Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 7 de julho de 2026

Japão - Crianças descobrem histórias portuguesas em Tóquio

O Centro Cultural Português de Tóquio vai promover, no próximo 25 de julho, a atividade “Viagens na Minha Terra – Histórias e Jogos em Português para Crianças”, uma iniciativa dirigida aos mais novos que terá lugar na embaixada de Portugal no Japão


A decorrer entre as 10h30 e as 12h30 (hora local), a sessão será realizada em português e convida as crianças a descobrir a língua e a cultura portuguesas através da leitura, de jogos e de atividades criativas.

O programa inclui a leitura do livro Cem Sementes que Voaram, da autoria de Isabel Minhós Martins, com ilustrações de Yara Kono. A partir da história, os participantes serão convidados a brincar, criar e desenvolver atividades inspiradas na obra, levando ainda para casa a sua própria semente.

As inscrições decorrem até 20 de julho, através de um formulário online. A atividade realiza-se mediante um número mínimo de 10 crianças e todos os participantes deverão estar acompanhados por um adulto. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo



sábado, 25 de abril de 2026

Moçambique - Edson Martinho lança “Apanhados da Vida” na Beira

O escritor moçambicano Edson Martinho prepara-se para lançar o seu livro de estreia, Apanhados da Vida, no próximo dia 27 de abril, na Beira. O evento terá lugar no Centro Cultural Português, a partir das 18h, com apresentação a cargo do escritor e activista literário Lino Chicamisse.


Publicada pela Mapeta Editora, a obra insere-se no género poesia e apresenta uma colectânea que cruza temas como dor, amor, resistência e identidade. Com uma escrita intensa e directa, o autor aborda questões como injustiça social, violência em Cabo Delgado, corrupção académica e racismo, sem deixar de lado momentos de ternura, memória e reflexão.

Apanhados da Vida destaca-se pela linguagem expressiva e pelas imagens marcantes, transformando experiências e cicatrizes em versos que dialogam com a realidade moçambicana e, ao mesmo tempo, com questões universais.

Natural da Beira, Edson Martinho é licenciado em Ensino de Português pela Universidade Licungo. Para além da literatura, é professor de formação e exerce também actividades como electricista, mantendo uma ligação prática com diferentes dimensões da vida quotidiana.

O autor é membro fundador do Clube do Livro da Beira, uma iniciativa juvenil voltada à promoção da leitura, e já participou na colectânea Gritamos por Cabo Delgado (2024), marcando os seus primeiros passos no universo literário.

O lançamento promete reunir amantes da literatura e agentes culturais, num momento que assinala a chegada de uma nova voz no panorama poético moçambicano. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


sexta-feira, 24 de abril de 2026

Moçambique - Suzana Machamale lança “Uma pele Secreta”

A escritora moçambicana Suzana Machamale lança a obra Uma Pele Secreta, no Centro Cultural Português, em Maputo. A apresentação da obra estará a cargo de Antónia Rosa.


Uma Pele Secreta é uma narrativa intensa e envolvente que explora os laços familiares, o amor e as consequências de escolhas marcantes. A história acompanha Hadrian e Ludwig, dois irmãos profundamente unidos, mas com personalidades distintas. Após um acontecimento traumático que abala a vida de Hadrian, Ludwig esforça-se para ajudá-lo a reencontrar o equilíbrio, sem sucesso.

O rumo da história altera-se quando Hadrian reencontra Núbia, o seu primeiro e grande amor. No entanto, este reencontro revela-se inquietante: Núbia já não é a mesma. Movido pela necessidade de voltar a sentir-se vivo, Hadrian decide reaproximar-se, ignorando sinais de alerta que acabam por desencadear consequências irreversíveis para todos os envolvidos.

Sobre a autora, Suzana Machamale nasceu a 24 de Agosto de 1991, na cidade da Beira, Moçambique. É formada em Sociologia, mas encontrou na escrita o seu principal meio de expressão. Estreou-se na literatura com a obra As Raízes do Rei, primeiro volume da tetralogia Príncipes Sangrentos.

O evento insere-se no âmbito da promoção da literatura moçambicana contemporânea e convida o público, a comunicação social e os amantes da leitura a participarem neste momento cultural. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Caretos de Podence e Kankuram aproximam Portugal e a Guiné-Bissau

As tradições dos mascarados proporcionaram um encontro entre Portugal e a Guiné-Bissau num momento que junta os Caretos de Podence Património da Humanidade e o Kankuran, um símbolo cultural do povo guineense.


O encontro aconteceu, em Bissau, proporcionado pelo Centro Cultural Português em Bissau, que convidou os Caretos de Podence, os tradicionais mascarados de Trás-os-Montes, em Portugal, e o emblemático Kankuran da Guiné-Bissau para “celebrar a cultura como ponte entre tradições”.

Trata-se, como explica o Centro Cultural Português, numa nota enviada à Lusa, de aproximar “Portugal e a Guiné-Bissau através de duas expressões culturais profundamente enraizadas nas suas tradições”.

“Vindos de contextos distintos, partilham algo essencial: a força da máscara, do ritual, do movimento e da comunidade”, descreve, destacando que partilham ainda “a capacidade de transformar a rua em palco, a tradição em identidade viva, e a celebração em momento de pertença colectiva”.

A figura endiabrada, a máscara e o colorido das vestes é comum aos Caretos de Podence, com os fatos de lã amarelos, verdes e vermelhos, e ao Kankuran, com um fato todo vermelho, tradicionalmente feito de material de uma árvore local.


A tradição dos caretos esteve praticamente extinta na aldeia portuguesa de Podence, em Macedo de Caveleiros, que conseguiu nas últimas décadas levar os tradicionais mascarados do Entrudo Chocalheiro, que saem à rua pelo Carnaval, à categoria de Património da Humanidade.

