Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 3 de maio de 2026

Estados Unidos da América - Autora luso-americana publica “Milagre das Rosas” bilingue para crianças

A autora luso-americana Angela Costa Simões publica domingo o livro infantil bilingue “Miracle of the Roses/O Milagre das Rosas”, inspirado na história da Rainha Santa Isabel e virado para as crianças da comunidade portuguesa nos Estados Unidos


“É um milagre muito conhecido em Portugal e que conheci a vida toda por causa das Festas aqui na Califórnia”, disse à Lusa a autora, referindo-se às celebrações da comunidade luso-americana.

“Fui rainha duas vezes e marchei em paradas todos os fins de semana até completar 18 anos”, lembrou. A comunidade de origem portuguesa na Califórnia, que tem uma grande preponderância de imigrantes açorianos, celebra a Festa do Divino Espírito Santo seguindo a tradição da Rainha Santa Isabel, que viveu entre os séculos XIII e XIV (1271 a 1336).

Ângela Costa Simões considerou que era importante documentar em livros infantis as histórias por detrás das celebrações, depois de perceber que muitas das crianças que participam em paradas e Festas não conhecem a sua origem.

Mas a própria autora foi surpreendida quando começou a pesquisar e trabalhou com um historiador para este livro, que sucede a outros dois na coleção “Herança” – um sobre a lenda do Galo de Barcelos e outro sobre a canção Uma Casa Portuguesa.

“Descobri que o Milagre das Rosas não é a razão pela qual fazemos as Festas. Fiquei estupefacta”, contou. “A razão é que ela era uma pacificadora e prometeu ao Espírito Santo que se lhe desse força para parar a guerra entre o filho e o marido, ela organizaria um banquete na aldeia”.

A tradição deste banquete é que esteve na origem das Festas, o que deixou Ângela Costa Simões “de queixo caído”. Bisneta de emigrantes portugueses, a autora foi várias vezes rainha e aia nas Festas da Califórnia.

“Foi uma ótima experiência de aprendizagem e descoberta sobre a vida dela, desde criança até à velhice, e como o seu legado continuou”, frisou. O Milagre das Rosas é o oitavo livro da luso-americana e tem ilustrações de Mariana Flores, uma artista de Leiria.

“Queria mesmo encontrar alguém em Portugal, porque se fosse uma pessoa de outra cultura ou etnia, acho que não ia conseguir transmitir a emoção, o sentimento e a herança cultural envolvidos”, explicou.

Ângela Simões considera que o livro terá particular ressonância junto de famílias católicas e cristãs que estão à procura de histórias infantis sobre santos, de pais e educadores que querem ensinar português através de histórias, e ainda leitores que procuram literatura infantil com raízes culturais diversas.

Publicado através da sua editora Riso Books, o livro estará disponível na Amazon (incluindo Portugal e Espanha) e noutras retalhistas, como Walmart e Barnes & Noble. Além da coleção Herança, em que este título se insere, a Riso Books tem outras três coleções de temas distintos: Diáspora, Educação e Coração. Ângela Costa Simões quer continuar a publicar estas histórias e gostaria de ver mais autores a fazer o mesmo.

“Penso que há muito espaço para mais livros infantis escritos especificamente para a comunidade portuguesa”, afirmou. “Infelizmente, estamos a perder o idioma e se os livros forem bilingues, pais e filhos poderão aprender juntos”, salientou. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


segunda-feira, 27 de abril de 2026

Angola - Escritor Ondjaki vence Prémio Ibérico de Literatura Infanto-Juvenil

O escritor angolano Ondjaki cimentou a sua presença no panorama literário internacional ao conquistar a 4.ª edição do Prémio Ibérico de Literatura Infanto-Juvenil Álvaro Magalhães, em Portugal.

A distinção resulta da qualidade e riqueza literária observada pelo corpo do júri na obra “Ondjaki Porque é que os Olhos Não Vêem para Dentro?”, um livro no qual Ondjaki faz um exercício raro de introspecção na literatura infanto-juvenil contemporânea.

O prémio, partilhado com o também escritor angolano Sandro William Junqueira, reforça a relevância da literatura angolana, num concurso que reuniu mais de uma centena de obras provenientes de países como Portugal, Brasil, Moçambique, Zimbabwe e Angola.

Com ilustrações de Constança Duarte, o livro, segundo o júri, traduz com subtileza a marca autoral do escritor, explorando-a, mas como identidade, memória e o invisível. In “O País” - Angola


terça-feira, 10 de março de 2026

PALOP e Timor-Leste - Projecto Procultura mudou vida de milhares de estudantes, professores, artistas e empreendedores culturais, diz Instituto Camões

O programa apoiou milhares de estudantes, professores, artistas e empreendedores culturais em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), e Timor-Leste, nas áreas da música, artes cénicas e literatura infanto-juvenil.


A presidente do instituto Camões, Florbela Paraíba, admitiu em Maputo, que o projecto Procultura mudou, em sete anos, a vida de milhares de pessoas que, nos países africanos de língua portuguesa e Timor-Leste, querem trabalhar na cultura.

“Houve formação, houve espaço de criação, os artistas precisam ter espaços tranquilos para criar, para aprender, para crescer juntos”, disse a presidente do Camões, à margem da apresentação dos resultados e encerramento do Procultura, que arrancou a 01 de Abril de 2019 e termina a 31 de Março, sessão que decorreu na cidade de Maputo.

Na ocasião, Paraíba disse que o projecto “permitiu-lhes internacionalizar as suas carreiras” e que “mais de 80% tiveram uma projecção internacional e regional, que é muito bom, mais de 60% têm hoje carreiras no sector”.

Para a Presidente do Instituto Camões, este sector da cultura “é sempre muito volátil, digamos assim, em termos de empregabilidade e fixar estas pessoas num sector em que elas querem trabalhar, em que elas sonham expressar-se, é muito importante. Portanto, os resultados são muito, muito positivos”, disse.

