas antologias literárias, consolidando gradualmente o seu percurso no universo da escrita.

A Massinhane Edições, editora independente sediada em Inhambane, dedica-se à publicação e promoção da literatura africana contemporânea, com especial enfoque na valorização da produção literária nacional.

Com Rescaldo da Melancolia, a poesia volta a ocupar o centro da cena cultural, convidando o público a redescobrir a força da palavra escrita e o poder transformador da literatura.

Importa salientar que a cerimónia terá lugar às 17h00, no Centro Cultural Português – Camões, reunindo leitores, escritores e agentes culturais num encontro dedicado à celebração da palavra poética. Rivaldo Massunda – Moçambique in “Moz Entretenimento”


sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Moçambique - Malero Jeque apresenta o seu livro de estreia aos leitores das cidades da Beira e Nampula

O escritor Malero Jeque prepara-se para apresentar o seu livro de estreia, intitulado Uma viagem por outras vidas, sob a chancela da Mapeta Editora. As sessões de lançamento terão lugar nas cidades da Beira e Nampula, nos dias 07 e 12 de Novembro, respetivamente.


Na Beira, o evento decorrerá no Camões – Centro Cultural Português, às 17h30, e contará com a participação da académica Carla Karagianis, responsável pela apresentação da obra. Já em Nampula, o lançamento está agendado para o Ruby – Casa de Hóspedes (Backpackers), às 18h30, tendo como apresentador o escritor Bruno Marquês Areno.

Em Uma viagem por outras vidas, Malero Jeque conduz o leitor através de nove contos marcados pela melancolia, coragem e introspeção, explorando as fronteiras entre o conforto e o desconforto, o visível e o que se evita encarar. Através de uma escrita sensível e sem concessões, o autor mergulha nas cicatrizes da violência, nas injustiças familiares e nas lutas silenciosas pela dignidade humana.

Malero Jeque, natural da cidade da Beira, nasceu a 13 de Agosto de 1999. É contador de histórias, poeta, declamador, apresentador de eventos, criador de conteúdos digitais e compositor musical. Formado em Contabilidade (nível básico do ensino técnico), está a frequentar o Curso de Licenciatura em Ensino de Português, com habilitação em Línguas Bantu, na Universidade Licungo. Desde 2022, publica crónicas e contos na plataforma Adbook, é autor da peça teatral As Escolhas e os Destinos e participou na elaboração das antologias “Autores Moçambicanos – Vol. II” (São Paulo, 2024) e “Novas Vozes, Novas Histórias” (2ª edição, 2024), editada pela Fundação Carlos Morgado em parceria com a Catalogus.

Carla Karagianis nasceu a 24 de Julho de 1965, em Nova Sofala (Búzi). Formou-se professora de Português pela Universidade Eduardo Mondlane (1985), obteve o bacharelato em Educação de Adultos pela Universidade Linköping (1996), licenciou-se em Língua e Cultura Portuguesa pela Universidade de Lisboa (2002) e concluiu o mestrado em Português Língua Segunda e Estrangeira na Universidade Nova de Lisboa (2011). É doutoranda em Educação, ramo de Supervisão e Avaliação, na Universidade de Aveiro. Iniciou a carreira em 1986 no Centro de Formação de Professores Primários de Chingussura e passou pelo INEA, Instituto Industrial e Comercial da Beira e Universidade Pedagógica – Delegação da Beira (actual Universidade Licungo – Extensão da Beira). Na Universidade Licungo, chefiou o Departamento do Registo Académico até 2021, continuando como docente até se aposentar em 2025.