O Kankuran é uma figura mítica da Guiné-Bissau associado sobretudo às cerimónias do fanado (circuncisão) dos jovens homens, mas também à protecção da floresta e ao combate a feitiçarias.

O Centro Cultural Português em Bissau deu a conhecer melhor “estas duas expressões do património imaterial de Portugal e da Guiné-Bissau” numa cerimónia no espaço Camões, no final de sexta-feira.

Além da actuação dos tradicionais mascarados, o momento serve para a apresentação do livro Ser Careto - Caminhada Rumo à Unesco de António Carneiro, o rosto dos Caretos de Podence, que tem acompanhado esta caminhada nas últimas décadas.

António Carneiro disse à Lusa que esta deslocação a Bissau “é um momento único e histórico” para os Caretos de Podence, que vieram actuar pela primeira vez em África, no país irmão que é a Guiné-Bissau.

Depois da passagem por “dezenas de países”, da Europa à Ásia, os Caretos de Podence estão na Guiné-Bissau a convite da Embaixada de Portugal, imediatamente a seguir ao Entrudo Chocalheiro, que no último fim de semana e até ao dia de Carnaval encheu com milhares de forasteiros nacionais e estrangeiros as ruas da pequena aldeia transmontana com cerca de 200 habitantes.

O Carnaval de Podence ganhou novo impulso com a elevação a Património Mundial da Unesco em 2019 e António Carneiro espera que possa ser “uma inspiração” para outras tradições e símbolos culturais.

De Bissau, os Caretos de Podence seguem para Itália e têm já agendadas novas apresentações além-fronteiras, em Macau e nos Estados Unidos. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”




segunda-feira, 5 de maio de 2025

Cabo Verde - Centro Cultural Português assinala Dia Mundial da Língua Portuguesa com lançamento do novo romance de Germano Almeida

O Centro Cultural Português (CCP) comemora o Dia Mundial da Língua Portuguesa, hoje, 05 de Maio, com o lançamento do mais recente romance do escritor Germano Almeida, intitulado Crime nas Correntes d'Escritas. A apresentação da obra terá lugar no auditório do CCP, às 18h, com entrada livre



Segundo um comunicado da organização, a sessão contará com a presença do autor, vencedor do Prémio Camões 2018, e com a participação de Augusta Teixeira e Mariana Faria, que farão a apresentação do livro ao público.

Neste novo romance, Germano Almeida transporta o leitor para o festival literário Correntes d’Escritas, que se realiza anualmente na Póvoa de Varzim, Portugal. Frequentador assíduo do evento, o autor viu nesse cenário multicultural e literário o ambiente perfeito para construir uma narrativa envolvente, que mistura mistério, humor e uma dose generosa de realismo.

Segundo a sinopse, Crime nas Correntes d’Escritas nasceu da sugestão de um participante do festival e retrata, com o estilo mordaz e observador que caracteriza o autor, o comportamento dos escritores quando se reúnem para discutir literatura. A história promete divertir os leitores enquanto oferece um olhar perspicaz sobre o universo literário lusófono. Sheilla Ribeiro – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas” com “Lusa” 


domingo, 2 de março de 2025

Luxemburgo - André Rubim Rangel promove sessão literária em português

O autor, jornalista e professor André Rubim Rangel promove no próximo dia 6 de março, nas instalações do Instituto Camões no Luxemburgo, uma sessão literária em língua portuguesa



Esta iniciativa, com início marcado para as 18h30, é promovida pelo Instituto Camões e conta com o apoio da Embaixada de Portugal e do Jornal Bom Dia.

A entrada é gratuita.

Sobre o autor

André Rubim Rangel nasceu no Porto em 1977. É licenciado em Teologia e mestre em Ciências da Comunicação. Exerce a actividade docente. No jornalismo, já dirigiu alguns jornais e revistas, foi redator e grande repórter e, atualmente, mantém-se tal como começou há 25 anos: realiza grandes entrevistas com figuras públicas/ personalidades para dois jornais regionais.

Quanto à escrita, é cronista e tem quatro livros publicados. No primeiro – “VERIS – Crónicas invictas e convictas” (2020) -, é o coordenador e um entre muitos dos seus famosos coatores. Os três livros seguintes são apenas da sua autoria e trata-se duma coletânea – “A inquietude… de essências e premências”, Vol. I (2022); “A inquietude… das mundividências”, Vol. II (2023) e “A inquietude… de LIVRES veemências”, Vol. III (2024) -, em que surgirão novos volumes futuros.

Os seus textos (crónicas, ensaios e dispersos literários) sustentam-se na sua visão humanista, ecuménica e reflexiva sobre a sociedade contemporânea, refletindo uma profunda preocupação sobre os Valores e Deveres/Direitos Humanos, desenvolvendo temas como a Educação vs. Ensino, a Vida e a Liberdade, etc. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


domingo, 16 de junho de 2024

São Tomé e Príncipe - Kwame Sousa homenageou Patrice Lumumba na exposição “O Empoderamento do Homem Negro”

A exposição de pintura “O Empoderamento do Homem Negro”, já foi apresentada em Joanesburgo - África do Sul, e em Lisboa – Portugal. Pintados em São Tomé em 2022, os quadros tinham de regressar à terra natal do artista plástico, Kwame Sousa.


“Estas obras foram pintadas aqui em São Tomé em 2022, mas ainda não tinham sido mostradas”, afirmou Kwame Sousa.