O programa apoiou, neste período, sob implementação do Instituto Camões com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e financiamento da União Europeia (UE), avaliado em 19 milhões de euros, milhares de estudantes, professores, artistas e empreendedores culturais em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), e Timor-Leste, nas áreas da música, artes cénicas e literatura infanto-juvenil.

“Envolveu mais de 1800 estudantes, artistas, teve uma acção muito abrangente nas áreas da música, nas áreas da produção de literatura infanto-juvenil, nas artes cénicas e o objectivo era criar maior renda, maior possibilidade de emprego a estes profissionais, tanto aqueles que se exibem nas câmaras como aqueles que estão atrás das câmaras, técnicos de som, de iluminação, cenógrafos, no sentido de possibilitar espaço de criação cultural e artística”, apontou Florbela Paraíba.

Acrescentou a importância da formação que foi permitida a esses profissionais, além das várias residências artísticas e da mobilidade internacional, com a “possibilidade de intercâmbio de experiências”, incluindo entre as entidades de ensino superior e de ensino secundário destes países, que “puderem replicar” conhecimentos.

O Procultura, que terá continuidade para o Procultura II com 10 milhões de euros da UE entretanto anunciado, financiou o lançamento de cursos técnicos e de ensino superior na área cultural, actividades de 108 entidades, a maioria sem fins lucrativas, bolseiros do Ensino Superior, em que 106 estudantes terminaram os cursos.

Levou ainda à criação de mais de 600 postos de trabalho, além da realização de residências artísticas por 50 artistas e a mobilidade académica entre 11 universidades portuguesas e nove destes países.

“Formámos muitos professores também, formámos muitos estudantes, dando-lhes sensibilização. E, no fundo, isto é, um projecto para o Camões que corporiza aquilo que nós fazemos: O nexo cultura-desenvolvimento, a possibilidade de termos aqui um crescimento, uma cocriação em que nós e as entidades destes países agimos em parceria, potenciámos sonhos e damos acesso a igualdade de oportunidades a todos”, reconheceu Florbela Paraíba.

“A cultura não é residual, a cultura é investimento, é economia, é promoção da diversidade, é promoção da coesão nacional, de apropriação comunitária e, acima de tudo, é um factor de identidade e de futuro para todos aqueles que estão envolvidos”, enfatizou,

O Camões vai implementar o Procultura II, cuja nota conceptual já está a ser desenhada.

“Vai permitir, nesta segunda fase, consolidar as aprendizagens, continuar o crescimento e a mobilidade entre os artistas dos países, entre os técnicos dos países, entre os agentes culturais destes países, e dar-lhes também uma possibilidade de fortalecimento das capacidades a nível das entidades públicas de promoção da cultura nestes países, o que é também muito importante”, concluiu Florbela Paraíba. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Moçambique - Carlos dos Santos lança obra infanto-juvenil “A Voz da Sombra”

Já se encontra disponível nas livrarias nacionais a mais recente obra infanto-juvenil do escritor moçambicano Carlos dos Santos, intitulada A Voz da Sombra.


Com 88 páginas, o livro apresenta como protagonista Facamoto, um rapaz conhecido pela sua aparência desleixada e comportamento travesso, características que frequentemente inquietam colegas e vizinhos. De camisa fora dos calções, roupa manchada e cabelo desgrenhado, Facamoto revela-se uma figura que contrasta de forma surpreendente com a sua própria sombra, elemento central da narrativa.

É a partir do confronto simbólico entre o protagonista e a sua sombra que a obra desenvolve uma reflexão profunda sobre responsabilidade, convivência social e os direitos e deveres das crianças, abordando valores essenciais para a formação cívica e moral do público infanto-juvenil.

A Voz da Sombra transmite mensagens fundamentais, recordando que a liberdade individual termina onde começa a liberdade do outro, que não se deve fazer ao próximo aquilo que não se gostaria de sofrer, e que os direitos colectivos devem prevalecer sobre os direitos individuais. A narrativa reforça ainda a ideia de que não existem direitos sem deveres, uma vez que ambos são indissociáveis.

Acima de tudo, a obra convida os jovens leitores a agir com consciência e ética, sem esperar recompensas ou temer penalizações, promovendo uma atitude responsável e solidária na sociedade.

Carlos dos Santos, nascido em Maputo em 1962, é psicólogo, pedagogo e profissional da educação desde 1981. Autor prolífico, publicou obras infanto-juvenis como O Conselho (2007), O Passeio pelo Céu (2012), Na Esteira das Estrelas (2018) e O Domador de Medos (2024). Na ficção científica destacam-se A Quinta Dimensão (2006/2010) e O Eco das Sombras (2016). Escreveu ainda manuais técnicos e pedagógicos, participou em antologias e assina poesia sob o pseudónimo “Nyama”. Colabora regularmente com jornais e revistas em Moçambique e Angola. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Angola - Feira do Livro e Poesia distingue Poeta Maior

Uma Feira do Livro e Poesia realiza-se no Campo da Tabela de Basquetebol, no bairro dos Imbondeiros, município de Cacuaco, em homenagem à vida e obra do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto


Considerado Herói Nacional e Poeta Maior da Nação, António Agostinho Neto nasceu a 17 de Setembro de 1922, na região de Catete, em Caxicane, actualmente província do Icolo e Bengo, e morreu a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo, Rússia.

A iniciativa é promovida pela Comissão de Moradores do Bairro dos Imbondeiros (CMBI) e visa enaltecer os heróis da liberdade e todos aqueles que sacrificaram a vida pela Independência, bem como valorizar a história e a identidade nacional, de acordo com o presidente da organização, Emílio Cinco Reis.

Segundo o responsável, a data de 17 de Setembro simboliza a celebração da vida e obra do estadista, cuja dedicação e visão marcaram de forma determinante a História de Angola e a conquista da Independência.