Bruno Marquês Areno nasceu a 10 de Novembro de 2000. É autor da obra Fotografias feitas à letras, publicada pela editora brasileira A arte da palavra. É co-autor de obras como: Água, publicada pela Fundza, Olhares negros, pela Persona no Brasil, Poesia brasileira, pela A arte da palavra no Brasil, Poemas do Eu, pela Persona no Brasil, Alma de mar, pela Chiado em Portugal, e Segundo volume de cadernos marginais, pela Universidade Federal do Mato Grosso, no Brasil. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 28 de outubro de 2025

Moçambique - Lançamento do livro “Escadaria de Cadáveres”, de Albert Dalela

O Camões – Centro Cultural Português acolherá no dia 31 de outubro, às 17h30, o lançamento do livro Escadaria de Cadáveres, de Albert Dalela, sob chancela da Editora Fundza. A obra será apresentada por Conceição Siveia e comentada por Lucas Alves Costa.


Sinopse

Escadaria de cadáveres narra a história de um detective, ex-polícia, que perdeu o seu emprego na corporação devido a um escândalo de corrupção. Mais tarde, é recrutado para trabalhar numa Agência de Detectives Discretos, na qual se encarrega de esclarecer dois casos criminais complexos, um conhecido como "A Morte das trigémeas" e o outro como "Palhaço Assassino".

Na nova tarefa, o ex-polícia revela-se muito competente, graças à sua astúcia e experiência em lidar com crimes. Por exemplo, o profissional, antes de se pôr a investigar um caso, tenta conhecer as pessoas que o contratam para desvendar o imbróglio, porque alguns personagens têm a coragem de se fazer passar por vítimas, quando são os legítimos perpetradores do crime. In “Camões – Centro Cultural Português” - Moçambique


sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Moçambique - Centro Cultural Português acolhe lançamento do livro “Quando desabam os céus”

A Massinhane Edições realiza, no próximo dia 30 de Setembro de 2025, às 17h30, no Centro Cultural Português em Maputo, o lançamento da obra Quando desabam os céus, de autoria de Fernando Absalão Chaúque.


O evento contará com a apresentação do escritor Eduardo Quive e com os comentários críticos do autor e ensaísta Daúde Amade, proporcionando ao público um espaço de reflexão literária e cultural em torno da nova publicação.

Quando desabam os céus é uma narrativa que atravessa as fronteiras entre o prosaico e o poético, explorando a água como personagem central e activa. A obra retrata homens, mulheres e crianças transformados em aves encurraladas em telhados, árvores e pequenas ilhas prestes a desaparecer. Entre perdas irreparáveis e a esperança sustentada na fé, os protagonistas buscam reinventar-se em meio à devastação causada pelos desastres naturais.

Para Daúde Amade, trata-se de uma verdadeira “narrativa hidropoética”, onde a água surge como motor criativo e também destrutivo, capaz de gerar vida e impor morte. Segundo o crítico, Chaúque capta com sensibilidade a “fenomenologia dos desastres” e as formas como estes reconfiguram hábitos, sonhos e modos de sobrevivência, revelando simultaneamente a fragilidade e a resiliência humanas.

Com esta publicação, a Massinhane Edições reforça a sua linha editorial comprometida em valorizar obras que aproximam literatura e sociedade, promovendo autores que ampliam as vozes da identidade cultural moçambicana. In “Moz Entretenimento” - Moçambique

Sobre o autor

Fernando Absalão Chaúque nasceu em Manhiça, Maputo, em 1996. Licenciado em Ensino de Língua Inglesa pelAa Universidade Pedagógica de Maputo, é professor de profissão; autor do livro “Âncora no Ventre do Tempo” (2021), Prémio Literário Alcance Editores, edição de 2019, e co-autor das seguintes obras: “Barca Oblonga” (editora Fundza, 2022), “Mazamera Sefreu” (editora Kulera, 2023) e “Atravessar a pele” (Oitenta Noventa, 2023). Fez parte dos livros “Os olhos Deslumbrados” (FFLC, 2021); “Um natal experimental e outros contos” (Gala-gala edições, 2021)


quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Moçambique - Sérgio Raimundo lança “O Colono Preto Saiu do Guarda-Fato”

Sérgio Raimundo lança, hoje, o livro “O Colono Preto Saiu do Guarda-Fato”, no Centro Cultural Português, Camões, sob a chancela da Editora Oficina de Textos. A apresentação da obra será feita pela escritora Deusa d´África. 