Patrice Lumumba, o pan-africanista que dá nome à maior escola do país, é a figura africana homenageada na exposição de São Tomé. À semelhança de Kwame Sousa nas décadas de 80 e 90 do século XX, todas as crianças de São Tomé e Príncipe passaram pela escola preparatória Patrice Lumumba.

“Estudei na escola Patrice Lumumba, aqui à frente, mas não percebia bem a importância da vida de Patrice Lumumba para nós os africanos», reclamou.

No passado a escola Patrice Lumumba era o pólo do ensino secundário, da quinta à sexta classe. O pan-africanismo não fazia parte do currículo escolar. Patrice Lumumba é o patrono da escola onde os alunos, até aos dias de hoje, não aprendem nada sobre o seu legado histórico.

Através da arte, o artista decidiu expor no centro cultural português a história do pan-africanismo, com homenagem a Lumumba.

Patrice Lumumba morreu aos 36 anos de idade. Figura pan-africana nascida na actual República Democrática do Congo. É o país mais rico de África em termos de recursos naturais. Tem cerca de 100 milhões de habitantes. É extenso, o maior da África subsaariana com mais de 2 milhões de quilómetros quadrados.


“Patrice Lumumba foi espancado, morto e depositado em barril como este (mostrou a obra de homenagem) com ácido sulfúrico. Depois de dias a única coisa que se encontrou de Lumumba foi um dente. Foi morto aos 36 anos de idade», explicou o artista plástico.

Por causa do seu imenso recurso natural, foi sempre cobiçado pelos interesses estrangeiros. Para além de Patrice Lumumba, a RDC viu assassinado o ex-Presidente Laurent Desiré Kabilá.  Recentemente no mês de maio, e por causa de interesses estrangeiros, o actual Presidente Félix Tshisekedi foi alvo de uma tentativa de golpe de Estado perpetrada por mercenários estrangeiros. 

“Lumumba foi primeiro-ministro da República do Congo durante 1 ano, e foi morto pela CIA e por Bruxelas. Falar de Lumumba é falar do empoderamento do homem negro”, pontuou Kwame Sousa.

Mártir por causa das ideias que defendia pelo empoderamento do homem africano, e a libertação do seu país das garras da expropriação dos recursos pelos neocolonialistas estrangeiros, Patrice Lumumba deixou um legado que dignifica o homem negro e africano. Por isso, depois da independência de São Tomé e Príncipe, em julho de 1975, os nacionalistas santomenses baptizaram a maior escola da capital, de Patrice Lumumba retirando o nome colonial que a escola ostentava.

Miguel Trovoada, o companheiro de outros nacionalistas santomenses que na década de 60 combatiam junto com Lumumba contra o colonialismo, baptizou o seu filho com o nome do pan-africanista congolês. Patrice, foi o nome que Trovoada deu ao seu filho mais velho, hoje primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe.

No entanto a exposição “O empoderamento do Homem Negro” retracta outros aspectos da identidade africana.

“Não é só uma exposição de pintura. É também um grito por causa do nosso nacionalismo africano. É um grito de que eu estou aqui, eu existo. Não preciso que vocês me vejam, para eu ser quem eu sou. Nós africanos temos de pensar em ser autónomos”, referiu o artista plástico.

Kwame Kruma, ex-Presidente do Gana pan-africanista na década de 60 do século XX, vai ser homenageado por Kwame Sousa na próxima exposição.


Coincidentemente, Kwame Kruma é o nome que os nacionalistas santomenses deram à avenida que liga a escola preparatória Patrice Lumumba à Casa das Nações Unidas na capital São Tomé.

As ideias pan-africanistas de Patrice Lumumba continuam vivas e animam Kwame Sousa. “Ele dizia que África um dia será livre, será feliz. Essa frase é actual, porque continuamos ainda nesse um dia”, frisou.

A religião, e o seu impacto nas sociedades africanas vai estar na tela da próxima exposição. «Falarei da religião. Pois a religião ocultou as nossas culturas. A religião tirou-nos aquilo que tínhamos de mais importante, a nossa identidade», concluiu.

O Empoderamento do Homem Negro, está exposto no Centro Cultural Português na capital São Tomé. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”






terça-feira, 5 de março de 2024

São Tomé e Príncipe - Centro Cultural Português inaugura exposição de pintura "Singularidades", de Emerson Quinda

O Centro Cultural Português em São Tomé inaugurou, no passado dia 23 de fevereiro, a exposição de pintura “Singularidades” do jovem artista plástico santomense, Emerson Quinda.


Emerson Quinda surge na cena artística santomense, após ter iniciado os seus estudos na área das artes em 2018, na Escola Informal de Artes Visuais Ateliê Mãe. Integra hoje o coletivo de artistas do Ateliê Mãe e, nos últimos anos, tem participado em várias exposições coletivas internacionais, no país e no estrangeiro. Apresentou em 2022, a sua primeira exposição individual, “Asfixiologia dos Sentidos”, no espaço BBC, em São Tomé.

O Centro Cultural Português em São Tomé acolhe agora a sua segunda exposição individual, “Singularidades”, onde está patente a identidade “singular” do artista, que explora um universo mítico, entre o real e o imaginário.

Com a curadoria do artista plástico Kwame Sousa, a inauguração contou com a presença de várias individualidades da cultura e das artes santomenses, numa sala repleta e animada, em homenagem ao artista, mas também ao trabalho desenvolvido pela Escola Informal de Artes Visuais Ateliê Mãe, a única escola de artes do país, que desde 2018 tem contribuído para a formação, promoção e valorização destes jovens artistas.