Durante a Feira vão estar expostos livros de Agostinho Neto. O programa da Feira inclui momentos de declamação de poesia, música e teatro, com o objectivo de incentivar nos mais novos o gosto pela leitura.

A actividade vai contar com a participação das escolas públicas n.º 4019 e 4083, bem como das instituições privadas Colégio Luz do Amanhã, Colégio Weza, Sacrisnor e Centro Albert Einstein.

No certame, o escritor Benise Kalundu vai promover uma sessão de venda e assinatura de autógrafos das suas mais recentes obras literárias, intituladas “O Ronni e a bicicleta mágica” e “Yaniel e a cidade dos Anjos”, dedicada ao público infanto-juvenil. A animação cultural vai ficar a cargo dos artistas Money, Blackson, Ney Laranjinha, Família Tanque, Poeta Sem Noção, Poeta Despertador e do grupo coral da Igreja Yesua.

As entradas são livres e, de acordo com Emílio Cinco Reis, é esperada uma grande adesão de pais, encarregados de educação e da comunidade em geral. Entre as entidades convidadas a prestigiar o evento destacam-se o administrador municipal de Cacuaco, Fernando João. Manuel Barros – Angola in “Jornal de Angola”


quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Moçambique - Mel Matsinhe apresenta “Translúcida, Tilu e o Mar”

A multifacetada artista e escritora moçambicana Mel Matsinhe prepara-se para apresentar ao público a sua mais recente obra literária, intitulada Translúcida, Tilu e o Mar, no próximo dia 18 de Setembro de 2025, pelas 17h00, na Galeria do Porto, em Maputo.


O livro, publicado pela Xiluva Arte Edições, aborda a inclusão como chave para a resolução de desafios comunitários. A narrativa integra crianças, adolescentes, adultos, idosos, pessoas com e sem educação formal, demonstrando que todos têm algo a oferecer na busca de soluções para os problemas ambientais.

“Quem disse que as crianças não têm ideias valiosas? A partir de um encontro misterioso, a pequena Tilu compreende a dimensão holística da vida e da comunidade, e inicia um movimento colectivo de resgate da vila”, explica a autora.

Dirigida ao público infanto-juvenil, a obra procura destacar o melhor que existe nas comunidades e nas pessoas. Translúcida, Tilu e o Mar é o segundo livro infantil da escritora, após O Tambor de Nacito, publicado em 2021.

O evento de lançamento contará com a participação de adolescentes da Escola de Artes Xiluva, do actor Dadivo e do escritor Eduardo Quive.

Sobre a autora

A carreira de Mel Matsinhe é marcada por uma dedicação à liberdade da criança de ser e criar, com especial atenção às crianças no espectro autista, com as quais desenvolve o ensino do piano como terapia.

É fundadora da Escola de Artes Xiluva,  e directora do Njingiritana, Festival da Criança . Em 2022, foi reconhecida pela revista Bantumen como uma das 100 personalidades mais influentes da lusofonia.

Matsinhe é um nome incontornável no sector criativo, dado o impacto do seu trabalho dentro e fora do país, onde se destaca como activista para o desenvolvimento deste sector. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 9 de setembro de 2025

Angola - Liliana Casimiro é reconhecida pelo contributo à literatura infanto-juvenil

A segunda edição do Show de Talentos serviu como ponto para valorização do trabalho desenvolvido na literatura infanto-juvenil pela coordenadora Liliana Casimiro


O evento aconteceu sábado, na Centralidade do Kilamba, quarteirão X16, em Luanda.

O Show de Talentos funcionou como espaço de cultura, voltado para poesia e ensinamentos relevantes para crianças. O ambiente contou com livros e crianças do projecto Angoletras, que recitaram textos com realce para "Pivete" e "A beleza Da Mulher Africana" da autoria de Liliana Casimiro.

A actividade teve, também, a presença dos integrantes do projecto Leitura ao Domicílio, que dirigiram a sessão e reconheceram a mentora do Show de Talentos. Aniceto Silveira informou que Liliana Casimiro é a 32.ª distinguida no contexto dos 50 Anos, 50 Homenageados.

Na ocasião, foi entregue, em sinal de valorização da literatura infanto-juvenil, à Liliana Casimiro um certificado, um prato com o emblema da AS Leituras ao Domicílio e um quadro com imagem da distinguida.

Alice da Costa (mãe), João Costa e Maria Conceição (avós) e Ihandjica Bento (irmão), com orgulho, exaltaram a dedicação da escritora e manifestaram alegria pela distinção a Liliana Casimiro. In “Jornal de Angola” - Angola


sexta-feira, 11 de julho de 2025

Angola - Maria Eugénia Neto homenageada pelo contributo à literatura infantil

A escritora Maria Eugénia Neto foi homenageada hoje na Fundação Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, pelo contributo prestado ao desenvolvimento da literatura infanto-juvenil. A distinção ocorre no âmbito do projecto “50 anos, 50 homenageados”, promovido pela Biblioteca AS Leituras, com o objectivo de homenagear 50 escritores nacionais pelo contributo à literatura infanto-juvenil


Segundo o coordenador do projecto, Aniceto da Silveira, esta homenagem pretende destacar o impacto da obra de Maria Eugénia Neto na formação educacional e cultural das novas gerações. “Chegou o momento de reconhecer, por via de um tributo simbólico, os espaços que a escritora soube conquistar no meio da sociedade, através das suas palavras e do seu exemplo”, afirmou.

Aniceto realçou que a escritora desempenhou um papel pioneiro no desenvolvimento da literatura infanto-juvenil angolana, tendo criado textos que combinam simplicidade poética com profundos ensinamentos morais e patrióticos.

“As suas histórias tocam directamente o imaginário das crianças, sem nunca deixar de transmitir valores como a solidariedade, a identidade nacional e o respeito pelas raízes. Soube construir uma ponte entre a infância e a consciência crítica, algo valioso na nossa tradição literária”, afirmou.

