Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Moçambique - Eusébio Sanjane vence a 9.ª edição do Prémio Imprensa Nacional / Eugénio Lisboa

O escritor moçambicano Eusébio Sanjane é o grande vencedor da 9.ª edição do Prémio Imprensa Nacional / Eugénio Lisboa, distinção anunciada no início de Dezembro de 2025. O autor concorreu sob o pseudónimo Madlhaia Nhoca e foi premiado com a obra inédita As 12 Caixas do Império, escolhida por unanimidade pelo júri.


De acordo com o júri, composto por Lucílio Manjate (presidente), Sara Jona e Paula Mendes, a obra destacou-se pela actualidade da intriga, situada entre Londres, Lisboa e Maputo, e pela forma corajosa como aborda a restituição histórica, a partir da descoberta de arquivos sobre crimes cometidos pela PIDE/DGS em Moçambique, actualmente guardados na Torre do Tombo, em Lisboa. O romance foi considerado um digno representante da ficção histórica, ancorado na História recente e contemporânea de Moçambique e Portugal.

O júri sublinhou ainda a narração fluida, a linguagem poética intensa e o uso eficaz da técnica do suspense, elementos que contribuem para a construção de uma atmosfera dramática e misteriosa, capaz de prender o leitor do início ao fim. Estas características fundamentaram a atribuição do galardão a Eusébio Sanjane, reforçando a relevância literária da obra premiada.

Natural do histórico bairro de Chamanculo, em Maputo, Eusébio Sanjane é politólogo formado pela Universidade Eduardo Mondlane e mestre em Gestão Estratégica de Recursos Humanos pela Universidade Politécnica. Estreou-se na literatura em 2006 com Rosas e Lágrimas e consolidou a sua trajectória com obras como Frenesim: Poesia em Pétala de Lume (2017), Anatomia do Vazio e Arquivo Morto – As cartas de uma guerra que não acabou (2025), desenvolvendo uma escrita marcada pelo surrealismo íntimo e pela inquietação existencial.

Membro da Associação Moçambicana de Escritores (AEMO), o autor soma vários reconhecimentos nacionais e internacionais, entre os quais o Prémio Especial Jovem Il Convivio, atribuído pela Accademia Internazionale Il Convivio, da Itália, e o título de “Melhor Escritor do Ano”, concedido pela revista TVZINE em 2005. Para além da poesia e da prosa, Sanjane escreve crónicas, contos e textos de intervenção social, com publicações em jornais, antologias e revistas dentro e fora de Moçambique.

Nesta edição, o júri atribuiu ainda uma menção honrosa à obra Nhatua: o sapatear de um buraco do terceiro mundo, da autoria de Pedro Mucheu, descrita como uma alegoria com traços distópicos e kafkianos da realidade social e política moçambicana e africana.

Criado em 2017, o Prémio Imprensa Nacional / Eugénio Lisboa resulta de uma parceria entre a Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM) e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo, com o objectivo de incentivar a criação literária moçambicana e a língua portuguesa. Para além de um prémio pecuniário no valor de cinco mil euros, a distinção garante a publicação da obra vencedora sob a chancela da Imprensa Nacional. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


segunda-feira, 12 de maio de 2025

Cabo Verde - 8.ª Edição do Prémio Literário Arnaldo França com candidaturas abertas até 30 de Junho

Estão abertas as candidaturas à 8.ª edição do Prémio Literário Arnaldo França, uma iniciativa conjunta da Imprensa Nacional de Cabo Verde (INCV) e da Imprensa Nacional–Casa da Moeda (INCM). A candidatura decorre até 30 de Junho e visa promover a língua portuguesa e valorizar o talento literário em Cabo Verde



De acordo com o regulamento, podem concorrer ao prémio textos originais e inéditos, no domínio da prosa literária, em língua portuguesa, cujos autores sejam cidadãos cabo-verdianos ou residentes em Cabo Verde há mais de 5 anos, que não tenham sido apresentados a nenhum outro concurso com decisão pendente e que respeitem o regulamento do concurso.

O vencedor receberá 5000 euros e verá a sua obra publicada pela Imprensa Nacional.

À semelhança da edição anterior, nesta 8.ª edição do Prémio Literário Arnaldo França as candidaturas fazem-se exclusivamente online no sítio da Imprensa Nacional.

Preside ao júri o Escritor e Professor Universitário Manuel Brito-Semedo. Maria de Fátima Fernandes, Professora Universitária, e Paula Mendes, Editora-chefe da Imprensa Nacional, são os dois outros elementos que compõem o júri do Prémio.

De recordar que, nas edições anteriores do Prémio Literário Arnaldo França, foram distinguidas as seguintes obras: Beato Sabino, de Olavo Delgado Correia, Contos de Cabo Verde, de Benvindo Gomes Semedo, Sul 1, de Jorge Octávio Soares Silva, Destino Aziago, de José Joaquim Cabral, O Sabor da Água da Chuva e Outras Memórias da Amiga Perfeita, de Joaquim Arena, Mata-me depois, de Evel Rocha, e Migrações, de Hélio Tavares.