A exposição ficará patente no Centro Cultural Português até ao final do mês de março. Embaixada de Portugal – São Tomé e Príncipe


segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Guiné-Bissau – Escritor moçambicano Carlos Paradona lança livros em Bissau

Carota N’tchakatcha – feitiços e mitos; N’tsai Tchassassa – a virgem de missangas; e Mueda – nos labirintos dos ritos de iniciação são os títulos dos livros que Carlos Paradona vai lançar hoje, 14 de Agosto, no Centro Cultural Português em Bissau.


A oportunidade de apresentar os seus três livros na Guiné surge a convite da União Nacional dos Artistas e Escritores da Guiné-Bissau e, com a cerimónia, pretende-se “contribuir para a internacionalização da literatura moçambicana e sua divulgação” naquele país de língua oficial portuguesa.

Para Carlos Paradona, proceder ao lançamento dos seus três livros na Guiné-Bissau significa que há um reconhecimento de grande amplitude da literatura moçambicana no contexto das nações africanas e, em particular, nos países onde o português é língua oficial. Realça o escritor: “Significa que há um reconhecimento do valor da literatura moçambicana e dos escritores moçambicanos”.

Além disso, a possibilidade de lançamento de Carota N’tchakatcha – feitiços e mitos; N’tsai Tchassassa – a virgem de missangas e Mueda – nos labirintos dos ritos de iniciação, obras inspiradas no Índico e no Zambeze, relança os intercâmbios literários entre os escritores de Moçambique e da Guiné-Bissau. Assim, acredita Carlos Paradona, “Outros autores poderão deslocar-se a Bissau para os mesmos efeitos e a AEMO poderá receber autores da Guiné-Bissau para a apresentação de suas obras”.

Na cerimónia a realizar-se hoje, segunda-feira, espera-se pela presença de escritores guineenses, membros da comunidade moçambicana residente em Bissau e o público em geral, incluindo estudantes do ensino médio e superior. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Canadá – Programa comunitário Gente da Nossa celebrou 35 anos em Mississauga

O salão do Centro Cultural Português de Mississauga encheu-se para a celebração de mais um aniversário do programa Gente da Nossa, apresentado por Nellie Pedro. Telespectadores e amigos de longa data juntaram-se para assinalar os 35 anos de um programa de entretenimento produzido e falado em português


Nellie Pedro explicou-nos que a celebração do aniversário tem uma dupla função – por um lado permite o convívio entre todos os que veem o programa, por outro lado é mais uma forma de angariar fundos, tão necessários para a continuidade do mesmo. A apresentadora e produtora contou-nos como começou esta aventura - “isto começou porque víamos que havia necessidade de comunicar com a comunidade portuguesa e apresentar o que estava a acontecer na comunidade àqueles que não estavam presentes nos eventos comunitários. E como eu tinha estudado Rádio e Televisão, o meu marido, César Pedro, já estava envolvido com um canal comunitário como produtor e houve a oportunidade de haver 30 minutos de televisão em língua portuguesa, nós aceitámos o convite para sermos os produtores desse programa.”

Agora 35 anos depois é altura de se fazer um balanço e Nellie não hesita quando afirma que “o balanço é positivo, mas também cansativo, porque tanto eu como o meu marido temos dado muito do nosso tempo para a comunidade, para promover e produzir este programa comunitário. Mas tem sido positivo por vermos a comunidade a evoluir de ano para ano e poder captar isso em imagens para sempre. Temos um arquivo enorme de imagens de eventos e acontecimentos históricos. Portanto, nós através da lente da câmara vimos a comunidade crescer e evoluir.”

Como mulher atenta e muito conhecedora da realidade da comunidade portuguesa Nellie Pedro falou-nos ainda do presente e daquilo que poderá ser o futuro das instituições comunitárias na GTA - “a comunidade portuguesa de hoje é menos envolvida do que a que tínhamos há 35 anos. Nessa altura as pessoas sentiam-se mais sozinhas, não havia comunicação social, não havia redes sociais, não havia maneira de ver a televisão de Portugal, agora as pessoas acham que já não precisam tanto de instituições como esta. Isso está a empobrecer a nossa comunidade a nível cultural e a torná-la muito menos ativa do que era há 35 anos. Em relação ao futuro, acho que tem de haver uma mudança grande, algo tem de acordar a comunidade para verem que nós necessitamos de apoio. Órgãos de comunicação social portugueses têm que existir, escolas portuguesas têm que existir, comércio português tem que existir, centros culturais como este têm de existir, lar para a terceira idade (de que tanto precisamos) tem que existir... isso tudo tem que existir e as pessoas têm de parar de ficar fechadas na cave. É a altura de saírem e virem para cima, respirar e ver o sol. Se as pessoas não se envolverem, a comunidade vai morrer.”

A festa foi animada pelo conjunto Mexe-Mexe e o cantor Zé Amaro. Madalena Balça – Canadá in “Milénio Stadium”


quinta-feira, 2 de junho de 2022

Timor-Leste - “Senhor da Chuva”, novo livro sobre a ligação de Ruy Cinatti ao país

“Senhor da Chuva” é o título de um novo livro ilustrado editado em Díli sobre a ligação do poeta e antropólogo português Ruy Cinatti a Timor-Leste, vincada com ‘pactos de sangue’ com duas famílias de chefes tradicionais


“Quando falava do Cinatti às pessoas, parecia estar a falar de uma lenda. Via a curiosidade que as pessoas tinham e daí esta ideia de um livro, que não pretende ser uma biografia, mas é sim uma exploração dessa rica ligação a Timor-Leste”, disse a autora Mara Bernardes de Sá à Lusa. “É mais um ponto de partida para descobrir Cinatti, um tributo. Um projeto que depois o artista Bosco Alves abraçou e que agora é publicado”, afirmou.