A homenagem a Maria Eugénia Neto, disse, representa mais do que uma simples cerimónia de reconhecimento, trata-se de um gesto simbólico de resgate da memória literária nacional e de valorização dos autores que, com as suas obras, contribuíram para a afirmação da identidade cultural de Angola.

O projecto "50 anos, 50 homenageados", que teve arranque em Dezembro do ano passado, já homenageou os escritores Cremilda de Lima, Kudijimbi, Marta Santos, Maria Celestina Fernandes, Kim Freitas, Domingas Monte, David Capelenguela, Jonh Bella, Yola Castro, Carla Severino, entre outros.

Membro fundadora da União dos Escritores Angolanos, Maria Eugénia Neto nasceu em Portugal, em 1934. Em 1948, num círculo de intelectuais africanos conheceu Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola, com quem viria a casar, tornando-se uma figura incontornável na luta de libertação de Angola. 

Desde a década de 1970, Maria Eugénia Neto tem -se dedicado à produção e promoção da literatura infantil, tendo as suas obras sido traduzidas para várias línguas e conquistado vários prémios. A Biblioteca Comunitária “A.S Leitura” foi fundada em 2022, fruto do projecto “Leitura ao Domicílio”, criado por Aniceto da Silveira. Gil Vieira – Angola in “Jornal de Angola”


quarta-feira, 16 de abril de 2025

Moçambique - Inês Blanc lança “O Cantar da Chuva” pela Kuvaninga Cartão d’arte

A Kuvaninga Cartão d’arte, plataforma de produção de livros com capas de cartão reaproveitado, lança, esta quinta-feira, às 14h, o livro da escritora e mediadora portuguesa Inês Blanc, intitulado “O Cantar da Chuva”.



A sessão de lançamento será em forma de oficina de pintura e produção de livros artesanais no Centro de Teatro do Oprimido (CTO), na Feira de Hulene, em Maputo.

De acordo com a nota de imprensa da Kuvaninga, trata-se de um conto infanto-juvenil inédito que conta a história de um pássaro solitário e tímido que vivia num embondeiro muito alto e não se misturava com os outros animais mais abaixo, mas tudo muda quando chega a seca e o pássaro teve que voar mais alto para as nuvens suplicando pela chuva.

O texto, acompanhado por desenhos da autoria também de Blanc, carrega um ensinamento profundo sobre a coragem, superação do medo e empatia colectiva.

“O livro O Cantar da Chuva tem apenas quatro páginas, mas transmite ensinamentos cruciais sobre a importância de sair da zona de conforto, a força que nasce das dificuldades e a conexão com os outros. A oficina de pintura e de produção de livros com capas de cartão reaproveitado será dirigida a um universo de 30 crianças. Trata-se de membros do Centro de Teatro do Oprimido, crianças da comunidade e filhos de catadores de lixo da Lixeira de Hulene”, adianta a nota de imprensa. 

Durante a oficina, com a duração de 45 minutos, cada participante, juntamente com a autora, irá produzir cerca de quatro livros, onde cada livro ficará com o oficinando e outros serão distribuídos pelos parceiros do projecto.

O lançamento e a oficina de livros com capas de cartão reaproveitado é uma actividade que conta com o apoio do Camões – Centro Cultural Português e o Centro do Teatro do Oprimido. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Angola - Escritora Júlia Lima lança nova obra infanto-juvenil

A poeta e escritora Júlia Lima acaba de colocar no mercado literário nacional a mais nova obra infanto-juvenil, intitulada “A Menina das Botas Apertadas”, com a chancela da OCIÑI Editora



A obra reúne 39 contos, incluindo uma oração, e foi recebida com grande entusiasmo pelos leitores na província de Benguela, especialmente por pais, educadores e crianças.

A autora, com mais de 30 anos de “estrada” literária, demonstra na obra uma profunda sensibilidade para escrever para o público infanto-juvenil, abordando temas e questões que tocam a alma das crianças, com uma escrita envolvente e rica em sentimentos.

Júlia Lima partilhou um pouco da sua jornada de escrita, revelando que a inspiração vem de momentos marcantes da infância e lembranças dos professores que a incentivaram a escrever desde jovem.

Para a autora, escrever para as crianças exige uma conexão profunda com o universo infantil e a natureza ao redor. “Escrever para crianças é voar como uma borboleta, é caminhar entre campos de girassóis e jasmim, é olhar para o mundo com os olhos puros e cheios de imaginação”, afirmou Júlia Lima, que destacou que a literatura infantil tem o poder de moldar o carácter e o futuro das crianças.

A escritora destacou, igualmente, os desafios enfrentados pelos autores locais, especialmente na busca por apoio financeiro e institucional para a publicação e divulgação das suas obras. “Escrever é uma missão e precisamos de mais apoios, principalmente do Governo e de entidades privadas para que a literatura da província de Benguela tenha mais visibilidade e alcance”, afirmou.

A cerimónia de lançamento do livro realizado sábado, no Museu de Arqueologia de Benguela, atraiu a atenção de várias personalidades da Cultura e Educação na província, entre os quais o director provincial da Cultura, Pascoal Luís, que elogiou a coragem da autora em escrever para as crianças, um segmento que há algum tempo não era suficientemente explorado na literatura da província.

O secretário do Conselho Provincial de Juventude em Benguela, Lucas Katimba, reforçou a importância da literatura infanto-juvenil na formação dos cidadãos.