Foi ainda atribuída uma menção honrosa, em 2018, a O Sonho de Ícaro, de Onestaldo Gonçalves.

A decisão do júri será conhecida até 90 dias após o fecho das candidaturas e anunciada nos sítios da Imprensa Nacional e da Imprensa Nacional de Cabo Verde. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas” 


terça-feira, 6 de maio de 2025

Lusofonia – Imprensa Nacional Casa da Moeda anuncia a criação de prémio literário para São Tomé e Príncipe

No dia 05 de maio, Dia Mundial da Língua Portuguesa, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) apresentou o novo Prémio Literário Almada Negreiros, que irá distinguir textos em prosa inéditos da autoria de cidadãos de São Tomé e Príncipe.



O Prémio foi apresentado no Centro Cultural Português, em São Tomé, numa sessão que contou com a presença da Ministra da Educação, Cultura, Ciências e Ensino Superior de São Tomé e Príncipe (STP), Isabel Abreu, da Ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável de STP, Nilda da Mata, do Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Augusto Veiga, da Secretária de Estado da Cultura de Angola, Maria da Piedade de Jesus, do Embaixador Português em STP, Luís Leandro da Silva, e da Presidente do Conselho de Administração da INCM, Dora Moita.

De acordo com Dora Moita, este Prémio «constitui um gesto concreto de valorização da criação literária no país, incentivando novas vozes e fomentando a produção literária local».

«Mais do que uma distinção literária, o Prémio Literário Almada Negreiros pretende afirmar-se como um ponto de encontro entre passado e futuro, entre memória e criação, entre herança e inovação, celebrando a literatura como veículo de identidade, de expressão e de pertença», conforme sublinhou a Presidente da INCM a propósito do novo galardão, que presta também homenagem à figura de Almada Negreiros, autor nascido, em 1893, em São Tomé.

A 1.ª edição do Prémio INCM Almada Negreiros será lançada até ao final deste ano, em data a anunciar, e contará com um júri composto por três personalidades de reconhecido mérito, garantindo uma forte representatividade de São Tomé e Príncipe.

Este Prémio, em conjunto com os seis prémios literários já instituídos pela INCM, nas várias geografias do português e nos mais diversos estilos – da prosa à poesia, passando pelo ensaio e pela tradução –, dá corpo à política de responsabilidade cultural e de apoio à criação literária da empresa, no âmbito da sua missão estatutária de promoção e defesa da língua portuguesa.

Com estes prémios, criados ao longo da última década, a INCM já distinguiu e publicou obras inéditas de cerca de 50 autores, entre vencedores e menções honrosas, oriundos de diversas geografias do espaço lusófono.

Durante a cerimónia de apresentação do novo prémio literário, foram também doados 100 títulos da Imprensa Nacional, a chancela editorial da INCM, à Biblioteca Nacional de São Tomé e Príncipe. Imprensa Nacional Casa da Moeda - Portugal


quinta-feira, 6 de julho de 2023

Moçambique - Prémio Imprensa Nacional/Eugénio Lisboa abre candidaturas para 7ª edição

De 1 de Julho a 31 de Agosto, estão abertas as candidaturas ao Prémio Imprensa Nacional/Eugénio Lisboa, um galardão instituído pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda [INCM], que premeia, anualmente, trabalhos inéditos no domínio da prosa literária produzidos por cidadãos moçambicanos ou a residir em Moçambique há mais de cinco anos.


Segundo avança uma nota de imprensa sobre a iniciativa, à semelhança da edição anterior, nesta 7.ª edição do Prémio Imprensa Nacional/Eugénio Lisboa as candidaturas fazem-se exclusivamente online no sítio da Imprensa Nacional.

Na sétima edição, o júri do Prémio é composto pelo escritor e professor Lucílio Manjate (que o preside), pela professora Sara Jona Laisse e pela editora-chefe da Imprensa Nacional-Casa da Moeda Paula Mendes.

O vencedor receberá um prémio pecuniário no valor de 5000 euros, cerca de 350 mil meticais, e verá o seu trabalho publicado pela Imprensa Nacional, a chancela editorial da INCM.

As edições anteriores do Prémio Imprensa Nacional/Eugénio Lisboa já distinguiram, entre vencedores e menções honrosas, os trabalhos Mundo Grave, de Pedro Pereira Lopes, Bebi do Zambeze, de António Manna, Saga d’Ouro, de Aurélio Furdela, Sonhos Manchados, Sonhos Vividos, de Agnaldo Bata, A Ilha dos Mulatos, de Sérgio Raimundo, O Homem que Vivia Fugindo de Si, de Japone Agostinho, Marizza, de Mélio Tinga,  Eva, de Léo Cote e Teatro de Marionetes (ou Ensaio sobre a Mecânica Descritiva da Desertificação dos Homens), de Jofredino Faife.