O livro de Mara Bernardes de Sá, em Timor-Leste desde 2015, está ‘pintado’ com telas desenhadas propositadamente para o projecto pelo pintor timorense Bosco Alves, atualmente um dos mais conceituados do país.

O primeiro exemplar foi entregue ao Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, aquando da visita a Timor-Leste e o lançamento oficial da obra decorreu no Centro Cultural Português.

A autora explicou à Lusa que a ligação a Cinatti é praticamente tão antiga quanto a ligação a Timor-Leste, já que na primeira viagem ao país recebeu o livro “Condição Humana em Ruy Cinatti” de Peter Stilwell. “Foi a minha ligação a Ruy Cinatti e a Timor-Leste, lia como se ouvisse o poeta e estava encantada com a ilha, quando viajava levava comigo recortes de poemas e fotografias de Ruy Cinatti que deixava em lugares que sentia terem significado”, explicou.

Depois, mais tarde, percebeu o vinco ainda mais forte do poeta e agrónomo português ao país, em virtude de dois pactos de sangue celebrados com Adelino Ximenes, então ‘liurai’ [chefe tradicional] de Loré, e Armando Barreto, ‘liurai’ de Ai-Assa.

Natural de Chaves, Mara Bernardes de Sá tem obras publicadas, incluindo na antologia de poesia “Mouth Ogres”, em várias edições de autor de alguns livros infantis e com textos em livros, como “Timor Ruguranga” e “Olhares que falam”.

Da nova obra e da exposição que a acompanha, fazem parte quatro telas pintadas especialmente para o livro por Bosco Alves, de 57 anos, artista que fez a primeira exposição, em Timor-Leste, em 2000, e já com obras em coleções privadas em vários países.

A par da apresentação do livro, está patente uma exposição de vários documentos relacionados com Ruy Cinatti, espólio do Arquivo Nacional de Timor-Leste, incluindo vários livros, na maioria em primeiras edições e fotografias da vida do poeta.

Natural de Londres, onde nasceu em 1915, Ruy Cinatti era agrónomo e poeta, dividindo-se entre as ciências humanísticas e as ciências naturais. Chegou a Timor-Leste, pela primeira vez, em julho de 1946, como secretário do então governador Oscar Ruas, e no ano seguinte, com o país a recuperar das marcas da invasão japonesa, percorreu o território, realizando um primeiro estudo.

O estudo sobre Timor englobou temas tão diversos como a botânica, a meteorologia, a etnologia e a arqueologia, tendo no pacto de sangue, alcançado uma ligação eterna aos rituais mais sagrados do país.

Cinatti, que nunca deixou de viver essa ligação de “irmão” timorense, é autor do que se pensa ser o primeiro plano de fomento agrário do país e deixou uma vasta obra ainda hoje referência essencial para estudiosos de Timor-Leste. Vencedor de vários prémios literários, incluindo o Prémio Nacional de Poesia, viveu uma forte ligação com Timor-Leste.

Em 2015, num evento alusivo ao centenário de Cinatti, na Escola Portuguesa de Díli, a que ‘emprestou’ o nome, os herdeiros dos dois ‘liurais timorenses’, Cornélio Ximenes (Mau-Nana), filho de Adelino Ximenes, e Saturnino Barreto, bisneto de Armando Barreto, recordaram os pactos de sangue. “Tinha 10 anos quando se fez o pacto de sangue. O pacto de sangue foi feito num lugar sagrado entre o meu pai e o Ruy Cinatti, de forma privada. Com esse pacto ficam como irmãos gémeos. Havia lá uma casa onde ele viveu e onde ainda há pinturas feitas por um velhote que ainda está vivo”, afirmou Cornélio Ximenes.

Mau Nana, como também é conhecido, disse que Cinatti pediu ao ‘liurai’, “que tinha nove mulheres”, para dar o seu nome a um filho e, por isso “hoje há por aí montes de Cinattis”.  Saturnino Barreto, por seu lado, lembrou ter sido feito, em Ai-Assa, além do pacto de sangue, uma “cerimónia de bandeira de segunda linha”, tendo sido distribuídas bandeiras de Portugal aos 18 chefes de ‘suco’ da região. “Sete dos chefes de ‘suco’ foram com o ‘liurai’ de Ai-Assa e com o saudoso Ruy Cinatti para Ai-Assa onde houve uma festa de um dia e uma noite. De manhã, os sete concentraram-se num lugar sagrado para testemunhar o pacto de sangue”, disse. “A informação que o meu pai me deu não explica o objetivo da cerimónia. O sítio onde foi feito o pacto de sangue é sagrado. E não é qualquer pessoa que lá pode ir”, disse.

O livro é editado pela Plural Editores, do grupo Porto Editora, e a iniciativa é apoiada pela Embaixada de Portugal em Díli, Escola Portuguesa de Díli, Fundação Oriente, Camões-Instituto da Cooperação e da Língua e Arquivo e Museu da Resistência.

O representante da Plural Editores disse à Lusa que “uma parte da missão da Plural é o apoio e incentivo à edição, criação e publicação de livros relacionados com Timor-Leste”. “Desde 2014 que se publicam livros sobre Timor-Leste, com um acervo interessante, de todo o tipo. Livros ligados à política, à economia, biografias de figuras relevantes no país e fotografia”, considerou Paulo Calhau, notando que há “outros projetos na calha”. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

Poemas de Ruy Cinatti publicados no blogue “Baía da Lusofonia”: 

Recordação

Rumo


quarta-feira, 21 de abril de 2021

Cabo Verde – Centro Cultural Português realiza concurso de fotografia


O Centro Cultural Português em cabo ver de vai comemorar o 47º aniversário do dia 25 de Abril, com um concurso de fotografias, intitulado “Utopias”.