“O Colono Preto Saiu do Guarda-Fato” é um livro de crónicas sobre Moçambique, uma espécie de celebração, em jeito literário, dos 50 anos de independência. A obra aborda diversas temáticas ligadas a Moçambique, com o intuito de provocar e questionar o leitor, convidando-o a reflectir sobre os últimos acontecimentos que tiveram lugar em Moçambique, e nos 50 anos de independência. As crónicas do livro seguem, em parte, a linhagem de escrita defendida por Jorge Amado – “a história não deve ser explicada, mas contada”.

Sobre o autor

Sérgio Raimundo nasceu em Maputo em 1992, no bairro de Chamanculo. É licenciado em Filosofia pela Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique, mestrado em Ciências de Educação pela Universidade do Algarve, Portugal.  Actualmente, frequenta o doutoramento em Ciências da Comunicação no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, Portugal. É escritor, professor, jornalista e cronista, colaborando em diversos órgãos de comunicação em Moçambique e Portugal. In “O País” - Moçambique  




quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Moçambique - Nick do Rosário lança novo livro no Centro Cultural Camões

“As Mãos do Medo”, de Nick do Rosário, será apresentado aos leitores, no próximo dia 26, às 17h30, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

Com 86 páginas e 5 cadernos (sombra, memórias, sol, corpo e breves anotações), este é o segundo livro do autor publicado pela Gala-Gala Edições, sucedendo “Gaveta de Cinzas”, lançado em 2021.

Em “As Mãos do Medo”, o vencedor do Prémio Literário 21 de Agosto (da Cidade de Quelimane) e finalista do Prémio Fernando Leite Couto (2023), adianta a nota de imprensa da editora, consolida a sua voz como poeta.

No novo livro, Nick do Rosário mergulha nas profundezas dos receios e ansiedades que moldam a existência. Através de versos carregados de simbolismo e introspecção, o autor explora a natureza multifacetada do amor, as suas manifestações e o seu impacto no indivíduo, como esclarece Cremildo Bahule, que assina o prefácio.

De acordo com Pedro Pereira Lopes, editor do livro, a obra revela uma autoconsciência da escrita que a transcende, transformando-a num objecto de meditação. O poeta de “As Mãos do Medo” questiona-se sobre a sua própria pena, sobre “como escrever um poema aos gritos” e o “demorado tempo do poema”. Numa fuga deliberada do que é “concreto”, a lírica é tecida em associações que se abrem para o enigma, para a “fúria de emoções” que a matéria da poesia encerra. A poesia não é um refúgio da realidade, mas uma sua outra face, uma sombra em que a memória “incendia” e o silêncio “chega cru e tem voz”. O poema é, em última instância, uma cicatriz, um “fósforo” que arde na possibilidade do fogo, ou das cinzas, e que nos deixa o seu rasto como uma marca indelével e verdadeira.

O evento de lançamento do livro “As Mãos do Medo” contará com a participação do professor e escritor Cremildo Bahule, que apresentará a obra, e da banda Xihitana, que trará um brilho adicional à noite, com a sua actuação.

Sobre o autor

Nick do Rosário nasceu em Moçambique, Quelimane. É licenciado em literatura moçambicana pela Faculdade de letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane e é profissional da área de viagens e turismo. Escreve poesia desde 2004 e publicou textos no jornal Notícias, de Maputo. Participou, em 2019, no 2º Concurso Internacional da Revista Inversos – Doces Poemas (Brasil) tendo o seu texto selecionado para a antologia do prémio e, em 2021 publicou o seu livro de estreia “Gaveta de cinzas: solilóquios”. Em 2022 e 2023, participou nas colectâneas de haikais e tankas pela Editora Persona, Brasil. Foi galardoado com o Prémio Literário 21 de Agosto, 2022, atribuído pelo Conselho Municipal de Quelimane. Em 2023, publicou o seu livro de poesia infanto-juvenil “Poemas à sombra da infância”. Em 2023, participou na antologia poética “Versos para as Infâncias”, pelo Instituto Odu Odara (Brasil). Em 2024, publicou o livro de poesia “Noites escuras” (Brasil). É membro da AEMO (Associação dos Escritores Moçambicanos) e da SOMAS (Associação Moçambicana de Autores). In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 28 de julho de 2025