“A literatura infantil é uma mais-valia para a nossa província. Estamos a lançar uma obra que vai alicerçar ainda mais a nossa tradição literária e criar uma conexão com as novas gerações de escritores”, disse Lucas Katimba, ressaltando o papel da escrita criativa como um elemento essencial para o desenvolvimento cultural. Juceila Dias – Angola in “Jornal de Angola”


sábado, 7 de dezembro de 2024

Angola - Novo livro de Elsa Bárber leva conhecimento às crianças sobre figura histórica do país

A obra literária “Njinga Mbande–A Rainha de Angola”, da autoria de Elsa Bárber, já se encontra nas bancas, depois da cerimónia de venda e sessão de autógrafos, realizada numa das unidades hoteleiras de Luanda



Num acto bastante concorrido, diversas figuras testemunharam o lançamento, com destaque para a Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, o ministro da Cultura, Filipe Zau, e membros do corpo diplomático.

Na intervenção, a escritora sublinhou que foi uma grande responsabilidade escrever sobre a figura de Njinga Mbande, personagem central da criação desta obra infanto-juvenil que levou mais de um ano a ser concluída. Lançada sob a chancela da Plural Editores, Elsa Bárber explicou que foi um grande desafio em todo o processo de criação da obra, que posteriormente foi submetida a revisores nacionais e estrangeiros antes da publicação.

“É muita responsabilidade escrever sobre a Rainha Njinga. Escolhi esta figura por ser uma mulher inspiradora. Essa obra vai para escolas, sobretudo do primeiro ciclo, para que as crianças tenham conhecimento das figuras da nossa ancestralidade e os seus feitos no engrandecimento da História do país”, traçou a escritora.

Por sua vez, o ministro Filipe Zau felicitou a autora por esse trabalho que considerou bastante pedagógico, que combina no enredo e nos desenhos uma forma interessante para trazer o sentido de identidade às crianças de forma muito mais lúdica e educativa.  

“Quem é professor tem aqui um manual importante para as nossas crianças e, sobretudo, para elevar o nosso sentido de auto-estima à volta de coisas que nos dizem respeito”, sugeriu Filipe Zau.

Na qualidade de apresentador da obra, o escritor John Bella considerou a iniciativa bastante louvável e manifestou sentir-se lisonjeado pela autora ter recorrido a si para a apresentação e prefácio. John Bella referiu que a obra vem mais uma vez cimentar que o conhecimento da nossa história tem de ser a base da escrita, sendo a literatura uma ferramenta poderosa.

“Os livros viajam e vão a diversas partes do mundo. Esse é um contributo muito valioso no roteiro da História angolana. É preciso reconhecer que a Rainha Njinga Mbande foi muito mais escrita no estrangeiro, mas actualmente o quadro mudou, porque o trajecto desta celebra rainha é cada vez mais contado pelos próprios angolanos”, observou.  

Paulo Ribeiro, director-geral da Plural Editores, disse que a obra de Elsa Bárber inaugura uma colecção infanto-juvenil que tem como grande foco o ensino, visando lançar biografias de personagens que foram importantes para o país.

Segundo argumentou, o objectivo é promover a leitura dos mais novos, para que estejam em contacto com literatura mas, também, conheçam o percurso de figuras marcantes da História do país.

“Quisemos começar esta colecção com esta grande mulher da História africana, que foi a Rainha Njinga Mbande. E a escritora Elsa Bárber aceitou este desafio”, revelou.

O artista plástico Alvaro Macieira foi uma das figuras presentes, tendo referido na ocasião que a obra perpetua o legado de Rainha Njinga Mbande, uma figura lendária cuja pesquisa sobre o seu trajecto e feitos devem ser contínuos para dar a conhecer aos mais novos.

“Este livro é importante porque a história é contada de forma didáctica, na voz de uma avó que conta aos seus netos a história da rainha”, apontou.  

Composto por 30 páginas, “Njinga Mbande – A Rainha de Angola” é o novo título na trajectória desta jurista e escritora, membro da União dos Escritores Angolanos. Katiana Silva – Angola in “Jornal de Angola”  


quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Moçambique - Emília Paulino estreia-se com “Bebé O e a descoberta do mundo azul” na Beira

Nesta sexta-feira, às 17 horas, a Editorial Fundza vai lançar, na Livraria Fundza, Cidade da Beira, o livro “Bebé O e a descoberta do mundo


Nesta sexta-feira, às 17 horas, a Editorial Fundza vai lançar, na Livraria Fundza, Cidade da Beira, o livro “Bebé O e a descoberta do mundo azul”, da escritora Emília Paulino.

De acordo com o comunicado de imprensa da Editorial Fundza, trata-se de um livro infanto-juvenil que aborda a história inspiradora de um bebé com espectro autista, que, com o apoio de médicos, familiares e, em especial, da sua irmã mais nova, desenvolve habilidades essenciais e valores como o amor, a inclusão e a união.

A autora avança que o livro traz uma mensagem de esperança e reforça a importância do apoio familiar e social no processo de desenvolvimento de uma criança autista, conforme se pode ler na nota de imprensa: “Com esta obra, pretendo abraçar, mesmo que de longe, os pais de filhos especiais e todos os meninos autistas para dizer-lhes que não estão sozinhos, que o autismo não é um segredo e que juntos somos mais fortes”, reforça a escritora.

Na cidade da Beira, a obra será apresentada por Rodrigues Germano, especialista na terapia da fala e que assiste muitas crianças com necessidades especiais.

Emília Paulino, natural da cidade da Beira, é advogada e docente universitária. Tem um mestrado em Direito e outro em Sistemas de Informação Geográfica, além de formação em neurociências do autismo e em ABA e estratégias naturalistas. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 12 de março de 2024

Moçambique - Carlos dos Santos lança “O Domador de Medos”

Intitulada “O Domador de Medos”, esta é mais uma obra dirigida ao público infanto-juvenil. Porém, embora seja uma fábula para crianças, a obra contém uma mensagem inspiradora para todos aqueles que sentem medo, independentemente da sua idade.


A história decorre entre três inimigos fidalgais que, a dado momento das suas vidas, se questionam porque é que têm medo uns dos outros, e se perseguem irracionalmente desde há gerações: um rato, um gato e um cão.

