A primeira-ministra desafia os investigadores a desenvolverem pesquisas científicas viradas ao desenvolvimento económico, social e cultural do país. As declarações foram feitas, em Maputo, por Benvinda Levi, durante a abertura da conferência de Jovens Investigadores da CPLP.
Maputo acolhe, de 25 a 27 de Março, a quarta Conferência
de Jovens Investigadores da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa, um
evento com o objectivo de promover o uso da ciência na governação.
Cristina Molares, presidente da Associação de Jovens
Investigadores da CPLP, fala do evento como uma oportunidade para pôr a ciência
a serviço do desenvolvimento.
“A ciência e a política muitas vezes encontram-se em
tensão e conflito. No entanto, sem ciência não há desenvolvimento sustentável.
É essencial compreender que todos partilhamos um objetivo comum. Ultrapassar as
dificuldades crónicas e contribuir para uma África muito marcada de desgraças.
Até agora usamos as políticas sem a ciência. Não está a dar certo. Devemos
passar a pôr a ciência a nosso favor, mas desta vez, não a ciência importada”,
defendeu.
A primeira-ministra, que esteve em representação do
Presidente da República, desafiou os jovens investigadores a usarem a ciência
para o desenvolvimento do país.
“Que as vossas pesquisas e investigações não se limitem
apenas a relatórios académicos e teóricos, pois devem propor soluções práticas
e concretas que contribuam para a melhoria da vida social e económica das
comunidades, concorrendo, desta forma, para o desenvolvimento sustentável e
inclusivo dos nossos países”, disse Benvinda Levi.
No domínio da inovação tecnológica, Levi deixou apelos
aos pesquisadores.
“Hoje a inteligência artificial aparentemente resolve
todos os problemas, mas é preciso também ver os desafios que ela nos coloca, os
riscos que ela traz. Facilita-se a vida, mas não resolve tudo.”
O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque
Manhique, reafirmou, por seu turno, a aposta da edilidade na valorização do
conhecimento como motor de desenvolvimento.
Rasaque Manhique falava na abertura da IV Conferência de
Jovens Investigadores da CPLP-ÁFRICA, um evento que decorre até sexta-feira,
sob o lema “Diversidade cultural, inovação digital e saberes ancestrais:
construindo futuros sustentáveis em África”.
Nos três dias da conferência, haverá apresentação de 60
trabalhos de jovens da CPLP, virados para as pesquisas para o desenvolvimento. Inalcídio
Uamusse – Moçambique in “O País”
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