Moçambique - Nália Agostinho inaugura individual “Rasgo na Névoa” no Camões

A artista plástica Nália Agostinho vai inaugurar, esta terça-feira, a exposição de pintura “Rasgo na Névoa”, no Centro Cultural Português em Maputo. A individual conta curadoria de Jorge Dias e com texto de apresentação de José dos Remédios


Ao fim de dois anos sem expor, Nália Agostinho regressa às individuais de pintura. Com a mostra “Rasgo na névoa”, a artista plástica apresenta uma travessia visual e sensível, numa tentativa de tornar visível o que muitas vezes permanece encoberto, tanto no plano íntimo como no colectivo.

Com curadoria de Jorge Dias, a exposição de pintura surge do desejo de artista romper camadas de silenciamento, de confusão, de não-dito, que se acumulam sobre o corpo, sobre a história, sobre a memória. No entanto, não se trata de uma proposta conclusiva. Pelo contrário, é um gesto de abertura, de interrupção do silêncio, de criação de uma fresta por onde se possa respirar, ver, sentir. É um espaço de escuta e de presença.

Durante a produção da individual de pintura, Nália Agostinho revela que “Aprendi a aceitar a névoa como parte do caminho, não como um erro ou obstáculo, mas como um território fértil de sensações e intuições. Nem tudo precisa de ser claro de imediato”.

Segundo disse a artista, que tem exposto em Moçambique, África do Sul, Portugal e Espanha, o processo criativo exigiu coragem para estar no não-saber, para habitar as ambiguidades. E confessa: “Houve momentos em que precisei de escavar memórias, revisitar feridas, desmontar certezas. Mas foi também um tempo de reencontro com a minha voz, com a minha própria pulsação criativa, após períodos de bloqueio e transição. Aprendi que o rasgo nem sempre é brusco, por vezes é lento, quase imperceptível. Mas, uma vez feito, transforma tudo à sua volta”.

Ao nível mais simbólico, a individual de pintura de Nália Agostinho representa o momento em que algo se revela, mesmo que parcialmente, mesmo que por instantes. É a fresta por onde passa a luz, o som, o corpo que se afirma. É o gesto de romper com silenciamentos, tanto internos como externos. “A névoa, para mim, representa o estado em que muitos de nós vivemos: entre sobrecargas emocionais, pressões sociais, histórias interrompidas. Já o rasgo é o acto de resistência, um gesto íntimo e político de ver e de ser vista”, reforçou a artista: “Representa também o feminino na sua força suave, na capacidade de criar a partir da névoa, de costurar o invisível com delicadeza, sem medo da vulnerabilidade”.

De acordo com o ensaísta José dos Remédios, que assina o texto de apresentação da mostra, “Com uma determinação inabalável, identificada nos traços contínuos e nos objectos propostos, Nália Agostinho tão-somente dá ouvidos à imaginação criativa, que, geralmente, se complementa com a definição do corpo, mas quando a alma é, disfarçadamente, a realização maior. Quer dizer, os acrílicos sobre tela, combinados com carvão e pastéis, integram uma mostra movediça no lugar da imprevisibilidade temática e estética”. E o ensaísta diz mais, ao sublinhar que, em “‘Rasgo na névoa’, a pretensão preponderante vai além da imagem aparente. Na verdade, o que move a artista é um conflito tácito entre os anseios minimalistas e as realizações experimentalistas, entre a cólera e o afecto, o caos e a esperança, claro está, que se dilui no efeito às vezes sombrio da cor”.

No Camões – Centro Cultural Português em Maputo, “Rasgo na névoa” estará patente entre 29 de Julho, com inauguração às 17h30, e 15 de Agosto.