Carlos dos Santos entende que esta é uma pergunta que “todos nós nos devemos fazer em relação aos medos que sentimos. Porque uma cabeça cheia de medos não tem espaço para sonhos”. O autor recorre a António Gedeão para recordar que “sempre que um homem sonha, o mundo pula e avança”.

O livro, com 64 páginas, é uma edição da Plural Editores e conta com ilustrações de Fernando Hugo Fernandes.

Carlos dos Santos é autor de várias outras obras destinadas ao público infanto-juvenil. In “O País” - Moçambique


 

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Angola – Assédio moral na infância e adolescência abordados em livro de Otchaly

A escritora infantil Otchaly vai apresentar, no próximo dia 25 deste mês, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, a segunda obra intitulada “Determinação - A minha história com o bullying”


Aos 15 anos de idade, Otchaly traz no seu livro infanto-juvenil uma narrativa autobiográfica de superação, depois ter sofrido bullying na escola, refere uma nota enviada, esta sexta-feira, ao JA Online.

Trata-se de uma história vivida na primeira pessoa e cujo enredo pretende inspirar o crescimento emocional de crianças e adolescentes vítimas de intimidação psicológica nos mais variados meios sociais. In “Jornal de Angola” - Angola


sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Brasil - Obras semi-finalistas da 65ª edição do Prémio Jabuti

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) divulgou a lista das obras semi-finalistas da 65ª edição do Prémio Jabuti, a mais importante premiação nacional do livro e referência no mercado editorial brasileiro.

Segundo uma nota de imprensa da Editora Trinta Zero Nove, das 4245 obras inscritas, foram seleccionados 10 semi-finalistas para cada uma das 21 categorias, que são distribuídas em quatro eixos: literatura, não ficção, produção editorial e inovação.

Assim, a Editora Trinta Zero Nove consta na lista dos semi-finalistas na categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior do eixo produção editorial com os seguintes títulos: “Caderno de rimas do João” e “Caderno sem rimas da maria”, de Lázaro Ramos, e ilustrados por Maurício Negro. Estes livros infanto-juvenis são uma ode do autor aos seus filhos, João e Maria, com neologismos e mensagens para inspirar auto-estima e valorização nas crianças negras; “O cabelo de Cora”, da autoria de Ana Zarco Câmara, e ilustrado por Taline Schubach, um livro que, segundo a autora, não é sobre princesas, fadas, bruxas, monstros, animais que falam, super-heróis ou lendas de folclore, mas busca antes reafirmar a beleza dos cabelos crespos.

Publicadas no Brasil, entre 2016 e 2018, pela Pallas Editora, as mesmas foram publicadas pela Editora Trinta Zero Nove em 2022 em edições bilingues de Português e Changana, Sena e Macua.

Hubert Alquéres, curador do prémio, citado na nota de imprensa da Trinta Zero, diz: “Chegar aos dez melhores em cada categoria não foi uma tarefa fácil, diante da grande qualidade das obras inscritas. O júri enfrentou o desafio com competência e nos entrega uma lista admirável”.

Os projectos conjuntos da Pallas Editora e da Editora Trinta Zero Nove são os únicos infanto-juvenis da lista, além de únicos projectos em línguas Bantu e concorrem com sete romances e obras de não ficção publicados no Médio Oriente, EUA, Itália, Portugal, Argentina e Reino Unido.

A reacção de Lázaro Ramos, numa mensagem de áudio enviada para Sandra Tamele, foi mais emotiva: “Que coisa mais linda… Eu soube agora, estou muito feliz. Parabéns, parabéns, parabéns… Estou muito feliz com este projecto”, lê-se na nota de imprensa da Editora Trinta Zero.

Já Ana Zarco Câmara, disse: “Parabéns para nós! Que notícia mais querida. Tenho que processar na mente. Viva Cora! Viva a Trinta Zero Nove e as nossas crianças!”, pode-se ler na mesma nota.

Os finalistas serão conhecidos no dia 21 deste mês, sendo cinco em cada categoria. Os vencedores – o que inclui o título de Livro do Ano – serão apresentados ao público na noite de 5 de Dezembro, num evento no Theatro Municipal de São Paulo. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Angola – John Luandino Santos lança livro infantil

“Pipoquinhas de Poemas” é o título do segundo livro infanto-juvenil da autoria de John Luandino Santos, lançado na escola 1601, no Bairro Popular, defronte ao Hospital Neves Bendinha, em Luanda

O livro chega ao mercado com a chancela da editora Ketch Word e contém 24 textos poéticos, escrito para uma leitura fácil, leve e prazerosa, produzindo na criança inúmeras e variadíssimas emoções, que ao mesmo tempo ensina a conviver em comunidade, disse o autor ao Jornal de Angola.

Segundo John Santos, numa primeira fase foram editados um milhão de exemplares que vão estar disponível para os amantes da literatura, em particulares as crianças.

Após o lançamento, afirmou, os livros vão estar disponíveis nas bancas da livraria das Irmãs Paulinas, na Vila Alice, assim como vai realizar sessões de venda e assinaturas de autógrafos nas províncias do Bengo, Huíla e Malanje.

Dada a quantidade de exemplares, confessou, o programa de promoção e divulgação do livro é levá-lo a todas as províncias do país, principalmente nas regiões onde o mercado literário assemelha-se ao de Luanda.

Para Fragoso Trindade, a quem coube a responsabilidade de prefaciar o livro, o autor sempre se preocupou com a educação e crescimento saudável "das nossas” crianças, desde o seu primeiro livro "A Borboleta e o Gafanhoto” e traz nos 24 textos poéticos que compõem "Pipoquinhas de Poemas” temas como o respeito pelos mais velhos, harmonia familiar, perspectiva para o futuro, economia doméstica, religião, filantropia, amor e alimentação, entre outras.