A Imprensa Nacional-Casa da Moeda criou este prémio no intuito de incentivar a criação literária em Moçambique e, ao mesmo tempo, de prestar homenagem a Eugénio Lisboa, seu autor e cidadão e homem de cultura nascido em Lourenço Marques, actual Maputo, Moçambique. Eugénio Lisboa é doutor honorário das Universidades de Aveiro e Notthingham, Inglaterra, e Oficial da Ordem D. Henrique.

O Camões — Centro Cultural Português em Maputo é o parceiro na promoção e divulgação deste prémio em Moçambique. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Portugal - Paulo Rodrigues Ferreira é o vencedor da 4.ª edição do Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro

Paulo Rodrigues Ferreira, português a residir na Carolina do Norte (Estados Unidos da América), é o vencedor da 4.ª edição do Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro, atribuído pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda em parceria com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, no âmbito da ação cultural junto das comunidades portuguesas.

Ninguém volta ao que deixou é a obra galardoada da 4.ª edição deste prémio dirigido a portugueses residentes no estrangeiro e a lusodescendentes.

A obra, do domínio da prosa (romance), foi selecionada de entre mais de sessenta candidaturas provenientes dos seguintes países: Brasil, Alemanha, Luxemburgo, Estados Unidos da América, Bulgária, China (Macau), França, África do Sul, Canadá, Irlanda, Bélgica, Angola, Guiné-Bissau e Espanha. Este é um resultado que representa uma sólida adesão e interesse neste galardão, expressos não só nos números, mas também na qualidade dos trabalhos rececionados.

Na edição deste ano, o júri foi composto por Luís Filipe de Castro Mendes (que o presidiu), pela editora-chefe da Imprensa Nacional, Paula Mendes, e pela professora Martina Matozzi, da Universidade de Coimbra.

A propósito de Ninguém volta ao que deixou, o júri disse tratar-se de «uma narrativa que mantém a tensão da escrita da primeira à última página» e que é «coerente na sua atitude e considera, com um olhar original e uma voz cativante, o contemporâneo».

Paulo Rodrigues Ferreira, que concorreu ao prémio com o pseudónimo Penélope Rodrigues, nasceu em 1984, em Torres Vedras. Doutorou-se em História Contemporânea com uma tese intitulada «Iberismos, Hispanismos e os seus Contrários: Portugal e Espanha (1908-1931)», onde se debruçou sobre as relações intelectuais e culturais entre Portugal e Espanha e analisou os diferentes conceitos de iberismo. Paulo Rodrigues Ferreira é atualmente leitor de português na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, onde ensina Língua e Literatura Lusófona. Antes de se mudar para a Carolina do Norte, ensinou português no Queens College e no Bronx Community College, em Nova Iorque. Publicou Uso Errado da Vida (Companhia das Ilhas, 2019). Foi finalista do Prémio Fundação Eça de Queiroz.

Além dos 5000 € (cinco mil euros) do valor pecuniário do prémio, Paulo Rodrigues Ferreira deverá ver, ainda este ano, a publicação do seu trabalho pela editora pública portuguesa, a Imprensa Nacional.

Na 1.ª edição (2019) o Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro distinguiu, em ex-aequo, as obras Não Viajarei por Nenhuma Espanha, do lusodescendente Marcus Quiroga Pereira (1954-2020), e Uma Casa no Mundo, de Irene Marques, portuguesa a residir em Toronto (Canadá). Em 2020, o Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro distinguiu Mónica Auer, portuguesa a residir na Alemanha, pelo seu trabalho em poesia A Parte pelo Todo. Na última edição (2021) o prémio foi entregue a Alexandra Barreiros, portuguesa a residir em Genebra, na Suíça, pelo seu trabalho O Resto do Meu Nome. Na edição de 2021, lugar ainda para duas menções honrosas: A Esquecida História de Hans Wolf (romance), de Liliana China (portuguesa a residir na Bélgica), e A Carta de Ménides (poesia), de Luís Lereno (português a residir em Inglaterra).

Além de homenagear a figura incontornável e exemplar de Ferreira de Castro, o Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro pretende reforçar os vínculos de pertença à língua e cultura portuguesas e estimular a participação de lusodescendentes e portugueses a residir no estrangeiro, prestando, assim, às comunidades portuguesas dispersas pelo mundo o justo reconhecimento pelas atividades que desenvolvem nos seus países de acolhimento.

O galardão tem uma periodicidade anual e distingue trabalhos inéditos nas áreas de Ficção e Poesia, produzidos por portugueses a residir no estrangeiro e por lusodescendentes a residir no estrangeiro. In “Imprensa Nacional Casa da Moeda” - Portugal