De acordo com o regulamento, este concurso destina-se a fotógrafos amadores e profissionais, residentes em Cabo Verde, durante o período do concurso, com nacionalidade cabo-verdiana, ou outra.

O Centro Cultural Português avisa que não há limite de idade para os participantes. O primeiro classificado receberá o valor de 25 mil escudos, o segundo classificado 15 mil e o terceiro 10 mil.

Cada participante poderá concorrer com um máximo de três fotografias (em arquivo JPEG), indicando o respectivo título de cada imagem.

As fotografias do concurso não devem ter sido utilizadas em outros concursos ou divulgadas através das redes sociais, meios de comunicação e outros.

O júri deste concurso é constituído pela equipa do Camões – Centro Cultural Português de Cabo Verde, não estando sujeito a qualquer contestação. As fotos devem ser enviadas até ao dia 24 de Abril. In “Ineews” - Portugal


 

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Moçambique - Exposição de Fotografia “Água”, de Mário Macilau, em Maputo, no Camões Centro Cultural Português



Após a suspensão temporária da Galeria devido às medidas de prevenção da pandemia do COVID-19, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo reabriu no dia 12 de agosto, com a inauguração da exposição “Água”, de Mário Macilau, renomado fotógrafo moçambicano, vencedor de vários prémios e com uma vasta carreira internacional. A cerimónia foi transmitida em direto pelas redes sociais.

“Água”, um projeto do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, conta com o patrocínio da WaterAid Moçambique e o apoio da Art Dispersion (Portugal) e estará patente ao público de 13 de agosto a 2 de outubro de 2020, de segunda a sexta-feira, entre as 11h00 e as 17h00, respeitando todas as medidas adequadas de higiene e segurança em vigor.

Mário Macilau descobriu a paixão pela fotografia aos 15 anos, tendo já apresentado o seu trabalho em países como a Malásia, China, Bangladesh, Portugal, Espanha, Bélgica, Bulgária, Itália, Zimbabwe, África de Sul, Austrália, Alemanha, Suíça e Suécia.

O projeto desta exposição enfatiza a importância da água e o acesso à mesma. Num período como o que atravessamos, mais do que nunca, a água é essencial ao saneamento e higiene comunitários. Mário Macilau apresenta uma série de fotografias dedicada a alterações climáticas e a questões relacionadas com a temática da água como bem fundamental de vida para a Humanidade. A série apresentada nesta exposição foi registada durante os últimos 3 anos, em Moçambique, maioritariamente na província do Niassa, distrito de Cuamba, no âmbito de um projeto desenvolvido com comunidades locais apoiadas pela WaterAid Moçambique, uma organização não governamental baseada no Reino Unido, que dedica a sua atuação a nível mundial na área da Água, Saneamento e Higiene.

A convite do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o projeto da exposição “Água” conta com a especial participação do historiador e escritor João Paulo Borges Coelho, que publicou anteriormente um livro com o mesmo título e apresenta de forma inédita nesta mostra uma reflexão poética sobre a série de fotografias cujo tema admite despertar um peculiar interesse. Camões Instituto da Cooperação e da Língua - Portugal

Nota biográfica do fotógrafo:

Mário Macilau (Maputo, 1984) vive e trabalha entre Maputo e Lisboa (Portugal). Após a independência e durante a Guerra Civil em Moçambique a sua família passou grandes dificuldades financeiras e mudou-se da província de Inhambane para Maputo à procura de uma vida melhor. Com 10 anos, Macilau começou a trabalhar num mercado para ajudar o sustento da família. Em 2003, Macilau iniciou a sua atividade fotográfica e em2007, lançou-se como fotógrafo profissional. Poucos anos depois, o seu talento atravessou fronteiras, tendo o fotógrafo sido galardoado com diversos prémios internacionais de relevo, viajado muito e visto o seu trabalho publicado em algumas das mais prestigiadas galerias, feiras de arte e exposições por todo o mundo. A sua fotografia destaca a identidade, questões políticas e condições ambientais, trabalhando, por vezes, com grupos socialmente isolados, para sensibilizar o seu público não apenas das muitas injustiças e desigualdades sociais no mundo, mas também para mostrar histórias de humanidade, irmandade, vitória, amor e esperança. Com frequência, o retrato é o seu ponto de partida, sendo a sua abordagem instrumental para a revelação de uma perspetiva mais ampla.

Em 2015, foi publicado o seu primeiro livro de grande formato pela editora alemã Kehrer Verlag, contando com contribuições escritas de Roger Ballen, Mia Couto, Simon Njami e Olivia Nitis, bem como uma entrevista conduzida por Gabriela Salgado. O livro apresenta o seu projeto a longo prazo com as crianças de rua de Maputo, tendo o fotógrafo convivido com elas, por forma a obter um conhecimento profundo da sua realidade.

Vencedor de diversos prémios em que se destacam: 2011 Prémio da Fundação EVTZ, Alemanha; 2011 Prémio Santa Lucia, Espanha; 2011 Prémio AECID para criação; 2011 Prémio de Talento, Embaixada Francesa, Maputo; 2012 Primeiro prémio do Projeto de Proteção em Washington D.C., EUA. O fotógrafo foi convidado a participar num programa de direitos humanos em conjunto com o Gabinete das Nações Unidas, a World Press Photo e a Universal Rights Group (2016). Macilau foi ainda eleito pela revista Foreign Policy como um dos 100 Leading Global Thinkers, numa cerimónia em Washington D.C. (2015), Lens Cultures em 2017 e o prémio francês Denis Diderot, 2019.