Deu ainda a conhecer que o autor tenciona com o livro atingir o maior número de leitores e um público multilingue e internacional, com o objectivo de valorizar as "nossas línguas nacionais”. Quatro poemas, disse, foram traduzidos em três línguas nacionais, o kikongo, kimbundo e umbundo e um em língua inglesa.

John Luandino Santos, de nome próprio João dos Santos, é formado em Ciências Económicas, actualmente exerce a função de contabilista. Foi professor do ensino secundário, bem como fez o curso de literatura em Luanda, promovido pela União Baiana de Escritores, Revista Ómnira (UBESC) do Brasil.

John dos Santos estreou-se no mercado literário, em 2017, com o lançamento do livro "A Borboleta e o Gafanhoto”, do género infanto-juvenil, na escola Fidel de Castro, junto a Casa da Juventude, em Viana. Mário Cohen – Angola in “Jornal de Angola”


terça-feira, 20 de junho de 2023

Moçambique - Os pintores de sonhos garantem prémio infanto-juvenil a Carlos dos Santos

O livro infanto-juvenil de Carlos dos Santos, Os pintores de sonhos, foi laureado, esta sexta-feira, Dia da Criança Africana, durante a realização da sexta edição do Festival do Livro Infanto-juvenil da Kulemba (FLIK), na Casa do Artista, Cidade da Beira.


Uma floresta de tocos mantinha viva a memória de um tempo distante em que a música da folhagem das árvores a dançar ao vento embalava os entardeceres mornos daquela aldeia, situada no sopé de Xinhamapere. Era um tempo de que o Zua e a Mwedzi só tinham ouvido contar.

O excerto acima é extraído do primeiro parágrafo de Os pintores de sonhos, 18º livro de Carlos dos Santos. No conto infanto-juvenil, o autor explora, em primeiro lugar, um enredo cheio de surpresas e mistérios sobre os efeitos nefastos, para a vida, dos desmandos humanos em relação ao ambiente. Em segundo lugar, a obra literária lembra que a responsabilidade pelas calamidades naturais, e a solução, não exclui nenhum ser humano, “independentemente” da sua idade. “Todos” podem fazer alguma coisa positiva pelo planeta. Aliás, mesmo a condizer com o lema da sexta edição do Festival do Livro Infanto-juvenil da Kulemba (FLIK), Ler para reduzir riscos de desastres, o livro de Carlos dos Santos destacou-se, na primeira edição do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil, também por chamar atenção sobre a importância da preservação da natureza.

Na cerimónia realizada na Casa do Artista, na Cidade da Beira, o presidente do júri, Alberto da Barca, referiu-se ao efeito didáctico do conto de Carlos dos Santos, o que se revela numa linguagem que estimula a sugerida pertinência pela preservação ambiental. “A história é cativante, desperta a curiosidade, [o escritor] lidou bem com o mistério, a imprevisibilidade, e o ritmo cria suspense em cada página. O livro está escrito de forma clara, e é interessante a ideia do sublinhar de algumas palavras e haver um dicionário no fim do livro. As ilustrações, singelas, apoiam bem o texto”, lê-se na acta do júri.

Ainda na Casa do Artista, em representação dos outros membros do júri (Angelina Neves e Marcelo Panguana), Alberto da Barca explicou que, antes dos trabalhos iniciarem, todos decidiram observar questões como relevância e actualidade da mensagem; a arte de construção das frases com recurso a termos que mais se ajustam ao contexto e aos diferentes momentos da história; termos que enriquecem o vocabulário e fazem viajar na aventura ou viver a situação como se o leitor lá estivesse; palavras que ornamentam o enredo e outras que levam a reflexão e a relação entre a ilustração e o texto. Tendo feito isso, depois de seguir a avaliação das obras por fases, portanto, o júri decidiu laurear Os pintores de sonhos.

Reagindo à distinção, na manhã deste sábado, na Cidade de Maputo, Carlos dos Santos não escondeu o seu contentamento: “Estou satisfeito porque o trabalho da minha lavra foi apreciado, sobretudo pelas pessoas que constituíram aquele júri, que são pessoas que possuem elevados méritos nas artes, em particular nas artes da escrita. Saber que aquelas três pessoas acharam que aquele livro reúne uma série de critérios de qualidade, naturalmente que me apraz”. Entretanto, para Carlos dos Santos, o grande prémio será conseguir levar mais pessoas a ler a sua história e, em função disso, se gostarem, interessarem-se por outras histórias e ficarem “viciadas” na leitura. Esse, para o autor, será um prémio real.

Com 72 páginas, Os pintores de sonhos foi ilustrado por Rajau de Carvalho e lançado pela Alcance Editores, em 2021. Pela distinção, Carlos dos Santos vai receber o valor monetário na ordem de 100 mil meticais, dos quais 20% serão repartidos com o ilustrador, conforme prevê o regulamento do concurso. José dos Remédios – Moçambique in “O País”


quinta-feira, 2 de março de 2023

Cabo Verde - Alargado prazo até 04 de Março para inscrições na oficina de escrita criativa “Construir Narrativas para Crianças e Jovens”

O prazo para as inscrições na oficina de escrita criativa “Construir Narrativas para Crianças e Jovens”, uma iniciativa da Procultura, foi alargado até 04 de Março, para acontecer na Praia, entre os dias 09 e 16 deste mês


Segundo informações divulgadas pela Procultura, esta actividade é destinada a escritores, profissionais na área da educação, artistas e pessoas com interesse e motivação na área da literatura infanto-juvenil.

Inicialmente as inscrições estavam abertas até dia 19 de Fevereiro, com a previsão de iniciar entre os dias 27 do mesmo mês e 06 de Março, na cidade de Assomada, entretanto, foi alterado o prazo até 04 de Março.