Sobre a artista

Nália das Dores R. J. Agostinho nasceu em 1990, em Maputo. É formada em Ciências Políticas, em Trento. Filha de amantes da música e das artes, Nália foi estimulada desde cedo a explorar a sua criatividade e a olhar o mundo através das diversas formas de expressão artística.

Formada na Escola Nacional de Música, em 2006, no entanto, foi em 2018, após seu retorno a Moçambique, que a sua verdadeira paixão pela pintura floresceu, quando a necessidade de se expressar de maneira mais profunda e autêntica se tornou urgente. A sua arte é um espaço de fusão, onde o visível e o invisível, o micro e o macro, o espiritual e o terreno se encontram.

Nália Agostinho já expôs na Casa da Cultura, no Centro Cultural Moçambicano- Alemão, na FACIM, no 16 Neto, em Maputo; na Xavier Gallery, e na Gallery K, em Joanesburgo, África do Sul; no Espaço Espelhos d’Agua, em Lisboa, Portugal; no Delírio Estúdio, em Madrid, Espanha. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 21 de julho de 2025

Angola - Poetas destacam importância da preservação da língua kwanyama

Um recital dedicado à poesia em kwanyama, intitulado “Haisikoti”, que, em português, significa chuva, reuniu, na quinta-feira, no Camões - Centro Cultural Português, em Luanda, várias vozes da poesia angolana contemporânea, que destacaram a riqueza cultural e linguística desta vertente tradicional


O evento contou com declamações de poemas assinados por nomes consagrados do cenário literário nacional, como José Luís Mendonça, Bel Neto, Eugénio Mateus Tuafeni e Marlen Kanando. As performances ofereceram ao público uma experiência imersiva, combinando oralidade, memória e identidade cultural.

O evento assinalou, também, o início de uma série de encontros poéticos em línguas nacionais, com o propósito de celebrar a excelência da lírica angolana e de reforçar o papel da literatura como veículo da preservação cultural.

Na abertura, o poeta Eugénio Mateus Tuafeni apresentou a composição “Haisikoti”, originária da tradição oral kwanyama, e recitou o poema autoral “Amor de Papel”. Já o poeta José Luís Mendonça declamou “Gosto de Te Amar Quando Amanhã”, obra que obteve significativa receptividade por parte da audiência.

A poetisa Bel Neto deu voz ao poema “Fome”, originalmente escrito em kwanyama e traduzido para português, seguido de “Quero um Amor 100% Africano”, da sua autoria. A poetisa, também, declamou “Canção de Guerra”, de Rui Duarte de Carvalho, e “O Dia que Angola Nasceu Poetisa”, que comoveu os presentes no local.

A abordagem erótica surgiu de forma subtil e delicada, por meio da declamação de Bel Neto, ao utilizar recursos de linguagem com forte carga sensorial, provocando reacções emocionantes do público.

A poetisa Marlen Kanando partilhou poemas de inspiração espontânea, sem títulos definidos, ressaltando a força da oralidade e da criação intuitiva na execução poética.

A importância de iniciativas voltadas para a valorização das línguas nacionais foi destacada ao longo do evento, ao mencionar, como exemplo, a continuidade de práticas culturais do Cunene, como o Festival Luvale, e a realização de certames poéticos similares.

Durante a sessão, foi lançado o alerta sobre o risco da extinção do kwanyama, caso não sejam promovidas acções sistemáticas de valorização e produção literária nesse idioma. In “Jornal de Angola” - Angola


Moçambique - Guita Jr. lança “As Coisas do Morto" na cidade de Maputo

No dia 31 de Julho, pelas 17h30, na galeria do Camões — Centro Cultural Português em Maputo, será lançado o livro “As Coisas do Morto”, do poeta Francisco Guita Jr.


A obra poética “As Coisas do Morto”, finalista do Prémio Literário Mia Couto 2025, é composto por 69 textos estruturados em fragmentos numerados e 88 páginas.