O trabalho de Macilau tem sido presença assídua em exposições individuais e coletivas, tanto no seu país natal como no estrangeiro. São disso exemplos a Feira de Arte 1:54 em Londres, Reino Unido (2018); Art Madrid em Madrid, Espanha (2018 e 2019); Art Marbella, Espanha (2018); Terceira Bienal de Fotografia de Pequim, Pequim, China (2018); Unseen, Amsterdão, Holanda (2018); Feira de Arte FNB de Joanesburgo, África do Sul (2018); a Cimeira Mundial do Clima, São Francisco, EUA (2018); o High Museum of Art em Atlanta, Geórgia, EUA (2018); Festival IPhoton, Valência, Espanha (2017); Festival Photomonth de Cracóvia, Cracóvia, Polónia (2017); o Festival Indiano de Fotografia — IPF (2017); Hyderabad, Índia (2017); Semana de Arte de Berlim na Galeria Kehrer, Berlim, Alemanha (2017); Festival Photobook da Sicília, Sicília, Itália (2017); Festival de Fotografia do Porto, Porto, Portugal (2017); “I don’t like Black People but I do like you”, Galeria Paulo Nunes, Portugal (2017); Festival de Fotograa de Tbilisi, Tbilisi, Geórgia (2017); Feira de Arte AKAA, Paris, França (2016). Macilau foi também selecionado pelo Fotofestiwal de Łódź, na Polónia, para apresentar a sua primeira monografia, “Crescer na Escuridão”, numa monumental exposição em nome próprio no âmbito do festival intitulado “Discovery Show” (2015). Outras exposições em nome próprio dignas de nota incluem: a participação do fotógrafo na 56.ª Bienal de Veneza, Itália (2015), “The Road Not Taken” na The Auction Room, Londres (2015); “Nada Como o Tempo”, curada por Berry Bickle, na Galeria Kulungwana em Maputo (2015); "Entry Prohibited to Foreigners, Havremagasinet" — Centro de Arte de Boden, Suécia (2015); "The Pangaea: New Art from Africa and Latin America", Galeria Saatchi, Londres, Reino Unido (2014); "Bienal Fotofest", Houston, Texas, EUA (2014); entre muitas outras. O seu trabalho está presente em muitas coleções privadas e públicas de todo o mundo.

sábado, 2 de novembro de 2019

Luxemburgo - Festival de Cinema Português



O filme de Patrícia Sequeira “Snu” é um dos destaques da edição deste ano do Festival de Cinema Português no Luxemburgo, que, entre 8 e 16 de novembro, apresenta mais oito filmes portugueses ao público luxemburguês.

De acordo com o cartaz do festival, uma organização conjunta do Centro Cultural Português – Camões e da embaixada de Portugal no Luxemburgo, ao longo de uma semana serão apresentados nove filmes que pretendem “mostrar ao Luxemburgo uma panóplia de géneros cinematográficos feitos em Portugal”.

Snu” (2019), um drama biográfico sobre a vida da companheira do líder do PSD e malogrado primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro, de Patrícia Cerqueira e protagonizado por Inês-Castel Branco, encerra o festival em 16 de novembro.




Na abertura do festival, em 8 de novembro, será apresentado o drama “Gelo” (2016) de Luís e Gonçalo Galvão Teles, numa sessão que contará com a presença dos realizadores.





Os dramas “São Jorge” (2017), de Marco Martins (13 de novembro) e “Pedro e Inês” (2018), de António Ferreira (12 de novembro) são outros destaques do festival, com uma década de existência.

Completam o cartaz do festival a comédia romântica “Refrigerantes e Canções de Amor” (2016), de Luís Galvão Teles (09 novembro), o documentário “Cruzeiro Seixas: As Cartas do rei Artur” (2015), de Cláudia Rita Oliveira (10 novembro), o filme biográfico “Correspondências” (2016), de Rita Azevedo Gomes (11 de novembro), o drama “Tabu” (2012), de Miguel Gomes (14 de novembro) e a película de mistério e terror “Faz-me companhia” (2019), de Gonçalo Almeida, (15 de novembro) numa sessão com o diretor e produtora do filme.






As sessões decorrem na Cinemateca, cinema Utopia e Centro Cultural Português na cidade do Luxemburgo. In “Lux 24” – Luxemburgo


sábado, 27 de abril de 2019

Timor-Leste - Semana da língua portuguesa com atividades para todos os gostos

Díli - "Língua, Pessoas, Oceanos" é o lema da Semana da Língua Portuguesa e da CPLP que começa a 03 de maio em Timor-Leste e durante a qual estão previstas várias atividades, incluindo debates, exposições e mostras de cinema.

A semana arranca com a "Feira do Livro + Português", que decorre nos dias 03 e 04 de maio no Centro de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE) na vila de Suai, onde além da venda de livros haverá gastronomia tradicional, arte e artesanato.

A feira terá espetáculos de música e dança, oficinas de língua, jogos, cinema, exposições, concursos e poesia, segundo os organizadores.

No dia da Língua Portuguesa e da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a 05 de maio, o Centro Cultural Português acolhe a abertura da exposição de pintura "Alfabetização", do artista timorense Bosco Alves

O evento conta com música e poesia do Departamento de Língua Portuguesa da UNTL e do Instituto de Defesa Nacional e narração de histórias por elementos do Xanana Gusmão Reading Room e do Grupo Português no Bairro.

A 06 de maio a Escola Portuguesa de Díli acolhe a "Hora do Conto" e o Centro Cultural recebe a exposição "Uma imagem, mil palavras", durante a qual serão conhecidos os vencedores do concurso de escrita "20 anos da Consulta Popular de 30 de agosto de 1999" e o concurso de escrita "Liberdade".