Com a alteração a oficina ficou remarcada para acontecer entre os dias 09 e 16 de Março, no Centro Cultural Português da Praia, das 15:00 e as 18:00, e será ministrada pelo doutorado em Linguística, Línguas e Literaturas e mestre em Pedagogia para o desenvolvimento, Miguel Gullander.

As inscrições neste curso de carácter gratuito poderão ser feitas através da proculturacaboverde@gmail.com, aos formandos será garantido o certificado de participação e conclusão, mediante assiduidade mínima de 70 por cento (%).

O Procultura é uma acção do Programa Indicativo Multianual PALOP – Timor-Leste e União Europeia, financiada pela União Europeia, cofinanciada e gerida pelo Camões, I.P. e cofinanciada pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Tem por objectivo contribuir para a criação de emprego em actividades geradoras de rendimento na economia cultural e criativa nos PALOP e em Timor-Leste. In “A Semana” – Cabo Verde com “Inforpress”


quarta-feira, 1 de março de 2023

Moçambique - Japone Arijuane estreia-se no universo infanto-juvenil com O peixe que sonhava comprar um barco

O peixe que sonhava comprar um barco é o título da nova proposta literária do poeta Japone Arijuane. O livro infanto-juvenil foi apresentado pelo jornalista Elton Pila com leitura encenada de Guilherme Roda. A sessão de lançamento decorreu no Instituto Guimarães Rosa/ Centro Cultural Brasil-Moçambique, Cidade de Maputo


Ao longo dos anos, Japone Arijuane sempre ouviu os amigos, colegas de escrita, a defender que escrever para os mais novos é algo complexo e muito responsável. Verdade ou não, o poeta desafiou-se a escrever para as crianças. Porque sim. No entanto, os primeiros ensaios não resultaram em publicação. Ficaram trancados em alguma gaveta lá de casa. Ainda assim, a alma do artista não esmoreceu. Pelo contrário, aventurou-se numa nova tentativa, a que intitulou O peixe que sonhava comprar um barco.

Na verdade, quando terminou de escrever esse texto, abandonou-o em algumas páginas word do computador. Até que há mais ou menos um ano, teve o conhecimento de que a Editorial Fundza tinha lançado a primeira chamada literária. Como tentar não faz mal a ninguém, o poeta submeteu o texto e, depois de ter sido apreciado por um júri constituído para seleccionar as melhores propostas literárias, ao invés de terminar numa grelha, temperado com alho e limão, O peixe que sonhava comprar um barco ganhou peso e consistência. Por isso, a Fundza juntou o poeta a escritora Angelina Neves, de modo que o resultado final fosse o melhor possível. “Com a colaboração da Angelina, a sua atenção e revisão, tornamos o texto mais infanto-juvenil”, admitiu Japone Arijuane.

Ao mesmo tempo que o poeta trabalhava com Angelina Neves, o texto ia sendo ilustrado por Walter Zand. “Uma das melhores surpresas foi a ilustração do Walter. Fiquei maravilhado! O trabalho dele superou as minhas expectativas”.

Apesar de se tratar de um livro infanto-juvenil, o poeta previne o leitor: “No fundo está aqui o Japone de outros livros. A minha essência como poeta está aqui”.

Ainda assim, por se tratar de um livro para os mais novos, o poeta adianta que sentiu a necessidade de investir mais no ritmo, na imagem e na musicalidade dos poemas. Afinal, entende, desse modo também se pode prender o leitor de todas as idades. José dos Remédios – Moçambique in “O País”


terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Moçambique - Edição moçambicana do livro “Sulwe”, de Lupita Nyong’o, lançada em Maputo

No dia 8 de dezembro, o Cantinho Americano, na Biblioteca Nacional – cidade de Maputo, acolheu o lançamento da edição moçambicana do livro infanto-juvenil intitulado “Sulwe”, pertencente à renomada actriz e escritora queniana, Lupita Nyong’o

Lançado em Moçambique sob chancela da Editora Trinta Zero Nove, o livro “Sulwe” conta com a tradução portuguesa da editora e tradutora moçambicana, Sandra Tamele, e ilustração da ilustradora norte-americana, Vashti Harrison.

No âmbito do lançamento desta obra literária na cidade de Maputo, a cantora Lenna Bahule foi responsável pela leitura encenada que emocionou a todos que estiveram presentes.

Vale lembrar que livro “Sulwe” conta uma estória emocionante de uma menina que aprende a amar a sua pele escura como a meia-noite.

Lupita Nyongo’o é uma actriz e realizadora queniana. Celebrizada pelo seu papel em 12 Anos de Escravidão, que lhe mereceu o Prémio da Academia para Melhor Actriz Secundária, além de múltiplos galardões, incluindo o Prémio da Associação de Actores de Cinema, o Prémio da Crítica, o Prémio Espírito Livre e o Prémio NAACP. Desde então, ela estrelou em Queen of Katwe de Mira Nair, Star Wars: The Force Awakens, Black Panther, o recordista sucesso de bilheteira de Ryan Coogler e, mais recentemente em Us, o aclamado filme de terror de Jordan Peele. Nyong’o mereceu uma nomeação para o Tony pela sua estreia na Broadway na peça Eclipsed de Danai Gurira. Lupita vive em Brooklyn.

Sandra Tamele é licenciada em Arquitectura, mas o seu amor pelas línguas e pela leitura impeliu-a a desenhar também projectos literários. Em 2007, publicou a primeira obra que traduziu e, desde então, traduziu 21 romances e colectâneas de contos escritos, entre outros, pelos Prémios Nobel da Literatura Wole Soyinka e Naguib Mahfouz.

Compreendendo a importância da tradução, em 2015 começou a organizar um concurso anual de tradução literária entre jovens moçambicanos, que levou à criação da sua editora Editora Trinta Zero Nove. Tamele e a sua editora foram galardoadas com o Prémio de Excelência Internacional da Feira do Livro de Londres para Iniciativas de Tradução Literária em 2021. In “Moz Entretenimento” - Moçambique