Segundo o escritor Pedro Pereira Lopes, editor da Gala-Gala, citado na nota de imprensa da editora, o livro “parte da dialéctica entre a vida e a morte, não como polos opostos, mas como estados intrinsecamente conectados, onde a finitude da experiência terrena projecta a urgência do sentir e do viver. Guita Jr. questiona a própria noção de tempo e permanência, utilizando a imagem recorrente da gaveta como um repositório de fragmentos de vida — memórias, objectos simbólicos, escolhas e silêncios — que co-existem e desdobram-se em diferentes temporalidades”.

Na mesma nota de imprensa, a Gala-Gala escreve, citando Pedro Pereira Lopes, “temas como a escolha e o caminho são abordados com uma sensibilidade que oscila entre a introspecção e a interpelação directa ao leitor. A figura do poema é também metalinguisticamente explorada. Finalmente, a obra culmina numa poderosa meditação sobre a liberdade e a resistência, onde o “não” assume uma dimensão libertadora e a paixão é exaltada como força motriz capaz de transcender o ódio e a dor”.

“As Coisas do Morto” saí pela colecção Biblioteca de Poesia Rui de Noronha, da Gala-Gala Edições, e é o segundo livro de Guita Jr. pela editora.

Sobre o autor

Francisco Guita Jr. nasceu em Inhambane, em 1964. Inicia a sua actividade literária no Xiphefo, Caderno Literário, em 1987, do qual é membro fundador.

Estreia-se em 1997 com o livro de poesia “O Agora e o Depois das Coisas”. Em 2000 publica “Da Vontade e de Partir” (Prémio FUNDAC — Rui de Noronha, 1999) e “Rescaldo” (1.º Prémio de Poesia TDM — Telecomunicações de Moçambique, 2001). Lança em Portugal e Moçambique, em 2006, “Os Aromas Essenciais”, e “Los Aromas Essenciales” em 2010. Em 2020 publica, em Moçambique e Angola, o livro “Da Pele do Rosto/ A Coisa do Tempo”. “Chãos e Outras Arritmias”, de 2023, venceu o Prémio de Poesia Reinaldo Ferreira 2022. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 13 de junho de 2025

Moçambique - Omardine Omar revela o enigmático “Detective Malacaica Muniga” em nova obra literária

O jornalista moçambicano Omardine Omar lança “As Aventuras do Detective Malaica Muniga”, o segundo livro da sua pena, em Maputo, no Centro Cultural Português, no dia 19 de Junho. A apresentação do livro será feita pelo activista político Wilker Dias.

Com 108 páginas que transbordam mistério, a obra desdobra-se em 10 narrativas de crime, que se afastam do convencional, mergulhando o leitor num universo onde o imprevisível é a única certeza. A saga de Malaica Muniga, desvendando enigmas por todo o território moçambicano, promete ser de tirar o fôlego. A grande questão, que o próprio autor sugere no último conto, ecoa no ar: terá Maputo um novo Sherlock Holmes a desvendar os seus segredos mais recônditos?

Segundo o Frei Lafim Monteiro, que assina o prefácio, “As Aventuras do Detective Muniga conflui numa mistura de géneros literários, que registam, cuidadosamente, os dilemas de vida de inúmeros jovens jogados à própria sorte. São histórias de vida e sobrevivência, tanto no campo como na cidade, nas três regiões do nosso belo Moçambique. Sem sombras de dúvidas, a obra é uma autêntica radiografia do cenário moçambicano”.

A apresentação da obra estará a cargo do activista político Wilker Dias. “As Aventuras do Detective Malaica Muniga” sai pela chancela da Gala-Gala Edições e integra a colecção “Swikiro”. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 16 de maio de 2025

Moçambique - Lucílio Manjate lança “Última Memória: Entrevista com Sthoe”

O escritor moçambicano Lucílio Manjate lança “Última Memória: Entrevista com Sthoe”, no dia 21 de Maio, no Centro Cultural Português em Maputo, Camões. O livro será apresentado por Gilberto Matusse.