No mesmo dia será apresentado o filme "Músicas da Resistência", a participação timorense na última edição do DOC TV CPLP.

A meio da semana o Centro Cultural Português acolhe o debate "Jornalismo em tempo de luta: relatos em português", com a participação dos jornalistas Adelino Gomes, Max Stahl, António Sampaio e Virgílio Guterres, este último presidente do Conselho de Imprensa timorense.

A Fundação Oriente acolhe a exibição do filme "Oceanos de Lixo", de Werner Boote.

Durante a semana decorre ainda a bertura oficial dos Cursos de Formação em Língua Portuguesa do Parceria para a melhoria da prestação de serviços através do reforço da Gestão e da Supervisão das Finanças Públicas em Timor-Leste (PFMO).

Está igualmente prevista a abertura do Ciclo de Cinema Europeu, com a exibição do filme Diamantino.

A 10 de maio decorre o Sarau de Encerramento, com música, dança e poesia, no Centro Cultural Português.

Promovido pela Embaixada de Portugal e pelo Camões IP, a semana envolver vários parceiros, incluindo a União Europeia, o Governo e o Parlamento de Timor-Leste, o Instituto de Defesa Nacional, a Secretaria de Estado da Cultural e o Governo Brasileiro.

A Universidade Nacional Timor Lorosa'e (UNTL), o Arquivo e Museu da Resistência Timorense /ARMT), a Escola Portuguesa de Díli, a Sala de Leitura Xanana Gusmão, o projeto dos Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE), a organização FONGTIL, a Livros e Companhia e a Plural editores são parceiros do projeto.

As atividades são ainda apoiadas pela comissão CHEGA, pelo Hotel Timor, pela Fundação Oriente e pela Comissão Nacional do Instituto de Língua Portuguesa (ILP). In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Guiné-Bissau – Artista plástico Lilison Cordeiro expõe no Centro Cultural Português

Bissau – O músico e artista plástico guineense Lilison Cordeiro que há mais de dezasseis anos se encontra radicado no Canadá expôs quinta-feira as suas obras no Centro Cultural Português, em Bissau.

Trata-se da segunda exposição de quadros de diferentes tamanhos produzidos por Lilison Sousa Cordeiro desde que regressou à terra natal há dois anos.

A exposição aberta sob o lema “Terra e Tinta” apresenta obras feitas à base de matéria-prima que segundo Lilison “muitos não acreditam que têm grande importância para o uso humano”.

Em declarações à imprensa, Lilison Sousa Cordeiro destacou que enquanto Músico e Artista Plástico “Guineense e Canadiano”, tinha e ainda tem como desafio trabalhar para o avanço e projecção da Cultura dos seus dois povos.

“Sinto que devo e tenho a obrigação de contribuir para o avanço da cultura do meu país. Ao andar pelas ruas de Bissau, vejo em diferentes bairros, lixos, sacos de plásticos, bidões de óleos esvaziados de um lado para outro, são matérias-primas que aproveitei, para construir algo que pode ser usado pelos guineenses assim como estrangeiros ”, disse Lilison Sousa Cordeiro.

Aquele criador artístico realçou por outro lado que os quadros exibidos têm diferentes preços, e que os preços são fixados de acordo com o material usado para a sua criação.

Questionado sobre as perspectivas para o futuro, o autor de “Terra e Tinta”, revelou que, em breve, terá que regressar ao Canadá devido a um assunto de urgência. Entretanto, deixou garantias que mesmo no exterior continuará a dar o seu tudo para a Guiné-Bissau, em termos de Cultura. 

Antes de se emigrar para o Canadá, Lilison actuava com o grupo musical, “Nkassa Cobra”. Cantava e tocava percussão. No Canadá tem animado muitas noites em salas de espetáculos e convívios particulares, em actuações a solo. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Guiné-Bissau - Centro Cultural Português capacita jornalistas

Bissau – O Centro Cultural Português, iniciou esta semana uma acção de formação de três dias, aos jornalistas e técnicos da comunicação social, sobre o “Jornalismo Cultural e Valores de Cidadania, alusiva a celebração do Dia Mundial da língua Portuguesa e da Cultura na Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP).

Segundo o formador, Nuno Andrade Ferreira os três dias de formação e de contactos com os jornalistas guineenses servirão para descobrir que tipo de jornalismo é praticado na Guiné-Bissau.

Disse que vai, por outro lado, permitir-se inteirar das dificuldades e os problemas que os mesmos enfrentam, a fim de juntos encontrarem as formas de solucioná-los.

Nuno Ferreira realçou ainda que um dos objetivos da referida formação é de capacitar os jornalistas e outros profissionais da comunicação social, sobre a importância do jornalismo, enquanto promotor de uma cidadania activa.

Nuno Ferreira acrescentou também que partindo da matriz cultural e identitária de uma determinada comunidade, focada na responsabilidade social dos órgãos de comunicação social, o referido seminário procura encontrar formas de conciliar a missão jornalística com a de defesa da dignidade humana.  

Para Andrade Ferreira é notável na Guiné-Bissau assim como em Cabo Verde, que o jornalismo é ainda institucional, porque está sobre a agenda dos políticos, da Assembleia, do Presidente da República, do governo assim como dos organismos internacionais.

“Andamos presos e a reboque deles, enquanto podíamos dar atenção aos pormenores que entendemos por bem que não tem importância e relevância na comunidade em que vivemos, mas pelo contrário os cidadãos precisam e merecem ter essas informações”, disse.

De acordo com aquele jornalista formador português, um jornalismo que produz bons resultados, não passa daquele que dá atenção às pessoas menos vistas pela classe e vivem as suas vidas afastada, mas que também têm os seus problemas assim como histórias para contar. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau