Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Moçambique - Carlos dos Santos lança obra infanto-juvenil “A Voz da Sombra”

Já se encontra disponível nas livrarias nacionais a mais recente obra infanto-juvenil do escritor moçambicano Carlos dos Santos, intitulada A Voz da Sombra.


Com 88 páginas, o livro apresenta como protagonista Facamoto, um rapaz conhecido pela sua aparência desleixada e comportamento travesso, características que frequentemente inquietam colegas e vizinhos. De camisa fora dos calções, roupa manchada e cabelo desgrenhado, Facamoto revela-se uma figura que contrasta de forma surpreendente com a sua própria sombra, elemento central da narrativa.

É a partir do confronto simbólico entre o protagonista e a sua sombra que a obra desenvolve uma reflexão profunda sobre responsabilidade, convivência social e os direitos e deveres das crianças, abordando valores essenciais para a formação cívica e moral do público infanto-juvenil.

A Voz da Sombra transmite mensagens fundamentais, recordando que a liberdade individual termina onde começa a liberdade do outro, que não se deve fazer ao próximo aquilo que não se gostaria de sofrer, e que os direitos colectivos devem prevalecer sobre os direitos individuais. A narrativa reforça ainda a ideia de que não existem direitos sem deveres, uma vez que ambos são indissociáveis.

Acima de tudo, a obra convida os jovens leitores a agir com consciência e ética, sem esperar recompensas ou temer penalizações, promovendo uma atitude responsável e solidária na sociedade.

Carlos dos Santos, nascido em Maputo em 1962, é psicólogo, pedagogo e profissional da educação desde 1981. Autor prolífico, publicou obras infanto-juvenis como O Conselho (2007), O Passeio pelo Céu (2012), Na Esteira das Estrelas (2018) e O Domador de Medos (2024). Na ficção científica destacam-se A Quinta Dimensão (2006/2010) e O Eco das Sombras (2016). Escreveu ainda manuais técnicos e pedagógicos, participou em antologias e assina poesia sob o pseudónimo “Nyama”. Colabora regularmente com jornais e revistas em Moçambique e Angola. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 20 de junho de 2023

Moçambique - Os pintores de sonhos garantem prémio infanto-juvenil a Carlos dos Santos

O livro infanto-juvenil de Carlos dos Santos, Os pintores de sonhos, foi laureado, esta sexta-feira, Dia da Criança Africana, durante a realização da sexta edição do Festival do Livro Infanto-juvenil da Kulemba (FLIK), na Casa do Artista, Cidade da Beira.


Uma floresta de tocos mantinha viva a memória de um tempo distante em que a música da folhagem das árvores a dançar ao vento embalava os entardeceres mornos daquela aldeia, situada no sopé de Xinhamapere. Era um tempo de que o Zua e a Mwedzi só tinham ouvido contar.

O excerto acima é extraído do primeiro parágrafo de Os pintores de sonhos, 18º livro de Carlos dos Santos. No conto infanto-juvenil, o autor explora, em primeiro lugar, um enredo cheio de surpresas e mistérios sobre os efeitos nefastos, para a vida, dos desmandos humanos em relação ao ambiente. Em segundo lugar, a obra literária lembra que a responsabilidade pelas calamidades naturais, e a solução, não exclui nenhum ser humano, “independentemente” da sua idade. “Todos” podem fazer alguma coisa positiva pelo planeta. Aliás, mesmo a condizer com o lema da sexta edição do Festival do Livro Infanto-juvenil da Kulemba (FLIK), Ler para reduzir riscos de desastres, o livro de Carlos dos Santos destacou-se, na primeira edição do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil, também por chamar atenção sobre a importância da preservação da natureza.

Na cerimónia realizada na Casa do Artista, na Cidade da Beira, o presidente do júri, Alberto da Barca, referiu-se ao efeito didáctico do conto de Carlos dos Santos, o que se revela numa linguagem que estimula a sugerida pertinência pela preservação ambiental. “A história é cativante, desperta a curiosidade, [o escritor] lidou bem com o mistério, a imprevisibilidade, e o ritmo cria suspense em cada página. O livro está escrito de forma clara, e é interessante a ideia do sublinhar de algumas palavras e haver um dicionário no fim do livro. As ilustrações, singelas, apoiam bem o texto”, lê-se na acta do júri.

Ainda na Casa do Artista, em representação dos outros membros do júri (Angelina Neves e Marcelo Panguana), Alberto da Barca explicou que, antes dos trabalhos iniciarem, todos decidiram observar questões como relevância e actualidade da mensagem; a arte de construção das frases com recurso a termos que mais se ajustam ao contexto e aos diferentes momentos da história; termos que enriquecem o vocabulário e fazem viajar na aventura ou viver a situação como se o leitor lá estivesse; palavras que ornamentam o enredo e outras que levam a reflexão e a relação entre a ilustração e o texto. Tendo feito isso, depois de seguir a avaliação das obras por fases, portanto, o júri decidiu laurear Os pintores de sonhos.

Reagindo à distinção, na manhã deste sábado, na Cidade de Maputo, Carlos dos Santos não escondeu o seu contentamento: “Estou satisfeito porque o trabalho da minha lavra foi apreciado, sobretudo pelas pessoas que constituíram aquele júri, que são pessoas que possuem elevados méritos nas artes, em particular nas artes da escrita. Saber que aquelas três pessoas acharam que aquele livro reúne uma série de critérios de qualidade, naturalmente que me apraz”. Entretanto, para Carlos dos Santos, o grande prémio será conseguir levar mais pessoas a ler a sua história e, em função disso, se gostarem, interessarem-se por outras histórias e ficarem “viciadas” na leitura. Esse, para o autor, será um prémio real.

Com 72 páginas, Os pintores de sonhos foi ilustrado por Rajau de Carvalho e lançado pela Alcance Editores, em 2021. Pela distinção, Carlos dos Santos vai receber o valor monetário na ordem de 100 mil meticais, dos quais 20% serão repartidos com o ilustrador, conforme prevê o regulamento do concurso. José dos Remédios – Moçambique in “O País”


quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Moçambique - Carlos dos Santos publica “O arco-íris dos sentidos”


O arco-íris dos sentidos é o título da nova obra literária da autoria de Carlos dos Santos. Embora seja uma história sobre crianças, a obra infanto-juvenil, mais do que outras do autor, é para ser também lida por pais e por professores, na medida em que a história sugere um autêntico projecto pedagógico de ensino inclusivo.

O arco-íris dos sentidos é uma história à volta de uma aventura de uma turma que tem de fazer uso de várias linguagens, que todos os alunos, sem excepção (e não apenas alguns) aprendem na escola, para enfrentarem os obstáculos com que se deparam no decorrer dessa aventura, como a linguagem gestual, braille, línguas locais e até mesmo o Código Morse.

Na nova história de Carlos dos Santos, as crianças, que possuem todas elas diferentes capacidades, são chamadas a protagonizar actividades de igual relevância e complexidade, em igualdade de circunstâncias, demonstrando que em função das capacidades que tem, cada um é fundamental em diferentes situações e que todos somos cegos para muitas coisas.

O arco-íris dos sentidos é uma edição da , e tem 44 páginas, com ilustrações de Rajau de Carvalho.

Carlos dos Santos, entre outras, é autor de várias outras obras destinadas ao público infanto-juvenil, e tem já a caminho uma nova obra do mesmo género intitulada “O Domador de Medos”. In “O País” - Moçambique