É um novo romance de Lucílio Manjate, no qual o autor regressa com Sthoe, o agente policial que Manjate cria na novela A Legítima Dor da Dona Sebastião (2013) e volta a dar vida no romance Rabhia (2017). Entretanto, diferente dos livros anteriores, em Última Memória: Entrevista com Sthoe, a personagem reaparece com a idade já bastante avançada, debilitada e profundamente solitária.

Sem poder usar as mãos, o velho polícia contrata os serviços de Dezassete, um taxista que no passado o agente suspeitou ter cometido um crime, para o ajudar a redigir cartas destinadas ao seu antigo estagiário, Bernardo Bastante Sozinho. As cartas surgem alegadamente porque Sthoe deseja partilhar com Bernardo casos antigos, na esperança de que a correspondência leve o antigo discípulo a aplicar-se em processos de investigação policial. Porém, esta não será a única razão para o surgimento das cartas e ela pode, inclusive, revelar-se para o leitor ilusória.

Lucílio Manjate conta já com mais de uma dezena de livros publicados em Moçambique, Portugal e Brasil, alguns dos quais premiados, como Rabhia, e com contos traduzidos para o inglês e espanhol. O autor, que também é professor de Literatura na Universidade Eduardo Mondlane, publicou também ensaios e antologias sobre literatura moçambicana e tem participado em eventos culturais e literários dentro e fora do país. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 7 de maio de 2025

Moçambique - Antonieta Matsinhe vence Prémio Eloquência Camões

O Centro Cultural Português, a Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da UP-Maputo e o Centro de Língua Portuguesa – Camões, instalado naquela universidade, comemoraram o Dia Mundial da Língua Portuguesa através da realização da Grande Final da 22.ª edição do Prémio Eloquência Camões.



De acordo com uma nota de imprensa, o júri, composto pela actriz Ana Magaia, pela professora universitária Paula Cruz e por José António Marques, Leitor do Camões, ICL, na UP-Maputo, avaliou as habilidades oratórias dos 10 concorrentes finalistas, tendo concedido o primeiro lugar a Antonieta Matsinhe, o segundo lugar a Leonel Maísse e o terceiro lugar a Dionísia Munguambe, estudantes do Curso de Licenciatura em Ensino de Português da UP-Maputo. Foi ainda agraciado com uma Menção Honrosa o estudante do Curso de Literatura Moçambicana na Universidade Eduardo Mondlane, Deus Taímo.

Os dez finalistas, além de terem beneficiado de um curso de formação na arte da expressão oral, ministrado pela actriz Ana Magaia, receberam também um pacote de livros oferecido pela Plural Editores. O Camões – Centro Cultural Português em Maputo atribuiu, ainda, prémios pecuniários aos três primeiros classificados.

Criado em 2002, o Prémio Eloquência Camões pretende motivar os estudantes para a importância da oralidade em português no mercado de trabalho, em áreas tão variadas como a comunicação social, a docência, a publicidade, o teatro, o cinema, entre outras. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 1 de maio de 2025

Luxemburgo - Música inspirada em Pessoa marca Dia da Língua Portuguesa no próximo dia 05 de Maio

A 05 de maio, por ocasião da celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa, proclamado pela UNESCO, a Embaixada de Portugal e o Centro Cultural Português – Camões, organizam um recital de música de países lusófonos, por músicos oriundos de países de língua oficial portuguesa residentes no Luxemburgo



Eimy Dream (Angola), Gregório Carvalho (Brasil), Plácido Vaz (Cabo Verde), Ody Cadiz (Guiné-Bissau), Paulo Levi (Portugal) Hy-Khang Dang (Luxemburgo) apresentarão, no Dia Mundial da Língua Portuguesa, um repertório lusófono e uma composição inspirada em Fernando Pessoa, a peça “Saudades” (inspirada no “Livro do Desassossego” de Fernando Pessoa).

O recital terá lugar no Camões – Centro Cultural Português, às 19h00, e a entrada é livre.

Dado o número limitado de lugares disponíveis, solicita-se reserva para o seguinte email: ccp-luxemburgo@camoes.mne.pt. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo